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DOENAS DO ALGODOEIRO

DOENAS DO ALGODOEIROTrabalho acadmico apresentado ao Curso Tcnico em Agropecuria do Colgio Agrcola Vidal de Negreiros Campus III Bananeiras PB, como parte das exigncias da disciplina de Culturas.UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARABACENTRO DE CINCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRRIASCOLGIO AGRCOLA VIDAL DE NEGREIROSDISCIPLINA: CULTURAS REGIONAIS

BANANEIRAS PB 2015SUMRIO1 INTRODUO52 FENOLOGIA E ECOFISIOLOGIA72.1 FASE VEGETATIVA72.2 FASE FORMAO DE BOTES FLORAIS82.3 FLORESCIMENTO82.4 ABERTURA DE CAPULHOS82.5 SEMEADURA A EMERGNCIA82.6 DA EMERGNCIA AO APARECIMENTO DO PRIMEIRO BOTO FLORAL:92.7 APARECIMENTO DO PRIMEIRO BOTO FLORAL AO APARECIMENTO DA PRIMEIRA FLOR92.8 APARECIMENTO DA PRIMEIRA FLOR AO PRIMEIRO CAPULHO102.9 ABERTURA DO PRIMEIRO CAPULHO COLHEITA103 RELAES ECOLGICAS123.1 PRAGAS DE OCORRNCIA GERAL123.1.1 Pulgo Aphis Gossyppi Hemiptera: Aphididae123.1.2 Curuquer Alabama Argillacea Lepidptera: Noctuidae133.1.3 Bicudo Anthonomus Grandis Coleoptera: Curculionidae133.1.4 Lagarta das Mas Heliothis Virescens; Helicoverpa Zea Lepidoptera: Noctuidae143.1.5 Mosca Branca Bemisia Tabaci Homoptera: Aleurodidae153.1.6 Percevejos Percevejos de razes - Scaptoris Castanea; Atarsocoris Brachiarae - Hemiptera: Cycanidae163.2 INIMIGOS NATURAIS163.2.1 Orius spp. Hemptera: Anthocoridae173.2.2 Nabis spp. Hemptera: Nabidae173.2.3 Podisus spp. Hemptera: Pentatomdae173.2.4 Zellus spp. Hemptera: Reduviidaera173.2.5 Lixeiro Neuroptera: Chrysopidae173.2.6 Joaninhas Coleptera: Coccinellidae183.2.7 Tesourinhas Dermaptera: Forticulidae183.2.8 Ceratosmicra intmaculata Hymenptera: Chalcidae183.2.9 Trichogramma spp. Hymenptera: Trichogrmmati-dae183.3 Doenas de ocorrncia geral193.3.1 Mancha- de- Ramulria193.3.2 Ramulose193.3.3 Mancha Angular203.3.4 Mosaico das Nervuras203.3.5 Tombamento213.3.6 Podrido das Mas214 CLIMA E SOLO235 CONCLUSO26 REFERNCIAS27

INTRODUOO algodo a matria fibrosa que envolve as sementes do algodoeiro, planta do gnero Gossypium, famlia das malvceas. As fibras crescem em quantidade considervel, aderidas s sementes e protegidas por uma cpsula, que se abre ao amadurecer. As espcies cultivadas so G. herbaceum, G. arboreum, G. barbadense, G. hirsutum.Segundo os documentos mais antigos, originrio da ndia, tendo-se expandido, atravs do Ir e da sia ocidental, em direo ao norte e oeste. Sua utilizao na confeco de tecidos, na China, data de 2200 a.C. Foi introduzido na Grcia por Alexandre o Grande, chegando at o Egito.Estudiosos afirmam que o algodoeiro j era conhecido sculos antes de Cristo. Segundo algumas fontes o algodoeiro americano tem origens no Mxico e no Peru. No Brasil no se tem notcias de quando exatamente o algodo surgiu.No sculo XVl os ndios convertiam o algodo em fios no qual eram feitos redes e roupas. Segundo alguns historiadores os indgenas faziam mingau com caroo do algodo esmagado e utilizavam o sumo das folhas maceradas para curar feridas.Assim os primeiros colonos chegados ao Brasil passaram a cultivar e utilizar o algodo nativo. As culturas algodoeiras da poca no passavam de pequenas roas em volta das moradias. Foi somente aps a revoluo industrial no sculo XVIII que o algodo se tornou a principal fibra txtil do mundo e maior produto das Amricas.O Maranho se destacou