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  • Técnico de Administração 1 Tribunal de Contas do Distrito Federal TCDF Técnico de Administração ÍNDICE CONHECIMENTOS BÁSICOS LÍNGUA PORTUGUESA: 1 Compreensão e interpretação de textos. ................................................................................................................................................................ 01 2 Tipologia textual. ....................................................................................................................................................................................................... 04 3 Ortografia oficial. ....................................................................................................................................................................................................... 09 4 Acentuação gráfica. .................................................................................................................................................................................................. 10 5 Emprego das classes de palavras. .......................................................................................................................................................................... 16 6 Emprego/correlação de tempos e modos verbais ................................................................................................................................................... 16 7 Emprego do sinal indicativo de crase. ..................................................................................................................................................................... 13 8 Sintaxe da oração e do período. .............................................................................................................................................................................. 32 9 Pontuação. ................................................................................................................................................................................................................ 12 10 Concordância nominal e verbal. ............................................................................................................................................................................ 34 11 Regência nominal e verbal. .................................................................................................................................................................................... 35 12 Significação das palavras. ..................................................................................................................................................................................... 14 13 Redação de Correspondências oficiais (Manual de Redação da Presidência da República). 13.1 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 13.2 Adequação do formato do texto ao gênero .................................................................................................................................... 36 RACIOCÍNIO LÓGICO: 1 Estruturas lógicas. .................................................................................................................................................................................................... 01 2 Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. .......................................................................................................... 01 3 Lógica sentencial (ou proposicional). 3.1 Proposições simples e compostas. 3.2 Tabelas verdade. 3.3 Equivalências. 3.4 Leis de De Morgan. 3.5 Diagramas lógicos.............................................................................................................................................................................. 01 4 Lógica de primeira ordem.......................................................................................................................................................................................... 01 5 Princípios de contagem e probabilidade. ................................................................................................................................................................ 09 6 Operações com conjuntos. ...................................................................................................................................................................................... 16 7 Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. ................................................................................................... 19
  • Técnico de Administração 2 LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL: 1 Fundamentos da organização dos Poderes e do Distrito Federal .......................................................................................................................... 01 2 Organização do Distrito Federal ............................................................................................................................................................................... 01 3 Organização dos Poderes ......................................................................................................................................................................................... 06 4 Tributação e orçamento do Distrito Federal ............................................................................................................................................................. 17 5 Ordem econômica do Distrito Federal ...................................................................................................................................................................... 21 LEI ORGÂNICA DO TCDF: 1 Natureza, competência e jurisdição .......................................................................................................................................................................... 01 2 Composição. ............................................................................................................................................................................................................. 06 3 Plenário e câmaras. .................................................................................................................................................................................................. 06 4 Presidente, vice-presidente, conselheiros, auditores e Ministério Público ............................................................................................................. 07 5. Serviços auxiliares do TCDF .................................................................................................................................................................................... 08 ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO: 1 Ética e moral. 2 Ética, princípios e valores. 3 Ética e democracia: exercício da cidadania. 4 Ética e função pública. ........................................ 01 5 Ética no Setor Público. 5.1 Código de Ética Profissional do Serviço Público – Decreto nº 1.171/ 1994. ............................................................. 11 5.2 Lei Complementar nº 840/2011 e alterações: regime disciplinar (deveres, responsabilidades, infrações disciplinares, sanções disciplinares, apuração de infração disciplinar) ........................................................................................................................................................... 18 5.3 Lei nº 8.429/1992: das disposições gerais, dos atos de improbidade administrativa ......................................................................................... 45 NOÇÕES DE INFORMÁTICA: 1 Noções de sistema operacional (ambientes Linux e Windows). ............................................................................................................................ 01 2 Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e BrOffice). ......................................................................................... 15 3 Redes de computadores. 3.1 Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet. 3.2 Programas de navegação (Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome). 3.3 Programas de correio eletrônico (Outlook Express, Mozilla Thunderbird). 3.4 Sítios de busca e pesquisa na Internet. 3.5 Grupos de discussão. 3.6 Redes sociais. ................................................. 47 3.7 Computação na nuvem (cloud computing). ......................................................................................................................................................... 78 4 Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. ....................................................................... 09 5 Segurança da informação. 5.1 Procedimentos de segurança. 5.2 Noções de vírus, worms e pragas virtuais. 5.3 Aplicativos para segurança (antivírus, firewall, anti-spyware etc.). 5.4 Procedimentos de backup. .................................................................................................... 53 5.5 Armazenamento de dados na nuvem (cloud storage). ........................................................................................................................................ 78 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO: 1 Ato administrativo. 1.1 Conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies. 1.2 Extinção do ato administrativo: cassação, anulação, revogação e convalidação. 1.3 Decadência administrativa ........................................................................................................................................ 16
  • Técnico de Administração 3 2 Agentes públicos. 2.1 Lei Complementar Distrital nº 840/11.4: cargo, emprego e função pública; provimento; vacância; efetividade, estabilidade e vitaliciedade; remuneração; direitos e deveres; responsabilidade processo administrativo disciplinar ............................................ 24 3 Organização administrativa. 3.1 Centralização, descentralização, concentração e desconcentração. 3.2 Administração direta e indireta. 3.3 Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. 3.4 Entidades paraestatais e terceiro setor: serviços sociais autônomos, entidades de apoio, organizações sociais, organizações da sociedade civil de interesse público ...................................................... 01 NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL: 1 Constituição. 1.1 Conceito, classificações, princípios fundamentais. .................................................................................................................... 01 2 Direitos e garantias fundamentais. 2.1 Direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais, nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos. ......................................................................................................................................................................................................... 16 3 Organização político-administrativa. 3.1 União, estados, Distrito Federal, municípios e territórios ...................................................................... 20 4 Administração pública. 4.1 Disposições gerais, servidores públicos ...................................................................................................................... 24 5 Poder legislativo. 5.1 Congresso nacional, câmara dos deputados, senado federal, deputados e senadores .................................................... 27 6 Poder executivo. 6.1 atribuições do presidente da República e dos ministros de Estado ..................................................................................... 32 7 Poder judiciário. 7.1 Disposições gerais. 7.2 Órgãos do poder judiciário. 7.2.1 Competências ............................................................................ 34 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA: 1 Noções de administração financeira. 2 Orçamento público. 3.1 Princípios orçamentários. 3.2 Diretrizes orçamentárias. 3.3 Processo orçamentário. 3.4 Métodos, técnicas e instrumentos do orçamento público; normas legais aplicáveis ................................................................... 01 3.5 Receita pública: categorias, fontes, estágios; dívida ativa ................................................................................................................................... 52 3.6 Despesa pública: categorias, estágios. 3.7 Suprimento de fundos. 3.8 Restos a pagar. 3.9 Despesas de exercícios anteriores ................... 52 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA: 1 Conceitos fundamentais de arquivologia: teorias e princípios. 2 O gerenciamento da informação e a gestão de documentos aplicada aos arquivos: diagnóstico; arquivos correntes e intermediário; protocolos; avaliação de documentos. 3 Tipologias documentais e suportes físicos: teoria e prática. 4 Arquivos permanentes: princípios; quadros; propostas de trabalho. 5 A microfilmagem aplicada aos arquivos: políticas, planejamento e técnicas. 6 A automação aplicada aos arquivos: políticas, planejamento e técnicas. 7 A preservação, a conservação e a restauração de documentos arquivísticos: política, planejamento e técnicas. ..................................................................................................... 01/31 GESTÃO DE CONTRATOS: 1 Legislação aplicável à contratação de bens e serviços. 1.1 Leis nº 8.666/1993 e nº 10.520/2002 ....................................................................... 01 1.2 Instrução Normativa n.º 02/2008-MPOG ............................................................................................................................................................... 11 2 Elaboração e fiscalização de contratos. 2.1 Cláusulas e indicadores de nível de serviço. 2.2 Papel do fiscalizador do contrato. 2.3 Papel do preposto da contratada. 2.4 Acompanhamento da execução contratual. 2.5 Registro e notificação de irregularidades. 2.6 Definição e aplicação de penalidades e sanções administrativas. ................................................................................................................................................ 33
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos A Opção Certa Para a Sua Realização A PRESENTE APOSTILA NÃO ESTÁ VINCULADA A EMPRESA ORGANIZADORA DO CONCURSO PÚBLICO A QUE SE DESTINA, ASSIM COMO SUA AQUISIÇÃO NÃO GARANTE A INSCRIÇÃO DO CANDIDATO OU MESMO O SEU INGRESSO NA CARREIRA PÚBLICA. O CONTEÚDO DESTA APOSTILA ALMEJA ENGLOBAR AS EXIGENCIAS DO EDITAL, PORÉM, ISSO NÃO IMPEDE QUE SE UTILIZE O MANUSEIO DE LIVROS, SITES, JORNAIS, REVISTAS, ENTRE OUTROS MEIOS QUE AMPLIEM OS CONHECIMENTOS DO CANDIDATO, PARA SUA MELHOR PREPARAÇÃO. ATUALIZAÇÕES LEGISLATIVAS, QUE NÃO TENHAM SIDO COLOCADAS À DISPOSIÇÃO ATÉ A DATA DA ELABORAÇÃO DA APOSTILA, PODERÃO SER ENCONTRADAS GRATUITAMENTE NO SITE DA APOSTILAS OPÇÃO, OU NOS SITES GOVERNAMENTAIS. INFORMAMOS QUE NÃO SÃO DE NOSSA RESPONSABILIDADE AS ALTERAÇÕES E RETIFICAÇÕES NOS EDITAIS DOS CONCURSOS, ASSIM COMO A DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DO MATERIAL RETIFICADO, NA VERSÃO IMPRESSA, TENDO EM VISTA QUE NOSSAS APOSTILAS SÃO ELABORADAS DE ACORDO COM O EDITAL INICIAL. QUANDO ISSO OCORRER, INSERIMOS EM NOSSO SITE, www.apostilasopcao.com.br, NO LINK “ERRATAS”, A MATÉRIA ALTERADA, E DISPONIBILIZAMOS GRATUITAMENTE O CONTEÚDO ALTERADO NA VERSÃO VIRTUAL PARA NOSSOS CLIENTES. CASO HAJA ALGUMA DÚVIDA QUANTO AO CONTEÚDO DESTA APOSTILA, O ADQUIRENTE DESTA DEVE ACESSAR O SITE www.apostilasopcao.com.br, E ENVIAR SUA DÚVIDA, A QUAL SERÁ RESPONDIDA O MAIS BREVE POSSÍVEL, ASSIM COMO PARA CONSULTAR ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS E POSSÍVEIS ERRATAS. TAMBÉM FICAM À DISPOSIÇÃO DO ADQUIRENTE DESTA APOSTILA O TELEFONE (11) 2856-6066, DENTRO DO HORÁRIO COMERCIAL, PARA EVENTUAIS CONSULTAS. EVENTUAIS RECLAMAÇÕES DEVERÃO SER ENCAMINHADAS POR ESCRITO, RESPEITANDO OS PRAZOS ESTITUÍDOS NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE ACORDO COM O ARTIGO 184 DO CÓDIGO PENAL. APOSTILAS OPÇÃO
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 1 1. COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen- tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce- to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa- da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex- tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte: 01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto; 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente; 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos umas três vezes ou mais; 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas; 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; 07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre- ensão; 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor- respondente; 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão; 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu; 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa; 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva; 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais; 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto; 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta; 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem; 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las; 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís- simos na interpretação do texto. Ex.: Ele morreu de fome. de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele"). Ex.: Ele morreu faminto. faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.; 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei- as estão coordenadas entre si; 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo Cunegundes ELEMENTOS CONSTITUTIVOS TEXTO NARRATIVO  As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for- ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota-
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 2 gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra- ção. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.  Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- resses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.  Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- cionados ao principal.  Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- zes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo.  Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- to que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito.  Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri- zado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon- tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra- tiva que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per- sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra- dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.  Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa. Formas de apresentação da fala das personagens Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens.  Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra- vés do diálogo. Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna- val a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.  Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo: “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa- dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me- nos sombrios por vir”.  Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) TEXTO DESCRITIVO Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac- terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari- ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc- nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:  Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje- tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên- cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti- vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.  Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen- to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so- cial e econômico .
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 3  Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo.  Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos.  Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.  Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. TEXTO DISSERTATIVO Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques- tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- do o contexto. Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :  Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob- jetiva da definição do ponto de vista do autor.  Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- sencadeia a conclusão.  Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so- bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje- tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a respeito de algo. O TEXTO ARGUMENTATIVO Baseado em Adilson Citelli A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte- rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do tipo de texto solicitado. Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi- va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir, ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento do ponto de vista de algo/alguém. Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se- quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas. Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti- vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for- mação textual. Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados. Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica- ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua- são). Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos dão tornem esta produção altamente evocativa. A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu- mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife- rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las, bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo, daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico uma relação interdiscursiva e intertextual. As metáforas, metomínias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en- tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa- zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da oposição, tudo isto em forma de piada. Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito, mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível, capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação... Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo” São Paulo SP, Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 4 2. TIPOLOGIA TEXTUAL A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os interlocutores. Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo falamos sozinhos. É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e gêneros textuais. Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em prosa. Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se conceituam como gêneros textuais as diversas situações sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se- iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico. Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte O Conto É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeita- mente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das características destes personagens, assim como para as indicações de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre- sentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos diálogos. O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passa- do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa- damente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impaci- entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon- tecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. A Novela É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá- rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragé- dias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das personagens. Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representa- ção cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretação. Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta- to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi- nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua- dros, que correspondem a mudanças de cenografias. Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chama- das notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações apresentam com frequência orações unimembres e/ou bimembres de predicado não verbal. O Poema Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão rele- vância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 5 realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essen- cial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali- dade depende desta distribuição. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama- das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu- em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro- xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma. A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin- cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de- zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento, são considerados dissílabos. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos mecanismos de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a criação de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábulos, metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos estilísticos que dão ambiguidade ao poema. TEXTOS JORNALÍSTICOS Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu portador ( jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade, condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas. De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: infor- mação nacional, informação internacional, informação local, sociedade, economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor- dado. Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns são as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as crôni- cas, as resenhas de espetáculos. A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à medida que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios ampla- mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire- mos a eles em outro momento. Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de suas seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação cuida- da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explica- ções do texto. É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publica- ção para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses textos. O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a posição adotada pela redação. A Notícia Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou pessoas. As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor- mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo, não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações similares. É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três partes claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento. O título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a atenção do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País, 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. A introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que não aparecem na introdução. A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à mar- gem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir o eu ou o nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo, não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso país ou minha cidade). Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descartado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao discurso direto, como, por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos Deputados durante a próxima semana . O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita por um patrulheiro. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê? quem? como? quando? por quê e para quê?. O Artigo de Opinião Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atualida- de que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é considerado, ou merece ser, objeto de debate. Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia, enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página. Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 6 ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no início do texto. A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações, as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta- lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos comentários. Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, com frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumen- tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor- mação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos, opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, concessivas e condicionais. Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura ideológica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias men- cionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, cenas e opiniões como positivas ou negativas. A Reportagem É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura- chave para o conhecimento deste tópico. A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica- ção e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten- ção dos leitores. A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, realizada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. A Entrevista Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido com fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade, uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações sobre as declarações do entrevistado. Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a conversa- ção possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas deri- vados. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe uma garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de réplicas. TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos, as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sintática canônica (sujeito-verbo-predicado). Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semântica, e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido das palavras. O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é, evitam os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem medi- ante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo polissêmico nesse contexto. A Definição Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci- ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir através de um processo de sinonímia. Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence, "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal. Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores mais qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou parte do Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de terminar o inverno. Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem- plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs- tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi- ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen- te antes de terminar o inverno". As definições contêm, também, informações complementares relacionadas, por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo ("do lat. piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc. Essas informações complementares contêm frequentemente abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário: Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc. O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias básicas da estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais diferentes informações costumam ser codificadas através de tipografias diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologias, etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante barras paralelas e /ou números.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 7 Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer continuar em exercício; adiar o término de. A Nota de Enciclopédia Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli- tude desta expansão. A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem- se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu- los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc. Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra- dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie- dades: terrestres e aquáticos. Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lingua- gem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que responde às exigências de concisão e de precisão. As características inerentes aos objetos apresentados aparecem através de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam qualidades próprias daquilo a que se referem. O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de ligação - ser, estar, parecer, etc. O Relato de Experimentos Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em manipular o ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos que descrevem experimentos. O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mas que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é neces- sário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações para concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para constatar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições uma planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas categorias: uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, isto é, ao registro da situação de experimentação; a outra, ao processo observado. Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que começam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a planta crescerá mais rápido. Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade. Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável tempo aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é possível observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente essen- cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma das etapas do processo. O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser- vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa, do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. A Monografia Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um determinado tema é recolhida em diferentes fontes. Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados com base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos qualificados ou de especialistas no tema. As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coerente dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem como indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem- plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona- gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos, teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que esta valorização fique explícita. Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o tema a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que, conjugan- do seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará as primei- ras antecipações sobre a informação que espera encontrar e formulará as hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estarão listadas nas referências bibliográficas, de acordo com as normas que regem a apresentação da bibliografia. O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de cons- truções de discurso direto ou de discurso indireto. Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificações, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda tramitação referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos sinais que distinguem frequentemente o discurso direto. Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro, em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos subordi- nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, pronomes pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais auxiliares, etc. Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría - nutrem-se do liberalismo’ Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu pensamento nutriam -se do liberalismo' Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do emissor. Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o autor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classifi- cação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os dados apresentados e o princípio de classificação adotado. Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipótese, sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das fontes consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência estabe- lecida entre os fatos e a conclusão. Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 8 Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas linguísticas relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem entre os dados e para avaliar sua coerência. A Biografia É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s). Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia. Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresentar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens cuja ação foi qualificada como relevante na história. Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em sua construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conectivi- dade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial (Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua cidade natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições tempo- rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realidade), etc. A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta-se nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apresen- tados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a importância que a eles atribui. Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não autorizadas" de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma característica que parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de revelar a personagem através de uma profusa acumulação de aspectos negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios altamente reprovados pela opinião pública. TEXTOS INSTRUCIONAIS Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais diversas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinárias até os complexos manuais de instrução para montar o motor de um avião. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de receitas e manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da função apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida. A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, estão amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade; então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e deveres das partes envolvidas. Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio- nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen- tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru- ções. As Receitas e as Instruções Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar um móvel, consertar um objeto, etc. Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen- to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), a outra, desenvolve as instruções. As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitual- mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa- nhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos). As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres, com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou orações unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo (misturar a farinha com o açúcar). Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa- re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre- quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo: Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui pode intervir outro membro da equipe. TEXTOS EPISTOLARES Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por escrito com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeçalho. Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de uma empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos desig- nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora). Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo das características contidas no texto. Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabelece o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta- se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo formal. A Carta As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu- mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa, expressiva e apelativa). Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é, aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen- tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a dimensão expressiva da mensagem. Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci- do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas. Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati- vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 9 subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati- vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições. A Solicitação É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um emprego, uma vaga em uma escola, etc. Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside- ração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com o maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, Antônio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto Politécnico a fim de solicitar-lhe...) As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi- ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige- se a...). A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei- ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua apelação. Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen- volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita- ção de bolsas de estudo, etc. Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS. 3. ORTOGRAFIA OFICIAL As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua. Eis algumas observações úteis: DISTINÇÃO ENTRE J E G 1. Escrevem-se com J: a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste, canjerê, pajé, etc. b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije- cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. 2. Escrevem-se com G: a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem, ferrugem, etc. b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO: estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc. c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. DISTINÇÃO ENTRE S E Z 1. Escrevem-se com S: a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu- guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa, burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc. c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege- se análise, trombose, etc. e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, causa. f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc. g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten- der: pretensão; repreender: repreensão, etc. 2. Escrevem-se em Z. a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização, organizado; realizar: realização, realizado, etc. b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro, chapeuzinho, cãozito, etc. DISTINÇÃO ENTRE X E CH: 1. Escrevem-se com X a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote, feixe, etc. c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc. d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o látex). e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en- chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa- das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en- cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en + radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar: en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço). 2. Escrevem-se com CH: a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre- buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal- sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim- bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi- la, piche, pichar, tchau. b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se distingue pelo contraste entre o x e o ch. Exemplos: • brocha (pequeno prego) • broxa (pincel para caiação de paredes) • chá (planta para preparo de bebida) • xá (título do antigo soberano do Irã) • chalé (casa campestre de estilo suíço) • xale (cobertura para os ombros) • chácara (propriedade rural) • xácara (narrativa popular em versos) • cheque (ordem de pagamento) • xeque (jogada do xadrez) • cocho (vasilha para alimentar animais) • coxo (capenga, imperfeito) DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C Observe o quadro das correlações:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 10 Correlações t - c ter-tenção rg - rs rt - rs pel - puls corr - curs sent - sens ced - cess gred - gress prim - press tir - ssão Exemplos ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter - detenção; reter - retenção aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer- são; inverter - inversão; divertir - diversão impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão sentir - senso, sensível, consenso ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter- cessão. exceder - excessivo (exceto exceção) agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão - progresso - progressivo imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres- são. admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão. (re)percutir - (re)percussão PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES ONDE-AONDE Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi- vale sempre a PARA ONDE. AONDE você vai? AONDE nos leva com tal rapidez? Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- ga-se ONDE ONDE estão os livros? Não sei ONDE te encontrar. MAU - MAL MAU é adjetivo (seu antônimo é bom). Escolheu um MAU momento. Era um MAU aluno. MAL pode ser: a) advérbio de modo (antônimo de bem). Ele se comportou MAL. Seu argumento está MAL estruturado b) conjunção temporal (equivale a assim que). MAL chegou, saiu c) substantivo: O MAL não tem remédio, Ela foi atacada por um MAL incurável. CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO CESSÃO significa o ato de ceder. Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais. A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os torcedores. SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião: Assistimos a uma SESSÃO de cinema. Reuniram-se em SESSÃO extraordinária. SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão: Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes. Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos. HÁ / A Na indicação de tempo, emprega-se: HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz): HÁ dois meses que ele não aparece. Ele chegou da Europa HÁ um ano. A para indicar tempo futuro: Daqui A dois meses ele aparecerá. Ela voltará daqui A um ano. FORMAS VARIANTES Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos. aluguel ou aluguer alpartaca, alpercata ou alpargata amídala ou amígdala assobiar ou assoviar assobio ou assovio azaléa ou azaleia bêbado ou bêbedo bílis ou bile cãibra ou cãimbra carroçaria ou carroceria chimpanzé ou chipanzé debulhar ou desbulhar fleugma ou fleuma hem? ou hein? imundície ou imundícia infarto ou enfarte laje ou lajem lantejoula ou lentejoula nenê ou nenen nhambu, inhambu ou nambu quatorze ou catorze surripiar ou surrupiar taramela ou tramela relampejar, relampear, relampeguear ou relampar porcentagem ou percentagem EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS Escrevem-se com letra inicial maiúscula: 1) a primeira palavra de período ou citação. Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil, Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via- Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc. O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno. 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc. 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República, etc. 5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação, Estado, Pátria, União, República, etc. 6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações, órgãos públicos, etc.: Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc. 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da Manhã, Manchete, etc. 8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente, Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc. 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do Oriente, o falar do Norte. Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste. 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc. Escrevem-se com letra inicial minúscula: 1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos, nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc. 2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria. 3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. 4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta: "Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis) "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra." (Manuel Bandeira) 4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA ORTOGRAFIA OFICIAL Por Paula Perin dos Santos O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 11 internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató- ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve sua implementação. É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática. Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de Leis ou Acordos. A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de- pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra. Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil. Alfabeto A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e palavras importadas do idioma inglês, como: km – quilômetro, kg – quilograma Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros. Trema Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso, o “ü” lê-se “i”) QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA 1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Ex. Chá Mês nós Gás Sapé cipó Dará Café avós Pará Vocês compôs vatapá pontapés só Aliás português robô dá-lo vê-lo avó recuperá-los Conhecê-los pô-los guardá-la Fé compô-los réis (moeda) Véu dói méis céu mói pastéis Chapéus anzóis ninguém parabéns Jerusalém Resumindo: Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí- lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas palavras. 2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:  L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.  N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.  R – câncer, caráter, néctar, repórter.  X – tórax, látex, ônix, fênix.  PS – fórceps, Quéops, bíceps.  Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.  ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.  I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.  ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.  UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.  US – ânus, bônus, vírus, Vênus. Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen- tes (semivogal+vogal): Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio. 3. Todas as proparoxítonas são acentuadas. Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân- temo, público, pároco, proparoxítona. QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS 4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:  Formarem sílabas sozinhos ou com “S” Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta. IMPORTANTE Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos? Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente. Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso. 5. Trema Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira, como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”) 6. Acento Diferencial O acento diferencial permanece nas palavras: pôde (passado), pode (presente) pôr (verbo), por (preposição) Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do verbo está no singular ou plural: SINGULAR PLURAL Ele tem Eles têm Ele vem Eles vêm Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 12 DIVISÃO SILÁBICA Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU, GU. 1- chave: cha-ve aquele: a-que-le palha: pa-lha manhã: ma-nhã guizo: gui-zo Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R 2- emblema: reclamar: flagelo: globo: implicar: atleta: prato: em-ble-ma re-cla-mar fla-ge-lo glo-bo im-pli-car a-tle-ta pra-to abraço: recrutar: drama: fraco: agrado: atraso: a-bra-ço re-cru-tar dra-ma fra-co a-gra-do a-tra-so Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC. 3- correr: passar: fascinar: cor-rer pas-sar fas-ci-nar desçam: exceto: des-çam ex-ce-to Não se separam as letras que representam um ditongo. 4- mistério: cárie: mis-té-rio cá-rie herdeiro: her-dei-ro Separam-se as letras que representam um hiato. 5- saúde: rainha: sa-ú-de ra-i-nha cruel: enjoo: cru-el en-jo-o Não se separam as letras que representam um tritongo. 6- Paraguai: saguão: Pa-ra-guai sa-guão Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba que a antecede. 7- torna: técnica: absoluto: tor-na núpcias: núp-cias téc-ni-ca submeter: sub-me-ter ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba que a segue 8- pneumático: pneu-má-ti-co gnomo: gno-mo psicologia: psi-co-lo-gia No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente, mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em sílabas separadas. 9- sublingual: sublinhar: sublocar: sub-lin-gual sub-li-nhar sub-lo-car Preste atenção nas seguintes palavras: trei-no so-cie-da-de gai-o-la ba-lei-a des-mai-a-do im-bui-a ra-diou-vin-te ca-o-lho te-a-tro co-e-lho du-e-lo ví-a-mos a-mné-sia gno-mo co-lhei-ta quei-jo pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co dig-no e-nig-ma e-clip-se Is-ra-el mag-nó-lia 9. PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral. PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla- rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos comuns ele é chamado de simples. Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris- to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo). PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta. Onde está seu irmão? Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação. A mim ?! Que ideia! PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau- sa na fala. Emprega-se a vírgula: • Nas datas e nos endereços: São Paulo, 17 de setembro de 1989. Largo do Paissandu, 128. • No vocativo e no aposto: Meninos, prestem atenção! Termópilas, o meu amigo, é escritor. • Nos termos independentes entre si: O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões. • Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa- droeira. • Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte, viajamos para o litoral. • Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor. • Após a primeira parte de um provérbio. O que os olhos não vêem, o coração não sente. • Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate. RETICÊNCIAS • São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento. Não me disseste que era teu pai que ... • Para realçar uma palavra ou expressão. Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome... • Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento. Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também... PONTO E VÍRGULA • Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si. "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe- cido, guardando consigo a ponta farpada. " • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior. Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais calmo, resolveu o problema sozinho.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 13 DOIS PONTOS • Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? • Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar- que". • Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri- or: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. • Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. TRAVESSÃO Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar palavras ou frases – "Quais são os símbolos da pátria? – Que pátria? – Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos). – "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra vez. – a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma coisa". (M. Palmério). • Usa-se para separar orações do tipo: – Avante!- Gritou o general. – A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: • A estrada de ferro Santos – Jundiaí. • A ponte Rio – Niterói. • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. "A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. Não achei nada "legal" aquela aula de inglês. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite. • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc. "Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. • Em casos de ironia: A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente. Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. "Sede assim qualquer coisa. serena, isenta, fiel". (Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: "Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos fora das órbitas. Amália se volta)". (G. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: "E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo de fome." (C. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: "Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela." (M. Bandeira) COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. 7. EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE Crase é a fusão da preposição A com outro A. Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem. EMPREGO DA CRASE • em locuções adverbiais: à vezes, às pressas, à toa... • em locuções prepositivas: em frente à, à procura de... • em locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que... • pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, as Fui ontem àquele restaurante. Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão: Refiro-me àquilo e não a isto. A CRASE É FACULTATIVA • diante de pronomes possessivos femininos: Entreguei o livro a(à) sua secretária. • diante de substantivos próprios femininos: Dei o livro à(a) Sônia. CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE • Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo A: Viajaremos à Colômbia. (Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia) • Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília, Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve- neza, etc. Viajaremos a Curitiba. (Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba). • Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o modifique. Ela se referiu à saudosa Lisboa. Vou à Curitiba dos meus sonhos. • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida: Às 8 e 15 o despertador soou. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo- da” ou "maneira": Aos domingos, trajava-se à inglesa. Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo. • Antes da palavra casa, se estiver determinada: Referia-se à Casa Gebara. • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar. Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa). • Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo. Voltou à terra onde nascera. Chegamos à terra dos nossos ancestrais. Mas: Os marinheiros vieram a terra. O comandante desceu a terra. • Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente: Vou até a (á ) chácara. Cheguei até a(à) muralha
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 14 • A QUE - À QUE Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino ocorrerá crase: Houve um palpite anterior ao que você deu. Houve uma sugestão anterior à que você deu. Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não ocorrerá crase. Não gostei do filme a que você se referia. Não gostei da peça a que você se referia. O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do de: Meu palpite é igual ao de todos Minha opinião é igual à de todos. NÃO OCORRE CRASE • antes de nomes masculinos: Andei a pé. Andamos a cavalo. • antes de verbos: Ela começa a chorar. Cheguei a escrever um poema. • em expressões formadas por palavras repetidas: Estamos cara a cara. • antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona: Dirigiu-se a V. Sa com aspereza. Escrevi a Vossa Excelência. Dirigiu-se gentilmente à senhora. • quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural: Não falo a pessoas estranhas. Jamais vamos a festas. SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS Semântica Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação. A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e semiótica. A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes. Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração: Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, remoto. Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim. Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos: As homônimas podem ser:  Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);  Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);  Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);  Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.  Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.  Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) - São (santo) Conotação e Denotação:  Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.  Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas. Sinônimo Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro. O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem enfadonhos. Eufemismo Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto, normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). Exemplos:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 15  gordo - obeso  morrer - falecer Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. Sinônimos Perfeitos Se o significado é idêntico. Exemplos:  avaro – avarento,  léxico – vocabulário,  falecer – morrer,  escarradeira – cuspideira,  língua – idioma  catorze - quatorze Sinônimos Imperfeitos Se os signIficados são próximos, porém não idênticos. Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso Antônimo Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário (também oposto ou inverso) à outra. O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame atenção do leitor ou do ouvinte. Palavra Antônimo aberto fechado alto baixo bem mal bom mau bonito feio demais de menos doce salgado forte fraco gordo magro salgado insosso amor ódio seco molhado grosso fino duro mole doce amargo grande pequeno soberba humildade louvar censurar bendizer maldizer ativo inativo simpático antipático progredir regredir rápido lento sair entrar sozinho acompanhado concórdia discórdia pesado leve quente frio presente ausente escuro claro inveja admiração Homógrafo Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos  rego (subst.) e rego (verbo);  colher (verbo) e colher (subst.);  jogo (subst.) e jogo (verbo);  Sede: lugar e Sede: avidez;  Seca: pôr a secar e Seca: falta de água. Homófono Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois tipos de palavras homófonas, que são:  Homófonas heterográficas  Homófonas homográficas Homófonas heterográficas Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas heterográficas (diferentes na escrita). Exemplos cozer / coser; cozido / cosido; censo / senso consertar / concertar conselho / concelho paço / passo noz / nós hera / era ouve / houve voz / vós cem / sem acento / assento Homófonas homográficas Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e homográficas (iguais na escrita). Exemplos Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso, janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que deriva do substantivo jantar, e está classificado como neologismo. Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito (substantivo). Parônimo Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados diferentes. O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parônimas: acender. verbo - ascender. subir acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa comprimento. extensão - cumprimento. saudação coro (cantores) - couro (pele de animal) deferimento. concessão - diferimento. adiamento delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender descrição. representação - discrição. reserva descriminar. inocentar - discriminar. distinguir despensa. compartimento - dispensa. desobriga destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato) emergir. vir à tona - imergir. mergulhar eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar enformar. meter em fôrma - informar. avisar entender. compreender - intender. exercer vigilância lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo recrear. divertir - recriar. criar de novo se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 16 vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular DENOTAÇAO E CONOTAÇAO A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias interpretações. Observe os exemplos Denotação As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. Conotação As estrelas do cinema. O jardim vestiu-se de flores O fogo da paixão SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado: Construí um muro de pedra - sentido próprio Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. A água pingava lentamente – sentido próprio. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS. As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das palavras. Exs.: cinzeiro = cinza + eiro endoidecer = en + doido + ecer predizer = pre + dizer Os principais elementos móficos são : RADICAL É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra. Exs.: amarelecer = amarelo + ecer enterrar = en + terra + ar pronome = pro + nome PREFIXO É o elemento mórfico que vem antes do radical. Exs.: anti - herói in - feliz SUFIXO É o elemento mórfico que vem depois do radical. Exs.: med - onho cear – ense FORMAÇÃO DAS PALAVRAS As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá- bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala- vras encontramos a seguinte divisão:  palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor)  palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha)  palavras simples - só possuem um radical (couve, flor)  palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, aguardente) Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci- mento dos seguintes processos de formação: Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi- cais. São dois tipos de composição.  justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol, sexta-feira);  aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de elementos (pernalta, de perna + alta). Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o acréscimo de afixos. São cinco tipos de derivação.  prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil);  sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente);  parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva;  regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar);  imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio a comum). Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros processos para formação de palavras, como:  Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo, grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, al- coômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e latino / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);  Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun- zum, miau);  Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)  Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se- qüência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)  Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala- vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos 5 EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS. 6 EMPRE- GO/CORRELAÇÃO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS SUBSTANTIVOS Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no- me aos seres em geral. São, portanto, substantivos. a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra, Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado. b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba- lho, corrida, tristeza beleza altura. CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie: rio, cidade, pais, menino, aluno
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 17 b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento. Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To- cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair. c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro- priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi- que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con- creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta, fada, bruxa, saci. d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo, pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão, portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres: trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje- tivos trabalhar - trabalho correr - corrida alto - altura belo - beleza FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio, tempo, sol. d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de- colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol. COLETIVOS Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo de seres da mesma espécie. Veja alguns coletivos que merecem destaque: alavão - de ovelhas leiteiras alcateia - de lobos álbum - de fotografias, de selos antologia - de trechos literários escolhidos armada - de navios de guerra armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) arquipélago - de ilhas assembleia - de parlamentares, de membros de associações atilho - de espigas de milho atlas - de cartas geográficas, de mapas banca - de examinadores bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios bando - de aves, de pessoal em geral cabido - de cônegos cacho - de uvas, de bananas cáfila - de camelos cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves cancioneiro - de poemas, de canções caravana - de viajantes cardume - de peixes clero - de sacerdotes colmeia - de abelhas concílio - de bispos conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa congregação - de professores, de religiosos congresso - de parlamentares, de cientistas conselho - de ministros consistório - de cardeais sob a presidência do papa constelação - de estrelas corja - de vadios elenco - de artistas enxame - de abelhas enxoval - de roupas esquadra - de navios de guerra esquadrilha - de aviões falange - de soldados, de anjos farândola - de maltrapilhos fato - de cabras fauna - de animais de uma região feixe - de lenha, de raios luminosos flora - de vegetais de uma região frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus girândola - de fogos de artifício horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros junta - de bois, médicos, de examinadores júri - de jurados legião - de anjos, de soldados, de demônios malta - de desordeiros manada - de bois, de elefantes matilha - de cães de caça ninhada - de pintos nuvem - de gafanhotos, de fumaça panapaná - de borboletas pelotão - de soldados penca - de bananas, de chaves pinacoteca - de pinturas plantel - de animais de raça, de atletas quadrilha - de ladrões, de bandidos ramalhete - de flores réstia - de alhos, de cebolas récua - de animais de carga romanceiro - de poesias populares resma - de papel revoada - de pássaros súcia - de pessoas desonestas vara - de porcos vocabulário - de palavras FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e grau. Gênero Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini- no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta. Podemos classificar os substantivos em: a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino: aluno/aluna homem/mulher menino /menina carneiro/ovelha Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo: padrinho/madrinha bode/cabra cavaleiro/amazona pai/mãe b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se em: 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca. Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve- mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê- mea 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti- go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a estudante, este dentista. 3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar- tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn- juge, a pessoa, a criatura. Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim: uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 18 Alguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero: São masculinos São femininos o anátema o telefonema o teorema o trema o edema o eclipse o lança-perfume o fibroma o estratagema o proclama o grama (unidade de peso) o dó (pena, compaixão) o ágape o caudal o champanha o alvará o formicida o guaraná o plasma o clã a abusão a aluvião a análise a cal a cataplasma a dinamite a comichão a aguardente a derme a omoplata a usucapião a bacanal a líbido a sentinela a hélice Mudança de Gênero com mudança de sentido Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. Veja alguns exemplos: o cabeça (o chefe, o líder) o capital (dinheiro, bens) o rádio (aparelho receptor) o moral (ânimo) o lotação (veículo) o lente (o professor) a cabeça (parte do corpo) a capital (cidade principal) a rádio (estação transmissora) a moral (parte da Filosofia, conclusão) a lotação (capacidade) a lente (vidro de aumento) Plural dos Nomes Simples 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa, casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães. 2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em: a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração, corações; grandalhão, grandalhões. b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião, guardiães. c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão, cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos. Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães; ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc. 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém, armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns. 4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí- fens (ou hífenes). Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones. 5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani- mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis. Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules. 6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil, fósseis; réptil, répteis. Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar- ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis. 7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni- cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses; burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases. São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix, os ônix. 8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs- tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri- mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi- tos. Substantivos só usados no plural afazeres arredores cãs confins férias núpcias olheiras viveres anais belas-artes condolências exéquias fezes óculos pêsames copas, espadas, ouros e paus (naipes) Plural dos Nomes Compostos 1. Somente o último elemento varia: a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara- boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela- melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) 2. Somente o primeiro elemento é flexionado: a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- rabo, burros-sem-rabo; b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; banana-maçã, bananas-maçã. A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. 3. Ambos os elementos são flexionados: a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- compromissos. b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, caras-pálidas. São invariáveis: a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi- sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não- molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem- desocupa-o-copo; c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o perde-ganha, os perde-ganha. Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda- marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa- dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate. Adjetivos Compostos Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona. Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino- americanos; cívico-militar, cívico-militares. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos amarelo-ouro, paredes azul-piscina. 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur- dos-mudos > surdas-mudas. 3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho. Graus do substantivo Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais podem ser: sintéticos ou analíticos. Analítico Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama- nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande. Sintético Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados. Principais sufixos aumentativos AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO, ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão, povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu- ça.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 19 Principais Sufixos Diminutivos ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO, ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho, montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim, pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo, homúncula, apícula, velhusco. Observações: • Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui- rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc. Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc. • É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe- tivo: Joãozinho, amorzinho, etc. • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for- mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz, ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc. • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di- minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon- zinho, pequenito. Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu- gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais diferentes para designar o sexo: bode - cabra burro - besta carneiro - ovelha cão - cadela cavalheiro - dama compadre - comadre frade - freira frei – soror genro - nora padre - madre padrasto - madrasta padrinho - madrinha pai - mãe veado - cerva zangão - abelha etc. ADJETIVOS FLEXÃO DOS ADJETIVOS Gênero Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser: a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne- ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu- lher simples; aluno feliz - aluna feliz. b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou- tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se- melhante a dos substantivos. Número a) Adjetivo simples Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os substantivos simples: pessoa honesta pessoas honestas regra fácil regras fáceis homem feliz homens felizes Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in- variáveis: blusa vinho blusas vinho camisa rosa camisas rosa b) Adjetivos compostos Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele- mento varia, tanto em gênero quanto em número: acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas camisa verde-clara camisas verde-claras sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros Observações: 1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: camisa verde-abacate camisas verde-abacate sapato marrom-café sapatos marrom-café blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro 2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: blusa azul-marinho blusas azul-marinho camisa azul-celeste camisas azul-celeste 3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos variam: menino surdo-mudo meninos surdos-mudos menina surda-muda meninas surdas-mudas Graus do Adjetivo As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- pressas em dois graus: - o comparativo - o superlativo Comparativo Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual, superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo: - Comparativo de igualdade: O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. - Comparativo de superioridade: O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro. Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico. - Comparativo de inferioridade: A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: - Superlativo absoluto Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: Esta cidade é poluidíssima. Esta cidade é muito poluída. - Superlativo relativo Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a outros seres: Este rio é o mais poluído de todos. Este rio é o menos poluído de todos. Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico: - Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade - muito trabalhador, excessivamente frágil, etc. - Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti- quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc. Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara- tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais: NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO ABSOLUTO RELATIVO bom melhor ótimo melhor mau pior péssimo pior grande maior máximo maior pequeno menor mínimo menor Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos: acre - acérrimo agradável - agradabilíssimo amargo - amaríssimo amigo - amicíssimo áspero - aspérrimo audaz - audacíssimo benévolo - benevolentíssimo célebre - celebérrimo cruel - crudelíssimo eficaz - eficacíssimo ágil - agílimo agudo - acutíssimo amável - amabilíssimo antigo - antiquíssimo atroz - atrocíssimo benéfico - beneficentíssimo capaz - capacíssimo cristão - cristianíssimo doce - dulcíssimo feroz - ferocíssimo
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 20 fiel - fidelíssimo frio - frigidíssimo incrível - incredibilíssimo íntegro - integérrimo livre - libérrimo magro - macérrimo manso - mansuetíssimo negro - nigérrimo (negríssimo) pessoal - personalíssimo possível - possibilíssimo próspero - prospérrimo público - publicíssimo sábio - sapientíssimo salubre - salubérrimo simples – simplicíssimo terrível - terribilíssimo velho - vetérrimo voraz - voracíssimo frágil - fragilíssimo humilde - humílimo (humildíssimo) inimigo - inimicíssimo jovem - juveníssimo magnífico - magnificentíssimo maléfico - maleficentíssimo miúdo - minutíssimo nobre - nobilíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo) preguiçoso - pigérrimo provável - probabilíssimo pudico - pudicíssimo sagrado - sacratíssimo sensível - sensibilíssimo tenro - tenerissimo tétrico - tetérrimo visível - visibilíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo Adjetivos Gentílicos e Pátrios Argélia – argelino Bizâncio - bizantino Bóston - bostoniano Bragança - bragantino Bucareste - bucarestino, - bucarestense Cairo - cairota Canaã - cananeu Catalunha - catalão Chicago - chicaguense Coimbra - coimbrão, conim- bricense Córsega - corso Croácia - croata Egito - egípcio Equador - equatoriano Filipinas - filipino Florianópolis - florianopolitano Fortaleza - fortalezense Gabão - gabonês Genebra - genebrino Goiânia - goianense Groenlândia - groenlandês Guiné - guinéu, guineense Himalaia - himalaico Hungria - húngaro, magiar Iraque - iraquiano João Pessoa - pessoense La Paz - pacense, pacenho Macapá - macapaense Maceió - maceioense Madri - madrileno Marajó - marajoara Moçambique - moçambicano Montevidéu - montevideano Normândia - normando Pequim - pequinês Porto - portuense Quito - quitenho Santiago - santiaguense São Paulo (Est.) - paulista São Paulo (cid.) - paulistano Terra do Fogo - fueguino Três Corações - tricordiano Tripoli - tripolitano Veneza - veneziano Bagdá - bagdali Bogotá - bogotano Braga - bracarense Brasília - brasiliense Buenos Aires - portenho, buenairense Campos - campista Caracas - caraquenho Ceilão - cingalês Chipre - cipriota Córdova - cordovês Creta - cretense Cuiabá - cuiabano EI Salvador - salvadorenho Espírito Santo - espírito-santense, capixaba Évora - eborense Finlândia - finlandês Formosa - formosano Foz do lguaçu - iguaçuense Galiza - galego Gibraltar - gibraltarino Granada - granadino Guatemala - guatemalteco Haiti - haitiano Honduras - hondurenho Ilhéus - ilheense Jerusalém - hierosolimita Juiz de Fora - juiz-forense Lima - limenho Macau - macaense Madagáscar - malgaxe Manaus - manauense Minho - minhoto Mônaco - monegasco Natal - natalense Nova lguaçu - iguaçuano Pisa - pisano Póvoa do Varzim - poveiro Rio de Janeiro (Est.) - fluminense Rio de Janeiro (cid.) - carioca Rio Grande do Norte - potiguar Salvador – salvadorenho, soteropolitano Toledo - toledano Rio Grande do Sul - gaúcho Varsóvia - varsoviano Vitória - vitoriense Locuções Adjetivas As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs- tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem ser substituídas por um adjetivo correspondente. PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre- senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. • Ele chegou. (ele) • Convidei-o. (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex- tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. • Esta casa é antiga. (esta) • Meu livro é antigo. (meu) Classificação dos Pronomes Há, em Português, seis espécies de pronomes: • pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: • possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; • demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; • relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; • indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá- rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou- trem, nada, cada, algo. • interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in- terrogativas. PRONOMES PESSOAIS Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis- curso: 1ª pessoa: quem fala, o emissor. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ele saiu (ele) Eles sairam (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes: NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO singular 1ª 2ª 3ª eu tu ele, ela me, mim, comigo te, ti, contigo se, si, consigo, o, a, lhe plural 1ª 2ª 3ª nós vós eles, elas nós, conosco vós, convosco se, si, consigo, os, as, lhes PRONOMES DE TRATAMENTO Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra- tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Veja, a seguir, alguns desses pronomes: PRONOME ABREV. EMPREGO Vossa Alteza V. A. príncipes, duques Vossa Eminência V .Ema cardeais Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Mag a reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. papas Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados Vossa Majestade V.M. reis, imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo- cês.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 21 EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS 1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS, ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Convidaram ELE para a festa (errado) Receberam NÓS com atenção (errado) EU cheguei atrasado (certo) ELE compareceu à festa (certo) 2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos: Convidei ELE (errado) Chamaram NÓS (errado) Convidei-o. (certo) Chamaram-NOS. (certo) 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi- ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor- reto seu emprego como complemento: Informaram a ELE os reais motivos. Emprestaram a NÓS os livros. Eles gostam muito de NÓS. 4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado) Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo) Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas MIM e TI: Ninguém irá sem EU. (errado) Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado) Ninguém irá sem MIM. (certo) Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri- gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. 5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida, gosto muito de SI. (errado) Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Querida, gosto muito de você. (certo) Preciso muito falar com você. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo 6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios. 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com- binações possíveis são as seguintes: me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a, as. me+a=ma me + as = mas te+a=ta te + as = tas - Você pagou o livro ao livreiro? - Sim, paguei-LHO. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). 8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a. (V.T.D ) O filho obedece-lhe. (V.T. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem. (errado) Nunca o obedeci. (errado) Eu o vi ontem. (certo) Nunca lhe obedeci. (certo) 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in- finitivo: Deixei-o sair. Vi-o chegar. Sofia deixou-se estar à janela. É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol- vendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = Deixei que ele saísse. 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim, ninguém me engana. A ti tocou-te a máquina mercante. Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas- mo vicioso e sim ênfase. 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo, exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro. Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos. 12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo- déstia: Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Vós sois minha salvação, meu Deus! 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe: Vossa Excelência já aprovou os projetos? Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração. 14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE, VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 22 COLOCAÇÃO DE PRONOMES Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A, NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições: 1. Antes do verbo - próclise Eu te observo há dias. 2. Depois do verbo - ênclise Observo-te há dias. 3. No interior do verbo - mesóclise Observar-te-ei sempre. Ênclise Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento direto ou indireto. O pai esperava-o na estação agitada. Expliquei-lhe o motivo das férias. Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos: 1. Quando o verbo iniciar a oração: Voltei-me em seguida para o céu límpido. 2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa: Como eu achasse muito breve, explicou-se. 3. Com o imperativo afirmativo: Companheiros, escutai-me. 4. Com o infinitivo impessoal: A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um destino na mesa. 5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM: E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo. 6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética. A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio franco. Próclise Na linguagem culta, a próclise é recomendada: 1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos, interrogativos e conjunções. As crianças que me serviram durante anos eram bichos. Tudo me parecia que ia ser comida de avião. Quem lhe ensinou esses modos? Quem os ouvia, não os amou. Que lhes importa a eles a recompensa? Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. 2. Nas orações optativas (que exprimem desejo): Papai do céu o abençoe. A terra lhes seja leve. 3. Com o gerúndio precedido da preposição EM: Em se animando, começa a contagiar-nos. Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse. 4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja pausa entre eles. Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra. Mesóclise Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam precedidos de palavras que reclamem a próclise. Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. Dir-se-ia vir do oco da terra. Mas: Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Jamais se diria vir do oco da terra. Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível: Lembrarei-me (!?) Diria-se (!?) O Pronome Átono nas Locuções Verbais 1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. Podemos contar-lhe o ocorrido. Podemos-lhe contar o ocorrido. Não lhes podemos contar o ocorrido. O menino foi-se descontraindo. O menino foi descontraindo-se. O menino não se foi descontraindo. 2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. "Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des- cartes ." Tenho-me levantado cedo. Não me tenho levantado cedo. O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta. Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua- gem escrita. PRONOMES POSSESSIVOS Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- indo-lhes a posse de alguma coisa. Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o livro pertence a 1ª pessoa (eu) Eis as formas dos pronomes possessivos: 1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. 2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. 3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. 1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. 2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. 3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa (seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de você). Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui- dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s). Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro- nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as suas mãos). Não me respeitava a adolescência. A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: 1. Cálculo aproximado, estimativa: Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história O nosso homem não se deu por vencido. Chama-se Falcão o meu homem 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Eu cá tenho minhas dúvidas Cornélio teve suas horas amargas 4. Afetividade, cortesia Como vai, meu menino? Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren- tes de família. É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida- de. Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando não sabia o que dizer.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 23 PRONOMES DEMONSTRATIVOS São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da coisa designada em relação à pessoa gramatical. Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o livro está longe de ambas as pessoas. Os pronomes demonstrativos são estes: ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa AQUELE (e variações), próprio (e variações) MESMO (e variações), próprio (e variações) SEMELHANTE (e variação), tal (e variação) Emprego dos Demonstrativos 1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que fala). Este documento que tenho nas mãos não é meu. Isto que carregamos pesa 5 kg. b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente: Este coração não pode me trair. Esta alma não traz pecados. Tudo se fez por este país.. c) Para indicar o momento em que falamos: Neste instante estou tranquilo. Deste minuto em diante vou modificar-me. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do momento em que falamos: Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem. Um dia destes estive em Porto Alegre. e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no qual se inclui o momento em que falamos: Nesta semana não choveu. Neste mês a inflação foi maior. Este ano será bom para nós. Este século terminará breve. f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Este assunto já foi discutido ontem. Tudo isto que estou dizendo já é velho. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Só posso lhe dizer isto: nada somos. Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. 2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com quem se fala): Esse documento que tens na mão é teu? Isso que carregas pesa 5 kg. b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente: Esse teu coração me traiu. Essa alma traz inúmeros pecados. Quantos vivem nesse pais? c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese- jamos distância: O povo já não confia nesses políticos. Não quero mais pensar nisso. d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. O que você quer dizer com isso? e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que falamos: Um dia desses estive em Porto Alegre. Comi naquele restaurante dia desses. f) Para indicar aquilo que já mencionamos: Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan- te. 3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á 3ª. Aquele documento que lá está é teu? Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. Naquele instante estava preocupado. Daquele instante em diante modifiquei-me. Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele século, para exprimir que o tempo já decorreu. 4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou variações) para a primeira: Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso e aquela tranquila. 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE, pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose? Com um frio destes não se pode sair de casa. Nunca vi uma coisa daquelas. 6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter reforçativo: Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos. Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas. 7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO, ISSO ou AQUELE (e variações). Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro. O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres. Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os homens superiores. 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante: A menina ia cair, nisto, o pai a segurou 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE, ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO. Tal era a situação do país. Não disse tal. Tal não pôde comparecer. Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu- des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL ou OUTRO TAL: Suas manias eram tais quais as minhas. A mãe era tal quais as filhas. Os filhos são tais qual o pai. Tal pai, tal filho. É pronome substantivo em frases como: Não encontrarei tal (= tal coisa). Não creio em tal (= tal coisa) PRONOMES RELATIVOS Veja este exemplo: Armando comprou a casa QUE lhe convinha. A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo casa é um pronome relativo. PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re- feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente é casa. Outros exemplos de pronomes relativos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos. O lugar onde paramos era deserto. Traga tudo quanto lhe pertence. Leve tantos ingressos quantos quiser. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Eis o quadro dos pronomes relativos: VARIÁVEIS INVARIÁVEIS Masculino Feminino o qual os quais a qual as quais quem cujo cujos cuja cujas que quanto quantos quanta quantas onde
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 24 Observações: 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL. O médico de quem falo é meu conterrâneo. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quantos precisar. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a EM QUE. A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. PRONOMES INDEFINIDOS Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. 1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO, SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO Exemplos: Algo o incomoda? Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. Não faças a outrem o que não queres que te façam. Quem avisa amigo é. Encontrei quem me pode ajudar. Ele gosta de quem o elogia. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA CERTAS. Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem várias profissões. Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. PRONOMES INTERROGATIVOS Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. Exemplos: Que há? Que dia é hoje? Reagir contra quê? Por que motivo não veio? Quem foi? Qual será? Quantos vêm? Quantas irmãs tens? VERBO CONCEITO “As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando- as no tempo. Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re- ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas. Assim fiz. Morreram.” (Clarice Lispector) Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir: a) Estado: Não sou alegre nem sou triste. Sou poeta. b) Mudança de estado: Meu avô foi buscar ouro. Mas o ouro virou terra. c) Fenômeno: Chove. O céu dorme. VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de estado e fenômeno, situando-se no tempo. FLEXÕES O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: • a ação de cantar. • a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). • o número gramatical (plural). • o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito). • o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no passado (indicativo). • que o sujeito pratica a ação (voz ativa). Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz. 1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural: O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular). Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural). 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais: 1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme- cemos. 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela adormece. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles adormecem. 3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante em relação ao fato que comunica. Há três modos em português. a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato. A cachorra Baleia corria na frente. b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato. Talvez a cachorra Baleia corra na frente . c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um pedido Corra na frente, Baleia. 4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo, em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são: a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala: Fecho os olhos, agito a cabeça. b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele em que se fala: Fechei os olhos, agitei a cabeça. c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala: Fecharei os olhos, agitarei a cabeça. O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o presente. Veja o esquema dos tempos simples em português: Presente (falo) INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei) Imperfeito (falava) Mais- que-perfeito (falara) Futuro do presente (falarei) do pretérito (falaria) Presente (fale) SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse) Futuro (falar) Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema dos tempos simples. Infinitivo impessoal (falar) Pessoal (falar eu, falares tu, etc.) FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando) Particípio (falado) 5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser: a) agente do fato expresso. O carroceiro disse um palavrão. (sujeito agente) O verbo está na voz ativa.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 25 b) paciente do fato expresso: Um palavrão foi dito pelo carroceiro. (sujeito paciente) O verbo está na voz passiva. c) agente e paciente do fato expresso: O carroceiro machucou-se. (sujeito agente e paciente) O verbo está na voz reflexiva. 6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical. Falo - Estudam. Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está fora do radical. Falamos - Estudarei. 7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto - cantei - cantarei – cantava - cantasse. b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse. c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa, como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe- nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma- tado - morto - enxugado - enxuto. e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju- gação. verbo ser: sou - fui verbo ir: vou - ia QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO 1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou explícito. Quase todos os verbos são pessoais. O Nino apareceu na porta. 2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci- to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais: a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar, etc. Garoava na madrugada roxa. b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: Houve um espetáculo ontem. Há alunos na sala. Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos claros. c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico. Fazia dois anos que eu estava casado. Faz muito frio nesta região? O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na 3ª pessoa do singular - quando significa: 1) EXISTIR Há pessoas que nos querem bem. Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá. Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios. Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores. 2) ACONTECER, SUCEDER Houve casos difíceis na minha profissão de médico. Não haja desavenças entre vós. Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos. 3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado: Há meses que não o vejo. Haverá nove dias que ele nos visitou. Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava. O fato aconteceu há cerca de oito meses. Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no pretérito imperfeito, e não no presente: Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada. Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos. Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo. Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava. 4) REALIZAR-SE Houve festas e jogos. Se não chovesse, teria havido outros espetáculos. Todas as noites havia ensaios das escolas de samba. 5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e seguido de infinitivo): Em pontos de ciência não há transigir. Não há contê-lo, então, no ímpeto. Não havia descrer na sinceridade de ambos. Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas. E não houve convencê-lo do contrário. Não havia por que ficar ali a recriminar-se. Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de há muito (= desde muito tempo, há muito tempo): De há muito que esta árvore não dá frutos. De há muito não o vejo. O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª pessoa do singular: Vai haver eleições em outubro. Começou a haver reclamações. Não pode haver umas sem as outras. Parecia haver mais curiosos do que interessados. Mas haveria outros defeitos, devia haver outros. A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser construída de três modos: Hajam vista os livros desse autor. Haja vista os livros desse autor. Haja vista aos livros desse autor. CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase. Exemplo: Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa) A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva) Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser- vando o mesmo tempo. Outros exemplos: Os calores intensos provocam as chuvas. As chuvas são provocadas pelos calores intensos. Eu o acompanharei. Ele será acompanhado por mim. Todos te louvariam. Serias louvado por todos. Prejudicaram-me. Fui prejudicado. Condenar-te-iam. Serias condenado. EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS a) Presente Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: - um fato que ocorre no momento em que se fala. Eles estudam silenciosamente. Eles estão estudando silenciosamente. - uma ação habitual. Corra todas as manhãs. - uma verdade universal (ou tida como tal): O homem é mortal. A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa. - fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar maior realce à narrativa. Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis". É o chamado presente histórico ou narrativo.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 26 - fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos: Amanhã vou à escola. Qualquer dia eu te telefono. b) Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar: - um fato passado contínuo, habitual, permanente: Ele andava à toa. Nós vendíamos sempre fiado. - um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis. Era uma vez... - um fato presente em relação a outro fato passado. Eu lia quando ele chegou. c) Pretérito Perfeito Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já ocorrido, concluído. Estudei a noite inteira. Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o momento presente. Tenho estudado todas as noites. d) Pretérito mais-que-perfeito Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou. e) Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato futuro em relação ao momento em que se fala. Irei à escola. f) Futuro do Pretérito Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: - um fato futuro, em relação a outro fato passado. - Eu jogaria se não tivesse chovido. - um fato futuro, mas duvidoso, incerto. - Seria realmente agradável ter de sair? Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às vezes, ironia. - Daria para fazer silêncio?! Modo Subjuntivo a) Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: - um fato presente, mas duvidoso, incerto. Talvez eles estudem... não sei. - um desejo, uma vontade: Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores. b) Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma hipótese, uma condição. Se eu estudasse, a história seria outra. Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo. e) Pretérito Perfeito Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as características do modo subjuntivo). Que tenha estudado bastante é o que espero. d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo: Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- lamente. e) Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu- ído em relação a outro fato futuro. Quando eu voltar, saberei o que fazer. VERBOS IRREGULARES DAR Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem MOBILIAR Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem AGUAR Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem MAGOAR Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa- ram Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar APIEDAR-SE Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais- vos, apiadam-se Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei- vos, apiedem-se Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A MOSCAR Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus- quem Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U RESFOLEGAR Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais, resfolgam Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis, resfolguem Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece NOMEAR Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea- ram Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear COPIAR Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá- reis, copiaram Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem ODIAR Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, odiaram Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar CABER Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo CRER Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam Conjugam-se como crer, ler e descrer
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 27 DIZER Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissesse Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem Particípio dito Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer FAZER Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer PERDER Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam PODER Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Gerúndio podendo Particípio podido O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo PROVER Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê- reis, proveram Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove- riam Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Gerúndio provendo Particípio provido QUERER Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé- reis, quiseram Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis, quisessem Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem REQUERER Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste, requereram Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos, requerereis, requereram Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis, requererão Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere- ríeis, requereriam Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem, Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requerem Gerúndio requerendo Particípio requerido O verbo REQUERER não se conjuga como querer. REAVER Presente do indicativo reavemos, reaveis Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve- ram Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou- vésseis, reouvessem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen- ta a letra v SABER Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem VALER Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham TRAZER Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe- rem Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Gerúndio trazendo Particípio trazido VER Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Particípio visto ABOLIR Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, aboliram Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Presente do subjuntivo não há
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 28 Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, abolissem Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Imperativo afirmativo abole, aboli Imperativo negativo não há Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Infinitivo impessoal abolir Gerúndio abolindo Particípio abolido O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. AGREDIR Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. COBRIR Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Particípio coberto Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir FALIR Presente do indicativo falimos, falis Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Presente do subjuntivo não há Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo fali (vós) Imperativo negativo não há Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Gerúndio falindo Particípio falido FERIR Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. MENTIR Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. FUGIR Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam IR Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem Gerúndio indo Particípio ido OUVIR Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam Particípio ouvido PEDIR Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir POLIR Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam REMIR Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam RIR Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Gerúndio rindo Particípio rido Conjuga-se como rir: sorrir VIR Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Gerúndio vindo Particípio vindo Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir SUMIR Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir ADVÉRBIO Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad- vérbio, exprimindo uma circunstância. Os advérbios dividem-se em: 1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures, nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan- te, através, defronte, aonde, etc. 2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. 3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. 4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema- siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal, quase, apenas, etc. 5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc. 6) NEGAÇÃO: não. 7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente, etc. Há Muitas Locuções Adverbiais 1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra- da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 29 2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. 3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis- tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc. 4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. 5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. 6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, etc. 7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. Advérbios Interrogativos Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? Palavras Denotativas Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. 1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. 2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. 3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. 4) DE DESIGNAÇÃO - eis. 5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. 6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. Você lá sabe o que está dizendo, homem... Mas que olhos lindos! Veja só que maravilha! NUMERAL Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. O numeral classifica-se em: - cardinal - quando indica quantidade. - ordinal - quando indica ordem. - multiplicativo - quando indica multiplicação. - fracionário - quando indica fracionamento. Exemplos: Silvia comprou dois livros. Antônio marcou o primeiro gol. Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço. O galinheiro ocupava um quarto da quintal. QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS Algarismos Numerais Roma- nos Arábi- cos Cardinais Ordinais Multiplica- tivos Fracionários I 1 um primeiro simples - II 2 dois segundo duplo dobro meio III 3 três terceiro tríplice terço IV 4 quatro quarto quádruplo quarto V 5 cinco quinto quíntuplo quinto VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo IX 9 nove nono nônuplo nono X 10 dez décimo décuplo décimo XI 11 onze décimo primeiro onze avos XII 12 doze décimo segundo doze avos XIII 13 treze décimo terceiro treze avos XIV 14 quatorze décimo quarto quatorze avos XV 15 quinze décimo quinto quinze avos XVI 16 dezesseis décimo sexto dezesseis avos XVII 17 dezessete décimo sétimo dezessete avos XVIII 18 dezoito décimo oitavo dezoito avos XIX 19 dezenove décimo nono dezenove avos XX 20 vinte vigésimo vinte avos XXX 30 trinta trigésimo trinta avos XL 40 quarenta quadragé- simo quarenta avos L 50 cinquenta quinquagé- simo cinquenta avos LX 60 sessenta sexagésimo sessenta avos LXX 70 setenta septuagési- mo setenta avos LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos XC 90 noventa nonagésimo noventa avos C 100 cem centésimo centésimo CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo CD 400 quatrocen- tos quadringen- tésimo quadringen- tésimo D 500 quinhen- tos quingenté- simo quingenté- simo DC 600 seiscentos sexcentési- mo sexcentési- mo DCC 700 setecen- tos septingenté- simo septingenté- simo DCCC 800 oitocentos octingenté- simo octingenté- simo CM 900 novecen- tos nongentési- mo nongentési- mo M 1000 mil milésimo milésimo Emprego do Numeral Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc. empregam-se de 1 a 10 os ordinais. João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro) Luis X (décimo) ano I (primeiro) Pio lX (nono) século lV (quarto) De 11 em diante, empregam-se os cardinais: Leão Xlll (treze) ano Xl (onze) Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis) Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte) Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal. XX Salão do Automóvel (vigésimo) VI Festival da Canção (sexto) lV Bienal do Livro (quarta) XVI capítulo da telenovela (décimo sexto) Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao emprego do ordinal. Hoje é primeiro de setembro Não é aconselhável iniciar período com algarismos 16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi- nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois (= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um, página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 30 ARTIGO Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número. Dividem-se em • definidos: O, A, OS, AS • indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, geral. Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- terminado). lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. CONJUNÇÃO Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. Conjunções Coordenativas 1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. 2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc. 3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. 4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequência. 5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. Conjunções Subordinativas 1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. 2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. 3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. 4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. 5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, etc. 6) INTEGRANTES: que, se, etc. 7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. 8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de forma que, de modo que, etc. 9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais, etc. 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc. VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES Examinemos estes exemplos: 1º) Tristeza e alegria não moram juntas. 2º) Os livros ensinam e divertem. 3º) Saímos de casa quando amanhecia. No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é uma conjunção. No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando orações: são também conjunções. Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a conjunção E é coordenativa. No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção QUANDO é subordinativa. As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas. CONJUNÇÕES COORDENATIVAS As conjunções coordenativas podem ser: 1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas também, mas ainda, senão também, como também, bem como. O agricultor colheu o trigo e o vendeu. Não aprovo nem permitirei essas coisas. Os livros não só instruem mas também divertem. As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam as flores. 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com- pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape- sar disso, em todo caso. Querem ter dinheiro, mas não trabalham. Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia. Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce. A culpa não a atribuo a vós, senão a ele. O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula. O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado. Você já sabe bastante, porém deve estudar mais. Eu sou pobre, ao passo que ele é rico. Hoje não atendo, em todo caso, entre. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos. Ou você estuda ou arruma um emprego. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando. "Já chora, já se ri, já se enfurece." (Luís de Camões) 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con- seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso. As árvores balançam, logo está ventando. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te. 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por- que, porquanto, pois (anteposto ao verbo). Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem causar incêndios. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas. Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa- tivo: Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam. "Quis dizer mais alguma coisa a não pôde." (Jorge Amado) Conjunções subordinativas As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo). Abrangem as seguintes classes: 1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que, desde que. O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: efeito). Como estivesse de luto, não nos recebeu. Desde que é impossível, não insistirei. 2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que (= como). Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. "Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." (Paulo Mendes Campos) "Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa." (Antônio Olavo Pereira) "E pia tal a qual a caça procurada." (Amadeu de Queirós) "Por que ficou me olhando assim feito boba?" (Carlos Drummond de Andrade)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 31 Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. Os governantes realizam menos do que prometem. 3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (= embora não). Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. Beba, nem que seja um pouco. Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas afirmações. Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. 4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a não ser que, a menos que, dado que. Ficaremos sentidos, se você não vier. Comprarei o quadro, desde que não seja caro. Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. "Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos que os mosquitos se opusessem." (Ferreira de Castro) 5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não são como (ou conforme) dizem. "Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." (Machado de Assis) 6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que, sem que, que (não). Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. Falou com uma calma que todos ficaram atônitos. Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. 7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). Afastou-se depressa para que não o víssemos. Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse. Fiz-lhe sinal que se calasse. 8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan- to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. À medida que se vive, mais se aprende. À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve. Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo. Os soldados respondiam, à medida que eram chamados. Observação: São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na medida em que. A forma correta é à medida que: "À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." (Maria José de Queirós) 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, etc. Venha quando você quiser. Não fale enquanto come. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra. Desde que o mundo existe, sempre houve guerras. Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia. "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval- cânti) 10) Integrantes: que, se. Sabemos que a vida é breve. Veja se falta alguma coisa. Observação: Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB, porém, não consigna esta espécie de conjunção. Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que, por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por- tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex- to. Assim, a conjunção que pode ser: 1) Aditiva (= e): Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai. A nós que não a eles, compete fazê-lo. 2) Explicativa (= pois, porque): Apressemo-nos, que chove. 3) Integrante: Diga-lhe que não irei. 4) Consecutiva: Tanto se esforçou que conseguiu vencer. Não vão a uma festa que não voltem cansados. Onde estavas, que não te vi? 5) Comparativa (= do que, como): A luz é mais veloz que o som. Ficou vermelho que nem brasa. 6) Concessiva (= embora, ainda que): Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo. Beba, um pouco que seja. 7) Temporal (= depois que, logo que): Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel. 8) Final (= pare que): Vendo-me à janela, fez sinal que descesse. 9) Causal (= porque, visto que): "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo Coaraci) A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase: 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe- disse. (sem que = embora não) 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito. (sem que = se não,caso não) 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados. (sem que = que não) 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não) Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. PREPOSIÇÃO Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter- mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o segundo, um subordinado ou consequente. Exemplos: Chegaram a Porto Alegre. Discorda de você. Fui até a esquina. Casa de Paulo. Preposições Essenciais e Acidentais As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e ATRÁS. Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc. INTERJEIÇÃO Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem ser: - alegria: ahl oh! oba! eh! - animação: coragem! avante! eia! - admiração: puxa! ih! oh! nossa!
