Teoria de Precos

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Teoria de preos

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<ul><li><p>Teoria de Preos A Microeconomia analisa a formao de preos no mercado, ouseja, como a empresa e o consumidor interagem e decide qual ser o preo e aquantidade de determinado bem ou servio em mercados especficos. O preo o valor monetrio de uma mercadoria, servio oupatrimnio. O preo uma varivel importante na deciso dos consumidores nacompra de bens e servios. O consumidor ao decidir a compra de um bem,insere no preo, no apenas o valor monetrio do produto, mas tudo aquilo quese identifica como sacrifcio na obteno do bem. O preo dos bens e servios est ligado ao trabalho e a dificuldadede adquir-los, inserindo os custos indiretos, custos de manuteno,necessidade de recompra e a energia fsica, o tempo e o custo emocional de seadquirir uma oferta. Como estratgias de preos, podemos enumerar alguns quesitos:diminuiao dos custos indiretos; valorizao da oferta; penetrao de mercado;pacote de valor; financiamentos; diversidade na forma de pagamento; preospromocionais; descontos; concesses; lideranas de preos; negociao eprazos flexveis. O preo de venda dever cobrir o custo direto damercadoria/produto/servio, bem como, as despesas variveis: impostos,comisses, etc., alm de considerar tambm as despesas fixas promocionais,ou seja, alugul, gua, luz, telefone, salrios, pr-labore, etc., e por fim, sobraum lucro lquido adequado. Todavia, os preos de bens e servios se formam com base emdois mercados:- Mercado de bens e servios: onde ajusta o preo dos bens e servios atravsda oferta e demanda;- Mercado de fatores de produo: onde ajusta salrios, aluguis, juros elucros.</p><p>Anlise da demanda de mercadoDefinio de demanda</p></li><li><p> Quanto demanda, considerada como a quantidade que osconsumidores desejam consumir por um determinado tempo, em funo devrios nveis de preos, no representando a compra efetiva. Quanto oferta, considerada como a quantidade que osprodutores e fornecedores estaro dispostos a vender seus produtos ouservios, por um determinado tempo, em funo dos vrios nveis de preos,buscando atingir sua maximizao do lucro.</p><p>Fundamentos da Teoria da demanda</p><p>Valor Utilidade e Valor Trabalho</p><p> Outro fato que chama a ateno do consumidor quanto demandade um bem ou servio o que chamamos de Utilidade atribuida ao bem. Os fundamentos da anlise da demanda ou procura estoalicerados no conceito subjetivo de utilidade. Utilidade: representa o grau de satisfao que os consumidoresatribuem aos bens e servios, ou seja, a quantidade que os bens econmicospossuem de satisfazer as necessidades humanas. A teoria do Valor Utilidade pressupe que o valor de um bem seforma por sua demanda, isto , pela satisfao que o bem representa para oconsumidor. Ela , portanto, subjetiva, e representa a chamada visoutilitarista, em que prepondera a soberania do consumidor, pilar do capitalismo. A teoria do Valor Utilidade contrape-se chamada Teoria do ValorTrabalho, desenvolvida pelos economistas clssicos (Malthus, Smith, Ricardo,Marx). A Teoria do Valor Trabalho considera que o valor de um bem se formado lado da oferta, mediante os custos do trabalho incorporado ao bem. Oscustos de produo representados, basicamente, pelo fator mo-de-obra, emque a terra sera praticamente gratuita (abundante) e o capital, poucosignificativo. Pela Teoria do Valor Trabalho, o valor do bem depende do tempoprodutivo que incorporado ao bem. Nesse sentido, a Teoria do Valor Trabalho objetiva (depende de custos). Pode-se dizer que a Teoria do Valor Utilidade veio complementar aTeoria do Valor Trabalho, pois j no era possvel predizer o comportamento</p></li><li><p>dos preos dos bens apenas com base nos custos, sem considerar o lado dademanda (padro de gostos, hbitos, renda etc). Ademais, a Teoria do Valor Utilidade permitiu distinguir claramente oque vem a ser o valor de uso e o valor de troca de um bem. O valor de uso autilidade ou satisfao que o bem representa para consumidor. O valor de trocaforma-se pelo preo no mercado, pelo encontro da oferta e demanda do bemou servio. Se o bem A vale $ 10,00 e o bem B $ 5,00, significa que o bem Apode ser trocado por duas unidades de B, ou que B pode ser trocado por meiaunidade de A.</p><p>Utilidade total: aumenta quanto maior for a quantidade consumida do bem.</p><p>Utilidade marginal: satisfao adm icional obtida pelo consumo de mais umaunidade do bem (decresce em funo da saturao). Umg = Ut / q</p><p>Noes sobre equilibrio do consumidor: os conceitos de curva deindiferena e reta oramentria.</p><p> Toda a teoria da demanda tem como hiptese bsica que oconsumidor est maximizando sua utilidade ou satisfao, limitado por seunvel de renda e pelos preos de bens e servios que pretende adquirir nomercado. Assim sendo, os conceitos de curva de indiferena e restriooramentria ilustra esta noo.