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  • Teoria da Contabilidade 1.Conceito de Contabilidade: Na contabilidade, o objeto sempre o Patrimnio de uma Entidade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigaes para com terceiros, pertencentes a uma pessoa fsica ou a um grupo de pessoas. A contabilidade busca, primordialmente, aprender, no sentido mais amplo possvel, e entender as mutaes sofridas pelo Patrimnio. As mutaes tanto podem decorrer da ao do homem quanto, embora quase sempre secundariamente, dos efeitos da natureza sobre o patrimnio. 2 - O Surgimento da Contabilidade: Os primeiros sinais objetivos da existncia da Contabilidade, segundo pesquisadores, foram observados por volta do ano 4.000 a/C, na civilizao Sumrio-Babilonense e coincidiu com a inveno da escrita. As primeiras anotaes eram feitas em termos fsicos pois somente haviam trocas, o que fez com que sua evoluo fosse bastante lenta. Em 1.100 a/C, este quadro se alterou, por ocasio do surgimento da moeda. H informaes que os primeiros rudimentos de Balano apareceram no ano de 1.300 em Florena na Itlia. Entre os sculos XIII e XVIII a contabilidade se distinguiu como uma disciplina adulta, justamente pelo fato de que neste perodo a atividade mercantil, econmica e cultural era muito importante, ou seja, a evoluo da Contabilidade est associada ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Esse fato tem feito que mais recentemente a Contabilidade venha sendo considerada como pertencente ao ramo da cincia social. A intensidade das atividades mercantis, econmicas e culturais, determinou o surgimento e domnio das ESCOLAS DE CONTABILIDADE, notadamente na Itlia. 3. AS ESCOLAS DE CONTABILIDADE: 3.1 - Escola Italiana de Contabilidade: Com o surgimento do Mtodo de Partidas Dobradas no sculo XIII ou XIV, e sua divulgao atravs da obra "La Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalit" de autoria do Frei Luca Pacioli, publicada em Veneza em 10/11/1494, a escola Italiana ganhou grande impulso, espalhando-se por toda a Europa. Vrios correntes de pensamento contbil se desenvolveram dentro da escola italiana, sendo as mais relevantes: o contismo, o personalismo, o neocontismo, o controlismo, o aziendalismo e o patrimonialismo. 3.1.1 - Escola Contista: Constituiu-se na primeira corrente de pensamento contbil (1494). Seu surgimento est relacionado aos estudos feitos pelos primeiros expositores do Mtodo de Partidas Dobradas. Os defensores dessa corrente, adotaram como idia bsica o mecanismo das contas, centrando sua preocupao no seu funcionamento, esquecendo-se que a conta apenas conseqncia das operaes que acontecem numa entidade, e que essas operaes devem merecer a mxima ateno da contabilidade. Para os criadores da escola contista, a preocupao central da contabilidade era com o processo de escriturao e com as tcnicas de registro atravs das contas. O objetivo das contas era sempre o de registrar uma dvida a receber ou a pagar, coincidindo com a origem do crdito nas relaes comerciais. Com o incio do regime scio-econmico, onde os meios de produo passaram a pertencer a qualquer pessoa que possusse capital, as relaes de crdito entre compradores e vendedores experimentaram um grande crescimento, fazendo com que as contas contbeis se constitussem num dos mais hbeis instrumentos para o registro destas relaes. Em 1796, Jones apresentou o modelo ingls de registro baseado em dois livros principais: o dirio e o razo e dois livros auxiliares: caixa e armazm (existncias). Este autor teve o mrito de ser o primeiro a admitir a necessidade de realizar-se um controle numrico entre os livros principais, somando-se separadamente o dirio e o razo para verificar a igualdade de ambas somas. A preocupao com a fidelidade das informaes contidas no dirio e no razo, revelou a necessidade de uma maior sistematizao do processo de registro das operaes, com a conseqente melhoria na qualidade do produto deste processo.

  • Mais tarde, com o surgimento das sociedades com mais de um capitalista, criou-se a conta capital, considerada pelos contistas como uma dvida da empresa para com o capitalista. Os principais personagens do contismo foram: Fibonacci, Pegolotti, Pietra, Flori, Degranges, sendo que os mais destacados foram Cotrugli e Frei Luca Pacioli. 3.1.2 - Escola Personalista: Esta escola surgiu como uma reao ao contismo, durante a segunda metade do sculo XIX (1867), dando personalidade s contas para poder explicar as relaes de direitos e obrigaes. Para os tericos do personalismo, as contas deveriam ser abertas tanto para pessoas fsicas como jurdicas (pessoas verdadeiras), e o dever e haver representavam dbitos e crditos das pessoas a quem as contas foram abertas. Um dos primeiros idealizadores desta teoria foi Francesco Marchi (1822/1871). Mas foi Giuseppe Cerboni(1827/1917) o verdadeiro construtor da teoria personalista. Justificava a personificao das contas por considerar que qualquer operao administrativa, correspondente gesto de qualquer entidade, assume relevncia jurdica em virtude do dbito e crdito que provoca. Cerboni fundamentou a teoria personalista nos seguintes axiomas:

    Toda a administrao consta de uma ou vrias aziendas (conjunto de bens materiais, direitos e obrigaes que formam o patrimnio) e toda azienda tem um proprietrio ou chefe a quem pertence em absoluto ou por representao a matria administrvel. Por outro lado, no se pode administrar sem que o proprietrio ou chefe entre em relao com agentes (empregados) e correspondentes (terceiros).

