tema 10: direito dos contratos: parte geral .roteiro de aula ... direito civil e processual civil

Download TEMA 10: DIREITO DOS CONTRATOS: PARTE GERAL .roteiro de aula ... direito civil e processual civil

Post on 12-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 1 Prof. Eduardo Casassanta

    TEMA 10: DIREITO DOS CONTRATOS: PARTE GERAL

    EMENTRIO DE TEMAS:

    Parte Geral de Contratos: Arras, Evico e Vcios Redibitrios.

    LEITURA OBRIGATRIA

    CHAVES, Cristiano. Contratos. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald. 3 ed. Rio de Janeiro:

    Lumen Juris, 2013.

    LEITURA COMPLEMENTAR: DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro, volume 3: teoria das obrigaes

    contratuais e extracontratuais. So Paulo: Saraiva GAGLIANO, PABLO STOLZE. Direito Civil: Contratos, Tomo I. So Paulo: Saraiva

    ROTEIRO DE AULA

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 2 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 3 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 4 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 5 Prof. Eduardo Casassanta

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 6 Prof. Eduardo Casassanta

    ESTUDO DE CASO: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DESNECESSIDADE DA DENUNCIAO DA LIDE AO ALIENANTE NA AO EM QUE TERCEIRO REIVINDICA A COISA DO EVICTO. O exerccio do direito oriundo da evico independe da denunciao da lide ao alienante do bem na ao em que terceiro reivindique a coisa. O STJ entende que o direito do evicto de recobrar o preo que pagou pela coisa evicta independe, para ser exercitado, de ele ter denunciado a lide ao alienante na ao em que terceiro reivindique a coisa. A falta da denunciao da lide apenas acarretar para o ru a perda da pretenso regressiva, privando-o da imediata obteno do ttulo executivo contra o obrigado regressivamente. Restar ao evicto, ainda, o direito de ajuizar ao autnoma. Precedentes citados: REsp 255.639-SP, Terceira Turma, DJ 11/6/2001, e AgRg no Ag 1.323.028-GO, Quarta Turma, DJe 25/10/2012. REsp 1.332.112-GO, Rel. Min. Luis Felipe Salomo, julgado em 21/3/2013. (Inf. 519)

    DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DESNECESSIDADE DO TRNSITO EM JULGADO DA SENTENA QUE RECONHECE A EVICO PARA QUE O EVICTO POSSA EXERCER OS DIREITOS DELA RESULTANTES. Para que o evicto possa exercer os direitos resultantes da evico, na hiptese em que a perda da coisa adquirida tenha sido determinada por deciso judicial, no necessrio o trnsito em julgado da referida deciso. A evico consiste na perda parcial ou integral do bem, via de regra, em virtude de deciso judicial que atribua seu uso, posse ou propriedade a outrem em decorrncia de motivo jurdico anterior ao contrato de aquisio. Pode ocorrer, ainda, em razo de ato administrativo do qual tambm decorra a privao da coisa. A perda do bem por vcio

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 7 Prof. Eduardo Casassanta

    anterior ao negcio jurdico oneroso o fator determinante da evico, tanto que h situaes em que os efeitos advindos da privao do bem se consumam a despeito da existncia de deciso judicial ou de seu trnsito em julgado, desde que haja efetiva ou iminente perda da posse ou da propriedade e no uma mera cogitao da perda ou limitao desse direito. Assim, apesar de o trnsito em julgado da deciso que atribua a outrem a posse ou a propriedade da coisa conferir o respaldo ideal para o exerccio do direito oriundo da evico, o aplicador do direito no pode ignorar a realidade comum do trmite processual nos tribunais que, muitas vezes, faz com que o processo permanea ativo por longos anos, ocasionando prejuzos considerveis advindos da constrio imediata dos bens do evicto, que aguarda, impotente, o trnsito em julgado da deciso que j lhe assegurava o direito. Com efeito, os civilistas contemporneos ao CC/1916 somente admitiam a evico mediante sentena transitada em julgado, com base no art. 1.117, I, do referido cdigo, segundo o qual o adquirente no poderia demandar pela evico se fosse privado da coisa no pelos meios judiciais, mas por caso fortuito, fora maior, roubo ou furto. Ocorre que o Cdigo Civil vigente, alm de no ter reproduzido esse dispositivo, no contm nenhum outro que preconize expressamente a referida exigncia. Dessa forma, ampliando a rigorosa interpretao anterior, jurisprudncia e doutrina passaram a admitir que a deciso judicial e sua definitividade nem sempre so indispensveis para a consumao dos riscos oriundos da evico. REsp 1.332.112-GO, Rel. Min. Luis Felipe Salomo, julgado em 21/3/2013. (Inf. 519)