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 32 - aplauso: bravo! viva! bis! - desejo: tomara! oxalá! - dor: aí! ui! - silêncio: psiu! silêncio! - suspensão: alto! basta! LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo valor de uma interjeição. Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! 8. SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO FRASE Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. O tempo está nublado. Socorro! Que calor! ORAÇÃO Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas estão chegando. PERÍODO Período é a frase estruturada em oração ou orações. O período pode ser: • simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). Fui à livraria ontem. • composto - quando constituído por mais de uma oração. Fui à livraria ontem e comprei um livro. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO São dois os termos essenciais da oração: SUJEITO Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser: - simples: quando tem um só núcleo As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; núcleo: rosas) - composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. (suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo) - oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante. - Inexistente: quando a oração não tem sujeito Choveu ontem. Há plantas venenosas. PREDICADO Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. O predicado classifica-se em: 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. Nosso colega está doente. Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER, PERMANECER, etc. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Nosso colega está doente. A moça permaneceu sentada. 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo. O avião sobrevoou a praia. Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento. O sabiá voou alto. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição. Minha equipe venceu a partida. • Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. Ele precisa de um esparadrapo. • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. Damos uma simples colaboração a vocês. 3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Os rapazes voltaram vitoriosos. • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Ele morreu rico. • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Elegemos o nosso candidato vereador. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Chama-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à compreensão do enunciado. 1. OBJETO DIRETO Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE. 2. OBJETO INDIRETO Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto. As crianças precisam de CARINHO. 3. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio. Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo) O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE (advérbio). 4. AGENTE DA PASSIVA Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva. A mãe é amada PELO FILHO. O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO. Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância. São termos acessórios da oração: 1. ADJUNTO ADNOMINAL Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: • pelos adjetivos: água fresca, • pelos artigos: o mundo, as ruas • pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas • pelos numerais: três garotos; sexto ano • pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos 2. ADJUNTO ADVERBIAL Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Cheguei cedo. José reside em São Paulo.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 33 3. APOSTO Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Dr. João, cirurgião-dentista, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 4. VOCATIVO Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa. Tem compaixão de nós, ó Cristo. Professor, o sinal tocou. Rapazes, a prova é na próxima semana. PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. Fui ao cinema. O pássaro voou. PERÍODO COMPOSTO No período composto há mais de uma oração. (Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens folgam.) Período composto por coordenação Apresenta orações independentes. (Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) Período composto por subordinação Apresenta orações dependentes. (É bom) (que você estude.) Período composto por coordenação e subordinação Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este período é também conhecido como misto. (Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.) ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente. As orações coordenadas podem ser: - Sindética: Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. Viajo amanhã, mas volto logo. - Assindética: Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula. Chegou, olhou, partiu. A oração coordenada sindética pode ser: 1. ADITIVA: Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas, também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. 2. ADVERSATIVA: Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc). A espada vence MAS NÃO CONVENCE. O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO. Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO. 3. ALTERNATIVAS: Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc). Mudou o natal OU MUDEI EU? “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel, OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!” (C. Meireles) 4. CONCLUSIVAS: Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE, etc). Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ. 5. EXPLICATIVAS: Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.) Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR. Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc. ORAÇÃO PRINCIPAL Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo. ELES DISSERAM que voltarão logo. ELE AFIRMOU que não virá. PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma) ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período. Quando ele voltar, eu saio de férias. Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo. Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) SUBJETIVA (sujeito) Convém que você estude mais. Importa que saibas isso bem. . É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. Pergunto QUEM ESTÁ AI. 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 4) COMPLETIVA NOMINAL Complemento nominal. Ser grato A QUEM TE ENSINA. Sou favorável A QUE O PRENDAM. 5) PREDICATIVA (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. Não sou QUEM VOCÊ PENSA.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 34 6) APOSITIVAS (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. 7) AGENTE DA PASSIVA O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) EXPLICATIVAS: Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. 2) RESTRITIVAS: Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. O tambor soa PORQUE É OCO. 2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma comparação. O som é menos veloz QUE A LUZ. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. 4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: SE O CONHECESSES, não o condenarias. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. 6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo. 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam. 10) MODAIS: exprimem modo, maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. ORAÇÕES REDUZIDAS Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio, infinitivo e particípio. Exemplos: • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM, conseguirás. • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS ATENTOS. • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO, entristeceu-se. • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. • SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure- me. 10. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões. Principais Casos de Concordância Nominal 1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em gênero e número com o substantivo. As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico. 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão normalmente para o plural. Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio. 3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai para o masculino plural. Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios. 4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais próximo: Trouxe livros e revista especializada. 5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi- mo. Dedico esta música à querida tia e sobrinhos. 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o sujeito. Meus amigos estão atrapalhados. 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica- tivo no gênero da pessoa a quem se refere. Sua excelência, o Governador, foi compreensivo. 8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo vão para o singular ou para o plural. Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros). 9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier precedido de artigo e o segundo não vão para o plural. Já estudei o primeiro e segundo livros. 10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro. 11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a que se referem. Ela mesma veio até aqui. Eles chegaram sós. Eles próprios escreveram. 12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. Muito obrigado. (masculino singular) Muito obrigada. (feminino singular). 13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica invariável quando é advérbio. Quero meio quilo de café. Minha mãe está meio exausta. É meio-dia e meia. (hora)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 35 14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- tivo a que se referem. Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. A expressão em anexo é invariável. Trouxe em anexo estas fotos. 15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. Vocês falaram alto demais. O combustível custava barato. Você leu confuso. Ela jura falso. 16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos, sofrem variação normalmente. Esses pneus custam caro. Conversei bastante com eles. Conversei com bastantes pessoas. Estas crianças moram longe. Conheci longes terras. CONCORDÂNCIA VERBAL CASOS GERAIS 1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. O menino chegou. Os meninos chegaram. 2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. O pessoal ainda não chegou. A turma não gostou disso. Um bando de pássaros pousou na árvore. 3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural. Os Estados Unidos são um grande país. Os Lusíadas imortalizaram Camões. Os Alpes vivem cobertos de neve. Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. Flores já não leva acento. O Amazonas deságua no Atlântico. Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica. 4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen- temente. A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios. A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). 5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o sujeito paciente. Vende-se um apartamento. Vendem-se alguns apartamentos. 6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o verbo para a 3ª pessoa do singular. Precisa-se de funcionários. 7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no singular e o verbo no singular ou no plural. Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) 8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural. Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. 9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular. Mais de um jurado fez justiça à minha música. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo no singular. As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição. 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o sujeito. Deu uma hora. Deram três horas. Bateram cinco horas. Naquele relógio já soaram duas horas. 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito. Ela é que faz as bolas. Eu é que escrevo os programas. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é um pronome relativo. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova. Fui eu que fiz a lição Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí- veis. • que: Fui eu que fiz a lição. • quem: Fui eu quem fez a lição. • o que: Fui eu o que fez a lição. 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a este sua impessoalidade. Chove a cântaros. Ventou muito ontem. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA- RECER concordam com o predicativo. Tudo são esperanças. Aquilo parecem ilusões. Aquilo é ilusão. 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con- corda sempre com o nome ou pronome que vier depois. Que são florestas equatoriais? Quem eram aqueles homens? 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com a expressão numérica. São oito horas. Hoje são 19 de setembro. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER fica no singular. Três batalhões é muito pouco. Trinta milhões de dólares é muito dinheiro. 5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular. Maria era as flores da casa. O homem é cinzas. 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER concorda com o predicativo. Dançar e cantar é a sua atividade. Estudar e trabalhar são as minhas atividades. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER concorda com o pronome. A ciência, mestres, sois vós. Em minha turma, o líder sou eu. 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo, apenas um deles deve ser flexionado. Os meninos parecem gostar dos brinquedos. Os meninos parece gostarem dos brinquedos. 11 REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati- calmente do outro. A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e adjetivos). Exemplos: - acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR PARA = passagem A regência verbal trata dos complementos do verbo. ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA 1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 36 • pretender (transitivo indireto) No sítio, aspiro o ar puro da montanha. Nossa equipe aspira ao troféu de campeã. 2. OBEDECER - transitivo indireto Devemos obedecer aos sinais de trânsito. 3. PAGAR - transitivo direto e indireto Já paguei um jantar a você. 4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. Já perdoei aos meus inimigos as ofensas. 5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto Prefiro Comunicação à Matemática. 6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. Informei-lhe o problema. 7. ASSISTIR - morar, residir: Assisto em Porto Alegre. • amparar, socorrer, objeto direto O médico assistiu o doente. • PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto Assistimos a um belo espetáculo. • SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto Assiste-lhe o direito. 8. ATENDER - dar atenção Atendi ao pedido do aluno. • CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto Atenderam o freguês com simpatia. 9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto A moça queria um vestido novo. • GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto O professor queria muito a seus alunos. 10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto Todos visamos a um futuro melhor. • APONTAR, MIRAR - objeto direto O artilheiro visou a meta quando fez o gol. • pör o sinal de visto - objeto direto O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia. 11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto Devemos obedecer aos superiores. Desobedeceram às leis do trânsito. 12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE • exigem na sua regência a preposição EM O armazém está situado na Farrapos. Ele estabeleceu-se na Avenida São João. 13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo. Essas tuas justificativas não procedem. • no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se com a preposição DE. Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani • no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A. O secretário procedeu à leitura da carta. 14. ESQUECER E LEMBRAR • quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto: Esqueci o nome desta aluna. Lembrei o recado, assim que o vi. • quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto: Esqueceram-se da reunião de hoje. Lembrei-me da sua fisionomia. 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa. • perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos. • pagar - Pago o 13° aos professores. • dar - Daremos esmolas ao pobre. • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega. • ensinar - Ensino a tabuada aos alunos. • agradecer - Agradeço as graças a Deus. • pedir - Pedi um favor ao colega. 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto: O amor implica renúncia. • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição COM: O professor implicava com os alunos • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi- ção EM: Implicou-se na briga e saiu ferido 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A: Ele foi a São Paulo para resolver negócios. quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA: Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso. 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa como sujeito: O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di- ficuldade, será objeto indireto. Custou-me confiar nele novamente. Custar-te-á aceitá-la como nora. 13 REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS (MA- NUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA). 13.1 ADEQUAÇÃO DA LINGUAGEM AO TIPO DE DOCU- MENTO. 13.2 ADEQUAÇÃO DO FORMATO DO TEXTO AO GÊNERO REDAÇÃO OFICIAL MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 2a edição, revista e atualizada. Brasília, 2002 Apresentação Com a edição do Decreto no 100.000, em 11 de janeiro de 1991, o Pre- sidente da República autorizou a criação de comissão para rever, atualizar, uniformizar e simplificar as normas de redação de atos e comunicações oficiais. Após nove meses de intensa atividade da Comissão presidida pelo hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, apre- sentou-se a primeira edição do MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. A obra dividia-se em duas partes: a primeira, elaborada pelo diplomata Nestor Forster Jr., tratava das comunicações oficiais, sistematizava seus aspectos essenciais, padronizava a diagramação dos expedientes, exibia modelos, simplificava os fechos que vinham sendo utilizados desde 1937, suprimia arcaísmos e apresentava uma súmula gramatical aplicada à redação oficial. A segunda parte, a cargo do Ministro Gilmar Mendes, ocupava-se da elaboração e redação dos atos normativos no âmbito do Executivo, da conceituação e exemplificação desses atos e do procedimen- to legislativo. A edição do Manual propiciou, ainda, a criação de um sistema de con- trole sobre a edição de atos normativos do Poder Executivo que teve por finalidade permitir a adequada reflexão sobre o ato proposto: a identificação clara e precisa do problema ou da situação que o motiva; os custos que poderia acarretar; seus efeitos práticos; a probabilidade de impugnação judicial; sua legalidade e constitucionalidade; e sua repercussão no orde- namento jurídico. Buscou-se, assim, evitar a edição de normas repetitivas, redundantes ou desnecessárias; possibilitar total transparência ao processo de elabora- ção de atos normativos; ensejar a verificação prévia da eficácia das normas e considerar, no processo de elaboração de atos normativos, a experiência dos encarregados em executar o disposto na norma.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 37 Decorridos mais de dez anos da primeira edição do Manual, fez-se ne- cessário proceder à revisão e atualização do texto para a elaboração desta 2a Edição, a qual preserva integralmente as linhas mestras do trabalho originalmente desenvolvido. Na primeira parte, as alterações principais deram-se em torno da adequação das formas de comunicação usadas na administração aos avanços da informática. Na segunda parte, as alterações decorreram da necessidade de adaptação do texto à evolução legislativa na matéria, em especial à Lei Complementar no 95, de 26 de fevereiro de 1998, ao Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002, e às alterações consti- tucionais ocorridas no período. Espera-se que esta nova edição do Manual contribua, tal como a pri- meira, para a consolidação de uma cultura administrativa de profissionali- zação dos servidores públicos e de respeito aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, com a consequente melhoria dos serviços prestados à sociedade. PEDRO PARENTE Chefe da Casa Civil da Presidência da República Sinais e Abreviaturas Empregados * = indica forma (em geral sintática) inaceitável ou agramatical. § = parágrafo adj. adv. = adjunto adverbial arc. = arcaico art. = artigo cf. = confronte CN = Congresso Nacional Cp. = compare f.v. = forma verbal fem.= feminino ind. = indicativo i. é. = isto é masc. = masculino obj. dir. = objeto direto obj. ind. = objeto indireto p. = páginap. us. = pouco usado pess. = pessoa pl. = plural pref. = prefixo pres. = presente Res. = Resolução do Congresso Nacional RI da CD = Regimento Interno da Câmara dos Deputados RI do SF = Regimento Interno do Senado Federal s. = substantivo s.f. = substantivo feminino s.m. = substantivo masculino sing. = singular tb. = também v. = ver ou verbo v. g; = verbi gratia var. pop. = variante popular PARTE I AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS CAPÍTULO I ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL 1. O que é Redação Oficial Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do pa- drão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, morali- dade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redi- gido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilida- de, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, ne- cessariamente, clareza e concisão. Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normati- vos obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remon- tam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatori- edade – estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano. Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, con- cisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impes- soais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem. Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são ne- cessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público). Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Men- cione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações oficiais, regulados pela Portaria no 1 do Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio século de vigência, foi revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual. Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das ca- racterísticas específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases. A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impesso- alidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc. Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada uma delas. 1.1. A Impessoalidade A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de de- terminada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é fei- ta a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre conce- bido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, te-
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 38 mos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo te- mático das comunicações oficiais se restringe a questões que di- zem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal. Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos vale- mos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público des- ses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua fala- da e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acor- do com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles reque- rem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexi- cais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de ex- pressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um “padrão ofici- al de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunica- ções oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologismo e estrangeirismo, são tratadas em detalhe em 9.3. Semântica. 1.3. Formalidade e Padronização As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impesso- alidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunica- ção. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária unifor- midade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabeleci- mento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definiti- vo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padroniza- ção. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de nor- mas específicas para cada tipo de expediente. 1.4. Concisão e Clareza A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informa- ções com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusiva- mente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem: a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 39 d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam. É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fá- cil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assun- tos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é verda- de. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significa- do das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados. A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir. Por fim, como exemplo de texto obscuro, que deve ser evitado em to- das as comunicações oficiais, transcrevemos a seguir um pitoresco quadro, constante de obra de Adriano da Gama Kury, a partir do qual podem ser feitas inúmeras frases, combinando-se as expressões das várias colunas em qualquer ordem, com uma característica comum: nenhuma delas tem sentido! CAPÍTULO II AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS 2. Introdução A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análi- se, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário. 2.1. Pronomes de Tratamento 2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após serem incor- porados ao português os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”, passou-se a empregar, como expediente linguístico de distinção e de respeito, a segun- da pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor: “Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria supe- rior, e não a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o trata- mento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.” A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já es- tava em voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e eclesiásticas. 2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresen- tam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e prono- minal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramati- cal deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senho- ria deve estar satisfeita”. 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo; Presidente da República; Vice-Presidente da República; Ministros de Estado; Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores; Ministros do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribunais; Juízes; Auditores da Justiça Militar. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador, No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autori- dades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70064-900 – Brasília. DF Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repe- tida evocação. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para parti- culares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal, (...) No envelope, deve constar do endereçamento: Ao Senhor Fulano de Tal
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 40 Rua ABC, no 123 12345-000 – Curitiba. PR Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título aca- dêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medici- na. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por for- ça da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor, (...) Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierar- quia eclesiástica, são: Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo cor- respondente é: Santíssimo Padre, (...) Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunica- ções aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...) Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reve- rendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 2.2. Fechos para Comunicações O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá- los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autorida- des estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. 2.3. Identificação do Signatário Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: (espaço para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justiça Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em pági- na isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 3. O Padrão Ofício Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformi- zá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanças. 3.1. Partes do documento no Padrão Ofício O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília, 15 de março de 1991. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a co- municação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço. e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de do- cumentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, em- pregue a forma direta; – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estru- tura é a seguinte: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encami- nhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.” ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do tele- grama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações); g) assinatura do autor da comunicação; e h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário). 3.2. Forma de diagramação Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé; b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder- se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da pági- na; d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 41 direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”); e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda; f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura; g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pon- tos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco; i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do do- cumento; j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel bran- co. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações; l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impres- sos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto; n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveita- mento de trechos para casos análogos; o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser for- mados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” 3.3. Aviso e Ofício 3.3.1. Definição e Finalidade Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusiva- mente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Adminis- tração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. 3.3.2. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula. Exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República Senhora Ministra Senhor Chefe de Gabinete Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes in- formações do remetente: – nome do órgão ou setor; – endereço postal; – telefone e endereço de correio eletrônico. 3.4. Memorando 3.4.1. Definição e Finalidade O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades admi- nistrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por deter- minado setor do serviço público. Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando. 3.4.2. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos 4. Exposição de Motivos 4.1. Definição e Finalidade Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da Repú- blica ou ao Vice-Presidente para: a) informá-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da Repúbli- ca por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvi- dos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. 4.2. Forma e Estrutura Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normati- vo, segue o modelo descrito adiante. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusiva- mente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo. No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício. Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – embora sigam também a estrutura do padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar: a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medi- da ou do ato normativo proposto; b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e eventuais alter- nativas existentes para equacioná-lo; c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o problema. Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de moti- vos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002. Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão equivalente) no , de de de 200 . 5. Mensagem 5.1. Definição e Finalidade É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presi- dência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 42 a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou finan- ceira. Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime nor- mal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgên- cia. Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congres- so Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputa- dos, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput). Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano pluria- nual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbi- to do Poder Executivo, que abrange minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas enca- minhadas. Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos inte- ressados no assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a mensagem de enca- minhamento ao Congresso. b) encaminhamento de medida provisória. Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presi- dente da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntan- do cópia da medida provisória, autenticada pela Coordenação de Documen- tação da Presidência da República. c) indicação de autoridades. As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pes- soas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indica- ção. O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem. d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por mais de 15 dias. Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do Congresso Nacional. O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas. e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV. A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na men- sagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação. Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o cor- respondente processo administrativo. f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior. O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a aber- tura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constitui- ção, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. g) mensagem de abertura da sessão legislativa. Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do Pa- ís e solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI). O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os Congressistas em forma de livro. h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos). Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, en- caminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção. i) comunicação de veto. Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na ínte- gra no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto) j) outras mensagens. Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência mensa- gens com: – encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I); – pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art. 155, § 2o, IV); – proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); – pedido de autorização para operações financeiras externas (Cons- tituição, art. 52, V); e outros. Entre as mensagens menos comuns estão as de: – convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o); – pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da Repú- blica (art. 52, XI, e 128, § 2o); – pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); – pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constitui- ção, art. 84, XX); – justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorro- gação (Constituição, art. 136, § 4o); – pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constitui- ção, art. 137); – relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); – proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constitui- ção, art. 166, § 5o); – pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem des- pesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou rejei- ção do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o); – pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc. 5.2. Forma e Estrutura As mensagens contêm:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 43 a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmen- te, no início da margem esquerda: Mensagem no b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda; Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizon- talmente fazendo coincidir seu final com a margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da Re- pública, não traz identificação de seu signatário. 6. Telegrama 6.1. Definição e Finalidade Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza). 6.2. Forma e Estrutura Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Inter- net. 7. Fax 7.1. Definição e Finalidade O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapi- damente. 7.2. Forma e Estrutura Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser enviada. 8. Correio Eletrônico 8.1 Definição e finalidade O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, trans- formou-se na principal forma de comunicação para transmissão de docu- mentos. 8.2. Forma e Estrutura Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibili- dade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretan- to, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto do remetente. Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferenci- almente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de lei- tura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento. 8.3 Valor documental Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. PROVA SIMULADA 01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras. (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer. (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados. (C) O processo foi julgado em segunda estância. (D) O problema passou despercebido na votação. (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio. 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é: (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz. (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido. (C) A colega não se contera diante da situação. (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente. (E) Quando você vir estudar, traga seus livros. 03. O particípio verbal está corretamente empregado em: (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos. (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas. (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime. (D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos. (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda. 04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em conformidade com a norma culta. Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do interior da concha de moluscos reúne outras características interes- santes, como resistência e flexibilidade. (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de compo- nentes para a indústria. (D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. 05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que ele está empregado conforme o padrão culto. (A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. (B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. (D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. (E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. 06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está correta em: (A) As características do solo são as mais variadas possível. (B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada. (D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. (E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. 07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de flexão de grau. (A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- te as férias. (C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. (D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. (E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 44 Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. 08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento estatal ciência e tecnologia. (A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à (E) a ... do ... sobre o ... à 09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois eles devem estar aptos comercializar seus produtos. (A) ao ... a ... à (B) àquele ... à ... à (C) àquele...à ... a (D) ao ... à ... à (E) àquele ... a ... a 10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a norma culta. (A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso trarão grandes benefícios às pesquisas. (B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando com o meio ambiente. (C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- vendo projetos na área médica. (D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- sentadas pelos economistas. (E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no litoral ou aproveitam férias ali. 11. A frase correta de acordo com o padrão culto é: (A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às chuvas. (B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla- mações. (C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à cultura. (D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da culpa. (E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó- cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele- ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido- res. (Texto adaptado) Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi- dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente: (A) seus ... lhes ... los ... lhes (B) delas ... a elas ... lhes ... deles (C) seus ... nas ... los ... deles (D) delas ... a elas ... lhes ... seu (E) seus ... lhes ... eles ... neles 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo com o padrão culto. (A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações. (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada. (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto direto e indireto em: (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião. (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada. (E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é: (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção. (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo. (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção. (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção. (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo. 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex- celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve- rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se programar e participar do referido evento. Atenciosamente, ZZZ Assistente de Gabinete. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se respeitam as regras de pontuação. (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou, que temos uma arrecadação bem maior que a prevista. (B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada. (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade Policial, confessou sua participação no referido furto. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia. (E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados. 18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen- te, apenas a: (A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral. (B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período. (C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. O livro de registro do processo que você procurava era o que estava sobre o balcão. 19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem a (A) processo e livro. (B) livro do processo. (C) processos e processo. (D) livro de registro. (E) registro e processo. 20. Analise as proposições de números I a IV com base no período acima: I. há, no período, duas orações; II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 45 III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; IV. de registro é um adjunto adnominal de livro. Está correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) I, III e IV. 21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura pelo Juiz; III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen- te ao da palavra mas; IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór- dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. Está correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV. 22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- to, a alternativa correta é: (A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. (D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. (E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. 23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci- dos galhos da velha árvore. Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. (A) Quem podou? e Quando podou? (B) Qual jardineiro? e Galhos de quê? (C) Que jardineiro? e Podou o quê? (D) Que vizinho? e Que galhos? (E) Quando podou? e Podou o quê? 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia. Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili- dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua- ção em: (A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas. (B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia. (D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas. 25. Felizmente, ninguém se machucou. Lentamente, o navio foi se afastando da costa. Considere: I. felizmente completa o sentido do verbo machucar; II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de modo; III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato; IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar; V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos. Está correto o contido apenas em (A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) I, III e IV. (D) II, III e IV. (E) III, IV e V. 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro..., indicando concessão, é: (A) para poder trabalhar fora. (B) como havia programado. (C) assim que recebeu o prêmio. (D) porque conseguiu um desconto. (E) apesar do preço muito elevado. 27. É importante que todos participem da reunião. O segmento que todos participem da reunião, em relação a É importante, é uma oração subordinada (A) adjetiva com valor restritivo. (B) substantiva com a função de sujeito. (C) substantiva com a função de objeto direto. (D) adverbial com valor condicional. (E) substantiva com a função de predicativo. 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe- lecida pelo termo como é de (A) comparatividade. (B) adição. (C) conformidade. (D) explicação. (E) consequência. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di- versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos possíveis franqueados. A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e relaciona corretamente as ideias do texto, é: (A) digo ... portanto ... mas (B) como ... pois ... mas (C) ou seja ... embora ... pois (D) ou seja ... mas ... portanto (E) isto é ... mas ... como 30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados. A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí- rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi- da, sem alterar o sentido da frase, é: (A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ... (B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... (C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ... (D) Se concluído do processo de seleção dos investidores... (E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... RESPOSTAS 01. D 11. B 21. B 02. A 12. A 22. A 03. C 13. C 23. C 04. E 14. E 24. E 05. A 15. C 25. D 06. B 16. A 26. E 07. D 17. B 27. B 08. E 18. E 28. C 09. C 19. D 29. D 10. D 20. A 30. B ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 46 ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 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  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 1 1 Estruturas lógicas. 2 Lógica de argumentação: ana- logias, inferências, deduções e conclusões. 3 Lógica sentencial (ou proposicional). 3.1 Proposições sim- ples e compostas. 3.2 Tabelas-verdade. 3.3 Equiva- lências. 3.4 Leis de De Morgan. 3.5 Diagramas lógicos. 4 Lógica de primeira ordem. COMPREENSÃO DE ESTRUTURAS LÓGICAS Neste roteiro, o principal objetivo será a investigação da validade de ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a CONCLUSÃO e os demais PREMISSAS. Os argumentos estão tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e INDUTIVOS. ARGUMENTO DEDUTIVO: é válido quando b premissas, se verdadei- ras, a conclusão é também verdadeira. Premissa : "Todo homem é mortal." Premissa : "João é homem." Conclusão : "João é mortal." Esses argumentos serão objeto de estudo neste roteiro. ARGUMENTO INDUTIVO: a verdade das premissas não basta para assegurar a verdade da conclusão. Premissa : "É comum após a chuva ficar nublado." Premissa : "Está chovendo." Conclusão: "Ficará nublado." Não trataremos do estudo desses argumentos neste roteiro. As premissas e a conclusão de um argumento, formuladas em uma lin- guagem estruturada, permitem que o argumento possa ter uma análise lógica apropriada para a verificação de sua validade. Tais técnicas de análise serão tratadas no decorrer deste roteiro. UMA CLASSIFICAÇÃO DA LÓGICA LÓGICA INDUTIVA: útil no estudo da teoria da probabilidade, não será abordada neste roteiro. LÓGICA DEDUTIVA: que pode ser dividida em: • LÓGICA CLÁSSICA- Considerada como o núcleo da lógica deduti- va. É o que chamamos hoje de CÁLCULO DE PREDICADOS DE 1a ORDEM com ou sem igualdade e de alguns de seus subsistemas. Três Princípios (entre outros) regem a Lógica Clássica: da IDEN- TIDADE, da CONTRADIÇÃO e do TERCEIRO EXCLUÍDO os quais serão abordados mais adiante. • LÓGICAS COMPLEMENTARES DA CLÁSSICA: Complementam de algum modo a lógica clássica estendendo o seu domínio. E- xemplos: lógicas modal , deôntica, epistêmica , etc. • LÓGICAS NÃO - CLÁSSICAS: Assim caracterizadas por derroga- rem algum ou alguns dos princípios da lógica clássica. Exemplos: paracompletas e intuicionistas (derrogam o princípio do terceiro excluído); paraconsistentes (derrogam o princípio da contradição); não-aléticas (derrogam o terceiro excluído e o da contradição); não-reflexivas (derrogam o princípio da identidade); probabilísticas, polivalentes, fuzzy-logic, etc... "ESBOÇO" DO DESENVOLVIMENTO DA LÓGICA • PERÍODO ARISTOTÉLICO (390 a.C. a 1840 d.C.) A história da Lógica tem início com o filósofo grego ARISTÓTELES (384 - 322a.C.) de Estagira (hoje Estavo) na Macedônia. Aristóte- les criou a ciência da Lógica cuja essência era a teoria do silogis- mo (certa forma de argumento válido). Seus escritos foram reuni- dos na obra denominada Organon ou Instrumento da Ciência. Na Grécia, distinguiram-se duas grandes escolas de Lógica, a PERI- PATÉTICA (que derivava de Aristóteles) e a ESTÓICA fundada por Zenão (326-264a.C.). A escola ESTÓICA foi desenvolvida por Cri- sipo (280-250a.C.) a partir da escola MEGÁRIA (fundada por Eu- clides, um seguidor de Sócrates). Segundo Kneale e Kneale (O Desenvolvimento da Lógica), houve durante muitos anos uma certa rivalidade entre os Peripatéticos e os Megários e que isto talvez te- nha prejudicado o desenvolvimento da lógica, embora na verdade as teorias destas escolas fossem complementares. GOTTFRIED WILHELM LEIBNIZ (1646-1716) merece ser citado, apesar de seus trabalhos terem tido pouca influência nos 200 anos seguidos e só foram apreciados e conhecidos no século XIX. PERÍODO BOOLEANO: (1840 a 1910) • Inicia-se com GEORGE BOOLE (1815-1864) e AUGUSTUS DE MORGAN (1806-1871). Publicaram os fundamentos da chamada Álgebra da lógica, respectivamente com MATHEMATICAL A- NALYSIS OF LOGIC e FORMAL LOGIC. • GOTLOB FREGE (1848-1925) um grande passo no desenvolvi- mento da lógica com a obra BEGRIFFSSCHRIFT de 1879. As idéi- as de Frege só foram reconhecidas pelos lógicos mais ou menos a partir de 1905. É devido a Frege o desenvolvimento da lógica que se seguiu. • GIUSEPPE PEANO (1858-1932) e sua escola com Burali-Forti, Vacca, Pieri, Pádoa, Vailati, etc. Quase toda simbologia da mate- mática se deve a essa escola italiana. - PERÍODO ATUAL: (1910- ........) • Com BERTRAND RUSSELL (1872-1970) e ALFRED NORTH WHITEHEAD (1861-1947) se inicia o período atual da lógica, com a obra PRINCIPIA MATHEMATICA. • DAVID HILBERT (1862-1943) e sua escola alemã com von Neu- man, Bernays, Ackerman e outros. • KURT GÖDEL (1906-1978) e ALFRED TARSKI (1902-1983) com suas importantes contribuições. Surgem as Lógicas não-clássicas: N.C.A. DA COSTA (Universidade de São Paulo) com as lógicas paraconsistentes, L. A. ZADEH (Universidade de Berkeley-USA) com a lógica "fuzzy" e as contribuições dessas lógicas para a In- formática, no campo da Inteligência Artificial com os Sistemas Es- pecialistas. Hoje as especialidades se multiplicam e as pesquisas em Lógica en- globam muitas áreas do conhecimento. CÁLCULO PROPOSICIONAL Como primeira e indispensável parte da Lógica Matemática temos o CÁLCULO PROPOSICIONAL ou CÁLCULO SENTENCIAL ou ainda CÁLCULO DAS SENTENÇAS. CONCEITO DE PROPOSIÇÃO PROPOSIÇÃO: sentenças declarativas afirmativas (expressão de uma linguagem) da qual tenha sentido afirmar que seja verdadeira ou que seja falsa. • A lua é quadrada. • A neve é branca. • Matemática é uma ciência. Não serão objeto de estudo as sentenças interrogativas ou exclamati- vas. OS SÍMBOLOS DA LINGUAGEM DO CÁLCULO PROPOSICIONAL • VARIÁVEIS PROPOSICIONAIS: letras latinas minúsculas p,q,r,s,.... para indicar as proposições (fórmulas atômicas) . Exemplos: A lua é quadrada: p A neve é branca : q • CONECTIVOS LÓGICOS: As fórmulas atômicas podem ser com- binadas entre si e, para representar tais combinações usaremos os conectivos lógicos : ∧∧∧∧: e , ∨∨∨∨: ou , →→→→ : se...então , ↔↔↔↔ : se e somente se , ∼∼∼∼: não Exemplos: • A lua é quadrada e a neve é branca. : p ∧∧∧∧ q (p e q são cha- mados conjunctos) • A lua é quadrada ou a neve é branca. : p ∨∨∨∨ q ( p e q são cha- mados disjunctos) • Se a lua é quadrada então a neve é branca. : p →→→→ q (p é o an- tecedente e q o consequente) • A lua é quadrada se e somente se a neve é branca. : p ↔↔↔↔ q • A lua não é quadrada. : ∼∼∼∼p • SÍMBOLOS AUXILIARES: ( ), parênteses que servem para denotar o "alcance" dos conectivos; Exemplos: • Se a lua é quadrada e a neve é branca então a lua não é quadrada. : ((p ∧∧∧∧ q) →→→→ ∼∼∼∼ p) • A lua não é quadrada se e somente se a neve é bran- ca. : ((∼∼∼∼ p) ↔↔↔↔q))
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 2 • DEFINIÇÃO DE FÓRMULA : 1. Toda fórmula atômica é uma fórmula. 2. Se A e B são fórmulas então (A ∨∨∨∨ B) , (A ∧∧∧∧ B) , (A →→→→ B) , (A ↔↔↔↔ B) e (∼∼∼∼ A) também são fórmulas. 3. São fórmulas apenas as obtidas por 1. e 2. . Com o mesmo conectivo adotaremos a convenção pela direita. Exemplo: a fórmula p ∨∨∨∨ q ∧∧∧∧ ∼∼∼∼ r →→→→ p →→→→ ∼∼∼∼ q deve ser entendida como (((p ∨∨∨∨ q) ∧∧∧∧ (∼∼∼∼ r)) →→→→ ( p →→→→ (∼∼∼∼ q))) AS TABELAS VERDADE A lógica clássica é governada por três princípios (entre outros) que po- dem ser formulados como segue: • Princípio da Identidade: Todo objeto é idêntico a si mesmo. • Princípio da Contradição: Dadas duas proposições contraditórias (uma é negação da outra), uma delas é falsa. • Princípio do Terceiro Excluído: Dadas duas proposições contra- ditórias, uma delas é verdadeira. Com base nesses princípios as proposições simples são ou verdadei- ras ou falsas - sendo mutuamente exclusivos os dois casos; daí dizer que a lógica clássica é bivalente. Para determinar o valor (verdade ou falsidade) das proposições com- postas (moleculares), conhecidos os valores das proposições simples (atômicas) que as compõem usaremos tabelas-verdade : 1.Tabela verdade da "negação" : ~p é verdadeira (falsa) se e somente se p é falsa (verdadeira). p ~p V F F V 2. Tabela verdade da "conjunção": a conjunção é verdadeira se e so- mente os conjunctos são verdadeiros. p q p ∧ q V V V V F F F V F F F F 3. Tabela verdade da "disjunção" : a disjunção é falsa se, e somente, os disjunctos são falsos. p q p ∨ q V V V V F V F V V F F F 4. Tabela verdade da "implicação": a implicação é falsa se, e somente se, o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. p q p → q V V V V F F F V V F F V 5. Tabela verdade da "bi-implicação": a bi-implicação é verdadeira se, e somente se seus componentes são ou ambos verdadeiros ou ambos falsos p q p ↔ q V V V V F F F V F F F V Exemplo: Construir a tabela verdade da fórmula : ((p ∨ q) → ~p) → (q ∧ p) p q ((p ∨ q) → ∼p) →→→→ (q ∧ p) V V V F F V V V F V F F V F F V V V V F F F F F V V F F • NÚMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE: Cada propo- sição simples (atômica) tem dois valores V ou F, que se excluem. Para n atômicas distintas, há tantas possibilidades quantos são os arranjos com repetição de 2 (V e F) elementos n a n. Segue-se que o número de linhas da tabela verdade é 2n. Assim, para duas proposições são 22 = 4 linhas; para 3 proposições são 23 = 8; etc. Exemplo: a tabela - verdade da fórmula ((p ∧ q) → r) terá 8 li- nhas como segue : p q r ((p ∧ q) →→→→ r ) V V V V V V V F V F V F V F V V F F F V F V V F V F V F F V F F V F V F F F F V NOTA: "OU EXCLUSIVO" É importante observar que "ou" pode ter dois sentidos na linguagem habitual: inclusivo (dis- junção) ∨∨∨∨ ("vel") e exclusivo ∨∨∨∨ ( "aut") onde p ∨∨∨∨q significa ((p ∨ q) ∧∼ (p ∧ q)). p q ((p ∨ q) ∧∧∧∧ ∼ (p ∧ q)) V V V F F V V F V V V F F V V V V F F F F F V F CONSTRUÇÃO DE TABELAS-VERDADE 1. TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA Dadas várias proposições simples p, q, r,..., podemos combiná-las pelos conectivos lógicos: ∼ , Λ , V , → , ↔ e construir proposições compostas, tais como: P (p, q) = ∼ p V (p →q) Q (p, q) = (p ↔ ∼ q) Λq R (p, q, r) = ( p → ∼ q V r ) Λ ∼ ( q V ( p ↔ ∼ r ) ) Então, com o emprego das tabelas-verdade das operações lógicas fundamentais: ∼ p, p Λ q, p V q, p →q, p ↔ q é possível construir a tabela-verdade correspondente a qualquer proposição composta dada, tabela-verdade esta que mostrará exatamente os casos em que a proposi- ção composta será verdadeira(V) ou falsa(F), admitindo-se, como é sabi- do, que o seu valor lógico só depende dos valores lógicos das proposições simples componentes. 2. NÚMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE O número de linhas da tabela-verdade de uma proposição composta depende do número de proposições simples que a integram, sendo da- do pelo seguinte teorema: A tabela-verdade de uma proposição composta com n proposi- ções simples componentes contém 2n linhas. Dem. Com efeito, toda proposição simples tem dois valores lógicos: V e F, que se excluem. Portanto, para uma proposição composta P(p1, p2, ... pn) com n proposições simples componentes p1, p2, ... pn há tantas possibilida- des de atribuição dos valores lógicos V e F a tais componentes quantos são os arranjos com repetição n a n dos dois elementos V e F, isto é, A2, n = 2n, segundo ensina a Análise Combinatória. 3. CONSTRUÇÃO DA TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA Para a construção prática da tabela-verdade de uma proposição com- posta começa-se por contar o número de proposições simples que a inte- gram. Se há n proposições simples componentes: p1, p2, ... pn então a tabela-verdade contém 2n linhas. Posto isto, à 1ª proposição simples p1 atribuem-se 2n/2 = 2n - 1 valores V seguidos de 2n – 2 valores F; à 2ª proposi- ção simples p2 atribuem-se 2n/4 = 2n - 2 valores V, seguidos de 2n - 2 valores F, seguidos de 2n - 2 valores V, seguidos, finalmente, de 2n - 2 valores F; e assim por diante. De modo genérico, a k-ésima proposição simples pk(k ≤ n) atribuem-se alternadamente 2n/ 2k = 2n - k valores V seguidos de igual número de valores F. No caso, p. ex., de uma proposição composta com cinco (5) proposi- ções simples componentes, a tabela-verdade contém 25 = 32 linhas, e os
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 3 grupos de valores V e F se alternam de 16 em 16 para a 1ª proposição simples p1, de 8 em 8 para a 2ª proposição simples p2, de 4 em 4 para a 3ª proposição simples p3, de 2 em 2 para a 4ª proposição simples p4, e, enfim, de 1 em 1 para a 5ª proposição simples p5. 4. EXEMPLIFICAÇAO (1) Construir a tabela-verdade da proposição: P ( p, q) = ∼ (p Λ ∼ q) 1ª Resolução - Forma-se, em primeiro lugar, o par de colunas correspon- dentes às duas proposições simples componentes p e q. Em seguida, forma-se a coluna para ∼ q. Depois, forma-se a coluna para p Λ ∼ q. Afinal, forma-se a coluna relativa aos valores lógicos da proposição composta dada. p q ∼ q p Λ ∼ q ∼ (p Λ ∼ q) V V F F V V F V V F F V F F V F F V F V 2.ª Resolução — Formam-se primeiro as colunas correspondentes às duas proposições simples p e q. Em seguida, à direita, traça-se uma coluna para cada uma dessas proposições e para cada um dos conectivos que figuram na proposição composta dada. p q ∼ (p Λ ∼ q) V F V V F V F F Depois, numa certa ordem, completam-se essas colunas, escrevendo cm cada uma delas os valores lógicos convenientes, no modo abaixo indicado: p q ∼ (p Λ ∼ q) V V V V F F F V F F V V V F F V V F F F V F F V F F V F 4 1 3 2 1 Os valores lógicos da proposição composta dada encontram-se na co- luna completada em último lugar (coluna 4). Portanto, os valores lógicos da proposição composta dada correspon- dentes a todas as possíveis atribuições dos valores lógicos V e F às propo- sições simples componentes p e q (VV, VF, FV e FF) são V, F, V e V, isto é, simbolicamente: P(VV)=V, P(VF)=F, P(FV)=V, P(FF)=V ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = VFVV Observe-se que a proposição P(p, q) associa a cada um dos elementos do conjunto U — { VV, VF, FV, FF } um único elemento do conjunto {V, F} isto é, P(p, q) outra coisa não é que uma função de U em {V, F} P(p,q) : U → {V,F} cuja representação gráfica por um diagrama sagital é a seguinte: 3ª Resolução — Resulta de suprimir na tabela-verdade anterior as duas primeiras colunas da esquerda relativas às proposições simples com- ponentes p e q que dá a seguinte tabela-verdade simplificada para a proposição composta dada: ∼ (p Λ ∼ q) V V F F V F V V V F V F F F V V F F V F 4 1 3 2 1 (2) Construir a tabela-verdade da proposição: P (p, q) = ∼ ( p Λ q) V ∼ (q ↔ p) 1ª Resolução: p q p Λ q q ↔ p ∼ ( p Λ q) ∼ (q ↔ p) ∼ ( p Λ q) V ∼ (q ↔ p) V V V V F F F V F F F V V V F V F F V V V F F F V V F V 2ª Resolução: p q ∼ ( p Λ q) V ∼ (q ↔ p) V V F V V V F F V V V V F V V F F V V F F V F V V F F V V V V F F F F V F F F V F F V F 3 1 2 1 4 3 1 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VV)=F, P(VF)=V, P(FV)=V, P(FF)=V ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = FVVV Observe-se que P(p, a) outra coisa não é que uma função de U = { VV, VF, FV, FF} em (V, F} , cuja representação gráfica por um diagrama sagi- tal é a seguinte: 3ª Resolução: ∼ ( p Λ q) V ∼ (q ↔ p) F V V V F F V V V V V F F V V F F V V F F V V V V F F V F F F V F F V F 3 1 2 1 4 3 1 2 1 (3) Construir a tabela-verdade da proposição: P(p, q, r) = p V ∼ r → q Λ ∼ r 1ª Resolução: p q r ∼ r p V ∼ r q Λ ∼ r p V ∼ r → q Λ ∼ r V V V F V F F V V F V V V V V F V F V F F V F F V V F F F V V F F F V F V F V V V V F F V F F F V F F F V V F F 2ª Resolução: p q r p V ∼ r → q Λ ∼ r V V V V V F V F V F F V V V F V V V F V V V V F V F V V V F V F F F F V V F F V V V F F F F V F F V V F F F V V V F F V F V F F V V F V V V V F F F V F F F V V F F F V F F F F V V F F F F V F 1 3 2 1 4 1 3 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VVV) = F, P(VVF) = V, P(VFV) = F, P(VFF) = F P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = F ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FVFFVVVF Observe-se que a proposição P(p, q, r) outra coisa n~o é que uma fun- ção de U = {VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF} em {V, F} , cuja representação gráfica por um diagrama sagital é a seguinte:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 4 3ª Resolução: p V ∼ r → q Λ ∼ r V V F V F V F F V V V V F V V V V F V V F V F F F F V V V V F F F F V F F F F V V V F F V F V V F V V V V F F F F V V F F F V F V V F F F F V F 1 3 2 1 4 1 3 2 1 (4) Construir a tabela-verdade da proposição: P(p, q, r) = (p → q) Λ (q → r) → (p → r) Resolução: p q r (p → q) Λ (q → r) → (p → r) V V V V V V V V V V V V V V V V F V V V F V F F V V F F V F V V F F F F V V V V V V V F F V F F F F V F V V F F F V V F V V V V V V V F V V F V F F V V F V F F V F V F F F V F V F V F V V V F V V F F F F V F V F V F V F V F 1 2 1 3 1 2 1 4 1 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VVV) = V, P(VVF) = V, P(VFV) = V, P(VFF) = V P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = V ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = VVVVVVVV Observe-se que a última coluna (coluna 4) da tabela-verdade da pro- posição P(p, q, r) só encerra a letra V(verdade), isto é, o valor lógico desta proposição é sempre V quaisquer que sejam os valores lógicos das propo- sições componentes p, q e r. (5) Construir a tabela-verdade da proposição: P(p, q, r) =(p → ( ~ q V r )) Λ ~ (q V (p ↔~ r)) Resolução: (p → ( ~ q V r )) Λ ~ (q V (p ↔ ~ r)) V V F V V V F F V V V F F V V F F V F F F F V V V V V F V V V F V V V V F F V F F V V V V F V F F F F V V V V F F V F V V V F F V V F V F V F V F V F F F F V V F F V F F V V F V V F F F V F V F V F V V F V F V V F F F F V F 1 4 2 1 3 1 6 5 1 4 1 3 2 1 Note-se que é uma tabela-verdade simplificada da proposição P(p, q, r), pois, não encerra as colunas relativas às proposições componentes p, q e r. Portanto, simbolicamente: P(VVV) = F, P(VVF) = F, P(VFV) = V, P(VFF) = F P(FVV) = F, P(FVF)= F, P(PFV) = F, P(FFF) = V ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FFVFFFFV 5. VALOR LÓGICO DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA Dada uma proposição composta P(p, q, r,.. .), pode-se sempre determi- nar o seu valor lógico (V ou F) quando são dados ou conhecidos os valores lógicos respectivos das proposições componentes p, q, r . Exemplos: (1) Sabendo que os valores lógicos das proposições p e q são res- pectivamente V e F, determinar o valor lógico (V ou F) da pro- posição: P(p, q) = ∼ (p V q) ↔ ∼ p Λ ∼ q Resolução — Temos, sucessivamente: V(P) = ∼ (V V F) ↔ ∼ V Λ ∼ F = ∼ V ↔ F Λ V = F ↔ F = V Sejam as proposições p: pi =3 e q: sen 2 pi =0. Determinar o valor lógico (V ou F) da proposição: P(p, q) = (p → q) → (p → p Λ q) Resolução — As proposições componentes p e q são ambas falsas, is- to é, V(p) = F e V(q) = F. Portanto: V(P) = (F→F) → (F → F Λ F) = V → (F → F) = V → V = V (3) Sabendo que V(p) = V, V(q) = F e V(r) E, determinar o valor lógico (V ou F) da proposição: =P(p, q, r) = (q ↔ (r → ∼p)) V ((∼ q → p) ↔ r) Resolução - Temos, sucessivamente: V(P) = ( F ↔ ( F → ∼ V)) V ((∼ F → V ) ↔ F) = = ( F ↔ ( F → F)) V ((V → V ) ↔ F) = = ( F ↔ V)) V (( V ↔F ) = F V F = F (4) Sabendo que V(r) V, determinar o valor lógico (V ou F) da proposi- ção: p ∼ q V r. Resolução — Como r é verdadeira (V), a disjunção ∼ q V r é verdadei- ra(V). Logo, a condicional dada é verdadeira(V), pois, o seu consequente é verdadeiro (V). (5) Sabendo que V(q) = V, determinar o valor lógico (V ou F) da propo- sição:: (p → q) → ( ∼ q → ∼ p). Resolução — Como q é verdadeira (V), então ∼ q é falsa (F). Logo, a condicional ∼ q → p é verdadeira(V), pois, o seu antecedente é falso(F). Por consequência, a condicional dada é verdadeira(V), pois, o seu conse- quente é verdadeiro(V). (6) Sabendo que as proposições “x = 0”, e “x = y” são verdadeiras e que a proposição “y = z” é falsa, determinar o valor lógico (V ou F) da proposição: x ≠ 0 V x ≠ y → y ≠z Resolução - Temos, sucessivamente: ∼ V V ∼V → ∼F = F V F → V = F → V = V ARGUMENTOS. REGRAS DE INFERÊNCIA 1. DEFINIÇÃO DE ARGUMENTO Sejam P1, P2, ... , Pn ( n ≥ 1) e Q proposições quaisquer, simples ou compostas. Definição - Chama-se argumento toda a afirmação de que uma dada sequência finita P1, P2, ... , Pn ( n ≥ 1) de proposições tem como conse- quência ou acarreta uma proposição final Q. As proposições P1, P2, ... , Pn dizem-se as premissas do argumento, e a proposição final Q diz-se a conclusão do argumento. Um argumento de premissas P1, P2, ... , Pn e de conclusão Q indica-se por: P1, P2, ... , Pn |— Q e se lê de uma das seguintes maneiras: (i) “P1, P2 ,..., Pn acarretam Q” (ii) “Q decorre de P1, P2 ,..., Pn” (iii) “ Q se deduz de P1, P2 ,..., Pn” (iv) “Q se infere de P1, P2 ,..., Pn” Um argumento que consiste em duas premissas e uma conclusão chama-se silogismo.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 5 2. VALIDADE DE UM ARGUMENTO Definição - Um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q diz-se válido se e so- mente se a conclusão Q é verdadeira todas as vezes que as premissas P1, P2 ,..., Pn são verdadeiras. Em outros termos, um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e somente se for V o valor lógico da conclusão Q todas as vezes que as premissas P1, P2 ,..., Pn tiverem o valor lógico V. Portanto, todo argumento válido goza da seguinte propriedade caracte- rística: A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da conclu- são. Um argumento não-válido diz-se um sofisma. Deste modo, todo argumento tem um valor lógico, digamos V se é váli- do (correto, legítimo) ou F se é um sofisma (incorreto, ilegítimo). As premissas dos argumentos são verdadeiras ou, pelo menos admiti- das como tal. Aliás, a Lógica só se preocupa com a validade dos argumen- tos e não com a verdade ou a falsidade das premissas e das conclusões. A validade de um argumento depende exclusivamente da relação exis- tente entre as premissas e a conclusão. Portanto, afirmar que um dado argumento é válido significa afirmar que as premissas estão de tal modo relacionadas com a conclusão que não é possível ter a conclusão falsa se as premissas são verdadeiras. 3. CRITÉRIO DE VALIDADE DE UM ARGUMENTO Teorema — Um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e somente se a condicional: (P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ) → Q (1) é tautológica. Dem. Com efeito, as premissas P1, P2, ... , Pn são todas verdadeiras se e somente se a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn é verdadeira. Logo, o argu- mento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e somente se a conclusão Q é ver- dadeira todas as vezes que a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn é verdadeira, ou seja, se e somente se a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn implica logica- mente a conclusão Q: P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ⇒ Q ou, o que é equivalente, se a condicional (1) é tautológica. NOTA - Se o argumento P1 (p, q, r,...),..., Pn(p, q, r,...) |— Q(p, q, r,...) é válido, então o argumento da “mesma forma”: P1 (P, Q, R,...),..., Pn(P, Q, R,...) |— Q(P, Q, R,...) também é válido, quaisquer que sejam as proposições R, S, T, ... Exemplificando, do argumento válido p |— p V q (1) segue-se a valida- de dos argumentos: (~p Λ r) |— (~ p Λ r) V (~ s → r ); (p → V s) |— (p → r V s) V (~ r Λ s) pois, ambos têm a mesma forma de (1). Portanto, a validade ou não-validade de um argumento depende ape- nas da sua forma e não de seu conteúdo ou da verdade c falsidade das proposições que o integram. Argumentos diversos podem ter a mesma forma, e como é a forma que determina a validade, é lícito falar da validade de uma dada forma ao invés de falar da validade de um dado argumento. E afirmar que uma dada forma é válida equivale a asseverar que não existe argumento algum dessa forma com premissas verdadeiras e uma conclu- são falsa, isto é, todo argumento de forma válida é um argumento válido. Vice-versa, dizer que um argumento é válido equivale a dizer que tem forma válida. 4. CONDICIONAL ASSOCIADA A UM ARGUMENTO Consoante o Teorema anterior (§3), dado um argumento qualquer: P1, P2, ... , Pn |— Q a este argumento corresponde a condicional: (P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ) → Q com antecedente é a conjunção das premissas e cujo consequente é a conclusão, denominada “condicional associada” ao argumento dado. Reciprocamente, a toda condicional corresponde um argumento cujas premissas são as diferentes proposições cuja conjunção formam o antece- dente e cuja conclusão é o consequente. Exemplificando, a “condicional associada” ao argumento: p Λ ~q, p → ~ r, q V ~ s |— ~ (r V s) é ( p Λ ~q) Λ ( p → ~ r) Λ ( q V ~ s) → ~ (r V s) e o “argumento correspondente” à condicional: ( p → q V r ) Λ ~ s Λ ( q V r → s) → ( s → p V ~q ) é p → q V r , ~ s, q V r → s |— s → p V ~q 5. ARGUMENTOS VÁLIDOS FUNDAMENTAIS São argumentos válidos fundamentais ou básicos (de uso corrente) os constantes da seguinte lista: I . Adição (AD): (i) p |— p V q; (ii) p |— q V p II. Simplificação (SIMP): (i) p Λ q |— p; (ii) p Λ q |— q III. Conjunção (CONJ): (i) p, q |— p Λ q; (ii) p, q |— q Λ p IV. Absorção (ABS): p → q |— p → ( p Λ q) V. Modus ponens (MP): p→q, p |—q VI. Modus tollens (MI): p→q, ~ q|— p VII. Silogismo disjuntivo (SD): (i) p V q, ~ p |— q; (ii) p V q, ~ q |— p VIII. Silogismo hipotético (5H): p → q, q → r |— p → r IX. Dilema construtivo (DC): p → q, r → s, p V r |— q V s X. Dilema destrutivo (DD): p → q, r → s, ~ q V ~ s |— ~ p V ~ r A validade destes dez argumentos é consequência imediata das tabe- las-verdade. 6. REGRAS DE INFERÊNCIA Os argumentos básicos da lista anterior são usados para fazer “infe- rências”, isto é, executar os “passos” de uma dedução ou demonstração, e por isso chamam-se também, regras de inferência, sendo habitual escrevê- los na forma padronizada abaixo indicada colocando as premissas sobre um traço horizontal e, em seguida, a conclusão sob o mesmo traço. I. Regra da Adição (AD): (i) p (ii) p p V q q V p II. Regra de Simplificação (SIMP): (i) p Λ q (ii) p Λ q p q III. Regra da Conjunção (CONJ): p p (i) q (ii) q p V q q V p IV. Regra da Absorção (ABS): p → q p → (p Λ q) V. Regra Modus ponens (MP): p → q p q
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 6 VI: Regra Modus tollens (MI): p → q ~ q ~ p VII. Regra do Silogismo disjuntivo (SD): (i) p V q (ii) p V q ~ p ~ q q p VIII. Regra do Silogismo hipotético (SH): p → q q → r p → r IX. Regra do Dilema construtivo (DC): p → q r → s p V r q V s X. Regra do Dilema destrutivo (DD): p → q r → s ~ q V ~ s ~ p V ~ r Com o auxílio destas dez regras de inferência pode-se demonstrar a validade de uni grande número de argumentos mais complexos. 7. EXEMPLOS DO USO DAS REGRAS DE INFERÊNCIA Damos a seguir exemplos simples do uso de cada uma das regras de inferência na dedução de conclusões a partir de premissas dadas. 1. Regra da Adição - Dada uma proposição p, dela se pode deduzir a sua disjunção com qualquer outra proposição, isto é, deduzir p V q, ou p V r, ou s V p, ou t V p, etc. Exemplos: (a) (1) p P (b) (1) ~ p P (2) p V ~ q (2) q V ~ p (c) (1) p Λ q P (b) (1) p V q P (2) (p Λ q) V r (2) (r Λ s) V (p V q) (c) (1) x ≠ 0 P (b) (1) x ≠ 0 P (2) x ≠ 0 V x ≠ 1 (2) x = 2 V x < 1 II. Regra da Simplificação — Da conjunção p Λ q de duas proposições se pode deduzir cada uma das proposições, p ou q. Exemplos: (a) (1) (p V q) Λ r P (b) (1) p Λ ~ q P (2) p V q (2) ~ q (c) (1) x > 0 Λ x ≠ 1 P (b) (1) x ∈ A Λ x ∈ B P (2) x ≠ 1 (2) x ∈ A III. Regra da Conjunção -- Permite deduzir de duas proposições dadas p e q (premissas) a sua conjunção p Λ q ou q Λ p (conclusão). (a) (1) p V q P (b) (1) p V q P (2) ~ r P (2) q V r P (3) (p V q) Λ ~ r (3) (p Λ q) V (q V r) (c) (1) x < 5 P (d) (1) x ∈ A P (2) x > 1 P (2) x ∉ B P (3) x > 1Λ x < 5 (3) x ∉ B Λ x ∈ A IV. Regra da Absorção Esta regra permite, dada uma condicional - co- mo premissa, dela deduzir como conclusão uma outra condicional com o mesmo antecedente p e cujo consequente é a conjunção p Λ q das duas proposições que integram a premissa, isto é, p → p Λ q. Exemplos: (a) (1) x = 2 → x < 3 P (2) x = 2 → x = 2 Λ x < 3 (b) (1) x ∈ A → x ∈ A ∪ B P (2) x ∈ A → x ∈ A Λ x ∈ A ∪ B V. Regra Modus ponens - Também é chamada Regra de separação e permite deduzir q (conclusão) a partir de p → q e p (premissas). Exemplos: (a) (1) ~ p → ~ q P (b) (1) p Λ q → r P (2) ~ p P (2) p Λ q P (3) ~ q (3) r (b) (1) p → q Λ r P (c) (1) ~ p V r → s Λ ~ q P (2) p P (2) ~ p V r P (3) q Λ r (3) s Λ ~ q (e) (1) x ≠ 0 → x + y > 1 P (f) (1) x ∈ A ∩ B → x ∈ A P (2) x ≠ 0 P (2) x ∈ A ∩ B P (3) x + y > 1 (3) x ∈ A VI. Regra Modus tollens - Permite, a partir das premissas p → q (condicional) o ~ q (negação do consequente), deduzir como conclusão ~ p (negação do antecedente). Exemplos: (a) (1) q Λ r → s P (2) ~ s P (3) ~ (q Λ r) (b) (1) p → ~ q P (2) ~ ~ q P (3) ~ p (c) (1) p → q Λ r P (2) ~(q Λ r) P (3) ~ p (d) (1) x ≠ 0 → x = y P (2) x ≠ y P (3) x = 0 VII. Regra do Silogismo disjuntivo — Permite deduzir da disjunção p V q de duas proposições e da negação ~ p (ou ~ q) de uma delas a outra proposição q (ou p). Exemplos: (a) (1) (p Λ q) V r P (b) (1) ~ p V ~ q P (2) ~ r (2) ~~ p (3) p Λ q (3) ~ q (b) (1) x = 0 V x = 1 P (d) (1) ~ (p → q) V r P (2) x ≠1 P (2) ~ ~ (p → q) P (3) x = 0 (3) r VIII. Regra do Silogismo hipotético Esta regra permite, dadas duas condicionais: p → q e q → r (premissas), tais que o consequente da primei- ra coincide com o antecedente da segunda, deduzir uma terceira condicio- nal p → r (conclusão) cujo antecedente e consequente são respectivamen- te o antecedente da premissa p → q e o consequente da outra premissa q → r (transitividade da seta → ). (a) (1) ~ p → ~ q P (b) (1) ~ p → q V r P (2) ~ q → ~ r P (2) q V r → ~ s P (3) ~ p → ~ r (3) ~ p → ~s (c) (1) (p → q) → r P (d) (1) | x | = 0 → x = 0 P (2) r → (q Λ s) P (2) x = 0 → x + 1 = 1 P (3) (p → q) → (q Λ s) (3) | x | = 0 → x + 1 = 1
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 7 IX. Regra do Dilema construtivo — Nesta regra, as premissas são duas condicionais e a disjunção dos seus antecedentes, e a conclusão é a disjunção dos consequentes destas condicionais. (a) (1) (p Λ q) → ~ r P (b) (1) x < y → x = 2 P (2) s → t P (2) x < y → x = 2 P (3) (p Λ q) V s P (3) x < y V x < y P (4) ~ r V t (4) x = 2 V x > 2 X. Regra do Dilema destrutivo Nesta regra, as premissas são duas condicionais e a disjunção da negação dos seus consequentes, e a conclu- são é a disjunção da negação dos antecedentes destas condicionais. (a) (1) ~ q → r P (b) (1) x + y = 7→ x = 2 P (2) p → ~ s P (2) y - x =2 → x = 3 P (3) ~ r V ~~s P (3) x ≠ 2 V x ≠ 3 P (4) ~~ q V ~p (4) x + y ≠ 7 V y –x ≠ 2 DIAGRAMAS E ESQUEMAS LÓGICOS (TEORIA DOS CONJUNTOS); 1. Conceitos primitivos Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são noções que adotamos sem definição. Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen- to e o de pertinência de um elemento a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um conjunto, sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um conjunto. 2. Notação Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação: • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ; • os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ; • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado com x e C; • o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é indicado mm y t C. 3. Representação dos conjuntos Um conjunto pode ser representado de três maneiras: • por enumeração de seus elementos; • por descrição de uma propriedade característica do conjunto; • através de uma representação gráfica. Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves. Exemplo: a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos algarismos do nosso sistema de numeração. b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto. c) Quando um conjunto possui número elevado de elementos, porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa- lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do que100. d) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração, conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de formação bem clara, como os seguintes: • D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não negativos; • E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números inteiros; • F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares positivos. A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propri- edade característica é mais sintética que sua representação por enumera- ção. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da seguinte maneira: C = { x | x possui uma determinada propriedade } que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma determinada propriedade: Exemplos a) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso sistema de numeração } b) O conjunto G = { a; e ;i; o, u } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: G = { x | x é vogal do nosso alfabeto } c) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo } A representação gráfica de um conjunto é bastante cômoda. Através dela, os elementos de um conjunto são representados por pontos interiores a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha representam os elementos que não pertencem ao conjunto. Exemplo Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler- Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C. Exercícios resolvidos Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V (verdadeiro) ou F (falso): a) 1 ∈ A ( V ) b) 1 ∈ B ( F ) c) 1 ∈ C ( F ) d) 4 ∈ A ( V ) e) 4 ∈ B ( V ) f) 4 ∈ C ( V ) g) 7 ∈ A ( F ) h) 7 ∈ B ( F ) i) 7 ∈ C ( F ) l) 1 ∈A ou 1 ∈B ( V ) m) 1 ∈A e 1 ∈B ( F ) n) 4 ∈A ou 4 ∈B ( V ) o) 4 ∈A e 4 ∈B ( V ) p) 7 ∈A ou 7 ∈B ( F ) q) 7 ∈A e 7 ∈B ( F ) Represente, por enumeração, os seguintes conjuntos: a) A = { x | x é mês do nosso calendário } b) B = { x | x é mês do nosso calendário que não possui a letra r } c) C = { x | x é letra da palavra amor } d) D = { x | x é par compreendido entre 1e 11} e) E = {x | x2 = 100 } Resolução a) A = ( janeiro ; fevereiro; março; abril; maio ; junho; julho ; agosto ; setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) . b) B = (maio; junho; julho; agosto ) c) C = (a; m; o; r ) d) D = ( 2; 4; 6; 8; ia ) e) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 . 4. Número de elementos de um conjunto Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao número de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto. Exemplos a) O conjunto A = { a; e; i; o; u } é tal que n(A) = 5. b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10. c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 8 5. Conjunto unitário e conjunto vazio Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. Exemplo: C = ( 3 ) E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0. Exemplo: M = { x | x2 = -25} O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅ . Exercício resolvido Determine o número de elementos dos seguintes com juntos : a) A = { x | x é letra da palavra amor } b) B = { x | x é letra da palavra alegria } c) c é o conjunto esquematizado a seguir d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a seguir : Resolução a) n(A) = 4 b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si. c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C d) observe que: 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo 4 = 2 . 2 é o 2° par positivo 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo . . . . . . 98 = 2 . 49 é o 49º par positivo logo: n(D) = 49 e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto comum. Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário. 6. Igualdade de conjuntos Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indicaremos com A = 8, se ambos possuírem os mesmos elementos. Quando isto não ocorrer, diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B. Exemplos . a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} e) { x | x2 = 100} = {10; -10} f) { x | x2 = 400} ≠ {20} 7. Subconjuntos de um conjunto Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B. Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B: Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras: a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido em B ou A é parte de B; b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A. Exemplo Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = {x | x é brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A. Observações: • Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A ⊄ B ou B ⊃ A. • Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto. 8. Número de subconjuntos de um conjunto dado Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este conjunto terá 2n subconjuntos. Exemplo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele terá 22 = 4 subconjuntos. Exercício resolvido: 1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos seus subconjuntos será 25 = 32. Exercícios propostas: 2. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } Resposta: 1024 3. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = 1 2 1 3 1 4 2 4 3 4 3 5 ; ; ; ; ;     Resposta: 32 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS 1. União de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseção dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e} b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d} c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} 2. Intersecção de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A e a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a intersecção dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅ b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c} c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c} Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a, dizemos que os conjuntos são disjuntos.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 9 Exercícios resolvidos 1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os seguintes conjuntos: a) A ∪ B f) B ∩ C b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C) e) B ∪ C Resolução a) A ∪ B = {x; y; z; w; v } b) A ∩ B = {x } c) A ∪ C = {x; y;z; u; t } d) A ∩ C = {y } e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t} f) B ∩ C= ∅ g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t} h) A ∩ B ∩ C= ∅ i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y} 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: a) A ∩ B ∩ C b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) Resolução 3. No diagrama seguinte temos: n(A) = 20 n(B) = 30 n(A ∩ B) = 5 Determine n(A ∪ B). Resolução Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B; teremos então: n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja: n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então: n(A ∪ B) = 45. 4. Conjunto complementar Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos de conjunto complementar de B em relação a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B. Observação: O complementar é um caso particular de diferença em que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o complementar de B em relação a A, temos: Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a A. 5 Princípios de contagem e probabilidade. Princípio fundamental da contagem (PFC) Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras diferentes e um segundo evento, de k maneiras diferentes, então, para ocorrerem os dois sucessivamente, existem m . k maneiras diferentes. Aplicações 1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De quantos modos dis- tintos ela pode se vestir? Solução: A escolho de uma blusa pode ser feita de 4 maneiras diferentes e a de uma saia, de 3 maneiras diferentes. Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a escolha da blusa e saia. Podemos resumir a resolução no seguinte esquema; Blusa saia 4 . 3 = 12 modos diferentes 2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e 5 caminhos ligan- do os pontos B e C. Para ir de A a C, passando pelo ponto B, qual o número de trajetos diferentes que podem ser realizados? Solução: Escolher um trajeto de A a C significa escolher um caminho de A a B e depois outro, de B a C. Como para cada percurso escolhido de A a B temos ainda 5 possibili- dades para ir de B a C, o número de trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20. Esquema: Percurso AB Percurso BC 4 . 5 = 20 3) Quantos números de três algarismos podemos escrever com os algarismos ímpares? Solução: Os números devem ser formados com os algarismos: 1, 3, 5, 7, 9. Exis- tem 5 possibilidades para a escolha do algarismo das centenas, 5 possibili- dades para o das dezenas e 5 para o das unidades. Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 = 125.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 10 algarismos da centena algarismos da dezena algarismos da unidade 5 . 5 . 5 = 125 4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se forem utilizados três letras e três algarismos para a identificação de um veículo? (Considerar 26 letras, supondo que não há nenhuma restrição.) Solução: Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilidades para cada posi- ção a ser preenchida por letras. Por outro lado, como dispomos de dez algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo PFC o número total de placas é dado por: 5) Quantos números de 2 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3 e 4? Solução: Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro algarismo e, para cada uma delas, 3 possibilidades para o segundo, visto que não é permitida a repetição. Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12 Esquema: 6) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? Solução: Existem 9 possibi1idades para o primeiro algarismo, apenas 8 para o segundo e apenas 7 para o terceiro. Assim, o número total de possibilida- des é: 9 . 8 . 7 = 504 Esquema: 7) Quantos são os números de 3 algarismos distintos? Solução: Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Temos 9 possibilida- des para a escolha do primeiro algarismo, pois ele não pode ser igual a zero. Para o segundo algarismo, temos também 9 possibilidades, pois um deles foi usado anteriormente. Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibilidades, pois dois de- les já foram usados. O número total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648 Esquema: 8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos formar com os algarismos pares, sem os repetir? Solução: Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e 8. Como os números devem estar compreendidos entre 2000 e 5000, o primeiro algarismo só pode ser 2 ou 4. Assim, temos apenas duas possibilidades para o primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o terceiro e duas paia o quarto. O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48 Esquema: Exercícios 1) Uma indústria automobilística oferece um determinado veículo em três padrões quanto ao luxo, três tipos de motores e sete tonalidades de cor. Quantas são as opções para um comprador desse carro? 2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas diferentes, que o prédio é dotado de 4 elevadores e que cada apartamento possui uma única porta de entrada, de quantos modos diferentes um morador po- de chegar à rua? 3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de maneiras distintas de se entrar nele e sair do mesmo por uma porta diferente da que se utilizou para entrar? 4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A á cidade B, e 4 outras ligando B à cidade C. Uma pessoa deseja viajar de A a C, passando por B. Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar na viagem de ida e volta, sem utilizar duas vezes a mesma linha? 5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a identificação de um veículo se forem utilizados duas letras e quatro algarismos? (Ob- servação: dispomos de 26 letras e supomos que não haverá nenhuma restrição) 6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser confeccionadas se forem utilizados 4 letras e 2 algarismos? 7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com os algaris- mos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 8) Quantos números de três algarismos podemos formar com os alga- rismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? 9) Quantos números de 4 algarismos distintos podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? 11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com os algarismos ímpares? 12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com o nosso sistema de numeração? 13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algarismos podemos formar com os algarismos 1, 2, 4, 5 e 7, sem os repetir? 15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos, podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? E quantos ímpares? 16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distintos, escolhidos entre os elementos do conjunto (1, 2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não contêm 9. 17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 7000 podemos escre- ver com os algarismos ímpares, sem os repetir?
