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  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 1 Prof. Eduardo Casassanta

    TEMA 5: DIREITO DOS CONTRATOS: PARTE GERAL

    EMENTRIO DE TEMAS:

    Parte Geral de Contratos: Princpios contratuais. Teoria Contempornea. Princpio da Boa-f objetiva.

    LEITURA OBRIGATRIA

    CHAVES, Cristiano. Contratos. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald. 3 ed. Rio de Janeiro:

    Lumen Juris, 2013.

    LEITURA COMPLEMENTAR: DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro, volume 3: teoria das obrigaes

    contratuais e extracontratuais. So Paulo: Saraiva GAGLIANO, PABLO STOLZE. Direito Civil: Contratos, Tomo I. So Paulo: Saraiva

    ROTEIRO DE AULA

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 2 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 3 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 4 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 5 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 6 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 7 Prof. Eduardo Casassanta

    TEXTOS SELECIONADOS PARA DEBATE:

    1 - CASASSANTA, Eduardo Monteiro de Castro. Princpios contratuais contemporneos ou

    sociais: o princpio da boa-f objetiva. Conteudo Juridico, Brasilia-DF: 28 dez. 2013. Disponivel

    em: http://www.conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=2.46490

    http://www.conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=2.46490

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 8 Prof. Eduardo Casassanta

    2 - LUNARDI, Fabricio Castagna. A TEORIA DO ABUSO DE DIREITO NO DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL: NOVOS PARADIGMAS PARA OS CONTRATOS. Disponvel em

    http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateTexto.aspx?idConteudo=79754&ordenacao=1&id_sit

    e=1115

    3 - LBO, Paulo. Princpios sociais dos contratos no CDC e no novo Cdigo Civil. Jus Navigandi,

    Teresina, ano 7, n. 55, 1 mar. 2002 . Disponvel em: http://jus.com.br/artigos/2796

    4 PENTEADO, Luciano de Camargo. Figuras Parcelares da Boa-F Objetiva e venire contra

    factum proprium. Disponvel em www.flaviotartuce.adv.br/artigosc/Luciano_venire.doc

    ESTUDO DE CASO: SEGURO DE SADE. CARNCIA. ATENDIMENTO EMERGENCIAL. SITUAO-LIMITE. A questo consiste em saber se, em seguro de assistncia sade, possvel a seguradora invocar prazo de carncia contratual para restringir o custeio dos procedimentos de emergncia de que depende o beneficirio do seguro ao perodo concernente s doze primeiras horas de atendimento mdico-hospitalar, a contar da internao. No caso, o recorrente ajuizou ao de obrigao de fazer em face da seguradora ora recorrida, sustentando ser beneficirio do seguro de assistncia sade firmado com a recorrida. Aduz que, ao ser atendido no hospital, foi diagnosticada a existncia de tumor cerebral maligno, com quadro mdico grave e risco de morte, razo pela qual foi imediatamente internado para posterior interveno neurocirrgica. Apesar do carter emergencial do exame de ressonncia magntica nuclear, foi negada, pela recorrida, a sua cobertura ao argumento de que o contrato do recorrente estaria sujeito ao prazo de carncia de 180 dias a partir da adeso ao seguro. E que, diante dessa situao, foi sua genitora quem custeou os exames. O juiz a quo julgou procedentes os pedidos formulados na inicial, obrigando a recorrida a custear todos os procedimentos necessrios at a cessao e extirpao da molstia, sob pena de arcar com multa diria de R$ 1 mil, determinando, tambm, o reembolso dos valores despendidos. Interposta apelao, o tribunal de justia deu parcial provimento ao recurso da recorrida para limitar o perodo da cobertura. O recorrente interps recurso especial, que foi admitido. A Turma entendeu que, diante do disposto no art. 12 da Lei n. 9.656/1998, possvel a estipulao contratual de prazo de carncia, todavia o inciso V, "c", do mesmo dispositivo estabelece o prazo mximo de 24 horas para cobertura dos casos de urgncia e emergncia. Os contratos de seguro e assistncia sade so pactos de cooperao e solidariedade, cativos e de longa durao, informados pelos princpios consumeristas da boa-f objetiva e funo social, tendo o objetivo precpuo de assegurar ao consumidor, no que tange aos riscos inerentes sade, tratamento e segurana para amparo necessrio de seu parceiro contratual. Os artigos 18, 6, III, e 20, 2, do CDC preveem a necessidade da adequao dos produtos e servios legtima expectativa do consumidor de, em caso de pactuao de contrato oneroso de seguro de assistncia sade, no ficar desamparado no que tange a procedimento mdico premente e essencial preservao de sua vida. Como se trata de situao limite em que h ntida possibilidade de violao de direito fundamental vida, no possvel a seguradora invocar prazo de carncia contratual para restringir o custeio dos procedimentos de emergncia relativos ao tratamento de tumor cerebral que aflige o beneficirio do seguro. Precedente citado do STF: RE 201819, DJ 27/10/2006; do STJ: REsp 590.336-SC, DJ 21/2/2005, e REsp 466.667-SP, DJ 17/12/2007. REsp 962.980-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomo, julgado em 13/3/2012. (Inf. 493)