    DIREITO CIVIL. GARANTIA CONTRA EVICO. NATUREZA JURDICA. REQUISITOS. I - Evico a perda da coisa, determinada em regra por sentena judicial, que a atribui a outrem, por direito anterior ao contrato aquisitivo. Gera, contra o alienante, responsabilidade civil que se funda no mesmo princpio de garantia que o vincula em face dos vcios redibitrios. III - A responsabilidade pela evico ocorre apenas quando a causa da constrio operada sobre a coisa anterior relao jurdica entabulada entre o alienante e o evicto. O que importa no o momento da constrio, esta ser, necessariamente, posterior alienao, o que importa saber o momento em que nasceu o direito (de terceiro) que deu origem constrio. IV - Recurso Especial improvido. (REsp 873.165/ES, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/05/2010, DJe 07/06/2010)

    DIREITO CIVIL. VCIO DE CONSENTIMENTO (ERRO). VCIO REDIBITRIO. DISTINO. VENDA CONJUNTA DE COISAS. ART. 1.138 DO CC/16 (ART. 503 DO CC/02). INTERPRETAO. TEMPERAMENTO DA REGRA. - O equvoco inerente ao vcio redibitrio no se confunde com o erro substancial, vcio de consentimento previsto na Parte Geral do Cdigo Civil, tido como defeito dos atos negociais. O legislador tratou o vcio redibitrio de forma especial, projetando inclusive efeitos diferentes daqueles previstos para o erro substancial.O vcio redibitrio, da forma como sistematizado pelo CC/16, cujas regras foram mantidas pelo CC/02, atinge a prpria coisa, objetivamente considerada, e no a psique do agente. O erro substancial, por sua vez, alcana a vontade do contratante, operando subjetivamente em sua esfera mental. - O art. 1.138 do CC/16, cuja redao foi integralmente mantida pelo art. 503 do CC/02, deve ser interpretado com temperamento, sempre tendo em vista a necessidade de se verificar o reflexo que o defeito verificado em uma ou mais coisas singulares tem no negcio envolvendo a venda de coisas compostas, coletivas ou de universalidades de fato. Recurso especial a que se nega provimento. (REsp 991.317/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 03/12/2009, DJe 18/12/2009)

  • ___________________________________________________________ Direito dos Contratos

    _______________________________________________________________________ 8 Prof. Eduardo Casassanta

    Outras informaes: cabvel a extino do contrato de compra e venda celebrado entre o fabricante e o revendedor na hiptese de a empresa revendedora ter adquirido um lote de mercadorias do qual algumas unidades foram devolvidas por seus consumidores por apresentarem vcio redibitrio, porque, apesar de o Cdigo Civil prever apenas a rejeio da unidade com defeito oculto, h elementos para presumir que a totalidade do lote apresente o mesmo vcio e que novos consumidores estariam sujeitos a riscos resultantes desse defeito.

    RECURSOS ESPECIAIS. VCIOS DE CONSTRUO. IMVEIS FINANCIADOS COM RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAO. REGULARIDADE PROCESSUAL RECONHECIDA. DEFEITOS DE CONSTRUO NAS UNIDADES RESIDENCIAIS AUTNOMAS. LEGITIMIDADE DO CONDOMNIO. PEDIDOS SUCESSIVOS. INDENIZAO DEVIDA. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CAIXA ECONMICA FEDERAL (RESSALVA DO ENTENDIMENTO PESSOAL DO RELATOR). 1. Do recurso especial interposto por Ennio Fornea e Cia Ltda e Ennio Fornea Jnior: 1.1. cedio nesta E. Corte afigurar-se prematuro o recurso especial interposto quando pendente de julgamento, no Tribunal de origem, qualquer recurso ordinrio. Porm, no ensejo de reiterar recurso especial interposto prematuramente, no possui o recorrente a faculdade de adit-lo, se no houve alterao quando do julgamento dos embargos de declarao, porquanto j operada, de outra parte, a precluso consumativa. 1.2. As regras alusivas s nulidades processuais so muito mais voltadas convalidao e ao afastamento das nulidades do que sua decretao, tendo em vista a funo basilar do processo, como instrumento de aplicao do direito material. No se justifica, portanto, a anulao do presente feito, que j se arrasta por catorze anos, uma vez que a procurao assinada pela sndica, somada s atas de assemblia que evidenciam o desejo dos condminos em ajuizar a presente demanda, afastam o aventado defeito na representao. Ademais, rever os fundamentos da deciso ora hostilizada demandaria reexame de provas, o que vedado pela Smula 7. 1.3. O Condomnio, na pessoa do sndico, tem legitimidade ativa para ajuizar ao com escopo de reparar vcios na construo, sejam nas partes comuns, sejam em unidades autnomas, por fora do art. 22, 1, "a", da Lei n 4.591, de 16.12.64. Precedentes. 1.4. A tese relativa prescrio - ancorada em violao aos arts. 26, II, 2 e 3, do Cdigo de D