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Riscos em ETE

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Universidade de BrasliaFaculdade de Tecnologia FTDepartamento de Engenharia de ProduoHigiene e Segurana no TrabalhoProf. Luciana Moraes de Freitas

HIGIENE E SEGURANA NO TRABALHO EM ESTAES DE TRATAMENTO DE ESGOTOPPRA, CIPA, SESMT e Mapa de Risco

Diego Arajo da Palma 10/0098525Cecilia Moreira Lima de Lemos 11/112571Guilherme Aoki Miasaki - sio Wilson-110116054

IntroduoO saneamento bsico um direito fundamental para a manuteno do bem estar das pessoas em uma sociedade. A abordagem sanitria procura criar barreiras para impedir que elementos causadores de doenas, como algumas substncias qumicas prejudiciais a sade e tambm organismos patognicos entrem em contato com o ser humano. rgos internacionais recomendam que governos dos pases invistam mais em saneamento, pois com isso se economizaria muito no dispndio direcionado sade pblica.O tratamento de guas residurias, um importante pilar na esfera do saneamento, tem como objetivo a remoo de matria orgnica e nutrientes para evitar o processo de eutrofizao no corpo hdrico receptor do efluente da estao de tratamento de esgoto (ETE), pretende-se tambm durante o tratamento do esgoto a eliminao de micro-organismos patognicos.Interpretar as estaes de tratamento de esgoto como plantas industriais, que prestam servios comunidade por meio de um sistema produtivo e de transformao, reflete que estas enfrentam problemas como qualquer outra indstria nas questes de higiene e segurana no trabalho. (BUDA, 2004)O Brasil j ocupou o posto vergonhoso de estar entre os pases com maior incidncia de acidentes de trabalho na dcada de 70, porm com o crescimento de profissionais que atuam na rea de segurana do trabalho e o enrijecimento da legislao voltada a essa rea essa realidade vem se modificando.De acordo com a organizao Guia de Direitos (s.d.), acidentes de trabalho so aqueles que acontecem no exerccio do trabalho prestado empresa e que provocam leses corporais ou perturbaes funcionais que podem resultar em morte ou na perda ou em reduo, permanente ou temporria, das capacidades fsicas ou mentais do trabalhador.Os riscos aos quais os trabalhadores so expostos podem ser classificados nas seguintes categorias: Fsicos, qumicos, biolgicos, mecnicos e ergonmicos. Nas estaes de tratamento de esgoto (ETE), existem riscos tanto na fase de implantao da estao quanto no momento de sua operao. A figura 1 ilustra o funcionamento de uma ETE com tratamento por lodos ativados.

Figura 1 Fluxograma de uma ETE convencional operando com sistema de lodos ativados.Fonte:http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAW2gAG/pos-tratamento-efluentes-reatores-anaerobios-cap-9?part=2

Na primeira etapa, o tratamento preliminar, os slidos grosseiros so removidos por um sistema de grades e a areia retirada do efluente pelo dispositivo conhecido como caixa de areia, logo depois tem-se o tratamento primrio onde parcela dos slidos em suspenso so retirados pelos decantadores ou floculadores, no tratamento secundrio h a reduo da matria orgnica por meio da degradao biolgica resultante da atividade de micro-organismos e a posterior decantao do lodo, constitudo por matria orgnica e material celular. No sistema de lodos ativados parte do lodo efluente ao decantador secundrio recirculado para o reator aerbio para a manuteno da atividade biolgica responsvel pela degradao da matria orgnica. O lodo um resduo das ETEs e deve ter um tratamento adequado, pois pode conter substncias txicas e organismos patognicos.Dada a complexidade das instalaes de operao das ETEs imprescindvel adotar-se medidas de preveno contra acidentes de trabalho, pois os funcionrios dessas unidades so expostos a riscos de variadas fontes e de diversos tipos constantemente.Visando a reduo ou eliminao dos riscos regulamentado por lei a existncia de comisso constituda pelos prprios trabalhadores da empresa (CIPA), um grupo de profissionais especializados em segurana e medicina do trabalho (SESMT) que responsvel, dentre outras atribuies, pela formulao do programa de preveno dos riscos ambientais (PPRA).Aps a identificao dos riscos de acidente na estao de tratamento, pode-se utilizar um instrumento grfico conhecido como Mapa de Risco para conscientizao dos profissionais quanto aos riscos no qual esto expostos durante o trabalho. Este trabalho tem como objetivo analisar o funcionamento de uma Estao de Tratamento de Esgoto hipottica, visando reduzir os riscos de acidade e aumentar a higiene e segurana no trabalho atravs do dimensionamento da CIPA, do SESMT, da elaborao do PPRA e tambm de um mapa de risco para a ETE.

