trabalho, deficientes fisicos

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1 - INTRODUO

Nos dias atuais, o aumento da produtividade nos diversos setores econmicos tem mostrado que cada vez mais temos que lidar com as conseqncias de excesso de trabalho, o que implica em sua maioria no surgimento de doenas ocupacionais. O papel ergonmico neste contexto de vital importncia. Isso porque os riscos ergonmicos esto presentes em qualquer categoria de trabalho. funo do ergonomista trabalhar com a orientao ao trabalhador sobre a forma correta de trabalho e sua relao com seu posto de trabalho de forma que ele no adote uma postura que seja nociva a sua sade. A postura tem importantes implicaes na sade e no bem-estar geral de grande parte do corpo, isso porque ela determina a quantidade e a distribuio do esforo sobre os vrios ossos, msculos, tendes, ligamentos e discos. Pois uma boa postura mantm o esforo total em seu mnimo, distribuindo-o para as estruturas mais aptas a suport-lo. A mpostura tem efeito contrrio, aumentando o estresse total e distribuindo-o para estruturas menos capazes de suport-lo. Se cada detalhe do ambiente importante ao fazer uma analise ergonmica no local/posto de trabalho, onde quem vai exercer a atividade laboral considerado fisicamente capacitado e sem restries, para um trabalhador portador de deficincia o cuidado deve ser maior pois o conforto fsico e psicolgico deve estar aliado ao fato que a incluso no mercado de trabalho deve ser sem traumas ou constrangimento para os mesmos. O presente estudo tem como objetivo a pesquisa da postura semi-sentada que embora proibida pela norma especfica, NR17, ainda ocorre em alguns setores assim como a vida laboral dos trabalhadores portadores de deficincia, e os riscos ergonmicos a que eles esto expostos, bem como outros fatores que possam ser considerados nocivos a sua sade e segurana ocupacional.

2 DESENVOLVIMENTO 2.1 - Conhecendo o a funo da coluna A coluna vertebral o eixo sseo do corpo, situada no dorso, na linha mediana, capaz de sustentar, amortecer e transmitir o peso corporal. Alm disto, supre a flexibilidade necessria movimentao, protege a medula espinhal e forma com as costelas e o esterno o trax sseo, que funciona como um fole para os movimentos respiratrios. Pesquisas mostram que 50 a 80% dos adultos sero vtimas, no decurso de suas vidas, de alguma forma de dor decorrente de afeces da coluna vertebral, muitas vezes, por uma postura errada durante o trabalho ou o repouso. A coluna formada de 33 vrtebras: 24 pr-sacrais, sendo 7 cervicais, 12 torcicas e 5 lombares; pelo sacro composto de 5 vrtebras fundidas e pelo cccix formado de 4 vrtebras rudimentares fundidas entre si, sendo que a 1a. vrtebra coccgea, um pouco mais volumosa, se articula com o pice do sacro atravs de um disco intervertebral rudimentar. Entre suas funes temos: proteo da medula espinhal, movimentao e marcha, manuteno da posio ereta, suporte do peso corporal e ligao de todas as suas regies desde a occipital at o sacro. Apresenta 4 curvaturas fisiolgicas que no ocorrem ao acaso: lordose cervical, cifose torcica, lordose lombar e cifose sacra. A lordose cervical estende-se do atlas segunda vrtebra torcica, a cifose torcica da segunda vrtebra torcica dcima segunda, e tem variaes individuais. A lordose lombar uma curvatura que se estende da dcima segunda vrtebra torcica at a transio lombosacra. A sua forma deve-se adaptao s foras de carga e locomoo, que se inicia a partir do momento em que o indivduo passa a deambular. A curvatura sacra, da articulao lombosacra ao cccix e a sua concavidade anterior direciona-se para frente e para baixo. Essas curvaturas tm para a coluna uma funo muito especial: equilibrar e facilitar a distribuio do peso e das foras compressivas, impedindo a sobrecarga de reas especficas. simples, na ausncia dessas curvas, a coluna seria igual a uma tbua, o que dificultaria a sua mobilidade. No plano frontal a coluna reta, sendo que alguns desvios laterais discretos podem estar presentes.

