tecnologo analise desenvolvimento malditos anjos da cara suja, malditos olhinhos vorazes, maldi-tos

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  • ______________________________________________

    Nome do candidato Por favor, abra somente quando autorizado.

    Concurso Público Técnico Administrativo em Educação • 2014

    Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas 3

    instruções Gerais

    1. A prova terá, no máximo, 4 (quatro) horas de duração, incluído o tempo destinado à transcrição do gabarito na Folha de Respostas.

    2. Este caderno contém 50 questões de múltipla escolha , assim distribuídas:

    Prova de Língua Portuguesa, com 15 questões, numeradas de 01 a 15.

    Prova de Redação Oficial, com 05 questões, numeradas de 16 a 20.

    Prova de Legislação, com 05 questões, numeradas de 21 a 25.

    Prova de Informática Básica, com 05 questões, numeradas de 26 a 30.

    Prova de Conhecimentos Específicos, com 20 questões, numeradas de 31 a 50.

    3. Cada questão apresenta 5 alternativas, de (a) a (e). O candidato deverá lê-las, atentamente, antes de responder a elas.

    4. Caso o Caderno esteja incompleto ou com defeito, o candidato deverá solicitar ao aplicador, durante os primeiros 20 minutos, as providências cabíveis.

    5. Nenhuma folha poderá ser destacada, durante a realização das provas, exceto a destinada para anotação na Folha de Respostas (rascunho).

    6. O candidato deverá passar o gabarito para a Folha de Respostas, utilizando caneta esferográfica azul ou preta.

    7. O candidato deverá entregar ao aplicador este caderno de questões e a Folha de Respostas identificada com nome e número de inscrição.

    8. O candidato só poderá se retirar do recinto, após 1 (uma) hora, contada a partir do efetivo início da prova.

    9. O gabarito e a relação de candidatos aprovados serão divulgados no sítio www.concursopublico.cefetmg.br

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas 5

    LÍnGua PortuGuesa e redação oficiaL

    Assédio moral: nome novo, antiga e má prática

    Violência! Ninguém com consciência sadia e retidão ética pode aceitar sua prática como parte obrigatória da vida; no entanto, para muita gente a violência tem uma natureza puramente física, ao machucar ou matar alguém ou algum ser vivo. Ora, ofensas, sarcasmo, xingamentos também são formas de violência.

    Pensemos: Como reconhecer essa violência mais sutil? Quando uma brincadeira, por exemplo, deixa de ser inofensiva e passa a ser uma ação de violência?

    Violência é tudo o que afeta a integridade física e mental de al- guém e, por isso, conduz a algum sofrimento não consentido; as- sim, a violência simbólica tem a intenção de rebaixar a dignidade de alguém e nessa pessoa provocar desconforto e temor, o que, sem dúvida, inclui sarcasmos e xingamentos.

    A violência mais sutil é aquela que se apresenta em forma de brin- cadeira ou sob o argumento de servir como incentivo para alguma providência da vítima. Nesse caso, brincadeira de fato é quando todos e todas se divertem e acham “graça” em algo; quando, em uma brincadeira, alguém não se sente engraçado (cheio de graça) e sim desgraçado (sem graça) não é mais brincadeira.

    Pensemos de novo: Será que eu estou praticando assédio moral com meu parceiro, meus colegas de trabalho, minha família ou outras pessoas à minha volta? Como reconheço isso? E como faço para evitar essa prática?

    O assédio moral acontece todas as vezes em que gero constrangi- mento em alguém, obrigando-o a fazer algo ou impedindo-o de fazer algo fora do limite da ética da convivência reciprocamente

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas6

    saudável; também desponta assédio quando uso da minha auto- ridade hierárquica, ou familiar, ou econômica, para manietar a li- berdade de pensamento e ação. O mais presente é o assédio em forma de humilhação; como dizia Nelson Rodrigues, “O que dói na bofetada é o som”. Para evitar essa prática, é preciso prestar muita atenção ao modo como a pessoa com quem convivo se sente com as minhas palavras, isto é, se estas geram desconforto subserviente ou se, de modo positivo, são acolhidas como crítica construtiva.

    Criticar é ser capaz de escolher o que aceita e o que rejeita; ser responsável é assumir com honestidade de propósitos aquilo que pratica. Portanto, se formo para o Bem, a crítica e a responsabi- lidade irão nessa direção; se, em vez de formar, eu oculto a rea- lidade, ou finjo que não é como é, o máximo que consigo é uma pessoa alienada.

