Tecnico MOD 1 VOL1

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  • Mdulo 1Volume 1

    Economia e Mercado Organizao deEmnpresas

  • ELABORAO

    O trabalho foi desenvolvido pela equipe didtico-pedaggica do Instituto Universal Brasileiro,especializada em elaborao de material para Educao de Jovens e Adultos a distncia.

    EDITADO POR:Instituto Universal BrasileiroEducao de Jovens e Adultos Ltda.Av. So Joo, n 253 - Centro SP

    Waldomiro RecchiCoordenador

    Modesto PantalaGerente Geral

    Carlos Eduardo P. NasoDireo de Arte

    Rafaela NasoAssistente Editorial

    Claudia de A. Maranho Prescott NasoRoseli Anastcio SilvaMarcia Moreira de CarvalhoReviso

    Marcos Prado de CarvalhoProduo

    Alexandre MorsillaMariana VecchiYasmin Carolina CavallineImagens

    Roberto Carlos AlvesFotos

    Irene Rodrigues de Oliveira Teixeira RibeiroDiretora Geral

    Autores:

    Sonia Cristina Guimares Fonseca Graduada em Letras - Habilitao: Bacharel emTraduo - Lngua Portuguesa - Lngua Inglesa eLicenciatura Plena pela UniversidadeAnhembi-Morumbi. Tcnico em secretariado: Registro DRT n. 6671

    Curso completo Senac - Profissionalizante: Programade Desenvolvimento de Educadores. Professora de cursos livres no Senac: RedaoEmpresarial e Gramtica na Lngua Portuguesa,Atendimento ao cliente, Comunicao aplicada aoComrcio, Recepo e Telefonista, Secretria como ger-ente, Lder e Liderana, Etiqueta e Marketing Pessoal. Professora de cursos tcnicos de RedaoEmpresarial e Gramtica, nas reas de Administrao,Secretariado, Turismo e Transaes Imobilirias.

    Joo de Deus Dias Neto Mestrado em Cincias da Comunicao - ECA-USP,Ps-graduado em Propaganda pela ESPM,Administrador de Empresas.Professor universitrio das disciplinas de Pesquisa deMarketing, Modelos de Gesto e Marketing Logsticonos cursos de Marketing de Varejo e Logstica dasFaculdades Anchieta - S. B. do Campo - SP. Docente de Empreendorismo, Gesto da TransformaoOrganizacional, Gesto de Produtos e Mercados eGesto da Qualidade Total do Curso de Administrao daFaculdade Octgono - Grupo Pentgono - Sto. Andr -SP. Professor de Administrao e Economia SENAC. Ex-coordenador Pedaggico Colgio Braslia - S.B.Campo. Consultor de Empresas e elaborador de materialpedaggico para cursos de Administrao eTreinamento.

    Waldir Vascunhana Advogado - Faculdade de Direito de Guarulhos, 1990 Corretor de Imveis pelo Sindicato de Corretores deImveis do Rio de Janeiro, 1993. Tcnico de Corretor de Seguros - FUNENSEG, 2001. Ps -Graduao em Negcios Imobilirios, FAAP, 2002. Especialista em Documentao Imobiliria. Professor de Direito Imobilirio.

    IMPRESSO: IUBRA Grfica e Editora Ltda.Rodovia Estadual Boituva - Iper, km 1,1 - Campos de BoituvaBoituva - SP CEP: 18550-000

    Todos os direitos so reservados. No permitida a reproduo total ou parcial deste curso, sem consentimento dos editores.

    ADMINISTRAO:Luiz Fernando Diniz NasoJos Carlos Diniz NasoIgns Diniz Naso

    FICHA TCNICA

  • Introduo Cursos Tcnicos a Distncia ........................................................................................................ 07 Material Didtico ........................................................................................................................... 08 Critrios de avaliao da aprendizagem ...................................................................................... 08 Como estudar ............................................................................................................................... 09 Perfil tcnico de cada curso ......................................................................................................... 10

    Economia

    Aula 1 Economia Definies de economia ............................................................................................................... 15 A escassez dos recursos .............................................................................................................. 15 Histrico da Economia .................................................................................................................. 18 Objetivos e problemas econmicos fundamentais ....................................................................... 22 Renda, produto e desenvolvimento .............................................................................................. 24 Microeconomia e macroeconomia ................................................................................................ 25 Veja se Aprendeu 1 ....................................................................................................................... 26

    Aula 2 - A Empresa e a Produo A empresa ..................................................................................................................................... 27 Custos da produo ...................................................................................................................... 28 As empresas e os lucros .............................................................................................................. 29 Produtos e benefcios ................................................................................................................... 30 A tecnologia ................................................................................................................................... 31 Trabalhador, empregador e consumidor ....................................................................................... 33 Salrio ........................................................................................................................................... 34 Veja se Aprendeu 2 ...................................................................................................................... 36

    Aula 3 Desemprego Conceito de desemprego............................................................................................................... 37 Tipos de desemprego.................................................................................................................... 40 Taxas de desemprego ................................................................................................................... 42 Demanda e oferta.......................................................................................................................... 42 Veja se Aprendeu 3 ...................................................................................................................... 47 Respostas do Veja se Aprendeu 1, 2 e 3 ..................................................................................... 48

    Mercado

    Aula 1 Caracterizao de Mercado

    Conceito ........................................................................................................................................ 53 Elasticidade ................................................................................................................................... 54 Equilbrio do mercado ................................................................................................................... 56 Veja se Aprendeu 1 ...................................................................................................................... 58

    Aula 2 - Estruturas de mercado Estruturas de mercado ................................................................................................................. 59 Concorrncia ................................................................................................................................ 59 Monoplio ..................................................................................................................................... 60 Oligoplio ...................................................................................................................................... 61 Globalizao ................................................................................................................................. 62 Veja se Aprendeu 2 ...................................................................................................................... 65 Respostas do Veja se Aprendeu 1 e 2 ......................................................................................... 66 Aprenda Fazendo - Economia e Mercado ................................................................................... 67 Aprenda Fazendo - Economia e Mercado - Resposta ................................................................. 68

    ndice Apresentao dos Cursos Tcnicos ........................................................................................ 05

  • Organizao de Empresas

    Aula 1 - As organizaes e as empresas Conceito ....................................................................................................................................... 71 Organizaes No-Lucrativas e Lucrativas ................................................................................. 71 Empresas ..................................................................................................................................... 72 Objetivos Empresariais ................................................................................................................ 72 Pessoa Jurdica - Constituio e Legalizao de Empresas ...................................................... 73 Sociedades Empresariais ............................................................................................................ 73 Contrato Social ............................................................................................................................ 74 Classes de Empresas ................................................................................................................. 81 Registro Legal de Empresas ....................................................................................................... 84 Veja se Aprendeu 1 ..................................................................................................................... 85

    Aula 2 - Administrao e modelos de gesto principais teorias Conceito de Administrao .......................................................................................................... 87 Fatores Determinantes do xito da Gesto Administrativa ......................................................... 88 Escolas de Administrao ........................................................................................................... 89 Escola de Relaes Humanas .................................................................................................... 94 Teoria Comportamental ou Behaviorista (Teoria Motivacional) ................................................... 96 Teoria dos Fatores Higinicos e Fatores Motivacionais de Herzberg ......................................... 97 Teoria X e Teoria Y de Douglas McGregor .................................................................................. 98 Teoria do Enfoque Sistmico ....................................................................................................... 98 Teoria do Enfoque da Qualidade ................................................................................................. 99 Modelo Japons de Administrao ..............................................................................................100 Escola Estruturalista ....................................................................................................................101 Escola do Desenvolvimento Organizacional ...............................................................................101 Teoria da Contingncia ................................................................................................................102 Veja se Aprendeu 2 .....................................................................................................................103

    Aula 3 - Organizao e departamentalizao de empresas Atividades Gerenciais ..................................................................................................................105 Nveis Hierrquicos .................................................................................................................... 105 Departamentalizao ...................................................................................................................107 Modelos de Departamentalizao .............................................................................................. 108 Veja se Aprendeu 3 .................................................................................................................... 111 Aprenda Fazendo - Organizao de Empresas ......................................................................... 112

    Aula 4 - Funes administrativas Processo de Planejamento ..........................................................................................................113 Fundamentos do Processo de Planejamento ..............................................................................114 Importncia do Planejamento ......................................................................................................114 Objetivos do Planejamento ..........................................................................................................115 Objetivos Gerais de uma Organizao ........................................................................................115 Planejamento Estratgico ............................................................................................................116 Veja se Aprendeu 4 ..................................................................................................................... 117 Respostas do Veja se Aprendeu 1, 2, 3 e 4 ................................................................................118 Aprenda Fazendo - Organizao de Empresas - Resposta.........................................................125

    Bibliografia ............................................................................................................. 127

    Obs: Esta apostila segue o Novo Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa, assinadono dia 29 de setembro de 2008, que passa a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2009.

  • APRESENTAO DO CURSO

    Instituto Universal BrasileiroIntroduo 5

    Ol, eu sou o Professor IUB, e vou acom-panhar voc durante todo o curso, com professo-res e especialistas, para atend-lo em caso dedvidas ou dificuldade de entendimento, sejapor carta, fax ou pessoalmente.

    Voc est iniciando seu Curso Tcnico no Instituto Universal Brasileiro,tambm conhecido pela sigla IUB.

    Na Introduo, voc ter a orientao passo a passo para osprocedimentos iniciais de estudo.

    O Mdulo I bsico para a Qualificao Profissional Inicial emOrganizao Empresarial e est dividido em dois volumes.

    Neste Volume I sero abordados trs temas iniciais: Economia,Mercado e Organizao de Empresas

    Seja bem-vindo! Bons estudos! E sucesso em sua nova etapaprofissional!

  • Instituto Universal BrasileiroIntroduo 6

    Para entender melhor o texto

    Compreender o que voc est estudando fundamental! S assim voc vai aprender osnovos contedos, fazer novas experincias e aplicar seus conhecimentos para desenvolversua capacidade profissional. Os textos sero acompanhados por diferentes recursos como:

    ILUSTRAES: Caracterizando os temas estudados. QUADROS: Ressaltando palavras-chaves. GRFICOS: Para a visualizao de dados estatsticos. CHAMADAS DO PROFESSOR IUB: Com trechos importantes. CONES DE APOIO: Para destacar informaes mais significativas.

    So experincias, exemplos do dia-a-dia, usados comopontos de partida para fazer uma ponte entre a teoria e a prtica.

    Ques t ionamentos , perguntas , s imu lao de dv idasque possam estimular a reflexo sobre contedos importantes.

    Dicas de livros e indicao de sites com informaes relevantes.Material disponvel para pesquisa na Biblioteca Central do IUB.

    No final de cada aula, voc far exerccios, aplicando e resumindoos contedos estudados.

    Logo no incio da aula sero apresentadas definies einformaes que facilitem a leitura e compreenso do texto.

    Simulao de situaes prticas para treinamento naexecuo de tarefas e realizao de testes.

  • CURSOS TCNICOS A DISTNCIA

    A formao Profissional Tcnica deNvel Mdio uma alternativa, no s para ojovem que sente a necessidade da qualifi-cao, como para o adulto que precisa sereciclar para ingressar no mercado de traba-lho, to carente de mo-de-obra especializa-da e qualificada.

    Foi para atender a essa demanda, que oIUB resolveu ministrar Cursos Tcnicos deNvel Mdio na modalidade de Educao aDistncia, para os que no tm condiode frequentar cursos regulares, em horriosconvencionais.

    Primeiros cursos lanados

    Tcnico em Transaes Imobilirias (TTI) Tcnico em Secretariado Tcnico em Secretaria Escolar Tcnico em Comrcio

    Estes cursos foram organizados emmdulos, com componentes curriculares quevisam desenvolver habilidades e competn-cias especficas e gerais da rea profissionalde Comrcio, Servios e Gesto.

    Mdulos

    Este primeiro mdulo comum aosquatro cursos. Portanto, dispensado nocaso do aluno vir a se matricular em umsegundo curso. As competncias destemdulo so as seguintes.

    Os demais Mdulos (2 e 3 no caso deSecretariado e Secretaria Escolar; 2, 3 e 4, nocaso de TTI e Comrcio) contemplam com-petncias voltadas para a rea profissionalespecfica, e vo permitir ao aluno desenvolveruma aprendizagem autnoma, com a finalidadede formar profissionais com capacidade paraconquistar seu espao na construo ou recon-struo de sua vida produtiva.

    Importante: ao trmino de cada Mdulo,o aluno poder receber o Certificado deQualificao Profissional Tcnica de NvelMdio, que o habilita a desempenhar ocupaoparcial das competncias do mdulo concludo.

    Organizao Empresarial

    Volume 1

    Economia Mercado Organizao de Empresas

    Volume 2

    tica eRelaesHumanasnoTrabalho Informtica

    120

    MDULO 1 HORAS

    Ao trmino deste mdulo ser emitido certifi-cado de Qualificao Profissional Inicial emOrganizao Empresarial

    INTRODUO

    Instituto Universal BrasileiroIntroduo 7

  • MATERIAL DIDTICO

    O meio utilizado para desenvolvimentodos cursos basicamente constitudo dematerial impresso, especialmente produzidopara oferecer aos alunos as condies parasua aprendizagem.

    Os mdulos renem as competncias,organizadas e distribudas em dois volumes,com aulas, tarefas e autoavaliaes, que per-mitam ao aluno avaliar seu grau de aproveita-mento.

    O material inclui toda orientao neces-sria ao desenvolvimento das competnciasprofissionais de cada rea.

    E no caso de dvidas?

    No decorrer de seu curso, depois de terestudado a matria, caso apaream dificul-dades de entendimento, voc poder sanarsuas dvidas em nosso Centro de Ensino.Isso pode ser feito de trs formas: por carta(via Correio ou fax), Internet ou pessoal-mente, com o Orientador de aprendizagem.

    Por carta (correio - fax) - As cartasmandadas via Correio ou fax sero respon-didas e encaminhadas ao aluno tambm porcarta, via Correio ou fax.

    Internet - Use o nosso e-mail, ou visitenosso site.

    faleconosco@institutouniversal.com.brhttp://www.institutouniversal.com.br

    Pessoalmente - Caso a dvida sejaespecfica, referente a um determinadoassunto, ser marcada uma consulta como Orientador de aprendizagem, individual-mente. Caso suas dvidas sejam seme-lhantes s de outros alunos, ser marcadauma aula coletiva em dia e horrio pr-deter-minados, para reviso dos assuntos e trocade ideias com outros sobre a matria emquesto.

    CRITRIOS DE AVALIAO DAAPRENDIZAGEM

    A verificao da aprendizagem tambmocorrer mediante a realizao de ProvaParcial e Exame Presencial por Mdulo.

    Prova ParcialSer realizada ao trmino das ativi-

    dades com o objetivo de verificar os conheci-mentos adquiridos. Essas provas podero serentregues pessoalmente no IUB, ou enviadaspor correio convencional, para correo ecomentrios do Orientador de aprendizagem.Nota mnima: 5,0

    O resultado da Prova Parcial pr-requisito para a realizao do ExamePresencial no final de cada Mdulo. Caso anota obtida seja inferior a 5,0, ser concedidaa Recuperao, com as devidas orientaes.

    Exame Presencial por MduloO Exame Presencial no final de cada

    Mdulo dever ocorrer depois da aprovaonas Provas Parciais e dever ser requeridopelo aluno, conforme calendrio fixado peloIUB. Nota mnima: 5,0

    Instituto Universal BrasileiroIntroduo 8

    A avaliao considerada um proces-so contnuo de acompanhamento do desem-penho do aluno em todas as situaes deaprendizagem: trabalhos ou projetos apre-sentados, anotaes e reflexes sobre seupercurso, participao em atividades pre-senciais, realizao de testes e exerccios.

  • Instituto Universal BrasileiroIntroduo 9

    Sero considerados aprovados paracursar o Mdulo subsequente, os alunosque obtiverem nota 5,0 no Exame Final.Caso no obtenha a nota mnima, o alunofar Recuperao, obrigatria e presencial,depois das orientaes necessrias.

    EstgioO aluno deve realizar integralmente

    as horas destinadas aos estgios e acertificao no curso depender da com-provao de sua realizao, medianterelatrio assinado pelo responsvel nocampo de estgio.

    Aproveitamento de Conhecimentos ede Experincias Anteriores

    Poder haver aproveitamento de conheci-mentos adquiridos no Ensino Mdio, Tcnicoou Profissionalizante, bem como de experin-cias anteriores no trabalho ou outros meiosinformais, mediante avaliao do aluno.

    COMO ESTUDAR

    Vamos dar umas dicas, mas o importante que voc mesmo crie seu Mtodo deEstudo: defina um local para estudar, organizeo seu material, respeite os horrios que vocmesmo estabelecer, faa anotaes e prepare-se para as provas.

    Local: deve ser claro e sossegado;rdio ligado e vozes de pessoas conver-sando podem tirar a concentrao.

    Horrio: programe-se, considerandoo estudo um compromisso inadivel, e nomenos importante; determine e cumpra umhorrio para estudar; o ideal seriam duashoras no mnimo e quatro no mximo, diaria-mente; aproveite os finais de semana.

    Material: mantenha todo material deestudo, guardado em um mesmo lugar, parasempre t-los mo toda vez que precisar.

    Estude o mdulo por competncias nasequncia. S passe para a competnciaseguinte, aps ter tido um aproveitamentomnimo de 50% nas autoavaliaes e exer-ccios da competncia anterior.

    Anotaes: um caderno impor-tante para registrar os resumos dos principaispontos de cada aula, as pesquisas e asobservaes importantes, bem como osexerccios sugeridos.

    Assim procedendo, ao concluir os estu-dos de todo mdulo, o aluno ter um resumode tudo que foi estudado, o que lhe facilitarfazer uma reviso por ocasio da prestaodo exame final presencial do mdulo.

    Caso o aluno prefira estudar fazendo ouso do computador, as anotaes podemcompor um arquivo criado, utilizando umeditor de texto.

    Sugesto de um Mtodo de Estudo

    Ao iniciar seus estudos faa umaprimeira leitura para tomar conhecimento damatria (do contedo). Em seguida, umasegunda leitura, com mais calma, anotandotrechos importantes, e informaes chavesde cada lio. Passo a passo a aula vai sendoassimilada, surgindo o entusiasmo pelo estudo.

    Aps compreender o contedo dalio, o aluno deve executar os exerccios deautoavaliao.

  • Mantenha-se atualizado

    importante pesquisar na Internet,ler jornais e revistas especializadas, paraampliar e contextualizar seus conhecimentos.Todos sabemos que, no que diz respeito legislao e percentuais para clculo detributos e obrigaes, estes podem seralterados de forma provisria ou mesmodefinit iva. O cone Saiba mais trazsugestes de sites e ttulos diversos paraacelerar suas pesquisas.

    PERFIL TCNICO DE CADA CURSO

    TCNICO EM TRANSAESIMOBILIRIAS (TTI)

    Competncias Bsicas

    Analisar a estrutura das organizaes,identificando as reas que a compe, suasfunes, finalidades e inter-relaes, reco-nhecendo os contextos empresariais combase na anlise das teorias da administrao.

    Analisar o mercado imobilirio, iden-tificando expectativas de demanda para aprospeco de novos negcios, o perfildo cliente para identificao do produtorequerido e a orientao do processo denegociao a ser realizado.

    Diferenciar e utilizar os meios decomunicao mais comuns no segmentoimobilirio, aplicando tcnicas especficasnas relaes comerciais de venda, comateno expresso verbal e no-verbal.

    Reconhecer, ler e interpretar plantasarquitetnicas de edificaes e os elementosutilizados na sua composio, analisando-asquanto dimenso, circulao, funcionali-dade e acessibilidade.

    Captar imveis e diagnosticar suasituao em casos de avaliao/vistoria,tendo como base suas condies, localiza-o, funo imobiliria, bem como anlise demercado e suas tendncias.

    Realizar transaes imobilirias decompra, venda aluguel e permuta, valendo-se dos princpios de negociao e detransparncia nos negcios e pautando-sepelas exigncias legais.

    Manter-se atualizado acerca dossistemas de financiamento no ramo imobi-lirio, identificando formas de incentivos eentidades de crdito que financiam aaquisio de imveis.

    Instituto Universal BrasileiroIntroduo 10

    Para atender s exignciasrequeridas pelo mercado imobilirio,acompanhando sua evoluo e trans-formaes, e tendo em vista a legislaoque regulamenta a profisso, ao concluireste curso o Tcnico em TransaesImobilirias deve atuar na captao deimveis, nas transaes imobilirias e nagesto de negcios, de acordo com asnormas legais vigentes e os princpiosda tica. Deve atuar com atitudeempreendedora, integrando equipes deempresas de grande ou mdio porte, ougerindo seu prprio negcio.

    Obs. Deve, tambm, ter constitudo com-petncias profissionais da rea de TTI,definidas pelo Conselho Nacional deEducao

  • Instituto Universal BrasileiroIntroduo 11

    TCNICO EM SECRETARIADO

    Competncias Especficas

    Realizar suas atribuies com conhe-cimento tecnolgico, habilidade para coordenarequipes, responsabilidade social e tica,visando atingir a qualidade requerida noexerccio da profisso.

    Planejar, organizar, executar e contro-lar as atividades pertinentes sua rea deatuao, participando do assessoramento asetores e pessoas, coordenando equipes,executando e multiplicando deliberaes.

    Gerenciar informaes e projetos, pro-movendo e incorporando prticas inovadoras,atendendo a organizao com seu modelo degesto, seus objetivos e polticas, bem comosuas relaes com o ambiente externo.

    Planejar, organizar, executar e avaliareventos, com o domnio dos processos eprocedimentos envolvidos.

    Interpretar as tendncias do mercadode trabalho para atuar em organizaes ouempreender trabalho autnomo, compreen-dendo a necessidade de estar atualizado,para tornar-se participante do modernogerenciamento empresarial.

    TCNICO EM SECRETARIAESCOLAR

    Competncias Especficas

    Aplicar as normas e as diretrizeslegais, mantendo-se atualizado quanto legislao educacional.

    Planejar, coordenar, executar e verificaro andamento dos servios da SecretariaEscolar, aplicando mtodos e tcnicas de traba-lho que visem a um contnuo aperfeioamento.

    Expedir os documentos em ordemgeral e as informaes necessrias aosalunos, aos docentes e equipe tcnico-admi-nistrativa, organizando arquivo que assegure averificao da identidade dos alunos, bemcomo sua regularidade e autenticidade.

    O tcnico em Secretariado tercondies de participar dos processosadministrativos e de gesto, mantendocontato, assessorando e apoiando asatividades dos diferentes setores e pes-soas, gerenciando processos secreta-riais, contribuindo para a definio eimplantao das estratgias da organi-zao.

    O Secretrio Escolar de instituiesde ensino pblicas ou privadas oresponsvel pelo planejamento, coorde-nao, execuo e verificao do anda-mento dos servios da Secretaria, deven-do atuar em consonncia com aProposta Pedaggica da instituio,aplicando mtodos e tcnicas que con-tribuem para a consecuo dos objetivosestratgicos educacionais.

    Obs. Deve, tambm, ter constitudo ascompetncias profissionais gerais darea profissional de Gesto Empresarial,conforme diretrizes definidas pelo ConselhoNacional de Educao.

  • Coletar, organizar e analisar dados refe-rentes Secretaria Escolar e emitir relatriosquantitativos e qualitativos e outros documentosque contribuam para a gesto dos processoseducacionais, inclusive em formatos legais.

    Coordenar equipes, mantendo lide-rana e criando condies que permitamotimizar a participao das pessoas noprocesso de trabalho, para elevar o nvel dequalidade das atividades da SecretariaEscolar.

    Estabelecer relaes profissionais ade-quadas com os diferentes setores da instituio,mantendo postura condizente com sua funopara o cumprimento de suas atribuies, orien-tando suas aes pelos princpios da tica eda responsabilidade social.

    TCNICO EM COMRCIO

    Competncias Bsicas

    Conceber planos para a realizao denegcio, utilizando alternativas de comprasvoltadas para os processos de negociaocom os fornecedores, identificando neces-sidades concretas e levando em conta mar-gens definidas de vendas.

    Adotar critrios mercadolgicos naescolha de local para a instalao de pontosde venda ou de promoo de produtos eservios, identificando os aspectos deatrao e fidelizao dos clientes nadeciso de compra de produtos e servios.

    Utilizar as vrias formas de propaganda,promoo e publicidade, elaborando briefingde produtos e marcas para o desenvolvimentode campanhas e promoes mercadolgicasque visem ao aumento das vendas.

    Utilizar tcnicas de venda orientadaspara os processos de negociao e de atendi-mento ao cliente, identificando necessidadesconcretas, levando em conta margens denegociao.

    Selecionar estratgias e processos deatendimentos e orientaes de ps-vendaque levem em considerao as caractersti-cas do produto ou servio comercializado,utilizando estratgias e instrumentos deacompanhamento e controle de informaesreferentes a satisfao dos clientes.

    Analisar e diagnosticar as funes dalogstica na atividade comercial, visando aosuprimento, armazenagem, distribuio etransporte de produtos, elaborando plano dequalidade.

    Instituto Universal BrasileiroIntroduo 12

    Obs. Deve, tambm, ter constitudo ascompetncias da rea de Servio de ApoioEscolar e de Gesto, conforme diretrizesdefinidas pelo Conselho Nacional de Educao.

    Para atender s exigncias requeri-das pelo mercado de trabalho, acompa-nhando sua evoluo e transformaes, oaluno concluinte deste curso deve terconstitudo competncias especficas quelhe permita atuar na gesto e operaocomercial de empresas. Deve apresentaratitude empreendedora em empresas decomrcio ou em setores de comercia-lizao de organizaes de outrosramos de atividade, sejam de pequeno,mdio e grande porte, integrando equi-pes ou gerindo seu prprio negcio.

    Obs. Deve, tambm, ter constitudo com-petncias profissionais gerais das reasprofissionais de Gesto e de Comrcio,definidas pelo Conselho Nacional deEducao.

  • A aula 1 ser introdutria, apresentando as definies de Economiae seus objetivos, destacando tambm os problemas econmicos funda-mentais e desenvolvendo os conceitos de microeconomia e macroeconomia.

    Na aula 2, os pontos centrais de estudo sero a Empresa e a Produo:custos, lucros, produtos e benefcios, bem como a informatizao dasempresas e suas relaes com o emprego e a produtividade.

    A aula 3 apresenta o tema do Desemprego, suas causas e as diferen-tes situaes que levam falta de emprego. Sero abordadas ainda as rela-es entre demanda e oferta na formao dos preos.

    www.portaldaeconomia.com.brEntrevistas, artigos, reportagens com foco na Economia.Entre os temas especiais destaca-se: Histrico da Inflao no Brasil.

    ECONOMIA

    Economia - Aula 1 13 Instituto Universal Brasileiro

    O objetivo das aulas de Economia dar os fundamentos desta cincia,com reflexes sobre suas bases tericas e aplicaes, partindo das expe-rincias do cotidiano para entender melhor as relaes comercias e empresariais.

  • Consumo: Compra e venda de produtos; o que se gasta.Demanda: Qualquer bem ou servio procurado no mercado.Desenvolvimento: Crescimento, adiantamento, progresso.Economia: Cincia que estuda a produo, distribuio e consumo de bens

    materiais necessrios ao bem-estar; aproveitamento racional e consciente derecursos materiais; controle ou moderao nas despesas.

    Escassez: Falta, carncia, privao.Equidade: Senso de justia, imparcialidade, respeito igualdade de direitos,

    correo, lisura na maneira de proceder, julgar, opinar.Macroeconomia: Ramo da economia que estuda os fenmenos econmicos

    em escala global, analisando fatores que determinam a formao da renda e oscaminhos das polticas econmicas.

    Microeconomia: Estudo do comportamento de agentes econmicos naesfera individual, investigando a dinmica da concorrncia e dos direitos doconsumidor no mercado financeiro.

    Sazonal: Relativo a estao do ano. Em economia existe a anlisedos chamados produtos sazonais, pois sua produo e comercializaoconcentram-se em determinadas pocas do ano. Pode tambm aplicar-se aemprego e desemprego, de acordo com as variaes na procura de trabalho emdeterminadas circunstncias: poca de frias, carnaval, perodo de plantio ecolheita.

    Varivel: O que pode variar, apresentar um novo aspecto, alternar, mudar.

    Conceitos Importantes !

    Liberalismo: Doutrina poltica e econmica a favor da livre iniciativa e contraa interveno do Estado na economia. Segundo esta doutrina, a vida econmicaseria regida por uma ordem natural, formada a partir das livres decises individuais,controlada pelo mecanismo de preos.

    Neoliberalismo: Doutrina poltico-econmica que representa uma tentativade adaptar os princpios do liberalismo econmico s condies do capitalismomoderno. Defendem a disciplina na economia de mercado para garantir suasobrevivncia, pois, ao contrrio dos antigos liberais, no acreditam na autodisci-plina do sistema. Atualmente, o termo vem sendo aplicado defesa da livreatuao do mercado com o trmino da interveno do Estado, e a privatizao dasempresas, abertura da economia e sua integrao no mercado mundial.

    Economia - Aula 1 14 Instituto Universal Brasileiro

  • Esta cincia praticada em quase todasas relaes desenvolvidas nas sociedades,mesmo que de forma no consciente.

    Economia uma palavra que faz partedo vocabulrio e das aes das pessoasem seu dia-a-dia. Como ponto de partidapara nosso estudo, vamos analisar algumassituaes do cotidiano em que se aplicamalguns princpios da Economia.

    Na vida em famliaA me alerta os outros membros da famlia

    que preciso tomar banhos mais curtos, para queno final do ms haja uma economia de gua e deenergia eltrica. O controle feito por meio das con-tas de gua e luz. A colaborao de todos resultanuma economia considervel para a vida em famlia.

    Nas compras do SupermercadoAo entrarmos em um supermercado,

    podemos verificar muitas pessoas avaliandopreos, quantidade, qualidade, promoes,descontos etc. As variveis de preos podemser bastante grandes, o que faz com queas pessoas comprem em supermercadosdiferentes. Todos estes fatores referem-se,justamente, economia, pois, uma boaanlise dos produtos ali expostos para avenda, pode ocasionar em uma economia novalor total das compras.

    Objetos de estudo da Economia

    Mas o objeto de estudos da economia,no se restringe to somente s relaesestabelecidas entre consumidores e fabri-cantes.

    A economia uma cincia que tambmestuda estas relaes, porm, seus estudosvo muito alm e so muito mais complexosdo que podemos imaginar.

    Vamos analisar as definies dadas porvrios autores de economia, com a tentativade demonstrar alguns objetivos e problemaseconmicos fundamentais. Vamos ainda co-nhecer o desenvolvimento desta cincia pormeio de um breve histrico.

    Ser abordado ainda o estudo de con-ceitos importantes como os de macroecono-mia e microeconomia e suas implicaes nosistema econmico e financeiro.

    ANLISE DO PROBLEMADA ESCASSEZ DE RECURSOS

    Para iniciarmos o estudo da economia,torna-se necessrio, compreendermos umdos principais problemas sociais que elatenta colocar em harmonia e que muitos cr-ticos afirmam que foi a causa do surgimentodesta cincia: o problema da escassez dosrecursos.

    Nestes dois casos, a economiarefere-se s relaes comerciais, e podeser entendida como a busca de controleou de moderao nas despesas.

    Voc j parou para pensar na relaoque existe entre os recursos naturais e suaexplorao? E que a escassez de recursos um dos maiores problemas da sociedademoderna?

    Economia - Aula 1 15 Instituto Universal Brasileiro

    AULA 1ECONOMIA

  • Como sabemos, um dos principais pro-blemas universais, que a sociedade modernaenfrenta, o da escassez dos recursos, queso justamente os componentes ou os pr-prios objetos que tanto desejamos.

    Fatores da Escassez de Recursos

    Vamos partir da questo ecolgica paramelhor compreendermos este problema, que um dos pontos principais da economia. Olhe-mos ao nosso redor e analisemos os objetosque nos cercam: estante, cadeira, mesa,cama, violo, livro, lpis, caderno, porta,janela, prateleira, guarda-roupas etc.

    Todos estes objetos, como sabemos,geralmente tm como matria-prima amadeira. Porm, ao analisarmos a formacomo esta madeira extrada da natureza,deveramos ficar muito preocupados.

    Muitas empresas responsveis por estaextrao, no tm a menor preocupao como plantio de novas rvores, fazendo com que aescassez dos recursos naturais se torne umproblema cada vez mais preocupante.

    Muitas regies que, em tempos nomuito distantes, eram densamente povoadaspor inmeras espcies de animais silvestres,graas preservao de seu ambiente natu-ral, nos dias de hoje, demonstram o descasodo ser humano para com a natureza, sendouma rea devastada pela ganncia e incom-preenso das pessoas que s conseguemenxergar o dinheiro.

    Como pode uma pessoa se dizer preo-

    cupada com a preservao da natureza e comos recursos naturais de nosso planeta,exigindo mveis que sejam fabricados commadeiras provenientes de rvores quaseextintas?

    Um exemplo desta m utilizao dosrecursos naturais de nosso pas, se deujustamente na poca de seu descobrimento,quando os europeus retiraram quase todasas rvores de pau-brasil (rvores que aquiexistiam em abundncia e que deu origem aonome de nosso pas), hoje raras nas flores-tas brasileiras.

    At o momento, s demonstramos osfatores da escassez dos recursos naturaisrelacionados ao meio ambiente, porm estesproblemas no podem ser limitados somenteao meio ambiente.

    Como podemos perceber, o problema deescassez dos recursos torna-se um problemauniversal, ou seja, est presente em todos ospases, sejam eles desenvolvidos ou subde-senvolvidos: Como suprir as necessidadesbsicas do ser humano?

    Segundo o filsofoArthur Schopenhauer,a essncia da natureza humana aaspirao constante, sem objetivo ourepouso, ou seja, Schopenhauer afirmaque viver consiste em sempre querermais e aquilo que no temos, para quandoas tivermos, sentirmos a necessidade deoutras coisas, e assim sucessivamente.

    Economia - Aula 1 16 Instituto Universal Brasileiro

  • Observe as diferenas nestes dois casos

    Nos pases pobres, a populao precisasuprir suas necessidades bsicas, tais como:alimentao, vesturio, educao, sade etc.

    J nos pases ricos, onde em geral, asituao financeira da populao melhor,estas necessidades bsicas, na maioria doscasos, j foram supridas. Dificilmente aspessoas destes pases sofrem por no teremcondies para eliminarem suas necessidadesbsicas.

    Mesmo assim, as pessoas destespases mais ricos no deixam de sentir anecessidade de sempre melhorarem seupadro de vida. Estas necessidades so su-pridas atravs de uma alimentao maisvariada, aparelhos eletrnicos sofisticados,automveis, viagens etc.

    Portanto, como fora dito anteriormente,independentemente da sociedade, meiosocial, idade ou situao financeira em que seencontre qualquer indivduo, sua vontade serinsacivel, restando economia colocar emharmonia o seguinte dilema:

    Necessidades Humanas (ilimitadas) Vitais ou primrias: so aquelas que

    referem-se justamente a conservao daprpria vida. Ex.: gua, comida, vestimentasbsicas para se proteger do frio etc.

    Secundrias: so as que se referemao aumento do bem-estar do indivduo,dando-lhe mais conforto e segurana em suavida. Ex.: viagens, roupas de marca, almooou jantar em bons restaurantes etc.

    Bens de Consumo (recursos limitados)Livres: por serem encontrados em abun-

    dncia na natureza e pelo fato de no pode-rem ser apropriados pelos homens, estesrecursos no so controlados pela economia.Ex.: ar.

    De Consumo: atendem satisfaodireta de necessidades. Podem ser subdivi-didos em:

    Duradouros: que se destinam a umuso por um espao de tempo prolongado. Ex.:televiso, carro etc.

    No-duradouros: acabam em umintervalo de tempo menor. Ex.: biscoito etc.

    Intermedirios: so os bens de con-sumo que certamente iro sofrer modificaes,at se transformar em recursos para seremconsumidos. Ex.: farinha de trigo, que ir setransformar em um bolo.

    Finais: so recursos prontos paraserem consumidos e satisfazerem as necessi-dades dos indivduos. Ex.: bolo.

    Como distribuir os recursos que solimitados por um nmero determinado,para uma vontade que ilimitada, que notem fim e no para de querer sempre mais?

    VONTADE HUMANAILIMITADA x

    RECURSOS LIMITADOS

    Economia, neste sentido, pode sercompreendida como a cincia que trata dosfenmenos relativos produo, distribuioe consumo dos bens.