com grande produo, alavancando o cultivo da fibra no nordeste, porm com a entrada dos Estados Unidos. no mercado mundial e sua produo cada vez maior a produo brasileira entrou em decadncia. A produo brasileira s voltou a crescer por causa da guerra de Secesso dos Estados Unidos em 1860, a qual paralisou as exportaes norte americanas.Antes s era cultivado algodo arbreo, o Brasil passou, ento, a cultivar o algodo herbceo visando expandir rapidamente a produo. So Paulo se destacou na cultura, mas com recuperao dos Estados Unidos voltou a regredir um pouco. A partir dos anos 30 So Paulo despontou como grande produtor brasileiro de algodo, com a crise cafeeira a economia brasileira girava em torno do produto. Com a expanso da cultura comearam a aparecer pragas, as condies climticas favoreceram as infestaes. Rim de Boi e Quebradinho eram tipos de algodo nativos do Brasil principalmente no nordeste.A partir de 1950 foram introduzidos novas variedades importadas dos Estados Unidos. Com a seca de 1877 morreram a maioria da plantao da regio restando algumas razes de uma espcie denominada Moc. O Rim de Boi o Quebradinho e o Moc eram algodo arbreo, perene os quais foram plantados e misturados na lavoura. O cruzamento entre essas espcies originou um hbrido com caractersticas entre os arbreos e herbceos chamados de verdes, os quais rapidamente se espalharam pelo nordeste dividindo a preferncia entre os outros.

FENOLOGIA E ECOFISIOLOGIAO algodoeiro, por ser uma planta de crescimento indeterminado, possui uma das mais complexas morfologias entre as plantas cultivadas. O desenvolvimento do algodoeiro influenciado principalmente pela temperatura. A cultura precisa de acompanhamento constante, visando o controle de pragas e doenas.Na fenologia melhor ler a planta de baixo para cima e do centro para a periferia. No comeo s crescem os ns cotiledonares. Depois de apresentar quatro a cinco ns aparece o primeiro ramo reprodutivo. Em cada ramo reprodutivo se indicam as posies frutferas.Durante o ciclo da planta de algodo h diversos eventos ocorrendo ao mesmo tempo o crescimento vegetativo, aparecimento de gemas reprodutivas, florescimento, crescimento e maturao dos frutos. Cada um destes importante para a produo final, mas necessrio que venha ocorrer em equilbrio.Recentemente foi desenvolvida a Escala do Algodo, ou seja, um sistema de identificao de estdios de desenvolvimento do algodoeiro, que permite definir exatamente cada passo do desenvolvimento e crescimento da planta (MARUR; RUANO, 2001). Nessa escala o ciclo de vida da planta dividido em 4 fases: fase vegetativa (V), formao dos botes florais (B), abertura de flores (F) e a abertura de capulhos (C).FASE VEGETATIVAV0- vai da emergncia da plntula at o quando a primeira folha verdadeira chega a 2,5 cm de comprimento.V1- do final do V0 at a segunda folha verdadeira atinja o mesmo tamanhoV2-Vn- segue o mesmo critrio da anteriorFASE FORMAO DE BOTES FLORAISB1- comea quando o primeiro boto floral se torna visvel.B2- primeiro boto floral do segundo ramo frutfero visvel. B3-Bn- segue o mesmo critrioFLORESCIMENTOF1- primeiro boto floral do primeiro ramo se transforma em flor.F2- primeiro boto floral do segundo ramo se transforma em flor.F3-Fn- segue o mesmo critrio.ABERTURA DE CAPULHOSC1- a primeira ma do primeiro ramo se abre, transformando em capulho.C2- a