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Nessa edição, as mudanças trabalhistas e previdenciárias do primeiro ajuste fiscal

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  • Veja mudanas trabalhistas e previdencirias

    TIRE SUAS DVIDAS2 Multa para descumprimento de sentena arbitralDIRETO DO TRIBUNAL4 ECF: novo membro da famlia SpedTRIBUNA CONTBIL5

    i n f o r m a t i v o e m p r e s a r i a l a o s c o n t a b i l i s t a s | a g o s t o d e 2 0 1 5 | e d i o n 1 4 3

    o dia 18 de junho de 2015 foi publi-cada a Medida Provisria n 676,

    que alterou a Lei n 8.213/1991, que dispe sobre os planos de benefcios da Previdn-cia Social.

    Aps anos de discusses sobre a extin-o do Fator Previdencirio, foi includa no Projeto de Lei de Converso n 4/2015 (MP 664) a frmula 85/95, como alternativa para a no aplicao do referido fator no requerimento da aposentadoria por tempo de contribuio.

    O Fator Previdencirio foi criado em 1999 com o objetivo de reduzir o volume de pedidos de aposentadorias precoces. Trata--se de uma frmula usada para calcular o valor inicial do benefcio por tempo de con-tribuio, levando em considerao a idade no momento da aposentadoria e a expecta-tiva de vida do segurado.

    Contudo, a presidente Dilma Rousseff vetou tal dispositivo com o argumento de que o fim do Fator Previdencirio poderia provocar um rombo de R$ 135 bilhes na Previdncia Social em 2030.

    Em contrapartida, editou a Medida Provisria n 676, com adoo da frmula 85/95, porm, com a previso de aumento gradual at 2022.

    Pela sistemtica, o segurado que preen-cher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuio poder optar pela no incidncia do Fator Previdencirio no

    APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIO FRMULA 85/95

    clculo de sua aposentadoria, quando o total resultante das somas de sua idade e de seu tempo de contribuio, includas as fraes, na data de requerimento da apo-sentadoria, for:

    igual ou superior a 95 pontos, se ho-mem, observando o tempo mnimo de contribuio de 35 (trinta e cinco) anos;

    igual ou superior a 85 pontos, se mu-lher, observando o tempo mnimo de contribuio de 30 (trinta) anos.

    Para o segurado professor(a), que comprovar exclusivamente tempo de efetivo exerccio de magistrio na edu-cao infantil e no ensino fundamental e mdio, sero acrescidos 5 (cinco) pontos frmula.

    Seguem alguns exemplos para melhor compreenso da sistemtica:

    homem: 35 anos de contribuio + 60 anos de idade = 95 pontos; mulher: 30 anos de contribuio + 55 anos de idade = 85 pontos; professor: 30 anos de contribuio + 60 anos de idade + 5 pontos de bnus = 95 pontos; professora: 25 anos de contribuio + 55 anos de idade + 5 pontos de bnus = 85 pontos.

    Entretanto, diferente da redao origi-nal proposta pelos parlamentares, foi ins-

    titudo um aumento gradual de um ponto nos seguintes anos:

    1 de janeiro de 2017: 96 pontos, se ho-mem; 86 pontos, se mulher; 1 de janeiro de 2019: 97 pontos, se ho-mem; 87 pontos, se mulher; 1 de janeiro de 2020: 98 pontos, se ho-mem; 88 pontos, se mulher; 1 de janeiro de 2021: 99 pontos, se ho-mem; 89 pontos, se mulher; e 1 de janeiro de 2022: 100 pontos, se ho-mem; 90 pontos, se mulher.

    Portanto, a partir de 2022 sero exigidos 100 (cem) pontos para o homem e 90 (no-venta) pontos para a mulher. [ ]

    N

  • agosto 2015 - n 143 tome notatire suas dvidas 2

    vEjA MUDANAS TRABALhISTAS E PREvIDENCIRIAS

    As MPs 664/2014 e 665/2014 constaram da primeira parte do Ajuste Fiscal e, aps am-plo debate, tais medidas foram convertidas na Lei n 13.134, de 16/6/2015 (converso MP 665), que trata do seguro-desemprego e do abono salarial, e na Lei n 13.135, de 17/6/2015 (converso MP 664), que alterou a Lei n 8.213/1991, e dispe sobre os planos de benef-cios da Previdncia Social. Para melhor compreenso, seguem quadros comparativos:

    Assim, a quantidade de parcelas mensais de seguro-desemprego que o trabalhador ter direito decorrer da quantidade de meses trabalhados, conforme tabela abaixo:

    seguro-desempregoAntes das alteraes MP n 665/2014 Lei n 13.134/2015

    Carncia de 6 (seis) mesesCarncia de 18 (dezoito) meses na primeira solicitao, 12 (doze) meses na segunda e 6 (seis) meses nas demais

    Carncia de 12 (doze) meses na primeira solicitao, 9 (nove) meses na segunda e 6 (seis) meses nas demais

    Perodo mximo de 4 (quatro) meses Perodo mximo varivel de 3 (trs) a 5 (cinco) meses

    Mantida alterao da MP: perodo mximo varivel de 3 (trs) a 5 (cinco) meses

    Solicitao Meses trabalhados Parcelas

    1 solicitaomnimo de 12 (doze) meses e mximo de 23 (vinte e trs) meses 4mnimo de 24 (vinte e quatro) meses 5

    2 solicitao

    mnimo de 9 (nove) meses e mximo de 11 (onze) meses 3mnimo de 12 (doze) meses e mximo de 23 (vinte e trs) meses 4mnimo de 24 (vinte e quatro) meses 5

