Trabalho Epidemiologia e Saúde Pública

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<p>UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP Instituto de Cincias Biolgicas ICB Curso de Farmcia</p> <p>EPIDEMIOLOGIA E SADE PBLICA</p> <p>Alexandre Palaro Braga Ana Elvira Racco Fbio Pereira Jnior Jefferson Scherrer Jos Felipe Colturato Bonelli Mrcio Borges Ohana Lavitola Thas Dosvaldo de Freitas</p> <p>RA: A382AJ-8 RA: A7132F-2 RA: A633AE-0 RA: A605HJ-8 RA: A51127-0 RA: A60679-3 RA: A611JA-9 RA: 375348-4</p> <p>Campus Araraquara 2011</p> <p>Alexandre Palaro Braga Ana Elvira Racco Fbio Pereira Jnior Jefferson Scherrer Jos Felipe Colturato Bonelli Mrcio Borges Ohana Lavitola Thas Dosvaldo de Freitas</p> <p>RA: A382AJ-8 RA: A7132F-2 RA: A633AE-0 RA: A605HJ-8 RA: A51127-0 RA: A60679-3 RA: A611JA-9 RA: 375348-4</p> <p>EPIDEMIOLOGIA E SADE PBLICA</p> <p>Trabalho a ser apresentado para a disciplina de Epidemiologia e Sade Pblica. Sob orientao da professora: Prof. Dr. Vilma Bernadete Barreira.</p> <p>Campus Araraquara 2011</p> <p>RESUMO</p> <p>O presente trabalho tem o objetivo de aprofundamento da matria Epidemiologia e Sade Pblica, do curso de farmcia da UNIP. Estabelecendo desta forma, um grupo de alunos que se dividiram para a feio do mesmo. Tratando desde o princpio dos caracteres da disciplina, fazendo sua introduo: esclarecendo a forma que originou a disciplina assim como seu histrico e seus respectivos desenvolvimentos. A estrutura dos rgos de sade pblica bem como os conceitos de sade-doena, epidemias e formas de tratamentos disponveis no pas. Este trabalho busca apenas elencar e fazer um breve resumo de toda a matria dada durante o 2 semestre letivo de 2011.</p> <p>ABSTRACT</p> <p>The present work aims at deepening the tax Epidemiology and Public Health Programs, the pharmacy course of UNIP. Thus establishing a group of students who have split for the same feature. Since the characters from the principle of discipline, making his introduction: clarifying the way that led to the discipline as well as their historical and their developments. The structure of the public health organizations, as well as a concept for health-illness, epidemics and forms of treatments available in this country. This work search only shows and do a brief resume of all themes discussed during the 2th. semester of 2011.</p> <p>SUMRIO INTRODUO .....................................................................................................5 1 - CONCEITO DE EPIDEMIOLOGIA E BASES HISTRICAS. .........................5 2 - CONCEITO DE SADE ................................................................................13 3 PROCESSO ENDMICO: ............................................................................18 4 - VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA..................................................................21 5. INTRODUO A SADE PBLICA..............................................................24 6. MODELOS DE SISTEMAS DE SADE E O DESENVOLVIMENTO DAS POLTICAS PBLICAS DE SADE NO BRASIL. ............................................38 7 - SISTEMA NICO DE SADE (SUS) ............................................................41 8 - SISTEMA NICO DE SADE LEIS..........................................................45 9 - CONFERNCIAS NACIONAIS DE SADE .................................................46 10 SADE DA FAMLIA E O PROGRAMA DE AGENTES COMUNITRIOS: ..............................................................................................54 11 EQUIPE DE SADE NA ESTRATGIA SADE DA FAMLIA: ................55 12 NCLEO DE APOIO SADE DA FAMLIA (NSF) .................................61 13- PROGRAMA DE SADE PBLICA:...........................................................63 14 PROGRAMAS DE SADE NO BRASIL ....................................................78 15. O SISTEMA DE SADE SUPLEMENTAR NO BRASIL..............................87 REFERNCIAS: .................................................................................................92</p> <p>5</p> <p>INTRODUO</p> <p>1 - CONCEITO DE EPIDEMIOLOGIA E BASES HISTRICAS.