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TERCEIRIZAO

Histrico CLT art. 455 Decreto-Lei 200/67 e Lei 5.645/70 Lei 6.019/74 Lei 7.102/83 Lei 8.212/91(art. 31, 4 Red. 9.711/98)

Lei 13.429/17 + Lei 13.467/17

Conceito Insourcing (fordismo, taylorismo) Outsourcing (toyotismo) Merchandage (Declarao da Filadlfia Decreto 25.696/48)

Atividade-meio versus Atividade-fim

ADPF 324 e RE 958.252

Terceirizao na administrao Pblica ADC 16 e RE 760.931 - o problema do nus da prova

Smula 331

I - A contratao de trabalhadores por empresa interposta ilegal, formando-se o vnculo diretamente com o tomador dos servios, salvo no caso de trabalho temporrio (Lei n 6.019, de 03.01.1974).

(...)III - No forma vnculo de emprego com o tomador a contratao de servios de vigilncia (Lei n 7.102,

de 20.06.1983) e de conservao e limpeza, bem como a de servios especializados ligados atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinao direta.

IV - O inadimplemento das obrigaes trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiria do tomador dos servios quanto quelas obrigaes, desde que haja participado da relao processual e conste tambm do ttulo executivo judicial. (Nova Redao - Res. 174/2011 - DeJT 27/05/2011)

(...)VI A responsabilidade subsidiria do tomador de servios abrange todas as verbas decorrentes da

condenao referentes ao perodo da prestao laboral. (Inserido - Res. 174/2011 - DeJT 27/05/2011)

Atividades

Atividades-fim podem ser conceituadas como as funes e tarefas empresariais e laborais que se ajustam ao ncleo da dinmica empresarial do tomador dos servios, compondo a essncia dessa dinmica e contribuindo inclusive para a definio de seu posicionamento e classificao no contexto empresarial e econmico. So, portanto, atividades nucleares e definitrias da essncia da dinmica empresarial do tomador dos servios.

Atividades-meio so aquelas funes e tarefas empresariais e laborais que no se ajustam ao ncleo da dinmica empresarial do tomador dos servios, nem compem a essncia dessa dinmica ou contribuem para a definio de seu posicionamento no contexto empresarial e econmico mais amplo. So, portanto, atividades perifricas essncia da dinmica empresarial do tomador dos servios. So, ilustrativamente, as atividades referidas, originalmente, pelo antigo texto da Lei n. 5.645, de 1970: transporte, conservao, custdia, operao de elevadores, limpeza e outras assemelhadas. So tambm outras atividades meramente instrumentais, de estrito apoio logstico ao empreendimento (servio de alimentao aos em- pregados do estabelecimento, etc.).

Apud DELGADO, Maurcio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 17 Ed., So Paulo, LTr: 2018, p. 556.

TERCEIRIZAO Lei 6.019/74

Art. 4o-A. Considera-se prestao de servios a terceiros a transferncia feita pela contratante da execuo de quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal, pessoa jurdica de direito privado prestadora de servios que possua capacidade econmica compatvel com a sua execuo. (Redao dada pela Lei n 13.467, de 2017)

1o A empresa prestadora de servios contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por seus trabalhadores, ou subcontrata outras empresas para realizao desses servios. (Includo pela Lei n 13.429, de 2017)

2o No se configura vnculo empregatcio entre os trabalhadores, ou scios das empresas prestadoras de servios, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante.

TERCEIRIZAO Lei 6.019/74

Art. 5o-A. Contratante a pessoa fsica ou jurdica que celebra contrato com empresa de prestao de servios relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal. (Redao dada pela Lei n 13.467, de 2017)

1o vedada contratante a utilizao dos trabalhadores em atividades distintas daquelas que foram objeto do contrato com a empresa prestadora de servios. ( Lei n 13.429, de 2017)

2o Os servios contratados podero ser executados nas instalaes fsicas da empresa contratante ou em outro local, de comum acordo entre as partes. (Includo pela Lei n 13.429, de 2017)

3o responsabilidade da contratante garantir as condies de segurana, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependncias ou local previamente convencionado em contrato. (Includo pela Lei n 13.429, de 2017)

4o A contratante poder estender ao trabalhador da empresa de prestao de servios o mesmo atendimento mdico, ambulatorial e de refeio destinado aos seus empregados, existente nas dependncias da contratante, ou local por ela designado. (Includo pela Lei n 13.429, de 2017)

5o A empresa contratante subsidiariamente responsvel pelas obrigaes trabalhistas referentes ao perodo em que ocorrer a prestao de servios, e o recolhimento das contribuies previdencirias observar o disposto no art. 31 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.