    Economia - Aula 1 17 Instituto Universal Brasileiro

  • DEFINIES DE ECONOMIA

    Estudando o sentido etimolgico dapalavra economia, podemos constatar que elederiva de duas palavras gregas: oikos quesignifica casa, e nomos que quer dizernorma ou lei.

    Teramos, ento, partindo do estudoetimolgico, a palavra oikonomia que emseu sentido literal seria a administrao dacasa, ou em um sentido mais abrangente:administrao da coisa pblica.

    Vejamos uma definio de economiadada pelos economistas Marco Antnio San-doval de Vasconcellos e Roberto Luiz Trosterem seu livro Economia bsica:

    Como foi dito anteriormente, a economia justamente a mediadora entre os recursosescassos e a vontade humana ilimitada, ouseja, tenta colocar em harmonia estas duasvariveis.

    A partir destas questes bsicas e intro-dutrias, podemos afirmar que a economia uma cincia social, pois atua justamentenas relaes estabelecidas na prpriasociedade.

    Em sua definio, a economia buscarelacionar os recursos e a vontade humana.Porm, como podemos verificar em nosso dia-a-dia, sua atuao vai muito alm, buscando,justamente, tornar amistosa esta relao.

    Outros pontos importantes

    Tambm podemos afirmar que faz partedo objeto de estudos da economia questesreferentes inflao, desemprego, salrio,produtividade, como fazer com que o agricultorganhe mais, vendendo seus produtos aoconsumidor, que deve compr-los a um bompreo, entre outras questes.

    Desta forma, no devemos tomar estasdefinies, at aqui expostas, como sendoas nicas, ou mesmo, as que contemplemcom maior exatido o que vem a ser aeconomia.

    S podemos ter uma viso mais ampla euma definio um pouco mais concreta do quevem a ser a economia, aps termos com-preendido todas as anlises feitas.

    HISTRICO DA ECONOMIA

    A economia foi uma prtica exercidapelas pessoas, desde os tempos mais remo-tos, ou seja, j se fazia presente no princpiodas civilizaes, mesmo que de forma nosistematizada.

    Economia pode ser definida como acincia social que estuda a maneira pelaqual os homens decidem empregar recursosescassos, a fim de produzir diferentes bense servios e atender s necessidades deconsumo.

    Economia - Aula 1 18 Instituto Universal Brasileiro

  • As trocas realizadas pelas pessoas, ti-nham como fundamento questes econmicasbsicas. Como exemplo, poderamos utilizar ocaso de um arteso que fabricava sapatos etrocava-os por objetos de seu interesse. Emuma destas trocas com um pescador, aceitouum grande peixe por uma sandlia.

    Segundo a avaliao de ambos que es-tavam envolvidos na negociao, a troca erajusta e vantajosa, tanto para o arteso, quedispunha da tcnica de fazer calados, quantopara o pescador que era especialista na artede retirar do rio grandes peixes.

    Estas transaes entre pessoas destassociedades poderiam ser tomadas como oincio da preocupao econmica, em quecada um dispunha daquilo que melhor sabiafazer, para utilizar como objeto de troca eadquirir outras coisas de que necessitasse.

    Desde as primeiras civilizaes, as pes-soas sofriam com a escassez dos recursos.Tribos nmades se instalavam em uma deter-minada regio at o momento em que aliconseguiam alimento. Quando as terras setornavam estreis, partiam em busca delugares mais frteis.

    Muitos sculos se passaram para que aeconomia deixasse de ser apenas uma pr-tica inconsciente e tornar-se uma cinciasistematizada do modo como temos nos diasde hoje.

    Grandes pensadores e suas teorias

    Adam Smith

    Nasceu na Esccia no ano de 1723,onde viveu por quase toda a sua vida. Ele considerado como o precursor da teoria eco-nmica, da forma sistematizada como temosnos dias de hoje.

    Seu livro importante desde a poca emque foi publicado, pois o primeiro a tratarquestes econmicas, tais como: aspectosmonetrios, distribuio do rendimento daterra e preos de produtos.

    Na obra A riqueza das naes que abase e o fundamento do pensamento econ-mico, o autor elabora um modelo abstratocompleto e relativamente coerente sobre anatureza, o funcionamento e a estrutura dosistema capitalista.

    Neste livro so desenvolvidos modelos econceitos que muito influenciaro o pensa-mento econmico dos prximos sculos.

    Um dos conceitos importantes justa-mente o da mo invisvel, em que todas aspessoas ou agentes de uma sociedade, embusca de lucrar o mximo, acabam promo-vendo o bem estar de toda a sociedade, ouseja, seria como se uma mo invisvel orien-tasse as decises econmicas.

    Quase que de forma unnime, os crti-cos da histria da economia afirmam que oincio da teoria econmica se deu no ano de1776 com a publicao do livro: An Inquiryinto the nature and causes of the wealthof nations, bastante conhecido como:A riqueza das naes de Adam Smith.

    Economia - Aula 1 19 Instituto Universal Brasileiro

  • Vejamos uma citao retirada do prpriolivro A riqueza das naes de Adam Smith:Ao buscar a satisfao do seu interesseparticular, o indivduo atende frequentementeao interesse da sociedade de modo muitomais eficaz que se pretendesse realmentedefend-lo.

    Uma das formas de percebermos esteconceito na prtica, poderia ser quandoavaliamos a concorrncia entre determinadossegmentos.

    Nos postos de combustveis

    Quando um determinado posto de com-bustvel resolve abaixar seus preos, a fim deaumentar suas vendas e eliminar a concorrn-cia, ele atende ao interesse da sociedade que,a partir de um interesse particular, poderpagar menos pelo combustvel, forando aconcorrncia a abaixar o preo, se houverinteresse em se manter no mercado.

    Este pensamento a base do libera-lismo econmico, uma vez que o interesseindividual contribui para a satisfao do inte-resse geral, portanto, devemos deixar plenaliberdade de ao aos interesses privados.

    Smith ainda afirmava que a origem da ri-queza se d justamente no trabalho das pes-soas, e no como afirmavam correntesanteriores ao seu pensamento que diziam quea origem da riqueza est no ouro ou na terra.

    Thomas Robert Malthus

    Em seu livro Principles of politicaleconomy, publicado no ano de 1820, afirmaque o consumidor com sua vontade efetivade comprar quem faz com que a produoaumente.

    Malthus tinha uma viso bastante pessi-mista do desenvolvimento da humanidade emnosso planeta, afirmando que este era umproblema econmico difcil de ser resolvido.

    Segundo Malthus, a populao mundialcresce da seguinte forma:

    Ao passo que as formas de subsistnciados seres humanos em nosso planeta, crescena seguinte proporo:

    Portanto, para Malthus, um grande pro-blema a ser resolvido seria o de se colocar emharmonia a taxa de crescimento populacionalcom seus meios de subsistncia. Segundo oautor, se estas variveis no forem colocadasem harmonia, nosso planeta caminhar parauma grande catstrofe.

    O ponto essencial da teoria deMalthus: h uma falta de concordnciaentre a reproduo da espcie humana eas condies de criar meios para queestas pessoas, que no param de nascer,possam sobreviver dignamente.

    12

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    4 5

    Economia - Aula 1 20 Instituto Universal Brasileiro

  • David Ricardo

    Outro terico que muito influenciou opensamento econmico de sua poca, sendoainda muito consultado nos dias atuais. Ele secolocou a fazer uma anlise do rendimento daterra.

    Desta anlise, Ricardo concluiu que adistribuio destes rendimentos determinadapela produtividade das terras mais pobres, oumarginais. Foi a partir deste estudo que surgiuo termo marginalismo dentro da anliseeconmica.

    John Stuart Mill

    Considerado um historiador do pensa-mento econmico, pois sua obra condensa opensamento de seus antecessores, que fazemparte da escola clssica. Porm, podemosafirmar que sua contribuio no se resumeem apenas sintetizar a histria do pensamentoeconmico.

    O avano dado por Mill ao pensamentoeconmico, se deu justamente ao incorporarnovos elementos ao pensamento da escolaclssica da economia.

    Muitos outros autores tiveram grandeimportncia no desenvolvimento da economiaat chegarmos nos moldes que temos hoje emdia, dentre eles, podemos destacar o pensa-mento do filsofo alemo Karl H. Marx, o qualestudaremos a seguir.

    Karl Marx e o Capital

    Foi em sua grande obra O capital queMarx desenvolveu grande parte de seusconceitos que muito sero discutidos emeconomia.

    Seu pensamento pode ser dividido em:filosfico que se refere s questes sobre omaterialismo histrico e a luta de classes, eeconmico, referente explorao e a evo-luo, porm alguns aspectos no permitemque se faa esta distino.

    Neste tpico, iremos abordar mais asquestes econmicas, visto que nossoobjeto de estudos. Segundo Marx, as questeseconmicas se dividem em:

    A explorao para Marx apresentadasob dois aspectos que so complementares:

    .Econmico: adotando a teoria do valor,desenvolvida pelos clssicos, Marx afirma queo valor de uma mercadoria deveria serdeterminado pelo tempo de trabalho para suaproduo.

    .Social: o valor de uma mercadoria devepertencer a quem fornece o trabalho, ou seja,ao operrio.

    Partindo do pressuposto que o valor deuma mercadoria deve ser maior ou menor, le-vando em considerao o nmero de horas ne-cessrias para sua produo, ento teremos:

    Causa: esttica e aplicativa

    C o n s e q u n c i a :dinmica e descritiva

    Explorao Evoluo

    Produto 1

    3 horas parasua produoValor $ 100

    9 horas parasua produoValor $ 300

    Produto2

    Economia - Aula 1 21 Instituto Universal Brasileiro

  • Segundo Marx, o trabalho a nicafonte de valor, porm, os trabalhadores rece-bem apenas uma parcela dos frutos de seusesforos.

    Ele distinguia o trabalho simples do traba-lho qualificado, sendo que uma hora de trabalhoqualificado poderia valer por duas, trs, quatroou mesmo cinco horas do trabalho simples.

    Reflita sobre a exploraoUm de seus principais conceitos foi o da

    explorao. Marx dizia que sendo o valordas mercadorias criado pelo trabalho, ojusto seria o lucro ir para a mo de quemforneceu o trabalho, que seria justamente otrabalhador.

    Como o trabalhador no recebe o valorintegral de seu trabalho, no lhe possvel ad-quirir nem ao menos os produtos que produz,tornando-se, desta forma, uma vtima do capi-talismo. Isto acontece porque no regimecapitalista as trocas so desiguais e injustas.

    A explorao dos trabalhadores de-monstrada justamente nestas relaes, emque os acordos entre os empregadores eempregados no so feitos com igualdade,desta forma, os trabalhadores tornam-seescravos do sistema capitalista.

    Porm, segundo Marx, esta exploraono culpa somente daqueles que detm osmeios de produo, mas inerente ao regimecapitalista, ou seja, s ir cessar com o desa-parecimento do prprio capitalismo.

    Reflita sobre a mais-valia

    O salrio do trabalhador estipulado deacordo com um mnimo para sua sobrevivn-cia, ao passo que aquele que dispe dosmeios de produo, tentar prolongar aomximo a durao de sua jornada de trabalho,com vista a aumentar a mais-valia.

    OBJETIVOS E PROBLEMASECONMICOS FUNDAMENTAIS

    Um dos objetivos da economia seria ode, a partir do esforo individual de cada pes-soa, criar boas polticas que tenham comofunes: diminuir de forma considervel osproblemas e aumentar os benefcios, ou seja,atravs do trabalho do indivduo, a economiadeve buscar formas que faam com que eleganhe mais, com um mnimo possvel deperdas ou prejuzos.

    Na feira

    Ao ir a feira comprar frutas e legumes,tanto a pessoa que est comprando, como aque est vendendo, esto praticando questesrelacionadas economia: as variaes depreos, o que est em alta, o que est emfalta, a qualidade da mercadoria etc.

    Economia, neste caso, pode ser defi-nida como a cincia social que estuda amaneira pela qual os homens decidem em-pregar recursos escassos, a fim de produ-zir diferentes bens e servios e atender snecessidades de consumo.

    Economia - Aula 1 22 Instituto Universal Brasileiro

  • Vejamos alguns dos objetivos daeconomia e vrios problemas levantados porRossetti:

    Distribuio de renda ao observar-mos o mundo em que vivemos, podemos per-ceber que ele pode ser dividido em doisgrandes grupos, de um lado os pases ricos,onde as pessoas, de um modo geral, usufruemde boas condies de vida; do outro lado,pases pobres que assistem a espetculoscruis como a falta de alimento e as pssimascondies de vida.

    Anlise da situao econmicado nosso pas

    No precisaramos nem ao menos anali-sar a questo mundial para perceber estasquestes. O Brasil ocupa um dos primeiroslugares na lista da m distribuio de renda nomundo.

    Em nosso pas, podemos verificar fam-lias vivendo nas mesmas condies de pes-soas que vivem em pases ricos como: Frana,Inglaterra, EUA etc., tendo um timo padro devida.

    Porm, se considerarmos o outro ladoda moeda, a situao bem diferente.Milhes de brasileiros vivem em condiesabaixo do nvel de pobreza, igualando-sea muitos pases africanos que so muitopobres.

    Este um outro problemaque a economia busca resolver:

    melhorar a distribuio de renda entre ospases e as pessoas, priorizando, destaforma, a qualidade de vida daqueles que maisnecessitam.

    Emprego este um outro grande pro-blema a ser resolvido pela economia. Comocriar vagas capazes de fazer com que todasas pessoas que estejam desempregadasconsigam uma forma honesta de sobreviver? Areflexo sobre esta pergunta veremos emlies posteriores.

    Preos a estabilizao dos preosdos produtos um outro objetivo perseguidopela economia. O problema consiste em quala melhor forma de fazer com que os produtosadquiridos por uma dona de casa neste ms,mantenham-se no mesmo valor para osprximos meses. Diante de tantas oscilaes,em um mundo globalizado, onde, uma crise naChina, pode afetar diretamente o preo dosprodutos nos mercados de todo o mundo, estetorna-se um problema bastante complexo deser resolvido.

    Segundo o autor Jos PaschoalRossetti em seu livro Introduo eco-nomia, hoje a economia se ocupa tam-bm do desenvolvimento, da inflao depreos, do desemprego, do nvel derenda social, das recesses e da plenautilizao dos escassos recursos dosistema econmico.

    Economia - Aula 1 23 Instituto Universal Brasileiro

  • Crescimento econmico este oobjetivo tanto de pases ricos como de pasespobres, pois aqueles que so ricos anseiamtornar-se mais ricos, ao passo que os pasespobres sonham com o crescimento econ-mico para melhorar as condies de vida desua populao.

    O crescimento econmico demons-trado pela soluo dos problemas anterior-mente descritos.

    Conclumos este tpico afirmando que oprincipal objetivo da economia a satisfaodas necessidades humanas de forma justa eigualitria

    RENDA, PRODUTO E DESENVOLVIMENTO

    A economia de um pas depende basica-mente, do desenvolvimento de seu produto,obtido atravs de uma maior renda, estes sofatores primordiais para o incio e sustentaoeconmica de uma nao.

    O bem-estar de uma nao pode serobservado a partir de variveis como: pobreza,moradia, desemprego, desigualdade, condi-es de sade, educao etc.

    Porm, alguns problemas surgem natentativa de fazer a somatria do que foiproduzido no pas. O primeiro problema como poderemos somar coisas to distintas, exemplo: geladeira + automvel + telhas?

    Existem alguns produtos que so utiliza-dos como matria-prima na produo de ou-tros, caso sejam contados no momento emque saem da empresa que os fabricou. Seriamcontados duas vezes, pois serviro de insumopara outros produtos.

    Vejamos um exemplo desta dupla contagem.Uma empresa automobilstica adquire de

    outras empresas diversos componentes queconstituiro o carro que deve ser consideradocomo o produto final. Dentre estes componen-tes, est toda a linha de fixadores: porcas,parafusos, arruelas etc. Se a contagem doproduto fosse feita desde a empresa que forne-ceu os fixadores, teramos uma dupla contagem.

    Para evitar este tipo de problema, os eco-nomistas contabilizam, no clculo do produtonacional bruto, somente o produto final, que justamente aquele que ser adquirido peloconsumidor. No caso do exemplo anterior, s

    Por produto podemos compreender asomatria de todas as coisas que foramproduzidas no pas durante um determinadoperodo de tempo, geralmente um ano.

    Os economistas para realizarem estasomatria, expressam os valores de cadaobjeto distinto, em unidade monetria, que o que viabiliza esta soma.

    Um outro problema no clculo doproduto nacional bruto (PNB), nome dadoao valor da somatria do produto, o dadupla contagem.

    1 soma: valorindividual dosfixadores

    2 soma: o valor dosfixadores j estariaembutido na unidademonetria do carro

    Problema: dupla contagem

    Economia - Aula 1 24 Instituto Universal Brasileiro

  • ser contabilizado o valor monetrio do auto-mvel. Todas as peas que o compem, queforam adquiridas pela empresa que o monta,no entraro no clculo.

    a partir da avaliao do produto de umpas que podemos verificar se houve cresci-mento ou no de sua economia, ou seja, odesenvolvimento de um pas est diretamenterelacionado com sua produtividade. Entoteremos o seguinte esquema:

    MICROECONOMIA E MACROECONOMIA

    Estas so duas reas de estudos distin-tas, cuja finalidade pode ser considerada amesma: a compreenso da situao econ-mica de um pas. Porm, cada uma delasparte de seus prprios objetos de estudospara alcanar sua finalidade.

    Vamos ento, ver o que vem a sere quais so os objetos de estudos damicroeconomia e da macroeconomia dentrode um sistema econmico e financeiro de umpas.

    Vejamos suas definies bsicas:

    A partir destas definies, podemosdesenvolver o seguinte esquema paracompreendermos a funo da micro e damacroeconomia:

    Macroeconomia: ocupa-se docomportamento global do

    sistema econmico.

    Microeconomia: ocupa-se da anlise do comportamento das

    unidades econmicas.

    Podemos afirmar que a microeconomiaou teoria dos preos, como tambm bas-tante conhecida, tem vrios campos deestudos dentro de um sistema econmico.Vejamos alguns:

    Consumidores Proprietrios de recursos Empresas Salrios Preos de produtos Fatores relacionados produo Mercados

    ProdutoNacionalBruto-alto

    Renda maior

    DesenvolvimentoEconmico e

    Social

    Importante: O desenvolvimentoeconmico de uma nao verificadoatravs do crescimento contnuo da rendaao longo do tempo, estimulado pelocrescimento do produto.

    MICRO

    MACRO

    economia

    Parte da economia que estuda o funciona-mento de agentes econmicos individuais.

    Parte da economia que estuda ofuncionamento do sistema econmicocomo um todo.

    Microeconomia

    Macroeconomia

    s i s t e m aeconmico

    Economia - Aula 1 25 Instituto Universal Brasileiro

  • A macroeconomia estuda o sistema eco-nmico como um todo, reduzindo esta anlisea um nmero limitado de variveis, ou seja, namacroeconomia a economia estudada noa partir de suas partes, mas de seu todo, deforma global. Vejamos algumas das principaisreas de estudos da macroeconomia:

    - Taxa de cmbio- Balano de pagamentos

    Macroeconomia - Renda- Produtos nacionais - Emprego/desemprego - Taxas de juros.

    Nesta matria, desenvolveremos aspec-tos relacionados a micro e a macroeconomia.Como exemplo, poderamos citar o item ante-rior renda, produto e desenvolvimento queso aspectos estudados pela macroeconomia(produtos nacionais).

    Daremos continuidade ao estudo daeconomia, tratando de um outro assunto muitoimportante para compreendermos melhor asrelaes estabelecidas entre as unidadesde um sistema econmico: A empresa e aproduo, itens referentes ao campo deestudos da microeconomia.

    1 Segundo Arthur Schopenhauer, qual a constante aspirao humana?

    R:_____________________________________________________________________

    2 Bens de consumo podem ser divididos em: livres, de consumo, intermedirios e finais.So caractersticas dos bens intermedirios:

    a) ( ) o fato de no poderem ser apropriados pelas pessoas. b) ( ) atenderem satisfao direta de necessidades. c) ( ) so bens que iro sofrer modificaes at se tornarem recursos para serem consumidos.d) ( ) so produtos prontos para serem consumidos.

    3 Independentemente da sociedade, meio social, idade, situao financeira, a vontadedo indivduo insacivel, restando a economia colocar em harmonia ___________versus __________________

    4 Qual o principal pressuposto da economia?

    R: ____________________________________________________________________

    5 Associe os seguintes conceitos:

    ( 1 ) Macroeconomia ( ) estuda os agentes econmicos individuais.

    ( 2 ) Microeconomia ( ) estuda o funcionamento econmico global

    Economia - Aula 1 26 Instituto Universal Brasileiro

    Aula 1

  • EmpresaA empresa considerada, na economia

    mundial, um dos fatores imprescindveis nodesenvolvimento de um pas. Partindo dopressuposto que o produto nacional medido a partir dos produtos finais produzidos,j podemos perceber sua importncia.

    Muitos outros fatores relacionados economia ainda dependem das empresas,tais como: a questo do desemprego, pre-os, mercado, concorrncia, entre outros.

    ProduoOs bens e servios so considerados uti-

    lidades econmicas que satisfazem as nossasnecessidades. Desse modo, a produo podeser classificada como:

    Produo de bens econmicos -alimentos, remdios, mquinas etc.

    Produo de servios - servios detransporte, diverses pblicas, servio mdicoetc.

    Fatores de ProduoPara se produzir algo so necessrios os

    fatores de produo. Estes fatores so bense servios transformveis em produtos.O processo de produo envolve basicamente,quatro fatores, que so:

    Terra (rea) Trabalho (mo-de-obra) Capital (fsico) Produtos (matrias-primas)Uma empresa utiliza os fatores de pro-

    duo de modo que estes resultem noproduto final. Para efetuar a produo, muitasvezes, necessita de bens e servios produzi-dos por outra empresa.

    A produo do po nosso de cada diaVamos focar o ingrediente principal.

    Voc compra o po na padaria. Para fabricaro po, a padaria precisa adquirir a farinha detrigo de uma outra empresa. A empresa queproduz a farinha de trigo, compra o groin natura do agricultor.

    Muitas vezes, uma empresa paraproduzir algo, depende de fatores de produode uma outra empresa, ocorrendo umainterdependncia entre as empresas.

    Os bens adquiridos por uma empresa,para serem transformados em produtos,podem ser divididos em:

    Bens finais - produzidos pelaempresa at seu trmino e vendidos direta-mente ao consumidor, como produtos finais.Veja o exemplo do po.

    Bens intermedirios: so produtosque entraro na montagem dos produtosfabricados pela empresa que os adquiriu. Ex.:uma empresa automobilstica que compra, deuma outra empresa, pneus para a montagemde seus automveis.

    No campo da economia, o conceito deproduo no diferente, produzir significacriar bens ou servios, oferecendo-os venda ou troca.

    Economia - Aula 2 27 Instituto Universal Brasileiro

    Empresa uma organizao queproduz algo, pode-se dizer que este oseu principal objetivo. Por meios tcnicos,produz bens, servios e produtos, esteselementos so resultado de todo umprocesso de produo.

    Neste caso, o po seria o produto final. Afarinha de trigo seria um bem interme-dirio. O gro in natura, a matria-prima.

    Pneus = bens intemedirios

    Po = produto final

    AULA 2 A EMPRESA E A PRODUO

  • Matria-prima: justamente o materialainda no trabalhado por outra empresa queser utilizado na fabricao dos produtos dequem o adquiriu. Exemplo: minrios compra-dos por um empresa que fabrica pisos erevestimentos cermicos.

    A empresa, antes de iniciar sua produodeve ter em mente as seguintes questes:

    As respostas para estas perguntasconstituem o objeto de estudo da economiaaplicada s empresas.

    Eficincia na produoPara que uma empresa possa escolher o

    processo de produo, deve-se avaliar a suaeficincia, tanto do ponto de vista tecnolgicocomo econmico. A eficincia tecnolgicapermite produzir uma mesma quantidadede produto, utilizando menos fatores deproduo. A eficincia econmica permiteproduzir uma mesma quantidade de produto,com menos custos envolvidos na produo au-mentando desta forma, o lucro para a empresa.

    CUSTOS DA PRODUO

    Muitos so os fatores que formam oscustos de uma empresa, estes custosvariam de empresa para empresa. Porm,o clculo dos custos na viso econmica diferente dos clculos realizados nacontabilidade da empresa.

    Enquanto no clculo dos custos dacontabilidade levado em consideraosomente custos explcitos, ou seja, os gas-tos expressos formalmente e com clareza,tais como: matria-prima, salrio, impostosetc., no clculo dos custos, na viso eco-nmica, levam-se em considerao oscustos explcitos somados aos custosimplcitos.

    Por custos implcitos, podemos com-preender aqueles que esto includos,mas no de modo claro, ou seja, ficamsubentendidos. Estes custos so estipu-lados a partir do que poderia ser ganhoquando os recursos da empresa so bemutilizados. Ex.: a capacidade mxima deproduo de uma mquina ou ferramenta.

    Desta forma, para que uma empresademonstre estabilidade financeira e eco-nmica, o resultado de seus custos eco-nmicos deve ser maior que o de seuscustos contbeis.

    Os custos de uma empresa podemser divididos basicamente em:

    Custos fixos (CF): so aquelesassociados aos fatores de produo que novariam em um curto espao de tempo, ou seja,so fatores fixos que no sofrem alteraescom o aumento da produo. Exemplo: alu-guis, impostos, seguros etc.

    Custos variveis (CV): estes variamde acordo com a variao da produo, pois aela esto intimamente ligados. So eles: ma-tria-prima, maquinrio, energia eltrica, mo-de-obra etc.

    Minrios = matria-prima

    PRODUZIRO qu?Para quem?Como?

    Custos da produo justamente ovalor gasto pela empresa para produzir umadeterminada quantidade de produtos; seria asomatria de todos os gastos com a produo.

    Custos econmicos

    Custos contbeis

    Economia - Aula 2 28 Instituto Universal Brasileiro

    Eficincia tecnolgica - permiteproduzir uma mesma quanti-dade de produto, utilizandomenos fatores de produo.

    Eficincia econmica - per-mite produzir uma mesmaquantidade de produto, commenos custos na produo.

    LUCRO

  • Custo total (CT): d-se justamentepela somatria dos custos fixos mais os custosvariveis, resultando nos custos totais de suaproduo.

    Um exemplo prtico do clculo doscustos de uma empresa

    Uma empresa de borracha apresentou oseguinte balancete mensal para realizao dosclculos de custo:

    Ento teramos:

    Custos fixos (CF) = aluguel + imposto+ seguro = 800,00 + 500,00 + 400,00 = $ 1 700,00

    Custos variveis (CV) = gua + ener-gia eltrica + mo-de-obra + maquinrio + ma-tria-prima = 200,00 + 300,00 + 400,00 +800,00 + 600,00 = $ 2 300,00

    Custo total (CT) = CF + CV = 1 700,00+ 2 300,00 = $ 4 000,00

    Custos MdiosAlm dos custos fixos, custos variveis e

    do custo total, poderamos ainda calcular oscustos mdio (CMe), que so equivalentes acada unidade produzida, ou seja, por meio doscustos mdios, pode a empresa saberquanto foi o custo de cada unidade produzida.

    Os custos mdios so calculados a partirda diviso do custo total (CT), calculado anterior-mente, pelo nmero total de peas produzidaspela empresa em um determinado perodo (Q).

    Vejamos um exemplo utilizando ainda ocaso citado:

    CMe = CT = 4 000,00 CMe = 10,00 Q 400

    Portanto, teramos $ 10,00 de custo emcada unidade produzida.

    A EMPRESA E OS LUCROS

    Como sabemos, a busca principal degrande parte das empresas justamente olucro, quanto maior e mais lucrativa foruma empresa, mais conceituada ser nopanorama econmico mundial.

    Descrio dos gastos

    guaAluguel

    Energia eltricaImposto

    Mo-de-obraMaquinrioMatria-prima

    SeguroNmero total de unidades produzidas (Q): 400 peas

    Fixos Variveis Valor $

    X

    X

    X

    X

    X

    XXX

    200,00800,00300,00500,00400,00800,00600,00400,00

    = CTQCMe

    O lucro pode ser compreendidocomo ganhos, vantagens ou benefciosque se obtm com a venda de bens ou comuma atividade.

    Economia - Aula 2 29 Instituto Universal Brasileiro

    Observe a diferena entre os custos

    Curto prazo: tem como caracters-tica os custos fixos e os custos variveis;

    Longo prazo: constitudo apenaspelo custo varivel, pois, a longo prazo, umaempresa no possui custos fixos.

  • Sabendo que o objetivo principal dasempresas o lucro, podemos afirmar quefaro o possvel e o impossvel para aumentarcada vez mais seus lucros, da mesma formaque os consumidores de seus produtosbuscaro aumentar sua satisfao ao adquiri-rem tais produtos.

    A soluo para este dilema entreempresa e consumidor s se d com adinamizao dos meios de produo. Aempresa deve produzir mais itens que tenhamcomo caractersticas principais: bom preo,qualidade, assistncia etc, diminuindo deforma considervel os refugos.

    A partir desta iniciativa da empresa, cer-tamente os dois agentes envolvidos neste pro-cesso sero beneficiados: o consumidor queir adquirir um produto que o deixar plena-mente satisfeito e a empresa que obter maio-res vendas e, assim, maiores lucros.

    Podemos observar que o custo empre-gado na produo est includo no valor totaldo produto como mostra a representao quedestaca esses dois fatores.

    $ Custo empregado em sua produo

    $ Valor total do produto

    PRODUO E BENEFCIOS

    O benefcio de uma empresa estligado diretamente sua produo. justa-mente a vantagem ou proveito para ser ad-quirida atravs da venda de seus produtos eobteno dos lucros.

    Como foi dito anteriormente, a produode uma empresa, deve ser compreendidacomo uma atividade que busca satisfazer osdesejos de outras pessoas que adquirem seusprodutos.

    A empresa s obter maiores lucros e,desta forma, mais benefcios, atravs de umaboa combinao de seus recursos produtivosque podem ser basicamente classificadasem trs:

    Terra ou recursos naturais - a terra,os minerais e outros recursos naturais so im-portantes meios utilizados na obteno devrios produtos, servem, geralmente, comomatria-prima na obteno de inmeros pro-dutos manufaturados. No caso especfico daterra, ela entra como um elemento primordialpara o bom desenvolvimento da agricultura.

    Trabalho - um dos recursos maisempregados na indstria moderna, pois apartir da somatria de vrios esforos (divisodo trabalho), e da otimizao destes esforos,que ser dado o ritmo de uma produo bemcomo a garantia da qualidade do materialproduzido.

    EMPRESAmaximizao dos lucros

    CONSUMIDORmaximizao da satisfao

    $ LUCRO} }Produo Lucros Benefcios

    Economia - Aula 2 30 Instituto Universal Brasileiro

    Receitas so os valores obtidos coma venda dos produtos que foram fabricados.

    Lucro seria justamente o valor totalcobrado pelo produto, subtraindo deste valoros custos envolvidos em sua produo.

  • Capital - refere-se s questes deinvestimento em maquinrio, ferramenta,bons equipamentos de medio, planta daempresa, especializao de mo-de-obra,bem como o pagamento de salrios justoss pessoas envolvidas com a produo.

    No incio desta lio, colocamos umaquesto muito importante a ser respondidapelos empresrios, antes mesmo de iniciaremsua produo:

    Esta uma questo fundamental para obom desenvolvimento da produo, obtenode mais lucros e benefcios para a empresa,funcionrios e, principalmente, para osconsumidores.

    Portanto, somente a partir do desen-volvimento destas polticas produtivas, asso-ciadas somatria de todos os agentesenvolvidos no processo de produo de bensde consumo, que a empresa poder obterseus lucros, ou amargar o prejuzo.

    Uma forma da empresa manter seusbenefcios a eficincia econmica que aobteno da mesma quantidade de produtosproduzidos, diminuindo, de forma considervel,os custos em sua produo.

    Anlise grfica da eficincia econmica deuma empresa num determinado perodo

    Como podemos verificar, ao longo deseis meses esta empresa conseguiu diminuir,de forma considervel, seus custos envolvidosna produo, mantendo a mesma quantidadede produtos produzidos.

    Esta diminuio nos custos da produose d, em grande parte, atravs de uma boacombinao dos recursos produtivos.

    Uma outra forma da empresa obtermaiores benefcios o investimento emtecnologia para o bom desenvolvimento deseu processo produtivo.

    A TECNOLOGIA

    Podemos afirmar que existem inmerasformas de se produzir o mesmo produto emuma empresa. Estas formas variam quanto aoemprego de tcnicas ou equipamentos queviabilizem o processo produtivo.

    O qu?Para quem?Como?

    PRODUZIR

    LUCRO

    EMPRESA

    PREJUZO

    ?

    janeiro fevereiro maro abril maio junho

    + lucro

    Custos empregados na produo

    Total de produtos produzidos

    A tecnologia voltada para a produopode ser compreendida como o conjunto deconhecimentos cientficos que se aplicam aum determinado ramo de atividade.

    Economia - Aula 2 31 Instituto Universal Brasileiro

    Importante: Uma boa combinao derecursos produtivos, que so terra e recur-sos naturais, trabalho e capital, a melhorforma de produzir, com os meios de que aempresa j dispe.

  • A partir do desenvolvimento tecnolgicodos meios de produo, a empresa poderobter uma maior quantidade de produtosaplicando de forma inteligente os fatoresempregados na produo: recursos naturais emo-de-obra, resolvendo problemas funda-mentais de economia.

    A tecnologia uma das melhores armascontra a concorrncia. a partir dela, que aempresa poder abater no preo final doproduto a economia feita em sua produo,pelo fato de produzir mais com menos custos,repassando este valor aos consumidores.

    Dentro de um sistema produtivo, atecnologia atua basicamente nos seguintesaspectos:

    - Pesquisas- Projetos- Equipamentos

    TECNOLOGIA - Anlise de materiais- Instrumentos de medio - Anlises laboratoriais- Tcnicas

    Um exemplo prtico do desenvolvi-mento tecnolgico de um sistema produtivo:

    Uma empresa automobilstica tem inte-resse em diminuir os custos produtivos dosetor de solda de portas de automveis aliproduzidos, substituindo parte da mo-de-obraempregada no trabalho por mquinas ou robsque sejam capazes de efetuar esta mesmafuno.

    O estudo para esta substituio come-a pelo trabalho de projetistas que analisamo trabalho realizado, projetando um equipa-mento que seja capaz de realizar estamesma tarefa, se possvel, de forma maiseficiente e mais rpida que a mo-de-obraali empregada.

    O segundo passo, depois de projetadoe feito o equipamento, colocar em prticae verificar sua funcionabilidade para depoiscomear a produzir.

    O resultado final desta substituio,ser o aumento dos lucros para a empresapois este equipamento substituir o trabalhode dez funcionrios que ali trabalhavam.

    Aps a empresa recuperar o custoinvestido neste equipamento, seus lucrossero bem maiores, obtendo benefcios paraa empresa e seus consumidores.

    Tecnologia X DesempregoNa empresa automobilstica podemos

    verificar com mais clareza estas mudanastecnolgicas nos meios produtivos, muitossetores dispensam quase que totalmente amo-de-obra, dando lugar a robs quecomandam toda a produo.

    O lucro gerado a partir desta mudana,se d pelo fato do rob no necessitarde frias, assistncia mdica, alimentao,salrio etc.

    Fases para a implantao de tecnologiaComo podemos verificar no exemplo

    citado anteriormente, o desenvolvimentotecnolgico de um setor produtivo obedecetrs fases distintas para sua aplicao:

    {

    Economia - Aula 2 32 Instituto Universal Brasileiro

    A eliminao de campos de tra-balho demonstram que as pessoasdevem se especializar cada vez maispara no amargar na fila do desem-prego, pois a nova realidade mundialrequer pessoas altamente qualificadaspara comandar e fazer manuteno nestesequipamentos.

  • Obedecendo a estas trs fases, aempresa poder empregar os meios tecnol-gicos capazes de otimizar sua produo, au-mentando seus lucros e os benefcios para aempresa.

    TRABALHADOR, EMPREGADORE CONSUMIDOR

    Todo e qualquer sistema econmicose sustenta sobre estes trs pilares que soa base da economia mundial: trabalhador,empregador e consumidor.

    Vamos definir e estabelecer as possveisdistines entre estes trs modos de atuaosocial, existentes em todas as sociedadescapitalistas.

