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Manual com técnicas em quiropraxia

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  • Tcnica Quiroprtica:

    Um estudo terico sobre seus resultados no tratamento das

    lombalgias ocupacionais

    AUTOR:

    Raul Carlos Batista Maia

    Graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista UNIP, e ps graduando em Fisioterapia Traumato-ortopdica com nfase em

    terapias manuais, pela Biocursos. E-mail:

    raulmaiafisio@hotmail.com.

    ORIENTADORA:

    Carmem Ftima Prada de Freitas

    RESUMO: A vida moderna tem sido responsvel pela grande quantidade de pessoas que

    sofrem de afeces msculo-esquelticas ou leses traumticas. As doenas da coluna, como

    o caso das tenses e dores lombares, esto entre as que mais atingem a populao, com

    impacto significativo na sade e na qualidade de vida. Este artigo tem como objetivo

    apresenta um conjunto de consideraes sobre o Quiropraxia, destacando seus efeitos e

    indicao no tratamento das lombalgias ocupacionais que atingem uma grande parcela de

    profissionais de diversas reas de atuao. A metodologia utilizada foi a pesquisa

    bibliografia, tendo como base as vertentes terica de vrios autores que escreveram sobre o

    assunto. Os resultados indicam que Quiropraxia, que dedica-se ao diagnstico, tratamento e

    preservao de alteraes do sistema msculo-esqueltico e os efeitos destas sobre o sistema

    nervoso e a sade em geral, sem uso de drogas ou cirurgia, tem sido indicada no tratamento

    da lombalgia ocupacional porque, entre outras coisas, surge como coadjuvante no contexto

    da sade do trabalhado, e atua dentro de uma abordagem interdisciplinar, oportunizando

    reduo de custos com a sade s empresas, e favorecendo ao trabalhador a otimizao e a

    preservao da sade, com reduo da dor e do desconforto, propiciando-lhe um rendimento

    maior no local de trabalho.

    Palavras-chave: Lombalgia ocupacional; Quiropraxia; Efeitos e resultados.

    Introduo

    A coluna vertebral, que o eixo do corpo humano, como mostra a literatura, formada pelas

    vrtebras, ossos irregulares e dispostos em srie. Alm de interligar a cabea ao corpo, serve

    de apoio aos membros por meio da cintura, possibilitando, graas sua ligeira curvatura em

    forma de S, postura ereta do ser humano. Todavia, quando a coluna sobrecarregada com

    uma m postura, pode apresentar problemas srios, como so os casos das lombalgias,

    doenas que resulta em dor e dficit neurolgico.

    A lombalgia, explica De Vitta 1996 (apud MOSSO NETO e BARRETO, 2012), a segunda

    causa mais comum nas unidades de sade, chegando a 30% das consultas ortopdicas e a 50%

    dos pacientes atendidos na fisioterapia, sendo tambm considerada como o segundo maior

  • 2

    problema mdico nas sociedades modernas, em termos de afastamento das funes e

    diminuio da produtividade, levando inclusive de aposentadoria precoce.

    A lombalgia ocupacional, considerada como aquela que tem o seu aparecimento relacionado

    com as atividades de trabalho, acometendo principalmente adultos jovens, vem se

    constituindo como um preocupante problema, pois provoca aumento da incapacidade

    temporria ou permanente do trabalhador, gerando prejuzos econmicos e sociais tanto para a

    empresa como para o empregado (ALMEIDA, 2012). Dentre os tratamentos, a Quiropraxia, uma profisso na rea de sade que de dedica ao

    diagnstico, tratamento e preveno de alteraes do sistema msculo-esqueltico e seus

    efeitos sobre a funo do sistema nervoso, que enfatiza terapias manuais, tem sido indicada,

    pois ajuda a restaurar a relao e funo articulares normais, restabelecendo a integridade

    neurolgica, influenciando os processos fisiolgicos. Essas questes so temas que sero

    analisados no transcorrer do artigo, que objetiva apresentar um conjunto de consideraes

    sobre a Quiropraxia, destacando seus efeitos e indicao no tratamento das lombalgias

    ocupacionais que vm atingindo grande parcela de profissionais de diversas reas de atuao.

    Anatomia bsica da coluna Breve comentrio O corpo humano um sistema complexo, de tal modo intricado que s uns poucos

    anatomistas tm completo domnio sobre seus detalhes que envolvem uma variedade de

    aparelhos e sistemas. Nos comentrios de Soncini e Castilho (1990), assim como a natureza, o

    corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado.

    Sob este ponto de vista, portanto, os diferentes aparelhos e sistemas que compem o corpo

    humano devem ser percebidos em suas funes especficas para a manuteno do todo,

    importando compreender as relaes fisiolgicas e anatmicas, para que se possa

    compreender, entre outras coisas, a maneira pela qual o corpo se defende da invaso de

    elementos danosos, coordena e integra as diferentes funes; para que se possa ter

    conhecimento dos vrios processos e estruturas, que asseguram a integridade do corpo e faz

    dele uma totalidade (SONCINI e CASTILHO, 1990).