APDF 324 e RE 958.252

Deciso (ADPF): O Tribunal, no mrito, por maioria e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido e firmou a seguinte tese: 1. lcita a terceirizao de toda e qualquer atividade, meio ou fim, no se configurando relao de emprego entre a contratante e o empregado da contratada. 2. Na terceirizao, compete contratante: i) verificar a idoneidade e a capacidade econmica da terceirizada; e ii) responder subsidiariamente pelo descumprimento das normas trabalhistas, bem como por obrigaes previdencirias, na forma do art. 31 da Lei 8.212/1993, vencidos os Ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurlio. Nesta assentada, o Relator esclareceu que a presente deciso no afeta automaticamente os processos em relao aos quais tenha havido coisa julgada. Presidiu o julgamento a Ministra Crmen Lcia. Plenrio, 30.8.2018.

Deciso (RE): O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 725 da repercusso geral, deu provimento ao recurso extraordinrio, vencidos os Ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurlio. Em seguida, o Tribunal fixou a seguinte tese: lcita a terceirizao ou qualquer outra forma de diviso do trabalho entre pessoas jurdicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiria da empresa contratante, vencida a Ministra Rosa Weber. O Ministro Marco Aurlio no se pronunciou quanto tese. Ausentes os Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes no momento da fixao da tese. Presidiu o julgamento a Ministra Crmen Lcia. Plenrio, 30.8.2018.

APDF 324 e RE 958.252

Premissas: - Violao livre iniciativa e concorrncia (art. 1, IV e 170 caput e inciso IV da CF)- Inexistncia de vedao legal (art. 5, II, da CF Liberdade jurdica) - Terceirizao no por si precarizante (so preservados direitos da CF e infraconstitucionais)- Visa aumentar qualidade pela contratao de servios melhor executados por terceiros- Destina-se a ampliar a capacidade de atendimento de aumento temporrio de demandas- Permite acesso a mo de obra e tecnologia especializados da terceirizada

Limites Terceirizao: - Contratante tem o dever de se certificar da idoneidade e capacidade da contratada- Responsabilidade subsidiria da contratante (interpretao ampliativa do art. 31 da Lei 8.212/91)

Concluses fixadas:- Lcita terceirizao de atividade-meio ou atividade-fim- Responsabilidade subsidiria da contratante (pressupondo participao no processo judicial)- No se aplica coisa julgada- E o art. 884, 5 e art. 525, 12 e 13 do CPC)???- E decises prospectivas (ex. ACP transitada quanto no contratao)???

Administrao Pblica - ADC 16 e RE 760.931

Lei 8666/93 (Constitucional segundo ADC 16): Art. 71. O contratado responsvel pelos encargos trabalhistas, previdencirios, fiscais e comerciais resultantes da execuo do contrato.

1o A inadimplncia do contratado, com referncia aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais no transfere Administrao Pblica a responsabilidade por seu pagamento, nem poder onerar o objeto do contrato ou restringir a regularizao e o uso das obras e edificaes, inclusive perante o Registro de Imveis (redao dada pela lei 9.032/95).

RE 760.931: Recurso Extraordinrio parcialmente conhecido e, na parte admitida, julgado procedente para fixar a seguinte tese para casos semelhantes: O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado no transfere automaticamente ao Poder Pblico contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em carter solidrio ou subsidirio, nos termos do art. 71, 1, da Lei n 8.666/93

ADC 16 e RE 760.931

Reclamao 26947/RS: Limitado, outrossim, o julgamento da ADC 16 a obstaculizar a responsabilizao subsidiria automtica da Administrao Pblica - como mera decorrncia do inadimplemento da prestadora de servios -, no resultou enfrentada a questo da distribuio do nus probatrio, tampouco estabelecidas balizas para a apreciao da prova ao julgador, a inviabilizar o manejo da reclamao com espeque em alegada afronta ADC 16 sob tais enfoques, conforme j decidido em vrias reclamaes: Rcl 14832/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.11.2012 , Rcl 15194/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 18.3.2013, Rcl 15385/MG, Rel. Min. Crmen Lcia, DJe 15.3.2013. [...]. No ponto, cumpre igualmente assentar que, ao julgamento do RE 760.931, esta Suprema Corte, muito embora tenha debatido aspectos acerca das regras de distribuio do nus da prova na espcie, culminou por no fixar balizas, respeitada, a meu juzo, a soberania das instncias ordinrias no exame do acervo ftico-probatrio, cujo revolvimento de todo vedado na instncia extraordinria, assim como no bojo da reclamao constitucional. (Min. Rosa Weber DJE 03/10/2017).

ADC 16 e RE 760.931

RECURSO DE REVISTA INTER