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Tcnico de Administrao 1Tribunal de Contas do Distrito Federal TCDF Tcnico de Administrao NDICE CONHECIMENTOS BSICOS LNGUA PORTUGUESA: 1 Compreenso e interpretao de textos. ................................................................................................................................................................ 01 2 Tipologia textual. ....................................................................................................................................................................................................... 04 3 Ortografia oficial. ....................................................................................................................................................................................................... 09 4 Acentuao grfica. .................................................................................................................................................................................................. 10 5 Emprego das classes de palavras. .......................................................................................................................................................................... 16 6 Emprego/correlao de tempos e modos verbais ................................................................................................................................................... 16 7 Emprego do sinal indicativo de crase. ..................................................................................................................................................................... 13 8 Sintaxe da orao e do perodo. .............................................................................................................................................................................. 32 9 Pontuao. ................................................................................................................................................................................................................ 12 10 Concordncia nominal e verbal. ............................................................................................................................................................................ 34 11 Regncia nominal e verbal. .................................................................................................................................................................................... 35 12 Significao das palavras. ..................................................................................................................................................................................... 14 13 Redao de Correspondncias oficiais (Manual de Redao da Presidncia da Repblica). 13.1 Adequao da linguagem ao tipo de documento. 13.2 Adequao do formato do texto ao gnero .................................................................................................................................... 36 RACIOCNIO LGICO: 1 Estruturas lgicas. .................................................................................................................................................................................................... 01 2 Lgica de argumentao: analogias, inferncias, dedues e concluses. .......................................................................................................... 01 3 Lgica sentencial (ou proposicional). 3.1 Proposies simples e compostas. 3.2 Tabelas verdade. 3.3 Equivalncias. 3.4 Leis de De Morgan. 3.5 Diagramas lgicos.............................................................................................................................................................................. 01 4 Lgica de primeira ordem.......................................................................................................................................................................................... 01 5 Princpios de contagem e probabilidade. ................................................................................................................................................................ 09 6 Operaes com conjuntos. ...................................................................................................................................................................................... 16 7 Raciocnio lgico envolvendo problemas aritmticos, geomtricos e matriciais. ................................................................................................... 19 Tcnico de Administrao 2LEI ORGNICA DO DISTRITO FEDERAL: 1 Fundamentos da organizao dos Poderes e do Distrito Federal .......................................................................................................................... 01 2 Organizao do Distrito Federal ............................................................................................................................................................................... 01 3 Organizao dos Poderes ......................................................................................................................................................................................... 06 4 Tributao e oramento do Distrito Federal ............................................................................................................................................................. 17 5 Ordem econmica do Distrito Federal ...................................................................................................................................................................... 21 LEI ORGNICA DO TCDF: 1 Natureza, competncia e jurisdio .......................................................................................................................................................................... 01 2 Composio. ............................................................................................................................................................................................................. 06 3 Plenrio e cmaras. .................................................................................................................................................................................................. 06 4 Presidente, vice-presidente, conselheiros, auditores e Ministrio Pblico ............................................................................................................. 07 5. Servios auxiliares do TCDF .................................................................................................................................................................................... 08 TICA NO SERVIO PBLICO: 1 tica e moral. 2 tica, princpios e valores. 3 tica e democracia: exerccio da cidadania. 4 tica e funo pblica. ........................................ 01 5 tica no Setor Pblico. 5.1 Cdigo de tica Profissional do Servio Pblico Decreto n 1.171/ 1994. ............................................................. 11 5.2 Lei Complementar n 840/2011 e alteraes: regime disciplinar (deveres, responsabilidades, infraes disciplinares, sanes disciplinares, apurao de infrao disciplinar) ........................................................................................................................................................... 18 5.3 Lei n 8.429/1992: das disposies gerais, dos atos de improbidade administrativa ......................................................................................... 45 NOES DE INFORMTICA: 1 Noes de sistema operacional (ambientes Linux e Windows). ............................................................................................................................ 01 2 Edio de textos, planilhas e apresentaes (ambientes Microsoft Office e BrOffice). ......................................................................................... 15 3 Redes de computadores. 3.1 Conceitos bsicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet. 3.2 Programas de navegao (Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome). 3.3 Programas de correio eletrnico (Outlook Express, Mozilla Thunderbird). 3.4 Stios de busca e pesquisa na Internet. 3.5 Grupos de discusso. 3.6 Redes sociais. ................................................. 47 3.7 Computao na nuvem (cloud computing). ......................................................................................................................................................... 78 4 Conceitos de organizao e de gerenciamento de informaes, arquivos, pastas e programas. ....................................................................... 09 5 Segurana da informao. 5.1 Procedimentos de segurana. 5.2 Noes de vrus, worms e pragas virtuais. 5.3 Aplicativos para segurana (antivrus, firewall, anti-spyware etc.). 5.4 Procedimentos de backup. .................................................................................................... 53 5.5 Armazenamento de dados na nuvem (cloud storage). ........................................................................................................................................ 78 CONHECIMENTOS ESPECFICOS NOES DE DIREITO ADMINISTRATIVO: 1 Ato administrativo. 1.1 Conceito, requisitos, atributos, classificao e espcies. 1.2 Extino do ato administrativo: cassao, anulao, revogao e convalidao. 1.3 Decadncia administrativa ........................................................................................................................................ 16 Tcnico de Administrao 32 Agentes pblicos. 2.1 Lei Complementar Distrital n 840/11.4: cargo, emprego e funo pblica; provimento; vacncia; efetividade, estabilidade e vitaliciedade; remunerao; direitos e deveres; responsabilidade processo administrativo disciplinar ............................................ 24 3 Organizao administrativa. 3.1 Centralizao, descentralizao, concentrao e desconcentrao. 3.2 Administrao direta e indireta. 3.3 Autarquias, fundaes, empresas pblicas e sociedades de economia mista. 3.4 Entidades paraestatais e terceiro setor: servios sociais autnomos, entidades de apoio, organizaes sociais, organizaes da sociedade civil de interesse pblico ...................................................... 01 NOES DE DIREITO CONSTITUCIONAL: 1 Constituio. 1.1 Conceito, classificaes, princpios fundamentais. .................................................................................................................... 01 2 Direitos e garantias fundamentais. 2.1 Direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais, nacionalidade, cidadania, direitos polticos, partidos polticos. ......................................................................................................................................................................................................... 16 3 Organizao poltico-administrativa. 3.1 Unio, estados, Distrito Federal, municpios e territrios ...................................................................... 20 4 Administrao pblica. 4.1 Disposies gerais, servidores pblicos ...................................................................................................................... 24 5 Poder legislativo. 5.1 Congresso nacional, cmara dos deputados, senado federal, deputados e senadores .................................................... 27 6 Poder executivo. 6.1 atribuies do presidente da Repblica e dos ministros de Estado ..................................................................................... 32 7 Poder judicirio. 7.1 Disposies gerais. 7.2 rgos do poder judicirio. 7.2.1 Competncias ............................................................................ 34 NOES DE ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA: 1 Noes de administrao financeira. 2 Oramento pblico. 3.1 Princpios oramentrios. 3.2 Diretrizes oramentrias. 3.3 Processo oramentrio. 3.4 Mtodos, tcnicas e instrumentos do oramento pblico; normas legais aplicveis ................................................................... 01 3.5 Receita pblica: categorias, fontes, estgios; dvida ativa ................................................................................................................................... 52 3.6 Despesa pblica: categorias, estgios. 3.7 Suprimento de fundos. 3.8 Restos a pagar. 3.9 Despesas de exerccios anteriores ................... 52 NOES DE ARQUIVOLOGIA: 1 Conceitos fundamentais de arquivologia: teorias e princpios. 2 O gerenciamento da informao e a gesto de documentos aplicada aos arquivos: diagnstico; arquivos correntes e intermedirio; protocolos; avaliao de documentos. 3 Tipologias documentais e suportes fsicos: teoria e prtica. 4 Arquivos permanentes: princpios; quadros; propostas de trabalho. 5 A microfilmagem aplicada aos arquivos: polticas, planejamento e tcnicas. 6 A automao aplicada aos arquivos: polticas, planejamento e tcnicas. 7 A preservao, a conservao e a restaurao de documentos arquivsticos: poltica, planejamento e tcnicas. ..................................................................................................... 01/31 GESTO DE CONTRATOS: 1 Legislao aplicvel contratao de bens e servios. 1.1 Leis n 8.666/1993 e n 10.520/2002 ....................................................................... 01 1.2 Instruo Normativa n. 02/2008-MPOG ............................................................................................................................................................... 11 2 Elaborao e fiscalizao de contratos. 2.1 Clusulas e indicadores de nvel de servio. 2.2 Papel do fiscalizador do contrato. 2.3 Papel do preposto da contratada. 2.4 Acompanhamento da execuo contratual. 2.5 Registro e notificao de irregularidades. 2.6 Definio e aplicao de penalidades e sanes administrativas. ................................................................................................................................................ 33 APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos A Opo Certa Para a Sua Realizao A PRESENTE APOSTILA NO EST VINCULADA A EMPRESA ORGANIZADORA DO CONCURSO PBLICO A QUE SE DESTINA, ASSIM COMO SUA AQUISIO NO GARANTE A INSCRIO DO CANDIDATO OU MESMO O SEU INGRESSO NA CARREIRA PBLICA. O CONTEDO DESTA APOSTILA ALMEJA ENGLOBAR AS EXIGENCIAS DO EDITAL, PORM, ISSO NO IMPEDE QUE SE UTILIZE O MANUSEIO DE LIVROS, SITES, JORNAIS, REVISTAS, ENTRE OUTROS MEIOS QUE AMPLIEM OS CONHECIMENTOS DO CANDIDATO, PARA SUA MELHOR PREPARAO. ATUALIZAES LEGISLATIVAS, QUE NO TENHAM SIDO COLOCADAS DISPOSIO AT A DATA DA ELABORAO DA APOSTILA, PODERO SER ENCONTRADAS GRATUITAMENTE NO SITE DA APOSTILAS OPO, OU NOS SITES GOVERNAMENTAIS. INFORMAMOS QUE NO SO DE NOSSA RESPONSABILIDADE AS ALTERAES E RETIFICAES NOS EDITAIS DOS CONCURSOS, ASSIM COMO A DISTRIBUIO GRATUITA DO MATERIAL RETIFICADO, NA VERSO IMPRESSA, TENDO EM VISTA QUE NOSSAS APOSTILAS SO ELABORADAS DE ACORDO COM O EDITAL INICIAL. QUANDO ISSO OCORRER, INSERIMOS EM NOSSO SITE, www.apostilasopcao.com.br, NO LINK ERRATAS, A MATRIA ALTERADA, E DISPONIBILIZAMOS GRATUITAMENTE O CONTEDO ALTERADO NA VERSO VIRTUAL PARA NOSSOS CLIENTES. CASO HAJA ALGUMA DVIDA QUANTO AO CONTEDO DESTA APOSTILA, O ADQUIRENTE DESTA DEVE ACESSAR O SITE www.apostilasopcao.com.br, E ENVIAR SUA DVIDA, A QUAL SER RESPONDIDA O MAIS BREVE POSSVEL, ASSIM COMO PARA CONSULTAR ALTERAES LEGISLATIVAS E POSSVEIS ERRATAS. TAMBM FICAM DISPOSIO DO ADQUIRENTE DESTA APOSTILA O TELEFONE (11) 2856-6066, DENTRO DO HORRIO COMERCIAL, PARA EVENTUAIS CONSULTAS. EVENTUAIS RECLAMAES DEVERO SER ENCAMINHADAS POR ESCRITO, RESPEITANDO OS PRAZOS ESTITUDOS NO CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PROIBIDA A REPRODUO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE ACORDO COM O ARTIGO 184 DO CDIGO PENAL. APOSTILAS OPO APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 1 1. COMPREENSO E INTERPRETAO DE TEXTOS Os concursos apresentam questes interpretativas que tm por finali-dade a identificao de um leitor autnomo. Portanto, o candidato deve compreender os nveis estruturais da lngua por meio da lgica, alm de necessitar de um bom lxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que esto inseridas. Torna-se, assim, necessrio sempre fazer um confronto entre todas as partes que compem o texto. Alm disso, fundamental apreender as informaes apresentadas por trs do texto e as inferncias a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideolgica do autor diante de uma temtica qualquer. Denotao e Conotao Sabe-se que no h associao necessria entre significante (expres-so grfica, palavra) e significado, por esta ligao representar uma con-veno. baseado neste conceito de signo lingustico (significante + signi-ficado) que se constroem as noes de denotao e conotao. O sentido denotativo das palavras aquele encontrado nos dicionrios, o chamado sentido verdadeiro, real. J o uso conotativo das palavras a atribuio de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreenso, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construo frasal, uma nova relao entre significante e significado. Os textos literrios exploram bastante as construes de base conota-tiva, numa tentativa de extrapolar o espao do texto e provocar reaes diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo lingustico, encontra-se o conceito de polis-semia (que tem muitas significaes). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem mltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de nibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, no se est atribuindo um sentido fantasioso palavra ponto, e sim ampliando sua significao atravs de expresses que lhe completem e esclaream o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto Basicamente, deve-se alcanar a dois nveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra-em-se informaes sobre o contedo abordado e prepara-se o prximo nvel de leitura. Durante a interpretao propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a ideia central de cada pargrafo. Este tipo de procedimento agua a memria visual, favorecendo o entendimento. No se pode desconsiderar que, embora a interpretao seja subjetiva, h limites. A preocupao deve ser a captao da essncia do texto, a fim de responder s interpretaes que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literrios, preciso conhecer a ligao daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestaes de arte da poca em que o autor viveu. Se no houver esta viso global dos momen-tos literrios e dos escritores, a interpretao pode ficar comprometida. Aqui no se podem dispensar as dicas que aparecem na referncia bibliogrfica da fonte e na identificao do autor. A ltima fase da interpretao concentra-se nas perguntas e opes de resposta. Aqui so fundamentais marcaes de palavras como no, exce-to, errada, respectivamente etc. que fazem diferena na escolha adequa-da. Muitas vezes, em interpretao, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto , o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder pergunta, mas no ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questes apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de anlise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente parea ser perda de tempo. A descontex-tualizao de palavras ou frases, certas vezes, so tambm um recurso para instaurar a dvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta ser mais consciente e segura. Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretao de texto. Para isso, devemos observar o seguinte: 01. Ler todo o texto, procurando ter uma viso geral do assunto; 02. Se encontrar palavras desconhecidas, no interrompa a leitura, v at o fim, ininterruptamente; 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos umas trs vezes ou mais; 04. Ler com perspiccia, sutileza, malcia nas entrelinhas; 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 06. No permitir que prevaleam suas ideias sobre as do autor; 07. Partir o texto em pedaos (pargrafos, partes) para melhor compre-enso; 08. Centralizar cada questo ao pedao (pargrafo, parte) do texto cor-respondente; 09. Verificar, com ateno e cuidado, o enunciado de cada questo; 10. Cuidado com os vocbulos: destoa (=diferente de ...), no, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, s vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu; 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa; 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lgica objetiva; 13. Cuidado com as questes voltadas para dados superficiais; 14. No se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opo que melhor se enquadre no sentido do texto; 15. s vezes a etimologia ou a semelhana das palavras denuncia a resposta; 16. Procure estabelecer quais foram as opinies expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem; 17. O autor defende ideias e voc deve perceb-las; 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito so importants-simos na interpretao do texto. Ex.: Ele morreu de fome. de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realizao do fato (= morte de "ele"). Ex.: Ele morreu faminto. faminto: predicativo do sujeito, o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.; 19. As oraes coordenadas no tm orao principal, apenas as idei-as esto coordenadas entre si; 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vo dar a ele maior clareza de expresso, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo Cunegundes ELEMENTOS CONSTITUTIVOS TEXTO NARRATIVO As personagens: So as pessoas, ou seres, viventes ou no, for-as naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que a figura central, o heri ou herona, personagem principal da histria. O personagem, pessoa ou objeto, que se ope aos designos do prota-APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 2 gonista, chama-se antagonista, e com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundrias, que so chamadas tambm de compar-sas, so os figurantes de influencia menor, indireta, no decisiva na narra-o. O narrador que est a contar a histria tambm uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor-tncia, ou ainda uma pessoa estranha histria. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso-nagem: as planas: que so definidas por um trao caracterstico, elas no alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem caricatura; as redondas: so mais complexas tendo uma dimen-so psicolgica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reaes perante os acontecimentos. Sequncia dos fatos (enredo): Enredo a sequncia dos fatos, a trama dos acontecimentos e das aes dos personagens. No enredo po-demos distinguir, com maior ou menor nitidez, trs ou quatro estgios progressivos: a exposio (nem sempre ocorre), a complicao, o climax, o desenlace ou desfecho. Na exposio o narrador situa a histria quanto poca, o ambiente, as personagens e certas circunstncias. Nem sempre esse estgio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literrios mais recentes, a histria comea a ser narrada no meio dos acontecimentos (in mdia), ou seja, no estgio da complicao quando ocorre e conflito, choque de inte-resses entre as personagens. O clmax o pice da histria, quando ocorre o estgio de maior ten-so do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a concluso da histria com a resoluo dos conflitos. Os fatos: So os acontecimentos de que as personagens partici-pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o g-nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crnica, o relato de um drama social um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa h um fato central, que estabelece o carter do texto, e h os fatos secundrios, rela-cionados ao principal. Espao: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu-gares, ou mesmo em um s lugar. O texto narrativo precisa conter informaes sobre o espao, onde os fatos acontecem. Muitas ve-zes, principalmente nos textos literrios, essas informaes so extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. Tempo: Os fatos que compem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificao do momento, dia, ms, ano ou poca em que ocorre o fato. A temporalidade sa-lienta as relaes passado/presente/futuro do texto, essas relaes podem ser linear, isto , seguindo a ordem cronolgica dos fatos, ou sofre inverses, quando o narrador nos diz que antes de um fa-to que aconteceu depois. O tempo pode ser cronolgico ou psicolgico. O cronolgico o tempo material em que se desenrola ao, isto , aquele que medido pela natureza ou pelo relgio. O psicolgico no mensurvel pelos padres fixos, porque aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepo da realidade, da durao de um dado acontecimento no seu esprito. Narrador: observador e personagem: O narrador, como j dis-semos, a personagem que est a contar a histria. A posio em que se coloca o narrador para contar a histria constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-zado por : - viso por detrs : o narrador conhece tudo o que diz respeito s personagens e histria, tendo uma viso panormica dos acon-tecimentos e a narrao feita em 3a pessoa. - viso com: o narrador personagem e ocupa o centro da narra-tiva que feito em 1a pessoa. - viso de fora: o narrador descreve e narra apenas o que v, aquilo que observvel exteriormente no comportamento da per-sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-dor um observador e a narrativa feita em 3a pessoa. Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto , o ponto de vista atravs do qual a histria est sendo contada. Como j vimos, a narrao feita em 1a pessoa ou 3a pessoa. Formas de apresentao da fala das personagens Como j sabemos, nas histrias, as personagens agem e falam. H trs maneiras de comunicar as falas das personagens. Discurso Direto: a representao da fala das personagens atra-vs do dilogo. Exemplo: Z Lins continuou: carnaval festa do povo. O povo dono da verdade. Vem a polcia e comea a falar em ordem pblica. No carna-val a cidade do povo e de ningum mais. No discurso direto frequente o uso dos verbo de locuo ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travesses. Porm, quando as falas das personagens so curtas ou rpidas os verbos de locuo podem ser omitidos. Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas prprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo: Z Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-nos sombrios por vir. Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narrao. Exemplo: Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem quela hora , sem fazer nada de cabea no tempo, um branco de ps no cho como eles? S sendo doido mesmo. (Jos Lins do Rego) TEXTO DESCRITIVO Descrever fazer uma representao verbal dos aspectos mais carac-tersticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto so muito importantes, tanto na descrio literria quanto na descrio tcnica. esta atitude que vai determinar a ordem na enumerao dos traos caractersticos para que o leitor possa combinar suas impresses isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrio vai apresentando o objeto progressivamente, vari-ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontrar distines entre uma descrio literria e outra tc-nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas: Descrio Literria: A finalidade maior da descrio literria transmitir a impresso que a coisa vista desperta em nossa mente atravs do sentidos. Da decorrem dois tipos de descrio: a subje-tiva, que reflete o estado de esprito do observador, suas prefern-cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e no o que v realmente; j a objetiva traduz a realidade do mundo objeti-vo, fenomnico, ela exata e dimensional. Descrio de Personagem: utilizada para caracterizao das personagens, pela acumulao de traos fsicos e psicolgicos, pela enumerao de seus hbitos, gestos, aptides e temperamen-to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so-cial e econmico . APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 3 Descrio de Paisagem: Neste tipo de descrio, geralmente o observador abrange de uma s vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais tpicas desse todo. Descrio do Ambiente: Ela d os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as aes, tentando dar ao leitor uma visualizao das suas particularidades, de seus traos distintivos e tpicos. Descrio da Cena: Trata-se de uma descrio movimentada, que se desenvolve progressivamente no tempo. a descrio de um incndio, de uma briga, de um naufrgio. Descrio Tcnica: Ela apresenta muitas das caractersticas ge-rais da literatura, com a distino de que nela se utiliza um vocabu-lrio mais preciso, salientando-se com exatido os pormenores. predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis-mos, a fenmenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. TEXTO DISSERTATIVO Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertao cons-ta de uma srie de juzos a respeito de um determinado assunto ou ques-to, e pressupe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerncia e objetividade. A dissertao pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questo. A linguagem usada a referencial, centrada na mensagem, enfatizan-do o contexto. Quanto forma, ela pode ser tripartida em : Introduo: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda-mentais do assunto que est tratando. a enunciao direta e ob-jetiva da definio do ponto de vista do autor. Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo-cadas na introduo sero definidas com os dados mais relevan-tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre si, de forma que a sucesso deles resulte num conjunto coerente e unitrio que se encaixa na introduo e de-sencadeia a concluso. Concluso: o fenmeno do texto, marcado pela sntese da ideia central. Na concluso o autor refora sua opinio, retomando a in-troduo e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertao, cabe fazermos a distino entre fatos, hiptese e opinio. - Fato: o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; a obra ou ao que realmente se praticou. - Hiptese: a suposio feita acerca de uma coisa possvel ou no, e de que se tiram diversas concluses; uma afirmao so-bre o desconhecido, feita com base no que j conhecido. - Opinio: Opinar julgar ou inserir expresses de aprovao ou desaprovao pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje-tos descritos, um parecer particular, um sentimento que se tem a respeito de algo. O TEXTO ARGUMENTATIVO Baseado em Adilson Citelli A linguagem capaz de criar e representar realidades, sendo caracte-rizada pela identificao de um elemento de constituio de sentidos. Os discursos verbais podem ser formados de vrias maneiras, para dissertar ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em prticas um conjunto de referncias codificadas h muito tempo e dadas como estruturadoras do tipo de texto solicitado. Para se persuadir por meio de muitos recursos da lngua necessrio que um texto possua um carter argumentativo/descritivo. A construo de um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua anlise e esta dar-se- a partir do momento em que a compreenso do contedo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formao discursi-va responsvel pelo emassamento do contedo que se deseja transmitir, ou persuadir, e nele teremos a formao do ponto de vista do sujeito, suas anlises das coisas e suas opinies. Nelas, as opinies o que fazemos soltar concepes que tendem a ser orientadas no meio em que o indivduo viva. Vemos que o sujeito lana suas opinies com o simples e decisivo intuito de persuadir e fazer suas explanaes renderem o convencimento do ponto de vista de algo/algum. Na escrita, o que fazemos buscar intenes de sermos entendidos e desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e todas as frases ou palavras articuladas produzem significaes dotadas de intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerncia de relevada importncia para a produo textual, pois nela se dar uma se-quncia das ideias e da progresso de argumentos a serem explanadas. Sendo a argumentao o procedimento que tornar a tese aceitvel, a apresentao de argumentos atingir os seus interlocutores em seus objeti-vos; isto se dar atravs do convencimento da persuaso. Os mecanismos da coeso e da coerncia sero ento responsveis pela unidade da for-mao textual. Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por fora semntica, por recorrncias lexicais, por estratgias de substituio de enunciados. Um mecanismo mais fcil de fazer a comunicao entre as pessoas a linguagem, quando ela em forma da escrita e aps a leitura, (o que ocorre agora), podemos dizer que h de ter algum que transmita algo, e outro que o receba. Nesta brincadeira que entra a formao de argumentos com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicao; nisto, estes argumentos explanados sero o germe de futuras tentativas da comunica-o ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-so). Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; no tem em sua unidade a mono caracterstica da dominao do idioma/lngua, e sim o propsito de executar a interao do meio e cultura de cada indivduo. As relaes intertextuais so de grande valia para fazer de um texto uma aluso outros textos, isto proporciona que a imerso que os argumentos do tornem esta produo altamente evocativa. A parfrase tambm outro recurso bastante utilizado para trazer a um texto um aspecto dinmico e com intento. Juntamente com a pardia, a parfrase utiliza-se de textos j escritos, por algum, e que tornam-se algo espetacularmente incrvel. A diferena que muitas vezes a parfrase no possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetio de argu-mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-rentes. A criao de um texto requer bem mais do que simplesmente a juno de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. necessrio ter na escolha das palavras e do vocabulrio o cuidado de se requisit-las, bem como para se adot-las. Um texto no totalmente auto-explicativo, da vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histrico uma relao interdiscursiva e intertextual. As metforas, metomnias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en-tram em ao inseridos num texto como um conjunto de estratgias capa-zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia tambm muito utilizada para causar este efeito, umas de suas caractersticas salientes, que a ironia d nfase gozao, alm de desvalorizar ideias, valores da oposio, tudo isto em forma de piada. Uma das ltimas, porm no menos importantes, formas de persuadir atravs de argumentos, a Aluso ("Ler no apenas reconhecer o dito, mais tambm o no-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou conceitos pr estabelecidos, sem porm com objetivos de forma clara e concisa. O que acontece a formao de um ambiente potico e sugervel, capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensao... Texto Base: CITELLI, Adilson; O Texto Argumentativo So Paulo SP, Editora ..Scipione, 1994 - 6 edio. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 4 2. TIPOLOGIA TEXTUAL A todo o momento nos deparamos com vrios textos, sejam eles verbais e no verbais. Em todos h a presena do discurso, isto , a ideia intrnseca, a essncia daquilo que est sendo transmitido entre os interlocutores. Esses interlocutores so as peas principais em um dilogo ou em um texto escrito, pois nunca escrevemos para ns mesmos, nem mesmo falamos sozinhos. de fundamental importncia sabermos classificar os textos dos quais travamos convivncia no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e gneros textuais. Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinio sobre determinado assunto, ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um retrato verbal sobre algum que acabamos de conhecer ou ver. exatamente nestas situaes corriqueiras que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narrao, Descrio e Dissertao. Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo um Editorial, no qual o autor expe seu ponto de vista sobre determinado assunto, uma descrio de um ambiente e um texto literrio escrito em prosa. Em se tratando de gneros textuais, a situao no diferente, pois se conceituam como gneros textuais as diversas situaes sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma receita culinria, um e-mail, uma reportagem, uma monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se-iam como: instrucional, correspondncia pessoal (em meio eletrnico), texto do ramo jornalstico e, por ltimo, um texto de cunho cientfico. Mas como toda escrita perfaz-se de uma tcnica para comp-la, extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta gama de textos. medida que a praticamos, vamos nos aperfeioando mais e mais na sua performance estrutural. Por Vnia Duarte O Conto um relato em prosa de fatos fictcios. Consta de trs momentos perfeita-mente diferenciados: comea apresentando um estado inicial de equilbrio; segue com a interveno de uma fora, com a apario de um conflito, que d lugar a uma srie de episdios; encerra com a resoluo desse conflito que permite, no estgio final, a recuperao do equilbrio perdido. Todo conto tem aes centrais, ncleos narrativos, que estabelecem entre si uma relao causal. Entre estas aes, aparecem elementos de recheio (secundrios ou catalticos), cuja funo manter o suspense. Tanto os ncleos como as aes secundrias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentao das caractersticas destes personagens, assim como para as indicaes de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso frequente nos contos a introduo do dilogo das personagens, apresentado com os sinais grficos correspondentes (os travesses, para indicar a mudana de interlocutor). A observao da coerncia temporal permite ver se o autor mantm a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre-sentao dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanos ao futuro). A demarcao do tempo aparece, geralmente, no pargrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam frmulas caractersticas de introduo de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construo e na interpretao dos contos. Os pretritos imperfeito e o perfeito predominam na narrao, enquanto que o tempo presente aparece nas descries e nos dilogos. O pretrito imperfeito apresenta a ao em processo, cuja incidncia chega ao momento da narrao: "Rosrio olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua me, da sala, fazia comentrios banais sobre a histria familiar." O perfeito, ao contrrio, apresenta as aes concludas no passa-do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentao das personagens ajusta-se estratgia da definibilidade: so introduzidas mediante uma construo nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois substitudo pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa-damente na sala de embarque e olhou volta, procurando algum impaci-entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romntico dos anos 40." O narrador uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, a voz que conta o que est acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, tambm, pode ser a voz de uma terceira pessoa que no intervm nem como ator nem como testemunha. Alm disso, o narrador pode adotar diferentes posies, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que est acontecendo, isto , o que as personagens esto fazendo ou, ao contrrio, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon-tecer. Estes narradores que sabem tudo so chamados oniscientes. A Novela semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior nmero de complicaes, passagens mais extensas com descries e dilogos. As personagens adquirem uma definio mais acabada, e as aes secund-rias podem chegar a adquirir tal relevncia, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral Os textos literrios que conhecemos como obras de teatro (dramas, trag-dias, comdias, etc.) vo tecendo diferentes histrias, vo desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interao lingustica das personagens, quer dizer, atravs das conversaes que tm lugar entre os participantes nas situaes comunicativas registradas no mundo de fico construdo pelo texto. Nas obras teatrais, no existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os atravs dos dilogos e/ ou monlogos das personagens. Devido trama conversacional destes textos, torna-se possvel encontrar neles vestgios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontnea das personagens, atravs de numerosas interjeies, de alteraes da sintaxe normal, de digresses, de repeties, de diticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogao, exclamao e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as rplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade atravs da representa-o cnica: elas so construdas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretao. Estes textos so organizados em atos, que estabelecem a progresso temtica: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta-to apresentado. Cada ato contm, por sua vez, diferentes cenas, determi-nadas pelas entradas e sadas das personagens e/ou por diferentes qua-dros, que correspondem a mudanas de cenografias. Nas obras teatrais so includos textos de trama descritiva: so as chama-das notaes cnicas, atravs das quais o autor d indicaes aos atores sobre a entonao e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ao. Estas notaes apresentam com frequncia oraes unimembres e/ou bimembres de predicado no verbal. O Poema Texto literrio, geralmente escrito em verso, com uma distribuio espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe do rele-vncia aos espaos em branco; ento, o texto emerge da pgina com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende extrair a significao dos recursos estilsticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoes, sua verso da APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 5 realidade, ou para criar atmosferas de mistrio de surrealismo, relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fbulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e s pausas para dar musicalidade ao poema, parte essen-cial do verso: o verso uma unidade rtmica constituda por uma srie mtrica de slabas fnicas. A distribuio dos acentos das palavras que compem os versos tem uma importncia capital para o ritmo: a musicali-dade depende desta distribuio. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente distncia sonora das slabas. As slabas fnicas apresentam algumas diferenas das slabas ortogrficas. Estas diferenas constituem as chama-das licenas poticas: a direse, que permite separar os ditongos em suas slabas; a sinrese, que une em uma slaba duas vogais que no constitu-em um ditongo; a sinalefa, que une em uma s slaba a slaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais tambm incidem no levantamento das slabas do verso. Se a ltima palavra paro-xtona, no se altera o nmero de slabas; se oxtona, soma-se uma slaba; se proparoxtona, diminui-se uma. A rima uma caracterstica distintiva, mas no obrigatria dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na poesia moderna). A rima consiste na coincidncia total ou parcial dos ltimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin-cidncia total de vogais e consoante a partir da ltima vogal acentuada) e a assonante (coincidncia unicamente das vogais a partir da ltima vogal acentuada). A mtrica mais frequente dos versos vai desde duas at de-zesseis slabas. Os versos monosslabos no existem, j que, pelo acento, so considerados disslabos. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se progresso temtica do texto: com frequncia, desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, atravs dos mecanismos de substituio e de combinao, respectivamente, culminam com a criao de metforas, smbolos, configuraes sugestionadoras de vocbulos, metonmias, jogo de significados, associaes livres e outros recursos estilsticos que do ambiguidade ao poema. TEXTOS JORNALSTICOS Os textos denominados de textos jornalsticos, em funo de seu portador ( jornais, peridicos, revistas), mostram um claro predomnio da funo informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. Esta adeso ao presente, esta primazia da atualidade, condena-os a uma vida efmera. Propem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas. De acordo com este propsito, so agrupados em diferentes sees: infor-mao nacional, informao internacional, informao local, sociedade, economia, cultura, esportes, espetculos e entretenimentos. A ordem de apresentao dessas sees, assim como a extenso e o tratamento dado aos textos que incluem, so indicadores importantes tanto da ideologia como da posio adotada pela publicao sobre o tema abor-dado. Os textos jornalsticos apresentam diferentes sees. As mais comuns so as notcias, os artigos de opinio, as entrevistas, as reportagens, as crni-cas, as resenhas de espetculos. A publicidade um componente constante dos jornais e revistas, medida que permite o financiamento de suas edies. Mas os textos publicitrios aparecem no s nos peridicos como tambm em outros meios ampla-mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire-mos a eles em outro momento. Em geral, aceita-se que os textos jornalsticos, em qualquer uma de suas sees, devem cumprir certos requisitos de apresentao, entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legvel, uma diagramao cuida-da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informao lingustica, incluso de grficos ilustrativos que fundamentam as explica-es do texto. pertinente observar como os textos jornalsticos distribuem-se na publica-o para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a primeira pgina, as pginas mpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informaes que se quer destacar. Esta localizao antecipa ao leitor a importncia que a publicao deu ao contedo desses textos. O corpo da letra dos ttulos tambm um indicador a considerar sobre a posio adotada pela redao. A Notcia Transmite uma nova informao sobre acontecimentos, objetos ou pessoas. As notcias apresentam-se como unidades informativas completas, que contm todos os dados necessrios para que o leitor compreenda a infor-mao, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo, no necessrio ter lido os jornais do dia anterior para interpret-la), ou de lig-la a outros textos contidos na mesma publicao ou em publicaes similares. comum que este texto use a tcnica da pirmide invertida: comea pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de trs partes claramente diferenciadas: o ttulo, a introduo e o desenvolvimento. O ttulo cumpre uma dupla funo - sintetizar o tema central e atrair a ateno do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El Pas, 1991) sugerem geralmente que os ttulos no excedam treze palavras. A introduo contm o principal da informao, sem chegar a ser um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que no aparecem na introduo. A notcia redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se mar-gem do que conta, razo pela qual no permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, alm de omitir o eu ou o ns, tambm no deve recorrer aos possessivos (por exemplo, no se referir Argentina ou a Buenos Aires com expresses tais como nosso pas ou minha cidade). Esse texto se caracteriza por sua exigncia de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. Quando o jornalista no consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas frmulas para salvar sua responsabilidade: parece, no est descartado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao discurso direto, como, por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados ser tratado na Cmara dos Deputados durante a prxima semana . O estilo que corresponde a este tipo de texto o formal. Nesse tipo de texto, so empregados, principalmente, oraes enunciativas, breves, que respeitam a ordem sinttica cannica. Apesar das notcias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, tambm frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela polcia; e das formas impessoais: A perseguio aos delinquentes foi feita por um patrulheiro. A progresso temtica das notcias gira em tomo das perguntas o qu? quem? como? quando? por qu e para qu?. O Artigo de Opinio Contm comentrios, avaliaes, expectativas sobre um tema da atualida-de que, por sua transcendncia, no plano nacional ou internacional, j considerado, ou merece ser, objeto de debate. Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de anlise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a posio adotada pelo jornal ou revista em concordncia com sua ideologia, enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opinies de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opinies divergentes e at antagnicas em uma mesma pgina. Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 6 o do tema em questo, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e que segue com uma tomada de posio, isto , com a formulao de uma tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmao da posio adotada no incio do texto. A efetividade do texto tem relao direta no s com a pertinncia dos argumentos expostos como tambm com as estratgias discursivas usadas para persuadir o leitor. Entre estas estratgias, podemos encontrar as seguintes: as acusaes claras aos oponentes, as ironias, as insinuaes, as digresses, as apelaes sensibilidade ou, ao contrrio, a tomada de distncia atravs do uso das construes impessoais, para dar objetividade e consenso anlise realizada; a reteno em recursos descritivos - deta-lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa esto bem especificadas com uma minuciosa enumerao das fontes da informao. Todos eles so recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. A progresso temtica ocorre geralmente atravs de um esquema de temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tpico com seus respectivos comentrios. Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam uma preeminncia de oraes enunciativas, embora tambm incluam, com frequncia, oraes dubitativas e exortativas devido sua trama argumen-tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor-mao de base, o assunto em questo; as ltimas, para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos, opta-se por oraes complexas que incluem proposies causais para as fundamentaes, consecutivas para dar nfase aos efeitos, concessivas e condicionais. Para interpretar estes textos, indispensvel captar a postura ideolgica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstncias e com que propsito foi organizada a informao exposta. Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar estratgias tais como a referncia exofrica, a integrao crtica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explcito o que est implcito. Embora todo texto exija para sua interpretao o uso das estratgias men-cionadas, necessrio recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa, atravs do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas, ideias ou crenas como verdadeiras ou falsas, cenas e opinies como positivas ou negativas. A Reportagem uma variedade do texto jornalstico de trama conversacional que, para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura-chave para o conhecimento deste tpico. A conversao desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica-o e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten-o dos leitores. A reportagem inclui uma sumria apresentao do entrevistado, realizada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o dilogo. As perguntas so breves e concisas, medida que esto orientadas para divulgar as opinies e ideias do entrevistado e no as do entrevistador. A Entrevista Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional, mas combina com frequncia este tecido com fios argumentativos e descritivos. Admite, ento, uma maior liberdade, uma vez que no se ajusta estritamente frmula pergunta-resposta, mas detm-se em comentrios e descries sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do dilogo, indicando com travesses a mu-dana de interlocutor. permitido apresentar uma introduo extensa com os aspectos mais significativos da conversao mantida, e as perguntas podem ser acompanhadas de comentrios, confirmaes ou refutaes sobre as declaraes do entrevistado. Por tratar-se de um texto jornalstico, a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual, ou com incidncia na atualidade, embora a conversa-o possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progresso temtica linear ou a temas deri-vados. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, no existe uma garantia de dilogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala, a progresso temtica no se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de rplicas. TEXTOS DE INFORMAO CIENTFICA Esta categoria inclui textos cujos contedos provm do campo das cincias em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Cincias Sociais como nas Cincias Naturais. Apesar das diferenas existentes entre os mtodos de pesquisa destas cincias, os textos tm algumas caractersticas que so comuns a todas suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos, as oraes enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sinttica cannica (sujeito-verbo-predicado). Incluem frases claras, em que no h ambiguidade sinttica ou semntica, e levam em considerao o significado mais conhecido, mais difundido das palavras. O vocabulrio preciso. Geralmente, estes textos no incluem vocbulos a que possam ser atribudos um multiplicidade de significados, isto , evitam os termos polissmicos e, quando isso no possvel, estabelecem medi-ante definies operatrias o significado que deve ser atribudo ao termo polissmico nesse contexto. A Definio Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que determina de forma clara e precisa as caractersticas genricas e diferenci-ais do objeto ao qual se refere. Essa descrio contm uma configurao de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir atravs de um processo de sinonmia. Recordemos a definio clssica de "homem", porque o exemplo por excelncia da definio lgica, uma das construes mais generalizadas dentro deste tipo de texto: O homem um animal racional. A expanso do termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gnero a que pertence, "animal", e a diferena especfica, "racional": a racionalidade o trao que nos permite diferenciar a espcie humana dentro do gnero animal. Usualmente, as definies includas nos dicionrios, seus portadores mais qualificados, apresentam os traos essenciais daqueles a que se referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodcimo e ltimo signo ou parte do Zodaco, de 30 de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de terminar o inverno. Como podemos observar nessa definio extrada do Dicionrio de La Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou introduo desenvolve-se atravs de uma descrio que contm seus traos mais relevantes, expressa, com frequncia, atravs de oraes unimembres, constitudos por construes endocntricas (em nosso exem-plo temos uma construo endocntrica substantiva - o ncleo um subs-tantivo rodeado de modificadores "duodcimo e ltimo signo ou parte do Zodaco, de 30 de amplitude..."), que incorporam maior informao medi-ante proposies subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-te antes de terminar o inverno". As definies contm, tambm, informaes complementares relacionadas, por exemplo, com a cincia ou com a disciplina em cujo lxico se inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimolgica do vocbulo ("do lat. piscis"); a sua classificao gramatical (s.p.m.), etc. Essas informaes complementares contm frequentemente abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras pginas do Dicionrio: Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo prprio masculino, etc. O tema-base (introduo) e sua expanso descritiva - categorias bsicas da estrutura da definio - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais diferentes informaes costumam ser codificadas atravs de tipografias diferentes (negrito para o vocabulrio a definir; itlico para as etimologias, etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante barras paralelas e /ou nmeros. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 7 Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma coisa por um perodo determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer continuar em exerccio; adiar o trmino de. A Nota de Enciclopdia Apresenta, como a definio, um tema-base e uma expanso de trama descritiva; porm, diferencia-se da definio pela organizao e pela ampli-tude desta expanso. A progresso temtica mais comum nas notas de enciclopdia a de temas derivados: os comentrios que se referem ao tema-base constituem-se, por sua vez, em temas de distintos pargrafos demarcados por subttu-los. Por exemplo, no tema Repblica Argentina, podemos encontrar os temas derivados: traos geolgicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, populao, cidades, economia, comunicao, transportes, cultura, etc. Estes textos empregam, com frequncia, esquemas taxionmicos, nos quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e includas. Por exemplo: descreve-se "mamfero" como membro da classe dos vertebra-dos; depois, so apresentados os traos distintivos de suas diversas varie-dades: terrestres e aquticos. Uma vez que nestas notas h predomnio da funo informativa da lingua-gem, a expanso construda sobre a base da descrio cientfica, que responde s exigncias de conciso e de preciso. As caractersticas inerentes aos objetos apresentados aparecem atravs de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabea quase cnica, olhos muito juntos, boca oblqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa dos substantivos e, como possvel observar em nosso exemplo, agregam qualidades prprias daquilo a que se referem. O uso do presente marca a temporalidade da descrio, em cujo tecido predominam os verbos estticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de ligao - ser, estar, parecer, etc. O Relato de Experimentos Contm a descrio detalhada de um projeto que consiste em manipular o ambiente para obter uma nova informao, ou seja, so textos que descrevem experimentos. O ponto de partida destes experimentos algo que se deseja saber, mas que no se pode encontrar observando as coisas tais como esto; neces-srio, ento, estabelecer algumas condies, criar certas situaes para concluir a observao e extrair concluses. Muda-se algo para constatar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condies uma planta de determinada espcie cresce mais rapidamente, pode-se colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condies de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, gua; com diferentes fertilizantes orgnicos, qumicos etc., para observar e precisar em que circunstncias obtm-se um melhor crescimento. A macroestrutura desses relatos contm, primordialmente, duas categorias: uma corresponde s condies em que o experimento se realiza, isto , ao registro da situao de experimentao; a outra, ao processo observado. Nesses textos, ento, so utilizadas com frequncia oraes que comeam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, hmus, a planta crescer mais rpido. Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos comeam a mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade. Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A varivel tempo aparece atravs de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, possvel observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de advrbios ou de locues adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo momento que, etc., dado que a varivel temporal um componente essen-cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta as caractersticas dos elementos, os traos distintivos de cada uma das etapas do processo. O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser-vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distncia existente entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa, do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. A Monografia Este tipo de texto privilegia a anlise e a crtica; a informao sobre um determinado tema recolhida em diferentes fontes. Os textos monogrficos no necessariamente devem ser realizados com base em consultas bibliogrficas, uma vez que possvel terem como fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos qualificados ou de especialistas no tema. As monografias exigem uma seleo rigorosa e uma organizao coerente dos dados recolhidos. A seleo e organizao dos dados servem como indicador do propsito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem-plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os aspectos positivos da gesto governamental de um determinado persona-gem histrico tm maior relevncia e valor do que os aspectos negativos, teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que esta valorizao fique explcita. Nas monografias, indispensvel determinar, no primeiro pargrafo, o tema a ser tratado, para abrir espao cooperao ativa do leitor que, conjugan-do seus conhecimentos prvios e seus propsitos de leitura, far as primei-ras antecipaes sobre a informao que espera encontrar e formular as hipteses que guiaro sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da tcnica de resumo, o que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estaro listadas nas referncias bibliogrficas, de acordo com as normas que regem a apresentao da bibliografia. O trabalho intertextual (incorporao de textos de outros no tecido do texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias atravs de cons-trues de discurso direto ou de discurso indireto. Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificaes, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia dirigida conduziu a uma centralizao na Capital Federal de toda tramitao referente ao comrcio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra de outro, as aspas que servem para demarc-la, os traos que incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralizao...') so alguns dos sinais que distinguem frequentemente o discurso direto. Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro, em vez de transcrever textualmente, com a incluso de elementos subordi-nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificaes, pronomes pessoais, tempos verbais, advrbios, sinais de pontuao, sinais auxiliares, etc. Discurso direto: s razes de meu pensamento afirmou Echeverra - nutrem-se do liberalismo Discurso indireto: 'cheverra afirmou que as razes de seu pensamento nutriam -se do liberalismo' Os textos monogrficos recorrem, com frequncia, aos verbos discendi (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os enunciados das fontes como para incorporar os comentrios e opinies do emissor. Se o propsito da monografia somente organizar os dados que o autor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critrio de classifi-cao explcito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte consultada), sua efetividade depender da coerncia existente entre os dados apresentados e o princpio de classificao adotado. Se a monografia pretende justificar uma opinio ou validar uma hiptese, sua efetividade, ento, depender da confiabilidade e veracidade das fontes consultadas, da consistncia lgica dos argumentos e da coerncia estabe-lecida entre os fatos e a concluso. Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lgicos do tipo problema /soluo, premissas /concluso, causas / efeitos. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 8 Os conectores lgicos oracionais e extra-oracionais so marcas lingusticas relevantes para analisar as distintas relaes que se estabelecem entre os dados e para avaliar sua coerncia. A Biografia uma narrao feita por algum acerca da vida de outra(s) pessoa(s). Quando o autor conta sua prpria vida, considera-se uma autobiografia. Estes textos so empregados com frequncia na escola, para apresentar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existncia de personagens cuja ao foi qualificada como relevante na histria. Os dados biogrficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que a temporalidade uma varivel essencial do tecido das biografias, em sua construo, predominam recursos lingusticos que asseguram a conectivi-dade temporal: advrbios, construes de valor semntico adverbial (Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurana de sua cidade natal Depois, mudou-se com a famlia para La Prata), proposies tempo-rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da novela, seus estudos de fsica ajudavam-no a reinstalar-se na realidade), etc. A veracidade que exigem os textos de informao cientfica manifesta-se nas biografias atravs das citaes textuais das fontes dos dados apresen-tados, enquanto a tica do autor expressa na seleo e no modo de apresentao destes dados. Pode-se empregar a tcnica de acumulao simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados pode aparecer acompanhado pelas valoraes do autor, de acordo com a importncia que a eles atribui. Atualmente, h grande difuso das chamadas "biografias no autorizadas" de personagens da poltica, ou do mundo da Arte. Uma caracterstica que parece ser comum nestas biografias a intencionalidade de revelar a personagem atravs de uma profusa acumulao de aspectos negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vcios altamente reprovados pela opinio pblica. TEXTOS INSTRUCIONAIS Estes textos do orientaes precisas para a realizao das mais diversas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais domsticos, usar um aparelho eletrnico, consertar um carro, etc. Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinrias at os complexos manuais de instruo para montar o motor de um avio. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: alm de receitas e manuais, esto os regulamentos, estatutos, contratos, instrues, etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da funo apelativa, medida que prescrevem aes e empregam a trama descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida. A construo de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, esto amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade; ento, qualquer pessoa que se encarrega da redao de um texto deste tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificao para introduzir, se necessrio, algumas modificaes parciais nos direitos e deveres das partes envolvidas. Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio-nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen-tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma dieta para emagrecer. A habilidade alcanada no domnio destes textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de produo de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru-es. As Receitas e as Instrues Referimo-nos s receitas culinrias e aos textos que trazem instrues para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar um mvel, consertar um objeto, etc. Estes textos tm duas partes que se distinguem geralmente a partir da especializao: uma, contm listas de elementos a serem utilizados (lista de ingredientes das receitas, materiais que so manipulados no experimen-to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), a outra, desenvolve as instrues. As listas, que so similares em sua construo s que usamos habitual-mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa-nhados de numerais (cardinais, partitivos e mltiplos). As instrues configuram-se, habitualmente, com oraes bimembres, com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou oraes unimembres formadas por construes com o verbo no infinitivo (misturar a farinha com o acar). Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as construes com formas nominais gerndio, particpio, infinitivo aparecem acompanhados por advrbios palavras ou por locues adverbiais que expressam o modo como devem ser realizadas determinadas aes (sepa-re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as claras das gemas). Os propsitos dessas aes aparecem estruturados visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o contedo do pacote em gua fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras at que fique numa consistncia espessa). Nestes textos inclui-se, com fre-quncia, o tempo do receptor atravs do uso do dixis de lugar e de tempo: Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poder mexer novamente. Neste momento, ter que correr rapidamente at o lado oposto da cancha. Aqui pode intervir outro membro da equipe. TEXTOS EPISTOLARES Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicao por escrito com um destinatrio ausente, identificado no texto atravs do cabealho. Pode tratar-se de um indivduo (um amigo, um parente, o gerente de uma empresa, o diretor de um colgio), ou de um conjunto de indivduos desig-nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora). Estes textos reconhecem como portador este pedao de papel que, de forma metonmica, denomina-se carta, convite ou solicitao, dependendo das caractersticas contidas no texto. Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organizao espacial, cujos componentes so os seguintes: cabealho, que estabelece o lugar e o tempo da produo, os dados do destinatrio e a forma de tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudao e a assinatura, atravs da qual se introduz o autor no texto. O grau de familiaridade existente entre emissor e destinatrio o princpio que orienta a escolha do estilo: se o texto dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-se por um estilo informal; caso contrrio, se o destinatrio desconhecido ou ocupa o nvel superior em uma relao assimtrica (empregador em relao ao empregado, diretor em relao ao aluno, etc.), impe-se o estilo formal. A Carta As cartas podem ser construdas com diferentes tramas (narrativa e argu-mentativa), em tomo das diferentes funes da linguagem (informativa, expressiva e apelativa). Referimo-nos aqui, em particular, s cartas familiares e amistosas, isto , aqueles escritos atravs dos quais o autor conta a um parente ou a um amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contm acontecimen-tos, sentimentos, emoes, experimentados por um emissor que percebe o receptor como cmplice, ou seja, como um destinatrio comprometido afetivamente nessa situao de comunicao e, portanto, capaz de extrair a dimenso expressiva da mensagem. Uma vez que se trata de um dilogo distncia com um receptor conheci-do, opta-se por um estilo espontneo e informal, que deixa transparecer marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticncias habilitam mltiplas interpretaes do receptor na tentativa de conclu-las; perguntas que procuram suas respostas nos destinatrios; perguntas que encerram em si suas prprias respostas (perguntas retricas); pontos de exclamao que expressam a nfase que o emissor d a determinadas expresses que refletem suas alegrias, suas preocupaes, suas dvidas. Estes textos renem em si as diferentes classes de oraes. As enunciati-vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 9 subjetividade do autor. Esta subjetividade determina tambm o uso de diminutivos e aumentativos, a presena frequente de adjetivos qualificati-vos, a ambiguidade lexical e sinttica, as repeties, as interjeies. A Solicitao dirigida a um receptor que, nessa situao comunicativa estabelecida pela carta, est revestido de autoridade medida que possui algo ou tem a possibilidade de outorgar algo que considerado valioso pelo emissor: um emprego, uma vaga em uma escola, etc. Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou no ao pedido, obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre ao uso de frmulas de cortesia j estabelecidas convencionalmente para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside-rao . . . / despeo-me de vs respeitosamente . ../ Sado-vos com o maior respeito), e s frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes textos (Dirijo-me a vs a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, Antnio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto Politcnico a fim de solicitar-lhe...) As solicitaes podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do singular. As que so redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor atravs da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Prez, dirige-se a...). A progresso temtica d-se atravs de dois ncleos informativos: o primei-ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condies que rene para alcanar aquilo que pretende. Estes ncleos, demarcados por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em algumas solicitaes, quando o solicitante quer enfatizar suas condies; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior fora sua apelao. Essas solicitaes, embora cumpram uma funo apelativa, mostram um amplo predomnio das oraes enunciativas complexas, com incluso tanto de proposies causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen-volver fundamentaes, condicionamentos e efeitos a alcanar, como de construes de infinitivo ou de gerndio: para alcanar essa posio, o solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta os fins a que se persegue), ou alcanando a posio de... (o gerndio enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). A argumentao destas solicitaes institucionalizaram-se de tal maneira que aparece contida nas instrues de formulrios de emprego, de solicita-o de bolsas de estudo, etc. Texto extrado de: ESCOLA, LEITURA E PRODUO DE TEXTOS, Ana Maria Kaufman, Artes Mdicas, Porto Alegre, RS. 3. ORTOGRAFIA OFICIAL As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que h fonemas que podem ser representados por mais de uma letra, o que no feito de modo arbitrrio, mas fundamentado na histria da lngua. Eis algumas observaes teis: DISTINO ENTRE J E G 1. Escrevem-se com J: a) As palavras de origem rabe, africana ou amerndia: canjica. cafajeste, canjer, paj, etc. b) As palavras derivadas de outras que j tm j: laranjal (laranja), enrije-cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. c) As formas dos verbos que tm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. 2. Escrevem-se com G: a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem, ferrugem, etc. b) Excees: pajem, lambujem. Os finais: GIO, GIO, GIO e GIO: estgio, egrgio, relgio refgio, prodgio, etc. c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. DISTINO ENTRE S E Z 1. Escrevem-se com S: a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. b) O sufixo S e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos ptrios ou que indicam profisso, ttulo honorfico, posio social, etc.: portu-gus portuguesa, campons camponesa, marqus marquesa, burgus burguesa, monts, pedrs, princesa, etc. c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocbulo for erudito ou de aplicao cientfica, no haver dvida, hiptese, exege-se anlise, trombose, etc. e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, causa. f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina em S: pesquisar (pesquisa), analisar (anlise), avisar (aviso), etc. g) Quando for possvel a correlao ND - NS: escandir: escanso; preten-der: pretenso; repreender: repreenso, etc. 2. Escrevem-se em Z. a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que tm o mesmo radical. Civilizar: civilizao, civilizado; organizar: organizao, organizado; realizar: realizao, realizado, etc. b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e ZITO: cafezal, cinzeiro, chapeuzinho, cozito, etc. DISTINO ENTRE X E CH: 1. Escrevem-se com X a) Os vocbulos em que o X o precedido de ditongo: faixa, caixote, feixe, etc. c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc. d) EXCEO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espcie de rvore que produz o ltex). e) Observao: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-chapelar, enchumaar", embora se iniciem pela slaba "en", so grafa-das com "ch", porque so palavras formadas por prefixao, ou seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en + radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar: en + radical de chapu; enchumaar: en + radical de chumao). 2. Escrevem-se com CH: a) charque, chiste, chicria, chimarro, ficha, cochicho, cochichar, estre-buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-bo, comicho, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-la, piche, pichar, tchau. b) Existem vrios casos de palavras homfonas, isto , palavras que possuem a mesma pronncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se distingue pelo contraste entre o x e o ch. Exemplos: brocha (pequeno prego) broxa (pincel para caiao de paredes) ch (planta para preparo de bebida) x (ttulo do antigo soberano do Ir) chal (casa campestre de estilo suo) xale (cobertura para os ombros) chcara (propriedade rural) xcara (narrativa popular em versos) cheque (ordem de pagamento) xeque (jogada do xadrez) cocho (vasilha para alimentar animais) coxo (capenga, imperfeito) DISTINO ENTRE S, SS, E C Observe o quadro das correlaes: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 10 Correlaes t - c ter-teno rg - rs rt - rs pel - puls corr - curs sent - sens ced - cess gred - gress prim - press tir - sso Exemplos ato - ao; infrator - infrao; Marte - marcial abster - absteno; ater - ateno; conter - conteno, deter - deteno; reter - reteno aspergir - asperso; imergir - imerso; submergir - submer-so; inverter - inverso; divertir - diverso impelir - impulso; expelir - expulso; repelir - repulso correr - curso - cursivo - discurso; excurso - incurso sentir - senso, sensvel, consenso ceder - cesso - conceder - concesso; interceder - inter-cesso. exceder - excessivo (exceto exceo) agredir - agresso - agressivo; progredir - progresso - progresso - progressivo imprimir - impresso; oprimir - opresso; reprimir - repres-so. admitir - admisso; discutir - discusso, permitir - permisso. (re)percutir - (re)percusso PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES ONDE-AONDE Emprega-se AONDE com os verbos que do ideia de movimento. Equi-vale sempre a PARA ONDE. AONDE voc vai? AONDE nos leva com tal rapidez? Naturalmente, com os verbos que no do ideia de movimento empre-ga-se ONDE ONDE esto os livros? No sei ONDE te encontrar. MAU - MAL MAU adjetivo (seu antnimo bom). Escolheu um MAU momento. Era um MAU aluno. MAL pode ser: a) advrbio de modo (antnimo de bem). Ele se comportou MAL. Seu argumento est MAL estruturado b) conjuno temporal (equivale a assim que). MAL chegou, saiu c) substantivo: O MAL no tem remdio, Ela foi atacada por um MAL incurvel. CESO/SESSO/SECO/SEO CESSO significa o ato de ceder. Ele fez a CESSO dos seus direitos autorais. A CESSO do terreno para a construo do estdio agradou a todos os torcedores. SESSO o intervalo de tempo que dura uma reunio: Assistimos a uma SESSO de cinema. Reuniram-se em SESSO extraordinria. SECO (ou SEO) significa parte de um todo, subdiviso: Lemos a noticia na SECO (ou SEO) de esportes. Compramos os presentes na SECO (ou SEO) de brinquedos. H / A Na indicao de tempo, emprega-se: H para indicar tempo passado (equivale a faz): H dois meses que ele no aparece. Ele chegou da Europa H um ano. A para indicar tempo futuro: Daqui A dois meses ele aparecer. Ela voltar daqui A um ano. FORMAS VARIANTES Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer uma delas considerada correta. Eis alguns exemplos. aluguel ou aluguer alpartaca, alpercata ou alpargata amdala ou amgdala assobiar ou assoviar assobio ou assovio azala ou azaleia bbado ou bbedo blis ou bile cibra ou cimbra carroaria ou carroceria chimpanz ou chipanz debulhar ou desbulhar fleugma ou fleuma hem? ou hein? imundcie ou imundcia infarto ou enfarte laje ou lajem lantejoula ou lentejoula nen ou nenen nhambu, inhambu ou nambu quatorze ou catorze surripiar ou surrupiar taramela ou tramela relampejar, relampear, relampeguear ou relampar porcentagem ou percentagem EMPREGO DE MAISCULAS E MINSCULAS Escrevem-se com letra inicial maiscula: 1) a primeira palavra de perodo ou citao. Diz um provrbio rabe: "A agulha veste os outros e vive nua." No incio dos versos que no abrem perodo facultativo o uso da letra maiscula. 2) substantivos prprios (antropnimos, alcunhas, topnimos, nomes sagrados, mitolgicos, astronmicos): Jos, Tiradentes, Brasil, Amaznia, Campinas, Deus, Maria Santssima, Tup, Minerva, Via-Lctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc. O deus pago, os deuses pagos, a deusa Juno. 3) nomes de pocas histricas, datas e fatos importantes, festas religiosas: Idade Mdia, Renascena, Centenrio da Independncia do Brasil, a Pscoa, o Natal, o Dia das Mes, etc. 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da Repblica, etc. 5) nomes de altos conceitos religiosos ou polticos: Igreja, Nao, Estado, Ptria, Unio, Repblica, etc. 6) nomes de ruas, praas, edifcios, estabelecimentos, agremiaes, rgos pblicos, etc.: Rua do 0uvidor, Praa da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colgio Santista, etc. 7) nomes de artes, cincias, ttulos de produes artsticas, literrias e cientficas, ttulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os Lusadas, 0 Guarani, Dicionrio Geogrfico Brasileiro, Correio da Manh, Manchete, etc. 8) expresses de tratamento: Vossa Excelncia, Sr. Presidente, Excelentssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc. 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regies: Os povos do Oriente, o falar do Norte. Mas: Corri o pas de norte a sul. O Sol nasce a leste. 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o dio, a Morte, o Jabuti (nas fbulas), etc. Escrevem-se com letra inicial minscula: 1) nomes de meses, de festas pags ou populares, nomes gentlicos, nomes prprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc. 2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando empregados em sentido geral: So Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua ptria. 3) nomes comuns antepostos a nomes prprios geogrficos: o rio Amazonas, a baa de Guanabara, o pico da Neblina, etc. 4) palavras, depois de dois pontos, no se tratando de citao direta: "Qual deles: o hortelo ou o advogado?" (Machado de Assis) "Chegam os magos do Oriente, com suas ddivas: ouro, incenso, mirra." (Manuel Bandeira) 4. ACENTUAO GRFICA ORTOGRAFIA OFICIAL Por Paula Perin dos Santos O Novo Acordo Ortogrfico visa simplificar as regras ortogrficas da Lngua Portuguesa e aumentar o prestgio social da lngua no cenrio APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 11 internacional. Sua implementao no Brasil segue os seguintes parmetros: 2009 vigncia ainda no obrigatria, 2010 a 2012 adaptao completa dos livros didticos s novas regras; e a partir de 2013 vigncia obrigat-ria em todo o territrio nacional. Cabe lembrar que esse Novo Acordo Ortogrfico j se encontrava assinado desde 1990 por oito pases que falam a lngua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas s agora que teve sua implementao. equvoco afirmar que este acordo visa uniformizar a lngua, j que uma lngua no existe apenas em funo de sua ortografia. Vale lembrar que a ortografia apenas um aspecto superficial da escrita da lngua, e que as diferenas entre o Portugus falado nos diversos pases lusfonos subsistiro em questes referentes pronncia, vocabulrio e gramtica. Uma lngua muda em funo de seus falantes e do tempo, no por meio de Leis ou Acordos. A queixa de muitos estudantes e usurios da lngua escrita que, de-pois de internalizada uma regra, difcil desaprend-la. Ento, cabe aqui uma dica: quando se tiver uma dvida sobre a escrita de alguma palavra, o ideal consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fcil acesso) ou, na melhor das hipteses, use um sinnimo para referir-se a tal palavra. Mostraremos nessa srie de artigos o Novo Acordo de uma maneira descomplicada, apontando como que fica estabelecido de hoje em diante a Ortografia Oficial do Portugus falado no Brasil. Alfabeto A influncia do ingls no nosso idioma agora oficial. H muito tempo as letras k, w e y faziam parte do nosso idioma, isto no nenhuma novidade. Elas j apareciam em unidades de medidas, nomes prprios e palavras importadas do idioma ingls, como: km quilmetro, kg quilograma Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros. Trema No se usa mais o trema em palavras do portugus. Quem digita muito textos cientficos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever lingustica, frequncia. Ele s vai permanecer em nomes prprios e seus derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bndchen no vai deixar de usar o trema em seu nome, pois de origem alem. (neste caso, o l-se i) QUANTO POSIO DA SLABA TNICA 1. Acentuam-se as oxtonas terminadas em A, E, O, seguidas ou no de S, inclusive as formas verbais quando seguidas de LO(s) ou LA(s). Tambm recebem acento as oxtonas terminadas em ditongos abertos, como I, U, I, seguidos ou no de S Ex. Ch Ms ns Gs Sap cip Dar Caf avs Par Vocs comps vatap pontaps s Alis portugus rob d-lo v-lo av recuper-los Conhec-los p-los guard-la F comp-los ris (moeda) Vu di mis cu mi pastis Chapus anzis ningum parabns Jerusalm Resumindo: S no acentuamos oxtonas terminadas em I ou U, a no ser que seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras ba, a, Esa e atra-lo so acentuadas porque as semivogais i e u esto tnicas nestas palavras. 2. Acentuamos as palavras paroxtonas quando terminadas em: L afvel, fcil, cnsul, desejvel, gil, incrvel. N plen, abdmen, smen, abdmen. R cncer, carter, nctar, reprter. X trax, ltex, nix, fnix. PS frceps, Quops, bceps. (S) m, rfs, ms, Blcs. O(S) rgo, bno, sto, rfo. I(S) jri, txi, lpis, grtis, osis, miostis. ON(S) nilon, prton, eltrons, cnon. UM(S) lbum, frum, mdium, lbuns. US nus, bnus, vrus, Vnus. Tambm acentuamos as paroxtonas terminadas em ditongos crescen-tes (semivogal+vogal): Nvoa, infncia, tnue, calvcie, srie, polcia, residncia, frias, lrio. 3. Todas as proparoxtonas so acentuadas. Ex. Mxico, msica, mgico, lmpada, plido, plido, sndalo, crisn-temo, pblico, proco, proparoxtona. QUANTO CLASSIFICAO DOS ENCONTROS VOCLICOS 4. Acentuamos as vogais I e U dos hiatos, quando: Formarem slabas sozinhos ou com S Ex. Ju--zo, Lu-s, ca-fe--na, ra--zes, sa--da, e-go-s-ta. IMPORTANTE Por que no acentuamos ba-i-nha, fei-u-ra, ru-im, ca-ir, Ra-ul, se todos so i e u tnicas, portanto hiatos? Porque o i tnico de bainha vem seguido de NH. O u e o i tnicos de ruim, cair e Raul formam slabas com m, r e l respectivamente. Essas consoantes j soam forte por natureza, tornando naturalmente a slaba tnica, sem precisar de acento que reforce isso. 5. Trema No se usa mais o trema em palavras da lngua portuguesa. Ele s vai permanecer em nomes prprios e seus derivados, de origem estrangeira, como Bndchen, Mller, mlleriano (neste caso, o l-se i) 6. Acento Diferencial O acento diferencial permanece nas palavras: pde (passado), pode (presente) pr (verbo), por (preposio) Nas formas verbais, cuja finalidade determinar se a 3 pessoa do verbo est no singular ou plural: SINGULAR PLURAL Ele tem Eles tm Ele vem Eles vm Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de ter e vir, como: conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 12 DIVISO SILBICA No se separam as letras que formam os dgrafos CH, NH, LH, QU, GU. 1- chave: cha-ve aquele: a-que-le palha: pa-lha manh: ma-nh guizo: gui-zo No se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam a seguinte formao: consoante + L ou consoante + R 2- emblema: reclamar: flagelo: globo: implicar: atleta: prato: em-ble-ma re-cla-mar fla-ge-lo glo-bo im-pli-car a-tle-ta pra-to abrao: recrutar: drama: fraco: agrado: atraso: a-bra-o re-cru-tar dra-ma fra-co a-gra-do a-tra-so Separam-se as letras dos dgrafos RR, SS, SC, S, XC. 3- correr: passar: fascinar: cor-rer pas-sar fas-ci-nar desam: exceto: des-am ex-ce-to No se separam as letras que representam um ditongo. 4- mistrio: crie: mis-t-rio c-rie herdeiro: her-dei-ro Separam-se as letras que representam um hiato. 5- sade: rainha: sa--de ra-i-nha cruel: enjoo: cru-el en-jo-o No se separam as letras que representam um tritongo. 6- Paraguai: saguo: Pa-ra-guai sa-guo Consoante no seguida de vogal, no interior da palavra, fica na slaba que a antecede. 7- torna: tcnica: absoluto: tor-na npcias: np-cias tc-ni-ca submeter: sub-me-ter ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz Consoante no seguida de vogal, no incio da palavra, junta-se slaba que a segue 8- pneumtico: pneu-m-ti-co gnomo: gno-mo psicologia: psi-co-lo-gia No grupo BL, s vezes cada consoante pronunciada separadamente, mantendo sua autonomia fontica. Nesse caso, tais consoantes ficam em slabas separadas. 9- sublingual: sublinhar: sublocar: sub-lin-gual sub-li-nhar sub-lo-car Preste ateno nas seguintes palavras: trei-no so-cie-da-de gai-o-la ba-lei-a des-mai-a-do im-bui-a ra-diou-vin-te ca-o-lho te-a-tro co-e-lho du-e-lo v-a-mos a-mn-sia gno-mo co-lhei-ta quei-jo pneu-mo-ni-a fe--ri-co dig-no e-nig-ma e-clip-se Is-ra-el mag-n-lia 9. PONTUAO Pontuao o conjunto de sinais grficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral. PONTO O ponto empregado em geral para indicar o final de uma frase decla-rativa. Ao trmino de um texto, o ponto conhecido como final. Nos casos comuns ele chamado de simples. Tambm usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (rico Verssimo). PONTO DE INTERROGAO usado para indicar pergunta direta. Onde est seu irmo? s vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamao. A mim ?! Que ideia! PONTO DE EXCLAMAO usado depois das interjeies, locues ou frases exclamativas. Cus! Que injustia! Oh! Meus amores! Que bela vitria! jovens! Lutemos! VRGULA A vrgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-sa na fala. Emprega-se a vrgula: Nas datas e nos endereos: So Paulo, 17 de setembro de 1989. Largo do Paissandu, 128. No vocativo e no aposto: Meninos, prestem ateno! Termpilas, o meu amigo, escritor. Nos termos independentes entre si: O cinema, o teatro, a praia e a msica so as suas diverses. Com certas expresses explicativas como: isto , por exemplo. Neste caso usado o duplo emprego da vrgula: Ontem teve incio a maior festa da minha cidade, isto , a festa da pa-droeira. Aps alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte, viajamos para o litoral. Com certas conjunes. Neste caso tambm usado o duplo emprego da vrgula: Isso, entretanto, no foi suficiente para agradar o diretor. Aps a primeira parte de um provrbio. O que os olhos no vem, o corao no sente. Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de ma, de pra e de abacate. RETICNCIAS So usadas para indicar suspenso ou interrupo do pensamento. No me disseste que era teu pai que ... Para realar uma palavra ou expresso. Hoje em dia, mulher casa com "po" e passa fome... Para indicar ironia, malcia ou qualquer outro sentimento. Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu tambm... PONTO E VRGULA Separar oraes coordenadas de certa extenso ou que mantm alguma simetria entre si. "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-cido, guardando consigo a ponta farpada. " Para separar oraes coordenadas j marcadas por vrgula ou no seu interior. Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porm, mais calmo, resolveu o problema sozinho. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 13 DOIS PONTOS Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: No vs por onde pisas? Para indicar uma citao alheia: Ouvia-se, no meio da confuso, a voz da central de informaes de passageiros do voo das nove: queiram dirigir-se ao porto de embar-que". Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expresso anteri-or: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. Enumerao aps os apostos: Como trs tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. TRAVESSO Marca, nos dilogos, a mudana de interlocutor, ou serve para isolar palavras ou frases "Quais so os smbolos da ptria? Que ptria? Da nossa ptria, ora bolas!" (P. M Campos). "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra vez. a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma coisa". (M. Palmrio). Usa-se para separar oraes do tipo: Avante!- Gritou o general. A lua foi alcanada, afinal - cantava o poeta. Usa-se tambm para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: A estrada de ferro Santos Jundia. A ponte Rio Niteri. A linha area So Paulo Porto Alegre. ASPAS So usadas para: Indicar citaes textuais de outra autoria. "A bomba no tem endereo certo." (G. Meireles) Para indicar palavras ou expresses alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo, grias, arcaismo, formas populares: H quem goste de jazz-band. No achei nada "legal" aquela aula de ingls. Para enfatizar palavras ou expresses: Apesar de todo esforo, achei-a irreconhecvel" naquela noite. Ttulos de obras literrias ou artsticas, jornais, revistas, etc. "Fogo Morto" uma obra-prima do regionalismo brasileiro. Em casos de ironia: A "inteligncia" dela me sensibiliza profundamente. Veja como ele educado" - cuspiu no cho. PARNTESES Empregamos os parnteses: Nas indicaes bibliogrficas. "Sede assim qualquer coisa. serena, isenta, fiel". (Meireles, Ceclia, "Flor de Poemas"). Nas indicaes cnicas dos textos teatrais: "Mos ao alto! (Joo automaticamente levanta as mos, com os olhos fora das rbitas. Amlia se volta)". (G. Figueiredo) Quando se intercala num texto uma ideia ou indicao acessria: "E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mord-Io, morrendo de fome." (C. Lispector) Para isolar oraes intercaladas: "Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mo na testa alada) Sou eu para ela." (M. Bandeira) COLCHETES [ ] Os colchetes so muito empregados na linguagem cientfica. ASTERISCO O asterisco muito empregado para chamar a ateno do leitor para alguma nota (observao). BARRA A barra muito empregada nas abreviaes das datas e em algumas abreviaturas. 7. EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE Crase a fuso da preposio A com outro A. Fomos a a feira ontem = Fomos feira ontem. EMPREGO DA CRASE em locues adverbiais: vezes, s pressas, toa... em locues prepositivas: em frente , procura de... em locues conjuntivas: medida que, proporo que... pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, as Fui ontem quele restaurante. Falamos apenas quelas pessoas que estavam no salo: Refiro-me quilo e no a isto. A CRASE FACULTATIVA diante de pronomes possessivos femininos: Entreguei o livro a() sua secretria. diante de substantivos prprios femininos: Dei o livro (a) Snia. CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo A: Viajaremos Colmbia. (Observe: A Colmbia bela - Venho da Colmbia) Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Braslia, Fortaleza, Gois, Ilhus, Pelotas, Porto Alegre, So Paulo, Madri, Ve-neza, etc. Viajaremos a Curitiba. (Observe: Curitiba uma bela cidade - Venho de Curitiba). Haver crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o modifique. Ela se referiu saudosa Lisboa. Vou Curitiba dos meus sonhos. Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida: s 8 e 15 o despertador soou. Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras mo-da ou "maneira": Aos domingos, trajava-se inglesa. Cortavam-se os cabelos Prncipe Danilo. Antes da palavra casa, se estiver determinada: Referia-se Casa Gebara. No h crase quando a palavra "casa" se refere ao prprio lar. No tive tempo de ir a casa apanhar os papis. (Venho de casa). Antes da palavra "terra", se esta no for antnima de bordo. Voltou terra onde nascera. Chegamos terra dos nossos ancestrais. Mas: Os marinheiros vieram a terra. O comandante desceu a terra. Se a preposio AT vier seguida de palavra feminina que aceite o artigo, poder ou no ocorrer a crase, indiferentemente: Vou at a ( ) chcara. Cheguei at a() muralha APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 14 A QUE - QUE Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino ocorrer crase: Houve um palpite anterior ao que voc deu. Houve uma sugesto anterior que voc deu. Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino no ocorrer crase. No gostei do filme a que voc se referia. No gostei da pea a que voc se referia. O mesmo fenmeno de crase (preposio A) - pronome demonstrativo A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do de: Meu palpite igual ao de todos Minha opinio igual de todos. NO OCORRE CRASE antes de nomes masculinos: Andei a p. Andamos a cavalo. antes de verbos: Ela comea a chorar. Cheguei a escrever um poema. em expresses formadas por palavras repetidas: Estamos cara a cara. antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona: Dirigiu-se a V. Sa com aspereza. Escrevi a Vossa Excelncia. Dirigiu-se gentilmente senhora. quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural: No falo a pessoas estranhas. Jamais vamos a festas. SINNIMOS, ANTNIMOS E PARNIMOS. SENTIDO PRPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS. SIGNIFICAO DAS PALAVRAS Semntica Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre. Semntica (do grego , smantik, plural neutro de smantiks, derivado de sema, sinal), o estudo do significado. Incide sobre a relao entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e smbolos, e o que eles representam, a sua denotao. A semntica lingustica estuda o significado usado por seres humanos para se expressar atravs da linguagem. Outras formas de semntica incluem a semntica nas linguagens de programao, lgica formal, e semitica. A semntica contrape-se com frequncia sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debrua sobre as estruturas ou padres formais do modo como esse algo expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepo de significado que se tenha, tm-se diferentes semnticas. A semntica formal, a semntica da enunciao ou argumentativa e a semntica cognitiva, fenmeno, mas com conceitos e enfoques diferentes. Na lngua portuguesa, o significado das palavras leva em considerao: Sinonmia: a relao que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinnimos: Exemplos: Cmico - engraado / Dbil - fraco, frgil / Distante - afastado, remoto. Antonmia: a relao que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrrios, isto , os antnimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim. Homonmia: a relao entre duas ou mais palavras que, apesar de possurem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonolgica, ou seja, os homnimos: As homnimas podem ser: Homgrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1 pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1 pessoa singular presente indicativo do verbo consertar); Homfonas: palavras iguais na pronncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cesso (substantivo) - sesso (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo); Perfeitas: palavras iguais na pronncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / vero (verbo) - vero (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advrbio); Paronmia: a relao que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas so muito parecidas na pronncia e na escrita, isto , os parnimos: Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - urea (dourada)/ conjectura (suposio) - conjuntura (situao decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicao)/ despercebido (no notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (enderear) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrio - discrio / onicolor - unicolor. Polissemia: a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vrios significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graa. / Os fiis agradecem a graa recebida. Homonmia: Identidade fontica entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: So(Presente do verbo ser) - So (santo) Conotao e Denotao: Conotao o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Voc tem um corao de pedra. Denotao o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra um corpo duro e slido, da natureza das rochas. Sinnimo Sinnimo o nome que se d palavra que tenha significado idntico ou muito semelhante outra. Exemplos: carro e automvel, co e cachorro. O conhecimento e o uso dos sinnimos importante para que se evitem repeties desnecessrias na construo de textos, evitando que se tornem enfadonhos. Eufemismo Alguns sinnimos so tambm utilizados para minimizar o impacto, normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). Exemplos: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 15 gordo - obeso morrer - falecer Sinnimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinnimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. Sinnimos Perfeitos Se o significado idntico. Exemplos: avaro avarento, lxico vocabulrio, falecer morrer, escarradeira cuspideira, lngua idioma catorze - quatorze Sinnimos Imperfeitos Se os signIficados so prximos, porm no idnticos. Exemplos: crrego riacho, belo formoso Antnimo Antnimo o nome que se d palavra que tenha significado contrrio (tambm oposto ou inverso) outra. O emprego de antnimos na construo de frases pode ser um recurso estilstico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame ateno do leitor ou do ouvinte. Palavra Antnimo aberto fechado alto baixo bem mal bom mau bonito feio demais de menos doce salgado forte fraco gordo magro salgado insosso amor dio seco molhado grosso fino duro mole doce amargo grande pequeno soberba humildade louvar censurar bendizer maldizer ativo inativo simptico antiptico progredir regredir rpido lento sair entrar sozinho acompanhado concrdia discrdia pesado leve quente frio presente ausente escuro claro inveja admirao Homgrafo Homgrafos so palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na pronncia. Exemplos rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher (subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); Sede: lugar e Sede: avidez; Seca: pr a secar e Seca: falta de gua. Homfono Palavras homfonas so palavras de pronncias iguais. Existem dois tipos de palavras homfonas, que so: Homfonas heterogrficas Homfonas homogrficas Homfonas heterogrficas Como o nome j diz, so palavras homfonas (iguais na pronncia), mas heterogrficas (diferentes na escrita). Exemplos cozer / coser; cozido / cosido; censo / senso consertar / concertar conselho / concelho pao / passo noz / ns hera / era ouve / houve voz / vs cem / sem acento / assento Homfonas homogrficas Como o nome j diz, so palavras homfonas (iguais na pronncia), e homogrficas (iguais na escrita). Exemplos Ele janta (verbo) / A janta est pronta (substantivo); No caso, janta inexistente na lngua portuguesa por enquanto, j que deriva do substantivo jantar, e est classificado como neologismo. Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito (substantivo). Parnimo Parnimo uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra, que provoca, com alguma frequncia, confuso. Essas palavras apresentam grafia e pronncia parecida, mas com significados diferentes. O parnimos pode ser tambm palavras homfonas, ou seja, a pronncia de palavras parnimas pode ser a mesma.Palavras parnimas so aquelas que tm grafia e pronncia parecida. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parnimas: acender. verbo - ascender. subir acento. inflexo tnica - assento. dispositivo para sentar-se cartola. chapu alto - quartola. pequena pipa comprimento. extenso - cumprimento. saudao coro (cantores) - couro (pele de animal) deferimento. concesso - diferimento. adiamento delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender descrio. representao - discrio. reserva descriminar. inocentar - discriminar. distinguir despensa. compartimento - dispensa. desobriga destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato) emergir. vir tona - imergir. mergulhar eminncia. altura, excelncia - iminncia. proximidade de ocorrncia emitir. lanar fora de si - imitir. fazer entrar enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar enformar. meter em frma - informar. avisar entender. compreender - intender. exercer vigilncia lenimento. suavizante - linimento. medicamento para frices migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um pas para morar em outro - imigrar. entrar num pas vindo de outro peo. que anda a p - pio. espcie de brinquedo recrear. divertir - recriar. criar de novo se. pronome tono, conjugao - si. espcie de brinquedo APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 16 vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho vez. ocasio, momento - vs. verbo ver na 2 pessoa do singular DENOTAAO E CONOTAAO A denotao a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a seu prprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. A conotao a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no seu campo semntico, dentro de um contexto, podendo causar vrias interpretaes. Observe os exemplos Denotao As estrelas do cu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. Conotao As estrelas do cinema. O jardim vestiu-se de flores O fogo da paixo SENTIDO PRPRIO E SENTIDO FIGURADO As palavras podem ser empregadas no sentido prprio ou no sentido figurado: Constru um muro de pedra - sentido prprio Maria tem um corao de pedra sentido figurado. A gua pingava lentamente sentido prprio. ESTRUTURA E FORMAO DAS PALAVRAS. As palavras, em Lngua Portuguesa, podem ser decompostas em vrios elementos chamados elementos mrficos ou elementos de estrutura das palavras. Exs.: cinzeiro = cinza + eiro endoidecer = en + doido + ecer predizer = pre + dizer Os principais elementos mficos so : RADICAL o elemento mrfico em que est a ideia principal da palavra. Exs.: amarelecer = amarelo + ecer enterrar = en + terra + ar pronome = pro + nome PREFIXO o elemento mrfico que vem antes do radical. Exs.: anti - heri in - feliz SUFIXO o elemento mrfico que vem depois do radical. Exs.: med - onho cear ense FORMAO DAS PALAVRAS As palavras esto em constante processo de evoluo, o que torna a lngua um fenmeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns voc-bulos caem em desuso (arcasmos), enquanto outros nascem (neologis-mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. Na Lngua Portuguesa, em funo da estruturao e origem das pala-vras encontramos a seguinte diviso: palavras primitivas - no derivam de outras (casa, flor) palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha) palavras simples - s possuem um radical (couve, flor) palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, aguardente) Para a formao das palavras portuguesas, necessrio o conheci-mento dos seguintes processos de formao: Composio - processo em que ocorre a juno de dois ou mais radi-cais. So dois tipos de composio. justaposio: quando no ocorre a alterao fontica (girassol, sexta-feira); aglutinao: quando ocorre a alterao fontica, com perda de elementos (pernalta, de perna + alta). Derivao - processo em que a palavra primitiva (1 radical) sofre o acrscimo de afixos. So cinco tipos de derivao. prefixal: acrscimo de prefixo palavra primitiva (in-til); sufixal: acrscimo de sufixo palavra primitiva (clara-mente); parassinttica ou parassntese: acrscimo simultneo de prefixo e sufixo, palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo responsvel pela formao de verbos, de base substantiva ou adjetiva; regressiva: reduo da palavra primitiva. Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivao regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar); imprpria: a alterao da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" - de verbo para substantivo, " um judas" - de substantivo prprio a comum). Alm desses processos, a lngua portuguesa tambm possui outros processos para formao de palavras, como: Hibridismo: so palavras compostas, ou derivadas, constitudas por elementos originrios de lnguas diferentes (automvel e monculo, grego e latim / sociologia, bgamo, bicicleta, latim e grego / alcalide, al-cometro, rabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e latino / sambdromo - africano e grego / burocracia - francs e grego); Onomatopia: reproduo imitativa de sons (pingue-pingue, zun-zum, miau); Abreviao vocabular: reduo da palavra at o limite de sua compreenso (metr, moto, pneu, extra, dr., obs.) Siglas: a formao de siglas utiliza as letras iniciais de uma se-qncia de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de siglas, formam-se outras palavras tambm (aidtico, petista) Neologismo: nome dado ao processo de criao de novas pala-vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos 5 EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS. 6 EMPRE-GO/CORRELAO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS SUBSTANTIVOS Substantivo a palavra varivel em gnero, nmero e grau, que d no-me aos seres em geral. So, portanto, substantivos. a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra, Valria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado. b) os nomes de aes, estados ou qualidades, tomados como seres: traba-lho, corrida, tristeza beleza altura. CLASSIFICAO DOS SUBSTANTIVOS a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espcie: rio, cidade, pais, menino, aluno APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 17 b) PRPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento. Os substantivos prprios so sempre grafados com inicial maiscula: To-cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair. c) CONCRETO - quando designa os seres de existncia real ou no, pro-priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-que que sempre possvel visualizar em nossa mente o substantivo con-creto, mesmo que ele no possua existncia real: casa, cadeira, caneta, fada, bruxa, saci. d) ABSTRATO - quando designa as coisas que no existem por si, isto , s existem em nossa conscincia, como fruto de uma abstrao, sendo, pois, impossvel visualiz-lo como um ser. Os substantivos abstratos vo, portanto, designar aes, estados ou qualidades, tomados como seres: trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. Os substantivos abstratos, via de regra, so derivados de verbos ou adje-tivos trabalhar - trabalho correr - corrida alto - altura belo - beleza FORMAO DOS SUBSTANTIVOS a) PRIMITIVO: quando no provm de outra palavra existente na lngua portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da lngua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. c) SIMPLES: quando formado por um s radical: gua, p, couve, dio, tempo, sol. d) COMPOSTO: quando formado por mais de um radical: gua-de-colnia, p-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol. COLETIVOS Coletivo o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo de seres da mesma espcie. Veja alguns coletivos que merecem destaque: alavo - de ovelhas leiteiras alcateia - de lobos lbum - de fotografias, de selos antologia - de trechos literrios escolhidos armada - de navios de guerra armento - de gado grande (bfalo, elefantes, etc) arquiplago - de ilhas assembleia - de parlamentares, de membros de associaes atilho - de espigas de milho atlas - de cartas geogrficas, de mapas banca - de examinadores bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minrios bando - de aves, de pessoal em geral cabido - de cnegos cacho - de uvas, de bananas cfila - de camelos cambada - de ladres, de caranguejos, de chaves cancioneiro - de poemas, de canes caravana - de viajantes cardume - de peixes clero - de sacerdotes colmeia - de abelhas conclio - de bispos conclave - de cardeais em reunio para eleger o papa congregao - de professores, de religiosos congresso - de parlamentares, de cientistas conselho - de ministros consistrio - de cardeais sob a presidncia do papa constelao - de estrelas corja - de vadios elenco - de artistas enxame - de abelhas enxoval - de roupas esquadra - de navios de guerra esquadrilha - de avies falange - de soldados, de anjos farndola - de maltrapilhos fato - de cabras fauna - de animais de uma regio feixe - de lenha, de raios luminosos flora - de vegetais de uma regio frota - de navios mercantes, de txis, de nibus girndola - de fogos de artifcio horda - de invasores, de selvagens, de brbaros junta - de bois, mdicos, de examinadores jri - de jurados legio - de anjos, de soldados, de demnios malta - de desordeiros manada - de bois, de elefantes matilha - de ces de caa ninhada - de pintos nuvem - de gafanhotos, de fumaa panapan - de borboletas peloto - de soldados penca - de bananas, de chaves pinacoteca - de pinturas plantel - de animais de raa, de atletas quadrilha - de ladres, de bandidos ramalhete - de flores rstia - de alhos, de cebolas rcua - de animais de carga romanceiro - de poesias populares resma - de papel revoada - de pssaros scia - de pessoas desonestas vara - de porcos vocabulrio - de palavras FLEXO DOS SUBSTANTIVOS Como j assinalamos, os substantivos variam de gnero, nmero e grau. Gnero Em Portugus, o substantivo pode ser do gnero masculino ou femini-no: o lpis, o caderno, a borracha, a caneta. Podemos classificar os substantivos em: a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, so os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino: aluno/aluna homem/mulher menino /menina carneiro/ovelha Quando a mudana de gnero no marcada pela desinncia, mas pela alterao do radical, o substantivo denomina-se heternimo: padrinho/madrinha bode/cabra cavaleiro/amazona pai/me b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: so os que apresentam uma nica forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se em: 1. Substantivos epicenos: so substantivos uniformes, que designam animais: ona, jacar, tigre, borboleta, foca. Caso se queira fazer a distino entre o masculino e o feminino, deve-mos acrescentar as palavras macho ou fmea: ona macho, jacar f-mea 2. Substantivos comuns de dois gneros: so substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferena de gnero feita pelo arti-go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a estudante, este dentista. 3. Substantivos sobrecomuns: so substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferena de gnero no especificada por ar-tigos ou outros determinantes, que sero invariveis: a criana, o cn-juge, a pessoa, a criatura. Caso se queira especificar o gnero, procede-se assim: uma criana do sexo masculino / o cnjuge do sexo feminino. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 18 Alguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gnero: So masculinos So femininos o antema o telefonema o teorema o trema o edema o eclipse o lana-perfume o fibroma o estratagema o proclama o grama (unidade de peso) o d (pena, compaixo) o gape o caudal o champanha o alvar o formicida o guaran o plasma o cl a abuso a aluvio a anlise a cal a cataplasma a dinamite a comicho a aguardente a derme a omoplata a usucapio a bacanal a lbido a sentinela a hlice Mudana de Gnero com mudana de sentido Alguns substantivos, quando mudam de gnero, mudam de sentido. Veja alguns exemplos: o cabea (o chefe, o lder) o capital (dinheiro, bens) o rdio (aparelho receptor) o moral (nimo) o lotao (veculo) o lente (o professor) a cabea (parte do corpo) a capital (cidade principal) a rdio (estao transmissora) a moral (parte da Filosofia, concluso) a lotao (capacidade) a lente (vidro de aumento) Plural dos Nomes Simples 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa, casas; pai, pais; im, ims; me, mes. 2. Os substantivos terminados em O formam o plural em: a) ES (a maioria deles e todos os aumentativos): balco, balces; corao, coraes; grandalho, grandalhes. b) ES (um pequeno nmero): co, ces; capito, capites; guardio, guardies. c) OS (todos os paroxtonos e um pequeno nmero de oxtonos): cristo, cristos; irmo, irmos; rfo, rfos; sto, stos. Muitos substantivos com esta terminao apresentam mais de uma forma de plural: aldeo, aldeos ou aldees; charlato, charlates ou charlates; ermito, ermitos ou ermites; tabelio, tabelies ou tabelies, etc. 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazm, armazns; harm, harns; jejum, jejuns. 4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, lares; xadrez, xadrezes; abdmen, abdomens (ou abdmenes); hfen, h-fens (ou hfenes). Obs: carter, caracteres; Lcifer, Lciferes; cnon, cnones. 5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani-mais; papel, papis; anzol, anzis; paul, pauis. Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cnsul, cnsules. 6. Os substantivos paroxtonos terminados em IL fazem o plural em: fssil, fsseis; rptil, rpteis. Os substantivos oxtonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar-ris; fuzil, fuzis; projtil, projteis. 7. Os substantivos terminados em S so invariveis, quando paroxtonos: o pires, os pires; o lpis, os lpis. Quando oxtonas ou monosslabos tni-cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento grfico, portugus, portugueses; burgus, burgueses; ms, meses; s, ases. So invariveis: o cais, os cais; o xis, os xis. So invariveis, tambm, os substantivos terminados em X com valor de KS: o trax, os trax; o nix, os nix. 8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porm, o S do substantivo pri-mitivo: corao, coraezinhos; papelzinho, papeizinhos; cozinho, cezi-tos. Substantivos s usados no plural afazeres arredores cs confins frias npcias olheiras viveres anais belas-artes condolncias exquias fezes culos psames copas, espadas, ouros e paus (naipes) Plural dos Nomes Compostos 1. Somente o ltimo elemento varia: a) nos compostos grafados sem hfen: aguardente, aguardentes; clara-boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivm, vaivns; b) nos compostos com os prefixos gro, gr e bel: gro-mestre, gro-mestres; gr-cruz, gr-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; c) nos compostos de verbo ou palavra invarivel seguida de substantivo ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sis; guarda-comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem-pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela-melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) 2. Somente o primeiro elemento flexionado: a) nos compostos ligados por preposio: copo-de-leite, copos-de-leite; pinho-de-riga, pinhos-de-riga; p-de-meia, ps-de-meia; burro-sem-rabo, burros-sem-rabo; b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade ou limitando a significao do primeiro: pombo-correio, pombos-correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; banana-ma, bananas-ma. A tendncia moderna de pluralizar os dois elementos: pombos-correios, homens-rs, navios-escolas, etc. 3. Ambos os elementos so flexionados: a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves-flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas-compromissos. b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor-perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-plida, caras-plidas. So invariveis: a) os compostos de verbo + advrbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi-sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; b) as expresses substantivas: o chove-no-molha, os chove-no-molha; o no-bebe-nem-desocupa-o-copo, os no-bebe-nem-desocupa-o-copo; c) os compostos de verbos antnimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o perde-ganha, os perde-ganha. Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como o caso por exemplo, de: fruta-po, fruta-pes ou frutas-pes; guarda-marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate. Adjetivos Compostos Nos adjetivos compostos, apenas o ltimo elemento se flexiona. Ex.:histrico-geogrfico, histrico-geogrficos; latino-americanos, latino-americanos; cvico-militar, cvico-militares. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores so invariveis, quando o segundo elemento um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos amarelo-ouro, paredes azul-piscina. 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-dos-mudos > surdas-mudas. 3) O composto azul-marinho invarivel: gravatas azul-marinho. Graus do substantivo Dois so os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais podem ser: sintticos ou analticos. Analtico Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuio do tama-nho: boca pequena, prdio imenso, livro grande. Sinttico Constri-se com o auxlio de sufixos nominais aqui apresentados. Principais sufixos aumentativos AA, AO, ALHO, ANZIL, O, ARU, ARRA, ARRO, ASTRO, ZIO, ORRA, AZ, UA. Ex.: A barcaa, ricao, grandalho, corpanzil, caldeiro, povaru, bocarra, homenzarro, poetastro, copzio, cabeorra, lobaz, dentu-a. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 19 Principais Sufixos Diminutivos ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO, ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, NCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho, montculo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim, pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glbulo, homncula, apcula, velhusco. Observaes: Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc. Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaru, fogaru, etc. usual o emprego dos sufixos diminutivos dando s palavras valor afe-tivo: Joozinho, amorzinho, etc. H casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo meramente for-mal, pois no do palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz, ferro, papelo, carto, folhinha, etc. Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-zinho, pequenito. Apresentamos alguns substantivos heternimos ou desconexos. Em lu-gar de indicarem o gnero pela flexo ou pelo artigo, apresentam radicais diferentes para designar o sexo: bode - cabra burro - besta carneiro - ovelha co - cadela cavalheiro - dama compadre - comadre frade - freira frei soror genro - nora padre - madre padrasto - madrasta padrinho - madrinha pai - me veado - cerva zango - abelha etc. ADJETIVOS FLEXO DOS ADJETIVOS Gnero Quanto ao gnero, o adjetivo pode ser: a) Uniforme: quando apresenta uma nica forma para os dois gne-ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-lher simples; aluno feliz - aluna feliz. b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou-tra para o feminino: homem simptico / mulher simptica / homem alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa Observao: no que se refere ao gnero, a flexo dos adjetivos se-melhante a dos substantivos. Nmero a) Adjetivo simples Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os substantivos simples: pessoa honesta pessoas honestas regra fcil regras fceis homem feliz homens felizes Observao: os substantivos empregados como adjetivos ficam in-variveis: blusa vinho blusas vinho camisa rosa camisas rosa b) Adjetivos compostos Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o ltimo ele-mento varia, tanto em gnero quanto em nmero: acordos scio-poltico-econmico acordos scio-poltico-econmicos causa scio-poltico-econmica causas scio-poltico-econmicas acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros lente cncavo-convexa lentes cncavo-convexas camisa verde-clara camisas verde-claras sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros Observaes: 1) Se o ltimo elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invarivel: camisa verde-abacate camisas verde-abacate sapato marrom-caf sapatos marrom-caf blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro 2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariveis: blusa azul-marinho blusas azul-marinho camisa azul-celeste camisas azul-celeste 3) No adjetivo composto (como j vimos) surdo-mudo, ambos os elementos variam: menino surdo-mudo meninos surdos-mudos menina surda-muda meninas surdas-mudas Graus do Adjetivo As variaes de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex-pressas em dois graus: - o comparativo - o superlativo Comparativo Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma outra qualidade que o prprio ser possui, podemos concluir que ela igual, superior ou inferior. Da os trs tipos de comparativo: - Comparativo de igualdade: O espelho to valioso como (ou quanto) o vitral. Pedro to saudvel como (ou quanto) inteligente. - Comparativo de superioridade: O ao mais resistente que (ou do que) o ferro. Este automvel mais confortvel que (ou do que) econmico. - Comparativo de inferioridade: A prata menos valiosa que (ou do que) o ouro. Este automvel menos econmico que (ou do que) confortvel. Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi-dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: - Superlativo absoluto Neste caso no comparamos a qualidade com a de outro ser: Esta cidade poluidssima. Esta cidade muito poluda. - Superlativo relativo Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a outros seres: Este rio o mais poludo de todos. Este rio o menos poludo de todos. Observe que o superlativo absoluto pode ser sinttico ou analtico: - Analtico: expresso com o auxlio de um advrbio de intensidade - muito trabalhador, excessivamente frgil, etc. - Sinttico: expresso por uma s palavra (adjetivo + sufixo) anti-qussimo: cristianssimo, sapientssimo, etc. Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara-tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais: NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO ABSOLUTO RELATIVO bom melhor timo melhor mau pior pssimo pior grande maior mximo maior pequeno menor mnimo menor Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintticos: acre - acrrimo agradvel - agradabilssimo amargo - amarssimo amigo - amicssimo spero - asprrimo audaz - audacssimo benvolo - benevolentssimo clebre - celebrrimo cruel - crudelssimo eficaz - eficacssimo gil - aglimo agudo - acutssimo amvel - amabilssimo antigo - antiqussimo atroz - atrocssimo benfico - beneficentssimo capaz - capacssimo cristo - cristianssimo doce - dulcssimo feroz - ferocssimo APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 20 fiel - fidelssimo frio - frigidssimo incrvel - incredibilssimo ntegro - integrrimo livre - librrimo magro - macrrimo manso - mansuetssimo negro - nigrrimo (negrssimo) pessoal - personalssimo possvel - possibilssimo prspero - prosprrimo pblico - publicssimo sbio - sapientssimo salubre - salubrrimo simples simplicssimo terrvel - terribilssimo velho - vetrrimo voraz - voracssimo frgil - fragilssimo humilde - humlimo (humildssimo) inimigo - inimicssimo jovem - juvenssimo magnfico - magnificentssimo malfico - maleficentssimo mido - minutssimo nobre - nobilssimo pobre - pauprrimo (pobrssimo) preguioso - pigrrimo provvel - probabilssimo pudico - pudicssimo sagrado - sacratssimo sensvel - sensibilssimo tenro - tenerissimo ttrico - tetrrimo visvel - visibilssimo vulnervel - vuInerabilssimo Adjetivos Gentlicos e Ptrios Arglia argelino Bizncio - bizantino Bston - bostoniano Bragana - bragantino Bucareste - bucarestino, -bucarestense Cairo - cairota Cana - cananeu Catalunha - catalo Chicago - chicaguense Coimbra - coimbro, conim-bricense Crsega - corso Crocia - croata Egito - egpcio Equador - equatoriano Filipinas - filipino Florianpolis - florianopolitano Fortaleza - fortalezense Gabo - gabons Genebra - genebrino Goinia - goianense Groenlndia - groenlands Guin - guinu, guineense Himalaia - himalaico Hungria - hngaro, magiar Iraque - iraquiano Joo Pessoa - pessoense La Paz - pacense, pacenho Macap - macapaense Macei - maceioense Madri - madrileno Maraj - marajoara Moambique - moambicano Montevidu - montevideano Normndia - normando Pequim - pequins Porto - portuense Quito - quitenho Santiago - santiaguense So Paulo (Est.) - paulista So Paulo (cid.) - paulistano Terra do Fogo - fueguino Trs Coraes - tricordiano Tripoli - tripolitano Veneza - veneziano Bagd - bagdali Bogot - bogotano Braga - bracarense Braslia - brasiliense Buenos Aires - portenho, buenairense Campos - campista Caracas - caraquenho Ceilo - cingals Chipre - cipriota Crdova - cordovs Creta - cretense Cuiab - cuiabano EI Salvador - salvadorenho Esprito Santo - esprito-santense, capixaba vora - eborense Finlndia - finlands Formosa - formosano Foz do lguau - iguauense Galiza - galego Gibraltar - gibraltarino Granada - granadino Guatemala - guatemalteco Haiti - haitiano Honduras - hondurenho Ilhus - ilheense Jerusalm - hierosolimita Juiz de Fora - juiz-forense Lima - limenho Macau - macaense Madagscar - malgaxe Manaus - manauense Minho - minhoto Mnaco - monegasco Natal - natalense Nova lguau - iguauano Pisa - pisano Pvoa do Varzim - poveiro Rio de Janeiro (Est.) - fluminense Rio de Janeiro (cid.) - carioca Rio Grande do Norte - potiguar Salvador salvadorenho, soteropolitano Toledo - toledano Rio Grande do Sul - gacho Varsvia - varsoviano Vitria - vitoriense Locues Adjetivas As expresses de valor adjetivo, formadas de preposies mais subs-tantivos, chamam-se LOCUES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem ser substitudas por um adjetivo correspondente. PRONOMES Pronome a palavra varivel em gnero, nmero e pessoa, que repre-senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. Ele chegou. (ele) Convidei-o. (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex-tenso de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Esta casa antiga. (esta) Meu livro antigo. (meu) Classificao dos Pronomes H, em Portugus, seis espcies de pronomes: pessoais: eu, tu, ele/ela, ns, vs, eles/elas e as formas oblquas de tratamento: possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexes; demonstrativos: este, esse, aquele e flexes; isto, isso, aquilo; relativos: o qual, cujo, quanto e flexes; que, quem, onde; indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, v-rios, tanto quanto, qualquer e flexes; algum, ningum, tudo, ou-trem, nada, cada, algo. interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in-terrogativas. PRONOMES PESSOAIS Pronomes pessoais so aqueles que representam as pessoas do dis-curso: 1 pessoa: quem fala, o emissor. Eu sai (eu) Ns samos (ns) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (ns) 2 pessoa: com quem se fala, o receptor. Tu saste (tu) Vs sastes (vs) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vs) 3 pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ele saiu (ele) Eles sairam (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais so os seguintes: NMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLQUO singular 1 2 3 eu tu ele, ela me, mim, comigo te, ti, contigo se, si, consigo, o, a, lhe plural 1 2 3 ns vs eles, elas ns, conosco vs, convosco se, si, consigo, os, as, lhes PRONOMES DE TRATAMENTO Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-tamento. Referem-se pessoa a quem se fala, embora a concordncia deva ser feita com a terceira pessoa. Convm notar que, exceo feita a voc, esses pronomes so empregados no tratamento cerimonioso. Veja, a seguir, alguns desses pronomes: PRONOME ABREV. EMPREGO Vossa Alteza V. A. prncipes, duques Vossa Eminncia V .Ema cardeais Vossa Excelncia V.Exa altas autoridades em geral Vossa Magnificncia V. Mag a reitores de universidades Vossa Reverendssima V. Revma sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. papas Vossa Senhoria V.Sa funcionrios graduados Vossa Majestade V.M. reis, imperadores So tambm pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, voc, vo-cs. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 21 EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS 1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NS, VS, ELES/ELAS) devem ser empregados na funo sinttica de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Convidaram ELE para a festa (errado) Receberam NS com ateno (errado) EU cheguei atrasado (certo) ELE compareceu festa (certo) 2. Na funo de complemento, usam-se os pronomes oblquos e no os pronomes retos: Convidei ELE (errado) Chamaram NS (errado) Convidei-o. (certo) Chamaram-NOS. (certo) 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-o, passam a funcionar como oblquos. Neste caso, considera-se cor-reto seu emprego como complemento: Informaram a ELE os reais motivos. Emprestaram a NS os livros. Eles gostam muito de NS. 4. As formas EU e TU s podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado) Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo) Como regra prtica, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposio, no se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblquas MIM e TI: Ningum ir sem EU. (errado) Nunca houve discusses entre EU e TU. (errado) Ningum ir sem MIM. (certo) Nunca houve discusses entre MIM e TI. (certo) H, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e TU mesmo precedidas por preposio: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU obri-gatrio, na medida em que tais pronomes exercem a funo sinttica de sujeito. 5. Os pronomes oblquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construo em que os referidos pronomes no sejam reflexivos: Querida, gosto muito de SI. (errado) Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Querida, gosto muito de voc. (certo) Preciso muito falar com voc. (certo) Observe que nos exemplos que seguem no h erro algum, pois os pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faa por si mesmo a redao O professor trouxe as provas consigo 6. Os pronomes oblquos CONOSCO e CONVOSCO so utilizados normalmente em sua forma sinttica. Caso haja palavra de reforo, tais pronomes devem ser substitudos pela forma analtica: Queriam falar conosco = Queriam falar com ns dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vs prprios. 7. Os pronomes oblquos podem aparecer combinados entre si. As com-binaes possveis so as seguintes: me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos A combinao tambm possvel com os pronomes oblquos femininos a, as. me+a=ma me + as = mas te+a=ta te + as = tas - Voc pagou o livro ao livreiro? - Sim, paguei-LHO. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fuso de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). 8. As formas oblquas O, A, OS, AS so sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, LHES so empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a. (V.T.D ) O filho obedece-lhe. (V.T. l ) Consideram-se erradas construes em que o pronome O (e flexes) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construes em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem. (errado) Nunca o obedeci. (errado) Eu o vi ontem. (certo) Nunca lhe obedeci. (certo) 9. H pouqussimos casos em que o pronome oblquo pode funcionar como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblquo ser sujeito desse in-finitivo: Deixei-o sair. Vi-o chegar. Sofia deixou-se estar janela. fcil perceber a funo do sujeito dos pronomes oblquos, desenvol-vendo as oraes reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = Deixei que ele sasse. 10. No se considera errada a repetio de pronomes oblquos: A mim, ningum me engana. A ti tocou-te a mquina mercante. Nesses casos, a repetio do pronome oblquo no constitui pleonas-mo vicioso e sim nfase. 11. Muitas vezes os pronomes oblquos equivalem a pronomes possessivo, exercendo funo sinttica de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro. No escutei-lhe os conselhos = No escutei os seus conselhos. 12. As formas plurais NS e VS podem ser empregadas para representar uma nica pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-dstia: Ns - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Vs sois minha salvao, meu Deus! 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando nos dirigimos pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe: Vossa Excelncia j aprovou os projetos? Sua Excelncia, o governador, dever estar presente na inaugurao. 14. VOC e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE, VOSSA ALTEZA) embora se refiram pessoa com quem falamos (2 pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa: Voc trouxe seus documentos? Vossa Excelncia no precisa incomodar-se com seus problemas. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 22 COLOCAO DE PRONOMES Em relao ao verbo, os pronomes tonos (ME, TE, SE, LHE, O, A, NS, VS, LHES, OS, AS) podem ocupar trs posies: 1. Antes do verbo - prclise Eu te observo h dias. 2. Depois do verbo - nclise Observo-te h dias. 3. No interior do verbo - mesclise Observar-te-ei sempre. nclise Na linguagem culta, a colocao que pode ser considerada normal a nclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento direto ou indireto. O pai esperava-o na estao agitada. Expliquei-lhe o motivo das frias. Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a nclise a colocao recomendada nos seguintes casos: 1. Quando o verbo iniciar a orao: Voltei-me em seguida para o cu lmpido. 2. Quando o verbo iniciar a orao principal precedida de pausa: Como eu achasse muito breve, explicou-se. 3. Com o imperativo afirmativo: Companheiros, escutai-me. 4. Com o infinitivo impessoal: A menina no entendera que engorda-las seria apressar-lhes um destino na mesa. 5. Com o gerndio, no precedido da preposio EM: E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo. 6. Com o verbo que inicia a coordenada assindtica. A velha amiga trouxe um leno, pediu-me uma pequena moeda de meio franco. Prclise Na linguagem culta, a prclise recomendada: 1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos, interrogativos e conjunes. As crianas que me serviram durante anos eram bichos. Tudo me parecia que ia ser comida de avio. Quem lhe ensinou esses modos? Quem os ouvia, no os amou. Que lhes importa a eles a recompensa? Emlia tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. 2. Nas oraes optativas (que exprimem desejo): Papai do cu o abenoe. A terra lhes seja leve. 3. Com o gerndio precedido da preposio EM: Em se animando, comea a contagiar-nos. Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse. 4. Com advrbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja pausa entre eles. Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. Antes, falava-se to-somente na aguardente da terra. Mesclise Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretrito do indicativo, desde que estes verbos no estejam precedidos de palavras que reclamem a prclise. Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. Dir-se-ia vir do oco da terra. Mas: No me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Jamais se diria vir do oco da terra. Com essas formas verbais a nclise inadmissvel: Lembrarei-me (!?) Diria-se (!?) O Pronome tono nas Locues Verbais 1. Auxiliar + infinitivo ou gerndio - o pronome pode vir procltico ou encltico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. Podemos contar-lhe o ocorrido. Podemos-lhe contar o ocorrido. No lhes podemos contar o ocorrido. O menino foi-se descontraindo. O menino foi descontraindo-se. O menino no se foi descontraindo. 2. Auxiliar + particpio passado - o pronome deve vir encltico ou procltico ao auxiliar, mas nunca encltico ao particpio. "Outro mrito do positivismo em relao a mim foi ter-me levado a Des-cartes ." Tenho-me levantado cedo. No me tenho levantado cedo. O uso do pronome tono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o auxiliar e o gerndio, j est generalizado, mesmo na linguagem culta. Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, o da colocao do pronome no incio da orao, o que se deve evitar na lingua-gem escrita. PRONOMES POSSESSIVOS Os pronomes possessivos referem-se s pessoas do discurso, atribu-indo-lhes a posse de alguma coisa. Quando digo, por exemplo, meu livro, a palavra meu informa que o livro pertence a 1 pessoa (eu) Eis as formas dos pronomes possessivos: 1 pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. 2 pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. 3 pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. 1 pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. 2 pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. 3 pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se 3 pessoa (seu pai = o pai dele), como 2 pessoa do discurso (seu pai = o pai de voc). Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui-dade, devem ser substitudos pelas expresses dele(s), dela(s). Ex.:Voc bem sabe que eu no sigo a opinio dele. A opinio dela era que Camilo devia tornar casa deles. Eles batizaram com o nome delas as guas deste rio. Os possessivos devem ser usados com critrio. Substitu-los pelos pro-nomes oblquos comunica frase desenvoltura e elegncia. Crispim Soares beijou-lhes as mos agradecido (em vez de: beijou as suas mos). No me respeitava a adolescncia. A repulsa estampava-se-lhe nos msculos da face. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Alm da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: 1. Clculo aproximado, estimativa: Ele poder ter seus quarenta e cinco anos 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se personagem de uma histria O nosso homem no se deu por vencido. Chama-se Falco o meu homem 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Eu c tenho minhas dvidas Cornlio teve suas horas amargas 4. Afetividade, cortesia Como vai, meu menino? No os culpo, minha boa senhora, no os culpo No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren-tes de famlia. assim que um moo deve zelar o nome dos seus? Podem os possessivos ser modificados por um advrbio de intensida-de. Levaria a mo ao colar de prolas, com aquele gesto to seu, quando no sabia o que dizer. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 23 PRONOMES DEMONSTRATIVOS So aqueles que determinam, no tempo ou no espao, a posio da coisa designada em relao pessoa gramatical. Quando digo este livro, estou afirmando que o livro se encontra perto de mim a pessoa que fala. Por outro lado, esse livro indica que o livro est longe da pessoa que fala e prximo da que ouve; aquele livro indica que o livro est longe de ambas as pessoas. Os pronomes demonstrativos so estes: ESTE (e variaes), isto = 1 pessoa ESSE (e variaes), isso = 2 pessoa AQUELE (e variaes), prprio (e variaes) MESMO (e variaes), prprio (e variaes) SEMELHANTE (e variao), tal (e variao) Emprego dos Demonstrativos 1. ESTE (e variaes) e ISTO usam-se: a) Para indicar o que est prximo ou junto da 1 pessoa (aquela que fala). Este documento que tenho nas mos no meu. Isto que carregamos pesa 5 kg. b) Para indicar o que est em ns ou o que nos abrange fisicamente: Este corao no pode me trair. Esta alma no traz pecados. Tudo se fez por este pas.. c) Para indicar o momento em que falamos: Neste instante estou tranquilo. Deste minuto em diante vou modificar-me. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas prximo do momento em que falamos: Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Esta noite (= a noite que passou) no dormi bem. Um dia destes estive em Porto Alegre. e) Para indicar que o perodo de tempo mais ou menos extenso e no qual se inclui o momento em que falamos: Nesta semana no choveu. Neste ms a inflao foi maior. Este ano ser bom para ns. Este sculo terminar breve. f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Este assunto j foi discutido ontem. Tudo isto que estou dizendo j velho. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: S posso lhe dizer isto: nada somos. Os tipos de artigo so estes: definidos e indefinidos. 2. ESSE (e variaes) e ISSO usam-se: a) Para indicar o que est prximo ou junto da 2 pessoa (aquela com quem se fala): Esse documento que tens na mo teu? Isso que carregas pesa 5 kg. b) Para indicar o que est na 2 pessoa ou que a abrange fisicamente: Esse teu corao me traiu. Essa alma traz inmeros pecados. Quantos vivem nesse pais? c) Para indicar o que se encontra distante de ns, ou aquilo de que dese-jamos distncia: O povo j no confia nesses polticos. No quero mais pensar nisso. d) Para indicar aquilo que j foi mencionado pela 2 pessoa: Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. O que voc quer dizer com isso? e) Para indicar tempo passado, no muito prximo do momento em que falamos: Um dia desses estive em Porto Alegre. Comi naquele restaurante dia desses. f) Para indicar aquilo que j mencionamos: Fugir aos problemas? Isso no do meu feitio. Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia no est muito distan-te. 3. AQUELE (e variaes) e AQUILO usam-se: a) Para indicar o que est longe das duas primeiras pessoas e refere-se 3. Aquele documento que l est teu? Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. Naquele instante estava preocupado. Daquele instante em diante modifiquei-me. Usamos, ainda, aquela semana, aquele ms, aquele ano, aquele sculo, para exprimir que o tempo j decorreu. 4. Quando se faz referncia a duas pessoas ou coisas j mencionadas, usa-se este (ou variaes) para a ltima pessoa ou coisa e aquele (ou variaes) para a primeira: Ao conversar com lsabel e Lus, notei que este se encontrava nervoso e aquela tranquila. 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposio DE, pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: Voc teria coragem de proferir um palavro desses, Rose? Com um frio destes no se pode sair de casa. Nunca vi uma coisa daquelas. 6. MESMO e PRPRIO variam em gnero e nmero quando tm carter reforativo: Zilma mesma (ou prpria) costura seus vestidos. Lus e Lusa mesmos (ou prprios) arrumam suas camas. 7. O (e variaes) pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO, ISSO ou AQUELE (e variaes). Nem tudo (aquilo) que reluz ouro. O (aquele) que tem muitos vcios tem muitos mestres. Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. A sorte mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela no ama os homens superiores. 8. NISTO, em incio de frase, significa ENTO, no mesmo instante: A menina ia cair, nisto, o pai a segurou 9. Tal pronome demonstrativo quando tomado na acepo DE ESTE, ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO. Tal era a situao do pas. No disse tal. Tal no pde comparecer. Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha QUE, formando a expresso que tal? (? que lhe parece?) em frases como Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL ou OUTRO TAL: Suas manias eram tais quais as minhas. A me era tal quais as filhas. Os filhos so tais qual o pai. Tal pai, tal filho. pronome substantivo em frases como: No encontrarei tal (= tal coisa). No creio em tal (= tal coisa) PRONOMES RELATIVOS Veja este exemplo: Armando comprou a casa QUE lhe convinha. A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo casa um pronome relativo. PRONOMES RELATIVOS so palavras que representam nomes j re-feridos, com os quais esto relacionados. Da denominarem-se relativos. A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente casa. Outros exemplos de pronomes relativos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos. O lugar onde paramos era deserto. Traga tudo quanto lhe pertence. Leve tantos ingressos quantos quiser. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Eis o quadro dos pronomes relativos: VARIVEIS INVARIVEIS Masculino Feminino o qual os quais a qual as quais quem cujo cujos cuja cujas que quanto quantos quanta quantas onde APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 24 Observaes: 1. O pronome relativo QUEM s se aplica a pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de preposio, e equivale a O QUAL. O mdico de quem falo meu conterrneo. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. Qual ser o animal cujo nome a autora no quis revelar? 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) so pronomes relativos quando precedidos de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quantos precisar. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a EM QUE. A casa onde (= em que) moro foi de meu av. PRONOMES INDEFINIDOS Estes pronomes se referem 3 pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. 1. So pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUM, FULANO, SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUM, OUTREM, QUEM, TUDO Exemplos: Algo o incomoda? Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. No faas a outrem o que no queres que te faam. Quem avisa amigo . Encontrei quem me pode ajudar. Ele gosta de quem o elogia. 2. So pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA CERTAS. Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem vrias profisses. Certo dia apareceu em casa um reprter famoso. PRONOMES INTERROGATIVOS Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de modo impreciso 3 pessoa do discurso. Exemplos: Que h? Que dia hoje? Reagir contra qu? Por que motivo no veio? Quem foi? Qual ser? Quantos vm? Quantas irms tens? VERBO CONCEITO As palavras em destaque no texto abaixo exprimem aes, situando-as no tempo. Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re-ceita de como mat-las. Que misturasse em partes iguais acar, farinha e gesso. A farinha e o acar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas. Assim fiz. Morreram. (Clarice Lispector) Essas palavras so verbos. O verbo tambm pode exprimir: a) Estado: No sou alegre nem sou triste. Sou poeta. b) Mudana de estado: Meu av foi buscar ouro. Mas o ouro virou terra. c) Fenmeno: Chove. O cu dorme. VERBO a palavra varivel que exprime ao, estado, mudana de estado e fenmeno, situando-se no tempo. FLEXES O verbo a classe de palavras que apresenta o maior nmero de fle-xes na lngua portuguesa. Graas a isso, uma forma verbal pode trazer em si diversas informaes. A forma CANTVAMOS, por exemplo, indica: a ao de cantar. a pessoa gramatical que pratica essa ao (ns). o nmero gramatical (plural). o tempo em que tal ao ocorreu (pretrito). o modo como encarada a ao: um fato realmente acontecido no passado (indicativo). que o sujeito pratica a ao (voz ativa). Portanto, o verbo flexiona-se em nmero, pessoa, modo, tempo e voz. 1. NMERO: o verbo admite singular e plural: O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular). Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural). 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as trs pessoas gramaticais: 1 pessoa: aquela que fala. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeo. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NS. Ex.: Ns adorme-cemos. 2 pessoa: aquela que ouve. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VS. Ex.:Vs adormeceis. 3 pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela adormece. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles adormecem. 3. MODO: a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante em relao ao fato que comunica. H trs modos em portugus. a) indicativo: a atitude do falante de certeza diante do fato. A cachorra Baleia corria na frente. b) subjuntivo: a atitude do falante de dvida diante do fato. Talvez a cachorra Baleia corra na frente . c) imperativo: o fato enunciado como uma ordem, um conselho, um pedido Corra na frente, Baleia. 4. TEMPO: a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo, em relao ao momento em que se fala. Os trs tempos bsicos so: a) presente: a ao ocorre no momento em que se fala: Fecho os olhos, agito a cabea. b) pretrito (passado): a ao transcorreu num momento anterior quele em que se fala: Fechei os olhos, agitei a cabea. c) futuro: a ao poder ocorrer aps o momento em que se fala: Fecharei os olhos, agitarei a cabea. O pretrito e o futuro admitem subdivises, o que no ocorre com o presente. Veja o esquema dos tempos simples em portugus: Presente (falo) INDICATIVO Pretrito perfeito ( falei) Imperfeito (falava) Mais- que-perfeito (falara) Futuro do presente (falarei) do pretrito (falaria) Presente (fale) SUBJUNTIVO Pretrito imperfeito (falasse) Futuro (falar) H ainda trs formas que no exprimem exatamente o tempo em que se d o fato expresso. So as formas nominais, que completam o esquema dos tempos simples. Infinitivo impessoal (falar) Pessoal (falar eu, falares tu, etc.) FORMAS NOMINAIS Gerndio (falando) Particpio (falado) 5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser: a) agente do fato expresso. O carroceiro disse um palavro. (sujeito agente) O verbo est na voz ativa. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 25 b) paciente do fato expresso: Um palavro foi dito pelo carroceiro. (sujeito paciente) O verbo est na voz passiva. c) agente e paciente do fato expresso: O carroceiro machucou-se. (sujeito agente e paciente) O verbo est na voz reflexiva. 6. FORMAS RIZOTNICAS E ARRIZOTNICAS: d-se o nome de rizotnica forma verbal cujo acento tnico est no radical. Falo - Estudam. D-se o nome de arrizotnica forma verbal cujo acento tnico est fora do radical. Falamos - Estudarei. 7. CLASSIFICACO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: a) regulares - so aqueles que possuem as desinncias normais de sua conjugao e cuja flexo no provoca alteraes no radical: canto - cantei - cantarei cantava - cantasse. b) irregulares - so aqueles cuja flexo provoca alteraes no radical ou nas desinncias: fao - fiz - farei - fizesse. c) defectivos - so aqueles que no apresentam conjugao completa, como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-nmenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. d) abundantes - so aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, essa caracterstica ocorre no particpio: ma-tado - morto - enxugado - enxuto. e) anmalos - so aqueles que incluem mais de um radical em sua conju-gao. verbo ser: sou - fui verbo ir: vou - ia QUANTO EXISTNCIA OU NO DO SUJEITO 1. Pessoais: so aqueles que se referem a qualquer sujeito implcito ou explcito. Quase todos os verbos so pessoais. O Nino apareceu na porta. 2. Impessoais: so aqueles que no se referem a qualquer sujeito implci-to ou explcito. So utilizados sempre na 3 pessoa. So impessoais: a) verbos que indicam fenmenos meteorolgicos: chover, nevar, ventar, etc. Garoava na madrugada roxa. b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: Houve um espetculo ontem. H alunos na sala. Havia o cu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos claros. c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenmeno meteorolgico. Fazia dois anos que eu estava casado. Faz muito frio nesta regio? O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) O verbo haver impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na 3 pessoa do singular - quando significa: 1) EXISTIR H pessoas que nos querem bem. Criaturas infalveis nunca houve nem haver. Brigavam toa, sem que houvesse motivos srios. Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores. 2) ACONTECER, SUCEDER Houve casos difceis na minha profisso de mdico. No haja desavenas entre vs. Naquele presdio havia frequentes rebelies de presos. 3) DECORRER, FAZER, com referncia ao tempo passado: H meses que no o vejo. Haver nove dias que ele nos visitou. Havia j duas semanas que Marcos no trabalhava. O fato aconteceu h cerca de oito meses. Quando pode ser substitudo por FAZIA, o verbo HAVER concorda no pretrito imperfeito, e no no presente: Havia (e no H) meses que a escola estava fechada. Morvamos ali havia (e no H) dois anos. Ela conseguira emprego havia (e no H) pouco tempo. Havia (e no H) muito tempo que a policia o procurava. 4) REALIZAR-SE Houve festas e jogos. Se no chovesse, teria havido outros espetculos. Todas as noites havia ensaios das escolas de samba. 5) Ser possvel, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e seguido de infinitivo): Em pontos de cincia no h transigir. No h cont-lo, ento, no mpeto. No havia descrer na sinceridade de ambos. Mas olha, Tomsia, que no h fiar nestas afeiezinhas. E no houve convenc-lo do contrrio. No havia por que ficar ali a recriminar-se. Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locuo adverbial de h muito (= desde muito tempo, h muito tempo): De h muito que esta rvore no d frutos. De h muito no o vejo. O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locuo, os quais, por isso, permanecem invariveis na 3 pessoa do singular: Vai haver eleies em outubro. Comeou a haver reclamaes. No pode haver umas sem as outras. Parecia haver mais curiosos do que interessados. Mas haveria outros defeitos, devia haver outros. A expresso correta HAJA VISTA, e no HAJA VISTO. Pode ser construda de trs modos: Hajam vista os livros desse autor. Haja vista os livros desse autor. Haja vista aos livros desse autor. CONVERSO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase. Exemplo: Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa) A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva) Observe que o objeto direto ser o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passar a agente da passiva e o verbo assumir a forma passiva, conser-vando o mesmo tempo. Outros exemplos: Os calores intensos provocam as chuvas. As chuvas so provocadas pelos calores intensos. Eu o acompanharei. Ele ser acompanhado por mim. Todos te louvariam. Serias louvado por todos. Prejudicaram-me. Fui prejudicado. Condenar-te-iam. Serias condenado. EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS a) Presente Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: - um fato que ocorre no momento em que se fala. Eles estudam silenciosamente. Eles esto estudando silenciosamente. - uma ao habitual. Corra todas as manhs. - uma verdade universal (ou tida como tal): O homem mortal. A mulher ama ou odeia, no h outra alternativa. - fatos j passados. Usa-se o presente em lugar do pretrito para dar maior realce narrativa. Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Esprito das Leis". o chamado presente histrico ou narrativo. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 26 - fatos futuros no muito distantes, ou mesmo incertos: Amanh vou escola. Qualquer dia eu te telefono. b) Pretrito Imperfeito Emprega-se o pretrito imperfeito do indicativo para designar: - um fato passado contnuo, habitual, permanente: Ele andava toa. Ns vendamos sempre fiado. - um fato passado, mas de incerta localizao no tempo. o que ocorre por exemplo, no inicio das fbulas, lendas, histrias infantis. Era uma vez... - um fato presente em relao a outro fato passado. Eu lia quando ele chegou. c) Pretrito Perfeito Emprega-se o pretrito perfeito do indicativo para referir um fato j ocorrido, concludo. Estudei a noite inteira. Usa-se a forma composta para indicar uma ao que se prolonga at o momento presente. Tenho estudado todas as noites. d) Pretrito mais-que-perfeito Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ao passada em relao a outro fato passado (ou seja, o passado do passado): A bola j ultrapassara a linha quando o jogador a alcanou. e) Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato futuro em relao ao momento em que se fala. Irei escola. f) Futuro do Pretrito Emprega-se o futuro do pretrito do indicativo para assinalar: - um fato futuro, em relao a outro fato passado. - Eu jogaria se no tivesse chovido. - um fato futuro, mas duvidoso, incerto. - Seria realmente agradvel ter de sair? Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretrito indica polidez e s vezes, ironia. - Daria para fazer silncio?! Modo Subjuntivo a) Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: - um fato presente, mas duvidoso, incerto. Talvez eles estudem... no sei. - um desejo, uma vontade: Que eles estudem, este o desejo dos pais e dos professores. b) Pretrito Imperfeito Emprega-se o pretrito imperfeito do subjuntivo para indicar uma hiptese, uma condio. Se eu estudasse, a histria seria outra. Ns combinamos que se chovesse no haveria jogo. e) Pretrito Perfeito Emprega-se o pretrito perfeito composto do subjuntivo para apontar um fato passado, mas incerto, hipottico, duvidoso (que so, afinal, as caractersticas do modo subjuntivo). Que tenha estudado bastante o que espero. d) Pretrito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretrito mais-que-perfeito do subjuntivo para indicar um fato passado em relao a outro fato passado, sempre de acordo com as regras tpicas do modo subjuntivo: Se no tivssemos sado da sala, teramos terminado a prova tranqui-lamente. e) Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro j conclu-do em relao a outro fato futuro. Quando eu voltar, saberei o que fazer. VERBOS IRREGULARES DAR Presente do indicativo dou, ds, d, damos, dais, do Pretrito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram Pretrito mais-que-perfeito dera, deras, dera, dramos, dreis, deram Presente do subjuntivo d, ds, d, demos, deis, dem Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, dssemos, dsseis, dessem Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem MOBILIAR Presente do indicativo mobilio, moblias, moblia, mobiliamos, mobiliais, mobiliam Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, moblie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem Imperativo moblia, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem AGUAR Presente do indicativo guo, guas, gua, aguamos, aguais, guam Pretrito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Presente do subjuntivo gue, agues, ague, aguemos, agueis, guem MAGOAR Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam Pretrito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-ram Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem Conjugam-se como magoar, abenoar, abotoar, caoar, voar e perdoar APIEDAR-SE Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-vos, apiadam-se Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-vos, apiedem-se Nas formas rizotnicas, o E do radical substitudo por A MOSCAR Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-quem Nas formas rizotnicas, o O do radical substitudo por U RESFOLEGAR Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais, resfolgam Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis, resfolguem Nas formas rizotnicas, o E do radical desaparece NOMEAR Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam Pretrito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomevamos, nomeveis, nomeavam Pretrito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-ram Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear COPIAR Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam Pretrito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram Pretrito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiramos, copi-reis, copiaram Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem ODIAR Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Pretrito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odivamos, odiveis, odiavam Pretrito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Pretrito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiramos, odireis, odiaram Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar CABER Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem Pretrito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Pretrito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubramos, coubreis, couberam Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubssemos, coubsseis, coubessem Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem O verbo CABER no se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo CRER Presente do indicativo creio, crs, cr, cremos, credes, crem Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Imperativo afirmativo cr, creia, creiamos, crede, creiam Conjugam-se como crer, ler e descrer APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 27 DIZER Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem Pretrito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Pretrito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, dissramos, dissreis, disseram Futuro do presente direi, dirs, dir, diremos, direis, diro Futuro do pretrito diria, dirias, diria, diramos, direis, diriam Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretrito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, dissssemos, disssseis, dissesse Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem Particpio dito Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer FAZER Presente do indicativo fao, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Pretrito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Pretrito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizramos, fizreis, fizeram Futuro do presente farei, fars, far, faremos, fareis, faro Futuro do pretrito faria, farias, faria, faramos, fareis, fariam Imperativo afirmativo faze, faa, faamos, fazei, faam Presente do subjuntivo faa, faas, faa, faamos, faais, faam Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizssemos, fizsseis, fizessem Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer PERDER Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam PODER Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretrito Imperfeito podia, podias, podia, podamos, podeis, podiam Pretrito perfeito pude, pudeste, pde, pudemos, pudestes, puderam Pretrito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudramos, pudreis, puderam Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Pretrito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudssemos, pudsseis, pudessem Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Gerndio podendo Particpio podido O verbo PODER no se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo PROVER Presente do indicativo provejo, provs, prov, provemos, provedes, provem Pretrito imperfeito provia, provias, provia, provamos, proveis, proviam Pretrito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram Pretrito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provramos, prov-reis, proveram Futuro do presente proverei, provers, prover, proveremos, provereis, provero Futuro do pretrito proveria, proverias, proveria, proveramos, provereis, prove-riam Imperativo prov, proveja, provejamos, provede, provejam Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam Pretrito imperfeito provesse, provesses, provesse, provssemos, provsseis, provessem Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Gerndio provendo Particpio provido QUERER Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem Pretrito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Pretrito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quisramos, quis-reis, quiseram Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram Pretrito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quisssemos quissseis, quisessem Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem REQUERER Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem Pretrito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste, requereram Pretrito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos, requerereis, requereram Futuro do presente requererei, requerers requerer, requereremos, requerereis, requerero Futuro do pretrito requereria, requererias, requereria, requereramos, requere-reis, requereriam Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram Pretrito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerssemos, requersseis, requeressem, Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requerem Gerndio requerendo Particpio requerido O verbo REQUERER no se conjuga como querer. REAVER Presente do indicativo reavemos, reaveis Pretrito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-ram Pretrito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvramos, reouvreis, reouveram Pretrito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvssemos, reou-vsseis, reouvessem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas s nas formas em que esse apresen-ta a letra v SABER Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem Pretrito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Pretrito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubramos, soubreis, souberam Pretrito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabamos, sabeis, sabiam Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubssemos, soubsseis, soubessem Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem VALER Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham TRAZER Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem Pretrito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazamos, trazeis, traziam Pretrito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Pretrito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxramos, trouxreis, trouxeram Futuro do presente trarei, trars, trar, traremos, trareis, traro Futuro do pretrito traria, trarias, traria, traramos, trareis, trariam Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Pretrito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxssemos, trouxsseis, trouxessem Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-rem Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Gerndio trazendo Particpio trazido VER Presente do indicativo vejo, vs, v, vemos, vedes, vem Pretrito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Pretrito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Imperativo afirmativo v, veja, vejamos, vede vs, vejam vocs Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Pretrito imperfeito visse, visses, visse, vssemos, vsseis, vissem Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Particpio visto ABOLIR Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Pretrito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolamos, aboleis, aboliam Pretrito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Pretrito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolramos, abolreis, aboliram Futuro do presente abolirei, abolirs, abolir, aboliremos, abolireis, aboliro Futuro do pretrito aboliria, abolirias, aboliria, aboliramos, abolireis, aboliriam Presente do subjuntivo no h APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 28 Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolssemos, abolsseis, abolissem Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Imperativo afirmativo abole, aboli Imperativo negativo no h Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Infinitivo impessoal abolir Gerndio abolindo Particpio abolido O verbo ABOLIR conjugado s nas formas em que depois do L do radical h E ou I. AGREDIR Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Nas formas rizotnicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substitudo por I. COBRIR Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Particpio coberto Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir FALIR Presente do indicativo falimos, falis Pretrito imperfeito falia, falias, falia, falamos, faleis, faliam Pretrito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falramos, falireis, faliram Pretrito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram Futuro do presente falirei, falirs, falir, faliremos, falireis, faliro Futuro do pretrito faliria, falirias, faliria, faliramos, falireis, faliriam Presente do subjuntivo no h Pretrito imperfeito falisse, falisses, falisse, falssemos, falsseis, falissem Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo fali (vs) Imperativo negativo no h Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Gerndio falindo Particpio falido FERIR Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. MENTIR Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. FUGIR Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam IR Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vo Pretrito imperfeito ia, ias, ia, amos, eis, iam Pretrito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Pretrito mais-que-perfeito fora, foras, fora, framos, freis, foram Futuro do presente irei, irs, ir, iremos, ireis, iro Futuro do pretrito iria, irias, iria, iramos, ireis, iriam Imperativo afirmativo vai, v, vamos, ide, vo Imperativo negativo no vo, no v, no vamos, no vades, no vo Presente do subjuntivo v, vs, v, vamos, vades, vo Pretrito imperfeito fosse, fosses, fosse, fssemos, fsseis, fossem Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem Gerndio indo Particpio ido OUVIR Presente do indicativo ouo, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem Presente do subjuntivo oua, ouas, oua, ouamos, ouais, ouam Imperativo ouve, oua, ouamos, ouvi, ouam Particpio ouvido PEDIR Presente do indicativo peo, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem Pretrito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram Presente do subjuntivo pea, peas, pea, peamos, peais, peam Imperativo pede, pea, peamos, pedi, peam Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir POLIR Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam REMIR Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam RIR Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem Pretrito imperfeito ria, rias, ria, riamos, reis, riam Pretrito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram Pretrito mais-que-perfeito rira, riras, rira, rramos, rireis, riram Futuro do presente rirei, rirs, rir, riremos, rireis, riro Futuro do pretrito riria, ririas, riria, riramos, rireis, ririam Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam Pretrito imperfeito risse, risses, risse, rssemos, rsseis, rissem Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Gerndio rindo Particpio rido Conjuga-se como rir: sorrir VIR Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vm Pretrito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vnhamos, vnheis, vinham Pretrito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Pretrito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viramos, vireis, vieram Futuro do presente virei, virs, vir, viremos, vireis, viro Futuro do pretrito viria, virias, viria, viramos, vireis, viriam Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham Pretrito imperfeito viesse, viesses, viesse, vissemos, visseis, viessem Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Gerndio vindo Particpio vindo Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir SUMIR Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir ADVRBIO Advrbio a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o prprio ad-vrbio, exprimindo uma circunstncia. Os advrbios dividem-se em: 1) LUGAR: aqui, c, l, acol, ali, a, aqum, alm, algures, alhures, nenhures, atrs, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan-te, atravs, defronte, aonde, etc. 2) TEMPO: hoje, amanh, depois, antes, agora, anteontem, sempre, nunca, j, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, ento, amide, breve, brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. 3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. 4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, to, bastante, dema-siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quo, tanto, bem, mal, quase, apenas, etc. 5) AFIRMAO: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc. 6) NEGAO: no. 7) DVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, qui, decerto, provavelmente, etc. H Muitas Locues Adverbiais 1) DE LUGAR: esquerda, direita, tona, distncia, frente, entra-da, sada, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 29 2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, tarde, noite, s ave-marias, ao entardecer, de manh, de noite, por ora, por fim, de repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. 3) MODO: vontade, toa, ao lu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferncia, em ge-ral, a cada passo, s avessas, ao invs, s claras, a pique, a olhos vis-tos, de propsito, de sbito, por um triz, etc. 4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a p, a cavalo, a martelo, a mqui-na, a tinta, a paulada, a mo, a facadas, a picareta, etc. 5) AFIRMAO: na verdade, de fato, de certo, etc. 6) NEGAAO: de modo algum, de modo nenhum, em hiptese alguma, etc. 7) DVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. Advrbios Interrogativos Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? Palavras Denotativas Certas palavras, por no se poderem enquadrar entre os advrbios, te-ro classificao parte. So palavras que denotam excluso, incluso, situao, designao, realce, retificao, afetividade, etc. 1) DE EXCLUSO - s, salvo, apenas, seno, etc. 2) DE INCLUSO - tambm, at, mesmo, inclusive, etc. 3) DE SITUAO - mas, ento, agora, afinal, etc. 4) DE DESIGNAO - eis. 5) DE RETIFICAO - alis, isto , ou melhor, ou antes, etc. 6) DE REALCE - c, l, s, que, ainda, mas, etc. Voc l sabe o que est dizendo, homem... Mas que olhos lindos! Veja s que maravilha! NUMERAL Numeral a palavra que indica quantidade, ordem, mltiplo ou frao. O numeral classifica-se em: - cardinal - quando indica quantidade. - ordinal - quando indica ordem. - multiplicativo - quando indica multiplicao. - fracionrio - quando indica fracionamento. Exemplos: Silvia comprou dois livros. Antnio marcou o primeiro gol. Na semana seguinte, o anel custar o dobro do preo. O galinheiro ocupava um quarto da quintal. QUADRO BSICO DOS NUMERAIS Algarismos Numerais Roma-nos Arbi-cos Cardinais Ordinais Multiplica-tivos Fracionrios I 1 um primeiro simples - II 2 dois segundo duplo dobro meio III 3 trs terceiro trplice tero IV 4 quatro quarto qudruplo quarto V 5 cinco quinto quntuplo quinto VI 6 seis sexto sxtuplo sexto VII 7 sete stimo stuplo stimo VIII 8 oito oitavo ctuplo oitavo IX 9 nove nono nnuplo nono X 10 dez dcimo dcuplo dcimo XI 11 onze dcimo primeiro onze avos XII 12 doze dcimo segundo doze avos XIII 13 treze dcimo terceiro treze avos XIV 14 quatorze dcimo quarto quatorze avos XV 15 quinze dcimo quinto quinze avos XVI 16 dezesseis dcimo sexto dezesseis avos XVII 17 dezessete dcimo stimo dezessete avos XVIII 18 dezoito dcimo oitavo dezoito avos XIX 19 dezenove dcimo nono dezenove avos XX 20 vinte vigsimo vinte avos XXX 30 trinta trigsimo trinta avos XL 40 quarenta quadrag-simo quarenta avos L 50 cinquenta quinquag-simo cinquenta avos LX 60 sessenta sexagsimo sessenta avos LXX 70 setenta septuagsi-mo setenta avos LXXX 80 oitenta octogsimo oitenta avos XC 90 noventa nonagsimo noventa avos C 100 cem centsimo centsimo CC 200 duzentos ducentsimo ducentsimo CCC 300 trezentos trecentsimo trecentsimo CD 400 quatrocen-tos quadringen-tsimo quadringen-tsimo D 500 quinhen-tos quingent-simo quingent-simo DC 600 seiscentos sexcentsi-mo sexcentsi-mo DCC 700 setecen-tos septingent-simo septingent-simo DCCC 800 oitocentos octingent-simo octingent-simo CM 900 novecen-tos nongentsi-mo nongentsi-mo M 1000 mil milsimo milsimo Emprego do Numeral Na sucesso de papas, reis, prncipes, anos, sculos, captulos, etc. empregam-se de 1 a 10 os ordinais. Joo Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro) Luis X (dcimo) ano I (primeiro) Pio lX (nono) sculo lV (quarto) De 11 em diante, empregam-se os cardinais: Leo Xlll (treze) ano Xl (onze) Pio Xll (doze) sculo XVI (dezesseis) Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte) Se o numeral aparece antes, lido como ordinal. XX Salo do Automvel (vigsimo) VI Festival da Cano (sexto) lV Bienal do Livro (quarta) XVI captulo da telenovela (dcimo sexto) Quando se trata do primeiro dia do ms, deve-se dar preferncia ao emprego do ordinal. Hoje primeiro de setembro No aconselhvel iniciar perodo com algarismos 16 anos tinha Patrcia = Dezesseis anos tinha Patrcia A ttulo de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi-nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigsima primeira casa), pgina trinta e dois (= a trigsima segunda pgina). Os cardinais um e dois no variam nesse caso porque est subentendida a palavra nmero. Casa nmero vinte e um, pgina nmero trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever tambm: a folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 30 ARTIGO Artigo uma palavra que antepomos aos substantivos para determin-los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gnero e o nmero. Dividem-se em definidos: O, A, OS, AS indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. Viajei com o mdico. (Um mdico referido, conhecido, determinado). Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, geral. Viajei com um mdico. (Um mdico no referido, desconhecido, inde-terminado). lsoladamente, os artigos so palavras de todo vazias de sentido. CONJUNO Conjuno a palavra que une duas ou mais oraes. Conjunes Coordenativas 1) ADITIVAS: e, nem, tambm, mas, tambm, etc. 2) ADVERSATIVAS: mas, porm, contudo, todavia, entretanto, seno, no entanto, etc. 3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, j... j, quer, quer, etc. 4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequncia. 5) EXPLICATIVAS: isto , por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. Conjunes Subordinativas 1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. 2) CAUSAIS: porque, j que, visto que, que, pois, porquanto, etc. 3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. 4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. 