tcnicas de avaliao_de_agentes_ambientais_

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  • TCNICAS

    DE AVALIAO

    DE AGENTES

    AMBIENTAIS:

    MANUAL SESI

    BRASLIA 2007

    TCNICAS DE AVALIAO DE AGENTES AMBIENTAIS: M

    ANUAL SESI BRASLIA 2007

    Confederao Nacional da IndstriaServio Social da Indstria

    Departamento Nacional

    Confederao Nacional da IndstriaServio Social da Indstria

    Departamento Nacional9 788577 100866

    ISBN 978-85-7710-086-6

  • TCNICAS

    DE AVALIAO

    DE AGENTES

    AMBIENTAIS

  • CONFEDERAO NACIONAL DA INDSTRIA CNI

    Presidente: Armando de Queiroz Monteiro Neto

    SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA SESI

    Conselho NacionalPresidente: Jair Meneguelli

    SESI Departamento NacionalDiretor: Armando de Queiroz Monteiro Neto

    Diretor-Superintendente: Antonio Carlos Brito Maciel

    Diretor de Operaes: Carlos Henrique Ramos Fonseca

  • TCNICAS

    DE AVALIAO

    DE AGENTES

    AMBIENTAIS:

    MANUAL SESI

    BRASLIA 2007

    Confederao Nacional da IndstriaServio Social da Indstria

    Departamento Nacional

  • 2007. SESI Departamento NacionalQualquer parte desta obra poder ser reproduzida, desde que citada a fonte.

    SESI/DNUnidade de Sade e Segurana do Trabalho Unisade

    NOTA: Este Manual resultado do Curso de Avaliao de Agentes Ambientais, promovido

    pelo Departamento Nacional do SESI, em 2004/05, para seus 27 Departamentos

    Regionais. Este curso foi ministrado pelos professores Mario Luiz Fantazzini e Maria

    Cleide Sanchez Oshiro que produziram o material pedaggico que ora se transforma

    neste Manual.

    FICHA CATALOGRFICA____________________________________________________________S491t

    Servio Social da Indstria. Departamento Nacional.Tcnicas de avaliao de agentes ambientais : manual SESI.

    Braslia : SESI/DN, 2007.294 p. : il. ; 26 cm.

    ISBN 978-85-7710-086-6

    1. Segurana no Trabalho 2. Higiene Industrial I. Ttulo.

    CDU 331.45__________________________________________________________________

    SESI SedeServio Social da Indstria Setor Bancrio NorteDepartamento Nacional Quadra 1 Bloco C

    Edifcio Roberto Simonsen70040-903 Braslia DFTel.: (61) 3317-9754Fax: (61) 3317-9190

    http://www.sesi.org.br

  • APR

    E

  • A razo principal para que a segurana e sade do trabalho constitua uma clara prioridade para o Servio Social da Indstria (SESI) o forte impacto que essa rea possui sobre a produo das empresas e sobre a qualidade de vida dos trabalhadores.

    Para efetivamente reduzir os inaceitveis ndices de acidentes e doenas do trabalho no Pas, preciso agir com competncia tcnica e de maneira regular em cada ambiente laboral onde existam perigos, sejam eles provocados por agentes fsicos, qumicos, biolgicos, mecnicos ou situaes ergonmicas.

    com orgulho que o Departamento Nacional do SESI apresenta esta publicao, Tcnicas de Avaliao de Agentes Ambientais Manual SESI, escrito pelos professores Mario Luiz Fantazzini e Maria Cleide Sanchez Oshiro, em iniciativa estruturada pela Gerncia de Sade e Segurana do Trabalho.

    Trata-se de um texto preciso e detalhado construdo no campo especializado da higiene ocupacional. Seus grandes captulos a exposio ao calor, as condies de iluminamento, o tratamento das radiaes no ionizantes, a avaliao do rudo e das vibraes, a exposio a agentes qumicos tm uma abordagem centrada fundamentalmente no dia-a-dia do setor industrial.

    Ao ensinar a melhor forma de identificar eventuais problemas, o SESI facilita, em muito, a tarefa das empresas na busca de solues adequadas para

    que tornem seus ambientes de trabalho mais seguros e saudveis.

    Braslia, 2007.

    Antonio Carlos Brito Maciel

    Diretor-Superintendente do SESI/DN

    SENTAOAPRESENTAO

  • INT

    RO

  • 15

    Esta publicao nasceu de um curso de formao continuada a distncia, por meio de videoaulas, contratadas pelo SESI Departamento Nacional. Foram selecionados agentes relevantes que demandam avaliaes ambientais, descritos no sumrio.

    As aulas, em perodo aproximadamente mensal, tiveram inicialmente uma durao de duas horas, passando, antes da metade do curso e por solicitao dos alunos, para trs horas. Dentro da sistemtica das videoaulas, era dado o direito, para duas a trs das salas receptoras, em forma de rodzio, de realizar perguntas para dirimir dvidas, em momentos predefinidos. Para todos os alunos participantes, foi concedido o direito de sanar dvidas por mensagem eletrnica, tanto durante como aps as aulas.

    O material didtico de cada aula foi enviado previamente para estudo preparatrio, e a base desta publicao. Todas as perguntas feitas foram colecionadas, coligidas e sistematizadas, e tambm fazem parte deste livro, sempre anexadas ao final de cada captulo, com as devidas respostas dadas pelos instrutores.