</p> <p>A Epidemiologia a cincia que estuda os padres da ocorrncia de doenas em populaes humanas e os fatores determinantes destes padres. A epidemiologia aborda o processo sade-doena em grupos de pessoas que podem variar de pequenos grupos at populaes inteiras. O fato de a epidemiologia, por muitas vezes, estudar morbidade, mortalidade ou agravos sade, deve-se s limitaes metodolgicas da definio de sade. Segundo o dicionrio Aurlio, SADE significa conservao da vida, robustez, vigor, estado em que se sadio ou so, disposio do organismo, moral ou mental. Segundo Almeida Filho, sade vem do latim salutis que origina tambm, desde salvar (livrar do perigo, afastar o risco), at saudar (desejar sade) e so; de snus se originam sanidade e sanitrio. Enfim, sade salvao, conservao da vida. Suas aplicaes variam desde a descrio das condies de sade da populao, da investigao dos fatores determinantes de doenas, da avaliao do impacto das aes para alterar a situao de sade at a avaliao da utilizao dos servios de sade, incluindo custos de assistncia. Dessa forma, a epidemiologia contribui para o melhor entendimento da sade da populao, partindo do conhecimento dos fatores que a determinam e provendo subsdios para a preveno das doenas.</p> <p>6 BASES HISTRICAS A primeira medicina do coletivo a Medicina Veterinria. A Academia de Medicina de Paris organiza-se a partir da Ordem Real para que os mdicos estudassem a epidemia que periodicamente dizimava o rebanho ovino, com graves perdas para a nascente indstria txtil francesa. No mbito poltico, o sculo XVII testemunha o aparecimento do Estado moderno. Especificam-se os conceitos de Estado, Governo, Nao e Povo. O Estado, o povo como elemento produtivo, e o exrcito, precisam no apenas do nmero, mas tambm da disciplina e da sade. Estas so as bases da "aritmtica poltica" de William Petty (1623-1697) e dos levantamentos pioneiros da "Estatstica Mdica de John Graunt (1620-1674). Diferentes tipos de interveno estatal sobre a questo da sade das populaes ocorreram no perodo. Na Inglaterra, o "movimento hospitalista" e o assistencialismo antecedem uma medicina da fora de trabalho j parcialmente sustentada pelo Estado em reas urbanas. Na Frana, com a Revoluo de 1789, implanta-se uma "medicina urbana" a fim de sanear os espaos das cidades, disciplinando a localizao de cemitrios e hospitais, arejando as ruas e construes pblicas e isolando reas "miasmticas". Na Alemanha, Johann Peter Franck (1745-1821) sistematiza as propostas de uma "Poltica Mdica", baseada em medidas de controle e vigilncia das doenas, sob a responsabilidade do Estado, junto com a imposio de regras de higiene individual para o povo. Em 1825, P.C. Alexandre Louis (1787-1872) publica em Paris um estudo estatstico de 1960 casos de tuberculose. Mdico e matemtico, Louis tambm o percussor da avaliao de eficcia dos tratamentos clnicos utilizando os mtodos da Estatstica. A abordagem de doenas pelo "mtodo numrico" influencia o desenvolvimento dos primeiros estudos de morbidade na Inglaterra e nos Estados Unidos, origem da Sade Pblica. A Revoluo Industrial e sua economia poltica trazem o fato e a idia da fora de trabalho. A formao de um proletariado urbano, submetido a intensos nveis de explorao. O desgaste da classe trabalhadora deteriora profundamente as suas condies de sade, conforme mostra Friedrich Engels em seu "As Condies da Classe Trabalhadora na Inglaterra em 1844", talvez</p> <p>7 o primeiro texto analtico da epidemiologia crtica. Um dos socialismos passa a interpretar a poltica como medicina