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  • 1. FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOAAPONTAMENTOS DE DIREITOS REAIS(aulas tericas)PROF. DR. LUS MENEZES LEITO2010/2011 RENATO DE MELO PIRES, n 18366 FDL 2010/2011

2. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa NDICE17 de Fevereiro de 2011................................................................................................................ 422 de Fevereiro de 2011................................................................................................................ 61 de Maro de 2011....................................................................................................................... 83 de Maro de 2011..................................................................................................................... 1015 de Maro de 2011................................................................................................................... 1417 de Maro de 2011................................................................................................................... 17RENATO DE MELO PIRES, 3 ANO/A, N 18366 2 3. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa15 de Fevereiro de 2011Prticas comeam 2 semanas aps as tericas.Os direitos reais no abrangem apenas o livro III; trata tambm dos direitos de garantiae de aquisio.A posse muito complexa e escapa completamente doutrina dos direitos reais.Legislao: cdigo civil e cdigo do registo predial (teve reforma fulcral em 2008 querevolucionou o nosso sistema do direito predial).Jos Alberto Vieira; Oliveira Ascenso;Carvalho Fernandes (actualizado)Rui Pinto DuarteRENATO DE MELO PIRES, 3 ANO/A, N 18366 3 4. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa17 de Fevereiro de 2011 Direito Romano: no trabalhava com direitos subjectivos mas com aces: osesquemas actiones in rem vs actiones in personam: estas eram propostas contra pessoascom uma relao obrigacional; aquelas, podiam ser instauradas contra qualquer pessoaem defesa de uma coisa (perturbao do aproveitamento das utilidades que oaproveitamento de uma coisa pode proporcionar). Idade mdia: a contraposio processual evolui: jura in persona vs jura in rem. A pandectstica sistematizou os Direitos Reais (ordenao de matrias).Ramo do Direito Civil que tem por objecto a atribuio de coisas corpreas comeficcia real (eficcia absoluta ou erga omnes): eles autonomizam-se pelo seu objecto.Respeitam, portanto, os parmetros do Direito Privado: liberdade e igualdade.Todas as situaes jurdicas reais tem eficcia jurdica absoluta. A importncia daabsoro estrutural (v. g., a comunho conjugal, regulada pelo Direito da Famlia).A importncia dos Direitos Reais extravasa o direito privado; h tambm tutelaConstitucional no artigo 62. da CRP; a proteco jurdica da propriedade de naturezapluralista: varia sobre a natureza dos bens sobre os quais incidem.A propriedade s pode ser restringida nos casos expressamente previstos na lei: 18/2 e18/3 da CRP; dizem respeito, respectivamente, ao principio da proporcionalidade e,quanto ao modus operandi, por via geral e abstracta. Princpios dos Direitos ReaisTipicidade; especialidade; elasticidade; publicidade; boa f.Tipicidade enumerao fechada e rgida de determinadas figuras gerais; s valem dedireitos reais que, como tal, gozam dessa designao legal. Apesar da formulao infelizdo 1306. C.Civ porque o que queria dizer foi o que se disse acima; mas, de facto, no isso que l est; ratio: abolir figuras reais de cariz consuetudinrio e impedir que aspessoas criem figuras/direitos reais. Os direitos reais so formas estticas de gozo dosbens (por contraposio aos direitos de crdito). Assim, sendo eles to estticos, talcausa uma certa paralisia a este ramo: isto pode ser uma explicao para a tipicidade.E se as partes criarem uma figura real? D-se a converso legal (1306.), valendo comorelao obrigacional.Especialidade este diz-nos que a coisa corprea objecto do direito real tem de estarconcretamente individualizada: tal desdobra-se em trs subprincpios:- Determinao a coisa tem de estar especificada: no h direitos reais sobrecoisas genricas 408/2 (excepto o 541 antecipao do cumprimento).RENATO DE MELO PIRES, 3 ANO/A, N 18366 4 5. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa- Existncia presente (actualidade) a coisa tem de ser actual, i. ., tem de terexistncia presente (ao invs, art. 399: as obrigaes podem ter por objecto coisasfuturas). Coisas absolutamente futuras (nem existem ainda) e relativamente futuras (jtem existncia mas ainda no tem a titularidade) 408. - no se constituem, nestassituaes, quaisquer direitos reais; s quando o alienante adquirir a propriedade heficcia translativa. - Autnoma de outras coisas (autonomizao) comprar todas as laranjas(venda especfica) frutos. No so autnomos pois esto dependentes de outras (darvore). Ac. STJ (nota 31). Elevadores e reserva de propriedade; ineficcia da reserva. Elasticidade os direitos reais podem ter um contedo mais ou menos amplo;podem-se comprimir por vrias razes; uma delas a constituio do usufruto (apropriedade comprime-se); quando o usufruto se extinguir a propriedade expande-se.Outro exemplo a constituio de servides. Transmissibilidade todos os direitos privados so, em regra, transmissveis. - Consensualidade constituem-se por mero efeito do consenso entre as partes406/1 (extinguem-se ou transmitem-se)- Causalidade sempre necessria a existncia de uma justa causa deaquisio para que o direito real se constitua ou se transmita. Se houver algum vicio queafecte a validade do ttulo, a causa carece de validade e no se constitui o direito real. Publicidade fundamental que todos saibam/possam saber quem so os titulares dosdireitos reais; formas de assegurar: a posse e o registo. A posse a forma maisimportante: consiste na actuao material correspondente ao exerccio dum direito(sobretudo importa nos mveis no sujeito a registo); a posse, atravs do 1268., gozade presuno. O registo (incide sobre as coisas sujeitos a ele a forma mais perfeitapara assegurar a publicidade dos direitos reais). Boa f a boa f dos direitos reais a boa f subjectiva (e no a objectiva: regra deconduta); boa f subjectiva psicolgica (mero des. Actualmente: tica ignornciadesculpvel.RENATO DE MELO PIRES, 3 ANO/A, N 18366 5 6. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa22 de Fevereiro de 2011 Conceito e estrutura do direito real.A tese clssica assenta no jusracionalismo; diviso entre direitos de crdito e direitosreais na sua raiz ontolgica. Hugo Grotius delimitou o direito real. Objeco asrelaes jurdicas no se podem estabelecer com coisas concepo de SamuelPuffendorf. Kant na metafsica dos costumes critica a teoria clssica; os outros tem aobrigao de respeitar a coisa.O debate entre THIBAUT e FEUERBACH; a concepo do primeiro entende que podiahaver uma aco de reivindicao em relao filiao; seria, assim, um direitoabsoluto. O segundo critica o primeiro, dizendo que o que interessava era distinguir osdireitos de crdito dos direitos reais.Depois, temos 4 teses- Teoria do poder imediato (Grcio) o direito real recai directa e imediatamentesobre uma coisa no precisa da colaborao de mais ningum para ser exercido.Seguida por Guilherme Moreira, Pessoa Jorge etc. Demasiado emprica.- Teoria do poder absoluto o que caracteriza o direito real a obrigao de terceirosno lesarem o bem jurdico nomeadamente, o gozo da coisa. Raiz em Pufendorf;Posteriormente, Windscheid. Obrigao passiva universal.- Teorias Mistas O direito real teria um lado interno e um lado interna muitopopular entre ns.- Novas orientaes GOMES DA SILVA definio do direito subjectivo; estabelecer odireito real em relao com a coisa. Oliveira Ascenso o essencial seria darcontedo; mas apresenta os direitos reais pelas suas caractersticas carcterabsoluto; inerncia; funcionalidade outorgar vantagens. Carvalho Fernandes salientaque nenhuma delas caracterstica do direito real. Menezes CordeiroMENEZES LEITO segue MENEZES CORDEIRO mas entende que definio no suficientemente precisa; h que atalhar alguns traos distintivos como a inerncia. Caractersticas dos Direitos Reais- Carcter absoluto em virtude de ser oponvel erga omnes. OLIVEIRA ASCENSO dizque tem carcter absoluto porque no se estrutura em nenhuma relao. Visto dequalquer prisma resulta na mesma o carcter absoluto. Os direitos reais do aos sujeitoso direito a gozarem da coisa. Direitos reais de aquisio, de gozo e de garantia.- Inerncia direito est fortemente ligado coisa.RENATO DE MELO PIRES, 3 ANO/A, N 18366 6 7. Apontamentos de Direitos Reais Prof. Dr. Lus Menezes Leito 2010/2011 Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa- Sequela o direito persegue a coisa (exequibilidade da caracterstica anterior); ondeest a coisa, onde reivindicada romanos. Doutrina diz que a sequela seriacaracterstica s dos direitos reais. Os ttulos de crdito e a locao: 1057 emptio nontollit locatum Menezes Leito toma posio. Entre ns no vigora a regra posse valettulo.- Prevalncia regra nos direitos de crdito o rateio; nos direitos reais, o direito realque se constituir primeiro o que prevalece. Pinto Coelho veio afastar a prevalncia,sendo restrita pluralidade. No fazia sentido falar em prevalncia em relao adireitos de natureza diferente, ou de mesma natureza mas de espcie diferente. Aprevalncia era restrita aos direitos reais de garantia duas hipotecas; a primeira seriapaga em primeiro lugar. Oliveira Ascenso veio a aderir expressamente a esta posio;vai mais longe dizendo que no h prevalncia nos direitos reais de garantia, dizendoque s h prevalncia entre direitos reais e de crdito. Menezes Cordeiro vai mais longe.MENEZES LEITO diz que bvio que a pre