2.2 PERNAS E PS As pernas so construdas basicamente como os braos, mas so muito mais longas e fortes. O comprimento de nossas pernas nos d velocidade extra quando corremos. Isto significa que os ossos das pernas devem ser mais pesados e mais fortes para absorver a fora dos m e suportar o impacto dos ps no cho. At uma ao simples, como caminhar, envolve um tremendo esforo por parte do sistema nervoso, msculos e esqueleto, e as articulaes so envolvidas em toda a extenso das pernas desde os artelhos at o quadril. Os msculos das pernas so vigorosssimos e no apenas sustentam o peso do nosso corpo quando estamos de p, mas tambm empenham-se ainda mais para impelir o corpo para a frente quando corremos. A parte principal dos msculos da perna est na coxa, sendo ajudados pelos msculos das ndegas. Esses msculos fazem a maior parte do trabalho quando andamos. Os msculos da barriga da perna tm uma funo diferente. Eles movem os ps para baixo quando ns caminhamos com passos largos, fornecendo o "empurro" final que move todo o nosso corpo para frente. Os ps por sua vez tem estruturas e extremamente complexas, das quais fazem parte 28 ossos que entre si, constituem vrias constituem vrias articulaes. Mantendo o perfeito relacionamento entre estas peas, esto centenas de ligamentos e algumas e algumas dezenas de msculos. O funcionamento adequado deste conjunto intrincado depende da energia trazida pelo sangue atravs de inmeras artrias e do controle transmitido do sistema nervoso central pelos vrios nervos perifricos que chegam aos ps. Dentro do funcionamento do sistema esqueltico, esta estrutura responsvel pela postura e equilbrio do corpo. Claro, o coro humano uma estrutura perfeita que trabalha de forma harmoniosa, e no podemos desconsiderar sistema muscular, sistema nervoso central, sistema circulatrio entre outros que afetam ou so diretamente afetados quando algo no funciona bem nessa maquina perfeita que o corpo humano. Ma como vamos tratar de postura nosso foco vai ser a coluna vertebral e os membros inferiores, devido sua importncia no equilbrio e sustentao do corpo.

SISTEMA ESQUELETICO

2.3 - POSTURA SEMI- SENTADO Postura o arranjo relativo das partes do corpo. A boa postura promove o equilbrio entre as estruturas de suporte do organismo, possibilitando o sistema msculo-esqueltico desempenhar suas funes com maior eficincia. Por excluso, a m postura aquela em que o relacionamento entre as vrias partes do corpo induz a uma agresso as estruturas de suporte, promovendo fadiga e aumento do processo degenerativo. Se a postura sentada e a postura em p causam sobrecarga aos membros inferiores, imagine ento o meio termo: a postura semi sentada.

Na realidade quando realizada em conjunto com um banco/ cadeira prprio, a posio semi sentada recomendada para algumas funes. No entanto quando no existe nenhum tipo de apoio, a sobrecarga nos membros inferiores de maior gravidade que quando o trabalhador esta em p por exemplo. A regio da coluna que corresponde a lombar e sacro fica sem apoio forando a curvatura de forma que a vrtebras comprimem umas as outras, podendo vir a desenvolver um hrnia de disco p exemplo. Os ps e tornozelos sofrem um sobrecarga maior devido ao esforo de manter o corpo em equilbrio sofrendo fadiga postural e comprometendo tambm o sistema circulatrio. Geralmente o trabalhador procura se adaptar ao posto de trabalho e utiliza esta postura quando fica muito em tempo em p, e trabalha de forma que a distancia entre o equipamento e as mos esto desiguais. Temos como exemplo, uma bancada em que o colaborador muito mais alto ou mais baixo, de forma que ter que se curvar para adaptar o movimento do corpo a altura do posto de trabalho.

banco semi-sentado

Banco improvisado 2.4 - POSTOS DE TRABALHO Podemos relacionar que a maioria dos postos de trabalho onde o trabalhador se encontra na posio semi sentado, ele deriva do trabalho na posio em p. Por ser proibida pela NR 17, esta postura encontrada em locais de trabalho precrio, com vrios outros problemas de ordem ergonmica. Trabalhos onde se usa uma bancada, com altura em que o trabalhador tem que curvar o tronco ou se apoiar na regio dos quadris, com as pernas semi flexionadas. Trabalho executado por mecnicos em algumas empresas em que tem que se adequar a altura da maquina a ser consertada. Trabalho mais artesanal, como contagem de peas em uma empresa de processamento de acrlicos onde os trabalhadores se apiam na embalagens. Trabalho em computador que gerencia o corte a lazer de acrlico, onde se usa cadeira sem regulagem de altura e com altura incorreta, forando o trabalhador se apoiar na regio das nadegas, forando a lombar. O controlador da mquina a Laser realiza um trabalho esttico de observao das peas a serem cortadas, semi-sentado em uma banqueta de madeira sem assento acolchoado quase o dia inteiro de trabalho Montagem de bancos para carros, onde o trabalhador trabalha na posio de p e tem que fazer o movimento de flexo dos joelhos, ficando na posio semi sentado por cerca de 2 min. (dois minutos) durante uma hora de servio.

2.5 RISCOS A postura incorreta no local de trabalho, aliado a uma srie de outros fatores sejam eles riscos ergonmicos ou no podem levar ao trabalhador desenvolver uma srie de doenas ocupacionais. Como a coluna vertebral o ponto de sustentao do corpo ela que mais sofre as conseqncias da postura incorreta. So varias enfermidades como: 2.5.1 HERNIA DE DISCO A hrnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vo, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqncia de um trauma severo sobre a coluna. A hrnia de disco surge quando o ncleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direo ao canal medular ou nos espaos por onde saem as razes nervosas, levando compresso das razes nervosas. 2.5.2 OSTEOSIFOSE (bico de papagaio) A adoo de postura erradas levam ao longo do tempo, as leses das ar