tome nota n° 127

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No Tome Nota de abril, tire as dúvidas sobre aposentadoria especial para pessoas com deficiência.

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  • m julho de 2011, a Confederao Na-cional do Comrcio de Bens, Servi-

    os e Turismo (CNC) props Ao Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4628) contra o Protocolo ICMS n 21/2011 do Conselho Na-cional de Poltica Fazendria (Confaz). Em sntese, o referido protocolo estabelece a co-brana do ICMS pelo Estado de destino nas operaes interestaduais quando o consu-midor final adquire o bem ou a mercadoria de forma no presencial, por meio de inter-net, de telemarketing ou de showroom.

    Foram signatrios do instrumento 18 Es-tados das regies Norte, Nordeste e Centro--Oeste, alm do Distrito Federal. O Estado de So Paulo e outros seis Estados do Sul e do Sudeste no assinaram o protocolo.

    Em maio de 2012, a Federao do Comr-cio de Bens, Servios e Turismo do Estado de So Paulo (FecomercioSP) foi admitida na ADI, na qualidade de amicus curiae ou amigo da corte , atuando como interes-

    Aposentadoria especial para pessoas com deficincia

    TIRE SuAS DVIDAS2 Banco de horas deve estar previsto em acordo coletivoDIRETO DO TRIBuNAL4 eSocial precisa ser mais debatidoTRIBuNA CONTBIL5

    STF SuSpende adicional de icMS devido naS coMpraS pela inTerneT

    sada na causa. Alm de ratificar os argu-mentos da CNC de afronta aos princpios constitucionais, a Entidade destacou a in-validade do instrumento normativo utiliza-do (protocolo) e as alteraes na cobrana do ICMS realizadas nas legislaes regionais dos Estados signatrios.

    Assim, em 19 de fevereiro de 2014, o relator da ao, ministro Luiz Fux, conce-deu liminar suspendendo a eficcia do Protocolo ICMS n 21. Ao deferir a liminar, o ministro Fux afirmou que os Estados no podem, diante de um cenrio que lhes seja desfavorvel, simplesmente ins-tituir novas regras de cobrana de ICMS, desconsiderando a repartio estabeleci-da pelo texto constitucional sob pena de gerar um ambiente de anarquia norma-tiva. Da o motivo de a correo da en-genharia constitucional de repartio de competncias tributrias somente poder ocorrer legitimamente mediante mani-

    i n f o r m a t i v o e m p r e s a r i a l a o s c o n t a b i l i s t a s | a b r i l d e 2 0 1 4 | e d i o n 1 2 7

    E

    festao do constituinte reformador, por meio da promulgao de emendas cons-titucionais, e no pela edio de outras espcies normativas (e.g., protocolos, re-solues etc.), ressaltou.

    O relator destacou ainda haver relatos de que os Estados subscritores do proto-colo estariam apreendendo mercadorias que ingressam em seu territrio enviadas por empresas que no recolhem o tributo de acordo com a nova sistemtica. Trata--se, evidncia, de um mecanismo coerci-tivo de pagamento do tributo repudiado pelo nosso ordenamento constitucional. Por evidente, tal medida vulnera, a um s tempo, os incisos IV e V do artigo 150 da Lei Fundamental de 1988, que vedam, res-pectivamente, a cobrana de tributos com efeitos confiscatrios e o estabelecimen-to de restries, por meio da cobrana de tributos, ao livre trfego de pessoas ou de bens entre os entes da Federao, asseve-rou o ministro.

    A deciso deferiu a medida liminar em carter retroativo (efeitos ex tunc), sus-pendendo a eficcia do Protocolo ICMS n 21 desde a sua assinatura. Contudo, em 21 de fevereiro, nova deciso alterou os efeitos da liminar concedida para ex nunc, ou seja, os efeitos valem apenas a partir da data de concesso da liminar. [ ]

  • aposentadoria de pessoas com de-ficincia ganhou novas regras no

    ano passado com a publicao da Lei Com-plementar n 142/2013, que regulamentou o tema. Em 3 de dezembro de 2013, foi aprovado o Decreto n 8.145, que alterou o Regulamen-to da Previdncia Social e disps sobre a apo-sentadoria por tempo de contribuio e por idade da pessoa com deficincia.

    A fim de dirimir as principais dvidas dos segurados sobre o assunto, a Previdn-cia Social elaborou perguntas e respostas. Destacamos abaixo as principais questes com algumas adaptaes:

    quem so os beneficirios da lei complementar n 142/2013?O segurado da Previdncia Social com defi-cincia intelectual, mental, fsica, auditiva ou visual, avaliado pelo INSS.

    quais os requisitos para pedir a aposentadoria por deficincia?A pessoa deve ser avaliada pelo INSS para que seja comprovada a deficincia e defini-do qual o seu grau.

    Na aposentadoria por idade, os critrios para ter direito ao benefcio so:

    Ser segurado do Regime Geral da Previ-dncia Social (RGPS);

    Ter deficincia na data do agendamen-to/requerimento, a partir de 4 de dezembro de 2013;

    Ter idade mnima de 60 anos, se ho-mem, e 55 anos, se mulher;

    Comprovar carncia de 180 meses de contribuio.