da sociedade e a medicina como prtica poltica. Desde ento, o termo Medicina Social, proposto por Guerin em 1838, serve para designar genericamente modos de tomar coletivamente a questo da sade. Mas o projeto original da Medicina Social morre nas barricadas da Comuna de Paris de 1848. Os estudos de John Snow (1813 - 1858), considerado o pai da Epidemiologia, iniciado no contexto da Medicina Social, identificou a cadeia de transmisso do Vibrio cholerea, o responsvel pela Clera. A descoberta dos microorganismos causadores de doena representa um inegvel fortalecimento da medicina organicista. O conhecimento bsico sobre as doenas transmissveis cresce muito rapidamente, monopolizando o avano do conhecimento epidemiolgico, dirigindo-o para os processos de transmisso ou controle das epidemias ento prevalentes. Data dessa poca o ensino dos primeiros conhecimentos sobre doenas em populaes nos programas de sade pblica, e sua incipiente Epidemiologia, como uma medicina social. Em 1839, William Farr criou um registro anual de mortalidade e morbidade para a Inglaterra e Pas de Gales, marca a institucionalizao da Estatstica Mdica. A verso britnica da Medicina Social desliza por uma vertente tcnica, constituindo a chamada Sade Pblica. O conhecimento bsico sobre as doenas transmissveis cresce muito rapidamente, monopolizando o avano do conhecimento epidemiolgico, dirigindo-o para os processos de transmisso ou controle das epidemias ento prevalentes. Data dessa poca o ensino dos primeiros conhecimentos sobre distribuio de doenas em populaes nos programas de sade pblica. Na dcada de 30, o avano tecnolgico da prtica mdica determina uma reduo do seu alcance social. A fragmentao do cuidado mdico conduz especializao, nfase em procedimentos complementares, a uma elevao de custos e finalmente capitalizao da assistncia sade. A crise das sociedades capitalistas ocidentais revel uma incapacidade do sistema econmico monopolista em prover condies mnimas de vida e sade para a totalidade das suas populaes.</p> <p>8 A organizao dos exrcitos para a Segunda Guerra Mundial levanta a questo da sade fsica e mental dos combates, e representa uma demanda concreta para o desenvolvimento de mtodos mais eficiente para medi-la, resultando na possibilidade de sua aplicao a populaes civis. Essa fase, que coincide com um ps-guerra associado intensa expanso do sistema econmico capitalista, caracteriza-se pela realizao de grandes inquritos epidemiolgicos, principalmente a respeito de doenas no-infecciosas. A partir da, a Epidemiologia impe-se aos programas de ensino mdico e de sade como um dos setores da pesquisa mdico-social mais dinmico e frutfero. Novos modelos tericos so propostos para dar conta dos impasses sofridos pela teoria unicausalista de doena, aperfeioando o paradigma da Histria Natural das Doenas. Nessa poca, dcada de 50, programas de pesquisa departamentos de Epidemiologia experimentam novos desenhos de pesquisa. No incio dos anos 60, a pesquisa epidemiolgica experimenta a mais profunda transformao da sua curta histria, com a introduo da computao eletrnica. ampliao dos bancos de dados, soma-se potencialidade de criao de tcnicas analticas com especificaes inimaginveis no tempo da anlise mecnica de dados. H tambm um forte movimento de sistematizao do conhecimento epidemiolgico produzido, talvez melhor exemplificado pela obra de John Cassel (1915-1977) no sentido da integrao dos modelos biolgicos e sociolgicos em uma teoria compreensiva da doena, unificada pelo "toque" da Epidemiologia. A tendncia matematizao da Epidemiologia recebe um reforo considervel na dcada seguinte. Modelos matemticos de distribuio de inmeras doenas so ento propostos. O campo da Epidemiologia encontra, assim, identidade provisria, justificando a consolidao da sua autonomia enquanto disciplina. Nos pases do Terceiro