teoria da desconsiderao da personalidade jurdica ... teorias fbio ulhoa coelho fbio ulhoa coelho...

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  • Teoria da desconsiderao da personalidade jurdica:

    responsabilidade patrimonial

    dos scios e administradores

  • OrigemFundamento

    ConceitoFinalidade

    PressupostosLegislao

    Tipos

    Teoria da desconsiderao da personalidade

    jurdica

    Incidente de desconsiderao da personalidade

    jurdica

    Arts. 134 a 137 do CPC ;

    Instruo normativa 39

    TST;

    Doutrina

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    Jurisprudncia:

    1809 (EUA): Bank Unites States x Devaux ,julgado por Juiz Marshall;

    1897 (Inglaterra): Salomon x Salomon

    Origem:

    Sistematizao

    Alemanha: Rolf Serick analisou jurisprudncia e atraduziu num sistema jurdico diverso (anglo-saxo xromano-germnico).

    Dificuldade: casusmo do prprio sistema originrio.

    No Brasil: 1.969 por Rubens Requio

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    1809 (EUA): Bank Unites States x Devaux , julgadopor Juiz Marshall;Juiz Marshall, com a inteno de preservar a jurisdio das cortes federais (Supremo Tribunal

    Federal dos EUA) sobre corporations, j que a Constitutio Federal Americana, no seu art. 3,seo 2, limita tal jurisdio s controvrsias entre cidados de diferentes Estados, conheceuda causa, depois que desconsiderou a pessoa jurdica e considerou que por detrs delaencontravam-se cidados, scios destas corporaes.

    Origem:

    1897 : Salomon vs Salomon & CO.

    Aeron Salomon constituiu uma company com outros 6 integrantes de sua famlia, e cedeu o fundo de comrico sociedade que fundara, recebendo em consequncia

    20 mil aes representativas de sua contribuio, enquanto para cada um dos outros membros coube apenas uma ao. Salomon recebeu obrigaes garantidas

    pelo valor de 10.000 libras eterlinas. A sociedade logo em seguida se revelou insolvente, sendo o seu ativo insuficiente para satisfazer as obrigaes garantidas,

    nada sobrando para os credores quirografrios.

    O liquidante, no interesse dos credores quirografrios, sustentou que a atividade da company era atividade de Salomon, que usou de artifcio para limitar a sua

    responsabilidade e que Salomon deveria ser condenado ao pagamento dos dbitos da company, devendo a soma investida na liquidao de seu crdito privilegiado ser

    destinada satisfao dos credores da sociedade.

  • PESSOA JURDICA e SUA DESCONSIDERAO

    Fundamento :

    crise da funo da pessoa jurdica CAPTULO DO DIREITO CIVIL

    crise da limitao da responsabilidade societria

    CAPTULO DO DIREITO COMERCIAL

    limitao da responsabilidade decorria dapersonalizao das sociedades

    utilizao da pessoa jurdica para finalidade distintada qual foi criada

    sociedade limitada e critrio de ineficincia da limitao econmica da responsabilidade

    A desconsiderao nasceu para reprimir o mau uso

    da pessoa jurdica

  • Desconsiderao da

    personalidade jurdica

    Conceito:

    subestimar os efeitos da personificao jurdica no caso concreto, quando h utilizao da pessoa jurdica para finalidade distinta da qual foi criada

    Finalidade

    preservao da pessoa jurdica no desenvolvimento da atividade empresarial.

    sustao da eficcia episdica da personificao.

    Caracterstica

    Pressupostos

    Art. 50 do CCB ou art. 28. 5 do CDC = teoria maior/teoria menor

  • PRESSUPOSTOS

    TEORIAS

    Denominao

    Fbio Ulhoa Coelho

    Mas Ulhoa Coelho reformulou seu pensamento, excluindo de sua obra, na

    12 edio , p. 48 (2008) a formulao da teoria menor, textualmente

    Em 1999, quando era significativa a quantidade de decises judiciais desvirtuando a teoria da

    desconsiderao, cheguei a chamar sua aplicao incorreta de teoria menor. Mas a evoluo

    do tema na jurisprudncia brasileira no permite mais falar-se em duas teorias distintas, razo

    pela qual esses conceitos de maior e menor mostram-se, agora, felizmente, ultrapassados

    Atualmente para Fbio Ulhoa Coelho a teoria da desconsiderao possui

    apenas a formulao objetiva e subjetiva, tendo da teoria maior.