    Trabalhador

    Empregador

    Consumidor

    Como podemos verificar, existe umainterdependncia entre estas trs funesdentro de um sistema econmico. Todas elasso de igual importncia e dependem umasdas outras para o bom desenvolvimento dosnegcios.

    O elo de ligao entre essas trs funesse d justamente por meio do produto, pois a partir dele que sero garantidos o paga-mento do trabalhador, o lucro para o empre-gador e a satisfao do consumidor.

    Projetar

    Colocar em prtica

    Produzir

    Economia - Aula 2 33 Instituto Universal Brasileiro

    A palavra trabalhador, deriva doverbo trabalhar, desta forma, seria jus-tamente aquele que executa o trabalho.Geralmente, este trabalhador, por nopossuir meios de produo, vende suafora de trabalho para aqueles que pos-suem tais meios de produo.

    aquele que, pelo fato de possuiros meios de produo, contrata, atravsdo pagamento de salrios, trabalhadorespara desenvolver tarefas, com vistas aodesenvolvimento de produtos ou serviospara serem vendidos a outras pessoas.

    justamente aquele que adquireos produtos ou servios fabricados pelostrabalhadores, que foram contratadospelos empregadores, ou seja, seria aqueleque consome, um indivduo ou instituioque compra bens para seu consumo.

  • O conflito gerado pelo fato dotrabalhador exigir para si um slario melhor,melhores condies de trabalho, assistnciamdica, alimentao etc.

    O consumidor, por sua vez, buscasempre produtos com preos baixos e maisbenefcios, tais como qualidade, durabili-dade, assistncia tcnica etc.

    Em contrapartida, o empregador buscasempre maximizar seus lucros, diminuindo oscustos na produo.

    Lucro X SalrioUm empregador tem um lucro mensal

    com a venda de seus produtos de $ 30. 000,00.Este mesmo empregador, emprega funcion-rios pagando um salrio mensal de apenas$ 600,00.

    Como podemos verificar, neste casotpico do sistema capitalista, no h umadiviso equitativa dos lucros. A diviso equi-tativa manifesta senso de justia e respeito igualdade de direitos.

    Neste exemplo, o lucro do empregadorpoderia ser um pouco menor, aumentando,desta forma, os ganhos para os trabalhado-res e para os consumidores, que poderiamcomprar seus produtos por um preo maisacessvel.

    Um dos pricipais problemas econmicosdo capitalismo justamente este: a questodos ricos se tornarem cada vez mais ricos e ospobres (aqueles que no dispem dos meiosde produo), cada vez mais pobres e impos-sibilitados de mudarem esta situao.

    Durabilidade dos produtosUma outra questo muito interessante na

    sociedade moderna, o fato de como os pro-dutos produzidos e vendidos tm uma durabi-lidade menor do que os mesmos produtosproduzidos antigamente.

    Podemos verificar esta questo anali-sando os automveis. Antigamente, a latariade um carro era muito mais resistente do quea dos que so fabricados hoje. Peas queeram feitas em ferro, foram substitudas peloplstico.

    Estas mudanas foram feitas, em muitoscasos, pensando nas vendas. No interes-sante para uma empresa capitalista, fabricarum produto que dure para sempre. O ideal que o produto tenha uma certa durabilidade,mas que tenha desgastes, para que o consu-midor venha a adquirir peas de reposio, oumesmo, um outro produto.

    desta forma que a empresa mantmseus benefcios, criando polticas que priorizemo lucro, garantindo a estabilidade financeirapara o bom desenvolvimento de seus negcios.

    SALRIO

    O salrio pode ser compreendido comoum objeto de troca entre o empregador, quepossui os meios de produo, e os trabalha-dores, pessoas contratadas para desenvolve-rem algum tipo de atividade visando lucrospara a empresa.

    Trabalhador

    Consumidor

    Empregador

    Produto

    Salrio a forma de pagamentodevida pelo empregador ao empregado.

    Economia - Aula 2 34 Instituto Universal Brasileiro

    O conflito principal neste sistema,segundo Karl Marx, est na questo daexplorao. Especificamente no sistemacapitalista em que o lucro maior fica paraaqueles que dispem dos meios de pro-duo, ou seja, os empregadores.

  • Toda e qualquer empresa s contratarum trabalhador ou o manter em seu quadrode funcionrios, at o momento em que o valorproduzido por ele, seja, maior que o custo desua contratao.

    Quantia paga ao trabalhador

    Valor total produzido pelo trabalhador

    Chamamos de assalariados todas aspessoas que dependem do salrio recebidoem troca de esforo na produo de bens.

    Estes bens e os lucros obtidos emsuas vendas so de propriedade daquelesque possuem os meios de produo: osempregadores, responsveis pelo pagamentodos salrios.

    A crtica de Marx consiste em que ovalor de uma mercadoria deveria pertencera quem fornece o trabalho, ou seja, aooperrio.

    O salrio, geralmente, o resultado deum acordo entre os empregadores e empre-gados. Pode ser pago diariamente, semanal-mente, a cada quinze dias, mensalmente,podendo estar atrelado produo ou no.

    Formas de salrioSe for ligado produo, o trabalhador

    buscar sempre aumentar a quantidade deunidades produzidas para aumentar seu sa-lrio, que est ligado diretamente sua pro-dutividade.

    Os salrios geralmente so pagos emdinheiro, que justamente uma quantidadecombinada entre o empregador e o empregado.

    Uma outra forma de salrio, muitocomum para profissionais da rea de vendas, a comisso. Este tipo de ordenado estdiretamente relacionado venda de produtos:a pessoa que realizou as vendas recebe umaporcentagem do valor do produto vendido.

    Geralmente, as empresas que usamesta forma de pagamento combinam com otrabalhador um salrio fixo, somado a comis-so sobre as vendas executadas.

    Esta considerada uma atitudemotivadora que faz com que os trabalhadoresdesenvolvam formas de aumentar suasvendas a fim de aumentarem seu salrio final.

    SindicatosOs sindicatos tm uma funo primordial

    na conquista de melhores salrios. A relaoentre trabalhadores e empregadores, emuma sociedade capitalista, parte de interessesopostos

    A guerra declarada a partir do mo-mento em que se fala em diminuir os lucrosdaqueles que possuem os meios de produ-o. Os sindicatos teriam o papel deadvogados dos trabalhadores, lutando pormelhores salrios e condies dignas detrabalho.

    A partir da interveno dos sindicatos foicriado um teto mnimo para o pagamento dostrabalhadores: o salrio mnimo.

    Retrospectiva histrica Com a Revoluo Industrial, no sculo

    XIX, teve incio a remunerao do trabalhador. Antes disso, cada pessoa produzia seus

    prprios utenslios, para uso prprio ou paratrocas. A nica mo-de-obra existente era aescrava. Trabalhava-se para um senhor, queera tido como seu dono e, em troca de seutrabalho, recebia-se o mnimo para satisfazersuas primeiras necessidades: alimentao,moradia, vestimentas etc.

    Os escravos no podiam exigir nada,seu trabalho era realizado em pssimas con-dies, muitas vezes trabalhavam at 18 horaspor dia e recebiam restos de comida e velhasvestimentas.

    } }

    A cada 1.000peas produzidas $ 1.000,00

    Economia - Aula 2 35 Instituto Universal Brasileiro

  • A partir do sculo XIX, esta forma deexplorao foi sendo substituda pelo trabalhoassalariado, que a forma de recompensaeconmica mais comum nas sociedadescapitalistas.

    Porm, muitos autores questionam serealmente os trabalhadores dos dias atuaisconseguiram se ver livres da exploraoimposta aos escravos.

    Existem muitos pases em que amo-de-obra quase escrava. Com vista di-minuio dos custos nas vendas de seus pro-dutos, muitos empregadores diminuem osalrio de seus funcionrios a um extremo quese assemelham ao tempo da escravatura.

    Mesmo as necessidades primrias, emmuitos casos, no so atendidas. quaseimpossvel imaginar como uma famlia (pai,me e dois filhos) consegue sobreviver tendoque pagar: aluguel, alimentao, gua, luz,material escolar, remdios etc, recebendoapenas um salrio mnimo.

    A luta por um salrio digno continuasendo a meta de todos os trabalhadores, paraa construo de uma sociedade mais justa.

    A compreenso das relaes estabeleci-das entre as empresas e os trabalhadores nosmeios de produo, visando os consumidores,analisando os conflitos e problemas existen-tes, foi o objetivo desta aula.

    1) Empresa uma organizao que produz algo. Os produtos os quais ela produz podemser divididos em:a) ( ) bens finais e bens intermedirios. c) ( ) bens intermedirios.b) ( ) bens privados e bens finais. d) ( ) bens privados e sociais.

    2) Sob o ponto de vista econmico, podemos dizer que uma________________ que produz bens e servios.

    3) A eficincia tecnolgica diferencia-se da eficincia econmica por permitir a:a) ( ) produo de uma mesma quantidade de produto com menos custos envolvidos.b) ( ) produo de diferentes tipos de produtos com mais custos envolvidos.c) ( ) produo de uma mesma quantidade de produto com menos fatores de produo.d) ( ) produo de uma mesma quantidade de produto, utilizando mais fatores de produo.

    4) Explique os diferentes tipos de custos.

    a) Custo Fixo (CF) ______________________________________________________b) Custo Varivel (CV) _____________________________________________________c) Custo Total (CT) ________________________________________________________

    5) Qual a melhor definio de lucro?

    R: _____________________________________________________________________

    6) Comente os aspectos positivos e negativos da Tecnologia na Produo.

    R: _____________________________________________________________________Economia - Aula 2 36 Instituto Universal Brasileiro

    Aula 2

  • O desemprego um dos grandesterrores de muitos pases do mundo, umdos elementos mais significativos da pobrezamundial.

    Seus efeitos recaem sobre o desempre-gado, que sofrem diretamente com exclusessociais e, na maioria das vezes, a faltade elementos bsicos para sua sobrevivnciacomo, por exemplo: alimentao, moradia,assistncia mdica adequada etc.

    Apesar do grande progresso econmicoobservado no final do sculo XX, o desem-prego vem se agravando cada vez mais.So muitas as formas de tentar amenizar afalta de emprego no mundo.

    O trabalho informalQuando estamos passando pelo centro

    da cidade de So Paulo, comum observar-mos inmeras barracas, pessoas oferecendomercadorias diversas, outros vendendo hot-dog,churrasco, livros, brinquedos etc.

    Em cada esquina nos deparamos comcomerciantes, conhecidos como camels.Estes, por sua vez, esto apenas garantindo o

    dinheiro para sua sobrevivncia, e assimpor diante. Este tipo de trabalho tambm bastante conhecido como trabalho informal.

    Muitos destes comerciantes j tiveramum emprego em alguma indstria, e, tambm,foram demitidos, restando apenas o trabalhoinformal como meio de sobrevivncia.

    O trabalho informal cresce cada vez maisno pas, como uma forma de contornar e, aomesmo tempo, tentar solucionar o problemado desemprego e da sobrevivncia.

    Motivos para demissoAs empresas esto sempre realizando

    uma reestruturao em seu quadro de funcio-nrios, e podem ser muitos os motivos parademisso do funcionrio:

    Avano da idade, pessoas acima de40 anos.

    Falta de especializao, a chamadareciclagem profissional.

    Implantao de softwares e investi-mentos em tecnologia, a troca do homempela mquina.

    Reduo de pagamentos, a contra-tao de um novo empregado, recebendo umsalrio menor do que o pago ao funcionrioanterior.

    Competio globalizada, tanto das em-presas como da mo-de-obra especializada.

    Isso ocorre porque o mercado de traba-lho est em plena reorganizao, so muitasas transformaes que ocorreram e continuamocorrendo em seu cenrio.

    Podemos atribuir a tais transformaes,a mesma importncia do advento da Revo-luo Industrial. Muitos especialistas conside-ram que estamos vivendo uma 3 Revoluo.

    AULA 3 DESEMPREGO

    Economia - Aula 3 37 Instituto Universal Brasileiro

  • Se observarmos o percurso histrico dodesenvolvimento mundial nos fins do sculoXX e incio do sculo XXI, veremos que emtodos os aspectos: tecnolgico, social, pol-tico etc, ocorreram transformaes significati-vas para a vida do homem em sociedade.Muitas trouxeram benefcios, outras, aspec-tos negativos.

    Portanto, devemos encarar essastransformaes de uma maneira positiva eaceitar que somos mutveis, o mundo mut-vel, ou seja, encontra-se sempre em processode mudana e, as condies impostas pelosistema, deve nos levar a uma reflexo sobrea relao do homem com seu trabalho nocontexto histrico atual.

    A Era da Informao.Em primeiro lugar, importante esclare-

    cer a controvrsia sobre o avano tecnolgico:por um lado pode causar o desemprego, poroutro, suas inovaes podem representar amelhoria do bem-estar social, e gerar novostrabalhos sociedade.

    Do ponto de vista econmico, o avanodas tecnologias tem proporcionado reduesde custos e preos de servios e bens, comoo custo das telecomunicaes e transportesareos.

    Por exemplo, o acesso uma linha te-lefnica nos dias de hoje, bem mais comumdo que na dcada de 80; os ndices de viagensareas tambm aumentaram com relao aopassado.

    A medicina tambm muito se beneficioucom as inovaes tecnolgicas, caminhando apassos mais largos em busca de descobertasque, com certeza, traro grandes benefciosao ser humano nas prximas dcadas.

    Portanto, no temos dvida que as ino-vaes tecnolgicas podem criar empregos etrazem progressos humanidade.

    No caso da indstria automobilstica,muitas coisas se alteraram com as inovaestecnolgicas. Nas linhas de montagem destasindstrias, que eram anteriormente constitu-das por funcionrios, hoje o quadro outro. Nolugar do homem se encontram robs, ou seja,grande parte de suas linhas de produo sorobotizadas.

    Esta troca no s reduz os custos para aindstria, como melhora o desempenho doslucros; estas vantagens, particularmente,favorecem a indstria. E para onde vo osfuncionrios que faziam parte da mo-de-obraempregada na linha de montagem?

    Estes foram demitidos de seu trabalho,atividade que representava 10% da fora detrabalho industrial. Outros ramos de atividadetambm esto vivenciando esta realidade, aindstria siderrgica, vesturio, borracha etc.;servem como exemplos destas mudanaseconmicas notadas nos meios produtivos.

    A automao deixou margem muitaspessoas que pensavam que seus empregosestavam garantidos. Hoje comum verpessoas, que fazem parte da classe mdia,desempregadas.

    Economia - Aula 3 38 Instituto Universal Brasileiro

  • Isto mostra que todos os trabalhadores,sem exceo, neste aspecto do desen-volvimento tecnolgico, foram prejudicados:operrios, executivos, gerentes etc.

    CONCEITO DE DESEMPREGO

    Esto includos nesta populaoeconomicamente ativa todos os que pos-suem boas condies para o trabalho,incluindo idosos e alguns portadores de defi-cincia, exercendo determinadas funes.Mesmo que ainda tenhamos uma parcelamuito pequena deste tipo de mo-de-obraatuando. Este fato se d, pelo preconceitoque as empresas tm com essas pessoasespeciais.

    A realidade em que vivemos traz inse-gurana com relao aos nossos empre-gos. No h como garantir estabilidade notrabalho.

    A qualquer momento, o gerente, o

    supervisor, ou at mesmo o dono daempresa pode chegar at voc e seuscolegas e dizer: Vocs sero demitidos poiseste setor ser completamente automati-zado!

    O desemprego no significa, apenas,estar sem trabalho, significa estar excludo detodo o sistema social. Sem trabalho, no secompra, no se come, no participamos de ati-vidades de lazer etc.

    Mas tambm pode significar umaameaa aos capitalistas, j que seu objetivoprincipal vender seus produtos. Como umaempresa poder vender, se boa parte dapopulao se encontra sem emprego e,desta forma, sem dinheiro?

    Podemos concluir que o desemprego sem dvida um dos maiores problemas para amacroeconomia. Os governos devem reser-var uma boa parte do dinheiro para amenizareste problema social.

    Economia - Aula 3 39 Instituto Universal Brasileiro

    A dvida fica no ar, como sobreviremosdiante desta realidade que cada vez maisdeclina e, como enfrentaremos a novaordem econmica mundial?

    Economicamente, desemprego significa:situao em que uma parcela da fora detrabalho no consegue obter ocupao.

    O conceito de desemprego, estrelacionado diretamente com os fatores deproduo, ou seja, com a eliminao depostos de trabalho. O fator trabalho, oufora de trabalho, corresponde a todaPopulao Econmicamente Ativa (PEA),ou ainda, pessoas que iro constituir omercado de trabalho.

  • TIPOS DE DESEMPREGO

    O desemprego dividido em algunstipos, de acordo com as situaes distintasque se encontram em seu contexto, assimtemos: friccional, estrutural, involuntrio,sazonal e cclico.

    FRICCIONAL

    Alguns fatores caracterizam este tipo dedesemprego, chamado friccional, vejamos:

    A procura por um emprego melhor. As empresas que atravessam crises

    financeiras. Pessoas que so despedidas por

    motivos especficos. Mudana para regies onde o ndice de

    emprego maior. Falta de formao profissional.Estes fatores so determinantes deste

    tipo de desemprego. Muitas pessoas noesto felizes em seus trabalhos, umas por pro-blemas pessoais, outras por no estarem tra-balhando em sua rea de atuao, outrasainda, por almejarem um salrio maior etc.

    Uma questo de tempoOs motivos do desemprego, muitas

    vezes, determinam o tempo para encontrarum novo emprego.

    Crise na EmpresaQuantas pessoas que conhecemos ou

    ouvimos falar, que perderam seus respectivosempregos porque a empresa em que atuavampassou por uma crise e teve que dispensarmuitos de seus funcionrios.

    Falta de atualizaoExistem casos em que essas pessoas

    muitas vezes no voltam mais a trabalhar porultrapassarem a idade exigida pelo mercadode trabalho. Tambm, h pessoas que pordesenvolverem por muito tempo a mesmaatividade, no se preocuparam com a espe-cializao ou atualizao profissional, fatoque influenciar no tempo de procura por umoutro emprego.

    Todos os pontos destacados acimafazem parte das frices do sistema econ-mico. Estas frices se do pela falhana disponibilizao de informaes a respeitodas oportunidades de trabalho no mercado.

    ESTRUTURAL

    O desemprego estrutural est relacio-nado com certas mudanas em vrios setoresda economia em que h escassez deemprego.

    Economia - Aula 3 40 Instituto Universal Brasileiro

    Podemos considerar o fator tempo, ouseja, o tempo necessrio para que umapessoa possa encontrar um novo emprego,a chamada mobilidade imperfeita damo-de-obra.

    E por fim, a incapacidade econmicade posicionar com mais rapidez estas pes-soas desempregadas.

    Portanto, o nvel de desemprego friccionalest principalmente relacionado ao tempoque os desempregados levam para encon-trar novos empregos.

  • A indstria automobilstica um dosexemplos que podemos citar, muitos funcion-rios que compunham o quadro destas empre-sas foram demitidos. O motivo: a automatizaode seus processos de produo, para diminui-o dos custos com a produo.

    Devido introduo de mtodos maiseficientes, reduziu-se o volume de mo-de-obra, aumentando a demanda de trabalho emum outro setor econmico.

    O desemprego estrutural caracterizadopor dois grupos distintos, mas que se encon-tram desempregados por um mesmo motivo:a automao e renovao tecnolgica.

    De um lado as pessoas que perderamseus empregos por falta de capacitao pro-fissional, do outro, os que perderam devido asua especializao estar ultrapassada e noacompanhar o desenvolvimento atual.

    Tanto o desemprego friccional como oestrutural podem ser, tambm, consideradoscomo desemprego involuntrio.

    INVOLUNTRIO

    Este tipo de desemprego ocorre quandoos desempregados procuram empregar-sepor um salrio vigente, mas no encontramocupao. Quando a demanda agregada seencontra em um nvel baixo, h desempregoinvoluntrio.

    A produo de chocolates durante o anoA venda de chocolates aumenta e diminui, deacordo com a procura pelo produto.

    Na pscoa aumenta, por representaruma conveno. Nesta poca todas as pes-soas compram chocolates, seja para presen-tear, ou para consumo prprio.

    No vero no recomendvel comermuito chocolate, j no inverno as pessoasconsomem um pouco mais.

    SAZONAL

    O desemprego sazonal ocorre sistema-ticamente em determinadas pocas do ano,sua causa se d pelas variaes na procurapelo trabalho.

    Desemprego estrutural

    Falta de capacitao profissional Especializao ultrapassada

    Diz respeito a pessoas que perderam o emprego por:

    Desemprego: questo intimamenterelacionada produtividade em determi-nadas pocas do ano..

    Economia - Aula 3 41 Instituto Universal Brasileiro

    Por estes motivos, a produo de choco-lates aumenta e diminui. Quando crescegera empregos, quando diminui pode-sedizer que houve um certo desempregoinvoluntrio.

  • Na rea de TurismoPara compreendermos melhor esta

    questo, basta observar o ramo de turismo, osempregos nesta rea crescem no vero ounas pocas de frias.No carnaval

    As escolas de samba do carnaval con-tratam muitos artesos para confeccionaremfantasias e carros alegricos. Passado ocarnaval estas pessoas voltam a procurartrabalho.No setor agrcola

    No setor agrcola, tambm ocorre estetipo de desemprego, devido ao perodo deplantio e colheita.

    Estes exemplos acima, mostram-nos queestes setores econmicos sofrem variaes sa-zonais em funo de determinadas pocas doano. Sazonal, portanto, representa o aumento ea reduo de empregos de determinados seto-res em determinadas pocas do ano.

    CCLICO

    comum que durante as recesses o n-dice de desemprego se eleve. O desempregocclico se encontra ligado s alteraes deritmo de atividade econmica, durante as flu-tuaes da economia.

    Dizemos que o desemprego cclicoquando em perodo de recesso econmicaele cresce e no perodo de recuperao eexpanso ele diminui.

    Este fenmeno social ocorre pelo fato deser impossvel gerar empregos em todas asreas produtivas durante certas fases da eco-nomia.

    TAXAS DE DESEMPREGO

    A taxa de desemprego calculada pelarelao entre o nmero de desempregados e ototal da fora de trabalho (PEA).

    Ela serve para identificar a porcentagemde pessoas que possuem mais de 16 anos deidade e que estejam sem trabalho at a atualdata em que a pesquisa realizada.

    Para calcular a taxa de desempregoutiliza-se a seguinte expresso:

    Onde temos:D = desempregoPEA = fora de trabalhoTd = taxa de desemprego

    O clculo da taxa de desemprego a in-formao percentual da quantidade de pessoasque se encontram sem trabalho remunerado.

    DEMANDA E OFERTA

    DEMANDA

    Demanda o mesmo que procura,refere-se quantidade de um determinadobem ou servio que os consumidores desejamapropriar-se em determinado perodo detempo.

    Considerando que o comportamento doconsumidor varivel, a demanda de um pro-duto depende do desejo de consumo de cadaindivduo.

    Desse modo, ela est relacionada com aescolha dos consumidores, levando em consi-derao alguns fatores, tais como:

    O preo do bem ou servioSalrio do consumidor Preferncia e gosto do consumidorO consumidor adquire em maior quanti-

    dade produtos que estiverem com preos bai-xos, ou seja, quando a dona de casa vai aosupermercado, certamente ela comprar emmaior quantidade aquele determinado produtoque esteja mais barato e, em menos quanti-dade, aquele que estiver mais caro.

    Estes aspectos so analisados emrelao qualidade do produto.

    x 100Td =D

    PEA

    Economia - Aula 3 42 Instituto Universal Brasileiro

  • Assim, a quantidade de demanda de umdeterminado bem influenciada pelo seupreo; quanto maior o preo, menor ser a pro-cura.

    Renda X Demanda de preosA renda dos consumidores tambm

    exerce uma influncia muito forte em relao ademanda de produtos.

    Um indivduo que recebe um salrio m-nimo por ms, no comprar queijos importa-dos para sua esposa preparar um almoofamiliar, pois sua renda no permite.

    Sabemos que o Brasil possui uma daspiores distribuies de renda no mundo.Enquanto uns comem apenas feijo, outrosesto degustando comidas exticas e pratosmuito caros em restaurantes.

    Quando a renda de um indivduo baixa,a tendncia dele adquirir bens inferiores maior. Podemos considerar bens inferiorestodos os produtos chamados de segundalinha: mveis usados, roupas usadas, carne desegunda e alimentos bsicos.

    Com relao preferncia e ao gostodos consumidores, a demanda de bens eservios determina a quantidade de aqui-sio. A preferncia e o gosto do consumidoresto associados idade, ao sexo, religio, cultura etc.

    Exemplos:- Pessoas evanglicas no faro parte

    do grupo de consumidores de bebidas alcoli-cas e cigarros, no entanto, estes produtos so

    preferencialmente adquiridos por um outrogrupo social, e assim por diante.

    - Pessoas da periferia no costumamfrequentar concertos, teatro, no jogam tnisou golfe, no compram determinados produtosno shopping etc. Ao contrrio, pessoas derenda alta, no compram churrasco de carri-nhos ambulantes, e no vo ao hospital p-blico quando esto doentes.

    Teoria do EquilbrioA situao de demanda no mercado

    observada atravs da teoria do equilbrio doconsumidor.

    Quando ocorre uma variao em umdestes fatores, tais como: aumento de preose reduo de renda, podemos dizer que tam-bm ocorre um desequilbrio, uma diminuiode seu poder de consumo.

    A relao entre preo e quantidaderesultar na escala de demanda individual,ou seja, esta escala mostrar a quantidademxima de produtos que podero ser adquiri-dos pelos consumidores, de acordo com o seupreo.

    Por exemplo, se o quilo do tomate esti-ver custando R$ 5,00, a chance de um consu-midor adquirir mais que um quilo muitopequena, portanto se o quilo do tomate estiverR$ 0,90, a quantidade adquirida ser muitomaior.

    Economia - Aula 3 43 Instituto Universal Brasileiro

  • Um exemplo de escala de demanda

    A relao entre o preo e a quantidadeadquirida, determina a escala de demandaindividual. De outra forma, a escala dedemanda individual pode ser representadaatravs de um grfico que denomina-se,curva de demanda individual.

    Traado um grfico de dois eixos, colo-caremos no eixo Y(vertical) os vrios preos eno eixo X (horizontal), colocaremos as quanti-dades demandadas. Vejamos:

    A curva de demanda possui umainclinao negativa devido a dois efeitos:

    Efeito de renda Efeito de substituio

    Efeito de renda: quando h aumento nopreo dos produtos e a renda do consumidorno sofre nenhuma alterao, a demandapelos produtos diminui. Em direo contrria,quando o preo diminui, aumenta o poder decompra. A renda supera o preo do produto,proporcionando a aquisio de outros, oumaior quantidade de um mesmo produto.

    Efeito de substituio: quando um produtopossui um substituto ou similar no mercado eeste aumenta de preo, evidentemente eleser substitudo por outro. Isso faz com que sediminua a demanda do produto, por exemplo,se aumenta o preo da pera e diminui o dama, certamente a pera ser substituda pelama, e assim, por diante.

    OFERTAO conceito de oferta refere-se quanti-

    dade de um bem que o produtor desejavender no mercado.

    Quanto mais alto for o preo, maior ser aquantidade ofertada. As quantidades que seroofertadas dependero de alguns fatores, como:

    O preo do bem; Os preos de outros bens; O preo dos fatores de produo; A tecnologia.

    Preo ($ valor unidade) Quantidade (por dia)

    Escala de demanda de pes

    0,500,300,200,10

    23510

    0,50

    0,30

    0,20

    0,10

    2 3 5 10Quantidade (X)

    Curva de demanda

    Preo (Y)

    Economia - Aula 3 44 Instituto Universal Brasileiro

    Aumento de demandaQuando ocorre um aumento na renda do

    consumidor ou melhoria de suas preferncias,ele passa a adquirir maior nmero de produtosdo que anteriormente. Quantidade demandada

    Quando ocorre alteraes nos preosdos produtos, podemos dizer que houve umaalterao em determinado ponto da curva dedemanda. Este ponto indica a relao entrepreo e quantidade, quando h alteraes deoferta.

  • Influncias na oferta de produtosA oferta do tomate foi reduzida devido ao

    aumento no preo do pimento, a oferta desteproduto foi afetada pela variao de preo dooutro produto substituto.

    A oferta de alguns produtos agrcolas,depende, muitas vezes, das condies cli-mticas e estaes do ano. comum irmos feira e observarmos que quando poca demorango, geralmente, o encontramos emoferta, mas quando no poca, seu preo seeleva, sua quantidade diminui e a qualidade cai.

    Os preos elevados tambm levam emconsiderao os preos dos fatores de produ-o, estes influenciam na oferta e na quanti-dade a ser disposta no mercado.

    Quando h um aumento nos custos pro-dutivos, no caso os fatores de produo,tambm aumentam os custos para o produtorque, certamente, ter seus lucros reduzidos,assim diminui a oferta do produto que teveseu custo elevado.

    Podemos ainda, utilizar este exemplo co-locando-o ao contrrio, quando o custo de pro-

    duo reduzido aumenta-se a sua produoe sua oferta no mercado.

    A tecnologia utilizada na produo afetao nvel de oferta. Quando a tecnologia propor-ciona reduo de custos dos fatores de produ-o, permitindo que se obtenha uma maiorquantidade, ela estimula a produtividade eaumenta a oferta do produto.

    Escala de ofertaA oferta possui uma escala e uma curva,

    que expressam as quantidades que os produ-tores esto dispostos a produzir e vender paraos consumidores a diferentes preos, mantendoconstantes os fatores que influenciam a oferta.

    A escala de oferta individual representa aquantidade a ser vendida em seus preos varia-dos, por exemplo, para um produtor oferecer 100sapatos por ms, seu preo ser de R$ 20,00,para oferecer 300 seu preo ser R$ 50,00 e paraoferecer 500 seu preo ser R$ 80,00.

    Portanto, a quantidade de produto a serofertado aumenta quando seu preo se eleva,devido ao aumento nos custos de produo.

    Vejamos a tabela a seguir:

    A curva de oferta, como a curva dedemanda, serve para mostrar graficamente arelao entre a quantidade de produto paraoferta e o preo equivalente.

    Onde o eixo Y (vertical) representa opreo e o eixo X (horizontal) representa aquantidade. Vejamos:

    Escala de oferta de sapatos Preo (R$ unidade) Quantidade (por dia)

    80,00 10050,00 6030,00 4010,00 15

    80,00

    Preo (eixo Y)

    Quantidade (eixo X)

    Curva de oferta50,00

    30,00

    10,0015 40 60 100

    Economia - Aula 3 45 Instituto Universal Brasileiro

    Importante: O preo do bem est relacionadocom a quantidade, pois, quanto maior for opreo, maior ser sua produo, assim, aquantidade ofertada ser maior. Ao contrrio,quanto menor for o preo do bem, menor sersua produo e sua quantidade ofertada.

  • Quando ocorre uma variao de oferta,podemos dizer que houve um deslocamentoda curva de oferta. Muitos de ns j ouvimosfalar sobre a Lei da oferta e da procura, oque significa esta relao? Vejamos:

    A lei da oferta e procura tem como basea quantidade e o preo de um bem. Assim, opreo sobe quando a procura supera aoferta, e ao contrrio, quando o preo diminui porque a oferta superou a procura.

    Quando a procura igual oferta, dize-mos que h um equilbrio de mercado,porque, tanto a procura quanto a oferta estoem uma mesma proporo.

    PREO

    Numa compraMuitas vezes ns estamos num shop-

    ping, numa feira, num supermercado, e nosdeparamos com algum objeto o qual nosdesperta o desejo de possu-lo.

    Ento, nos dirigimos at um vendedor eperguntamos: qual o preo deste objeto?

    O vendedor nos responde o preo, que apropriado s nossas condies e compramoso objeto.

    Notem que o preo um grande influenteem nossa deciso de compra. Vamos suporque fosse um objeto muito caro, fora de nossoalcance, certamente no o compraramos.

    Classificao dos preosChamamos de preo corrente aquele

    que se baseia na oferta e na procura, tanto podese elevar, como diminuir, de acordo com a lei.

    Quando h no mercado um produto queno possui um concorrente, o preo deste pro-duto pode ser classificado como preo de mo-noplio.

    Lei da oferta e da procurae

    bo

    O preo s quando aprocura supera a oferta

    O preo d quando aoferta e supera aprocura s

    ce

    Equilbrio de mercado

    Procura Oferta

    Economia - Aula 3 46 Instituto Universal Brasileiro

    Preo X ValorPodemos definir preo como a taxa de valor

    de um bem; a avaliao, em moeda, do valor deum bem ou servio.

    O valor, por sua vez, a grandezaeconmica que representa a relao existenteentre os bens produzidos e as necessidades dosconsumidores. Ele determina qual bem que seradquirido e a sua quantidade, bem como a quanti-dade necessria de dinheiro para dar em troca doproduto. o valor de troca que d origem ao preo.

    O mercado estabelece os preos que passama representar uma espcie de compromisso, tantopor parte dos consumidores, como dos ofertantes.

    Para os consumidores, os preos assumemuma posio de espelho que reflete para cada bemo desejo de compra de cada consumidor. J paraos ofertantes, refletem na quantidade de produtosque se deseja oferecer aos consumidores.

    O sistema de preos est relacionado direta-mente com a lei da oferta e da procura. As teoriasclssicas afirmavam que o valor do produto determinado pela lei da oferta e da procura, onde ospreos flutuam para determinar o equilbrio.

  • Formao e variao de preosOs produtores so exclusivos no mer-

    cado, assim o preo a ser determinado imposto aos compradores, que por nopossurem uma outra opo de compra,sujeitam-se a exclusividade tanto do produtocomo de preo.

    O governo tambm interfere na formaode preos dos bens e servios. Pode taxar outabelar um produto com o intuito de manter oequilbrio econmico.

    A formao e variao de preos possuitrs fatores que so fundamentais para talconcepo, so eles:

    O custo produtivo A quantidade ofertada A quantidade demandadaO custo da produo depende da pro-

    cura por parte dos consumidores. Se aumentaa produo pela procura, aumenta-se o custopara produzir em maior quantidade.

    Assim chamamos de preo de produo,aquele que considera o pagamento dotrabalho exercido e o custo dos fatores deproduo utilizados.

    Concluimos que os preos so fixados deacordo com alguns fatores como: produo,livre concorrncia, demanda, oferta etc.

    1) Cite alguns dos motivos para demisso.

    R: _____________________________________________________________________

    2) Economicamente, desemprego significa:(a) ( ) falta de trabalho produtivo nos setores industriais.(b) ( ) situao em que uma parcela da fora de trabalho no consegue obter ocupao.(c) ( ) elemento da falta de emprego para constituir a fora de trabalho.(d) ( ) elementos que iro constituir o mercado de trabalho.

    3) Explique o que seria: mobilidade imperfeita da mo-de-obra

    R: _____________________________________________________________________

    4) Podem ser considerados como desempregos involuntrios:a) ( ) desemprego friccional e estrutural. b) ( ) desemprego sazonal e cclico. c) ( ) desemprego cclico e estrutural.d) ( ) desemprego cclico e friccional.

    5) A quantidade demandada de produtos pelos consumidores influenciada por quaismotivos:a) ( ) por serem bens inferiores e por estarem em promoo.b) ( ) preos baixos e qualidade.c) ( ) baixo custo, preferncia e gostod) ( ) baixo custo

    Economia - Aula 3 47 Instituto Universal Brasileiro

    Aula 3

  • 6) A curva de demanda possui uma inclinao negativa por causa de dois efeitos. Assinalea alternativa que contm estes efeitos:a) ( ) efeito estufa e efeito de baixa ofertab) ( ) efeito de renda e efeito de substituio.c) ( ) efeito de curva de demanda e efeito de renda.d) ( ) efeito de demanda e preo.

    7) A lei da oferta e da procura baseia-se:a) ( ) na quantidade e no preo de um bem.b) ( ) na qualidade e na procura pelo bem.c) ( ) somente na procura pelo bem.d) ( ) somente na qualidade.

    8) Na lei da oferta e da procura o ___________ sobe quando a procura supera a ofertae ___________ quando a oferta supera a procura.

    AULA 1

    1 Segundo Arthur Schopenhauer, qual a constante aspirao humana?

    R: Viver consiste em querer sempre mais e aquilo que no temos, para quando astivermos, sentirmos a necessidade de outras coisas, e assim sucessivamente.