5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, etc. 6) INTEGRANTES: que, se, etc. 7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. 8) CONSECUTIVAS: tal... qual, to... que, tamanho... que, de sorte que, de forma que, de modo que, etc. 9) PROPORCIONAIS: proporo que, medida que, quanto... tanto mais, etc. 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc. VALOR LGICO E SINTTICO DAS CONJUNES Examinemos estes exemplos: 1) Tristeza e alegria no moram juntas. 2) Os livros ensinam e divertem. 3) Samos de casa quando amanhecia. No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma orao: uma conjuno. No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO esto ligando oraes: so tambm conjunes. Conjuno uma palavra invarivel que liga oraes ou palavras da mesma orao. No 2 exemplo, a conjuno liga as oraes sem fazer que uma dependa da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a conjuno E coordenativa. No 3 exemplo, a conjuno liga duas oraes que se completam uma outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjuno QUANDO subordinativa. As conjunes, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas. CONJUNES COORDENATIVAS As conjunes coordenativas podem ser: 1) Aditivas, que do ideia de adio, acrescentamento: e, nem, mas tambm, mas ainda, seno tambm, como tambm, bem como. O agricultor colheu o trigo e o vendeu. No aprovo nem permitirei essas coisas. Os livros no s instruem mas tambm divertem. As abelhas no apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam as flores. 2) Adversativas, que exprimem oposio, contraste, ressalva, com-pensao: mas, porm, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao passo que, antes (= pelo contrrio), no entanto, no obstante, ape-sar disso, em todo caso. Querem ter dinheiro, mas no trabalham. Ela no era bonita, contudo cativava pela simpatia. No vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce. A culpa no a atribuo a vs, seno a ele. O professor no probe, antes estimula as perguntas em aula. O exrcito do rei parecia invencvel, no obstante, foi derrotado. Voc j sabe bastante, porm deve estudar mais. Eu sou pobre, ao passo que ele rico. Hoje no atendo, em todo caso, entre. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternncia ou, ou ... ou, ora ... ora, j ... j, quer ... quer, etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos. Ou voc estuda ou arruma um emprego. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando. "J chora, j se ri, j se enfurece." (Lus de Cames) 4) Conclusivas, que iniciam uma concluso: logo, portanto, por con-seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso. As rvores balanam, logo est ventando. Voc o proprietrio do carro, portanto o responsvel. O mal irremedivel; deves, pois, conformar-te. 5) Explicativas, que precedem uma explicao, um motivo: que, por-que, porquanto, pois (anteposto ao verbo). No solte bales, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem causar incndios. Choveu durante a noite, porque as ruas esto molhadas. Observao: A conjuno A pode apresentar-se com sentido adversa-tivo: Sofrem duras privaes a [= mas] no se queixam. "Quis dizer mais alguma coisa a no pde." (Jorge Amado) Conjunes subordinativas As conjunes subordinativas ligam duas oraes, subordinando uma outra. Com exceo das integrantes, essas conjunes iniciam oraes que traduzem circunstncias (causa, comparao, concesso, condio ou hiptese, conformidade, consequncia, finalidade, proporo, tempo). Abrangem as seguintes classes: 1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, j que, uma vez que, desde que. O tambor soa porque oco. (porque oco: causa; o tambor soa: efeito). Como estivesse de luto, no nos recebeu. Desde que impossvel, no insistirei. 2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (to ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que (= como). Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. O exrcito avanava pela plancie qual uma serpente imensa. "Os ces, tal qual os homens, podem participar das trs categorias." (Paulo Mendes Campos) "Sou o mesmo que um cisco em minha prpria casa." (Antnio Olavo Pereira) "E pia tal a qual a caa procurada." (Amadeu de Queirs) "Por que ficou me olhando assim feito boba?" (Carlos Drummond de Andrade) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 31 Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. Os governantes realizam menos do que prometem. 3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (= embora no). Clia vestia-se bem, embora fosse pobre. A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. Beba, nem que seja um pouco. Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Em que pese autoridade deste cientista, no podemos aceitar suas afirmaes. No sei dirigir, e, dado que soubesse, no dirigiria de noite. 4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se no), a no ser que, a menos que, dado que. Ficaremos sentidos, se voc no vier. Comprarei o quadro, desde que no seja caro. No sairs daqui sem que antes me confesses tudo. "Eleutrio decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos que os mosquitos se opusessem." (Ferreira de Castro) 5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas no so como (ou conforme) dizem. "Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." (Machado de Assis) 6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, to, tanto, tamanho, s vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que, sem que, que (no). Minha mo tremia tanto que mal podia escrever. Falou com uma calma que todos ficaram atnitos. Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) no sa. No podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. No podem ver um brinquedo que no o queiram comprar. 7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). Afastou-se depressa para que no o vssemos. Falei-lhe com bons termos, a fim de que no se ofendesse. Fiz-lhe sinal que se calasse. 8) Proporcionais: proporo que, medida que, ao passo que, quanto mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. medida que se vive, mais se aprende. proporo que subamos, o ar ia ficando mais leve. Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vo tendo. Os soldados respondiam, medida que eram chamados. Observao: So incorretas as locues proporcionais medida em que, na medida que e na medida em que. A forma correta medida que: " medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." (Maria Jos de Queirs) 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, at que, agora que, etc. Venha quando voc quiser. No fale enquanto come. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra. Desde que o mundo existe, sempre houve guerras. Agora que o tempo esquentou, podemos ir praia. "Ningum o arredava dali, at que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-cnti) 10) Integrantes: que, se. Sabemos que a vida breve. Veja se falta alguma coisa. Observao: Em frases como Sairs sem que te vejam, Morreu sem que ningum o chorasse, consideramos sem que conjuno subordinativa modal. A NGB, porm, no consigna esta espcie de conjuno. Locues conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que, por mais que, ainda quando, medida que, logo que, a rim de que, etc. Muitas conjunes no tm classificao nica, imutvel, devendo, por-tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-to. Assim, a conjuno que pode ser: 1) Aditiva (= e): Esfrega que esfrega, mas a ndoa no sai. A ns que no a eles, compete faz-lo. 2) Explicativa (= pois, porque): Apressemo-nos, que chove. 3) Integrante: Diga-lhe que no irei. 4) Consecutiva: Tanto se esforou que conseguiu vencer. No vo a uma festa que no voltem cansados. Onde estavas, que no te vi? 5) Comparativa (= do que, como): A luz mais veloz que o som. Ficou vermelho que nem brasa. 6) Concessiva (= embora, ainda que): Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo. Beba, um pouco que seja. 7) Temporal (= depois que, logo que): Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel. 8) Final (= pare que): Vendo-me janela, fez sinal que descesse. 9) Causal (= porque, visto que): "Velho que sou, apenas conheo as flores do meu tempo." (Vivaldo Coaraci) A locuo conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase: 1) Concessiva: Ns lhe dvamos roupa a comida, sem que ele pe-disse. (sem que = embora no) 2) Condicional: Ningum ser bom cientista, sem que estude muito. (sem que = se no,caso no) 3) Consecutiva: No vo a uma festa sem que voltem cansados. (sem que = que no) 4) Modal: Sairs sem que te vejam. (sem que = de modo que no) Conjuno a palavra que une duas ou mais oraes. PREPOSIO Preposies so palavras que estabelecem um vnculo entre dois ter-mos de uma orao. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o segundo, um subordinado ou consequente. Exemplos: Chegaram a Porto Alegre. Discorda de voc. Fui at a esquina. Casa de Paulo. Preposies Essenciais e Acidentais As preposies essenciais so: A, ANTE, APS, AT, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e ATRS. Certas palavras ora aparecem como preposies, ora pertencem a ou-tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposies acidentais: afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, no obstante, salvo, segundo, seno, tirante, visto, etc. INTERJEIO Interjeio a palavra que comunica emoo. As interjeies podem ser: - alegria: ahl oh! oba! eh! - animao: coragem! avante! eia! - admirao: puxa! ih! oh! nossa! APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 32 - aplauso: bravo! viva! bis! - desejo: tomara! oxal! - dor: a! ui! - silncio: psiu! silncio! - suspenso: alto! basta! LOCUO INTERJETIVA a conjunto de palavras que tm o mesmo valor de uma interjeio. Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! 8. SINTAXE DA ORAO E DO PERODO FRASE Frase um conjunto de palavras que tm sentido completo. O tempo est nublado. Socorro! Que calor! ORAO Orao a frase que apresenta verbo ou locuo verbal. A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas esto chegando. PERODO Perodo a frase estruturada em orao ou oraes. O perodo pode ser: simples - aquele constitudo por uma s orao (orao absoluta). Fui livraria ontem. composto - quando constitudo por mais de uma orao. Fui livraria ontem e comprei um livro. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAO So dois os termos essenciais da orao: SUJEITO Sujeito o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. Os bandeirantes capturavam os ndios. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser: - simples: quando tem um s ncleo As rosas tm espinhos. (sujeito: as rosas; ncleo: rosas) - composto: quando tem mais de um ncleo O burro e o cavalo saram em disparada. (suj: o burro e o cavalo; ncleo burro, cavalo) - oculto: ou elptico ou implcito na desinncia verbal Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) - indeterminado: quando no se indica o agente da ao verbal Come-se bem naquele restaurante. - Inexistente: quando a orao no tem sujeito Choveu ontem. H plantas venenosas. PREDICADO Predicado o termo da orao que declara alguma coisa do sujeito. O predicado classifica-se em: 1. Nominal: aquele que se constitui de verbo de ligao mais predicativo do sujeito. Nosso colega est doente. Principais verbos de ligao: SER, ESTAR, PARECER, PERMANECER, etc. Predicativo do sujeito o termo que ajuda o verbo de ligao a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Nosso colega est doente. A moa permaneceu sentada. 2. Predicado verbal aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo. O avio sobrevoou a praia. Verbo intransitivo aquele que no necessita de complemento. O sabi voou alto. Verbo transitivo aquele que necessita de complemento. Transitivo direto: o verbo que necessita de complemento sem auxlio de proposio. Minha equipe venceu a partida. Transitivo indireto: o verbo que necessita de complemento com auxlio de preposio. Ele precisa de um esparadrapo. Transitivo direto e indireto (bitransitivo) o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxlio de preposio e de complemento com auxilio de preposio. Damos uma simples colaborao a vocs. 3. Predicado verbo nominal: aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Os rapazes voltaram vitoriosos. Predicativo do sujeito: o termo que, no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Ele morreu rico. Predicativo do objeto o termo que, que no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Elegemos o nosso candidato vereador. TERMOS INTEGRANTES DA ORAO Chama-se termos integrantes da orao os que completam a significao transitiva dos verbos e dos nomes. So indispensveis compreenso do enunciado. 1. OBJETO DIRETO Objeto direto o termo da orao que completa o sentido do verbo transitivo direto. Ex.: Mame comprou PEIXE. 2. OBJETO INDIRETO Objeto indireto o termo da orao que completa o sentido do verbo transitivo indireto. As crianas precisam de CARINHO. 3. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal o termo da orao que completa o sentido de um nome com auxlio de preposio. Esse nome pode ser representado por um substantivo, por um adjetivo ou por um advrbio. Toda criana tem amor aos pais. - AMOR (substantivo) O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo) Ns agamos favoravelmente s discusses. - FAVORAVELMENTE (advrbio). 4. AGENTE DA PASSIVA Agente da passiva o termo da orao que pratica a ao do verbo na voz passiva. A me amada PELO FILHO. O cantor foi aplaudido PELA MULTIDO. Os melhores alunos foram premiados PELA DIREO. TERMOS ACESSRIOS DA ORAO TERMOS ACESSRIOS so os que desempenham na orao uma funo secundria, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstncia. So termos acessrios da orao: 1. ADJUNTO ADNOMINAL Adjunto adnominal o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: pelos adjetivos: gua fresca, pelos artigos: o mundo, as ruas pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas pelos numerais: trs garotos; sexto ano pelas locues adjetivas: casa do rei; homem sem escrpulos 2. ADJUNTO ADVERBIAL Adjunto adverbial o termo que exprime uma circunstncia (de tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advrbio. Cheguei cedo. Jos reside em So Paulo. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 33 3. APOSTO Aposto uma palavra ou expresso que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da orao. Dr. Joo, cirurgio-dentista, Rapaz impulsivo, Mrio no se conteve. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 4. VOCATIVO Vocativo o termo (nome, ttulo, apelido) usado para chamar ou interpelar algum ou alguma coisa. Tem compaixo de ns, Cristo. Professor, o sinal tocou. Rapazes, a prova na prxima semana. PERODO COMPOSTO - PERODO SIMPLES No perodo simples h apenas uma orao, a qual se diz absoluta. Fui ao cinema. O pssaro voou. PERODO COMPOSTO No perodo composto h mais de uma orao. (No sabem) (que nos calores do vero a terra dorme) (e os homens folgam.) Perodo composto por coordenao Apresenta oraes independentes. (Fui cidade), (comprei alguns remdios) (e voltei cedo.) Perodo composto por subordinao Apresenta oraes dependentes. ( bom) (que voc estude.) Perodo composto por coordenao e subordinao Apresenta tanto oraes dependentes como independentes. Este perodo tambm conhecido como misto. (Ele disse) (que viria logo,) (mas no pde.) ORAO COORDENADA Orao coordenada aquela que independente. As oraes coordenadas podem ser: - Sindtica: Aquela que independente e introduzida por uma conjuno coordenativa. Viajo amanh, mas volto logo. - Assindtica: Aquela que independente e aparece separada por uma vrgula ou ponto e vrgula. Chegou, olhou, partiu. A orao coordenada sindtica pode ser: 1. ADITIVA: Expressa adio, sequncia de pensamento. (e, nem = e no), mas, tambm: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. A doena vem a cavalo E VOLTA A P. 2. ADVERSATIVA: Ligam oraes, dando-lhes uma ideia de compensao ou de contraste (mas, porm, contudo, todavia, entretanto, seno, no entanto, etc). A espada vence MAS NO CONVENCE. O tambor faz um grande barulho, MAS VAZIO POR DENTRO. Apressou-se, CONTUDO NO CHEGOU A TEMPO. 3. ALTERNATIVAS: Ligam palavras ou oraes de sentido separado, uma excluindo a outra (ou, ou...ou, j...j, ora...ora, quer...quer, etc). Mudou o natal OU MUDEI EU? OU SE CALA A LUVA e no se pe o anel, OU SE PE O ANEL e no se cala a luva! (C. Meireles) 4. CONCLUSIVAS: Ligam uma orao a outra que exprime concluso (LOGO, POIS, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE, etc). Ele est mal de notas; LOGO, SER REPROVADO. Vives mentindo; LOGO, NO MERECES F. 5. EXPLICATIVAS: Ligam a uma orao, geralmente com o verbo no imperativo, outro que a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.) Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. No mintas, PORQUE PIOR. Anda depressa, QUE A PROVA S 8 HORAS. ORAO INTERCALADA OU INTERFERENTE aquela que vem entre os termos de uma outra orao. O ru, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido. A orao intercalada ou interferente aparece com os verbos: CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc. ORAO PRINCIPAL Orao principal a mais importante do perodo e no introduzida por um conectivo. ELES DISSERAM que voltaro logo. ELE AFIRMOU que no vir. PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma) ORAO SUBORDINADA Orao subordinada a orao dependente que normalmente introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a orao principal nem sempre a primeira do perodo. Quando ele voltar, eu saio de frias. Orao principal: EU SAIO DE FRIAS Orao subordinada: QUANDO ELE VOLTAR ORAO SUBORDINADA SUBSTANTIVA Orao subordinada substantiva aquela que tem o valor e a funo de um substantivo. Por terem as funes do substantivo, as oraes subordinadas substantivas classificam-se em: 1) SUBJETIVA (sujeito) Convm que voc estude mais. Importa que saibas isso bem. . necessrio que voc colabore. (SUA COLABORAO) necessria. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. Pergunto QUEM EST AI. 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Tudo depender DE QUE SEJAS CONSTANTE. Daremos o prmio A QUEM O MERECER. 4) COMPLETIVA NOMINAL Complemento nominal. Ser grato A QUEM TE ENSINA. Sou favorvel A QUE O PRENDAM. 5) PREDICATIVA (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperana era QUE ELE DESISTISSE. No sou QUEM VOC PENSA. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 34 6) APOSITIVAS (servem de aposto) S desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) S lhe peo isto: HONRE O NOSSO NOME. 7) AGENTE DA PASSIVA O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS Orao subordinada adjetiva aquela que tem o valor e a funo de um adjetivo. H dois tipos de oraes subordinadas adjetivas: 1) EXPLICATIVAS: Explicam ou esclarecem, maneira de aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe inerente ou acrescentando-lhe uma informao. Deus, QUE NOSSO PAI, nos salvar. Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na misria. 2) RESTRITIVAS: Restringem ou limitam a significao do termo antecedente, sendo indispensveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA no cria limo. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, no est mais aqui. ORAES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Orao subordinada adverbial aquela que tem o valor e a funo de um advrbio. As oraes subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razo: Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. O tambor soa PORQUE OCO. 2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma comparao. O som menos veloz QUE A LUZ. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE, no me ouviram. Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, so ouvidos com agrado. CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major no faltava. 4) CONDICIONAIS: exprimem condio, hiptese: SE O CONHECESSES, no o condenarias. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. 6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequncia, um resultado: A fumaa era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. Bebia QUE ERA UMA LSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PLO! 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior ser o tombo. 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na orao principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam. 10) MODAIS: exprimem modo, maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Aqui vivers em paz, SEM QUE NINGUM TE INCOMODE. ORAES REDUZIDAS Orao reduzida aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerndio, infinitivo e particpio. Exemplos: Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. Dizem TER ESTADO L = Dizem QUE ESTIVERAM L. FAZENDO ASSIM, conseguirs = SE FIZERES ASSIM, conseguirs. bom FICARMOS ATENTOS. = bom QUE FIQUEMOS ATENTOS. AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO, entristeceu-se. interesse ESTUDARES MAIS.= interessante QUE ESTUDES MAIS. SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-me. 10. CONCORDNCIA NOMINAL E VERBAL CONCORDNCIA NOMINAL E VERBAL Concordncia o processo sinttico no qual uma palavra determinante se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexes. Principais Casos de Concordncia Nominal 1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em gnero e nmero com o substantivo. As primeiras alunas da classe foram passear no zoolgico. 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gnero e nmero vo normalmente para o plural. Pai e filho estudiosos ganharam o prmio. 3) O adjetivo ligado a substantivos de gneros e nmero diferentes vai para o masculino plural. Alunos e alunas estudiosos ganharam vrios prmios. 4) O adjetivo posposto concorda em gnero com o substantivo mais prximo: Trouxe livros e revista especializada. 5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais prxi-mo. Dedico esta msica querida tia e sobrinhos. 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o sujeito. Meus amigos esto atrapalhados. 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica-tivo no gnero da pessoa a quem se refere. Sua excelncia, o Governador, foi compreensivo. 8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo vo para o singular ou para o plural. J estudei o primeiro e o segundo livro (livros). 9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier precedido de artigo e o segundo no vo para o plural. J estudei o primeiro e segundo livros. 10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. J li os captulos primeiro e segundo do novo livro. 11) As palavras: MESMO, PRPRIO e S concordam com o nome a que se referem. Ela mesma veio at aqui. Eles chegaram ss. Eles prprios escreveram. 12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. Muito obrigado. (masculino singular) Muito obrigada. (feminino singular). 13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando adjetivo e fica invarivel quando advrbio. Quero meio quilo de caf. Minha me est meio exausta. meio-dia e meia. (hora) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 35 14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan-tivo a que se referem. Trouxe anexas as fotografias que voc me pediu. A expresso em anexo invarivel. Trouxe em anexo estas fotos. 15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu-em advrbios em MENTE, permanecem invariveis. Vocs falaram alto demais. O combustvel custava barato. Voc leu confuso. Ela jura falso. 16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advrbios, no variam, se adjetivos, sofrem variao normalmente. Esses pneus custam caro. Conversei bastante com eles. Conversei com bastantes pessoas. Estas crianas moram longe. Conheci longes terras. CONCORDNCIA VERBAL CASOS GERAIS 1) O verbo concorda com o sujeito em nmero e pessoa. O menino chegou. Os meninos chegaram. 2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. O pessoal ainda no chegou. A turma no gostou disso. Um bando de pssaros pousou na rvore. 3) Se o ncleo do sujeito um nome terminado em S, o verbo s ir ao plural se tal ncleo vier acompanhado de artigo no plural. Os Estados Unidos so um grande pas. Os Lusadas imortalizaram Cames. Os Alpes vivem cobertos de neve. Em qualquer outra circunstncia, o verbo ficar no singular. Flores j no leva acento. O Amazonas desgua no Atlntico. Campos foi a primeira cidade na Amrica do Sul a ter luz eltrica. 4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen-temente. A maioria das crianas recebeu, (ou receberam) prmios. A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). 5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o sujeito paciente. Vende-se um apartamento. Vendem-se alguns apartamentos. 6) O pronome SE como smbolo de indeterminao do sujeito leva o verbo para a 3 pessoa do singular. Precisa-se de funcionrios. 7) A expresso UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no singular e o verbo no singular ou no plural. Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) 8) A expresso UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural. Ele um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. 9) A expresso MAIS DE UM pede o verbo no singular. Mais de um jurado fez justia minha msica. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUM, ALGO, NINGUM, quando empregadas como sujeito e derem ideia de sntese, pedem o verbo no singular. As casas, as fbricas, as ruas, tudo parecia poluio. 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o sujeito. Deu uma hora. Deram trs horas. Bateram cinco horas. Naquele relgio j soaram duas horas. 12) A partcula expletiva ou de realce QUE invarivel e o verbo da frase em que empregada concorda normalmente com o sujeito. Ela que faz as bolas. Eu que escrevo os programas. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito um pronome relativo. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova. Fui eu que fiz a lio Quando a LIO pronome relativo, h vrias construes poss-veis. que: Fui eu que fiz a lio. quem: Fui eu quem fez a lio. o que: Fui eu o que fez a lio. 14) Verbos impessoais - como no possuem sujeito, deixam o verbo na terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a este sua impessoalidade. Chove a cntaros. Ventou muito ontem. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discusses. CONCORDNCIA DOS VERBOS SER E PARECER 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-RECER concordam com o predicativo. Tudo so esperanas. Aquilo parecem iluses. Aquilo iluso. 2) Nas oraes iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con-corda sempre com o nome ou pronome que vier depois. Que so florestas equatoriais? Quem eram aqueles homens? 3) Nas indicaes de horas, datas, distncias, a concordncia se far com a expresso numrica. So oito horas. Hoje so 19 de setembro. De Botafogo ao Leblon so oito quilmetros. 4) Com o predicado nominal indicando suficincia ou falta, o verbo SER fica no singular. Trs batalhes muito pouco. Trinta milhes de dlares muito dinheiro. 5) Quando o sujeito pessoa, o verbo SER fica no singular. Maria era as flores da casa. O homem cinzas. 6) Quando o sujeito constitudo de verbos no infinitivo, o verbo SER concorda com o predicativo. Danar e cantar a sua atividade. Estudar e trabalhar so as minhas atividades. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER concorda com o pronome. A cincia, mestres, sois vs. Em minha turma, o lder sou eu. 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo, apenas um deles deve ser flexionado. Os meninos parecem gostar dos brinquedos. Os meninos parece gostarem dos brinquedos. 11 REGNCIA NOMINAL E VERBAL Regncia o processo sinttico no qual um termo depende gramati-calmente do outro. A regncia nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e adjetivos). Exemplos: - acesso: A = aproximao - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM EM = promoo - averso: A, EM, PARA, POR PARA = passagem A regncia verbal trata dos complementos do verbo. ALGUNS VERBOS E SUA REGNCIA CORRETA 1. ASPIRAR - atrair para os pulmes (transitivo direto) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 36 pretender (transitivo indireto) No stio, aspiro o ar puro da montanha. Nossa equipe aspira ao trofu de campe. 2. OBEDECER - transitivo indireto Devemos obedecer aos sinais de trnsito. 3. PAGAR - transitivo direto e indireto J paguei um jantar a voc. 4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. J perdoei aos meus inimigos as ofensas. 5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto Prefiro Comunicao Matemtica. 6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. Informei-lhe o problema. 7. ASSISTIR - morar, residir: Assisto em Porto Alegre. amparar, socorrer, objeto direto O mdico assistiu o doente. PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto Assistimos a um belo espetculo. SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto Assiste-lhe o direito. 8. ATENDER - dar ateno Atendi ao pedido do aluno. CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENO - objeto direto Atenderam o fregus com simpatia. 9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto A moa queria um vestido novo. GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto O professor queria muito a seus alunos. 10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto Todos visamos a um futuro melhor. APONTAR, MIRAR - objeto direto O artilheiro visou a meta quando fez o gol. pr o sinal de visto - objeto direto O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia. 11. OBEDECER e DESOBEDECER - constri-se com objeto indireto Devemos obedecer aos superiores. Desobedeceram s leis do trnsito. 12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE exigem na sua regncia a preposio EM O armazm est situado na Farrapos. Ele estabeleceu-se na Avenida So Joo. 13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" intransitivo. Essas tuas justificativas no procedem. no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constri-se com a preposio DE. Algumas palavras da Lngua Portuguesa procedem do tupi-guarani no sentido de dar incio, realizar, construdo com a preposio A. O secretrio procedeu leitura da carta. 14. ESQUECER E LEMBRAR quando no forem pronominais, constri-se com objeto direto: Esqueci o nome desta aluna. Lembrei o recado, assim que o vi. quando forem pronominais, constri-se com objeto indireto: Esqueceram-se da reunio de hoje. Lembrei-me da sua fisionomia. 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa. perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos. pagar - Pago o 13 aos professores. dar - Daremos esmolas ao pobre. emprestar - Emprestei dinheiro ao colega. ensinar - Ensino a tabuada aos alunos. agradecer - Agradeo as graas a Deus. pedir - Pedi um favor ao colega. 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto: O amor implica renncia. no sentido de antipatizar, ter m vontade, constri-se com a preposio COM: O professor implicava com os alunos no sentido de envolver-se, comprometer-se, constri-se com a preposi-o EM: Implicou-se na briga e saiu ferido 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposio A: Ele foi a So Paulo para resolver negcios. quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA: Depois de aposentado, ir definitivamente para o Mato Grosso. 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difcil, no tem pessoa como sujeito: O sujeito ser sempre "a coisa difcil", e ele s poder aparecer na 3 pessoa do singular, acompanhada do pronome oblquo. Quem sente di-ficuldade, ser objeto indireto. Custou-me confiar nele novamente. Custar-te- aceit-la como nora. 13 REDAO DE CORRESPONDNCIAS OFICIAIS (MA-NUAL DE REDAO DA PRESIDNCIA DA REPBLICA). 13.1 ADEQUAO DA LINGUAGEM AO TIPO DE DOCU-MENTO. 13.2 ADEQUAO DO FORMATO DO TEXTO AO GNERO REDAO OFICIAL MANUAL DE REDAO DA PRESIDNCIA DA REPBLICA 2a edio, revista e atualizada. Braslia, 2002 Apresentao Com a edio do Decreto no 100.000, em 11 de janeiro de 1991, o Pre-sidente da Repblica autorizou a criao de comisso para rever, atualizar, uniformizar e simplificar as normas de redao de atos e comunicaes oficiais. Aps nove meses de intensa atividade da Comisso presidida pelo hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, apre-sentou-se a primeira edio do MANUAL DE REDAO DA PRESIDNCIA DA REPBLICA. A obra dividia-se em duas partes: a primeira, elaborada pelo diplomata Nestor Forster Jr., tratava das comunicaes oficiais, sistematizava seus aspectos essenciais, padronizava a diagramao dos expedientes, exibia modelos, simplificava os fechos que vinham sendo utilizados desde 1937, suprimia arcasmos e apresentava uma smula gramatical aplicada redao oficial. A segunda parte, a cargo do Ministro Gilmar Mendes, ocupava-se da elaborao e redao dos atos normativos no mbito do Executivo, da conceituao e exemplificao desses atos e do procedimen-to legislativo. A edio do Manual propiciou, ainda, a criao de um sistema de con-trole sobre a edio de atos normativos do Poder Executivo que teve por finalidade permitir a adequada reflexo sobre o ato proposto: a identificao clara e precisa do problema ou da situao que o motiva; os custos que poderia acarretar; seus efeitos prticos; a probabilidade de impugnao judicial; sua legalidade e constitucionalidade; e sua repercusso no orde-namento jurdico. Buscou-se, assim, evitar a edio de normas repetitivas, redundantes ou desnecessrias; possibilitar total transparncia ao processo de elabora-o de atos normativos; ensejar a verificao prvia da eficcia das normas e considerar, no processo de elaborao de atos normativos, a experincia dos encarregados em executar o disposto na norma. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 37 Decorridos mais de dez anos da primeira edio do Manual, fez-se ne-cessrio proceder reviso e atualizao do texto para a elaborao desta 2a Edio, a qual preserva integralmente as linhas mestras do trabalho originalmente desenvolvido. Na primeira parte, as alteraes principais deram-se em torno da adequao das formas de comunicao usadas na administrao aos avanos da informtica. Na segunda parte, as alteraes decorreram da necessidade de adaptao do texto evoluo legislativa na matria, em especial Lei Complementar no 95, de 26 de fevereiro de 1998, ao Decreto no 4.176, de 28 de maro de 2002, e s alteraes consti-tucionais ocorridas no perodo. Espera-se que esta nova edio do Manual contribua, tal como a pri-meira, para a consolidao de uma cultura administrativa de profissionali-zao dos servidores pblicos e de respeito aos princpios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia, com a consequente melhoria dos servios prestados sociedade. PEDRO PARENTE Chefe da Casa Civil da Presidncia da Repblica Sinais e Abreviaturas Empregados * = indica forma (em geral sinttica) inaceitvel ou agramatical. = pargrafo adj. adv. = adjunto adverbial arc. = arcaico art. = artigo cf. = confronte CN = Congresso Nacional Cp. = compare f.v. = forma verbal fem.= feminino ind. = indicativo i. . = isto masc. = masculino obj. dir. = objeto direto obj. ind. = objeto indireto p. = pginap. us. = pouco usado pess. = pessoa pl. = plural pref. = prefixo pres. = presente Res. = Resoluo do Congresso Nacional RI da CD = Regimento Interno da Cmara dos Deputados RI do SF = Regimento Interno do Senado Federal s. = substantivo s.f. = substantivo feminino s.m. = substantivo masculino sing. = singular tb. = tambm v. = ver ou verbo v. g; = verbi gratia var. pop. = variante popular PARTE I AS COMUNICAES OFICIAIS CAPTULO I ASPECTOS GERAIS DA REDAO OFICIAL 1. O que Redao Oficial Em uma frase, pode-se dizer que redao oficial a maneira pela qual o Poder Pblico redige atos normativos e comunicaes. Interessa-nos trat-la do ponto de vista do Poder Executivo. A redao oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do pa-dro culto de linguagem, clareza, conciso, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituio, que dispe, no artigo 37: A administrao pblica direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios obedecer aos princpios de legalidade, impessoalidade, morali-dade, publicidade e eficincia (...). Sendo a publicidade e a impessoalidade princpios fundamentais de toda administrao pblica, claro est que devem igualmente nortear a elaborao dos atos e comunicaes oficiais. No se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redi-gido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreenso. A transparncia do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilida-de, so requisitos do prprio Estado de Direito: inaceitvel que um texto legal no seja entendido pelos cidados. A publicidade implica, pois, ne-cessariamente, clareza e conciso. Alm de atender disposio constitucional, a forma dos atos normati-vos obedece a certa tradio. H normas para sua elaborao que remon-tam ao perodo de nossa histria imperial, como, por exemplo, a obrigatori-edade estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 de que se aponha, ao final desses atos, o nmero de anos transcorridos desde a Independncia. Essa prtica foi mantida no perodo republicano. Esses mesmos princpios (impessoalidade, clareza, uniformidade, con-ciso e uso de linguagem formal) aplicam-se s comunicaes oficiais: elas devem sempre permitir uma nica interpretao e ser estritamente impes-soais e uniformes, o que exige o uso de certo nvel de linguagem. Nesse quadro, fica claro tambm que as comunicaes oficiais so ne-cessariamente uniformes, pois h sempre um nico comunicador (o Servio Pblico) e o receptor dessas comunicaes ou o prprio Servio Pblico (no caso de expedientes dirigidos por um rgo a outro) ou o conjunto dos cidados ou instituies tratados de forma homognea (o pblico). Outros procedimentos rotineiros na redao de comunicaes oficiais foram incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichs de redao, a estrutura dos expedientes, etc. Men-cione-se, por exemplo, a fixao dos fechos para comunicaes oficiais, regulados pela Portaria no 1 do Ministro de Estado da Justia, de 8 de julho de 1937, que, aps mais de meio sculo de vigncia, foi revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edio deste Manual. Acrescente-se, por fim, que a identificao que se buscou fazer das ca-ractersticas especficas da forma oficial de redigir no deve ensejar o entendimento de que se proponha a criao ou se aceite a existncia de uma forma especfica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocrats. Este antes uma distoro do que deve ser a redao oficial, e se caracteriza pelo abuso de expresses e clichs do jargo burocrtico e de formas arcaicas de construo de frases. A redao oficial no , portanto, necessariamente rida e infensa evoluo da lngua. que sua finalidade bsica comunicar com impesso-alidade e mxima clareza impe certos parmetros ao uso que se faz da lngua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalstico, da correspondncia particular, etc. Apresentadas essas caractersticas fundamentais da redao oficial, passemos anlise pormenorizada de cada uma delas. 1.1. A Impessoalidade A finalidade da lngua comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicao, so necessrios: a) algum que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) algum que receba essa comunicao. No caso da redao oficial, quem comunica sempre o Servio Pblico (este ou aquele Ministrio, Secretaria, Departamento, Diviso, Servio, Seo); o que se comunica sempre algum assunto relativo s atribuies do rgo que comunica; o destinatrio dessa comunicao ou o pblico, o conjunto dos cidados, ou outro rgo pblico, do Executivo ou dos outros Poderes da Unio. Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicaes oficiais decorre: a) da ausncia de impresses individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de de-terminada Seo, sempre em nome do Servio Pblico que fei-ta a comunicao. Obtm-se, assim, uma desejvel padronizao, que permite que comunicaes elaboradas em diferentes setores da Administrao guardem entre si certa uniformidade; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicao, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidado, sempre conce-bido como pblico, ou a outro rgo pblico. Nos dois casos, te-APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 38 mos um destinatrio concebido de forma homognea e impessoal; c) do carter impessoal do prprio assunto tratado: se o universo te-mtico das comunicaes oficiais se restringe a questes que di-zem respeito ao interesse pblico, natural que no cabe qualquer tom particular ou pessoal. Desta forma, no h lugar na redao oficial para impresses pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literrio. A redao oficial deve ser isenta da interferncia da individualidade que a elabora. A conciso, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos vale-mos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcanada a necessria impessoalidade. 1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicaes Oficiais A necessidade de empregar determinado nvel de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do prprio carter pblico des-ses atos e comunicaes; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de carter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidados, ou regulam o funcionamento dos rgos pblicos, o que s alcanado se em sua elaborao for empregada a linguagem adequada. O mesmo se d com os expedientes oficiais, cuja finalidade precpua a de informar com clareza e objetividade. As comunicaes que partem dos rgos pblicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidado brasileiro. Para atingir esse objetivo, h que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. No h dvida que um texto marcado por expresses de circulao restrita, como a gria, os regionalismos vocabulares ou o jargo tcnico, tem sua compreenso dificultada. Ressalte-se que h necessariamente uma distncia entre a lngua fala-da e a escrita. Aquela extremamente dinmica, reflete de forma imediata qualquer alterao de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreenso, como os gestos, a entoao, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsveis por essa distncia. J a lngua escrita incorpora mais lentamente as transformaes, tem maior vocao para a permanncia, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. A lngua escrita, como a falada, compreende diferentes nveis, de acor-do com o uso que dela se faa. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padro de linguagem que incorpore expresses extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurdico, no se h de estranhar a presena do vocabulrio tcnico correspondente. Nos dois casos, h um padro de linguagem que atende ao uso que se faz da lngua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu carter impessoal, por sua finalidade de informar com o mximo de clareza e conciso, eles reque-rem o uso do padro culto da lngua. H consenso de que o padro culto aquele em que a) se observam as regras da gramtica formal, e b) se emprega um vocabulrio comum ao conjunto dos usurios do idioma. importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padro culto na redao oficial decorre do fato de que ele est acima das diferenas lexi-cais, morfolgicas ou sintticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingusticas, permitindo, por essa razo, que se atinja a pretendida compreenso por todos os cidados. Lembre-se que o padro culto nada tem contra a simplicidade de ex-presso, desde que no seja confundida com pobreza de expresso. De nenhuma forma o uso do padro culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintticos e figuras de linguagem prprios da lngua literria. Pode-se concluir, ento, que no existe propriamente um padro ofici-al de linguagem; o que h o uso do padro culto nos atos e comunica-es oficiais. claro que haver preferncia pelo uso de determinadas expresses, ou ser obedecida certa tradio no emprego das formas sintticas, mas isso no implica, necessariamente, que se consagre a utilizao de uma forma de linguagem burocrtica. O jargo burocrtico, como todo jargo, deve ser evitado, pois ter sempre sua compreenso limitada. A linguagem tcnica deve ser empregada apenas em situaes que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadmicos, e mesmo o vocabulrio prprio a determinada rea, so de difcil entendimento por quem no esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicit-los em comunicaes encaminhadas a outros rgos da administrao e em expedientes dirigidos aos cidados. Outras questes sobre a linguagem, como o emprego de neologismo e estrangeirismo, so tratadas em detalhe em 9.3. Semntica. 1.3. Formalidade e Padronizao As comunicaes oficiais devem ser sempre formais, isto , obedecem a certas regras de forma: alm das j mencionadas exigncias de impesso-alidade e uso do padro culto de linguagem, imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. No se trata somente da eterna dvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nvel (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito polidez, civilidade no prprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunica-o. A formalidade de tratamento vincula-se, tambm, necessria unifor-midade das comunicaes. Ora, se a administrao federal una, natural que as comunicaes que expede sigam um mesmo padro. O estabeleci-mento desse padro, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as caractersticas da redao oficial e que se cuide, ainda, da apresentao dos textos. A clareza datilogrfica, o uso de papis uniformes para o texto definiti-vo e a correta diagramao do texto so indispensveis para a padroniza-o. Consulte o Captulo II, As Comunicaes Oficiais, a respeito de nor-mas especficas para cada tipo de expediente. 1.4. Conciso e Clareza A conciso antes uma qualidade do que uma caracterstica do texto oficial. Conciso o texto que consegue transmitir um mximo de informa-es com um mnimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, fundamental que se tenha, alm de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessrio tempo para revisar o texto depois de pronto. nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundncias ou repeties desnecessrias de ideias. O esforo de sermos concisos atende, basicamente ao princpio de economia lingustica, mencionada frmula de empregar o mnimo de palavras para informar o mximo. No se deve de forma alguma entend-la como economia de pensamento, isto , no se devem eliminar passagens substanciais do texto no af de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusiva-mente de cortar palavras inteis, redundncias, passagens que nada acrescentem ao que j foi dito. Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias secundrias. Estas ltimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalh-las, exemplific-las; mas existem tambm ideias secundrias que no acrescentam informao alguma ao texto, nem tm maior relao com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. A clareza deve ser a qualidade bsica de todo texto oficial, conforme j sublinhado na introduo deste captulo. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreenso pelo leitor. No entanto a clareza no algo que se atinja por si s: ela depende estritamente das demais caractersticas da redao oficial. Para ela concorrem: a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretaes que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; b) o uso do padro culto de linguagem, em princpio, de entendimento geral e por definio avesso a vocbulos de circulao restrita, como a gria e o jargo; c) a formalidade e a padronizao, que possibilitam a imprescindvel uniformidade dos textos; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 39 d) a conciso, que faz desaparecer do texto os excessos lingusticos que nada lhe acrescentam. pela correta observao dessas caractersticas que se redige com clareza. Contribuir, ainda, a indispensvel releitura de todo texto redigido. A ocorrncia, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provm principalmente da falta da releitura que torna possvel sua correo. Na reviso de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele ser de f-cil compreenso por seu destinatrio. O que nos parece bvio pode ser desconhecido por terceiros. O domnio que adquirimos sobre certos assun-tos em decorrncia de nossa experincia profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre verda-de. Explicite, desenvolva, esclarea, precise os termos tcnicos, o significa-do das siglas e abreviaes e os conceitos especficos que no possam ser dispensados. A reviso atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que so elaboradas certas comunicaes quase sempre compromete sua clareza. No se deve proceder redao de um texto que no seja seguida por sua reviso. No h assuntos urgentes, h assuntos atrasados, diz a mxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejvel repercusso no redigir. Por fim, como exemplo de texto obscuro, que deve ser evitado em to-das as comunicaes oficiais, transcrevemos a seguir um pitoresco quadro, constante de obra de Adriano da Gama Kury, a partir do qual podem ser feitas inmeras frases, combinando-se as expresses das vrias colunas em qualquer ordem, com uma caracterstica comum: nenhuma delas tem sentido! CAPTULO II AS COMUNICAES OFICIAIS 2. Introduo A redao das comunicaes oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Captulo I, Aspectos Gerais da Redao Oficial. Alm disso, h caractersticas especficas de cada tipo de expediente, que sero tratadas em detalhe neste captulo. Antes de passarmos sua anli-se, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicao oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificao do signatrio. 2.1. Pronomes de Tratamento 2.1.1. Breve Histria dos Pronomes de Tratamento O uso de pronomes e locues pronominais de tratamento tem larga tradio na lngua portuguesa. De acordo com Said Ali, aps serem incor-porados ao portugus os pronomes latinos tu e vos, como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra, passou-se a empregar, como expediente lingustico de distino e de respeito, a segun-da pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor: Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria supe-rior, e no a ela prpria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento de vossa merc, vossa senhoria (...); assim usou-se o trata-mento ducal de vossa excelncia e adotaram-se na hierarquia eclesistica vossa reverncia, vossa paternidade, vossa eminncia, vossa santidade. A partir do final do sculo XVI, esse modo de tratamento indireto j es-tava em voga tambm para os ocupantes de certos cargos pblicos. Vossa merc evoluiu para vosmec, e depois para o coloquial voc. E o pronome vs, com o tempo, caiu em desuso. dessa tradio que provm o atual emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos s autoridades civis, militares e eclesisticas. 2.1.2. Concordncia com os Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresen-tam certas peculiaridades quanto concordncia verbal, nominal e prono-minal. Embora se refiram segunda pessoa gramatical ( pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicao), levam a concordncia para a terceira pessoa. que o verbo concorda com o substantivo que integra a locuo como seu ncleo sinttico: Vossa Senhoria nomear o substituto; Vossa Excelncia conhece o assunto. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento so sempre os da terceira pessoa: Vossa Senhoria nomear seu substituto (e no Vossa ... vosso...). J quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gnero gramati-cal deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e no com o substantivo que compe a locuo. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto Vossa Excelncia est atarefado, Vossa Senhoria deve estar satisfeito; se for mulher, Vossa Excelncia est atarefada, Vossa Senho-ria deve estar satisfeita. 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradio. So de uso consagrado: Vossa Excelncia, para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo; Presidente da Repblica; Vice-Presidente da Repblica; Ministros de Estado; Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Foras Armadas; Embaixadores; Secretrios-Executivos de Ministrios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; Secretrios de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores; Ministros do Tribunal de Contas da Unio; Deputados Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Presidentes das Cmaras Legislativas Municipais. c) do Poder Judicirio: Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribunais; Juzes; Auditores da Justia Militar. O vocativo a ser empregado em comunicaes dirigidas aos Chefes de Poder Excelentssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentssimo Senhor Presidente da Repblica, Excelentssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. As demais autoridades sero tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador, No envelope, o endereamento das comunicaes dirigidas s autori-dades tratadas por Vossa Excelncia, ter a seguinte forma: A Sua Excelncia o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justia 70064-900 Braslia. DF Em comunicaes oficiais, est abolido o uso do tratamento dignssimo (DD), s autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade pressuposto para que se ocupe qualquer cargo pblico, sendo desnecessria sua repe-tida evocao. Vossa Senhoria empregado para as demais autoridades e para parti-culares. O vocativo adequado : Senhor Fulano de Tal, (...) No envelope, deve constar do endereamento: Ao Senhor Fulano de Tal APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 40 Rua ABC, no 123 12345-000 Curitiba. PR Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustrssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor no forma de tratamento, e sim ttulo aca-dmico. Evite us-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicaes dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concludo curso universitrio de doutorado. costume designar por doutor os bacharis, especialmente os bacharis em Direito e em Medici-na. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade s comunicaes. Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificncia, empregada por for-a da tradio, em comunicaes dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnfico Reitor, (...) Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierar-quia eclesistica, so: Vossa Santidade, em comunicaes dirigidas ao Papa. O vocativo cor-respondente : Santssimo Padre, (...) Vossa Eminncia ou Vossa Eminncia Reverendssima, em comunica-es aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: Eminentssimo Senhor Cardeal, ou Eminentssimo e Reverendssimo Senhor Cardeal, (...) Vossa Excelncia Reverendssima usado em comunicaes dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendssima ou Vossa Senhoria Reve-rendssima para Monsenhores, Cnegos e superiores religiosos. Vossa Reverncia empregado para sacerdotes, clrigos e demais religiosos. 2.2. Fechos para Comunicaes O fecho das comunicaes oficiais possui, alm da finalidade bvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatrio. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministrio da Justia, de 1937, que estabelecia quinze padres. Com o fito de simplific-los e uniformiz-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicao oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da Repblica: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, Ficam excludas dessa frmula as comunicaes dirigidas a autorida-des estrangeiras, que atendem a rito e tradio prprios, devidamente disciplinados no Manual de Redao do Ministrio das Relaes Exteriores. 2.3. Identificao do Signatrio Excludas as comunicaes assinadas pelo Presidente da Repblica, todas as demais comunicaes oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificao deve ser a seguinte: (espao para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidncia da Repblica (espao para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justia Para evitar equvocos, recomenda-se no deixar a assinatura em pgi-na isolada do expediente. Transfira para essa pgina ao menos a ltima frase anterior ao fecho. 3. O Padro Ofcio H trs tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofcio, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformi-z-los, pode-se adotar uma diagramao nica, que siga o que chamamos de padro ofcio. As peculiaridades de cada um sero tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanas. 3.1. Partes do documento no Padro Ofcio O aviso, o ofcio e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e nmero do expediente, seguido da sigla do rgo que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento direita: Exemplo: Braslia, 15 de maro de 1991. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do rgo em 2002. Assunto: Necessidade de aquisio de novos computadores. d) destinatrio: o nome e o cargo da pessoa a quem dirigida a co-municao. No caso do ofcio deve ser includo tambm o endereo. e) texto: nos casos em que no for de mero encaminhamento de do-cumentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: introduo, que se confunde com o pargrafo de abertura, na qual apresentado o assunto que motiva a comunicao. Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que, em-pregue a forma direta; desenvolvimento, no qual o assunto detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em pargrafos distintos, o que confere maior clareza exposio; concluso, em que reafirmada ou simplesmente reapresentada a posio recomendada sobre o assunto. Os pargrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou ttulos e subttulos. J quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estru-tura a seguinte: introduo: deve iniciar com referncia ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento no tiver sido solicitada, deve iniciar com a informao do motivo da comunicao, que encami-nhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatrio, e assunto de que trata), e a razo pela qual est sendo encaminhado, segundo a seguinte frmula: Em resposta ao Aviso n 12, de 1 de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cpia do Ofcio n 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administrao, que trata da requisio do servidor Fulano de Tal. ou Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cpia do tele-grama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederao Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernizao de tcnicas agrcolas na regio Nordeste. desenvolvimento: se o autor da comunicao desejar fazer algum comentrio a respeito do documento que encaminha, poder acrescentar pargrafos de desenvolvimento; em caso contrrio, no h pargrafos de desenvolvimento em aviso ou ofcio de mero encaminhamento. f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicaes); g) assinatura do autor da comunicao; e h) identificao do signatrio (v. 2.3. Identificao do Signatrio). 3.2. Forma de diagramao Os documentos do Padro Ofcio devem obedecer seguinte forma de apresentao: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citaes, e 10 nas notas de rodap; b) para smbolos no existentes na fonte Times New Roman poder-se- utilizar as fontes Symbol e Wingdings; c) obrigatrio constar a partir da segunda pgina o nmero da pgi-na; d) os ofcios, memorandos e anexos destes podero ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 41 direita tero as distncias invertidas nas pginas pares (margem espelho); e) o incio de cada pargrafo do texto deve ter 2,5 cm de distncia da margem esquerda; f) o campo destinado margem lateral esquerda ter, no mnimo, 3,0 cm de largura; g) o campo destinado margem lateral direita ter 1,5 cm; h) deve ser utilizado espaamento simples entre as linhas e de 6 pon-tos aps cada pargrafo, ou, se o editor de texto utilizado no comportar tal recurso, de uma linha em branco; i) no deve haver abuso no uso de negrito, itlico, sublinhado, letras maisculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatao que afete a elegncia e a sobriedade do do-cumento; j) a impresso dos textos deve ser feita na cor preta em papel bran-co. A impresso colorida deve ser usada apenas para grficos e ilustraes; l) todos os tipos de documentos do Padro Ofcio devem ser impres-sos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto; n) dentro do possvel, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveita-mento de trechos para casos anlogos; o) para facilitar a localizao, os nomes dos arquivos devem ser for-mados da seguinte maneira: tipo do documento + nmero do documento + palavras-chaves do contedo Ex.: Of. 123 - relatrio produtividade ano 2002 3.3. Aviso e Ofcio 3.3.1. Definio e Finalidade Aviso e ofcio so modalidades de comunicao oficial praticamente idnticas. A nica diferena entre eles que o aviso expedido exclusiva-mente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofcio expedido para e pelas demais autoridades. Ambos tm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos rgos da Adminis-trao Pblica entre si e, no caso do ofcio, tambm com particulares. 