    DANOS MATERIAIS. PROMOO PUBLICITRIA DE SUPERMERCADO. SORTEIO DE CASA. TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE. A Turma, ao acolher os embargos de declarao com efeitos modificativos, deu provimento ao agravo e, de logo, julgou parcialmente provido o recurso especial para condenar o recorrido (supermercado) ao pagamento de danos materiais recorrente (consumidora), em razo da perda de uma chance, uma vez que no lhe foi oportunizada a participao em um segundo sorteio de uma promoo publicitria

    http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateTexto.aspx?idConteudo=79754&ordenacao=1&id_site=1115http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateTexto.aspx?idConteudo=79754&ordenacao=1&id_site=1115http://jus.com.br/revista/edicoes/2002http://jus.com.br/revista/edicoes/2002/3/1http://jus.com.br/revista/edicoes/2002/3/1http://jus.com.br/revista/edicoes/2002/3http://jus.com.br/revista/edicoes/2002http://jus.com.br/artigos/2796/principios-sociais-dos-contratos-no-cdc-e-no-novo-codigo-civilhttp://www.flaviotartuce.adv.br/artigosc/Luciano_venire.doc

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    _______________________________________________________________________ 9 Prof. Eduardo Casassanta

    veiculada pelo estabelecimento comercial no qual concorreria ao recebimento de uma casa. Na espcie, a promoo publicitria do supermercado oferecia aos concorrentes novecentos vales-compras de R$ 100,00 e trinta casas. A recorrente foi sorteada e, ao buscar seu prmio o vale-compra , teve conhecimento de que, segundo o regulamento, as casas seriam sorteadas queles que tivessem sido premiados com os novecentos vales-compras. Ocorre que o segundo sorteio j tinha sido realizado sem a sua participao, tendo sido as trinta casas sorteadas entre os demais participantes. De incio, afastou a Min. Relatora a reparao por dano moral sob o entendimento de que no houve publicidade enganosa. Segundo afirmou, estava claro no bilhete do sorteio que seriam sorteados 930 ganhadores novecentos receberiam vales-compra no valor de R$ 100,00 e outros trinta, casas na importncia de R$ 40.000,00, a ser depositado em caderneta de poupana. Por sua vez, reputou devido o ressarcimento pelo dano material, caracterizado pela perda da chance da recorrente de concorrer entre os novecentos participantes a uma das trinta casas em disputa. O acrdo reconheceu o fato incontroverso de que a recorrente no foi comunicada pelos promotores do evento e sequer recebeu o bilhete para participar do segundo sorteio, portanto ficou impedida de concorrer, efetivamente, a uma das trinta casas. Conclui-se, assim, que a reparao deste dano material deve corresponder ao pagamento do valor de 1/30 do prmio, ou seja, 1/30 de R$ 40.000,00, corrigidos poca do segundo sorteio. EDcl no AgRg no Ag 1.196.957-DF, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgados em 10/4/2012. (Inf. 494)

    DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL PR-CONTRATUAL. A parte interessada em se tornar revendedora autorizada de veculos tem direito de ser ressarcida dos danos materiais decorrentes da conduta da fabricante no caso em que esta aps anunciar em jornal que estaria em busca de novos parceiros e depois de comunicar quela a avaliao positiva que fizera da manifestao de seu interesse, obrigando-a, inclusive, a adiantar o pagamento de determinados valores rompa, de forma injustificada, a negociao at ento levada a efeito, abstendo-se de devolver as quantias adiantadas. A responsabilidade civil pr-negocial, ou seja, a verificada na fase preliminar do contrato, tema oriundo da teoria da culpa in contrahendo, formulada pioneiramente por Jhering, que infl