</p></li><li><p> Como curva de indiferena, entende-se que o consumidor tem suaspreferncias ao consumir, por exemplo, dois bens carne e batatas. Existemcombinaes geomtrico de pontos que representam diferentes combinaesde bens que do ao consumidor o mesmo nvel de utilidade. indiferente parao consumidor consumir 2 kg de carne e 8 kg de batatas, ou ento 3 kg de carnee 5 kg de batatas, ou 3 kg de batatas e 5 kg de carne. Quanto mais alta for a CI, maior a satisfao que o consumidorpode obter no consumo dos dois bens. Como restrio oramentria, entende-se que o montante derenda disponvel do consumidor, em dado perodo de tempo. Ela limita aspossibilidades de consumo, condicionando quanto ele pode gastar. Enquanto acurva de indiferena refere-se ao conjunto de bens e servios que oconsumidor deseja adquirir, considerando apenas as preferncias subjetivas doconsumidor, a restrio oramentria condicionar o conjunto possvel de bense servios que o consumidor pode adquirir. Neste sentido, define-se linha de preos ou reta oramentria comoas combinaes mximas possveis de bens, dados a renda do consumidor eos preos dos bens. Portanto, a renda oramentria representa pontos em que oconsumidor gasta toda a sua renda. Abaixo da reta, ele est gastando abaixodo que poderia; acima da renda oramentria, o consumidor no tem condiesde adquirir os bens, com a renda de que dispe e dados os preos de mercado. Assim, o consumidor estar maximizando sua utilidade quandosua reta oramentria tangenciar dada uma curva de indiferena. Se a renda do consumidor aumenta, ou, alternativamente, ospreos dos bens e servios que ele deseja adquirir se reduzem, a retaoramentria eleva-se, e permite que ele atinja nveis maiores de satisfao(isto , uma CI mais elevada), podendo adquirir mais produtos.</p><p>Funo demanda: Qd= f(p), ou seja:</p><p>A quantidade demandada de um bem ou servio depende do preo P.</p></li><li><p> Tradicionalmente, a funo demanda colocada comodependente das seguintes variveis, considerada as mais relevantes e gerais,pois costumam ser observadas na maioria dos mercados de bens e servios:</p><p>Qd= f (pi, ps, pc, R, G) - Funo Geral da Demanda</p><p>qd = quantidade procurada do bem, num dado periodo de tempopi = preo do bem interessadops = preo do bem substitutopc = preo do bem complementarR = renda do consumidorG = gostos, hbitos e preferncias do consumidor</p><p> So as variveis mais frequentes para explicar a demanda dequalquer bem ou servio. Agora, o mercado de cada bem tem suasparticularidades, e algumas dessas variveis podem no afetar a demanda; ouseja, a demanda pode ser afetada por variveis no includas nessa relao(por exemplo, localizao dos consumidores, influncia de fatores sazonais).</p><p>Relao entre a quantidade demandada e o preo do prprio bem</p><p> a funo convencional da demanda:</p><p>Qd = f (pi) supondo ps, pc, R e G constantes, sendo qd/pi &lt; 0, que achamada Lei Geral da Demanda: a quantidade demandada de um bem ouservio varia na relao inversa de seu preo, coeteris paribus. Por que ocorre essa relao inversa entre o preo e a quantidadedemandada de um bem ou servio? A resposta est na ocorrncia dos chamados efeitos substituio erenda, que agem conjuntamente. Suponhamos uma queda do preo do bem.Podemos dividir o efeito dessa queda de preo sobre a quantidade demandada(que chamamos de efeito preo total) assim:</p></li><li><p> A curva de demanda negativamente inclinada devido ao efeitoconjunto de dois fatores: o efeito substituio e o efeito renda.</p><p> Se o preo de um bem aumenta, a queda da quantidadedemandada ser provocada por esses dois efeitos somados.</p><p>- efeito substituio: se o bem X possui um bem substituto Y, que satisfaa amesma necessidade, quando o preo do bem X aumentar, o consumidorpassar a adquirir o bem substituto Y. Exemplo: Se o preo da caixa defsforos subir demasiadamente, os consumidores passaro a demandarisqueiros, reduzindo assim sua demanda por fsforo:- efeito renda: quando aumenta o preo de um bem X, tudo o mais constante(renda do consumidor e preos de outros bens estando constantes), oconsumidor perder o poder aquisitivo, e a demanda por esse produto Xdiminui.</p><p>Distino entre demanda e quantidade demandada :- Por demanda, entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possveis</p><p>preos a determinada quantidade.- Por quantidade demandada devemos compreender um ponto especfico da</p><p>curva relacionando um preo a uma quantidade.