3.3.2. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, aviso e ofcio seguem o modelo do padro ofcio, com acrscimo do vocativo, que invoca o destinatrio (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vrgula. Exemplos: Excelentssimo Senhor Presidente da Repblica Senhora Ministra Senhor Chefe de Gabinete Devem constar do cabealho ou do rodap do ofcio as seguintes in-formaes do remetente: nome do rgo ou setor; endereo postal; telefone e endereo de correio eletrnico. 3.4. Memorando 3.4.1. Definio e Finalidade O memorando a modalidade de comunicao entre unidades admi-nistrativas de um mesmo rgo, que podem estar hierarquicamente em mesmo nvel ou em nveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicao eminentemente interna. Pode ter carter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposio de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por deter-minado setor do servio pblico. Sua caracterstica principal a agilidade. A tramitao do memorando em qualquer rgo deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocrticos. Para evitar desnecessrio aumento do nmero de comunicaes, os despachos ao memorando devem ser dados no prprio documento e, no caso de falta de espao, em folha de continuao. Esse procedimento permite formar uma espcie de processo simplificado, assegurando maior transparncia tomada de decises, e permitindo que se historie o andamento da matria tratada no memorando. 3.4.2. Forma e Estrutura Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padro ofcio, com a diferena de que o seu destinatrio deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: Ao Sr. Chefe do Departamento de Administrao Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurdicos 4. Exposio de Motivos 4.1. Definio e Finalidade Exposio de motivos o expediente dirigido ao Presidente da Rep-blica ou ao Vice-Presidente para: a) inform-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou c) submeter a sua considerao projeto de ato normativo. Em regra, a exposio de motivos dirigida ao Presidente da Repbli-ca por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministrio, a exposio de motivos dever ser assinada por todos os Ministros envolvi-dos, sendo, por essa razo, chamada de interministerial. 4.2. Forma e Estrutura Formalmente, a exposio de motivos tem a apresentao do padro ofcio (v. 3. O Padro Ofcio). O anexo que acompanha a exposio de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normati-vo, segue o modelo descrito adiante. A exposio de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas bsicas de estrutura: uma para aquela que tenha carter exclusiva-mente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo. No primeiro caso, o da exposio de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da Repblica, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padro ofcio. J a exposio de motivos que submeta considerao do Presidente da Repblica a sugesto de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo embora sigam tambm a estrutura do padro ofcio , alm de outros comentrios julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar: a) na introduo: o problema que est a reclamar a adoo da medi-da ou do ato normativo proposto; b) no desenvolvimento: o porqu de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e eventuais alter-nativas existentes para equacion-lo; c) na concluso, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o problema. Deve, ainda, trazer apenso o formulrio de anexo exposio de moti-vos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de maro de 2002. Anexo Exposio de Motivos do (indicar nome do Ministrio ou rgo equivalente) no , de de de 200 . 5. Mensagem 5.1. Definio e Finalidade o instrumento de comunicao oficial entre os Chefes dos Poderes Pblicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administrao Pblica; expor o plano de governo por ocasio da abertura de sesso legislativa; submeter ao Congresso Nacional matrias que dependem de deliberao de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicaes de tudo quanto seja de interesse dos poderes pblicos e da Nao. Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministrios Presi-dncia da Repblica, a cujas assessorias caber a redao final. As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional tm as seguintes finalidades: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 42 a) encaminhamento de projeto de lei ordinria, complementar ou finan-ceira. Os projetos de lei ordinria ou complementar so enviados em regime normal (Constituio, art. 61) ou de urgncia (Constituio, art. 64, 1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime nor-mal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitao de urgn-cia. Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congres-so Nacional, mas encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidncia da Repblica ao Primeiro Secretrio da Cmara dos Deputa-dos, para que tenha incio sua tramitao (Constituio, art. 64, caput). Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano pluria-nual, diretrizes oramentrias, oramentos anuais e crditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional, e os respectivos avisos so endereados ao Primeiro Secretrio do Senado Federal. A razo que o art. 166 da Constituio impe a deliberao congressual sobre as leis financeiras em sesso conjunta, mais precisamente, na forma do regimento comum. E frente da Mesa do Congresso Nacional est o Presidente do Senado Federal (Constituio, art. 57, 5o), que comanda as sesses conjuntas. As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no mbi-to do Poder Executivo, que abrange minucioso exame tcnico, jurdico e econmico-financeiro das matrias objeto das proposies por elas enca-minhadas. Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos rgos inte-ressados no assunto das proposies, entre eles o da Advocacia-Geral da Unio. Mas, na origem das propostas, as anlises necessrias constam da exposio de motivos do rgo onde se geraram (v. 3.1. Exposio de Motivos) exposio que acompanhar, por cpia, a mensagem de enca-minhamento ao Congresso. b) encaminhamento de medida provisria. Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituio, o Presi-dente da Repblica encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretrio do Senado Federal, juntan-do cpia da medida provisria, autenticada pela Coordenao de Documen-tao da Presidncia da Repblica. c) indicao de autoridades. As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicao de pes-soas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Geral da Repblica, Chefes de Misso Diplomtica, etc.) tm em vista que a Constituio, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui quela Casa do Congresso Nacional competncia privativa para aprovar a indica-o. O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem. d) pedido de autorizao para o Presidente ou o Vice-Presidente da Repblica se ausentarem do Pas por mais de 15 dias. Trata-se de exigncia constitucional (Constituio, art. 49, III, e 83), e a autorizao da competncia privativa do Congresso Nacional. O Presidente da Repblica, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausncia por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicao a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idnticas. e) encaminhamento de atos de concesso e renovao de concesso de emissoras de rdio e TV. A obrigao de submeter tais atos apreciao do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da Constituio. Somente produziro efeitos legais a outorga ou renovao da concesso aps deliberao do Congresso Nacional (Constituio, art. 223, 3o). Descabe pedir na men-sagem a urgncia prevista no art. 64 da Constituio, porquanto o 1o do art. 223 j define o prazo da tramitao. Alm do ato de outorga ou renovao, acompanha a mensagem o cor-respondente processo administrativo. f) encaminhamento das contas referentes ao exerccio anterior. O Presidente da Repblica tem o prazo de sessenta dias aps a aber-tura da sesso legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao exerccio anterior (Constituio, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comisso Mista permanente (Constituio, art. 166, 1o), sob pena de a Cmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constitui-o, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. g) mensagem de abertura da sesso legislativa. Ela deve conter o plano de governo, exposio sobre a situao do Pa-s e solicitao de providncias que julgar necessrias (Constituio, art. 84, XI). O portador da mensagem o Chefe da Casa Civil da Presidncia da Repblica. Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e distribuda a todos os Congressistas em forma de livro. h) comunicao de sano (com restituio de autgrafos). Esta mensagem dirigida aos Membros do Congresso Nacional, en-caminhada por Aviso ao Primeiro Secretrio da Casa onde se originaram os autgrafos. Nela se informa o nmero que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos trs autgrafos recebidos, nos quais o Presidente da Repblica ter aposto o despacho de sano. i) comunicao de veto. Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituio, art. 66, 1o), a mensagem informa sobre a deciso de vetar, se o veto parcial, quais as disposies vetadas, e as razes do veto. Seu texto vai publicado na nte-gra no Dirio Oficial da Unio (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrrio das demais mensagens, cuja publicao se restringe notcia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto) j) outras mensagens. Tambm so remetidas ao Legislativo com regular frequncia mensa-gens com: encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constituio, art. 49, I); pedido de estabelecimento de alquotas aplicveis s operaes e prestaes interestaduais e de exportao (Constituio, art. 155, 2o, IV); proposta de fixao de limites globais para o montante da dvida consolidada (Constituio, art. 52, VI); pedido de autorizao para operaes financeiras externas (Cons-tituio, art. 52, V); e outros. Entre as mensagens menos comuns esto as de: convocao extraordinria do Congresso Nacional (Constituio, art. 57, 6o); pedido de autorizao para exonerar o Procurador-Geral da Rep-blica (art. 52, XI, e 128, 2o); pedido de autorizao para declarar guerra e decretar mobilizao nacional (Constituio, art. 84, XIX); pedido de autorizao ou referendo para celebrar a paz (Constitui-o, art. 84, XX); justificativa para decretao do estado de defesa ou de sua prorro-gao (Constituio, art. 136, 4o); pedido de autorizao para decretar o estado de stio (Constitui-o, art. 137); relato das medidas praticadas na vigncia do estado de stio ou de defesa (Constituio, art. 141, pargrafo nico); proposta de modificao de projetos de leis financeiras (Constitui-o, art. 166, 5o); pedido de autorizao para utilizar recursos que ficarem sem des-pesas correspondentes, em decorrncia de veto, emenda ou rejei-o do projeto de lei oramentria anual (Constituio, art. 166, 8o); pedido de autorizao para alienar ou conceder terras pblicas com rea superior a 2.500 ha (Constituio, art. 188, 1o); etc. 5.2. Forma e Estrutura As mensagens contm: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 43 a) a indicao do tipo de expediente e de seu nmero, horizontalmen-te, no incio da margem esquerda: Mensagem no b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatrio, horizontalmente, no incio da margem esquerda; Excelentssimo Senhor Presidente do Senado Federal, c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizon-talmente fazendo coincidir seu final com a margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da Re-pblica, no traz identificao de seu signatrio. 6. Telegrama 6.1. Definio e Finalidade Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocrticos, passa a receber o ttulo de telegrama toda comunicao oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. Por tratar-se de forma de comunicao dispendiosa aos cofres pblicos e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas quelas situaes que no seja possvel o uso de correio eletrnico ou fax e que a urgncia justifique sua utilizao e, tambm em razo de seu custo elevado, esta forma de comunicao deve pautar-se pela conciso (v. 1.4. Conciso e Clareza). 6.2. Forma e Estrutura No h padro rgido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulrios disponveis nas agncias dos Correios e em seu stio na Inter-net. 7. Fax 7.1. Definio e Finalidade O fax (forma abreviada j consagrada de fac-simile) uma forma de comunicao que est sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. utilizado para a transmisso de mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento h premncia, quando no h condies de envio do documento por meio eletrnico. Quando necessrio o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. Se necessrio o arquivamento, deve-se faz-lo com cpia xerox do fax e no com o prprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapi-damente. 7.2. Forma e Estrutura Os documentos enviados por fax mantm a forma e a estrutura que lhes so inerentes. conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. ., de pequeno formulrio com os dados de identificao da mensagem a ser enviada. 8. Correio Eletrnico 8.1 Definio e finalidade O correio eletrnico (e-mail), por seu baixo custo e celeridade, trans-formou-se na principal forma de comunicao para transmisso de docu-mentos. 8.2. Forma e Estrutura Um dos atrativos de comunicao por correio eletrnico sua flexibili-dade. Assim, no interessa definir forma rgida para sua estrutura. Entretan-to, deve-se evitar o uso de linguagem incompatvel com uma comunicao oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicaes Oficiais). O campo assunto do formulrio de correio eletrnico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organizao documental tanto do destinatrio quanto do remetente. Para os arquivos anexados mensagem deve ser utilizado, preferenci-almente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informaes mnimas sobre seu contedo. Sempre que disponvel, deve-se utilizar recurso de confirmao de lei-tura. Caso no seja disponvel, deve constar da mensagem pedido de confirmao de recebimento. 8.3 Valor documental Nos termos da legislao em vigor, para que a mensagem de correio eletrnico tenha valor documental, i. , para que possa ser aceita como documento original, necessrio existir certificao digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. PROVA SIMULADA 01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e grafia das palavras. (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer. (B) O chefe deferia da opinio dos subordinados. (C) O processo foi julgado em segunda estncia. (D) O problema passou despercebido na votao. (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exlio. 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos : (A) Quando ele vir suas notas, ficar muito feliz. (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido. (C) A colega no se contera diante da situao. (D) Se ele ver voc na rua, no ficar contente. (E) Quando voc vir estudar, traga seus livros. 03. O particpio verbal est corretamente empregado em: (A) No estaramos salvados sem a ajuda dos barcos. (B) Os garis tinham chego s ruas s dezessete horas. (C) O criminoso foi pego na noite seguinte do crime. (D) O rapaz j tinha abrido as portas quando chegamos. (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda. 04. Assinale a alternativa que d continuidade ao texto abaixo, em conformidade com a norma culta. Nem s de beleza vive a madreprola ou ncar. Essa substncia do interior da concha de moluscos rene outras caractersticas interes-santes, como resistncia e flexibilidade. (A) Se puder ser moldada, daria timo material para a confeco de componentes para a indstria. (B) Se pudesse ser moldada, d timo material para a confeco de componentes para a indstria. (C) Se pode ser moldada, d timo material para a confeco de compo-nentes para a indstria. (D) Se puder ser moldada, dava timo material para a confeco de componentes para a indstria. (E) Se pudesse ser moldada, daria timo material para a confeco de componentes para a indstria. 05. O uso indiscriminado do gerndio tem-se constitudo num problema para a expresso culta da lngua. Indique a nica alternativa em que ele est empregado conforme o padro culto. (A) Aps aquele treinamento, a corretora est falando muito bem. (B) Ns vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (C) No haver demora, o senhor pode estar aguardando na linha. (D) No prximo sbado, procuraremos estar liberando o seu carro. (E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. 06. De acordo com a norma culta, a concordncia nominal e verbal est correta em: (A) As caractersticas do solo so as mais variadas possvel. (B) A olhos vistos Lcia envelhecia mais do que rapidamente. (C) Envio-lhe, em anexos, a declarao de bens solicitada. (D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicaes. (E) Qualquer que sejam as dvidas, procure san-las logo. 07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de flexo de grau. (A) Nas situaes crticas, protegia o colega de quem era amiqussimo. (B) Mesmo sendo o Canad friosssimo, optou por permanecer l duran-te as frias. (C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. (D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. (E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malssima qualidade. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 44 Nas questes de nmeros 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala-vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. 08. Os pesquisadores trataram de avaliar viso pblico financiamento estatal cincia e tecnologia. (A) ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (C) ... do ... sobre o ... a (D) ... ao ... sobre o ... (E) a ... do ... sobre o ... 09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contrat-los, pois eles devem estar aptos comercializar seus produtos. (A) ao ... a ... (B) quele ... ... (C) quele... ... a (D) ao ... ... (E) quele ... a ... a 10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a norma culta. (A) Bancos de dados cientficos tero seu alcance ampliado. E isso traro grandes benefcios s pesquisas. (B) Fazem vrios anos que essa empresa constri parques, colaborando com o meio ambiente. (C) Laboratrios de anlise clnica tem investido em institutos, desenvol-vendo projetos na rea mdica. (D) Havia algumas estatsticas auspiciosas e outras preocupantes apre-sentadas pelos economistas. (E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no litoral ou aproveitam frias ali. 11. A frase correta de acordo com o padro culto : (A) No vejo mal no Presidente emitir medidas de emergncia devido s chuvas. (B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, no receberemos recla-maes. (C) Para mim construir um pas mais justo, preciso de maior apoio cultura. (D) Apesar do advogado ter defendido o ru, este no foi poupado da culpa. (E) Faltam conferir trs pacotes da mercadoria. 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os neg-cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possveis investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele-o no s permite s empresas avaliar os investidores com relao aos negcios, mas tambm identificar o perfil desejado dos investido-res. (Texto adaptado) Para eliminar as repeties, os pronomes apropriados para substituir as expresses: das empresas de franquia, s empresas, os investi-dores e dos investidores, no texto, so, respectivamente: (A) seus ... lhes ... los ... lhes (B) delas ... a elas ... lhes ... deles (C) seus ... nas ... los ... deles (D) delas ... a elas ... lhes ... seu (E) seus ... lhes ... eles ... neles 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo com o padro culto. (A) Quando possvel, transmitirei-lhes mais informaes. (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente. (C) O dilogo a que me propus ontem, continua vlido. (D) Sua deciso no causou-lhe a felicidade esperada. (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris. 14. O pronome oblquo representa a combinao das funes de objeto direto e indireto em: (A) Apresentou-se agora uma boa ocasio. (B) A lio, vou faz-la ainda hoje mesmo. (C) Atribumos-lhes agora uma pesada tarefa. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada. (E) Essa histria, contar-lha-ei assim que puder. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obt-lo. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta : (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obteno. (B) O desejo do diploma levou-o luta em obt-lo. (C) O desejo do diploma levou-o luta pela sua obteno. (D) Desejoso do diploma foi luta pela sua obteno. (E) Desejoso do diploma foi lutar por obt-lo. 16. Ao Senhor Diretor de Relaes Pblicas da Secretaria de Educao do Estado de So Paulo. Face proximidade da data de inaugurao de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Dignssimo Secretrio da Educao do Estado de YYY, solicitamos a mxima urgncia na antecipao do envio dos primeiros convites para o Ex-celentssimo Senhor Governador do Estado de So Paulo, o Reve-rendssimo Cardeal da Arquidiocese de So Paulo e os Reitores das Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se programar e participar do referido evento. Atenciosamente, ZZZ Assistente de Gabinete. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas so correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por (A) Ilustrssimo ... Sua Excelncia ... Magnficos (B) Excelentssimo ... Sua Senhoria ... Magnficos (C) Ilustrssimo ... Vossa Excelncia ... Excelentssimos (D) Excelentssimo ... Sua Senhoria ... Excelentssimos (E) Ilustrssimo ... Vossa Senhoria ... Dignssimos 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se respeitam as regras de pontuao. (A) Por sinal, o prprio Senhor Governador, na ltima entrevista, revelou, que temos uma arrecadao bem maior que a prevista. (B) Indagamos, sabendo que a resposta obvia: que se deve a uma sociedade inerte diante do desrespeito sua prpria lei? Nada. (C) O cidado, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade Policial, confessou sua participao no referido furto. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor soluo, no caso deste funcionrio, seja aquela sugerida, pela prpria chefia. (E) Impunha-se, pois, a recuperao dos documentos: as certides negativas, de dbitos e os extratos, bancrios solicitados. 18. O termo orao, entendido como uma construo com sujeito e predicado que formam um perodo simples, se aplica, adequadamen-te, apenas a: (A) Amanh, tempo instvel, sujeito a chuvas esparsas no litoral. (B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu perodo. (C) O passeio foi adiado para julho, por no ser poca de chuvas. (D) Muito riso, pouco siso provrbio apropriado falta de juzo. (E) Os concorrentes vaga de carteiro submeteram-se a exames. Leia o perodo para responder s questes de nmeros 19 e 20. O livro de registro do processo que voc procurava era o que estava sobre o balco. 19. No perodo, os pronomes o e que, na respectiva sequncia, remetem a (A) processo e livro. (B) livro do processo. (C) processos e processo. (D) livro de registro. (E) registro e processo. 20. Analise as proposies de nmeros I a IV com base no perodo acima: I. h, no perodo, duas oraes; II. o livro de registro do processo era o, a orao principal; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 45 III. os dois qu(s) introduzem oraes adverbiais; IV. de registro um adjunto adnominal de livro. Est correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) I, III e IV. 21. O Meretssimo Juiz da 1. Vara Cvel devia providenciar a leitura do acrdo, e ainda no o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: I. as palavras Meretssimo e Cvel esto incorretamente grafadas; II. ainda um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura pelo Juiz; III. o e foi usado para indicar oposio, com valor adversativo equivalen-te ao da palavra mas; IV. em ainda no o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acr-do, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. Est correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV. 22. O rapaz era campeo de tnis. O nome do rapaz saiu nos jornais. Ao transformar os dois perodos simples num nico perodo compos-to, a alternativa correta : (A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeo de tnis. (B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeo de tnis. (C) O rapaz era campeo de tnis, j que seu nome saiu nos jornais. (D) O nome do rapaz onde era campeo de tnis saiu nos jornais. (E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeo de tnis. 23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci-dos galhos da velha rvore. Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. (A) Quem podou? e Quando podou? (B) Qual jardineiro? e Galhos de qu? (C) Que jardineiro? e Podou o qu? (D) Que vizinho? e Que galhos? (E) Quando podou? e Podou o qu? 24. O pblico observava a agitao dos lanterninhas da plateia. Sem pontuao e sem entonao, a frase acima tem duas possibili-dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento correto das relaes entre seus termos e pela sua adequada pontua-o em: (A) O pblico da plateia, observava a agitao dos lanterninhas. (B) O pblico observava a agitao da plateia, dos lanterninhas. (C) O pblico observava a agitao, dos lanterninhas da plateia. (D) Da plateia o pblico, observava a agitao dos lanterninhas. (E) Da plateia, o pblico observava a agitao dos lanterninhas. 25. Felizmente, ningum se machucou. Lentamente, o navio foi se afastando da costa. Considere: I. felizmente completa o sentido do verbo machucar; II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de modo; III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato; IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar; V. felizmente e lentamente so caracterizadores de substantivos. Est correto o contido apenas em (A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) I, III e IV. (D) II, III e IV. (E) III, IV e V. 26. O segmento adequado para ampliar a frase Ele comprou o carro..., indicando concesso, : (A) para poder trabalhar fora. (B) como havia programado. (C) assim que recebeu o prmio. (D) porque conseguiu um desconto. (E) apesar do preo muito elevado. 27. importante que todos participem da reunio. O segmento que todos participem da reunio, em relao a importante, uma orao subordinada (A) adjetiva com valor restritivo. (B) substantiva com a funo de sujeito. (C) substantiva com a funo de objeto direto. (D) adverbial com valor condicional. (E) substantiva com a funo de predicativo. 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relao estabe-lecida pelo termo como de (A) comparatividade. (B) adio. (C) conformidade. (D) explicao. (E) consequncia. 29. A regio alvo da expanso das empresas, _____, das redes de franquias, a Sudeste, ______ as demais regies tambm sero contempladas em diferentes propores; haver, ______, planos di-versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos possveis franqueados. A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e relaciona corretamente as ideias do texto, : (A) digo ... portanto ... mas (B) como ... pois ... mas (C) ou seja ... embora ... pois (D) ou seja ... mas ... portanto (E) isto ... mas ... como 30. Assim que as empresas conclurem o processo de seleo dos investidores, os locais das futuras lojas de franquia sero divulgados. A alternativa correta para substituir Assim que as empresas conclu-rem o processo de seleo dos investidores por uma orao reduzi-da, sem alterar o sentido da frase, : (A) Porque concluindo o processo de seleo dos investidores ... (B) Concludo o processo de seleo dos investidores ... (C) Depois que conclussem o processo de seleo dos investidores ... (D) Se concludo do processo de seleo dos investidores... (E) Quando tiverem concludo o processo de seleo dos investidores ... RESPOSTAS 01. D 11. B 21. B 02. A 12. A 22. A 03. C 13. C 23. C 04. E 14. E 24. E 05. A 15. C 25. D 06. B 16. A 26. E 07. D 17. B 27. B 08. E 18. E 28. C 09. C 19. D 29. D 10. D 20. A 30. B ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lngua Portuguesa A Opo Certa Para a Sua Realizao 46 ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 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Tabelas-verdade. 3.3 Equiva-lncias. 3.4 Leis de De Morgan. 3.5 Diagramas lgicos. 4 Lgica de primeira ordem. COMPREENSO DE ESTRUTURAS LGICAS Neste roteiro, o principal objetivo ser a investigao da validade de ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um a CONCLUSO e os demais PREMISSAS. Os argumentos esto tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e INDUTIVOS. ARGUMENTO DEDUTIVO: vlido quando b premissas, se verdadei-ras, a concluso tambm verdadeira. Premissa : "Todo homem mortal." Premissa : "Joo homem." Concluso : "Joo mortal." Esses argumentos sero objeto de estudo neste roteiro. ARGUMENTO INDUTIVO: a verdade das premissas no basta para assegurar a verdade da concluso. Premissa : " comum aps a chuva ficar nublado." Premissa : "Est chovendo." Concluso: "Ficar nublado." No trataremos do estudo desses argumentos neste roteiro. As premissas e a concluso de um argumento, formuladas em uma lin-guagem estruturada, permitem que o argumento possa ter uma anlise lgica apropriada para a verificao de sua validade. Tais tcnicas de anlise sero tratadas no decorrer deste roteiro. UMA CLASSIFICAO DA LGICA LGICA INDUTIVA: til no estudo da teoria da probabilidade, no ser abordada neste roteiro. LGICA DEDUTIVA: que pode ser dividida em: LGICA CLSSICA- Considerada como o ncleo da lgica deduti-va. o que chamamos hoje de CLCULO DE PREDICADOS DE 1a ORDEM com ou sem igualdade e de alguns de seus subsistemas. Trs Princpios (entre outros) regem a Lgica Clssica: da IDEN-TIDADE, da CONTRADIO e do TERCEIRO EXCLUDO os quais sero abordados mais adiante. LGICAS COMPLEMENTARES DA CLSSICA: Complementam de algum modo a lgica clssica estendendo o seu domnio. E-xemplos: lgicas modal , dentica, epistmica , etc. LGICAS NO - CLSSICAS: Assim caracterizadas por derroga-rem algum ou alguns dos princpios da lgica clssica. Exemplos: paracompletas e intuicionistas (derrogam o princpio do terceiro excludo); paraconsistentes (derrogam o princpio da contradio); no-alticas (derrogam o terceiro excludo e o da contradio); no-reflexivas (derrogam o princpio da identidade); probabilsticas, polivalentes, fuzzy-logic, etc... "ESBOO" DO DESENVOLVIMENTO DA LGICA PERODO ARISTOTLICO (390 a.C. a 1840 d.C.) A histria da Lgica tem incio com o filsofo grego ARISTTELES (384 - 322a.C.) de Estagira (hoje Estavo) na Macednia. Aristte-les criou a cincia da Lgica cuja essncia era a teoria do silogis-mo (certa forma de argumento vlido). Seus escritos foram reuni-dos na obra denominada Organon ou Instrumento da Cincia. Na Grcia, distinguiram-se duas grandes escolas de Lgica, a PERI-PATTICA (que derivava de Aristteles) e a ESTICA fundada por Zeno (326-264a.C.). A escola ESTICA foi desenvolvida por Cri-sipo (280-250a.C.) a partir da escola MEGRIA (fundada por Eu-clides, um seguidor de Scrates). Segundo Kneale e Kneale (O Desenvolvimento da Lgica), houve durante muitos anos uma certa rivalidade entre os Peripatticos e os Megrios e que isto talvez te-nha prejudicado o desenvolvimento da lgica, embora na verdade as teorias destas escolas fossem complementares. GOTTFRIED WILHELM LEIBNIZ (1646-1716) merece ser citado, apesar de seus trabalhos terem tido pouca influncia nos 200 anos seguidos e s foram apreciados e conhecidos no sculo XIX. PERODO BOOLEANO: (1840 a 1910) Inicia-se com GEORGE BOOLE (1815-1864) e AUGUSTUS DE MORGAN (1806-1871). Publicaram os fundamentos da chamada lgebra da lgica, respectivamente com MATHEMATICAL A-NALYSIS OF LOGIC e FORMAL LOGIC. GOTLOB FREGE (1848-1925) um grande passo no desenvolvi-mento da lgica com a obra BEGRIFFSSCHRIFT de 1879. As idi-as de Frege s foram reconhecidas pelos lgicos mais ou menos a partir de 1905. devido a Frege o desenvolvimento da lgica que se seguiu. GIUSEPPE PEANO (1858-1932) e sua escola com Burali-Forti, Vacca, Pieri, Pdoa, Vailati, etc. Quase toda simbologia da mate-mtica se deve a essa escola italiana. - PERODO ATUAL: (1910- ........) Com BERTRAND RUSSELL (1872-1970) e ALFRED NORTH WHITEHEAD (1861-1947) se inicia o perodo atual da lgica, com a obra PRINCIPIA MATHEMATICA. DAVID HILBERT (1862-1943) e sua escola alem com von Neu-man, Bernays, Ackerman e outros. KURT GDEL (1906-1978) e ALFRED TARSKI (1902-1983) com suas importantes contribuies. Surgem as Lgicas no-clssicas: N.C.A. DA COSTA (Universidade de So Paulo) com as lgicas paraconsistentes, L. A. ZADEH (Universidade de Berkeley-USA) com a lgica "fuzzy" e as contribuies dessas lgicas para a In-formtica, no campo da Inteligncia Artificial com os Sistemas Es-pecialistas. Hoje as especialidades se multiplicam e as pesquisas em Lgica en-globam muitas reas do conhecimento. CLCULO PROPOSICIONAL Como primeira e indispensvel parte da Lgica Matemtica temos o CLCULO PROPOSICIONAL ou CLCULO SENTENCIAL ou ainda CLCULO DAS SENTENAS. CONCEITO DE PROPOSIO PROPOSIO: sentenas declarativas afirmativas (expresso de uma linguagem) da qual tenha sentido afirmar que seja verdadeira ou que seja falsa. A lua quadrada. A neve branca. Matemtica uma cincia. No sero objeto de estudo as sentenas interrogativas ou exclamati-vas. OS SMBOLOS DA LINGUAGEM DO CLCULO PROPOSICIONAL VARIVEIS PROPOSICIONAIS: letras latinas minsculas p,q,r,s,.... para indicar as proposies (frmulas atmicas) . Exemplos: A lua quadrada: p A neve branca : q CONECTIVOS LGICOS: As frmulas atmicas podem ser com-binadas entre si e, para representar tais combinaes usaremos os conectivos lgicos : : e , : ou , : se...ento , : se e somente se , : no Exemplos: A lua quadrada e a neve branca. : p q (p e q so cha-mados conjunctos) A lua quadrada ou a neve branca. : p q ( p e q so cha-mados disjunctos) Se a lua quadrada ento a neve branca. : p q (p o an-tecedente e q o consequente) A lua quadrada se e somente se a neve branca. : p q A lua no quadrada. : p SMBOLOS AUXILIARES: ( ), parnteses que servem para denotar o "alcance" dos conectivos; Exemplos: Se a lua quadrada e a neve branca ento a lua no quadrada. : ((p q) p) A lua no quadrada se e somente se a neve bran-ca. : (( p) q)) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 2 DEFINIO DE FRMULA : 1. Toda frmula atmica uma frmula. 2. Se A e B so frmulas ento (A B) , (A B) , (A B) , (A B) e ( A) tambm so frmulas. 3. So frmulas apenas as obtidas por 1. e 2. . Com o mesmo conectivo adotaremos a conveno pela direita. Exemplo: a frmula p q r p q deve ser entendida como (((p q) ( r)) ( p ( q))) AS TABELAS VERDADE A lgica clssica governada por trs princpios (entre outros) que po-dem ser formulados como segue: Princpio da Identidade: Todo objeto idntico a si mesmo. Princpio da Contradio: Dadas duas proposies contraditrias (uma negao da outra), uma delas falsa. Princpio do Terceiro Excludo: Dadas duas proposies contra-ditrias, uma delas verdadeira. Com base nesses princpios as proposies simples so ou verdadei-ras ou falsas - sendo mutuamente exclusivos os dois casos; da dizer que a lgica clssica bivalente. Para determinar o valor (verdade ou falsidade) das proposies com-postas (moleculares), conhecidos os valores das proposies simples (atmicas) que as compem usaremos tabelas-verdade : 1.Tabela verdade da "negao" : ~p verdadeira (falsa) se e somente se p falsa (verdadeira). p ~p V F F V 2. Tabela verdade da "conjuno": a conjuno verdadeira se e so-mente os conjunctos so verdadeiros. p q p q V V V V F F F V F F F F 3. Tabela verdade da "disjuno" : a disjuno falsa se, e somente, os disjunctos so falsos. p q p q V V V V F V F V V F F F 4. Tabela verdade da "implicao": a implicao falsa se, e somente se, o antecedente verdadeiro e o consequente falso. p q p q V V V V F F F V V F F V 5. Tabela verdade da "bi-implicao": a bi-implicao verdadeira se, e somente se seus componentes so ou ambos verdadeiros ou ambos falsos p q p q V V V V F F F V F F F V Exemplo: Construir a tabela verdade da frmula : ((p q) ~p) (q p) p q ((p q) p) (q p) V V V F F V V V F V F F V F F V V V V F F F F F V V F F NMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE: Cada propo-sio simples (atmica) tem dois valores V ou F, que se excluem. Para n atmicas distintas, h tantas possibilidades quantos so os arranjos com repetio de 2 (V e F) elementos n a n. Segue-se que o nmero de linhas da tabela verdade 2n. Assim, para duas proposies so 22 = 4 linhas; para 3 proposies so 23 = 8; etc. Exemplo: a tabela - verdade da frmula ((p q) r) ter 8 li-nhas como segue : p q r ((p q) r ) V V V V V V V F V F V F V F V V F F F V F V V F V F V F F V F F V F V F F F F V NOTA: "OU EXCLUSIVO" importante observar que "ou" pode ter dois sentidos na linguagem habitual: inclusivo (dis-juno) ("vel") e exclusivo ( "aut") onde p q significa ((p q) (p q)). p q ((p q) (p q)) V V V F F V V F V V V F F V V V V F F F F F V F CONSTRUO DE TABELAS-VERDADE 1. TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIO COMPOSTA Dadas vrias proposies simples p, q, r,..., podemos combin-las pelos conectivos lgicos: , , V , , e construir proposies compostas, tais como: P (p, q) = p V (p q) Q (p, q) = (p q) q R (p, q, r) = ( p q V r ) ( q V ( p r ) ) Ento, com o emprego das tabelas-verdade das operaes lgicas fundamentais: p, p q, p V q, p q, p q possvel construir a tabela-verdade correspondente a qualquer proposio composta dada, tabela-verdade esta que mostrar exatamente os casos em que a proposi-o composta ser verdadeira(V) ou falsa(F), admitindo-se, como sabi-do, que o seu valor lgico s depende dos valores lgicos das proposies simples componentes. 2. NMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE O nmero de linhas da tabela-verdade de uma proposio composta depende do nmero de proposies simples que a integram, sendo da-do pelo seguinte teorema: A tabela-verdade de uma proposio composta com n proposi-es simples componentes contm 2n linhas. Dem. Com efeito, toda proposio simples tem dois valores lgicos: V e F, que se excluem. Portanto, para uma proposio composta P(p1, p2, ... pn) com n proposies simples componentes p1, p2, ... pn h tantas possibilida-des de atribuio dos valores lgicos V e F a tais componentes quantos so os arranjos com repetio n a n dos dois elementos V e F, isto , A2, n = 2n, segundo ensina a Anlise Combinatria. 3. CONSTRUO DA TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIO COMPOSTA Para a construo prtica da tabela-verdade de uma proposio com-posta comea-se por contar o nmero de proposies simples que a inte-gram. Se h n proposies simples componentes: p1, p2, ... pn ento a tabela-verdade contm 2n linhas. Posto isto, 1 proposio simples p1 atribuem-se 2n/2 = 2n - 1 valores V seguidos de 2n 2 valores F; 2 proposi-o simples p2 atribuem-se 2n/4 = 2n - 2 valores V, seguidos de 2n - 2 valores F, seguidos de 2n - 2 valores V, seguidos, finalmente, de 2n - 2 valores F; e assim por diante. De modo genrico, a k-sima proposio simples pk(k n) atribuem-se alternadamente 2n/ 2k = 2n - k valores V seguidos de igual nmero de valores F. No caso, p. ex., de uma proposio composta com cinco (5) proposi-es simples componentes, a tabela-verdade contm 25 = 32 linhas, e os APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 3grupos de valores V e F se alternam de 16 em 16 para a 1 proposio simples p1, de 8 em 8 para a 2 proposio simples p2, de 4 em 4 para a 3 proposio simples p3, de 2 em 2 para a 4 proposio simples p4, e, enfim, de 1 em 1 para a 5 proposio simples p5. 4. EXEMPLIFICAAO (1) Construir a tabela-verdade da proposio: P ( p, q) = (p q) 1 Resoluo - Forma-se, em primeiro lugar, o par de colunas correspon-dentes s duas proposies simples componentes p e q. Em seguida, forma-se a coluna para q. Depois, forma-se a coluna para p q. Afinal, forma-se a coluna relativa aos valores lgicos da proposio composta dada. p q q p q (p q) V V F F V V F V V F F V F F V F F V F V 2. Resoluo Formam-se primeiro as colunas correspondentes s duas proposies simples p e q. Em seguida, direita, traa-se uma coluna para cada uma dessas proposies e para cada um dos conectivos que figuram na proposio composta dada. p q (p q) V F V V F V F F Depois, numa certa ordem, completam-se essas colunas, escrevendo cm cada uma delas os valores lgicos convenientes, no modo abaixo indicado: p q (p q) V V V V F F F V F F V V V F F V V F F F V F F V F F V F 4 1 3 2 1 Os valores lgicos da proposio composta dada encontram-se na co-luna completada em ltimo lugar (coluna 4). Portanto, os valores lgicos da proposio composta dada correspon-dentes a todas as possveis atribuies dos valores lgicos V e F s propo-sies simples componentes p e q (VV, VF, FV e FF) so V, F, V e V, isto , simbolicamente: P(VV)=V, P(VF)=F, P(FV)=V, P(FF)=V ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = VFVV Observe-se que a proposio P(p, q) associa a cada um dos elementos do conjunto U { VV, VF, FV, FF } um nico elemento do conjunto {V, F} isto , P(p, q) outra coisa no que uma funo de U em {V, F} P(p,q) : U {V,F} cuja representao grfica por um diagrama sagital a seguinte: 3 Resoluo Resulta de suprimir na tabela-verdade anterior as duas primeiras colunas da esquerda relativas s proposies simples com-ponentes p e q que d a seguinte tabela-verdade simplificada para a proposio composta dada: (p q) V V F F V F V V V F V F F F V V F F V F 4 1 3 2 1 (2) Construir a tabela-verdade da proposio: P (p, q) = ( p q) V (q p) 1 Resoluo: p q p q q p ( p q) (q p) ( p q) V (q p) V V V V F F F V F F F V V V F V F F V V V F F F V V F V 2 Resoluo: p q ( p q) V (q p) V V F V V V F F V V V V F V V F F V V F F V F V V F F V V V V F F F F V F F F V F F V F 3 1 2 1 4 3 1 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VV)=F, P(VF)=V, P(FV)=V, P(FF)=V ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = FVVV Observe-se que P(p, a) outra coisa no que uma funo de U = { VV, VF, FV, FF} em (V, F} , cuja representao grfica por um diagrama sagi-tal a seguinte: 3 Resoluo: ( p q) V (q p) F V V V F F V V V V V F F V V F F V V F F V V V V F F V F F F V F F V F 3 1 2 1 4 3 1 2 1 (3) Construir a tabela-verdade da proposio: P(p, q, r) = p V r q r 1 Resoluo: p q r r p V r q r p V r q r V V V F V F F V V F V V V V V F V F V F F V F F V V F F F V V F F F V F V F V V V V F F V F F F V F F F V V F F 2 Resoluo: p q r p V r q r V V V V V F V F V F F V V V F V V V F V V V V F V F V V V F V F F F F V V F F V V V F F F F V F F V V F F F V V V F F V F V F F V V F V V V V F F F V F F F V V F F F V F F F F V V F F F F V F 1 3 2 1 4 1 3 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VVV) = F, P(VVF) = V, P(VFV) = F, P(VFF) = F P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = F ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FVFFVVVF Observe-se que a proposio P(p, q, r) outra coisa n~o que uma fun-o de U = {VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF} em {V, F} , cuja representao grfica por um diagrama sagital a seguinte: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 4 3 Resoluo: p V r q r V V F V F V F F V V V V F V V V V F V V F V F F F F V V V V F F F F V F F F F V V V F F V F V V F V V V V F F F F V V F F F V F V V F F F F V F 1 3 2 1 4 1 3 2 1 (4) Construir a tabela-verdade da proposio: P(p, q, r) = (p q) (q r) (p r) Resoluo: p q r (p q) (q r) (p r) V V V V V V V V V V V V V V V V F V V V F V F F V V F F V F V V F F F F V V V V V V V F F V F F F F V F V V F F F V V F V V V V V V V F V V F V F F V V F V F F V F V F F F V F V F V F V V V F V V F F F F V F V F V F V F V F 1 2 1 3 1 2 1 4 1 2 1 Portanto, simbolicamente: P(VVV) = V, P(VVF) = V, P(VFV) = V, P(VFF) = V P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = V ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = VVVVVVVV Observe-se que a ltima coluna (coluna 4) da tabela-verdade da pro-posio P(p, q, r) s encerra a letra V(verdade), isto , o valor lgico desta proposio sempre V quaisquer que sejam os valores lgicos das propo-sies componentes p, q e r. (5) Construir a tabela-verdade da proposio: P(p, q, r) =(p ( ~ q V r )) ~ (q V (p ~ r)) Resoluo: (p ( ~ q V r )) ~ (q V (p ~ r)) V V F V V V F F V V V F F V V F F V F F F F V V V V V F V V V F V V V V F F V F F V V V V F V F F F F V V V V F F V F V V V F F V V F V F V F V F V F F F F V V F F V F F V V F V V F F F V F V F V F V V F V F V V F F F F V F 1 4 2 1 3 1 6 5 1 4 1 3 2 1 Note-se que uma tabela-verdade simplificada da proposio P(p, q, r), pois, no encerra as colunas relativas s proposies componentes p, q e r. Portanto, simbolicamente: P(VVV) = F, P(VVF) = F, P(VFV) = V, P(VFF) = F P(FVV) = F, P(FVF)= F, P(PFV) = F, P(FFF) = V ou seja, abreviadamente: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FFVFFFFV 5. VALOR LGICO DE UMA PROPOSIO COMPOSTA Dada uma proposio composta P(p, q, r,.. .), pode-se sempre determi-nar o seu valor lgico (V ou F) quando so dados ou conhecidos os valores lgicos respectivos das proposies componentes p, q, r . Exemplos: (1) Sabendo que os valores lgicos das proposies p e q so res-pectivamente V e F, determinar o valor lgico (V ou F) da pro-posio: P(p, q) = (p V q) p q Resoluo Temos, sucessivamente: V(P) = (V V F) V F = V F V = F F = V Sejam as proposies p: pi =3 e q: sen 2pi =0. Determinar o valor lgico (V ou F) da proposio: P(p, q) = (p q) (p p q) Resoluo As proposies componentes p e q so ambas falsas, is-to , V(p) = F e V(q) = F. Portanto: V(P) = (FF) (F F F) = V (F F) = V V = V (3) Sabendo que V(p) = V, V(q) = F e V(r) E, determinar o valor lgico (V ou F) da proposio: =P(p, q, r) = (q (r p)) V (( q p) r) Resoluo - Temos, sucessivamente: V(P) = ( F ( F V)) V (( F V ) F) = = ( F ( F F)) V ((V V ) F) = = ( F V)) V (( V F ) = F V F = F (4) Sabendo que V(r) V, determinar o valor lgico (V ou F) da proposi-o: p q V r. Resoluo Como r verdadeira (V), a disjuno q V r verdadei-ra(V). Logo, a condicional dada verdadeira(V), pois, o seu consequente verdadeiro (V). (5) Sabendo que V(q) = V, determinar o valor lgico (V ou F) da propo-sio:: (p q) ( q p). Resoluo Como q verdadeira (V), ento q falsa (F). Logo, a condicional q p verdadeira(V), pois, o seu antecedente falso(F). Por consequncia, a condicional dada verdadeira(V), pois, o seu conse-quente verdadeiro(V). (6) Sabendo que as proposies x = 0, e x = y so verdadeiras e que a proposio y = z falsa, determinar o valor lgico (V ou F) da proposio: x 0 V x y y z Resoluo - Temos, sucessivamente: V V V F = F V F V = F V = V ARGUMENTOS. REGRAS DE INFERNCIA 1. DEFINIO DE ARGUMENTO Sejam P1, P2, ... , Pn ( n 1) e Q proposies quaisquer, simples ou compostas. Definio - Chama-se argumento toda a afirmao de que uma dada sequncia finita P1, P2, ... , Pn ( n 1) de proposies tem como conse-quncia ou acarreta uma proposio final Q. As proposies P1, P2, ... , Pn dizem-se as premissas do argumento, e a proposio final Q diz-se a concluso do argumento. Um argumento de premissas P1, P2, ... , Pn e de concluso Q indica-se por: P1, P2, ... , Pn | Q e se l de uma das seguintes maneiras: (i) P1, P2 ,..., Pn acarretam Q (ii) Q decorre de P1, P2 ,..., Pn (iii) Q se deduz de P1, P2 ,..., Pn (iv) Q se infere de P1, P2 ,..., Pn Um argumento que consiste em duas premissas e uma concluso chama-se silogismo. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 52. VALIDADE DE UM ARGUMENTO Definio - Um argumento P1, P2, ... , Pn | Q diz-se vlido se e so-mente se a concluso Q verdadeira todas as vezes que as premissas P1, P2 ,..., Pn so verdadeiras. Em outros termos, um argumento P1, P2, ... , Pn | Q vlido se e somente se for V o valor lgico da concluso Q todas as vezes que as premissas P1, P2 ,..., Pn tiverem o valor lgico V. Portanto, todo argumento vlido goza da seguinte propriedade caracte-rstica: A verdade das premissas incompatvel com a falsidade da conclu-so. Um argumento no-vlido diz-se um sofisma. Deste modo, todo argumento tem um valor lgico, digamos V se vli-do (correto, legtimo) ou F se um sofisma (incorreto, ilegtimo). As premissas dos argumentos so verdadeiras ou, pelo menos admiti-das como tal. Alis, a Lgica s se preocupa com a validade dos argumen-tos e no com a verdade ou a falsidade das premissas e das concluses. A validade de um argumento depende exclusivamente da relao exis-tente entre as premissas e a concluso. Portanto, afirmar que um dado argumento vlido significa afirmar que as premissas esto de tal modo relacionadas com a concluso que no possvel ter a concluso falsa se as premissas so verdadeiras. 3. CRITRIO DE VALIDADE DE UM ARGUMENTO Teorema Um argumento P1, P2, ... , Pn | Q vlido se e somente se a condicional: (P1 P2 ... Pn ) Q (1) tautolgica. Dem. Com efeito, as premissas P1, P2, ... , Pn so todas verdadeiras se e somente se a proposio P1 P2 ... Pn verdadeira. Logo, o argu-mento P1, P2, ... , Pn | Q vlido se e somente se a concluso Q ver-dadeira todas as vezes que a proposio P1 P2 ... Pn verdadeira, ou seja, se e somente se a proposio P1 P2 ... Pn implica logica-mente a concluso Q: P1 P2 ... Pn Q ou, o que equivalente, se a condicional (1) tautolgica. NOTA - Se o argumento P1 (p, q, r,...),..., Pn(p, q, r,...) | Q(p, q, r,...) vlido, ento o argumento da mesma forma: P1 (P, Q, R,...),..., Pn(P, Q, R,...) | Q(P, Q, R,...) tambm vlido, quaisquer que sejam as proposies R, S, T, ... Exemplificando, do argumento vlido p | p V q (1) segue-se a valida-de dos argumentos: (~p r) | (~ p r) V (~ s r ); (p V s) | (p r V s) V (~ r s) pois, ambos tm a mesma forma de (1). Portanto, a validade ou no-validade de um argumento depende ape-nas da sua forma e no de seu contedo ou da verdade c falsidade das proposies que o integram. Argumentos diversos podem ter a mesma forma, e como a forma que determina a validade, lcito falar da validade de uma dada forma ao invs de falar da validade de um dado argumento. E afirmar que uma dada forma vlida equivale a asseverar que no existe argumento algum dessa forma com premissas verdadeiras e uma conclu-so falsa, isto , todo argumento de forma vlida um argumento vlido. Vice-versa, dizer que um argumento vlido equivale a dizer que tem forma vlida. 4. CONDICIONAL ASSOCIADA A UM ARGUMENTO Consoante o Teorema anterior (3), dado um argumento qualquer: P1, P2, ... , Pn | Q a este argumento corresponde a condicional: (P1 P2 ... Pn ) Q com antecedente a conjuno das premissas e cujo consequente a concluso, denominada condicional associada ao argumento dado. Reciprocamente, a toda condicional corresponde um argumento cujas premissas so as diferentes proposies cuja conjuno formam o antece-dente e cuja concluso o consequente. Exemplificando, a condicional associada ao argumento: p ~q, p ~ r, q V ~ s | ~ (r V s) ( p ~q) ( p ~ r) ( q V ~ s) ~ (r V s) e o argumento correspondente condicional: ( p q V r ) ~ s ( q V r s) ( s p V ~q ) p q V r , ~ s, q V r s | s p V ~q 5. ARGUMENTOS VLIDOS FUNDAMENTAIS So argumentos vlidos fundamentais ou bsicos (de uso corrente) os constantes da seguinte lista: I . Adio (AD): (i) p | p V q; (ii) p | q V p II. Simplificao (SIMP): (i) p q | p; (ii) p q | q III. Conjuno (CONJ): (i) p, q | p q; (ii) p, q | q p IV. Absoro (ABS): p q | p ( p q) V. Modus ponens (MP): pq, p |q VI. Modus tollens (MI): pq, ~ q| p VII. Silogismo disjuntivo (SD): (i) p V q, ~ p | q; (ii) p V q, ~ q | p VIII. Silogismo hipottico (5H): p q, q r | p r IX. Dilema construtivo (DC): p q, r s, p V r | q V s X. Dilema destrutivo (DD): p q, r s, ~ q V ~ s | ~ p V ~ r A validade destes dez argumentos consequncia imediata das tabe-las-verdade. 6. REGRAS DE INFERNCIA Os argumentos bsicos da lista anterior so usados para fazer infe-rncias, isto , executar os passos de uma deduo ou demonstrao, e por isso chamam-se tambm, regras de inferncia, sendo habitual escrev-los na forma padronizada abaixo indicada colocando as premissas sobre um trao horizontal e, em seguida, a concluso sob o mesmo trao. I. Regra da Adio (AD): (i) p (ii) p p V q q V p II. Regra de Simplificao (SIMP): (i) p q (ii) p q p q III. Regra da Conjuno (CONJ): p p (i) q (ii) q p V q q V p IV. Regra da Absoro (ABS): p q p (p q) V. Regra Modus ponens (MP): p q p q APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 6VI: Regra Modus tollens (MI): p q ~ q ~ p VII. Regra do Silogismo disjuntivo (SD): (i) p V q (ii) p V q ~ p ~ q q p VIII. Regra do Silogismo hipottico (SH): p q q r p r IX. Regra do Dilema construtivo (DC): p q r s p V r q V s X. Regra do Dilema destrutivo (DD): p q r s ~ q V ~ s ~ p V ~ r Com o auxlio destas dez regras de inferncia pode-se demonstrar a validade de uni grande nmero de argumentos mais complexos. 7. EXEMPLOS DO USO DAS REGRAS DE INFERNCIA Damos a seguir exemplos simples do uso de cada uma das regras de inferncia na deduo de concluses a partir de premissas dadas. 1. Regra da Adio - Dada uma proposio p, dela se pode deduzir a sua disjuno com qualquer outra proposio, isto , deduzir p V q, ou p V r, ou s V p, ou t V p, etc. Exemplos: (a) (1) p P (b) (1) ~ p P (2) p V ~ q (2) q V ~ p (c) (1) p q P (b) (1) p V q P (2) (p q) V r (2) (r s) V (p V q) (c) (1) x 0 P (b) (1) x 0 P (2) x 0 V x 1 (2) x = 2 V x < 1 II. Regra da Simplificao Da conjuno p q de duas proposies se pode deduzir cada uma das proposies, p ou q. Exemplos: (a) (1) (p V q) r P (b) (1) p ~ q P (2) p V q (2) ~ q (c) (1) x > 0 x 1 P (b) (1) x A x B P (2) x 1 (2) x A III. Regra da Conjuno -- Permite deduzir de duas proposies dadas p e q (premissas) a sua conjuno p q ou q p (concluso). (a) (1) p V q P (b) (1) p V q P (2) ~ r P (2) q V r P (3) (p V q) ~ r (3) (p q) V (q V r) (c) (1) x < 5 P (d) (1) x A P (2) x > 1 P (2) x B P (3) x > 1 x < 5 (3) x B x A IV. Regra da Absoro Esta regra permite, dada uma condicional - co-mo premissa, dela deduzir como concluso uma outra condicional com o mesmo antecedente p e cujo consequente a conjuno p q das duas proposies que integram a premissa, isto , p p q. Exemplos: (a) (1) x = 2 x < 3 P (2) x = 2 x = 2 x < 3 (b) (1) x A x A B P (2) x A x A x A B V. Regra Modus ponens - Tambm chamada Regra de separao e permite deduzir q (concluso) a partir de p q e p (premissas). Exemplos: (a) (1) ~ p ~ q P (b) (1) p q r P (2) ~ p P (2) p q P (3) ~ q (3) r (b) (1) p q r P (c) (1) ~ p V r s ~ q P (2) p P (2) ~ p V r P (3) q r (3) s ~ q (e) (1) x 0 x + y > 1 P (f) (1) x A B x A P (2) x 0 P (2) x A B P (3) x + y > 1 (3) x A VI. Regra Modus tollens - Permite, a partir das premissas p q (condicional) o ~ q (negao do consequente), deduzir como concluso ~ p (negao do antecedente). Exemplos: (a) (1) q r s P (2) ~ s P (3) ~ (q r) (b) (1) p ~ q P (2) ~ ~ q P (3) ~ p (c) (1) p q r P (2) ~(q r) P (3) ~ p (d) (1) x 0 x = y P (2) x y P (3) x = 0 VII. Regra do Silogismo disjuntivo Permite deduzir da disjuno p V q de duas proposies e da negao ~ p (ou ~ q) de uma delas a outra proposio q (ou p). Exemplos: (a) (1) (p q) V r P (b) (1) ~ p V ~ q P (2) ~ r (2) ~~ p (3) p q (3) ~ q (b) (1) x = 0 V x = 1 P (d) (1) ~ (p q) V r P (2) x 1 P (2) ~ ~ (p q) P (3) x = 0 (3) r VIII. Regra do Silogismo hipottico Esta regra permite, dadas duas condicionais: p q e q r (premissas), tais que o consequente da primei-ra coincide com o antecedente da segunda, deduzir uma terceira condicio-nal p r (concluso) cujo antecedente e consequente so respectivamen-te o antecedente da premissa p q e o consequente da outra premissa q r (transitividade da seta ). (a) (1) ~ p ~ q P (b) (1) ~ p q V r P (2) ~ q ~ r P (2) q V r ~ s P (3) ~ p ~ r (3) ~ p ~s (c) (1) (p q) r P (d) (1) | x | = 0 x = 0 P (2) r (q s) P (2) x = 0 x + 1 = 1 P (3) (p q) (q s) (3) | x | = 0 x + 1 = 1 APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 7IX. Regra do Dilema construtivo Nesta regra, as premissas so duas condicionais e a disjuno dos seus antecedentes, e a concluso a disjuno dos consequentes destas condicionais. (a) (1) (p q) ~ r P (b) (1) x < y x = 2 P (2) s t P (2) x < y x = 2 P (3) (p q) V s P (3) x < y V x < y P (4) ~ r V t (4) x = 2 V x > 2 X. Regra do Dilema destrutivo Nesta regra, as premissas so duas condicionais e a disjuno da negao dos seus consequentes, e a conclu-so a disjuno da negao dos antecedentes destas condicionais. (a) (1) ~ q r P (b) (1) x + y = 7 x = 2 P (2) p ~ s P (2) y - x =2 x = 3 P (3) ~ r V ~~s P (3) x 2 V x 3 P (4) ~~ q V ~p (4) x + y 7 V y x 2 DIAGRAMAS E ESQUEMAS LGICOS (TEORIA DOS CONJUNTOS); 1. Conceitos primitivos Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos so noes que adotamos sem definio. Adotaremos aqui trs conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen-to e o de pertinncia de um elemento a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um conjunto, sem que tenhamos definido o que conjunto, o que elemento e o que significa dizer que um elemento pertence ou no a um conjunto. 2. Notao Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notao: os conjuntos so indicados por letras maisculas: A, B, C, ... ; os elementos so indicados por letras minsculas: a, b, c, x, y, ... ; o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C indicado com x e C; o fato de um elemento y no pertencer a um conjunto C indicado mm y t C. 3. Representao dos conjuntos Um conjunto pode ser representado de trs maneiras: por enumerao de seus elementos; por descrio de uma propriedade caracterstica do conjunto; atravs de uma representao grfica. Um conjunto representado por enumerao quando todos os seus elementos so indicados e colocados dentro de um par de chaves. Exemplo: a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos algarismos do nosso sistema de numerao. b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto. c) Quando um conjunto possui nmero elevado de elementos, porm apresenta lei de formao bem clara, podemos representa-lo, por enumerao, indicando os primeiros e os ltimos elementos, intercalados por reticncias. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto dos nmeros pares positivos, menores do que100. d) Ainda usando reticncias, podemos representar, por enumerao, conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de formao bem clara, como os seguintes: D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos nmeros inteiros no negativos; E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos nmeros inteiros; F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos nmeros mpares positivos. A representao de um conjunto por meio da descrio de uma propri-edade caracterstica mais sinttica que sua representao por enumera-o. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, ser representado da seguinte maneira: C = { x | x possui uma determinada propriedade } que se l: C o conjunto dos elementos x tal que possui uma determinada propriedade: Exemplos a) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: A = { x | x algarismo do nosso sistema de numerao } b) O conjunto G = { a; e ;i; o, u } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: G = { x | x vogal do nosso alfabeto } c) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: H = { x | x par positivo } A representao grfica de um conjunto bastante cmoda. Atravs dela, os elementos de um conjunto so representados por pontos interiores a uma linha fechada que no se entrelaa. Os pontos exteriores a esta linha representam os elementos que no pertencem ao conjunto. Exemplo Por esse tipo de representao grfica, chamada diagrama de Euler-Venn, percebemos que x C, y C, z C; e que a C, b C, c C, d C. Exerccios resolvidos Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V (verdadeiro) ou F (falso): a) 1 A ( V ) b) 1 B ( F ) c) 1 C ( F ) d) 4 A ( V ) e) 4 B ( V ) f) 4 C ( V ) g) 7 A ( F ) h) 7 B ( F ) i) 7 C ( F ) l) 1 A ou 1 B ( V ) m) 1 A e 1 B ( F ) n) 4 A ou 4 B ( V ) o) 4 A e 4 B ( V ) p) 7 A ou 7 B ( F ) q) 7 A e 7 B ( F ) Represente, por enumerao, os seguintes conjuntos: a) A = { x | x ms do nosso calendrio } b) B = { x | x ms do nosso calendrio que no possui a letra r } c) C = { x | x letra da palavra amor } d) D = { x | x par compreendido entre 1e 11} e) E = {x | x2 = 100 } Resoluo a) A = ( janeiro ; fevereiro; maro; abril; maio ; junho; julho ; agosto ; setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) . b) B = (maio; junho; julho; agosto ) c) C = (a; m; o; r ) d) D = ( 2; 4; 6; 8; ia ) e) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 . 