texto base da cf 2015 - completo

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  • CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015

    Lema: Eu vim para servir (cf. Mc 10,45)

    Tema: Fraternidade: Igreja e Sociedade

    CNBB Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil

    Braslia - DF

    TEXTO-BASE

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  • Diretor Editorial: Mons. Jamil Alves de Souza

    Coordenador da CF:Pe. Luiz Carlos Dias

    Reviso Doutrinal:Pe. Antonio Luiz Catelan Ferreira

    Reviso:Antnio Bicarato

    Projeto Grfico, Capa e Diagramao:Henrique Billygran da Silva Santos

    Impresso e acabamento: Grfica Ipiranga

    Edies CNBBSE/Sul Quadra 801, Conjunto BCEP: 70200-014Fone: (61) 2193-3019 / Fax: (61) 2193-3001vendas@edicoescnbb.com.brwww.edicoescnbb.com.br

    C748c Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil / Campanha da Fraternidade 2015: Texto-Base. Braslia, Edies CNBB. 2015.

    Campanha da Fraternidade 2015: Texto-Base / CNBB.112p. : 14 x 21 cmISBN: 978-85-7972-352-0

    1. Igreja - Sociedade - Servio Social;2. Justia Social - Direitos Humanos - Dignidade;3. Igreja Catlica - Compromisso Social - Sistema socioeconmico - Brasil.

    CDU 250.1

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  • 33

    APRESENTAOAPRESENTAOO Filho do Homem no veio para ser servido, mas para

    servir e dar a vida em resgate por muitos (Mc 10,45).

    Vida que resgata vidas! O Crucifi cado como servo das dores! A morte que liberta da escravido e concede a dignidade de servir como Deus serve! Deus servo, Jesus Cristo, que concede a toda pessoa bati-zada o dom de ser servio para os irmos e irms.

    Quaresma tempo de abertura para o mistrio da dor e da mor-te, da cruz, do Crucifi cado. Nele, somos conduzidos graa da vida plena, ressurreio. Ressurreio, transformao no mistrio da dor, da morte, da Cruz. Quaresma, caminho de identifi cao com Cristo, pede de ns jejum, orao, esmola.

    Jejum um abster-se, um esvaziar-se, um abrir-se. No vazio de ns mesmos, somos fecundados pela suavidade da gratuidade. Jesus crucifi cado, vazio de si, entrega suave-sofrida ao Pai: em tuas mos entrego o meu esprito (Lc 23,46). No jejum, somos reintegrados!

    A orao aproximao, nova relao, exposio; busca de atin-gimento pela amorosidade de Deus. Uma quase splica de afeto e de amor: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? (Mt 27,46). A busca de corao pelo Pai. Quanta intimidade!

    A esmola, partilha de vida, cuidado amoroso, liberdade de entre-ga, servio! A esmola envio para o prximo. Encontro com aqueles que o Estado e a sociedade no querem (Madre Teresa de Calcut). Esmola, exerccio para o crescimento e fi delidade da nossa fi liao di-vina: sermos bons e generosos como Deus o .

    A converso, a mudana de vida que a Quaresma possibilita, um itinerrio de libertao pessoal, comunitrio e social. A Campanha da Fraternidade 2015 nos convida a refl etir, meditar e rezar a relao

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  • 4entre Igreja e sociedade. O tema Fraternidade: Igreja e Sociedade, e o lema Eu vim para servir (cf. Mc 10,45). A Campanha vai ajudar--nos a aprofundar, luz do Evangelho, o dilogo e a colaborao entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Conclio Ecumnico Vaticano II, como servio ao povo brasileiro, para a edifi cao do Reino de Deus (Objetivo Geral da CF 2015).

    Sociedade vem de socius e id. Id, idade, que diz da fora, vigor; fora e vigor do socius. Socius o companheiro. A fora que faz e dei-xa ser companheiro. Companheiros, os que, unidos pela mesma fora e vigor, formam um grupo. Os que esto unidos pela mesma fora e vigor formam a sociedade. As pessoas que tm mesma pertena e bus-cam viver e conviver com um modo prprio de organizao, formam uma sociedade. As pessoas tambm recriam a sociedade. Porque for-mada por pessoas, a sociedade viva, se transforma. Uma sociedade sociedade quando todos participam do conviver e do decidir e no permitem que uma pessoa seja excluda. Para que a sociedade possa existir e persistir, deixa-se guiar por valores fundamentais de Justia, de Fraternidade, de Paz.