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 11 18) Quantos números de 3 algarismos distintos possuem o zero como algarismo de dezena? 19) Quantos números de 5 algarismos distintos possuem o zero como algarismo das dezenas e começam por um algarismo ímpar? 20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem o algarismo da unidade de milhar igual a 2? 21) Quantos números se podem escrever com os algarismos ímpares, sem os repetir, que estejam compreendidos entre 700 e 1 500? 22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pessoas tomam o ôni- bus. De quantas maneiras diferentes elas podem ocupar os lugares? 23) Dez times participam de um campeonato de futebol. De quantas formas se podem obter os três primeiros colocados? 24) A placa de um automóvel é formada por duas letras seguidas e um número de quatro algarismos. Com as letras A e R e os algarismos pares, quantas placas diferentes podem ser confeccionadas, de modo que o número não tenha nenhum algarismo repetido? 25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro algarismos distin- tos podem ser formados com 2, 3, 4, 6 e 9. 26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com quatro algarismos distintos que podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6. ARRANJOS SIMPLES Introdução: Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2 algarismos distin- tos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. Os números são : 12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43 Observe que os números em questão diferem ou pela ordem dentro do agrupamento (12 ≠ 21) ou pelos elementos componentes (13 ≠ 24). Cada número se comporta como uma seqüência, isto é : (1,2) ≠ (2,1) e (1,3) ≠ (3,4) A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo simples. Definição: Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se arranjo simples dos n elementos de /, tomados p a p, a toda sequência de p elementos distintos, escolhidos entre os elementos de l ( P ≤ n). O número de arranjos simples dos n elementos, tomados p a p, é indicado por An,p Fórmula: Aplicações 1) Calcular: a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4 Solução: a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210 b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840 2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2. Solução: x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) ⇒ ⇒ x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0 ∴ x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0 x = 0 (não convém) ou x = 1 ( não convém) ou x = 5 (convém) S = { }5 3) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? Solução: Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o princípio fundamental da contagem. Utilizando-se a fórmula, o número de arranjos simples é: A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números Observação: Podemos resolver os problemas sobre arranjos simples usando apenas o princípio fundamental da contagem. Exercícios 1) Calcule: a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4 2) Efetue: a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 - A 10,2 b) 1,102,5 4,72,8 AA AA − + 3) Resolva as equações: a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x - 1) FATORIAL Definição: • Chama-se fatorial de um número natural n, n ≥ 2, ao produto de todos os números naturais de 1 até n. Assim : • n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n ≥ 2 (lê-se: n fatorial) • 1! = l • 0! = 1 Fórmula de arranjos simples com o auxílio de fatorial: Aplicações 1) Calcular: a) 5! c) ! 6 ! 8 e) 2)! - (n ! n b) ! 4 ! 5 d) ! 10 ! 10 ! 11 + Solução: a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 b) 5 ! 4 ! 4 5 ! 4 ! 5 = ⋅ = c) 56 ! 6 ! 6 7 8 ! 6 ! 8 = ⋅⋅ = d) ( ) 12 ! 10 111! 10 !10 ! 10 ! 10 11 ! 10 ! 10 ! 11 = + = +⋅ = + e) ( ) ( ) ( ) nn! 2 - n ! 2 - n 1 - n n 2)! - (n ! n 2 −= ⋅ = 2) Obter n, de modo que An,2 = 30. Solução: Utilizando a fórmula, vem : ∴=⇒= 30 2)! - (n ! 2) - n ( 1) - n ( n30 2)! - (n ! n n = 6 n2 - n - 30 = 0 ou n = -5 ( não convém) 3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3. Solução: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ∴⋅= ⋅ ⇒⋅= ⋅ ! 1 - n ! n3 ! 4 - n ! 3 - n 4 ! 3 - n ! n3 ! 4 - n ! 1 - n 4 ( )( ) ( ) ( ) ( ) 21n n312n4 ! 1 - n ! 1 - n n3 ! 4 - n ! 4 - n 3 - n 4 =∴=−∴ ⋅= ⋅ A n,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)), { } N n p, e np ⊂≤ ( ) { } lN np, e n p ,! pn ! nA P,N ⊂≤ − =
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 12 4) Obter n, tal que : 4 ! n ! ) 1n ( - ! ) 2 n ( = ++ Solução: ∴= ⋅+⋅++ 4 ! n ! n ) 1 n ( - ! n ! ) 1n ( ! ) 2 n ( [ ] 4 ! n 1- 2 n ) 2 n ( ! n = +⋅+ ⇒ n + 1 = 2 ∴n =1 ∴ (n + 1 )2 = 4 n + 1 = -2 ∴ n = -3 (não convém ) Exercícios 1) Assinale a alternativa correta: a) 10 ! = 5! + 5 ! d) ! 2 ! 10 = 5 b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7! c) 10 ! = 11! -1! 2) Assinale a alternativa falsa; a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n- 2)! b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1) c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)! 3) Calcule: a) ! 10 ! 12 c) ! 4 ! 3 ! 7 b) ! 5 ! 5 ! 7 + d) ! 5 ! 6 - ! 8 4) Simplifique: a) ! 1) - n ( ! n d) ! 1) - n ( n ! n b) ( ) ( )[ ]2 ! 1 n ! n ! 2 n + + e) ! M ! ) 1 - M ( 2 - ! 5M c) ! n ! ) 1 n ( ! n ++ 5) Obtenha n, em: a) 10 ! n 1)!(n = + b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)! c) 6 2)! - (n 1)! - (n n = d) (n - 1)! = 120 6) Efetuando 1)! (n n ! n 1 + − , obtém-se: a) ! 1)(n 2 + d) ! 1)(n 1 2n + + b) ! n 1 e) 0 c) 1 - n ! 1) n ( ! n + 7) Resolva as equações: a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1) 8) obtenha n, que verifique 8n ! = 1 n ! 1) (n ! 2) (n + +++ 9) o número n está para o número de seus arranjos 3 a 3 como 1 está para 240, obtenha n. PERMUTAÇÕES SIMPLES Introdução: Consideremos os números de três algarismos distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3. Esses números são : 123 132 213 231 312 321 A quantidade desses números é dada por A3,3= 6. Esses números diferem entre si somente pela posição de seus elemen- tos. Cada número é chamado de permutação simples, obtida com os alga- rismos 1, 2 e 3. Definição: Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se permutação simples dos n elementos de l a toda a seqüência dos n elementos. O número de permutações simples de n elementos é indicado por Pn. OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n . Fórmula: Aplicações 1) Considere a palavra ATREVIDO. a) quantos anagramas (permutações simples) podemos formar? b) quantos anagramas começam por A? c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE? d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E? e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E juntas? f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em consoante? Solução: a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições disponíveis. Assim: Ou então, P8 = 8 ! = 40 320 anagramas b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A; assim, devemos distribuir as 7 letras restantes em 7 posições, Então: c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas pela sílaba TRE, de- vemos distribuir as 5 letras restantes em 5 posições. Então: d) considerando a sílaba TRE como um único elemento, devemos permutar entre si 6 elementos, e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo considerado as letras T, R, E como um único elemento:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 13 Devemos também permutar as letras T, R, E, pois não foi especificada a ordem : Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E podem ser dispostas de P3 maneiras. Assim, para P6 agrupamentos, temos P6 . P3 anagramas. Então: P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 consoantes. Assim: PROBABILIDADE ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO Suponha que em uma urna existam cinco bolas vermelhas e uma bola branca. Extraindo-se, ao acaso, uma das bolas, é mais provável que esta seja vermelha. Isto irão significa que não saia a bola branca, mas que é mais fácil a extração de uma vermelha. Os casos possíveis seu seis: Cinco são favoráveis à extração da bola vermelha. Dizemos que a pro- babilidade da extração de uma bola vermelha é 6 5 e a da bola branca, 6 1 . Se as bolas da urna fossem todas vermelhas, a extração de uma ver- melha seria certa e de probabilidade igual a 1. Consequentemente, a extração de uma bola branca seria impossível e de probabilidade igual a zero. Espaço amostral: Dado um fenômeno aleatório, isto é, sujeito ás leis do acaso, chamamos espaço amostral ao conjunto de todos os resultados possíveis de ocorrerem. Vamos indica-lo pela letra E. EXEMPLOS: Lançamento de um dado e observação da face voltada para cima: E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} Lançamento de uma moeda e observação da face voltada para cima : E = {C, R}, onde C indica cara e R coroa. Lançamento de duas moedas diferentes e observação das faces voltadas para cima: E = { (C, C), (C, R), (R, C), (R, R) } Evento: Chama-se evento a qualquer subconjunto do espaço amostral. Tome- mos, por exemplo, o lançamento de um dado : • ocorrência do resultado 3: {3} • ocorrência do resultado par: {2, 4, 6} • ocorrência de resultado 1 até 6: E (evento certo) • ocorrência de resultado maior que 6 : φ (evento impossível) Como evento é um conjunto, podemos aplicar-lhe as operações entre conjuntos apresentadas a seguir. • União de dois eventos - Dados os eventos A e B, chama-se união de A e B ao evento formado pelos resultados de A ou de B, indica- se por A ∪ B. • Intersecção de dois eventos - Dados os eventos A e B, chama-se in- tersecção de A e B ao evento formado pelos resultados de A e de B. Indica-se por A ∩ B. Se A ∩ B =φ , dizemos que os eventos A e B são mutuamente exclusivos, isto é, a ocorrência de um deles elimina a possibilidade de ocorrência do outro. • Evento complementar – Chama-se evento complementar do evento A àquele formado pelos resultados que não são de A. indica-se por A . Aplicações 1) Considerar o experimento "registrar as faces voltadas para cima", em três lançamentos de uma moeda. a) Quantos elementos tem o espaço amostral? b) Escreva o espaço amostral. Solução: a) o espaço amostral tem 8 elementos, pois para cada lançamento temos duas possibilidades e, assim: 2 . 2 . 2 = 8. b) E = { (C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,C), (R, C, R), (C, R, R), (R, R, R) } 2) Descrever o evento "obter pelo menos uma cara no lançamento de duas moedas". Solução: Cada elemento do evento será representado por um par ordenado. Indicando o evento pela letra A, temos: A = {(C,R), (R,C), (C,C)} 3) Obter o número de elementos do evento "soma de pontos maior que 9 no lançamento de dois dados". Solução: O evento pode ser tomado por pares ordenados com soma 10, soma 11 ou soma 12. Indicando o evento pela letra S, temos: S = { (4,6), (5, 5), (6, 4), (5, 6), (6, 5), (6, 6)} ⇒ ⇒ n(S) = 6 elementos 4) Lançando-se um dado duas vezes, obter o número de elementos do evento "número par no primeiro lançamento e soma dos pontos i- gual a 7". Solução: Indicando o evento pela letra B, temos: B = { (2, 5), (4, 3), (6, 1)} ⇒ n(B) = 3 elementos Exercícios 1) Dois dados são lançados. O número de elementos do evento "produto ímpar dos pontos obtidos nas faces voltadas para cima" é: a) 6 b) 9 c) 18 d) 27 e) 30 2) Num grupo de 10 pessoas, seja o evento ''escolher 3 pessoas sen- do que uma determinada esteja sempre presente na comissão".
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 14 Qual o número de elementos desse evento? a) 120 b) 90 c) 45 d) 36 e) 28 3) Lançando três dados, considere o evento "obter pontos distintos". O número de elementos desse evento é: a) 216 b) 210 c) 6 d) 30 e) 36 4) Uma urna contém 7 bolas brancas, 5 vermelhas e 2 azuis. De quan- tas maneiras podemos retirar 4 bolas dessa urna, não importando a ordem em que são retiradas, sem recoloca-las? a) 1 001 d) 6 006 b) 24 024 e) ! 2 ! 5 ! 7 ! 14 c) 14! PROBABILIDADE Sendo n(A) o número de elementos do evento A, e n(E) o número de elementos do espaço amostral E ( A ⊂ E), a probabilidade de ocorrência do evento A, que se indica por P(A), é o número real: OBSERVAÇÕES: 1) Dizemos que n(A) é o número de casos favoráveis ao evento A e n(E) o número de casos possíveis. 2) Esta definição só vale se todos os elementos do espaço amostral tiverem a mesma probabilidade. 3) A é o complementar do evento A. Propriedades: Aplicações 4) No lançamento de duas moedas, qual a probabilidade de obtermos cara em ambas? Solução: Espaço amostral: E = {(C, C), (C, R), (R, C), (R,R)} ⇒ n(E).= 4 Evento A : A = {(C, C)}⇒ n(A) =1 Assim: 4 1 ) E ( n ) A ( n ) A ( P == 5) Jogando-se uma moeda três vezes, qual a probabilidade de se obter cara pelo menos uma vez? Solução: E = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, C), (R, C, R), (C, R, R), (R. R, R)} ⇒ n(E)= 8 A = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, C), (R, C, R), (C, R, R) ⇒ n(A) = 7 8 7P(A) ) E ( n ) A ( n ) A ( P =⇒= 6) (Cesgranrio) Um prédio de três andares, com dois apartamentos por andar, tem apenas três apartamentos ocupados. A probabilidade de que cada um dos três andares tenha exatamente um apartamento ocupado é : a) 2/5 c) 1/2 e) 2/3 b) 3/5 d) 1/3 Solução: O número de elementos do espaço amostral é dado por : n(E) = C6,3 = ! 3 ! 3 ! 6 = 20 O número de casos favoráveis é dado por n (A) = 2 . 2 . 2 = 8, pois em cada andar temos duas possibilidades para ocupa-lo. Portanto, a probabi- lidade pedida é : 5 2 20 8 ) E ( n ) A ( n ) A ( P === (alternativa a) 7) Numa experiência, existem somente duas possibilidades para o resultado. Se a probabilidade de um resultado é 3 1 , calcular a probabilidade do outro, sabendo que eles são complementares. Solução: Indicando por A o evento que tem probabilidade 3 1 , vamos indicar por A o outro evento. Se eles são complementares, devemos ter: P(A) + P( A ) = 1 3 1 ⇒ + P( A ) = 1 ∴ 8) No lançamento de um dado, qual a probabilidade de obtermos na face voltada para cima um número primo? Solução: Espaço amostral : E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ⇒ n(E) = 6 Evento A : A = {2, 3, 5} ⇒ n(A) = 3 Assim: 2 1)A(P 6 3 ) E ( n ) A ( n ) A ( P =⇒== 9) No lançamento de dois dados, qual a probabilidade de se obter soma dos pontos igual a 10? Solução: Considere a tabela, a seguir, indicando a soma dos pontos: A B 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 2 3 4 5 6 7 8 3 4 5 6 7 8 9 4 5 6 7 8 9 10 5 6 7 8 9 10 11 6 7 8 9 10 11 12 Da tabela: n(E) = 36 e n(A) = 3 Assim: 12 1 36 3 ) E ( n ) A ( n ) A ( P === Exercícios 1) Jogamos dois dados. A probabilidade de obtermos pontos iguais nos dois é: a) 3 1 c) 6 1 e) 36 7 b) 36 5 d) 36 1 2) A probabilidade de se obter pelo menos duas caras num lançamento de três moedas é; a) 8 3 c) 4 1 e) 5 1 b) 2 1 d) 3 1 ) E ( n ) A ( n ) A ( P = 3 2)A(P =
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 15 ADIÇÃO DE PROBABILIDADES Sendo A e B eventos do mesmo espaço amostral E, tem-se que: "A probabilidade da união de dois eventos A e B é igual á soma das pro- babilidades de A e B, menos a probabilidade da intersecção de A com B." Justificativa: Sendo n (A ∪ B) e n (A ∩ B) o número de elementos dos eventos A ∪ B e A ∩ B, temos que: n( A ∪ B) = n(A) +n(B) – n(A ∩ B)⇒ ∴ ∩ −+= ∪ ⇒ )E(n )BA(n )E(n )B(n )E(n )A(n )E(n )BA(n ∴P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) OBSERVA ÇÃO: Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, isto é: A ∩ B =φ , então, P(A ∪ B) = P(A) + P(B). Aplicações 1) Uma urna contém 2 bolas brancas, 3 verdes e 4 azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a probabilidade de que ela seja branca ou verde? Solução: Número de bolas brancas : n(B) = 2 Número de bolas verdes: n(V) = 3 Número de bolas azuis: n(A) = 4 A probabilidade de obtermos uma bola branca ou uma bola verde é dada por: P( B ∪ V) = P(B) + P(V) - P(B ∩ V) Porém, P(B ∩ V) = 0, pois o evento bola branca e o evento bola verde são mutuamente exclusivos. Logo: P(B ∪ V) = P(B) + P(V), ou seja: P(B ∪ V) = 9 5)VB(P 9 3 9 2 =∪⇒+ 2) Jogando-se um dado, qual a probabilidade de se obter o número 4 ou um número par? Solução: O número de elementos do evento número 4 é n(A) = 1. O número de elementos do evento número par é n(B) = 3. Observando que n(A ∩ B) = 1, temos: P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B)⇒ ⇒ P(A ∪ B) = 2 1)BA(P 6 3 6 1 6 3 6 1 =∪∴=−+ 3) A probabilidade de que a população atual de um pais seja de 110 milhões ou mais é de 95%. A probabilidade de ser 110 milhões ou menos é 8%. Calcular a probabilidade de ser 110 milhões. Solução: Temos P(A) = 95% e P(B) = 8%. A probabilidade de ser 110 milhões é P(A ∩ B). Observando que P(A ∪ B) = 100%, temos: P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒ ⇒ 100% = 95% + 8% - P(A ∩ B) ∴ (A ∩ B) = 3% Exercícios 1) (Cescem) Uma urna contém 20 bolas numeradas de 1 a 20. Seja o experimento "retirada de uma bola" e considere os eventos; A = a bola retirada possui um número múltiplo de 2 B = a bola retirada possui um número múltiplo de 5 Então a probabilidade do evento A ∪ B é: a) 20 13 c) 10 7 e) 20 11 b) 5 4 d) 5 3 2) (Santa casa) Num grupo de 60 pessoas, 10 são torcedoras do São Paulo, 5 são torcedoras do Palmeiras e as demais são torcedoras do Corinthians. Escolhido ao acaso um elemento do grupo, a proba- bilidade de ele ser torcedor do São Paulo ou do Palmeiras é: a) 0,40 c) 0,50 e) n.d.a. b) 0,25 d) 0,30 3) (São Carlos) S é um espaço amostral, A e B eventos quaisquer em S e P(C) denota a probabilidade associada a um evento genérico C em S. Assinale a alternativa correta. a) P(A ∩ C) = P(A) desde que C contenha A b) P(A ∪ B) ≠ P(A) + P(B) – P(A ∩ B) c) P(A ∩ B) < P(B) d) P(A) + P(B) ≤ 1 e) Se P(A) = P(B) então A = B 4) (Cescem) Num espaço amostral (A; B), as probabilidades P(A) e P(B) valem respectivamente 3 1 e 3 2 Assinale qual das alternativas seguintes não é verdadeira. a) S BA =∪ d) A ∪ B = B b) A ∪ B = φ e) (A ∩ B) ∪ (A ∪ B) = S c) A ∩ B = BA ∩ 5) (PUC) Num grupo, 50 pessoas pertencem a um clube A, 70 a um clube B, 30 a um clube C, 20 pertencem aos clubes A e B, 22 aos clubes A e C, 18 aos clubes B e C e 10 pertencem aos três clubes. Escolhida ao acaso uma das pessoas presentes, a probabilidade de ela: a) Pertencer aos três Clubes é 5 3 ; b) pertencer somente ao clube C é zero; c) Pertencer a dois clubes, pelo menos, é 60%; d) não pertencer ao clube B é 40%; e) n.d.a. 6) (Maringá) Um número é escolhido ao acaso entre os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o número escolhido ser primo ou quadra- do perfeito é: a) 5 1 c) 25 4 e) 5 3 b) 25 2 d) 5 2 PROBABILIDADE CONDICIONAL Muitas vezes, o fato de sabermos que certo evento ocorreu modifica a probabilidade que atribuímos a outro evento. Indicaremos por P(B/A) a proba- bilidade do evento B, tendo ocorrido o evento A (probabilidade condicional de P(A ∪ B) = P (A) + P(B) – P(A B) P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 16 B em relação a A). Podemos escrever: Multiplicação de probabilidades: A probabilidade da intersecção de dois eventos A e B é igual ao produto da probabilidade de um deles pela probabilidade do outro em relação ao primeiro. Em símbolos: Justificativa: ⇒ ∩ = )A( n )BA( n)A/B(P ∴ ∩ = )E(n )A( n )E(n )BA( n )A/B(P )A( P )BA( P)A/B(P ∩=∴ P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A) Analogamente: P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B) Eventos independentes: Dois eventos A e B são independentes se, e somente se: P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B) Da relação P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), e se A e B forem independentes, temos: Aplicações: 1) Escolhida uma carta de baralho de 52 cartas e sabendo-se que esta carta é de ouros, qual a probabilidade de ser dama? Solução: Um baralho com 52 cartas tem 13 cartas de ouro, 13 de copas, 13 de paus e 13 de espadas, tendo uma dama de cada naipe. Observe que queremos a probabilidade de a carta ser uma dama de ou- ros num novo espaço amostral modificado, que é o das cartas de ouros. Chamando de: • evento A: cartas de ouros • evento B: dama • evento A ∩ B : dama de ouros Temos: 2) Jogam-se um dado e uma moeda. Dê a probabilidade de obtermos cara na moeda e o número 5 no dado. Solução: Evento A : A = {C} ⇒ n(A) = 1 Evento B : B = { 5 } ⇒ n ( B ) = 1 Sendo A e B eventos independentes, temos: P(A ∩ B) = P(A) . P(B) ⇒ P(A ∩ B) = ∴⋅ 6 1 2 1 P(A ∩ B) = 12 1 3) (Cesgranrio) Um juiz de futebol possui três cartões no bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho, e o terceiro é vermelho de um lado e amarelo do outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. A probabilidade de a face que o juiz vê ser vermelha e de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela é: a) 2 1 b) 5 2 c) 5 1 d) 3 2 e ) 6 1 Solução: Evento A : cartão com as duas cores Evento B: face para o juiz vermelha e face para o jogador amarela, tendo saído o cartão de duas cores Temos: P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), isto é, P(A ∩ B) = 2 1 3 1 ⋅ P(A ∩ B) = 6 1 (alternativa e) Respostas: Espaço amostral e evento 1) b 2) d 3) b 4) a Probabilidade 1) c 2) b Adição de probabilidades 1) d 2) b 3) a 4) b 5) b 6) e 6 Operações com conjuntos. 1. Conjunto dos números naturais Chamamos de conjunto dos números naturais, e indicamos com lN, o seguinte conjunto: lN = { 0; 1; 2; 3; 4; ...} 2. Conjunto dos números inteiros Chamamos de conjuntos dos números inteiros, e indica M os com Z, o seguinte conjunto: Z = { ...; -2; -1; 0; 1; 2;...) 3. Conjunto dos números racionais: Chamamos de conjunto dos números racionais, e indicamos com Q, o seguinte conjunto:       ≠∈== 0 q e Z q,p| q p xQ Observe que os números racionais são aqueles que podem ser escritos como quocientes de dois inteiros. Exemplos a) 1 5 =5; logo 5 ∈ Q b) 5 2 = 0,4 ; logo 0,4 ∈ Q c) 6 15 = 2,5 ; logo 2,5 ∈ Q d) 3 1 = 0,333 . . . ; logo 0,333.. . ∈ Q )A( n )BA( n)A/B(P ∩= P(A ∩ B) = P(A) . P(B) 13 1 )A( n )BA( n)A/B(P =∩=
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 17 Observação: Números como 5, 0,4 e 2,5 são números racionais com representação decimal finita, ou seja, podemos escrevê-los, em sua forma decimal, com um número finito de algarismos. O número 0,333..., por sua vez, é um número racional com representação decimal infinita e periódica, ou seja, só podemos escrevê-lo, em sua forma decimal, com um número infinito de algarismos, embora, a partir de um determinado ponto, haja uma repetição de algarismos até o fim. Outro exemplo de número, que admite representação decimal infinita e periódica, é 2,35474747... Observação Importante Todos os números que tenham representação decimal finita ou infinita e periódica são números racionais, ou seja, pertencem a Q.. 4. Conjunto dos números reais: Há números que não admitem representação decimal finita nem representação decimal infinita e periódica, como, por exemplo: n = 3,14159265... 2 = 1,4142135... 3 = 1,7320508... 5 = 2,2360679... Estes números não são racionais: n ∈Q, 2 ∈ Q, 3 ∈Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais. Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que possuem uma representação decimal infinita e não-periódica. Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com IR, o seguinte conjunto: IR = ( x Í x é racional ou x é irracional ) Como vemos, o conjunto IR é a união do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais. Usaremos o símbolo estrela (* ) quando quisermos indicar que o número zero foi excluído de um conjunto. Exemplo: N * = { 1 ; 2; 3; 4; .. .} ; o zero foi excluído de N. Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os números negativos foram excluídos de um conjunto. Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z. Usaremos o símbolo menos ( - ) quando quisermos indicar que os números positivos foram excluídos de um conjunto. Exemplo: Z- = { ... ; -2; -1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z. Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o símbolo (-) . Exemplos a) *Z − = { 1; 2; 3; . .. } ; o zero e os negativos foram excluídos de Z. b) *Z+ = { ... ; -3; -2; -1 }; o zero e os positivos foram excluídos de Z. OPERAÇÕES COM CONJUNTOS 1. Conceitos primitivos Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são noções que adotamos sem definição. Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen- to e o de pertinência de um elemento a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um conjunto, sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um conjunto. 2. Notação Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação: • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ; • os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ; • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado com x e C; • o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é indicado mm y t C. 3. Representação dos conjuntos Um conjunto pode ser representado de três maneiras: • por enumeração de seus elementos; • por descrição de uma propriedade característica do conjunto; • através de uma representação gráfica. Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves. Exemplo: e) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos algarismos do nosso sistema de numeração. f) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto. g) Quando um conjunto possui número elevado de elementos, porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa- lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do que100. h) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração, conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de formação bem clara, como os seguintes: • D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não negativos; • E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números inteiros; • F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares positivos. A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propri- edade característica é mais sintética que sua representação por enumera- ção. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da seguinte maneira: C = { x | x possui uma determinada propriedade } que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma determinada propriedade: Exemplos d) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso sistema de numeração } e) O conjunto G = { a; e ;i; o, u } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: G = { x | x é vogal do nosso alfabeto } f) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo } A representação gráfica de um conjunto é bastante cômoda. Através dela, os elementos de um conjunto são representados por pontos interiores a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha representam os elementos que não pertencem ao conjunto. Exemplo Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler- Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 18 Exercícios resolvidos Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V (verdadeiro) ou F (falso): j) 1 ∈ A ( V ) k) 1 ∈ B ( F ) l) 1 ∈ C ( F ) m) 4 ∈ A ( V ) n) 4 ∈ B ( V ) o) 4 ∈ C ( V ) p) 7 ∈ A ( F ) q) 7 ∈ B ( F ) r) 7 ∈ C ( F ) r) 1 ∈A ou 1 ∈B ( V ) s) 1 ∈A e 1 ∈B ( F ) t) 4 ∈A ou 4 ∈B ( V ) u) 4 ∈A e 4 ∈B ( V ) v) 7 ∈A ou 7 ∈B ( F ) w) 7 ∈A e 7 ∈B ( F ) Represente, por enumeração, os seguintes conjuntos: f) A = { x | x é mês do nosso calendário } g) B = { x | x é mês do nosso calendário que não possui a letra r } h) C = { x | x é letra da palavra amor } i) D = { x | x é par compreendido entre 1e 11} j) E = {x | x2 = 100 } Resolução f) A = ( janeiro ; fevereiro; março; abril; maio ; junho; julho ; agosto ; setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) . g) B = (maio; junho; julho; agosto ) h) C = (a; m; o; r ) i) D = ( 2; 4; 6; 8; ia ) j) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 . 4. Número de elementos de um conjunto Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao número de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto. Exemplos d) O conjunto A = { a; e; i; o; u } é tal que n(A) = 5. e) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10. f) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99. 5. Conjunto unitário e conjunto vazio Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. Exemplo: C = ( 3 ) E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0. Exemplo: M = { x | x2 = -25} O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅ . Exercício resolvido Determine o número de elementos dos seguintes com juntos : f) A = { x | x é letra da palavra amor } g) B = { x | x é letra da palavra alegria } h) c é o conjunto esquematizado a seguir i) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) j) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a seguir : Resolução f) n(A) = 4 g) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si. h) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C i) observe que: 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo 4 = 2 . 2 é o 2° par positivo 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo . . . . . . 98 = 2 . 49 é o 49º par positivo logo: n(D) = 49 j) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto comum. Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário. 6. Igualdade de conjuntos Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indicaremos com A = 8, se ambos possuírem os mesmos elementos. Quando isto não ocorrer, diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B. Exemplos . a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} e) { x | x2 = 100} = {10; -10} f) { x | x2 = 400} ≠ {20} 7. Subconjuntos de um conjunto Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B. Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B: Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras: c) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido em B ou A é parte de B; d) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A. Exemplo Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = {x | x é brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A. Observações: • Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A ⊄ B ou B ⊃ A. • Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto. 8. Número de subconjuntos de um conjunto dado Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este conjunto terá 2n subconjuntos. Exemplo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele terá 22 = 4 subconjuntos. Exercício resolvido: 1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos seus subconjuntos será 25 = 32. Exercícios propostos: 2. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } Resposta: 1024 3. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = 1 2 1 3 1 4 2 4 3 4 3 5 ; ; ; ; ;     Resposta: 32
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 19 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS 1. União de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseção dos conjuntos, temos: Exemplos d) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e} e) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d} f) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} 2. Intersecção de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A e a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a intersecção dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅ b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c} c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c} Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a, dizemos que os conjuntos são disjuntos. Exercícios resolvidos 2. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os seguintes conjuntos: a) A ∪ B f) B ∩ C b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C) e) B ∪ C Resolução j) A ∪ B = {x; y; z; w; v } k) A ∩ B = {x } l) A ∪ C = {x; y;z; u; t } m) A ∩ C = {y } n) B ∪ C={x;w;v;y;u;t} o) B ∩ C= ∅ p) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t} q) A ∩ B ∩ C= ∅ r) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y} 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: a) A ∩ B ∩ C b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) Resolução 3. No diagrama seguinte temos: n(A) = 20 n(B) = 30 n(A ∩ B) = 5 Determine n(A ∪ B). Resolução Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B; teremos então: n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja: n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então: n(A ∪ B) = 45. 4. Conjunto complementar Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos de conjunto complementar de B em relação a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B. Observação: O complementar é um caso particular de diferença em que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o complementar de B em relação a A, temos: Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a A. 7 Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. 1. Todos os marinheiros são republicanos. Assim sendo, (A) o conjunto dos marinheiros contém o conjunto dos republicanos. (B) o conjunto dos republicanos contém o conjunto dos marinheiros. (C) todos os republicanos são marinheiros. (D) algum marinheiro não é republicano. (E) nenhum marinheiro é republicano. 2. Assinale a alternativa que apresenta uma contradição. (A) Todo espião não é vegetariano e algum vegetariano é espião. (B) Todo espião é vegetariano e algum vegetariano não é espião. (C) Nenhum espião é vegetariano e algum es pião não é vegetariano. (D) Algum espião é vegetariano e algum es pião não é vegetariano. (E) Todo vegetariano é espião e algum espião não é vegetariano. 3. Todos os que conhecem João e Maria admiram Maria. Alguns que conhecem Maria não a admiram. Logo, (A) todos os que conhecem Maria a admiram. (B) ninguém admira Maria. (C) alguns que conhecem Maria não conhecem João. (D) quem conhece João admira Maria. (E) só quem conhece João e Maria conhece Maria.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 20 4. Válter tem inveja de quem é mais rico do que ele. Geraldo não é mais rico do que quem o inveja. Logo, (A) quem não é mais rico do que Válter é mais pobre do que Válter. (B) Geraldo é mais rico do que Válter. (C) Válter não tem inveja de quem não é mais rico do que ele. (D) Válter inveja só quem é mais rico do que ele. (E) Geraldo não é mais rico do que Válter. 5. Em uma avenida reta, a padaria fica entre o posto de gasolina e a banca de jornal, e o posto de gasolina fica entre a banca de jornal e a sapataria. Logo, (A) a sapataria fica entre a banca de jornal e a padaria. (B) a banca de jornal fica entre o posto de gasolina e a padaria. (C) o posto de gasolina fica entre a padaria e a banca de jornal. (D) a padaria fica entre a sapataria e o posto de gasolina. (E) o posto de gasolina fica entre a sapataria e a padaria. 6. Um técnica de futebol, animado com as vitórias obtidas pela sua equipe nos últimos quatro jogos, decide apostar que essa equipe também vencerá o próximo jogo. Indique a Informação adicional que tornaria menos provável a vitória esperada. (A) Sua equipe venceu os últimos seis jogos, em vez de apenas quatro. (B) Choveu nos últimos quatro jogos e há previsão de que não choverá no próximo jogo. (C) Cada um dos últimos quatro jogos foi ganho por uma diferença de mais de um gol. (D) O artilheiro de sua equipe recuperou-se do estiramento muscular. (E) Dois dos últimos quatro jogos foram realizados em seu campo e os outros dois, em campo adversário. 7. Marta corre tanto quanto Rita e menos do que Juliana. Fátima corre tanto quanto Juliana. Logo, (A) Fátima corre menos do que Rita. (B) Fátima corre mais do que Marta. (C) Juliana corre menos do que Rita. (D) Marta corre mais do que Juliana. (E) Juliana corre menos do que Marta. 8. Há 4 caminhos para se ir de X a Y e 6 caminhos para se ir de Y a Z. O número de caminhos de X a Z que passam por Y é (A) 10. (B) 12. (C) 18. (D) 24. (E) 32. 9. Todas as plantas verdes têm clorofila. Algumas plantas que tem clorofila são comestíveis. Logo, (A) algumas plantas verdes são comestíveis. (B) algumas plantas verdes não são comestíveis. (C) algumas plantas comestíveis têm clorofila. (D) todas as plantas que têm clorofila são comestíveis. (E) todas as plantas vendes são comestíveis. 10. A proposição 'É necessário que todo acontecimento tenha causa' é equivalente a (A) É possível que algum acontecimento não tenha causa. (B) Não é possível que algum acontecimento não tenha causa. (C) É necessário que algum acontecimento não tenha causa. (D) Não é necessário que todo acontecimento tenha causa. (E) É impossível que algum acontecimento tenha causa. 11. Continuando a sequência 47, 42, 37, 33, 29, 26, ... , temos (A) 21. (B) 22. (C) 23. (D) 24. (E) 25. 12. ' ... ó pensador crítico precisa ter uma tolerância e até predileção por estados cognitivos de conflito, em que o problema ainda não é total- mente compreendido. Se ele ficar aflito quando não sabe 'a resposta correta', essa ansiedade pode impedir a exploração mais completa do problema.' (David Canaher, Senso Crítico). O autor quer dizer que o pensador crítico (A) precisa tolerar respostas corretas. (B) nunca sabe a resposta correta. (C) precisa gostar dos estados em que não sabe a resposta correta. (D) que não fica aflito explora com mais dificuldades os problemas. (E) não deve tolerar estados cognitivos de conflito. 13. As rosas são mais baratas do que os lírios. Não tenho dinheiro suficiente para comprar duas dúzias de rosas. Logo, (A) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de rosas. (B) não tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de rosas. (C) não tenho dinheiro. suficiente para comprar meia dúzia de lírios. (D) não tenho dinheiro suficiente para comprar duas dúzias de lírios. (E) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de lírios. 14. Se você se esforçar, então irá vencer. Assim sendo, (A) seu esforço é condição suficiente para vencer. (B) seu esforço é condição necessária para vencer. (C) se você não se esforçar, então não irá vencer. (D) você vencerá só se se esforçar. (E) mesmo que se esforce, você não vencerá. 15. Se os tios de músicos sempre são músicos, então (A) os sobrinhos de não músicos nunca são músicos. (B) os sobrinhos de não músicos sempre são músicos. (C) os sobrinhos de músicos sempre são músicos. (D) os sobrinhos de músicos nunca são músicos. (E) os sobrinhos de músicos quase sempre são músicos. 16. O paciente não pode estar bem e ainda ter febre. O paciente está bem. Logo, o paciente (A) tem febre e não está bem. (B) tem febre ou não está bem. (C) tem febre. (D) não tem febre. (E) não está bem. INSTRUÇÃO: Utilize o texto a seguir para responder às questões de nº 17 e 18. "O primeiro impacto da nova tecnologia de aprendizado será sobre a educação universal. Através dos tempos, as escolas, em sua maioria, gastaram horas intermináveis tentando ensinar coisas que eram melhor aprendidas do que ensinadas, isto é, coisas que são aprendidas de forma comportamental e através de exercícios, repetição e feedback. Pertencem a esta categoria todas as matérias ensinadas no primeiro grau, mas também muitas daquelas ensinadas em estágios posteriores do processo educacio- nal. Essas matérias - seja ler e escrever, aritmética, ortografia, história, biologia, ou mesmo matérias avançadas como neurocirurgia, diagnóstico médico e a maior parte da engenharia - são melhor aprendidas através de programas de computador. O professor motiva, dirige, incentiva. Na verda- de, ele passa a ser um líder e um recurso. Na escola de amanhã os estudantes serão seus próprios instrutores, com programas de computador como ferramentas. Na verdade, quanto mais jovens forem os estudantes, maior o apelo do computador para eles e maior o seu sucesso na sua orientação e instrução. Historicamente, a escola de primeiro grau tem sido totalmente intensiva de mão-de-obra. A escola de primeiro grau de amanhã será fortemente intensiva de capital. Contudo, apesar da tecnologia disponível, a educação universal apre- senta tremendos desafios. Os conceitos tradicionais de educação não são mais suficientes. Ler, escrever e aritmética continuarão a ser necessários como hoje, mas a educação precisará ir muito além desses itens básicos. Ela irá exigir familiaridade com números e cálculos; uma compreensão básica de ciência e da dinâmica da tecnologia; conhecimento de línguas estrangeiras. Também será necessário aprender a ser eficaz como membro de uma organização, como empregado." (Peter Drucker, A sociedade pós- capitalista). 17. Para Peter Drucker, o ensino de matérias como aritmética, ortografia, história e biologia (A) deve ocorrer apenas no primeiro grau. (B) deve ser diferente do ensino de matérias como neurocirurgia e diagnóstico médico. (C) será afetado pelo desenvolvimento da informática. (D) não deverá se modificar, nas próximas décadas. (E) deve se dar através de meras repetições e exercícios.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 21 18. Para o autor, neste novo cenário, o computador (A) terá maior eficácia educacional quanto mais jovem for o estudante. (B) tende a substituir totalmente o professor em sala de aula. (C) será a ferramenta de aprendizado para os professores. (D) tende a ser mais utilizado por médicos. (E) será uma ferramenta acessória na educação. 19. Assinale a alternativa em que se chega a uma conclusão por um processo de dedução. (A) Vejo um cisne branco, outro cisne branco, outro cisne branco ... então todos os cisnes são brancos. (B) Vi um cisne, então ele é branco. (C) Vi dois cisnes brancos, então outros cisnes devem ser brancos. (D) Todos os cisnes são brancos, então este cisne é branco. (E) Todos os cisnes são brancos, então este cisne pode ser branco. 20. Cátia é mais gorda do que Bruna. Vera é menos gorda do que Bruna. Logo, (A) Vera é mais gorda do que Bruna. (B) Cátia é menos gorda do que Bruna. (C) Bruna é mais gorda do que Cátia. (D) Vera é menos gorda do que Cátia. (E) Bruna é menos gorda do que Vera. 21. Todo cavalo é um animal. Logo, (A) toda cabeça de animal é cabeça de cavalo. (B) toda cabeça de cavalo é cabeça de animal. (C) todo animal é cavalo. (D) nem todo cavalo é animal. (E) nenhum animal é cavalo. 22. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo, existem 17 alunos que não praticam futebol. O número de alunos da classe é (A) 30. (B) 35. (C) 37. (D) 42. (E) 44. INSTRUÇÃO: Utilize o texto a seguir para responder às questões de nº 23 e 24. "Os homens atribuem autoridade a comunicações de posições superio- res, com a condição de que estas comunicações sejam razoavelmente consistentes com as vantagens de escopo e perspectiva que são creditadas a estas posições. Esta autoridade é, até um grau considerável, independen- te da habilidade pessoal do sujeito que ocupa a posição. E muitas vezes reconhecido que, embora este sujeito possa ter habilidade pessoal limitada, sua recomendação deve ser superior pela simples razão da vantagem de posição. Esta é a autoridade de posição. Mas é óbvio que alguns homens têm habilidade superior. O seu conhe- cimento e a sua compreensão, independentemente da posição, geram respeito. Os homens atribuem autoridade ao que eles dizem, em uma organização, apenas por esta razão. Esta é a autoridade de liderança.' (Chester Barnard, The Functions of the Executive). 23. Para o autor, (A) autoridade de posição e autoridade de liderança são sinônimos. (B) autoridade de posição é uma autoridade superior à autoridade de liderança. (C) a autoridade de liderança se estabelece por características individu- ais de alguns homens. (D) a autoridade de posição se estabelece por habilidades pessoais superiores de alguns líderes. (E) tanto a autoridade de posição quanto a autoridade de liderança são ineficazes. 24. Durante o texto, o autor procura mostrar que as pessoas (A) não costumam respeitar a autoridade de posição. (B) também respeitam autoridade que não esteja ligada a posições hierárquicas superiores. (C) respeitam mais a autoridade de liderança do que de posição. (D) acham incompatíveis os dois tipos de autoridade. (E) confundem autoridade de posição e liderança. 25. Utilizando-se de um conjunto de hipóteses, um cientista deduz uma predição sobre a ocorrência de um certo eclipse solar. Todavia, sua predição mostra-se falsa. O cientista deve logicamente concluir que (A) todas as hipóteses desse conjunto são falsas. (B) a maioria das hipóteses desse conjunto é falsa. (C) pelo menos uma hipótese desse conjunto é falsa. (D) pelo menos uma hipótese desse conjunto é verdadeira. (E) a maioria das hipóteses desse conjunto é verdadeira. 26. Se Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial, então ele cometeu um grave delito. Mas Francisco não desviou dinheiro da campanha assistencial. Logo, (A) Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial. (B) Francisco não cometeu um grave delito. (C) Francisco cometeu um grave delito. (D) alguém desviou dinheiro da campanha assistencial. (E) alguém não desviou dinheiro da campanha assistencial. 27. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo, (A) se Rodrigo não é culpado, então ele não mentiu. (B) Rodrigo é culpado. (C) se Rodrigo não mentiu. então ele não é culpado. (D) Rodrigo mentiu. (E) se Rodrigo é culpado, então ele mentiu. 28. Continuando a sequência de letras F, N, G, M, H . . ..., ..., temos, respectivamente, (A) O, P. (B) I, O. (C) E, P. (D) L, I. (E) D, L. 29. Continuando a sequência 4, 10, 28, 82, ..., temos (A) 236. (B) 244. (C) 246. (D) 254. (E) 256. 30. Assinale a alternativa em que ocorre uma conclusão verdadeira (que corresponde à realidade) e o argumento inválido (do ponto de vista lógico). (A) Sócrates é homem, e todo homem é mortal, portanto Sócrates é mortal. (B) Toda pedra é um homem, pois alguma pedra é um ser, e todo ser é homem. (C) Todo cachorro mia, e nenhum gato mia, portanto cachorros não são gatos. (D) Todo pensamento é um raciocínio, portanto, todo pensamento é um movimento, visto que todos os raciocínios são movimentos. (E) Toda cadeira é um objeto, e todo objeto tem cinco pés, portanto algumas cadeiras tem quatro pés. 31. Cinco ciclistas apostaram uma corrida. • "A" chegou depois de "B". • "C" e "E" chegaram ao mesmo tempo. • "D" chegou antes de "B". • quem ganhou, chegou sozinho. Quem ganhou a corrida foi (A) A. (B) B. (C) C. (D) D. (E) E. Gabarito: 1-B; 2-A; 3-C; 4-E; 5-E; 6-B; 7-B; 8-D; 9-C; 10-B; 11-C; 12-C; 13-D; 14-A; 15-A; 16-D; 17-C; 18-A; 19-D; 20-D; 21-B; 22-E; 23-C; 24-B; 25-C; 26-E; 27-A; 28-D; 29-B; 30-E; 31-D. RACIOCÍNIO LÓGICO Os problemas seguintes requerem raciocínio para sua solução. A fim de provar que uma resposta é correta, uma vez encontrada, necessita-se de um raciocínio cujas premissas estejam contidas no enunciado do problema, e cuja conclusão seja a resposta ao mesmo. Se a resposta é correta, poder-se-á construir um raciocínio válido. 0 leitor é solicitado, ao trabalhar com estes problemas, a preocupar-se não só em encontrar as respostas corretas, mas em formular também os raciocínios que provem a correção das respostas.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 22 Daremos, a seguir, alguns exercícios resolvidos para que o candidato possa inteirar-se do funcionamento do assunto. Exercício 1 Assinale a alternativa que não faz parte do conjunto dado: a) São Paulo b) Campinas c) Porto Alegre d) Santos e) Franca Resposta: C – São Paulo, Campinas, Santos e Franca são cidades do Estado de São Paulo, ao passo que Porto Alegre não é cidade do nosso Estado. Exercício 2 Assinale o número que completa a sequência apresentada: 1, 3, 5, 7, 9, ... a) 13 b) 11 c) 15 d) 17 e) 19 Resposta: b – Os números 1, 3, 5, 7, 9 formam uma sequência, ou seja, a sequência dos números ímpares. Portanto, o próximo número é 11. Exercício 3 REAL está para BRASIL assim como DÓLAR está para ................. a) Estados Unidos b) França c) Canadá d) Austrália e) Alemanha Resposta – A - Real é a moeda brasileira e dólar é a moeda dos Estados Unidos. Exercício 4 O carro amarelo anda mais rapidamente do que o vermelho e este mais rapidamente que o azul. Qual o carro que está se movimentando com maior velocidade? a) o amarelo b) o azul c) o vermelho d) o vermelho e o azul e) impossível responder Resposta – A – Lendo direitinho o enunciado vemos claramente que o carro amarelo anda mais depressa. Exercício 5 Um tijolo pesa 1 quilo mais meio tijolo. Quanto pesam três tijolos? a) 5 kg b) 4 kg c) 4,5 kg d) 5,5 kg e) 3,5 kg Resposta C – Pelo enunciado, um tijolo pesa um quilo e meio. Portanto, três tijolos deverão pesar 3 x 1,5 = 4,5 kg. Enunciado para as próximas questões: Cinco moças estão sentadas na primeira fila da sala de aula: são Maria, Mariana, Marina, Marisa e Matilde. Marisa está numa extremidade e Marina na outra. Mariana senta-se ao lado de Marina e Matilde, ao lado de Marisa. Responda as perguntas: 6. Quantas estão entre Marina e Marisa? 7. Quem está no meio? 8. Quem está entre Matilde e Mariana? 9. Quem está entre Marina e Maria? 10. Quantas estão entre Marisa e Mariana? Se lermos direitinho o enunciado podemos concluir e fazer um desenho para ilustrar e assim responder a todas as perguntas: MARISA MATILDE MARIA MARIANA MARINA Respostas: 6. três 7. Maria 8. Maria 9. Mariana 10. duas Exercício 11 Qual o número que falta no quadro a seguir? 5 10 5 6 14 8 3 10 ...... Resposta: 7 – A soma dos extremos é o número central. 5 + 5 = 10 6 + 8 = 14 3 + 7 = 10 Exercício 12 Qual a palavra que não faz parte do grupo? a) LIVRO b) REVISTA c) JORNAL d) ENCICLOPÉDIA e) CARNE Resposta E – Os quatro primeiros são vendidos em livrarias e carne não. Exercício 13 ALTO está para BAIXO, assim como GRANDE está para ................. a) nanico b) baixinho c) pequeno d) gabiru e) mínimo Resposta: C – O contrário de grande é pequeno. Exercício 14 Assinale a alternativa que não tem as mesmas características das demais, quanto às patas: a) formiga b) aranha c) abelha d) traça e) borboleta Resposta – b – Aranha tem oito patas. As outras têm seis. Exercício 15 Assinale qual destes animais, cujos nomes estão ocultos entre as letras, é o menor: a) OSÃBI b) TOGA c) LIVAJA d) ATOR e) RAFAGI Resposta: D – RATO (as outras: bisão, gato, javali, girafa) Exercício 16 Escreva o número que falta: 20 17 14 ...... 8 5 Resposta: 11 20 – 3 = 17; 17 – 3 = 14; 14 – 3 = 11; 11 – 3 = 8; 8 – 3 = 5 Exercício 17 O vaqueiro está tocando as vaca numa estrada. Uma delas anda na frente de duas outras, uma anda entre duas e uma anda atrás de duas. Quantas eram as vacas? Resposta: 3 VACA VACA VACA
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 23 Exercício 18 Como dispor oito oitos de forma que a soma seja 1.000? Resposta: 888 + 88 + 8 + 8 + 8 = 1.000 Exercício 19 A mãe de Takada tem cinco filhos: Tanaco, Taneco, Tanico, Tanoco. Qual é o quinto filho? a) Tanuco b) Takuda c) Tanuka d) Takada Resposta: D – Takada. É claro que é Takada, que também é sua filha, de acordo com o enunciado do problema. Exercício 20 Sabendo-se que seis raposas, em seis minutos, comem seis galinhas, pergunta-se: Quantas raposas, em sessenta minutos, comem sessenta galinhas? Resposta: 6 raposas (é só fazer o cálculo). Exercício 21 Coloque a sílaba que completa a primeira palavra e começa a segunda e com ambas forma uma terceira. RE (........) TA Resposta: GA – REGA – GATA – REGATA Exercício 22 Assinale qual das marcas a seguir não é de carro: a) ROFD b) OLWVGASKNE c) VROCHETEL d) TONREMING e) TAIF Resposta: REMINGTON – é máquina de escrever e as outras marcas de automóvel (Ford, Volkswagen, Chevrolet, Fiat). Exercício 23 Complete o número que falta: 10 20 30 12 15 ....... 15 20 35 a) 27 b) 31 c) 33 d) 29 Resposta: a (12 + 15 = 27) Exercício 24 Ao medir uma vara verificou-se que ela tem 5 metros mais a metade de seu próprio comprimento. Qual o real comprimento da vara? a) 12 metros b) 10 metros c) 8 metros d) 16 metros Resposta: B Exercício 25 O pai do meu neto é o neto de meu pai. Quantas pessoas estão envolvidas nesse relacionamento de parentesco? Resposta: 4 Exercício 26 Um macaco caiu no fundo de um poço de 30 metros de profundidade. Em cada hora ele sobe 5 m e escorrega 4 m. Depois de quantas horas sairá do poço? a) 30 horas b) 24 horas c) 28 horas d) 26 horas Resposta: D – 26 horas Exercício 27 A sala tem quatro cantos. Cada canto tem um gato. Cada gato vê três gatos. Quantos gatos estão na sala: Resposta: 4 gatos. Exercício 28 Porque prefere o barbeiro carioca cortar o cabelo de dois capixabas a cortar o cabelo de um paulista? a) porque ganha o dobro do dinheiro b) porque paulista gosta de pedir desconto c) porque paulista gosta de dar o calote d) porque paulista não corta cabelo com carioca Resposta: A Exercício 29 Assinale o número que falta: 10 20 30 11 13 17 .... 33 47 Resposta: 21 (21 é a soma dos dois números superiores: 10 + 11 = 21). Exercício 30 Coloque a letra que falta: A C E G I ....... A resposta é K, pois as letras pulam de duas em duas. Sempre que aparecerem problemas com letras, deve-se levar em conta a letra K. Exercício 31 Escreva o número que falta: 50 45 40 35 .... 25 20 Resposta: 30 (os números decrescem de cinco em cinco). Exercício 32 Assinale o número que continua a sequência: 12 34 56 ...... a) 78 b) 76 c) 62 d) 98 Resposta: A (os números “pulam” de 22 cada vez: 12 + 22 = 34 etc.) Exercício 33 Para que haja uma representação teatral não pode faltar: a) palco b) bilheteria c) ator (ou atriz) d) auditório e) texto Resposta C – (é impossível uma representação teatral sem ator ou atriz). TESTES 01) Considere as afirmações: A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor diz a verdade; B) se Vítor diz a verdade, Helena não é uma boa amiga; C) se Helena não é uma boa amiga, Patrícia é uma boa amiga. A análise do encadeamento lógico dessas três afirmações permite concluir que elas: a) implicam necessariamente que Patrícia é uma boa amiga b) são consistentes entre si, quer Patrícia seja uma boa amiga, quer Patrícia não seja uma boa amiga c) implicam necessariamente que Vítor diz a verdade e que Helena não é uma boa amiga d) são equivalentes a dizer que Patrícia é uma boa amiga 02) Na questão, observe que há uma relação entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma relação deverá existir entre o terceiro grupo e um dos cinco grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que substitui corretamente o ponto de interrogação. Considere que a ordem alfabética adotada é a oficial e exclui as letras K, W e Y. CASA : LATA : : LOBO : ? a) SOCO b) TOCO c) TOMO d) VOLO
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 24 03) Uma das formas mais simples de argumentar consiste em duas frases, uma das quais é conclusão da outra, que é chamada premis- sa. Dentre as opções a seguir, assinale aquela em que a associação está correta. a) Premissa: Os exames finais devem ser extintos. Conclusão: Os exames finais dão muito trabalho a alunos e a profes- sores. b) Premissa: Os índios brasileiros eram culturalmente primitivos. Conclusão: Os índios brasileiros cultuavam vários deuses. c) Premissa: N é um número inteiro múltiplo de 6. Conclusão: N não é um número ímpar. d) Premissa: É possível que um candidato ganhe as eleições presiden- ciais. Conclusão: O tal candidato tem muitos eleitores no interior do país. 04) Em uma carpintaria há mestres-carpinteiros e aprendizes. Os mes- tres têm todos a mesma capacidade de trabalho. Os aprendizes, também. Se 8 mestres juntamente com 6 aprendizes têm a mesma capacidade de produção de 6 mestres juntamente com 10 aprendi- zes, a capacidade de um dos mestres, sozinho, corresponde à de: a) 2 aprendizes. b) 3 aprendizes. c) 4 aprendizes. d) 5 aprendizes. 05) Regina e Roberto viajaram recentemente e voltaram três dias antes do dia depois do dia de antes de amanhã. Hoje é terça-feira. Em que dia Regina e Roberto voltaram? a) Quarta-feira. b) Quinta-feira. c) Sexta-feira. d) Domingo. 06) Considere as seguintes afirmativas: I. Todas as pessoas inteligentes gostam de cinema; II. Existem pessoas antipáticas e inteligentes. Admitindo-se que as afirmações acima são corretas, pode-se concluir que: a) todas as pessoas que gostam de cinema são inteligentes. b) toda pessoa antipática é inteligente. c) podem existir pessoas antipáticas que não gostem de cinema. d) as afirmações a, b e c são todas falsas. 07) Considere uma pergunta e duas informações as quais assumiremos como verdadeiras. Pergunta: Entre João, Nuno e Luís, quem é o mais baixo? Informação 1: João é mais alto do que Luís. Informação 2: Nuno é mais alto do que Luís. Diante desses dados conclui-se que: a) a primeira informação, sozinha, é suficiente para que se responda corretamente à pergunta, e a segunda, insuficiente. b) a segunda informação, sozinha, é suficiente para que se responda corretamente à pergunta, e a primeira, insuficiente. c) as duas informações, em conjunto, são suficientes para que se responda corretamente à pergunta, e cada uma delas, sozinha, é in- suficiente. d) as duas informações, em conjunto, são insuficientes para que se responda corretamente à pergunta. 08) Se Lucia é pintora, então ela é feliz. Portanto: a) Se Lucia não é feliz, então ela não é pintora. b) Se Lucia é feliz, então ela é pintora. c) Se Lucia é feliz, então ela não é pintora. d) Se Lucia não é pintora, então ela é feliz. 09) Considere que, em um determinado instante, P passageiros aguar- davam seu voo em uma sala de embarque de certo aeroporto. Na primeira chamada embarcaram os idosos, que correspondiam à me- tade de P; na segunda, embarcaram as mulheres não idosas, cuja quantidade correspondia à metade do número de passageiros que haviam ficado na sala; na terceira, embarcaram alguns homens, em quantidade igual à metade do número de passageiros que ainda res- tavam na sala. Se, logo após as três chamadas, chegaram à sala mais 24 passageiros e, nesse momento, o total de passageiros na sala passou a ser a metade de P, então na: a) primeira chamada embarcaram 34 passageiros. b) primeira chamada embarcaram 36 passageiros. c) segunda chamada embarcaram 16 passageiros. d) segunda chamada embarcaram 18 passageiros. 10) Dizer que "André é artista ou Bernardo não é engenheiro" é logica- mente equivalente a dizer que: a) André é artista se e somente se Bernardo não é engenheiro. b) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro. c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro d) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista. 11) Um trapézio ABCD, com altura igual a h, possui bases AB = a e CD = b, com a > b. As diagonais deste trapézio determinam quatro triângu- los. A diferença entre as áreas dos triângulos que têm por bases AB e CD respectivamente e por vértices opostos a interseção das diago- nais do trapézio é igual a: a) (a + b)/2 b) (a + b)h/2 c) (a - b)h/2 d) (a - b)/2 12) Um psicólogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: João, Pedro, Paulo e José. Em um determinado dia, sua sessão foi realizada em uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa e com o psicólogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na mesa estava vago e este não estava perto do psicólogo. Dado esse cenário, pode-se afirmar, com certeza, que: a) o lugar vago estava perto do Paulo. b) o lugar vago estava perto do José. c) o lugar vago estava perto do João. d) o lugar vago estava perto do Pedro. 13) Se o jardim não é florido, então o gato mia. Se o jardim é florido, então o passarinho não canta. Ora, o passarinho canta. Logo: a) o jardim é florido e o gato mia b) o jardim é florido e o gato não mia c) o jardim não é florido e o gato mia d) o jardim não é florido e o gato não mia 14) Três amigas, Tânia, Janete e Angélica, estão sentadas lado a lado em um teatro. Tânia sempre fala a verdade; Janete às vezes fala a verdade; Angélica nunca fala a verdade. A que está sentada à es- querda diz: "Tânia é quem está sentada no meio". A que está senta- da no meio diz: "Eu sou Janete". Finalmente, a que está sentada à direita diz: "Angélica é quem está sentada no meio". A que está sen- tada à esquerda, a que está sentada no meio e a que está sentada à direita são, respectivamente: a) Janete, Tânia e Angélica b) Janete, Angélica e Tânia c) Angélica, Janete e Tânia d) Angélica, Tânia e Janete 15) Com a promulgação de uma nova lei, um determinado concurso deixou de ser realizado por meio de provas, passando a análise cur- ricular a ser o único material para aprovação dos candidatos. Neste caso, todos os candidatos seriam aceitos, caso preenchessem e en- tregassem a ficha de inscrição e tivessem curso superior, a não ser que não tivessem nascido no Brasil e/ou tivessem idade superior a 35 anos. José preencheu e entregou a ficha de inscrição e possuía curso superior, mas não passou no concurso. Considerando o texto acima e suas restrições, qual das alternativas abaixo, caso verdadei- ra, criaria uma contradição com a desclassificação de José? a) José tem menos de 35 anos e preencheu a ficha de inscrição corre- tamente. b) José tem mais de 35 anos, mas nasceu no Brasil. c) José tem menos de 35 anos e curso superior completo. d) José tem menos de 35 anos e nasceu no Brasil. 16) Se Beatriz não é mãe de Ana, é tia de Paula. Se Beatriz é irmã de Flávio, é mãe de Ana. Se Beatriz é mãe de Ana, não é irmã de Flá- vio. Se Beatriz não é irmã de Flávio, não é tia de Paula. Logo, Bea- triz: a) não é mãe de Ana, é irmã de Flávio e não é tia de Paula. b) é mãe de Ana, é irmã de Flávio e não é tia de Paula. c) não é mãe de Ana, é irmã de Flávio e é tia de Paula. d) é mãe de Ana, não é irmã de Flávio e não é tia de Paula.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 25 17) Em uma empresa, há 12 dirigentes de níveis hierárquicos distintos capacitados para a elaboração de determinado estudo: 5 diretores e 7 gerentes. Para isso, entre esses 12 dirigentes, 4 serão sorteados aleatoriamente para integrarem um grupo que realizará o referido es- tudo. A probabilidade de os 4 dirigentes sorteados serem do mesmo nível hierárquico está entre: a) 0,01 e 0,05. b) 0,06 e 0,10. c) 0,11 e 0,15. d) 0,16 e 0,20. 18) Estava olhando para o Norte. Girei 90º para a esquerda e passei, portanto, a olhar para o Oeste. Girei 180º e depois girei 45º à es- querda. Depois girei 90º à esquerda e, depois, 135º à direita. Passei, nesse momento, a olhar para o: a) Norte; b) Leste; c) Nordeste; d) Sudeste; 19) O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do castelo, e é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. Por outro lado, o conde encontrar a princesa é condição necessária e suficiente para o barão sorrir e é condição necessária para a duquesa ir ao jardim. O barão não sorriu. Logo: a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa. b) Se o duque não saiu do castelo, então o conde encontrou a princesa. c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a princesa. d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim. 20) Antônio, Bento, Ciro e Dorival são profissionais liberais. Um deles é advogado, outro é paisagista, outro é veterinário e outro é professor. Sabe-se que: o veterinário não é Antônio e nem Ciro; Bento não é veterinário e nem paisagista; Ciro não é advogado e nem paisagista. A conclusão correta quanto à correspondência entre carreira e pro- fissional está indicada em: a) advogado – Dorival b) paisagista - Dorival c) paisagista – Antônio d) advogado - Antônio 21) Um psicólogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: João, Pedro, Paulo e José. Em um determinado dia, sua sessão foi realizada em uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa e com o psicólogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na mesa estava vago e este não estava perto do psicólogo. Dado esse cenário, pode-se afirmar, com certeza, que: a) o lugar vago estava perto do Paulo. b) o lugar vago estava perto do José. c) o lugar vago estava perto do João. d) o lugar vago estava perto do Pedro. 22) Em um certo aeroporto, Ana caminhava à razão de um metro por segundo. Ao utilizar uma esteira rolante de 210 metros, que se mo- vimenta no mesmo sentido em que ela caminhava, continuou andan- do no mesmo passo. Ao chegar ao final da esteira, Ana verificou ter levado exatamente 1 minuto para percorrer toda a extensão da estei- ra. Se Ana não tivesse continuado a caminhar quando estava sobre a esteira, o tempo que levaria para ser transportada do início ao fim da esteira seria igual a: a) 1 minuto e 20 segundos. b) 1 minuto e 24 segundos. c) 1 minuto e 30 segundos. d) 1 minuto e 40 segundos. 23) Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de cinco suspeitos: Armando, Celso, Edu, Juarez e Tarso. Pergunta- dos sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu: Armando: "Sou inocente" Celso: "Edu é o culpado" Edu: "Tarso é o culpado" Juarez: "Armando Disse a verdade" Tarso: "Celso mentiu" Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir que o culpado é: a) Armando b) Celso c) Edu d) Tarso 24) Três amigos, Mário, Nilo e Oscar, juntamente com suas esposas, sentaram-se, lado a lado, à beira do cais, para apreciar o pôr-do-sol. Um deles é flamenguista, outro é palmeirense, e outro vascaíno. Sa- be-se, também, que um é arquiteto, outro é biólogo, e outro é cozi- nheiro. Nenhum deles sentou-se ao lado da esposa, e nenhuma pes- soa sentou-se ao lado de outra do mesmo sexo. As esposas cha- mam-se, não necessariamente nesta ordem, Regina, Sandra e Tâ- nia. O arquiteto sentou-se em um dos dois lugares do meio, ficando mais próximo de Regina do que de Oscar ou do que do flamenguista. O vascaíno está sentado em uma das pontas, e a esposa do cozi- nheiro está sentada à sua direita. Mário está sentado entre Tânia, que está à sua esquerda, e Sandra. As esposas de Nilo e de Oscar são, respectivamente: a) Regina e Sandra b) Tânia e Sandra c) Sandra e Tânia d) Regina e Tânia 25) Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”, então também será verdade que: a) todos não-artistas são não-atletas b) nenhum atleta é não-artista c) nenhum artista é não-atleta d) pelo menos um não-atleta é artista 26) Os advogados Clóvis, Rui e Raimundo trabalham em agências diferentes de um mesmo banco, denominadas Norte, Sul e Leste. Exercem, não necessariamente nesta ordem, suas funções nos seto- res de Financiamento, Cobrança e Ouvidoria. Sabe-se, ainda, que: • Clóvis e o advogado da Agência Leste não trabalham na Ouvidoria. • O advogado da Agência Norte não é Clóvis nem Rui. • Na Agência Sul, o advogado não trabalha na Ouvidoria nem no Financiamento. É possível concluir que: a) Clóvis trabalha no setor de Cobranças da Agência Norte. b) Rui, o advogado da Agência Leste, trabalha no setor de Ouvidoria. c) nem Raimundo, nem Rui trabalham no setor de Financiamento. d) nas Agências Sul e Norte, os advogados não trabalham com Finan- ciamento. 27) Uma grande empresa multinacional oferece a seus funcionários cursos de português, inglês e italiano. Sabe-se que 20 funcionários cursam italiano e inglês; 60 funcionários cursam português e 65 cur- sam inglês; 21 funcionários não cursam nem português nem italiano; o número de funcionários que praticam só português é idêntico ao número dos funcionários que praticam só italiano; 17 funcionários praticam português e italiano; 45 funcionários praticam português e inglês; 30, entre os 45, não praticam italiano. Com estas informações pode-se concluir que a diferença entre o total de funcionários da em- presa e o total de funcionários que não estão matriculados em qual- quer um dos cursos é igual a: a) 93 b) 83 c) 103 d) 113 28) Suponha que exista uma pessoa que só fala mentiras às terças, quartas e quintas-feiras, enquanto que, nos demais dias da semana, só fala a verdade. Nessas condições, somente em quais dias da se- mana seria possível ela fazer a afirmação "Eu menti ontem e também mentirei amanhã."? a) Terça e quinta-feira. b) Terça e sexta-feira. c) Quarta e quinta-feira. d) Quarta-feira e sábado. 29) Paulo, João, Beto, Marcio e Alfredo estão numa festa. Sabendo-se que cada um deles possui diferentes profissões: advogado, adminis- trador, psicólogo, físico e médico. Temos: o advogado gosta de con- versar com beto, Marcio e João, mas odeia conversar com o médico Beto joga futebol com o físico Paulo, Beto e marcio jogam vôlei com o administrador alfredo move uma ação trabalhista contra o médico. Podemos afirmar que Paulo é.... a) Paulo é o advogado, João é o administrador b) Alfredo é o advogado, Paulo é o médico. c) Marcio é o psicólogo, Alfredo é o médico d) Beto é o físico, Alfredo é o administrador
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 26 30) Considerando-se que todos os Gringles são Jirnes e que nenhum Jirnes é Trumps, a afirmação de que nenhum Trumps pode ser Grin- gles é: a) Necessariamente verdadeira. b) Verdadeira, mas não necessariamente. c) Necessariamente falsa. d) Falsa, mas não necessariamente. 31) Para entrar na sala da diretoria de uma empresa é preciso abrir dois cadeados. Cada cadeado é aberto por meio de uma senha. Cada senha é constituída por 3 algarismos distintos. Nessas condições, o número máximo de tentativas para abrir os cadeados é a) 518.400 b) 1.440 c) 720 d) 120 32) Uma companhia de ônibus realiza viagens entre as cidades de Corumbá e Bonito. Dois ônibus saem simultaneamente, um de cada cidade, para percorrerem o mesmo trajeto em sentido oposto. O ôni- bus 165 sai de Corumbá e percorre o trajeto a uma velocidade de 120 km/h. Enquanto isso, o 175 sai de Bonito e faz a sua viagem a 90 km/h. Considerando que nenhum dos dois realizou nenhuma pa- rada no trajeto, podemos afirmar que: I - Quando os dois se cruzarem na estrada, o ônibus 175 estará mais perto de Bonito do que o 165. II - Quando os dois se cruzarem na estrada, o ônibus 165 terá andado mais tempo do que o 175. a) Somente a hipótese (I) está errada. b) Somente a hipótese (II) está errada. c) Ambas as hipóteses estão erradas. d) Nenhuma das hipóteses está errada. 33) A hipotenusa de um triangulo retângulo mede 10 cm, e um de seus catetos mede 6 cm. A área deste triangulo é igual a: a) 24 cm2 b) 30 cm2 c) 40 cm2 d) 48 cm2 34) O menor complementar de um elemento genérico xij de uma matriz X é o determinante que se obtém suprimindo a linha e a coluna em que esse elemento se localiza. Uma matriz Y = yij, de terceira ordem, é a matriz resultante da soma das matrizes A = (aij) e B = (bij). Sabendo- se que (aij) = (i+j)2 e que bij = i2 , então o menor complementar do e- lemento y23 é igual a: a) 0 b) -8 c) -80 d) 8 35) Maria vai de carona no carro de sua amiga e se propõe a pagar a tarifa do pedágio, que é de R$ 3,80. Verificou que tem no seu porta- níqueis moedas de todos os valores do atual sistema monetário bra- sileiro, sendo: duas moedas do menor valor, três do maior valor e uma moeda de cada um dos outros valores. Sendo assim, ela tem o suficiente para pagar a tarifa e ainda lhe sobrarão: a) doze centavos. b) onze centavos. c) dez centavos. d) nove centavos. 36) Existem três caixas I, II e III contendo transistores. Um técnico cons- tatou que: se passasse 15 transistores da caixa I para a caixa II, esta ficaria com 46 transistores a mais do que a caixa I tinha inicialmente; se passasse 8 transistores da caixa II para a caixa III, esta ficaria com 30 transistores a mais do que a caixa II tinha inicialmente. Se o total de transistores nas três caixas era de 183, então o número inicial de transistores em: a) I era um número par. b) II era um número ímpar. c) III era um número menor que 85. d) I e III era igual a 119. 37) Para asfaltar 1 quilômetro de estrada, 30 homens gastaram 12 dias trabalhando 8 horas por dia, enquanto que 20 homens, para asfalta- rem 2 quilômetros da mesma estrada, trabalhando 12 horas por dia, gastam x dias. Calcule o valor de x. a) 30 b) 22 c) 25 d) 24 38) Uma circunferência sobre um plano determina duas regiões nesse mesmo plano. Duas circunferências distintas sobre um mesmo plano determinam, no máximo, 4 regiões. Quantas regiões, no máximo, 3 circunferências distintas sobre um mesmo plano podem determinar nesse plano? a) 4 b) 7 c) 5 d) 8 39) Luís é prisioneiro do temível imperador Ivan. Ivan coloca Luís à frente de três portas e lhe diz: “Atrás de uma destas portas encontra-se uma barra de ouro, atrás de cada uma das outras, um tigre feroz. Eu sei onde cada um deles está. Podes escolher uma porta qualquer. Feita tua escolha, abrirei uma das portas, entre as que não escolhes- te, atrás da qual sei que se encontra um dos tigres, para que tu mesmo vejas uma das feras. Aí, se quiseres, poderás mudar a tua escolha”. Luís, então, escolhe uma porta e o imperador abre uma das portas não-escolhidas por Luís e lhe mostra um tigre. Luís, após ver a fera, e aproveitando-se do que dissera o imperador, muda sua es- colha e diz: “Temível imperador, não quero mais a porta que escolhi; quero, entre as duas portas que eu não havia escolhido, aquela que não abriste”. A probabilidade de que, agora, nessa nova escolha, Lu- ís tenha escolhido a porta que conduz à barra de ouro é igual a: a) 1/2. b) 1/3. c) 2/3. d) 2/5. 40) Num concurso para preencher uma vaga para o cargo de gerente administrativo da empresa M, exatamente quatro candidatos obtive- ram a nota máxima. São eles, André, Bruno, Célio e Diogo. Para de- cidir qual deles ocuparia a vaga, os quatro foram submetidos a uma bateria de testes e a algumas entrevistas. Ao término dessa etapa, cada candidato fez as seguintes declarações: André declarou: Se Diogo não foi selecionado, então Bruno foi selecionado. Bruno declarou: André foi selecionado ou eu não fui selecionado. Célio declarou: Se Bruno foi selecionado, então eu não fui sele- cionado. Diogo declarou: Se André não foi selecionado, então Célio foi. Admitindo-se que, das quatro afirmações acima, apenas a declara- ção de Diogo seja falsa, é correto concluir que o candidato selecio- nado para preencher a vaga de gerente administrativo foi: a) Célio b) André c) Bruno d) Diogo 41) Os 61 aprovados em um concurso, cujas notas foram todas distintas, foram distribuídos em duas turmas, de acordo com a nota obtida no concurso: os 31 primeiros foram colocados na turma A e os 30 se- guintes na turma B. As médias das duas turmas no concurso foram calculadas. Depois, no entanto, decidiu-se passar o último colocado da turma A para a turma B. Com isso: a) A média da turma A melhorou, mas a da B piorou. b) A média da turma A piorou, mas a da B melhorou. c) As médias de ambas as turmas melhoraram. d) As médias de ambas as turmas pioraram. 42) Chama-se tautologia a toda proposição que é sempre verdadeira, independentemente da verdade dos termos que a compõem. Um e- xemplo de tautologia é: a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é gordo c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Guilherme é gordo d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é alto e Guilherme é gordo 43) Na Consoantelândia, fala-se o consoantês. Nessa língua, existem 10 letras: 6 do tipo I e 4 do tipo II. As letras do tipo I são: b, d, h, k, l, t. As letras do tipo II são: g, p, q, y. Nessa língua, só há uma regra de acentuação: uma palavra só será acentuada se tiver uma letra do tipo II precedendo uma letra do tipo I. Pode-se afirmar que: a) dhtby é acentuada. b) pyg é acentuada. c) kpth não é acentuada. d) kydd é acentuada.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 27 44) A seção "Dia a dia", do Jornal da Tarde de 6 de janeiro de 1996, trazia esta nota:"Técnicos da CETESB já tinham retirado, até o fim da tarde de ontem, 75 litros da gasolina que penetrou nas galerias de águas pluviais da Rua João Boemer, no Pari, Zona Norte. A gasolina se espalhou pela galeria devido ao tombamento de um tambor num posto de gasolina desativado." De acordo com a nota, a que conclusão se pode chegar a respeito da quantidade de litros de gasolina vazada do tambor para as galerias pluviais? a) Corresponde a 75 litros. b) É menor do que 75 litros. c) É maior do que 75 litros. d) É impossível ter qualquer ideia a respeito da quantidade de gasolina. 45) Certo dia, durante o expediente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, três funcionários Antero, Boris e Carmo executaram as tarefas de arquivar um lote de processos, protocolar um lote de do- cumentos e prestar atendimento ao público, não necessariamente nesta ordem. Considere que: - cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas; - todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as pessoas atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades: Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia, não respectivamente; - Antero arquivou os processos; - os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte; - a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlândia. Nessas condições, é correto afirmar que: a) Carmo protocolou documentos. b) a tarefa executada por Boris era procedente de Belo Horizonte. c) Boris atendeu às pessoas procedentes de Uberaba. d) as pessoas atendidas por Antero não eram procedentes de Uberaba. 46) Se Rasputin não tivesse existido, Lenin também não existiria. Lenin existiu. Logo, a) Lenin e Rasputin não existiram. b) Lenin não existiu. c) Rasputin existiu. d) Rasputin não existiu. 47) Assinale a alternativa correspondente ao número de cinco dígitos no qual o quinto dígito é a metade do quarto e um quarto do terceiro dí- gito. O terceiro dígito é a metade do primeiro e o dobro do quarto. O segundo dígito é três vezes o quarto e tem cinco unidades a mais que o quinto. a) 17942 b) 25742 c)c65384 d)c86421 48) De quantos modos é possível formar um subconjunto, com exata- mente 3 elementos, do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6} no qual NÃO haja elementos consecutivos? a) 4 b) 6 c) 8 d) 18 49) Se todos os jaguadartes são momorrengos e todos os momorrengos são cronópios então pode-se concluir que: a) É possível existir um jaguadarte que não seja momorrengo. b) É possível existir um momorrengo que não seja jaguadarte. c) Todos os momorrengos são jaguadartes. d) É possível existir um jaguadarte que não seja cronópio. 50) Em uma urna temos 3 bolas azuis, cada uma com 5 cm³ de volume, 3 cubos pretos, cada um com 2 cm³ de volume e 1 cubo azul de 3 cm³ de volume. Retirando-se quatro objetos da urna, sem reposição, necessariamente um deles: a) terá volume menor do que 3 cm³. b) terá volume maior do que 3 cm³. c) será uma bola. d) será azul. RESPOSTAS TESTE DE HABILIDADE VERBAL 1) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que se relaciona com as demais. PARA LAVAR (..............) DE GUERRA 2) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira e inicia a segunda . DE (..............) NEL 3) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. B O U F E T L C E T S O L O B V I L O B L O L I V E R O I R 4) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite os seguintes prefi- xos, formando palavras correntes da língua. 5) Escreva, dentro do parêntese, a palavra sinônima das demais. RE- PREENSÃO (..............) CACHIMBO 6) Escreva a sílaba que completa a primeira palavra, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. B R E (..............) D A 7) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. G I O S Á M I S N A ACERÁ C O E R F 8) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que precede as demais, constituindo-se com elas unidades semânticas. DA RUA DA CARA (................) D`GUA DE- PEIXE 9) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que se relaciona com as duas outras. RECENTE (...............) NOTÍCIA 10) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. AR (...............) R 11) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. F R N A Ê C S N Ê G L S I O R G E L I Ó S E A H P N O L 12) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que precede as demais, constituindo-se com elas unidades semânticas. - CIVIL - LIVRO (..............) - ROUPA - CHUVA 13) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira . C (..............) DO Conceito: peça do vestuário. 14) Escreva, dentro do parêntese, a palavra sinônima das duas outras. FISIONOMIA (..............) VENTO 15) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. T R O A T R S Ô C A B L O H C A A B I O S C T O I T G R I E 1. B 2. B 3. C 4. A 5. D 6. C 7. C 8. A 9. C 10. D 11. C 12. A 13. C 14. B 15. D 16. D 17. B 18. B 19. C 20. C 21. A 22. B 23. D 24. C 25. D 26. D 27. A 28. A 29. B 30. A 31. B 32. C 33. A 34. C 35. A 36. D 37. D 38. D 39. C 40. D 41. C 42. A 43. D 44. C 45. B 46. C 47. D 48. A 49. A 50. D