    3 solicitao em diante

    mnimo de 6 (seis) meses e mximo de 11 (onze) meses 3mnimo de 12 (doze) meses e mximo de 23 (vinte e trs) meses 4mnimo de 24 (vinte e quatro) meses 5

    abono salarial anualAntes das alteraes MP n 665/2014 Lei n 13.134/2015Carncia de 30 (trinta) dias trabalhados no ano Carncia de 180 (cento e oitenta) dias trabalhados no ano

    Restabelecida a carncia de 30 (trinta) dias

    O valor era de 1 (um) salrio mnimo

    O valor ser calculado proporcionalmente ao nmero de meses trabalhados no ano, limitado ao salrio mnimo vigente na data do pagamento

    O valor ser calculado na proporo de 1/12 (um doze avos) do valor do salrio mnimo, multiplicado pelo nmero de meses trabalhados no ano, limitado ao salrio mnimo vigente na data do pagamento

    O Ministrio do Trabalho e Emprego informou que estudar medida para pagamento retroativo aos trabalhadores que tiveram o benefcio negado durante a vigncia da MP 665, nos termos da regra anterior, eram necessrios 18 meses de atividade para ter direito ao seguro-desemprego e, de acordo com a regra atual, esse prazo foi reduzido para 12 meses.

    Considerando que o abono salarial pago em 2015 se refere ao ano-calendrio 2014, a nova regra da proporcionalidade entre o tempo trabalhado e o valor do benefcio pago ter efeito apenas para os pagamentos realizados em 2016, ano-calendrio 2015.

  • agosto 2015 - n 143 tome notatire suas dvidas 3

    Durao da penso por morte (cnjuge/companheiro): na hiptese do segurado falecido ter contribudo com mais de 18 (dezoito) contribuies mensais 1 ano e 6 meses e pelo menos 2 anos de casamento ou unio estvel, ser devida a penso conforme tabela abaixo:

    auxlio-doenaAntes das alteraes MP n 664/2014 Lei n 13.135/2015Era devido a partir do 16 (dcimo sexto) dia de afastamento do trabalho

    devido a partir do 31 (trigsimo primeiro) dia do afastamento do trabalho

    Restabelecida a regra anterior: devido a partir do 16 (dcimo sexto) dia de afastamento

    O valor do benefcio correspondia a 91% (noventa e um por cento) do salrio de benefcio, limitado ao teto

    O valor do benefcio corresponde a 91% (noventa e um por cento) do salrio de benefcio, limitado mdia aritmtica simples dos ltimos 12 (doze) salrios de contribuio

    Mantida alterao da MP: o valor do benefcio corresponde a 91% (noventa e um por cento) do salrio de benefcio, limitado mdia aritmtica simples dos ltimos 12 (doze) salrios de contribuio

    No havia tal excludente

    No ser devido se o segurado j era portador da doena ou da leso invocada como causa para o benefcio Retirada a excludente

    Idade do cnjuge/companheiro na data do bito do segurado Durao da penso por mortecom menos de 21 anos 3 anosentre 21 e 26 anos 6 anosentre 27 e 29 anos 10 anosentre 30 e 40 anos 15 anosentre 41 e 43 anos 20 anoscom 44 ou mais anos vitalcia

    penso por morteAntes das alteraes MP n 664/2014 Lei n 13.135/2015

    No havia carnciaCarncia de 24 (vinte e quatro) contribuies mensais Restabelecida a dispensa de carncia

    No havia tempo mnimo de convivncia

    O cnjuge/companheiro dever comprovar convivncia de 2 (dois) anos

    O cnjuge/companheiro com menos de 2 (dois) anos de convivncia ou quando o segurado falecido tiver contribudo com menos de 18 (dezoito) contribuies, a durao da penso ser de 4 (quatro) meses. Exceo: na hiptese do bito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doena profissional ou do trabalho, a durao depender da idade do cnjuge/companheiro na data do bito

    O valor do benefcio era de 100% (cem por cento) do salrio de benefcio

    O valor do benefcio ser de 50% (cinquenta por cento) do salrio benefcio, acrescido de 10% (dez por cento) por dependentes, limitado a 100% (cem por cento) Restabelecido o valor do benefcio de 100% (cem por cento)

    Era vitalcio para o cnjuge/companheiro

    A durao ser calculada de acordo com a expectativa de sobrevida do cnjuge/companheiro

    A durao ser calculada de acordo com a idade do cnjuge/companheiro na data do bito do segurado

    No havia tal excludente

    No ter direito penso por morte o condenado pela prtica de crime doloso que tenha resultado na morte do segurado

    Perde o direito penso por morte, aps o trnsito em julgado, o condenado pela prtica de crime que tenha dolosamente resultado na morte do segurado

    No havia tal excludente No havia tal excludente

    Perde o direito penso por morte o cnjuge/companheiro, se comprovada, a qualquer tempo, simulao ou fraude no casamento ou na unio estvel, ou a formalizao desses com o fim exclusivo de constituir benefcio previdencirio, apuradas em processo judicial

  • agosto 2015 - n 143 tome notadireto do tribunal 4

    multa por no pagamento espont-neo de condenao no prazo de 15

    dias tambm pode ser aplicada no caso de sentena arbitral. A deciso da Corte Es-pecial do Superior Tribunal de Justia (STJ), em julgamento de recurso repetitivo (tema 893), e forma uma nova jurisprudncia, de modo a consolidar decises isoladas.

    A tese fixada para efeitos do artigo 543-C do Cdigo de Processo Civil (CPC) : No mbi-to do cumprimento de sentena arbitral con-denatria de presta