    2 Bens de consumo podem ser subdivididos em: duradouros, no duradouros, interme-dirios e finais. So caractersticas dos bens intermedirios: a) ( ) o fato de no poderem ser apropriados pelas pessoas. b) ( ) atenderem satisfao direta de necessidades. c) (X) so bens que iro sofrer modificaes at se tornarem recursos para serem consumidos.d) ( ) so produtos prontos para serem consumidos.

    3 Independentemente da sociedade, meio social, idade, situao financeira, a vontade doindivduo insacivel, restando economia colocar em harmonia VONTADE HUMANAversus RECURSOS LIMITADOS.

    4 Qual o principal pressuposto da economia?R: A economia tem como pressuposto principal a administrao dos recursos queenvolvem organizaes pblicas e privadas.

    Economia - Aula 3 48 Instituto Universal Brasileiro

    Respostas

  • 5 Associe os seguintes conceitos:

    ( 1 ) Macroeconomia ( 2 ) estuda os agentes econmicos individuais.

    ( 2 ) Microeconomia ( 1 ) estuda o funcionamento econmico global.

    AULA 2

    1) Empresa uma organizao que produz algo. Os produtos os quais ela produz podemser divididos em:a) (x) bens finais e bens intermedirios. b) ( ) bens privados e bens finais.c) ( ) bens intermedirios.d) ( ) bens privados e sociais.

    2) Sob o ponto de vista econmico podemos dizer que EMPRESA uma ORGANIZAOque produz bens e servios.

    3) A eficincia tecnolgica diferencia-se da eficincia econmica por permitir:a) ( ) a produo de uma mesma quantidade de produto com menos custos envolvidos.b) ( ) a produo de diferentes tipos de produto com mais custos envolvidos.c) (x) a produo de uma mesma quantidade de produto com menos fatores de produo.d) ( ) a produo de uma mesma quantidade de produto, utilizando mais fatores de produo.

    4) Explique os diferentes tipos de custos.

    a) Custo Fixo (CF) aquele associado aos fatores de produo, sem variaes.

    b) Custo Varivel (CV) varia de acordo com a variao da produo.

    c) Custo Total (CT) somatria dos custos fixos mais os custos variveis.

    5) Qual a melhor definio de lucro?

    R: Vantagens ou benefcios que se obtm com a venda de bens ou servios.

    6) Comente os aspectos positivos e negativos da Tecnologia na Produo.

    R: Positivos: aumenta a produtividade e diminui os custos da empresa.Negativos: pode acarretar desemprego e impacto inicial de investimentos.

    Economia - Aula 3 49 Instituto Universal Brasileiro

  • AULA 3

    1) Cite alguns dos motivos para demisso.

    R: Avano da idade, falta de especializao, tecnologia, competio globalizada.

    2) Economicamente, desemprego significa:a) ( ) falta de trabalho produtivo nos setores industriais.b) (x) situao em que uma parcela da fora de trabalho no consegue obter ocupao.c) ( ) elemento da falta de emprego para constituir a fora de trabalho.d) ( ) elementos que iro constituir o mercado de trabalho.

    3) Explique o que seria: mobilidade imperfeita da mo-de-obra

    R: O tempo necessrio que uma pessoa precisa para encontrar um novo emprego.

    4) Podem ser considerados como desempregos involuntrios:a) (x) desemprego friccional e estrutural.b) ( ) desemprego sazonal e cclico. c) ( ) desemprego cclico e estrutural.d) ( ) desemprego cclico e friccional

    5) A quantidade demandada de produtos pelos consumidores influenciada por quais moti-vos:a) ( ) por serem bens inferiores e por estarem em promoo.b) ( ) preos baixos e qualidade.c) (x) baixo custo, preferncia e gostod) ( ) baixo custo

    6) A curva de demanda possui uma inclinao negativa por causa de dois efeitos. Assinalea alternativa que contm estes efeitos:a) ( ) efeito estufa e efeito de baixa ofertab) (x) efeito de renda e efeito de substituio.c) ( ) efeito de curva de demanda e efeito de renda.d) ( ) efeito de demanda e preo.

    7) A lei da oferta e da procura baseia-se:a) (x ) na quantidade e no preo de um bem.b) ( ) na qualidade e na procura pelo bem.c) ( ) somente na procura pelo bem.d) ( ) somente na qualidade.

    8) Na lei da oferta e da procura o PREO sobe quando a procura supera a oferta e DESCEquando a oferta supera a procura.

    Economia - Aula 3 50 Instituto Universal Brasileiro

  • A aula 1 traz os conceitos relativos a Mercado, partindo da aplicaoprtica da teoria econmica no dia-a-dia. Apresenta ainda contedos como:as variaes de preos e o equilbrio de Mercado.

    A aula 2 destaca as Estruturas de Mercado, aprofundando asinter-relaes entre consumidores e produtores na negociao de produtos.So abordados temas como: concorrncia, monoplio, globalizao etc.

    Mercado - Aula 1 51 Instituto Universal Brasileiro

    MERCADO

    Com a globalizao do comrcio e das finanas, fazer a anlise dasrelaes de mercado e compreender sua complexidade, so pontos departida para a tomada de decises do profissional que pretende atuar emempresas pblicas e privadas. Este o objetivo das aulas sobre Mercado.

    Para entender melhor a Economia na Era da Globalizao, leiaum dos livros citados em nossa bibliografia, Traduzindo o Economsde Paulo Sandroni.

  • Competio: entrar em concorrncia, prtica que ocorre entre pessoas, equi-pes, empresas.

    Concorrncia: disputa mercantil entre produtores ou comerciantes,competio simultnea entre empresas.

    Credibilidade: caracterstica do que confivel.Estabilidade: estado de equilbrio, garantia de permanncia no emprego,

    mediante concurso pblico.Monoplio: privilgio para explorar com exclusividade uma atividade, posse

    exclusiva.Oligoplio: situao de mercado em que um pequeno grupo de empresas

    controla a oferta.Precursor: no contexto da economia, pode ser entendido como aquele que

    precede, antecipa ou anuncia uma inovao ou mudana.Sistematizao: organizao em sistemas, definindo a ordenao ou o

    agrupamento de atividades e recursos, visando ao alcance de objetivos e resul-tados estabelecidos.

    Conceitos Importantes:

    Equilbrio de Mercado: um princpio bsico da Economia, sua funo regular os preos. Se a procura por um produto maior que sua oferta, a tendn-cia natural que seu valor suba. Caso contrrio, se a oferta de um produto maiorque sua procura, a tendncia natural que seu valor abaixe. Na prtica, os cha-mados agentes econmicos - o governo, indstrias, cooperativas, o comrcio -interferem na lei da oferta e procura, com a inteno de elevar ou diminuir o valorde determinados produtos. Entretanto, em um mercado competitivo, a oferta e aprocura de um produto tendem a se equilibrar, resultando no chamado preo deequilbrio.

    Globalizao: chama-se globalizao o crescimento da interdependncia detodos os povos e pases da superfcie terrestre. Alguns falam em aldeia global,pelo fato do planeta parecer menor. Hoje uma notcia pode ser transmitida ao vivopara o mundo todo. As empresas no ficam mais restritas a um nico pas, tantocomo vendedora ou produtora. Mais recentemente, a expresso globalizao temsido utilizada tambm com sentido ideolgico, indicando o processo de integraoeconmica orquestrada pelo neoliberalismo - caracterizado pelo predomnio dosinteresses financeiros, em relao aos sociais.

    Mercado - Aula 1 52 Instituto Universal Brasileiro

  • O conceito de mercado tem um sentidoamplo. No dia-a-dia, mercado um local ondeas pessoas se renem para comprar e paravender suas mercadorias. Esta a definiomais simples que temos a respeito do quepossa ser mercado: um local que serve debase para efetuar transaes comerciais,compra e venda de bens e servios.

    O mercado pode ser considerado o lugarda livre concorrncia entre vendedores econsumidores, em que se realizam a procurae a oferta de produtos. Pode ser consideradoainda o agente formador de preos, por ser apartir do mercado que os preos de inmerosprodutos so fixados.

    Os demandantes e os ofertantes deci-dem o preo de um bem, esta decisoconjunta cede espao para que se realize umaeconomia de mercado, baseada na trocade bens por dinheiro, conforme o preo esta-belecido.

    Contexto histricoO mercado evoluiu no contexto histrico

    e econmico atravs dos tempos, o marco desua evoluo se deu com a industrializao.Foi a partir deste momento que as relaes co-merciais se expandiram, tornando o mercadomais complexo no que se refere a sua estru-tura.

    No mundo atual, toda produo direcionada a um mercado especfico. Porexemplo: a produo de arroz, soja, cerveja,automveis etc. Esta produo ser destinada compra e venda. O mercado faz com queocorra uma circulao destes produtos nocontexto econmico.

    Tipos de MercadoMercado livre. O que podemos com-

    preender por um mercado livre? A palavra livrenos faz entender que o mercado possui umacerta liberdade para coordenar a economiade mercado sem interveno alguma.

    Entretanto, no podemos conceber aidia de um mercado totalmente livre, porquesua transformao depende de alguns critrios.

    Se o mercado fosse realmente livre, seriapermitida a comercializao de armas e dro-gas. No entanto, todos ns sabemos que ilegal a prtica comercial dos itens citados.

    Por este e por outros motivos que ogoverno participa diretamente na economia demercado, atravs da cobrana de impostos efiscalizao dos produtos comercializados.

    Mercado imperfeito. Vrios fatoresinterferem no livre curso do mercado, caracte-rizando-o como imperfeito. Seria perfeito sefosse baseado totalmente na livre concorrn-cia, ou seja, a liberdade de produo e vendapor parte dos proprietrios.

    Mercado livre X Mercado imperfeitoVamos supor que voc um produtor

    que participa da economia de mercado epossui total liberdade para produzir e venderseus bens, onde e como quiser. Estariaatuando num mercado livre. A ausncia dequalquer controle poderia acarretar negli-gncias e fraudes. Por este motivo, diferentesfatores e organismos podem intervir e contro-lar a economia de mercado. Essas interfern-cias tornam o mercado imperfeito.

    Mercado - Aula 1 53 Instituto Universal Brasileiro

    A partir da nossa vivncia nocotidiano, o que significa Mercado?

    E sob o prisma da Economia, cin-cia que estuda os fatores econmicos, oque seria Mercado?

    AULA 1 MERCADO

  • VARIAES DE PREOS

    ELASTICIDADE

    Quando ocorre uma variao de preode um bem, a sua quantidade demandadatambm sofrer uma variao.

    Variao de preo de um produto usualSe voc est acostumado a comprar 10

    unidades de sabonetes por ms, a um preounitrio de R$ 1,50, e observa que no msatual de compra seu preo unitrio subiupara R$ 2,85; certamente voc trocar oproduto por um mais barato, ou diminuir aquantidade a ser comprada.

    Com este exemplo, podemos definir oconceito de elasticidade-preo da demanda,que a sensibilidade da procura de umproduto diante das variaes de seu preo.

    No estudo de elasticidade, a demandapode ser dividida em: elstica e inelstica.

    Alguns fatores que podem influenciar ograu de elasticidade-preo da demanda.

    No caso do exemplo citado anterior-mente, por ser o creme dental um produto es-sencial a sade bucal das pessoas, menorser nossa reao com relao a mudanade seu preo. Por ser um produto essencial,e por ser mais sensvel em relao ao preo,torna a demanda inelstica.

    Outro fator que podemos citar adisponibilidade de produtos similares ousubstitutos no mercado. Se aumenta o preode um produto que possui um outro similar,sua demanda ser menor, devido a substitui-o do produto em busca de um preo menor.

    Temos ainda, a demanda de elasticidadeunitria. Quando ocorre aumento ou queda nopreo isso no afeta a receita total, porque opercentual da variao de preo igual avariao na quantidade. Por exemplo, se umprodutor de tomates aumentar o preo nomercado, a quantidade procurada ser amesma em relao a este preo, por ser umproduto essencial.

    Para sintetizar estes conceitos que foramexplicitados, observem o esquema que segue:

    Alm do conceito de elasticidade-preoda demanda, ainda temos: Elasticidade-renda da demanda Elasticidade-preo cruzada da demanda Elasticidade-preo da oferta

    ELASTICIDADEPREO DA DEMANDA

    Demandainelstica

    Demandaelstica

    Elasticidadeunitria

    A quantidadedemandada,no varia coma alterao de

    preo.

    A quantidadedemandadavaria comalterao depreo.

    A variao da quantidadedemandada

    igual avariao depreo.

    Mercado - Aula 1 54 Instituto Universal Brasileiro

    Elstica - quando a variao da de-manda de um produto proporcionalmentemaior que a variao de seu preo. Porexemplo, se h uma queda nos preos dostelefones celulares, maior ser a quantidadede procura pelos consumidores que dese-jam obter o produto.

    Inelstica - quando a variao depreo no altera a quantidade demandada.Por exemplo, vamos supor que voc com-pre creme dental a um preo de R$ 1,20, derepente ocorre alterao no preo, eleaumenta o valor e passa a custar R$ 1,30.Observe que o aumento quase impercep-tvel, e no por isso que voc vai deixar decomprar creme dental, mesmo porque, ele um produto essencial para o bem-estar.Desse modo, a demanda do creme dentalfoi inelstica variao do preo.

  • Elasticidade-renda da demanda medea variao da quantidade de procura devido auma variao na renda do consumidor.

    Por exemplo, uma pessoa sempre dese-jou comprar um carro, mas sua renda no per-mitia realizar tal compra. Quando ela recebeuum aumento em seu salrio, a pessoa obser-vou que agora poderia comprar o carro quetanto almejava.

    Toda vez que ocorre um aumento narenda do consumidor, provavelmente haverum aumento na demanda de alguns pro-dutos.

    Os consumidores compraro mais pro-dutos que at o momento no consumiam, ouconsumiam em menor quantidade.

    Diferenas entre bem normal e bem inferior

    Se ocorre aumento na renda e, conse-quentemente, ocorre aumento na demanda deum produto, este pode ser considerado umbem normal.

    Ao contrrio, se ocorre aumento na rendae a quantidade de demanda diminui, significaque este bem inferior.

    Observe a sntese desse conceito noesquema abaixo:

    Elasticidade-preo cruzada da demandamede a variao da quantidade demandadade um bem quando h mudana no preo deum outro bem.

    Portanto, elasticidade-preo cruzada dademanda, fornece os dados percentuais emrelao variao procurada de um produto X,quando ocorre mudana no preo de um produtoY, levando em considerao os tipos de bens.

    Classificao dos bens Bens substitutos - se houver um au-

    mento no preo de um produto X, aumentar aquantidade demandada de um produto Y. Porexemplo, um aumento no preo do presunto,far com que o consumidor compre mais apre-suntado, substituindo um pelo outro. Portanto, opresunto e o apresuntado so bens substitutos.

    Bens complementares - quando hum aumento no preo de um bem X diminui aquantidade demandada de um bem Y.Simplificando, se aumenta o preo do xampudiminuir a quantidade procurada do condicio-nador, por serem bens complementares, autilizao de um requer a do outro.

    Bens independentes - um aumento nobem Y no alterar a quantidade demandadade um bem X. Ao contrrio dos bens comple-mentares, o aumento no altera a procura. Porexemplo, se houver um aumento no sabo emp, a quantidade demandada de televisores noser alterada, por serem bens independentes.

    ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA

    Bem normal Bem inferior InelsticaElstica

    A quantidade demandadaaumenta de acordo com o

    aumento da renda

    A quantidade demandadadiminui medida que a renda

    aumenta

    A variao da quantidade maior que a variaopercentual da renda

    A variao da quantidade menor que a variaopercentual da renda

    Mercado - Aula 1 55 Instituto Universal Brasileiro

    A demanda considerada elstica emrelao renda quando a variao de quan-tidade demandada maior que a variao darenda. Inelstica, quando a variao daquantidade demandada menor que a vari-ao da renda, ou ainda, perfeitamenteinelstica quando a quantidade demandadano varia de acordo com a variao da renda.

  • Elasticidade-preo da oferta: no muito diferente da elasticidade-preo dademanda. Podemos apontar como nicadiferena a relao direta entre preo e oferta.Sabemos que quanto maior for o preo maiorser a quantidade ofertada pelo produtor.

    De acordo com a elasticidade, podemosdizer que a oferta : Elstica, Inelstica,Elstica unitria.

    Quando a variao percentual da quanti-dade ofertada for maior que a variao dopreo, dizemos que a oferta elstica.

    Se a variao percentual da quantidadeofertada for menor que a variao do preo, di-zemos que a oferta inelstica.

    A elasticidade unitria, mostra que a va-riao percentual da quantidade ofertada igual variao do preo.

    EQUILBRIO DE MERCADO

    O equilbrio de mercado s possvelquando a proporo da quantidade de de-manda a mesma de oferta, devido ao preo.

    Em outras palavras, o equilbrio s ocorrerquando os interesses dos consumidores coinci-direm com os dos produtores, atravs de umaavaliao na escala de preos dos produtos.

    Equilbrio de mercadoInteresse dos Consumidores Interesse dos Produtores

    Desequilbrio X Equilbrio de mercadoConsideremos que o preo de um pro-

    duto de R$ 2,00 e a quantidade demandadadeste produto de 15.000 unidades; entre-tanto, essa procura no ser atendida porquea quantidade ofertada de apenas 5.000unidades. Observem que a quantidade dedemanda supera a quantidade de oferta. Issoresulta em um desequilbrio de mercado.

    Agora, vamos considerar que o preode um produto de R$ 4,00, a quantidadedemandada deste produto de 12.000 uni-dades e a quantidade ofertada tambm 12.000 unidades. Isso demonstra que asquantidades de oferta e de procura so pro-porcionalmente iguais, resultando em umequilbrio de mercado.

    ELASTICIDADE-PREO CRUZADA DA DEMANDA

    Bens substitutos

    Quando aumenta opreo do bem X, maiorser a quantidade de-mandada do bem Y.

    Bens complementares

    Quando aumenta o preodo bem X, menor ser aquantidade do bem Y.

    Bens independentes

    Quando aumenta o preode um bem X, a quantidadedemandada do bem Y no

    ser alterada

    =

    PREO QUANTIDADE QUANTIDADEDEMANDADA OFERTADA

    2,00 15.000 5.000

    PREO QUANTIDADE QUANTIDADEDEMANDADA OFERTADA

    4,00 12.000 12.000

    Mercado - Aula 1 56 Instituto Universal Brasileiro

    O equilbrio no possvel quando aoferta supera a demanda e vice-versa,somente quando as duas curvas, deoferta e de procura, se encontram nomesmo ponto correspondente ao preo, que acontece o equilbrio.

  • Desse modo, vamos representar a pers-pectiva de oferta e demanda identificando oponto de equilbrio, atravs do grfico abaixo:

    Podemos sintetizar o conceito deequilbrio de mercado desta maneira:

    CompetioQuando as quantidades ofertadas ex-

    cedem s quantidades procuradas, ocorreuma competio entre os concorrentes,podendo acontecer uma baixa nos preosdos produtos.

    Os preos, por sua vez, devem ser ajus-tados para que haja o equilbrio, somente atra-vs do ajustamento que ser possvel supriradequadamente o mercado.

    Quando a oferta e a procura se deslo-cam, os preos de equilbrio tomam novas po-sies, isso leva o mercado a uma busca deajustamento.

    Fatores que influenciam a mudana deequilbrio do mercado

    Aumento na demanda - um aumento nademanda causar um aumento de preo e umaumento na quantidade de equilbrio. Quanti-dade de equilbrio a quantidade ofertada

    e demandada pelos produtores e pelosconsumidores.;

    Aumento na oferta - um aumento naoferta causar uma diminuio no preo deequilbrio e um aumento na quantidade deequilbrio.

    Diminuio na demanda - uma dimi-nuio na demanda causar uma diminuiono preo e na quantidade de equilbrio.

    Diminuio na oferta - uma diminuiona oferta causar um aumento no preo e umadiminuio na quantidade de equilbrio.

    Essas duas foras (oferta e procura) seajustam, equilibrando-se, e o preo, nestemercado de livre competio, a expressodo ajustamento.

    Se todos conhecem os preos que vigo-ram em certo momento, num mercado, opreo de uma mesma mercadoria tende a sero mesmo, porque quem oferece essamercadoria a preo mais baixo atrai mais fre-gueses e, por causa do estoque de quedispe, ser levado a subir o preo. A influn-cia dos compradores determinar a elevao.

    Esses fatos so intuitivos. Basta exa-minar como funcionam a oferta e a procura emqualquer mercado livre, para que se percebatal mecanismo.

    Se h muitos vendedores, de quemdepende o preo? Evidentemente de nenhumdeles em particular, mas da ao de todos.Mais um, ou menos um vendedor, no afetariao preo. Se Joo abriu falncia ou Pedro sur-giu como novo vendedor, no plano geral nadase alterou. Podemos, portanto, considerar opreo como a bssola do mercado, indepen-dente da oferta e da procura. De que forma?Vejamos: quando o preo sobe, atrai mais

    8,00Oferta

    Equilbrio

    Demanda

    6,00

    4,00

    2,00

    9.000 12.000 15.000 18.000

    Quando a oferta maior que a procuratemos um desequilbrio, pois h umexcesso de oferta;

    Quando a procura maior que a ofertatemos um desequilbrio, pois h umexcesso de procura;

    Quando a procura proporcionalmenteigual oferta temos um equilbrio, poisno h nem excesso e nem escassez.

    Mercado - Aula 1 57 Instituto Universal Brasileiro

  • vendedores ou incentiva os vendedores anti-gos a aumentarem os estoques, a fim de teremmaiores lucros. Se o preo baixa, tende, aocontrrio, a afugentar os vendedores ouincurtir-lhes medidas de moderao. Se opreo de venda igual ao preo de custo,desapareceu o lucro:

    Nesse caso, no interessa produzirpara vender, nem interessa vender. Se osestoques podem ser retidos, se possvelarmazen-los, para aguardar melhores diase melhores preos, o vendedor poderesperar a alta do preo. Mas nem toda

    mercadoria pode ser estocada, porque estsujeita a se deteriorar.

    Leis da Oferta e da Procura

    1 - A elevao do preo tende a deprimira procura e estimular a oferta, e vice-versa; aqueda do preo tende a exaltar a procura e areduzir a oferta.

    2 - O preo tende a subir quando a pro-cura excede a oferta, e vice-versa; tende abaixar, quando a oferta excede a procura.

    3 - O preo tende a um nvel de equilbrioquando a procura se iguala oferta.

    Preo de venda - Preo de custo = ZERO

    1) Sob o ponto de vista da economia, qual a definio de Mercado?

    R: _______________________________________________________________

    2) Preo corrente aquele que se baseia:

    a) ( ) no mercadob) ( ) no consumidorc) ( ) na oferta e na demandad) ( ) N.D.A

    3) Podemos dizer que a demanda elstica quando a quantidade demandada:

    a) ( ) no varia com alterao de preob) ( ) igual a variao de preo c) ( ) varia com alterao de preod) ( ) N.D.A.

    4) Quando a variao percentual da quantidade for maior que a variao do preo, dizemosque a oferta :

    a) ( ) Inelsticab) ( ) Elsticac) ( ) Inelstica unitriad) ( ) Elstica unitria

    Mercado - Aula 1 58 Instituto Universal Brasileiro

    Aula 1

  • Para entender as estruturas do mercado necessrio ampliar nossa viso e com-preender o mercado, como uma unidadecomplexa e abstrata que vai alm do conceitohabitual descrito.

    Podemos definir mercado como o meiopelo qual se estabelecem as relaes entre osprodutores e os consumidores: as empresasatuam na venda de seus produtos e osconsumidores adquirem bens e servio.

    Mas preciso ampliar os contornos dadefinio de mercado para melhor com-preender suas estruturas. As estruturas domercado podem ser entendidas como ocampo onde acontecem as inter-relaesentre consumidores e produtores na nego-ciao dos produtos.

    O conhecimento das estruturas domercado tornam-se fundamentais, pois apartir deste conhecimento que a empresa po-der determinar muitos fatores relacionados produo, como: que tipo de bens devemser produzidos, qual o preo, a quantidadeetc.

    O estudo das estruturas dos merca-dos inicia-se, principalmente, pela anliseapurada das seguintes questes:

    Tipos de consumidores Nmero de empresas do mesmo

    ramo que atuam no mercado Facilidade de acesso s tecnologias

    voltadas para a produo

    CONCORRNCIA

    Uma das caractersticas essenciais domercado, que influencia diretamente as inds-trias, estabelecer os valores dos produtos,pois a partir da concorrncia que a empresapoder perceber se seu produto est com umpreo coerente ou no.

    A concorrncia um fator primordialno mercado que faz com que as empresasalterem polticas econmicas e realizemmudanas em seus setores produtivos.

    A vitria nesta competio simboliza aobteno de maiores lucros, atravs de ummaior nmero nas vendas e na obteno dacredibilidade por parte dos consumidores e,consecutivamente, uma maior estabilidadeeconmica da empresa no mercado.

    AULA 2 ESTRUTURAS DO MERCADO

    Bens e servios VendaCompra

    MERCADO

    Concorrncia pode ser compreendidacomo uma competio; em especial, aquelaque ocorre entre produtores ou vendedoresde um mesmo produto.

    Mercado - Aula 2 59 Instituto Universal Brasileiro

  • A partir da concorrncia que serodeterminados os preos dos produtos levados venda.

    Empresa 1 Empresa 2 Empresa 3 Empresa 4

    Aspectos fundamentais da concorrncia

    Concorrncia perfeita - determinadapor um grande nmero de compradoresassociada, diretamente, a um grande nmerode vendedores.

    Os produtos comercializados neste tipode concorrncia so homogneos, ou seja, damesma natureza ou esto solidamente ligadosentre si, o que faz com que os consumidoresse sintam, de certa forma, indiferentes empresa de que iro adquirir seus produtos.

    Neste tipo de concorrncia, no o com-prador ou vendedor que estipulam o preo dosprodutos. Este determinado a partir daprpria variao do mercado, ou da concor-rncia entre as empresas.

    Uma outra caracterstica da concorrnciaperfeita a transparncia do mercado, que caracterizada pelo conhecimento, por partedas empresas que participam, sobre ascondies de funcionamento do mercado.

    Na concorrncia perfeita tambm aceita a entrada e sada de empresas sem queas estruturas deste tipo de organizao sejamabaladas.

    A maximizao dos lucros, associadadiretamente a fatores de custo mnimo, porparte das empresas, so caractersticasfundamentais da concorrncia perfeita.

    Concorrncia imperfeita - so estrutu-ras de mercado que tm como principaiscaractersticas o fato de compradores e ven-dedores individuais poderem estabelecerlivremente o preo dos produtos que serocomercializados.

    Um exemplo prtico de concorrncia.No caso do preo do combustvel para os

    automveis, podemos perceber que os postosde abastecimento estipulam seus preosestando sempre alertas concorrncia. Casoo preo de seus produtos ultrapassem a mdiautilizada no mercado em que atuam, certa-mente haver poucos clientes interessados emabastecer nestes postos, provocando, destaforma, prejuzos.

    MONOPLIO

    O monoplio e a concorrncia perfeitaaparecem como dois extremos. O monoplio caracterizado pela existncia de um nicoofertante, que possui a autonomia de deter-minar seu preo.

    Ao contrrio da concorrncia que temque tomar um preo dado e adequar-se aomercado.

    PRODUTOS

    CONSUMIDORES

    Monoplio a situao de mercado emque a oferta de uma mercadoria ou servio controlada por uma s empresa ou vendedor.

    Mercado - Aula 2 60 Instituto Universal Brasileiro

    Em muitos casos, a concorrnciapode produzir benefcios para os con-sumidores, pois os preos dos produtosso estipulados a partir das relaesentre vendedores e compradores.

  • O produto vendido por uma empresade monoplio exclusivo, ou diferente dosdemais, por isso quando ocorrem mudanas,por exemplo, no preo de outras empresas,nada afeta empresa de monoplio.

    A obteno de maiores lucros o princi-pal objetivo destas empresas, por isso buscamum nvel de produo que lhes proporcionemeste objetivo.

    Caractersticas que determinam aestrutura da empresa de Monoplio

    nica - a indstria monopolista temuma grande influncia no mercado, por sernica no ramo de atividade e, tambm, pordeterminar o preo a ser estipulado em seusprodutos. Ela domina inteiramente a oferta,mantendo, desta forma, o mercado em suasmos.

    Insubstituvel - os produtos fabricadospor empresa monopolista no possuem substi-tutos no mercado, assim, no h outra alter-nativa para o consumidor se no consumirapenas os produtos destas empresas. Os con-sumidores no tm suas necessidades atendi-das por outras empresas, somente por uma, ade monoplio.

    Poderosa - no sentido de exercer poderem duas variveis importantes no mercado: opreo e a quantidade a ser ofertada. Estepoder tem como objetivo manter a situao demonoplio, estabelecendo preos que deses-timulem a interveno de outras concorrentese maximizar os lucros.

    Um fator que tambm caracteriza o mo-noplio a concesso de uma patente. Ela

    confere ao inventor o direito exclusivo defabricao de um determinado produto em umperodo de tempo, portanto, esta umasituao de monoplio.

    Existe, ainda, um conceito de monopliochamado natural. O monoplio natural surgequando uma empresa diminui o preo agre-gado ao produto na medida em que suaproduo aumenta. Na verdade, esta situao muito satisfatria para o consumidor, porpagar um preo menor por um produtoexclusivo, de qualidade e que satisfaz a suasnecessidades de consumo.Importante: Quando uma empresa se mono-poliza, os preos de seus produtos sero maio-res do que no mercado de concorrncia perfeita,assim, os consumidores ficam sujeitos a pagarum preo alto e reduzir a demanda.

    OLIGOPLIO

    O oligoplio se assemelha ao monopliopor apresentar um controle sobre a ofertatanto de matrias-primas como de patentes.

    Ele pode ser considerado puro ou dife-renciado. Puro quando os concorrentes deuma empresa oligopolista oferecem o mesmoproduto, porm, substitutos perfeitos entre si. considerado diferenciado quando os pro-dutos no so substitutos perfeitos entre si.

    Exemplos de oligoplio puro e diferenciado:

    As empresas oligopolistas so interde-pendentes entre si, pelo fato de serem emnmero pequeno.

    Oligoplio a situao de mercadoem que a oferta controlada por umpequeno nmero de grandes empresas.

    Oligoplio

    Puro

    Indstria de alumnio

    Diferenciado

    Indstria de cigarros

    Mercado - Aula 2 61 Instituto Universal Brasileiro

    No sistema monopolista, h umaausncia de competio, uma nicaempresa monopoliza o mercado, ou seja,h um nico vendedor de um determi-nado produto.

  • Mercado - Aula 2 62 Instituto Universal Brasileiro

    Esta interdependncia faz com que,quando uma empresa reduz seu preo eutiliza uma boa publicidade, a curva dedemanda de outras empresas seja reduzidae muitas vezes estas reagem contra.

    Os concorrentes atuantes na estruturaoligopolista so rivais entre si, em muitoscasos esta rivalidade transparece nascampanhas publicitrias.

    A entrada de outras empresas nestaestrutura muito difcil, as dificuldades deentrada se do pelos seguintes fatores:

    O fator mais importante relacionado comas relaes oligopolistas so os preos. Opreo estabelecido por uma indstria deverser adotado por outras, aceitando, assim,a liderana de preo de uma outra indstria.

    A estrutura de custo destas indstriasgeralmente so baixas, diferenciando-se dasdemais, por isto que elas conseguem seimpor como lderes.

    A formao de cartel uma maneira dasindstrias se reunirem para determinar preose elaborar acordos comerciais como formade ampliar os lucros.

    Estruturas de mercado com foco nocomprador

    MONOPSNIOMonopsnio a estrutura de mercado

    em que h um nico comprador, neste caso, ovalor do produto , em muitos casos, estabe-lecido pelo prprio consumidor, que aindapode exigir regalias da empresa fornecedorapara adquirir seus produtos.

    OLIGOPSNIOOligopsnio estrutura de mercado em

    que h um nmero reduzido de compradores.Neste caso, o valor do produto , em muitoscasos, estabelecido pelo prprio consumidor,que ainda pode exigir regalias da empresafornecedora para adquirir seus produtos.

    Este fato se d pelo motivo das empre-sas fornecedoras no terem interesse emperder os poucos, mas importantes, clientesque possuem.

    GLOBALIZAO

    Atualmente, estamos no s observandocomo vivenciando a velocidade constante comque a tecnologia se transforma e acaba trans-formando a vida das pessoas.

    Com esse avano tecnolgico, tornaram-se mais rpidas as comunicaes; com odesenvolvimento dos satlites, telefonia celulare a Internet. As informaes chegam at nsem tempo real. A Internet nos proporcionaadentrar em vrios assuntos do mundo inteiro,e tambm manter relaes entre pessoas quese encontram nas partes mais distantes doglobo terrestre.

    Devido a estas grandes mudanas,sociedades do mundo inteiro tentam participardeste mercado global, que despreza asdistncias geogrficas, denominado: globali-zao.

    A sensao que nos causa de que omundo cada vez menor. Na globalizao, possvel conhecer a supremacia cultural eprodutos especficos de vrios pases.

    O planeta Terra composto por vriosmundos, com formas de organizao desociedades bem diferenciadas.

    nico comprador

    Fornecedor 3Fornecedor 2Fornecedor 1

    Comprador 1 Comprador 2

    Fornecedor1 Fornecedor3 Fornecedor4Fornecedor2

    Escala de produoExigncias de capitalDomnio de tecnologia

  • Aps o surgimento e desenvolvimentodas indstrias, o mundo que vivenciava um na-turalismo habitual passou a vivenciar um ar-tificialismo provocado pelas indstrias e peloavano tecnolgico. A distribuio de produtosindustrializados passou a ser mais prtica eeficiente que os produtos cuja origem era ocampo, ou seja, o suco de laranja naturalperdeu muitos consumidores para o suco decaixinha.

    O capitalismo comercial se expandedando lugar ao capitalismo industrial, sendo aglobalizao a fase mais recente do sistemacapitalista, um perodo tcnico-cientfico einformacional. Nestes perodos, prevalecem afacilidade na comunicao e o grande desen-volvimento tecnolgico, voltado para a produ-o e gerenciamento.

    Na globalizao, todos os pases envol-vidos neste sistema procuram expandir suaeconomia-social e atrair investimentos produ-tivos tendo, como consequncia imediata, umcrescimento nas exportaes mundiais. Nestesistema, bem visvel o grande fluxo demercadorias entre os pases.

    Para um sistema empresarial dosculo XX o fator mais importante a com-petitividade, j que atuam juntamente com v-rios outros sistemas empresariais dentro daeconomia globalizada. Portanto, as empresascompetem entre si para maior abertura emseus mercados atuantes e em outros mer-cados para os quais exportam.

    Blocos econmicosFoi atravs da globalizao que surgiram

    os blocos econmicos, que tm como funoprincipal diminuir as barreiras que impedema livre circulao de mercadorias, alfndega,fronteiras, moedas etc., de determinadasregies prximas. Estes fatores dificultam alivre transao comercial entre pases que nofazem parte dos mesmos blocos, porm,facilitam o comrcio para os pases do mesmobloco.

    Os pases que participam da zona livrede comrcio, alm de buscarem a reteno deimpostos, por muitas vezes se fortalecemdiante da globalizao.

    Principais blocos econmicos NAFTA - Acordo Norte-americano de

    Livre ComrcioMERCOSUL - Mercado Comum do SulUE - Unio EuropiaASEAN - Associao das Naes do Su-

    deste AsiticoAPEC - Cooperao Econmica sia-

    Pacfico.

    As multinacionaisSo as responsveis pela propagao da

    economia globalizada no mundo. O fluxo demercadorias e implantao de filiais em outrospases tornam-se bem visveis aos olhos do mundo.

    Um exemplo de multinacionalpropagadora de economia globalizadaA NIKE, empresa americana que por no

    ser uma fbrica e sim uma marca, baseia-seMercado - Aula 2 63 Instituto Universal Brasileiro

    Qual o papel da globalizao no desen-volvimento industrial e comercial?

  • Mercado - Aula 2 64 Instituto Universal Brasileiro

    em estratgias de marketing atravs de seudesing. Mantm contratos com grandes despor-tistas e pode refazer seus contratos em vriospases que possuam boas condies para aempresa.

    Consequncias da globalizao

    A globalizao teve tambm um grandeimpacto no mercado de trabalho, principal-mente em pases menos industrializados. Osurgimento de empregos, das multinacionaisque saem de pases ricos para os pasespobres, buscando trabalhadores com baixossalrios, poucos benefcios, leis e impostosinferiores aos cobrados em seus pases deorigem um bom exemplo..