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 28 16) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da língua. 17) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. R E (..............) T E R Conceito: voltar 18) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. A R C O V A J E N A L S O R A A M A G R I D A R í L O R I 19) Escreva, dentro do parêntese,- a palavra que tem o mesmo significa- do que as duas outras. U N E (..............) R E S I D Ê N C I A 20) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde às duas outras. INSETO (..............) ALVO DE TIRO 21) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que significa as duas outras. INSTRUMENTO DE DESENHO (........) RITMO 22) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. B (................) C O Conceito final: flutua 23) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. M D É I O C E T I S N D A T E M B R O S T E V O D A A G O D 24) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da língua. 25) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda, e com ambas forma uma terceira. A L (..............) C E 26) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que tem o mesmo significado que as duas outras. POESIA (..............) ATRÁS. 27) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da língua, 28) Assinale a palavra que não tem relação com as demais. A B R Í L A S I E C F I E R C R T U I I A B T O S P E E R 29) Escreva, dentro do parêntese, o termo que completa a primeira pala- vra, inicia a segunda, e com ambas formas uma terceira. A T O R (..............) D O R. 30) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos formando com eles palavras correntes da língua. 31) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. A L C R A I E A I M C E T N O Ó V I T R A I 32) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. D E S (..............) R. Conceito final: separar 33) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. Z E R C I U O R L I A B R N T A E R A Z U D L Ó R A P E T S E A 34) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos formando com eles palavras correntes da língua. 35) Escreva, dentro do parêntese, o termo que completa a primeira palavra, inicia a segunda e forma com ambas uma terceira. L (..............) R Conceito final: justiçar 36) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde as duas outras, T A B A C O (..............) L U T O 37) Escreva, dentro parêntese, o termo.que admite esses prefixos for- mando com eles palavras correntes da língua 38) Assinale o nome que não se relaciona com os demais. U E C L I D E S A D C N U H A O W S L A O D C Z R U U H M B R E O T E D A C P O M S A M D O H A C E D S I S A S 39) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde às duas outras. ANIMAL (..............) CALOURO 40) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e, com ambas, forma uma terceira. T R A N S (..........) T E
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 29 RESPOSTA DO TESTE DE HABILIDADE VERBAL 1 TANQUE. 2 CORO. 3 LIVREIRO.(As demais palavras referem-se a esportes: futebol, cestobol, volibol). 4 UMA. 5 PITO. 6 CA. 7 COFRE. (Todas as demais palavras referem-se a Estados do Brasil: Minas,Goiás, Ceará). 8 OLHO. 9 NOVA. 10 RASA. 11 RELÓGIO. (As demais palavras referem-se a nacionalidades: fran- cês, inglês espanhol). 12 GUARDA. 13 ALÇA. 14 AR. 15 TIGRE ou (GRITE) (As demais palavras correspondem a alimentos: rosca bolacha, biscoito, torta). 16. ORA. 17. VER. 18. JANELA. (As demais palavras correspondem a flores: cravo, rosa, margarida, lírio). 19. CASA. 20. MOSCA. 21 COMPASSO. 22. AR. 23. SETEMBRO. (As demais palavras correspondem a profissões: médico, dentista, advogado). 34. ELA. 25. FA. 26. VERSO. 27. ATO. 28. ESPERTO. (As demais palavras correspondem a capitais: Brasília, Recife, Curitiba). 29. DOA. 30. EIA. 31 VITÓRIA. (As demais palavras correspondem a material de constru- ção: cal, areia, cimento). 32 LIGA. 33 NATUREZA. (As demais palavras correspondem a moedas: cruzeiro, libra, dólar, peseta). 34 ACA. 35 INCHA. 36 FUMO. 37 AMA. 38 OSWALDO CRUZ. (Célebre como médico sanitarista; os demais são homens de letras, escritores: Euclides da Cunha, Machado de Assis, Humberto de Campos). 39 BICHO. 40 POR. TESTE DE HABILIDADE NUMÉRICA 1) Escreva o número que falta. 18 20 24 32 ? 2) Escreva o número que falta. 3) Escreva o número que falta. 212 179 146 113 ? 4) Escreva o número que falta. 5) Escreva o número que falta. 6 8 10 11 14 14 ? 6) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 17 (112) 39 28 ( . . . ) 49 7) Escreva o número que falta. 7 13 24 45 ? 8) Escreva o número que falta. 3 9 3 5 7 1 7 1 ? 9) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 234 (333) 567 345 (. . .) 678 10) Escreva o número que falta. 11) Escreva o número que falta. 4 5 7 11 19 ? 12) Escreva o número que falta. 6 7 9 13 21 ? 13) Escreva o número que falta. 4 8 6 6 2 4 8 6 ? 14) Escreva o número que falta. 64 48 40 36 34 ? 15) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 718 (26) 582 474 (. . .) 226 16) Escreva o número que falta. 17) Escreva o número que falta. 15 13 12 11 9 9 ?
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 30 18) Escreva o número que falta. 9 4 1 6 6 2 1 9 ? 19) Escreva o número que falta. 11 12 14 ? 26 42 20) Escreva o número que falta. 8 5 2 4 2 0 9 6 ? 21) Escreva o número que falta. 22) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 341 (250) 466 282 (. . .) 398 23) Escreva o número que falta. 24) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 12 (336) 14 15 (. . .) 16 25) Escreva o número que falta. 4 7 6 8 4 8 6 5 ? 26) Escreva o número que falta. 7 14 10 12 14 9 ? 27) Escreva o número que falta. 28) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 17 (102) 12 14 (. . .) 11 29) Escreva o número que falta. 172 84 40 18 ? 30) Escreva o número que falta. 1 5 13 29 ? 31) Escreva o número que falta. 32) Escreva o número que falta. 33) Escreva o número que falta. 0 3 8 15 ? 34) Escreva o número que falta. 1 3 2 ? 3 7 35) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 447 (336) 264 262 (. . .) 521 36) Escreva o número que falta. 4 7 9 11 14 15 19 ? 37) Escreva o número que falta. 3 7 16 6 13 28 9 19 ? 38) Escreva o número que falta. 39) Escreva os números que faltam. 40) Escreva o número que falta. 41) Escreva, dentro do parêntese e fora deste os números que faltam. 9 (45) 81 8 (36) 64 10 (. . ) ? 42) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 643 (111) 421 269 (. . .) 491 43) Escreva o número que falta.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 31 44) Escreva o número que falta. 45) Escreva o número que falta. 46) Escreva o número que falta. 7 19 37 61 ? 47) Escreva o número que falta. 48) Escreva o número que falta. 49) Escreva o número que falta. 857 969 745 1193 ? 50) Escreva o número que falta. 5 41 149 329 ? TESTE DE HABILIDADE VÍSUO-ESPACIAL 1) Assinale a figura que não tem relação* com as demais. 2) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 3) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 4) Escolha, dentre as numeradas, a figura que corresponde à incógnita. 5) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 6) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 7) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 8) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 9) Assinale a figura que não tem relação com as demais. * Não ter relação no sentido de não conservar as mesmas relações com as demais, por questão de detalhe, posição etc. 10) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 11) Assinale a figura que não tem relação com as demais.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 32 12) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 13) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 14) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 15) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 16) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 17) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 18) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 19) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 20) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 21) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 22) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 23) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 24) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 25) Assinale afigura que não tem relação com es demais. 26) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 27) Assinale a figura que não tem relação com as demais.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 33 28) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 29) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 30) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 31) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 32) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 33) Assinale as figuras que não têm relação com as demais. 34) Assinale as duas figuras que não tem relação com as demais. 35) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 36) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 37) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 38) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 39) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 34 40) Assinale as figuras que não têm relação com as demais. 41) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 42) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 43) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 44) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais. 45) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais. 46) Assinale as duas figuras que não têm relação com as demais. 47) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais. 48) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais. 49) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 35 50) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. TESTE DE HABILIDADE NUMËRICA - Respostas 1 48. (Some 2, 4, 8 e, finalmente 16). 2 24. (No sentido contrário aos ponteiros do relógio, os números aumen- tam em 2, 3, 4, 5 e 6). 3 80. (Subtraia 33 de cada número). 4 5. (Os braços para cima se somam e os para baixo se subtraem, para obter o número da cabeça). 5 18. (Existem duas séries alternadas, uma que aumenta de 4 em 4 e a outra de 3 em 3). 6 154. (Some os números de fora do parêntese e multiplique por 2). 7 86. (Multiplique o número por dois e subtraia 1, 2, 3 e 4). 8 3. (Subtraia os números das duas primeiras colunas e divida por 2). 9 333. (Subtraia o número da esquerda do número da direita para obter o número inserto no parêntese). 10 5. (O número da cabeça é igual a semi--soma dos números dos pés). 11 35. (A série aumenta em 1, 2, 4, 8 e 16 unidades sucessivamente). 12 37. (Multiplique cada termo por 2 e subtraia 5 para obter o seguinte). 13 7. (Os números da terceira coluna são a semi-soma dos números das outras duas colunas). 14 33. (A série diminui em 16, 8, 4, 2 e 1 sucessivamente). 15 14. (Some os números de fora do parêntese e divida por 50 para obter o número inserto no mesmo). 16 3. (No sentido dos ponteiros do relógio, multiplique por 3). 17 6. (Existem duas séries alternadas: uma diminui de 3 em 3; a outra de 2 em 2). 18 4. (Cada fileira soma 14). 19 18. (Dobre cada termo e subtraia 10 para obter o seguinte). 20 3. (Os números diminuem em saltos iguais, 3 na primeira fileira, 2 na segunda e 3 na terceira). 21 18. (Os números são o dobro de seus opostos diametralmente). 22 232. (Subtraia a parte esquerda da parte direita e multiplique o resul- tado por dois). 23 21. (Os números aumentam em intervalos de 2, 4, 6 e 8). 24 480. (O número inserto no parêntese é o dobro do produto dos núme- ros de fora do mesmo). 25. 2. (A terceira coluna é o dobro da diferença entre a primeira e a se- gunda). 26 19. (Existem duas séries, uma aumenta de 3, 4 e 5; a outra diminui de 2 e 3 sucessivamente). 27 3. (Subtraia a soma da segunda e da quarta patas da soma da primei- ra e terceira patas para obter o número da cauda). 28 77. (O número inserto no parêntese é a metade do produto dos núme- ros de fora do parêntese). 29 7. (Divida por dois cada número e subtraia 2 para obter o termo se- guinte). 30 61. (Some o dobro da diferença entre os números sucessivos a cada um, para obter o seguinte). 31 11. (Multiplique por dois cada número e some 1 para obter o número do setor oposto). 32 46. (Junte 1 a cada número e logo multiplique-o por dois para obter o número seguinte). 33 24. (A série aumenta em 3, 5, 7 e 9). 34 5. (Existem duas séries alternadas; uma que aumenta de 2 em 2 e outra que aumenta de 1 em 1). 35 518. (O número inserto no parêntese é o dobro da diferença dos números que estão fora do mesmo), 36 19. (Há duas séries alternadas; uma que aumenta de 5 em 5 e outra que aumenta de 4 em 4). 37 40. (Os números da segunda coluna se formam tomando os da pri- meira, multiplicando-os por 2 e juntando 1; os da terceira coluna, to- mando os da segunda, multiplicando-os por 2 e juntando 2. Assim: [2 x 19] + 2 = 40). 38 3. (Subtraia a soma dos números das pernas, da soma dos números dos braços para obter o número da cabeça). 39 (Os numeradores aumentam de 3,4, 5 e 6, enquanto que os denominadores aumentam de 4, 5, 6 e 7). 40 152. (Multiplique cada número por 2 e some 2, 3, 4, 5 e 6). 41 55 e 100. (O número procurado atrás do parêntese é igual ao quadra- do do número diante do parêntese. O número inserto no parêntese é igual à semi--soma dos números de fora do mesmo). 42 111 (O número inserto no parêntese é a metade da diferença dos números de fora do parêntese). 43 66. (Multiplique por 2 o número precedente, no sentido dos ponteiros do relógio e subtraia 2). 44 179. (Cada número se obtém multiplicando por dois o precedente e juntando-se 1, 3, 5, 7 e finalmente 9). 45 6. (Há duas séries alternadas. Cada uma se eleva ao quadrado e se soma um 2 constante). A primeira é: O 3 6 9 Quadrado; O 9 36 81 Mais dois: 2 11 38 83 A segunda é 5 4 3 2 Quadrado: 25 16 9 4 Mais dois: 27 18 11 6 46 91. (Some 1 ao primeiro número (7+1 = 8), junte esta soma ao segun- do número (8 + 19 = 27) e seguir até que se obtenha: (125 +o número que falta = ?).
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico A Opção Certa Para a Sua Realização 36 As somas obtidas até aqui formam a série 1, 8, 27, 64, 125 que são os cubos 1, 2, 3, 4 e 5. Para completar a série, tome-se o cubo de 6 que é = 216). Assim, [125.+ ? = 216]. 47 64. (Os números e respectivos quadrados ficam em setores opostos). 48 6. (Some todos os números que se acham nos ângulos dos triângulos e subtraia os que estão fora. Obtém-se, assim, o número do círculo). 49 297. (A diferença se multiplica por dois cada vez, e se soma ou se subtrai alternadamente dos números sucessivos). 50 581. (Começar a série: 0 2 4 6 8 Multiplicar por 3 O 6 12 18 24 Elevar ao quadrado: O 36 144 324 576 Somar 5: 5 41 149 329 581). TESTE DE HABILIDADE VÍSUO – ESPACIAL Respostas 1 4. (Todas as outras figuras podem inverterem-se sem qualquer dife- rença). 2 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 3 4 . (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 4 1. (A figura principal gira 180° e o círculo pequeno passa para o outro lado). 5 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 6. 4. (A figura gira 90° cada vez, em sentido contrário aos ponteiros do relógio, exceto a 4 que gira no sentido dos mencionados ponteiros). 7 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 8 4. (A figura gira 90° cada vez em sentido contrário aos ponteiros do relógio, exceto o 4 que gira no mesmo sentido dos mencionados pon- teiros). 9 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem no plano do papel). 10 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 11 3. (As outras três figuras são esquemas de urna mão esquerda; a de n.° 3 é o esquema de urna mão direita). 12 3. (A figura gira 45° cada vez em sentido contrário aos ponteiros do relógio, porém o sombreado preto avança urna posição a mais, exceto em 3, que é, portanto, a figura que não corresponde as demais). 13 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 14 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 15 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 16 5. (O conjunto completo de 4 círculos gira num ângulo de 90° cada vez. Em 5 os círculos com + e o com x trocaram suas posições. Em todas as demais figuras o + está na mesma fileira que o círculo preto). 17 6. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 18 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 19 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 20 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 21 5. (1 e 3, e 2 e 4 são duplas que podem se sobreporem girando 45°. A figura 5 não pode sobrepor-se porque a cruz e o círculo interio- res ficariam em posição diferente). 22 4. (Os setores preto, branco ou hachur giram em sentido contrário aos ponteiros do relógio; na figura 4 os setores branco e hachur estão em posição diferente). 23 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 24 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 25 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 26 3. (1 e 4 formam urna dupla e o mesmo ocorre com 2 e 5. Em cada dupla os retângulos preto e hachur alternam sua posição; a figura 3 tem o sombreado em posição diferente). 27 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 28 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 29 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 30 3. (A figura principal gira no sentido dos ponteiros do relógio; a seta, no sentido contrário). 31 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 32 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 33 1 e 2. (As outras figuras podem girar até se sobreporem; 1 e 2 não o podem). 2 e 5. (As outras figuras podem girar até se sobreporem; 2 e 5 não o po- dem). 35 2. (A figura principal gira 90° no sentido contrário aos ponteiros do relógio junto com as figuras pequenas, que por sua vez trocam por sua oposta após o giro; isto é, as da parte superior passam para a ba- se e as da base a parte superior) . 36 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 37 3. (Todas as outras figuras seguem a regra de que o desenho comple- to gira 90° cada vez; na figura 3 o sombreado gira incorretamente). 38 3, (A figura principal gira 180° (de cima para baixo) e as três listras pretas passaram a ser duas; as três pequenas alteram sua posição passando a contígua em sentido contrário aos ponteiros do relógio). 39 1, 3 e 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 40 3 e 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 41 2. (O que na primeira figura é redondo torna-se quadrado; o que aponta para cima passa a apontar para baixo). 42 7. (Todas as figuras podem girar até se sobreporem). 43 3. (As figuras superior e inferior alteram suas posições; a figura interi- or superior permanece; porém o sombreado da figura da base troca com o da parte não sombreada. Os contornos da direita e esquerda da figura principal alternam sua posição). 44 5, 6 e 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 45 2, 6 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 46 1 e 4. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 47 1, 6 e 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 48 1, 6 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 49 2, 3 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 50 2. (O sombreado passa das figuras exteriores as interiores e vice- versa; a posição — vertical ou horizontal — permanece constante). Testes extraídos de: FAÇA SEU TESTE - Volumes 1 a 7 Editora Mestre Jou - São Paulo
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 1 1 Fundamentos da organização dos Poderes e do Distrito Federal. Art. 1º O Distrito Federal, no pleno exercício de sua autonomia política, administrativa e financeira, observados os princípios constitucionais, reger- se-á por esta Lei Orgânica. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. Art. 2º O Distrito Federal integra a união indissolúvel da República Fe- derativa do Brasil e tem como valores fundamentais: I – a preservação de sua autonomia como unidade federativa; II – a plena cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político. Parágrafo único. Ninguém será discriminado ou prejudicado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, características genéticas, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, orientação sexual, deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, por ter cumprido pena, nem por qualquer particularidade ou condi- ção, observada a Constituição Federal. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 65, de 2013.) Art. 3º São objetivos prioritários do Distrito Federal: I – garantir e promover os direitos humanos assegurados na Constitui- ção Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – assegurar ao cidadão o exercício dos direitos de iniciativa que lhe couberem, relativos ao controle da legalidade e legitimidade dos atos do Poder Público e da eficácia dos serviços públicos; III – preservar os interesses gerais e coletivos; IV – promover o bem de todos; V – proporcionar aos seus habitantes condições de vida compatíveis com a dignidade humana, a justiça social e o bem comum; VI – dar prioridade ao atendimento das demandas da sociedade nas áreas de educação, saúde, trabalho, transporte, segurança pública, mora- dia, saneamento básico, lazer e assistência social; VII – garantir a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; VIII – preservar sua identidade, adequando as exigências do desenvol- vimento à preservação de sua memória, tradição e peculiaridades; IX – valorizar e desenvolver a cultura local, de modo a contribuir para a cultura brasileira; X – assegurar, por parte do Poder Público, a proteção individualizada à vida e à integridade física e psicológica das vítimas e das testemunhas de infrações penais e de seus respectivos familiares; (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 6, de 1996.) XI – zelar pelo conjunto urbanístico de Brasília, tombado sob a inscri- ção nº 532 do Livro do Tombo Histórico, respeitadas as definições e crité- rios constantes do Decreto nº 10.829, de 2 de outubro de 1987, e da Porta- ria nº 314, de 8 de outubro de 1992, do então Instituto Brasileiro do Patri- mônio Cultural – IBPC, hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 12, de 1996.) Art. 4º É assegurado o exercício do direito de petição ou representa- ção, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância. Art. 5º A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, medi- ante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular. 2 Organização do Distrito Federal. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 6º Brasília, Capital da República Federativa do Brasil, é a sede do governo do Distrito Federal. Art. 7º São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o brasão. Parágrafo único. A lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor so- bre seu uso no território do Distrito Federal. Art. 8º O território do Distrito Federal compreende o espaço físico- geográfico que se encontra sob seu domínio e jurisdição. Art. 9º O Distrito Federal, na execução de seu programa de desenvol- vimento econômico-social, buscará a integração com a região do entorno do Distrito Federal. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO DISTRITO FEDERAL Art. 10. O Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à descentralização administrativa, à utilização racional de recur- sos para o desenvolvimento socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida. § 1º A lei disporá sobre a participação popular no processo de escolha do Administrador Regional. § 2º A remuneração dos Administradores Regionais não poderá ser superior à fixada para os Secretários de Estado do Distrito Federal. (Pará- grafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) § 3º A proibição de que trata o art. 19, § 8º, aplica-se à nomeação de administrador regional. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) Art. 11. As Administrações Regionais integram a estrutura administrati- va do Distrito Federal. Art. 12. Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conse- lho de Representantes Comunitários, com funções consultivas e fiscaliza- doras, na forma da lei. Art. 13. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá me- diante lei aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL Art. 14. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, cabendo-lhe exercer, em seu territó- rio, todas as competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal. Seção I Da Competência Privativa Art. 15. Compete privativamente ao Distrito Federal: I – organizar seu Governo e Administração; II – criar, organizar ou extinguir Regiões Administrativas, de acordo com a legislação vigente; III – instituir e arrecadar tributos, observada a competência cumulativa do Distrito Federal; IV – fixar, fiscalizar e cobrar tarifas e preços públicos de sua compe- tência; V – dispor sobre a administração, utilização, aquisição e alienação dos bens públicos;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 2 VI – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; VII – manter, com a cooperação técnica e financeira da União, progra- mas de educação, prioritariamente de ensino fundamental e pré-escolar; VIII – celebrar e firmar ajustes, consórcios, convênios, acordos e deci- sões administrativas com a União, Estados e Municípios, para execução de suas leis e serviços; IX – elaborar e executar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual; X – elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, a Lei de Uso e Ocupação do Solo e Planos de Desenvolvimento Local, para promover adequado ordenamento territorial, integrado aos valores ambien- tais, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) XI – autorizar, conceder ou permitir, bem como regular, licenciar e fis- calizar os serviços de veículos de aluguéis; XII – dispor sobre criação, transformação e extinção de cargos, empre- gos e funções públicas; XIII – dispor sobre a organização do quadro de seus servidores; insti- tuição de planos de carreira, na administração direta, autarquias e funda- ções públicas do Distrito Federal; remuneração e regime jurídico único dos servidores; XIV – exercer o poder de polícia administrativa; XV – licenciar estabelecimento industrial, comercial, prestador de ser- viços e similar ou cassar o alvará de licença dos que se tornarem danosos ao meio ambiente, à saúde, ao bem-estar da população ou que infringirem dispositivos legais; XVI – regulamentar e fiscalizar o comércio ambulante, inclusive o de papéis e de outros resíduos recicláveis; XVII – dispor sobre a limpeza de logradouros públicos, remoção e des- tino do lixo domiciliar e de outros resíduos; XVIII – dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios; XIX – dispor sobre apreensão, depósito e destino de animais e merca- dorias apreendidas em decorrência de transgressão da legislação local; XX – disciplinar e fiscalizar, no âmbito de sua competência, competi- ções esportivas, espetáculos, diversões públicas e eventos de natureza semelhante, realizados em locais de acesso público; XXI – dispor sobre a utilização de vias e logradouros públicos; XXII – disciplinar o trânsito local, sinalizando as vias urbanas e estra- das do Distrito Federal; XXIII – exercer inspeção e fiscalização sanitária, de postura ambiental, tributária, de segurança pública e do trabalho, relativamente ao funciona- mento de estabelecimento comercial, industrial, prestador de serviços e similar, no âmbito de sua competência, respeitada a legislação federal; XXIV – adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação, por neces- sidade, utilidade pública ou interesse social, nos termos da legislação em vigor; XXV – licenciar a construção de qualquer obra; XXVI – interditar edificações em ruína, em condições de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas na legislação específica, bem como fazer demolir construções que ameacem a segurança individual ou coletiva; XXVII – dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibição de cartazes, anúncios e quaisquer outros meios de publicidade ou propa- ganda, em logradouros públicos, em locais de acesso público ou destes visíveis. Seção II Da Competência Comum Art. 16. É competência do Distrito Federal, em comum com a União: I – zelar pela guarda da Constituição Federal, desta Lei Orgânica, das leis e das instituições democráticas; II – conservar o patrimônio público; III – proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural, monumentos, paisagens naturais notáveis e sítios arqueológicos, bem como impedir sua evasão, destruição e descaracterização; IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; V – preservar a fauna, a flora e o cerrado; VI – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciên- cia; VII – prestar serviços de assistência à saúde da população e de prote- ção e garantia a pessoas portadoras de deficiência com a cooperação técnica e financeira da União; VIII – combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos segmentos desfavore- cidos; IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; X – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território; XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Seção III Da Competência Concorrente Art. 17. Compete ao Distrito Federal, concorrentemente com a União, legislar sobre: I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II – orçamento; III – junta comercial; IV – custas de serviços forenses; V – produção e consumo; VI – cerrado, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII – proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e turístico; VIII – responsabilidade por danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, espeleológico, turísti- co e paisagístico; IX – educação, cultura, ensino e desporto; X – previdência social, proteção e defesa da saúde; XI – assistência jurídica nos termos da legislação em vigor; XII – proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiên- cia; XIII – proteção à infância e à juventude; XIV – manutenção da ordem e segurança internas; XV – procedimentos em matéria processual; XVI – organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil. § 1º O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União. § 2º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exer- cerá competência legislativa plena, para atender suas peculiaridades. § 3º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia de lei local, no que lhe for contrário. CAPÍTULO IV DAS VEDAÇÕES Art. 18. É vedado ao Distrito Federal: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embara- çar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colabo- ração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 3 III – subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos públi- cos, quer pela imprensa, rádio, televisão, serviço de alto-falante ou qual- quer outro meio de comunicação, propaganda político-partidária ou com fins estranhos à administração pública; IV – doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real, bem como conceder isenções fiscais ou remissões de dívidas, sem expressa autorização da Câmara Legislativa, sob pena de nulidade do ato. CAPÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 19. A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes do Distrito Federal, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, transparência das contas públicas, razoabilidade, motivação e interesse público, e também ao seguinte: (Caput com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 68, de 2013.) I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis a brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei; II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão, declarados em lei, de livre no- meação e exoneração; III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será con- vocado com prioridade sobre novos concursados, para assumir cargo ou emprego na carreira; V – as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e pelo menos cinquenta por cento dos cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos e condições previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 50, de 2007.) VI – é vedada a estipulação de limite máximo de idade para ingresso, por concurso público, na administração direta, indireta ou fundacional, respeitando-se apenas o limite para aposentadoria compulsória e os requi- sitos estabelecidos nesta Lei Orgânica ou em lei específica; (Inciso decla- rado inconstitucional: ADI nº 1165 – STF, Diário de Justiça de 14/6/2002.) VII – a lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para portadores de deficiência, garantindo as adaptações necessárias a sua participação em concursos públicos, bem como definirá critérios de sua admissão; VIII – a lei estabelecerá os casos de contratação de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional inte- resse público; IX – a revisão geral de remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre na mesma data; X – para fins do disposto no art. 37, XI, da Constituição da República Federativa do Brasil, fica estabelecido que a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, dos membros de qualquer dos Poderes e dos demais agentes políticos do Distrito Federal, bem como os proventos de aposentadorias e pensões, não poderão exce- der o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, na forma da lei, não se aplicando o disposto neste inciso aos subsídios dos Deputados Distritais; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 46, de 2006.) XI – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XII – é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, ressalvado o disposto no inciso anterior e no artigo 39, § 1º, da Constituição Federal; XIII – os acréscimos pecuniários percebidos por servidores públicos não serão computados nem acumulados, para fins de concessão de acrés- cimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento; XIV – os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis e a re- muneração observará o que dispõem os incisos X e XI deste artigo, bem como os arts. 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I, da Constituição Federal; XV – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários: a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos privativos de médico. XVI – a proibição de acumular, a que se refere o inciso anterior, esten- de-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público; XVII – a administração fazendária e seus agentes fiscais, aos quais compete exercer privativamente a fiscalização de tributos do Distrito Fede- ral, terão, em suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; XVIII – a criação, transformação, fusão, cisão, incorporação, privatiza- ção ou extinção de sociedades de economia mista, autarquias, fundações e empresas públicas depende de lei específica; XIX – depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; XX – ressalvada a legislação federal aplicável, ao servidor público do Distrito Federal é proibido substituir, sob qualquer pretexto, trabalhadores de empresas privadas em greve; XXI – todo agente público, qualquer que seja sua categoria ou a natu- reza do cargo, emprego, função, é obrigado a declarar seus bens na posse, exoneração ou aposentadoria; XXII – lei disporá sobre cargos que exijam exame psicotécnico para in- gresso e acompanhamento psicológico para progressão funcional; XXIII – aos integrantes da carreira Fiscalização e Inspeção é garantida a independência funcional no exercício de suas atribuições, exigido nível superior de escolaridade para ingresso na carreira. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 21, de 1997.) § 1º É direito do agente público, entre outros, o acesso à profissionali- zação e ao treinamento como estímulo à produtividade e à eficiência. § 2º A lei estabelecerá a punição do servidor público que descumprir os preceitos estabelecidos neste artigo. § 3º São obrigados a fazer declaração pública anual de seus bens, sem prejuízo do disposto no art. 97, os seguintes agentes públicos: (Pará- grafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 4, de 1996.) I – Governador; II – Vice-Governador; III – Secretários de Estado do Distrito Federal; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) IV – Diretor de Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista e Fun- dações; V – Administradores Regionais; VI – Procurador-Geral do Distrito Federal; VII – Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; VIII – Deputados Distritais. § 4º Para efeito do limite remuneratório de que trata o inciso X, não se- rão computadas as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 46, de 2006.) § 5º O disposto no inciso X aplica-se às empresas públicas e às socie- dades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos do Distrito Federal para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 46, de 2006.) § 6º Do percentual definido no inciso V deste artigo excluem-se os car- gos em comissão dos gabinetes parlamentares e lideranças partidárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 50, de 2007.) § 7º Para a privatização ou extinção de empresa pública ou sociedade de economia mista a que se refere o inciso XVIII deste artigo, a lei específi- ca dependerá de aprovação por dois terços dos membros da Câmara
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 4 Legislativa. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 59, de 2010.) § 8º É proibida a designação para função de confiança ou a nomeação para emprego ou cargo em comissão, incluídos os de natureza especial, de pessoa que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) § 9º Fica vedada a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da auto- ridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada, na administra- ção pública direta e indireta em qualquer dos Poderes do Distrito Federal, compreendido na vedação o ajuste mediante designações recíprocas. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 67, de 2013.) § 10. A vedação de que trata o § 9º não se aplica aos ocupantes de cargo efetivo da carreira em cuja estrutura esteja o cargo em comissão ou a função gratificada ocupada. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 67, de 2013.) Art. 20. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado, prestadoras de serviços públicos, responderão pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Art. 21. É vedado discriminar ou prejudicar qualquer pessoa pelo fato de haver litigado ou estar litigando contra os órgãos públicos do Distrito Federal, nas esferas administrativa ou judicial. Parágrafo único. As pessoas físicas ou jurídicas que se considerarem prejudicadas poderão requerer revisão dos atos que derem causa a even- tuais prejuízos. Art. 22. Os atos da administração pública de qualquer dos Poderes do Distrito Federal, além de obedecer aos princípios constitucionais aplicados à administração pública, devem observar também o seguinte: I – os atos administrativos são públicos, salvo quando a lei, no interes- se da administração, impuser sigilo; II – a administração é obrigada a fornecer certidão ou cópia autentica- da de atos, contratos e convênios administrativos a qualquer interessado, no prazo máximo de trinta dias, sob pena de responsabilidade de autorida- de competente ou servidor que negar ou retardar a expedição; III – é garantida a gratuidade da expedição da primeira via da cédula de identidade pessoal; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 19, de 1997.) IV – no processo administrativo, qualquer que seja o objeto ou proce- dimento, observar-se-ão, entre outros requisitos de validade, o contraditó- rio, a ampla defesa e o despacho ou decisão motivados; V – a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e as campa- nhas dos órgãos e entidades da administração pública, ainda que não custeada diretamente pelo erário, obedecerá ao seguinte: a) ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar símbolos, expressões, nomes ou imagens que caracteri- zem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos; b) ser suspensa noventa dias antes das eleições, ressalvadas aquelas essenciais ao interesse público. § 1º Os Poderes do Distrito Federal, com base no plano anual de publi- cidade, ficam obrigados a publicar, nos seus órgãos oficiais, quadros de- monstrativos de despesas realizadas com publicidade e propaganda, conforme dispuser a lei. § 2º Os Poderes do Distrito Federal mandarão publicar, trimestralmen- te, no Diário Oficial demonstrativo das despesas realizadas com propagan- da e publicidade de todos os seus órgãos, inclusive os da administração indireta, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público, com a discriminação do beneficiário, valor e finalidade, conforme dispuser a lei. § 3º Os Poderes do Distrito Federal mandarão publicar, mensalmente, nos respectivos sítios oficiais na internet, demonstrativo de todas as despe- sas realizadas por todos os seus órgãos, de forma clara e compreensível ao cidadão, inclusive os da administração indireta, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público, com a discriminação do beneficiário, do valor e da finalidade, conforme dispuser a lei. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 68, de 2013.) Art. 23. A administração pública é obrigada a: I – atender a requisições judiciais nos prazos fixados pela autoridade judiciária; II – fornecer a qualquer cidadão, no prazo máximo de dez dias úteis, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, certidão de atos, contratos, decisões ou pareceres, para defesa de seus direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal ou coletivo. Parágrafo único. A autoridade ou servidor que negar ou retardar o dis- posto neste artigo incorrerá em pena de responsabilidade, excetuados os casos de comprovada impossibilidade. Art. 24. A direção superior das empresas públicas, autarquias, funda- ções e sociedades de economia mista terá representantes dos servidores, escolhidos do quadro funcional, para exercer funções definidas, na forma da lei. Seção II Dos Serviços Públicos Art. 25. Os serviços públicos constituem dever do Distrito Federal e se- rão prestados, sem distinção de qualquer natureza, em conformidade com o estabelecido na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e nas leis e regulamentos que organizem sua prestação. Art. 26. Observada a legislação federal, as obras, compras, alienações e serviços da administração serão contratados mediante processo de licitação pública, nos termos da lei. Art. 27. Os atos de improbidade administrativa importarão suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuí- zo da ação penal cabível. Art. 28. É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem pré- via aprovação do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de con- tratação. Art. 29. A lei garantirá, em igualdade de condições, tratamento prefe- rencial à empresa brasileira de capital nacional, na aquisição de bens e serviços pela administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo poder público. Art. 30. Lei disporá sobre participação popular na fiscalização da pres- tação dos serviços públicos do Distrito Federal. Seção III Da Administração Tributária Art. 31. À administração tributária incumbem as funções de lançamen- to, fiscalização e arrecadação dos tributos de competência do Distrito Federal e o julgamento administrativo dos processos fiscais, os quais serão exercidos, privativamente, por integrantes da carreira de auditoria tributária. § 1º O julgamento de processos fiscais em segunda instância será de competência de órgão colegiado, integrado por servidores da carreira de auditoria tributária e representantes dos contribuintes. (Parágrafo renume- rado pela Emenda à Lei Orgânica nº 35, de 2001.) § 2º Excetuam-se da competência privativa referida no caput o lança- mento, a fiscalização e a arrecadação das taxas que tenham como fato gerador o exercício do poder de polícia, bem como o julgamento de pro- cessos administrativos decorrentes dessas funções, na forma da lei. (Pará- grafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 35, de 2001.) Art. 32. Lei específica disciplinará a organização e o funcionamento da administração tributária, bem como tratará da organização e estruturação da carreira específica de auditoria tributária. CAPÍTULO VI DOS SERVIDORES PÚBLICOS Art. 33. O Distrito Federal instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, autarquias e fundações públicas, nos termos do art. 39 da Constituição Federal. § 1º No exercício da competência estabelecida no caput, serão ouvidas as entidades representativas dos servidores públicos por ela abrangidos.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 5 § 2º As entidades integrantes da administração pública indireta não mencionadas no caput instituirão planos de carreira para os seus servido- res, observado o disposto no parágrafo anterior. Art. 34. A lei assegurará aos servidores da administração direta isono- mia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas a natureza ou local de trabalho. Art. 35. São direitos dos servidores públicos, sujeitos ao regime jurídico único, além dos assegurados no § 2º do art. 39 da Constituição Federal, os seguintes: I – gratificação do titular quando em substituição ou designado para responder pelo expediente; II – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e qua- renta horas semanais, facultado ao Poder Público conceder a compensa- ção de horários e a redução da jornada, nos termos da lei; III – proteção especial à servidora gestante ou lactante, inclusive medi- ante a adequação ou mudança temporária de suas funções, quando for recomendável a sua saúde ou à do nascituro, sem prejuízo de seus venci- mentos e demais vantagens; IV – atendimento em creche e pré-escola a seus dependentes de até sete anos incompletos, preferencialmente em dependência do próprio órgão ao qual são vinculados ou, na impossibilidade, em local que pela proximidade permita a amamentação durante o horário de trabalho, nos doze primeiros meses de vida da criança; V – vedação do desvio de função, ressalvada, sem prejuízo de seus vencimentos, salários e demais vantagens do cargo, emprego ou função: a) a mudança de função concedida a servidora gestante, sob reco- mendação médica; b) a transferência concedida a servidor que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente ou doença de trabalho, para locais ou atividades compatíveis com sua situação; VI – recebimento de vale-transporte, nos casos previstos em lei; VII – participação na elaboração e alteração dos planos de carreira; VIII – promoções por merecimento ou antiguidade, no serviço público, nos termos da lei; IX – quitação da folha de pagamento do servidor ativo e inativo da ad- ministração direta, indireta e fundacional do Distrito Federal até o quinto dia útil do mês subsequente, sob pena de incidência de atualização monetária, obedecido o disposto em lei. § 1º Para a atualização a que se refere o inciso IX utilizar-se-ão os ín- dices oficiais, e a importância apurada será paga juntamente com a remu- neração do mês subsequente. § 2º É computado como exercício efetivo, para efeito de progressão funcional ou concessão de licença-prêmio e aposentadoria nas carreiras específicas do serviço público, o tempo de serviço prestado por servidor requisitado a qualquer dos Poderes do Distrito Federal. Art. 36. É garantido ao servidor público o direito à livre associação sin- dical, observado o disposto no art. 8º da Constituição Federal. Parágrafo único. A lei disporá sobre licença sindical para os dirigentes de federações e sindicatos de servidores públicos, durante o exercício do mandato, resguardados os direitos e vantagens inerentes à carreira de cada um. Art. 37. Às entidades representativas dos servidores públicos do Distri- to Federal cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas, observado o disposto no art. 8º da Constituição Federal. Art. 38. Às entidades de caráter sindical que preencham os requisitos estabelecidos em lei, é assegurado o desconto em folha de pagamento das contribuições dos associados, aprovadas em assembleia geral. Art. 39. O direito de greve será exercido nos termos e nos limites defi- nidos na lei complementar federal. Art. 40. São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servido- res nomeados em virtude de concurso público. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sen- tença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado com todos os direitos e vantagens devidos desde a demissão, e o eventual ocupante da vaga será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade remunerada. § 3º Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor está- vel ficará em disponibilidade remunerada até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Art. 41. O servidor será aposentado: I – por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando de- corrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos; II – compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos pro- porcionais ao tempo de serviço; III – voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mu- lher, com proventos integrais; b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor ou especialista de educação, e aos vinte e cinco anos, se profes- sora ou especialista de educação, com proventos integrais; c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço. § 1º Lei complementar estabelecerá exceções ao disposto no inciso III, a e c, no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas, na forma do que dispuser lei federal. § 2º A lei disporá sobre aposentadoria em cargos ou empregos tempo- rários. § 3º O tempo de serviço público federal, estadual, municipal ou do Dis- trito Federal será computado integralmente para os efeitos de aposentado- ria e disponibilidade. § 4º Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma propor- ção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servi- dores em atividade, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de reenquadramento, transforma- ção ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei. § 5º O benefício de pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, qualquer que seja a causa mortis, até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no parágrafo anterior. § 6º É assegurada a contagem em dobro dos períodos de licença- prêmio não gozados, para efeito de aposentadoria. § 7º Aos servidores com carga horária variável, são assegurados os proventos de acordo com a jornada predominante dos últimos três anos anteriores à aposentadoria. § 8º O tempo de serviço prestado sob o regime de aposentadoria es- pecial será computado da mesma forma, quando o servidor ocupar outro cargo de regime idêntico, ou pelo critério da proporcionalidade, quando se tratar de regimes diversos, na forma da lei. Art. 42. É assegurada a participação de servidores públicos na gerên- cia de fundos e entidades para os quais contribui, na forma da lei. Art. 43. Será concedida licença para atendimento de filho, genitor e cônjuge doente, a homem ou mulher, mediante comprovação por atestado médico da rede oficial de saúde do Distrito Federal. Art. 44. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fun- dacional do Distrito Federal, fica assegurado: I – percebimento de adicional de um por cento por ano de serviço pú- blico efetivo, nos termos da lei; II – contagem, para todos os efeitos legais, do período em que o servi- dor estiver de licença concedida por junta médica oficial;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 6 III – contagem recíproca, para efeito de aposentadoria, do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urba- na, na forma prevista no art. 202, § 2º, da Constituição Federal. Parágrafo único. Ficam assegurados os benefícios constantes do art. 35, IV, desta Lei Orgânica, aos servidores das empresas públicas e socie- dades de economia mista do Distrito Federal. CAPÍTULO VII DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES Art. 45. São servidores públicos militares do Distrito Federal os inte- grantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. (Artigo declara- do inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 1º As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas ineren- tes, são asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, sendo-lhes privativos os títulos, postos e uniformes militares. § 2º As patentes dos oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombei- ros Militar são conferidas pelo Governador do Distrito Federal, e as gradua- ções dos praças pelos respectivos Comandantes-Gerais. § 3º O militar em atividade que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva. § 4º O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agrega- do ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nesta situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a inatividade. § 5º Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. § 6º O militar, enquanto em efetivo serviço, não pode estar filiado a partidos políticos. § 7º O oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar só per- derá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou de compor- tamento com ele incompatível por decisão da Justiça militar. § 8º O oficial condenado pela Justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior. § 9º Aplica-se aos servidores públicos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 4º e 5º, da Constituição Federal. § 10. Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. 7º, VIII, XII, XVII, XVIII e XIX, da Constituição Federal. CAPÍTULO VIII DOS BENS DO DISTRITO FEDERAL Art. 46. São bens do Distrito Federal: I – os que atualmente lhe pertencem, que vier a adquirir ou lhe forem atribuídos; II – as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; III – a rede viária do Distrito Federal, sua infraestrutura e bens acessó- rios. Art. 47. Os bens do Distrito Federal declarados inservíveis em proces- so regular poderão ser alienados, mediante licitação, cabendo doação somente nos casos que a lei especificar. § 1º Os bens imóveis do Distrito Federal só podem ser objeto de alie- nação, aforamento, comodato ou cessão de uso, mediante autorização legislativa. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 70, de 13/11/2013.) § 2º Todos os bens do Distrito Federal deverão ser cadastrados com a identificação respectiva. Art. 48. O uso de bens do Distrito Federal por terceiros poderá ser feito mediante concessão administrativa de uso, permissão ou autorização, conforme o caso e o interesse público, na forma da lei. Art. 49. A aquisição por compra ou permuta, bem como a alienação dos bens imóveis do Distrito Federal dependerão de prévia avaliação e autorização da Câmara Legislativa, subordinada à comprovação da exis- tência de interesse público e à observância da legislação pertinente à licitação. Art. 50. O Governador encaminhará, anualmente, à Câmara Legislativa relatório do qual conste a identificação dos bens do Distrito Federal objeto de concessão ou permissão de uso no exercício, assim como sua destina- ção e beneficiário. Parágrafo único. O descumprimento do disposto neste artigo importa crime de responsabilidade. Art. 51. Os bens do Distrito Federal destinar-se-ão prioritariamente ao uso público, respeitadas as normas de proteção ao meio ambiente, ao patrimônio histórico, cultural, arquitetônico e paisagístico, e garantido o interesse social. § 1º Os bens públicos tornar-se-ão indisponíveis ou disponíveis por meio de afetação ou desafetação, respectivamente, nos termos da lei. § 2º A desafetação, por lei específica, só será admitida em caso de comprovado interesse público, após ampla audiência à população interes- sada. § 3º O Distrito Federal utilizará seus bens dominiais como instrumento para a realização de políticas de ocupação ordenada do território. Art. 52. Cabe ao Poder Executivo a administração dos bens do Distrito Federal, ressalvado à Câmara Legislativa administrar aqueles utilizados em seus serviços e sob sua guarda. 3 Organização dos Poderes. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 53. São Poderes do Distrito Federal, independentes e harmônicos entre si, o Executivo e o Legislativo. § 1º É vedada a delegação de atribuições entre os Poderes. § 2º O cidadão, investido na função de um dos Poderes, não poderá exercer a de outro, salvo as exceções previstas nesta Lei Orgânica. CAPÍTULO II DO PODER LEGISLATIVO Seção I Da Câmara Legislativa Art. 54. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Legislativa, com- posta de Deputados Distritais, representantes do povo, eleitos e investidos na forma da legislação federal. Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos, inici- ando-se com a posse dos eleitos. Art. 55. A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem sede em Brasília, Capital da República Federativa do Brasil. Parágrafo único. Poderá a Câmara Legislativa reunir-se temporaria- mente, em qualquer local do Distrito Federal, por deliberação da maioria absoluta de seus membros, sempre que houver motivo relevante e de conveniência pública ou em virtude de acontecimento que impossibilite seu funcionamento na sede. Art. 56. Salvo disposição em contrário da Constituição Federal e desta Lei Orgânica, as deliberações da Câmara Legislativa e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros, em votação ostensiva. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.) Parágrafo único. Quando o sigilo for imprescindível ao interesse públi- co, devidamente justificado, a votação poderá ser realizada por escrutínio secreto, desde que requerida por partido político com representação na Câmara Legislativa e aprovada, em votação ostensiva, pela maioria absolu- ta dos Deputados Distritais. Art. 57. O Poder Legislativo será representado por seu Presidente e, judicialmente, pela Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa. (Caput do artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9, de 1996. Dispositivo declarado inconstitucional, sem redução de texto, para esclarecer que a representação judicial do Poder Legislativo do Distrito Federal pela Procu-