Elaborao do PPRAO Programa de Preveno de Riscos Ambientais (PPRA) possui normas que visam preservao da sade e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipao, reconhecimento, avaliao e consequente controle da ocorrncia de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Este programa tem como objetivo identificar os riscos do ambiente de trabalho e propor medidas a serem adotadas para minimizar a presena destes mesmos, tudo conforme as Normas Regulamentadoras.O PPRA dever conter a seguinte estrutura proposta pela NR 09 (TEM, 1978): Planejamento anual, com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; Estratgia e metodologia de ao; Forma de registro, manuteno e divulgao dos dados; Periodicidade e forma de avaliao do desenvolvimento do PPRA.O Servio Especializado em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho (SESMT) responsvel pela elaborao, implementao, acompanhamento e avaliao do PPRA, definido pela NR 4, as mesmas podem ser feitas por uma equipe, empresa, a critrio do empregador, de forma a atender a NR 09. Logo abaixo esto definidas a Normas Regulamentadoras utilizadas e algumas diretamente relacionadas para a elaborao do PPRA. Em 1977, o captulo V do Ttulo II da CLT Da Segurana e da Sade do Trabalhador, sofre alterao cuja redao foi dada pela Lei 6.514 de 22/12/77 e regulamentado pela Portaria 3.214 de 08/06/78. Posteriores alteraes instituram as vinte e nove Normas Regulamentadoras. Segundo o Ministrio do Trabalho e Emprego (conforme MTE 2003), estas normas esto, atualmente, compostas por trinta e duas Normas Regulamentadoras e cinco Normas Regulamentadoras Rurais, conforme relacionado a seguir:

- Normas Regulamentadoras (NR)NR1 - Disposies Gerais: Estabelece o campo de aplicao de todas as Normas Regulamentadoras de Segurana e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigaes do Governo, dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema especfico. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, so os artigos 154 a 159 da Consolidao das Leis do Trabalho - CLT.

NR2 - Inspeo Prvia: Estabelece as situaes em que as empresas devero solicitar ao MTB a realizao de inspeo prvia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realizao. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, o artigo 160 da CLT.

NR3 - Embargo ou Interdio: Estabelece as situaes em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisao de seus servios, mquinas ou equipamentos, bem como os procedimentos a serem observados, pela fiscalizao trabalhista, na adoo de tais medidas punitivas no tocante Segurana e a Medicina do Trabalho. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, o artigo 161 da CLT.

NR4 - Servios Especializados em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas pblicas e privadas, que possuam empregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Servios Especializados em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a sade e protegera integridade do trabalhador no local de trabalho. A fundamentao legal,ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, o artigo 162 da CLT. NR5 - Comisso Interna de Preveno de Acidentes -CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas pblicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comisso constituda exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortnios laborais, atravs da apresentao de sugestes e recomendaes ao empregador para que melhore as condies de trabalho, eliminando as possveis causas de acidentes do trabalho e doenas ocupacionais. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, so os artigos 163 a 165 da CLT.

NR5 - Comisso Interna de Preveno de Acidentes - CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas pblicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comisso constituda exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortnios laborais, atravs da apresentao de sugestes e recomendaes ao empregador para que melhore as condies de trabalho, eliminando as possveis causas de acidentes do trabalho e doenas ocupacionais. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, so os artigos 163 a 165 da CLT.

NR6 - Equipamentos de Proteo Individual - EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas esto obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condies de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a sade e a integridade fsica dos trabalhadores. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, so os artigos 166 e 167 da CLT.

NR7 - Programas de Controle Mdico de Sade Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaborao e implementao, por parte de todos os empregadores e instituies que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoo e preservao da sade do conjunto dos seus trabalhadores. A fundamentao legal, ordinria e especfica, que d embasamento jurdico existncia desta NR, so os artigos 168 e169 da CLT