trabalho faculdade ourogas - unopar

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1 INTRODUO No mercado global e competitivo dos dias atuais, organizaes esto reformulando suas estratgias para sustentar e elevar suas vendas e lucros. Para muitas organizaes bem-sucedidas, suas novas estratgias esto oferecendo produtos e servios que so reconhecidos pelo diferencial em preos, entrega, desempenho e qualidade. Para se ter uma organizao que olhe para o futuro, que aproveite oportunidades, que se previna de ameaas e que procure se manter ativa e prspera em um mundo globalizado e em constante mudana, necessrio a implementao de um planejamento estratgico que faa uma avaliao da empresa nos diversos ambientes onde a empresa est inserida. Almeida (2001) diz que as grandes empresas, mesmo que no tenham o planejamento estratgico formal, normalmente desenvolvem atividades ligadas ao processo, enquanto as pequenas empresas dificilmente fazem uma reflexo estratgica e, quando o fazem, para surpresa do pequeno empresrio, muitas vezes descobrem que pequenas mudanas de rumo podem alterar completamente o resultado. Assim, conclui o autor que o resultado da utilizao do planejamento estratgico na pequena empresa muito relevante. A formulao de uma estratgia para a maximizao das vendas da Ourogas Distribuidora de Gs LTDA, com a expanso das vendas na rea zona rural, o objetivo geral deste trabalho, que abordou pontos estratgicos para a empresa Ourogas Revendedora de Gs LTDA, que foi fundada a quase 3 anos ano e busca ainda se solidificar no mercado. A sua implementao foi feita de forma emprica e ainda lida com muitos ajustes na sua operao. A empresa Ourogas Revendedora de Gs LTDA, est localizada na cidade de Governador Mangabeira, no estado da Bahia, e atua desde junho de 2007 como revendedor de gs de cozinha para uso domstico da marca Minasgs.

Para expandir as vendas na zona rural com preo competitivo, faz necessrio a identificao e anlise dos custos diretos e indiretos, que , muitas vezes, a parte mais difcil. Isto por que as pequenas empresas tendem a desprezar pequenos custos, ou confundir custos e despesas.

Por isso, o problema questiona como ampliar a rea de vendas e gerenciar os custos logsticos para a distribuio na zona rural de Governador Mangabeira tendo preos acessveis para a populao e no perdendo margem de lucratividade da empresa Ourogas. Com isto, este trabalho ir avaliar a viabilidade da operao para ampliar a rea de atuao das vendas, gerenciando os custos logsticos intrnsecos nesta expanso.

Vale salientar que a demanda potencial na sede do municpio j est sendo atendida e o crescimento lento, e na zona rural do municpio de atuao, a demanda crescente e atendida em sua maioria pela concorrncia, que j possui uma operao estruturada atuante em toda a regio. Nessa viso, se justifica que os scios busquem o crescimento das vendas da zona rural atravs da aplicao do resultado desse trabalho.

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2 REFERENCIAL TERICO Viso sistmica consiste na habilidade em compreender os sistemas de acordo com a abordagem da Teoria Geral dos Sistemas, ou seja, ter o conhecimento do todo, de modo a permitir a anlise ou a interferncia no mesmo. A viso sistmica formada a partir do conhecimento do conceito e das caractersticas dos sistemas. Viso sistemtica a capacidade de identificar as ligaes de fatos particulares do sistema social como um todo. Segundo Martinelli (2006, p.3) a abordagem sistmica foi desenvolvida a partir da necessidade de explicaes complexas exigidas pela cincia. Segundo Novaes (2004, p. 35) logstica o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e armazenagem de produtos, bem como os servios e informaes associados, cobrindo desde o ponto de origem at o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor. Ballou (1993, p.17) mostra uma definio para logstica empresarial: A logstica empresarial estuda como a administrao pode prover melhor nvel de rentabilidade nos servios de distribuio aos clientes e consumidores, atravs de planejamento, organizao e controle efetivos para as atividades de movimentao e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. Os servios logsticos da cadeia de suprimentos devem ser bem definidos, ou seja, um fornecimento consistente das utilidades de tempo e lugar. Em outras palavras, os produtos no tm valor, at que eles estejam nas mos dos clientes, na hora e lugar exigidos.A logstica singular: nunca pra! Est ocorrendo em todo mundo, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante 52 semanas por ano. Poucas reas de operaes envolvem a complexidade ou abrangem o escopo geogrfico caracterstico da logstica. O objetivo da logstica tornar disponveis produtos e servios no local onde so necessrios, no momento em que so desejados. (BOWERSOX & CLOSS 2001, p. 19).