    O Conclio Ecumnico Vaticano II recordou que a Igreja Rei-no de Deus, Povo de Deus. Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou na terra o Reino dos cus, revelou-nos Seu mistrio e, por Sua obedincia, realizou a redeno. O Reino de Deus, j presente em mistrio pelo poder de Deus, cresce visivelmente no mundo.1 O Se-nhor Jesus iniciou a sua Igreja, pregando a Boa-Nova, isto , o adven-to do Reino de Deus (...). Este Reino manifestou-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presena de Cristo.2 Com a vinda do Esprito Santo, poderamos dizer que se completaram os tempos.

    Assim, a Igreja o novo Povo de Deus, a comunidade dos que cre-em. Deus convocou e constituiu a Igreja Comunidade congregadapor aqueles que, crendo, voltam seu olhar a Jesus, autor da salvao

    1 DOCUMENTO CONCILIAR. Constituio Dogmtica Lumem Gentium. n. 3.2 Idem. n. 5.

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  • 5e princpio da unidade.3 Aqueles que tm seu olhar fi xo em Jesus vi-vem na sociedade. Eles compem com outras pessoas a sociedade. Os cristos, como participantes da sociedade, levam seus valores e com-promissos, ajudam a construir uma sociedade justa, fraterna e de paz.

    A Igreja, as comunidades de f, os cristos, so ativos na socie-dade. Eles, pelo dilogo e pela caridade, cuidam das pessoas que so excludas da sociedade. Ao mesmo tempo, participam ativamente das discusses e proposies que visam o bem de todos. Como nos diz o Papa Francisco: prefi ro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter sado pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e comodidade de se agarrar s prprias seguranas. No quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emara-nhado de obsesses e procedimentos. Se alguma coisa nos deve san-tamente inquietar e preocupar a nossa conscincia que haja tantos irmos nossos que vivem sem a fora, a luz e a consolao da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de f que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos do uma falsa proteo, nas normas que nos transformam em juzes impla-cveis, nos hbitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto l fora h uma multido faminta, e Jesus repete-nos sem cessar: Dai-lhes vs mesmos de comer (Mc6,37).4

    A Campanha da Fraternidade deste ano ser uma oportunida-de de retomarmos os ensinamentos do Conclio Vaticano II. Ensi-namentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, con-soladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade so fi lhos e fi lhas de Deus. Por isso, os cris-tos trabalham para que as estruturas, as normas, a organizao da

    3 Idem. n. 9.4 Cf. PAPA FRANCISCO. Exortao apostlica Evangelii Gaudium. Braslia: Edies CNBB,

    2013. 1 Edio. n. 49.

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  • 6sociedade estejam a servio de todos. Na sociedade, a Igreja, as comu-nidades desejam seguir a Jesus: vim para servir e dar a vida em resgate por muitos (Mc 10,45).

    Maria, Me de Deus e nossa, nos acompanhe na caminhada quaresmal, para sermos sempre mais a presena da Igreja que serve a todos. Caminhemos todos com Jesus para Jerusalm e participemos com Ele da dor, da morte e da ressurreio.

    Abenoada Quaresma e Feliz Pscoa!Braslia, 6 de agosto de 2014Festa da Transfi gurao do Senhor

    + Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Braslia

    Secretrio Geral da CNBB

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  • 7INTRODUOINTRODUO

    1. A Igreja recebeu de Jesus Cristo o mandato missionrio: Ide, pois, fazei discpulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado (Mt 28,19-20). Essa a sua vocao e a sua misso.1

    2. A Campanha da Fraternidade Fraternidade: Igreja e Sociedade deseja no tempo da quaresma recordar a vocao e a misso de todo o cristo, das nossas comunidades de f.

    3. As pessoas que vivem do Evangelho vivem na sociedade. A socie-dade formada por pessoas que convivem de forma organizada. A palavra latina societas recorda que sociedade pode signifi car as-sociao amistosa com outros.

    4. A palavra sociedade indica uma convivncia e atividade conjunta de pessoas, ordenada ou organizada. A sociedade um coletivo de cidados com leis e normas de conduta, organizados por critrios, e com entidades que cuidam do bem-estar daqueles que convivem.

    5. Na sociedade, no comum a todos, acontece a excluso e a no par-ticipao de pessoas que a compem. Vivem margem da socie-dade. O que, no entanto, caracteriza a sociedade a partilha de in-teresses entre os membros e a preocupao com o que comum.

    6. O Conclio Ecumnico Vaticano II recordou que para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou na terra o Reino dos cus, reve-lou-nos Seu mistrio e por Sua obedincia realizou a redeno. A Igreja ou o Reino de Deus, j presente em mistrio pelo poder de

    1 Cf. Idem. n. 19.

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  • 8Deus, cresce visivelmente no mundo.2 O Senhor Jesus iniciou a sua Igreja pregando a boa-nova, isto , o advento do Reino de Deus (...). Este Reino manifestou-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presena de Cristo.3

    7. A Igreja, pelas lnguas com

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