    Outra consequncia a troca da mo-de-obra humana pela mo-de-obra mecnica.O ramo automobilstico evidencia esta ques-to, no mais o operrio que executa muitosdos trabalhos delicados na linha de montageme sim, robs.

    No meio empresarial nasce a idia daimplantao da requalificao profissionalatravs de treinamentos, dirigidos traba-lhadores que necessitam de seu emprego oqual passa por constantes transformaes,seguindo o desenvolvimento tecnolgico.

    O desemprego tende a concentrar-se namassa com menos instruo escolar, ou seja,a globalizao requer pessoas altamenteinformadas e informatizadas.

    Globalizao X CrisesAs crises, dentro deste mercado nico

    global, tornam-se inevitveis. Se por algummotivo a economia de um determinado pasvai mal, os outros pases tambm sofrero asconsequncias.

    Estas crises aumentam o desemprego ea incerteza dos pases afetados. Para contertais crises necessrio ter um mercado forte ecompetitivo para repor possveis oscilaesnaturais da economia mundial.

    E sem dvida, um indivduo melhor pre-

    parado para qualquer crise aquele que temuma boa formao e busca sempre seatualizar dentro deste sistema cada vez maiscompetitivo. Como podemos verificar, nos diasatuais, existem inmeras vagas de emprego,porm sem mo-de-obra especializada para opreenchimento destas vagas.

    A questo ambiental na globalizaoQuando falamos em crescimento produ-

    tivo mundial e fcil acesso aos mercados detodos os pases, importante pensarmos arespeito da utilizao de nossos recursosnaturais.

    Os custos ambientais cresceram para asindstrias, de forma que foi necessria aimplantao de normas que visassem tanto proteo ambiental como a melhor forma deutilizao dos recursos naturais.

    Em pases industrializados, a emisso deresduos e poluentes, tanto no solo como noar, vem aumentando a cada dia. O desmata-mento e a degradao da camada de ozniotornaram-se problemas alarmantes, quetrazem males irreversveis humanidade.

    Programas de preveno poluio

    Substituio de materiais prejudiciais pormateriais no nocivos

    Reutilizao ou destinao adequadapara materiais poluentes

    Reduo dos estgios do processo deproduo

    ReciclagemUtilizao correta de energiaInvestimento na educao ambientalUtilizao de novas tecnologias, para a

    preservao do ecossistema.

    Na nova realidade mundial para queuma empresa se mantenha no mercado,o que mais importante: a quantidade oua qualidade de seus produtos e servios?

  • CONCLUSO

    Diante do cenrio europeu do sculoXVIII, as grandes invenes foram introduzi-das na sociedade com intuito de satisfazers necessidades humanas e expandir asmaravilhas das descobertas.

    Desde as grandes navegaes, not-vel esta caracterstica do ser humano detranspor todo tipo de barreiras geogrficas.

    A informao, que antes era ineficiente edemorada, hoje percorre centenas de quil-metros em instantes.

    O comrcio alcana os contornos de ummercado global comum; possvel comprar evender produtos de outros pases pelaInternet, em tempo real.

    A criao de novos empregos, acompa-nhando o aumento populacional, a relao

    empregado X empregador, a produtividadeligada diretamente qualidade foram os estopinspara o surgimento dos conceitos administrativos,para sistematizar e melhor desenvolver os meiosprodutivos. Conceitos que at os dias de hojemostram-se necessrios e eficazes.

    Em meio a tantas mudanas, o trabalhopassou a ser pea principal para a economiadas grandes metrpoles e no desenvolvimentosocial urbano; com o aumento na produo euma melhora no ambiente de trabalho e nasrelaes entre coordenador e subordinado.

    Todos estes fatores visam a um aumentona produo para satisfazer o mercado, quepor sua vez, no para de crescer. Da a impor-tncia de analisar as relaes de mercado esuas implicaes no contexto scio-econnimo,para poder atuar com competncia no meioempresarial.

    1) Quais as questes mais importantes para o estudo das estruturas de mercado?

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    2) Qual a definio de concorrncia?

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    3) Associe as colunas de acordo com os conceitos:

    ( 1 ) Monoplio ( ) quando h um nico comprador( 2 ) Oligoplio ( ) quando a oferta controlada por uma s empresa( 3 ) Monopsnio ( ) quando h um nmero reduzido de compradores( 4 ) Oligopsnio ( ) quando a oferta controlada por um pequeno n de empresas

    4) Quais as consequncias da globalizao?

    R: ____________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Mercado - Aula 2 65 Instituto Universal Brasileiro

    Aula 2

  • Mercado - Aula 2 66 Instituto Universal Brasileiro

    1) Sob o ponto de vista da economia, qual a definio de Mercado?

    R: Mercado pode ser o lugar da livre concorrncia para compra e venda de produtos

    2) Preo corrente aquele que se baseia:

    a) ( ) no mercadob) ( ) no consumidor

    3) Podemos dizer que a demanda elstica quando a quantidade demandada:a) ( ) no variar com alterao de preob) ( ) igual a variao de preo c) (x ) varia com alterao de preod) ( ) N. D. A

    4) Quando a variao percentual da quantidade for maior que a variao do preo, dizemosque a oferta :a) ( ) Inelsticab) ( x ) Elstica

    AULA 2

    1) Quais as questes mais importantes para o estudo das estruturas de mercado?

    R: Tipos de consumidores, n de empresas que atuam no mercado, acesso s tecnologias

    2) Qual a definio de concorrncia?

    R: Competio entre produtores ou vendedores de um mesmo produto

    3) Associe as colunas de acordo com os conceitos:

    ( 1 ) Monoplio ( 3 ) quando h um nico comprador( 2 ) Oligoplio ( 1 ) quando a oferta controlada por uma s empresa( 3 ) Monopsnio ( 4 ) quando h um nmero reduzido de compradores( 4 ) Oligopsnio ( 2 ) quando a oferta controlada por um pequeno n de empresas

    4) Quais as consequncias da globalizao?

    R: Impacto no mercado de trabalho, mecanizao da mo-de-obra, requalificao profissional

    c) ( ) Inelstica unitriad) ( ) Elstica unitria

    c) ( x) na oferta e na demandad) ( ) N. D. A

    Respostas

    AULA 1

  • Mercado - Aula 2 67 Instituto Universal Brasileiro

    Para exercitar na prtica os conhecimentos adquiridos com os estudos de economiae mercado, resolva a questo abaixo.

    A empresa RP - Recuperadora de Pneus - tem os seguintes custos:

    gua R$ 400,00Energia eltrica R$ 1 500,00Aluguel R$ 2 500,00Mo-de-obra R$ 4 500,00INSS R$ 990,00Seguro R$ 220,00Impostos R$ 750,00Matria-prima R$ 1 800,00Equipamentos R$ 2 150,00

    Monte a tabela de acordo com os itens de custo. (consulte o modelo da pg. 29).

    Determine os custos fixos, variveis e total. Calcule tambm os custos mdiosdesta empresa.

    a) Custos Fixos (CF) ___________________________________________________

    b) Custos Variveis (CV) ________________________________________________

    c) Custo Total (CT) ____________________________________________________

    d) Custos Mdios (CMe) ________________________________________________

    Descrio dos gastos

    Nmero de pneus recuperados (Q): 600 peas

    Fixos Variveis Valor $

    ECONOMIA E MERCADO

  • Para exercitar os conhecimentos das aulas de Economia e Mercado.Clculo dos custos da Empresa RP - Recuperadora de Pneus

    Tabela de custos

    Clculos

    a) Custos Fixos (CF)aluguel + imposto + seguro = 2 500,00 + 750,00 + 220,00 = R$ 3 470,00

    b) Custos Variveis (CV) gua + energia eltrica + mo-de-obra + INSS + Matria-prima + equipamentos =400,00 + 1 500,00 + 4 500,00 + 990,00 + 1 800,00 + 2 150,00 = R$ 11 340,00

    c) Custo Total (CT)CF + CV = 3 470,00 + 11 340,00 = R$ 14 810,00d) Custos Mdios (CMe)

    CMe = CT = 14 810,00 CMe = 24,68 Q 600

    Portanto, teramos R$ 24,68 de custo mdio em cada unidade produzida

    Mercado - Aula 2 68 Instituto Universal Brasileiro

    RespostasECONOMIA E MERCADO

    Descrio dos gastosgua

    Energia eltricaAluguel

    Mo-de-obraINSSSeguroImpostos

    Matria-prima

    Nmero de pneus recuperados (Q): 600 peas

    Fixos Variveis Valor $

    X

    XX

    XX

    XX

    X

    400,001 500,002 500,004 500,00990,00220,00750,00

    1 800,00Equipamentos X 2 150,00

  • ORGANIZAO DE EMPRESAS

    O principal objetivo desta disciplina relacionar as atividades organizacionaiscom os princpios tericos que as fundamentam. preciso ampliar o conjunto deconhecimentos, habilidades e atitudes para desempenhar, com eficcia, determi-nadas funes no mundo corporativo. Empresas querem resultados positivos,gestores querem pessoas capazes de atuar com sucesso.

    . A aula 1 trata do conceito de Organizao de Empresas, abordando suas formase seus objetivos. Apresenta, ainda, a definio de pessoa jurdica com um roteiro para aelaborao de um contrato social.

    . A aula 2 apresenta o conceito de Administrao, aprofundando as PrincipaisTeorias de Administrao que fundamentam os Modelos de Gesto, destacando a Era daQualidade Total.

    . Na aula 3 so descritas as Atividades Gerenciais, especificando as dimenses dedepartamentalizao, exemplificando diferentes estruturas de funcionamento empresarial.

    . A aula 4 define as Funes Administrativas e suas implicaes no planejamentooperacional.

    Acesse o site www.netlegis.com.br e leia as notcias publicadas pelaRevista Contbil e Empresarial sobre o tema em estudo.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 69

  • Balano anual deficitrio: o relatrio contbil que apresenta dficit, termo contabilstico,que significa saldo negativo resultante de, em um oramento, ter mais gastos ou despesas doque ganhos ou receitas. Tal oramento chamado de deficitrio. Corresponde ao prejuzo embalanos de empresas no econmicas ou "sem fins lucrativos".

    Behaviorista: derivado de Behaviorismo (Behaviorism em ingls) ou behavior (EUA):comportamento, conduta. Diz-se de pensamento cientfico referente Anlise doComportamento ou Psicologia Objetiva: conjunto das teorias psicolgicas que postulam ocomportamento como nico, ou, ao menos, mais desejvel, objeto de estudo da Psicologia.

    Comandita: termo do direito empresarial brasileiro, a sociedade em comandita simples a caracterizada pela existncia de dois tipos de scios: os scios comanditrios e os coman-ditados. Os scios comanditrios tm responsabilidade limitada em relao s obrigaes con-tradas pela sociedade, respondendo apenas pela integralizao das cotas subscritas.Contribuem apenas com o capital subscrito, no contribuindo de nenhuma outra forma para ofuncionamento da empresa, ficando alheio, inclusive, da administrao da mesma. J osscios comanditados contribuem com capital, trabalho e so responsveis pela administraoda empresa. Sua responsabilidade perante terceiros ilimitada, devendo saldar as obrigaescontradas pela sociedade.

    Estrutura matricial: a departamentalizao matricial um tipo misto de departamenta-lizao, no qual equipes compostas por pessoas de diversas especialidades so reunidas como objetivo de realizar tarefas com caractersticas temporrias. Ela evoluiu a partir da departa-mentalizao funcional tradicional, aliada dinamicidade das estruturas de projeto ou produto.

    Feedback: retroalimentao, ou tambm realimentao, o nome dado ao procedimen-to atravs do qual parte do sinal de sada de um sistema (pode ser uma tarefa concluda,instruo atendida, informao transmitida etc.) transferida para a entrada deste mesmosistema com o objetivo de diminuir, amplificar ou controlar a sada do sistema.

    Macroambiente: ambiente existente fora do territrio fsico da organizao, formado pelaconcorrncia, setor pblico, clientes, fornecedores, sistema financeiro, setor externo, tecnolo-gia, legislao geral, ecologia, sindicados etc.

    Microambiente: ambientao fsica ou virtual em que as operaes da organizao somais facilmente controladas desde que no haja interferncias macroambientais. Ex.: recursoshumanos, produo, finanas, comercial/marketing, sistemas de informao etc.

    Produo enxuta: Sistema Toyota de Produo, tambm chamado de Produo LeanManufacturing. Surgiu no Japo, na fbrica de automveis Toyota, logo aps a SegundaGuerra Mundial. Naquela poca, a indstria japonesa tinha uma produtividade muito baixa euma enorme falta de recursos, o que naturalmente a impedia adotar o modelo da produo emmassa.

    Produo em massa: desenvolvido por Frederick Taylor e Henry Ford em 1923.Sebrae: Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas, surgiu em 1972

    como resultado de iniciativas pioneiras de diversas entidades que estimularam o empreende-dorismo no pas.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 70

  • CONCEITO

    Imaginemos um empreendimento comosendo qualquer tipo de instituio que operena conduo e produo de bens materiaisou servios. Podemos dizer que estesempreendimentos formam organizaes, poisl existem tarefas interdependentes que,juntas, traro algum tipo de produo.

    Qualquer tipo de estrutura que objetivelucro ou no (empresas ou entidades) pos-suem "rgos" distintos que, harmonizados,compem as organizaes. Portanto:

    Os rgos podem ser traduzidos pelossetores, departamentos, gerncias e direto-rias, ou ainda pelas reas especficas de pro-duo, finanas, mercadolgica, recursoshumanos, informtica etc. Percebemos que,com suas atribuies especficas, funcion-rios e demais recursos operam para que ainstituio funcione no sentido de atingir seusobjetivos.

    Todo setor, departamento e demais clu-las da empresa so importantes, cada qualcom grau de importncia e responsabilidaderelativa, concluindo-se que existe uma interde-pendncia relevante entre eles. As responsa-bilidades dos atores dos processos (colabora-dores) no se limitam apenas s decisesestratgicas (executivos da empresa).

    ORGANIZAES NO-LUCRATIVASE LUCRATIVAS

    Nas economias saudveis, empreendi-mentos multiplicam-se, desaparecem, reapa-recem modificados e demonstram o poder dadinmica dos mercados.

    Quando um empreendimento atendeuma necessidade da comunidade sem, noentanto, visar obteno de lucros, temos asentidades. So organizaes regidas porestatutos sociais que no visam lucros e suarentabilidade destinada ampliao desuas atividades. So associaes de classe,associaes religiosas, clubes, sindicatos,cooperativas etc.

    Se o empreendimento explora qualquertipo de atividade com a finalidade de obterlucro, trata-se de uma empresa, que estuda-remos a seguir.

    AULA 1ORGANIZAO DE EMPRESAS

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 71

    Organizao um grupo de indiv-duos, reunidos por um conjunto de rela-cionamentos de autoridade e de respon-sabilidade, os quais tm uma metacomum.

    Qual o objetivo das organizaes?

    Buscar resultados que atendam acarncias diversas: lazer, alimentao,transporte, entretenimento, conhecimento,tecnologia e assim por diante.

    As relaes de responsabilidade eautoridade se ampliam por toda a estruturaempresarial, criando o que chamamos dehierarquia.

  • EMPRESAS

    Empresa a unidade produtora atravsda qual so reunidos e combinados os fatoresde produo, tendo em vista o desenvolvi-mento de um determinado ramo de atividadeeconmica. Trata-se de um organismo econ-mico e nele as estratgias para a criao deum bem ou servio visam obteno delucros, crescimento e continuidade. Outraforma de conceituar empresa seria: Negcio,ou organizao de negcios, por pessoaou grupo de pessoas associadas, paraexplorao de uma atividade comercial,industrial ou de prestao de servios.

    Objetivos Empresariais

    H consenso de que existem trs ativida-des empresariais clssicas: comrcio, indstriae servios. Falarmos apenas do objetivo lucra-tivo destas atividades insuficiente.

    A evoluo das organizaes passa pormuitas situaes, todas elas envolvidas numcenrio no qual se persegue objetivos, algunsmais estratgicos e outros mais secundrios.Os objetivos bsicos de qualquer empreendi-mento so aqueles essenciais para a conti-nuidade das operaes das empresas osquais devem permanecer continuamente nociclo de vida empresarial.

    No decorrer do tempo e nas operaesde qualquer empreendimento, podem surgireventos como competio mais acirrada,necessidade de inovao imediata, busca detecnologia etc. Alguns destes fatos podeminterferir em objetivos secundrios j traa-dos, os quais podem sofrer modificaes emconformidade com a realidade da empresa.

    Mas objetivos bsicos so mais estruturais,

    mais estratgicos. Vejamos:

    Para atingir estas prerrogativas bsicas, omonitoramento constante do que acontece den-tro da empresa (microambiente) e tambm forada empresa (macroambiente) fundamental.Os variados tipos de relacionamentos humanosexistentes nas atividades empresariais vo darforma s decises tomadas pelos administradores.Portanto, deve-se ter extremo cuidado com ogerenciamento destes relacionamentos, poisso as pessoas que agem e trazem os resulta-dos que devem ser positivos.

    Um conjunto de medidas voltadas paragesto da qualidade e garantia do produto,relacionamento com os consumidores, res-ponsabilidade social e ecolgica, gesto

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 72

    Qual a melhor estratgia para viabilizar lucro?Como traar estratgias que contemplem asade e a competitividade da empresa?

    1. Lucro: s possvel obter o retorno dosinvestimentos efetuados na empresa pela acumula-o de lucros, trazendo dividendos para os scios edemais investidores. normal um empreendimentoeventualmente operar com prejuzo (balano anualdeficitrio), mas, persistindo este problema por maisanos, torna-se invivel a continuidade dos negcios.

    2. Crescimento: o fortalecimento e ampliaode uma organizao so metas a serem atingidas.Com o crescimento empresarial, atende-se aosobjetivos dos investidores, scios, e tambm dasociedade, pela contribuio no desenvolvimentoeconmico, gerao de empregos etc.

    3. Perpetuao: todo empreendedor devecriar condies para sua permanncia no mercadoatravessando geraes. Nos ltimos anos, ampliam-se as fuses e aquisies de empresa para empresa.Mas a perpetuao de um negcio no significanecessariamente que estas estratgias devam serdesconsideradas, pois em muitos casos a continuida-de de operaes depende exatamente de novasformataes da organizao.

  • tributria e gesto de pessoas so alguns dosprincipais itens a serem considerados.

    Constituio e Legalizao deEmpresas

    Pessoa Jurdica

    Conforme o Sebrae (Servio Brasileirode Apoio s Micro e Pequenas Empresas),pessoa jurdica a entidade abstrata comexistncia e responsabilidade jurdicascomo, por exemplo, uma associao,empresa, companhia, legalmente autori-zadas.

    Podem ser de direito pblico (Unio,Unidades Federativas, Autarquias etc.), oude direito privado (empresas, sociedadessimples, associaes etc.). Vale dizer aindaque as empresas individuais, para os efeitosdo imposto de renda, so equiparadas spessoas jurdicas.

    Para exercer atividades econmicas, apessoa fsica pode atuar como autnomo ouscio de empresa ou sociedade simples.

    Ainda, segundo o Sebrae, a atividadeeconmica organizada produtiva no Brasilpode ser exercida individualmente ou deforma coletiva, objetivando a partilha dosresultados obtidos pela empresa.

    Se a opo for a de EmpresrioIndividual, o administrador o representantelegal da empresa.

    Desta forma, uma pessoa pode seconstituir como empresrio sem scios,porm o seu patrimnio particular seconfundir com o da empresa, ou seja, asdvidas do seu negcio podem ser cobradasda pessoa fsica. Vale lembrar que o admi-nistrador responde pelos excessos que prati-car no exerccio de sua funo.

    Isto no acontece na sociedade limi-tada na qual a responsabilidade de cadascio restrita ao valor de suas quotas. Aocontar com scios, a empresa pode teracesso a mais recursos, alm de poderdividir as responsabilidades de administra-o. Quanto contabilidade da empresa,essa dever ser feita por profissional habi-litado - o contabilista.

    Sociedades Empresariais

    So empresas constitudas por, pelomenos, dois scios. Uma empresa podepertencer ao quadro social de outra. Istosignifica que, dentre os scios de uma pessoajurdica, poder constar outra.

    No Brasil, as sociedades comerciaispodem apresentar vrias formas de constitui-o. Capacidade financeira, acordo entre osscios, interesses estratgicos, tipo de neg-cio e outros fatores influenciam estas formasde constituio.

    Dentre vrios tipos de formataes dassociedades empresariais, destacamos:

    Sociedade Limitada - o tipo de socie-dade mais comum adotado pelas pequenas

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 73

    Chama-se Pessoa Jurdica porque aempresa possui direitos e deveres prprios,distintos daqueles referentes s pessoasfsicas que a compem. J a Pessoa Fsica a pessoa natural, isto , todo indivduo(homem ou mulher), desde o nascimento ata morte. A personalidade civil da pessoacomea no nascimento, com a vida.

    Pelo Novo Cdigo Civil, o administrador o atual scio-gerente. ele que tem os poderespara gerenciar e administrar a empresa conformeas atribuies conferidas em contrato social.

  • empresas. Conta com responsabilidade limi-tada dos scios - restrita ao valor de suasquotas - e de constituio mais simples.Quotas, neste caso, correspondem ao valorem dinheiro, bens ou direitos que cada scioaplica no empreendimento, compondo ocapital social.

    Sociedade em Nome Coletivo - deveser constituda somente por pessoas fsicassendo que todos os scios respondem solid-ria e ilimitadamente pelas obrigaes sociais.

    Sociedade em Comandita Simples -possui dois tipos de scios comanditados:pessoas fsicas, responsveis solidrias e ili-mitadamente pelas obrigaes sociais, e oscomanditrios, obrigados somente pelo valorde sua quota.

    Sociedade Annima - tem o capitaldividido em aes ao invs de quotas. A res-ponsabilidade dos scios ou acionistas serlimitada ao preo de emisso das aessubscritas ou adquiridas. A sociedade an-nima pode, a qualquer momento, negociaraes no mercado de capitais, obtendorecursos de investidores.

    Segundo a Bovespa (Bolsa de Valoresdo Estado de So Paulo), a ao negociadana bolsa uma pequena parte de umaempresa. Apenas com uma ou mais aes,o investidor se torna scio dela.Tecnicamente, podemos definir aes comottulos nominativos negociveis que repre-sentam, para quem as possui, uma fraodo capital social de uma empresa.

    Sociedade em Comandita por Aes -tem o capital dividido em aes regidas pelasnormas relativas s sociedades annimas.

    A pessoa jurdica no se confundecom as pessoas fsicas dos proprietrios. Aempresa tem direitos, obrigaes, e a tudoque for praticado em seu nome, ela quemresponde perante a lei. Entretanto, o juizpode decidir que os efeitos de certos atossejam estendidos aos bens particularesdos scios.

    Contrato Social

    Trata-se de um documento que, por serum contrato, estabelece juridicamente res-ponsabilidades e direitos entre duas ou maispessoas que se unem para constituio deum empreendimento.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 74

    Para redao de um contrato social, ummnimo de clusulas dever estar presente:

    1. Tipo de sociedade.2. Qualificao completa dos scios.3. Endereo completo da empresa.4. Nome empresarial (firma ou denomi-

    nao social).5. Objeto social (indicao da atividade

    da empresa).6. Capital social (quantia, representada

    em bens ou dinheiro, necessria para que aempresa possa iniciar suas atividades).

    7. Quota de cada scio no capital social.8. Responsabilidade limitada dos scios.9. Forma de convocao das reunies ou

    assembleias.10. Nomeao do administrador e seus

    poderes (no prprio contrato social ou emdocumento separado).

    11. Participao de cada scio nos lucrose nas perdas.

    12. Situao de excluso ou falecimentode scio.

    13.Regulamentar a cesso de cotas sociais.14. Foro de eleio (indicao do juzo

    em que dever ser resolvida qualquer contro-vrsia referente ao contrato social).

    15. Prazo de durao da empresa.

  • Veja abaixo um roteiro para elabora-o de um Contrato Social proposto peloSebrae, o qual contempla a nova legislao,especialmente para sociedade limitada.

    CONTRATO SOCIAL DE ACORDO COMO NOVO CDIGO CIVIL

    Pelo presente Instrumento Particularde Contrato Social, os abaixo assinados...- Qualificao dos scios (pessoa fsica):nome completo, nacionalidade, naturalidade,estado civil (se casado, incluir o regime debens), data de nascimento, profisso, nmerodo CPF, nmero da identidade (RG, reservis-ta ou CTPS), indicando tambm o rgoexpedidor e a unidade federada onde foi emi-tido, domiclio e residncia (endereo, nmero,bairro, municpio, estado e CEP).- Qualificao dos scios (pessoa jurdica):nome empresarial, endereo completo dasede, e, se sediada no Brasil, NIRE (Nmerode Inscrio de Registro de Empresa), ounmero atribudo no cartrio de registro civildas pessoas jurdicas, e o nmero doCadastro Nacional de Pessoas Jurdicas(CNPJ), qualificao completa dos represen-tantes legais da empresa no momento da cons-tituio de nova pessoa jurdica.

    CLUSULA PRIMEIRADA DENOMINAO SOCIAL,

    SEDE, DURAO,FILIAISEOUTRASDEPENDNCIAS

    Firma ou denominao social igual aonome empresarial que deve estar relacionadocom a atividade econmica da empresa inte-grado pela palavra limitada ou sua abreviatura(artigo 1.158 e seus pargrafos). A omissoda palavra LIMITADA determina a respon-sabilidade solidria e ilimitada dos sciosadministradores ou no.

    No devem constar as expresses ME(Microempresa) ou EPP (Empresa dePequeno Porte), tendo em vista que a condi-o de micro e pequena empresa ou empre-sa de pequeno porte somente uma questode faturamento e no um tipo societrio. A uti-lizao das expresses ME ou EPP ocorreraps o enquadramento nos termos doEstatuto da Micro e Pequena Empresa - Leino 9.841/99.

    Quando a empresa exercer diversas ati-vidades, dever eleger a principal ou prepon-derante para constar da denominao social.

    Endereo: endereo comercial da sedee de filiais declaradas: rua, avenida, alameda,travessa, nome, nmero completo, bair-ro/distrito, municpio, estado (unidade federa-da) e CEP.

    Prazo: tempo de durao da sociedadeque pode ser determinado (ex.: sociedadepelo prazo de 3 anos) ou indeterminado (ex.:sociedade por prazo indeterminado).

    Filiais e outras dependncias: a socie-dade poder, a qualquer tempo, abrir filiais eoutros estabelecimentos no pas por ato deseus administradores ou por deliberao dosscios.

    CLUSULA SEGUNDADO OBJETO SOCIAL

    Diz respeito atividade principal daempresa. Dever conter a declaraoprecisa e detalhada das atividades aserem desenvolvidas, mencionando gneroe espcie.

    - Gnero: indstria, comrcio ou servios.- Espcie: calados, roupas infantis,

    limpeza.Exemplos: indstria de calados,

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 75

    Exemplos: Flor de Liz Bar eLanchonete Ltda. ou Machado de Assis eRui Barbosa Lanchonete Ltda.

    ... tm entre si, justa e contratada,a constituio de uma Sociedade deResponsabilidade Limitada, na forma dalei, mediante as condies e clusulasseguintes:

  • comrcio de roupas infantis, prestao deservios de limpeza.

    CLUSULA TERCEIRADO CAPITAL SOCIAL

    Representa o valor/importncia do capi-tal em moeda corrente nacional de umaempresa, subscrito (compromisso de contri-buio com certa quantia para a empresa) eintegralizado (que est completo, inteiro)pelos scios devendo constar em clusulacontratual e ser registrado legalmente.

    obrigatrio nas empresas com finali-dade lucrativa, servindo tambm comoelemento regulador das responsabilidadesdos scios, de acordo com o tipo societrio.

    Esta clusula dever conter a indicaonumrica e, por extenso, o total do capital social,o valor nominal de cada quota que pode ter valordesigual ao total de quota(s) de cada scio, adeclarao sobre a forma e o prazo de integra-lizao do capital e, se houver scio menor, ocapital dever estar totalmente integralizado.

    Integralizao com bens mveis e im-veis: descrio e identificao do bem mvel ouimvel. No caso de integralizao com bem im-vel, dever constar a descrio detalhada, talcomo sua rea, dados relativos a sua titulao,nmero de matrcula no Registro de Imveis eautorizao do cnjuge no instrumento contratualcom a referncia pertinente, salvo se o regime debens for o de separao absoluta.

    A formao de um capitalO capital social de R$ 10.000,00 (dez

    mil reais), dividido em 1.000 (mil) quotas novalor unitrio de R$ 10,00 (dez reais), total-mente subscritos e integralizados pelosscios em moeda corrente, conforme abaixodescritos:

    O scio MACHADO DE ASSIS subs-creve e integraliza, neste ato, 500 (quinhentas)quotas no valor nominal de R$ 10,00 (dez

    reais) cada uma, no montante de R$ 5.000,00(cinco mil reais);

    O scio RUI BARBOSA subscreve eintegraliza, neste ato, 500 (quinhentas) quo-tas no valor nominal de R$ 10,00 (dez reais)cada uma, no montante de R$ 5.000,00(cinco mil reais).

    CLUSULA QUARTADAS RESPONSABILIDADES DOS SCIOS

    Dever conter declarao de que a res-ponsabilidade dos scios restrita ao valorde suas quotas e que sero solidariamenteresponsveis pela integralizao do capitalsocial.

    De acordo com os termos do art. 1.052da Lei 10.406/2002, a responsabilidade dosscios restrita ao valor de suas quotas, etodos respondem, solidariamente, pela inte-gralizao do capital social.

    CLUSULA QUINTADA ADMINISTRAO E USO DA FIRMA

    Os scios podero designar o admi-nistrador da sociedade em contrato social ouem ato separado, indicando suas atribuiese poderes, dentre eles o de usar do nomeempresarial e o prazo de gesto, se determi-nado.

    No caso de nomeao de administradorem ato separado, deve-se emitir documentoprprio para o ato. O contrato pode estabe-lecer a designao de administrador NOscio. Entretanto, depender de aprovaoda unanimidade dos scios, se o capital noestiver integralizado no mnimo de doisteros, se totalmente integralizado (art. 1.061da Lei 10.406/02).

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 76

    Nomeao de:Scio menor - somente se eman-

    cipado.Estrangeiro - dever apresentar a

    carteira de identidade com o vistopermanente.

  • CLUSULA SEXTADO PR-LABORE

    O pr-labore dos scios-administradoresser por eles fixado de comum acordo obede-cidos os limites legais da legislao doImposto de Renda.

    CLUSULA STIMADOENCERRAMENTODOEXERCCIO SOCIAL

    Indicar a data do trmino de cada exer-ccio para a elaborao do inventrio, dobalano patrimonial e do balano do resultadoeconmico (art. 1.065, CC/2002) e a refern-cia ao julgamento das contas no primeiro qua-drimestre seguinte ao trmino do exercciosocial pelos scios (art.1.078, CC/2002) e colocao destes documentos disposiodos scios no administradores at trinta diasantes da reunio ou da assembleia de scios(art. 1.078, 1 da Lei 10.406/02).

    CLUSULA OITAVADA CESSO DE QUOTAS

    Cesso de quotas: a outros scios(estabelecer o direito de aquisio a todosigualmente). Prever o direito de os demaisscios deliberarem por dissoluo, caso noconvenha manter a sociedade sem aqueleque desejar se retirar. Quanto a terceiros,somente se todos concordarem com o novopretendente (art. 1.057).

    CLUSULA NONADO FALECIMENTO

    Regra Geral (art.1.028): sobrevivnciada sociedade, liquidao da quota.

    Excees:- Disposio contratual diversa.- Opo pela dissoluo.- Acordo entre scios e os herdeiros

    para substituio do scio falecido.

    Se permanecer apenas um scio, esteter o prazo de 180 dias para recompor a plu-ralidade social com o que, no recomposta,dissolve-se a sociedade conforme o dispostono art. 1.033, inciso IV.

    Herdeiros tornam-se titulares da quota:tm direito diviso dos lucros, de acordo

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 77

    A administrao dos negcios da sociedadepoder ser exercida em conjunto ou isolada-mente (definir antecipadamente) pelos scios--administradores, conforme indicados na forma docontrato social que representaro a sociedadeativa e passiva, judicial e extrajudicialmente.

    Os scios no podero, em qualquer cir-cunstncia, praticar atos de liberalidade emnome da sociedade, tais como a prestao degarantias de favor e outros estranhos aos obje-tivos e negcios sociais.

    Exemplo: No dia 31 de dezembro decada ano, ser realizado o levantamento dobalano patrimonial e apurados os resultadosdo exerccio. Aps as dedues previstas em leie a formao das reservas que forem conside-radas necessrias, os lucros e prejuzos serodistribudos e suportados pelos scios propor-cionalmente s quotas do capital social quedetiverem. As reunies (sociedades com dez oumenos pessoas) ou assembleias (sociedadescom mais de dez integrantes) de scios serorealizadas pelo menos uma vez por ano, no pri-meiro quadrimestre, conforme determina oart. 1078, 1 da Lei 10.406/02.

    As quotas da sociedade so indivisveis eno podero ser cedidas ou transferidas sem oexpresso consentimento da sociedade, caben-do, em igualdade de preos e condies, odireito de preferncia ao scio que queiraadquiri-las. O scio que pretenda ceder outransferir todas, ou parte de suas quotas, deve-r manifestar sua inteno por escrito ao scioremanescente, assistindo a este o prazo de 30(trinta) dias para que possa exercer seu direitode preferncia.

    Caso um dos scios deseje retirar-se dasociedade, dever notificar o outro por escrito,com antecedncia mnima de 30 dias, e seushaveres lhe sero reembolsados na proporode sua participao no capital social no prazode 10 meses.

  • com o prazo e as regras estabelecidas emcontrato.

    Forma de liquidao (art. 1.031):pagamento em dinheiro; prazo de 90 dias apartir da liquidao.

    Contrato Social: dever prever prazomaior para pagamento e a possibilidade deefetu-lo em dinheiro ou bens. Finalidade:preservar a situao econmica da empresaj no contrato social.

    CLUSULA DCIMADA PARTICIPAO DOS SCIOS NOS

    LUCROS E PERDAS

    Indicao da participao proporcionaldos scios nos lucros se outro ajuste no forestipulado (art. 997, Vll, CC/2002).

    CLUSULA DCIMA PRIMEIRADA INEXISTNCIA DE IMPEDIMENTO

    PARA OS ADMINISTRADORES

    Declaram, sob as penas da lei, que noesto incursos em quaisquer crimes previstosem lei, ou restries legais que possamimpedi-los de exercer atividade em sociedadeempresria.

    CLUSULA DCIMA SEGUNDADAS DELIBERAES DOS SCIOSNAS REUNIES OU ASSEMBLEIA

    Reunies de scios: sociedade comdez scios ou menos.

    Assembleia de scios: sociedade commais de dez scios.

    Forma de registro: livro de atas dereunies.

    Periodicidade: determinar a periodici-dade com que ocorrero as reunies de-vendo haver, no mnimo, uma por ano (art.1.078 1).

    Forma de convocao: determinar sea convocao para as reunies dos sciosser por meio de carta (com aviso de recebi-mento (AR) ou protocolo), por e-mail (quandofor possvel a comprovao de envio erecebimento), ou por edital.

    Prever a FLEXIBILIZAO da convo-cao de reunio de scios: quanto dis-pensa das formalidades de convocao, casotodos os scios declarem, por escrito, esta-rem cientes do local, data, hora e ordem dodia, para a instalao da reunio (art. 1.072 -pargrafos 2. e 3.).

    Cautela: no caso de no estar previstaa forma de convocao para reunies descios no contrato social, ser aplicada, sub-sidiariamente, a regra sobre assembleia geral(artigo 1.079).

    Procedimentos: o anncio de convo-cao da assembleia de scios serpublicado por trs vezes, ao menos,devendo mediar entre a data da primeirainsero e a da realizao da assembleia,o prazo mnimo de oito dias para primeiraconvocao e cinco dias para as poste-riores, de acordo com o artigo 1.152,pargrafo 3.

    Matrias (art. 1.071): devero ser pre-vistas outras matrias relevantes sociedadee no previstas em lei (a distribuio doslucros, compra de bens imveis).

    Deliberaes - qurum: sero aplicadasas regras previstas no artigo 1.076.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 78

    Exemplo: No caso de falecimento dequaisquer dos scios, ser realizado, em 30(trinta) dias da ocorrncia, um balano especial.Convindo ao(s) scio(s) remanescente(s) e,concordando o(s) herdeiro(s), ser lavradotermo de alterao contratual com a inclusodeste(s). Caso no venha(m) o(s) herdeiro (s) aintegrar a sociedade, este(s) receber(o) seushaveres em moeda corrente, apurados at adata do impedimento ou falecimento, em 10(dez) prestaes mensais e sucessivas, corrigi-das monetariamente pelo IGP, IGP-M, IPCetc.,ou outro ndice que o venha a substituir,vencendo-se a primeira parcela aps 90(noventa) dias da data do balano especial.