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Nos servios logsticos devem-se abordar os elementos essenciais ao desempenho das atividades como: tempo de ciclo, consistncia do ciclo do pedido, disponibilidade do produto, embalagem, habilidade para expedio, agilidade de substituio, suporte de informaes, servio ps-venda, a habilidade para resolver reclamaes e devolues de clientes. A previso um preldio do planejamento. Antes de fazer planos, deve-se fazer uma estimativa das condies que existiro dentro de um perodo futuro segundo Arnold (1999). De acordo com Arnold (1999) muitos fatores influenciam a demanda por produtos de uma empresa. Embora no seja possvel identificar todos eles, ou seus efeitos sobre a demanda, til considerar alguns fatores principais: O negcio em geral e as condies econmicas; Fatores competitivos; Planos da empresa referentes a propaganda, promoo, preos, etc.

Devido competitividade acirrada que existe hoje, as empresas procuram se destacar dos seus concorrentes atravs de inovaes e diversas estratgias comerciais. A Logstica vem assumindo papel importante nesta busca pela diferenciao e cada vez mais decisiva nas operaes das empresas em geral, e no relacionamento delas com seus clientes. Nessa linha de pensamento, precisamos encontrar uma forma de saber a eficincia e produtividade das empresas, no que tange mensurao dos servios logsticos e da surge o conceito de nvel de servio. De acordo com Ballou (1993, p. 73) nvel de servio logstico a qualidade com que o fluxo de bens e servios gerenciado. o resultado lquido de todos os esforos logsticos da firma. o desempenho oferecido pelos fornecedores aos seus clientes no atendimento dos pedidos. O nvel de servio logstico fator-chave do conjunto de valores logsticos que as empresas oferecem aos seus clientes para assegurar sua fidelidade.

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Como o nvel de servio logstico est associado aos custos de prover esse servio, o planejamento da movimentao de bens e servios deve iniciar-se com as necessidades de desempenho dos clientes no atendimento dos seus pedidos. Dessa forma verificamos que o nvel de servio logstico se torna cada vez mais importante, devido gama de produtos inseridos no mercado, e, alm disso, a similaridade tecnolgica e de preo dos produtos, que chegam aos extremos, quebrando a fidelidade marca, valorizando o nvel de servio prestado.A empresa obrigada a adotar uma postura que cative o cliente, em que os produtos e os servios oferecidos satisfaam plenamente a suas necessidades e a seus desejos. A empresa tem de se esforar para um vinculo de confiana para com os clientes. Essa exigncia por parte dos clientes contribui para que as empresas desenvolvam cada vez mais sua logstica de produo para produzir e desenvolver produtos com qualidade e tecnologia de ponta. Ching (2001, pg.61)

Atualmente, os mercados esto cada vez mais exigentes tambm em virtude da globalizao. Para satisfaz-los, crescem cada vez mais as linhas e modelos de produtos, com ciclos de vida curto onde se tem apenas uma transao no criando assim nenhum vinculo mais prolongado ou ento com prazos mais longos o que define um maior relacionamento. A coordenao da gesto da logstica da cadeia de suprimentos passou a dar respostas mais eficazes aos objetivos de excelncia que os negcios exigiam. Isto significa considerar como elementos ou componentes de um sistema de todas as atividades de movimentao e armazenagem facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisio dos materiais at o ponto de consumo final. Verifica-se que, em uma cadeia de suprimento, a maioria de suas atividades se resume a fluxo de informaes, ou seja, o gerenciamento dos servios logsticos tornando-se assim de fundamental importncia para este ramo de atividade o controle dos dados e informaes da cadeia. Meirim (2006) diz que, com o advento das compras via Internet, o nvel de exigncia por melhores Nveis de Servio Logstico vem aumentando drasticamente, pois os consumidores desejam acima de tudo comodidade e facilidade em todos os processos de aquisio dos produtos/servios disponibilizados. 5

A frase voc no pode melhorar o que no pode medir j conhecida por todos. Alm disso, um fator externo pode tornar este custo mais alto, enquanto a equipe fez um timo trabalho ao minimizar o aumento dos custos. Segundo Marco Antonio (2003, p. 252), os indicadores da operao devem refletir a verdadeira produtividade da equipe, j que isto o que os motivar a obter sempre melhores resultados. Tambm importante definir metas para cada indicador, procurando um aumento constante da produtividade, porm sempre realista. No adianta definir metas excessivamente ambiciosas, que no sero atingidas e somente causaro frustrao na equipe. As empresas possuem indicadores para a maioria de suas tarefas e procedimentos desenvolvidos. Muitos desses so comuns em vrias delas como o nmero de entregas por rota; o tempo mdio de pedido; o tempo mdio de ressuprimento, a quantidade de atendimentos por perodo, etc. A depender da atividade, h inmeros meios de monitorar a produtividade de uma pessoa, de uma mquina ou do servio prestado em si. importante destacar que antes da empresa definir quais sero os seus indicadores de nvel de servio logstico, importante identificar a