4. Nmero de elementos de um conjunto Consideremos um conjunto C. Chamamos de nmero de elementos deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao nmero de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto. Exemplos a) O conjunto A = { a; e; i; o; u } tal que n(A) = 5. b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } tal que n(B) = 10. c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) tal que n (C) = 99. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 85. Conjunto unitrio e conjunto vazio Chamamos de conjunto unitrio a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. Exemplo: C = ( 3 ) E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0. Exemplo: M = { x | x2 = -25} O conjunto vazio representado por { } ou por . Exerccio resolvido Determine o nmero de elementos dos seguintes com juntos : a) A = { x | x letra da palavra amor } b) B = { x | x letra da palavra alegria } c) c o conjunto esquematizado a seguir d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) e) E o conjunto dos pontos comuns s relas r e s, esquematizadas a seguir : Resoluo a) n(A) = 4 b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si. c) n(C) = 2, pois h dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C d) observe que: 2 = 2 . 1 o 1 par positivo 4 = 2 . 2 o 2 par positivo 6 = 2 . 3 o 3 par positivo 8 = 2 . 4 o 4 par positivo . . . . . . 98 = 2 . 49 o 49 par positivo logo: n(D) = 49 e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto comum. Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E , portanto, unitrio. 6. Igualdade de conjuntos Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 so iguais, e indicaremos com A = 8, se ambos possurem os mesmos elementos. Quando isto no ocorrer, diremos que os conjuntos so diferentes e indicaremos com A B. Exemplos . a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} d) {a;e;i;o;u} {a;e;i;o} e) { x | x2 = 100} = {10; -10} f) { x | x2 = 400} {20} 7. Subconjuntos de um conjunto Dizemos que um conjunto A um subconjunto de um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, tambm pertencer a B. Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estar "totalmente dentro" do conjunto B: Indicamos que A um subconjunto de B de duas maneiras: a) A B; que deve ser lido : A subconjunto de B ou A est contido em B ou A parte de B; b) B A; que deve ser lido: B contm A ou B inclui A. Exemplo Sejam os conjuntos A = {x | x mineiro} e B = {x | x brasileiro} ; temos ento que A B e que B A. Observaes: Quando A no subconjunto de B, indicamos com A B ou B A. Admitiremos que o conjunto vazio est contido em qualquer conjunto. 8. Nmero de subconjuntos de um conjunto dado Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, ento este conjunto ter 2n subconjuntos. Exemplo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele ter 22 = 4 subconjuntos. Exerccio resolvido: 1. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . Resoluo: Como o conjunto C possui cinco elementos, o nmero dos seus subconjuntos ser 25 = 32. Exerccios propostas: 2. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } Resposta: 1024 3. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = 121314243435; ; ; ; ;Resposta: 32 OPERAES COM CONJUNTOS 1. Unio de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos unio ou reunio de A com B, e indicamos com A B, ao conjunto constitudo por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseo dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e} b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d} c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} 2. Interseco de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseo de A com B, e indicamos com A B, ao conjunto constitudo por todos os elementos que pertencem a A e a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseco dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} {d;e} = b) {a;b;c} {b;c,d} = {b;c} c) {a;b;c} {a;c} = {a;c} Quando a interseco de dois conjuntos vazia, como no exemplo a, dizemos que os conjuntos so disjuntos. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 9Exerccios resolvidos 1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os seguintes conjuntos: a) A B f) B C b) A B g) A B C c) A C h) A B C d) A C i) (A B) U (A C) e) B C Resoluo a) A B = {x; y; z; w; v } b) A B = {x } c) A C = {x; y;z; u; t } d) A C = {y } e) B C={x;w;v;y;u;t} f) B C= g) A B C= {x;y;z;w;v;u;t} h) A B C= i) (A B) u (A C)={x} {y}={x;y} 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: a) A B C b) (A B) (A C) Resoluo 3. No diagrama seguinte temos: n(A) = 20 n(B) = 30 n(A B) = 5 Determine n(A B). Resoluo Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente, incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B; teremos ento: n(A B) = n(A) + n(B) - n(A B) ou seja: n(A B) = 20 + 30 5 e ento: n(A B) = 45. 4. Conjunto complementar Dados dois conjuntos A e B, com B A, chamamos de conjunto complementar de B em relao a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B. Observao: O complementar um caso particular de diferena em que o segundo conjunto subconjunto do primeiro. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o complementar de B em relao a A, temos: Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} Observao: O conjunto complementar de B em relao a A formado pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto , para B se igualar a A. 5 Princpios de contagem e probabilidade. Princpio fundamental da contagem (PFC) Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras diferentes e um segundo evento, de k maneiras diferentes, ento, para ocorrerem os dois sucessivamente, existem m . k maneiras diferentes. Aplicaes 1) Uma moa dispe de 4 blusas e 3 saias. De quantos modos dis-tintos ela pode se vestir? Soluo: A escolho de uma blusa pode ser feita de 4 maneiras diferentes e a de uma saia, de 3 maneiras diferentes. Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a escolha da blusa e saia. Podemos resumir a resoluo no seguinte esquema; Blusa saia 4 . 3 = 12 modos diferentes 2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e 5 caminhos ligan-do os pontos B e C. Para ir de A a C, passando pelo ponto B, qual o nmero de trajetos diferentes que podem ser realizados? Soluo: Escolher um trajeto de A a C significa escolher um caminho de A a B e depois outro, de B a C. Como para cada percurso escolhido de A a B temos ainda 5 possibili-dades para ir de B a C, o nmero de trajetos pedido dado por: 4 . 5 = 20. Esquema: Percurso AB Percurso BC 4 . 5 = 20 3) Quantos nmeros de trs algarismos podemos escrever com os algarismos mpares? Soluo: Os nmeros devem ser formados com os algarismos: 1, 3, 5, 7, 9. Exis-tem 5 possibilidades para a escolha do algarismo das centenas, 5 possibili-dades para o das dezenas e 5 para o das unidades. Assim, temos, para a escolha do nmero, 5 . 5 . 5 = 125. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 10 algarismos da centena algarismos da dezena algarismos da unidade 5 . 5 . 5 = 125 4) Quantas placas podero ser confeccionadas se forem utilizados trs letras e trs algarismos para a identificao de um veculo? (Considerar 26 letras, supondo que no h nenhuma restrio.) Soluo: Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilidades para cada posi-o a ser preenchida por letras. Por outro lado, como dispomos de dez algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada posio a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo PFC o nmero total de placas dado por: 5) Quantos nmeros de 2 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3 e 4? Soluo: Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro algarismo e, para cada uma delas, 3 possibilidades para o segundo, visto que no permitida a repetio. Assim, o nmero total de possibilidades : 4 . 3 =12 Esquema: 6) Quantos nmeros de 3 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? Soluo: Existem 9 possibi1idades para o primeiro algarismo, apenas 8 para o segundo e apenas 7 para o terceiro. Assim, o nmero total de possibilida-des : 9 . 8 . 7 = 504 Esquema: 7) Quantos so os nmeros de 3 algarismos distintos? Soluo: Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Temos 9 possibilida-des para a escolha do primeiro algarismo, pois ele no pode ser igual a zero. Para o segundo algarismo, temos tambm 9 possibilidades, pois um deles foi usado anteriormente. Para o terceiro algarismo existem, ento, 8 possibilidades, pois dois de-les j foram usados. O nmero total de possibilidades : 9 . 9 . 8 = 648 Esquema: 8) Quantos nmeros entre 2000 e 5000 podemos formar com os algarismos pares, sem os repetir? Soluo: Os candidatos a formar os nmeros so : 0, 2, 4, 6 e 8. Como os nmeros devem estar compreendidos entre 2000 e 5000, o primeiro algarismo s pode ser 2 ou 4. Assim, temos apenas duas possibilidades para o primeiro algarismo e 4 para o segundo, trs para o terceiro e duas paia o quarto. O nmero total de possibilidades : 2 . 4 . 3 . 2 = 48 Esquema: Exerccios 1) Uma indstria automobilstica oferece um determinado veculo em trs padres quanto ao luxo, trs tipos de motores e sete tonalidades de cor. Quantas so as opes para um comprador desse carro? 2) Sabendo-se que num prdio existem 3 entradas diferentes, que o prdio dotado de 4 elevadores e que cada apartamento possui uma nica porta de entrada, de quantos modos diferentes um morador po-de chegar rua? 3) Se um quarto tem 5 portas, qual o nmero de maneiras distintas de se entrar nele e sair do mesmo por uma porta diferente da que se utilizou para entrar? 4) Existem 3 linhas de nibus ligando a cidade A cidade B, e 4 outras ligando B cidade C. Uma pessoa deseja viajar de A a C, passando por B. Quantas linhas de nibus diferentes poder utilizar na viagem de ida e volta, sem utilizar duas vezes a mesma linha? 5) Quantas placas podero ser confeccionadas para a identificao de um veculo se forem utilizados duas letras e quatro algarismos? (Ob-servao: dispomos de 26 letras e supomos que no haver nenhuma restrio) 6) No exerccio anterior, quantas placas podero ser confeccionadas se forem utilizados 4 letras e 2 algarismos? 7) Quantos nmeros de 3 algarismos podemos formar com os algaris-mos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 8) Quantos nmeros de trs algarismos podemos formar com os alga-rismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? 9) Quantos nmeros de 4 algarismos distintos podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 10) Quantos nmeros de 5 algarismos no repetidos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? 11) Quantos nmeros, com 4 algarismos distintos, podemos formar com os algarismos mpares? 12) Quantos nmeros, com 4 algarismos distintos, podemos formar com o nosso sistema de numerao? 13) Quantos nmeros mpares com 3 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 14) Quantos nmeros mltiplos de 5 e com 4 algarismos podemos formar com os algarismos 1, 2, 4, 5 e 7, sem os repetir? 15) Quantos nmeros pares, de 3 algarismos distintos, podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? E quantos mpares? 16) Obtenha o total de nmeros de 3 algarismos distintos, escolhidos entre os elementos do conjunto (1, 2, 4, 5, 9), que contm 1 e no contm 9. 17) Quantos nmeros compreendidos entre 2000 e 7000 podemos escre-ver com os algarismos mpares, sem os repetir? APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 11 18) Quantos nmeros de 3 algarismos distintos possuem o zero como algarismo de dezena? 19) Quantos nmeros de 5 algarismos distintos possuem o zero como algarismo das dezenas e comeam por um algarismo mpar? 20) Quantos nmeros de 4 algarismos diferentes tem o algarismo da unidade de milhar igual a 2? 21) Quantos nmeros se podem escrever com os algarismos mpares, sem os repetir, que estejam compreendidos entre 700 e 1 500? 22) Em um nibus h cinco lugares vagos. Duas pessoas tomam o ni-bus. De quantas maneiras diferentes elas podem ocupar os lugares? 23) Dez times participam de um campeonato de futebol. De quantas formas se podem obter os trs primeiros colocados? 24) A placa de um automvel formada por duas letras seguidas e um nmero de quatro algarismos. Com as letras A e R e os algarismos pares, quantas placas diferentes podem ser confeccionadas, de modo que o nmero no tenha nenhum algarismo repetido? 25) Calcular quantos nmeros mltiplos de 3 de quatro algarismos distin-tos podem ser formados com 2, 3, 4, 6 e 9. 26) Obtenha o total de nmeros mltiplos de 4 com quatro algarismos distintos que podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6. ARRANJOS SIMPLES Introduo: Na aplicao An,p, calculamos quantos nmeros de 2 algarismos distin-tos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. Os nmeros so : 12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43 Observe que os nmeros em questo diferem ou pela ordem dentro do agrupamento (12 21) ou pelos elementos componentes (13 24). Cada nmero se comporta como uma seqncia, isto : (1,2) (2,1) e (1,3) (3,4) A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo simples. Definio: Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se arranjo simples dos n elementos de /, tomados p a p, a toda sequncia de p elementos distintos, escolhidos entre os elementos de l ( P n). O nmero de arranjos simples dos n elementos, tomados p a p, indicado por An,p Frmula: Aplicaes 1) Calcular: a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4 Soluo: a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210 b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840 2) Resolver a equao Ax,3 = 3 . Ax,2. Soluo: x . ( x - 1) . ( x 2 ) = 3 . x . ( x - 1) x ( x 1) (x 2) - 3x ( x 1) =0 x( x 1)[ x 2 3 ] = 0 x = 0 (no convm) ou x = 1 ( no convm) ou x = 5 (convm) S = { }5 3) Quantos nmeros de 3 algarismos distintos podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? Soluo: Essa mesma aplicao j foi feita, usando-se o princpio fundamental da contagem. Utilizando-se a frmula, o nmero de arranjos simples : A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 nmeros Observao: Podemos resolver os problemas sobre arranjos simples usando apenas o princpio fundamental da contagem. Exerccios 1) Calcule: a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4 2) Efetue: a) A7,1 + 7A5,2 2A4,3 - A 10,2 b) 1,102,54,72,8AAAA+ 3) Resolva as equaes: a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x - 1) FATORIAL Definio: Chama-se fatorial de um nmero natural n, n 2, ao produto de todos os nmeros naturais de 1 at n. Assim : n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n 2 (l-se: n fatorial) 1! = l 0! = 1 Frmula de arranjos simples com o auxlio de fatorial: Aplicaes 1) Calcular: a) 5! c) ! 6! 8 e) 2)! - (n! nb) ! 4! 5 d) ! 10! 10 ! 11 + Soluo: a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 b) 5! 4! 4 5 ! 4! 5== c) 56! 6! 6 7 8! 6! 8== d) ( ) 12! 10111! 10!10! 10 ! 10 11! 10! 10 ! 11=+=+=+ e) ( ) ( )( ) nn! 2 - n ! 2 - n 1 - n n2)! - (n! n 2== 2) Obter n, de modo que An,2 = 30. Soluo: Utilizando a frmula, vem : == 302)! - (n! 2) - n ( 1) - n ( n302)! - (n! n n = 6 n2 - n - 30 = 0 ou n = -5 ( no convm) 3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3. Soluo: ( )( ) ( )( )( ) ( ) ==! 1 - n ! n3! 4 - n ! 3 - n 4! 3 - n ! n3! 4 - n ! 1 - n 4 ( )( )( )( )( )21n n312n4! 1 - n ! 1 - n n3! 4 - n ! 4 - n 3 - n 4===A n,p = n . (n -1) . (n 2) . . . (n (p 1)), { } N n p, e np ( ) { } lN np, e n p ,! pn ! nA P,N = APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 12 4) Obter n, tal que : 4! n! ) 1n ( - ! ) 2 n (=++ Soluo: =+++ 4! n! n ) 1 n ( - ! n ! ) 1n ( ! ) 2 n ( [ ] 4! n 1- 2 n ) 2 n ( ! n =++ n + 1 = 2 n =1 (n + 1 )2 = 4 n + 1 = -2 n = -3 (no convm ) Exerccios 1) Assinale a alternativa correta: a) 10 ! = 5! + 5 ! d) ! 2 ! 10 = 5 b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7! c) 10 ! = 11! -1! 2) Assinale a alternativa falsa; a) n! = n ( n-1)! d) ( n 1)! = (n- 1)(n-2)! b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1) c) n! = n(n 1) (n - 2) (n - 3)! 3) Calcule: a) ! 10! 12 c) ! 4 ! 3! 7 b) ! 5! 5 ! 7 + d) ! 5! 6 - ! 8 4) Simplifique: a) ! 1) - n ( ! n d) ! 1) - n ( n ! nb) ( )( )[ ]2 ! 1 n ! n ! 2 n ++ e) ! M! ) 1 - M ( 2 - ! 5Mc) ! n! ) 1 n ( ! n ++ 5) Obtenha n, em: a) 10! n1)!(n=+ b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)! c) 62)! - (n1)! - (n n= d) (n - 1)! = 120 6) Efetuando 1)! (nn ! n1+ , obtm-se: a) ! 1)(n2+ d) ! 1)(n1 2n++ b) ! n1 e) 0 c) 1 - n! 1) n ( ! n + 7) Resolva as equaes: a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1) 8) obtenha n, que verifique 8n ! = 1 n! 1) (n ! 2) (n++++ 9) o nmero n est para o nmero de seus arranjos 3 a 3 como 1 est para 240, obtenha n. PERMUTAES SIMPLES Introduo: Consideremos os nmeros de trs algarismos distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3. Esses nmeros so : 123 132 213 231 312 321 A quantidade desses nmeros dada por A3,3= 6. Esses nmeros diferem entre si somente pela posio de seus elemen-tos. Cada nmero chamado de permutao simples, obtida com os alga-rismos 1, 2 e 3. Definio: Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se permutao simples dos n elementos de l a toda a seqncia dos n elementos. O nmero de permutaes simples de n elementos indicado por Pn. OBSERVA O: Pn = An,n . Frmula: Aplicaes 1) Considere a palavra ATREVIDO. a) quantos anagramas (permutaes simples) podemos formar? b) quantos anagramas comeam por A? c) quantos anagramas comeam pela slaba TRE? d) quantos anagramas possuem a slaba TR E? e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E juntas? f) quantos anagramas comeam por vogal e terminam em consoante? Soluo: a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posies disponveis. Assim: Ou ento, P8 = 8 ! = 40 320 anagramas b) A primeira posio deve ser ocupada pela letra A; assim, devemos distribuir as 7 letras restantes em 7 posies, Ento: c) Como as 3 primeiras posies ficam ocupadas pela slaba TRE, de-vemos distribuir as 5 letras restantes em 5 posies. Ento: d) considerando a slaba TRE como um nico elemento, devemos permutar entre si 6 elementos, e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo considerado as letras T, R, E como um nico elemento: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 13 Devemos tambm permutar as letras T, R, E, pois no foi especificada a ordem : Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E podem ser dispostas de P3 maneiras. Assim, para P6 agrupamentos, temos P6 . P3 anagramas. Ento: P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 consoantes. Assim: PROBABILIDADE ESPAO AMOSTRAL E EVENTO Suponha que em uma urna existam cinco bolas vermelhas e uma bola branca. Extraindo-se, ao acaso, uma das bolas, mais provvel que esta seja vermelha. Isto iro significa que no saia a bola branca, mas que mais fcil a extrao de uma vermelha. Os casos possveis seu seis: Cinco so favorveis extrao da bola vermelha. Dizemos que a pro-babilidade da extrao de uma bola vermelha 65 e a da bola branca, 61 . Se as bolas da urna fossem todas vermelhas, a extrao de uma ver-melha seria certa e de probabilidade igual a 1. Consequentemente, a extrao de uma bola branca seria impossvel e de probabilidade igual a zero. Espao amostral: Dado um fenmeno aleatrio, isto , sujeito s leis do acaso, chamamos espao amostral ao conjunto de todos os resultados possveis de ocorrerem. Vamos indica-lo pela letra E. EXEMPLOS: Lanamento de um dado e observao da face voltada para cima: E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} Lanamento de uma moeda e observao da face voltada para cima : E = {C, R}, onde C indica cara e R coroa. Lanamento de duas moedas diferentes e observao das faces voltadas para cima: E = { (C, C), (C, R), (R, C), (R, R) } Evento: Chama-se evento a qualquer subconjunto do espao amostral. Tome-mos, por exemplo, o lanamento de um dado : ocorrncia do resultado 3: {3} ocorrncia do resultado par: {2, 4, 6} ocorrncia de resultado 1 at 6: E (evento certo) ocorrncia de resultado maior que 6 : (evento impossvel) Como evento um conjunto, podemos aplicar-lhe as operaes entre conjuntos apresentadas a seguir. Unio de dois eventos - Dados os eventos A e B, chama-se unio de A e B ao evento formado pelos resultados de A ou de B, indica-se por A B. Interseco de dois eventos - Dados os eventos A e B, chama-se in-terseco de A e B ao evento formado pelos resultados de A e de B. Indica-se por A B. Se A B = , dizemos que os eventos A e B so mutuamente exclusivos, isto , a ocorrncia de um deles elimina a possibilidade de ocorrncia do outro. Evento complementar Chama-se evento complementar do evento A quele formado pelos resultados que no so de A. indica-se por A . Aplicaes 1) Considerar o experimento "registrar as faces voltadas para cima", em trs lanamentos de uma moeda. a) Quantos elementos tem o espao amostral? b) Escreva o espao amostral. Soluo: a) o espao amostral tem 8 elementos, pois para cada lanamento temos duas possibilidades e, assim: 2 . 2 . 2 = 8. b) E = { (C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,C), (R, C, R), (C, R, R), (R, R, R) } 2) Descrever o evento "obter pelo menos uma cara no lanamento de duas moedas". Soluo: Cada elemento do evento ser representado por um par ordenado. Indicando o evento pela letra A, temos: A = {(C,R), (R,C), (C,C)} 3) Obter o nmero de elementos do evento "soma de pontos maior que 9 no lanamento de dois dados". Soluo: O evento pode ser tomado por pares ordenados com soma 10, soma 11 ou soma 12. Indicando o evento pela letra S, temos: S = { (4,6), (5, 5), (6, 4), (5, 6), (6, 5), (6, 6)} n(S) = 6 elementos 4) Lanando-se um dado duas vezes, obter o nmero de elementos do evento "nmero par no primeiro lanamento e soma dos pontos i-gual a 7". Soluo: Indicando o evento pela letra B, temos: B = { (2, 5), (4, 3), (6, 1)} n(B) = 3 elementos Exerccios 1) Dois dados so lanados. O nmero de elementos do evento "produto mpar dos pontos obtidos nas faces voltadas para cima" : a) 6 b) 9 c) 18 d) 27 e) 30 2) Num grupo de 10 pessoas, seja o evento ''escolher 3 pessoas sen-do que uma determinada esteja sempre presente na comisso". APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 14 Qual o nmero de elementos desse evento? a) 120 b) 90 c) 45 d) 36 e) 28 3) Lanando trs dados, considere o evento "obter pontos distintos". O nmero de elementos desse evento : a) 216 b) 210 c) 6 d) 30 e) 36 4) Uma urna contm 7 bolas brancas, 5 vermelhas e 2 azuis. De quan-tas maneiras podemos retirar 4 bolas dessa urna, no importando a ordem em que so retiradas, sem recoloca-las? a) 1 001 d) 6 006 b) 24 024 e) ! 2 ! 5 ! 7! 14 c) 14! PROBABILIDADE Sendo n(A) o nmero de elementos do evento A, e n(E) o nmero de elementos do espao amostral E ( A E), a probabilidade de ocorrncia do evento A, que se indica por P(A), o nmero real: OBSERVAES: 1) Dizemos que n(A) o nmero de casos favorveis ao evento A e n(E) o nmero de casos possveis. 2) Esta definio s vale se todos os elementos do espao amostral tiverem a mesma probabilidade. 3) A o complementar do evento A. Propriedades: Aplicaes 4) No lanamento de duas moedas, qual a probabilidade de obtermos cara em ambas? Soluo: Espao amostral: E = {(C, C), (C, R), (R, C), (R,R)} n(E).= 4 Evento A : A = {(C, C)} n(A) =1 Assim: 41) E ( n) A ( n ) A ( P == 5) Jogando-se uma moeda trs vezes, qual a probabilidade de se obter cara pelo menos uma vez? Soluo: E = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, C), (R, C, R), (C, R, R), (R. R, R)} n(E)= 8 A = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, C), (R, C, R), (C, R, R) n(A) = 7 87P(A) ) E ( n) A ( n ) A ( P == 6) (Cesgranrio) Um prdio de trs andares, com dois apartamentos por andar, tem apenas trs apartamentos ocupados. A probabilidade de que cada um dos trs andares tenha exatamente um apartamento ocupado : a) 2/5 c) 1/2 e) 2/3 b) 3/5 d) 1/3 Soluo: O nmero de elementos do espao amostral dado por : n(E) = C6,3 = ! 3 ! 3! 6 = 20 O nmero de casos favorveis dado por n (A) = 2 . 2 . 2 = 8, pois em cada andar temos duas possibilidades para ocupa-lo. Portanto, a probabi-lidade pedida : 52208) E ( n) A ( n ) A ( P === (alternativa a) 7) Numa experincia, existem somente duas possibilidades para o resultado. Se a probabilidade de um resultado 31 , calcular a probabilidade do outro, sabendo que eles so complementares. Soluo: Indicando por A o evento que tem probabilidade 31, vamos indicar por A o outro evento. Se eles so complementares, devemos ter: P(A) + P( A ) = 1 31 + P( A ) = 1 8) No lanamento de um dado, qual a probabilidade de obtermos na face voltada para cima um nmero primo? Soluo: Espao amostral : E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} n(E) = 6 Evento A : A = {2, 3, 5} n(A) = 3 Assim: 21)A(P63) E ( n) A ( n ) A ( P === 9) No lanamento de dois dados, qual a probabilidade de se obter soma dos pontos igual a 10? Soluo: Considere a tabela, a seguir, indicando a soma dos pontos: A B 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 2 3 4 5 6 7 8 3 4 5 6 7 8 9 4 5 6 7 8 9 10 5 6 7 8 9 10 11 6 7 8 9 10 11 12 Da tabela: n(E) = 36 e n(A) = 3 Assim: 121363) E ( n) A ( n ) A ( P === Exerccios 1) Jogamos dois dados. A probabilidade de obtermos pontos iguais nos dois : a) 31 c) 61 e) 367b) 365 d) 361 2) A probabilidade de se obter pelo menos duas caras num lanamento de trs moedas ; a) 83 c) 41 e) 51b) 21 d) 31) E ( n) A ( n ) A ( P = 32)A(P = APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 15 ADIO DE PROBABILIDADES Sendo A e B eventos do mesmo espao amostral E, tem-se que: "A probabilidade da unio de dois eventos A e B igual soma das pro-babilidades de A e B, menos a probabilidade da interseco de A com B." Justificativa: Sendo n (A B) e n (A B) o nmero de elementos dos eventos A B e A B, temos que: n( A B) = n(A) +n(B) n(A B) += )E(n)BA(n)E(n)B(n)E(n)A(n)E(n)BA(n P(A B) = P(A) + P(B) P(A B) OBSERVA O: Se A e B so eventos mutuamente exclusivos, isto : A B = , ento, P(A B) = P(A) + P(B). Aplicaes 1) Uma urna contm 2 bolas brancas, 3 verdes e 4 azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a probabilidade de que ela seja branca ou verde? Soluo: Nmero de bolas brancas : n(B) = 2 Nmero de bolas verdes: n(V) = 3 Nmero de bolas azuis: n(A) = 4 A probabilidade de obtermos uma bola branca ou uma bola verde dada por: P( B V) = P(B) + P(V) - P(B V) Porm, P(B V) = 0, pois o evento bola branca e o evento bola verde so mutuamente exclusivos. Logo: P(B V) = P(B) + P(V), ou seja: P(B V) = 95)VB(P9392=+ 2) Jogando-se um dado, qual a probabilidade de se obter o nmero 4 ou um nmero par? Soluo: O nmero de elementos do evento nmero 4 n(A) = 1. O nmero de elementos do evento nmero par n(B) = 3. Observando que n(A B) = 1, temos: P(A B) = P(A) + P(B) P(A B) P(A B) = 21)BA(P63616361==+ 3) A probabilidade de que a populao atual de um pais seja de 110 milhes ou mais de 95%. A probabilidade de ser 110 milhes ou menos 8%. Calcular a probabilidade de ser 110 milhes. Soluo: Temos P(A) = 95% e P(B) = 8%. A probabilidade de ser 110 milhes P(A B). Observando que P(A B) = 100%, temos: P(A U B) = P(A) + P(B) P(A B) 100% = 95% + 8% - P(A B) (A B) = 3% Exerccios 1) (Cescem) Uma urna contm 20 bolas numeradas de 1 a 20. Seja o experimento "retirada de uma bola" e considere os eventos; A = a bola retirada possui um nmero mltiplo de 2 B = a bola retirada possui um nmero mltiplo de 5 Ento a probabilidade do evento A B : a) 2013 c) 107 e) 2011 b) 54 d) 53 2) (Santa casa) Num grupo de 60 pessoas, 10 so torcedoras do So Paulo, 5 so torcedoras do Palmeiras e as demais so torcedoras do Corinthians. Escolhido ao acaso um elemento do grupo, a proba-bilidade de ele ser torcedor do So Paulo ou do Palmeiras : a) 0,40 c) 0,50 e) n.d.a. b) 0,25 d) 0,30 3) (So Carlos) S um espao amostral, A e B eventos quaisquer em S e P(C) denota a probabilidade associada a um evento genrico C em S. Assinale a alternativa correta. a) P(A C) = P(A) desde que C contenha A b) P(A B) P(A) + P(B) P(A B) c) P(A B) < P(B) d) P(A) + P(B) 1 e) Se P(A) = P(B) ento A = B 4) (Cescem) Num espao amostral (A; B), as probabilidades P(A) e P(B) valem respectivamente 31 e 32 Assinale qual das alternativas seguintes no verdadeira. a) S BA = d) A B = B b) A B = e) (A B) (A B) = S c) A B = BA 5) (PUC) Num grupo, 50 pessoas pertencem a um clube A, 70 a um clube B, 30 a um clube C, 20 pertencem aos clubes A e B, 22 aos clubes A e C, 18 aos clubes B e C e 10 pertencem aos trs clubes. Escolhida ao acaso uma das pessoas presentes, a probabilidade de ela: a) Pertencer aos trs Clubes 53 ; b) pertencer somente ao clube C zero; c) Pertencer a dois clubes, pelo menos, 60%; d) no pertencer ao clube B 40%; e) n.d.a. 6) (Maring) Um nmero escolhido ao acaso entre os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o nmero escolhido ser primo ou quadra-do perfeito : a) 51 c) 254 e) 53b) 252 d) 52 PROBABILIDADE CONDICIONAL Muitas vezes, o fato de sabermos que certo evento ocorreu modifica a probabilidade que atribumos a outro evento. Indicaremos por P(B/A) a proba-bilidade do evento B, tendo ocorrido o evento A (probabilidade condicional de P(A B) = P (A) + P(B) P(A B) P(A B) = P(A) . P(B/A) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 16 B em relao a A). Podemos escrever: Multiplicao de probabilidades: A probabilidade da interseco de dois eventos A e B igual ao produto da probabilidade de um deles pela probabilidade do outro em relao ao primeiro. Em smbolos: Justificativa: = )A( n)BA( n)A/B(P =)E(n)A( n)E(n)BA( n)A/B(P )A( P)BA( P)A/B(P = P(A B) = P(A) . P(B/A) Analogamente: P(A B) = P(B) . P(A/B) Eventos independentes: Dois eventos A e B so independentes se, e somente se: P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B) Da relao P(A B) = P(A) . P(B/A), e se A e B forem independentes, temos: Aplicaes: 1) Escolhida uma carta de baralho de 52 cartas e sabendo-se que esta carta de ouros, qual a probabilidade de ser dama? Soluo: Um baralho com 52 cartas tem 13 cartas de ouro, 13 de copas, 13 de paus e 13 de espadas, tendo uma dama de cada naipe. Observe que queremos a probabilidade de a carta ser uma dama de ou-ros num novo espao amostral modificado, que o das cartas de ouros. Chamando de: evento A: cartas de ouros evento B: dama evento A B : dama de ouros Temos: 2) Jogam-se um dado e uma moeda. D a probabilidade de obtermos cara na moeda e o nmero 5 no dado. Soluo: Evento A : A = {C} n(A) = 1 Evento B : B = { 5 } n ( B ) = 1 Sendo A e B eventos independentes, temos: P(A B) = P(A) . P(B) P(A B) = 6121P(A B) = 121 3) (Cesgranrio) Um juiz de futebol possui trs cartes no bolso. Um todo amarelo, outro todo vermelho, e o terceiro vermelho de um lado e amarelo do outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao acaso, um carto do bolso e mostra a um jogador. A probabilidade de a face que o juiz v ser vermelha e de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela : a) 21 b) 52 c) 51 d) 32 e ) 61Soluo: Evento A : carto com as duas cores Evento B: face para o juiz vermelha e face para o jogador amarela, tendo sado o carto de duas cores Temos: P(A B) = P(A) . P(B/A), isto , P(A B) =2131P(A B) = 61 (alternativa e) Respostas: Espao amostral e evento 1) b 2) d 3) b 4) a Probabilidade 1) c 2) b Adio de probabilidades 1) d 2) b 3) a 4) b 5) b 6) e 6 Operaes com conjuntos. 1. Conjunto dos nmeros naturais Chamamos de conjunto dos nmeros naturais, e indicamos com lN, o seguinte conjunto: lN = { 0; 1; 2; 3; 4; ...} 2. Conjunto dos nmeros inteiros Chamamos de conjuntos dos nmeros inteiros, e indica M os com Z, o seguinte conjunto: Z = { ...; -2; -1; 0; 1; 2;...) 3. Conjunto dos nmeros racionais: Chamamos de conjunto dos nmeros racionais, e indicamos com Q, o seguinte conjunto: == 0 q e Z q,p|qpxQ Observe que os nmeros racionais so aqueles que podem ser escritos como quocientes de dois inteiros. Exemplos a) 15 =5; logo 5 Q b) 52 = 0,4 ; logo 0,4 Q c) 615 = 2,5 ; logo 2,5 Q d) 31= 0,333 . . . ; logo 0,333.. . Q )A( n)BA( n)A/B(P = P(A B) = P(A) . P(B) 131)A( n)BA( n)A/B(P ==APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 17 Observao: Nmeros como 5, 0,4 e 2,5 so nmeros racionais com representao decimal finita, ou seja, podemos escrev-los, em sua forma decimal, com um nmero finito de algarismos. O nmero 0,333..., por sua vez, um nmero racional com representao decimal infinita e peridica, ou seja, s podemos escrev-lo, em sua forma decimal, com um nmero infinito de algarismos, embora, a partir de um determinado ponto, haja uma repetio de algarismos at o fim. Outro exemplo de nmero, que admite representao decimal infinita e peridica, 2,35474747... Observao Importante Todos os nmeros que tenham representao decimal finita ou infinita e peridica so nmeros racionais, ou seja, pertencem a Q.. 4. Conjunto dos nmeros reais: H nmeros que no admitem representao decimal finita nem representao decimal infinita e peridica, como, por exemplo: n = 3,14159265... 2 = 1,4142135... 3 = 1,7320508... 5 = 2,2360679... Estes nmeros no so racionais: n Q, 2 Q, 3 Q, 5 Q; e, por isso mesmo, so chamados de irracionais. Podemos ento definir os irracionais como sendo aqueles nmeros que possuem uma representao decimal infinita e no-peridica. Chamamos ento de conjunto dos nmeros reais, e indicamos com IR, o seguinte conjunto: IR = ( x x racional ou x irracional ) Como vemos, o conjunto IR a unio do conjunto dos nmeros racionais com o conjunto dos nmeros irracionais. Usaremos o smbolo estrela (* ) quando quisermos indicar que o nmero zero foi excludo de um conjunto. Exemplo: N * = { 1 ; 2; 3; 4; .. .} ; o zero foi excludo de N. Usaremos o smbolo mais (+) quando quisermos indicar que os nmeros negativos foram excludos de um conjunto. Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excludos de Z. Usaremos o smbolo menos ( - ) quando quisermos indicar que os nmeros positivos foram excludos de um conjunto. Exemplo: Z- = { ... ; -2; -1; 0 } ; os positivos foram excludos de Z. Algumas vezes combinamos o smbolo (*) com o smbolo (+) ou com o smbolo (-) . Exemplos a) *Z = { 1; 2; 3; . .. } ; o zero e os negativos foram excludos de Z. b) *Z+ = { ... ; -3; -2; -1 }; o zero e os positivos foram excludos de Z. OPERAES COM CONJUNTOS 1. Conceitos primitivos Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos so noes que adotamos sem definio. Adotaremos aqui trs conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen-to e o de pertinncia de um elemento a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um conjunto, sem que tenhamos definido o que conjunto, o que elemento e o que significa dizer que um elemento pertence ou no a um conjunto. 2. Notao Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notao: os conjuntos so indicados por letras maisculas: A, B, C, ... ; os elementos so indicados por letras minsculas: a, b, c, x, y, ... ; o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C indicado com x e C; o fato de um elemento y no pertencer a um conjunto C indicado mm y t C. 3. Representao dos conjuntos Um conjunto pode ser representado de trs maneiras: por enumerao de seus elementos; por descrio de uma propriedade caracterstica do conjunto; atravs de uma representao grfica. Um conjunto representado por enumerao quando todos os seus elementos so indicados e colocados dentro de um par de chaves. Exemplo: e) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos algarismos do nosso sistema de numerao. f) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto. g) Quando um conjunto possui nmero elevado de elementos, porm apresenta lei de formao bem clara, podemos representa-lo, por enumerao, indicando os primeiros e os ltimos elementos, intercalados por reticncias. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto dos nmeros pares positivos, menores do que100. h) Ainda usando reticncias, podemos representar, por enumerao, conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de formao bem clara, como os seguintes: D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos nmeros inteiros no negativos; E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos nmeros inteiros; F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos nmeros mpares positivos. A representao de um conjunto por meio da descrio de uma propri-edade caracterstica mais sinttica que sua representao por enumera-o. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, ser representado da seguinte maneira: C = { x | x possui uma determinada propriedade } que se l: C o conjunto dos elementos x tal que possui uma determinada propriedade: Exemplos d) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: A = { x | x algarismo do nosso sistema de numerao } e) O conjunto G = { a; e ;i; o, u } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: G = { x | x vogal do nosso alfabeto } f) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrio da seguinte maneira: H = { x | x par positivo } A representao grfica de um conjunto bastante cmoda. Atravs dela, os elementos de um conjunto so representados por pontos interiores a uma linha fechada que no se entrelaa. Os pontos exteriores a esta linha representam os elementos que no pertencem ao conjunto. Exemplo Por esse tipo de representao grfica, chamada diagrama de Euler-Venn, percebemos que x C, y C, z C; e que a C, b C, c C, d C. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 18 Exerccios resolvidos Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V (verdadeiro) ou F (falso): j) 1 A ( V ) k) 1 B ( F ) l) 1 C ( F ) m) 4 A ( V ) n) 4 B ( V ) o) 4 C ( V ) p) 7 A ( F ) q) 7 B ( F ) r) 7 C ( F ) r) 1 A ou 1 B ( V ) s) 1 A e 1 B ( F ) t) 4 A ou 4 B ( V ) u) 4 A e 4 B ( V ) v) 7 A ou 7 B ( F ) w) 7 A e 7 B ( F ) Represente, por enumerao, os seguintes conjuntos: f) A = { x | x ms do nosso calendrio } g) B = { x | x ms do nosso calendrio que no possui a letra r } h) C = { x | x letra da palavra amor } i) D = { x | x par compreendido entre 1e 11} j) E = {x | x2 = 100 } Resoluo f) A = ( janeiro ; fevereiro; maro; abril; maio ; junho; julho ; agosto ; setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) . g) B = (maio; junho; julho; agosto ) h) C = (a; m; o; r ) i) D = ( 2; 4; 6; 8; ia ) j) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 . 4. Nmero de elementos de um conjunto Consideremos um conjunto C. Chamamos de nmero de elementos deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao nmero de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto. Exemplos d) O conjunto A = { a; e; i; o; u } tal que n(A) = 5. e) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } tal que n(B) = 10. f) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) tal que n (C) = 99. 5. Conjunto unitrio e conjunto vazio Chamamos de conjunto unitrio a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. Exemplo: C = ( 3 ) E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0. Exemplo: M = { x | x2 = -25} O conjunto vazio representado por { } ou por . Exerccio resolvido Determine o nmero de elementos dos seguintes com juntos : f) A = { x | x letra da palavra amor } g) B = { x | x letra da palavra alegria } h) c o conjunto esquematizado a seguir i) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) j) E o conjunto dos pontos comuns s relas r e s, esquematizadas a seguir : Resoluo f) n(A) = 4 g) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si. h) n(C) = 2, pois h dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C i) observe que: 2 = 2 . 1 o 1 par positivo 4 = 2 . 2 o 2 par positivo 6 = 2 . 3 o 3 par positivo 8 = 2 . 4 o 4 par positivo . . . . . . 98 = 2 . 49 o 49 par positivo logo: n(D) = 49 j) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto comum. Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E , portanto, unitrio. 6. Igualdade de conjuntos Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 so iguais, e indicaremos com A = 8, se ambos possurem os mesmos elementos. Quando isto no ocorrer, diremos que os conjuntos so diferentes e indicaremos com A B. Exemplos . a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} d) {a;e;i;o;u} {a;e;i;o} e) { x | x2 = 100} = {10; -10} f) { x | x2 = 400} {20} 7. Subconjuntos de um conjunto Dizemos que um conjunto A um subconjunto de um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, tambm pertencer a B. Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estar "totalmente dentro" do conjunto B: Indicamos que A um subconjunto de B de duas maneiras: c) A B; que deve ser lido : A subconjunto de B ou A est contido em B ou A parte de B; d) B A; que deve ser lido: B contm A ou B inclui A. Exemplo Sejam os conjuntos A = {x | x mineiro} e B = {x | x brasileiro} ; temos ento que A B e que B A. Observaes: Quando A no subconjunto de B, indicamos com A B ou B A. Admitiremos que o conjunto vazio est contido em qualquer conjunto. 8. Nmero de subconjuntos de um conjunto dado Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, ento este conjunto ter 2n subconjuntos. Exemplo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele ter 22 = 4 subconjuntos. Exerccio resolvido: 1. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . Resoluo: Como o conjunto C possui cinco elementos, o nmero dos seus subconjuntos ser 25 = 32. Exerccios propostos: 2. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } Resposta: 1024 3. Determine o nmero de subconjuntos do conjunto C = 121314243435; ; ; ; ;Resposta: 32 APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 19 OPERAES COM CONJUNTOS 1. Unio de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos unio ou reunio de A com B, e indicamos com A B, ao conjunto constitudo por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseo dos conjuntos, temos: Exemplos d) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e} e) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d} f) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} 2. Interseco de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseo de A com B, e indicamos com A B, ao conjunto constitudo por todos os elementos que pertencem a A e a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseco dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} {d;e} = b) {a;b;c} {b;c,d} = {b;c} c) {a;b;c} {a;c} = {a;c} Quando a interseco de dois conjuntos vazia, como no exemplo a, dizemos que os conjuntos so disjuntos. Exerccios resolvidos 2. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os seguintes conjuntos: a) A B f) B C b) A B g) A B C c) A C h) A B C d) A C i) (A B) U (A C) e) B C Resoluo j) A B = {x; y; z; w; v } k) A B = {x } l) A C = {x; y;z; u; t } m) A C = {y } n) B C={x;w;v;y;u;t} o) B C= p) A B C= {x;y;z;w;v;u;t} q) A B C= r) (A B) u (A C)={x} {y}={x;y} 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: a) A B C b) (A B) (A C) Resoluo 3. No diagrama seguinte temos: n(A) = 20 n(B) = 30 n(A B) = 5 Determine n(A B). Resoluo Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente, incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B; teremos ento: n(A B) = n(A) + n(B) - n(A B) ou seja: n(A B) = 20 + 30 5 e ento: n(A B) = 45. 4. Conjunto complementar Dados dois conjuntos A e B, com B A, chamamos de conjunto complementar de B em relao a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B. Observao: O complementar um caso particular de diferena em que o segundo conjunto subconjunto do primeiro. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o complementar de B em relao a A, temos: Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} Observao: O conjunto complementar de B em relao a A formado pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto , para B se igualar a A. 7 Raciocnio lgico envolvendo problemas aritmticos, geomtricos e matriciais. 1. Todos os marinheiros so republicanos. Assim sendo, (A) o conjunto dos marinheiros contm o conjunto dos republicanos. (B) o conjunto dos republicanos contm o conjunto dos marinheiros. (C) todos os republicanos so marinheiros. (D) algum marinheiro no republicano. (E) nenhum marinheiro republicano. 2. Assinale a alternativa que apresenta uma contradio. (A) Todo espio no vegetariano e algum vegetariano espio. (B) Todo espio vegetariano e algum vegetariano no espio. (C) Nenhum espio vegetariano e algum es pio no vegetariano. (D) Algum espio vegetariano e algum es pio no vegetariano. (E) Todo vegetariano espio e algum espio no vegetariano. 3. Todos os que conhecem Joo e Maria admiram Maria. Alguns que conhecem Maria no a admiram. Logo, (A) todos os que conhecem Maria a admiram. (B) ningum admira Maria. (C) alguns que conhecem Maria no conhecem Joo. (D) quem conhece Joo admira Maria. (E) s quem conhece Joo e Maria conhece Maria. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 20 4. Vlter tem inveja de quem mais rico do que ele. Geraldo no mais rico do que quem o inveja. Logo, (A) quem no mais rico do que Vlter mais pobre do que Vlter. (B) Geraldo mais rico do que Vlter. (C) Vlter no tem inveja de quem no mais rico do que ele. (D) Vlter inveja s quem mais rico do que ele. (E) Geraldo no mais rico do que Vlter. 5. Em uma avenida reta, a padaria fica entre o posto de gasolina e a banca de jornal, e o posto de gasolina fica entre a banca de jornal e a sapataria. Logo, (A) a sapataria fica entre a banca de jornal e a padaria. (B) a banca de jornal fica entre o posto de gasolina e a padaria. (C) o posto de gasolina fica entre a padaria e a banca de jornal. (D) a padaria fica entre a sapataria e o posto de gasolina. (E) o posto de gasolina fica entre a sapataria e a padaria. 6. Um tcnica de futebol, animado com as vitrias obtidas pela sua equipe nos ltimos quatro jogos, decide apostar que essa equipe tambm vencer o prximo jogo. Indique a Informao adicional que tornaria menos provvel a vitria esperada. (A) Sua equipe venceu os ltimos seis jogos, em vez de apenas quatro. (B) Choveu nos ltimos quatro jogos e h previso de que no chover no prximo jogo. (C) Cada um dos ltimos quatro jogos foi ganho por uma diferena de mais de um gol. (D) O artilheiro de sua equipe recuperou-se do estiramento muscular. (E) Dois dos ltimos quatro jogos foram realizados em seu campo e os outros dois, em campo adversrio. 7. Marta corre tanto quanto Rita e menos do que Juliana. Ftima corre tanto quanto Juliana. Logo, (A) Ftima corre menos do que Rita. (B) Ftima corre mais do que Marta. (C) Juliana corre menos do que Rita. (D) Marta corre mais do que Juliana. (E) Juliana corre menos do que Marta. 8. H 4 caminhos para se ir de X a Y e 6 caminhos para se ir de Y a Z. O nmero de caminhos de X a Z que passam por Y (A) 10. (B) 12. (C) 18. (D) 24. (E) 32. 9. Todas as plantas verdes tm clorofila. Algumas plantas que tem clorofila so comestveis. Logo, (A) algumas plantas verdes so comestveis. (B) algumas plantas verdes no so comestveis. (C) algumas plantas comestveis tm clorofila. (D) todas as plantas que tm clorofila so comestveis. (E) todas as plantas vendes so comestveis. 10. A proposio ' necessrio que todo acontecimento tenha causa' equivalente a (A) possvel que algum acontecimento no tenha causa. (B) No possvel que algum acontecimento no tenha causa. (C) necessrio que algum acontecimento no tenha causa. (D) No necessrio que todo acontecimento tenha causa. (E) impossvel que algum acontecimento tenha causa. 11. Continuando a sequncia 47, 42, 37, 33, 29, 26, ... , temos (A) 21. (B) 22. (C) 23. (D) 24. (E) 25. 12. ' ... pensador crtico precisa ter uma tolerncia e at predileo por estados cognitivos de conflito, em que o problema ainda no total-mente compreendido. Se ele ficar aflito quando no sabe 'a resposta correta', essa ansiedade pode impedir a explorao mais completa do problema.' (David Canaher, Senso Crtico). O autor quer dizer que o pensador crtico (A) precisa tolerar respostas corretas. (B) nunca sabe a resposta correta. (C) precisa gostar dos estados em que no sabe a resposta correta. (D) que no fica aflito explora com mais dificuldades os problemas. (E) no deve tolerar estados cognitivos de conflito. 13. As rosas so mais baratas do que os lrios. No tenho dinheiro suficiente para comprar duas dzias de rosas. Logo, (A) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dzia de rosas. (B) no tenho dinheiro suficiente para comprar uma dzia de rosas. (C) no tenho dinheiro. suficiente para comprar meia dzia de lrios. (D) no tenho dinheiro suficiente para comprar duas dzias de lrios. (E) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dzia de lrios. 14. Se voc se esforar, ento ir vencer. Assim sendo, (A) seu esforo condio suficiente para vencer. (B) seu esforo condio necessria para vencer. (C) se voc no se esforar, ento no ir vencer. (D) voc vencer s se se esforar. (E) mesmo que se esforce, voc no vencer. 15. Se os tios de msicos sempre so msicos, ento (A) os sobrinhos de no msicos nunca so msicos. (B) os sobrinhos de no msicos sempre so msicos. (C) os sobrinhos de msicos sempre so msicos. (D) os sobrinhos de msicos nunca so msicos. (E) os sobrinhos de msicos quase sempre so msicos. 16. O paciente no pode estar bem e ainda ter febre. O paciente est bem. Logo, o paciente (A) tem febre e no est bem. (B) tem febre ou no est bem. (C) tem febre. (D) no tem febre. (E) no est bem. INSTRUO: Utilize o texto a seguir para responder s questes de n 17 e 18. "O primeiro impacto da nova tecnologia de aprendizado ser sobre a educao universal. Atravs dos tempos, as escolas, em sua maioria, gastaram horas interminveis tentando ensinar coisas que eram melhor aprendidas do que ensinadas, isto , coisas que so aprendidas de forma comportamental e atravs de exerccios, repetio e feedback. Pertencem a esta categoria todas as matrias ensinadas no primeiro grau, mas tambm muitas daquelas ensinadas em estgios posteriores do processo educacio-nal. Essas matrias - seja ler e escrever, aritmtica, ortografia, histria, biologia, ou mesmo matrias avanadas como neurocirurgia, diagnstico mdico e a maior parte da engenharia - so melhor aprendidas atravs de programas de computador. O professor motiva, dirige, incentiva. Na verda-de, ele passa a ser um lder e um recurso. Na escola de amanh os estudantes sero seus prprios instrutores, com programas de computador como ferramentas. Na verdade, quanto mais jovens forem os estudantes, maior o apelo do computador para eles e maior o seu sucesso na sua orientao e instruo. Historicamente, a escola de primeiro grau tem sido totalmente intensiva de mo-de-obra. A escola de primeiro grau de amanh ser fortemente intensiva de capital. Contudo, apesar da tecnologia disponvel, a educao universal apre-senta tremendos desafios. Os conceitos tradicionais de educao no so mais suficientes. Ler, escrever e aritmtica continuaro a ser necessrios como hoje, mas a educao precisar ir muito alm desses itens bsicos. Ela ir exigir familiaridade com nmeros e clculos; uma compreenso bsica de cincia e da dinmica da tecnologia; conhecimento de lnguas estrangeiras. Tambm ser necessrio aprender a ser eficaz como membro de uma organizao, como empregado." (Peter Drucker, A sociedade ps-capitalista). 17. Para Peter Drucker, o ensino de matrias como aritmtica, ortografia, histria e biologia (A) deve ocorrer apenas no primeiro grau. (B) deve ser diferente do ensino de matrias como neurocirurgia e diagnstico mdico. (C) ser afetado pelo desenvolvimento da informtica. (D) no dever se modificar, nas prximas dcadas. (E) deve se dar atravs de meras repeties e exerccios. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 21 18. Para o autor, neste novo cenrio, o computador (A) ter maior eficcia educacional quanto mais jovem for o estudante. (B) tende a substituir totalmente o professor em sala de aula. (C) ser a ferramenta de aprendizado para os professores. (D) tende a ser mais utilizado por mdicos. (E) ser uma ferramenta acessria na educao. 19. Assinale a alternativa em que se chega a uma concluso por um processo de deduo. (A) Vejo um cisne branco, outro cisne branco, outro cisne branco ... ento todos os cisnes so brancos. (B) Vi um cisne, ento ele branco. (C) Vi dois cisnes brancos, ento outros cisnes devem ser brancos. (D) Todos os cisnes so brancos, ento este cisne branco. (E) Todos os cisnes so brancos, ento este cisne pode ser branco. 20. Ctia mais gorda do que Bruna. Vera menos gorda do que Bruna. Logo, (A) Vera mais gorda do que Bruna. (B) Ctia menos gorda do que Bruna. (C) Bruna mais gorda do que Ctia. (D) Vera menos gorda do que Ctia. (E) Bruna menos gorda do que Vera. 21. Todo cavalo um animal. Logo, (A) toda cabea de animal cabea de cavalo. (B) toda cabea de cavalo cabea de animal. (C) todo animal cavalo. (D) nem todo cavalo animal. (E) nenhum animal cavalo. 22. Em uma classe, h 20 alunos que praticam futebol mas no praticam vlei e h 8 alunos que praticam vlei mas no praticam futebol. O total dos que praticam vlei 15. Ao todo, existem 17 alunos que no praticam futebol. O nmero de alunos da classe (A) 30. (B) 35. (C) 37. (D) 42. (E) 44. INSTRUO: Utilize o texto a seguir para responder s questes de n 23 e 24. "Os homens atribuem autoridade a comunicaes de posies superio-res, com a condio de que estas comunicaes sejam razoavelmente consistentes com as vantagens de escopo e perspectiva que so creditadas a estas posies. Esta autoridade , at um grau considervel, independen-te da habilidade pessoal do sujeito que ocupa a posio. E muitas vezes reconhecido que, embora este sujeito possa ter habilidade pessoal limitada, sua recomendao deve ser superior pela simples razo da vantagem de posio. Esta a autoridade de posio. Mas bvio que alguns homens tm habilidade superior. O seu conhe-cimento e a sua compreenso, independentemente da posio, geram respeito. Os homens atribuem autoridade ao que eles dizem, em uma organizao, apenas por esta razo. Esta a autoridade de liderana.' (Chester Barnard, The Functions of the Executive). 23. Para o autor, (A) autoridade de posio e autoridade de liderana so sinnimos. (B) autoridade de posio uma autoridade superior autoridade de liderana. (C) a autoridade de liderana se estabelece por caractersticas individu-ais de alguns homens. (D) a autoridade de posio se estabelece por habilidades pessoais superiores de alguns lderes. (E) tanto a autoridade de posio quanto a autoridade de liderana so ineficazes. 24. Durante o texto, o autor procura mostrar que as pessoas (A) no costumam respeitar a autoridade de posio. (B) tambm respeitam autoridade que no esteja ligada a posies hierrquicas superiores. (C) respeitam mais a autoridade de liderana do que de posio. (D) acham incompatveis os dois tipos de autoridade. (E) confundem autoridade de posio e liderana. 25. Utilizando-se de um conjunto de hipteses, um cientista deduz uma predio sobre a ocorrncia de um certo eclipse solar. Todavia, sua predio mostra-se falsa. O cientista deve logicamente concluir que (A) todas as hipteses desse conjunto so falsas. (B) a maioria das hipteses desse conjunto falsa. (C) pelo menos uma hiptese desse conjunto falsa. (D) pelo menos uma hiptese desse conjunto verdadeira. (E) a maioria das hipteses desse conjunto verdadeira. 26. Se Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial, ento ele cometeu um grave delito. Mas Francisco no desviou dinheiro da campanha assistencial. Logo, (A) Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial. (B) Francisco no cometeu um grave delito. (C) Francisco cometeu um grave delito. (D) algum desviou dinheiro da campanha assistencial. (E) algum no desviou dinheiro da campanha assistencial. 27. Se Rodrigo mentiu, ento ele culpado. Logo, (A) se Rodrigo no culpado, ento ele no mentiu. (B) Rodrigo culpado. (C) se Rodrigo no mentiu. ento ele no culpado. (D) Rodrigo mentiu. (E) se Rodrigo culpado, ento ele mentiu. 28. Continuando a sequncia de letras F, N, G, M, H . . ..., ..., temos, respectivamente, (A) O, P. (B) I, O. (C) E, P. (D) L, I. (E) D, L. 29. Continuando a sequncia 4, 10, 28, 82, ..., temos (A) 236. (B) 244. (C) 246. (D) 254. (E) 256. 30. Assinale a alternativa em que ocorre uma concluso verdadeira (que corresponde realidade) e o argumento invlido (do ponto de vista lgico). (A) Scrates homem, e todo homem mortal, portanto Scrates mortal. (B) Toda pedra um homem, pois alguma pedra um ser, e todo ser homem. (C) Todo cachorro mia, e nenhum gato mia, portanto cachorros no so gatos. (D) Todo pensamento um raciocnio, portanto, todo pensamento um movimento, visto que todos os raciocnios so movimentos. (E) Toda cadeira um objeto, e todo objeto tem cinco ps, portanto algumas cadeiras tem quatro ps. 31. Cinco ciclistas apostaram uma corrida. "A" chegou depois de "B". "C" e "E" chegaram ao mesmo tempo. "D" chegou antes de "B". quem ganhou, chegou sozinho. Quem ganhou a corrida foi (A) A. (B) B. (C) C. (D) D. (E) E. Gabarito: 1-B; 2-A; 3-C; 4-E; 5-E; 6-B; 7-B; 8-D; 9-C; 10-B; 11-C; 12-C; 13-D; 14-A; 15-A; 16-D; 17-C; 18-A; 19-D; 20-D; 21-B; 22-E; 23-C; 24-B; 25-C; 26-E; 27-A; 28-D; 29-B; 30-E; 31-D. RACIOCNIO LGICO Os problemas seguintes requerem raciocnio para sua soluo. A fim de provar que uma resposta correta, uma vez encontrada, necessita-se de um raciocnio cujas premissas estejam contidas no enunciado do problema, e cuja concluso seja a resposta ao mesmo. Se a resposta correta, poder-se- construir um raciocnio vlido. 0 leitor solicitado, ao trabalhar com estes problemas, a preocupar-se no s em encontrar as respostas corretas, mas em formular tambm os raciocnios que provem a correo das respostas. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 22 Daremos, a seguir, alguns exerccios resolvidos para que o candidato possa inteirar-se do funcionamento do assunto. Exerccio 1 Assinale a alternativa que no faz parte do conjunto dado: a) So Paulo b) Campinas c) Porto Alegre d) Santos e) Franca Resposta: C So Paulo, Campinas, Santos e Franca so cidades do Estado de So Paulo, ao passo que Porto Alegre no cidade do nosso Estado. Exerccio 2 Assinale o nmero que completa a sequncia apresentada: 1, 3, 5, 7, 9, ... a) 13 b) 11 c) 15 d) 17 e) 19 Resposta: b Os nmeros 1, 3, 5, 7, 9 formam uma sequncia, ou seja, a sequncia dos nmeros mpares. Portanto, o prximo nmero 11. Exerccio 3 REAL est para BRASIL assim como DLAR est para ................. a) Estados Unidos b) Frana c) Canad d) Austrlia e) Alemanha Resposta A - Real a moeda brasileira e dlar a moeda dos Estados Unidos. Exerccio 4 O carro amarelo anda mais rapidamente do que o vermelho e este mais rapidamente que o azul. Qual o carro que est se movimentando com maior velocidade? a) o amarelo b) o azul c) o vermelho d) o vermelho e o azul e) impossvel responder Resposta A Lendo direitinho o enunciado vemos claramente que o carro amarelo anda mais depressa. Exerccio 5 Um tijolo pesa 1 quilo mais meio tijolo. Quanto pesam trs tijolos? a) 5 kg b) 4 kg c) 4,5 kg d) 5,5 kg e) 3,5 kg Resposta C Pelo enunciado, um tijolo pesa um quilo e meio. Portanto, trs tijolos devero pesar 3 x 1,5 = 4,5 kg. Enunciado para as prximas questes: Cinco moas esto sentadas na primeira fila da sala de aula: so Maria, Mariana, Marina, Marisa e Matilde. Marisa est numa extremidade e Marina na outra. Mariana senta-se ao lado de Marina e Matilde, ao lado de Marisa. Responda as perguntas: 6. Quantas esto entre Marina e Marisa? 7. Quem est no meio? 8. Quem est entre Matilde e Mariana? 9. Quem est entre Marina e Maria? 10. Quantas esto entre Marisa e Mariana? Se lermos direitinho o enunciado podemos concluir e fazer um desenho para ilustrar e assim responder a todas as perguntas: MARISA MATILDE MARIA MARIANA MARINA Respostas: 6. trs 7. Maria 8. Maria 9. Mariana 10. duas Exerccio 11 Qual o nmero que falta no quadro a seguir? 