  • CLUSULA DCIMA TERCEIRADAS DISPOSIES FINAIS - LIMITANDO

    O DIREITO DE RECESSO

    Direito de recesso: direito do scio deretirar-se da sociedade.

    Hipteses: previstas no art. 1.077,quando ocorrer Modificao do contratosocial, Fuso da sociedade, Incorporaode outra ou dela por outra.

    Contrato social: dever prever os moti-vos para o exerccio do direito de recesso e aforma de liquidao da quota do scio dissi-

    dente. Essa medida previne a descapitali-zao da empresa com a sada de scio emmomento inoportuno.

    CLUSULA DCIMA QUARTADA EXCLUSO DE SCIO

    Excluso de scio: estabelecer regrasclaras e precisas que caracterizem justacausa (artigo 1.019) quando um ou maisscios puserem em risco a continuidade daempresa em virtude de atos de inegvel gra-vidade (art. 1.085).

    Contrato social: dever conter os prin-cipais fatos geradores ou considerados pelosscios como "justa causa" a fim de fundamen-tar a excluso de scio. A excluso somentepoder ser determinada em reunio ouassembleia, especialmente convocada paraesse fim, devendo estar ciente o acusado emtempo hbil para permitir seu compareci-mento e o exerccio do direito de defesa.

    Justa causa: quando um scio efetuarretiradas excessivas para pagamentos dedvidas pessoais, sem anuncia dos demaisscios, ou quando um scio ausentar-se dasociedade por mais de 60 dias sem justificativa.

    CLUSULA DCIMA QUINTADA SEPARAO E DIVRCIO DOS

    SCIOS

    Cnjuge no titular das quotas, mas terdireito a receber parcela dos dividendos relativos(art. 1.027). Os herdeiros do cnjuge de scio,

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 79

    . 50% + 1 (no mnimo) dos presentes emreunio ou assembleia:

    a) aprovao das contas da administrao.b) nomeao e destituio dos liquidantes e o

    julgamento das suas contas.c) demais casos, quando a lei ou o contrato

    no estabelecer qurum mais elevado.

    . 50% + 1 do total do capital social:a) designao dos administradores quando

    feita em ato separado.b) destituio dos administradores nomeados

    em ato separado.c) modo de remunerao dos administradores.d) pedido de concordata.

    . 75% do capital social (no mnimo)a) qualquer alterao do contrato social.b) destituio dos administradores nomeados

    em contrato (salvo disposio contratual diversa).c) incorporao, fuso e dissoluo da socie-

    dade ou cessao do estado de liquidao.

    Por maioria dos scios, independente-mente do nmero de quotas do capital social deque dispuserem, poder ser decidida a exclu-so de scio dissidente, assegurando-se a esteo direito de exercer oportunamente o poder derecesso e possibilitando, nessa hiptese, oregistro da alterao contratual no rgo com-petente, independentemente da assinatura doscio excludo

  • ou do que se separou judicialmente, no podemexigir, desde logo, a parte que lhes couber naquota social, mas concorrem diviso peridicados lucros at que se liquide a sociedade.

    Contrato social: inserir clusula quedetermine o prazo em que o cnjuge ou her-deiro do cnjuge de scio receber seushaveres.

    CLUSULA DCIMA SEXTADAS RELAES COM TERCEIROS

    De acordo com o artigo 1.026 da Lei10.406/02, o credor particular de scio pode,na insuficincia de outros bens do devedor,fazer recair a execuo do que lhe coubersobre os lucros da sociedade ou na parte quelhe tocar em liquidao, podendo, ainda,requerer a liquidao da quota do devedor,com valor apurado e pago na forma do artigo1.031 do mesmo diploma legal. Assim, temos:

    . Possibilidade de a execuo recairsobre dividendos e haveres do devedor.

    . Possibilidade de requerer a liquidaodos haveres do devedor.

    . Haveres sero apurados na forma doartigo 1.031.

    . Benefcio de ordem: a quota s pe-nhorvel na insuficincia de outros bens.

    Contrato social: dever prever a posi-o da sociedade se o credor de scio reque-rer a liquidao da quota do devedor, a formade pagamento (bens/dinheiro), o prazo depagamento, por exemplo, em 10 (dez) presta-es mensais e sucessivas, corrigidas mone-

    tariamente pelo IGP, IGP-M, IPC, ou outrondice que o venha substituir, vencendo-se aprimeira parcela aps 90 (noventa) dias dadata do balano especial, com a finalidade deproteger a sociedade e os demais scios.

    CLUSULA DCIMA STIMADA APLICAO SUPLETIVA DA

    SOCIEDADE POR AES

    O artigo 1.053 prev que "A sociedadelimitada rege-se, nas omisses deste cap-tulo, pelas normas da sociedade simples.

    Pargrafo nico. O contrato social poderprever a regncia supletiva da sociedade limi-tada pelas normas da sociedade annima.

    H muita controvrsia sobre a aplicaosupletiva das normas das sociedades poraes. Assim, de acordo com o artigo acimamencionado, no contrato social poder contera previso para aplicao alternativa das nor-mas da sociedade simples ou sociedade poraes.

    CLUSULA DCIMA OITAVADA DISSOLUO DA SOCIEDADE

    Segundo o artigo 1.086, a sociedade sedissolve, de pleno direito, por qualquer dascausas previstas no artigo 1.044 combinadocom o 1.033.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 80

    Os haveres dos herdeiros do cnjuge descio, ou cnjuge que se separou judicialmen-te, ou se divorciou, sero apurados na forma doartigo 1.031 e pagos em 10 (dez) prestaesmensais e sucessivas, corrigidas monetaria-mente pelo IGP, IGP-M, IPC ou outro ndice queo venha substituir, vencendo-se a primeira par-cela aps 90 (noventa) dias da data do balanoespecial.

    Os casos omissos no presente instru-mento sero regidos pelas disposies das leisvigentes, em especial as da SociedadeSimples ou Lei das Sociedades Annimasaplicveis Sociedade Empresria deResponsabilidade Limitada, sem prejuzo dasdisposies supervenientes.

    A dissoluo da sociedade ocorrer nashipteses previstas no artigo 1.033 da Lei10.406/02 e/ou por consenso entre a maioriados scios, quando estes designaro umliquidatrio com poder bastante para procederem conformidade com a legislao vigente poca.

  • CLUSULA DCIMA NONADA FORMA DE LIQUIDAO

    Forma de liquidao (art. 1.031): paga-mento em dinheiro; prazo de 90 dias a partirda liquidao.

    Contrato social: dever prever umprazo maior para pagamento e a possibilida-de de ser efetuado em dinheiro ou bens, coma finalidade de preservar a situao econmi-ca da empresa j no contrato social. Os have-res sero apurados na forma do artigo 1.031.

    CLUSULA VIGSIMADO FORO

    Fica eleito o Foro Central da Comarca deSo Paulo para os procedimentos judiciaisreferentes a este Instrumento de ContratoSocial, com expressa renncia a qualqueroutro, por mais especial ou privilegiado queseja ou venha a ser. E, por estarem assim, jus-tos e contratados, os scios obrigam-se a cum-prir o presente contrato na presena de duastestemunhas, assinando-o em trs vias deigual teor para os regulares efeitos de direito.

    So Paulo, data , ano.

    ______________________________Scio-administrador

    ______________________________TestemunhaRg:______________________________Scio-quotista

    ______________________________

    TestemunhaRg:

    Assinatura de advogado (S quandono for ME)

    ______________________________OAB/SP N.Fonte.: http://www.sebraesp.com.br, aces-

    sado em outubro de 2007.Veja modelo de contrato na pgina 82.

    Classes de Empresas

    O universo de empreendimentos queexistem no Brasil vasto. Todos os dias,novas empresas so inauguradas, outrastantas so fechadas, fundidas, incorporadas,justificando a dinmica das atividades corpo-rativas do mundo moderno. Para que se com-preenda melhor os componentes produtivosda cadeia econmica, faz-se necessrioseparar e classificar as empresas.

    Dentre vrias possibilidades de classifi-cao, as mais clssicas so quanto ativi-dade econmica, quanto tributao etambm quanto aos componentes do quadrosocietrio (propriedade).

    A- Atividade Econmica a classificao ligada aos setores da

    economia. Nesta ordem, temos:

    1. Empresas do Setor PrimrioDesenvolvem atividades ligadas natu-

    reza (extrao, cultivo ou criao) e so sub-divididas em:a- Extrativas: extrao e/ou coleta de recur-sos naturais. Podem ser minerais, vegetais,animais (mineradoras, extrao vegetal),borracha ou extrao animal (pesca).b- Agropecurias: cultivam e colhem quais-quer produtos agrcolas ou criam, reprodu-zem e exploram atividades ligadas a animais(criao de bovinos, caprinos, sunos, galin-ceos etc).

    2. Empresas do Setor SecundrioDestinam-se ao processamento e trans-

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 81

    Os haveres sero pagos em 10 (dez)prestaes mensais e sucessivas, corrigi-das monetariamente pela IGP, IGP-M, IPCetc, ou outro ndice que o venha substituir,vencendo-se a primeira parcela aps 90(noventa) dias da data do balano especial.

  • Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 82

  • formao de matrias-primas em produtosfinais. Compem o parque industrial, tambmchamado de indstria de transformao.

    3. Empresas do Setor TercirioSo empresas que prestam servios em

    geral, ou ento, fazem comrcio. Portanto,temos:

    a- Empresas Comerciais: Compram evendem mercadorias, comercializam bens,distribuem riquezas da economia. So oshipermercados, farmcias, concessionriasde automveis, lojas diversas, papelarias, flo-riculturas etc.

    b- Empresas de Servios: Todos ostipos de prestao de servios (odontol-gicos, consultoria, seguros, financeiros, hos-pitalares, comunicaes, educacionais, pro-fissionais liberais etc).

    B- TributaoDependendo da incidncia de impostos

    e taxas, as empresas tm uma classificaoespecial que vai depender de muitos fatores.Existem diferenas entre estados e munic-pios quanto legislao sobre impostos,taxas e demais valores recolhidos aos cofrespblicos. A regulamentao destas obriga-es tributrias deve ser alvo constante demonitorao por parte dos contadores.

    De acordo com o volume de faturamen-to e/ou volume de capital aplicado, podem serdivididas em dois grandes grupos:

    1-MultinacionaisdeGrandeeMdioPorteFazem pesados investimentos em tec-

    nologia, instalaes e, apesar da automaodos ltimos anos, ainda possuem quantidadeconsidervel de funcionrios. So empresasque tm suas operaes envoltas em umacomplexa teia de tributos, alm do peso dosmesmos em seus investimentos.

    2- Microempresas (ME) e Empresasde Pequeno Porte

    H muito tempo que se procura, noBrasil, alternativas para que haja condiespara a proliferao de mais empresas commenor carga tributria.

    Em 14 de dezembro de 2006, o GovernoFederal aprovou a lei complementar n 123,que instituiu o Estatuto Nacional daMicroempresa e da Empresa de PequenoPorte que altera dispositivos das Leis nos8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991,da Consolidao das Leis do Trabalho (CLT),aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1 demaio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 defevereiro de 2001, da Lei Complementar no63, de 11 de janeiro de 1990 e revoga as Leisnos 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e9.841, de 5 de outubro de 1999.

    No incio de atividade, no prprio ano-ca-lendrio, o limite previsto ser proporcional aonmero de meses em que a microempresa oua empresa de pequeno porte houver exercidoatividade, inclusive as fraes de meses.

    A possibilidade do pagamento de tri-butos unificados, estabelecido pelo Sistema

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 83

    Conforme o disposto no artigo 3 da LeiGeral, consideram-se microempresas ou empre-sas de pequeno porte a sociedade empresria, asociedade simples, e o empresrio individualdevidamente registrado na Junta Comercial doEstado ou no Cartrio de Registro das PessoasJurdicas, conforme o caso, desde que:

    I - Microempresas: obtenha, em cadaano-calendrio, receita bruta igual ou inferior aR$ 240.000,00.

    II - Empresas de pequeno porte: obtenha,em cada ano-calendrio, receita bruta superiora R$ 240.000,00 e igual ou inferior aR$ 2.400.000,00.

  • Integrado de Pagamento de Impostos eContribuies, o SIMPLES, e eventuais isen-es de tributos favoreceram muito a amplia-o de novos negcios e regularizao deempreendimentos no legalmente constitudos.

    Apesar do faturamento ser princpiofundamental para o enquadramento nestasmodalidades de empresa, a natureza de ativi-dade, forma de constituio, regularidadefiscal, legislao local e condio dos sciosso fatores tambm levados em conside-rao. De qualquer forma, a diminuio daburocracia muito til, pois a contabilidade simplificada, causando maior facilidade deoperao e administrao.

    Como h uma dinmica muito grandenestes dispositivos legais de tributao, osajustes nas regulamentaes governamen-tais podem acontecer periodicamente.

    C - PropriedadeA posse das quotas sociais pode estar

    com o setor pblico ou privado. Vejamos:

    1. Empresas PrivadasSeu quadro social (scios) composto

    por pessoas comuns, tendo como objetivo pri-mordial a obteno do lucro. So organiza-es que formam o setor privado, administra-dos por particulares sobre os quais recaemtodos os direitos e obrigaes.

    2. Empresas PblicasUma empresa totalmente pblica pode

    pertencer a uma Prefeitura, a uma unidadepoltico-administrativa (Estado ou DistritoFederal) ou Unio, ou seja, neste caso,sempre o proprietrio ser o Estado. Suas ati-vidades so ligadas sempre ao interessesocial, segurana ou reas estratgicas deinfra-estrutura. As verbas que permitem suaadministrao e funcionamento so geradaspelas receitas do governo como impostos,taxas, multas etc.

    3. Empresas de Economia MistaSimultaneamente o Estado - setor

    pblico - e particulares do setor privado

    compem o quadro societrio. Geralmente,realiza servios de utilidade pblica, explora-o de energia e segurana nacional, e oEstado o scio majoritrio, tendo assim ocontrole administrativo.

    Registro Legal de Empresas

    Como j vimos, um negcio pode seenquadrar como atividade de comrcio,indstria ou servios. Dentro deste vasto uni-verso, cada organizao ter suas particula-ridades, que esto sujeitas s legislaesespecficas.

    Quanto deciso da formalizao,ou seja, legalizao da empresa, muitosregistros devem ser feitos. Para algumasempresas, podem aparecer: a necessidadede licena do Corpo de Bombeiros, alvar defuncionamento da Prefeitura Municipal, vis-toria da Vigilncia Sanitria, Cetesb etc. Omelhor assessor para elucidao de dvidase providncias necessrias um contador.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 84

    Veja os principais rgos de registro:.Registro da empresa na Junta Comercial.. Inscrio na Receita Federal para obteno

    do CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurdica..Se for contribuinte do ICMS (empresas

    mercantis e prestadoras de servios de teleco-municao e transporte), registrar a empresana Secretaria da Fazenda do Estado.

    .Inscrio da empresa na Prefeitura Municipalpara obteno do Cadastro de ContribuinteMobilirio no municpio de So Paulo.

    .Registro na Previdncia Social para inscri-o da empresa no INSS..Registro no Sindicato da Categoria

    NEGCIO INDSTRIA

    COMRCIO

    SERVIO

  • Junta Comercial

    A Junta Comercial registra o ContratoSocial, que uma espcie de certido denascimento da empresa. Neste registro, aempresa adquire direitos e pode ter seuslivros legalizados, emitir notas fiscais, obteremprstimos etc., aps a devida complemen-

    tao de registros. Cada estado tem suaJunta Comercial. Em So Paulo, denomina-da pela sigla JUCESP. O registro na JuntaComercial viabiliza os outros.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 85

    1 - Conceitue organizao.R:__________________________________________________________________________________________________________________________________________

    2 - Complete:

    Os rgos podem ser traduzidos pelos __________________ , ________________ ,____________ e ____________ , ou ainda pelas reas especficas de _____________________________, ______________________ , __________________ etc.

    3 - Explique como surge a hierarquia nas organizaes.R:________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    4 - Associe:a- empresas ( ) atendem uma necessidade da comunidade sem visar lucros.b- perpetuao ( ) exploram qualquer tipo de atividade com a finalidade de obter lucros.c- crescimento ( ) traz dividendos para os scios e demais investidores.d- lucro ( ) fortalecimento e ampliao so metas a serem atingidas.e- entidades ( ) permanncia no mercado atravessando geraes.

    5 - Conceitue, tecnicamente, o que empresa.

    R:__________________________________________________________________________________________________________________________________________

    6 - Complete as lacunas:

    a- Considera-se _________________ quem exerce profissionalmente atividade econ-mica organizada para a produo ou circulao de bens ou de servios.

    b- H consenso de que existem trs atividades empresariais clssicas:________________,__________________ e ________________.

    A Secretaria da Receita Federal expede oCNPJ - Cadastro Nacional das PessoasJurdicas do Ministrio da Fazenda.

    Aula 1

  • Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 1 86

    7- Vrios eventos ou interferncias podem atrapalhar os objetivos das empresas.Mencione, pelo menos, dois problemas.

    R: ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    8 - Preencha as lacunas:

    Para atingir objetivos empresariais, o monitoramento constante do que acontecedentro da empresa (_______________________) e tambm fora da empresa(_______________________) fundamental.

    9 - Explique o que Pessoa Jurdica.

    R:________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    10 - Conceitue Contrato Social.

    R:_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    11 - Preencha as lacunas identificando a dinmica da abertura e fechamento deorganizaes:

    Todos os dias, novas empresas so _______________, outras tantas so_______________, _______________ e _______________, justificando a dinmica dasatividades corporativas do mundo moderno.

    12 - Quais so as possibilidades de classificao de empresas apresentadas emnossos estudos?

    R: ____________________________________________________________________

    13 - Quanto atividade econmica, quais os setores em que se enquadram as empresas?

    R: ____________________________________________________________________

    14 - Que tipo de atividade desenvolve uma empresa do setor primrio?

    R: ____________________________________________________________________

  • IntroduoPara que haja o exerccio da administra-

    o, pessoas com poder decisrio ou noatuam envoltos com produtos, servios, clien-tes, dinheiro, tecnologia e aspectos econmi-cos. Conhecer algumas formataes da admi-nistrao e analisar teorias criadas por pen-sadores que utilizavam princpios de gestoem empresas auxilia a melhor compreensodesta dinmica.

    Conceito de Administrao

    A Administrao sempre existiu. Desdea Antiguidade, as posses ou propriedadesprecisavam ser "gerenciadas", quer pelosseus titulares, quer por terceiros.

    No sculo XVIII, com a RevoluoIndustrial, o cenrio mudou estruturalmente como desenvolvimento de vrias atividades quenecessitavam de um nmero maior de pessoaspara gesto das fbricas, incluindo a inevitvelbusca por racionalizao do trabalho, melhorianos processos produtivos, financeiros, elimina-o de desperdcios etc.

    Expresso de origem latina ad (direo,tendncia para) e minister (subordinao ouobedincia), a administrao a ferramentaprincipal para conduo de todos osempreendimentos. Sob um ngulo maismoderno em que todas as empresas so

    cobradas por suas responsabilidades, noapenas econmicas e sociais, mas tambmambientais e ticas, poderamos dizer que:

    Muitos autores enfatizam que a essncia dotrabalho do administrador obter resultados pormeio das pessoas que ele coordena. So muitosos tericos e diversas as conceituaes.

    O gerenciamento de negcios aconteceem ambientes onde as pessoas assumemresponsabilidades e tambm se enquadramem situaes de autoridade, ou seja, so sub-metidos ou exercem poder. J definimos queestas relaes de responsabilidade e autori-dade definem a hierarquia das organizaes,que poder existir em vrios nveis.

    Pirmide Hierrquica

    A estratificao dos nveis de poderforma uma pirmide hierrquica. A forma pira-midal adequada, pois, na base, fica a maio-ria dos colaboradores e, quanto mais alto onvel, menor o espao e quantidade de gesto-res e esferas de tomada de deciso.

    AULA 2ADMINISTRAO E MODELOS

    DE GESTO - PRINCIPAIS TEORIAS

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 87

    Administrar dirigir uma organizao uti-lizando tcnicas de gesto para que alcanceseus objetivos de forma eficiente e com respon-sabilidade social e ambiental.

  • Na pirmide representada, existem qua-tro nveis de deciso. As organizaes preci-sam que seus colaboradores possuam habili-dades e competncias diversas. O modelopiramidal dinmico, pode ser composto comalgumas variaes sempre atendendo s sin-gularidades de cada empresa e seu relaciona-mento com o mercado.

    Motivos para Administrar

    Tudo deve ser gerenciado: recursoshumanos, processos produtivos, financeiros,processamento de dados, gesto de comprase marketing etc. Dentre infindveis razespara a aplicao de uma administrao eficaze efetiva, poderamos destacar:

    1 - Multiplicar seu patrimnio objetivode qualquer empresa.

    2 - Reduzir e eliminar despesas desne-cessrias contribui para a melhoria da gesto.

    3 - O investimento inicial - capital daempresa - h de ser reavido pelos scios.

    4 - Investir no crescimento interno, oudesenvolver estratgias que conduzam a ele fundamental em cenrios agressivos.

    5 - Necessidade de criar e controlar doisoramentos: o operacional e o de oportunida-des. Gerar recursos disponveis a serem obti-dos obrigatrio.

    6 - Monitorar produtos ou servios quedeixam de ser efetivamente rentveis fun-o da administrao.

    7 - Flexibilidade nos episdios em que oplanejamento no foi eficiente e comandar aagilidade na superao dos problemas, almde saber aproveitar oportunidades inespe-radas, so extremamente desejveis.

    Fatores Determinantes do xito daGesto Administrativa

    As habilidades e competncias dos ges-tores sofrem influncias diversas. O ambienteorganizacional preenchido por uma srie desituaes que podem ser positivas e negati-vas. .Se no houver viso de negcios,gera-se confuso..Se no se perceber competncia,aparecer a resistncia dos funcionrios..Se no existir incentivo, elimina-se amotivao..Se faltarem recursos, haver frustrao..Se as operaes acontecem sem umplano de ao, o fracasso certo.

    Portanto, viso de negcios, competn-cia dos administradores, clima organizacionalincentivador, recursos suficientes e um bom

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 88

    Quando analisamos as habilidadesdas pessoas nas tarefas do dia-a-dia dasempresas, podemos separ-las em trscategorias:

    1- Tcnica: capacidade de usar co-nhecimentos especficos e de executarprocessos tcnicos. Exemplos: profissio-nais de eletrnica, ferramenteiros, guias deturismo, contabilistas etc.

    2 - Humana: capacidade de lidar,relacionar-se com colaboradores, colegasde trabalho e pblicos diversos. Para seatingir resultados, necessria a conduode pessoas. Esta uma habilidade indis-pensvel aos gestores.

    3 - Conceitual: habilidade para enten-der a organizao como um todo e seus res-pectivos relacionamentos internos e exter-nos. Saber estruturar e organizar os recur-sos disponveis e planejar estrategica-mente, na conscincia das foras e fraque-zas da empresa, so habilidades que depen-dem da capacidade intelectual do gestor.

    ADMINISTRAR

    RECURSOSHUMANNOS PRODUO FINANAS MARKETING

    INFORMTICA COMPRAS

  • plano de ao, quando harmonizados,permitem a obteno de resultados positivose, nestas condies, a organizao operarcom melhores perspectivas.

    Escolas de Administrao

    Na Revoluo Industrial, fbricasestruturadas por processos mecnicosaumentaram, consideravelmente, o volumede ope-raes desde o processo de aquisi-o de matrias-primas, at os processosprodutivos e de expedio de mercadoriasvendidas.

    Uma nova maneira de "cuidar" do neg-cio se fazia necessrio. A fora de trabalho,passou a ganhar maior relevncia em funodos altos ndices de desemprego e das pres-ses dos trabalhadores, da igreja, do gover-no, enfim, da sociedade como um todo.

    Muitos pensadores, donos de indstriase intelectuais da poca debateram propostaspara soluo de alguns problemas peculiaresdas empresas daquele perodo de desenvol-vimento econmico. Mas, apenas no sc.XIX, e incio do sculo XX, houve aprofunda-mento e sistematizao dos estudos relativos Administrao. Conheamos os principaisestudiosos sobre teoria da Administrao:

    Administrao Cientfica de Taylor

    Com tima experincia em linhas deproduo, foi um dos primeiros a ressaltar anecessidade de racionalizar o trabalho indus-trial para aumentar a eficincia nas fbricas.

    Em contrapartida, tambm acentuou osconflitos com os sindicatos pela ocorrncia dedemisses e insatisfaes gerados pelo novocenrio de relaes entre empresa e emprega-dos. Seu livro Os Princpios da AdministraoCientfica, de 1911, confirma a necessidade deexecutar o trabalho administrativo em basescientficas e objetivas. De seus estudos, umaproduo extensa de diretrizes para a boagesto de empresas foram evidenciadas.

    De uma forma sinttica, cinco so seusfundamentos:

    1. Princpios cientficos em substitui-o ao empirismo - prtica administrativacientfica, baseada em princpios e no noprocesso de tentativa sob risco. Isto significaque todas as tarefas precisam de um estudopreliminar para que seja determinada umametodologia prpria, visando sempre ao seumximo desenvolvimento.

    2. Diviso do trabalho - regras bsicaspara a diviso de tarefas, em diferentes eta-pas das diversas atividades. Adota a supervi-so funcional a qual acompanha todas asfases de um trabalho para verificar se as

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 89

    Taylor, o "Pai da Administrao Cientfica",focava sempre a eficincia e eficcia opera-cional na gesto de negcios industriais.Severo nos controles, com uma visomecanicista, Taylor melhorou sensivelmente odesempenho das empresas nas quais aplicousuas metodologias.

    Frederick Winslow Taylor (1856-1915), nasceu nos Estados Unidos, foi tcnicoem mecnica e operrio, diplomou-se enge-nheiro chegando a ocupar altos postos admi-nistrativos em empresas norte-americanas. Empirismo: crena de que o conhecimento

    provm unicamente da experincia, limitando-se aoque pode ser captado do mundo externo (pelos senti-dos) ou do mundo subjetivo (pela introspeco) sendodescartadas as verdades reveladas pelo racionalismo.

  • operaes so desenvolvidas conforme ins-trues programadas.

    3. Diviso de autoridade e respon-sabilidade - tarefas de planejamento e dire-o devem ser separadas daquelas referen-tes execuo do trabalho.

    4. Treinamento e seleodo trabalhador -torna relevante a qualificao do trabalhadormediante a seleo e aperfeioamento tcnico.Instrues sistemticas e adequadas aostrabalhadores permitem desenvolvimento depessoal e melhores resultados, ou seja, maiorproduo com melhor qualidade.

    5. Coordenao entre as atividades -a atuao dos trabalhadores deve ser articu-lada com a dos supervisores e administradores.

    Baseados nestes fundamentos, muitosoutros princpios e, consequentemente, prti-cas operacionais passaram a ser utilizados:

    a) Estudo de tempo e padres de produo.b)Superviso funcional.c) Padronizao de ferramentas e instru-

    mentos.d) Planejamento das tarefas e cargos.e) Princpio da exceo: concentrao

    apenas nos desvios dos processos.f) Fichas de instruo de servios.g) Associao de tarefa a prmios de

    produo pela sua execuo eficiente.h)Classificao dos produtos e de mate-

    rial utilizado na manufatura.i) Delineamento da rotina de trabalho.

    Crticas Escola de Taylor. Trabalho operrio com instrues mi-

    nuciosas tende a transformar o colaboradorem mero autmato, um "homem robotizado",desconsiderando o elemento humano.

    . Procura sempre o desempenho mxi-mo, no o bom.

    . Os operrios, ao deixarem a empresa,

    tm poucas chances de conseguir um outroemprego porque s sabem executar uma tarefa.

    . O que importa a eficincia adminis-trativa.

    . Considera apenas a fadiga muscular efisiolgica, desprezando os fatores psicolgicos.

    . V as empresas como um sistemafechado, no considerando o ambiente, sualigao com fornecedores, concorrentes etc.

    Apesar das crticas, seguramentepodemos afirmar que a formao dosparques industriais, da maioria dos pasesocidentais, fundamentou-se na aplicao dosprincpios de Taylor.

    TeoriaClssica daAdministrao

    Se Taylor centrou-se no aspecto opera-cional das indstrias, fixando-se na linha deproduo, o francs foi mais amplo em suaabordagem. Construiu uma teoria mais globalda ao administrativa a partir de uma visogeral da empresa, ou seja, nfase na estrutu-ra e no funcionamento dos setores paramelhor arranjo dos diferentes rgos daempresa e das relaes existentes entre eles.Sua preocupao era analisar a empresa decima para baixo, ao contrrio das idiasadotadas por Taylor e Ford. Mas, inegavelmente,

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 90

    A Administrao cientfica instituiu tam-bm o Sistema de Mrito, que consistia em:. Demisso dos incapazes..Maior salrio para quem produzisse mais.. Promoo para os que apresentassem

    melhor desempenho.

    Jules Henri Fayol (1841-1925), nasci-do em Istambul, na Turquia, sua nacionali-dade era francesa. Engenheiro de minas,fundador da Teoria Clssica da Administrao,criou o Centro de Estudos Administrativos,no qual reunia pessoas interessadas naadministrao de negcios comerciais,industriais e governamentais, contribuindopara a difuso das doutrinas administrativas.

  • como Taylor, buscava eficincia nas organiza-es por meio da utilizao de mtodo cientfico.

    Ao assumir, aos 47 anos, a direogeral da mineradora de carvo francesaCommentry-Fourchambault-Decazeville, res-tabeleceu a sade econmico-financeira daempresa. Sua teoria apresenta tambm prin-cpios, sistemas de regras e normas adminis-trativas. Por esse motivo, alguns tambmchamam sua teoria de Normativista.

    Estas seis funes formam os pilarespara a aplicao de quatorze princpios admi-nistrativos, os quais devem se adequar rea-lidade de cada empresa:

    1. diviso de trabalho - dividir o trabalhoem operaes mais simples pela especializa-o. Considerar o tempo e o espao utilizado.

    2. autoridade e responsabilidade - poderde dar ordens e de se fazer obedecer. Quanto responsabilidade, alm de realizar a tarefa, cen-tra-se na obrigao de prestar contas.

    3. disciplina - mediante regras de subor-dinao aos superiores.

    4. unidade de comando - para cadaao s se deve receber ordens de um nicochefe/gerente. Desta forma, um certo nmerode subordinados recebe e acata ordens deum nico superior.

    5. unidade de direo - um s objeti-vo/programa de ao (concentrao dosesforos). Um certo nmero de atividadessupervisionado por um nico superior.

    6. subordinao do interesse individualao coletivo - prevalncia dos interesses geraisda organizao aos interesses individuais.

    7. remunerao - salrios justos doponto de vista da empresa e do trabalhador.

    8. centralizao - concentrao damaior soma de direo possvel nas mos deum nico controle. Centralizar aumentar aimportncia da carga de trabalho do chefe edescentralizar distribuir, de forma maishomognea, as atribuies e tarefas.

    9. cadeias hierrquicas - cadeia decomando (cadeia escalar) associada comu-nicao horizontal (embrio do mecanismo decoordenao), definindo uma rigorosa estru-tura de autoridade e responsabilidade.

    10. ordem - cada coisa/pessoa no seulugar estabelecido previamente (racionaliza-o do trabalho), ou seja, perfeita ordenaohumana e material.

    11. equidade - garantindo a conciliaomais justa entre os interesses empresariais etrabalhistas.

    12. estabilidade do pessoal - diminuir arotatividade de mo-de-obra que julga maiseficincia na sua permanncia trazendosegurana no emprego. As organizaesdevem reter seus funcionrios, evitando o pre-juzo/ custos decorrente de novos processosde seleo, treinamento e adaptao.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 91

    Ao editar em 1916, o livro AdministraoIndustrial e Geral, demonstrou que as organizaesoperam envolvidas em um conjunto de seis funesbsicas:

    1.Tcnica - Atividade produtiva da empresa a funo bsica operacional.

    2. Comercial - Tarefas de entrada de insumos- compra de mercadorias - para processamento eoperao da empresa e tarefas de sada de produtosou servios - venda dos bens e servios. Saber com-prar e vender to importante quanto fabricar bem.

    3. Financeira - Captao e gesto de recur-sos financeiros, administrao do fluxo de caixa,crditos, aplicaes, pagamentos e recebimentosem geral.

    4. Contbil - Classificar e registrar ocorrn-cias econmicas ou financeiras da empresa. Apurarbens, direitos e obrigaes, lucros ou prejuzos.

    5. Segurana - Controles, atravs de normas,materiais e demais dispositivos legais visando pro-teo humana (salubridade do ambiente de traba-lho, condies de iluminao, temperatura e cuida-dos contra acidentes) e a proteo material (segu-rana de equipamentos, instalaes e construes).

    6. Administrativa - Organizar, planejar, tomardecises e controlar as tarefas e operaes diversasda empresa. Refere-se ao trabalho de gerncia,direo e controle das atividades para que a empre-sa possa atingir seus objetivos. esta funo, paramuitos, a mais importante, pois dela depende aobteno de resultados positivos na execuo detodas as outras funes.

  • 13. iniciativa - estmulo soluo dosproblemas que se apresentam, abrangendo odinamismo desde o principal executivo at osmais baixos nveis de autoridade.

    14. cooperao - estimulando o espri-to de equipe e a conjugao dos esforospara a meta final e destinos interligados.

    Para se ter uma idia da abrangnciade seus estudos, Fayol tambm considera-va um conjunto de seis qualidades pes-soais para melhor performance dos funcio-nrios:

    1. Fsicas: sade, destreza e vigor.2. Intelectuais: aptido para compreen-

    der e aprender (discernimento, fora e agili-dade intelectual).

    3. Morais: energia, firmeza, coragem deaceitar responsabilidades, iniciativa, deciso,tato e dignidade.

    4. CulturaGeral: conhecimentos variados.5. Conhecimentos especiais: relativos

    funo.6. Experincia: conhecimento prtico.

    Isso d forma pirmide hierrquica, e nosleva compreenso de que as habilidadestcnicas passam a ser, cada vez mais, adminis-trativas. Taylor e Fayol se complementam nasinvestigaes sobre administrao de negcios.

    Crticas Escola de Fayol:.A organizao um simples mecanismo..Racionalismo extremado..Empresas vistas como sistemas fechados..Pouco trabalho experimental..O homem visto como mais um ele-mento da mquina..Fayol v o homem influenciado por dinheiro.

    Henry Ford e a Administrao

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 92

    Para Fayol, "A capacidade tcnica do-mina a base da escala hierrquica enquan-to a capacidade administrativa domina otopo e, medida que algum se eleva naescala hierrquica, a importncia relativada capacidade administrativa aumentaenquanto a da capacidade tcnica diminui".

    Henry Ford (1863-1947), norte-americano,utilizou os princpios de padronizao e simplifi-cao de Taylor e desenvolveu outras tcnicasavanadas para a poca. Iniciou sua carreiracomo mecnico e, aps trabalhar para vriasoficinas, conseguiu construir um automvel,montando-o pea por pea.

  • Com o passar do tempo, tornou suasfbricas verdadeiros modelos de verticaliza-o. Inovador, extremamente ousado para apoca, defendia a ideia de que uma empresadeveria, na medida do possvel, contemplartodos os estgios do processo produtivo, che-gando, inclusive, a dominar as fontes dematria-prima que, no seu caso especficoeram a borracha, o ferro e o carvo.

    Assim possua desde a fbrica de vidro,plantao de seringueiras, at a siderrgica.Seu modelo de produo em massa - oFordismo - revolucionou a indstria automobi-lstica na primeira metade do sculo XX.Segundo historiadores, sua obsesso era tor-nar o automvel to barato que todos pode-riam compr-lo.

    A montagem de um carro no incio dosculo XX

    Em 1908, ano de lanamento do mode-lo T da Ford, a montagem de um automveldemorava doze horas e vinte minutos. Nadcada de 20, bastava uma hora e vinteminutos. O modelo vendeu 15 milhes de uni-dades. O mtodo de produo fordista exigiavultuosos investimentos e grandes instala-es, mas permitiu que Ford produzisse maisde 2 milhes de carros por ano durante adcada de 1920.