    Na formulao objetiva, considera-se o pressuposto da confuso

    patrimonial;

    Na formulao subjetiva, a fraude e o abuso de direito;

    MENOR OBJETIVA =

    Art. 28, 5 CDC

    MAIOR SUBJETIVA

    Art. 50 do CCB

  • PRESSUPOSTOS

    TEORIAS

    Fbio Ulhoa Coelho

    Fbio Ulhoa Coelho sempre foi adepto do carter subjetivista da

    desconsiderao da personalidade jurdica;

    Defende que pressuposto de incidncia da desconsiderao a inteno

    de usar, com fraude lei, ao contrato ou aos credores, ou com abuso de

    direito, o expediente da separao patrimonial com vistas a prejudicar

    terceiros;

    Em Curso de Direito Comercial 6 ed., v2, p. 35 apregoou que

    H duas formulaes para a teoria da desconsiderao: a maior, pela qual o juiz

    autorizado a ignorar a autonomia patrimonial das pessoas jurdicas, como forma de coibir

    fraudes e abusos praticados atravs dela, e a menor, em que o simples prejuzo do credor

    j possibilita afastar a autonomia patrimonial

    MENOR OBJETIVA

    MAIOR - SUBJETIVA

  • Suporte LEGAL:

    Art. 28, 5 do CDC

    A teoria MENOR ou OBJETIVA tem como suporte o Cdigo de Defesa do Consumidor

    Art. 28. O juiz poder desconsiderar a personalidade jurdica da

    sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de

    direito, excesso de poder, infrao da lei, fato ou ato ilcito ou

    violao dos estatutos ou contrato social. A desconsiderao

    tambm ser efetivada quando houver falncia, estado de

    insolvncia, encerramento ou inatividade da pessoa jurdica

    provocados por m administrao.

    (...)

    5 Tambm poder ser desconsiderada a pessoa jurdica

    sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstculo ao

    ressarcimento de prejuzos causados aos consumidores.

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    Art. 28 da Lei 8.078/90

    Abuso direito/excesso poder/ ato ilcito : geraresponsabilidade extraordinria do administrador:

    No causa de desconsiderao!

    Falncia gera a perda da jurisdio trabalhista e todas as

    questes de responsabilidade so decididas no juzo

    universal:

    No causa de deconsiderao !

    Insolvncia de LIMITADA em relao a credor no

    negocial:

    causa de desconsiderao!!

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    Pressupostos

    confuso patrimonial

    abuso da personalidade jurdica

    Dentro da Teoria Maior Teoria subjetiva temos

    pressupostos previstos no CCB para que ocorra, no

    campo do DIREITO MATERIAL, a desconsiderao da

    personalidade jurdica

    Art. 50

    Exemplos: associaes/empresas solventes/fundaes particulares/

  • JUSTIFICATIVA DA DESCONSIDERAO EM EMPRESAS INSOLVENTES: DIREITO

    DE EMPRESA

    Fundamento limitao responsabilidade dos scios

    A limitao da responsabilidade societria

    vem estabelecida no tipo da sociedade

    empresarial: S/A e Limitada tm

    responsabilidade limitada

    O fundamento da limitao da responsabilidade

    societria evoluiu segundo um critrio inicial: a

    limitao da responsabilidade se relaciona com a

    relao dominial que o scio tenha na sua relao

    interna, na sociedade empresarial

  • Responsabilidade do scio de empresas

    Scio tem:

    Responsabilidade ordinria: prevista nas estruturas societrias

    Sociedade annima

    Limitada

    Comandita simples scio comanditrio

    Sociedade em conta de participao scio oculto

    LIMITADA

    ILIMITADA Comandita simples - scio comanditadoSociedade em conta de participao scio ostensivo

    Sociedade em nome coletivo todos os scios

  • Responsabilidade do scio de sociedades de empresa

    Scio tem:

    Responsabilidade ordinria: prevista nas estruturas

    societrias

    Responsabilidade extraordinria: a que decorre de ato

    ilcito ou excesso de poderes do administrador

    vincula-se ao poder de gesto, hoje:

    poder de controle

    pessoal e direta: independe de

    desconsiderao

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    Nas S/A : h limitao da responsabilidade societria, que no contestada!

    O acionista no possui qualquer relao de domniocom a sociedade empresarial; aliena entradas decapial e permanece como credor da sociedade

    Na Limitada a limitao da responsabilidade decorreu de

    condies de mercado. Partiu-se de um sistema econmico

    (concorrncia perfeita) em que o risco na contratao com

    empresas limitadas seria negociado!!

    Entretanto, h credores da sociedade que so incapazes de

    negociar com a sociedade: credores no negociais!!

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    O trabalhador e o consumidor so credores no negociais

    Em relao a esses credores a limitao da

    responsabilidade da limitada passou a ter ineficincia

    econmica!! Estabelece-se a crise da limitao da

    responsabilidade societria.

    E da, quando a LIMITADA se torna insolvente, o equilbrio

    econmico decorrente da negociao dos risco, se rompe

    em relao a esses credores no negociais

    (trabalhador/consumidor)

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    A desconsiderao da personalidade jurdica emLIMITADAS insolventes funciona como umaredistribuio forada de riscos, que feita pelo juiz.

    isto que explica o redirecionamento da execuo

    trabalhista contra o scio, sem cumprimento dos requisitos

    do Art. 50 do CCB!!

    E feita apenas em relao a credores no negociais

    (trabalhadores/consumidores)

  • Desconsiderao da personalidade jurdica

    CONCLUSES

    Limitao da responsabilidade societria

    No decor

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