    O discurso apocalíptico (O que podemos fazer? A vida é assim!) é o discurso da desistência; o pessimista é alguém derrotado antes que o combate comece. Retomando sempre com ênfase o que Paulo Freire já dizia: "É preciso ter esperança, mas tem de ser do verbo esperançar, porque tem gente com esperança do verbo es- perar, e, aí, não é esperança, mas pura espera".

    Atualmente fala-se bastante, por exemplo, em bullying; penso, inclusive, que não necessitamos usar o termo em inglês, pois a existência do verbo “bulir” em português é suficiente, por ter o sentido de “mexer de forma incômoda com alguém”. Tem-se a sensação de que o bulir é algo exclusivo da escola, mas a educa- ção que recebemos em casa pode incentivar a violência ou ajudar a combatê-la, e não devemos ficar na “pura espera”.

    A temática foi agudizada nos últimos tempos por ter ganhado novas amplificações com o uso das redes sociais para disseminar também a discriminação e o preconceito; parte dos pais e educa- dores ainda não percebeu que, como dizem os bombeiros (e que

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas 7

    Janete Leão Ferraz e eu escrevemos no livro Escola e preconceito) “nenhum incêndio começa grande; todos principiam por uma fa- gulha, uma pequena chama, um disparo.”

    Assim, a família e a escola devem recusar qualquer expressão, mesmo que mínima, de intolerância e agressão.

    (CORTELLA, Mario Sergio. Não se desespere! : provocações filosóficas / Mario Sergio Cortella. 3. Ed. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2013. Págs: 59-62.)

    Questão 01

    “Retomando sempre com ênfase o que Paulo Freire já dizia: É pre- ciso ter esperança, mas tem de ser do verbo esperançar, porque tem gente com esperança do verbo esperar...”

    Com base no texto e, a partir desse trecho, pode-se inferir que

    I. esperança, derivada do verbo esperar, é um estado de inércia;

    II. o ato de esperar que algo aconteça é aguardar. Acreditar, ir atrás, é esperançar;

    III. esperança, derivada do verbo esperançar, é um sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja.

    A afirmação está correta

    a) nos itens I, II e III.

    b) apenas nos itens II e III.

    c) apenas no item III.

    d) apenas nos itens I e II.

    e) apenas no item I.

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas8

    Questão 02

    Para o autor desse texto,

    I. o Bullying é um fenômeno que ocorre entre crianças e adoles- centes, sendo restrito ao ambiente da escola.

    II. a educação dada pela família é um dos fatores determinantes no comportamento do indivíduo em relação à violência.

    III. diante de uma situação de Bullying, o melhor a se fazer é espe- rar que a brincadeira perca a graça com o decorrer do tempo.

    A afirmação está correta

    a) apenas no item I.

    b) apenas no item II.

    c) apenas no item III.

    d) apenas nos itens I e II.

    e) apenas nos itens II e III.

    Questão 03

    O grupo de palavras acentuadas pelo mesmo motivo é:

    a) ética - física – apocalíptico

    b) violência - vítima- obrigatória

    c) simbólica - assédio - prática

    d) incêndio - família - máximo

    e) será – dói – português

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    Questão 04

    A relação de sentido, estabelecida pelo conectivo da oração gri- fada, está incorretamente identificada em:

    a) “... Também desponta assédio quando uso da minha autorida- de hierárquica, ou familiar, ou econômica...” (TEMPORALIDADE)

    b) “Ninguém com consciência sadia e retidão ética pode aceitar a sua prática como parte obrigatória da vida; no entanto, para muita gente a violência tem uma natureza puramente física...” (OPOSIÇÃO)

    c) “...penso, inclusive, que não necessitamos usar o termo em inglês, pois a existência do verbo “bulir” em português é sufi- ciente...” (EXPLICAÇÃO)

    d) “... parte dos pais e educadores ainda não percebeu que, como dizem os bombeiros (...) “nenhum incêndio começa grande; todos principiam por uma fagulha, uma pequena chama, um disparo.” (COMPARAÇÃO)

    e) “Para evitar essa prática, é preciso prestar muita atenção ao modo como a pessoa com quem convivo...” (FINALIDADE)

  • Concurso TAE 2014 • CEFET-MG | Tecnólogo Análise Desenv. de Sistemas10

    Questão 05

    O emprego da vírgula é usado para intercalar adjunto adverbial em:

    a) “... penso, inclusive, que não necessitamos usar o termo em inglês...”

    b) “... quando, em uma brincadeira, alguém não se sente engra- çado (cheio de graça)...”

    c)