primeira ma do segundo ramo se abre.C3- segue o mesmo critrioA temperatura influencia o crescimento da planta sendo determinada a exigncia para cada fase. O estudo das fases de crescimento das plantas a fenologia. As do algodoeiro so analisadas as seguintes fases: semeadura a emergncia; Da emergncia ao aparecimento do primeiro boto floral; Aparecimento do primeiro boto floral ao aparecimento da primeira flor; Aparecimento da primeira flor ao primeiro capulho e a abertura do primeiro capulho colheita.SEMEADURA A EMERGNCIAQuando a semente colocada no solo o primeiro evento que acontece a embebio. A semente precisa de 52% de umidade para iniciar o processo de germinao. Em condies favorveis a emergncia ocorre entre 5 a 10 dias. A velocidade da emergncia radcula varia de acordo com a temperatura. Se a temperatura for menor que 20C e maior que 34C no haver emergncia.DA EMERGNCIA AO APARECIMENTO DO PRIMEIRO BOTO FLORAL:Esta fase pode demorar de 27 a 38 dias. O crescimento da parte da parte area lento, mas em compensao o sistema radicular vigoroso. Nos primeiros dias aps a germinao o crescimento das plntulas no sensvel, portanto a partir da 3 semana ficam bastante sensveis as mudanas de temperatura. A raiz penetra rapidamente no solo com profundidade de 25 cm. Quando a parte area est com 35 cm a raiz dever estar a 90 cm de profundidade. O comprimento total das razes continua at a planta atingir sua altura mxima e os frutos comeam a se formar. A partir deste o comprimento radicular entra em declnio.O crescimento do algodoeiro monopodial. Desenvolvem-se nesse momento os ns e internos, podendo haver incio de crescimento de um ou mais ramos vegetativos. Possui dois tipos de ramos: reprodutivos e vegetativos. Cada n se desenvolve um ramo reprodutivo.Os primeiros 4 e 5 ns da haste principal so vegetativos e as folhas tem curta durao. O primeiro boto floral aparece entre o quinto e sexto n.APARECIMENTO DO PRIMEIRO BOTO FLORAL AO APARECIMENTO DA PRIMEIRA FLOREsta fase h o crescimento em altura e o acumulo de matria seca pela planta. Tambm regulada pela temperatura tendo durao de 25 a 35 dias. Com a temperatura mdia de 22 a 25C comea a produo de um novo ramo frutfero (simpodial). Aps o aparecimento da primeira flor, devem ter desenvolvido entre 14 e 16 ns acima do n cotiledonar. De acordo com (KERBY; KEELEY; 1987) em mdia a cada trs dias deva aparecer um boto floral em ramos sucessivos e a cada seis dias aparecem um novo boto floral no mesmo ramo.O crescimento vegetativo essencial para gerar grande nmero de posies frutferas. A falta de gua far com que a planta fique menor do deveria.APARECIMENTO DA PRIMEIRA FLOR AO PRIMEIRO CAPULHONesta fase esto acontecendo vrios eventos. A competio entre o crescimento vegetativo e o reprodutivo aumenta, as plantas continuam crescendo e atingida a altura mxima.A vida mdia de uma folha de 65 dias, porm o auge da fotossntese acontece nos primeiros 20 dias de abertura da folha. A mxima fotossntese ocorre quando o fruto est no incio do desenvolvimento. Por isso os primeiros frutos so mais desenvolvidos que os demais.A exigncia de gua passa de 4 mm para 8 mm por dia acompanhando o desenvolvimento foliar. Para obter altas produtividades so necessrios 700 mm de gua durante o ciclo do algodo. O maior problema que onde se cultiva algodo, quanto mais gua disponvel ha