    Desse modo, coluna vertebral, como afirmam Andrews e Courtenay (2005, p. 90), a linha

    vital do corpo, porque dentro dela corre a medula espinhal, uma estrutura semelhante a um

    cabo que contm bilhes de fibras nervosas que recebem e enviam ou transportam mensagens

    de para cada parte do corpo. Todo o sistema esqueltico est projetado para ter flexibilidade e fora. Enquanto as vrtebras e as articulaes permanecem em bom alinhamento, estas

    funes so realizadas, asseveram as autoras. Nas observaes de Sabotta (2000), a coluna vertebral, sendo a estrutura que sustenta a

    posio bpede do homem, por isso considerada como a mais sacrificada na escala de

    desenvolvimento humano (TOMITA, 1999; SABOTTA, 2000).

    De acordo com as informaes de Borges e Ximenes (2005), como eixo do corpo, a coluna

    vertebral apresenta duas caractersticas mecnicas contraditrias: rigidez e plasticidade.

    Pode-se compar-la ao mastro de um navio, que mantido na posio vertical

    pela ao de cabos de ao, enquanto a coluna se sustenta pela ao de

    msculos e ligamentos. A cruzeta superior do mastro teria sua

    correspondncia nas cinturas escapulares e o corpo do navio, na pelve. As

    ondas do instabilidade ao navio, mas o mastro o mantm em equilbrio. Da

    mesma forma, a pelve, com movimentao dos membros inferiores, altera sua

    posio. Consequentemente, a colunas, para garantir o equilbrio do corpo,

    forma curvas de compensao. Quando o indivduo se coloca de p sobre um

    dos membros inferiores, a pelve inclina-se para o lado oposto ao membro de

    apoio. Graas plasticidade da coluna que se formam as curvas de

    compensao (BORGES e XIMENES, 2005, p. 1030).

  • 3

    Resumidamente, o comprimento da coluna vertebral atinge cerca de dois quintos da altura

    corporal, com os msculos do dorso dispostos em dois grupos principais: o superficial e o

    profundo. Entre os principais msculos que esto relacionados com os movimentos da coluna

    vertebral encontra-se, mais superficialmente, o grande dorsal, trapzio e levantador da

    escpula. Alguns msculos esto em disposio profunda como o quadrado lombar, maior e

    menor e o eretor da espinha. A distribuio das vrtebras dada de acordo com as

    caractersticas regionais (GRAY, 1998, RASCH, 1997 apud ESTEVES e SILVA, 2012).

    A coluna vertebral, portanto, como frisa Snell (1995), o pilar sseo central do corpo,

    suportando o crnio, o cngulo peitoral, os membros superiores e o gradil torcico E, por meio

    do cngulo plvico, transmite o peso do corpo para os membros interiores. composta de 33

    vrtebras, sendo sete cervicais, doze torcicas, cinco lombares, cinco sacrais e quatro

    coccgenas.

    A vrtebra formada de duas pores, segundo descrio de Borges e Ximenes (2005): a)

    anterior o corpo vertebral, que tem forma cilndrica, com dimetro maior que a altura; b) posterior o arco vertebral, que tem forma de ferradura. De cada lado, encontra-se o processo articular, que divide em duas partes: a anterior, denominada pedculo, e a posterior, chamada

    lmina. Posterior ao arco encontra-se o processo espinhoso e, prximo ao processo articular, o

    processo transverso.

    Nas premissas de Hall (20054), os corpos vertebrais funcionam como componentes primrios

    da coluna responsveis pela sustentao do peso corporal. Os arcos neurais e os lados

    posteriores dos corpos e os discos intervertebrais formam uma passagem protetora para a

    medula espinhal e os vasos sanguneos associados, conhecida como canal vertebral.

    As duas primeiras vrtebras cervicais, explica o autor, so especializadas em formato e

    funo. A primeira, conhecida como atlas, proporciona um receptculo com um formato

    reciprocamente correspondente para os cndilos do occipcio do crnio. A articulao

    atlantooccipital extremamente estvel, com a possibilidade de haver flexo/extenso de

    aproximadamente 14 a 15, porm praticamente sem nenhum outro movimento em qualquer

    outro plano.

    Destaca tambm Hall (20054), que existe um aumento progressivo no tamanho das vrtebras

    da regio cervical at a regio lombar. Nos comentrio do autor:

    Em particular, as vrtebras lombares so maiores e mais espessas que as

    vrtebras nas regies superiores da coluna. Essa caracterstica desempenha

    uma finalidade funcional porque, quando o corpo fica na posio ereta, cada

    vrtebra ter que sustentar o peso no apenas dos braos e da cabea, mas

    tambm de todo o tronco posicionado acima dela (HALL, 2005, p. 266).

    Em sntese, como cita Cailliet (2002), enquanto a coluna vertebral essencialmente uma

    coluna composta de unidades funcionais, que colocadas umas sobre as outras e equilibradas

    sobre o sacro mantm a