    Uma coisa possuir os direitos de propriedade e de soberania da azienda e outra coisa administr-la.

    Uma coisa administrar a azienda e outra guardar os bens da mesma e ser responsvel por eles.

    Nenhum dbito criado sem que de forma simultnea se crie um crdito e vice-versa. Em relao aos empregados e terceiros, o proprietrio de fato o credor do ativo e o devedor

    do passivo. Os empregados e terceiros nunca sero debitados ou creditados sem que o proprietrio seja creditado ou debitado pela mesma importncia.

    O deve e o haver do proprietrio somente variam como conseqncia de ganhos ou perdas ou de redues ou reforos da dotao inicial da azienda.

    No personalismo, a cincia contbil considerada o estudo das variaes da riqueza em relao a azienda e a contabilidade a cincia da administrao aziendal. Uma importante contribuio desta escola comunicao contbil foi a de que a contabilidade passou a ser considerada um instrumento informacional sobre a gesto das entidades, em vez de uma mera tcnica de registro de transaes econmicas. Portanto, considerada uma disciplina ligada gesto e ao processo de tomada de deciso. Os principais personagens foram Marchi, Cerboni e Rossi. 3.1.3 - Escola Controlista: Para Fbio Besta (1880) a contabilidade representava a cincia do controle econmico. Este autor considerava que o controle econmico se compunha de duas partes: uma responsvel pelo registro contbil dos momentos da administrao econmica e sua efetivao por meio de escriturao e a outra representava a revelao das partidas dobradas dos fatos administrativos em conexo com os critrios organizacionais articulados de acordo com os mecanismos de controle inerentes escriturao contbil. Na viso dos controlistas, os balanos, as contas, os oramentos, as demonstraes de resultados, etc., representavam uma forma de controle da riqueza dos organismos econmicos. Besta entendia que a contabilidade tinha a misso de atender as seguintes trs fases: primeiro estabelecer um ponto de partida para tornar possvel a anlise dos resultados da gesto; em segundo lugar acompanhar a gesto evidenciando os fatos ocorridos que julgar-se o trabalho administrativo e a terceira fase demonstrar os resultados finais da administrao econmica para a devida aprovao ou rejeio da gesto. Igualmente considerava que o patrimnio deveria ser representado por uma grandeza mensurvel e varivel, isto , demonstrado por uma soma de valores positivos e negativos. Besta classificou as funes de controle econmico (ou de contabilidade) conforme o momento em que ocorriam com

  • referncia aos fatos administrativos e de acordo com a sua natureza. Segundo o momento de ocorrncia, as funes de controle so: antecedentes, concomitantes e subsequentes. Antecedentes so os contratos, estatutos, regulamentos, atas, inventrios, etc. Concomitantes so os controles que se caracterizam pela vigilncia das tarefas determinadas para cada pessoa. Esta deve ser feita por quem exerce a autoridade direta, pelos administradores ou outras pessoas indicadas para tal fim, visando a proteo da entidade. Para tal, podem ser utilizados cartes, apontamentos, medidores, etc. A funo subsequente o exame dos fatos em seus aspectos jurdicos e econmicos, ou seja, o confronto entre o que foi realizado com o que deveria ter sido feito. Os instrumentos usados so os documentos referentes aos dois controles anteriores, os registros contbeis, os balanos, as prestaes de contas, o exame destas prestaes e sua aprovao ou rejeio. O controle econmico pode ser considerado com uma das finalidades dos sistemas de escriturao, no abrangendo, contudo, em sua totalidade o objeto da contabilidade. Aspectos relativos formao dos custos, realizao de receita, equilbrio financeiro e outros que provam variaes patrimoniais, so objeto de operaes de controle, porm, a contabilidade no se limita unicamente a esses aspectos. O controle apenas um instrumento de apoio e no um fim ou objeto da contabilidade. As contribuies desta escola comunicao contbil foram:

    o controle significava um melhor estudo substancial das operaes da entidade para estabelecer se as mesmas estavam sendo desenvolvidas de acordo com critrios de convenincia econmica que devem guiar a conduta de uma entidade.

    A informao contbil servia como uma base para a anlise da gesto passada e como instrumento de informao para previses futuras.

    O desenvolvimento sistemtico de princpios que informavam sobre o patrimnio das entidades, sobre seus

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