    Para conseguir isso, Henry Ford agiu,planejou, trabalhou e acabou por fazer umadecomposio da montagem do Ford T che-gando a 7.882 operaes. Decompor o trabalho

    em gestos elementares, racionalizar a produ-o, aumentando o rendimento, segundo Ford,era plenamente possvel, tornando seuempreendimento produtivo dentro de princ-pios ticos e politicamente corretos.

    Aperfeioou, sensivelmente, processosde linha de montagem. A produo em srie,melhorada por Ford, considerava o ritmo detrabalho em cadeia e poupava tempo e custos.

    Montava seus veculos em esteiras rolantesque se movimentavam enquanto o operrioficava praticamente parado, realizando umapequena etapa da produo, dispensando-seuma maior qualificao dos trabalhadores.

    Trs princpios so os pilares de suaorientao para a produo:

    1. Princpio de Intensificao

    Diminuir o tempo de produo com oemprego imediato dos equipamentos e damatria-prima e rpida colocao do produtono mercado. Objetivo: rpido retorno do capi-tal investido, buscando-se eliminar a capaci-dade ociosa, tanto de trabalhadores quantode equipamentos.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 93

    Ford relatou, em seus livros MinhaFilosofia de Indstria, e Minha Vida e MinhaObra, suas idias sobre Administrao, ocupan-do-se do sistema de produo empresarialcom nfase na eficincia produtiva e a conse-quente diminuio do custo unitrio dos pro-dutos, ao contrrio de Fayol, que centra suaanlise no aspecto administrativo da empresa.

  • 2. Princpio de Economicidade

    Reduzir volume do estoque da matria-prima em transformao ao mnimo. Objetivo:velocidade de produo, criar condies paraque o trator ou automvel fossem pagos sua empresa antes de vencido o prazo depagamento da matria-prima adquirida bemcomo do pagamento de salrios. explicadoeste princpio pela clebre frase presente emum de seus livros: O minrio sai da mina nosbado e entregue sob a forma de umcarro, ao consumidor, na tera-feira, tarde.

    3. Princpio de Produtividade

    Especializar o homem e a linha de mon-tagem. Objetivo: aumentar a capacidade pro-dutiva do trabalho. O resultado mais produ-o ao empresrio e a possibilidade do oper-rio ganhar mais.

    Anlise Crtica Escola de Ford

    A rigidez deste modelo de gesto indus-trial, com o passar do tempo, perdeu suafora. A frase de Ford, que dizia que poderiamser produzidos automveis de qualquer cor,desde que fossem pretos, tinha um motivo: atinta preta secava melhor, e os carrospoderiam ser montados rapidamente. Masesquecia-se de observar a tendncia de, cadavez mais, ser necessrio ouvir o consumidor,observar seus gostos e preferncias.

    Na Amrica, seu principal concorrente, aGeneral Motors, flexibiliza sua produo eseu modelo de gesto. Lana diversos mode-los de veculos, vrias cores e adota umsistema de gesto profissionalizado. Comisto, a GM ultrapassa a Ford como a maiormontadora do mundo. Nos anos 70, aps oschoques do petrleo e a entrada de competi-dores japoneses no mercado automobilstico,o Fordismo e a produo em massa entramem crise e comeam, gradativamente, aserem substitudos pela produo enxuta,modelo de produo baseado no SistemaToyota de Produo.

    Escola de Relaes HumanasSurgiram algumas frentes de oposio a

    Taylor como uma tentativa de humanizar otrabalho dando forma a novas teorias, asquais destacavam a importncia do aspectohumano acima dos aspectos mais mecanicis-tas do processo (mquinas, equipamentos emtodos de trabalho).

    Em 1927, o Conselho Nacional dePesquisas dos Estados Unidos iniciou umaexperincia na fbrica da Western EletricCompany, situada em Chicago, bairro deHawthorne, cuja finalidade era a de determi-nar a relao entre a intensidade da ilumi-nao e a eficincia dos operrios medidaatravs da produo.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 94

    Taylor, Fayol e Ford, com algumasdiferenas de enfoque, so os pioneirosdas teorias da Administrao. Portanto,apesar dos eventuais conflitos e falhas emsuas propostas, so os principais estu-diosos, nos quais se fundamentam os estudosda gesto de organizaes.

    Georges Elton Mayo (1880-1949),socilogo australiano, formou-se em medi-cina na Universidade de Adelaide. Foi umdos principais expoentes do mtodo dasociologia industrial norte-americana.

  • Foi contratada uma equipe de Harvard,liderada por Elton Mayo e Fritz Roethlisbergerpara conduzir os experimentos em um grandedepartamento onde moas montavam relsde telefone. A tese era que, aumentandoa luminosidade, a produtividade tambmaumentaria. Depois, diminua-se a iluminaoe comparavam-se os resultados.

    Essa experincia teve fases distintas, comobservaes, separao de grupos e entrevistas.

    1 Fase:A experincia obteve bons resultados,

    pois, quanto mais lmpadas eram acrescenta-das ao ambiente de trabalho, mais rels erammontados. Os especialistas estavam prontospara concluir o relatrio quando resolveramfazer a contra-prova, reduzindo a intensidadede luz para observar a queda na produtividade.

    Os resultados foram surpreendentes, poisa produo continuou aumentando, mesmoquando eram retiradas lmpadas do ambiente.

    2 Fase:Foram testadas, ento, vrias mudanas,

    cada qual com um resultado:. Pequenos intervalos de manh e de

    tarde: aumento da produtividade.. Sbado livre: continuou aumentando

    a produo.. Refeies durante os intervalos:

    aumentou mais ainda.. Deixando amigas trabalharem juntas:

    aumentou a satisfao no trabalho.. Horrio de sada que era 17:30 para

    18:00: aumento da produo.. Lderes simblicos (alguma operria):

    aumento da vontade do trabalho e produo.. Horrio de sada para 18:30: queda da

    produo.. Horrio de sada para 19:00: maior

    queda da produo.

    . Em vez de intervalos de manh e detarde, apenas um no meio do dia: queda daproduo.

    Nota-se que o ambiente de trabalho,tanto como o bem-estar dos trabalhadoresajuda a elevar a produo de uma empresa eno apenas o sistema exato de como agir,produzir etc.

    Ficou clara a relevncia do fator social eexpectativas individuais para o sucesso daempresa. Percebeu-se que o nvel de produodepende da integrao social dos indivduos.Os trabalhadores possuem um comportamentosocial; suas reaes no so isoladas, seucomportamento depender do grupo.

    No procedimento gerencial autoritrio,as pessoas so conduzidas a produzirem deforma mecnica, sem terem oportunidadepara pensar; j no de liderana, as pessoasso conduzidas a produzirem de forma envol-vente, participativa e criativa.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 95

    A concluso (que ficou conhecida como expe-rincia de Hawthorne) que a produtividadesobe quando h a percepo dos trabalhadorese a direo da empresa d ateno a eles. Comisso, Mayo e Roethlisberger mudaram o objeto desuas pesquisas.

    Mary Parker Follett (1868-1933),autora norte-americana, tratou de diversostemas relativos administrao. "Profetisado gerenciamento", suas idias, muito re-volucionrias para sua poca, at os diasatuais, em alguns casos, desafiam gestores denegcios.

    As concluses obtidas criaram uma novateoria de administrao: as relaes humanas.Esta afirmava que o desempenho dos traba-lhadores no dependia apenas de um corretomtodo de trabalho para a execuo das tare-fas, mas tambm - e principalmente - damotivao deles para realizar tais atividades.

  • Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 96

    Follett props que o ser humano somen-te se desenvolve quando carregado de res-ponsabilidade. Ela deu mais importncia srelaes individuais dos trabalhadores e ana-lisou seus padres de comportamento.

    Para Mayo, se uma empresa realmentequer aumentar o desempenho de seus traba-lhadores, deve praticar:

    . interesse pelo empregado e nosomente por mquinas e produtividade. Se osempregados fossem consultados sobre poss-veis modificaes nos processos de trabalho,poderiam se sentir importantes no contexto donegcio e, assim, produziriam mais.

    . novo estilo de superviso, no deforma impositiva, mas com maior participaodos trabalhadores.

    . fortalecimento das relaes com ogrupo de trabalho, em vez de tratar oindivduo isoladamente.

    De forma sinttica, temos as seguintesinformaes sobre as pessoas em ambientede trabalho:

    . O comportamento humano complexo.

    . O homem condicionado pelo ambiente.

    .O homem tem necessidade de segurana,

    afeto, aprovao, prestgio e autorrealizao.Vrios outros cientistas sociais, como

    Kurt Lewin (estudos sobre dinmica de grupose tipos de liderana) e Chester Barnard (fun-es do executivo) tambm se destacaram naanlise do papel do homem enquanto colabo-raram nos processos produtivos.

    A Escola Humanstica enfatizava a auto-nomia do empregado com maior delegaode autoridade e maior preocupao quantoao contedo e natureza do cargo e, por-tanto, maior liberdade e ateno organiza-o informal.

    A Escola das Relaes Humanas dentrode uma dinmica normal da evoluo social,sofreu influncias de novas maneiras de ver arelao entre trabalho e capital. Desta forma,mais alguns pensadores e pesquisadoresampliaram as concepes sobre modelos degesto de empresas. Vejamos algumas des-tas derivaes:

    Teoria Comportamental ouBehaviorista (Teoria Motivacional)

    Surgiu no final da dcada de 1940, dosculo passado, nos EUA, mantendo as pes-soas - colaboradores - como foco principal.Fundamentada em experimentos sobre crit-rios de aprendizagem, reaes, estmulos erespostas, fez uma anlise mais concreta dospadres comportamentais do indivduo.Alegava que esse comportamento reflete nodas organizaes. Destas anlises, surgiu aTeoria Motivacional de Abraham H. Maslow,baseada nas necessidades humanas.

    As concluses das experincias deHawthorne destacaram a necessidade de aadministrao estudar e compreender as rela-es entre as pessoas, enfatizando o trabalhoem equipe, o autogoverno e a cooperao entretodos. Isso determinou a continuao dos estu-dos de administrao nas dcadas seguintes,chegando at os dias de hoje.

  • Conclui-se que as necessidadespodem ser classificadas em uma espciede pirmide em que cada estgio se sobre-pe ao anterior, sendo alcanado somentequando o indivduo consegue subir odegrau anterior. Estuda o comportamentodo indivduo com relao s necessidadespessoais do ser humano para satisfazerseus anseios.

    Hierarquia das Necessidades

    Maslow identif ica necessidadeshumanas organizadas em uma hierarquia:

    Em Administrao, a teoria indica que oagente administrativo deve conscientizar-sedesta lgica para obter melhores resultadosde sua equipe. Quanto empresa, cabe aoadministrador entender que sua ao precisatrilhar rumo aos objetivos empresariais.

    Teoria dos Fatores Higinicos e FatoresMotivacionais de Herzberg

    A palavra chave continua sendo "motiva-o". Analisa-se o papel do estmulo dohomem, pois o elemento fundamental dasorganizaes, extremamente relevante naconduo dos negcios. Frederick Herzberg(psiclogo, consultor e professor) desenvolveuteoria dos dois fatores que procura explicar ocomportamento de trabalho dos indivduos.

    Para ele, existem dois fatores motiva-cionais:

    Para que o contedo do cargo (fatoresmotivacionais) seja sempre estimulante, pro-pe-se o enriquecimento do cargo. Isso trazefeitos desejveis como aumento da motiva-o, aumento da produtividade, reduo dasfaltas ao trabalho e reduo da rotatividadede pessoal.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 97

    FATORES MOTIVACIONAIS(Satisfatrios)

    FATORES HIGINICOS(Insatisfatrios)

    Contedo do Cargo(como o indivduo se sente arespeito do seu cargo)

    Contexto do Cargo(como o indivduo se sente arespeito de sua empresa)1. Condies de trabalho2. Administrao da empresa3. Salrio4. Relaes com o chefe5. Benefcios e servios sociais

    1. O trabalho em si2. Realizao Pessoal3. Reconhecimento4. Progresso profissional5. Responsabilidade

    necessidades humanas primrias e secundrias

    - Alimento- Repouso- Abrigo- Sexo

    Proteo contra:- perigo- doena- incerteza- desemprego- roubo

    Relacionamento- Aceitao- Afeio- Amizade- Compreenso- Considerao

    Necessidades doego:- Orgulho,- Autorrespeito- Autoestima- Progresso- Confiana- Status- Reconhecimento

    -Autodesenvolvimento- Autossatisfao

    SOCIAIS

    AUTO - REALIZAO

    ESTIMA

    SEGURANA

    FISIOLGICAS

    Fonte: Sikula, Andrew F. Personnel administration andhuman resources management. New York: John Wiley& Sons, 1976, p.88.

  • Teoria X e Teoria Y de DouglasMcGregor

    Douglas M. McGregor em sua Teoria Xe Y de estilos administrativos de direo, dizque o processo de gesto de pessoas depen-de das suposies que os administradorestm a respeito do comportamento humanodentro da empresa.

    Confrontao das Teorias X e Y

    A Teoria X se fundamenta em pressupo-sies errneas acerca do comportamentohumano e apregoa um estilo de direo emque a fiscalizao e o controle externo rgido(representado por uma variedade de meiosque garantem o cumprimento do horrio detrabalho, a exata execuo das tarefas pormeio dos mtodos ou rotinas e procedimen-tos de operao, avaliao do resultado dotrabalho, regras, regulamentos e decorrentesmedidas disciplinares pela no-obedinciaetc.) constituem mecanismos para neutrali-zar a desconfiana da empresa quanto spessoas que nela trabalham.

    Classifica os colaboradores como indo-lentes, preguiosos, no assumem respon-sabilidades e trabalham sob a perspectiva de

    recompensa econmica (o salrio).A Teoria Y diz que administrar um pro-

    cesso de criar oportunidades, liberar poten-ciais rumo ao autodesenvolvimento das pes-soas. No longo perodo de predomnio daTeoria X, as pessoas se acostumaram a serdirigidas, controladas e manipuladas pelasempresas at encontrarem fora do trabalhoas satisfaes para as suas necessidadespessoais de autorrealizao.

    Teoria do Enfoque Sistmico

    J vimos que a viso mais clssica daAdministrao (Taylor, Fayol e Ford) temcomo elementos principais fatores tcnicos.Na escola comportamental (Elton Mayo,Maslow, Herzberg, McGregor e outros) osfatores humanos predominam. A integraodesses dois enfoques um dos interesses doenfoque sistmico.

    A essncia do enfoque sistmico ainterao entre diversos elementos que seinfluenciam para realizar objetivos. Este enfo-que formou-se com base no seguinte conceito:

    O moderno enfoque de sistemas procuradesenvolver:

    . Uma tcnica para lidar com a grande ecomplexa empresa.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 98

    McGregor distingue duas concepesopostas de estilos de direo baseadas emconcepes antagnicas acerca da naturezahumana, a saber: a Teoria X (ou tradicional) e aTeoria Y (ou moderna).

    Teoria X: analisa concepes e premis-sas incorretas e distorcidas a respeito da natu-reza humana. Nela o administrador desenvolveum estilo de direo que se restringe aplica-o e ao controle da energia humana unica-mente em direo aos objetivos empresariais.

    Teoria Y: prope um estilo de direo par-ticipativo e democrtico baseado nos valoreshumanos e sociais, por meio do qual adminis-trar um processo de criar oportunidades,libertar potenciais, remover obstculos, enco-rajar o crescimento individual e proporcionarorientao quanto a objetivos.

    Sistema o conjunto de partes inte-grantes e interdependentes que formam umtodo unitrio com determinado objetivo eexerce determinada funo.

  • . Um enfoque sinttico do todo o qualno permite a anlise em separado das par-tes, em virtude das intrincadas inter-relaesdas partes entre si e com o todo, as quaisno podem ser tratadas fora do contexto.

    . Estudo das relaes entre os elemen-tos componentes em preferncia ao estudodos elementos em si, destacando-se o pro-cesso e as probabilidades de transio espe-cificadas em funo dos seus arranjos estru-turais e da sua dinmica.

    Componentes Bsicos de um Sistema

    a. Objetivo - razo de existncia dosistema, ou seja, a finalidade para a qual osistema foi criado (o que se pretende; o resul-tado que se espera alcanar).

    b. Entrada do Sistema - foras que for-necem ao sistema o material, a informao ea energia para a operao ou processo, oqual gerar determinadas sadas do sistemaque devem estar em sintonia com os objeti-vos estabelecidos.

    c. Processo de Transformao - funoque possibilita a transformao de um insumo(entrada) em um produto, servio ou resul-tado (sada).

    d. Sada do Sistema - resultado doprocesso de transformao. Devem sercoerentes com os objetivos do sistema e,tendo em vista o processo de controle e ava-liao, as sadas devem ser quantificveisde acordo com parmetros previamente fixa-dos.

    e. Controle e Avaliao do Sistema -verifica se as sadas esto coerentes com osobjetivos estabelecidos. O controle e avalia-o so realizados em uma medida dedesempenho do sistema padro.

    f. Realimentao ou Feedback - rein-troduo de uma sada sob a forma deinformao. Instrumentos de controle soresultados das divergncias verificadas entreas respostas de um sistema e os parmetrospreviamente estabelecidos.

    Teoria do Enfoque da Qualidade

    Com a expanso do setor industrial, noincio do sc. XX, com o desenvolvimento daproduo em massa, um melhor controle daqualidade se tornou necessrio. Esta visoevoluiu para a administrao da qualidade total.

    A evoluo do controle da qualidadepara a moderna administrao tem trs pero-dos distintos:

    . Era da Inspeo: Criou-se a funode inspetor da qualidade que, at os dias dehoje, permanece em muitas empresas. Masacabar gradativamente com a dependnciada inspeo em massa para garantir a quali-dade fundamental.

    A inspeo e o controle no produzemqualidade, apenas verificam sua existnciaou no.

    A qualidade no deriva da inspeo esim da melhoria do processo produtivo.

    . Era do Controle Estatstico: Tcnicasde amostragem e procedimentos fundamen-tados na cincia Estatstica so a base desteperodo em que a separao dos produtosbons dos ruins era realizada de forma que seapontassem indicadores numricos de quan-tidade, incidncia etc.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 99

    SISTEMA

    Objetivo

    Entrada do Sistema

    Transformao

    Sada do Sistema

    Controle e Avaliao

    Realimentao ouFeedback

  • A principal justificativa para o novo con-trole a necessidade de padronizao,visto que estamos falando de produo emmassa, ou seja, grande quantidade.

    . Era da Qualidade Total: A qualidadeno mais se refere ao produto ou servio,nem responsabilidade apenas do departa-mento da qualidade. problema de todos osfuncionrios e abrange todos os aspectosoperacionais. Torna-se uma questo sistmica.

    Se o sistema de qualidade funcionar,garante-se a qualidade dos produtos e servi-os. Evolui-se para o que chamamos Era daQualidade Total em que, dentre vrios espe-cialistas, destacamos Deming, Feigenbaume Ishikawa.

    Modelo Japons de Administrao

    O modelo japons de administraoconfunde-se com a centralizao da idia daqualidade total. Juntando-se as tradies cul-turais japonesas, a administrao cientfica eos princpios da qualidade, teremos uma sn-tese do modelo japons.

    Toyota

    Na dcada de 1950 do sculo passado,com a estagnao provocada pela guerra, aToyota, uma empresa de pequeno porte, napoca, tinha um programa de produo de1000 carros por ms. Se fabricasse mais, noconseguiria vender.

    Nos anos 80, a Toyota fabricava 1000 car-ros em poucos minutos e era a terceira maiorfabricante mundial, atrs da GM e da Ford.

    As tcnicas desenvolvidas na Toyota foramrapidamente adotadas em outras empresas doJapo. Nesse processo de disseminao, outrosingredientes foram agregados, originando umconjunto de solues que se tornou conhecidocomo as artes industriais japonesas ou o modelojapons de administrao.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 100

    MODELO JAPONS

    nfase naEficincia

    Combate aoDesperdcio

    SimplificaoModelo FORD

    QualidadeTotal

    Toyoda e OhnoEiji Toyoda, da famlia proprietria da

    Toyota, e Taiichi Ohno, o chefe da engenharia daempresa, so os principais responsveis peloconjunto de tcnicas de manufatura que se tornouconhecido como Sistema Toyota de Produo.

    Nos anos 50, ambos concluram que oSistema Ford no poderia funcionar na Toyota,que era sensivelmente menor e precisava desolues mais eficientes e menos dispendiosas.

    Ao longo de um perodo de cerca de 20anos, Toyoda e Ohno colocaram em prtica osprincpios que formam a base do SistemaToyota de Produo e que so:

    . eliminao de desperdcios

    . produo de veculos comqualidade

    . produo enxuta

  • Posteriormente, a idia central da produ-o enxuta - a eliminao de desperdcios -ganhou maior envergadura e alcanou toda aadministrao da empresa. Isto, no Ocidente,virou uma espcie de prtica comum.

    Nos anos 90, a expresso organizao(ou empresa) enxuta passou a fazer parte dovocabulrio corrente nas anlises de modelosde gesto.

    Escola Estruturalista

    Como o prprio nome diz, analisava a"estrutura como um todo". Desta forma, sepreocupava com a interdependncia entre aspartes que formam o todo.

    O estruturalismo surgiu como vertenteideal por entender que as organizaes sosistemas abertos e que a burocracia limita ouniverso de ao. Seus "pensadores" concen-travam-se na estrutura interna e em sua inte-rao com outras organizaes. O autor quemais se destacou na Escola Estruturalista foi ocientista social Amital Etzioni.

    Na verdade, a Escola Estruturalista pro-cura unir teorias anteriores (Escola Clssica,Escola das Relaes Humanas) em sua an-lise. No apresenta novos conceitos a respei-to da organizao formal e informal, masbusca o equilbrio entre elas e sua interaocomo ambiente. Segundo os estruturalistas,h dois modos de ver e conceber uma

    organizao: racional e natural.Esta Escola passa a utilizar uma abor-

    dagem mltipla por meios de anliseintraorganizacional e interorganizacional.Acredita que os conflitos so os elementosgeradores das mudanas e do desenvolvi-mento organizacional. Os autores estrutura-listas procuram correlacionar as organi-zaes com seu ambiente externo so-ciedade, estabelecendo novo conceito deorganizao.

    Alguns fatores econmicos e sociaisinfluram nas organizaes, tais como oaumento da populao, o crescimento dascidades, a produo em srie etc. O cresci-mento trouxe a complexidade e as empresasdepararam-se com grandes desafios relacio-nados ao melhor aproveitamento de matria-prima, custos menores, novos mercados, tec-nologia etc.

    O modelo estruturalista contempla aanlise da estrutura formal e da informal.

    Escola do DesenvolvimentoOrganizacional

    Cientistas sociais nos Estados Unidosenfatizavam o desenvolvimento organizacio-nal planejado. Mais uma vez, confirmou-seque a organizao define a estrutura e osprocedimentos de trabalho. As origens doDesenvolvimento Organizacional podem seratribudas difcil aplicabilidade das teoriasadministrativas ao aprofundamento dos estu-dos sobre a motivao humana e a sua inter-ferncia na dinmica das organizaes, conscientizao sobre as mudanas e fuso de duas tendncias no estudo daorganizao: estudo da estrutura e estudo docomportamento humano.

    Essa escola pode ser caracterizadacomo um desdobramento da TeoriaComportamental, pois estabelece mudanase flexibilidade organizacional.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 101

    Dentro da viso organizacional da EscolaEstruturalista, define-se o conceito de homem--organizacional, que desempenha papis emdiferentes organizaes.

    Crtica ao Modelo EstruturalistaA tipologia desenvolvida das organiza-

    es, em razo de sua limitada aplicabilidadeprtica, muito discutvel em certos casos.

  • Baseando-se nas cincias do compor-tamento, o Desenvolvimento Organizacionalprocura aplicar a dinmica de grupo aos pro-cedimentos de planejamento. Envolve vriasmudanas e a organizao precisa estar dis-ponvel para diagnosticar, planejar e imple-ment-las.

    Para tanto, os gestores realizam con-tinuamente a captao de informaes viacoleta de dados, diagnstico organizacional eao de interveno.

    Crticas Escola doDesenvolvimentoOrganizacional

    Alguns cientistas da Administrao tma convico de que o DesenvolvimentoOrganizacional apenas um rtulo utilizadopara a embalagem de descobertas e prin-cpios da Teoria das Relaes Humanas e daTeoria Comportamental, com algumas refor-mulaes.

    Teoria da Contingncia

    A palavra contingncia est associa-da quilo que pode ou no acontecer, que "imprevisvel" e pode acontecer sem quetenha sido planejado. A estrutura daempresa ir depender das caractersticasdo meio externo e da interao empresa-ambiente.

    Essa teoria chamada de contingencial,pois procura explicar as empresas em dife-rentes contextos. A tecnologia uma variantecondicionante a que se atribui grau de eficin-cia tanto maior quanto mais avanada ela for.

    Nesta escola, estudos levaram os

    pesquisadores a conclurem que o tipo daestrutura organizacional determinadopelos fatores ambientais. A estrutura e ocomportamento organizacional integramas variveis dependentes, enquanto oambiente e a tecnologia compem as va-riveis independentes. A administraocontingencial se v atrelada a trs nveisorganizacionais: institucional, intermedirioe operacional.

    A principal caracterstica da Teoria daContingncia no haver uma melhormaneira de administrar. A empresa nopode ser esttica e nem pode existir umasoluo nica para todas as empresas. Aempresa deve centrar esforos em produtose servios que ofeream giro de capital rpi-do, alm de buscar constantemente novosnichos de mercado.

    Muitas das abordagens aqui analisadas,com nfases diferenciadas podem ser enu-meradas quando estudamos os principaispensadores da Administrao.

    De maneira geral, podemos dizer queo principal divisor de enfoque uma visomais mecanicista nos primeiros estudos,passando por uma abordagem mais volta-da para a valorizao do elemento huma-no e, finalmente, caminha-se para aborda-gens mais contingenciais, todas voltadaspara a complexa competitividade queexiste em todos os setores da economiamundial.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 102

    O Desenvolvimento Organizacionaltem como pressupostos bsicos:

    - constante e rpida mutao do ambiente.- necessidade de contnua adaptao.- interao entre organizao e am-

    biente, indivduo e organizao, objetivosindividuais e organizacionais.

    - mudana organizacional planejada.

    VariveisDependentes

    ComportamentoOrganizacional

    Estrutura

    Variveisindependentes

    Ambiente

    Tecnologia

  • 1 - Conceitue Administrao.

    R:__________________________________________________________________________________________________________________________________________

    2 - Complete as lacunas:

    O gerenciamento de negcios acontece em ambientes em que as pessoas assumem_________________________ e tambm se enquadram em situaes de _____________,ou seja, so submetidos ou exercem poder.

    3 - Ao analisarmos habilidades das pessoas nas tarefas do dia-a-dia, podemossepar-las em quais categorias?

    R: ____________________________________________________________________

    4 - Dentre os vrios fatores apresentados, que justificam a administrao de negcios,mencione, ao menos, duas motivaes.

    R: ____________________________________________________________________

    5 - Assinale a alternativa que apresenta fatores determinantes do xito da gestoadministrativa:

    ( ) a - viso, insistncia a qualquer preo, incentivo, recursos e plano de ao( ) b - reviso, competncia, motivao, recursos e plano de ao( ) c - viso, competncia, incentivo, recursos e plano de ao( ) d - viso, competncia, incentivo, discursos e plano de ao

    6 - Preencha as lacunas:

    Taylor, o "Pai da Administrao Cientfica", focava sempre a ________________e ________________ operacional na gesto de negcios industriais.

    7 - Taylor tambm acentuou os conflitos com os sindicatos pela ocorrncia de demissese insatisfaes geradas pelo novo cenrio de relaes entre empresa e empregados.

    ( ) certo ( ) errado

    8 - De acordo com nossos estudos, o que Taylor quis dizer com "princpios cientficosem substituio ao empirismo"?

    R:__________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 103

    Aula 2

  • 9 - Taylor menciona que devem existir regras bsicas para a diviso de tarefas emdiferentes etapas das diversas atividades. Ele se refere a:

    ( ) a - diviso de equipes do mesmo setor( ) b - diviso do trabalho( ) c - treinamento puro( ) d - coordenao

    10 - Na diviso de autoridade e responsabilidade, como ficam as tarefas?

    R: ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    11 - Fayol se destacou por enfatizar:

    ( ) a - anlise apenas de tempos e mtodos( ) b - anlise de salrios e produo apenas( ) c - estudo dos ndices de produtividade( ) d - teoria global da ao administrativa, estrutura e funcionamento dos setores.

    12 - Quais so as funes bsicas da gesto de negcios, segundo Fayol?

    R: ____________________________________________________________________

    13 - "A subordinao do interesse individual ao coletivo". Este um dos quatorzeprincpios de Fayol. Explique-o.

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    14 - Complete a frase:

    Fayol divulgou a lgica de que o Administrador trabalha com ______________________,______________________, ______________________, ______________________,e _____________________.

    15 - Explique a afirmao de Fayol: "A capacidade tcnica domina a base daescala hierrquica enquanto a capacidade administrativa domina o topo e, medida quealgum se eleva na escala hierrquica, a importncia relativa da capacidade administrativaaumenta enquanto a da capacidade tcnica diminui":

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 2 104

  • Atividades dos Gerentes

    Atividades Gerenciais

    1. Tomar decises e resolver proble-mas: um fornecedor no fez uma entregaimportante; um cliente estratgico est comproblemas de caixa e no pde pagar umafatura de valor elevado.

    2. Processar informaes: ler, inter-pretar e tomar posterior posicionamentosobre relatrios internos, captar e interpretarinformaes publicadas sobre a empresa,concorrncia, clientes e o mercado deatuao, escrever relatrios diversos etc.

    3. Representar a empresa: discursosem eventos, relaes pblicas com clientes,atividades mercadolgicas, feiras, semin-rios, contatos com autoridades para defesa deinteresses organizacionais, assinar correspondn-cia, emisso de documentos escritos ou ele-trnicos etc.

    4. Administrar pessoas: selecionarfuncionrios, autorizaes e/ou aprovaesde treinamentos, gesto de conflitos e toma-da de decises sobre demisses, admissesentre outros.

    5. Cuidar da prpria carreira: estudar,adquirir novas habilidades e informaes,estabelecer e manter relaes com pessoasimportantes da empresa, manter-se atualiza-do com as inovaes etc.

    Nveis Hierrquicos

    Se separarmos, apenas, os colaborado-res que possuem poder delegado oficialmente;que tm subordinados e cujas decises tive-ram um peso sobre o andamento dos neg-cios, em maior ou menor grau, podemosdividi-los, hierarquicamente, em trs nveis:

    a - Executivos: Diretores, superinten-dentes e presidentes so palavras que indi-cam ocupantes dos cargos mais importantesda hierarquia, a alta administrao. Emorganizaes mais complexas, comum aexistncia de grupos que esto acima destesexecutivos. So Conselhos de Administraoou rgos colegiados, geralmente formadospor acionistas majoritrios ou membros doquadro social da empresa ou scios.Decises mais estratgicas como definiode objetivos e metas a mdio e longo prazoso tarefas da alta administrao.

    b - Gerentes Intermedirios: coorde-nar grupos de trabalho nos departamentos,divises ou reas correlatas tarefa destegrupo. Cabe aos gerentes intermediriostransformar as decises da alta cpula emobjetivos mais especficos. Definir e mobilizarrecursos para que esses objetivos sejamatingidos por setor.

    c - Supervisores: podem ser vistoscom nomes diversos: lderes de produo,encarregados ou mesmo supervisores. Socolaboradores que tm a responsabilidadeda conduo das tarefas operacionais daempresa, sejam elas pertinentes a gruposoperacionais administrativos ou da produo.

    Grupos autogeridos: uma espcie de"clula de produo" autnoma que dispensaum supervisor, por exemplo, pode dar origema um grupo "autogerido". Concentram-se astarefas de administrao em um gerente e osfuncionrios executam as tarefas operacio-nais com certa autonomia, reportando-sediretamente ao gerente sem a necessidade

    AULA 3ORGANIZAO E

    DEPARTAMENTALIZAODE EMPRESAS

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 105

  • de mais um nvel hierrquico, neste caso, osupervisor. Neste modelo as equipes autoge-ridas tm responsabilidade e autoridade paratomar e implementar a maioria das decisesque caberiam a chefes e/ou supervisores domodelo apresentado anteriormente.

    Departamentalizao

    A estrutura organizacional bastantedinmica, sendo que suas mudanas so osmeios mais eficazes de melhorar o desempe-nho do sistema. Quando se planeja umaestrutura organizacional deve-se levar emconta os seguintes objetivos:

    . identificar as tarefas fsicas e mentaisa serem desempenhadas.

    . organizar funes e responsabilidadesatravs do agrupamento de tarefas em funesque possam ser bem desempenhadas e atribuirsua responsabilidade a pessoas ou grupos.

    . proporcionar informaes e recursosaos empregados de todos os nveis para quetrabalhem de maneira to eficaz quanto pos-svel, incluindo retorno avaliativo sobre seusdesempenhos. As medidas de desempenhodevem ser compatveis com os objetivos emetas empresariais.

    . motivao para o melhor desempenhopossvel.

    Departamentalizar

    a operao de dividir a organizaopor departamentos e setores de acordo com adiviso do trabalho e direo num mesmonvel de autoridade. Deve-se destinar osrecursos de acordo com as reais necessi-dades de cada tarefa.

    Organograma

    a representao grfica dos nveishierrquicos e departamentais de umempreendimento. Tem a forma de um grfico,uma espcie de "fotografia" de cada parte daempresa. Demonstra a hierarquia e as inter--relaes existentes entre essas partes e ato limite das atribuies de cada um.

    Os organogramas so dinmicos, ouseja, a cada modificao na estrutura depar-tamental da empresa, ela deve ser refeita. Aamplitude de ao dos gerentes pode serbaixa, mdia ou alta, dependendo da estrutu-ra da empresa. Veja:

    1. Estrutura BaixaMuitos colaboradores so subordina-

    dos a um ou poucos superiores, caracteri-zando uma amplitude de ao gerencial muitoalta. No exemplo abaixo, temos um nvel hie-rrquico com um executivo:

    2. Estrutura MdiaQuantidade mdia de colaboradores

    subordinados a quantidades proporcionais desuperiores. No exemplo abaixo, de amplitudegerencial mdia, temos 2 nveis hierrquicose 5 executivos:

    3. Estrutura AltaVrios nveis sobrepostos (cadeia esca-

    lar), ou seja, aumenta-se a eficincia da super-viso diminuindo-se a amplitude (menos subordi-nados). Na atualidade, h um questionamento

    EXECUTIVO

    EXECUTIVOEXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO

    35Funcionrios

    35Funcionrios

    35Funcionrios

    35Funcionrios

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 106

    Como j falamos em nossos estudos:"Organizao um grupo de indivduos comuma meta comum, reunido por um conjuntode relacionamentos de autoridade e deresponsabilidade."

    EXECUTIVO

    140 FUNCIONRIOS

  • quanto aos custos que este tipo de estruturatraz para a organizao. No caso abaixo,de amplitude gerencial baixa, apresentamos

    3 nveis com 13 executivos.

    Modelos de Departamentalizao

    a- Organizao FuncionalModo mais simples de departamenta-

    lizao. Baseia-se no critrio funcional quepode estar presente tanto em organizaesde grande como de pequeno porte. Nestemodelo, a estrutura evolui para outras formasmais complexas como veremos adiante.

    . Funes organizacionais: so con-juntos de tarefas interdependentes, todascontribuindo para a realizao da misso,propsito ou tarefa total de uma organizao.Podemos afirmar que algumas funes somais essenciais: produo, vendas e finan-as; outras servem de apoio, as quais forne-cem sustentao administrativa s funesessenciais.

    No modelo funcional, cada departamentocorresponde a uma funo principal. Dandosequncia a este princpio, todos os setores esees acompanham o critrio funcional em suas

    operaes cuja autoridade mais ampla no sen-tido horizontal. Ela permite, atravs da diviso daadministrao, direo e demais comandos porfunes que o poder de determinado superiorinterfira em qualquer outro departamento ou setor.

    Deciso de um executivoUm diretor de recursos humanos de

    comum acordo com outros executivos, decidemodificar alguma estrutura dos benefcios ofere-cidos aos funcionrios. Esta deciso atingir todoo mbito empresarial cujo comando e direoso limitados competncia da funo pertinen-te pessoa investida de autoridade.

    EXECUTIVO

    EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO

    EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO EXECUTIVO

    20funcion.

    20funcion.

    20funcion.

    10funcion.