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 7 radoria-Geral da Câmara Legislativa se limita aos casos em que a Casa compareça em juízo em nome próprio: ADI nº 1557 – STF, Diário de Justiça de 18/6/2004.) § 1º São funções institucionais da Procuradoria-Geral da Câmara Le- gislativa, em seu âmbito: (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 9, de 1996.) I – representar a Câmara Legislativa judicialmente; II – promover a defesa da Câmara, requerendo a qualquer órgão, enti- dade ou tribunal as medidas de interesse da justiça, da Administração e do Erário; III – promover a uniformização da jurisprudência administrativa e a compilação da legislação da Câmara Legislativa e do Distrito Federal; IV – prestar consultoria e assessoria jurídica à Mesa Diretora e aos demais órgãos da estrutura administrativa; V – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 14, de 1997.) § 2º O ingresso na carreira de Procurador da Câmara Legislativa far- se-á mediante concurso público de provas e títulos. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 9, de 1996.) § 3º A Câmara Legislativa do Distrito Federal regulamentará a organi- zação e o funcionamento da sua Procuradoria-Geral e da respectiva carrei- ra de Procurador da Câmara Legislativa. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 14, de 1997.) § 4º A Câmara Legislativa disporá, ainda, sobre o funcionamento da sua Procuradoria-Geral até que sejam providos por concurso público os respectivos cargos daquele órgão. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14, de 1997.) Seção II Das Atribuições da Câmara Legislativa Art. 58. Cabe à Câmara Legislativa, com a sanção do Governador, não exigida esta para o especificado no art. 60 desta Lei Orgânica, dispor sobre todas as matérias de competência do Distrito Federal, especialmente sobre: I – matéria tributária, observado o disposto nos arts. 145, 147, 150, 152, 155, 156 e 162 da Constituição Federal; II – plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, opera- ções de crédito, dívida pública e empréstimos externos a qualquer título a ser contraídos pelo Distrito Federal; III – criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, fixação dos vencimentos ou aumento de sua remuneração; IV – planos e programas locais de desenvolvimento econômico e soci- al; V – educação, saúde, previdência, habitação, cultura, ensino, desporto e segurança pública; VI – autorização para alienação dos bens imóveis do Distrito Federal ou cessão de direitos reais a eles relativos, bem como recebimento, pelo Distrito Federal, de doações com encargo, não se considerando como tais a simples destinação específica do bem; VII – criação, estruturação e atribuições de Secretarias do Governo do Distrito Federal e demais órgãos e entidades da administração direta e indireta; VIII – uso do solo rural, observado o disposto nos arts. 184 a 191 da Constituição Federal; IX – planejamento e controle do uso, parcelamento, ocupação do solo e mudança de destinação de áreas urbanas, observado o disposto nos arts. 182 e 183 da Constituição Federal; X – criação, incorporação, fusão e desmembramento de Regiões Ad- ministrativas; XI – concessão ou permissão para a exploração de serviços públicos, incluído o de transporte coletivo; XII – o servidor público, seu regime jurídico, provimento de cargos, es- tabilidade e aposentadoria; XIII – criação, transformação, fusão e extinção de entidades públicas do Distrito Federal, bem como normas gerais sobre privatização das enti- dades de direito privado integrantes da administração indireta; XIV – prestação de garantia, pelo Distrito Federal, em operação de crédito contratada por suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista; XV – aquisição, administração, alienação, arrendamento e cessão de bens imóveis do Distrito Federal; XVI – transferência temporária da sede do Governo; XVII – proteção e integração de pessoas portadoras de deficiência; XVIII – proteção à infância, juventude e idosos; XIX – organização do sistema local de emprego, em consonância com o sistema nacional. Art. 59. Compete à Câmara Legislativa autorizar, nos limites estabele- cidos pelo Senado Federal, a celebração de operações de crédito, a reali- zação de operações externas de natureza financeira, bem como a conces- são de qualquer garantia pelo Distrito Federal ou por suas autarquias. Art. 60. Compete, privativamente, à Câmara Legislativa do Distrito Fe- deral: I – eleger os membros da Mesa Diretora e constituir suas comissões; II – dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços administrati- vos; III – estabelecer e mudar temporariamente sua sede, o local de suas reuniões, bem como o de suas comissões permanentes; IV – zelar pela preservação de sua competência legislativa; V – criar, transformar ou extinguir cargos de seus serviços, bem como provê-los e fixar ou modificar as respectivas remunerações; VI – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar, configurando crime de responsabilidade sua reedição; VII – fixar, para cada exercício financeiro, a remuneração do Governa- dor, Vice-Governador, Secretários de Estado do Distrito Federal e Adminis- tradores Regionais, observados os princípios da Constituição Federal; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) VIII – fixar a remuneração dos Deputados Distritais, em cada legislatu- ra, para a subsequente; IX – solicitar intervenção federal para garantir o livre exercício de suas atribuições, nos termos dos arts. 34, IV, e 36, I, da Constituição Federal; X – promover, periodicamente, a consolidação dos textos legislativos com a finalidade de tornar sua consulta acessível aos cidadãos; XI – dar posse ao Governador e Vice-Governador e conhecer da re- núncia de qualquer deles; declarar vacância e promover as respectivas substituições ou sucessões, nos termos desta Lei Orgânica; XII – autorizar o Governador e o Vice-Governador a se ausentarem do Distrito Federal por mais de quinze dias; XIII – proceder à tomada de contas do Governador, quando não apre- sentadas nos prazos estabelecidos; XIV – convocar Secretários de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administração direta e indireta do Distrito Federal a prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa adequa- da ou o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas, nos termos da legislação pertinente; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) XV – julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e apreci- ar os relatórios sobre a execução dos planos do governo; XVI – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XVII – escolher cinco entre os sete membros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; XVIII – aprovar previamente, em votação ostensiva, após arguição em sessão pública, a escolha dos titulares do cargo de Conselheiros do Tribu- nal de Contas do Distrito Federal indicados pelo Governador; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.) XIX – suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato norma- tivo declarado ilegal ou inconstitucional tanto pelo Supremo Tribunal Fede- ral quanto pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal nas suas respectivas áreas de competência, em sentenças transitadas em julgado;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 8 XX – aprovar previamente a indicação ou destituição do Procurador- Geral do Distrito Federal; XXI – convocar o Procurador-Geral do Distrito Federal e o Defensor Público-Geral do Distrito Federal a prestar informações sobre assuntos previamente determinados, no prazo de trinta dias, sujeitando-se estes às penas da lei por ausência injustificada; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.) XXII – declarar a perda do mandato do Governador e do Vice- Governador; XXIII – autorizar, por dois terços dos seus membros, a instauração de processo contra o Governador, o Vice-Governador e os Secretários de Estado do Distrito Federal; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgâni- ca nº 44, de 2005.) XXIV – processar e julgar o Governador nos crimes de responsabilida- de, bem como adotar as providências pertinentes, nos termos da legislação federal, quanto ao Vice-Governador e Secretários de Estado do Distrito Federal, nos crimes da mesma natureza ou conexos com aqueles; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) XXV – processar e julgar o Procurador-Geral nos crimes de responsa- bilidade; XXVI – autorizar ou aprovar convênios, acordos ou contratos de que resultem, para o Distrito Federal, encargos não previstos na lei orçamentá- ria; (Inciso declarado inconstitucional: ADI nº 1166 – STF, Diário de Justiça de 25/10/2002.) XXVII – aprovar previamente, em votação ostensiva, após arguição pública, a escolha dos membros do Conselho de Governo indicados pelo Governador; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.) XXVIII – aprovar previamente a alienação de terras públicas com área superior a vinte e cinco hectares e, no caso de concessão de uso, com área superior a cinquenta hectares; XXIX – apreciar e julgar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal; XXX – receber renúncia de Deputado Distrital e declarar a vacância do cargo; XXXI – declarar a perda de mandato de Deputado Distrital, como prevê o art. 63, § 2º; XXXII – solicitar ao Governador informação sobre atos de sua compe- tência; XXXIII – encaminhar, por intermédio da Mesa Diretora, requerimento de informação aos Secretários de Estado do Distrito Federal, implicando crime de responsabilidade, nos termos da legislação pertinente, a recusa ou o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como o fornecimento de informação falsa; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) XXXIV – apreciar vetos, observando, no que couber, o disposto nos arts. 66 e 67 da Constituição Federal; XXXV – aprovar previamente a indicação de presidente de instituições financeiras oficiais do Distrito Federal; XXXVI – conceder licença para processar Deputado Distrital; XXXVII – emendar a Lei Orgânica, promulgar leis, nos casos de silên- cio do Governador, expedir decretos legislativos e resoluções; XXXVIII – regulamentar as formas de participação popular previstas nesta Lei Orgânica; XXXIX – indicar membros do Conselho de Governo, nos termos do art. 108, V; XL – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 28, de 1999.) XLI – conceder título de cidadão benemérito ou honorário, nos termos do regimento interno; XLII – autorizar referendo e convocar plebiscito. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 25, de 1998.) § 1º Em sua função fiscalizadora, a Câmara Legislativa observará, no que couber, o disposto nos arts. 70 a 75 da Constituição Federal. § 2º No caso do inciso XI, a Mesa Diretora da Câmara Legislativa envi- ará denúncia, em cinco dias, à Comissão Especial composta em conformi- dade com o art. 68, garantida a proporcionalidade partidária; a qual emitirá parecer, no prazo de quinze dias, submetendo-o imediatamente ao Plená- rio. § 3º A remuneração dos Deputados Distritais obedecerá ao limite esta- belecido pela Constituição Federal. § 4º Sem prejuízo do disposto no inciso XIV do caput, os Secretários de Estado e dirigentes da administração pública direta e indireta do Distrito Federal comparecerão perante a Câmara Legislativa ou suas comissões para expor assuntos de interesse de sua área de atribuição: (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 62, de 2013.) I – por iniciativa própria, até o término de cada sessão legislativa, me- diante entendimento coma Mesa Diretora ou a presidência de Comissão; II – finda a gestão à frente da pasta. Seção III Dos Deputados Distritais Art. 61. Os Deputados Distritais são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Artigo e parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 48, de 2007) § 1º Os Deputados Distritais, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. § 2º Desde a expedição do diploma, os membros da Câmara Legislati- va não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. § 3º No caso de flagrante de crime inafiançável os autos serão remeti- dos dentro de vinte e quatro horas à Câmara Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. § 4º Recebida a denúncia contra o Deputado Distrital por crime ocorri- do após a diplomação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios dará ciência à Câmara Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. § 5º O pedido de sustação será apreciado pela Câmara Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. § 6º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. § 7º Os Deputados Distritais não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informa- ções. § 8º A incorporação de Deputados Distritais às Forças Armadas, embo- ra militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Câmara Legislativa. § 9º As imunidades dos Deputados Distritais subsistirão durante o es- tado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Câmara Legislativa, nos casos de atos praticados fora do recinto da Casa que sejam incompatíveis com a execução da medida. § 10. Poderá o Deputado Distrital, mediante licença da Câmara Legis- lativa, desempenhar missões de caráter diplomático e cultural. Art. 62. Os Deputados Distritais não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, au- tarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa con- cessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusu- las uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nas entidades constantes da alínea anterior; II – desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas en- tidades referidas no inciso I, a;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 9 c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Art. 63. Perderá o mandato o Deputado Distrital: I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anteri- or; II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parla- mentar; III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça par- te das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Legislativa; IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Cons- tituição Federal; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julga- do; VII – que utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa. § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos defini- dos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas ao Depu- tado Distrital ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida por maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa, em votação ostensiva, mediante provocação da Mesa Diretora ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa. (Parágrafo com a reda- ção da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.) § 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pe- la Mesa Diretora, de ofício ou mediante provocação de qualquer dos mem- bros da Câmara Legislativa ou de partido político nela representado, asse- gurada ampla defesa. § 4º A renúncia de Deputado Distrital submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2° e 3°. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 31, de 1999.) Art. 64. Não perderá o mandato o Deputado Distrital: I – investido na função de Ministro de Estado, Secretário executivo de Ministério ou equivalente, Secretário de Estado do Distrito Federal, Admi- nistrador Regional, Chefe de Missão Diplomática Temporária ou dirigente máximo de Autarquia, Fundação Pública, Agência, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista pertencentes à Administração Pública Fede- ral e Distrital; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) II – licenciado pela Câmara Legislativa por motivo de doença ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura nas funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la, se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. § 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado Distrital poderá optar pela re- muneração de seu mandato. Seção IV Do Funcionamento da Câmara Legislativa Subseção I Das Reuniões Art. 65. A Câmara Legislativa reunir-se-á, anualmente, em sua sede, de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. § 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, nem encerrada sem a aprovação do projeto de lei do orçamento. Art. 66. A Câmara Legislativa, em cada legislatura, reunir-se-á em ses- sões preparatórias no dia 1º de janeiro, observado o seguinte: I – na primeira sessão legislativa, para a posse dos Deputados Distri- tais, eleição e posse dos membros da Mesa Diretora; II – na terceira sessão legislativa, para a posse dos membros da Mesa Diretora eleitos no último dia útil da primeira quinzena de dezembro da sessão legislativa anterior, vedada a recondução para o mesmo cargo. Parágrafo único. Na composição da Mesa Diretora é assegurada, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária ou de blocos parlamentares com participação na Câmara Legislativa. Art. 67. A convocação extraordinária da Câmara Legislativa far-se-á: I – pelo Presidente, nos casos de: a) decretação de estado de sítio ou estado de defesa que atinja o terri- tório do Distrito Federal; b) intervenção no Distrito Federal; c) recebimento dos autos de prisão de Deputado Distrital, na hipótese de flagrante de crime inafiançável; d) posse do Governador e Vice-Governador; II – pela Mesa Diretora ou a requerimento de um terço dos Deputados que compõem a Câmara Legislativa, para apreciação de ato do Governa- dor do Distrito Federal que importe crime de responsabilidade; III – pelo Governador do Distrito Federal, pelo Presidente da Câmara Legislativa ou a requerimento da maioria dos seus membros, em caso de urgência ou interesse público relevante; IV – pela comissão representativa prevista no art. 68, § 5º, nas hipóte- ses estabelecidas nesta Lei Orgânica. Parágrafo único. Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Legis- lativa somente deliberará sobre a matéria para a qual tiver sido convocada. Subseção II Das Comissões Art. 68. A Câmara Legislativa terá comissões permanentes e temporá- rias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no seu regimento interno ou no ato legislativo de que resultar sua criação. § 1º Na composição de cada comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parla- mentares com participação na Câmara Legislativa. § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I – apreciar e emitir parecer sobre proposições, na forma do regimento interno da Câmara Legislativa; II – realizar audiências públicas com entidades representativas da so- ciedade civil; III – convocar Secretários de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administração pública direta e indireta do Distrito Federal e o Procurador-Geral a prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) IV – receber petições, reclamações, representações ou queixas contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI – apreciar programas de obras, planos regionais e setoriais de de- senvolvimento e sobre eles emitir parecer; VII – fiscalizar os atos que envolvam gastos de órgãos e entidades da administração pública. § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no regimento interno, serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Câmara Legislativa, para apuração de fato determinado e por prazo certo; sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral do Distrito Federal, para que promovam a responsabilidade civil, criminal, administrativa ou tributária do infrator. § 4º A omissão de informação às comissões parlamentares de inquéri- to, inclusive as que envolvam sigilo, ou a prestação de informações falsas constituem crime de responsabilidade, na forma da legislação pertinente. § 5º Durante o recesso, haverá uma comissão representativa da Câ- mara Legislativa, com atribuições definidas no regimento interno, cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 10 representação partidária, eleita na última sessão ordinária de cada sessão legislativa. Seção V Do Processo Legislativo Art. 69. O processo legislativo compreende a elaboração de: I – emendas à Lei Orgânica; II – leis complementares; III – leis ordinárias; IV – decretos legislativos; V – resoluções. Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre elaboração, redação, alteração e consolidação das leis do Distrito Federal. Subseção I Das Emendas à Lei Orgânica Art. 70. A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Legislativa; II – do Governador do Distrito Federal; III – de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por um por cento dos eleitores do Distrito Federal distribuídos em, pelo menos, três zonas eleitorais, com não menos de três décimos por cento do eleito- rado de cada uma delas. § 1º A proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e considerada aprovada se obtiver, em ambos, o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Legislativa. § 2º A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa, com o respectivo número de ordem. § 3º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda que ferir princípios da Constituição Federal. § 4º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. § 5º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de interven- ção federal, estado de defesa ou estado de sítio. Subseção II Das Leis Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qual- quer membro ou comissão da Câmara Legislativa, ao Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. § 1º Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal a inici- ativa das leis que disponham sobre: I – criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional, ou aumento de sua remuneração; II – servidores públicos do Distrito Federal, seu regime jurídico, provi- mento de cargos, estabilidade e aposentadoria; III – organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; IV – criação, estruturação, reestruturação, desmembramento, extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de Estado do Distrito Federal, Órgãos e entidades da administração pública; (Inciso com a reda- ção da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) V – plano plurianual, orçamento anual e diretrizes orçamentárias. § 2º Não será objeto de deliberação proposta que vise a conceder gra- tuidade ou subsídio em serviço público prestado de forma indireta, sem a correspondente indicação da fonte de custeio. Art. 72. Não será admitido aumento da despesa prevista: I – nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Distrito Fede- ral, ressalvado o disposto no art. 166, §§ 3º e 4º, da Constituição Federal; II – nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Legislativa. Art. 73. O Governador do Distrito Federal pode solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. § 1º Se, na hipótese prevista no caput, a Câmara Legislativa não se manifestar sobre a proposição em até quarenta e cinco dias, esta deverá ser incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação. § 2º Os prazos de que trata o parágrafo anterior não correm nos perío- dos de recesso da Câmara Legislativa, nem se aplicam a projetos de códi- go e de emendas a esta Lei Orgânica. Art. 74. Aprovado o projeto de lei, na forma regimental, será ele envia- do ao Governador que, aquiescendo, o sancionará e promulgará. § 1º Se o Governador do Distrito Federal considerar o projeto de lei, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo- á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, os motivos do veto ao Presidente da Câmara Legislativa. § 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, parágra- fo, inciso ou alínea. § 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Governador impor- tará sanção. § 4º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado ao Governador para promulgação. § 5º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no art. 66, § 4º, da Constituição Federal, o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até a sua votação final, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados, em votação ostensiva. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.) § 6º Se a lei não for promulgada em quarenta e oito horas pelo Gover- nador nos casos dos §§ 3º e 4º, o Presidente da Câmara Legislativa a promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice- Presidente fazê-lo. § 7º A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa. § 8º Caso o projeto de lei seja vetado durante o recesso da Câmara Legislativa, o Governador comunicará o veto à comissão a que se refere o art. 68, § 5º, e, dependendo da urgência e da relevância da matéria, poderá convocar a Câmara Legislativa para sobre ele se manifestar, nos termos do art. 67, IV. Art. 75. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta dos Deputados da Câmara Legislativa e receberão numeração distinta das leis ordinárias. Parágrafo único. Para os fins deste artigo, constituirão leis complemen- tares, entre outras: I – a lei de organização do Tribunal de Contas do Distrito Federal; II – o estatuto dos servidores públicos civis; III – a lei de organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; IV – a lei do sistema tributário do Distrito Federal; V – a lei que dispõe sobre as atribuições do Vice-Governador do Distri- to Federal; VI – a lei que dispõe sobre a organização do sistema de educação do Distrito Federal; VII – a lei de organização da previdência dos servidores públicos do Distrito Federal; VIII – a lei que dispõe sobre o plano diretor de ordenamento territorial do Distrito Federal; IX – a lei que dispõe sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo; (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) X – a lei que dispõe sobre o Plano de Preservação do Conjunto Urba- nístico de Brasília; (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) XI – a lei que dispõe sobre o Plano de Desenvolvimento Local. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) XII – a lei de organização e funcionamento da Defensoria Pública do Distrito Federal. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 11 Subseção III Da Iniciativa Popular Art. 76. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Legislativa de emenda à Lei Orgânica, na forma do art. 70, III, ou de projeto de lei devidamente articulado, justificado e subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado do Distrito Federal, distribuído por três zonas eleitorais, assegurada a defesa do projeto por representantes dos respectivos autores perante as comissões nas quais tramitar. Seção VI Da Fiscalização Contábil e Financeira Subseção I Das Disposições Gerais Art. 77. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Distrito Federal e das entidades da administração direta, indireta e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara Legislativa, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda, ou quem, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária. Art. 78. O controle externo, a cargo da Câmara Legislativa, será exer- cido com auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ao qual compe- te: I – apreciar as contas anuais do Governador, fazer sobre elas relatório analítico e emitir parecer prévio no prazo de sessenta dias, contados do seu recebimento da Câmara Legislativa; II – julgar as contas: a) dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valo- res da administração direta e indireta ou que estejam sob sua responsabilida- de, incluídos os das fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Público do Distrito Federal, bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário; b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas, extintas, li- quidadas ou sob intervenção ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisória ou definitivamente, o patrimônio do Distrito Federal ou de outra entidade da administração indireta; c) daqueles que assumam obrigações de natureza pecuniária em nome do Distrito Federal ou de entidade da administração indireta; d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurídica de di- reito privado que recebam contribuições, subvenções, auxílios e afins, até o limite do patrimônio transferido; III – apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as me- lhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; IV – avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual; V – realizar, por iniciativa própria, da Câmara Legislativa ou de alguma de suas comissões técnicas ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal: a) da estimativa, lançamento, arrecadação, recolhimento, parcelamento e renúncia de receitas; b) dos incentivos, transações, remissões e anistias fiscais, isenções, subsídios, benefícios e afins, de natureza financeira, tributária, creditícia e outras concedidas pelo Distrito Federal; c) das despesas de investimento e custeio, inclusive à conta de fundo especial, de natureza contábil ou financeira; d) das concessões, cessões, doações, permissões e contratos de qualquer natureza, a título oneroso ou gratuito, e das subvenções sociais ou econômicas, dos auxílios, contribuições e doações; e) de outros atos e procedimentos de que resultem variações patrimo- niais; VI – fiscalizar as aplicações do Poder Público em empresas de cujo capital social o Distrito Federal participe de forma direta ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo; VII – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Distri- to Federal ou pelo mesmo, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres; VIII – prestar as informações solicitadas pela Câmara Legislativa ou por qualquer de suas comissões técnicas ou de inquérito sobre a fiscaliza- ção contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; IX – aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, a qual estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; X – assinalar prazo para que o órgão ou entidade adote as providên- cias necessárias ao exato cumprimento da lei, verificada a ilegalidade; XI – sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comuni- cando a decisão à Câmara Legislativa; XII – representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abu- sos apurados; XIII – comunicar à Câmara Legislativa qualquer irregularidade verifica- da na gestão ou nas contas públicas, enviando-lhe cópias dos respectivos documentos; XIV – apreciar e apurar denúncias sobre irregularidades e ilegalidades dos atos sujeitos a seu controle. § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Câmara Legislativa, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. § 2º Se a Câmara Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de no- venta dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá da questão. § 3º O Tribunal encaminhará à Câmara Legislativa, trimestral e anual- mente, relatório circunstanciado e demonstrativo das atividades internas e de controle externo realizadas. § 4º Nos casos de irregularidade ou ilegalidade constatados, sem im- putação de débito, em que o Tribunal de Contas do Distrito Federal decidir não aplicar o disposto no inciso IX deste artigo, deverão os respectivos votos ser publicados juntamente com a ata da sessão em que se der o julgamento. § 5º As decisões do Tribunal de Contas do Distrito Federal de que re- sultem imputação de débitos ou multa terão eficácia de título executivo. Art. 79. A Câmara Legislativa ou a comissão competente, diante de in- dícios de despesas não autorizadas, ainda que sob forma de investimentos não programados ou de incentivos, isenções, anistias, remissões, subsídios ou benefícios de natureza financeira, tributária ou creditícia não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários. § 1º Não prestados os esclarecimentos ou considerados estes insufici- entes, a Câmara Legislativa ou a comissão competente solicitará ao Tribu- nal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias. § 2º Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa, a comissão competente, se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá à Câmara Legislativa sua sustação, se ainda não realizado, ou seu reembolso devidamente atualizado monetaria- mente, consoante regras vigentes, se já efetuado. § 3º O Tribunal de Contas do Distrito Federal agirá de ofício ou medi- ante iniciativa da Câmara Legislativa, do Ministério Público ou das autori- dades financeiras e orçamentárias do Distrito Federal ou dos demais ór- gãos auxiliares, sempre que houver indício de irregularidade em qualquer despesa, inclusive naquela decorrente de contrato. Art. 80. Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, de forma inte- grada, sistema de controle interno com a finalidade de: I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Distrito Federal;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 12 II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira, contábil e patrimonial nos órgãos e entidades da administração do Distrito Federal, e quanto à da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III – exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração, vencimento ou salá- rio de seus membros ou servidores; IV – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como o dos direitos e haveres do Distrito Federal; V – avaliar a relação de custo e benefício das renúncias de receitas e dos incentivos, remissões, parcelamentos de dívidas, anistias, isenções, subsídios, benefícios e afins de natureza financeira, tributária, creditícia e outros; VI – apoiar o controle externo, no exercício de sua missão institucional. § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade, ilegalidade ou ofensa aos princípios do art. 37 da Constituição Federal, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, sob pena de responsabilidade solidária. § 2º As contas públicas do Distrito Federal ficarão, durante sessenta dias, anualmente, em local próprio da Câmara Legislativa à disposição de qualquer contribuinte para exame e apreciação e serão disponibilizadas de maneira permanente, atualizadas mensalmente, nos sítios oficiais na inter- net do Poder Legislativo, do Poder Executivo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal, recomendando-se a criação de sítios específicos na inter- net para a publicação permanente das contas públicas, de forma clara e compreensível ao cidadão. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 68, de 2013.) § 3º Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas ou à Câmara Legislativa. § 4º A prestação de contas anual do Governador e as tomadas ou prestações de contas anuais dos administradores dos órgãos e entidades do Distrito Federal deverão ser acompanhadas de relatório circunstanciado do órgão de controle interno sobre o resultado das atividades indicadas neste artigo. Art. 81. O Tribunal de Contas do Distrito Federal prestará contas anual- mente de sua execução orçamentária, financeira e patrimonial à Câmara Legislativa, até sessenta dias da data da abertura da sessão do ano seguinte àquele a que se referir o exercício financeiro, quanto aos aspectos de legali- dade, legitimidade e economicidade, observados os demais preceitos legais. Subseção II Do Tribunal de Contas Art. 82. O Tribunal de Contas do Distrito Federal, integrado por sete Conselheiros, tem sede na cidade de Brasília, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território do Distrito Federal, exercendo, no que cou- ber, as atribuições previstas no art. 96 da Constituição Federal. § 1º Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados entre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; II – idoneidade moral e reputação ilibada; III – notáveis conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e finan- ceiros ou de administração pública; IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no item anterior. § 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal serão escolhidos: I – três pelo Governador do Distrito Federal, com a aprovação da Câ- mara Legislativa, sendo um de livre escolha, e dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e mereci- mento; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 36, de 2002.) II – quatro pela Câmara Legislativa. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 36, de 2002.) § 3º (Parágrafo revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 36, de 2002.) § 4º Os Conselheiros do Tribunal de Contas terão as mesmas garanti- as, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Desembar- gadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, na forma da Constituição Federal, e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido, efetivamente, por mais de cinco anos. § 5º Os Conselheiros, nas suas faltas e impedimentos, serão substituí- dos por Auditores, na forma da lei. § 6º O Auditor, quando em substituição a Conselheiro, terá as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos do titular e, no exercício das de- mais atribuições da judicatura, as de Juiz de Direito da Justiça do Distrito Federal e Territórios. § 7º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal farão declaração pública de bens, no ato da posse e no término do exercício do cargo. § 8º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, nos casos de crime comum e nos de responsabilidade, serão processados e julgados, originariamente, pelo Superior Tribunal de Justiça. § 9º É proibida a nomeação para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal de pessoa que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) Art. 83. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ainda que em disponibilidade, não poderão exercer outra função pública, nem qualquer profissão remunerada, salvo uma de magistério, nem rece- ber, a qualquer título ou pretexto, participação nos processos, bem como dedicar-se à atividade político-partidária, sob pena de perda do cargo. Art. 84. É da competência exclusiva do Tribunal de Contas do Distrito Federal: I – elaborar, aprovar e alterar seu regimento interno; II – organizar seus serviços auxiliares e prover os respectivos cargos, ocupados aqueles em comissão preferencialmente por servidores de carrei- ra do próprio tribunal, nos casos e condições que deverão ser previstos em sua lei de organização; III – conceder licença, férias e outros afastamentos a Conselheiros e Auditores; IV – propor à Câmara Legislativa a criação, transformação e extinção de cargos e a fixação dos respectivos vencimentos; V – elaborar sua proposta orçamentária, observados os princípios es- tabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. Art. 85. Funcionará junto ao Tribunal de Contas o Ministério Público, regido pelos princípios institucionais de unidade, indivisibilidade e indepen- dência funcional, com as atribuições de guarda da lei e fiscal de sua execu- ção. Parágrafo único. A proibição de que trata o art. 82, § 9º, aplica-se à nomeação do Procurador-Geral do Ministério Público de Contas do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) Art. 86. Lei complementar do Distrito Federal disporá sobre a organiza- ção e o funcionamento do Tribunal de Contas, podendo dividi-lo em câma- ras e criar delegações ou órgãos destinados a auxiliá-lo no exercício de suas funções e na descentralização dos seus trabalhos. CAPÍTULO III DO PODER EXECUTIVO Seção I Do Governador e Vice-Governador Art. 87. O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Distrito Fe- deral, auxiliado pelos Secretários de Estado do Distrito Federal. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) Art. 88. A eleição do Governador e do Vice-Governador do Distrito Fe- deral realizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subsequente. § 1º A eleição do Governador do Distrito Federal importará a do Vice- Governador com ele registrado. § 2º A eleição do Governador do Distrito Federal é feita por sufrágio universal e por voto direto e secreto. § 3º O mandato do Governador do Distrito Federal será de quatro anos, permitida a reeleição para um único período subsequente. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 37, de 2002.)
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 13 Art. 89. São condições de elegibilidade para Governador e Vice- Governador do Distrito Federal: I – nacionalidade brasileira; II – pleno exercício dos direitos políticos; III – domicílio eleitoral na circunscrição do Distrito Federal pelo prazo fixado em lei; IV – filiação partidária; V – idade mínima de trinta anos; VI – alistamento eleitoral. Art. 90. Será considerado eleito Governador do Distrito Federal o can- didato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. § 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira vota- ção, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resul- tado, na qual concorrerão os dois candidatos mais votados e será conside- rado eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. § 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, entre os remanescen- tes, o de maior votação. § 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em se- gundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. Art. 91. O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal tomarão posse em sessão da Câmara Legislativa, quando prestarão o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição Federal e a Lei Orgânica, observar as leis e promover o bem geral do povo do Distrito Federal. Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador do Distrito Federal, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. Art. 92. Cabe ao Vice-Governador substituir o Governador em sua au- sência ou impedimento e suceder-lhe no caso de vaga. Parágrafo único. O Vice-Governador do Distrito Federal, além de ou- tras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Governador, sempre que por ele convocado para missões especiais. Art. 93. Em caso de impedimento do Governador e do Vice- Governador, ou de vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da chefia do Poder Executivo o Presidente da Câmara Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Fede- ral e Territórios. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 57, de 2010.) Art. 94. Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador do Dis- trito Federal, se fará eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 57, de 2010.) § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do mandato, a elei- ção para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pela Câmara Legislativa, na forma da lei. § 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. Art. 95. O Governador e o Vice-Governador deverão residir no Distrito Federal. Art. 96. O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Câmara Legislativa, ausentar-se do Distrito Federal por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. § 1º A licença a que se refere o caput deste artigo deverá ser justifica- da. (Parágrafo renumerado pela Emenda à Lei Orgânica nº 37, de 2002.) § 2º O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal poderão afastar-se durante trinta dias, a título de férias, em cada ano de seu manda- to. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 41, de 2004.) Art. 97. O Governador e o Vice-Governador deverão, no ato da posse e no término do mandato, fazer declaração pública de bens. Art. 98. Aplicam-se ao Governador e ao Vice-Governador, no que cou- ber, as proibições e impedimentos estabelecidos para os Deputados Distri- tais, fixados no art. 62. Art. 99. Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, federal, estadual, muni- cipal ou do Distrito Federal, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V, da Constituição Fede- ral. Seção II Das Atribuições do Governador Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal: I – representar o Distrito Federal perante o Governo da União e das Unidades da Federação, bem como em suas relações jurídicas, políticas, sociais e administrativas; II – nomear, observado o disposto no caput do art. 244 e em seu pará- grafo único, os membros do Conselho de Educação do Distrito Federal; III – nomear e exonerar Secretários de Estado do Distrito Federal; (In- ciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) IV – exercer, com auxílio dos Secretários de Estado do Distrito Federal, a direção superior da administração do Distrito Federal; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) V – exercer o comando superior da Polícia Militar e do Corpo de Bom- beiros Militar do Distrito Federal, e promover seus oficiais; VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica; VII – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; VIII – nomear, na forma da lei, os Comandantes-Gerais da Polícia Mili- tar e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como o Diretor da Polícia Civil; IX – vetar projetos de lei, total ou parcialmente; X – dispor sobre a organização e o funcionamento da administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica; XI – remeter mensagem à Câmara Legislativa por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Distrito Federal e indicando as providências que julgar necessárias; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 58, de 2010.) XII – nomear os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Fede- ral, após a aprovação pela Câmara Legislativa, observado o disposto no art. 82, §§ 1º e 2º e seus incisos; XIII – nomear e destituir o Procurador-Geral do Distrito Federal, na forma da lei; XIV – nomear os membros do Conselho de Governo, a que se refere o art. 108; XV – nomear e destituir presidente de instituições financeiras controla- das pelo Distrito Federal, após a aprovação pela Câmara Legislativa, na forma do art. 60, XXXV; XVI – enviar à Câmara Legislativa projetos de lei relativos a plano plu- rianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, dívida pública e opera- ções de crédito; XVII – prestar anualmente à Câmara Legislativa, no prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercí- cio anterior; XVIII – prover e extinguir os cargos públicos do Distrito Federal, na forma da lei; XIX – nomear e destituir diretores de sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações mantidas pelo Poder Público; XX – subscrever ou adquirir ações, realizar ou aumentar capital, desde que haja recursos disponíveis, de sociedade de economia mista ou de empresa pública, bem como dispor, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital que tenham subscrito, adquirido, realizado ou aumen- tado, mediante autorização da Câmara Legislativa; XXI – delegar, por decreto, a qualquer autoridade do Executivo atribui- ções administrativas que não sejam de sua exclusiva competência; XXII – solicitar intervenção federal na forma estabelecida pela Consti- tuição da República; XXIII – celebrar ou autorizar convênios, ajustes ou acordos com enti- dades públicas ou particulares, na forma da legislação em vigor; XXIV – realizar operações de crédito autorizadas pela Câmara Legisla- tiva;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 14 XXV – decretar situação de emergência e estado de calamidade públi- ca no Distrito Federal; XXVI – praticar os demais atos de administração, nos limites da com- petência do Poder Executivo; XXVII – nomear, dispensar, exonerar, demitir e destituir servidores da administração pública direta, autárquica e fundacional. (Inciso com a reda- ção da Emenda à Lei Orgânica nº 64, de 2013.) XXVIII – nomear e destituir o Defensor Público-Geral do Distrito Fede- ral, na forma da lei. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.) Seção III Da Responsabilidade do Governador Art. 101. São crimes de responsabilidade os atos do Governador do Distrito Federal que atentem contra a Constituição Federal, contra esta Lei Orgânica e, especialmente, contra: I – a existência da União e do Distrito Federal; II – o livre exercício do Poder Executivo e do Poder Legislativo ou de outras autoridades constituídas; III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; IV – a segurança interna do País e do Distrito Federal; V – a probidade na administração; VI – a lei orçamentária; VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento. Art. 101-A. São crimes de responsabilidade os atos dos Secretários de Estado do Distrito Federal, dos dirigentes e servidores da administração pública direta e indireta, do Procurador-Geral, dos comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e do Diretor-Geral da Polícia Civil que atentarem contra a Constituição Federal, esta Lei Orgânica e, especi- almente, contra: (Artigo e respectivos incisos e parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 44, de 2005.) I – a existência da União e do Distrito Federal; II – o livre exercício dos Poderes Executivo e Legislativo e das outras autoridades constituídas; III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; IV – a segurança interna do País e do Distrito Federal; V – a probidade na administração; VI – a lei orçamentária; VII – o cumprimento das leis e decisões judiciais. § 1º A recusa em atender a convocação da Câmara Legislativa ou de qualquer das suas Comissões constitui igualmente crime de responsabili- dade. § 2º A Mesa Diretora, as Comissões Permanentes e os Deputados Dis- tritais poderão apresentar ao plenário denúncia solicitando a instauração de processo por crime de responsabilidade contra qualquer das autoridades elencadas no caput. § 3º Admitida a acusação constante da denúncia, por maioria absoluta dos deputados distritais, será a autoridade julgada perante a própria Câma- ra Legislativa. § 4º Após admitida a denúncia pela Câmara Legislativa a autoridade será afastada imediatamente de seu cargo. § 5º Aos ex-governadores e aos ex-ocupantes dos cargos referidos no caput, aplica-se o disposto no § 1º quando a convocação referir-se a atos praticados no período de mandato ou gestão dos respectivos cargos. Art. 102. Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical poderá denunciar à Câmara Legislativa o Governador, o Vice- Governador e os Secretários de Estado do Distrito Federal por crime de responsabilidade. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) Art. 103. Admitida acusação contra o Governador, por dois terços da Câmara Legislativa, será ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça, nas infrações penais comuns, ou perante a própria Câmara Legislativa, nos crimes de responsabilidade. § 1º O Governador ficará suspenso de suas funções: I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa- crime pelo Superior Tribunal de Justiça; II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Câmara Legislativa. § 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Governador, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. § 3º (Parágrafo revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 57, de 2010.) § 4º (Parágrafo revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 57, de 2010.) Art. 104. A condenação do Governador ou do Vice-Governador do Dis- trito Federal implica a destituição do cargo, sem prejuízo das demais san- ções legais cabíveis. Seção IV Dos Secretários de Estado do Distrito Federal (Título da Seção com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) Art. 105. Os Secretários de Estado serão escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos, no exercício dos direitos políticos, aplicando- se-lhes o disposto no art. 19, § 8º. (Caput com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) Parágrafo único. Compete aos Secretários de Estado do Distrito Fede- ral, além de outras atribuições estabelecidas nesta Lei Orgânica e nas demais leis: (Parágrafo único com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e enti- dades da administração do Distrito Federal, na área de sua competência; II – referendar os decretos e os atos assinados pelo Governador, refe- rentes à área de sua competência; III – expedir instruções para a execução das leis, decretos e regula- mentos; IV – apresentar ao Governador relatório anual de sua gestão; V – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorga- das ou delegadas pelo Governador do Distrito Federal; VI – comparecer à Câmara Legislativa ou a suas comissões, nos casos e para os fins indicados nesta Lei Orgânica; VII – delegar a seus subordinados, por ato expresso, atribuições pre- vistas na legislação. Art. 106. Os Secretários de Estado do Distrito Federal poderão compa- recer à Câmara Legislativa do Distrito Federal ou a qualquer de suas co- missões, por sua iniciativa ou por convocação, para expor assunto relevan- te de sua secretaria. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) Art. 107. Os Secretários de Estado do Distrito Federal serão, nos cri- mes comuns e nos de responsabilidade, processados e julgados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ressalvada a compe- tência dos órgãos judiciários federais. (Artigo e respectivos parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) § 1º São crimes de responsabilidade dos Secretários de Estado do Dis- trito Federal os referidos nos arts. 60, XII, e 101, bem como os demais previstos em lei, incluída a recusa ou o não comparecimento à Câmara Legislativa ou a qualquer de suas comissões quando convocados, além da não prestação de informações no prazo de trinta dias ou o fornecimento de informações falsas. § 2º O acolhimento da denúncia pela prática de crime de responsabili- dade acarreta o afastamento do Secretário de Estado do Distrito Federal do exercício de suas funções. Seção V Do Conselho de Governo Art. 108. O Conselho de Governo é o órgão superior de consulta do Governador do Distrito Federal, que o preside e do qual participam: I – o Vice-Governador do Distrito Federal; II – o Presidente da Câmara Legislativa; III – os líderes da maioria e da minoria na Câmara Legislativa;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 15 IV – o Procurador-Geral do Distrito Federal; V – quatro cidadãos brasileiros natos, residentes no Distrito Federal há pelo menos dez anos, maiores de trinta anos de idade, todos com mandato de dois anos, vedada a recondução, sendo dois nomeados pelo Governa- dor e dois indicados pela Câmara Legislativa. Art. 109. Compete ao Conselho de Governo pronunciar-se sobre ques- tões relevantes suscitadas pelo Governo do Distrito Federal, incluída a estabilidade das instituições e os problemas emergentes de grave comple- xidade e magnitude. Parágrafo único. A lei regulará a organização e funcionamento do Con- selho de Governo e as atribuições de seus membros, que as exercerão independentemente de qualquer remuneração. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I Da Procuradoria-Geral do Distrito Federal Art. 110. A Procuradoria-Geral é o órgão central do sistema jurídico do Distrito Federal, de natureza permanente, na forma do art. 132 da Consti- tuição Federal. (Artigo com a redação original restaurada em virtude da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 9, de 1996, que havia alterado o dispositivo: ADI nº 1557 – STF, Diário de Justiça de 18/6/2004.) Parágrafo único. A proibição de que trata o art. 19, § 8º, aplica-se à nomeação do Procurador-Geral do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 60, de 2011.) Art. 111. São funções institucionais da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, no âmbito de Poder Executivo: (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9, de 1996. Declarada a inconstitucionalidade da expres- são "no âmbito do Poder Executivo", contida no caput deste artigo: ADI nº 1557 – STF, Diário de Justiça de 18/6/2004.) I – representar o Distrito Federal judicial e extrajudicialmente; II – representar a Fazenda Pública perante os Tribunais de Contas da União, do Distrito Federal e Juntas de Recursos Fiscais; III – promover a defesa da Administração Pública, requerendo a qual- quer órgão, entidade ou tribunal as medidas de interesse da Justiça, da Administração e do Erário; IV – representar sobre questões de ordem jurídica sempre que o inte- resse público ou a aplicação do Direito o reclamarem; V – promover a uniformização da jurisprudência administrativa e a compilação da legislação do Distrito Federal; VI – prestar orientação jurídico-normativa para a administração pública direta, indireta e fundacional; VII – efetuar a cobrança judicial da dívida do Distrito Federal. § 1º A cobrança judicial da dívida do Distrito Federal a que se refere o inciso VII desse artigo inclui aquela relativa à Câmara Legislativa do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14, de 1997.) § 2º É também função institucional da Procuradoria-Geral do Distrito Federal a representação judicial e extrajudicial do Tribunal de Contas do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14, de 1997.) Art. 112. Os servidores de apoio às atividades jurídicas serão organi- zados em carreira, com quadro próprio e funções específicas. Art. 113. Aplicam-se aos Procuradores das Autarquias e Fundações do Distrito Federal e aos Procuradores da Câmara Legislativa do Distrito Federal os mesmos direitos, deveres, garantias, vencimentos, proibições e impedimentos da atividade correcional e de disposições atinentes à carreira de Procurador do Distrito Federal. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9, de 1996.) Seção II Da Defensoria Pública do Distrito Federal (Seção com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.) Art. 114. A Defensoria Pública do Distrito Federal é instituição perma- nente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orien- tação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.) § 1º À Defensoria Pública do Distrito Federal é assegurada, nos termos do art. 134, § 2º, da Constituição Federal, e do art. 2º da Emenda Constitu- cional nº 69, de 29 de março de 2012, autonomia funcional e administrativa, cabendo-lhe elaborar, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias, sua proposta orçamentária e encaminhá-la ao Poder Executivo para consolida- ção da proposta de lei de orçamento anual e submissão ao Poder Legislati- vo. § 2º O Defensor Público-Geral do Distrito Federal só pode ser destituí- do, nos termos da lei, por iniciativa do Governador e prévia deliberação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Art. 115. É assegurada ao policial militar, policial civil e bombeiro militar do Distrito Federal assistência jurídica especializada através da Assistência Judiciária, quando no exercício da função se envolverem em fatos de natureza penal ou administrativa. Art. 116. Haverá na Assistência Judiciária centro de atendimento para a assistência jurídica, apoio e orientação à mulher vítima de violência, bem como a seus familiares. CAPÍTULO V DA SEGURANÇA PÚBLICA Art. 117. A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabili- dade de todos, é exercida nos termos da legislação pertinente, para a preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimô- nio, pelos seguintes órgãos relativamente autônomos, subordinados dire- tamente ao Governador do Distrito Federal: (Declarada a inconstitucionali- dade do caput e dos respectivos incisos deste artigo: ADI nº 1182 – STF, Diário de Justiça 10/3/2006.) I – Polícia Civil; II – Polícia Militar; III – Corpo de Bombeiros Militar; IV – Departamento de Trânsito. § 1º O ingresso nas carreiras dos órgãos de que trata este artigo dar- se-á por concurso público de provas ou de provas e títulos, provas psicoló- gicas e curso de formação profissional específico para cada carreira. (Pa- rágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 2º Durante o curso de formação profissional de que trata o parágrafo anterior, o pretendente à carreira terá acompanhamento psicológico, o qual se estenderá pelo período de estágio probatório. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 3º O exercício da função de policial civil, de policial militar e de bom- beiro militar é considerado penoso e perigoso para todos os efeitos legais. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 4º Os diretores, chefes e comandantes de unidades da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar serão nomeados pelo Comandante-Geral da respectiva corporação, entre oficiais do quadro correspondente. (Pará- grafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 5º Lei própria disporá sobre a organização e o funcionamento da Po- lícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como sobre os direitos, deveres, vantagens e regime de trabalho de seus integrantes, respeitados os preceitos constitucionais e a legislação federal pertinente. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) Art. 118. Os órgãos integrantes da Segurança Pública ficam autoriza- dos a receber doações em espécie e em bens móveis e imóveis, observada a obrigatoriedade de prestar contas. (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 1º As doações em espécie constituirão fundo para a aquisição de equipamentos. § 2º As doações em bens móveis e imóveis integrarão o patrimônio do órgão. Seção I Da Polícia Civil
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 16 Art. 119. À Polícia Civil, órgão permanente dirigido por delegado de po- lícia de carreira, incumbe, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. § 1º São princípios institucionais da Polícia Civil unidade, indivisibilida- de, autonomia funcional, legalidade, moralidade, impessoalidade, hierar- quia funcional, disciplina, unidade de doutrina e de procedimentos. (Decla- rada a inconstitucionalidade da expressão "autonomia funcional", constante deste parágrafo: ADI n° 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 2º O Diretor-Geral da Polícia Civil, integrante da carreira de policial civil do Distrito Federal, pertencente à categoria de delegado de polícia, será nomeado pelo Governador do Distrito Federal e deverá apresentar declaração pública de bens no ato de posse e de exoneração. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 3º Os vencimentos dos delegados de polícia civil não serão inferio- res aos percebidos pelas carreiras a que se refere o art. 135 da Constitui- ção Federal, observada, para esse efeito, a correlação entre as respectivas classes e entrâncias e assegurada a revisão de remuneração, em igual percentual, sempre que forem revistos aqueles, garantida a atual proporci- onalidade de vencimentos devida às demais categorias da carreira de policial civil do Distrito Federal, nos termos da legislação federal. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) § 4º Aos integrantes da categoria de delegado de polícia é garantida independência funcional no exercício das atribuições de Polícia Judiciária. § 5º Os Institutos de Criminalística, de Medicina Legal e de Identifica- ção compõem a estrutura administrativa da Polícia Civil, devendo seus dirigentes ser escolhidos entre os integrantes do quadro funcional do res- pectivo instituto. § 6º A função de policial civil é considerada de natureza técnica. § 7º O ingresso na carreira de policial civil do Distrito Federal far-se-á observado o disposto no art. 117, § 1º, numa das categorias de nível médio ou superior, reservando-se metade das vagas dos cargos de nível superior para provimento por progressão funcional das categorias de nível médio, na forma da lei. (Declarada a inconstitucionalidade da expressão "reser- vando-se metade das vagas dos cargos de nível superior para provimento por progressão funcional das categorias de nível médio", constante deste parágrafo: ADI n° 960 – STF, Diário de Justiça de 29/8/2003.) § 8º As atividades desenvolvidas nos Institutos de Criminalística, de Medicina Legal e de Identificação são consideradas de natureza técnico- científica. § 9º Aos integrantes das categorias de perito criminal, médico-legista e datiloscopista policial é garantida a independência funcional na elaboração de laudos periciais. (Parágrafo com a redação original, restaurada em virtude da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 34, de 2001, que havia alterado o dispositivo: ADI n° 2004 00 2 008821- 3 – TJDFT, Diário da Justiça de 19/7/2010.) Seção II Da Polícia Militar Art. 120. À Polícia Militar, órgão regular e permanente, organizado e mantido pela União, cujos princípios fundamentais estão embasados na hierarquia e disciplina, compete, além de outras atribuições definidas em lei e ressalvadas as missões peculiares às Forças Armadas: (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) I – a polícia ostensiva de prevenção criminal, de radiopatrulha aérea, terrestre, lacustre e fluvial, de trânsito urbano e rodoviário e de proteção ao meio ambiente, bem como as atividades relacionadas com a preservação e restauração da ordem pública e proteção a fauna e flora; II – a garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicas, especialmente das áreas fazendária, sanitária, de proteção ambi- ental, de uso e ocupação do solo e do patrimônio histórico e cultural do Distrito Federal; III – as guardas externas da sede do Governo do Distrito Federal, pré- dios e instalações públicas, residências oficiais, estabelecimentos de ensi- no público, prisionais e de custódia, das representações diplomáticas acreditadas junto ao Governo brasileiro, assim como organismos internaci- onais sediados no Distrito Federal; IV – a função de polícia judiciária militar, nos termos da lei federal. Parágrafo único. O Comandante-Geral da Polícia Militar será nomeado pelo Governador do Distrito Federal, entre oficiais da ativa ocupantes do último posto do quadro de oficiais policiais militares, conforme dispuser a lei, e prestará declaração pública de seus bens no ato de posse e de exo- neração. Seção III Do Corpo de Bombeiros Militar Art. 121. Ao Corpo de Bombeiros Militar, instituição regular e perma- nente, organizada e mantida pela União, cujos princípios fundamentais estão embasados na hierarquia e disciplina, compete, além de outras atribuições definidas em lei: (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF, Diário de Justiça de 12/6/2009.) I – executar atividades de defesa civil; II – prevenir e combater incêndios; III – realizar perícias em locais de incêndios e sinistros; IV – executar ações de busca e salvamento de pessoas e seus bens; V – estudar, analisar, planejar, fiscalizar, realizar vistorias, emitir nor- mas e pareceres técnicos e fazer cumprir as atividades relativas à seguran- ça contra incêndios e pânico, bem como impor penalidades de notificação, interdição e multas, com vistas a proteção de pessoas e de bens públicos e privados, na forma da legislação específica; VI – exercer a função de polícia judiciária militar nos termos da lei fede- ral. Parágrafo único. O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar será nomeado pelo Governador do Distrito Federal, entre oficiais da ativa ocupantes do último posto do quadro de oficiais bombeiros militares, con- forme dispuser a lei, e apresentará declaração pública de bens no ato de posse e de exoneração. Seção IV Da Política Penitenciária Art. 122. A legislação penitenciária do Distrito Federal assegurará o respeito às regras da Organização das Nações Unidas para o tratamento de reclusos, a defesa técnica nas infrações disciplinares e definirá a com- posição e competência do Conselho de Política Penitenciária do Distrito Federal. Art. 123. O estabelecimento prisional destinado a mulheres terá, em lo- cal anexo e independente, creche em tempo integral, para seus filhos de zero a seis anos, atendidos por pessoas especializadas, assegurado às presidiárias o direito à amamentação. Parágrafo único. À mulher presidiária será garantida assistência pré- natal prioritariamente e a obrigatoriedade de assistência integral a sua saúde. Art. 124. Os estabelecimentos prisionais e correcionais proporcionarão aos internos condições de exercer atividades produtivas remuneradas, que lhes garantam o sustento e de suas famílias e assistência à saúde, de caráter preventivo e curativo, em serviço próprio do estabelecimento e com pessoal técnico nele lotado em caráter permanente. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 32, de 1999.) Parágrafo único. A Lei definirá as características do serviço e as moda- lidades de sua integração com a rede pública de saúde do Distrito Federal. Seção V Do Departamento de Trânsito Art. 124-A. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal – Detran- DF, entidade autárquica integrante do Sistema Nacional de Trânsito, com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa, financeira e técnica, é o órgão executivo de trânsito, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal. (Artigo com a redação da Emen- da à Lei Orgânica nº 64, de 2013.) Parágrafo único. Compete ao Detran-DF, além das atribuições fixadas na legislação federal, o exercício do poder de polícia administrativa de trânsito no âmbito do Distrito Federal, bem como a fixação dos preços públicos a serem cobrados pelos serviços administrativos prestados aos usuários.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 17 4 Tributação e orçamento do Distrito Federal. CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO DO DISTRITO FEDERAL Seção I Dos Princípios Gerais Art. 125. Compete ao Distrito Federal instituir os seguintes tributos: I – impostos de sua competência previstos na Constituição Federal; II – taxas em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. § 1º A função social dos impostos incorpora o princípio de justiça fiscal e o critério de progressividade a ser observados na legislação. § 2º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar o patrimônio, rendimentos e atividades econômicas do contribuinte, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. § 3º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. § 4º Nenhuma taxa, à exceção das decorrentes do exercício do poder de polícia, poderá ser aplicada em despesas estranhas aos serviços para os quais foi criada. § 5º O Distrito Federal poderá, mediante convênio com a União, Esta- dos e Municípios, delegar ou deles receber encargos de administração tributária. § 6º O Distrito Federal poderá instituir contribuição cobrada de seus servidores para custeio, em benefício destes, de sistema de previdência e assistência social. Art. 126. O sistema tributário do Distrito Federal obedecerá ao disposto no art. 146 da Constituição Federal, em resolução do Senado Federal, nesta Lei Orgânica e em leis ordinárias, no tocante a: I – conflitos de competência em matéria tributária entre pessoas de di- reito público; II – limitações constitucionais ao poder de tributar; III – definição de tributos e de suas espécies, bem como em relação aos impostos constitucionais discriminados, dos respectivos fatos gerado- res, bases de cálculo e contribuintes; IV – obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributá- rios; V – adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. Art. 127. Ao Distrito Federal competem, cumulativamente, os impostos reservados aos Estados e Municípios nos termos dos arts. 155 e 156 da Constituição Federal. Seção II Das Limitações do Poder de Tributar Art. 128. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuin- te, é vedado ao Distrito Federal: I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupa- ção profissional ou função por eles exercida, independentemente da deno- minação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; III – cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; IV – utilizar tributo com efeito de confisco; V – estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou de bens por meio de tributos, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias con- servadas pelo Distrito Federal; VI – instituir impostos sobre: a) patrimônio, renda ou serviços da União, Estados e Municípios; b) templos de qualquer culto; c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão; VII – estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. § 1º A vedação do inciso VI, a, é extensiva a autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere a patrimônio, renda e serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decor- rentes. § 2º As vedações do inciso VI, a, e as do parágrafo anterior não se aplicam a patrimônio, renda e serviços relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimen- tos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exoneram o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. § 3º As vedações do inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente patrimônio, renda e serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. § 4º Ressalvados os casos previstos na lei de diretrizes orçamentárias, os projetos de lei que instituam ou majorem tributos só serão apreciados pela Câmara Legislativa, no mesmo exercício financeiro, se a ela encami- nhados até noventa dias de seu encerramento. § 5º A contribuição de que trata o art. 125, § 6º, só poderá ser exigida após decorridos noventa dias da vigência da lei que a houver instituído ou modificado, não se lhe aplicando o disposto no inciso III, b. Art. 129. A lei poderá isentar, reduzir ou agravar tributos, para favore- cer atividades de interesse público ou para conter atividades incompatíveis com este, obedecidos os limites de prazo e valor. Parágrafo único. Para efeito de redução ou isenção da carga tributária, a lei definirá os produtos que integrarão a cesta básica, para atendimento da população de baixa renda, observadas as restrições da legislação federal. Art. 130. São isentas de impostos de competência do Distrito Federal as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. Art. 131. As isenções, anistias, remissões, benefícios e incentivos fis- cais que envolvam matéria tributária e previdenciária, inclusive as que sejam objeto de convênios celebrados entre o Distrito Federal e a União, Estados e Municípios, observarão o seguinte: I – só poderão ser concedidos ou revogados por meio de lei específica, aprovada por dois terços dos membros da Câmara Legislativa, obedecidos os limites de prazo e valor; II – não serão concedidos no último exercício de cada legislatura, salvo os benefícios fiscais relativos ao imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, deliberados na forma do inciso VII do § 5º do art. 135, e no caso de calamidade pública, nos termos da lei; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 38, de 2002.) III – não serão concedidos às empresas que utilizem em seu processo produtivo mão-de-obra baseada no trabalho de crianças e de adolescentes, em desacordo com o disposto no art. 7°, XXXIII, da Constituição Federal. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 30, de 1999.) Parágrafo único. Os convênios celebrados pelo Distrito Federal na for- ma prescrita no art. 155, § 2º, XII, g, da Constituição Federal, deverão observar o que dispõe o texto constitucional e legislação complementar pertinente. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 1, de 1994.) Seção III Dos Impostos do Distrito Federal Art. 132. Compete ao Distrito Federal instituir: I – impostos sobre:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 18 a) transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos; b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, de que trata o art. 21, XI, da Constituição Federal, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (Declarada a inconstitucionalidade da expressão "de que trata o art. 21, XI, da Constituição Federal", constan- te desta alínea: ADI n° 1467 – STF, Diário de Justiça de 11/4/2003.) c) propriedade de veículos automotores; d) propriedade predial e territorial urbana; e) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; f) venda a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo die- sel; g) serviços de qualquer natureza, não compreendidos na alínea b, de- finidos em lei complementar federal; II – adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pes- soas físicas ou jurídicas domiciliadas no Distrito Federal, a título do imposto previsto no art. 153, III, da Constituição Federal, incidente sobre lucros, ganhos e rendimentos de capital. Art. 133. O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos: I – incidirá sobre: a) bens imóveis situados no Distrito Federal e respectivos direitos; b) bens móveis, títulos e créditos quando o inventário ou arrolamento se processar no Distrito Federal ou o doador nele tiver domicílio; II – terá a competência para sua instituição regulada por lei comple- mentar federal: a) se o doador tiver domicílio ou residência no exterior; b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado, ou teve o seu inventário processado no exterior; III – obedecerá a alíquotas máximas fixadas por resolução do Senado Federal. Art. 134. O imposto sobre operações relativas à circulação de merca- dorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e inter- municipal e de comunicação atenderá ao seguinte: I – será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo Distrito Federal ou outro Estado; II – a isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes; b) acarretará a anulação do crédito às operações anteriores; III – poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços; IV – terá as alíquotas aplicáveis a operações e prestações interestadu- ais e de exportação fixadas por resolução do Senado Federal. Art. 135. O Distrito Federal fixará as alíquotas do imposto de que trata o artigo anterior para as operações internas, observado o seguinte: I – limite mínimo não inferior ao estabelecido pelo Senado Federal para as operações interestaduais, salvo: a) deliberação em contrário, estabelecida na forma da lei complemen- tar federal, conforme previsto no art. 155, § 2º, VI, da Constituição Federal; b) resolução do Senado Federal, na forma do art. 155, § 2º, V, a, da Constituição Federal; II – limite máximo, na hipótese de resolução do Senado Federal, para solução de conflito específico que envolva interesse do Distrito Federal e dos Estados; III – em relação a operações e prestações que destinem bens e servi- ços a consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se-á: a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto; b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte do im- posto. § 1º Caberá ao Distrito Federal o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, nas operações e prestações interestaduais que lhe destinem mercadorias e serviços, quando o destina- tário, situado no seu território, for contribuinte do imposto. § 2º O imposto incidirá também: a) sobre entrada de mercadoria importada do exterior, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre serviço prestado no exterior, se estiver situado no Distrito Federal o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço; b) sobre o valor da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não sujeitos ao imposto sobre serviços de qualquer natureza. § 3º O imposto não incidirá: I – sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluídos os semielaborados definidos em lei complementar federal; II – sobre operações que destinem a outro Estado petróleo, lubrifican- tes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica; III – sobre o ouro, quando definido em lei federal, nas hipóteses previs- tas no art. 153, § 5º, da Constituição Federal. § 4º O imposto não compreenderá, em sua base de cálculo, o montan- te do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realiza- da entre contribuintes e relativa a produto destinado a industrialização ou a comercialização, configure fato gerador dos dois impostos. § 5º Observar-se-á a lei complementar federal para: I – definir seus contribuintes; II – dispor sobre substituição tributária; III – disciplinar o regime de compensação do imposto; IV – fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços; V – excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e outros produtos além dos mencionados no § 3º, I; VI – prever casos de manutenção de crédito, relativamente a remessa para outro Estado e exportação para o exterior de serviços e de mercadori- as; VII – regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. § 6º As deliberações tomadas nos termos do § 5º, VII, no tocante a convênios de natureza autorizativa, serão estabelecidas sob condições determinadas de limites de prazo e valor e somente produzirão efeito no Distrito Federal após sua homologação pela Câmara Legislativa. § 7º À exceção do imposto sobre circulação de mercadorias e presta- ções de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comuni- cação e do imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, nenhum outro tributo de competência do Distrito Federal incidirá sobre operações relativas a energia elétrica, combustíveis líquidos e gaso- sos, lubrificantes e minerais do País. Art. 136. O imposto sobre propriedade predial e territorial urbana será progressivo, nos termos de lei específica, de forma a assegurar o cumpri- mento da função social da propriedade, considerados, entre outros aspec- tos: I – valor real do imóvel, corrigido a cada ano fiscal; II – existência ou não de área construída; III – utilização própria ou locatícia. Art. 137. O imposto sobre transmissão inter vivos de bens imóveis e de direitos a eles relativos não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorpo- ração, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. Art. 138. O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos não exclui a incidência do imposto sobre operações relativas à
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 19 circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação sobre a mesma operação. Art. 139. As alíquotas máximas do imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos e sobre serviços de qualquer natureza serão aquelas fixadas em lei, que também definirá a exclusão da incidência do imposto sobre serviço de qualquer natureza em exportações de serviços para o exterior. Art. 140. O Distrito Federal divulgará, até o último dia do mês subse- quente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos arreca- dados e dos demais recursos recebidos, inclusive os transferidos pela União. Art. 141. O Distrito Federal orientará os contribuintes com vistas ao cumprimento da legislação tributária, que conterá, entre outros princípios, o da justiça fiscal, bem como determinará mediante lei medidas para esclare- cer os consumidores acerca de impostos que incidam sobre mercadorias e serviços, fazendo ainda publicar anualmente a legislação tributária consoli- dada. Seção IV Da Repartição das Receitas Tributárias Art. 142. Constituem receitas do Distrito Federal: I – o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e pro- ventos de qualquer natureza, incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, pelo Distrito Federal, suas autarquias e pelas fundações que instituir e mantiver; II – vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I, da Constituição Federal; III – cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis nele situados; IV – a parcela que lhe couber dos fundos de participação a que se refe- rem as alíneas a e b do art. 159, I, da Constituição Federal, bem como o percentual decorrente da entrega prevista no inciso II do mesmo artigo; V – o produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exer- cício da competência que lhe é atribuída pelo art. 153, V e seu § 5º, da Constituição Federal. CAPÍTULO II DAS FINANÇAS PÚBLICAS Art. 143. A receita pública será constituída por: I – tributos; II – contribuições financeiras e preços públicos; III – multas; IV – rendas provenientes de concessão, permissão, cessão, arrenda- mento, locação e autorização de uso; V – produto de alienação de bens móveis, imóveis, ações e direitos, na forma da lei; VI – doações e legados com ou sem encargos; VII – outras definidas em lei. Art. 144. A arrecadação de todas e quaisquer receitas de competência do Distrito Federal far-se-á na forma disciplinada pelo Poder Executivo, devendo seu produto ser obrigatoriamente recolhido ao Banco de Brasília S.A., à conta do Tesouro do Distrito Federal. § 1º O Banco de Brasília S.A. é o agente financeiro do Tesouro do Dis- trito Federal e o organismo fundamental de fomento da região. § 2º A disponibilidade de caixa e os recursos colocados à disposição dos órgãos da administração direta, bem como das autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público e das empresas públicas e sociedades de economia mista e demais entidades em que o Distrito Fede- ral, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, serão depositados e movimentados no Banco de Brasília S.A., ressalvados os casos previstos em lei. § 3º A execução financeira dos órgãos e entidades mantidos com re- cursos do orçamento do Distrito Federal far-se-á por sistema integrado de caixa, conforme disposto em lei. § 4º Os pagamentos das remunerações, de qualquer natureza, devidas pelo Distrito Federal aos servidores da administração direta, aos servidores das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, aos empregados das empresas públicas e das sociedades de economia mista, bem como aos empregados das demais entidades em que o Distrito Federal, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, serão efetuados pelo Banco de Brasília – BRB, para concre- tizar-lhe e preservar-lhe a função social. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 51, de 2008.) § 5º As disposições do parágrafo anterior se aplicam inclusive aos pa- gamentos dos servidores cujas remunerações sejam custeadas por recur- sos oriundos de repasses feitos pela União. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 51, de 2008.) Art. 145. Os recursos financeiros correspondentes às dotações orça- mentárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal, do Tribunal de Contas do Distrito Federal e da Defensoria Pública do Distrito Federal são repas- sados em duodécimos, até o dia 20 de cada mês, em cotas estabelecidas na programação financeira, exceto em caso de investimento, em que se obedecerá ao cronograma estabelecido. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 61, de 2012.) Art. 146. Lei complementar, observados os princípios estabelecidos na Constituição da República e as disposições de lei complementar federal e resoluções do Senado Federal, disporá sobre: I – finanças públicas; II – emissão e resgate de títulos da dívida pública; III – concessão de garantia pelas entidades públicas do Distrito Fede- ral; IV – fiscalização das instituições financeiras do Distrito Federal. § 1º Fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposição em contrário de norma federal, a contratação de empréstimos sob garantias futuras, sem previsão do impacto a recair nas subsequentes administrações financeiras do Distrito Federal. § 2º A aquisição de títulos públicos pelo Banco de Brasília S.A. será disciplinada em lei específica. § 3º O lançamento de títulos da dívida pública e a contratação de ope- rações de crédito interno ou externo dependerão de prévia autorização da Câmara Legislativa, observadas as disposições pertinentes da legislação federal. § 4º O Poder Executivo encaminhará à Câmara Legislativa, até o últi- mo dia de cada mês, a posição contábil da dívida fundada interna e externa e da dívida flutuante do Poder Público no mês anterior. CAPÍTULO III DO ORÇAMENTO Art. 147. O orçamento público, expressão física, social, econômica e fi- nanceira do planejamento governamental, será documento formal de deci- sões sobre a alocação de recursos e instrumento de consecução, eficiência e eficácia da ação governamental. Art. 148. Na elaboração de seu orçamento, o Distrito Federal destinará anualmente às Administrações Regionais recursos orçamentários em nível compatível, com critério a ser definido em lei, prioritariamente para o aten- dimento de despesas de custeio e de investimento, indispensáveis a sua gestão. Parágrafo único. Para os fins preconizados no caput, as Regiões Ad- ministrativas constituem-se individualmente em órgãos. Art. 149. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. § 1º O plano plurianual será elaborado com vistas ao desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, podendo ser revisto ou modificado quando necessário, mediante lei específica. § 2º A lei que aprovar o plano plurianual, compatível com o plano dire- tor de ordenamento territorial, estabelecerá, por região administrativa, as diretrizes, objetivos e metas, quantificados física e financeiramente, da administração pública do Distrito Federal, no horizonte de quatro anos, para despesas de capital e outras delas decorrentes, bem como as relativas a