5 10 5 6 14 8 3 10 ...... Resposta: 7 A soma dos extremos o nmero central. 5 + 5 = 10 6 + 8 = 14 3 + 7 = 10 Exerccio 12 Qual a palavra que no faz parte do grupo? a) LIVRO b) REVISTA c) JORNAL d) ENCICLOPDIA e) CARNE Resposta E Os quatro primeiros so vendidos em livrarias e carne no. Exerccio 13 ALTO est para BAIXO, assim como GRANDE est para ................. a) nanico b) baixinho c) pequeno d) gabiru e) mnimo Resposta: C O contrrio de grande pequeno. Exerccio 14 Assinale a alternativa que no tem as mesmas caractersticas das demais, quanto s patas: a) formiga b) aranha c) abelha d) traa e) borboleta Resposta b Aranha tem oito patas. As outras tm seis. Exerccio 15 Assinale qual destes animais, cujos nomes esto ocultos entre as letras, o menor: a) OSBI b) TOGA c) LIVAJA d) ATOR e) RAFAGI Resposta: D RATO (as outras: biso, gato, javali, girafa) Exerccio 16 Escreva o nmero que falta: 20 17 14 ...... 8 5 Resposta: 11 20 3 = 17; 17 3 = 14; 14 3 = 11; 11 3 = 8; 8 3 = 5 Exerccio 17 O vaqueiro est tocando as vaca numa estrada. Uma delas anda na frente de duas outras, uma anda entre duas e uma anda atrs de duas. Quantas eram as vacas? Resposta: 3 VACA VACA VACA APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 23 Exerccio 18 Como dispor oito oitos de forma que a soma seja 1.000? Resposta: 888 + 88 + 8 + 8 + 8 = 1.000 Exerccio 19 A me de Takada tem cinco filhos: Tanaco, Taneco, Tanico, Tanoco. Qual o quinto filho? a) Tanuco b) Takuda c) Tanuka d) Takada Resposta: D Takada. claro que Takada, que tambm sua filha, de acordo com o enunciado do problema. Exerccio 20 Sabendo-se que seis raposas, em seis minutos, comem seis galinhas, pergunta-se: Quantas raposas, em sessenta minutos, comem sessenta galinhas? Resposta: 6 raposas ( s fazer o clculo). Exerccio 21 Coloque a slaba que completa a primeira palavra e comea a segunda e com ambas forma uma terceira. RE (........) TA Resposta: GA REGA GATA REGATA Exerccio 22 Assinale qual das marcas a seguir no de carro: a) ROFD b) OLWVGASKNE c) VROCHETEL d) TONREMING e) TAIF Resposta: REMINGTON mquina de escrever e as outras marcas de automvel (Ford, Volkswagen, Chevrolet, Fiat). Exerccio 23 Complete o nmero que falta: 10 20 30 12 15 ....... 15 20 35 a) 27 b) 31 c) 33 d) 29 Resposta: a (12 + 15 = 27) Exerccio 24 Ao medir uma vara verificou-se que ela tem 5 metros mais a metade de seu prprio comprimento. Qual o real comprimento da vara? a) 12 metros b) 10 metros c) 8 metros d) 16 metros Resposta: B Exerccio 25 O pai do meu neto o neto de meu pai. Quantas pessoas esto envolvidas nesse relacionamento de parentesco? Resposta: 4 Exerccio 26 Um macaco caiu no fundo de um poo de 30 metros de profundidade. Em cada hora ele sobe 5 m e escorrega 4 m. Depois de quantas horas sair do poo? a) 30 horas b) 24 horas c) 28 horas d) 26 horas Resposta: D 26 horas Exerccio 27 A sala tem quatro cantos. Cada canto tem um gato. Cada gato v trs gatos. Quantos gatos esto na sala: Resposta: 4 gatos. Exerccio 28 Porque prefere o barbeiro carioca cortar o cabelo de dois capixabas a cortar o cabelo de um paulista? a) porque ganha o dobro do dinheiro b) porque paulista gosta de pedir desconto c) porque paulista gosta de dar o calote d) porque paulista no corta cabelo com carioca Resposta: A Exerccio 29 Assinale o nmero que falta: 10 20 30 11 13 17 .... 33 47 Resposta: 21 (21 a soma dos dois nmeros superiores: 10 + 11 = 21). Exerccio 30 Coloque a letra que falta: A C E G I ....... A resposta K, pois as letras pulam de duas em duas. Sempre que aparecerem problemas com letras, deve-se levar em conta a letra K. Exerccio 31 Escreva o nmero que falta: 50 45 40 35 .... 25 20 Resposta: 30 (os nmeros decrescem de cinco em cinco). Exerccio 32 Assinale o nmero que continua a sequncia: 12 34 56 ...... a) 78 b) 76 c) 62 d) 98 Resposta: A (os nmeros pulam de 22 cada vez: 12 + 22 = 34 etc.) Exerccio 33 Para que haja uma representao teatral no pode faltar: a) palco b) bilheteria c) ator (ou atriz) d) auditrio e) texto Resposta C ( impossvel uma representao teatral sem ator ou atriz). TESTES 01) Considere as afirmaes: A) se Patrcia uma boa amiga, Vtor diz a verdade; B) se Vtor diz a verdade, Helena no uma boa amiga; C) se Helena no uma boa amiga, Patrcia uma boa amiga. A anlise do encadeamento lgico dessas trs afirmaes permite concluir que elas: a) implicam necessariamente que Patrcia uma boa amiga b) so consistentes entre si, quer Patrcia seja uma boa amiga, quer Patrcia no seja uma boa amiga c) implicam necessariamente que Vtor diz a verdade e que Helena no uma boa amiga d) so equivalentes a dizer que Patrcia uma boa amiga 02) Na questo, observe que h uma relao entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma relao dever existir entre o terceiro grupo e um dos cinco grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que substitui corretamente o ponto de interrogao. Considere que a ordem alfabtica adotada a oficial e exclui as letras K, W e Y. CASA : LATA : : LOBO : ? a) SOCO b) TOCO c) TOMO d) VOLO APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 24 03) Uma das formas mais simples de argumentar consiste em duas frases, uma das quais concluso da outra, que chamada premis-sa. Dentre as opes a seguir, assinale aquela em que a associao est correta. a) Premissa: Os exames finais devem ser extintos. Concluso: Os exames finais do muito trabalho a alunos e a profes-sores. b) Premissa: Os ndios brasileiros eram culturalmente primitivos. Concluso: Os ndios brasileiros cultuavam vrios deuses. c) Premissa: N um nmero inteiro mltiplo de 6. Concluso: N no um nmero mpar. d) Premissa: possvel que um candidato ganhe as eleies presiden-ciais. Concluso: O tal candidato tem muitos eleitores no interior do pas. 04) Em uma carpintaria h mestres-carpinteiros e aprendizes. Os mes-tres tm todos a mesma capacidade de trabalho. Os aprendizes, tambm. Se 8 mestres juntamente com 6 aprendizes tm a mesma capacidade de produo de 6 mestres juntamente com 10 aprendi-zes, a capacidade de um dos mestres, sozinho, corresponde de: a) 2 aprendizes. b) 3 aprendizes. c) 4 aprendizes. d) 5 aprendizes. 05) Regina e Roberto viajaram recentemente e voltaram trs dias antes do dia depois do dia de antes de amanh. Hoje tera-feira. Em que dia Regina e Roberto voltaram? a) Quarta-feira. b) Quinta-feira. c) Sexta-feira. d) Domingo. 06) Considere as seguintes afirmativas: I. Todas as pessoas inteligentes gostam de cinema; II. Existem pessoas antipticas e inteligentes. Admitindo-se que as afirmaes acima so corretas, pode-se concluir que: a) todas as pessoas que gostam de cinema so inteligentes. b) toda pessoa antiptica inteligente. c) podem existir pessoas antipticas que no gostem de cinema. d) as afirmaes a, b e c so todas falsas. 07) Considere uma pergunta e duas informaes as quais assumiremos como verdadeiras. Pergunta: Entre Joo, Nuno e Lus, quem o mais baixo? Informao 1: Joo mais alto do que Lus. Informao 2: Nuno mais alto do que Lus. Diante desses dados conclui-se que: a) a primeira informao, sozinha, suficiente para que se responda corretamente pergunta, e a segunda, insuficiente. b) a segunda informao, sozinha, suficiente para que se responda corretamente pergunta, e a primeira, insuficiente. c) as duas informaes, em conjunto, so suficientes para que se responda corretamente pergunta, e cada uma delas, sozinha, in-suficiente. d) as duas informaes, em conjunto, so insuficientes para que se responda corretamente pergunta. 08) Se Lucia pintora, ento ela feliz. Portanto: a) Se Lucia no feliz, ento ela no pintora. b) Se Lucia feliz, ento ela pintora. c) Se Lucia feliz, ento ela no pintora. d) Se Lucia no pintora, ento ela feliz. 09) Considere que, em um determinado instante, P passageiros aguar-davam seu voo em uma sala de embarque de certo aeroporto. Na primeira chamada embarcaram os idosos, que correspondiam me-tade de P; na segunda, embarcaram as mulheres no idosas, cuja quantidade correspondia metade do nmero de passageiros que haviam ficado na sala; na terceira, embarcaram alguns homens, em quantidade igual metade do nmero de passageiros que ainda res-tavam na sala. Se, logo aps as trs chamadas, chegaram sala mais 24 passageiros e, nesse momento, o total de passageiros na sala passou a ser a metade de P, ento na: a) primeira chamada embarcaram 34 passageiros. b) primeira chamada embarcaram 36 passageiros. c) segunda chamada embarcaram 16 passageiros. d) segunda chamada embarcaram 18 passageiros. 10) Dizer que "Andr artista ou Bernardo no engenheiro" logica-mente equivalente a dizer que: a) Andr artista se e somente se Bernardo no engenheiro. b) Se Andr artista, ento Bernardo no engenheiro. c) Se Andr no artista, ento Bernardo engenheiro d) Se Bernardo engenheiro, ento Andr artista. 11) Um trapzio ABCD, com altura igual a h, possui bases AB = a e CD = b, com a > b. As diagonais deste trapzio determinam quatro tringu-los. A diferena entre as reas dos tringulos que tm por bases AB e CD respectivamente e por vrtices opostos a interseo das diago-nais do trapzio igual a: a) (a + b)/2 b) (a + b)h/2 c) (a - b)h/2 d) (a - b)/2 12) Um psiclogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: Joo, Pedro, Paulo e Jos. Em um determinado dia, sua sesso foi realizada em uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa e com o psiclogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na mesa estava vago e este no estava perto do psiclogo. Dado esse cenrio, pode-se afirmar, com certeza, que: a) o lugar vago estava perto do Paulo. b) o lugar vago estava perto do Jos. c) o lugar vago estava perto do Joo. d) o lugar vago estava perto do Pedro. 13) Se o jardim no florido, ento o gato mia. Se o jardim florido, ento o passarinho no canta. Ora, o passarinho canta. Logo: a) o jardim florido e o gato mia b) o jardim florido e o gato no mia c) o jardim no florido e o gato mia d) o jardim no florido e o gato no mia 14) Trs amigas, Tnia, Janete e Anglica, esto sentadas lado a lado em um teatro. Tnia sempre fala a verdade; Janete s vezes fala a verdade; Anglica nunca fala a verdade. A que est sentada es-querda diz: "Tnia quem est sentada no meio". A que est senta-da no meio diz: "Eu sou Janete". Finalmente, a que est sentada direita diz: "Anglica quem est sentada no meio". A que est sen-tada esquerda, a que est sentada no meio e a que est sentada direita so, respectivamente: a) Janete, Tnia e Anglica b) Janete, Anglica e Tnia c) Anglica, Janete e Tnia d) Anglica, Tnia e Janete 15) Com a promulgao de uma nova lei, um determinado concurso deixou de ser realizado por meio de provas, passando a anlise cur-ricular a ser o nico material para aprovao dos candidatos. Neste caso, todos os candidatos seriam aceitos, caso preenchessem e en-tregassem a ficha de inscrio e tivessem curso superior, a no ser que no tivessem nascido no Brasil e/ou tivessem idade superior a 35 anos. Jos preencheu e entregou a ficha de inscrio e possua curso superior, mas no passou no concurso. Considerando o texto acima e suas restries, qual das alternativas abaixo, caso verdadei-ra, criaria uma contradio com a desclassificao de Jos? a) Jos tem menos de 35 anos e preencheu a ficha de inscrio corre-tamente. b) Jos tem mais de 35 anos, mas nasceu no Brasil. c) Jos tem menos de 35 anos e curso superior completo. d) Jos tem menos de 35 anos e nasceu no Brasil. 16) Se Beatriz no me de Ana, tia de Paula. Se Beatriz irm de Flvio, me de Ana. Se Beatriz me de Ana, no irm de Fl-vio. Se Beatriz no irm de Flvio, no tia de Paula. Logo, Bea-triz: a) no me de Ana, irm de Flvio e no tia de Paula. b) me de Ana, irm de Flvio e no tia de Paula. c) no me de Ana, irm de Flvio e tia de Paula. d) me de Ana, no irm de Flvio e no tia de Paula. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 25 17) Em uma empresa, h 12 dirigentes de nveis hierrquicos distintos capacitados para a elaborao de determinado estudo: 5 diretores e 7 gerentes. Para isso, entre esses 12 dirigentes, 4 sero sorteados aleatoriamente para integrarem um grupo que realizar o referido es-tudo. A probabilidade de os 4 dirigentes sorteados serem do mesmo nvel hierrquico est entre: a) 0,01 e 0,05. b) 0,06 e 0,10. c) 0,11 e 0,15. d) 0,16 e 0,20. 18) Estava olhando para o Norte. Girei 90 para a esquerda e passei, portanto, a olhar para o Oeste. Girei 180 e depois girei 45 es-querda. Depois girei 90 esquerda e, depois, 135 direita. Passei, nesse momento, a olhar para o: a) Norte; b) Leste; c) Nordeste; d) Sudeste; 19) O rei ir caa condio necessria para o duque sair do castelo, e condio suficiente para a duquesa ir ao jardim. Por outro lado, o conde encontrar a princesa condio necessria e suficiente para o baro sorrir e condio necessria para a duquesa ir ao jardim. O baro no sorriu. Logo: a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa. b) Se o duque no saiu do castelo, ento o conde encontrou a princesa. c) O rei no foi caa e o conde no encontrou a princesa. d) O rei foi caa e a duquesa no foi ao jardim. 20) Antnio, Bento, Ciro e Dorival so profissionais liberais. Um deles advogado, outro paisagista, outro veterinrio e outro professor. Sabe-se que: o veterinrio no Antnio e nem Ciro; Bento no veterinrio e nem paisagista; Ciro no advogado e nem paisagista. A concluso correta quanto correspondncia entre carreira e pro-fissional est indicada em: a) advogado Dorival b) paisagista - Dorival c) paisagista Antnio d) advogado - Antnio 21) Um psiclogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: Joo, Pedro, Paulo e Jos. Em um determinado dia, sua sesso foi realizada em uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa e com o psiclogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na mesa estava vago e este no estava perto do psiclogo. Dado esse cenrio, pode-se afirmar, com certeza, que: a) o lugar vago estava perto do Paulo. b) o lugar vago estava perto do Jos. c) o lugar vago estava perto do Joo. d) o lugar vago estava perto do Pedro. 22) Em um certo aeroporto, Ana caminhava razo de um metro por segundo. Ao utilizar uma esteira rolante de 210 metros, que se mo-vimenta no mesmo sentido em que ela caminhava, continuou andan-do no mesmo passo. Ao chegar ao final da esteira, Ana verificou ter levado exatamente 1 minuto para percorrer toda a extenso da estei-ra. Se Ana no tivesse continuado a caminhar quando estava sobre a esteira, o tempo que levaria para ser transportada do incio ao fim da esteira seria igual a: a) 1 minuto e 20 segundos. b) 1 minuto e 24 segundos. c) 1 minuto e 30 segundos. d) 1 minuto e 40 segundos. 23) Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de cinco suspeitos: Armando, Celso, Edu, Juarez e Tarso. Pergunta-dos sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu: Armando: "Sou inocente" Celso: "Edu o culpado" Edu: "Tarso o culpado" Juarez: "Armando Disse a verdade" Tarso: "Celso mentiu" Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir que o culpado : a) Armando b) Celso c) Edu d) Tarso 24) Trs amigos, Mrio, Nilo e Oscar, juntamente com suas esposas, sentaram-se, lado a lado, beira do cais, para apreciar o pr-do-sol. Um deles flamenguista, outro palmeirense, e outro vascano. Sa-be-se, tambm, que um arquiteto, outro bilogo, e outro cozi-nheiro. Nenhum deles sentou-se ao lado da esposa, e nenhuma pes-soa sentou-se ao lado de outra do mesmo sexo. As esposas cha-mam-se, no necessariamente nesta ordem, Regina, Sandra e T-nia. O arquiteto sentou-se em um dos dois lugares do meio, ficando mais prximo de Regina do que de Oscar ou do que do flamenguista. O vascano est sentado em uma das pontas, e a esposa do cozi-nheiro est sentada sua direita. Mrio est sentado entre Tnia, que est sua esquerda, e Sandra. As esposas de Nilo e de Oscar so, respectivamente: a) Regina e Sandra b) Tnia e Sandra c) Sandra e Tnia d) Regina e Tnia 25) Se verdade que Nenhum artista atleta, ento tambm ser verdade que: a) todos no-artistas so no-atletas b) nenhum atleta no-artista c) nenhum artista no-atleta d) pelo menos um no-atleta artista 26) Os advogados Clvis, Rui e Raimundo trabalham em agncias diferentes de um mesmo banco, denominadas Norte, Sul e Leste. Exercem, no necessariamente nesta ordem, suas funes nos seto-res de Financiamento, Cobrana e Ouvidoria. Sabe-se, ainda, que: Clvis e o advogado da Agncia Leste no trabalham na Ouvidoria. O advogado da Agncia Norte no Clvis nem Rui. Na Agncia Sul, o advogado no trabalha na Ouvidoria nem no Financiamento. possvel concluir que: a) Clvis trabalha no setor de Cobranas da Agncia Norte. b) Rui, o advogado da Agncia Leste, trabalha no setor de Ouvidoria. c) nem Raimundo, nem Rui trabalham no setor de Financiamento. d) nas Agncias Sul e Norte, os advogados no trabalham com Finan-ciamento. 27) Uma grande empresa multinacional oferece a seus funcionrios cursos de portugus, ingls e italiano. Sabe-se que 20 funcionrios cursam italiano e ingls; 60 funcionrios cursam portugus e 65 cur-sam ingls; 21 funcionrios no cursam nem portugus nem italiano; o nmero de funcionrios que praticam s portugus idntico ao nmero dos funcionrios que praticam s italiano; 17 funcionrios praticam portugus e italiano; 45 funcionrios praticam portugus e ingls; 30, entre os 45, no praticam italiano. Com estas informaes pode-se concluir que a diferena entre o total de funcionrios da em-presa e o total de funcionrios que no esto matriculados em qual-quer um dos cursos igual a: a) 93 b) 83 c) 103 d) 113 28) Suponha que exista uma pessoa que s fala mentiras s teras, quartas e quintas-feiras, enquanto que, nos demais dias da semana, s fala a verdade. Nessas condies, somente em quais dias da se-mana seria possvel ela fazer a afirmao "Eu menti ontem e tambm mentirei amanh."? a) Tera e quinta-feira. b) Tera e sexta-feira. c) Quarta e quinta-feira. d) Quarta-feira e sbado. 29) Paulo, Joo, Beto, Marcio e Alfredo esto numa festa. Sabendo-se que cada um deles possui diferentes profisses: advogado, adminis-trador, psiclogo, fsico e mdico. Temos: o advogado gosta de con-versar com beto, Marcio e Joo, mas odeia conversar com o mdico Beto joga futebol com o fsico Paulo, Beto e marcio jogam vlei com o administrador alfredo move uma ao trabalhista contra o mdico. Podemos afirmar que Paulo .... a) Paulo o advogado, Joo o administrador b) Alfredo o advogado, Paulo o mdico. c) Marcio o psiclogo, Alfredo o mdico d) Beto o fsico, Alfredo o administrador APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 26 30) Considerando-se que todos os Gringles so Jirnes e que nenhum Jirnes Trumps, a afirmao de que nenhum Trumps pode ser Grin-gles : a) Necessariamente verdadeira. b) Verdadeira, mas no necessariamente. c) Necessariamente falsa. d) Falsa, mas no necessariamente. 31) Para entrar na sala da diretoria de uma empresa preciso abrir dois cadeados. Cada cadeado aberto por meio de uma senha. Cada senha constituda por 3 algarismos distintos. Nessas condies, o nmero mximo de tentativas para abrir os cadeados a) 518.400 b) 1.440 c) 720 d) 120 32) Uma companhia de nibus realiza viagens entre as cidades de Corumb e Bonito. Dois nibus saem simultaneamente, um de cada cidade, para percorrerem o mesmo trajeto em sentido oposto. O ni-bus 165 sai de Corumb e percorre o trajeto a uma velocidade de 120 km/h. Enquanto isso, o 175 sai de Bonito e faz a sua viagem a 90 km/h. Considerando que nenhum dos dois realizou nenhuma pa-rada no trajeto, podemos afirmar que: I - Quando os dois se cruzarem na estrada, o nibus 175 estar mais perto de Bonito do que o 165. II - Quando os dois se cruzarem na estrada, o nibus 165 ter andado mais tempo do que o 175. a) Somente a hiptese (I) est errada. b) Somente a hiptese (II) est errada. c) Ambas as hipteses esto erradas. d) Nenhuma das hipteses est errada. 33) A hipotenusa de um triangulo retngulo mede 10 cm, e um de seus catetos mede 6 cm. A rea deste triangulo igual a: a) 24 cm2 b) 30 cm2 c) 40 cm2 d) 48 cm2 34) O menor complementar de um elemento genrico xij de uma matriz X o determinante que se obtm suprimindo a linha e a coluna em que esse elemento se localiza. Uma matriz Y = yij, de terceira ordem, a matriz resultante da soma das matrizes A = (aij) e B = (bij). Sabendo-se que (aij) = (i+j)2 e que bij = i2 , ento o menor complementar do e-lemento y23 igual a: a) 0 b) -8 c) -80 d) 8 35) Maria vai de carona no carro de sua amiga e se prope a pagar a tarifa do pedgio, que de R$ 3,80. Verificou que tem no seu porta-nqueis moedas de todos os valores do atual sistema monetrio bra-sileiro, sendo: duas moedas do menor valor, trs do maior valor e uma moeda de cada um dos outros valores. Sendo assim, ela tem o suficiente para pagar a tarifa e ainda lhe sobraro: a) doze centavos. b) onze centavos. c) dez centavos. d) nove centavos. 36) Existem trs caixas I, II e III contendo transistores. Um tcnico cons-tatou que: se passasse 15 transistores da caixa I para a caixa II, esta ficaria com 46 transistores a mais do que a caixa I tinha inicialmente; se passasse 8 transistores da caixa II para a caixa III, esta ficaria com 30 transistores a mais do que a caixa II tinha inicialmente. Se o total de transistores nas trs caixas era de 183, ento o nmero inicial de transistores em: a) I era um nmero par. b) II era um nmero mpar. c) III era um nmero menor que 85. d) I e III era igual a 119. 37) Para asfaltar 1 quilmetro de estrada, 30 homens gastaram 12 dias trabalhando 8 horas por dia, enquanto que 20 homens, para asfalta-rem 2 quilmetros da mesma estrada, trabalhando 12 horas por dia, gastam x dias. Calcule o valor de x. a) 30 b) 22 c) 25 d) 24 38) Uma circunferncia sobre um plano determina duas regies nesse mesmo plano. Duas circunferncias distintas sobre um mesmo plano determinam, no mximo, 4 regies. Quantas regies, no mximo, 3 circunferncias distintas sobre um mesmo plano podem determinar nesse plano? a) 4 b) 7 c) 5 d) 8 39) Lus prisioneiro do temvel imperador Ivan. Ivan coloca Lus frente de trs portas e lhe diz: Atrs de uma destas portas encontra-se uma barra de ouro, atrs de cada uma das outras, um tigre feroz. Eu sei onde cada um deles est. Podes escolher uma porta qualquer. Feita tua escolha, abrirei uma das portas, entre as que no escolhes-te, atrs da qual sei que se encontra um dos tigres, para que tu mesmo vejas uma das feras. A, se quiseres, poders mudar a tua escolha. Lus, ento, escolhe uma porta e o imperador abre uma das portas no-escolhidas por Lus e lhe mostra um tigre. Lus, aps ver a fera, e aproveitando-se do que dissera o imperador, muda sua es-colha e diz: Temvel imperador, no quero mais a porta que escolhi; quero, entre as duas portas que eu no havia escolhido, aquela que no abriste. A probabilidade de que, agora, nessa nova escolha, Lu-s tenha escolhido a porta que conduz barra de ouro igual a: a) 1/2. b) 1/3. c) 2/3. d) 2/5. 40) Num concurso para preencher uma vaga para o cargo de gerente administrativo da empresa M, exatamente quatro candidatos obtive-ram a nota mxima. So eles, Andr, Bruno, Clio e Diogo. Para de-cidir qual deles ocuparia a vaga, os quatro foram submetidos a uma bateria de testes e a algumas entrevistas. Ao trmino dessa etapa, cada candidato fez as seguintes declaraes: Andr declarou: Se Diogo no foi selecionado, ento Bruno foi selecionado. Bruno declarou: Andr foi selecionado ou eu no fui selecionado. Clio declarou: Se Bruno foi selecionado, ento eu no fui sele-cionado. Diogo declarou: Se Andr no foi selecionado, ento Clio foi. Admitindo-se que, das quatro afirmaes acima, apenas a declara-o de Diogo seja falsa, correto concluir que o candidato selecio-nado para preencher a vaga de gerente administrativo foi: a) Clio b) Andr c) Bruno d) Diogo 41) Os 61 aprovados em um concurso, cujas notas foram todas distintas, foram distribudos em duas turmas, de acordo com a nota obtida no concurso: os 31 primeiros foram colocados na turma A e os 30 se-guintes na turma B. As mdias das duas turmas no concurso foram calculadas. Depois, no entanto, decidiu-se passar o ltimo colocado da turma A para a turma B. Com isso: a) A mdia da turma A melhorou, mas a da B piorou. b) A mdia da turma A piorou, mas a da B melhorou. c) As mdias de ambas as turmas melhoraram. d) As mdias de ambas as turmas pioraram. 42) Chama-se tautologia a toda proposio que sempre verdadeira, independentemente da verdade dos termos que a compem. Um e-xemplo de tautologia : a) se Joo alto, ento Joo alto ou Guilherme gordo b) se Joo alto, ento Joo alto e Guilherme gordo c) se Joo alto ou Guilherme gordo, ento Guilherme gordo d) se Joo alto ou Guilherme gordo, ento Joo alto e Guilherme gordo 43) Na Consoantelndia, fala-se o consoants. Nessa lngua, existem 10 letras: 6 do tipo I e 4 do tipo II. As letras do tipo I so: b, d, h, k, l, t. As letras do tipo II so: g, p, q, y. Nessa lngua, s h uma regra de acentuao: uma palavra s ser acentuada se tiver uma letra do tipo II precedendo uma letra do tipo I. Pode-se afirmar que: a) dhtby acentuada. b) pyg acentuada. c) kpth no acentuada. d) kydd acentuada. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 27 44) A seo "Dia a dia", do Jornal da Tarde de 6 de janeiro de 1996, trazia esta nota:"Tcnicos da CETESB j tinham retirado, at o fim da tarde de ontem, 75 litros da gasolina que penetrou nas galerias de guas pluviais da Rua Joo Boemer, no Pari, Zona Norte. A gasolina se espalhou pela galeria devido ao tombamento de um tambor num posto de gasolina desativado." De acordo com a nota, a que concluso se pode chegar a respeito da quantidade de litros de gasolina vazada do tambor para as galerias pluviais? a) Corresponde a 75 litros. b) menor do que 75 litros. c) maior do que 75 litros. d) impossvel ter qualquer ideia a respeito da quantidade de gasolina. 45) Certo dia, durante o expediente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, trs funcionrios Antero, Boris e Carmo executaram as tarefas de arquivar um lote de processos, protocolar um lote de do-cumentos e prestar atendimento ao pblico, no necessariamente nesta ordem. Considere que: - cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas; - todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as pessoas atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades: Belo Horizonte, Uberaba e Uberlndia, no respectivamente; - Antero arquivou os processos; - os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte; - a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlndia. Nessas condies, correto afirmar que: a) Carmo protocolou documentos. b) a tarefa executada por Boris era procedente de Belo Horizonte. c) Boris atendeu s pessoas procedentes de Uberaba. d) as pessoas atendidas por Antero no eram procedentes de Uberaba. 46) Se Rasputin no tivesse existido, Lenin tambm no existiria. Lenin existiu. Logo, a) Lenin e Rasputin no existiram. b) Lenin no existiu. c) Rasputin existiu. d) Rasputin no existiu. 47) Assinale a alternativa correspondente ao nmero de cinco dgitos no qual o quinto dgito a metade do quarto e um quarto do terceiro d-gito. O terceiro dgito a metade do primeiro e o dobro do quarto. O segundo dgito trs vezes o quarto e tem cinco unidades a mais que o quinto. a) 17942 b) 25742 c)c65384 d)c86421 48) De quantos modos possvel formar um subconjunto, com exata-mente 3 elementos, do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6} no qual NO haja elementos consecutivos? a) 4 b) 6 c) 8 d) 18 49) Se todos os jaguadartes so momorrengos e todos os momorrengos so cronpios ento pode-se concluir que: a) possvel existir um jaguadarte que no seja momorrengo. b) possvel existir um momorrengo que no seja jaguadarte. c) Todos os momorrengos so jaguadartes. d) possvel existir um jaguadarte que no seja cronpio. 50) Em uma urna temos 3 bolas azuis, cada uma com 5 cm de volume, 3 cubos pretos, cada um com 2 cm de volume e 1 cubo azul de 3 cm de volume. Retirando-se quatro objetos da urna, sem reposio, necessariamente um deles: a) ter volume menor do que 3 cm. b) ter volume maior do que 3 cm. c) ser uma bola. d) ser azul. RESPOSTAS TESTE DE HABILIDADE VERBAL 1) Escreva, dentro do parntese, a palavra que se relaciona com as demais. PARA LAVAR (..............) DE GUERRA 2) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira e inicia a segunda . DE (..............) NEL 3) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. B O U F E T L C E T S O L O B V I L O B L O L I V E R O I R 4) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite os seguintes prefi-xos, formando palavras correntes da lngua. 5) Escreva, dentro do parntese, a palavra sinnima das demais. RE-PREENSO (..............) CACHIMBO 6) Escreva a slaba que completa a primeira palavra, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. B R E (..............) D A 7) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. G I O S M I S N A ACER C O E R F 8) Escreva, dentro do parntese, a palavra que precede as demais, constituindo-se com elas unidades semnticas. DA RUA DA CARA (................) D`GUA DE- PEIXE 9) Escreva, dentro do parntese, a palavra que se relaciona com as duas outras. RECENTE (...............) NOTCIA 10) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. AR (...............) R 11) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. F R N A C S N G L S I O R G E L I S E A H P N O L 12) Escreva, dentro do parntese, a palavra que precede as demais, constituindo-se com elas unidades semnticas. - CIVIL - LIVRO (..............) - ROUPA - CHUVA 13) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira . C (..............) DO Conceito: pea do vesturio. 14) Escreva, dentro do parntese, a palavra sinnima das duas outras. FISIONOMIA (..............) VENTO 15) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. T R O A T R S C A B L O H C A A B I O S C T O I T G R I E 1. B 2. B 3. C 4. A 5. D 6. C 7. C 8. A 9. C 10. D 11. C 12. A 13. C 14. B 15. D 16. D 17. B 18. B 19. C 20. C 21. A 22. B 23. D 24. C 25. D 26. D 27. A 28. A 29. B 30. A 31. B 32. C 33. A 34. C 35. A 36. D 37. D 38. D 39. C 40. D 41. C 42. A 43. D 44. C 45. B 46. C 47. D 48. A 49. A 50. D APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 28 16) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da lngua. 17) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. R E (..............) T E R Conceito: voltar 18) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. A R C O V A J E N A L S O R A A M A G R I D A R L O R I 19) Escreva, dentro do parntese,- a palavra que tem o mesmo significa-do que as duas outras. U N E (..............) R E S I D N C I A 20) Escreva, dentro do parntese, a palavra que corresponde s duas outras. INSETO (..............) ALVO DE TIRO 21) Escreva, dentro do parntese, a palavra que significa as duas outras. INSTRUMENTO DE DESENHO (........) RITMO 22) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. B (................) C O Conceito final: flutua 23) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. M D I O C E T I S N D A T E M B R O S T E V O D A A G O D 24) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da lngua. 25) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda, e com ambas forma uma terceira. A L (..............) C E 26) Escreva, dentro do parntese, a palavra que tem o mesmo significado que as duas outras. POESIA (..............) ATRS. 27) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite esses prefixos, formando com eles palavras correntes da lngua, 28) Assinale a palavra que no tem relao com as demais. A B R L A S I E C F I E R C R T U I I A B T O S P E E R 29) Escreva, dentro do parntese, o termo que completa a primeira pala-vra, inicia a segunda, e com ambas formas uma terceira. A T O R (..............) D O R. 30) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite esses prefixos formando com eles palavras correntes da lngua. 31) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. A L C R A I E A I M C E T N O V I T R A I 32) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. D E S (..............) R. Conceito final: separar 33) Assinale a palavra que no se relaciona com as demais. Z E R C I U O R L I A B R N T A E R A Z U D L R A P E T S E A 34) Escreva, dentro do parntese, o termo que admite esses prefixos formando com eles palavras correntes da lngua. 35) Escreva, dentro do parntese, o termo que completa a primeira palavra, inicia a segunda e forma com ambas uma terceira. L (..............) R Conceito final: justiar 36) Escreva, dentro do parntese, a palavra que corresponde as duas outras, T A B A C O (..............) L U T O 37) Escreva, dentro parntese, o termo.que admite esses prefixos for-mando com eles palavras correntes da lngua 38) Assinale o nome que no se relaciona com os demais. U E C L I D E S A D C N U H A O W S L A O D C Z R U U H M B R E O T E D A C P O M S A M D O H A C E D S I S A S 39) Escreva, dentro do parntese, a palavra que corresponde s duas outras. ANIMAL (..............) CALOURO 40) Escreva, dentro do parntese, a palavra que completa a primeira, inicia a segunda e, com ambas, forma uma terceira. T R A N S (..........) T E APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 29 RESPOSTA DO TESTE DE HABILIDADE VERBAL 1 TANQUE. 2 CORO. 3 LIVREIRO.(As demais palavras referem-se a esportes: futebol, cestobol, volibol). 4 UMA. 5 PITO. 6 CA. 7 COFRE. (Todas as demais palavras referem-se a Estados do Brasil: Minas,Gois, Cear). 8 OLHO. 9 NOVA. 10 RASA. 11 RELGIO. (As demais palavras referem-se a nacionalidades: fran-cs, ingls espanhol). 12 GUARDA. 13 ALA. 14 AR. 15 TIGRE ou (GRITE) (As demais palavras correspondem a alimentos: rosca bolacha, biscoito, torta). 16. ORA. 17. VER. 18. JANELA. (As demais palavras correspondem a flores: cravo, rosa, margarida, lrio). 19. CASA. 20. MOSCA. 21 COMPASSO. 22. AR. 23. SETEMBRO. (As demais palavras correspondem a profisses: mdico, dentista, advogado). 34. ELA. 25. FA. 26. VERSO. 27. ATO. 28. ESPERTO. (As demais palavras correspondem a capitais: Braslia, Recife, Curitiba). 29. DOA. 30. EIA. 31 VITRIA. (As demais palavras correspondem a material de constru-o: cal, areia, cimento). 32 LIGA. 33 NATUREZA. (As demais palavras correspondem a moedas: cruzeiro, libra, dlar, peseta). 34 ACA. 35 INCHA. 36 FUMO. 37 AMA. 38 OSWALDO CRUZ. (Clebre como mdico sanitarista; os demais so homens de letras, escritores: Euclides da Cunha, Machado de Assis, Humberto de Campos). 39 BICHO. 40 POR. TESTE DE HABILIDADE NUMRICA 1) Escreva o nmero que falta. 18 20 24 32 ? 2) Escreva o nmero que falta. 3) Escreva o nmero que falta. 212 179 146 113 ? 4) Escreva o nmero que falta. 5) Escreva o nmero que falta. 6 8 10 11 14 14 ? 6) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 17 (112) 39 28 ( . . . ) 49 7) Escreva o nmero que falta. 7 13 24 45 ? 8) Escreva o nmero que falta. 3 9 3 5 7 1 7 1 ? 9) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 234 (333) 567 345 (. . .) 678 10) Escreva o nmero que falta. 11) Escreva o nmero que falta. 4 5 7 11 19 ? 12) Escreva o nmero que falta. 6 7 9 13 21 ? 13) Escreva o nmero que falta. 4 8 6 6 2 4 8 6 ? 14) Escreva o nmero que falta. 64 48 40 36 34 ? 15) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 718 (26) 582 474 (. . .) 226 16) Escreva o nmero que falta. 17) Escreva o nmero que falta. 15 13 12 11 9 9 ? APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 30 18) Escreva o nmero que falta. 9 4 1 6 6 2 1 9 ? 19) Escreva o nmero que falta. 11 12 14 ? 26 42 20) Escreva o nmero que falta. 8 5 2 4 2 0 9 6 ? 21) Escreva o nmero que falta. 22) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 341 (250) 466 282 (. . .) 398 23) Escreva o nmero que falta. 24) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 12 (336) 14 15 (. . .) 16 25) Escreva o nmero que falta. 4 7 6 8 4 8 6 5 ? 26) Escreva o nmero que falta. 7 14 10 12 14 9 ? 27) Escreva o nmero que falta. 28) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 17 (102) 12 14 (. . .) 11 29) Escreva o nmero que falta. 172 84 40 18 ? 30) Escreva o nmero que falta. 1 5 13 29 ? 31) Escreva o nmero que falta. 32) Escreva o nmero que falta. 33) Escreva o nmero que falta. 0 3 8 15 ? 34) Escreva o nmero que falta. 1 3 2 ? 3 7 35) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 447 (336) 264 262 (. . .) 521 36) Escreva o nmero que falta. 4 7 9 11 14 15 19 ? 37) Escreva o nmero que falta. 3 7 16 6 13 28 9 19 ? 38) Escreva o nmero que falta. 39) Escreva os nmeros que faltam. 40) Escreva o nmero que falta. 41) Escreva, dentro do parntese e fora deste os nmeros que faltam. 9 (45) 81 8 (36) 64 10 (. . ) ? 42) Escreva, dentro do parntese, o nmero que falta. 643 (111) 421 269 (. . .) 491 43) Escreva o nmero que falta. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 31 44) Escreva o nmero que falta. 45) Escreva o nmero que falta. 46) Escreva o nmero que falta. 7 19 37 61 ? 47) Escreva o nmero que falta. 48) Escreva o nmero que falta. 49) Escreva o nmero que falta. 857 969 745 1193 ? 50) Escreva o nmero que falta. 5 41 149 329 ? TESTE DE HABILIDADE VSUO-ESPACIAL 1) Assinale a figura que no tem relao* com as demais. 2) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 3) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 4) Escolha, dentre as numeradas, a figura que corresponde incgnita. 5) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 6) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 7) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 8) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 9) Assinale a figura que no tem relao com as demais. * No ter relao no sentido de no conservar as mesmas relaes com as demais, por questo de detalhe, posio etc. 10) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 11) Assinale a figura que no tem relao com as demais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 32 12) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 13) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 14) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 15) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 16) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 17) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 18) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 19) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 20) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 21) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 22) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 23) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 24) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 25) Assinale afigura que no tem relao com es demais. 26) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 27) Assinale a figura que no tem relao com as demais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 33 28) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 29) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 30) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. 31) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 32) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 33) Assinale as figuras que no tm relao com as demais. 34) Assinale as duas figuras que no tem relao com as demais. 35) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. 36) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 37) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 38) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. 39) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 34 40) Assinale as figuras que no tm relao com as demais. 41) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. 42) Assinale a figura que no tem relao com as demais. 43) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. 44) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. 45) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. 46) Assinale as duas figuras que no tm relao com as demais. 47) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. 48) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. 49) Assinale as trs figuras que no tm relao com as demais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 35 50) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde incgnita. TESTE DE HABILIDADE NUMRICA - Respostas 1 48. (Some 2, 4, 8 e, finalmente 16). 2 24. (No sentido contrrio aos ponteiros do relgio, os nmeros aumen-tam em 2, 3, 4, 5 e 6). 3 80. (Subtraia 33 de cada nmero). 4 5. (Os braos para cima se somam e os para baixo se subtraem, para obter o nmero da cabea). 5 18. (Existem duas sries alternadas, uma que aumenta de 4 em 4 e a outra de 3 em 3). 6 154. (Some os nmeros de fora do parntese e multiplique por 2). 7 86. (Multiplique o nmero por dois e subtraia 1, 2, 3 e 4). 8 3. (Subtraia os nmeros das duas primeiras colunas e divida por 2). 9 333. (Subtraia o nmero da esquerda do nmero da direita para obter o nmero inserto no parntese). 10 5. (O nmero da cabea igual a semi--soma dos nmeros dos ps). 11 35. (A srie aumenta em 1, 2, 4, 8 e 16 unidades sucessivamente). 12 37. (Multiplique cada termo por 2 e subtraia 5 para obter o seguinte). 13 7. (Os nmeros da terceira coluna so a semi-soma dos nmeros das outras duas colunas). 14 33. (A srie diminui em 16, 8, 4, 2 e 1 sucessivamente). 15 14. (Some os nmeros de fora do parntese e divida por 50 para obter o nmero inserto no mesmo). 16 3. (No sentido dos ponteiros do relgio, multiplique por 3). 17 6. (Existem duas sries alternadas: uma diminui de 3 em 3; a outra de 2 em 2). 18 4. (Cada fileira soma 14). 19 18. (Dobre cada termo e subtraia 10 para obter o seguinte). 20 3. (Os nmeros diminuem em saltos iguais, 3 na primeira fileira, 2 na segunda e 3 na terceira). 21 18. (Os nmeros so o dobro de seus opostos diametralmente). 22 232. (Subtraia a parte esquerda da parte direita e multiplique o resul-tado por dois). 23 21. (Os nmeros aumentam em intervalos de 2, 4, 6 e 8). 24 480. (O nmero inserto no parntese o dobro do produto dos nme-ros de fora do mesmo). 25. 2. (A terceira coluna o dobro da diferena entre a primeira e a se-gunda). 26 19. (Existem duas sries, uma aumenta de 3, 4 e 5; a outra diminui de 2 e 3 sucessivamente). 27 3. (Subtraia a soma da segunda e da quarta patas da soma da primei-ra e terceira patas para obter o nmero da cauda). 28 77. (O nmero inserto no parntese a metade do produto dos nme-ros de fora do parntese). 29 7. (Divida por dois cada nmero e subtraia 2 para obter o termo se-guinte). 30 61. (Some o dobro da diferena entre os nmeros sucessivos a cada um, para obter o seguinte). 31 11. (Multiplique por dois cada nmero e some 1 para obter o nmero do setor oposto). 32 46. (Junte 1 a cada nmero e logo multiplique-o por dois para obter o nmero seguinte). 33 24. (A srie aumenta em 3, 5, 7 e 9). 34 5. (Existem duas sries alternadas; uma que aumenta de 2 em 2 e outra que aumenta de 1 em 1). 35 518. (O nmero inserto no parntese o dobro da diferena dos nmeros que esto fora do mesmo), 36 19. (H duas sries alternadas; uma que aumenta de 5 em 5 e outra que aumenta de 4 em 4). 37 40. (Os nmeros da segunda coluna se formam tomando os da pri-meira, multiplicando-os por 2 e juntando 1; os da terceira coluna, to-mando os da segunda, multiplicando-os por 2 e juntando 2. Assim: [2 x 19] + 2 = 40). 38 3. (Subtraia a soma dos nmeros das pernas, da soma dos nmeros dos braos para obter o nmero da cabea). 39 (Os numeradores aumentam de 3,4, 5 e 6, enquanto que os denominadores aumentam de 4, 5, 6 e 7). 40 152. (Multiplique cada nmero por 2 e some 2, 3, 4, 5 e 6). 41 55 e 100. (O nmero procurado atrs do parntese igual ao quadra-do do nmero diante do parntese. O nmero inserto no parntese igual semi--soma dos nmeros de fora do mesmo). 42 111 (O nmero inserto no parntese a metade da diferena dos nmeros de fora do parntese). 43 66. (Multiplique por 2 o nmero precedente, no sentido dos ponteiros do relgio e subtraia 2). 44 179. (Cada nmero se obtm multiplicando por dois o precedente e juntando-se 1, 3, 5, 7 e finalmente 9). 45 6. (H duas sries alternadas. Cada uma se eleva ao quadrado e se soma um 2 constante). A primeira : O 3 6 9 Quadrado; O 9 36 81 Mais dois: 2 11 38 83 A segunda 5 4 3 2 Quadrado: 25 16 9 4 Mais dois: 27 18 11 6 46 91. (Some 1 ao primeiro nmero (7+1 = 8), junte esta soma ao segun-do nmero (8 + 19 = 27) e seguir at que se obtenha: (125 +o nmero que falta = ?). APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Raciocnio Lgico A Opo Certa Para a Sua Realizao 36 As somas obtidas at aqui formam a srie 1, 8, 27, 64, 125 que so os cubos 1, 2, 3, 4 e 5. Para completar a srie, tome-se o cubo de 6 que = 216). Assim, [125.+ ? = 216]. 47 64. (Os nmeros e respectivos quadrados ficam em setores opostos). 48 6. (Some todos os nmeros que se acham nos ngulos dos tringulos e subtraia os que esto fora. Obtm-se, assim, o nmero do crculo). 49 297. (A diferena se multiplica por dois cada vez, e se soma ou se subtrai alternadamente dos nmeros sucessivos). 50 581. (Comear a srie: 0 2 4 6 8 Multiplicar por 3 O 6 12 18 24 Elevar ao quadrado: O 36 144 324 576 Somar 5: 5 41 149 329 581). TESTE DE HABILIDADE VSUO ESPACIAL Respostas 1 4. (Todas as outras figuras podem inverterem-se sem qualquer dife-rena). 2 3. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 3 4 . (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 4 1. (A figura principal gira 180 e o crculo pequeno passa para o outro lado). 5 1. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 6. 4. (A figura gira 90 cada vez, em sentido contrrio aos ponteiros do relgio, exceto a 4 que gira no sentido dos mencionados ponteiros). 7 4. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 8 4. (A figura gira 90 cada vez em sentido contrrio aos ponteiros do relgio, exceto o 4 que gira no mesmo sentido dos mencionados pon-teiros). 9 4. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem no plano do papel). 10 2. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 11 3. (As outras trs figuras so esquemas de urna mo esquerda; a de n. 3 o esquema de urna mo direita). 12 3. (A figura gira 45 cada vez em sentido contrrio aos ponteiros do relgio, porm o sombreado preto avana urna posio a mais, exceto em 3, que , portanto, a figura que no corresponde as demais). 13 5. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 14 1. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 15 4. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 16 5. (O conjunto completo de 4 crculos gira num ngulo de 90 cada vez. Em 5 os crculos com + e o com x trocaram suas posies. Em todas as demais figuras o + est na mesma fileira que o crculo preto). 17 6. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 18 3. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 19 2. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 20 2. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 21 5. (1 e 3, e 2 e 4 so duplas que podem se sobreporem girando 45. A figura 5 no pode sobrepor-se porque a cruz e o crculo interio-res ficariam em posio diferente). 22 4. (Os setores preto, branco ou hachur giram em sentido contrrio aos ponteiros do relgio; na figura 4 os setores branco e hachur esto em posio diferente). 23 1. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 24 4. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 25 4. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 26 3. (1 e 4 formam urna dupla e o mesmo ocorre com 2 e 5. Em cada dupla os retngulos preto e hachur alternam sua posio; a figura 3 tem o sombreado em posio diferente). 27 5. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 28 6. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 29 3. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 30 3. (A figura principal gira no sentido dos ponteiros do relgio; a seta, no sentido contrrio). 31 3. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 32 5. (Todas as outras figuras podem girar at se sobreporem). 33 1 e 2. (As outras figuras podem girar at se sobreporem; 1 e 2 no o podem). 2 e 5. (As outras figuras podem girar at se sobreporem; 2 e 5 no o po-dem). 35 2. (A figura principal gira 90 no sentido contrrio aos ponteiros do relgio junto com as figuras pequenas, que por sua vez trocam por sua oposta aps o giro; isto , as da parte superior passam para a ba-se e as da base a parte superior) . 36 8. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 37 3. (Todas as outras figuras seguem a regra de que o desenho comple-to gira 90 cada vez; na figura 3 o sombreado gira incorretamente). 38 3, (A figura principal gira 180 (de cima para baixo) e as trs listras pretas passaram a ser duas; as trs pequenas alteram sua posio passando a contgua em sentido contrrio aos ponteiros do relgio). 39 1, 3 e 6. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 40 3 e 6. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 41 2. (O que na primeira figura redondo torna-se quadrado; o que aponta para cima passa a apontar para baixo). 42 7. (Todas as figuras podem girar at se sobreporem). 43 3. (As figuras superior e inferior alteram suas posies; a figura interi-or superior permanece; porm o sombreado da figura da base troca com o da parte no sombreada. Os contornos da direita e esquerda da figura principal alternam sua posio). 44 5, 6 e 8. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 45 2, 6 e 7. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 46 1 e 4. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 47 1, 6 e 8. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 48 1, 6 e 7. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 49 2, 3 e 7. (As outras figuras podem girar at se sobreporem). 50 2. (O sombreado passa das figuras exteriores as interiores e vice-versa; a posio vertical ou horizontal permanece constante). Testes extrados de: FAA SEU TESTE - Volumes 1 a 7 Editora Mestre Jou - So Paulo APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 1 1 Fundamentos da organizao dos Poderes e do Distrito Federal. Art. 1 O Distrito Federal, no pleno exerccio de sua autonomia poltica, administrativa e financeira, observados os princpios constitucionais, reger-se- por esta Lei Orgnica. Pargrafo nico. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituio Federal e desta Lei Orgnica. Art. 2 O Distrito Federal integra a unio indissolvel da Repblica Fe-derativa do Brasil e tem como valores fundamentais: I a preservao de sua autonomia como unidade federativa; II a plena cidadania; III a dignidade da pessoa humana; IV os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V o pluralismo poltico. Pargrafo nico. Ningum ser discriminado ou prejudicado em razo de nascimento, idade, etnia, raa, cor, sexo, caractersticas genticas, estado civil, trabalho rural ou urbano, religio, convices polticas ou filosficas, orientao sexual, deficincia fsica, imunolgica, sensorial ou mental, por ter cumprido pena, nem por qualquer particularidade ou condi-o, observada a Constituio Federal. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 65, de 2013.) Art. 3 So objetivos prioritrios do Distrito Federal: I garantir e promover os direitos humanos assegurados na Constitui-o Federal e na Declarao Universal dos Direitos Humanos; II assegurar ao cidado o exerccio dos direitos de iniciativa que lhe couberem, relativos ao controle da legalidade e legitimidade dos atos do Poder Pblico e da eficcia dos servios pblicos; III preservar os interesses gerais e coletivos; IV promover o bem de todos; V proporcionar aos seus habitantes condies de vida compatveis com a dignidade humana, a justia social e o bem comum; VI dar prioridade ao atendimento das demandas da sociedade nas reas de educao, sade, trabalho, transporte, segurana pblica, mora-dia, saneamento bsico, lazer e assistncia social; VII garantir a prestao de assistncia jurdica integral e gratuita aos que comprovarem insuficincia de recursos; VIII preservar sua identidade, adequando as exigncias do desenvol-vimento preservao de sua memria, tradio e peculiaridades; IX valorizar e desenvolver a cultura local, de modo a contribuir para a cultura brasileira; X assegurar, por parte do Poder Pblico, a proteo individualizada vida e integridade fsica e psicolgica das vtimas e das testemunhas de infraes penais e de seus respectivos familiares; (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 6, de 1996.) XI zelar pelo conjunto urbanstico de Braslia, tombado sob a inscri-o n 532 do Livro do Tombo Histrico, respeitadas as definies e crit-rios constantes do Decreto n 10.829, de 2 de outubro de 1987, e da Porta-ria n 314, de 8 de outubro de 1992, do ento Instituto Brasileiro do Patri-mnio Cultural IBPC, hoje Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional IPHAN. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 12, de 1996.) Art. 4 assegurado o exerccio do direito de petio ou representa-o, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instncia. Art. 5 A soberania popular ser exercida pelo sufrgio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, medi-ante: I plebiscito; II referendo; III iniciativa popular. 2 Organizao do Distrito Federal. CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS Art. 6 Braslia, Capital da Repblica Federativa do Brasil, a sede do governo do Distrito Federal. Art. 7 So smbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o braso. Pargrafo nico. A lei poder estabelecer outros smbolos e dispor so-bre seu uso no territrio do Distrito Federal. Art. 8 O territrio do Distrito Federal compreende o espao fsico-geogrfico que se encontra sob seu domnio e jurisdio. Art. 9 O Distrito Federal, na execuo de seu programa de desenvol-vimento econmico-social, buscar a integrao com a regio do entorno do Distrito Federal. CAPTULO II DA ORGANIZAO ADMINISTRATIVA DO DISTRITO FEDERAL Art. 10. O Distrito Federal organiza-se em Regies Administrativas, com vistas descentralizao administrativa, utilizao racional de recur-sos para o desenvolvimento socioeconmico e melhoria da qualidade de vida. 1 A lei dispor sobre a participao popular no processo de escolha do Administrador Regional. 2 A remunerao dos Administradores Regionais no poder ser superior fixada para os Secretrios de Estado do Distrito Federal. (Par-grafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) 3 A proibio de que trata o art. 19, 8, aplica-se nomeao de administrador regional. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) Art. 11. As Administraes Regionais integram a estrutura administrati-va do Distrito Federal. Art. 12. Cada Regio Administrativa do Distrito Federal ter um Conse-lho de Representantes Comunitrios, com funes consultivas e fiscaliza-doras, na forma da lei. Art. 13. A criao ou extino de Regies Administrativas ocorrer me-diante lei aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais. CAPTULO III DA COMPETNCIA DO DISTRITO FEDERAL Art. 14. Ao Distrito Federal so atribudas as competncias legislativas reservadas aos Estados e Municpios, cabendo-lhe exercer, em seu territ-rio, todas as competncias que no lhe sejam vedadas pela Constituio Federal. Seo I Da Competncia Privativa Art. 15. Compete privativamente ao Distrito Federal: I organizar seu Governo e Administrao; II criar, organizar ou extinguir Regies Administrativas, de acordo com a legislao vigente; III instituir e arrecadar tributos, observada a competncia cumulativa do Distrito Federal; IV fixar, fiscalizar e cobrar tarifas e preos pblicos de sua compe-tncia; V dispor sobre a administrao, utilizao, aquisio e alienao dos bens pblicos; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 2 VI organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios de interesse local, includo o de transporte coletivo, que tem carter essencial; VII manter, com a cooperao tcnica e financeira da Unio, progra-mas de educao, prioritariamente de ensino fundamental e pr-escolar; VIII celebrar e firmar ajustes, consrcios, convnios, acordos e deci-ses administrativas com a Unio, Estados e Municpios, para execuo de suas leis e servios; IX elaborar e executar o plano plurianual, as diretrizes oramentrias e o oramento anual; X elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, a Lei de Uso e Ocupao do Solo e Planos de Desenvolvimento Local, para promover adequado ordenamento territorial, integrado aos valores ambien-tais, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupao do solo urbano; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) XI autorizar, conceder ou permitir, bem como regular, licenciar e fis-calizar os servios de veculos de aluguis; XII dispor sobre criao, transformao e extino de cargos, empre-gos e funes pblicas; XIII dispor sobre a organizao do quadro de seus servidores; insti-tuio de planos de carreira, na administrao direta, autarquias e funda-es pblicas do Distrito Federal; remunerao e regime jurdico nico dos servidores; XIV exercer o poder de polcia administrativa; XV licenciar estabelecimento industrial, comercial, prestador de ser-vios e similar ou cassar o alvar de licena dos que se tornarem danosos ao meio ambiente, sade, ao bem-estar da populao ou que infringirem dispositivos legais; XVI regulamentar e fiscalizar o comrcio ambulante, inclusive o de papis e de outros resduos reciclveis; XVII dispor sobre a limpeza de logradouros pblicos, remoo e des-tino do lixo domiciliar e de outros resduos; XVIII dispor sobre servios funerrios e administrao dos cemitrios; XIX dispor sobre apreenso, depsito e destino de animais e merca-dorias apreendidas em decorrncia de transgresso da legislao local; XX disciplinar e fiscalizar, no mbito de sua competncia, competi-es esportivas, espetculos, diverses pblicas e eventos de natureza semelhante, realizados em locais de acesso pblico; XXI dispor sobre a utilizao de vias e logradouros pblicos; XXII disciplinar o trnsito local, sinalizando as vias urbanas e estra-das do Distrito Federal; XXIII exercer inspeo e fiscalizao sanitria, de postura ambiental, tributria, de segurana pblica e do trabalho, relativamente ao funciona-mento de estabelecimento comercial, industrial, prestador de servios e similar, no mbito de sua competncia, respeitada a legislao federal; XXIV adquirir bens, inclusive por meio de desapropriao, por neces-sidade, utilidade pblica ou interesse social, nos termos da legislao em vigor; XXV licenciar a construo de qualquer obra; XXVI interditar edificaes em runa, em condies de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas na legislao especfica, bem como fazer demolir construes que ameacem a segurana individual ou coletiva; XXVII dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibio de cartazes, anncios e quaisquer outros meios de publicidade ou propa-ganda, em logradouros pblicos, em locais de acesso pblico ou destes visveis. Seo II Da Competncia Comum Art. 16. competncia do Distrito Federal, em comum com a Unio: I zelar pela guarda da Constituio Federal, desta Lei Orgnica, das leis e das instituies democrticas; II conservar o patrimnio pblico; III proteger documentos e outros bens de valor histrico e cultural, monumentos, paisagens naturais notveis e stios arqueolgicos, bem como impedir sua evaso, destruio e descaracterizao; IV proteger o meio ambiente e combater a poluio em qualquer de suas formas; V preservar a fauna, a flora e o cerrado; VI proporcionar os meios de acesso cultura, educao e cin-cia; VII prestar servios de assistncia sade da populao e de prote-o e garantia a pessoas portadoras de deficincia com a cooperao tcnica e financeira da Unio; VIII combater as causas da pobreza, a subnutrio e os fatores de marginalizao, promovendo a integrao social dos segmentos desfavore-cidos; IX fomentar a produo agropecuria e organizar o abastecimento alimentar; X promover programas de construo de moradias e a melhoria das condies habitacionais e de saneamento bsico; XI registrar, acompanhar e fiscalizar as concesses de direitos de pesquisa e explorao de recursos hdricos e minerais em seu territrio; XII estabelecer e implantar poltica de educao para a segurana do trnsito. Seo III Da Competncia Concorrente Art. 17. Compete ao Distrito Federal, concorrentemente com a Unio, legislar sobre: I direito tributrio, financeiro, penitencirio, econmico e urbanstico; II oramento; III junta comercial; IV custas de servios forenses; V produo e consumo; VI cerrado, caa, pesca, fauna, conservao da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteo do meio ambiente e controle da poluio; VII proteo do patrimnio histrico, cultural, artstico, paisagstico e turstico; VIII responsabilidade por danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos de valor artstico, esttico, histrico, espeleolgico, tursti-co e paisagstico; IX educao, cultura, ensino e desporto; X previdncia social, proteo e defesa da sade; XI assistncia jurdica nos termos da legislao em vigor; XII proteo e integrao social das pessoas portadoras de deficin-cia; XIII proteo infncia e juventude; XIV manuteno da ordem e segurana internas; XV procedimentos em matria processual; XVI organizao, garantias, direitos e deveres da polcia civil. 