tempo livre fevereiro 2013

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Tempo Livre Fevereiro 2013

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  • TempoLivreN. 245 _ Fevereiro 2013 _ Mensal _ 1,00 euro _ www.inatel.pt

    Viagensde Pscoa

  • Aprofunda ligao da INATEL ao asso-ciativismo popular muito antiga,tendo razes na velha FNAT. O corpora-tivismo formalizou inicialmente talarticulao com evidentes propsitosde controlo poltico. Para isso, foi cria-da a figura estatutria do CAT (Centro

    de Alegria no Trabalho) nos locais de trabalho e do CRP(Centro de Recreio Popular) de base residencial, ambos parapromoo de iniciativas de formao social e fsica e derecreio. Assim, pensava-se na poca, se retiraria cargademocrtica vivncia das livres colectividades de culturae recreio. Ao mesmo tempo, queria-se resistir s conse-quncias sociais e culturais da industrializao e da moder-nidade, promovendo uma cultura popular mitificada a par-tir da recolha etnogrfica e no folclore.

    A histria no obedeceu a tais ditames polticos. Amodernizao da economia e da sociedade progrediu, commais ou menos sobressalto, conferindo novo papel aos CATe CRP, que ultrapassaram os desgnios iniciais. Atravs deum longo e acidentado percurso pontuado, depois de 1974,pela recolha etnogrfica de Giacometti, as primeiras ediesdo Festinatel e os Festivais de Msica Popular, chega-se aosatuais CCD Centros de Cultura e Desporto, cujo dinamis-mo por todos reconhecido. Os CCD so associados colec-tivos da INATEL e por eles que passa um dos eixos maisdinmicos da cultura e das actividades fsicas de recreaopopular desde que, em 1999, se iniciaram os seus encontrosregionais, os quais permitiriam intercmbios de experin-cias e partilha de aspiraes e projetos.

    A INATEL mantm desde ento o apoio s atividadesculturais e desportivas dos milhares de CCD que, em todo oPas, mobilizam jovens e seniores para numerosas e varia-das iniciativas de cultura, na msica, no canto, no teatro ounas belas artes, bem como para a prtica e a competiodesportiva. Respeitando escrupulosamente a liberdadeassociativa dos CCD, a Fundao procura contribuir paratornar a sua ao cada vez mais forte, com a certeza de que

    nela reside algo de essencial nossa identidade colectiva.

    Face s dificuldades presentes, urgente desafiarmos os CCD para areflexo conjunta. Do contacto quepude iniciar em Janeiro com algunsdos CCD associados da INATELpude detectar a sua disponibilidadepara renovarmos e fortalecermos oslaos que nos ligam uma aos outros.

    Iremos sem demora prosseguirnesse caminho de dilogo, reto-mando a dinmica dos encontrosregionais do passado recente e cul-

    minando, se possvel e desejvel, num encontro nacionaldos CCD, atravs do qual se cimentem consensos sobreaquilo que a todos interessa e melhor se balizem os esforosque a Fundao lhes dedica e continuar a dedicar no ime-diato e, sobretudo, no mdio prazo.n

    Fernando Ribeiro MendesPresidente da Fundao INATEL

    Desafio aos CCD

    Revista Mensal e-mail: tl@inatel.pt | Propriedade da Fundao INATEL Presidente do Conselho de Administrao: Fernando Ribeiro Mendes Vice-Presidente: JosManuel Soares; Vogais: Jacinta Oliveira Santos e lvaro Carneiro Sede da Fundao: Calada de SantAna, 180, 1169-062 LISBOA, Tel. 210027000 N PessoaColectiva: 500122237 Director: Fernando Ribeiro Mendes Coordenadora de edio: Teresa Joel Design: Jos Souto Fotografia: Jos Frade Redaco: Calada deSantAna, 180 1169-062 LISBOA, Telef. 210027000 Publicidade: Direco de Marketing (DMRI) Telef. 210027189; Impresso: Yellowmaster, S.A. Consultoria e Produo Grfica , Rua de So Francisco, 470 A, Armazm C. Adroana - 2645-019 Alcabideche - Tel.: 214 690 382 Dep. Legal: 41725/90.Registo de propriedade na D.G.C.S. n 114484. Registo de Empresas Jornalsticas na D.G.C.S. n 214483. Preo: 2,00 euros Tiragem deste nmero: 144.532

    Os CCD soassociadoscolectivos daINATEL e poreles que passaum dos eixosmais dinmicosda cultura edas actividadesfsicas derecreaopopular

    [ Editorial ]

    FEV 2013 | TempoLivre 3

  • A Fundao Inatel e a Associao de Apoio aosDeficientes Visuais do Distrito de Braga (AADVDB)acordaram, em protocolo assinado em 19 de janeiroltimo, desenvolver uma cooperao institucional mtua, noque respeita s atividades de lazer, cultura e desporto, ligadasao aproveitamento dos tempos livres dos trabalhadores.

    A Associao de Apoio aos Deficientes Visuais do Distritode Braga uma Instituio Particular de Solidariedade Social(IPSS), cuja ao visa dinamizar atividadesteraputicas, ocupacionais e de lazer quedem expresso s suas potencialidades eexperincias de vida; promover a inte-grao e sociabilizao dos utentes reduzin-do as taxas de excluso social; sensibilizaros parceiros sociais, bem como a comuni-dade em geral para os direitos das pessoascom deficincia; incentivar a consciencializao acerca dasmedidas necessrias promoo da igualdade de oportuni-dade para as pessoas com deficincia.