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 20 programas de duração continuada, a contar do exercício financeiro subse- quente. § 3º A lei de diretrizes orçamentárias, compatível com o plano pluria- nual, compreenderá as metas e prioridades da administração pública do Distrito Federal, incluídas as despesas de capital para o exercício financei- ro subsequente; orientará a elaboração da lei orçamentária anual; disporá sobre as alterações da legislação tributária; estabelecerá a política tarifária das entidades da administração indireta e a política de aplicação das agên- cias financeiras oficiais de fomento; bem como definirá a política de pessoal a curto prazo da administração direta e indireta do Governo. § 4º A lei orçamentária, compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias, compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes do Distrito Federal, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que o Distrito Fede- ral, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento de seguridade social, abrangidas todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídos ou mantidos pelo Poder Público. § 5º O orçamento da seguridade social compreenderá receitas e des- pesas relativas a saúde, previdência, assistência social e receita de con- cursos de prognósticos, incluídas as oriundas de transferências, e será elaborado com base nos programas de trabalho dos órgãos incumbidos de tais serviços, integrantes da administração direta e indireta. § 6º Os projetos de lei referentes a matérias de receita e despesa pú- blicas serão organizados e compatibilizados, em todos os seus aspectos setoriais, pelo órgão central de planejamento do Distrito Federal. § 7º Integrarão o projeto de lei orçamentária, além daqueles definidos em lei complementar, demonstrativos específicos com detalhamento das ações governamentais, dos quais constarão: I – objetivos, metas e prioridades, por Região Administrativa; II – identificação do efeito sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financei- ra, tributária e creditícia, referidos no art. 131; III – demonstrativo da situação do endividamento, no qual se evidenci- ará para cada empréstimo o saldo devedor e respectivas projeções de amortização e encargos financeiros correspondentes a cada semestre do ano da proposta orçamentária. § 8º A lei orçamentária incluirá, obrigatoriamente, previsão de recursos provenientes de transferências, inclusive aqueles oriundos de convênios, acordos, ajustes ou instrumentos similares com outras esferas de governo e os destinados a fundos. § 9º As despesas com publicidade do Poder Legislativo e dos órgãos ou entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo deverão ser objeto de dotação orçamentária específica. § 10. O orçamento anual deverá ser detalhado por Região Administra- tiva e terá entre suas funções a redução das desigualdades inter-regionais. § 11. A lei orçamentária não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, excluindo-se da proibição: I – a autorização para a abertura de créditos suplementares; II – a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei; III – a forma da aplicação do superávit ou o modo de cobrir o déficit. § 12. Cabe a lei complementar estabelecer normas de gestão financei- ra e patrimonial da administração direta e indireta, bem como condições para instituição e funcionamento de fundos, observados os princípios estabelecidos nesta Lei Orgânica e na legislação federal. Art. 150. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão enca- minhados à Câmara Legislativa, que os apreciará na forma de seu regi- mento interno. § 1º O projeto de lei do plano plurianual será encaminhado pelo Gover- nador à Câmara Legislativa até o dia primeiro de agosto do primeiro ano de mandato e devolvido para sanção até o encerramento da primeira sessão legislativa. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 58, de 2010.) § 2º O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até sete meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devol- vido pelo Legislativo para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. § 3º O projeto de lei orçamentária para o exercício seguinte será en- caminhado até três meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro em curso e devolvido pelo Legislativo para sanção até o encer- ramento do segundo período da sessão legislativa. § 4º Cabe à comissão competente da Câmara Legislativa examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Governador do Distrito Federal. § 5º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenien- tes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. § 6º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não po- derão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. § 7º As emendas serão apresentadas à comissão competente da Câ- mara Legislativa, que sobre elas emitirá parecer, e serão apreciadas na forma do regimento interno. § 8º O Governador poderá enviar mensagem ao Legislativo para pro- por modificações nos projetos a que se refere este artigo, enquanto não iniciada, na comissão competente da Câmara Legislativa, a votação da parte cuja alteração é proposta. § 9º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto neste Capítulo, as demais normas relativas ao proces- so legislativo. § 10. Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. § 11. As receitas próprias de órgãos, fundos, autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, bem como as das empresas públicas e sociedades de economia mista, serão programadas para atender preferencialmente gastos com pessoal e encargos sociais; amortizações, juros e demais encargos da dívida; contrapartida de financiamentos ou outros encargos de sua manutenção e investimentos prioritários; respeita- das as peculiaridades de cada um. § 12. Não tendo o Legislativo recebido a proposta de orçamento anual até a data prevista no § 3º, será considerado como projeto a lei orçamentá- ria vigente, com seus valores iniciais, monetariamente atualizados pela aplicação do índice inflacionário oficial. § 13. Na oportunidade da apreciação e votação da lei orçamentária anual, o Poder Executivo colocará à disposição do Poder Legislativo todas as informações sobre o endividamento do Distrito Federal, sem prejuízo do disposto no art. 146, § 4º. Art. 151. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam aos créditos orçamentários ou adicionais; III – a realização de operações de crédito que excedam ao montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela Câma- ra Legislativa, por maioria absoluta;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 21 IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvada a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determina o art. 212 da Constituição Federal, bem como a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, prevista no art. 165, § 8º da Constituição Federal; V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autoriza- ção legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; VI – a transposição, remanejamento ou transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados; VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive os mencionados no art. 149, § 4º, desta Lei Orgânica, em conformidade com o art. 165, § 5º, da Constituição Federal; IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autoriza- ção legislativa; X – a concessão de subvenções ou auxílios do Poder Público a entida- des de previdência privada. § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício fi- nanceiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize sua inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública, e será objeto de apreciação pela Câmara Legislativa no prazo de trinta dias. § 4º A autorização legislativa de que trata o inciso IX dar-se-á por pro- posta do Poder Executivo, que conterá, entre outros requisitos estabeleci- dos em lei, os seguintes: I – finalidade básica do fundo; II – fontes de financiamento; III – instituição obrigatória de conselho de administração, composto ne- cessariamente de representantes do segmento respectivo da sociedade e de áreas técnicas pertinentes ao seu objetivo; IV – unidade ou órgão responsável por sua gestão. Art. 152. Qualquer proposição que implique alteração, direta ou indire- ta, em dotações de pessoal e encargos sociais deverá ser acompanhada de demonstrativos da última posição orçamentária e financeira, bem como de suas projeções para o exercício em curso. Parágrafo único. As proposições de créditos adicionais que envolvam anulação de dotações de pessoal e encargos sociais somente poderão ser apresentadas à Câmara Legislativa no último trimestre do exercício finan- ceiro relativo à lei orçamentária. Art. 153. O Poder Executivo publicará, até o trigésimo dia após o en- cerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentá- ria, do qual constarão: I – as receitas, despesas e a evolução da dívida pública da administra- ção direta e indireta em seus valores mensais; II – os valores realizados desde o início do exercício até o último bi- mestre objeto da análise financeira; III – relatório de desempenho físico-financeiro. Art. 154. A lei de diretrizes orçamentárias estabelecerá procedimentos de ligação entre o planejamento de médio e longo prazos e cada orçamento anual, de modo a ensejar continuidade de ações e programas que, inicia- dos em um governo, tenham prosseguimento no subsequente. Art. 155. Ao Poder Legislativo é assegurado amplo e irrestrito acesso, de forma direta e rápida, a qualquer informação, detalhada ou agregada, sobre a administração pública do Distrito Federal. Art. 156. Os ocupantes de cargos públicos do Governo do Distrito Fe- deral serão pessoalmente responsáveis por suas ações e omissões, no que tange à administração pública. Art. 157. A despesa com pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limi- tes estabelecidos na lei complementar a que se refere o art. 169 da Consti- tuição Federal. Parágrafo único. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou alteração da estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, por órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas: I – se houver prévia dotação orçamentária, suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 5 Ordem econômica do Distrito Federal. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Dos Princípios Gerais Art. 158. A ordem econômica do Distrito Federal, fundada no primado da valorização do trabalho e das atividades produtivas, em cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal, tem por fim assegurar a todos existência digna, promover o desenvolvimento econômico com justiça social e a melhoria da qualidade de vida, observados os seguintes princí- pios: I – autonomia econômico-financeira; II – propriedade privada; III – função social da propriedade; IV – livre concorrência; V – defesa do consumidor; VI – proteção ao meio ambiente; VII – redução das desigualdades econômico-sociais; VIII – busca do pleno emprego; IX – integração com a região do entorno do Distrito Federal. Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públi- cos, salvo nos casos previstos em lei. Seção II Da Disciplina da Atividade Econômica Art. 159. O Poder Público só participará diretamente na exploração da atividade econômica nos casos previstos na Constituição Federal e, na forma da lei, como agente indutor do desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal, em investimentos de caráter estratégico ou para atender relevante interesse coletivo. § 1º A empresa pública, a sociedade de economia mista e outras enti- dades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais que não sejam extensivos às do setor privado. § 3º Na aquisição de bens e serviços, os órgãos da administração dire- ta e indireta, sem prejuízo dos princípios da publicidade, transparência das contas públicas, legitimidade e economicidade, darão tratamento preferen- cial, nos termos da lei, a atividades econômicas exercidas em seu território e, em especial, a empresas brasileiras de capital nacional. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 68, de 2013.) Art. 160. O regime de gestão das empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações instituídas pelo Poder Público do Distrito Federal implica: I – composição de pelo menos um terço da diretoria executiva por re- presentantes de seus servidores, escolhidos pelo Governador entre os
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 22 indicados em lista tríplice para cada cargo, mediante eleição pelos servido- res, atendidas as exigências legais para o preenchimento dos referidos cargos; II – assinatura de contratos de gestão que estabeleçam metas de de- sempenho e responsabilidade, bem como assegurem a autonomia neces- sária ao alcance dos resultados estabelecidos. Parágrafo único. Excetuam-se do percentual indicado no inciso I as ins- tituições financeiras controladas pelo Governo do Distrito Federal, facultada a participação de um servidor no Conselho de Administração. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 27, de 1999.) Seção III Da Regulação da Atividade Econômica Art. 161. O Poder Público, como agente normativo e regulador da ativi- dade econômica, exercerá as funções de planejamento, incentivo e fiscali- zação, na forma da lei. Art. 162. A lei estabelecerá diretrizes e bases do processo de planeja- mento governamental do Distrito Federal, o qual incorporará e compatibili- zará: I – o Plano Diretor de Ordenamento Territorial e os Planos de Desen- volvimento Local; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) II – as ações de integração com a região do entorno do Distrito Fede- ral; III – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 58, 2010.) IV – o plano plurianual; V – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 58, 2010.) VI – as diretrizes orçamentárias; VII – o orçamento anual. Art. 163. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial é o instrumento básico da política de expansão e desenvolvimento urbanos, de longo prazo e natureza permanente. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49, de 2007.) Art. 164. As ações de integração com a região do entorno do Distrito Federal são constituídas pelo conjunto de políticas para o desenvolvimento das áreas do entorno, com vistas a integração e harmonia com o Distrito Federal, em regime de co-responsabilidade com as unidades da Federação às quais pertencem, preservada a autonomia administrativa e financeira das unidades envolvidas. Art. 165. As diretrizes, os objetivos e as políticas públicas que orientam a ação governamental para a promoção do desenvolvimento socioeconô- mico do Distrito Federal devem observar o seguinte: (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 58, de 2010.) I – as demandas da sociedade civil e os planos e políticas econômicas e sociais de instituições não governamentais que condicionem o planeja- mento governamental; II – as diretrizes estabelecidas no plano diretor de ordenamento territo- rial e nos planos de desenvolvimento locais, bem como ações de integra- ção com a região do entorno do Distrito Federal; III – os planos e as políticas do Governo Federal; IV – os planos regionais que afetem o Distrito Federal; V – a singular condição de Brasília como Capital Federal; VI – a compatibilização do ordenamento de ocupação e uso do solo com a concepção urbanística do Plano Piloto e das cidades-satélites e com a contenção da especulação, da concentração fundiária e imobiliária e da expansão desordenada da área urbana; VI – a condição de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade; VIII – a concepção do Distrito Federal que pressupõe limitada extensão territorial como espaço modelar; IX – a superação da disparidade sociocultural e econômica existente entre as regiões administrativas; X – a concepção do Distrito Federal como polo científico, tecnológico e cultural; XI – a defesa do meio ambiente e dos recursos naturais, em harmonia com a implantação e a expansão das atividades econômicas, urbanas e rurais; XII – a necessidade de elevar progressivamente os padrões de quali- dade de vida de sua população; XIII – a condição do trabalhador como fator preponderante da produ- ção de riquezas; XIV – a participação da sociedade civil, por meio de mecanismos de- mocráticos, no processo de planejamento; XV – a articulação e a integração dos diferentes níveis de governo e das respectivas entidades administrativas; XVI – a adoção de políticas que viabilizem geração de empregos e aumento de renda. Art. 166. O plano plurianual a ser aprovado em lei para o período de quatro anos, incluído o primeiro ano da administração subsequente, é o instrumento básico que detalha diretrizes, objetivos e metas quantificadas física e financeiramente para as despesas de capital e outras delas decor- rentes, bem como para as relativas a programas de duração continuada. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 58, de 2010.) Art. 167. (Artigo revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 58, de 2010.) Art. 168. A lei de diretrizes orçamentárias é instrumento básico que compreende as metas e prioridades da administração pública do Distrito Federal para o exercício subsequente e deverá: I – dispor sobre as alterações da legislação tributária; II – estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento; III – servir de base para a elaboração da lei orçamentária anual; IV – ser proposta pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo. Art. 169. O orçamento anual é instrumento básico de detalhamento fi- nanceiro das receitas e das despesas para o exercício subsequente ao de sua aprovação, na forma da lei. Art. 170. O processo de planejamento do desenvolvimento do Distrito Federal atenderá aos princípios da participação, da coordenação, da inte- gração e da continuidade das ações governamentais. Parágrafo único. As definições consequentes do processo de planeja- mento governamental são determinativas para o setor público e indicativas para o setor privado. Art. 171. A lei disporá sobre a implementação e permanente atualiza- ção de sistema de informações capaz de apoiar as atividades de planeja- mento, execução e avaliação das ações governamentais. Art. 172. Poderão ser concedidos a empresas situadas no Distrito Fe- deral incentivos e benefícios, na forma da lei: I – especiais e temporários, para desenvolver atividades consideradas estratégicas e imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal; II – prioritários para as empresas que em seus estatutos estabeleçam a participação dos empregados em sua gestão e resultados; III – para prestar assistência tecnológica e gerencial e estimular o de- senvolvimento e transferência de tecnologia a atividades econômicas públicas e privadas, propiciando: a) acesso às conquistas da ciência e tecnologia por quantos exerçam atividades ligadas à produção e ao consumo de bens; b) estímulo à integração das atividades de produção, serviços, pesqui- sa e ensino; c) incentivo a novas empresas que invistam em seu território com alta tecnologia e alta produtividade. Art. 173. O agente econômico inscrito na dívida ativa junto ao fisco do Distrito Federal, ou em débito com o sistema de seguridade social, confor- me estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Art. 174. A lei e as políticas governamentais apoiarão e estimularão ati- vidades econômicas exercidas sob a forma de cooperativa e associação. Art. 175. O Poder Público do Distrito Federal dará tratamento favoreci- do a empresas sediadas em seu território e dispensará às microempresas e empresas de pequeno porte, definidas em lei, tratamento jurídico diferenci- ado, com vistas a incentivá-las por meio da simplificação, redução ou eliminação de suas obrigações administrativas, tributárias ou creditícias, na forma da lei.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 23 CAPÍTULO II DA INDÚSTRIA E DO TURISMO Seção I Da Política Industrial Art. 176. A política industrial, respeitados os preceitos do plano de de- senvolvimento econômico e social, será planejada e executada pelo Poder Público conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tendo por objetivo, entre outros: I – preservar o meio ambiente e os níveis de qualidade de vida da po- pulação do Distrito Federal, mediante definição de critérios e padrões para implantação e operação de indústrias e mediante estímulo principalmente a instalação de indústrias com menor impacto ambiental; II – promover e estimular empreendimentos industriais que se propo- nham a utilizar, racional e prioritariamente, recursos e matérias-primas disponíveis no Distrito Federal ou áreas adjacentes; III – propiciar a implantação de indústrias, particularmente as de tecno- logia de ponta, compatíveis com o meio ambiente e com os recursos dispo- níveis no Distrito Federal e áreas adjacentes; IV – promover a integração econômica do Distrito Federal com a região do entorno, mediante apoio e incentivo a projetos industriais que estimulem maior concentração de atividades existentes e complementaridade na economia regional; V – estimular a implantação de indústrias que permitam adequada ab- sorção de mão de obra no Distrito Federal e geração de novos empregos. Parágrafo único. O Poder Público adotará mecanismos de participação da sociedade civil na definição, execução e acompanhamento da política industrial. Seção II Da Implantação de Polos Industriais no Distrito Federal Art. 177. O Poder Público estimulará: I – a criação de polos industriais de alta tecnologia, privilegiados os projetos que promovam a desconcentração espacial da atividade industrial e da renda, respeitadas as vocações culturais e as vantagens comparativas de cada região; II – a criação de polos agroindustriais, respeitadas as diretrizes do pla- nejamento agrícola. Parágrafo único. Todo projeto industrial com potencial poluidor, a crité- rio do órgão ambiental do Distrito Federal, será objeto de licenciamento ambiental. Seção III Dos Incentivos e Estímulos à Industrialização no Distrito Federal Art. 178. A lei poderá, sem prejuízo do disposto no art. 131, conceder incentivos fiscais, creditícios e financeiros, para implantação de empresas industriais consideradas prioritárias pela política de industrialização no Distrito Federal. Art. 179. O Distrito Federal propiciará a criação de cooperativa e asso- ciação que objetivem: I – integração e coordenação entre produção e comercialização; II – redução dos custos de produção e comercialização; III – integração social. Art. 180. O Poder Público direcionará esforços para fortalecer especi- almente os segmentos do setor industrial de micro, pequeno e médio porte, por meio de ação concentrada nas áreas de capacitação empresarial, gerencial e tecnológica e na de organização da produção. Art. 181. O Poder Público estimulará a formação do perfil industrial das empresas localizadas em cada região. Seção IV Do Turismo Art. 182. O Poder Público promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento socioeconômico e de afirmação dos valores culturais e históricos nacionais e locais. Art. 183. Cabe ao Distrito Federal, observada a legislação federal, defi- nir a política de turismo, suas diretrizes e ações, devendo: I – adotar, por meio de lei, planejamento integrado e permanente de desenvolvimento do turismo em seu território; II – desenvolver efetiva infraestrutura turística; III – promover, no Brasil e no exterior, o turismo do Distrito Federal; IV – incrementar a atração e geração de eventos turísticos; V – regulamentar o uso, ocupação e fruição de bens naturais e cultu- rais de interesse turístico; VI – proteger o patrimônio ecológico, histórico e cultural; VII – promover Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade; VIII – conscientizar a população da necessidade de preservação dos recursos naturais e do turismo como atividade econômica e fator de desen- volvimento social; IX – incentivar a formação de pessoal especializado para o setor. CAPÍTULO III DO COMÉRCIO E DOS SERVIÇOS Art. 184. O Poder Público regulará as atividades comerciais e de servi- ços no Distrito Federal, na forma da lei. Art. 185. O Poder Executivo organizará o sistema de abastecimento do Distrito Federal, de forma coordenada com a União. Art. 186. Cabe ao Poder Público do Distrito Federal, na forma da lei, a prestação dos serviços públicos, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, e sempre por meio de licitação, observado o seguinte: I – a delegação de prestação de serviços a pessoa física ou jurídica de direito privado far-se-á mediante comprovação técnica e econômica de sua necessidade, e de lei autorizativa; II – os serviços concedidos ou permitidos ficam sujeitos a fiscalização do poder público, sendo suspensos quando não atendam, satisfatoriamen- te, às finalidades ou às condições do contrato; III – é vedado ao Poder Público subsidiar os serviços prestados por pessoas físicas e jurídicas de direito privado; IV – depende de autorização legislativa a prestação de serviços da ati- vidade permanente da administração pública por terceiros; V – a obrigatoriedade do cumprimento dos encargos e normas traba- lhistas, bem como das de higiene e segurança de trabalho, deve figurar em cláusulas de contratos a ser executados pelas prestadoras de serviços públicos. Art. 187. A política de comércio e serviços terá por objetivo promover o desenvolvimento e a integração do Distrito Federal com a região do entorno e estimular empreendimentos comerciais e de serviços que permitam a geração de novos empregos. CAPÍTULO IV DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO Art. 188. A atividade agrícola no Distrito Federal será exercida, plane- jada e estimulada, com os seguintes objetivos: I – cumprimento da função social da propriedade; II – compatibilização das ações de política agrícola com as de reforma agrária definidas pela União; III – aumento da produção de alimentos e da produtividade, para me- lhor atender ao mercado interno do Distrito Federal; IV – geração de emprego; V – organização do abastecimento alimentar, com prioridade para o acesso da população de baixa renda aos produtos básicos; VI – apoio ao micro, pequeno e médio produtores rurais e suas formas cooperativas e associativas de produção, armazenamento, comercialização e aquisição de insumos; VII – orientação do desenvolvimento rural; VIII – complementaridade das ações de planejamento e execução dos serviços públicos de responsabilidade da União e do Distrito Federal; IX – definição das bacias hidrográficas como unidades básicas de pla- nejamento do uso, conservação e recuperação dos recursos naturais; X – integração do planejamento agrícola com os demais setores da economia.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do Distrito Federal A Opção Certa Para a Sua Realização 24 Art. 189. O Poder Público criará estímulos a agricultura, abastecimento alimentar e defesa dos consumidores, por meio de fomento e política de crédito favorecida a micro, pequenos e médios produtores. Parágrafo único. Dar-se-á preferência a aquisição de produtos locais, na formação de estoques reguladores. Art. 190. O Governo do Distrito Federal manterá estoques reguladores e estratégicos de alimentos, na forma da lei. Art. 191. São atribuições do Poder Público, entre outras: I – criar estímulos a micro, pequeno e médio produtores rurais e suas organizações cooperativas para melhorar as condições de armazenagem, processamento, embalagem, com redução de perdas ao nível comunitário e de estabelecimento rural; II – apoiar a organização dos pequenos varejistas e feirantes, de modo a compatibilizar sua atuação com as comunidades, organizações de produ- tores rurais e atacadistas; III – estimular a criação de pequenas agroindústrias alimentares, espe- cialmente de forma cooperativa, aproveitando os excedentes de produção e outros recursos disponíveis, com vistas ao suprimento das necessidades da população do Distrito Federal; IV – estimular a integração do programa de merenda escolar com a produção local, com prioridade para micro, pequenos e médios produtores rurais e suas cooperativas; V – desenvolver programas alimentares específicos dirigidos aos gru- pos sociais mais vulneráveis como idosos, gestantes, portadores de defici- ência, desempregados e menores carentes; VI – instituir mecanismos que estimulem o trabalho de plantio individu- al, coletivo ou cooperativo de produtos básicos, especialmente hortigranjei- ros; VII – manter serviços de inspeção e fiscalização, articulados com o se- tor privado, com prioridade para os produtos alimentares; VIII – promover a defesa e a proteção do consumidor e fiscalizar os produtos em sua fase de comercialização, auxiliando os consumidores organizados e orientando a população quanto a preços, qualidade dos alimentos e ações específicas de educação alimentar; IX – fiscalizar o uso de agrotóxicos e incentivar o emprego de produtos alternativos de controle de pragas e doenças; X – promover a formação e aperfeiçoamento dos recursos humanos em agricultura e abastecimento; XI – manter serviço de pesquisa e difusão de tecnologias agropecuá- rias, voltadas para as peculiaridades do Distrito Federal. Art. 192. Os recursos da política agrícola regional, inclusive os do cré- dito rural, serviços, subsídios, apoio e assistência do Poder Público, serão destinados prioritariamente a micro, pequenos e médios produtores rurais e suas organizações associativas ou cooperativas, bem como para o abaste- cimento de produtos alimentares indispensáveis ao consumo do Distrito Federal. CAPÍTULO V DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA Art. 193. O Distrito Federal, em colaboração com as instituições de en- sino e pesquisa e com a União, os Estados e a sociedade, reafirmando sua vocação de polo científico, tecnológico e cultural, promoverá o desenvolvi- mento técnico, científico e a capacitação tecnológica, em especial por meio de: I – prioridade às pesquisas científicas e tecnológicas voltadas para o desenvolvimento do sistema produtivo do Distrito Federal, em consonância com a defesa do meio ambiente e dos direitos fundamentais do cidadão; II – formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o sistema de ciência e tecnologia do Distrito Federal; III – produção, absorção e difusão do conhecimento científico e tecno- lógico; IV – orientação para o uso do sistema de propriedade industrial e pro- cessos de transferência tecnológica. Art. 194. O plano de ciência e tecnologia do Distrito Federal estabele- cerá prioridades e objetivos para o desenvolvimento científico e tecnológico do Distrito Federal. § 1º As ações e programas empreendidos em conformidade com o plano deverão ser compatíveis com as metas globais de desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. § 2º A dotação orçamentária para instituições de pesquisa do Distrito Federal será determinada de acordo com as diretrizes e prioridades estabe- lecidas no plano de ciência e tecnologia e constará da lei orçamentária anual. § 3º O Distrito Federal garantirá o acesso às informações geradas, co- letadas e armazenadas em todos os órgãos públicos ou em entidades e empresas em que tenha participação majoritária, na forma da lei. § 4º A implantação e expansão de sistemas tecnológicos de impacto social, econômico ou ambiental devem ter prévia anuência do Conselho de Ciência e Tecnologia, na forma da lei. Art. 195. O Poder Público instituirá e manterá Fundação de Apoio à Pesquisa – FAPDF, atribuindo-lhe dotação mínima de dois por cento da receita corrente líquida do Distrito Federal, que lhe será transferida men- salmente, em duodécimos, como renda de sua privativa administração, para aplicação no desenvolvimento científico e tecnológico. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 69, de 2013.) Art. 196. O Poder Público apoiará e estimulará instituições e empresas que propiciem investimentos em pesquisa e tecnologia, bem como estimu- lará a integração das atividades de produção, serviços, pesquisa e ensino, na forma da lei. Parágrafo único. A lei definirá benefícios a empresas que propiciem pesquisas tecnológicas e desenvolvimento experimental no âmbito da medicina preventiva e terapêutica e produzam equipamentos especializa- dos destinados ao portador de deficiência. Art. 197. O Distrito Federal criará, junto a cada polo industrial ou em setores da economia, núcleos de apoio tecnológico e gerencial, que estimu- larão: I – a modernização das empresas; II – a melhoria da qualidade dos produtos; III – o aumento da produtividade; IV – o aumento do poder competitivo; V – a capacitação, difusão e transferência de tecnologia. Art. 198. O Distrito Federal celebrará convênios com as universidades públicas sediadas no Distrito Federal para realização de estudos, pesqui- sas, projetos e desenvolvimento de sistemas e protótipos. Art. 199. O Poder Público orientará gratuitamente o encaminhamento de registro de patente de ideias e invenções. ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 1 1 Natureza, competência e jurisdição. LEI COMPLEMENTAR Nº 1, DE 9 DE MAIO DE 1994 Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Distrito Federal e dá outras providências. TÍTULO I NATUREZA, COMPETÊNCIA E JURISDIÇÃO CAPÍTULO I NATUREZA E COMPETÊNCIA Art. 1º Ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, órgão de controle externo, nos termos da Constituição Federal, da Lei Orgânica do Distrito Federal e na forma estabelecida nesta Lei Complementar, compete: I – apreciar as contas anuais do Governador, fazer sobre elas relatório analítico e emitir parecer prévio, nos termos do art. 37 desta Lei Comple- mentar; II – julgar as contas: a) dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores da administração direta e indireta ou que estejam sob sua res- ponsabilidade, incluídos os das fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Público do Distrito Federal, bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao Erário; b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas, extin- tas, liquidadas ou sob intervenção ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisória ou definitivamente, o patrimônio do Distrito Federal ou de outra entidade da administração indireta; c) daqueles que assumam obrigações de natureza pecuniária em nome do Distrito Federal ou de entidade da administração indireta; d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições, subvenções, auxílios e assemelhados, até o limite do patrimônio transferido; III – apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de ad- missão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetu- adas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato conces- sório; IV – avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual; V – realizar, por iniciativa própria, da Câmara Legislativa ou de al- guma de suas comissões técnicas ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo, inclusi- ve fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público e administração indireta: a) da estimativa, lançamento, arrecadação, recolhimento, parce- lamento e renúncia de receitas; b) dos incentivos, transações, remissões e anistias fiscais, isen- ções, subsídios, benefícios e assemelhados, de natureza financeira, tributária, creditícia e outras concedidas pelo Distrito Federal; c) das despesas de investimento e custeio, inclusive à conta de fundo especial, de natureza contábil ou financeira; d) das concessões, cessões, doações, permissões e contratos de qualquer natureza, a título oneroso ou gratuito, e das subvenções sociais ou econômicas, dos auxílios, contribuições e doações; e) de outros atos e procedimentos de que resultem variações pa- trimoniais; VI – fiscalizar as aplicações do Poder Público em empresas de cu- jo capital social o Distrito Federal participe de forma direta ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo; VII – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Distrito Federal ou pelo Distrito Federal, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres; VIII – prestar as informações solicitadas pela Câmara Legislativa ou por qualquer de suas comissões técnicas ou de inquérito sobre a fiscaliza- ção contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; IX – aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas nesta Lei Complemen- tar; X – assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as provi- dências necessárias ao exato cumprimento da lei, verificada a ilegalidade; XI – sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, co- municando a decisão à Câmara Legislativa, observando o disposto no art. 45, § 2º, desta Lei Complementar; XII – representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados, indicando o ato inquinado; XIII – comunicar à Câmara Legislativa qualquer irregularidade veri- ficada na gestão ou nas contas públicas, enviando-lhe cópias dos respec- tivos documentos; XIV – apreciar e apurar denúncias sobre irregularidades e ilegalida- des dos atos sujeitos a seu controle; XV – decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente, a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes a matéria de sua competência, na forma estabelecida no Regimento Interno. § 1º No julgamento de contas e na fiscalização que lhe compete, o Tribunal decidirá sobre a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão e das despesas deles decorrentes, bem como sobre a aplicação de subvenções e a renúncia de receitas. § 2º A resposta à consulta a que se refere o inciso XV deste artigo tem caráter normativo e constitui prejulgamento da tese, mas não do fato ou caso concreto. § 3º O Tribunal de Contas agirá de ofício ou mediante iniciativa da Câmara Legislativa, do Ministério Público ou das autoridades financeiras e orçamentárias do Distrito Federal ou dos demais órgãos auxiliares, sempre que houver indício de irregularidade em qualquer despesa, inclusive naquela decorrente de contrato. Art. 2º Para o desempenho de sua competência, o Tribunal receberá, em cada exercício, o rol de responsáveis e suas alterações, e outros documentos ou informações que considerar necessários, na forma estabe- lecida no Regimento Interno. Parágrafo único. O Tribunal poderá determinar ao Secretário de Esta- do supervisor da área, ou à autoridade de nível hierárquico equivalente, que ofereça outros elementos indispensáveis ao exercício de sua compe- tência. Art. 3º Ao Tribunal de Contas, no âmbito de sua competência e juris- dição, assiste o poder de normatizar, podendo, em conseqüência, expedir atos e instruções sobre matéria de suas atribuições e sobre a organização dos processos que lhe devam ser submetidos, obrigando ao seu cumpri- mento, sob pena de responsabilidade. Art. 4º É da competência exclusiva do Tribunal de Contas do Distrito Federal:
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 2 I – eleger seu Presidente e o Vice-Presidente e dar-lhes posse; II – elaborar, aprovar e alterar seu Regimento Interno; III – elaborar sua proposta orçamentária, observados os princípios estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias; IV – organizar seus serviços auxiliares e prover os respectivos cargos, ocupados aqueles em comissão preferencialmente por servidores de carreira do próprio Tribunal, nos casos e condições que deverão ser previstos em lei; V – propor à Câmara Legislativa a criação, transformação e extin- ção de cargos e a fixação dos respectivos vencimentos; VI – conceder licença, férias e outros afastamentos a Conselheiros e Auditores, dependendo de inspeção por junta médica a licença para tratamento de saúde por prazo superior a seis meses; VII – elaborar e propor à Câmara Legislativa outros projetos de lei de seu interesse. § 1º O Tribunal de Contas será representado por seu Presidente e, em juízo, pelo Procurador-Geral do Distrito Federal, ressalvada a eventual necessidade de contratar serviços técnicos profissionais e especializados para tais fins. § 2º A indicação de nome para preenchimento de cargo comissionado dependerá de prévia aprovação em sessão administrativa, excetuado o referente aos Gabinetes da Presidência, Conselheiros e Auditores. § 3º Mediante representação fundamentada de Conselheiro efetivo, poderá ocorrer substituição de ocupantes dos cargos de que trata o pará- grafo anterior. CAPÍTULO II JURISDIÇÃO Art. 5º O Tribunal de Contas do Distrito Federal tem sede na cidade de Brasília, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território do Distrito Federal, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96 da Constituição Federal. Art. 6º A jurisdição do Tribunal abrange: I – qualquer pessoa física, órgão ou entidade a que se refere o inciso II do art. 1º desta Lei Complementar, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária; II – aqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregula- ridade de que resulte dano ao Erário; III – os dirigentes ou liquidantes das empresas encampadas ou sob intervenção ou que de qualquer modo venham a integrar, provisória ou permanentemente, o patrimônio do Distrito Federal ou de outra entida- de pública; IV – os responsáveis por entidades dotadas de personalidade jurí- dica de direito privado que recebam contribuições e prestem serviço de interesse público ou social; V – todos aqueles que lhe devam prestar contas ou cujos atos es- tejam sujeitos à sua fiscalização, por expressa disposição de lei; VI – os responsáveis pela aplicação de quaisquer recursos repas- sados pelo Distrito Federal, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, até o valor do repasse; VII – os sucessores dos administradores e responsáveis a que se refere este artigo, até o limite do valor do patrimônio transferido, nos termos do inciso XLV do art. 5º da Constituição Federal; VIII – os representantes do Distrito Federal ou do Poder Público na Assembléia Geral das empresas estatais e sociedades anônimas de cujo capital o Distrito Federal ou o Poder Público participem, solidariamente, com os membros dos Conselhos Fiscal e de Administração, pela prática de atos de gestão ruinosa ou liberalidade à custa das respectivas socie- dades. TÍTULO II JULGAMENTO E FISCALIZAÇÃO CAPÍTULO I JULGAMENTO DE CONTAS Seção I Tomada e Prestação de Contas Art. 7º Estão sujeitas à tomada de contas e, ressalvado o disposto no inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal, só por decisão do Tribunal de Contas podem ser liberadas dessa responsabilidade as pessoas indi- cadas nos incisos I a V do art. 6º desta Lei Complementar. Art. 8º As contas dos administradores e responsáveis a que se refere o artigo anterior serão anualmente submetidas a julgamento do Tribunal, sob a forma de tomada ou prestação de contas, organizadas de acordo com normas estabelecidas em instrução normativa. Parágrafo único. Nas tomadas ou prestações de contas, a que alude este artigo, devem ser incluídos todos os recursos orçamentários e extra- orçamentários, geridos ou não pela unidade ou entidade. Art. 9º Diante da omissão no dever de prestar contas, da não compro- vação da aplicação dos recursos repassados pelo Distrito Federal, na forma prevista no inciso VI do art. 6º desta Lei Complementar, da ocorrên- cia de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos, ou, ainda, da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário, a autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária, deverá imediatamente adotar providências, com vista à instauração de tomada de contas especial, para apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano. § 1º Não atendido o disposto neste artigo, o Tribunal determinará a instauração da tomada de contas especial, fixando prazo para cumprimen- to dessa decisão. § 2º A tomada de contas especial, prevista neste artigo e seu § 1º, se- rá, desde logo, encaminhada ao Tribunal de Contas para julgamento, se o dano causado ao Erário for de valor igual ou superior à quantia para esse efeito fixada pelo Tribunal, em cada ano civil, na forma estabelecida no seu Regimento Interno. § 3º Se o dano for de valor inferior à quantia referida no parágrafo an- terior, a tomada de contas especial será anexada ao processo da respec- tiva tomada ou prestação de contas anual do administrador ou ordenador de despesa, para julgamento em conjunto. Art. 10. Integrarão a tomada ou prestação de contas, inclusive a to- mada de contas especial, dentre outros elementos estabelecidos no Re- gimento Interno, os seguintes: I – relatório de gestão; II – relatório do tomador de contas, quando couber; III – relatório e certificado de auditoria, com o parecer do dirigente do órgão de controle interno, que consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada, indicando as medidas adotadas para corrigir as faltas encontradas, manifestando-se sobre a eficácia e eficiência da ges- tão orçamentária, financeira, contábil e patrimonial; IV – pronunciamento do Secretário de Estado supervisor da área ou da autoridade de nível hierárquico equivalente, na forma do art. 51 desta Lei Complementar; V – o endereço do responsável, para efeito de comunicações que se tornarem necessárias. Seção II Decisões em Processo de Tomada ou Prestação de Contas Art. 11. A decisão em processo de tomada ou prestação de contas pode ser preliminar, definitiva ou terminativa. § 1º Preliminar é a decisão pela qual o Conselheiro Relator ou o Tri- bunal, antes de pronunciar-se quanto ao mérito das contas, resolve so- brestar o julgamento, ordenar a citação ou a audiência dos responsáveis ou, ainda, determinar outras diligências necessárias ao saneamento do processo. § 2º Definitiva é a decisão pela qual o Tribunal julga as contas regula- res, regulares com ressalva ou irregulares. § 3º Terminativa é a decisão pela qual o Tribunal ordena o trancamen- to das contas que forem consideradas iliquidáveis, nos termos dos arts. 21 e 22 desta Lei Complementar.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 3 Art. 12. O Conselheiro Relator presidirá a instrução do processo, de- terminando, mediante despacho singular, de ofício ou por provocação do órgão de instrução, o sobrestamento do julgamento, a citação ou a audi- ência dos responsáveis, ou outras providências necessárias ao sanea- mento dos autos, fixando prazo, na forma estabelecida no Regimento Interno, para o atendimento das diligências, após o que submeterá o feito ao Plenário ou à Câmara respectiva, para decisão de mérito. Art. 13. Verificada irregularidade nas contas, o Relator ou o Tribunal: I – definirá a responsabilidade individual ou solidária pelo ato de gestão inquinado; II – se houver débito, ordenará a citação do responsável para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar defesa ou recolher a quantia devida; III – se não houver débito, determinará a audiência do responsável para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar razões de justificativa; IV – adotará outras medidas cabíveis. § 1º O responsável cuja defesa for rejeitada pelo Tribunal será cientifi- cado para, em novo e improrrogável prazo estabelecido no Regimento Interno, recolher a importância devida. § 2º Reconhecida pelo Tribunal a boa-fé, a liquidação tempestiva do débito atualizado monetariamente sanará o processo, se não houver sido observada outra irregularidade nas contas. § 3º O responsável que não atender à citação ou à audiência será considerado revel pelo Tribunal, para todos os efeitos, dando-se prosse- guimento ao processo. Art. 14. A decisão preliminar a que se refere o art. 12 desta Lei Com- plementar poderá, a critério do Relator, ser publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. Art. 15. O Tribunal julgará as tomadas ou prestações de contas até o término do exercício seguinte àquele em que estas lhe tiverem sido apre- sentadas, observado o disposto no § 1º do art. 11 desta Lei Complemen- tar. Art. 16. Ao julgar as contas, o Tribunal decidirá se estas são regula- res, regulares com ressalva, ou irregulares. Art. 17. As contas serão julgadas: I – regulares, quando expressarem, de forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrativos contábeis, a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão do responsável; II – regulares com ressalva, quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao Erário; III – irregulares, quando comprovada qualquer das seguintes ocor- rências: a) omissão no dever de prestar contas; b) prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico, ou in- fração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial; c) dano ao Erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antie- conômico; d) desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos. § 1º O Tribunal poderá julgar irregulares as contas no caso de reinci- dência no descumprimento de determinação de que o responsável tenha tido ciência, feita em processos de tomada ou prestação de contas. § 2º Nas hipóteses do inciso III, alíneas "c" e "d" deste artigo, o Tribu- nal, ao julgar irregulares as contas, fixará a responsabilidade solidária: a) do agente público que praticou o ato irregular; b) do terceiro que, como contratante ou parte interessada na práti- ca do mesmo ato, de qualquer modo haja concorrido para o cometimento do dano apurado. § 3º Verificada a ocorrência prevista no parágrafo anterior deste artigo, o Tribunal providenciará a imediata remessa de cópia da documentação pertinente ao órgão competente, para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. Subseção I Contas Regulares Art. 18. Quando julgar as contas regulares, o Tribunal dará quitação plena ao responsável. Subseção II Contas Regulares com Ressalva Art. 19. Quando julgar as contas regulares com ressalva, o Tribunal dará quitação ao responsável e lhe determinará, ou a quem lhe haja sucedido, a adoção de medidas necessárias à correção das improprieda- des ou faltas identificadas, de modo a prevenir a ocorrência de outras semelhantes. Subseção III Contas Irregulares Art. 20. Quando julgar as contas irregulares, havendo débito, o Tribu- nal condenará o responsável ao pagamento da dívida atualizada moneta- riamente, acrescida dos juros de mora devidos, podendo, ainda, aplicar- lhe a multa prevista no art. 56 desta Lei Complementar, sendo o instru- mento da decisão considerado título executivo para fundamentar a respec- tiva ação de execução, conforme previsto no artigo 71, § 3º, da Constitui- ção Federal. Parágrafo único. Não havendo débito, mas comprovada qualquer das ocorrências previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do inciso III, do art. 17, o Tribunal aplicará ao responsável a multa prevista no inciso I do art. 57 desta Lei Complementar. Subseção IV Contas Iliquidáveis Art. 21. As contas serão consideradas iliquidáveis quando caso fortui- to ou de força maior, comprovadamente alheio à vontade do responsável, tornar materialmente impossível o julgamento de mérito a que se refere o art. 17 desta Lei Complementar. Art. 22. O Tribunal ordenará o trancamento das contas que forem consideradas iliquidáveis e o conseqüente arquivamento do processo. § 1º Dentro do prazo de cinco anos contados da publicação da deci- são terminativa no Diário Oficial, o Tribunal poderá, à vista de novos elementos que considere suficientes, autorizar o desarquivamento do processo e determinar que se ultime a respectiva tomada de prestação de contas. § 2º Transcorrido o prazo referido no parágrafo anterior sem que tenha havido nova decisão, as contas serão consideradas encerradas, com baixa na responsabilidade do administrador. Seção III Execução das Decisões Art. 23. A citação, a audiência, a comunicação de diligência ou a noti- ficação far-se-á: I – mediante ciência do responsável ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II – pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebi- mento; III – por edital publicado no Diário Oficial quando o seu destinatá- rio não for localizado. Parágrafo único. A comunicação de rejeição dos fundamentos da de- fesa ou das razões de justificativa será transmitida ao responsável ou interessado, na forma prevista neste artigo. Art. 24. A decisão definitiva será formalizada nos termos estabeleci- dos no Regimento Interno, por acórdão, cuja publicação no Diário Oficial constituirá: I – no caso de contas regulares, certificado de quitação plena do responsável para com o Erário; II – no caso de contas regulares com ressalva, certificado de qui- tação com determinação, nos termos do art. 19 desta Lei Complementar; III – no caso de contas irregulares: a) obrigação de o responsável, no prazo estabelecido no Regi- mento Interno, comprovar perante o Tribunal que recolheu aos cofres públicos a quantia correspondente ao débito que lhe tiver sido imputado
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 4 ou da multa cominada, na forma prevista no art. 20 e parágrafo único desta Lei Complementar; b) título executivo bastante para a cobrança judicial da dívida de- corrente do débito ou da multa, se não recolhida no prazo pelo responsá- vel; c) fundamento para que a autoridade competente proceda à efeti- vação das sanções previstas nos arts. 60 e 61 desta Lei Complementar. Art. 25. A decisão do Tribunal, de que resulte imputação de débito ou cominação de multa, torna a dívida líquida e certa e tem eficácia de título executivo, nos termos da alínea "b" do inciso III do art. 24 desta Lei Com- plementar. Art. 26. O responsável será notificado para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, efetuar e comprovar o recolhimento da dívida a que se refere o art. 20 e seu parágrafo único desta Lei Complementar. Parágrafo único. A notificação será feita na forma prevista no art. 23 desta Lei Complementar. Art. 27. Em qualquer fase do processo, o Tribunal poderá autorizar o recolhimento parcelado da importância devida, na forma estabelecida no Regimento Interno, incidindo sobre cada parcela os correspondentes acréscimos legais. Parágrafo único. A falta de recolhimento de qualquer parcela importa- rá no vencimento antecipado do saldo devedor. Art. 28. Comprovado o recolhimento integral, o Tribunal expedirá qui- tação do débito ou da multa. Art. 29. Expirado o prazo a que se refere o art. 26 desta Lei Comple- mentar, sem manifestação do responsável, o Tribunal poderá: I – determinar o desconto integral ou parcelado da dívida nos vencimentos, salários ou proventos do responsável, observados os limites previstos na legislação pertinente; ou II – autorizar a cobrança judicial da dívida, por intermédio do ór- gão próprio. Art. 30. A decisão terminativa, acompanhada de seus fundamentos, será publicada no Diário Oficial. Art. 31. Os prazos referidos nesta Lei Complementar contam-se da data: I – do recebimento pelo responsá- vel ou interessado: a) da citação ou da comunicação de audiência; b) da comunicação de rejeição dos fundamentos da defesa ou das razões de justificativa; c) da comunicação de diligência; d) da notificação; II – da publicação de edital no Diário Oficial, quando, nos casos indicados no inciso anterior, o responsável ou interessado não for locali- zado; III – nos demais casos, salvo disposição legal expressa em contrá- rio, da publicação da decisão ou do acórdão no Diário Oficial. Seção IV Recursos Art. 32. Em todas as etapas do processo de julgamento de contas se- rá assegurada ao responsável ou interessado ampla defesa. Art. 33. De decisão proferida em processo de tomada ou prestação de contas cabem os seguintes recursos interpostos pelo responsável ou seus sucessores e interessados, ou pelo Ministério Público, conforme previsto no Regimento Interno: I – reconsideração; II – embargos de declaração; III – revisão. Parágrafo único. Não se conhecerá de recurso interposto fora do pra- zo, salvo em razão da superveniência de fatos novos na forma prevista no Regimento Interno. Art. 34. O recurso de reconsideração, que terá efeito suspensivo, será apreciado por quem houver proferido a decisão recorrida, e será formula- do por escrito uma só vez, dentro do prazo de trinta dias, contados na forma prevista no art. 31 desta Lei Complementar. Art. 35. Cabem embargos de declaração para corrigir obscuridade, omissão ou contradição da decisão recorrida. § 1º Os embargos de declaração devem ser opostos por escrito, den- tro do prazo de dez dias, contados na forma prevista no art. 31 desta Lei Complementar. § 2º Os embargos de declaração suspendem os prazos para cumpri- mento da decisão embargada e para interposição dos recursos previstos nos incisos I e III do art. 33 desta Lei Complementar. Art. 36. De decisão definitiva caberá recurso de revisão ao Plenário, sem efeito suspensivo, interposto por escrito, uma só vez, dentro do prazo de cinco anos, contados na forma prevista no inciso III do art. 31 desta Lei Complementar, e fundar-se-á: I – em erro de cálculo nas contas; II – em falsidade ou insuficiência de documentos em que se tenha fundamentado a decisão recorrida; III – na superveniência de documentos novos com eficácia sobre a prova produzida. Parágrafo único. A decisão que der provimento a recurso de revisão ensejará a correção de todo e qualquer erro ou engano apurado. CAPÍTULO II FISCALIZAÇÃO A CARGO DO TRIBUNAL Seção I Contas do Governo Art. 37. Ao Tribunal de Contas compete, na forma estabelecida no Regimento Interno, apreciar as contas prestadas anualmente pelo Gover- nador, mediante parecer prévio a ser elaborado em sessenta dias, a contar de seu recebimento da Câmara Legislativa. Parágrafo único. As contas consistirão nos balanços gerais e no rela- tório do órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo, sobre a execução dos orçamentos de que trata o § 5º do art. 165 da Constituição Federal. Seção II Fiscalização exercida por iniciativa da Câmara Legislativa Art. 38. Compete, ainda, ao Tribunal: I – realizar, por iniciativa da Câmara Legislativa ou de comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, finan- ceira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrati- vas dos Poderes Legislativo e Executivo e nas entidades da administração indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Público distrital; II – prestar as informações solicitadas pela Câmara Legislativa, por qualquer de suas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de inspeções e auditorias realizadas; III – emitir, no prazo de trinta dias contados do recebimento da so- licitação, pronunciamento conclusivo sobre matéria que seja submetida a sua apreciação pela Comissão competente, nos termos do art. 79 da Lei Orgânica do Distrito Federal; IV – auditar, por solicitação da Comissão competente ou de co- missão técnica da Câmara Legislativa, projetos e programas autorizados na lei orçamentária anual, avaliando os seus resultados quanto à eficácia, eficiência e economicidade. Parágrafo único. O atendimento de matéria de iniciativa isolada de parlamentar fica sujeito à prévia aprovação da Mesa Diretora. Seção III Atos Sujeitos a Registro Art. 39. De conformidade com o preceituado no art. 5º, inciso XXIV, da Constituição Federal, e art. 78, inciso III, da Lei Orgânica do Distrito Fede- ral, o Tribunal apreciará, para fins de registro ou reexame, os atos de: I – admissão de pessoal, a qualquer título, na administração dire- ta e indireta, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comis- são;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 5 II – concessão inicial de aposentadorias, reformas e pensões, bem como de melhorias posteriores que tenham alterado o fundamento legal do respectivo ato concessório inicial. Parágrafo único. Os atos a que se refere este artigo serão apreciados pelo Tribunal, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 40. O Conselheiro Relator presidirá a instrução do processo, de- terminando, mediante despacho singular, por sua ação própria e direta, ou por provocação do órgão de instrução ou do Ministério Público, a adoção das providências consideradas necessárias ao saneamento dos autos, fixando prazo, na forma estabelecida no Regimento Interno, para o aten- dimento das diligências, após o que submeterá o feito ao Plenário ou à Câmara respectiva para decisão de mérito. Seção IV Fiscalização de Atos e Contratos Art. 41. Para assegurar a eficácia do controle e para instruir o julga- mento das contas, o Tribunal efetuará a fiscalização dos atos de que resulte receita ou despesa, praticados pelos responsáveis sujeitos à sua jurisdição, competindo-lhe, para tanto, em especial: I – acompanhar, pela publicação no Diário Oficial, ou por outro meio estabelecido no Regimento Interno: a) a lei relativa ao plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentá- rias, a lei orçamentária anual e de abertura de créditos adicionais, bem como a de seguridade social; b) os editais de licitação, os contratos, convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres, bem como os atos referidos no art. 39 desta Lei Complementar; II – realizar, por iniciativa própria, na forma estabelecida no Re- gimento Interno, inspeções e auditorias de mesma natureza que as previs- tas no inciso I do art. 38 desta Lei Complementar; III – fiscalizar, na forma estabelecida no Regimento Interno, a apli- cação de quaisquer recursos recebidos pelos órgãos e entidades do Complexo Administrativo do Distrito Federal, ou por eles repassados, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres; § 1º As inspeções e auditorias de que trata esta Seção serão regula- mentadas no Regimento Interno e realizadas por servidores da área técnica do Tribunal. § 2º O Tribunal comunicará às autoridades competentes o resultado das inspeções e auditorias que realizar, para as medidas saneadoras das impropriedades e faltas identificadas. Art. 42. Nenhum processo, documento ou informação poderá ser so- negado ao Tribunal em suas inspeções ou auditorias, sob qualquer pretex- to. § 1º No caso de sonegação, o Tribunal assinará prazo para apresen- tação dos documentos, informações e esclarecimentos julgados necessá- rios, comunicando o fato ao Secretário de Estado supervisor da área ou à autoridade de nível hierárquico equivalente, para as medidas cabíveis. § 2º Vencido o prazo e não cumprida a exigência, o Tribunal aplicará as sanções previstas no inciso IV do art. 57 desta Lei Complementar. Art. 43. Ao proceder à fiscalização de que trata este Capítulo, o Con- selheiro Relator ou o Tribunal: I – determinará as providências estabelecidas no Regimento In- terno, quando não apurada transgressão a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, ou for constatada, tão-somente, falta ou impropriedade de caráter formal; II – se verificar a ocorrência de irregularidade quanto à legitimida- de ou economicidade, determinará a audiência do responsável para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar razões de justificati- va. Parágrafo único. Não elidido o fundamento da impugnação, o Tribunal aplicará ao responsável a multa prevista no inciso III do art. 57 desta Lei Complementar. Art. 44. No início ou no curso de qualquer apuração, o Tribunal, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, determinará, cautelarmen- te, o afastamento temporário do responsável, se existirem indícios sufici- entes de que, prosseguindo no exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento. § 1º Estará solidariamente responsável a autoridade superior compe- tente que, no prazo determinado pelo Tribunal, deixar de atender à deter- minação prevista neste artigo. § 2º Nas mesmas circunstâncias deste artigo e do parágrafo anterior, poderá o Tribunal, sem prejuízo das medidas previstas nos arts. 60 e 61 desta Lei Complementar, decretar, por prazo não superior a um ano, a indisponibilidade de bens do responsável, tantos quantos considerados bastantes para garantir o ressarcimento dos danos em apuração. Art. 45. Verificada a ilegalidade de ato ou contrato, o Tribunal, na for- ma estabelecida no Regimento Interno, assinará prazo para que o respon- sável adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, fazendo indicação expressa dos dispositivos a serem observados. § 1º No caso de ato administrativo, o Tribunal, se não atendido: I – sustará a execução do ato impugnado; II – comunicará a decisão à Câmara Legislativa; III – aplicará ao responsável a multa prevista no inciso II do art. 57 desta Lei Complementar. § 2º No caso de contrato, o Tribunal, se não atendido, comunicará o fato à Câmara Legislativa, a quem compete adotar o ato de sustação e solicitar, de imediato, ao Poder Executivo, as medidas cabíveis. § 3º Se a Câmara Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de no- venta dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito da sustação do contrato. Art. 46. Ao exercer a fiscalização, se configurada a ocorrência de desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte dano ao Erário, o Tribunal ordenará, desde logo, a conversão do processo em tomada de contas especial, salvo a hipótese prevista no art. 84 desta Lei Complementar. Parágrafo único. O processo de tomada de contas especial a que se refere este artigo tramitará em separado das respectivas contas anuais. Seção V Pedido de Reexame Art. 47. De decisão proferida em processos concernentes às matérias de que tratam as Seções III e IV deste Capítulo caberá pedido de reexa- me, que terá efeito suspensivo. Parágrafo único. O pedido de reexame reger-se-á pelo disposto no pa- rágrafo único do art. 33 e no art. 34 desta Lei Complementar. CAPÍTULO III CONTROLE INTERNO Art. 48. Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, de forma inte- grada, sistema de controle interno, com a finalidade de: I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianu- al, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Distrito Federal; II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à efi- cácia e à eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração do Distrito Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III – exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a for- ma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração, vencimento ou salário de seus membros ou servidores; IV – exercer o controle das operações de crédito, avais e garanti- as, bem como dos direitos e haveres do Distrito Federal; V – avaliar a relação de custo e benefício das renúncias de recei- tas e dos incentivos, remissões, parcelamentos de dívidas, anistias, isen- ções, subsídios, benefícios e afins de natureza financeira, tributária, credi- tícia e outros; VI – apoiar o controle externo no exercício de sua missão instituci- onal. Art. 49. No apoio ao controle externo, os órgãos integrantes do siste- ma de controle interno deverão exercer, dentre outras, as seguintes ativi- dades: I – realizar auditorias nas contas dos responsáveis sob seu con- trole, emitindo relatório, certificado de auditoria e parecer;