</p><p>A curva convencional da demanda , portanto, negativamente inclinada. Elaexpressa qual a escala de procura para o consumidor, ou seja, dados ospreos, quanto o consumidor deseja adquirir. Por exemplo: __________________________________________</p><p> Preo ($) Quantidade demandada (un) ___________________________________________</p><p> 20,00 20 40,00 15 60,00 10 80,00 05 ___________________________________________</p></li><li><p> Essa funo indica qual a inteno de procura dos consumidoresquando os preos variam, com tudo o mais permanecendo constante. Ou seja,ela revela o desejo, a inteno de compra do consumidor, mas no a compraefetiva. A compra efetiva um nico ponto da escala apresentada. Dizemos, tambm, que em cada ponto da curva de demanda osconsumidores individualmente esto maximizando sua utilidade ou satisfaorestrita pelo nvel de renda e pelos preos dados no mercado. Ou seja, todosos pontos da curva representam pontos de tangncia entre as curvas deindiferena e linha de preos para cada consumidor.</p><p>Relao entre quantidade demandada e preos de outros bens e servios</p><p> A relao da quantidade demandada de um bem ou servio com ospreos de outros bens ou servios d origem a dois importantes conceitos:bens substitutos e bens complementares.</p><p>- bens substitutos ou concorrentes: o consumo de um bem substitui o consumodo outro.</p><p> qd = f(ps), supondo pi, pc, R e G constantes, </p><p>qd/ps&gt;0 , ou seja:</p></li><li><p> H uma relao direta entre, por exemplo, uma variao noconsumo de Coca-cola e uma variao no preo do guaran, coeteris paribus.</p><p> O deslocamento da curva de demanda, supondo aumento no preodo bem substituto, pode ser ilustrado a seguir, baseado no exemplo de como ademanda de Coca-Cola influenciada pelo preo do guaran.</p><p> Ao aumentarmos o preo do bem substituto, estaremosaumentando a quantidade demandada do outro bem.</p><p>- bens complementares: so bens consumidos em conjunto. qd = f (pc), com pi, ps, R e G constantes qd/pc &lt; 0</p><p> Por exemplo, um aumento no preo dos automveis dever diminuir a procurade gasolina, coeteris paribus. </p></li><li><p>Ao aumentarmos o preo do bem complementar, a quantidade demandada deoutro bem diminui.</p><p>Neste caso, h uma relao inversa entre o preo do bem e a demanda deoutro bem.</p><p>Relao entre demanda de um bem e renda do consumidor (R)</p><p> qd = f (R) com pi, ps, pc e G constantes</p><p> Em relao renda dos consumidores, podemos ter trs situaesdistintas:- qd/R &gt; 0 : bem normal: aumentos da renda levam ao aumento da demandado bem;- qd/R &lt; 0 : bem inferior: aumentos da renda levam queda de demanda dobem: carne de segunda, roupas rsticas, etc.- qd/R = 0 : bem de consumo saciado: se aumentar a renda do consumidor,no aumentar a demanda do bem. Basicamente, o caso da demanda dealimentos bsicos, como acar, sal, arroz, etc.</p><p>A terceira situao, em que a varivel renda do consumidor no afeta ademanda, pode ocorrer no s no caso de bens de consumo saciado, mas</p></li><li><p>tambm em qualquer outro tipo de bem ou servio no qual a renda no tenhagrande influncia em seu consumo. Ou seja, a varivel renda no importantepara explicar o comportamento da demanda nesse mercado. Por exemplo, omercado de arroz, sal, acar, batata, etc. so muito pouco afetados porvariaes na renda dos consumidores.</p><p>Relao entre demanda de um bem e hbitos dos consumidores (G) Qd = f(G) com pi, ps, pc e R constantes Os hbitos, preferncias ou gostos (G) podem ser alterados,manipulados por propaganda e campanhas promocionais. Podemos tercampanhas para aumentar o consumo ou para diminuir o consumo de bens.Curva de demanda de mercado de um bem ou servio</p><p> At essa parte, no distinguimos a demanda do consumidorindividual da demanda de mercado, englobando todos os consumidores dedeterminado bem ou servio.A demanda de mercado igual ao somatrio das demandas individuais</p><p>D mercado = d consumidores individuais.</p><p>Assim, a cada preo, a demanda de mercado a soma das demandas dosconsumidores individuais.</p><p>Preo $q guaranconsumidor A</p><p>q guaranconsumidor B</p><p> q guaranconsumidor C</p><p>Demanda demercado deguaran</p><p> 2,00 14 10 22 46 1,50 24 15 32 71 1,00 34 20 42 96 0,50 44 25 52 121</p><p>Graficamente, teremos que a curva de demanda de mercado a soma dascurvas dos consumidores individuais.</p></li><li><p>O conceito de excedente do consumidor o benefcio lquido que o consumidor ganha por ser capaz decomprar um bem ou servio. a diferena entre quanto o consumidor estariadisposto a pagar e o que ele efetivamente paga.</p><p>Paradoxo de Giffen O Paradoxo ou Bem de Giffen uma exceo Lei Geral daDemanda, em que a curva de demanda positivamente inclinada, ou seja, huma relao direta, e no inversa, como usual, entre a quantidade demandadae o preo do bem. O bem de Giffen um caso especial de bem inferior. O exemplo frequentemente utilizado seria o de uma comunidadeinglesa, no sculo XVIII, muito pobre, e que consumia basicamente batatas.Ocorreu uma grande queda no preo do produto. Como a populao gastava amaior parte de sua renda...</p></li></ul>