Mundo, a incorporao do conhecimento epidemiolgico vem se fazendo de modo cada vez mais acelerado. Os programas da UAM no Mxico, do CEAS no Equador e alguns centros de psgraduao no Brasil so exemplos, na Amrica Latina, dessa busca de uma Epidemiologia de acordo com os princpios tericos da Medicina Social e mais adequada realidade desses pases. No momento atual, a Epidemiologia</p> <p>9 inegavelmente retoca o seu reconhecimento enquanto campo cientfico. Simultaneamente, busca o estabelecimento do objeto epidemiolgico, medida que amplia o seu mbito de ao e institucionaliza-se como prtica de pesquisa.</p> <p>10 MARCOS DA HISTRIA DA EPIDEMIOLOGIA Evoluo at o sculo XIX: Hipcrates: h 2.500 anos, analisava as doenas em bases racionais, como produto da relao do indivduo com o ambiente. O clima, a maneira de viver, os hbitos de comer e de beber deveriam ser levados em conta ao analisar as doenas. Teoria miasmtica: consideravam que as doenas eram causadas por certos odores venenosos, gases ou resduos nocivos, que se originavam na atmosfera ou a partir do solo. Essas substncias seriam posteriormente arrastadas pelo vento at a um possvel indivduo, que acabaria por adoecer. Primrdios da quantificao dos problemas de sade, mediante a quantificao dos dados de mortalidade. John Graunt (1620-1674): tratado sobre as tabela morturia em Londres. Mortalidade por sexo e regio: quantos bitos ocorriam em relao ao total da populao. Pai da demografia e das estatsticas vitais. Sculo XIX Europa como centro das cincias- Revoluo industrial e deslocamento das populaes para as cidades e a ocorrncia das epidemias de clera, febre tifide e febre amarela. Os estudiosos se dividiam entre a teoria dos miasmas e teoria dos germes. Pierre Louis: introduziu o mtodo estatstico na contagem dos eventos, revelou a letalidade da pneumonia em relao poca em que era iniciado o tratamento por sangria. Louis Villerm: investigou a pobreza, as condies de trabalho e suas repercusses sobre a sade e a estreita relao entre situao socioeconmica e mortalidade. (sade dos trabalhadores das indstrias de algodo, l e seda). William Farr: trabalhou 40 anos no Escritrio Geral de registros da Inglaterra: classificao das doenas ,descrio das leis das epidemias. Possibilitou o acesso dos estudiosos a um manancial de informaes. As crianas no chegavam idade de 5 anos; a idade mdia do bito nas classes</p> <p>11 altas era de 36 anos, trabalhadores do comrcio 22 anos e da indstria 16 anos. John Snow: investigaes sobre epidemia de clera. O consumo de gua poluda como responsvel pelos episdios da doena e traar os princpios de preveno e controle de novos surtos vlidos ainda hoje. Pai da epidemiologia de campo: coleta planejada de dados. Louis Pasteur: pai da bacteriologia. Bases biolgicas para o estudo das doenas infecciosas, identificou e isolou numerosas bactrias. Estudo da fermentao da cerveja e do leite, investigao das bactrias patognicas e dos meios de destru-las ou impedir sua multiplicao e os princpios da pasteurizao. Seguem-se inmeras pesquisas (Robert Koch), abandona-se a teoria dos miasmas com a descoberta dos agentes causadores das doenas. Primeira metade do sculo XX Influncia da microbiologia: estudos concentrados no laboratrio, os demais ramos da medicina eram subordinados a este conhecimento. A formao do sanitarista centrava-se no laboratrio. Base de dados para a moderna epidemiologia. Estatsticas vitais: informaes sobre nascimentos, bitos, informaes sobre morbidade a partir dos dados oficiais e sem as quais no seria possvel as investigaes etiolgicas.</p> <p>12 Segunda metade do sculo XX Mudanas das doenas prevalentes de infecciosas para as doenas crnicas e degenerativas como causa de mortalidade e morbidade. A determinao das condies de sade da populao (inqur...</p>

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