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 6 II – alertar formalmente a autoridade administrativa competente para que instaure tomada de contas especial, sempre que tiver conheci- mento de qualquer das ocorrências referidas no art. 9º desta Lei Comple- mentar. Art. 50. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conheci- mento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência de imediato ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária. § 1º Na comunicação ao Tribunal, o dirigente do órgão competente in- dicará as providências adotadas, para evitar ocorrências semelhantes. § 2º Verificada em inspeção ou auditoria, ou no julgamento de contas, irregularidade ou ilegalidade que não tenha sido comunicada tempestiva- mente ao Tribunal, e provada a omissão, o dirigente do órgão de controle interno, na qualidade de responsável solidário, ficará sujeito às sanções previstas para a espécie, nesta Lei Complementar. Art. 51. O Secretário de Estado supervisor da área ou a autoridade de nível hierárquico equivalente emitirá, sobre as contas e o parecer do controle interno, expresso e indelegável pronunciamento, no qual atestará haver tomado conhecimento das conclusões nele contidas. CAPÍTULO IV DENÚNCIA Art. 52. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas. Parágrafo único. Reunidas as provas que indiquem a existência de ir- regularidade ou ilegalidade, serão públicos os demais atos do processo, assegurando-se aos acusados a oportunidade de ampla defesa. Art. 53. O denunciante poderá requerer ao Tribunal cópia dos despa- chos e dos fatos apurados, a qual deverá ser fornecida no prazo máximo de quinze dias úteis, a contar do recebimento do pedido, desde que o respectivo processo de apuração tenha sido concluído ou arquivado, mediante ressarcimento das respectivas despesas. Parágrafo único. Decorrido o prazo de noventa dias úteis, a contar do recebimento da denúncia, será obrigatoriamente fornecida a cópia de que trata este artigo, ainda que não estejam concluídas as investigações. Art. 54. No resguardo dos direitos e garantias individuais, o Tribunal dará tratamento sigiloso às denúncias formuladas, até decisão definitiva sobre a matéria. § 1º Ao decidir, caberá ao Tribunal manter ou não o sigilo quanto ao objeto e à autoria da denúncia. § 2º O denunciante não se sujeitará a qualquer sanção administrativa, cível ou penal, em decorrência da denúncia, salvo em caso de comprova- da má-fé. CAPÍTULO V SANÇÕES Seção I Disposição Geral Art. 55. O Tribunal de Contas poderá aplicar aos administradores ou responsáveis, na forma prevista nesta Lei Complementar e no seu Regi- mento Interno, as sanções previstas neste Capítulo. Seção II Multas Art. 56. Quando o responsável for julgado em débito, poderá ainda o Tribunal aplicar-lhe multa de até cem por cento do valor atualizado do dano causado ao Erário. Art. 57. O Tribunal poderá aplicar multa de até 100 UPDFs ou o equi- valente em outro indexador que venha a ser adotado pelo Distrito Federal, para fins fiscais, aos responsáveis por: I – contas julgadas irregulares de que não resulte débito, nos termos do parágrafo único, do art. 20 desta Lei Complementar; II – ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamen- tar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimoni- al; III – ato de gestão ilegítimo ou antieconômico de que resulte injus- tificado dano ao Erário; IV – não atendimento, no prazo fixado, sem causa justificada, de diligência do Conselheiro Relator ou de decisão do Tribunal; V – obstrução ao livre exercício das inspeções e auditorias deter- minadas; VI – sonegação de processo, documento ou informação, em ins- peções ou auditorias realizadas pelo Tribunal; VII – reincidência no descumprimento de determinação do Tribunal. § 1º Ficará sujeito à multa prevista neste artigo aquele que deixar de dar cumprimento à decisão do Tribunal, salvo motivo justificado. § 2º O Regimento Interno disporá sobre a gradação da multa prevista neste artigo, em função da gravidade da infração. Art. 58. Nos casos de irregularidade ou ilegalidade constatados, sem imputação de débito em que o Tribunal de Contas decidir pela dispensa de aplicação de multa, deverão os respectivos votos ser publicados junta- mente com a ata da sessão em que se der o julgamento. Art. 59. O débito decorrente de multa aplicada pelo Tribunal, quando pago após o seu vencimento, será atualizado monetariamente na data do efetivo pagamento. Art. 60. Sem prejuízo das sanções previstas na Seção anterior e das penalidades administrativas, aplicáveis pelas autoridades competentes, por irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas, sempre que este, por maioria absoluta de seus membros, considerar grave a infração come- tida, o responsável ficará inabilitado, por um período que variará de cinco a oito anos, para o exercício de cargo em comissão ou função de confian- ça no âmbito da Administração Pública do Distrito Federal. Art. 61. O Tribunal poderá solicitar, por intermédio do Ministério Públi- co, à Procuradoria-Geral do Distrito Federal ou aos dirigentes das entida- des que lhe sejam jurisdicionadas, as medidas necessárias ao arresto dos bens dos responsáveis julgados em débito, devendo ser ouvido quanto à liberação dos bens arrestados e sua restituição. 2 Composição. 3 Plenário e câmaras. TÍTULO III ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL CAPÍTULO I SEDE E COMPOSIÇÃO Art. 62. O Tribunal de Contas compõe-se de sete Conselheiros. Art. 63. Os Conselheiros, em suas ausências e impedimentos por mo- tivo de licença, férias ou outro afastamento legal, por prazo superior a trinta dias, poderão ser substituídos, mediante convocação do Presidente do Tribunal, pelos Auditores, observada a ordem de antigüidade no cargo, ou a maior idade, no caso de idêntica antigüidade. § 1º Os Auditores serão também convocados para substituir Conse- lheiros, quando for necessário para efeito de completar quorum, sempre que os titulares comunicarem, ao Presidente do Tribunal ou da Câmara respectiva, a impossibilidade de comparecimento à sessão. § 2º Em caso de vacância de cargo de Conselheiro, o Presidente do Tribunal poderá convocar Auditor para exercer as funções inerentes ao cargo vago, até novo provimento, observado o critério estabelecido neste artigo. § 3º O Auditor, quando em substituição a Conselheiro, terá as mes- mas garantias, prerrogativas e impedimentos do titular e, no exercício das demais atribuições da judicatura, as de Juiz de Direito da Justiça do Distri- to Federal e Territórios. Art. 64. O Tribunal de Contas disporá de Serviços Auxiliares, para atender às atividades de apoio técnico e administrativo, necessárias ao exercício de sua competência. CAPÍTULO II PLENÁRIO E CÂMARAS Art. 65. O Plenário do Tribunal de Contas, dirigido por seu Presidente, terá a competência e o funcionamento regulados nesta Lei Complementar e no seu Regimento Interno. Art. 66. O Tribunal de Contas poderá dividir-se em Câmaras, median- te deliberação da maioria absoluta de seus membros titulares. Parágrafo único. A competência, o número, a composição, a presi- dência e o funcionamento das Câmaras serão regulados no Regimento Interno.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 7 4 Presidente, vice-presidente, conselheiros, auditores e Ministério Público. CAPÍTULO III PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE Art. 67. Os Conselheiros elegerão o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal, para mandato de dois anos, com início a 1º de janeiro dos anos ímpares. (Caput com a redação da Lei Complementar nº 339, de 2000.) § 1º A eleição realizar-se-á em escrutínio secreto, na última sessão ordinária do mês de dezembro dos anos pares ou, em caso de vaga eventual, na primeira sessão ordinária após sua ocorrência, exigida a presença de, pelo menos, cinco Conselheiros titulares, inclusive o que presidir o ato. (Parágrafo com a redação da Lei Complementar nº 339, de 2000.) § 2º O Vice-Presidente substituirá o Presidente em suas ausências ou impedimentos e exercerá as funções de Corregedor, cujas atribuições serão estabelecidas no Regimento Interno. § 3º Na ausência ou impedimento do Vice-Presidente, o Presidente será substituído pelo Conselheiro mais antigo, em exercício no cargo. § 4º O eleito, para a vaga que ocorrer antes do término do mandato, exercerá o cargo no período restante. § 5º Não se procederá a nova eleição se a vaga ocorrer dentro dos sessenta dias anteriores ao término do mandato. § 6º A eleição do Presidente precederá à do Vice-Presidente. § 7º Considerar-se-á eleito o Conselheiro que obtiver a maioria dos votos. Não alcançada esta, proceder-se-á a novo escrutínio entre os dois mais votados, decidindo-se afinal, entre esses, pela antigüidade no cargo de Conselheiro do Tribunal, caso nenhum consiga a maioria dos votos. § 8º Somente os Conselheiros titulares, ainda que em gozo de licença, férias ou ausentes com causa justificada, poderão tomar parte nas elei- ções, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 68. Compete ao Presidente, dentre outras atribuições estabeleci- das no Regimento Interno: I – dirigir o Tribunal; II – dar posse aos Conselheiros, Auditores e dirigentes das uni- dades dos Serviços Auxiliares, na forma estabelecida no Regimento Interno; III – expedir atos de nomeação, admissão, exoneração, demissão, remoção, dispensa, aposentadoria e outros relativos aos servidores do Tribunal, os quais serão publicados no Diário Oficial e no Boletim do Tribunal; IV – movimentar as dotações e os créditos orçamentários próprios e praticar os atos de administração financeira, orçamentária e patrimonial, necessários ao funcionamento do Tribunal; V – promover assistência médica e hospitalar aos membros do Plenário, autorizando as necessárias despesas. Parágrafo único. Os atos referidos nos incisos III, IV e V poderão ser delegados, inadmitida a subdelegação. CAPÍTULO IV CONSELHEIROS Art. 69. Os Conselheiros do Tribunal de Contas serão nomeados den- tre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I – ter mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; II – idoneidade moral e reputação ilibada; III – notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e fi- nanceiros ou de administração pública; IV – contar mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional, que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. Art. 70. Os Conselheiros do Tribunal de Contas serão escolhidos: I – dois pelo Governador do Distrito Federal, com aprovação da Câ- mara Legislativa, sendo um, alternadamente, entre Auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento; II – cinco pela Câmara Legislativa. § 1º Caberá à Câmara Legislativa indicar Conselheiros para a primei- ra, segunda, quarta, sexta e sétima vagas e ao Poder Executivo para a terceira e quinta vagas. § 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas farão declaração pública de bens, no ato da posse e no término do exercício do cargo. § 3º Os Conselheiros do Tribunal de Contas, nos casos de crime co- mum e nos de responsabilidade, serão processados e julgados, originari- amente, pelo Superior Tribunal de Justiça. § 4º Os Conselheiros do Tribunal de Contas são regidos pela Lei Or- gânica da Magistratura, com aplicação subsidiária, a juízo do seu Plenário, das normas legais compatíveis, do Regime Jurídico Único, vigorantes para os servidores desse órgão. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 2004 00 2 006811-8 – TJDFT, Diário da Justiça de 21/2/2008.) Art. 71. Os Conselheiros do Tribunal de Contas terão os mesmos di- reitos, garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e somen- te poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido, efetivamente, por mais de cinco anos. Parágrafo único. Os Conselheiros do Tribunal gozarão das seguintes garantias e prerrogativas: I – vitaliciedade, não podendo perder o cargo senão por senten- ça judicial transitada em julgado; II – inamovibilidade; III – irredutibilidade de vencimentos, observado, quanto à remune- ração, o disposto nos arts. 37, XI, 150, II, 153, III e 153, § 2º, I, da Consti- tuição Federal; IV – aposentadoria, com proventos integrais, compulsoriamente aos setenta anos de idade ou por invalidez comprovada, e facultativa após trinta anos de serviço, contados na forma da lei, observada a ressalva prevista neste artigo. Art. 72. É vedado ao Conselheiro do Tribunal de Contas: I – exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo de magistério; II – exercer cargo técnico ou de direção de sociedade civil, asso- ciação ou fundação, de qualquer natureza ou finalidade, salvo de associa- ção de classe, sem remuneração; III – exercer comissão remunerada ou não, inclusive em órgãos de controle da administração direta ou indireta, ou em concessionárias de serviço público; IV – exercer profissão liberal, emprego particular, comércio, ou participar de sociedade comercial, exceto como acionista ou cotista sem poder de controle, direção ou administração; V – celebrar contrato com pessoa jurídica de direito público, em- presa pública, sociedade de economia mista, fundação, sociedade instituí- da ou mantida pelo Poder Público ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a normas uniformes, para todo e qualquer contratante; VI – receber, a qualquer título ou pretexto, participação nos pro- cessos; VII – dedicar-se à atividade político-partidária. Art. 73. Não podem ocupar, simultaneamente, cargos de Conselheiro, parentes consangüíneos ou afins, na linha reta ou na colateral, até o segundo grau. Parágrafo único. A incompatibilidade decorrente da restrição imposta neste artigo resolve-se: I – antes da posse, contra o último nomeado ou contra o de me- nor idade, se nomeados na mesma data; II – depois da posse, contra o que lhe deu causa; III – se a ambos imputável, contra o que tiver menos tempo de exercício no Tribunal.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 8 CAPÍTULO V AUDITORES Art. 74. Os Auditores, em número de três, serão nomeados pelo Go- vernador do Distrito Federal, dentre os cidadãos que satisfaçam os requisi- tos exigidos para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas, mediante concurso público de provas e títulos, observada a ordem de classificação. § 1º O Auditor, quando não convocado para substituir Conselheiro, presidirá a instrução dos processos que lhe forem distribuídos, relatando- os com proposta de decisão a ser votada pelos integrantes do Plenário ou da Câmara, para a qual estiver designado, e quando convocado, por mais de trinta dias, terá os mesmos vencimentos e vantagens do titular. § 2º A comprovação do efetivo exercício por mais de dez anos de car- go da carreira de Controle Externo do Quadro de Pessoal dos Serviços Auxiliares do Tribunal constitui título computável para efeito do concurso a que se refere este artigo. Art. 75. O Auditor, após dois anos de exercício, só perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado. Parágrafo único. Aplicam-se ao Auditor as vedações e restrições pre- vistas nos arts. 72 e 73 desta Lei Complementar, bem como as exigências do seu art. 69, itens I a IV. CAPÍTULO VI MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 76. Funcionará junto ao Tribunal de Contas o Ministério Público, regido pelos princípios institucionais de unidade, indivisibilidade e inde- pendência funcional, com as atribuições de guarda da lei e fiscal de sua execução. Parágrafo único. O Tribunal poderá prestar o apoio administrativo ne- cessário ao desempenho das funções específicas do Ministério Público. 5. Serviços auxiliares do TCDF. CAPÍTULO VII SERVIÇOS AUXILIARES DO TRIBUNAL Art. 77. Aos Serviços Auxiliares incumbe a prestação de apoio técnico e a execução dos serviços administrativos do Tribunal de Contas. Parágrafo único. A organização, atribuições e normas de funciona- mento dos Serviços Auxiliares são as estabelecidas no Regimento Interno. Art. 78. São obrigações do servidor que exerce funções específicas de controle externo no Tribunal de Contas: I – manter, no desempenho de suas tarefas, atitude de indepen- dência, serenidade e imparcialidade; II – representar à chefia imediata contra os responsáveis pelos órgãos e entidades sob sua fiscalização, em casos de falhas ou irregulari- dades; III – propor a aplicação de multas, nos casos previstos no Regi- mento Interno; IV – guardar sigilo sobre dados e informações obtidos em decor- rência do exercício de suas funções e pertinentes aos assuntos sob sua fiscalização, utilizandoos, exclusivamente, para a elaboração de pareceres e relatórios destinados à chefia imediata. Art. 79. Ao servidor a que se refere o artigo anterior, quando creden- ciado pelo Presidente do Tribunal ou, por delegação deste, pelos dirigen- tes das unidades técnicas dos Serviços Auxiliares do Tribunal, para de- sempenhar funções de auditorias, inspeções e diligências expressamente determinadas pelo Tribunal ou por sua Presidência, são asseguradas as seguintes prerrogativas: I – livre ingresso em órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal de Contas; II – acesso a todos os documentos e informações necessários à realização de seu trabalho; III – competência para requerer, nos termos do Regimento Interno, aos responsáveis pelos órgãos e entidades objeto de inspeções, auditori- as e diligências, as informações e documentos necessários para instrução de processos e relatórios de cujo exame esteja expressamente encarre- gado por sua chefia imediata. Parágrafo único. O servidor do Tribunal, no desempenho das funções previstas neste artigo, deve manter rigoroso sigilo, quanto aos elementos e informações que tiver, em razão do cargo. Art. 80. Compete ao Presidente do Tribunal promover assistência mé- dica e hospitalar aos servidores integrantes dos Serviços Auxiliares, auto- rizando as necessárias despesas. Art. 81. Nenhum servidor dos Serviços Auxiliares do Tribunal de Con- tas do Distrito Federal poderá perceber, mensalmente, a título de remune- ração, proventos ou pensão, importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, por Conse- lheiro do mesmo Tribunal. Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração de que trata o caput deste artigo as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61 da Lei Federal nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, bem assim as vanta- gens de caráter pessoal de qualquer natureza. TÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 82. O Tribunal encaminhará à Câmara Legislativa, trimestral e anualmente, relatório circunstanciado e demonstrativo das atividades internas e de controle externo realizadas. Parágrafo único. No relatório anual, o Tribunal apresentará análise da evolução dos custos de controle e de sua eficiência, eficácia e economici- dade. Art. 83. Para a finalidade prevista no art. 1º, inciso I, alínea "g" e no art. 3º, ambos da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, o Tribunal enviará ao Ministério Público Eleitoral, em tempo hábil, o nome dos responsáveis cujas contas houverem sido julgadas irregulares nos cinco anos imediatamente anteriores à realização de cada eleição. Art. 84. Os atos relativos a despesa de natureza reservada serão, com esse caráter, examinados pelo Tribunal, que poderá, à vista das demonstrações recebidas, ordenar a verificação in loco dos corresponden- tes documentos comprobatórios, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 85. A título de racionalização administrativa e economia proces- sual, e com o objetivo de evitar que o custo da cobrança seja superior ao valor do ressarcimento, o Tribunal poderá determinar, desde logo, o arqui- vamento do processo, sem cancelamento do débito, a cujo pagamento continuará obrigado o devedor, para que lhe possa ser dada quitação. Art. 86. É vedado a Conselheiro e Auditor do Tribunal intervir em pro- cesso de interesse próprio, de cônjuge ou de parente consangüíneo ou afim, na linha reta ou colateral, até o segundo grau. Art. 87. Os Conselheiros e Auditores do Tribunal têm prazo de trinta dias, a partir da publicação do ato de nomeação no Diário Oficial, prorro- gável por mais sessenta dias, no máximo, mediante solicitação escrita, para posse e exercício no cargo. Art. 88. As atas das sessões do Tribunal serão publicadas, na íntegra, sem ônus, no Diário Oficial. Art. 89. As publicações editadas pelo Tribunal são as definidas no Regimento Interno. Art. 90. O Boletim Interno do Tribunal de Contas é considerado órgão oficial. Art. 91. O Regimento Interno do Tribunal somente poderá ser aprova- do e alterado com a presença de, pelo menos, cinco de seus membros titulares, inclusive o que presidir o ato. Parágrafo único. Será exigido idêntico quorum para que o Tribunal de- libere sobre questões administrativas e matérias relevantes. Art. 92. O Tribunal de Contas poderá firmar acordo de cooperação com os Tribunais de Contas da União, dos Estados, dos Municípios, ou com os Conselhos de Contas dos Municípios, na forma estabelecida pelo Regimento Interno. Art. 93. O Tribunal de Contas, para o exercício de sua competência institucional, poderá requisitar aos órgãos e entidades distintas, sem quaisquer ônus, a prestação de serviços técnicos especializados, a serem executados em prazo previamente estabelecido, sob pena de aplicação da sanção prevista no art. 57 desta Lei. Art. 94. Os ordenadores de despesas dos órgãos da administração di- reta, bem assim os dirigentes das entidades da administração indireta e fundações e quaisquer servidores responsáveis por atos de que resulte despesa pública, remeterão ao Tribunal de Contas, por solicitação do Plenário ou de suas Câmaras, cópia das suas declarações de rendimentos e de bens.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 9 § 1º O descumprimento da obrigação estabelecida neste artigo ense- jará a aplicação da multa estabelecida no art. 57 desta Lei Complementar, pelo Tribunal, que manterá em sigilo o conteúdo das declarações apresen- tadas e poderá solicitar os esclarecimentos que entender convenientes sobre a variação patrimonial dos declarantes. § 2º A quebra de sigilo constitui infração funcional punível na forma de lei. Art. 95. Aos Conselheiros do Tribunal de Contas que, na data da pro- mulgação da Constituição Federal de 1988, preenchiam os requisitos necessários à aposentadoria com as vantagens do cargo, não se aplica a ressalva prevista no art. 71 desta Lei Complementar. Art. 96. A distribuição dos processos observará o princípio da alterna- tividade, conforme dispuser o Regimento Interno. Art. 97. Serão públicas as sessões ordinárias do Tribunal. § 1º O Tribunal poderá realizar sessões extraordinárias de caráter re- servado, para tratar de assuntos de natureza administrativa interna ou quando a preservação de direitos individuais e o interesse público o exigi- rem. § 2º Na hipótese deste artigo, os atos processuais terão o concurso do interessado ou seu representante legal, desde que autorizado pelo Presi- dente, podendo consultar os autos e requerer cópia de peças dos mes- mos, com o ressarcimento do custo de reprografia. Art. 98. O Tribunal de Contas, durante o primeiro semestre de cada ano, promoverá, através de seus órgãos auxiliares, seminários de atuali- zação de normas e procedimentos, abertos a servidores representantes de órgãos e entidades sob a sua jurisdição, visando aperfeiçoar a instru- ção e tramitação dos processos, com redução de custo e tempo. Art. 99. O Tribunal de Contas ajustará o exame dos processos em curso às disposições desta Lei Complementar. Art. 100. Esta Lei Complementar entrará em vigor trinta dias após a sua publicação. Art. 101. Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei nº 91, de 30 de março de 1990. ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Lei Orgânica do TCDF A Opção Certa Para a Sua Realização 10 _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 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  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 1 1 Ética e moral. 2 Ética, princípios e valores. 3 Ética e democracia: exercício da cidadania. 4 Ética e função pública. Ética A finalidade dos códigos morais é reger a conduta dos membros de uma comunidade, de acordo com princípios de conveniência geral, para garantir a integridade do grupo e o bem-estar dos indivíduos que o consti- tuem. Assim, o conceito de pessoa moral se aplica apenas ao sujeito en- quanto parte de uma coletividade. Ética é a disciplina crítico-normativa que estuda as normas do compor- tamento humano, mediante as quais o homem tende a realizar na prática atos identificados com o bem. Interiorização do dever. A observação da conduta moral da humanida- de ao longo do tempo revela um processo de progressiva interiorização: existe uma clara evolução, que vai da aprovação ou reprovação de ações externas e suas consequências à aprovação ou reprovação das intenções que servem de base para essas ações. O que Hans Reiner designou como "ética da intenção" já se encontra em alguns preceitos do antigo Egito (cerca de três mil anos antes da era cristã), como, por exemplo, na máxima "não zombarás dos cegos nem dos anões", e do Antigo Testamento, em que dois dos dez mandamentos proíbem que se deseje a propriedade ou a mulher do próximo. Todas as culturas elaboraram mitos para justificar as condutas morais. Na cultura do Ocidente, são familiares a figura de Moisés ao receber, no monte Sinai, a tábua dos dez mandamentos divinos e o mito narrado por Platão no diálogo Protágoras, segundo o qual Zeus, para compensar as deficiências biológicas dos humanos, conferiu-lhes senso ético e capacida- de de compreender e aplicar o direito e a justiça. O sacerdote, ao atribuir à moral origem divina, torna-se seu intérprete e guardião. O vínculo entre moralidade e religião consolidou-se de tal forma que muitos acreditam que não pode haver moral sem religião. Segundo esse ponto de vista, a ética se confunde com a teologia moral. História. Coube a um sofista da antiguidade grega, Protágoras, romper o vínculo entre moralidade e religião. A ele se atribui a frase "O homem é a medida de todas as coisas, das reais enquanto são e das não reais en- quanto não são." Para Protágoras, os fundamentos de um sistema ético dispensam os deuses e qualquer força metafísica, estranha ao mundo percebido pelos sentidos. Teria sido outro sofista, Trasímaco de Calcedô- nia, o primeiro a entender o egoísmo como base do comportamento ético. Sócrates, que alguns consideram fundador da ética, defendeu uma mo- ralidade autônoma, independente da religião e exclusivamente fundada na razão, ou no logos. Atribuiu ao estado um papel fundamental na manuten- ção dos valores morais, a ponto de subordinar a ele até mesmo a autorida- de do pai e da mãe. Platão, apoiado na teoria das ideias transcendentes e imutáveis, deu continuidade à ética socrática: a verdadeira virtude provém do verdadeiro saber, mas o verdadeiro saber é só o saber das ideias. Para Aristóteles, a causa final de todas as ações era a felicidade (eudaimonía). Em sua ética, os fundamentos da moralidade não se deduzem de um princípio metafísico, mas daquilo que é mais peculiar ao homem: razão (logos) e atuação (enérgeia), os dois pontos de apoio da ética aristotélica. Portanto, só será feliz o homem cujas ações sejam sempre pautadas pela virtude, que pode ser adquirida pela educação. A diversidade dos sistemas éticos propostos ao longo dos séculos se compara à diversidade dos ideais. Assim, a ética de Epicuro inaugurou o hedonismo, pelo qual a felicidade encontra-se no prazer moderado, no equilíbrio racional entre as paixões e sua satisfação. A ética dos estóicos viu na virtude o único bem da vida e pregou a necessidade de viver de acordo com ela, o que significa viver conforme a natureza, que se identifica com razão. As éticas cristãs situam os bens e os fins em Deus e identificam moral com religião. Jeremy Bentham, seguido por John Stuart Mill, pregou o princípio do eudemonismo clássico para a coletividade inteira. Nietzsche criou uma ética dos valores que inverteu o pensamento ético tradicional e Bergson estabeleceu a distinção entre moral fechada e moral aberta: a primeira conservadora, baseada no hábito e na repetição, enquanto que a outra se funda na emoção, no instinto e no entusiasmo próprios dos profe- tas, santos e inovadores. Até o século XVIII, com Kant, todos os filósofos, salvo, até certo ponto, Platão, aceitavam que o objetivo da ética era ditar leis de conduta. Kant viu o problema sob novo ângulo e afirmou que a realidade do conhecimento prático (comportamento moral) está na ideia, na regra para a experiência, no "dever ser". A vontade moral é vontade de fins enquanto fins, fins abso- lutos. O ideal ético é um imperativo categórico, ou seja, ordenação para um fim absoluto sem condição alguma. A moralidade reside na máxima da ação e seu fundamento é a autonomia da vontade. Hegel distinguiu morali- dade subjetiva de moralidade objetiva ou eticidade. A primeira, como cons- ciência do dever, se revela no plano da intenção. A segunda aparece nas normas, leis e costumes da sociedade e culmina no estado. Objeto e ramos da ética. Três questões sempre reaparecem nos diver- sos momentos da evolução da ética ocidental: (1) os juízos éticos seriam verdades ou apenas traduziriam os desejos de quem os formula; (2) prati- car a virtude implica benefício pessoal para o virtuoso ou, pelo menos, tem um sentido racional; e (3) qual é a natureza da virtude, do bem e do mal. Diversas correntes do pensamento contemporâneo (intuicionismo, positi- vismo lógico, existencialismo, teorias psicológicas sobre a ligação entre moralidade e interesse pessoal, realismo moral e outras) detiveram-se nessas questões. Como resultado disso, delimitaram-se os dois ramos principais da ética: a teoria ética normativa e a ética crítica ou metaética. A ética normativa pode ser concebida como pesquisa destinada a es- tabelecer e defender como válido ou verdadeiro um conjunto completo e simplificado de princípios éticos gerais e também outros princípios menos gerais, importantes para conferir uma base ética às instituições humanas mais relevantes. A metaética trata dos tipos de raciocínio ou de provas que servem de justificação válida dos princípios éticos e também de outra questão intima- mente relacionada com as anteriores: a do "significado" dos termos, predi- cados e enunciados éticos. Pode-se dizer, portanto, que a metaética está para a ética normativa como a filosofia da ciência está para a ciência. Quanto ao método, a teoria metaética se encontra bem próxima das ciên- cias empíricas. Tal não se dá, porém, com a ética normativa. Desde a época em que Galileu afirmou que a Terra não é o centro do universo, desafiando os postulados ético-religiosos da cristandade medie- val, são comuns os conflitos éticos gerados pelo progresso da ciência, especialmente nas sociedades industrializadas do século XX. A sociologia, a medicina, a engenharia genética e outras ciências se deparam a cada passo com problemas éticos. Em outro campo da atividade humana, a prática política antiética tem sido responsável por comoções e crises sem precedentes em países de todas as latitudes. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Moral Conjunto de regras e prescrições a respeito do comportamento, estabe- lecidas e aceitas por determinada comunidade humana durante determina- do período de tempo. Ética e moral Uma distinção indistinta Desidério Murcho A pretensa distinção entre a ética e a moral é intrinsecamente confusa e não tem qualquer utilidade. A pretensa distinção seria a seguinte: a ética seria uma reflexão filosófica sobre a moral. A moral seria os costumes, os hábitos, os comportamentos dos seres humanos, as regras de comporta- mento adaptadas pelas comunidades. Antes de vermos por que razão esta distinção resulta de confusão, perguntemo-nos: que ganhamos com ela? Em primeiro lugar, não ganhamos uma compreensão clara das três áreas da ética: a ética aplicada, a ética normativa e a metaética. A ética aplicada trata de problemas práticos da ética, como o aborto ou a eutaná- sia, os direitos dos animais, ou a igualdade. A ética normativa trata de
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 2 estabelecer, com fundamentação filosófica, regras ou códigos de compor- tamento ético, isto é, teorias éticas de primeira ordem. A metaética é uma reflexão sobre a natureza da própria ética: Será a ética objetiva, ou subjeti- va? Será relativa à cultura ou à história, ou não? Em segundo lugar, não ganhamos qualquer compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética. Não ficamos a saber que tipo de pro- blemas constitui o objeto de estudo da ética. Nem ficamos a saber muito bem o que é a moral. Em conclusão, nada ganhamos com esta pretensa distinção. Mas, pior, trata-se de uma distinção indistinta, algo que é indefensável e que resulta de uma confusão. O comportamento dos seres humanos é multifacetado; nós fazemos várias coisas e temos vários costumes e nem todas as coisas que fazemos pertencem ao domínio da ética, porque nem todas têm significado ético. É por isso que é impossível determinar à partida que comportamentos seriam os comportamentos morais, dos quais se ocuparia a reflexão ética, e que comportamentos não constituem tal coisa. Fazer a distinção entre ética e moral supõe que podemos determinar, sem qualquer reflexão ou conceitos éticos prévios, quais dos nossos comporta- mentos pertencem ao domínio da moral e quais terão de ficar de fora. Mas isso é impossível de fazer, pelo que a distinção é confusa e na prática indistinta. Vejamos um caso concreto: observamos uma comunidade que tem como regra de comportamento descalçar os sapatos quando vai para o jardim. Isso é um comportamento moral sobre o qual valha a pena reflectir eticamente? Como podemos saber? Não podemos. Só podemos determi- nar se esse comportamento é moral ou não quando já estamos a pensar em termos morais. A ideia de que primeiro há comportamentos morais e que depois vem o filósofo armado de uma palavra mágica, a "ética", é uma fantasia. As pessoas agem e refletem sobre os seus comportamentos e consideram que determinados comportamentos são amorais, isto é, estão fora do domínio ético, como pregar pregos, e que outros comportamentos são morais, isto é, são comportamentos com relevância moral, como fazer abortos. E essas práticas e reflexões não estão magicamente separadas da reflexão filosófica. A reflexão filosófica é a continuação dessas reflexões. Evidentemente, tanto podemos usar as palavras "ética" e "moral" como sinônimas, como podemos usá-las como não sinônimas. É irrelevante. O importante é saber do que estamos a falar se as usarmos como sinônimas e do que estamos a falar quando não as usamos como sinônimas. O pro- blema didático, que provoca dificuldades a muitos estudantes, é que geral- mente os autores que fazem a distinção entre moral e ética não conse- guem, estranhamente, explicar bem qual é a diferença — além de dizer coisas vagas como "a ética é mais filosófica". Se quisermos usar as palavras "moral" e "ética" como não sinônimas, estaremos a usar o termo "moral" unicamente para falar dos costumes e códigos de conduta culturais, religiosos, etc., que as pessoas têm. Assim, para um católico é imoral tomar a pílula ou fazer um aborto, tal como para um muçulmano é imoral uma mulher mostrar a cara em público, para não falar nas pernas. Deste ponto de vista, a "moral" não tem qualquer conteú- do filosófico; é apenas o que as pessoas efetivamente fazem e pensam. A ética, pelo contrário, deste ponto de vista, é a disciplina que analisa esses comportamentos e crenças, para determinar se eles são ou não aceitáveis filosoficamente. Assim, pode dar-se o caso que mostrar a cara em público seja imoral, apesar de não ser contrário à ética; pode até dar-se o caso de ser anti-ético defender que é imoral mostrar a cara em público e proibir as mulheres de o fazer. O problema desta terminologia é que quem quer que tenha a experiên- cia de escrever sobre assuntos éticos, percebe que ficamos rapidamente sem vocabulário. Como se viu acima, tive de escrever "anti-ético", porque não podia dizer "imoral". O nosso discurso fica assim mais contorcido e menos direto e claro. Quando se considera que "ética" e "moral" são termos sinônimos (e etimologicamente são sinônimos, porque são a tradução latina e grega uma da outra), resolve-se as coisas de maneira muito mais sim- ples. Continuamos a fazer a distinção entre os comportamentos das pesso- as e as suas crenças morais, mas não temos de introduzir o artificialismo de dizer que essas crenças morais, enquanto crenças morais, estão corre- tas, mas enquanto preferências éticas podem estar erradas. Isto só confun- de as coisas. É muito mais fácil dizer que quem pensa que mostrar a cara é imoral está pura e simplesmente enganado, e está a confundir o que é um costume religioso ou cultural com o que é defensável. Peter Singer, James Rachels, Thomas Nagel, e tantos outros filósofos centrais, usam os termos "ética" e "moral" como sinônimos. Para falar dos costumes e códigos religi- osos, temos precisamente estas expressões muito mais esclarecedoras: "costumes" e "códigos religiosos". Ética e moral Thomas Mautner Universidade Nacional da Austrália A palavra "ética" relaciona-se com "ethos", que em grego significa hábi- to ou costume. A palavra é usada em vários sentidos relacionados, que é necessário distinguir para evitar confusões. 1. Em ética normativa, é a investigação racional, ou uma teoria, sobre os padrões do correto e incorreto, do bom e do mau, com respeito ao caráter e à conduta, que uma classe de indivíduos tem o dever de aceitar. Esta classe pode ser a humanidade em geral, mas podemos também considerar que a ética médica, a ética empresarial, etc., são corpos de padrões que os profissionais em questão devem aceitar e observar. Este tipo de investigação e a teoria que daí resulta (a ética kantiana e a utilitaris- ta são exemplos amplamente conhecidos) não descrevem o modo como as pessoas pensam ou se comportam; antes prescrevem o modo como as pessoas devem pensar e comportar-se. Por isso se chama ética normativa: o seu objetivo principal é formular normas válidas de conduta e de avalia- ção do caráter. O estudo sobre que normas e padrões gerais são de aplicar em situações-problema efetivos chama-se também ética aplicada. Recen- temente, a expressão "teoria ética" é muitas vezes usada neste sentido. Muito do que se chama filosofia moral é ética normativa ou aplicada. 2. A ética social ou religiosa é um corpo de doutrina que diz respeito o que é correto e incorreto, bom e mau, relativamente ao caráter e à conduta. Afirma implicitamente que lhe é devida obediência geral. Neste sentido, há, por exemplo, uma ética confucionista, cristã, etc. É semelhante à ética normativa filosófica ao afirmar a sua validade geral, mas difere dela porque não pretende ser estabelecida unicamente com base na investigação racional. 3. A moralidade positiva é um corpo de doutrinas, a que um conjunto de indivíduos adere geralmente, que dizem respeito ao que é correto e incorreto, bom e mau, com respeito ao caráter e à conduta. Os indivíduos podem ser os membros de uma comunidade (por exemplo, a ética dos índios Hopi), de uma profissão (certos códigos de honra) ou qualquer outro tipo de grupo social. Pode-se contrastar a moralidade positiva com a mora- lidade crítica ou ideal. A moralidade positiva de uma sociedade pode tolerar a escravatura, mas a escravatura pode ser considerada intolerável à luz de uma teoria que supostamente terá a autoridade da razão (ética normativa) ou à luz de uma doutrina que tem o apoio da tradição ou da religião (ética social ou religiosa). 4. Ao estudo a partir do exterior, por assim dizer, de um sistema de crenças e práticas de um grupo social também se chama ética, mais espe- cificamente ética descritiva, dado que um dos seus objetivos principais é descrever a ética do grupo. Também se lhe chama por vezes étnoética, e é parte das ciências sociais. 5. Chama-se metaética ou ética analítica a um tipo de investigação ou teoria filosófica que se distingue da ética normativa. A metaética tem como objeto de investigação filosófica os conceitos, proposições e sistemas de crenças éticos. Analisa os conceitos de correto e incorreto, bom e mau, com respeito ao caráter e à conduta, assim como conceitos relacionados com estes, como, por exemplo, a responsabilidade moral, a virtude, os direitos. Inclui também a epistemologia moral: o modo como a verdade ética pode ser conhecida (se é que o pode); e a ontologia moral: a questão de saber se há uma realidade moral que corresponde às nossas crenças e outras atitudes morais. As questões de saber se a moral é subjetiva ou objetiva, relativa ou absoluta, e em que sentido o é, pertencem à metaética. A palavra "moral" e as suas cognatas refere-se ao que é bom ou mau, correto ou incorreto, no caráter ou conduta humana. Mas o bem moral (ou a correcção) não é o único tipo de bem; assim, a questão é saber como distinguir entre o moral e o não moral. Esta questão é objeto de discussão. Algumas respostas são em termos de conteúdo. Uma opinião é que as preocupações morais são unicamente as que se relacionam com o sexo. Mais plausível é a sugestão de que as questões morais são unicamente as
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 3 que afectam outras pessoas. Mas há teorias (Aristóteles, Hume) que consi- derariam que mesmo esta demarcação é excessivamente redutora. Outras respostas fornecem um critério formal: por exemplo, que as exigências morais são as que têm origem em Deus, ou que as exigências morais são as que derrotam quaisquer outros tipos de exigências ou, ainda, que os juízos morais são universalizáveis. A palavra latina "moralis", que é a raíz da palavra portuguesa, foi criada por Cícero a partir de "mos" (plural "mores"), que significa costumes, para corresponder ao termo grego "ethos" (costumes). É por isso que em muitos contextos, mas nem sempre, os termos "moral/ético", "moralidade/ética", "filosofia moral/ética" são sinónimos. Mas as duas palavras têm também sido usadas para fazer várias distinções: 1. Hegel contrasta a Moralität (moralidade) com a Sittlichkeit ("eticalida- de" ou vida ética). Segundo Hegel, a moralidade tem origem em Sócrates e foi reforçada com o nascimento do cristianismo, a reforma e Kant, e é o que é do interesse do indivíduo autônomo. Apesar de a moralidade envolver um cuidado com o bem-estar não apenas de si mas também dos outros, deixa muito a desejar por causa da sua incompatibilidade potencial com valores sociais estabelecidos e comuns, assim como com os costumes e institui- ções que dão corpo e permitem a manutenção desse valores. Viver numa harmonia não forçada com estes valores e instituições é a Sittlichkeit, na qual a autonomia do indivíduo, os direitos da consciência individual, são reconhecidos mas devidamente restringidos; 2. De modo análogo, alguns autores mais recentes usam a palavra "moralidade" para designar um tipo especial de ética. Bernard Williams (Ethics and the Limits of Philosophy, 1985), por exemplo, argumenta que "a instituição da moralidade" encara os padrões e normas éticas como se fossem semelhantes a regras legais, tornando-se por isso a obediência ao dever a única virtude genuína. Esta é uma perspectiva que, na sua opinião, deve ser abandonada a favor de uma abordagem da vida ética menos moralista e mais humana e sem restrições; 3. Habermas, por outro lado, faz uma distinção que está também implí- cita na Teoria da Justiça de Rawls entre ética, que tem a ver com a vida boa (que não é o mesmo para todas as pessoas), e a moralidade, que tem a ver com a dimensão social da vida humana e portanto com princípios de conduta que podem ter aplicação universal. A ética ocupa-se da vida boa, a moralidade da conduta correta. Thomas Mautner Tradução e adaptação de Desidério Murcho Retirado de Dictionary of Philosophy, org. por Thomas Mautner (Penguin, 2005) Difundindo princípios e conceitos éticos Milton Emílio Vivan Rotary Club de São Paulo-Pacaembu, D.4610, desenvolveu no ano ro- tário 2003-04 um projeto de difusão de princípios e conceitos éticos. O projeto procura responder a uma das frases mais relevantes de Paul Harris: “O Rotary continuará a ser caridoso, mas pode fazer mais do que isso: façamos com que o Rotary extermine a causa que faz necessária a carida- de”. A que se referia Paul Harris? Após profunda reflexão, por vários cami- nhos, surgiu a resposta: a maior vivência dos preceitos éticos. Assim nas- ceu a ideia do projeto. O primeiro passo foi a escolha de conceitos simples, de fácil mas ampla aplicação, e profundos em sua essência. Resultou na escolha dos princípios da universalidade e do respeito enunciados por Emmanuel Kant. Princípios da universalidade e do respeito de Kant Princípio da Universalidade: quando você quiser saber se uma ação é ética ou não, suponha que essa ação se tornará um padrão universal de comportamento, ou seja, a partir de agora, esse será o modelo de compor- tamento. Imagine, então, todos agindo dessa forma. Se não gostar de viver numa sociedade com todas as pessoas agin- do dessa forma, pode-se concluir que a ação em questão não é ética. Em resumo, a pergunta é: e se todos agissem assim? Princípio do Respeito: todo ser humano deve ser considerado como um fim em si mes- mo. Os aspectos que mais caracterizam o Princípio do Respeito são: • Não negar informações pertinentes e • Permitir-lhe liberdade de escolha. Em todos os boletins semanais do clube esses princípios foram cita- dos. Durante o ano, em todos eles foram incluídas perguntas e respostas sobre a aplicação prática desses dois princípios. Ao final, foram enunciadas e respondidas 100 perguntas, as quais foram englobadas em um livro que foi distribuído na Conferência Distrital do D.4610. A comunidade foi atingida pela inserção em jornais de bairro. Para que o projeto alcançasse o âmbito mundial, foi criado o boletim Stadium International, que foi enviado para mais de 600 clubes no mundo e que veiculou os dois princípios de Kant enunciados em português, inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, japonês e hindi. Algumas dessas versões foram feitas por clubes do exteri- or, por solicitação do RCSP-Pacaembu, como sinal de engajamento no projeto. A acolhida tem sido excepcional. Governadores incluíram em suas cartas mensais os dois princípios e incentivaram seus presidentes a se envolverem no projeto. Influência do “estado da arte” sobre a ética Para sabermos se uma ação é benéfica a toda sociedade, é necessá- rio que se conheçam adequadamente as consequências dessa ação sobre a sociedade. Nos casos onde o estado da arte do assunto em questão não atingiu um grau de maturidade suficiente para conclusões seguras e corre- tas, não se pode concluir se a ação é ou não ética. Leonardo da Vinci era criticado por ter iniciado a dissecação de cadáveres, mas sem essa prática a medicina jamais conseguiria atingir o grau de evolução atual. Hoje vemos que sua atitude era ética, apesar de que, naquela época, alguns o critica- vam injustamente, principalmente por ignorância de origem religiosa ou simplesmente técnica. Quando uma ação é ou não é ética Não é difícil diferenciar o que é e o que não é benéfico para uma so- ciedade. Mas em alguns casos, onde o conhecimento humano do estado da arte não atingiu um nível adequado, a decisão sobre se uma ação é ou não ética ficará prejudicada. Estão claramente nesse rol a clonagem de seres humanos, o plantio de alimentos transgênicos etc. Outras ações como a eutanásia, em certas circunstâncias, o aborto em determinadas situações, a prisão perpétua ou a pena de morte de alguns crimes também podem carecer de maior conhecimento humano se desconsiderarmos os preceitos religiosos, pois ainda não sabemos cientificamente a partir de que momento existe ou deixa de existir a vida, a alma, o espírito ou a capacidade de regeneração de um ser humano. Meio ambiente e a ética Como a ética está umbilicalmente ligada à obtenção de melhores condições da vida em sociedade, a preservação e melhoria das condições do meio ambiente são itens dos mais importantes para as gerações futuras. Portanto, uma indústria que solta poluentes em um rio, o carro que emite gases que poluem o ar por estar desregulado, empresas que produzem materiais não-biodegradáveis ou que ataquem a camada de ozônio etc não estão agindo de forma ética, pois estarão comprometendo a qualidade de vida das gerações e sociedades futuras. Uma ação egoísta, porém ética Imagine a criação de um empreendimento de sucesso, com ótimos resultados aos investidores, mas que também permita empregar centenas de trabalhadores, inserindo-os socialmente e permitindo-lhes que exerçam plenamente a cidadania. Esta ação, por ser benéfica à sociedade, é consi- derada uma ação ética. Imagine um local onde ocorra seca periodicamente no Nordeste brasileiro. Um empreendedor investe num projeto de irrigação e cria um pólo produtor de frutas que emprega centenas de famílias. Supo- nha que esse empreendimento tenha enorme sucesso, com produtos de ótima qualidade e preços competitivos. Admita que as condições de trabalho sejam adequadas, e que os tra- balhadores possam educar seus filhos e contar com assistência médica, ter à disposição transportes, lazer e segurança, enfim, que tenham o necessá- rio para que possam exercer com plenitude a cidadania. A ação desse empreendedor será uma ação ética, pois resultará em benefício para toda a sociedade. Fatos como esse podem ocorrer no campo, em qualquer cidade e em qualquer metrópole. Ações legais porém não-éticas Toda lei que não beneficie a sociedade será uma ação não-ética. Leis incompetentes ou leis que venham a beneficiar grupos em prejuízo de toda uma sociedade gerarão ações legais, mas não-éticas. Esse tipo de ação é bastante comum quando grupos julgam legítimo defender seus interesses corporativos, mesmo quando em detrimento do interesse da sociedade. Não são raras as ações desse tipo em todas as casas onde se legisla, seja nas Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câma- ra de Deputados, Senado Federal e até em Associações de Normas Técni- cas. Nestas últimas, interesses corporativos podem pugnar por maiores tolerâncias, incompatíveis com requisitos de qualidade etc. Esses interes-
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 4 ses corporativos procuram se cercar de garantias que diminuam os riscos de prejuízo, não pela competência e maior qualidade dos produtos, mas pela mudança nos parâmetros de controle. Ações legais e não-éticas também podem ter origem na corrupção, na omissão de pessoas ou insti- tuições, mas também simplesmente em ações não-competentes. Um exemplo é o caso de situações geradas por governos que endividam seus países em níveis incompatíveis com a capacidade de pagamento, obrigan- do ao envolvimento em dívidas monstruosas, quase que impagáveis, e que obrigam esses governos a empenharem vultosas quantias que, em princí- pio, deveriam ser investidas em benefício da população. Outro exemplo é o caso da cobrança exagerada de impostos que, apesar de legal, pode se tornar não-ética quando sufocar os meios de produção de uma sociedade. Comportamentos éticos aplicáveis universalmente • A compaixão, relacionada com a ajuda ao próximo; • A não-maleficência, que trata de evitar a imposição de sofrimento ou privação ao próximo; • A beneficência, que procura prevenir e combater o sofrimento do próximo, promover a felicidade do próximo, e com natural e maior in- tensidade à nossa família e amigos; • A imparcialidade: tratar as pessoas da forma como merecem ser tratadas, tendo direitos iguais até que o mérito ou necessidades jus- tifiquem tratamento especial; • A coragem para se opor a injustiças, mesmo que em prejuízo próprio; • O respeito à autonomia individual: não manipular ou induzir o pensamento das pessoas, mesmo que para o próprio bem delas; • A honestidade: não enganar as pessoas. A mentira é um vício, especialmente quanto à supervalorização das próprias capacidades. Acostume-se a saber que as pessoas merecem saber a verdade; • Não fazer promessas que não pretende ou que sabe que dificil- mente conseguirá cumprir; • Integridade: cumprir com as obrigações, mesmo que a despeito de inconveniência pessoal. • Consistência. Pode-se medir o valor moral de um ser humano pela consistência de suas ações. Essa medida tem maior qualidade quando princípios conflitam com interesses. Como a televisão poderia servir como difusor desses princí- pios e conceitos? A televisão é claramente subutilizada socialmente nesse aspecto. As telenovelas poderiam conter episódios que didaticamente mostrassem as consequências benéficas de atitudes éticas à sociedade. Nos esportes poderiam ser ressaltados, valorizados e premiados os comportamentos mais adequados. Reconhecimentos profissionais em âmbito nacional a entidades e pessoas que se destacaram em suas funções e objetivos, observando os princípios éticos. Programas dominicais poderiam apresen- tar quadros específicos a esse respeito. Pequenas histórias e séries pode- riam conter temas que focalizassem um determinado assunto sob o ponto de vista ético. Programas de entrevista poderiam dar ênfase a comporta- mentos a serem imitados. Prêmios poderiam ser oferecidos a comporta- mentos exemplares, programas de perguntas e respostas poderiam dar ênfase aos princípios e conceitos éticos, enfim, em quase todos os tipos de programas há uma forma de incluir conceitos éticos. A ética na formação moral de uma nação Pode-se constatar que há pessoas bastante cultas, educadas, forma- das pelas melhores escolas do Brasil ou até do exterior que não se preocu- pam com a vida em comunidade, ou seja, não têm a necessária sensibili- dade ética. Por outro lado, um analfabeto pode ser tão ou mais ético que um doutor se suas ações forem pautadas pelo respeito ao que é de todos. Não é necessário ser alfabetizado para se compreender e viver os valores éticos. Basta que a cabeça seja aberta e não fechada em seus próprios interesses. A ética no Rotary A difusão de princípios e conceitos éticos é, sem dúvida, um dos ob- jetivos do Rotary. O comportamento ético está diagnosticado como remédio adequado para quaisquer países de todos os continentes: grandes potên- cias, países ricos, emergentes, carentes e pobres. Uma instituição como o Rotary, de âmbito internacional, tem vocação inerente para ser a portadora da bandeira da difusão dos princípios éticos. Esse projeto custa muito pouco comparado com os existentes, e os frutos serão colhidos em todas as áreas, com benefício incomensurável para todos os seres humanos. Relação entre a ética e a religião Não importa de que religião somos, no que, em que e como cremos: podemos sempre nos empenhar na prática do bem. Isso não contradiz qualquer religião. Se nossas ações visam ao empenho pela prática do bem da sociedade, nossas ações cumprem a meta de cada religião. É pela prática verdadeira em sua vida diária que o homem cumpre de fato a meta de toda religião, qualquer que seja ela, qualquer nome que tenha. Se acreditamos na prática do bem independente de quaisquer recompensas, imediatas ou futuras, cumprimos ainda melhor essa missão. Relação entre ética e política Ética e política se entrelaçam e se confundem em seu significado mais profundo. A ética está profundamente ligada com a vida em socieda- de. Ações éticas implicam em ações que beneficiam a comunidade. Na política deve prevalecer o interesse da sociedade como um todo, e não o de uma minoria privilegiada com acesso ao poder. Um bom político é aquele que consegue melhorar as condições de vida de seu povo. Assim ele será ético. Um deputado que cria leis que não beneficiam seu povo ou que beneficiam a poucos criará uma ação que, apesar de legal, será não- ética. A criação de novos impostos que venham a sufocar a economia são ações tipicamente não-éticas. A outorga de benefícios imerecidos e injustos também são ações não-éticas. Não basta aos políticos terem boas inten- ções ou boa vontade. Também é necessário ter competência. Para os políticos, a prática da ética está intimamente relacionada com a sua compe- tência profissional. O problema é que, para os políticos, mesmo que queiram, não é fácil praticar a ética. Soluções simples e surradas muitas vezes não bastam. É necessário criatividade, inteligência, arrojo e coragem para encontrar solu- ções competentes e, portanto, éticas, que vão realmente beneficiar a socie- dade. Uma casa legislativa onde se criam leis ineficazes será uma fonte de ações não-éticas, mas legais. Relação entre ética e justiça Numa sociedade ética é fundamental que todos tenham, apesar das diferenças individuais, no mínimo, as mesmas oportunidades para viver com plenitude a cidadania. O desenvolvimento de suas capacidades será função de suas habilidades e vocações, de sua disciplina e talento. A desigualdade social deve ser a mínima aceitável de modo a garantir ao mais humilde o essencial para que possa ter acesso à cidadania: saúde, educação, transporte e segurança. A justiça deve agir no sentido de asse- gurar que cada indivíduo da sociedade tenha o que realmente merece, principalmente do ponto de vista distributivo, em função do mérito, mas também do ponto de vista corretivo, em função do dano causado. Uma justiça eficiente permite que a sociedade viva de forma mais estável, har- moniosa, com paz e, portanto, mais feliz, atingindo assim os objetivos de uma sociedade ética. Numa sociedade justa, até o mérito do sucesso tem maior valor. O mérito, quando legítimo, não pode ter limites. Isso induz e incentiva a prática do bem, das boas ações, facilitando o alcance da felici- dade comum. A corrupção, os conluios e acertos visando aos privilégios que sabo- tam a ação da justiça e que visam à certeza da impunidade devem ser encarados como vícios e imperfeições da sociedade, que não podem ser tolerados. Relação entre a ética e a malandragem e o otário Em nosso país, inclusive na TV, é comum a valorização e a banaliza- ção do termo “malandro”. Malandro assume então o significado de esperto, o que leva vantagem. Mas é impossível dissociar que malandro também significa trapaceiro, velhaco. Otário é o que se deixa enganar pela esperteza, pela trapaça do velhaco. Assim é comum ver-se a figura do malandro, do que procura levar vanta- gem em tudo, ser valorizada em detrimento de um comportamento condi- zente com a vida em sociedade, que sequer é lembrado – e muitas vezes até rejeitado – pelos mais insuspeitos cidadãos. É lamentável a falta de sensibilidade de quem de fato ou de direito deveria corrigir essas atitudes que deformam o caráter dos indivíduos, mas principalmente de nossa mocidade. A existência de um malandro sempre supõe a existência de um otário que foi enganado. A malandragem que visa a obtenção de alguma vanta- gem para si ou para outrem, mesmo que independente dos meios, e com o mínimo esforço possível, é evidentemente incompatível com a vida em sociedade. Esse conceito deve ser rejeitado com veemência e não tolerado. O mérito e o valor da conquista com disciplina e talento devem ser valoriza- dos. Não se pode pretender uma sociedade ética ou justa quando se valori- za o comportamento do malandro.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 5 Fórum Social Mundial – a reinvenção da democracia (1) *Cândido Grzybowski Desde a sua primeira edição em 2001, o Fórum Social Mundial (FSM) vem sendo um espaço privilegiado de mobilização e encontro da diversida- de de movimentos sociais, organizações, suas redes, campanhas e coali- zões que se opõem à globalização econômica e financeira dominante. A especificidade e força agregadora do FSM decorrem da sua capacidade de fazer com que tamanha heterogeneidade de atores sociais – em termos sociais, culturais e geográficos – acreditem em si mesmos e na possibilida- de de transformar e reconstruir o mundo. Com a globalização dominante a maior parte da humanidade está sendo deixada de lado, como um exceden- te descartável. Com o FSM as pessoas mais simples redescobrem o seu valor fundamental como membros da comunidade humana e cidadãs construtoras de sociedades, das culturas, dos poderes, das economias. Sentir-se produzindo e reproduzindo a vida é a esperança que nasce no Fórum. Seu desafio maior é repolitizar a vida para que outro mundo seja possível diante da homogeneidade concentradora de riquezas, socialmente excludente e ambientalmente destrutiva da globalização feita por e ao serviço das grandes corporações. Meu olhar sobre o FSM decorre da minha própria inserção social e polí- tica em sua promoção. Nesse sentido, faço aqui um exercício engajado do livre pensar, um misto de testemunho e de reflexão estratégica sobre os possíveis rumos em que, como participantes diversos e plurais, podemos avançar com o FSM e seu impacto sobre as instituições multilaterais e os Estados. Minha perspectiva não é partir do poder econômico e político constituído e sim do processo e das condições para que os cidadãos e as cidadãs do mundo estejam no centro, controlando o poder e os mercados globais. 1. O Fórum Social Mundial como canteiro de obras da cidadania mun- dial Em sua origem, o FSM se constituiu no contrapé do Fórum Econômico Mundial, nos mesmos dias, exatamente para marcar os lados opostos gerados pelas globalização dominante. Fóruns opostos no tempo e no lugar, um velho de mais de 30 anos, outro recém começando a irrupção na história; um numa luxuosa estação de esqui, em Davos, isolado pela polí- cia, o outro na planície de Porto Alegre, a cidade com história de participa- ção popular na gestão pública. Mas não podemos iludir-nos, são opostos que exprimem o mundo globalizado de hoje. A globalização que combate- mos nos transformou, pelo pior caminho possível, em uma comunidade humana planetária interdependente. Este é o ponto de partida: a transfor- mação que a globalização produziu em nossas condições de vida no Plane- ta. Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer que não basta e até é impossível democratizar esta globalização, dar-lhe uma face mais humana e sustentável. A tarefa que se nos impõe é de refundação democrática de um mundo interdependente, de gente para gente, compartindo bens co- muns entre todos os povos, com todos os direitos humanos garantidos a todos os seres humanos, com igualdade no respeito à diversidade social e cultural. Antes do FSM, já nos 80, com a crise da dívida e a ascensão de Mar- gareth Thatcher e Ronald Reagan, mas especialmente durante os anos 90 do século XX, foram inúmeras as insurreições de movimentos sociais e organizações contra a avassaladora globalização neoliberal imposta ao mundo. O palco principal das manifestações foram as reuniões do G-7, as assembleias do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e as rodadas de negociação da Organização Mundial do Comércio (OMC). De forma espetacular, desenvolveram-se redes temáticas regionais e mundiais: dívida, agricultura, comércio, meio ambiente, cooperação, direitos humanos, educação, comunicação etc. Novos sujeitos foram se mundiali- zando e se consolidando: os movimentos feministas, ambientalistas, dos povos indígenas, dos sem terra e camponeses, de trabalhadores migrantes, dos sem teto, movimentos contra o apartheid, todos com um emergente dimensão planetária, tanto na sua própria identidade social e raio de atua- ção como na solidariedade que foram despertando. Mas não havia uma encruzilhada, um espaço de encontro do conjunto destas novas forças sociais e delas com os já mais históricos atores internacionalizados, como o movimento operário e sindical. A grande insurreição nas ruas de Seattle, em fins de 1999, foi um empurrão decisivo para a emergência de algo inteiramente novo. A novidade do FSM é de criar o espaço para que a diversidade de ato- res se encontre, se reconheça, troque práticas, experiências e análises, se articule e crie novas redes, coalizões e campanhas. Enfim, o FSM surge como expressão de uma demanda contida da emergente cidadania planetá- ria no sentido de pensar todos e todas juntos as possíveis ações de trans- formação da ordem global existente. Desde o seu nascedouro, o FSM se impôs o respeito à diversidade e ao pluralismo como condição de sua própria existência e de enfrentamento do pensamento único, homogêneo e redutor, da globalização neoliberal.] De minha perspectiva, ainda não criamos alternativas estruturantes em face da globalização dominante. Isto é uma tarefa coletiva de longa dura- ção. Temos apenas 5 anos! Mas despertamos um poderoso movimento de ideias, que alimenta o sonho, a utopia, a esperança e faz a emergente cidadania do mundo agir. Além disto, com o FSM, quebramos a arrogância dos pregadores do neoliberalismo e demonstramos o quanto de autorita- rismo, de militarização e de guerra, de exclusão e intolerância, de anti- humano são portadores os processos globais, centrados nos mercados e na força política e militar que os sustenta. É uma nova cultura política que pode se desenvolver a partir do pro- cesso que o FSM despertou. A multiplicação de fóruns regionais, nacionais, locais e temáticos alimenta o movimento de ideias de que outros mundos são possíveis, lhe dá novas facetas e engrossa a adesão de sujeitos sociais os mais diversos social, cultural e geograficamente. Se isso ainda não se traduz em uma nova institucionalidade política, certamente cria o terreno propício para um repensar da política e do espaço público, do local até o poder global e suas instituições. O FSM, como espaço aberto à diversidade e aceitando as divergências, engendra um novo modo de fazer política. Como força propulsora, difusa mas poderosa, que vai além dos que se encontram nos eventos do FSM, há que se reconhecer, de um lado, uma consciência da comum humanidade na diversidade que nos caracteriza como seres humanos. De outro, não dá para subestimar o poder mobiliza- dor e transformador da consciência dos bens comuns fundamentais à vida no Planeta que temos, sejam os frágeis e finitos como são os bens naturais, a atmosfera, a biodiversidade, sejam as conquistas humanas como o saber, as línguas e a cultura em geral. Consciência aliada a um resgate da ação cidadã como prática central na transformação das situações e no desenvol- vimento humano, democrático e sustentável. Ação que necessariamente se concretiza localmente, lá onde vivemos, mas que é impregnada de univer- salismo, busca ser planetária no seu sentido humano e alcance político. 2. Desafios e tarefas para que o FSM contribua e reforce a capacidade da emergente cidadania planetária no sentido de uma democratização radical do mundo O FSM não é, em si mesmo, um movimento político, mas um espaço aberto para a reconquista da política em seu sentido mais pleno. Sua força reside nas múltiplas contradições que comporta, permitindo que elas se exprimam em seu espaço como livre prática de busca de cada participante, cada organização e cada movimento, cada rede e cada campanha, da mais simples à mais complexa e extensa. O FSM pode fortalecer a cidadania que nele se encontra, dialoga e confronta em busca de alternativas à (des)ordem global vigente, sem, no entanto, se tornar, ele mesmo, uma organização que aponta a direção a seguir. Formação de alianças e de novas redes, decisões sobre campanhas as mais amplas e mobilizadoras possíveis, disputas de hegemonia, desencontros em meio a muitos encon- tros, tendo no centro o pensar as alternativas para o mundo global que temos, dão vida ao FSM. Enquanto ele conseguir ser espaço do diverso e da pluralidade, tendo por base os princípios e valores éticos compartidos que nos dá a dupla consciência da humanidade e dos bens comuns a preservar para todos os seres do Planeta, o FSM vai continuar sendo uma das alavancas da cidadania mundial. Isso não me impede de ver enormes desafios e tarefas que se colocam para todos e todas que participamos do FSM como espaço aberto. Inven- tamos o FSM em um momento datado e situado neste começo do século XXI, em plena exacerbação da lógica do terror e da guerra, do acirramento do unilateralismo dos EUA, de crise e até falência da democracia represen- tativa, com crescimento de uma enorme brecha entre as instituições políti- cas e as demandas da cidadania, de continuidade da concentração de riquezas, da exclusão social e da destruição da base da vida. O FSM é
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 6 tensionado pelos desafios do aqui e agora, precisa criar condições para um pensamento novo e um acúmulo estratégico, que leve a emergente cidada- nia mundial a fortalecer a sua capacidade de ação política. O FSM precisa ser um espaço que contribua para imaginar o mundo, reinventar o método de ação e estimular a intervenção concreta nos processos de globalização em curso. É possível apontar algumas tarefas incontornáveis para respon- der aos desafios que temos pela frente. Não se trata de um plano de ação do FSM – simplesmente porque ele não tem e nem pode ter planos de ação como espaço aberto – mas é o que recolho como seu participante, como analista, ativista e dirigente do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). a) Imaginar o mundo Trata-se de alimentar uma ousada busca dos projetos possíveis de ou- tros mundos como alternativa. Um novo ideal, em suma. Aí vejo como uma primeira tarefa essencial a reflexão sobre a democracia como referência estratégica, com crítica ao modelo liberal e às formulas institucionais atuais. Como trazer ao centro do embate e da construção democrática a ideia força da diversidade de sujeitos em sua igualdade e com as práticas mais libertá- rias possíveis? Como incorporar os princípios e valores éticos fundantes da democracia – a base da universalidade – como referência para todas as relações humanas: familiares, sociais, culturais, econômicas, técnicas, políticas, entre os povos, entre os Estados? Incorporar o fundamento ético na visão estratégica da democracia representa uma mudança política e filosófica fundamental, que aponta para a possibilidade de uma nova cultura política da emergente cidadania planetária. Ele não abandona e nem des- valoriza o embate ideológico, vital para a política democrática, mas delimita o seu lugar e as suas referências comuns. Dele decorre, também, uma visão que pensa os direitos como relação, como qualidade das relações sociais, onde direitos para serem direitos e não privilégios devem ser de todos e todas e onde direitos comportam responsabilidades. Com base em tais princípios e valores, é possível pensar na universalidade da democracia como referência para outros mundos. Mas isso implica para o FSM, como tarefa de fortalecimento da cidadania mundial, ser um espaço que favoreça o diálogo entre culturas, entre sujeitos sociais diversos, entre visões e perspectivas diferentes e divergentes, diálogo como condição para que o possível seja imaginado, pensado e formulado como proposta. Muitas outros desafios e tarefas surgem neste processo de imaginar o mundo. Precisamos superar o déficit conceitual, de teorização e de atribui- ção de significados com o qual enfrentamos a globalização dominante. Não podemos ficar enquadrados para pensar o mundo pelos conceitos que nos são impostos pela ideologia neoliberal e sua visão da globalização – ela mesma um conceito que esconde a lógica de dominação que a engendrou. Nem são mais suficientes os conceitos e teorias das escolas de pensamen- to e ação da esquerda superadas pela própria história. O caminho é radica- lizar a crítica ao capitalismo e à globalização que ele alimenta, em todas as suas formas e processos. Precisamos reinventar o desenvolvimento como conceito e como mo- delo, libertando-o do produtivismo, do tecnicismo e consumismo que decor- rem de sua estreita e praticamente exclusiva associação com crescimento econômico. Isso implica, também, uma revisão do paradigma científico e de sua falsa objetividade, negadora da vida com tudo de subjetivo que ela tem. Precisamos conseguir pensar e imaginar o futuro humano livre da ideia de progresso material no padrão industrial e de consumo dos atuais países desenvolvidos, porque insustentável ambientalmente e excludente social- mente. Imaginar outro mundo é resgatar o trabalho como criador de vida, de produção e reprodução da vida. E, ainda, relocalizar as economias para que tenham dimensão sustentável, segundo as possibilidades da base natural, e sejam humanas e justas socialmente, produtoras de bens e serviços para gente antes de serem para mercados. Isto implica em aceitar o desafio de pensar o lugar das relações mercantis e da regulação, media- das pela negociação democrática. Imaginar o mundo tendo como referente estratégico a democracia é dar-se a tarefa de pensar a ação e o espaço público em todas as esferas da vida. Sem dúvida, as instituições de poder e de Estado precisam ser redefi- nidas para que as demandas e a participação cidadã sejam a força de legitimação e legalização de direitos e deveres. Isto do local ao global, segundo princípios de soberania e autonomia cidadã, de subsidiariedade e complementariedade de poderes, de multilateralismo e solidariedade entre povos.] b) Inventar o método Um outro grande desafio para o FSM é contribuir para o desenvolvi- mento de um novo modo de fazer política. Com que método construir a cidadania ativa mundial? Como o respeito aos princípios e valores demo- cráticos, valorizando a diversidade social e cultural e respeitando a plurali- dade de visões e ideias, pode ser traduzido em um método de ação? A partir do que já se pratica no FSM, parece fundamental que convergências e divergências – como tantas outras convergências, ao seu modo – tenham condições de se expressar no espaço do fórum. Ou seja, não se trata de buscar o mínimo denominador comum, redutor e excludente, mas de valori- zar a diversidade de possibilidades, onde nenhuma possibilidade possa negar as outra e nem seja levada a se submeter à qualquer uma outra. Um tal princípio metodológico para a prática política nova que se quer implementar recoloca o problema da articulação, das alianças e coalizões, da formação de blocos de forças, condição indispensável nas democracias. Como formar hegemonias na diversidade de sujeitos e forças, sem prota- gonismos? Respostas a priori não existem, precisam ser criadas. O ponto de partida é o reconhecimento da legitimidade e, até, da necessidade vital de conflitos e disputas para a democracia. As democracias se movem pela luta social, desde que sejam respeitados os princípios éticos fundantes pelas forças em confronto. Isso significa eleger metodologicamente a ação política, o pensar a ação e para a ação. Significa, também, reconhecer e respeitar os outros sujeitos, com eles se pondo em ação, em diálogo, em troca. Na prática, o FSM é desafiado a promover o mais radical diálogo entre movimentos sociais e organizações, num processo intra eles, superando barreiras culturais, geográficas e nacionais, e num processo inter diferentes movimentos e organizações, buscando as convergências e divergências. A questão metodológica e política aqui é da tradução, no sentido que lhe dá Boaventura Souza Santos. Vai na mesma direção a necessidade para o FSM de ser cada vez mais mundial, mais espaço da cidadania mundial, penetrando em todas as sociedades no Sul e no Norte, no Oeste e no Leste, atravessando tradições civilizatórias, religiões, filosofias e culturas as mais diversas. E um desafio ainda maior: tornar visíveis os hoje invisíveis social e politicamente para o mundo. Sem dúvida, muitas das questões aqui levantadas já tem soluções práticas, só que muito localizadas, fragmenta- das, não sistematizadas. Permitir que isto venha à luz e se potencialize, tornando-se um modo de operar capaz de levar a cidadania a uma nova cultura política é a tarefa essencial do FSM. Temos muito a aprender a este respeito. A experiência de construir um programa de trabalho a partir de baixo, de estimular o encontro e articulação, aglutinação até, está em curso no FSM, mas é uma árdua e paciente tarefa. Temos hoje mais dispersão e confusão do que diversidade construída naquilo que mostramos nos nossos eventos. Mas é o caminho. c) Intervir concretamente O FSM, em si mesmo, não tem capacidade de intervenção. Sua inci- dência política se faz através do que decidem seus e suas participantes. Porém, voltado a fortalecer a emergente cidadania planetária, pensando a ação e para a ação política, o FSM acaba sendo um espaço aberto para a constituição de novas redes e coalizões visando a formulação de campa- nhas, a promoção de mobilizações e demonstrações, a seleção de possí- veis estratégias de influência no debate público, nas diferentes sociedades e espaços, nas conjunturas que se apresentam. Como espaço público aberto à cidadania mundial, o FSM é atravessado pela necessidade de agir aqui e agora sentida por quem dele participa. Vejo isto como um enorme desafio. Os temas mais prementes para participantes do FSM, como os vejo de onde me situo, são: · a necessidade de radicalizar a ruptura com e de se contrapor à ideo- logia e às visões da globalização neoliberal; · o aprofundamento da análise da lógica de funcionamento e da estratégia das grandes corporações e do capital financeiro, com denúncia de suas