    20funcion.

    20funcion.

    20funcion.

    10funcion.

    PRESIDENTE

    DIRETORINDUSTRIAL

    DIRETORMARKETING

    DIRETORFINANAS

    DIRETORLOGSTICA

    DIRETORLOGSTICA

    GERENTEMANUTENOE UTILIDADES

    GERENTEENGENHARIA

    EPRODUO

    GERENTEVENDAS E

    ASS.TCNICA

    GERENTEPROMOOE PESQUISA

    GERENTECONTABIL.

    E ADM.TRIBUTRIA

    GERENTEADM.

    FINANC. EANLISE

    GERENTECOMPRAS E

    ADM.MATERIAIS

    GERENTEARMAZNS

    EDISTRIBUIO

    GERENTEPESSOAL

    ESEGURANA

    GERENTEBENEFCIOS

    ESERV.GERAIS

    X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 107

  • Grandes empresas podem tambmadotar o modelo funcional para os seguintescasos:

    . Pequena diversificao tecnolgica oude produtos.

    . Venda e distribuio dos produtospelos mesmos tipos de canais.

    . Execuo de operaes numa mesmarea geogrfica.

    . Ambiente externo estvel (consumo,fornecimento e concorrncia relativamenteconstantes).

    b- Organizao por ProdutoUma linha de produo diversificada,

    ou ainda, uma prestadora de servios diferen-ciada, geralmente precisa administrar, indivi-dualmente, cada um de seus produtos ou ser-vios. Neste caso, ter uma estrutura em quecada unidade tem responsabilidade sobre umproduto, projeto ou programa com sua prpriaestrutura funcional.

    A cooperao entre os especialistas muito boa, o que facilita a necessidade cons-tante de inovao de produtos.

    c - Organizao por Territrio ouGeogrfica

    Nvel nacional e internacionalImagine uma empresa que opere seus

    negcios para estar em todo territrio nacio-nal e em vrios continentes. A estrutura con-templa unidades responsveis por uma reageogrfica (ou territrio) com sua prpriaestrutura funcional. Se existem indicadoresde que o sucesso depende particularmentede um ajuste s condies locais, esta amelhor formatao.

    Autonomia prpria a cada territrio nor-mal na organizao geogrfica quando osclientes esto dispersos ou alguma necessida-de, como a obteno de insumos, justificam adiviso territorial. Na maioria das multinacio-nais, cada pas representa uma diviso (veja oquadro na prxima pgina).

    BRINQUEDOS CATAVENTOPRESIDENTE

    DIR. BR.MADEIRA

    DIR. BR.PLSTICO

    DIR. JOGOSELETRN.

    D I R . J O G O SPEDAGGICOS

    DIR. BR.ECOLGICO

    GERENTEPRODUOCOMERC. E

    MARKETING

    GERENTEADMINISTR./FINANCEIRO

    GERENTEADMINISTR./FINANCEIRO

    GERENTEPRODUOCOMERC. E

    MARKETING

    GERENTEADMINISTR./FINANCEIRO

    GERENTEPRODUOCOMERC. E

    MARKETING

    GERENTEADMINISTR./FINANCEIRO

    GERENTEPRODUOCOMERC. E

    MARKETING

    GERENTEADMINISTR./FINANCEIRO

    GERENTEPRODUOCOMERC. E

    MARKETING

    X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 108

    Aplicaes do Modelo Funcional. Organizao que se inicia (acaba de

    ser fundada).. Empresas de pequeno porte.. Manufatura simples (um nico pro-

    duto) ou prestadora de um nico servio.

    Aplicaes do Modelo por Produto. Empresas industriais (linhas de pro-

    duo); comerciais (lojas de departamento);servios (especialistas pelo fornecimento).

    . indicado quando a estratgia dnfase a cronogramas, custos e outrasconsideraes empresariais.

  • Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 109

    Aplicaes do Modelo por Territrio

    Organizao das reas de vendas aprestao de servios, principalmentequando a empresa concentra suas ativida-des produtivas e administrativas num lugarnico (matriz), mas tem operaes comer-ciais e de servios em reas dispersas.

    Unidades de Negcios - Conceito

    Uma Unidade de Negcios a deno-minao utilizada, nos dias atuais, para odepartamento ou diviso de uma empresaresponsvel pela rea geogrfica ou produ-to, cujo gerente/executivo subordina-se dire-tamente ao administrador principal. Estas"unidades" atuam como fortes elementosdescentralizadores para que as empresaspossam atuar em diversos territrios, aten-der mercados diferenciados e trabalhar comlinhas de produtos ou servios diversificados.

    Geralmente a organizao estruturadaem unidades de negcios tem um grupo deservios centralizados chamados corporati-vos (ou reas corporativas).

    d- Organizao por Cliente

    Apropriada para atendimento de clientesdiferenciados, os quais possuem necessida-des distintas, ou ainda, no atendimento declientes iguais, mas com necessidades dife-renciadas. O objetivo aqui assegurar a satis-fao dos clientes atravs da departamen-talizao de unidades divididas de modo aatender clientes com faturamento significativo.

    Exemplos tpicos

    . Agncias de propaganda.

    . Bancos (varejo, financiamentos: inds-trias, crdito rural, crdito ao consumidor etc.).

    . Lojas de departamentos (combinam,simultaneamente, produto e cliente).

    . Fbricas de alimentos, veculos, ves-turios que atendem tanto consumidoresfinais quanto intermedirios (atacadistas, con-cessionrias etc). Veja na pgina seguinte umquadro exemplificando este tpico.

    Aplicaes do Modelo por ClienteQualquer nvel hierrquico pode adotar

    este modelo sempre que houver diferenas

    SERVIOSCENTRAIS

    DIR. NEG.EUROPA

    DIR. NEG.AM. LATINA

    DIR. NEG.AM. NORTE

    DIR. NEG.SIA

    MARKETING

    PRODUO

    FINANAS

    REC.HUMANOS

    REC.HUMANOS

    FINANAS

    PRODUO

    MARKETINGMARKETING

    PRODUO

    FINANAS

    REC.HUMANOS

    REC.HUMANOS

    FINANAS

    PRODUO

    MARKETINGP & D

    FINANAS

    MARKETING

    JURDICO

    BRINQUEDOS CATAVENTOPRESIDENTE

  • marcantes entre a clientela da empresapara fazer um atendimento especializado(volume de compras, intensidade/frequn-cia do atendimento exigido pelo cliente,caractersticas especiais dos produtos etc).

    e- Estruturas CompostasAs organizaes usam e combinam,

    com liberdade, todos os tipos de estruturasapresentadas, tentando ajustar as diferentespartes da organizao a condies diferen-tes. Embora a estrutura da General Motorsseja por produto, os departamentos dentro decada diviso esto divididos com base na suafuno. Do mesmo modo, uma companhia deaviao pode estar dividida geograficamenteem trs regies principais. Em cada uma, noentanto, haveria vrios departamentos funcio-nais como operaes de voo, servios deterra, servios de reservas etc.

    - Perodo: grupos diferentes de pes-soas que trabalham em determinados hor-rios (ou turnos) em que o chefe do turno responsvel pelas tarefas realizadas em

    determinado horrio. Ex. hospitais, seguran-a pblica, empresas que operam sem inter-rupo etc.

    - Disciplinas: escolas/faculdades, labo-ratrios, institutos de pesquisa.

    - Quantidade: pessoas agrupadas emfuno do volume de trabalho. Ex.: empre-sas com grandes volumes de produoonde o total dividido em linhas de produ-o, cada uma responsvel por uma parteda produo.

    - Fases: derivao de departamentali-zao por produto em que cada fase do pro-cesso produtivo poder ser aplicada a umsetor (prensas, montagem, pintura e acaba-mento).

    - Projetos: atividades temporrias oufinitas que no tenham padro de regulari-dade (eventos, projetos, montagens e colo-cao em operao de grandes equipa-mentos feitos sob encomenda etc). Umaorganizao por projeto um departamentotemporrio que aloja o gerente e a equipede um projeto dentro da organizao fun-cional. Terminado o projeto, a empresaperde sua razo, sendo desmobilizada.Existem trs tipos principais de organiza-o por projetos: os funcionais, os puros(autnomos/especiais) e as estruturasmatriciais.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 110

    PRESIDENTE

    DIRETORADMINISTRATIVO

    DIRETORATENDIMENTOPESSOA FSICA

    DIRETORATENDIMENTO

    PESSOA JURDICA

    DIRETORATENDIMENTOGOVERNO

    GERENTEPRODUO/ENGENHARIA

    GERENTEFINANAS/CONTAB./

    R. HUMANOS

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    GERENTECOMERCIAL/MARKETING

    X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS. X FUNCS

    Importante: Ao enfatizar os critriosde departamentalizao podemos obede-cer a necessidades especiais como pero-do, disciplina, quantidade, fase e projetos.

  • 1 - Dentre as vrias atividades gerenciais, mencione uma das estudadas:

    R: ____________________________________________________________________

    2 - Conceitue Departamentalizao.

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    3 - Para que serve um Organograma?

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    4 - No que se refere s funes organizacionais, produo, vendas e finanas seriam:

    a - ( ) funes de apoiob - ( ) funes essenciaisc - ( ) funes de sustentaod - ( ) funes secundriase - ( ) funes primrias

    5 - Associe os tipos de organizao sua definio.

    ( a ) organizao funcional

    ( b ) organizao por produto

    ( c ) organizao por territrio ou geogrfica

    ( d ) organizao por cliente

    ( e ) estruturas compostas

    6 - Assinale com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

    ( ) Funes organizacionais so conjuntos de tarefas interdependentes, todascontribuindo para a realizao da misso, propsito ou tarefa total de uma organizao.

    ( ) Na organizao funcional, a autoridade mais ampla no sentido vertical.( ) Uma linha de produo diversificada, ou ainda, uma prestadora de servios dife-

    renciados, nunca precisa administrar individualmente cada um de seus produtos ou servios.( ) A Organizao por Cliente apropriada para atendimento a clientes diferenciados,

    os quais possuem necessidades distintas, ou ainda, no atendimento de clientes iguais, mascom necessidades diferenciadas.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 111

    Aula 3

    ( ) administrao individual dos produtos

    ( ) unidades divididas para atendimentoexclusivo( ) combinam todos os tipos de estruturaorganizacional( ) modo mais simples de departamenta-lizao( ) caracterizada por reas geogrficas

  • Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 3 112

    Complete o organograma, para a figura Metalrgica K, que possui um Presidente,3 Diretores, e os seguintes gerentes:

    1 - Produo2 - Manuteno3 - Compras e Administrao de Materiais4 - Vendas5 - Promoes e Pesquisas6 - Assistncia Tcnica7 - Contabilidade8 - Financeiro9 - Pessoal

    PRESIDENTE

    DIRETORINDUSTRIAL

    DIRETORMARKETING

    DIRETORFINANAS

    ORGANIZAO DE EMPRESAS

  • A Administrao, para ser exercida,exige uma combinao de aes para obten-o dos objetivos, sendo desempenhadascertas funes neste processo.

    O processo de administrar consiste emtomar decises que envolvem quatro funesbsicas:

    1. Planejar: trabalhar com programas,projetos e planos para desenvolvimento dasoperaes da organizao.

    2. Organizar: estruturar a organizao,criando recursos humanos, tcnicos, mate-riais, financeiros etc.

    3. Dirigir: tomar decises, comandar,supervisionar, atribuir responsabilidades;

    4. Controlar: exercer a monitorao dastarefas de conformidade com as ordens dadas.

    Processo de Planejamento

    Para qualquer administrao, o futuro setorna incerto quando as informaes soinsuficientes sobre os diversos comportamen-tos que precisam ser monitorados; concorrn-cia, consumidores, fornecedores, fontes definanciamentos e demais segmentos queatuam sobre o ambiente empresarial.

    Quando a concorrncia atua para obten-o dos mesmos objetivos de determinadaempresa, a incerteza fica maior ainda.

    A concorrnciaMinha corporao trabalha no desenvol-

    vimento de um produto novo e, de repentemeu principal concorrente tambm procuradesenvolver o mesmo produto. Estratgiasiguais sempre geram incerteza.

    O futuro no sempre incerto ou desco-nhecido. Se existe um mnimo controle sobreeventos, pode-se antever com razovel preci-so o que acontecer nele. Atos e decisespassadas, se forem tomados com planeja-mento e devido cuidado, so elementos quemostraro seus efeitos com certa antecedncia.

    Definio

    O processo de planejamento a ferra-menta que as pessoas e organizaes usampara administrar suas relaes com o futuro. uma aplicao especfica do processo deci-srio. As decises que procuram, de algumaforma, influenciar o futuro, ou que sero colo-cadas em prtica no futuro, so de planeja-mento.

    Com base nesse conceito bsico, o pro-cesso de planejamento pode ser definido devrias maneiras:

    O processo de tomar decises de plane-jamento tem presena marcante nas ativida-des dos administradores das organizaes. Acriao de qualquer organizao comeacom decises interdependentes de planeja-mento interno e externo.

    AULA 4FUNES ADMINISTRATIVAS

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 4 113

    Leon C. Megginson, autor de AdministraoConceitos e Aplicaes (Ed. Harbra, 1 edio)menciona: no importando o tipo de indstria, onvel ou a funo organizacional envolvidos,pelo menos cinco funes precisam ser desem-penhadas por quem quer que seja o admi-nistrador: planejamento, organizao, preenchi-mento de vagas, direo e controle das ativi-dades organizacionais.

    . Planejar definir objetivos ou resultadosa serem alcanados.

    . definir meios para possibilitar a realiza-o de resultados.

    . interferir na realidade para passar deuma situao conhecida outra situao dese-jada, dentro de um intervalo definido de tempo.

    . tomar, no presente, decises queafetem o futuro para reduzir sua incerteza.

  • Decises de planejamento externo soos objetivos da organizao, pois esto rela-cionadas atuao da empresa no mercado.

    Decises de planejamento interno soos meios (ou recursos) que a empresa utili-zar para atingir os objetivos.

    Desta forma, o sucesso de um bomplanejamento depender, dentre muitascoisas, da adaptao s condies peculiaresdo ambiente organizacional.

    Ao elaborar planos e coloc-los emprtica, h a necessidade de comprometi-mento de toda a organizao com a utiliza-o de "toda a energia" disponvel para quea eficcia de suas medidas seja concreta.Quanto mais complexo o ambiente maior anecessidade de planejamento para tomardecises de forma racional (escolher aforma mais adequada de atingir os objeti-vos). a funo da administrao que deter-mina, antecipadamente, quais os objetivosalmejados.

    Partindo da fixao dos objetivos, deter-minam-se as prioridades:

    . o que se deve fazer.

    . quando fazer.

    . quem deve fazer.

    . de que maneira (como).

    Fundamentos do Processo dePlanejamento

    Fator Restritivo - quanto mais foremreconhecidos os fatores restritivos ou critriospara se atingir uma meta, maior clareza eexatido haver para optar por uma alternativamais favorvel.

    Compromisso - prazo para concreti-zao dos compromissos/tarefas (elaboraode cronograma).

    Flexibilidade - adaptao a situaesimprevistas.

    Importncia do Planejamento

    Na organizao proativa, o processo deplanejamento permite elevar o grau de con-trole sobre o futuro tanto interno quanto externo.A antecipao das mudanas traz, em muitoscasos, garantia da sobrevivncia e eficcia.Dependendo da abrangncia ou do impactoque tm sobre a organizao, temos trsnveis de planejamento:

    1 - Planejamento Estratgico2 - Planejamento Ttico/Funcional3 - Planejamento Operacional

    1- Planejamento Estratgico

    Realizado pela alta administrao, commaior alcance, envolve objetivos organizacio-

    1 Predeterminao de eventos. Interferncia no curso dos eventos. Insatisfao com situao presente. Decises que constroem o futuro

    2 Eventos futuros conhecidos. Decises passadas projetam-se nos eventos do futuro. Situao presente evolui de forma previsvel. Regularidade ou sazonalidade conduzem a fatos previsveis

    3 Coordenao . Encadeamento de meios e fins. Lgica entre eventos interdependentes

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 4 114

    Circunstncias determinantes da escolhados objetivos podem mudar inesperadamente.Como devemos nos comportar? A flexibilidadeentra nesta situao como condio indispen-svel para alterao dos objetivos ou dos meiosanteriormente decididos pela empresa.

  • nais, polticas e estruturais para o planeja-mento operacional. Define objetivos para todaa organizao.

    Estabelecem produtos e servios quevo ser ofertados ao mercado e, por conse-quncia, a clientela que se pretende atender.Em estruturas complexas, podemos visualizaro departamento de desenvolvimento denovos produtos, pesquisa e desenvolvimento,envolvidos com o planejamento estratgico.

    2- Planejamento Ttico / Funcional

    Planos administrativos, departamentaisou tticos so elaborados para possibilitar arealizao dos planos estratgicos.Abrangem reas de atividades especializa-das (marketing, operaes, recursos huma-nos, finanas etc). Os gerentes dessas reasso responsveis pelos planos tticos, quetambm podem ser auxiliados por unidadesespecializadas.

    3- Planejamento Operacional

    Os planos operacionais especificam ativi-dades e recursos que so necessrios para arealizao de qualquer espcie de objetivos.

    Objetivos do Planejamento

    Qualquer tipo de planejamento tem, emsua essncia, a definio de um objetivo e asrespectivas formas de como obt-lo.

    Todas as atividades mais operacionaisque acontecem em um empreendimento soorientadas para objetivos secundrios, terci-rios e outros. So eles derivados de umobjetivo principal cuja parte mais relevantede um plano exatamente seu propsito.Compreender as foras que produzem objeti-vos fundamental para quem administra.

    Essas foras tm origens internas e externas.Vejamos:

    Ameaas e oportunidades fazem parteda rotina das organizaes. Tanto foras dedentro da empresa e, principalmente, situa-es externas, fazem com que a administra-o atue, s vezes, de forma proativa, emoutros casos de forma "reativa", em face deameaas ou situaes de oportunidade decrescimento da empresa.

    Uma empresa que at determinadomomento estava "tranquila" em seu segmentode repente se v ameaada com a entrada deum concorrente "fortssimo", que veio do exte-rior. Ele um perigoso competidor. De possede recursos disponveis para investimentos, aempresa tem como objetivo investir no desen-volvimento de novos produtos e forte comuni-cao mercadolgica para enfrentar a ameaa.

    Objetivos Gerais de uma Organizao

    A preciso na definio de um objetivo,seu alcance no tempo e outros critrios so

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 4 115

    Objetivos so os resultados finais para osquais uma organizao se desloca mobilizandotodos os recursos necessrios e disponveis:humanos, tecnolgicos, financeiros e materiais,dentre outros.

    Diante de um novo cenrio que poder estarcom uma condio isolada, ou ainda ter origem nacombinao de situaes diversas, objetivos soestabelecidos como escolha de investimentos,elaborao e produo de novos produtos/serviose uma infinidade de aes e projetos especficos.

    FORAS INTERNAS. Recursos:

    - disponibilidade- escassez. Administradores

    - motivaes diversas. Problemas e Oportunidades

    - ordem interna

    FORAS EXTERNAS. Concorrncia. Fornecedores. Governo. Clientes. Problemas e Oportunidades

    - ordem externa

    OBJETIVOS

  • importantes para que se identifique se so maisestratgicos ou apenas intenes genricas.

    Se existir um baixo grau de definio doobjetivo, este acaba sendo uma espcie de"declarao de propsitos ou misso" daempresa. Estes objetivos trazem o ponto departida para a definio dos especficos ouoperacionais.

    Vejamos detalhes sobre o que significamisso de uma empresa:

    Misso

    A misso dever ser declarada a todopblico interno para que haja sinergia dentroda organizao. Depois a exteriorizao nodeve ser apenas na proposta, mas, princi-palmente, nos atos. Ela articula o que aempresa e o que procura alcanar. A decla-rao de misso de uma empresa fornece aanunciao das metas gerais para temasprincipais da sua estratgia assim como re-presenta a declarao mais ampla dela.

    Por ser considerada uma declaraode identidade e de direo de longo prazoda empresa, importante que a missoproporcione orientao, no restringindo aoportunidade e a flexibilidade.

    Qual a caracterstica principal dadeclarao de misso? Incluir a declaraodo negcio em que a empresa est inserida,nos interesses de quem opera (acionistas,empregados, clientes etc.) e os critrios pelosquais seu desempenho deve ser julgado.

    E a principal finalidade? a comuni-cao. Na medida em que uma das principaisfinalidades da estratgia a criao de con-senso dentro da organizao, quanto orien-tao geral que ela vai obedecer e ao queest procurando alcanar, a declarao demisso pode ser vista como uma base para oentendimento comum. Veja a misso daCoca-Cola Brasil:

    . Refrescar o mundo - em corpo, mentee esprito.

    . Inspirar momentos de otimismo - atra-vs de nossas marcas e aes.

    . Criar valor e fazer a diferena - ondeestivermos, em tudo o que fizermos.

    Planejamento Estratgico

    Estratgia a seleo dos meios, dequalquer natureza, empregados para realizarobjetivos. Ela est associada, principalmente, necessidade de atingir objetivos em situa-es complexas, geralmente, quando existemameaas da concorrncia ou de outro fatorincontrolvel externo empresa.

    Busca-se, assim, vencer a concorrncia,ou como Aristteles afirmava: a estratgiadeve trazer a vitria...

    Conceito

    Planejamento estratgico o processode elaborar uma estratgia (plano) com basena anlise do ambiente e nos sistemas inter-nos da organizao. Uma administraoestratgica planeja, implanta e controla a exe-cuo da estratgia. Duas foras principaiscriam situaes de:

    1. Oportunidades e Desafios: rela-cionados concorrncia, consumidores,tecnologia, fornecedores e outros elementos;

    2. Problemas e Oportunidades: relacio-nados aos sistemas internos das empresas:capacitao e competncias dos colabora-dores, tecnologia empregada, equipamentose processos, disponibilidade de capital eoutros componentes.

    O planejamento estratgico implica nadefinio de objetivos que sempre se direcio-nam ao ambiente, considerando-se desafios e

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 4 116

    Dentre vrias conceituaes, a palavraestratgia figura como a arte de aplicar comeficcia os recursos de que se dispe, ou deexplorar as condies favorveis de queporventura se desfrute visando ao alcancede determinados objetivos.

  • oportunidades internas e externas. O longoprazo o tempo ao qual est atrelado ao pla-nejamento estratgico, pois as decises sobreprodutos e servios, que sero ofertados amercados e clientes, podem interferir na ope-racionalizao da empresa em prazos prolon-gados, geralmente acima de cinco anos.

    Da mesma forma, dada a importnciadeste tipo de planejamento, a responsabilida-de pela sua elaborao dos principais execu-tivos da organizao, os quais podem, se hou-ver necessidade, contar com a assessoria deespecialistas. Equipes e departamentos denovos negcios podem ser montados paraauxlio aos executivos e, mesmo organizaes

    que possuem a cultura da administrao parti-cipativa, podem, guardadas as respectivaspropores, envolver alguns colaboradores emalguma parte do planejamento.

    1 - Quais so as principais funes bsicas do processo administrativo?

    R: ____________________________________________________________________

    2 - De conformidade com nossos estudos, defina planejamento.

    R: __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    3 - Complete:

    O planejamento constitui a ________________ etapa do processo administrativo. afuno da administrao que determina _________________ quais os objetivos almejados.

    4 - Assinale a alternativa que apresenta os fundamentos do Processo de Planejamento:

    ( ) a - fator punitivo, compromisso e flexibilidade.( ) b - fator restritivo, compromisso e inflexibilidade.( ) c - fator restritivo, compromisso e flexibilidade.( ) d - fator reativo, compromisso e flexibilidade.

    5 - Quais so os nveis clssicos de Planejamento?

    R: ___________________________________________________________________

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas - Aula 4 117

    As principais etapas de um planejamentoestratgico so:

    1. Anlise da Situao Estratgica.2. Anlise Ambiental - externa (anlise

    das ameaas e oportunidades do ambiente).3. Anlise Ambiental - interna (anlise dos

    pontos fortes e fracos dos sistemas internos daorganizao).

    4. Definio do plano estratgico com-preendendo os objetivos e a estratgia.

    Aula 4

  • 6 - A declarao de misso de uma empresa fornece a anunciao das metas gerais,para temas principais da sua estratgia, assim como representa a declarao mais ampla dela.A afirmao est:

    ( ) certa ( ) errada

    7 - O que Estratgia?

    R: ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    AULA 1

    1 - Conceitue organizao.

    R: Organizao um grupo de indivduos reunidos por um conjunto de relaciona-mentos de autoridade e de responsabilidade os quais tm uma meta comum.

    2 - Complete:

    R: Setores, departamentos, gerncias e diretorias, produo, finanas,mercadolgica, recursos humanos, informtica.

    3 - Explique como surge a hierarquia nas organizaes

    R: Ela criada pelo conjunto de relaes de responsabilidade e autoridade que seampliam por toda a estrutura empresarial.

    4 - Associe:a- empresas ( e ) atendem uma necessidade da comunidade sem visar lucrosb- perpetuao ( a ) exploram qualquer tipo de atividade para obter lucroc- crescimento ( d ) traz dividendos para os scios e demais investidores.d- lucro ( c ) fortalecimento e ampliao so metas a serem atingidase- entidades ( b ) permanncia no mercado atravessando geraes

    5 - Conceitue, tecnicamente, o que empresa?Respostas possveis:

    1- Empresa a unidade produtora atravs da qual so reunidos e combinados osInstituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 118

    Respostas

  • fatores de produo, tendo em vista o desenvolvimento de um determinado ramo deatividade econmica.

    2 - Negcio ou organizao de negcios por pessoa ou grupo de pessoas associa-das para explorao de uma atividade comercial, industrial ou de prestao de servios.

    6 - Complete as lacunas:

    a - Considera-se EMPRESRIO quem exerce profissionalmente atividade econmicaorganizada para a produo ou circulao de bens ou de servios.

    b - H consenso de que existem trs atividades empresariais clssicas: COMRCIO,INDSTRIA e SERVIOS .

    7- Vrios eventos ou interferncias podem atrapalhar os objetivos das empresas.Mencione, pelo menos, dois problemas.

    R: Competio mais acirrada, necessidade de inovao imediata, busca de tecno-logia, mudana no quadro de scios etc.

    8 - Preencha as lacunas:

    Para atingir objetivos empresariais, o monitoramento constante do que acontecedentro da empresa (MICROAMBIENTE) e tambm fora da empresa (MACROAMBIENTE) fundamental.

    9 - Explique o que Pessoa Jurdica.

    R: Pessoa Jurdica a entidade abstrata com existncia e responsabilidade jurdicascomo, por exemplo, uma associao, empresa, companhia, legalmente autorizadas.

    10 - Conceitue Contrato Social.

    R: Documento que estabelece, juridicamente, responsabilidades e direitos entreduas ou mais pessoas que se unem para constituio de um empreendimento.

    11 - Preencha as lacunas identificando a dinmica da abertura e fechamento deorganizaes:

    "Todos os dias, novas empresas so INAUGURADAS, outras tantas so FECHADAS,FUNDIDAS, e INCORPORADAS justificando a dinmica das atividades corporativas do mundomoderno.

    12 - Quais so as possibilidades de classificao de empresas apresentadas emnossos estudos?

    R: Atividade econmica, tributao e propriedade.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 119

  • 13 - Quanto atividade econmica, quais os setores em que se enquadram as empresas?

    R: Primrio, secundrio e tercirio.

    14 - Que tipo de atividade desenvolve uma empresa do setor primrio?

    R: Atividades ligadas natureza: extrao, cultivo ou criao.

    AULA 2

    1 - Conceitue Administrao.

    Respostas possveis:

    1 - Administrar dirigir uma organizao utilizando tcnicas de gesto para quealcance seus objetivos de forma eficiente, eficaz e com responsabilidade social e ambiental.

    2 - Administrao a atividade humana que direciona recursos de um empre-endimento, coordenando-os, decidindo, avaliando e controlando para que se obtenhaseus objetivos propostos.

    2 - Complete as lacunas:

    O gerenciamento de negcios acontece em ambientes em que as pessoas assumemRESPONSABILIDADES e tambm se enquadram em situaes de AUTORIDADE, ou seja,so submetidos, ou exercem poder.

    3 - Ao analisarmos habilidades das pessoas nas tarefas do dia-a-dia, podemos separ-lasem quais categorias?

    R: Tcnica, Humana e Conceitual.

    4 - Dentre os vrios fatores apresentados, que justificam a administrao de negcios,mencione, ao menos, duas motivaes.

    Possibilidades de resposta so:

    Multiplicar patrimnio.Reduzir e eliminar despesas desnecessrias.O capital da empresa deve ser reavido pelos scios.Investir no crescimento interno.Necessidade de criar e controlar oramentos.Monitorar produtos ou servios.Flexibilidade nos episdios em que o planejamento no foi eficiente e comandar aagilidade na superao dos problemas.Aproveitar oportunidades inesperadas.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 120

  • 5 - Assinale a alternativa que apresenta fatores determinantes do xito da gesto admi-nistrativa:

    ( ) a- viso, insistncia a qualquer preo, incentivo, recursos e plano de ao( ) b- reviso, competncia, motivao, recursos e plano de ao( x ) c- viso, competncia, incentivo, recursos e plano de ao( ) d- viso, competncia, incentivo, discursos e plano de ao

    6 - Preencha as lacunas:

    Taylor, o "Pai da Administrao Cientfica", focava sempre a EFICINCIA eEFICCIA operacional na gesto de negcios industriais.

    7 - Taylor tambm acentuou os conflitos com os sindicatos pela ocorrncia de demissese insatisfaes gerados pelo novo cenrio de relaes entre empresa e empregados.

    ( x ) certo ( ) errado

    8 - De acordo com nossos estudos, o que Taylor quis dizer com "princpios cientficosem substituio ao empirismo"?

    Respostas possveis:

    1 - Prtica administrativa cientfica, baseada em princpios e no no processo detentativa sob risco.

    2 - Todas as tarefas precisam de um estudo preliminar para que seja determinadauma metodologia prpria visando sempre ao seu mximo desenvolvimento.

    9 - Taylor menciona que devem existir regras bsicas para a diviso de tarefas em dife-rentes etapas das diversas atividades. Ele refere-se a:

    ( ) a - diviso de equipes do mesmo setor( x ) b - diviso do trabalho( ) c- treinamento puro( ) d - coordenao

    10 - Na diviso de autoridade e responsabilidade, como ficam as tarefas?

    R: As tarefas de planejamento e direo devem ser separadas daquelas referentes execuo do trabalho.

    11 - Fayol se destacou por enfatizar:

    ( ) a - anlise apenas de tempos e mtodos( ) b - anlise de salrios e produo apenas( ) c - estudo dos ndices de produtividade( x ) d - teoria global da ao administrativa, estrutura e funcionamento dos setores.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 121

  • 12 - Quais so as funes bsicas da gesto de negcios, segundo Fayol?

    R: Tcnica, comercial, financeira, contbil, segurana e administrativa.

    13 - "A subordinao do interesse individual ao coletivo". Este um dos quatorzeprincpios de Fayol. Explique-o.

    R: Relevncia dos interesses gerais da organizao aos interesses individuais.

    14 - Complete a frase:

    Fayol divulgou a lgica de que o Administrador trabalha com PLANEJAMENTO,ORGANIZAO, CONTROLES, COORDENAO e COMANDO.

    15 - Explique a afirmao de Fayol: "A capacidade tcnica domina a base da escalahierrquica enquanto a capacidade administrativa domina o topo e, medida que algum seeleva na escala hierrquica, a importncia relativa da capacidade administrativa aumentaenquanto a da capacidade tcnica diminui":

    Respostas possveis:

    Destaca a relao da capacidade tcnica com a capacidade administrativa daspessoas, ou seja, quanto mais o colaborador sobe na hierarquia, menos trabalho opera-cional desenvolver e mais trabalhos intelectuais sero de sua responsabilidade.

    Dependendo do nvel de poder, as habilidades tcnicas passam a ser cada vez maisadministrativas.

    AULA 3

    1 - Dentre as vrias atividades gerenciais, mencione uma das estudadas:

    Respostas possveis:

    1 - Tomar decises e resolver problemas2 - Processar informaes3 - Representar a empresa4 - Administrar pessoas5 - Cuidar da prpria carreira

    2 - Conceitue Departamentalizao.

    R: Operao de dividir a organizao por departamentos e setores de acordo coma diviso do trabalho e direo num mesmo nvel de autoridade.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 122

  • 3 - Para que serve um Organograma?

    R: Para representar graficamente os nveis hierrquicos e departamentais deum empreendimento.

    4 - No que se refere s funes organizacionais, produo, vendas e finanas seriam:

    a - ( ) funes de apoiob - ( x ) funes essenciaisc - ( ) funes de sustentaod - ( ) funes secundriase - ( ) funes primrias

    5 - Associe os tipos de organizao sua definio.

    ( a ) organizao funcional ( b ) administrao individual dos produtos

    ( b ) organizao por produto (d ) unidades divididas para atendimento

    ( c ) organizao por territrio ou geogrfica ( e ) combinam todos os tipos de estrutura

    ( d ) organizao por cliente ( a ) modo mais simples de departamento

    ( e ) estruturas compostas ( c ) caracterizada por reas geogrficas

    6 - Assinale com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

    ( V ) Funes organizacionais so conjuntos de tarefas interdependentes, todascontribuindo para a realizao da misso, propsito ou tarefa total de uma organizao.

    ( F ) Na organizao funcional, a autoridade mais ampla no sentido vertical.

    ( F ) Uma linha de produo diversificada, ou ainda, uma prestadora de servios dife-renciados nunca precisa administrar individualmente cada um de seus produtos ou servios.

    ( V ) A Organizao por Cliente apropriada para atendimento de clientes diferenciados,os quais possuem necessidades distintas, ou ainda, no atendimento de clientes iguais, mascom necessidades diferenciadas.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 123

  • AULA 4

    1 - Quais so as principais funes bsicas do processo administrativo?

    R: Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar.

    2 - De conformidade com nossos estudos, defina planejamento.

    Respostas possveis:

    1 - Definir objetivos ou resultados a serem alcanados.2 - Definir meios para possibilitar a realizao de resultados.3 - Interferir na realidade para passar de uma situao conhecida outra situao

    desejada dentro de um intervalo definido de tempo.4 - Tomar, no presente, decises que afetem o futuro para reduzir sua incerteza.

    3 - Complete:

    O planejamento constitui a PRIMEIRA etapa do processo administrativo. afuno da administrao que determina, ANTECIPADAMENTE, quais os objetivosalmejados.

    4 - Assinale a alternativa que apresenta os fundamentos do Processo de Planejamento:

    ( ) a - fator punitivo, compromisso e flexibilidade.( ) b - fator restritivo, compromisso e inflexibilidade.( x ) c - fator restritivo, compromisso e flexibilidade.( ) d - fator reativo, compromisso e flexibilidade.

    5 - Quais so os nveis clssicos de Planejamento?

    R: Estratgico, Ttico / Funcional e Operacional.

    6 - A declarao de misso de uma empresa fornece a anunciao das metas gerais paratemas principais da sua estratgia, assim como representa a declarao mais ampla dela. Aafirmao est:

    ( x ) certa ( ) errada

    7 - O que Estratgia?

    R: Seleo dos meios, de qualquer natureza, empregados para realizar objetivos. Oconceito de estratgia est associado, principalmente, necessidade de atingirobjetivos em situaes complexas geralmente quando existem ameaas da concorrn-cia ou de outro fator incontrolvel externo empresa.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 124

  • Complete o organograma, para a figura Metalrgica K, que possui um Presidente,3 Diretores, e os seguintes gerentes:

    1 - Produo2 - Manuteno3 - Compras e Administrao de Materiais4 - Vendas5 - Promoes e Pesquisas6 - Assistncia Tcnica7 - Contabilidade8 - Financeiro9 - Pessoal

    PRESIDENTE

    DIRETORINDUSTRIAL

    DIRETORMARKETING

    DIRETORFINANAS

    GERENTEPRODUO

    GERENTEMANUTENO

    GERENTECOMPRAS E

    ADM.MATERIAIS

    GERENTECONTBIL

    GERENTEFINANCEIROE ANLISE

    GERENTEPESSOAL

    GERENTEVENDAS E

    ASSISTNCIATCNICA

    GERENTEPROMOAOE PESQUISA

    ORGANIZAO DE EMPRESASResposta

    OBS: Compras e Administrao Materiais podem eventualmente ficar a cargo daDiretoria de Finanas.

    Instituto Universal BrasileiroOrganizao de Empresas 125

  • Bibliografia

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