    Ao final das videoaulas tericas, houve uma srie de nove aulas de laboratrio de avaliao de agentes ambientais, em vrias cidades do Pas, concentrando regionalmente os alunos e permitindo a concluso do curso com uma parte prtica. As estatsticas deste curso merecem ser destacadas:

    D U OINTRODUO

  • 16

    1. Nmero total de alunos nas videoaulas 377 2. Nmero de salas de recepo no Pas 33

    3. Nmero de alunos elegveis para as aulas de laboratrio 226 4. Total de perguntas formuladas durante as aulas e por mensagens

    eletrnicas 91 5. Carga horria total por aluno 40 horas a distncia e 8 horas

    presenciais 6. Nmero de horas docentes totais 176 horas

    Desta experincia, como vista pelos instrutores, deve-se destacar no s o alto nvel participativo dos alunos, como a constatao de que este formato didtico uma alternativa plenamente realizvel, vlida e justificvel em circunstncias como as do SESI, pela grande capilaridade que possui em nvel nacional.

    Existindo a tecnologia e um projeto pedaggico adequado, torna-se vivel formar tcnicos em um grande nmero de localidades, espalhados continentalmente, havendo em cada local quantidades reduzidas, que no justificariam aes de treinamento individualizadas.

    Adicionalmente, foram elaboradas gravaes das videoaulas em formato VHS, dando oportunidade de reviso terica a qualquer tempo, assim como se tornando um material de estudo, que este livro complementa.

    INTRODUO

  • 17

    Ns nos sentimos orgulhosos de ter participado desta iniciativa, e apoiaremos outras semelhantes, pois pudemos perceber que sua eficincia formativa no difere da forma tradicional, atingindo seus objetivos. O complemento prtico e presencial confere a caracterstica necessria de eficcia aos cursos de avaliaes ambientais, que de outra forma no seria alcanado.

    So Paulo, julho de 2004

    Mario Luiz FantazziniCoordenador Tcnico e Instrutor

    Maria Cleide Sanchez OshiroInstrutora

  • 19

    CAPTULO I

    SITUANDO A HIGIENE OCUPACIONAL

    1 ESTAbELECENDO CONCEITO E DEFINIES

    1.1 Conceituao Geral

    Sobre a higiene ocupacional:

    Visa preveno da doena ocupacional por meio da antecipao, reconhecimento, avaliao e controle dos agentes ambientais (essa a definio bsica atual, havendo variantes; outras definies sero discutidas mais adiante);

    Preveno da doena deve ser entendida com um sentido mais amplo, pois a ao deve estar dirigida preveno e ao controle das exposies inadequadas a agentes ambientais (um estgio anterior s alteraes de sade e doena instalada);

    Em senso amplo, a atuao da higiene ocupacional prev uma interveno deliberada no ambiente de trabalho como forma de preveno da doena. Sua ao no ambiente complementada pela atuao da medicina ocupacional, cujo foco est predominantemente no indivduo;

    Os agentes ambientais que a higiene ocupacional tradicionalmente considera so os chamados agentes fsicos, qumicos e biolgicos. Essa considerao pode ser ampliada, levando em conta outros fatores de estresse ocupacional, como aqueles considerados na ergonomia, por exemplo (que tambm podem causar desconforto e doenas). evidente que as duas disciplinas se interligam e sua interao deve ser sinergtica, antes que antagnica;

    Os agentes fsicos so, em ltima anlise, alguma forma de energia liberada pelas condies dos processos e equipamentos a

  • 20 TCNICAS DE AVALIAO DE AGENTES AMbIENTAIS

    que ser exposto o trabalhador. Sua denominao habitual: rudo, vibraes, calor/frio (interaes trmicas), radiaes ionizantes e no ionizantes, presses anormais;

    Os agentes qumicos, mais por sua dimenso fsico-qumica que por sua caracterstica individual, so classificados em gases, vapores e aerodispersides (estes ltimos so subdivididos ainda em poeiras, fumos, nvoas, neblinas, fibras); podemos entender os agentes qumicos como todas as substncias puras, compostos ou produtos (misturas) que podem entrar em contato com o organismo por uma multiplicidade de vias, expondo o trabalhador. Cada caso tem sua toxicologia especfica, sendo tambm possvel agrup-los em famlias qumicas, quando de importncia toxicolgica (hidrocarbonetos aromticos, por exemplo);

    As vias de ingresso ou de contato com o organismo consideradas tradicionalmente so as vias respiratria (inalao), cutnea (por meio da pele intacta) e digestiva (ingesto). A respiratria a de maior importncia industrial, seguida da via drmica;

    Os agentes biolgicos so representados por todas as classes de microorganismos patognicos (algumas vezes adicionados de organismos mais complexos, como insetos e animais peonhentos): vrus, bactrias, fungos. Note que merecem uma ao bem diversa da dos outros agentes e que muitas formas de controle sero especficas;

    Para bem realizar a antecipao, o reconhecimento, a avaliao e o controle dos agentes ambientais so necessrias mltiplas cincias, tecnologias e especialidades. Para a avaliao e o controle, importante a engenharia; na avaliao, tamb

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