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 7 violações de direitos e de destruição das condições de vida; · a mercantilização de todas as relações sociais, a privatização de bens comuns e espaços públicos, a flexibilização de direitos conquistados, a desregulação e liberalização em nome do livre mercado; · o poder, concentrado e obscuro, das organizações globais, especialmente das organizações financeiras e comerciais, longe do controle da cidadania e dos povos; · a lógica do terror e da guerra, a crescente militarização e a ameaça à paz e soberania dos povos; · o perigo do unilateralismo crescente e do imperialismo, a necessidade de reconstrução do multilateralismo e da governança mundial para a paz. São todos temas cruciais em que de algum modo a cidadania mundial já está envolvida, precisando dar respostas. Muitos outros po- dem ser arrolados aqui. Ative-me àqueles que mais diretamente se re- ferem ao enfrentamento da globalização dominante. Todos estes temas já são debatidos no FSM. A tarefa urgente é pensá-los mais associa- dos às ações e, ao mesmo tempo, sem que acabem marginalizando os outros grandes desafios que a emergente cidadania planetária tem pela frente. 3. O FSM 2006: o desafio da expansão e mundialização Desde o começo, em 2001, a vocação mundial e universalista do FSM é posta à prova. Sua vitalidade depende de sempre estar colado às múlti- plas realidades sociais e culturais, econômicas e ambientais dos povos do Planeta. A multiplicação de fóruns, nas cidadades, nos países, nas regiões, a realização de fóruns temáticos, e o deslocamento do próprio evento principal, girando o mundo, atende a tal imperativo. Em 2004, fomos para a Ásia, na Índia, na cidade de Mumbai. Agora, em 2006, estamos topando o desafio de realizar um Fórum Social Mundial Policêntrico, articulando eventos em diferentes continentes: vamos a Cara- cas, na Venezuela, a Bamako, no Mali, e a Karachi, no Paquistão, além de uma conferência no Marrocos. Não serão, como imaginado, eventos simul- tâneos, mas muito próximos e, sobretudo, muito articulados entre si. São realidades bem diversas o que faz imaginar um FSM muito mais diverso do que até aqui fomos capazes de produzir. Em 2007, já está decidido, vamos todos para Nairobi, no Quênia. O que significa este esforço de mundialização do próprio FSM? Sem dúvida, estamos construindo uma estratégia que nos fortaleça na diversida- de do que é a emergente cidadania planetária. Estamos mostrando as múltiplas identidades de que somos portadores e, sobretudo, as inúmeras possibilidades na construção de “outros mundos”. Para nós cidadãos e cidadãs da Venezuela, Brasil, da América Latina, do Caribe, da América do Norte, o FSM em Caracas representa um grande desafio e vem carregado de significado especial. Já fizemos um Fórum Regional em Quito, no Equador, em 2004. Agora, além de uma clara di- mensão regional, o FSM em Caracas adquire um impacto mundial mais claro. Estamos realizando o fórum na Venezuela dos muitos contrastes e, devido às posições do Governo Chaves, tem provocado enorme debate em todo mundo, como uma das formas de oposição à globalização neoliberal e ao imperalismo dos EUA de Bush. Na América do Sul se situa o núcleo mais claro de uma crescente oposição ao neoliberalismo e a Venezuela tem tido um importante papel político nisto. É claro que nem todo(a)s participan- tes do FSM concordam com concepções e métodos do Presidente Chaves. O FSM tem a sua autonomia como processo puxado por movimentos e entidades da sociedade civil, por suas redes, coalizões e alianças, regionais e mundiais. Mas isto não implica em se negar a enfrentar com análise e debate, numa troca bem aberta, as possibilidades e limites das lutas con- cretas, especialmente todas aquelas que se alinham no combate ao neoli- beralismo e sua globalização. O fato de um dos capítulos do FSM Policên- trico se realizar na Venezuela, neste momento, para além de todas as divergências que pode despertar, precisa ser visto como uma busca efetiva entre nós mesmos e uma demonstração de solidariedade a movimentos e organizações da sociedade venezuelana. Mas tem mais. Indo a Caracas, assim como aos outros eventos do FSM Policêntrico, estamos nos expandindo, nos mundializando ainda mais, nos conhecendo melhor. Estamos dando um sinal para o mundo que que- remos sim integração, mas integração de povos, dos múltiplos povos, e não uma incorporação por conglomerados econômicos e financeiros globais, uma inclusão subordinada aos interesses dos EUA. Além disto, nos apro- ximamos do nosso Caribe, com a sua diversidade e vida e fortalecemos a nossa capacidade de resistência ao avanço neoliberal. É, sem dúvida, uma grande oportunidade para mais um salto no processo fórum. Tenho certeza que sairemos da Venezuela mais fortalecidos. Como conclusão, cabe destacar a contribuição que o FSM pode dar para as sociedades civis dos países em que se realizado, especialmente em termos de favorecer a cultura democrática. As alternativas que gestar- mos e os resultados que alcançarmos podem ser incertos, imprevisíveis, distantes, mas a cultura política que é alimentada pela FSM, o modo de buscar alternativas pode ser durável e radicalmente transformador, porque regido por valores e princípios éticos democráticos. O FSM não pode ser avaliado por possíveis propostas que dele emergirem, mas sim pelo modo de atuar e de se fortalecer a própria cidadania construtora de alternativas para o mundo. Este é o sentido primeiro e fundamental de nossa expansão e mundialização. NOTAS Versão de 04.12.05 – Enviada para:Observatorio Social de América Latina – OSAL Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO- Argentina *CÂNDIDO GRZYBOWSKI é sociólogo e diretor-geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e membro da Secretária Interna- cional do Fórum Social Mundial SANTOS, Boaventura de Souza. O FSM Mundial: Manual de Uso. São Paulo: Ed. Cortez, 2005. p. 118-134. Ética e Democracia Márcio C. Coimbra O Brasil ainda vive em uma democracia em consolidação, ainda incipi- ente. Infelizmente, em grande parte de nossa história, vivemos à sombra de golpes de estado e revoluções, como a de 1930 e mais recentemente em 1964. A cada ruptura institucional, o regime democrático sofria um duro golpe, atingindo-o no seu ponto fundamental: o respeito ao Estado Demo- crático de Direito. Nosso período mais recente de democracia começou em 1985, com a eleição indireta de Tancredo Neves para a Presidência da República, colocando um fim em 21 anos de regime militar. Logo, chegamos a 2001 com 16 anos de democracia recente. Neste período conhecemos cinco Presidentes da República: Tancredo Neves, que não assumiu devido ao seu falecimento, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Durante o termo de José Sarney, produziu-se uma nova Constituição Federal, a de 1988. Logo, percebe-se que o Brasil ainda está se acostumando com um regime democrático sem rupturas abruptas, ou seja, a democracia brasileira, assim como suas instituições, ainda está em fase de amadurecimento. A consolidação de um regime democrático somente ocorre com o tem- po e com o amadurecimento da sociedade e de suas instituições. A base de sustentação desta forma de governo é o povo e a sua soberania, que é exercida através do voto, como bem coloca Bobbio: “democracia é o gover- no do povo, para o povo”. Além disto, é baseada fortemente no exercício da cidadania, no respeito às leis e no exercício da ética como ponto fundamen- tal das relações interpessoais. Portanto, percebe-se um andar quase que em conjunto entre a democracia e a ética. Ainda sobre ética, vale ressaltar as palavras do Prof. Alberto Oliva na apresentação do livro do Doutor em Filosofia Mário A. L. Guerreiro: “Aplica à ética o enfoque negativista segundo o qual ao prescritivo não incumbe especificar o que alguém deve fazer, e sim o que deve ser impedido de fazer por ser danoso ao outro”. Logo, a ética apresenta-se como ponto de convergência e harmonização entre norma e liberdade, assim como já assegurava John Locke. Como consequência de uma série de rupturas institucionais que marca- ram fortemente a formação do Estado brasileiro e seu desenvolvimento, vemos que o respeito às regras e ao exercício ético de convivência não tem sido uma constante recentemente no que tange às práticas políticas. Claro
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 8 que esta tese comporta algumas grandes exceções, pois não podemos generalizar os fatos. Mas de qualquer forma, faz-se extremamente impor- tante traçar uma linha paralela entre estes conceitos. A capa de uma das mais importantes revistas semanais do Brasil, no dia 2 de maio de 2001 traduz com clareza os últimos acontecimentos políticos envolvendo o Senado Federal com a seguinte manchete: “Eles encolheram o Congresso: Como o Senado se transformou na Casa da Mentira com Jader, Arruda e ACM”. Não há dúvidas: é uma manchete de impacto. Mas será que o problema reside apenas neste fato? Acredito que não. Os escândalos envolvendo os maiores escalões do Estado estão sendo uma constante. Muitos deles lidam com a falta de ética daqueles que exercem uma função pública. Infelizmente, está se criando uma sensação de descrédito da população perante os seus governantes, o que é muito grave. A mesma revista, na edição de 23 de maio de 2001, mostra como um ex-presidente do Banco Central, supostamente, vendia informações privilegiadas para o mercado financeiro e como, supostamente, o governo acobertou o fato. Além destes casos, podem ser citados outros vários que o governo já tem sobrevivido, como os supostos casos relativos a compra de votos para reeleição, implantação do projeto Sivam, BNDES e teles, CPI da Corrupção, e por fim as denúncias envolvendo suposta corrupção no DNER, Sudam e Sudene. O Brasil está pagando um preço alto pela falta da prática democrática através dos anos e como consequência, a falta de ética e transparência em suas instituições. O amadurecimento está acontecendo do modo mais difícil. É necessário que o Brasil passe por estes acontecimentos, pois eles fazem parte da maturação pela qual o Estado brasileiro tem que, necessa- riamente, passar. Ainda hoje, em grau infinitamente menor, ainda existem denúncias de corrupção em um regime amadurecido e estável, de mais de 200 anos, como é o caso da democracia norte-americana, onde a ética está no topo dos valores nacionais, como foi recentemente retratado no livro “Shadow” de Bob Woodward. De qualquer forma, o caminho que o Brasil tem que trilhar ainda é lon- go e depende principalmente da consolidação do regime democrático e do respeito ao Estado de Direito, que são os pilares básicos de sustentação de uma sociedade estável e ética. Discurso do Ministro do Controle e da Transparência do Brasil, Waldir Pires, no Diálogo dos Chanceleres, durante a XXXIV Assem- bleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) "Desen- volvimento Social e Democracia Frente à Incidência da Corrupção" Quito, Equador Quero inicialmente parabenizá-los pela escolha do tema dominante desta Assembleia, que é a luta contra a corrupção. De iniciativa, inclusive, da representação política do Equador, a nação que nos hospeda tão cordi- almente, para a adoção de recomendações importantes na linha do comba- te eficaz a esse flagelo da humanidade. A democracia precisa dessa vitória, precisa em nosso continente de nossa responsabilidade comum para derrotar a corrupção em cada um de nossos países. Ela é um dos desvios mais perversos e danosos da socie- dade contemporânea, no campo político, como na atividade privada, onde ela agride e suprime os recursos da coletividade para o uso inescrupuloso dos bandidos sofisticados que a praticam. No Brasil, o Presidente Lula, desde a sua primeira fala à nação, decla- rou seu governo em luta permanente contra a corrupção. É uma política de Estado o que praticamos com prioridade absoluta. Há de ser um combate de larga duração; mas vamos vencê-lo. A corrupção é um crime, assim como também o é o homicídio. Todos sabemos que não é permitido matar e que é pesado o castigo imposto ao homicida. No entanto, mata-se infe- lizmente muito, no Brasil e no mundo. Com a corrução se dá mais ou me- nos o mesmo. Mas, infelizmente, nem o homicídio nem a corrupção são passíveis de extinção por força de decreto. Por isso, nenhum país do planeta está livre desse flagelo, seja no setor público –improbidades, tráfico de influência, o enriquecimento ilícito,– seja no setor privado, na manipula- ção de balanços, na especulação financeira de bolsas, na apropriação criminosa de poupanças privadas. No atual Governo do Brasil, a administração federal, com gastos orça- mentários muito reduzidos, está se reestruturando profundamente, na essência de sua ação de controle, buscando rapidamente a atuação inte- grada e de profunda articulação com os organismos do Governo e do Estado, envolvidos com o combate ao desvio do dinheiro público. O Governo Lula transformou profundamente a natureza de sua missão e realiza ações conjuntas ou complementares nas áreas de auditoria, fiscalização e apuração de desvios, com o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e os Estaduais, a Advocacia-Geral da União, com êxito de todos os procedimen- tos. Instituiu também o sistema de fiscalização a partir de sorteios públicos, que ocorrem na sede da Loteria da Caixa Econômica Federal, em Brasília, na presença de toda a imprensa e mídia e de representantes da sociedade civil, dos membros do Congresso Nacional, de oposição e de governo, para escolher as áreas territoriais menores da Federação brasileira, que são os municípios, onde são aplicadas grandes parcelas do dinheiro público. Neste Governo, a Lei criou o Conselho da Transparência Pública e Combate à Corrupção. Além disso, estamos empenhados na tarefa do fortalecimento dos Conselhos municipais de controle social. Estamos participando da ENCLA (Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro). Vamos realizar o IV Fórum Global de Combate à Corrupção, em junho de 2005, para o qual, inclusive, o Governo brasileiro os convida a todos para nos darem a honra e o prazer de participarem conosco desse conclave internacional. A democracia é incompatível com a corrupção. Como é incompatível com a exclusão. Sua legitimidade decorre da representação popular, que vem da vontade dos cidadãos, para assegurar as liberdades, inclusive aquela que foi declarada um dia na Carta do Atlântico, como o grande documento do Ocidente, de convocação para a luta contra o nazismo e o fascismo: a liberdade de não ter medo de morrer de fome. A exclusão é o decreto de condenação à pobreza extrema e à fome. A democracia é a cidadania, náo é um regime com párias. Não há democracia sem ética, portanto sem responsabilidade com a condição humana. A ética da democracia é a coesão social para a convi- vência humana, hoje sob grave risco. A democracia política ou se faz social e humana, ou democracia não é. O Presidente Lula recentemente, em janeiro último, em Monterrey, na Cúpula Extraordinária das Américas, a propósito do desenvolvimento social, lembrou-nos do desafio deste milênio, para a condenação das injustiças: “é cada vez maior o abismo que separa ricos e pobres em nosso continente e no mundo”. A ética existe desde o começo das civilizações para o bem do ser humano. Significa a responsabi- lidade de cada um e de todos com os valores da vida, da dignidade da pessoa humana. A ética da democracia, pois, é a ética da coesão social, pela afirmação das liberdades e pelo respeito às necessidades. Assessoria de Imprensa da Controladoria-Geral da União Cidadania Foi de um discurso do dramaturgo Pierre-Augustin Caron de Beaumar- chais, em outubro de 1774, que surgiu o sentido moderno da palavra cida- dão -- que ganharia maior ressonância nos primeiros meses da revolução francesa, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Em sentido etimológico, cidadania refere-se à condição dos que resi- dem na cidade. Ao mesmo tempo, diz da condição de um indivíduo como membro de um estado, como portador de direitos e obrigações. A associa- ção entre os dois significados deve-se a uma transformação fundamental no mundo moderno: a formação dos estados centralizados, impondo juris- dição uniforme sobre um território não limitado aos burgos medievais. Na Europa, até o início dos tempos modernos, o reconhecimento de di- reitos civis e sua consagração em documentos escritos (constituições) eram limitados aos burgos ou cidades. A individualização desses direitos a rigor não existe até o surgimento da teoria dos direitos naturais do indivíduo e do contrato social, bases filosóficas do antigo liberalismo. Nesse sentido, os privilégios e imunidades dos burgos medievais não diferem, quanto à forma, dos direitos e obrigações das corporações e outros agrupamentos, decor- rentes de sua posição ou função na hierarquia social e na divisão social do trabalho. São direitos atribuídos a uma entidade coletiva, e ao indivíduo apenas em decorrência de sua participação em um desses "corpos" sociais.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 9 O termo cidadão tornou-se sinônimo de homem livre, portador de direi- tos e obrigações a título individual, assegurados em lei. É na cidade que se formam as forças sociais mais diretamente interessadas na individualização e na codificação desses direitos: a burguesia e a moderna economia capita- lista. Ao ultrapassar os estreitos limites do mundo medieval -- pela interliga- ção de feiras e comunas, pelo estabelecimento de rotas regulares de co- mércio, entre regiões da Europa e entre os continentes --, a dinâmica da economia capitalista favorece a imposição de uma jurisdição uniforme em determinados territórios, cuja extensão e perfil derivam tanto da interdepen- dência interna enquanto "mercado", como dos fatores culturais, linguísticos, políticos e militares que favorecem a unificação. Em seus primórdios, a constituição do estado moderno e da economia comercial capitalista é uma grande força libertária. Em primeiro lugar, pela dilatação de horizontes, pela emancipação dos indivíduos ante o localismo, ante as convenções medievais que impediam ou dificultavam a escolha de uma ocupação diferente da transmitida como herança familiar; libertária, também, ante as tradições e crenças que se diluíam com a maior mobilida- de geográfica e social; mas libertária, sobretudo, pela imposição de uma jurisdição uniforme, que superava o arbítrio dos senhores feudais e reco- nhecia a todos os mesmos direitos e obrigações, independentemente de seu trabalho ou condição socioeconômica. Além do sentido sociológico, a cidadania tem um sentido político, que expressa a igualdade perante a lei, conquistada pelas grandes revoluções (inglesa, francesa e americana), e posteriormente reconhecida no mundo inteiro. Nessa perspectiva, a passagem do âmbito limitado - dos burgos - ao significado amplo da cidadania nacional é a própria história da formação e unificação dos estados modernos, capazes de exercer efetivo controle sobre seus respectivos territórios e de garantir os mesmos direitos a todos os seus habitantes. É fundamentalmente uma garantia negativa: contra as limitações convencionais ao comportamento individual e contra o poder arbitrário, público ou privado. Rumo à universalização. A cidadania é originalmente um direito bur- guês. Contudo, quando reivindicada como soma de direitos fundamentais do indivíduo, estes se tornam neutros quanto a seus beneficiários presentes e potenciais. Vista como processo histórico gradual, a extensão da cidadania é (1) a transformação da estrutura social pré-moderna no quadro da economia capitalista e do estado nacional moderno e (2) o reconhecimento e a uni- versalização de toda uma série de novos direitos que, em parte, são indis- pensáveis ao funcionamento da economia capitalista moderna e, em parte, são resultado concreto do conflito político dentro de cada país. Portanto, trata-se de um conceito ao mesmo tempo jurídico, sociológico e político: descreve a consagração formal de certos direitos, o processo político de sua obtenção e a criação das condições socioeconômicas que lhe dão efetividade. Cidadania e democracia. A cidadania tem dois aspectos: (1) o instituci- onal, porque envolve o reconhecimento explícito e a garantia de certos direitos fundamentais, embora sua institucionalização nunca seja constante e irredutível; (2) e o processual, porque as garantias civis e políticas, bem como o conteúdo substantivo, social e econômico, não podem ser vistos como entidades fixas e definitivas, mas apenas como um processo em constante reafirmação, com limiares abaixo dos quais não há democracia. Democrático, no sentido liberal, é o país que, além das garantias jurídicas e políticas fundamentais, institucionaliza amplamente a participação política. Direitos e garantias individuais. A necessidade de certas prerrogativas que limitem o poder político em suas relações com a pessoa humana são, muito provavelmente, criação do cristianismo, que definiu o primeiro terreno interditado ao estado: o espiritual. No campo do direito positivo, foi a revolução francesa que incorporou o sistema dos direitos humanos ao direito constitucional moderno. A teoria do direito constitucional dividiu, de início, os direitos humanos em naturais e civis, considerando que a liberdade natural, mais ampla, evolui para o conceito de liberdade civil, mais limitada, visto que seus limites coincidem com os da liberdade dos outros homens. A primeira concretização da teoria jurídica dos direitos humanos foi o Bill of Rights, de 1689 -- a declaração de direitos inglesa. Só depois da independência dos Estados Unidos, porém, as declarações de direitos, inseridas nas constituições escritas, adquirem o perfil de relação de direitos oponíveis ao estado, e dos quais os indivíduos são titulares diretos. Dada sua importância, o direito constitucional clássico dividia as leis fundamen- tais em duas partes: uma estabelecia os poderes e seu funcionamento; outra, os direitos e garantias individuais. No Brasil, é clássica a definição dada por Rui Barbosa às garantias, desdobramento dos direitos individuais: "Os direitos são aspectos, manifes- tações da personalidade humana em sua existência subjetiva, ou nas suas situações de relações com a sociedade, ou os indivíduos que a compõem. As garantias constitucionais stricto sensu são as solenidades tutelares de que a lei circunda alguns desses direitos contra os abusos do poder." É o caso do direito à liberdade pessoal, cuja garantia é o recurso do habeas corpus. Direitos sociais. Na antiguidade, considerava-se que o trabalho manual não era compatível com a inteligência crítica e especulativa, ideal do esta- do. Daí o reconhecimento da escravidão, que restringia consideravelmente os ideais teóricos da democracia direta. A revolução social do cristianismo baseou-se principalmente na dignificação do trabalho manual. Por conse- guinte, durante a Idade Média, o trabalho era considerado um dever social e mesmo religioso do indivíduo. Com o declínio das corporações de ofício, que controlavam o trabalho medieval, e o surgimento das oficinas de trabalho, de características dife- rentes, entre as quais a relação salarial entre operário e patrão, estão dadas as condições propícias ao capitalismo mercantilista da época do Renascimento e da Reforma. Mais tarde, a burguesia, que dominara a revolução francesa, viu-se di- ante dos problemas sociais decorrentes da revolução industrial. Assim, tornou-se indispensável a intervenção do estado entre as partes desiguais em confronto no campo do trabalho, para regular o mercado livre em que o trabalhador era cruelmente explorado. Atualmente não se pode conceber a proteção jurídica dos direitos indi- viduais sem o reconhecimento e a proteção dos direitos sociais do homem, que são oponíveis não ao estado, mas ao capital, e têm na ação do estado sua garantia. Hoje existe um grande movimento pelo reconhecimento, definição e ga- rantia internacionais dos direitos humanos. Em 10 de dezembro de 1948, a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou em Paris a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que só terá força obrigatória quando for uma convenção firmada por todos os países mem- bros da ONU. Os regimes de governo são justos na medida em que as liberdades são defendidas, mesmo em épocas de crise. Os princípios gerais de direito são sempre os mesmos: processo legal, ausência de crueldade, respeito à dignidade humana. As formas de execução desses princípios também não variam. Resumem-se em leis anteriores, em garantias eficazes de defesa e, como sempre, acima de tudo, em justiça independente e imparcial. Suspensão das garantias constitucionais. No Brasil, a instabilidade do poder político e as lutas oligárquicas durante a primeira república fizeram do estado de sítio e da intervenção federal os centros de convergência dos debates jurídicos e das ações políticas. Também o Supremo Tribunal Federal defrontou-se frequentemente com o problema. No entanto os fatos mais de uma vez atropelaram o direito ao longo da história do Brasil. ©En- cyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Democracia Desde seu surgimento na antiguidade clássica, o ideal democrático -- aspiração dos homens e dos povos a assumir plenamente seu destino coletivo e sua responsabilidade política -- manifestou-se de muitas manei- ras diferentes. Como realidade política, no entanto, são escassos os exem- plos históricos de sociedades ou grupos que tenham vivido de acordo com esse ideal. Só a partir do último terço do século XVIII, com a independência dos Estados Unidos e o triunfo da revolução francesa, surgiram as moder- nas democracias e iniciou-se um longo e desigual caminho de desenvolvi- mento e implantação dos sistemas democráticos no planeta.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 10 Denomina-se democracia (do grego demos, "povo", e kratos, "autorida- de") uma forma de organização política que reconhece a cada um dos membros da comunidade o direito de participar da direção e gestão dos assuntos públicos. Nas sociedades modernas, são reduzidas as possibili- dades de participação direta, dado o número e a complexidade dos assun- tos públicos. Só é possível o exercício direto da democracia em algumas instituições tradicionais -- administração municipal ou assembleias popula- res, por exemplo. Assim, nos países democráticos, é comum o exercício da democracia por meio de um sistema indireto ou representativo. Normalmente, esse sistema é regulado por uma lei fundamental ou constituição. Os cidadãos elegem representantes, cuja participação nas diversas instituições governamentais garante a defesa de seus interesses. De maneira geral, esses representantes fazem parte de vários partidos políticos, que se identificam com os interesses de uma classe ou grupo social e sustentam diferentes opiniões a respeito de como se deve solucio- nar os problemas da comunidade. Os candidatos que recebem mais votos nas eleições passam então à categoria de membros dos organismos par- lamentares -- congresso, senado, câmara de deputados, parlamento, cortes, assembleia nacional etc. -- nos quais, por um determinado período (mandato), devem defender as opiniões do partido pelo qual se elegeram, apoiando, criticando, reelaborando e votando os projetos de lei que forem submetidos a discussão. No sistema parlamentarista, o governo da nação é exercido pelo parti- do ou coligação de partidos detentores da maioria parlamentar, e normal- mente o chefe de governo é o líder do partido majoritário. O sistema presi- dencialista distingue-se do parlamentarista pelo fato de os cidadãos elege- rem tanto um presidente da república, que exerce o poder executivo com apoio de um ministério por ele nomeado, quanto os membros do congresso, cujos poderes normalmente se limitam à legislação e à aprovação dos orçamentos gerais da administração pública. Evolução dos sistemas democráticos: Grécia e Roma. A democracia teve origem na Grécia clássica. Atenas e outras cidades-estados implanta- ram um sistema de governo por meio do qual todos os cidadãos livres podiam eleger seus governantes e serem eleitos para tal função, por um determinado período. Esse exercício democrático -- do qual estavam exclu- ídos os escravos, as mulheres e os estrangeiros -- foi possível porque os cidadãos formavam um grupo numericamente reduzido e privilegiado. Embora o sistema tenha recebido o apoio teórico e doutrinário de pen- sadores da envergadura de Aristóteles, com frequência ocorriam situações em que a normalidade democrática era interrompida por meio de mecanis- mos que também se repetiram frequentemente ao longo da história. Quan- do havia algum conflito com uma região ou cidade vizinha, eram atribuídos a alguns generais poderes absolutos enquanto durasse a guerra. Às vezes, ao encerrar-se esta, aproveitando o prestígio popular conquistado, os generais apossavam-se do poder como ditadores. Uma situação desse tipo acabou com a "democracia de notáveis" dos primeiros tempos de Roma. O sistema democrático vigorou muito menos tempo em Roma do que na Grécia e, mesmo durante o período republicano, o poder permaneceu habitualmente nas mãos da classe aristocrática. Fundamentos da democracia moderna. Só no século XVII começaram a ser elaboradas as primeiras formulações teóricas sobre a democracia moderna. O filósofo britânico John Locke foi o primeiro a afirmar que o poder dos governos nasce de um acordo livre e recíproco e a preconizar a separação entre os poderes legislativo e judiciário. Em meados do século XVIII foi publicada uma obra capital para a teoria política moderna: De l'esprit des lois (1748; Do espírito das leis), de Montesquieu. O filósofo e moralista francês distinguia nesse livro três tipos diferentes de governo: despotismo, república e monarquia -- fundamentadas no temor, na virtude e na honra, respectivamente -- e propunha a monarquia constitucional como opção mais prudente e sábia. A liberdade política seria garantida pela separação e independência dos três poderes fundamentais do estado: legislativo, execu- tivo e judiciário. Assim, Montesquieu formulou os princípios que viriam a ser o fundamento da democracia moderna. Entretanto, setores cada vez mais amplos da opinião pública, encabe- çados pela burguesia -- para cujo desenvolvimento a sobrevivência do antigo regime constituía um obstáculo --, formulavam propostas de organi- zação e ação destinadas a abolir o absolutismo e a instaurar uma nova ordem política. O povo francês deu vazão a seus anseios, por tanto tempo reprimidos, na rebelião contra o governo dos Bourbon e da aristocracia. A revolução francesa procurou em vão encontrar formas de organização política e social que dotassem o sistema de certa estabilidade, mas o surgimento de Napo- leão e a instauração do império fizeram abortar esses esforços. Apesar disso, a revolução teve como consequência uma ampla difusão das ideias democráticas, não apenas nos estados europeus, mas também na América. Assim, a instauração na Espanha, durante a guerra da independência, de um poder provisório inspirado naquelas ideias favoreceu sua exportação para as colônias americanas. Os Estados Unidos da América foram a primeira nação a criar um sis- tema democrático moderno, definitivamente consolidado em decorrência de sua vitória na guerra de independência contra a monarquia britânica. No caso dos novos países da América, em geral caminharam juntas as ideias de democracia e independência. Os "libertadores" buscaram pôr fim não só ao domínio exercido pelas potências colonizadoras, como também aos poderes absolutos que os soberanos dessas potências personificavam. Democracia na atualidade. Embora estejam notavelmente dissemina- das no mundo de hoje e seja difícil encontrar argumentos doutrinários contrários a elas que mereçam consenso, em muitas áreas do mundo as ideias democráticas não são postas em prática pelos sistemas políticos. As democracias populares constituíram um caso à parte. Nos países em que houve tomada do poder por organizações de esquerda, sobretudo de caráter comunista, implantaram-se sistemas de dominação política e militar que, embora se proclamassem democráticas, impediam o livre exercício dos direitos e das liberdades fundamentais. Nesses sistemas políticos, afirmava-se que a organização democrática parlamentar não constituía uma tradução adequada das ideias democráticas, já que só serviriam para legitimar o exercício do poder por influentes grupos de pressão, sobretudo de tipo econômico. Para os sistemas que foram domi- nantes nesses países, a organização democrática parlamentar seria uma democracia formal, sem conteúdo, oposta à democracia real, que eles representariam. Organização jurídica da democracia. A essência da democracia como sistema político reside na separação e independência dos poderes funda- mentais do estado -- legislativo, executivo e judiciário --, bem como em seu exercício, em nome do povo, por meio das instituições que dele ema- nam. O poder legislativo concretiza-se na instituição parlamentar, que pode ser unicameral ou bicameral. Tem ela como atribuição a elaboração das leis, interpretando-se, portanto, a máxima democrática "o poder emana do povo" como uma afirmação de que é o povo -- seus representantes eleitos por um período limitado e por um sistema eleitoral determinado -- que elabora as leis que regem a vida da comunidade e controla o poder execu- tivo. Por isso, o sistema também recebe a denominação de estado de direito. O poder executivo incumbe-se do governo da nação, garantindo o cumprimento das leis e cuidando da administração do estado. Num sistema democrático parlamentarista, os cidadãos controlam o poder político pelo voto, de modo que podem remover do poder os partidos cujos dirigentes não tenham cumprido suas promessas eleitorais ou tenham cometido o que os cidadãos consideram erros de gestão política, econômi- ca ou social. Ao controlar o poder executivo, o parlamento pode, em casos extremos e de acordo com pressupostos estabelecidos pela constituição, chegar a retirar sua confiança do governo. Em tais casos, procede-se à realização de eleições antecipadas. O terceiro poder do estado, o judiciário, serve de árbitro entre o legisla- tivo e o executivo nos conflitos de jurisdição, bem como de intérprete dos textos legais. A autoridade judiciária aplica a justiça em nome do povo. Direitos e liberdades fundamentais. Em todo sistema democrático, as leis constitucionais, elaboradas pelos representantes dos cidadãos durante um processo constituinte e dotadas dos mecanismos de reforma apropria- dos, inspiram-se na aceitação básica e no reconhecimento explícito por toda a comunidade de uma série de direitos e liberdades fundamentais, que
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 11 são de caráter político e social (livre expressão de opiniões, liberdade de culto, de associação política, reunião e manifestação, de proteção familiar etc.), econômico (direito a trabalho e salário dignos, direito de associação sindical, direito de greve) e cultural (direito à educação). Todo direito positi- vo que emana da constituição tende a procurar proteger tais direitos. Deveres dos cidadãos. Embora, historicamente, a democracia tenha surgido para garantir o exercício das liberdades públicas diante do poder irrestrito do estado, os sistemas democráticos também consagram uma série de deveres sociais que todos os cidadãos são obrigados a cumprir. Esses deveres incluem, basicamente, uma prestação pessoal de serviços -- como o serviço militar, ou serviços civis que o substituam, em todas as circunstâncias ou em casos de emergência -- e uma contribuição econômi- ca, que se traduz sobretudo na aceitação e no cumprimento da obrigação de pagar os impostos votados pelos representantes do povo no parlamento. Os deveres dos cidadãos baseiam-se na obrigação jurídica geral relativa ao acatamento das leis -- a democracia como situação de "império da lei" -- e na obediência à autoridade no legítimo exercício de suas funções, isto é, na medida em que sua atuação se ajustar ao que foi legalmente estabelecido e aprovado pelos representantes populares. Democracia no Brasil Afirma o parágrafo único do Art. 1o da constituição brasileira de 1988: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição." No entanto, o que se pode afirmar de rigorosamente verdadeiro é que no decorrer da fase republicana e apesar de duas ditaduras -- a do Estado Novo (1937-1945) e a oriunda do movimento político-militar de 1964 -- além de várias crises, a democracia brasileira tem evoluído claramente no sentido do aperfeiçoa- mento. As constituições brasileiras sofreram influências diversas. A primeira, outorgada por D. Pedro I em 1824, era parlamentarista e bastante moldada pelo regime inglês. Transferia, porém, ao imperador, titular do poder mode- rador, algumas das atribuições que no Reino Unido cabiam à Câmara dos Lordes, como a capacidade de retardar a promulgação de leis por duas sessões legislativas, quando se recusasse a sancioná-las. Quanto aos direitos políticos, a constituição imperial consagrava o princípio da renda mínima anual: cem mil-réis para participação nas assembleias paroquiais, 200 mil-réis nas províncias, 400 mil-réis na Câmara, 800 mil-réis no Senado e no Conselho de Estado. A carta de 1824 permitia a escravidão e negava direitos políticos às mulheres, aos filhos de família, criados e religiosos. Os libertos só podiam votar nas assembleias paroquiais e os estrangeiros naturalizados eram inelegíveis para a Câmara e o Senado, mas podiam ser ministros de estado. Como se vê, a carta magna do império, embora incor- porasse extensa declaração dos direitos dos cidadãos, não atendia a alguns requisitos hoje considerados essenciais à democracia. A constituição de 1891, em que preponderava a influência americana, adotou, entre outras inovações, o regime presidencialista, aboliu o poder moderador, criou o sistema federativo, limitou a três o número de senado- res por estado, previu a representação das minorias e instituiu o sufrágio universal masculino, excetuados os analfabetos, mendigos, praças de pré e religiosos. No entanto, permitiu o voto a descoberto, fonte de muitas das fraudes eleitorais da república velha, esqueceu a justiça eleitoral (ficava nas mãos do governo o reconhecimento dos parlamentares eleitos) e nenhuma referência fez às garantias sociais dos trabalhadores. A lei orgânica do governo provisório (novembro de 1930) e, posterior- mente, a constituição de 1934 foram as primeiras a levar em conta a posi- ção social dos trabalhadores na democracia brasileira, concedendo garanti- as e a instituindo a justiça trabalhista. A constituição de 1934 tomou como modelo a de Weimar, na Alemanha, e em muitos pontos serviu de base aos constituintes de 1946. A constituição de 1937, outorgada por Getúlio Var- gas, rompeu com a tradição política brasileira, já que ampliou o poder e o mandato do presidente da república, restringiu a autonomia do poder judici- ário, dissolveu todos os órgãos legislativos e declarou o estado de emer- gência. Baseada na constituição da Polônia de 1935, serviu de estrutura legal a um regime ditatorial. A constituição de 1946 procurou conciliar as diversas correntes doutri- nárias representadas entre os constituintes. Garantiu o direito de proprieda- de, tal como entende a liberal-democracia, mas condicionou seu uso ao bem-estar social, ideia nitidamente socialista. Determinou que se organi- zasse a ordem econômica e social conforme os princípios da justiça social, conciliando a liberdade de iniciativa com a valorização do trabalho humano. Admitiu o exercício, pela União, do monopólio de indústrias e atividades. Ao longo de sua vigência, não faltaram ameaças antidemocráticas, sobretudo de golpes militares. Em 1964, o presidente constitucional João Goulart foi deposto por um movimento político-militar. Durante a ditadura subsequente, que se esten- deu por duas décadas, o país viveu regulamentado por uma série de atos institucionais e complementares. Mesmo a constituição de 1967, que resta- beleceu certas características de normalidade institucional, foi emendada em outubro de 1969 por novo ato, que manteve o Ato Institucional no 5. No início da década de 1980, a redemocratização foi ocorrendo gradu- almente, com a suspensão da censura prévia à imprensa, a lei da anistia e outras medidas. A convocação de uma assembleia constituinte figurava na plataforma de Tancredo Neves, eleito presidente indiretamente mas faleci- do sem assumir o cargo. José Sarney, vice-presidente empossado, convo- cou o Congresso seguinte a assumir funções constituintes. Em 1988 foi promulgada uma nova constituição, que consagrava direitos e garantias individuais e sociais mais amplos que os da carta de 1946. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. O exercício da cidadania começa em casa O mundo em que vivemos precisa de paz e união, elementos funda- mentais a vida que podem ser conquistados com a solidariedade de cada um de nós. Esta solidariedade deve ser cultivada dentro de nossas casas e principalmente, juntamente com os nossos filhos, mostrando a importância de determinados valores que nos tornam cidadãos cada vez mais compro- metidos com o mundo em que vivemos. Ser cidadão é estar comprometido com seus direitos e deveres, é saber respeitar os limites do próximo e se importar com quem está ao nosso redor. Dar bons exemplos é uma grande lição para nossos filhos. Pense na importância que ter uma postura cidadã com a vida e como isto pode tornar o mundo melhor. Para incentivarmos esta postura de valores dentro de nossas famílias, precisamos dar bons exemplos. Filhos não aprendem apenas com o que nós falamos, mas principalmente com o que fazemos. As crianças são o nosso reflexo, são frutos da educação que nós pais oferecemos. Veja algumas dicas:  Tenha atitudes honestas e justas;  Seja tolerante;  Respeite as diferenças;  Ajude quem precisa;  Tenha sempre presente em seu vocabulário aquelas palavras como: ”por favor” e “muito obrigado”. http://nejmiaziz.com.br/ 5 Ética no Setor Público. 5.1 Decreto nº 1.171/ 1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal). A RELEVÂNCIA DA ÉTICA NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO PÚBLICA Cicero Araujo I. Já faz algumas décadas que a Ciência Política contemporânea procu- rou transpor para seu campo de investigação o paradigma do homo oeco- nomicus – a psicologia egoística utilizada pela teoria econômica convencio- nal para dar conta das interações sociais no mercado. “Seu campo de investigação”, isto é, o comportamento de atores coletivos como os parti- dos, os sindicatos, os gabinetes governamentais, ou de atores individuais como as lideranças partidárias, os parlamentares, os eleitores etc. Para o assunto que nos interessa aqui, teve grande impacto no debate posterior o transporte do paradigma econômico para entender certos problemas da administração pública e da ação coletiva de um modo gera l. Cito de cabeça duas linhas de trabalho que, ainda na década de 1960 e início de 1970, tiveram forte influência na compreensão contemporânea das burocracias estatais, das dificuldades do cidadão comum para mantê- las sob controle e fazê-las prestar os serviços a que foram destinadas.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 12 Começo mencionando os estudos de James Buchanan e associados2, cujas conclusões apontam, primeiro, para a tendência, especialmente nas democracias, de proliferação de serviços à custa dos contribuintes, como forma de garantir a reprodução das próprias burocracias encarregadas de fornecer tais serviços; e, segundo, para a tendência de “busca da renda particular” (rent seeking): como que tentando desmistificar a auréola do funcionário como um promotor imparcial do bem comum, esses estudos mostram os servidores estatais como um grupo de interesse à parte – não apenas um grupo de interesse dentre outros, mas um grupo colocado numa posição especial, já que detentor de certos monopólios legais, exatamente por fazer parte do Estado – sempre disposto a transformar em exclusivo benefício próprio pelo menos parte dos recursos extraídos dos cidadãos, em princípio destinados ao benefício comum. O outro estudo que vale mencionar, realizado por Mancur Olson, es- tendese para os problemas de articulação de qualquer ação coletiva que requeira o engajamento de um grande número de pessoas.3 Suponha que uma comunidade precisa providenciar um determinado bem coletivo, diga- mos, uma rua pavimentada: se o grupo de pessoas que conjugar seus esforços para prover esse bem for muito pequeno, a ausência de uma delas pode prejudicar toda a empreitada; como prover o bem é do interesse de cada membro do grupo, há um forte incentivo para que todos realmente se esforcem para gerar o benefício. Contudo, se o grupo for muito grande, de tal forma que a contribuição individual de cada participante seja proporcionalmente muito pequena ou insignificante, haverá fortes incentivos para que não haja amplo comparti- lhamento dos esforços, e para jogar nos ombros dos demais o peso do empreendimento. Se houver, dentro do grupo maior, um grupo bem menor altamente interessado em fornecer esse benefício de qualquer forma, a despeito do comportamento parasitário do restante, a ação coletiva fatal- mente resultará capenga, para não dizer totalmente frustrada em seus propósitos. Esse é o famoso problema do “carona” (free rider), que coloca em evidência o por quê das organizações sociais se estruturarem em hierarquias, às quais se apendam incentivos especiais às diferentes cama- das, de modo a aumentar sua eficácia ou produtividade, ou então de modo a evitar que os efeitos corrosivos do “carona” simplesmente não destruam a ação coletiva à qual foram encarregadas de organizar. Aliás, qualquer executivo de uma grande organização social, seja ela privada ou pública, sabe muito bem, ainda que apenas de forma intuitiva, o que significa o “carona” e de seus efeitos nefastos na vida da organização que ajuda a administrar. O feito de Olson foi isolar o fenômeno, estabelecer uma hipóte- se para explicar suas razões e dar-lhe grande relevância para a compreen- são da ação coletiva nas suas mais variadas formas. Não vou me deter no detalhe dos argumentos que esses autores lan- çam mão para demonstrar essas conclusões, mesmo porque estamos falando de estudos bastante complexos, envolvendo também entendiantes formalizações matemáticas. A menção a eles visa apenas destacar as premissas psicológicas de todo o encadeamento do raciocínio, raramente problematizadas e discutidas, mas geralmente justificadas por seu aparente realismo: a base elementar das interações sociais são indivíduos egoístas, exclusivamente “auto-interessados”, que ingressam em ações cooperativas apenas porque não há outra maneira de obter certos bens (justamente os “bens coletivos”) para si mesmos. Mas que são também indivíduos “racio- nais”, isto é, capazes de escolher, dentro de um leque de diferentes opções de ação, aquela alternativa que otimize a relação entre o benefício espera- do da opção e o custo para viabilizá-la – ou que “maximize a utilidade”, para empregar a terminologia dos economistas. Há que reconhecer a enorme força atrativa que essas premissas são capazes de exercer sobre o investigador social, tanto por sua simplicidade (elas são aptas a fornecer modelos explicativos enxutos e elegantes, senão do ponto de vista moral, ao menos do ponto de vista cognitivo) quanto por sua plausibilidade e realismo – quem não seria tentado a admitir a hipótese de que, em média, as pessoas são auto-interessadas, pelo menos quando se trata das interações anônimas do mercado ou das grandes organizações estatais? No entanto, um leitor mais atento desses estudos não deixa de suspei- tar de um certo sabor de paradoxo em suas conclusões, derivadas do aparência mesma de realismo das premissas. Pois se é verdade que as organizações sociais e as ações coletivas são focos permanentes de rent seekers e free riders, como não deixar de pensar que, levadas às últimas consequências, a compulsão egoísta e a “maximização da utilidade” deve- riam liquidar completamente a vida social e toda a possibilidade de coope- ração? Porém: (1) as organizações sociais persistem, assim como o fato da cooperação – e as premissas só nos deixam perplexos a respeito de por quê elas persistem; e (2) os próprios estudos assumem que, sem a vida social e, portanto, sem a cooperação, interesses cruciais dos agentes egoístas seriam afetados. Em outras palavras, o auto-interesse mesmo deveria ser impulso suficiente à cooperação e, no entanto, é o autointeres- se que a corrói, quando não a elimina pura e simplesmente. Eis o sabor de paradoxo. II. Na verdade, a longa tradição da filosofia moral e política já havia es- boçado paradoxos como os mencionados acima, os quais apareciam com frequência na forma de dilemas práticos. (Por exemplo, como aparece no episódio da condenação de Sócrates, mencionado nos diálogos de Platão: é preferível, se tivéssemos apenas essas duas opções, sofrer a injustiça ou cometê - la?) Poderíamos recuar a esses debates dos antigos filósofos gregos – estamos falando de uma longa tradição mesmo! – mas vamos nos contentar com certos pais fundadores do pensamento político moderno, e com a brevidade que esta palestra requer. Em primeiro lugar, no pensa- mento de Thomas Hobbes, um filósofo inglês do século XVII, pois ele é também o primeiro moderno a explorar rigorosamente as premissas do homo oeconomicus antes mesmo da teoria econômica ter se estabelecido como disciplina autônoma. E usou-a não para elucidar o mercado, mas para mostrar por que a organização política das comunidades, isto é, o Estado, e a estrita obediência a ela por parte de seus súditos era necessá- ria para promover interesses vitais de cada indivíduo. Para tanto, Hobbes postulou uma situação inteiramente hipotética, na qual pessoas compulsi- vamente egoístas se viam expostas umas às outras sem a mediação dessa organização política comum, situação a que chamou de “estado de nature- za” (em oposição ao “estado civil ou político”). Sua análise dessa situação hipotética era a demonstração da completa impossibilidade da vida social no estado de natureza. Este, se existisse de fato, não poderia ser outra coisa senão um “estado de guerra de todos contra todos”: para Hobbes, a anarquia, a ausência de organização política comum, correspondia à ano- mia, a completa ausência de regras de convivência e, logo, de cooperação social. Invertendo o raciocínio, Hobbes queria dizer que a condição neces- sária da cooperação social é a firme e voluntária disposição de cada indiví- duo para obedecer a um superior comum, o “Soberano”, a autoridade política incontrastável (leia-se: uma autoridade acima da qual não poderia haver recurso), cabeça de uma organização social maior que inclui a Lei e a Espada da Lei (o Estado). Reparem onde recai a ênfase do argumento: não se trata apenas de estabelecer a nomia do est ado civil em oposição à anomia do estado de natureza, pois os indivíduos nessa condição bem poderiam ter experimentado estabelecer regras comuns de ação, e então chamá-las de “Lei”. Mas é precisamente isso que Hobbes pensava ser impossível sem o Soberano: este no fundo representa o instrumento co- mum capaz de coagir os recalcitrantes a respeitar as regras, quaisquer que fossem. Sem a devida constituição de tal instrumento, o desrespeito à Lei seria generalizado. Em essência, é isso o que significa Estado. Mas essa breve apresentação já nos faz pressentir, no raciocínio de Hobbes, pelo menos um paradoxo (do qual ele não tinha plena ciência) e um dilema prático (sobre o qual estava perfeitamente atento): (1) O paradoxo é que a decisão voluntária de instituir e obedecer um Soberano significa, em si mesma, um ato cooperativo. Porém, não havia o argumento estabelecido que qualquer ação cooperativa da parte de indiví- duos compulsivamente egoístas requer a figura do Soberano e seu Estado? Dito de outra maneira: para cooperar precisamos de um Soberano, mas para ter um Soberano precisamos já cooperar de alguma forma. Como sair dessa enrascada? De certo modo, a obra de Hobbes antecipa alguns dos problemas de autores como Buchanan e Olson, já citados, quando puxa- mos suas premissas até seus extremos. (2) O dilema prático é o seguinte. Se por Soberano entendemos de fato um superior incontrastável, a autoridade acima da qual não há recurso, somos tentados a imaginar uma figura que, eventualmente, de posse dos recursos de poder para tanto, venha a agir de forma sistematicamente arbitrária e tirânica, No capítulo 18 do Leviathan, sua obra-prima, Hobbes faz o seguinte trocadilho, que indica claramente essa intenção: “Covenants without the
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 13 sword are bu t words” (“Os pactos sem a espada não passam de palavras”). desrespeitando suas próprias leis, perseguindo, prendendo e arrebentando seus súditos. O que fazer? Hobbes havia dito que a vida sob o pior Sobera- no seria ainda assim bem melhor que a sob o estado de natureza, a vida em perpétua guerra civil. Para um observador atento do século XXI, porém, que conheceu as misérias dos regimes tirânicos, autoritários ou totalitários do século XX (e que ainda persistem em muitos lugares), isso deve soar mais como uma profissão de fé do que um argumento sólido. Para tal observador, soaria mais razoável pensar que toda a autoridade política deve ser limitada por outras autoridades. Algo como um regime constitucio- nal de “freios e contrapesos” (checks and balances), como gostam de dizer os americanos. Mas o próprio Hobbes se antecipara a essa aparentemente agradável solução (evidentemente falsa, a seu ver). Controlar o Soberano – digamos, através da intervenção periódica do “Povo” (o conjunto dos cidadãos co- muns participando diretamente do controle), ou, para ser mais realista, dos “Representantes do Povo” reunidos numa Câmara especial de fiscalização – controlar o Soberano, dizia ele, significa simplesmente fazer com que o Soberano deixe de ser Soberano, e transferir essa função para a figura do controlador. Quem, porém, controlará o controlador? Um novo controlador, e o con- trolador desse controlador, etc etc etc? Enfim, o dilema ou conduz a uma regressão ao infinito – e aqui se an- tevê o problema da hipertrofia do aparato estatal indicado por Buchanan, na forma de uma sobreposição indefinida de mecanismos burocráticos de fiscalização –, ou então somos obrigados a parar em algum ponto nessa escalada, sem que a questão inicial que deveria ser respondida (como estabelecer o controle da autoridade política por outras autoridades) fique claramente equacionada. III. Vejamos agora um outro pensador político que se debruçou sobre os mesmos problemas, mas de uma outra perspectiva. David Hume, esse pensador, um filósofo escocês do século XVIII, tinha genuínas preocupa- ções de ordem moral em suas elaborações. Hume é muito citado como um dos autores iluministas que via a moralidade não como um artifício das organizações políticas para conter nossos instintos egoístas, mas como uma espécie de sentimento primário, natural, que estimulava certas ações espontâneas de solidariedade e cooperação, isto é, sem o recurso ao Soberano hobbesiano. Contudo, quando se tratava de pensar a organiza- ção política de uma sociedade grande e complexa, seu argumento e suas conclusões parecem não escapar de dilemas análogos aos de Hobbes, Buchanan e Olson, conforme veremos daqui a pouco. Hume partia, sem dúvida, de premissas mais variadas que as de Hobbes. Ao lado dos impulsos psicológicos do auto-interesse, ele suponha também impulsos benevolentes e altruístas: além da busca pelo próprio bem, o que é natural e até certo ponto desejável, as pessoas também se interessam pelo bem alheio. Detalhe, porém: não se trata de uma benevo- lência indefinida e ilimitada, mas de uma benevolência parcial. Gostamos e desejamos sinceramente o bem de certas pessoas, mais do que de outras: o de nossos pais, filhos, irmãos e amigos, mais do que uma pessoa que mal conhecemos, ou de um con- junto anônimo de pessoas. Sim, amamos o próximo muitas vezes até mais do que a nós mesmos, porém o próximo é o próximo de fato, que não raro concorre com o distante, quando não está em briga com ele. É verdade que somos capazes de ressoar espontaneamente os sofri- mentos e as alegrias alheias, como que reproduzindo esses sentimentos em nós mesmos, ainda que de forma esmaecida, um fenômeno que Hume chamava de “simpatia”, da qual derivou os sentimentos morais. Mas a simpatia apenas transmite e reproduz sentimentos, ela não implica automat icamente desejar e efetivamente fazer o bem a qualquer pessoa ou a qualquer necessitado que esbarremos no caminho, como faria o Bom Samaritano dos Evangelhos. Antes, a benevolência parcial, um desejo natural de fazer o bem, explica nossas propensões tribais primárias, ou seja, nossa disposição para conviver num círculo restrito, próximo, de amigos e familiares: nossa propensão espontânea ao clã ou à tribo. Mas o clã ou a tribo, ao mesmo tempo que desenvolve impulsos de altíssima atração para dentro, não raro cria também impulsos igualmente fortes de repulsão ao estranho, os círculos sociais distantes. Como membros de um grupo, pensava Hume, somos até estimulados, em certas circunstâncias, a praticar maldades ao estranho – e isso não em prol de nós mesmos, mas do grupo a que pertencemos – mais terríveis do que praticaríamos se vivêssemos a sós. A história das sociedades humanas, contudo, sugere uma contínua ex- pansão rumo a comunidades mais amplas e complexas do que tribos e clãs. Como explicá-la? Aqui Hume é obrigado a apelar, não para o senti- mento natural, mas para a convenção, para o artifício institucional, cujo primeiro fruto é a virtude da Justiça, a base das regras do Direito. A Justiça é a virtude da macro - sociabilidade, geradora de regras estritas e in flexí- veis (“convenções”), porém impessoais (pois não importa quem elas benefi- ciam ou prejudicam em cada caso de sua aplicação) e expansivas, que contrasta com as virtudes da micro - sociabilidade, maleáveis e personali- zadas (isto é, onde importa o “quem”), mas exatamente por isso de curto alcance. Mas qual a base do respeito às convenções sociais, as regras da Justiça? Tem de haver um princípio geral que sustente as convenções. Esse princípio é a reciprocidade. Daí que o contrato e a promessa sejam os modelos exemplares da Justiça em ação: os dois primeiros contratantes devem ter sido sujeitos estranhos um ao outro, mas que por um motivo qualquer – digamos, comercial – precisaram produzir um bem coletivo. Qual a estrutura geral do contrato? Eu faço a minha parte e, no momento apra- zado, você faz a sua. Sou indiferente à sua felicidade, e, contudo, para produzir certo bem para mim ou para meus entes queridos, preciso estabe- lecer uma relação cooperativa com o estranho, sem o qual aquele bem não vinga. Logo, só tem sentido cooperar nessas condições se cada um faz a sua parte, e na medida em que cada um faz a sua parte (daí a reciprocida- de). Essa é a natureza da convenção, tão bem caracterizada pela imagem humeana dos dois remadores de um barco que se controlam mutuamente na alternância de seus respectivos lances de remo. Um faz seu lance na medida em que o outro faça o seu, e só nessa medida o bem coletivo (a navegação rumo a um porto comum desejado) será produzido. Notem como nesse argumento a percepção do auto-interesse embasa a reciprocidade. E é desse ponto em diante que os problemas do argumen- to vão aparecendo: (1) A sociedade grande e complexa, reconhece Hume, supera as difi- culdades e deficiências do círculo restrito da tribo, e porém gera suas próprias dificuldades e deficiências. Quanto mais cresce a sociedade, mais anônima e impessoal ela se torna, de modo que sua sustentação depende- rá menos das paixões altruístas do que da reciprocidade e, logo, da per- cepção do auto –interesse na própria atividade cooperativa. Uma coisa, porém, é cooperar com uns poucos estranhos, onde é possível controlar os laços recíprocos de cada parte e onde está claro que a defecção de um dos cooperantes põe a perder todo o empreendimento. Outra é a situação em que o número de estranhos é enorme, em que a contribuição de cada um é proporcionalmente ínfima. Pensem, para ficar num exemplo bem simples, na diferença da partici- pação eleitoral de um grupo de cinco eleitores e a participação num grupo de um milhão de eleitores. A importância da participação de cada indivíduo para a determinação de um certo resultado no primeiro caso é visivelmente maior do que no segundo caso. No primeiro, relutaria muito em deixar de participar, se estou de fato interessado nesse resultado determinado. No segundo, tendo a estimar, com razão, que minha ausência será muito menos decisiva (e também muito menos sentida) para esse ou aquele resultado final, ainda que seja do meu interesse obtê-lo, a ponto de eu apostar que um número suficiente de parceiros cumprirão a sua parte em meu lugar, e então obter resultado idêntico ao que obteria se eu tivesse participado. Mas o dia da votação, um domingo, está ensolarado: por que não desfrutar esse sol na praia, e deixar que os outros enfrentem a fila da urna por mim? Estamos outra vez diante da mesmíssima questão identifi- cada por Olson: o problema do “carona”. Mas é óbvio que se todos pensas- sem como o carona, o bem coletivo almejado não se consumaria. Mas por que não pensariam, se os estranhos cooperam apenas graças à reciproci- dade e o auto-interesse? (2) Hume imagina duas saídas para esse aparente labirinto. A primeira volta a recorrer à psicologia: o hábito explicaria, pelo menos em parte, porque continuamos a cooperar mesmo quando deixamos de perceber claramente em que medida nossa participação num empreendimento
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 14 cooperativo é decisiva ou não para produzir o resultado almejado. Se em situações mais simples e visíveis julgamos que nossa participação é sim decisiva, tendemos a estender esse juízo, sem conferir se tal é mesmo o caso, para os casos mais complexos e menos visíveis. Mas o hábito, admite Hume, está longe de uma explicação suficiente, e então ele recorre a uma segunda saída, mais fundamental. Trata-se da constituição do governo, ou seja, de uma espécie de divisão de trabalho entre governantes e governados, o primeiro formado por um grupo relati- vamente pequeno e o segundo reunindo a grande maioria da comunidade; o primeiro altamente motivado a garantir, como administradores da coisa pública, o provimento dos bens coletivos, o segundo liberado para perseguir seus bens privados e os de seu círculo restrito de amigos e familiares, contanto que paguem os impostos que sustentarão as atividades do primei- ro grupo. Vejam que esse esquema não implica que os governantes sejam altruístas: eles são motivados a produzir os bens coletivos porque essa é, na repartição social das tarefas, a meta auto-interessada mais próxima e visível, enquanto é a mais distante para o restante da comunidade, isto é, os governados. A instalação do governo significa simplesmente uma opera- ção de transformar, pelo menos para alguns (os governantes), o auto- interesse distante e embaçado – que ameaça desintegrar a cooperação em sociedade anônimas – num auto-interesse próximo e nítido. É como se o artifício do governo simbolizasse a arte da construção de uma lente social para corrigir a miopia congênita dos grandes conglemerados humanos. Outra vez, a um observador atento do sinuoso raciocínio humeano não escapará novas dificuldades nessa segunda saída. Porque se o grupo dos governantes, encarregado da administração dos negócios públicos, for suficientemente coeso, compacto e bem articulado como nas burocracias estatais modernas, eles acabarão por constituir um conjunto de interesses apartado, talvez mesmo divergente, do restante da sociedade. O auto- interesse para os seus membros pode significar algo substancialmente – e não apenas ilusoriamente (por causa apenas de uma distorção de óptica) – diferente dos governados. E como a promoção daquele interesse depende da extração, via impostos, dos recursos dos governados, eles serão tenta- dos a desviar esses recursos para benefício próprio e não para o benefício comum. E aqui estamos de novo, e por caminhos transversos, perante o rent seeking de James Buchanan. IV. Para onde afinal nos leva todo essa apresentação de argumentos? Penso que nos leva a constatar o contra-senso das premissas psicológicas do homo oeconomicus quando estendidas ao mundo da cooperação social de um modo geral, e da administração da coisa pública em particular. Se levamos até a sua raiz a hipótese de que todos os que promovem serviços a outrem, privadamente ou em nome do público, são exclusivamente moti- vados pelo interesse egoísta, então a minha sugestão é que o fato do provimento sistemático desses serviços deve aparecer como um mistério da investigação social. O próprio fato da organização social se torna um mistério. Se alguém contestar dizendo que esse fato em que estou me arvorando é transitório e só ilusoriamente sólido, então é preciso admitir, na ausência de outras premissas plausíveis, que os Estados modernos, os quais procuram enlaçar sociedades grandes e complexas, caminham de modo inexorável para o seu colapso, provavelmente de forma lenta, porém constante, gradualmente introduzindo aquela anomia que Hobbes tanto temia. Minha própria contra-resposta a essas duas sugestões é pura e sim- plesmente destacar aquilo que dá título a esta palestra: a relevância da ética no exercício da função pública. Ao que agora posso acrescentar: a relevâ ncia da ética na preservação da organização social, genericamente falando, e não apenas da administração da coisa pública. Mas até aqui a ética ou a moral se apresentou negativamente, como um vago oposto da compulsão egoísta. Porém, o que ela é positivamente? Devo dizer de partida que a longa tradição da filosofia moral a que me referi no começo desta palestra jamais logrou construir um consenso a respeito dessa pergunta. A esmagadora maioria dos filósofos, é verdade, descartou ser possível reduzir a moralidade ao egoísmo. O que isso signifi- ca, porém? O altruísmo? A deferência aos mandamentos de Deus? O respeito incondicional a certas regras ou leis que consigamos formular de modo universal, que podem até coincidir com aqueles mandamentos, porém sem necessariamente assumir suanatureza divina? O respeito incondicional a uma certa interpretação da igualdade entre os seres huma- nos? Todas elas, creio, são alternativas plausíveis para fundar a ética, e aju- dam a explicar, em parte, o sustento da organização social, da cooperação e da solidariedade. Não digo que para ajudar a explicar seja preciso assu- mir que elas são praticadas por todos e em todos os momentos. Fosse assim, incorreríamos no mesmo exagero a que incorre a psicologia egoísti- ca. Basta afirmar que quando detectamos alguma forma de cooperação e solidariedade, haveríamos de pelo menos suspeitar de que alguma dessas alternativas da vida ética esteja em operação. Contudo, todas elas deveriam apontar para uma visão mais sintética, reconciliadora. Estamos, como disse, longe de obter consenso sobre uma visão concreta. Mas penso que, seja qual for, ela deveria ser marcada pelo esforço de aproximar a natureza da ética ou da moralidade – vejam que, para meus propósitos, não me interessei pela distinção desses termos, mas espero que outros colegas aqui presentes tenham a chance de sugerir uma para a discussão – com a ponderação sobre o que torna a vida digna de ser vivida, uma ponderação sobre os valores e princípios que expressem o que significa essa vida digna, essa vida que valha a pena ser vivida, como indivíduos e como membros de uma comunidade. E que valha a pena não porque garante meu próprio bem ou o bem alheio, ou porque garante a cega obediência às leis estabelecidas, mas porque promove uma gama de ideais sobre o que deve ser uma vida humana, ideais por definição não realizados, e talvez jamais plenamente realizáveis, mas que promovidos graças à nossa capacidade de realizar ações conscientes e inteligentes. Penso também, para concluir, que nada poderia representar melhor o excelente exercício das funções públicas do que a consciência dessa questão. Seria ótimo, por certo, que tal ponderação estivesse no horizonte de cada funcionário público, ainda que suas diferentes conclusões geras- sem conflito – pois o predomínio da ponderação ética não significa a elimi- nação do conflito social, apenas o desloca para um outro patamar: não o conflito por interesses mesquinhos, mas o conflito para o qual vale a pena lutar, porque feito em prol de coisas dignas. Crucial, porém, é que tal pon- deração contamine suas principais artérias e envolva especialmente os que exercem suas altas responsabilidades, porque, afinal, como diz a velha sabedoria, esses são os exemplos para os demais. Insisto: são exemplos para os demais não tanto porque indiscutivelmente corretos, mas porque são suficientemente ousados e ambiciosos para pensar, querer, buscar ideais nobres e elevados. Ética no Serviço Público Jorge Teixeira da Silva; Letícia Clara Ribeiro; Antonio Carlos Menegon; Joyce de Castro Nunes; Vanderlei Dandrea; Ana Paula Rodrigues; Francis- ca Dantas; Polliane Tenório Neto; Márcia de Jesus silva; Rogério Chagas Pozo. Alunos do Curso de Direito da UMESP. Este artigo, fruto de uma intensa atividade de reflexão escrita de todos nós, alunos do Curso de Direito da UMESP, surgiu da discussão que esteve presente no decorrer do semestre na disciplina: Cidadania, ética pública e ação cultural. Resolvemos escrever sobre os Serviços prestados ao públi- co, devido aos abusos relatados pelos meios de comunicação presentes em nosso cotidiano pelo que Milton Santos chama de funcionários sem mandato, é sabido que muitas pessoas que confiaram no trabalho se de- cepcionaram. O presente texto pretende trabalhar estas ideias, de modo que possamos olhar através da perspectiva do direito, o desrespeito que vem ocorrendo as regra de conduta e da ética que requer o trabalho que os serviços públicos visam prestar. O Direito que os cidadãos vêm adquirindo aos poucos, e que levou muito tempo para ser construído e respeitado vem, como sabemos, sofren- do com a grande dificuldade que a população enfrenta no dia a dia para fazer valer seus direitos que às vezes desaparecem porque não são postos em prática. A princípio, achamos que isto ocorra por falta de consciência dos próprios cidadãos seja por normas e desculpas de resolução posta por nossos governantes trazendo um efeito de omissão do papel de um cida- dão e seus direitos. Estes efeitos citados são objetivados pelos governantes que enriquecem justamente através da ignorância em relação aos direitos conquistados pela população o que gera um grande desrespeito para com os cidadãos e uma cultura que se perpetua.
  • APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Ética no Serviço Público A Opção Certa Para a Sua Realização 15 Milton Santos, em seu trabalho: O espaço do cidadão mostra-nos que estes atos de desrespeito aos direitos e à representação que alguns dos funcionários públicos em relação à população, viola a moral, os direitos e principalmente, ataca a cultura dos cidadãos, dando a impressão de que os serviços públicos podem ser algo negociável, quando o mesmo é inaliená- vel. Para que possamos esclarecer melhor nossas ideias, chegamos à questão da ética no serviço público. Mas, o que é "ética"? Contemporaneamente e de forma bastante usual, a palavra ética é mais compreendida como disciplina da área de filosofia e que tem por objetivo a moral ou moralidade, os bons costumes, o bom comportamento e a boa fé, inclusive. Por sua vez, a moral deveria estar intrinsecamente ligada ao comportamento humano, na mesma medida, em que está o seu caráter, personalidade, etc; presumindo portanto, que também a ética pode ser avaliada de maneira boa ou ruim, justa ou injusta, correta ou incorreta. Num sentido menos filosófico e mais prático podemos entender esse conceito analisando certos comportamentos do nosso dia a dia, quando nos referimos por exemplo, ao comportamento de determinados profissionais podendo ser desde um médico, jornalista, advogado, administrador, um político e até mesmo um professor; expressões como: ética médica, ética jornalística, ética administrativa e ética pública, são muito comuns. Podemos verificar que a ética está diretamente relacionada ao padrão de comportamento do indivíduo, dos profissionais e também do político, como falamos anteriormente. O ser humano elaborou as leis para orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio social, entretanto, não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto fundamental, a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da questão ética na vida pública, á qual iremos nos aprofundar um pouco mais, por se tratar do tema central dessa pesquisa. A questão da ética no serviço Público. Quando falamos sobre ética pública, logo pensamos em corrupção, ex- torsão, ineficiência, etc, mas na realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos, em seguida julgar a atuação dos servidores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja padrão, tão somente, é neces- sário que esse padrão seja ético, acima de tudo. O fundamento que precisa ser compreendido é que os padrões éticos dos servidores públicos advêm de sua própria natureza, ou seja, de caráter público, e sua relação com o público. A questão da ética pública está dire- tamente relacionada aos princípios fundamentais, sendo estes comparados ao que chamamos no Direito, de "Norma Fundamental", uma norma hipoté- tica com premissas ideológicas e que deve reger tudo mais o que estiver relacionado ao comportamento do ser humano em seu meio social, aliás, podemos invocar a Constituição Federal. Esta ampara os valores morais da boa conduta, a boa fé acima de tudo, como princípios básicos e essenciais a uma vida equilibrada do cidadão na sociedade, lembrando inclusive o tão citado, pelos gregos antigos, "bem viver". Outro ponto bastante controverso é a questão da impessoalidade. Ao contrário do que muitos pensam, o funcionalismo público e seus servidores devem primar pela questão da "impessoalidade", deixando claro que o termo é sinônimo de "igualdade", esta sim é a questão chave e que eleva o serviço público a níveis tão ineficazes, não se preza pela igualdade. No ordenamento jurídico está claro e expresso, "todos são iguais perante a lei". E também a ideia de impessoalidade, supõe uma distinção entre aquilo que é público e aquilo que é privada (no sentido do interesse pessoal), que gera portanto o grande conflito entre os interesses privados acima dos interesses públicos. Podemos verificar abertamente nos meios de comuni- cação, seja pelo rádio, televisão, jornais e revistas, que este é um dos principais problemas que cercam o setor público, afetando assim, a ética que deveria estar acima de seus interesses. Não podemos falar de ética, impessoalidade (sinônimo de igualdade), sem falar de moralidade. Esta também é um dos principais valores que define a conduta ética, não só dos servidores públicos, mas de qualquer indivíduo. Invocando novamente o ordenamento jurídico podemos identifi- car que a falta de respeito ao padrão moral, implica portanto, numa violação dos direitos do cidadão, comprometendo inclusive, a existência dos valores dos bons costumes em uma sociedade. A falta de ética na Administração Publica encontra terreno fértil para se reproduzir, pois o comportamento de autoridades públicas estão longe de se basearem em princípios éticos e isto ocorre devido a falta de preparo dos funcionários, cultura equivocada e especialmente, por falta de meca- nismos de controle e responsabilização adequada dos atos anti-éticos. A sociedade por sua vez, tem sua parcela de responsabilidade nesta situação, pois não se mobilizam para exercer os seus direitos e impedir estes casos vergonhosos de abuso de poder por parte do Pode Público. Um dos motivos para esta falta de mobilização social se dá, devido á falta de uma cultura cidadã, ou seja, a sociedade não exerce sua cidadania. A cidadania Segundo Milton Santos " é como uma lei", isto é, ela existe mas precisa ser descoberta, aprendida, utilizada e reclamada e só evolui através de processos de luta. Essa evolução surge quando o cidadão adquire esse status, ou seja, quando passa a ter direitos sociais. A luta por esses direitos garante um padrão de vida mais decente. O Estado, por sua vez, tenta refrear os impulsos sociais e desrespeitar os indivíduos, nessas situações a cidadania deve se valer contra ele, e imperar através de cada pessoa. Porém Milton Santos questiona, se "há cidadão neste pais"? Pois para ele desde o nascimento as pessoas herdam de seus pais e ao longa da vida e também da sociedade, conceitos morais que vão sendo contestados poste- riormente com a formação de ideias de cada um, porém a maioria das pessoas não sabem se são ou não cidadãos. A educação seria o mais forte instrumento na formação de cidadão consciente para a construção de um futuro melhor. No âmbito Administrativo, funcionários mal capacitados e sem princí- pios éticos que convivem todos os dias com mandos e desmandos, atos desonestos, corrupção e falta de ética tendem a assimilar por este rol "cultural" de aproveitamento em beneficio próprio. Se o Estado, que a principio deve impor a ordem e o respeito como re- gra de conduta para uma sociedade civilizada, é o primeiro a evidenciar o ato imoral, vêem esta realidade como uma razão, desculpa ou oportunidade para salvar-se, e, assim sendo, através dos usos de sua atribuição publica. A consciência ética, como a educação e a cultura são aprendidas pelo ser humano, assim, a ética na administração publica, pode e deve ser desenvolvida junto aos agentes públicos ocasionando assim, uma mudança na administração publica que deve ser sentida pelo contribuinte que dela se utiliza diariamente, seja por meio da simplificação de procedimentos, isto é, a rapidez de respostas e qualidade dos serviços prestados, seja pela forma de agir e de contato entre o cidadão e os funcionários públicos. A mudança que se deseja na Administração pública implica numa gra- dativa, mas necessária "transformação cultura" dentro da estrutura organi- zacional da Administração Pública, isto é, uma reavaliação e valorização das tradições, valores, hábitos, normas, etc, qu