    Com este acordo, os associados da AADVDB tero um des-conto de 10% sobre a tarifa de beneficirio no associado nasunidades hoteleiras, parques de campismo e outras unidades

    de turismo nas pocas mdia e baixa, participao nasexcurses e viagens Inatel, e podero participar em atividadesdesportivas nas mesmas condies que os seus beneficiriosno associados. O protocolo contempla, tambm, o acesso frequncia de cursos de formao, e outras aes no mbito dacultura, com um desconto de 10% sobre os preos aplicveis.E, ainda, entrada no Teatro da Trindade, ou noutros locaisonde se realizem espetculos promovidos pela Inatel, com

    aquisio dos respectivos bilhetes aomesmo preo praticado para os associados.

    A assinatura do acordo teve lugardurante a celebrao do 17 aniversrio daAssociao, na Pvoa de Lanhoso, com apresena de presidente da FundaoINATEL, Fernando Ribeiro Mendes,Vereador da CM da Pvoa de Lanhoso,

    Armando Fernandes, presidente da direo, presidente daassembleia-geral e presidente do conselho fiscal daAADVDB, respetivamente, Domingos Silva, Joaquim Barretoe Rui Rebelo. O ato seguiu-se apresentao do espetculo"A Semente da Verdade", pelo grupo de teatro destaAssociao. n

    Protocolo INATEL/AADVDB

  • sempre com agrado quando analisamos asreclamaes dos associados, relativamente aoano de 2012 e verificamos que embora onmero seja maior do que em anos anteriores,a importncia menor. Isto , as reclamaes

    so, maioritariamente, pedidos de esclarecimento ou obser-vaes sobre situaes pontuais que se resolvem sumaria-mente. Daqui se possa concluir que o profissionalismo dos

    nossos trabalhadores corresponde smisses que lhe esto confiadas.

    E, pelo nosso lado, sentimos satis-fao que o funcionamento doGabinete tenha tido xito embora noseja fcil resolver algumas questes.

    Os tempos no so fceis e so com-preensveis os desabafos dos nossosassociados que sofrem tambm a auste-ridade que torna a vida dos portuguesescada vez mais insuportvel. Apesar

    disso curioso como se mantm um certo grau de optimismoe esperana. Foi o que sucedeu com o desabafo de algunsassociados a propsito da reduo de pginas na "TempoLivre", de Janeiro, comentando: "Afinal o que que queriamdepois das regras de austeridade impostas pela TROIKA? preciso economizar!"

    E agora acrescentamos: O que preciso calma; melho-res dias viro. n

    50 Anos na INATEL

    Completam, este ms, 50 anos de ligao FundaoInatel os associados: Augusto Freitas Coroado, deCoimbra; Artur Santos Franco, da Pontinha; CarlosFaria Cunha, de Coimbra; Francisco Vieira, da Guarda;Gumersindo Pascual, de Lisboa; Maria Ftima Mendes, deAlenquer; Renato Silva Santos, de Pao de Arcos.

    [ Coluna do Provedor ]

    Kalids Barretoprovedor@inatel.pt

    CorreoPor lapso, na edio de janeiro, na notcia Protocolo

    INATEL/GNR, onde se diz que "os associados podero

    beneficiar de um desconto ()", devia-se ter dito que "os

    trabalhadores da Fundao podero beneficiar de um

    desconto de 10% na utilizao da Colnia de Frias da Costa

    de Caparica, excepto entre 1 de junho e 30 de Setembro."

  • 31de Janeiro de 2013! Hoje, sentimo-nosgratos ao nosso Santo fundador, por noster proporcionado momentos to belosde espiritualidade, ao longo de uma vidasustentada em valores humanos,

    morais, espirituais e sociais, percorrendo sempre os caminhosda realizao pessoal e crist, fundada na "amizade com JesusCristo," no dizer de Dom Pascoal Chvez, Reitor-Mor dosSalesianos. Como sempre me considerei e continuo a conside-rar SALESIANO de pleno direito, no posso deixar passar o diade hoje sem agradecer a Dom Bosco a f, o amor, as emoes esensaes para transmitir, a todos os jovens que me foram con-fiados, a fecundidade da educao que recebi, durante o meutrajecto realizado, ao longo de mais de 34 anos, passados, efec-tivamente, na Congregao Salesiana. Ainda hoje me orgulhode, na altura em que me vi forado a mudar de vida, ser oCONSELHEIRO mais antigo da Congregao. E, hoje, orgulho-me porque muitos dos meus Antigos Alunos, quer do Estoril,quer das Oficinas de S. Jos, me tratam, carinhosamente, por"o meu Conselheiro". Deixem que, neste dia de tanta alegria,recorde, com imensa saudade, os lugares por onde passei:Poiares, Mogofores, Manique, Moambique (Namaacha),Posadas (Espanha), Izeda, Colgio dos rfos, Arouca, Estorile Oficinas de S. Jos. Tempos que j no voltam, mas foramtempos de uma vivncia humana, profunda e salesiana, bem maneira de Dom Bosco, j que a minha alegria era estar sem-pre junto dos jovens.

    Caros amigos e irmos em Dom Bosco! Continuai a seguiros exemplos do nosso Santo Fundador, a cantar com alma efora aquele hino de glria: "DO GRANDE DOM BOSCO /CANTEMOS AS GLRIAS...", a seguir as constituies e o pro-jecto educativo, cimentado no sistema preventivo, ainda hojepublicitado e apresentado como mtodo universal para a edu-cao e reeducao dos jovens pertencentes aos grupos maisvariados. Os jovens so a razo de ser da nossa existncia,como agentes educativos privilegiados. Hoje, estarei presente,em esprito, em todas as celebraes festivas, que se realizemem qualquer dos Colgio