    Na aposentadoria por tempo de con-tribuio, os critrios para ter direito ao benefcio so:

    Ser segurado do Regime Geral da Previ-dncia Social (RGPS);

    Ter deficincia h pelo menos dois anos na data do pedido de agendamento;

    Comprovar carncia mnima de 180 meses de contribuio;

    Comprovar o tempo mnimo de contri-buio, conforme o grau de deficincia, de:

    - Deficincia leve: 33 anos de tempo de contribuio, se homem, e 28 anos, se mulher;

    - Deficincia moderada: 29 anos de contri-buio, se homem, e 24 anos, se mulher;

    - Deficincia grave: 25 anos de tempo de contribuio, se homem, e 20 anos, se mulher.

    Os demais perodos de tempo de contri-buio como no deficiente, se houver, se-ro convertidos proporcionalmente.

    como classificada a deficincia?Para classificar a deficincia do segurado com grau leve, moderado ou grave, ser realizada a avaliao pericial mdica e social. A defini-o parte da premissa de que o fator limita-dor o meio no qual a pessoa est inserida e no a deficincia em si, remetendo Classifi-cao Internacional de Funcionalidades (CIF).

    O segurado ser avaliado pela percia mdica, que vai considerar os aspectos fun-cionais fsicos da deficincia como os im-pedimentos nas funes e nas estruturas do corpo e as atividades que o segurado

    abril 2014 - n 127 tome notatire suas dvidas 2

    A

    nova apoSenTadoria eSpecial para peSSoaS coM deFicincia

  • desempenha. J na avaliao social, sero consideradas as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente de trabalho, em casa e socialmente. Ambas as avaliaes, mdica e social, iro considerar a limitao do desempenho de atividades e a restrio de participao do indivduo no seu dia a dia.

    como ser realizada a comprovao das barreiras externas (fatores ambientais, sociais)?A avaliao das barreiras externas ser fei-ta pelo perito mdico e pelo assistente so-cial do INSS por meio de entrevista com o segurado e, se necessrio, com as pessoas que convivem com ele. Se ainda restarem dvidas, podero ser realizadas visitas ao local de trabalho e/ou residncia do avalia-do, bem como solicitao de informaes mdicas e sociais (laudos mdicos, exames, atestados, laudos do Centro de Referncia de Assistncia Social CRAS, entre outros).

    qual a diferena entre doena e funcionalidade?A doena um estado patolgico do orga-nismo. Ocorre quando h alterao de uma estrutura ou funo do corpo. Ela nem sempre leva incapacidade. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes precisa de tratamento, mas isso pode no torn-la in-capaz para determinado tipo de trabalho. J a funcionalidade pode ser compreendi-da como a relao entre estruturas e fun-es do corpo com barreiras ambientais que podero levar restrio de participa-o da pessoa na sociedade. Ou seja, como a deficincia faz com que o segurado inte-raja no trabalho, em casa e na sociedade.

    pessoas com doenas ocupacionais se enquadram como deficientes, como em casos de perda de funo de um brao ou de uma mo?O que a percia mdica e social leva em considerao so as atividades e as bar-

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    reiras que interferem no dia a dia e os fatores funcionais, ou seja, o contexto de vida e de trabalho. No basta a patologia ou a perda de funo. A anlise particu-lar para cada caso, levando-se em consi-derao a funcionalidade.

    quais so as etapas para aposentadoria?So quatro etapas:

    1 etapa: O segurado pode agendar o aten dimento pela Central 135 ou pelo site da Previdncia Social www.previdencia.gov.br;

    2 etapa: O segurado atendido na Agncia da Previdncia Social para verificao da documentao e dos procedimentos administrativos;

    3 etapa: O segurado avaliado pela percia mdica, que vai considerar os aspectos funcionais fsicos da deficincia e a interao com as atividades que o segurado desempenha;

    4 etapa: O segurado passa pela avaliao social, que vai considerar as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, em casa e socialmente.

    A avaliao do perito mdico e do assisten-te social certificar a existncia, ou no, da de-ficincia e o grau (leve, moderado ou grave).

    entre a data do agendamento do atendimento e a data da concluso do processo pelo inss, o segurado precisar continuar trabalhando?O direito do segurado, se efetivamente pre-encher os requisitos da lei, conta a partir do dia em que ele agendou o atendimento. As-

    sim, o pagamento tambm retroagir a essa data. A deciso de continuar trabalhando, aps o agendamento, cabe exclusivamen-te ao segurado, tendo em vista que o INSS no ter meios de confirmar se os requisitos estaro preenchidos antes do atendimento, no qual ser realizada a anlise administra-tiva dos documentos e a avaliao pericial mdica e social.

    qual a vantagem para os trabalhadores com deficincia com a nova lei?Nos casos de aposentadoria por idade, os prazos foram reduzidos em cinco anos. Na aposentadoria por tempo de contribuio, a vantagem foi a reduo do tempo de contri-buio em dois, seis ou dez anos, conforme o grau de deficincia.

    as pessoas j aposentadas antes de a lei complementar n 142/2013 entrar em vigor podem pedir reviso do benefcio?A Lei Complementar n 142/2013 s se apli-ca aos benefcios requeridos e com direito a partir do dia 4 de dezembro de 2013. Bene-fcios com datas anterio