1 O Distrito Federal, no exerccio de sua competncia suplementar, observar as normas gerais estabelecidas pela Unio. 2 Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exer-cer competncia legislativa plena, para atender suas peculiaridades. 3 A supervenincia de lei federal sobre normas gerais suspende a eficcia de lei local, no que lhe for contrrio. CAPTULO IV DAS VEDAES Art. 18. vedado ao Distrito Federal: I estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencion-los, embara-ar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relaes de dependncia ou aliana, ressalvada, na forma da lei, a colabo-rao de interesse pblico; II recusar f aos documentos pblicos; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 3 III subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos pbli-cos, quer pela imprensa, rdio, televiso, servio de alto-falante ou qual-quer outro meio de comunicao, propaganda poltico-partidria ou com fins estranhos administrao pblica; IV doar bens imveis de seu patrimnio ou constituir sobre eles nus real, bem como conceder isenes fiscais ou remisses de dvidas, sem expressa autorizao da Cmara Legislativa, sob pena de nulidade do ato. CAPTULO V DA ADMINISTRAO PBLICA Seo I Das Disposies Gerais Art. 19. A administrao pblica direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes do Distrito Federal, obedecer aos princpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, transparncia das contas pblicas, razoabilidade, motivao e interesse pblico, e tambm ao seguinte: (Caput com a redao da Emenda Lei Orgnica n 68, de 2013.) I os cargos, empregos e funes pblicas so acessveis a brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei; II a investidura em cargo ou emprego pblico depende de aprovao prvia em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, ressalvadas as nomeaes para cargos em comisso, declarados em lei, de livre no-meao e exonerao; III o prazo de validade do concurso pblico ser de at dois anos, prorrogvel uma vez, por igual perodo; IV durante o prazo improrrogvel previsto no edital de convocao, o aprovado em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos ser con-vocado com prioridade sobre novos concursados, para assumir cargo ou emprego na carreira; V as funes de confiana, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e pelo menos cinquenta por cento dos cargos em comisso, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos e condies previstos em lei, destinam-se apenas s atribuies de direo, chefia e assessoramento; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 50, de 2007.) VI vedada a estipulao de limite mximo de idade para ingresso, por concurso pblico, na administrao direta, indireta ou fundacional, respeitando-se apenas o limite para aposentadoria compulsria e os requi-sitos estabelecidos nesta Lei Orgnica ou em lei especfica; (Inciso decla-rado inconstitucional: ADI n 1165 STF, Dirio de Justia de 14/6/2002.) VII a lei reservar percentual de cargos e empregos pblicos para portadores de deficincia, garantindo as adaptaes necessrias a sua participao em concursos pblicos, bem como definir critrios de sua admisso; VIII a lei estabelecer os casos de contratao de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporria de excepcional inte-resse pblico; IX a reviso geral de remunerao dos servidores pblicos far-se- sempre na mesma data; X para fins do disposto no art. 37, XI, da Constituio da Repblica Federativa do Brasil, fica estabelecido que a remunerao e o subsdio dos ocupantes de cargos, funes e empregos pblicos, dos membros de qualquer dos Poderes e dos demais agentes polticos do Distrito Federal, bem como os proventos de aposentadorias e penses, no podero exce-der o subsdio mensal, em espcie, dos Desembargadores do Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios, na forma da lei, no se aplicando o disposto neste inciso aos subsdios dos Deputados Distritais; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 46, de 2006.) XI os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo no podero ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XII vedada a vinculao ou equiparao de vencimentos para efeito de remunerao de pessoal do servio pblico, ressalvado o disposto no inciso anterior e no artigo 39, 1, da Constituio Federal; XIII os acrscimos pecunirios percebidos por servidores pblicos no sero computados nem acumulados, para fins de concesso de acrs-cimos ulteriores, sob o mesmo ttulo ou idntico fundamento; XIV os vencimentos dos servidores pblicos so irredutveis e a re-munerao observar o que dispem os incisos X e XI deste artigo, bem como os arts. 150, II, 153, III, e 153, 2, I, da Constituio Federal; XV vedada a acumulao remunerada de cargos pblicos, exceto quando houver compatibilidade de horrios: a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro tcnico ou cientfico; c) a de dois cargos privativos de mdico. XVI a proibio de acumular, a que se refere o inciso anterior, esten-de-se a empregos e funes e abrange autarquias, empresas pblicas, sociedades de economia mista e fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico; XVII a administrao fazendria e seus agentes fiscais, aos quais compete exercer privativamente a fiscalizao de tributos do Distrito Fede-ral, tero, em suas reas de competncia e jurisdio, precedncia sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; XVIII a criao, transformao, fuso, ciso, incorporao, privatiza-o ou extino de sociedades de economia mista, autarquias, fundaes e empresas pblicas depende de lei especfica; XIX depende de autorizao legislativa, em cada caso, a criao de subsidirias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participao de qualquer delas em empresa privada; XX ressalvada a legislao federal aplicvel, ao servidor pblico do Distrito Federal proibido substituir, sob qualquer pretexto, trabalhadores de empresas privadas em greve; XXI todo agente pblico, qualquer que seja sua categoria ou a natu-reza do cargo, emprego, funo, obrigado a declarar seus bens na posse, exonerao ou aposentadoria; XXII lei dispor sobre cargos que exijam exame psicotcnico para in-gresso e acompanhamento psicolgico para progresso funcional; XXIII aos integrantes da carreira Fiscalizao e Inspeo garantida a independncia funcional no exerccio de suas atribuies, exigido nvel superior de escolaridade para ingresso na carreira. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 21, de 1997.) 1 direito do agente pblico, entre outros, o acesso profissionali-zao e ao treinamento como estmulo produtividade e eficincia. 2 A lei estabelecer a punio do servidor pblico que descumprir os preceitos estabelecidos neste artigo. 3 So obrigados a fazer declarao pblica anual de seus bens, sem prejuzo do disposto no art. 97, os seguintes agentes pblicos: (Par-grafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 4, de 1996.) I Governador; II Vice-Governador; III Secretrios de Estado do Distrito Federal; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) IV Diretor de Empresa Pblica, Sociedade de Economia Mista e Fun-daes; V Administradores Regionais; VI Procurador-Geral do Distrito Federal; VII Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; VIII Deputados Distritais. 4 Para efeito do limite remuneratrio de que trata o inciso X, no se-ro computadas as parcelas de carter indenizatrio previstas em lei. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 46, de 2006.) 5 O disposto no inciso X aplica-se s empresas pblicas e s socie-dades de economia mista, e suas subsidirias, que receberem recursos do Distrito Federal para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 46, de 2006.) 6 Do percentual definido no inciso V deste artigo excluem-se os car-gos em comisso dos gabinetes parlamentares e lideranas partidrias da Cmara Legislativa do Distrito Federal. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 50, de 2007.) 7 Para a privatizao ou extino de empresa pblica ou sociedade de economia mista a que se refere o inciso XVIII deste artigo, a lei especfi-ca depender de aprovao por dois teros dos membros da Cmara APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 4 Legislativa. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 59, de 2010.) 8 proibida a designao para funo de confiana ou a nomeao para emprego ou cargo em comisso, includos os de natureza especial, de pessoa que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislao eleitoral. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) 9 Fica vedada a nomeao de cnjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, at o terceiro grau, inclusive, da auto-ridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurdica investido em cargo de direo, chefia ou assessoramento, para o exerccio de cargo em comisso ou de confiana ou, ainda, de funo gratificada, na administra-o pblica direta e indireta em qualquer dos Poderes do Distrito Federal, compreendido na vedao o ajuste mediante designaes recprocas. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 67, de 2013.) 10. A vedao de que trata o 9 no se aplica aos ocupantes de cargo efetivo da carreira em cuja estrutura esteja o cargo em comisso ou a funo gratificada ocupada. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 67, de 2013.) Art. 20. As pessoas jurdicas de direito pblico e as de direito privado, prestadoras de servios pblicos, respondero pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsvel nos casos de dolo ou culpa. Art. 21. vedado discriminar ou prejudicar qualquer pessoa pelo fato de haver litigado ou estar litigando contra os rgos pblicos do Distrito Federal, nas esferas administrativa ou judicial. Pargrafo nico. As pessoas fsicas ou jurdicas que se considerarem prejudicadas podero requerer reviso dos atos que derem causa a even-tuais prejuzos. Art. 22. Os atos da administrao pblica de qualquer dos Poderes do Distrito Federal, alm de obedecer aos princpios constitucionais aplicados administrao pblica, devem observar tambm o seguinte: I os atos administrativos so pblicos, salvo quando a lei, no interes-se da administrao, impuser sigilo; II a administrao obrigada a fornecer certido ou cpia autentica-da de atos, contratos e convnios administrativos a qualquer interessado, no prazo mximo de trinta dias, sob pena de responsabilidade de autorida-de competente ou servidor que negar ou retardar a expedio; III garantida a gratuidade da expedio da primeira via da cdula de identidade pessoal; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 19, de 1997.) IV no processo administrativo, qualquer que seja o objeto ou proce-dimento, observar-se-o, entre outros requisitos de validade, o contradit-rio, a ampla defesa e o despacho ou deciso motivados; V a publicidade dos atos, programas, obras, servios e as campa-nhas dos rgos e entidades da administrao pblica, ainda que no custeada diretamente pelo errio, obedecer ao seguinte: a) ter carter educativo, informativo ou de orientao social, dela no podendo constar smbolos, expresses, nomes ou imagens que caracteri-zem promoo pessoal de autoridades ou servidores pblicos; b) ser suspensa noventa dias antes das eleies, ressalvadas aquelas essenciais ao interesse pblico. 1 Os Poderes do Distrito Federal, com base no plano anual de publi-cidade, ficam obrigados a publicar, nos seus rgos oficiais, quadros de-monstrativos de despesas realizadas com publicidade e propaganda, conforme dispuser a lei. 2 Os Poderes do Distrito Federal mandaro publicar, trimestralmen-te, no Dirio Oficial demonstrativo das despesas realizadas com propagan-da e publicidade de todos os seus rgos, inclusive os da administrao indireta, empresas pblicas, sociedades de economia mista e fundaes mantidas pelo Poder Pblico, com a discriminao do beneficirio, valor e finalidade, conforme dispuser a lei. 3 Os Poderes do Distrito Federal mandaro publicar, mensalmente, nos respectivos stios oficiais na internet, demonstrativo de todas as despe-sas realizadas por todos os seus rgos, de forma clara e compreensvel ao cidado, inclusive os da administrao indireta, empresas pblicas, sociedades de economia mista e fundaes mantidas pelo Poder Pblico, com a discriminao do beneficirio, do valor e da finalidade, conforme dispuser a lei. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 68, de 2013.) Art. 23. A administrao pblica obrigada a: I atender a requisies judiciais nos prazos fixados pela autoridade judiciria; II fornecer a qualquer cidado, no prazo mximo de dez dias teis, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, certido de atos, contratos, decises ou pareceres, para defesa de seus direitos e esclarecimento de situaes de interesse pessoal ou coletivo. Pargrafo nico. A autoridade ou servidor que negar ou retardar o dis-posto neste artigo incorrer em pena de responsabilidade, excetuados os casos de comprovada impossibilidade. Art. 24. A direo superior das empresas pblicas, autarquias, funda-es e sociedades de economia mista ter representantes dos servidores, escolhidos do quadro funcional, para exercer funes definidas, na forma da lei. Seo II Dos Servios Pblicos Art. 25. Os servios pblicos constituem dever do Distrito Federal e se-ro prestados, sem distino de qualquer natureza, em conformidade com o estabelecido na Constituio Federal, nesta Lei Orgnica e nas leis e regulamentos que organizem sua prestao. Art. 26. Observada a legislao federal, as obras, compras, alienaes e servios da administrao sero contratados mediante processo de licitao pblica, nos termos da lei. Art. 27. Os atos de improbidade administrativa importaro suspenso dos direitos polticos, perda da funo pblica, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao errio, na forma e gradao previstas em lei, sem preju-zo da ao penal cabvel. Art. 28. vedada a contratao de obras e servios pblicos sem pr-via aprovao do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de con-tratao. Art. 29. A lei garantir, em igualdade de condies, tratamento prefe-rencial empresa brasileira de capital nacional, na aquisio de bens e servios pela administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas ou mantidas pelo poder pblico. Art. 30. Lei dispor sobre participao popular na fiscalizao da pres-tao dos servios pblicos do Distrito Federal. Seo III Da Administrao Tributria Art. 31. administrao tributria incumbem as funes de lanamen-to, fiscalizao e arrecadao dos tributos de competncia do Distrito Federal e o julgamento administrativo dos processos fiscais, os quais sero exercidos, privativamente, por integrantes da carreira de auditoria tributria. 1 O julgamento de processos fiscais em segunda instncia ser de competncia de rgo colegiado, integrado por servidores da carreira de auditoria tributria e representantes dos contribuintes. (Pargrafo renume-rado pela Emenda Lei Orgnica n 35, de 2001.) 2 Excetuam-se da competncia privativa referida no caput o lana-mento, a fiscalizao e a arrecadao das taxas que tenham como fato gerador o exerccio do poder de polcia, bem como o julgamento de pro-cessos administrativos decorrentes dessas funes, na forma da lei. (Par-grafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 35, de 2001.) Art. 32. Lei especfica disciplinar a organizao e o funcionamento da administrao tributria, bem como tratar da organizao e estruturao da carreira especfica de auditoria tributria. CAPTULO VI DOS SERVIDORES PBLICOS Art. 33. O Distrito Federal instituir regime jurdico nico e planos de carreira para os servidores da administrao pblica direta, autarquias e fundaes pblicas, nos termos do art. 39 da Constituio Federal. 1 No exerccio da competncia estabelecida no caput, sero ouvidas as entidades representativas dos servidores pblicos por ela abrangidos. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 5 2 As entidades integrantes da administrao pblica indireta no mencionadas no caput instituiro planos de carreira para os seus servido-res, observado o disposto no pargrafo anterior. Art. 34. A lei assegurar aos servidores da administrao direta isono-mia de vencimentos para cargos de atribuies iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de carter individual e as relativas a natureza ou local de trabalho. Art. 35. So direitos dos servidores pblicos, sujeitos ao regime jurdico nico, alm dos assegurados no 2 do art. 39 da Constituio Federal, os seguintes: I gratificao do titular quando em substituio ou designado para responder pelo expediente; II durao do trabalho normal no superior a oito horas dirias e qua-renta horas semanais, facultado ao Poder Pblico conceder a compensa-o de horrios e a reduo da jornada, nos termos da lei; III proteo especial servidora gestante ou lactante, inclusive medi-ante a adequao ou mudana temporria de suas funes, quando for recomendvel a sua sade ou do nascituro, sem prejuzo de seus venci-mentos e demais vantagens; IV atendimento em creche e pr-escola a seus dependentes de at sete anos incompletos, preferencialmente em dependncia do prprio rgo ao qual so vinculados ou, na impossibilidade, em local que pela proximidade permita a amamentao durante o horrio de trabalho, nos doze primeiros meses de vida da criana; V vedao do desvio de funo, ressalvada, sem prejuzo de seus vencimentos, salrios e demais vantagens do cargo, emprego ou funo: a) a mudana de funo concedida a servidora gestante, sob reco-mendao mdica; b) a transferncia concedida a servidor que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrncia de acidente ou doena de trabalho, para locais ou atividades compatveis com sua situao; VI recebimento de vale-transporte, nos casos previstos em lei; VII participao na elaborao e alterao dos planos de carreira; VIII promoes por merecimento ou antiguidade, no servio pblico, nos termos da lei; IX quitao da folha de pagamento do servidor ativo e inativo da ad-ministrao direta, indireta e fundacional do Distrito Federal at o quinto dia til do ms subsequente, sob pena de incidncia de atualizao monetria, obedecido o disposto em lei. 1 Para a atualizao a que se refere o inciso IX utilizar-se-o os n-dices oficiais, e a importncia apurada ser paga juntamente com a remu-nerao do ms subsequente. 2 computado como exerccio efetivo, para efeito de progresso funcional ou concesso de licena-prmio e aposentadoria nas carreiras especficas do servio pblico, o tempo de servio prestado por servidor requisitado a qualquer dos Poderes do Distrito Federal. Art. 36. garantido ao servidor pblico o direito livre associao sin-dical, observado o disposto no art. 8 da Constituio Federal. Pargrafo nico. A lei dispor sobre licena sindical para os dirigentes de federaes e sindicatos de servidores pblicos, durante o exerccio do mandato, resguardados os direitos e vantagens inerentes carreira de cada um. Art. 37. s entidades representativas dos servidores pblicos do Distri-to Federal cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questes judiciais ou administrativas, observado o disposto no art. 8 da Constituio Federal. Art. 38. s entidades de carter sindical que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assegurado o desconto em folha de pagamento das contribuies dos associados, aprovadas em assembleia geral. Art. 39. O direito de greve ser exercido nos termos e nos limites defi-nidos na lei complementar federal. Art. 40. So estveis, aps dois anos de efetivo exerccio, os servido-res nomeados em virtude de concurso pblico. 1 O servidor pblico estvel s perder o cargo em virtude de sen-tena judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 2 Invalidada por sentena judicial a demisso do servidor estvel, ser ele reintegrado com todos os direitos e vantagens devidos desde a demisso, e o eventual ocupante da vaga ser reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenizao, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade remunerada. 3 Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor est-vel ficar em disponibilidade remunerada at seu adequado aproveitamento em outro cargo. Art. 41. O servidor ser aposentado: I por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando de-corrente de acidente em servio, molstia profissional ou doena grave, contagiosa ou incurvel, especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos; II compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos pro-porcionais ao tempo de servio; III voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de servio, se homem, e aos trinta, se mu-lher, com proventos integrais; b) aos trinta anos de efetivo exerccio em funes de magistrio, se professor ou especialista de educao, e aos vinte e cinco anos, se profes-sora ou especialista de educao, com proventos integrais; c) aos trinta anos de servio, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de servio; d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de servio. 1 Lei complementar estabelecer excees ao disposto no inciso III, a e c, no caso de exerccio de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas, na forma do que dispuser lei federal. 2 A lei dispor sobre aposentadoria em cargos ou empregos tempo-rrios. 3 O tempo de servio pblico federal, estadual, municipal ou do Dis-trito Federal ser computado integralmente para os efeitos de aposentado-ria e disponibilidade. 4 Os proventos da aposentadoria sero revistos, na mesma propor-o e na mesma data, sempre que se modificar a remunerao dos servi-dores em atividade, sendo tambm estendidos aos inativos quaisquer benefcios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de reenquadramento, transforma-o ou reclassificao do cargo ou funo em que se deu a aposentadoria, na forma da lei. 5 O benefcio de penso por morte corresponder totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, qualquer que seja a causa mortis, at o limite estabelecido em lei, observado o disposto no pargrafo anterior. 6 assegurada a contagem em dobro dos perodos de licena-prmio no gozados, para efeito de aposentadoria. 7 Aos servidores com carga horria varivel, so assegurados os proventos de acordo com a jornada predominante dos ltimos trs anos anteriores aposentadoria. 8 O tempo de servio prestado sob o regime de aposentadoria es-pecial ser computado da mesma forma, quando o servidor ocupar outro cargo de regime idntico, ou pelo critrio da proporcionalidade, quando se tratar de regimes diversos, na forma da lei. Art. 42. assegurada a participao de servidores pblicos na gern-cia de fundos e entidades para os quais contribui, na forma da lei. Art. 43. Ser concedida licena para atendimento de filho, genitor e cnjuge doente, a homem ou mulher, mediante comprovao por atestado mdico da rede oficial de sade do Distrito Federal. Art. 44. Ao servidor pblico da administrao direta, autrquica e fun-dacional do Distrito Federal, fica assegurado: I percebimento de adicional de um por cento por ano de servio p-blico efetivo, nos termos da lei; II contagem, para todos os efeitos legais, do perodo em que o servi-dor estiver de licena concedida por junta mdica oficial; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 6 III contagem recproca, para efeito de aposentadoria, do tempo de contribuio na administrao pblica e na atividade privada, rural e urba-na, na forma prevista no art. 202, 2, da Constituio Federal. Pargrafo nico. Ficam assegurados os benefcios constantes do art. 35, IV, desta Lei Orgnica, aos servidores das empresas pblicas e socie-dades de economia mista do Distrito Federal. CAPTULO VII DOS SERVIDORES PBLICOS MILITARES Art. 45. So servidores pblicos militares do Distrito Federal os inte-grantes da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. (Artigo declara-do inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 1 As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas ineren-tes, so asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, sendo-lhes privativos os ttulos, postos e uniformes militares. 2 As patentes dos oficiais da Polcia Militar e do Corpo de Bombei-ros Militar so conferidas pelo Governador do Distrito Federal, e as gradua-es dos praas pelos respectivos Comandantes-Gerais. 3 O militar em atividade que aceitar cargo pblico civil permanente ser transferido para a reserva. 4 O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou funo pblica temporria, no eletiva, ainda que da administrao indireta, ficar agrega-do ao respectivo quadro e somente poder, enquanto permanecer nesta situao, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de servio apenas para aquela promoo e transferncia para reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contnuos ou no, transferido para a inatividade. 5 Ao militar so proibidas a sindicalizao e a greve. 6 O militar, enquanto em efetivo servio, no pode estar filiado a partidos polticos. 7 O oficial da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar s per-der o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou de compor-tamento com ele incompatvel por deciso da Justia militar. 8 O oficial condenado pela Justia comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentena transitada em julgado, ser submetido ao julgamento previsto no pargrafo anterior. 9 Aplica-se aos servidores pblicos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, 4 e 5, da Constituio Federal. 10. Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. 7, VIII, XII, XVII, XVIII e XIX, da Constituio Federal. CAPTULO VIII DOS BENS DO DISTRITO FEDERAL Art. 46. So bens do Distrito Federal: I os que atualmente lhe pertencem, que vier a adquirir ou lhe forem atribudos; II as guas superficiais ou subterrneas, fluentes, emergentes e em depsito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da Unio; III a rede viria do Distrito Federal, sua infraestrutura e bens acess-rios. Art. 47. Os bens do Distrito Federal declarados inservveis em proces-so regular podero ser alienados, mediante licitao, cabendo doao somente nos casos que a lei especificar. 1 Os bens imveis do Distrito Federal s podem ser objeto de alie-nao, aforamento, comodato ou cesso de uso, mediante autorizao legislativa. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 70, de 13/11/2013.) 2 Todos os bens do Distrito Federal devero ser cadastrados com a identificao respectiva. Art. 48. O uso de bens do Distrito Federal por terceiros poder ser feito mediante concesso administrativa de uso, permisso ou autorizao, conforme o caso e o interesse pblico, na forma da lei. Art. 49. A aquisio por compra ou permuta, bem como a alienao dos bens imveis do Distrito Federal dependero de prvia avaliao e autorizao da Cmara Legislativa, subordinada comprovao da exis-tncia de interesse pblico e observncia da legislao pertinente licitao. Art. 50. O Governador encaminhar, anualmente, Cmara Legislativa relatrio do qual conste a identificao dos bens do Distrito Federal objeto de concesso ou permisso de uso no exerccio, assim como sua destina-o e beneficirio. Pargrafo nico. O descumprimento do disposto neste artigo importa crime de responsabilidade. Art. 51. Os bens do Distrito Federal destinar-se-o prioritariamente ao uso pblico, respeitadas as normas de proteo ao meio ambiente, ao patrimnio histrico, cultural, arquitetnico e paisagstico, e garantido o interesse social. 1 Os bens pblicos tornar-se-o indisponveis ou disponveis por meio de afetao ou desafetao, respectivamente, nos termos da lei. 2 A desafetao, por lei especfica, s ser admitida em caso de comprovado interesse pblico, aps ampla audincia populao interes-sada. 3 O Distrito Federal utilizar seus bens dominiais como instrumento para a realizao de polticas de ocupao ordenada do territrio. Art. 52. Cabe ao Poder Executivo a administrao dos bens do Distrito Federal, ressalvado Cmara Legislativa administrar aqueles utilizados em seus servios e sob sua guarda. 3 Organizao dos Poderes. CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS Art. 53. So Poderes do Distrito Federal, independentes e harmnicos entre si, o Executivo e o Legislativo. 1 vedada a delegao de atribuies entre os Poderes. 2 O cidado, investido na funo de um dos Poderes, no poder exercer a de outro, salvo as excees previstas nesta Lei Orgnica. CAPTULO II DO PODER LEGISLATIVO Seo I Da Cmara Legislativa Art. 54. O Poder Legislativo exercido pela Cmara Legislativa, com-posta de Deputados Distritais, representantes do povo, eleitos e investidos na forma da legislao federal. Pargrafo nico. Cada legislatura ter a durao de quatro anos, inici-ando-se com a posse dos eleitos. Art. 55. A Cmara Legislativa do Distrito Federal tem sede em Braslia, Capital da Repblica Federativa do Brasil. Pargrafo nico. Poder a Cmara Legislativa reunir-se temporaria-mente, em qualquer local do Distrito Federal, por deliberao da maioria absoluta de seus membros, sempre que houver motivo relevante e de convenincia pblica ou em virtude de acontecimento que impossibilite seu funcionamento na sede. Art. 56. Salvo disposio em contrrio da Constituio Federal e desta Lei Orgnica, as deliberaes da Cmara Legislativa e de suas comisses sero tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros, em votao ostensiva. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 47, de 2006.) Pargrafo nico. Quando o sigilo for imprescindvel ao interesse pbli-co, devidamente justificado, a votao poder ser realizada por escrutnio secreto, desde que requerida por partido poltico com representao na Cmara Legislativa e aprovada, em votao ostensiva, pela maioria absolu-ta dos Deputados Distritais. Art. 57. O Poder Legislativo ser representado por seu Presidente e, judicialmente, pela Procuradoria-Geral da Cmara Legislativa. (Caput do artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996. Dispositivo declarado inconstitucional, sem reduo de texto, para esclarecer que a representao judicial do Poder Legislativo do Distrito Federal pela Procu-APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 7 radoria-Geral da Cmara Legislativa se limita aos casos em que a Casa comparea em juzo em nome prprio: ADI n 1557 STF, Dirio de Justia de 18/6/2004.) 1 So funes institucionais da Procuradoria-Geral da Cmara Le-gislativa, em seu mbito: (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996.) I representar a Cmara Legislativa judicialmente; II promover a defesa da Cmara, requerendo a qualquer rgo, enti-dade ou tribunal as medidas de interesse da justia, da Administrao e do Errio; III promover a uniformizao da jurisprudncia administrativa e a compilao da legislao da Cmara Legislativa e do Distrito Federal; IV prestar consultoria e assessoria jurdica Mesa Diretora e aos demais rgos da estrutura administrativa; V (Inciso revogado pela Emenda Lei Orgnica n 14, de 1997.) 2 O ingresso na carreira de Procurador da Cmara Legislativa far-se- mediante concurso pblico de provas e ttulos. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996.) 3 A Cmara Legislativa do Distrito Federal regulamentar a organi-zao e o funcionamento da sua Procuradoria-Geral e da respectiva carrei-ra de Procurador da Cmara Legislativa. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 14, de 1997.) 4 A Cmara Legislativa dispor, ainda, sobre o funcionamento da sua Procuradoria-Geral at que sejam providos por concurso pblico os respectivos cargos daquele rgo. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 14, de 1997.) Seo II Das Atribuies da Cmara Legislativa Art. 58. Cabe Cmara Legislativa, com a sano do Governador, no exigida esta para o especificado no art. 60 desta Lei Orgnica, dispor sobre todas as matrias de competncia do Distrito Federal, especialmente sobre: I matria tributria, observado o disposto nos arts. 145, 147, 150, 152, 155, 156 e 162 da Constituio Federal; II plano plurianual, diretrizes oramentrias, oramento anual, opera-es de crdito, dvida pblica e emprstimos externos a qualquer ttulo a ser contrados pelo Distrito Federal; III criao, transformao e extino de cargos, empregos e funes pblicas, fixao dos vencimentos ou aumento de sua remunerao; IV planos e programas locais de desenvolvimento econmico e soci-al; V educao, sade, previdncia, habitao, cultura, ensino, desporto e segurana pblica; VI autorizao para alienao dos bens imveis do Distrito Federal ou cesso de direitos reais a eles relativos, bem como recebimento, pelo Distrito Federal, de doaes com encargo, no se considerando como tais a simples destinao especfica do bem; VII criao, estruturao e atribuies de Secretarias do Governo do Distrito Federal e demais rgos e entidades da administrao direta e indireta; VIII uso do solo rural, observado o disposto nos arts. 184 a 191 da Constituio Federal; IX planejamento e controle do uso, parcelamento, ocupao do solo e mudana de destinao de reas urbanas, observado o disposto nos arts. 182 e 183 da Constituio Federal; X criao, incorporao, fuso e desmembramento de Regies Ad-ministrativas; XI concesso ou permisso para a explorao de servios pblicos, includo o de transporte coletivo; XII o servidor pblico, seu regime jurdico, provimento de cargos, es-tabilidade e aposentadoria; XIII criao, transformao, fuso e extino de entidades pblicas do Distrito Federal, bem como normas gerais sobre privatizao das enti-dades de direito privado integrantes da administrao indireta; XIV prestao de garantia, pelo Distrito Federal, em operao de crdito contratada por suas autarquias, fundaes, empresas pblicas e sociedades de economia mista; XV aquisio, administrao, alienao, arrendamento e cesso de bens imveis do Distrito Federal; XVI transferncia temporria da sede do Governo; XVII proteo e integrao de pessoas portadoras de deficincia; XVIII proteo infncia, juventude e idosos; XIX organizao do sistema local de emprego, em consonncia com o sistema nacional. Art. 59. Compete Cmara Legislativa autorizar, nos limites estabele-cidos pelo Senado Federal, a celebrao de operaes de crdito, a reali-zao de operaes externas de natureza financeira, bem como a conces-so de qualquer garantia pelo Distrito Federal ou por suas autarquias. Art. 60. Compete, privativamente, Cmara Legislativa do Distrito Fe-deral: I eleger os membros da Mesa Diretora e constituir suas comisses; II dispor sobre seu regimento interno, polcia e servios administrati-vos; III estabelecer e mudar temporariamente sua sede, o local de suas reunies, bem como o de suas comisses permanentes; IV zelar pela preservao de sua competncia legislativa; V criar, transformar ou extinguir cargos de seus servios, bem como prov-los e fixar ou modificar as respectivas remuneraes; VI sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar, configurando crime de responsabilidade sua reedio; VII fixar, para cada exerccio financeiro, a remunerao do Governa-dor, Vice-Governador, Secretrios de Estado do Distrito Federal e Adminis-tradores Regionais, observados os princpios da Constituio Federal; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) VIII fixar a remunerao dos Deputados Distritais, em cada legislatu-ra, para a subsequente; IX solicitar interveno federal para garantir o livre exerccio de suas atribuies, nos termos dos arts. 34, IV, e 36, I, da Constituio Federal; X promover, periodicamente, a consolidao dos textos legislativos com a finalidade de tornar sua consulta acessvel aos cidados; XI dar posse ao Governador e Vice-Governador e conhecer da re-nncia de qualquer deles; declarar vacncia e promover as respectivas substituies ou sucesses, nos termos desta Lei Orgnica; XII autorizar o Governador e o Vice-Governador a se ausentarem do Distrito Federal por mais de quinze dias; XIII proceder tomada de contas do Governador, quando no apre-sentadas nos prazos estabelecidos; XIV convocar Secretrios de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administrao direta e indireta do Distrito Federal a prestar pessoalmente informaes sobre assuntos previamente determinados, importando crime de responsabilidade a ausncia sem justificativa adequa-da ou o no atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestao de informaes falsas, nos termos da legislao pertinente; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) XV julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e apreci-ar os relatrios sobre a execuo dos planos do governo; XVI fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, includos os da administrao indireta; XVII escolher cinco entre os sete membros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; XVIII aprovar previamente, em votao ostensiva, aps arguio em sesso pblica, a escolha dos titulares do cargo de Conselheiros do Tribu-nal de Contas do Distrito Federal indicados pelo Governador; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 47, de 2006.) XIX suspender, no todo ou em parte, a execuo de lei ou ato norma-tivo declarado ilegal ou inconstitucional tanto pelo Supremo Tribunal Fede-ral quanto pelo Tribunal de Justia do Distrito Federal nas suas respectivas reas de competncia, em sentenas transitadas em julgado; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 8 XX aprovar previamente a indicao ou destituio do Procurador-Geral do Distrito Federal; XXI convocar o Procurador-Geral do Distrito Federal e o Defensor Pblico-Geral do Distrito Federal a prestar informaes sobre assuntos previamente determinados, no prazo de trinta dias, sujeitando-se estes s penas da lei por ausncia injustificada; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) XXII declarar a perda do mandato do Governador e do Vice-Governador; XXIII autorizar, por dois teros dos seus membros, a instaurao de processo contra o Governador, o Vice-Governador e os Secretrios de Estado do Distrito Federal; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgni-ca n 44, de 2005.) XXIV processar e julgar o Governador nos crimes de responsabilida-de, bem como adotar as providncias pertinentes, nos termos da legislao federal, quanto ao Vice-Governador e Secretrios de Estado do Distrito Federal, nos crimes da mesma natureza ou conexos com aqueles; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) XXV processar e julgar o Procurador-Geral nos crimes de responsa-bilidade; XXVI autorizar ou aprovar convnios, acordos ou contratos de que resultem, para o Distrito Federal, encargos no previstos na lei orament-ria; (Inciso declarado inconstitucional: ADI n 1166 STF, Dirio de Justia de 25/10/2002.) XXVII aprovar previamente, em votao ostensiva, aps arguio pblica, a escolha dos membros do Conselho de Governo indicados pelo Governador; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 47, de 2006.) XXVIII aprovar previamente a alienao de terras pblicas com rea superior a vinte e cinco hectares e, no caso de concesso de uso, com rea superior a cinquenta hectares; XXIX apreciar e julgar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal; XXX receber renncia de Deputado Distrital e declarar a vacncia do cargo; XXXI declarar a perda de mandato de Deputado Distrital, como prev o art. 63, 2; XXXII solicitar ao Governador informao sobre atos de sua compe-tncia; XXXIII encaminhar, por intermdio da Mesa Diretora, requerimento de informao aos Secretrios de Estado do Distrito Federal, implicando crime de responsabilidade, nos termos da legislao pertinente, a recusa ou o no atendimento no prazo de trinta dias, bem como o fornecimento de informao falsa; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) XXXIV apreciar vetos, observando, no que couber, o disposto nos arts. 66 e 67 da Constituio Federal; XXXV aprovar previamente a indicao de presidente de instituies financeiras oficiais do Distrito Federal; XXXVI conceder licena para processar Deputado Distrital; XXXVII emendar a Lei Orgnica, promulgar leis, nos casos de siln-cio do Governador, expedir decretos legislativos e resolues; XXXVIII regulamentar as formas de participao popular previstas nesta Lei Orgnica; XXXIX indicar membros do Conselho de Governo, nos termos do art. 108, V; XL (Inciso revogado pela Emenda Lei Orgnica n 28, de 1999.) XLI conceder ttulo de cidado benemrito ou honorrio, nos termos do regimento interno; XLII autorizar referendo e convocar plebiscito. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 25, de 1998.) 1 Em sua funo fiscalizadora, a Cmara Legislativa observar, no que couber, o disposto nos arts. 70 a 75 da Constituio Federal. 2 No caso do inciso XI, a Mesa Diretora da Cmara Legislativa envi-ar denncia, em cinco dias, Comisso Especial composta em conformi-dade com o art. 68, garantida a proporcionalidade partidria; a qual emitir parecer, no prazo de quinze dias, submetendo-o imediatamente ao Plen-rio. 3 A remunerao dos Deputados Distritais obedecer ao limite esta-belecido pela Constituio Federal. 4 Sem prejuzo do disposto no inciso XIV do caput, os Secretrios de Estado e dirigentes da administrao pblica direta e indireta do Distrito Federal comparecero perante a Cmara Legislativa ou suas comisses para expor assuntos de interesse de sua rea de atribuio: (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 62, de 2013.) I por iniciativa prpria, at o trmino de cada sesso legislativa, me-diante entendimento coma Mesa Diretora ou a presidncia de Comisso; II finda a gesto frente da pasta. Seo III Dos Deputados Distritais Art. 61. Os Deputados Distritais so inviolveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opinies, palavras e votos. (Artigo e pargrafos com a redao da Emenda Lei Orgnica n 48, de 2007) 1 Os Deputados Distritais, desde a expedio do diploma, sero submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios. 2 Desde a expedio do diploma, os membros da Cmara Legislati-va no podero ser presos, salvo em flagrante de crime inafianvel. 3 No caso de flagrante de crime inafianvel os autos sero remeti-dos dentro de vinte e quatro horas Cmara Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a priso. 4 Recebida a denncia contra o Deputado Distrital por crime ocorri-do aps a diplomao, o Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios dar cincia Cmara Legislativa, que, por iniciativa de partido poltico nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poder, at a deciso final, sustar o andamento da ao. 5 O pedido de sustao ser apreciado pela Cmara Legislativa no prazo improrrogvel de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. 6 A sustao do processo suspende a prescrio, enquanto durar o mandato. 7 Os Deputados Distritais no sero obrigados a testemunhar sobre informaes recebidas ou prestadas em razo do exerccio do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informa-es. 8 A incorporao de Deputados Distritais s Foras Armadas, embo-ra militares e ainda que em tempo de guerra, depender de prvia licena da Cmara Legislativa. 9 As imunidades dos Deputados Distritais subsistiro durante o es-tado de stio, s podendo ser suspensas mediante o voto de dois teros dos membros da Cmara Legislativa, nos casos de atos praticados fora do recinto da Casa que sejam incompatveis com a execuo da medida. 10. Poder o Deputado Distrital, mediante licena da Cmara Legis-lativa, desempenhar misses de carter diplomtico e cultural. Art. 62. Os Deputados Distritais no podero: I desde a expedio do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurdica de direito pblico, au-tarquia, empresa pblica, sociedade de economia mista ou empresa con-cessionria de servio pblico, salvo quando o contrato obedecer a clusu-las uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, funo ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissveis ad nutum nas entidades constantes da alnea anterior; II desde a posse: a) ser proprietrios, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurdica de direito pblico, ou nela exercer funo remunerada; b) ocupar cargo ou funo de que sejam demissveis ad nutum, nas en-tidades referidas no inciso I, a; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 9 c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato pblico eletivo. Art. 63. Perder o mandato o Deputado Distrital: I que infringir qualquer das proibies estabelecidas no artigo anteri-or; II cujo procedimento for declarado incompatvel com o decoro parla-mentar; III que deixar de comparecer, em cada sesso legislativa, tera par-te das sesses ordinrias, salvo licena ou misso autorizada pela Cmara Legislativa; IV que perder ou tiver suspensos os direitos polticos; V quando o decretar a Justia Eleitoral, nos casos previstos na Cons-tituio Federal; VI que sofrer condenao criminal em sentena transitada em julga-do; VII que utilizar-se do mandato para a prtica de atos de corrupo ou improbidade administrativa. 1 incompatvel com o decoro parlamentar, alm dos casos defini-dos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas ao Depu-tado Distrital ou a percepo de vantagens indevidas. 2 Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato ser decidida por maioria absoluta dos membros da Cmara Legislativa, em votao ostensiva, mediante provocao da Mesa Diretora ou de partido poltico representado na Casa, assegurada ampla defesa. (Pargrafo com a reda-o da Emenda Lei Orgnica n 47, de 2006.) 3 Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda ser declarada pe-la Mesa Diretora, de ofcio ou mediante provocao de qualquer dos mem-bros da Cmara Legislativa ou de partido poltico nela representado, asse-gurada ampla defesa. 4 A renncia de Deputado Distrital submetido a processo que vise ou possa levar perda do mandato, nos termos deste artigo, ter seus efeitos suspensos at as deliberaes finais de que tratam os 2 e 3. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 31, de 1999.) Art. 64. No perder o mandato o Deputado Distrital: I investido na funo de Ministro de Estado, Secretrio executivo de Ministrio ou equivalente, Secretrio de Estado do Distrito Federal, Admi-nistrador Regional, Chefe de Misso Diplomtica Temporria ou dirigente mximo de Autarquia, Fundao Pblica, Agncia, Empresa Pblica ou Sociedade de Economia Mista pertencentes Administrao Pblica Fede-ral e Distrital; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) II licenciado pela Cmara Legislativa por motivo de doena ou para tratar, sem remunerao, de interesse particular desde que, neste caso, o afastamento no ultrapasse cento e vinte dias por sesso legislativa. 1 O suplente ser convocado nos casos de vaga, de investidura nas funes previstas neste artigo ou de licena superior a cento e vinte dias. 2 Ocorrendo vaga e no havendo suplente, far-se- eleio para preench-la, se faltarem mais de quinze meses para o trmino do mandato. 3 Na hiptese do inciso I, o Deputado Distrital poder optar pela re-munerao de seu mandato. Seo IV Do Funcionamento da Cmara Legislativa Subseo I Das Reunies Art. 65. A Cmara Legislativa reunir-se-, anualmente, em sua sede, de 1 de fevereiro a 30 de junho e de 1 de agosto a 15 de dezembro. 1 As reunies marcadas para essas datas sero transferidas para o primeiro dia til subsequente, quando recarem em sbados, domingos ou feriados. 2 A sesso legislativa no ser interrompida sem a aprovao do projeto de lei de diretrizes oramentrias, nem encerrada sem a aprovao do projeto de lei do oramento. Art. 66. A Cmara Legislativa, em cada legislatura, reunir-se- em ses-ses preparatrias no dia 1 de janeiro, observado o seguinte: I na primeira sesso legislativa, para a posse dos Deputados Distri-tais, eleio e posse dos membros da Mesa Diretora; II na terceira sesso legislativa, para a posse dos membros da Mesa Diretora eleitos no ltimo dia til da primeira quinzena de dezembro da sesso legislativa anterior, vedada a reconduo para o mesmo cargo. Pargrafo nico. Na composio da Mesa Diretora assegurada, tanto quanto possvel, a proporcionalidade da representao partidria ou de blocos parlamentares com participao na Cmara Legislativa. Art. 67. A convocao extraordinria da Cmara Legislativa far-se-: I pelo Presidente, nos casos de: a) decretao de estado de stio ou estado de defesa que atinja o terri-trio do Distrito Federal; b) interveno no Distrito Federal; c) recebimento dos autos de priso de Deputado Distrital, na hiptese de flagrante de crime inafianvel; d) posse do Governador e Vice-Governador; II pela Mesa Diretora ou a requerimento de um tero dos Deputados que compem a Cmara Legislativa, para apreciao de ato do Governa-dor do Distrito Federal que importe crime de responsabilidade; III pelo Governador do Distrito Federal, pelo Presidente da Cmara Legislativa ou a requerimento da maioria dos seus membros, em caso de urgncia ou interesse pblico relevante; IV pela comisso representativa prevista no art. 68, 5, nas hipte-ses estabelecidas nesta Lei Orgnica. Pargrafo nico. Na sesso legislativa extraordinria, a Cmara Legis-lativa somente deliberar sobre a matria para a qual tiver sido convocada. Subseo II Das Comisses Art. 68. A Cmara Legislativa ter comisses permanentes e tempor-rias, constitudas na forma e com as atribuies previstas no seu regimento interno ou no ato legislativo de que resultar sua criao. 1 Na composio de cada comisso, assegurada, tanto quanto possvel, a representao proporcional dos partidos ou dos blocos parla-mentares com participao na Cmara Legislativa. 2 s comisses, em razo da matria de sua competncia, cabe: I apreciar e emitir parecer sobre proposies, na forma do regimento interno da Cmara Legislativa; II realizar audincias pblicas com entidades representativas da so-ciedade civil; III convocar Secretrios de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administrao pblica direta e indireta do Distrito Federal e o Procurador-Geral a prestar informaes sobre assuntos inerentes a suas atribuies; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) IV receber peties, reclamaes, representaes ou queixas contra atos ou omisses das autoridades ou entidades pblicas; V solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidado; VI apreciar programas de obras, planos regionais e setoriais de de-senvolvimento e sobre eles emitir parecer; VII fiscalizar os atos que envolvam gastos de rgos e entidades da administrao pblica. 3 As comisses parlamentares de inqurito, que tero poderes de investigao prprios das autoridades judiciais, alm de outros previstos no regimento interno, sero criadas mediante requerimento de um tero dos membros da Cmara Legislativa, para apurao de fato determinado e por prazo certo; sendo suas concluses, se for o caso, encaminhadas ao Ministrio Pblico e Procuradoria-Geral do Distrito Federal, para que promovam a responsabilidade civil, criminal, administrativa ou tributria do infrator. 4 A omisso de informao s comisses parlamentares de inquri-to, inclusive as que envolvam sigilo, ou a prestao de informaes falsas constituem crime de responsabilidade, na forma da legislao pertinente. 5 Durante o recesso, haver uma comisso representativa da C-mara Legislativa, com atribuies definidas no regimento interno, cuja composio reproduzir, tanto quanto possvel, a proporcionalidade da APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 10 representao partidria, eleita na ltima sesso ordinria de cada sesso legislativa. Seo V Do Processo Legislativo Art. 69. O processo legislativo compreende a elaborao de: I emendas Lei Orgnica; II leis complementares; III leis ordinrias; IV decretos legislativos; V resolues. Pargrafo nico. Lei complementar dispor sobre elaborao, redao, alterao e consolidao das leis do Distrito Federal. Subseo I Das Emendas Lei Orgnica Art. 70. A Lei Orgnica poder ser emendada mediante proposta: I de um tero, no mnimo, dos membros da Cmara Legislativa; II do Governador do Distrito Federal; III de cidados, mediante iniciativa popular assinada, no mnimo, por um por cento dos eleitores do Distrito Federal distribudos em, pelo menos, trs zonas eleitorais, com no menos de trs dcimos por cento do eleito-rado de cada uma delas. 1 A proposta ser discutida e votada em dois turnos, com interstcio mnimo de dez dias, e considerada aprovada se obtiver, em ambos, o voto favorvel de dois teros dos membros da Cmara Legislativa. 2 A emenda Lei Orgnica ser promulgada pela Mesa Diretora da Cmara Legislativa, com o respectivo nmero de ordem. 3 No ser objeto de deliberao a proposta de emenda que ferir princpios da Constituio Federal. 4 A matria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada no pode ser objeto de nova proposta na mesma sesso legislativa. 5 A Lei Orgnica no poder ser emendada na vigncia de interven-o federal, estado de defesa ou estado de stio. Subseo II Das Leis Art. 71. A iniciativa das leis complementares e ordinrias cabe a qual-quer membro ou comisso da Cmara Legislativa, ao Governador do Distrito Federal e, nos termos do art. 84, IV, ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, assim como aos cidados, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgnica. 1 Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal a inici-ativa das leis que disponham sobre: I criao de cargos, funes ou empregos pblicos na administrao direta, autrquica e fundacional, ou aumento de sua remunerao; II servidores pblicos do Distrito Federal, seu regime jurdico, provi-mento de cargos, estabilidade e aposentadoria; III organizao da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; IV criao, estruturao, reestruturao, desmembramento, extino, incorporao, fuso e atribuies das Secretarias de Estado do Distrito Federal, rgos e entidades da administrao pblica; (Inciso com a reda-o da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) V plano plurianual, oramento anual e diretrizes oramentrias. 2 No ser objeto de deliberao proposta que vise a conceder gra-tuidade ou subsdio em servio pblico prestado de forma indireta, sem a correspondente indicao da fonte de custeio. Art. 72. No ser admitido aumento da despesa prevista: I nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Distrito Fede-ral, ressalvado o disposto no art. 166, 3 e 4, da Constituio Federal; II nos projetos sobre organizao dos servios administrativos da Cmara Legislativa. Art. 73. O Governador do Distrito Federal pode solicitar urgncia para apreciao de projetos de sua iniciativa. 1 Se, na hiptese prevista no caput, a Cmara Legislativa no se manifestar sobre a proposio em at quarenta e cinco dias, esta dever ser includa na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberao quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votao. 2 Os prazos de que trata o pargrafo anterior no correm nos pero-dos de recesso da Cmara Legislativa, nem se aplicam a projetos de cdi-go e de emendas a esta Lei Orgnica. Art. 74. Aprovado o projeto de lei, na forma regimental, ser ele envia-do ao Governador que, aquiescendo, o sancionar e promulgar. 1 Se o Governador do Distrito Federal considerar o projeto de lei, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrrio ao interesse pblico, vet-lo- total ou parcialmente, no prazo de quinze dias teis, contados da data do recebimento, e comunicar, dentro de quarenta e oito horas, os motivos do veto ao Presidente da Cmara Legislativa. 2 O veto parcial somente abranger texto integral de artigo, pargra-fo, inciso ou alnea. 3 Decorrido o prazo de quinze dias, o silncio do Governador impor-tar sano. 4 Se o veto no for mantido, ser o projeto enviado ao Governador para promulgao. 5 Esgotado, sem deliberao, o prazo estabelecido no art. 66, 4, da Constituio Federal, o veto ser includo na ordem do dia da sesso imediata, sobrestadas as demais proposies at a sua votao final, s podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados, em votao ostensiva. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 47, de 2006.) 6 Se a lei no for promulgada em quarenta e oito horas pelo Gover-nador nos casos dos 3 e 4, o Presidente da Cmara Legislativa a promulgar e, se este no o fizer em igual prazo, caber ao Vice-Presidente faz-lo. 7 A matria constante de projeto de lei rejeitado somente poder constituir objeto de novo projeto, na mesma sesso legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Cmara Legislativa. 8 Caso o projeto de lei seja vetado durante o recesso da Cmara Legislativa, o Governador comunicar o veto comisso a que se refere o art. 68, 5, e, dependendo da urgncia e da relevncia da matria, poder convocar a Cmara Legislativa para sobre ele se manifestar, nos termos do art. 67, IV. Art. 75. As leis complementares sero aprovadas por maioria absoluta dos Deputados da Cmara Legislativa e recebero numerao distinta das leis ordinrias. Pargrafo nico. Para os fins deste artigo, constituiro leis complemen-tares, entre outras: I a lei de organizao do Tribunal de Contas do Distrito Federal; II o estatuto dos servidores pblicos civis; III a lei de organizao da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; IV a lei do sistema tributrio do Distrito Federal; V a lei que dispe sobre as atribuies do Vice-Governador do Distri-to Federal; VI a lei que dispe sobre a organizao do sistema de educao do Distrito Federal; VII a lei de organizao da previdncia dos servidores pblicos do Distrito Federal; VIII a lei que dispe sobre o plano diretor de ordenamento territorial do Distrito Federal; IX a lei que dispe sobre a Lei de Uso e Ocupao do Solo; (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) X a lei que dispe sobre o Plano de Preservao do Conjunto Urba-nstico de Braslia; (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) XI a lei que dispe sobre o Plano de Desenvolvimento Local. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) XII a lei de organizao e funcionamento da Defensoria Pblica do Distrito Federal. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 11 Subseo III Da Iniciativa Popular Art. 76. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentao Cmara Legislativa de emenda Lei Orgnica, na forma do art. 70, III, ou de projeto de lei devidamente articulado, justificado e subscrito por, no mnimo, um por cento do eleitorado do Distrito Federal, distribudo por trs zonas eleitorais, assegurada a defesa do projeto por representantes dos respectivos autores perante as comisses nas quais tramitar. Seo VI Da Fiscalizao Contbil e Financeira Subseo I Das Disposies Gerais Art. 77. A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Distrito Federal e das entidades da administrao direta, indireta e das fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico, quanto legalidade, legitimidade, economicidade, aplicao de subvenes e renncia de receitas, ser exercida pela Cmara Legislativa, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Pargrafo nico. Prestar contas qualquer pessoa fsica ou entidade pblica que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores pblicos ou pelos quais o Distrito Federal responda, ou quem, em nome deste, assuma obrigaes de natureza pecuniria. Art. 78. O controle externo, a cargo da Cmara Legislativa, ser exer-cido com auxlio do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ao qual compe-te: I apreciar as contas anuais do Governador, fazer sobre elas relatrio analtico e emitir parecer prvio no prazo de sessenta dias, contados do seu recebimento da Cmara Legislativa; II julgar as contas: a) dos administradores e demais responsveis por dinheiros, bens e valo-res da administrao direta e indireta ou que estejam sob sua responsabilida-de, includos os das fundaes e sociedades institudas ou mantidas pelo Poder Pblico do Distrito Federal, bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuzo ao errio; b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas, extintas, li-quidadas ou sob interveno ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisria ou definitivamente, o patrimnio do Distrito Federal ou de outra entidade da administrao indireta; c) daqueles que assumam obrigaes de natureza pecuniria em nome do Distrito Federal ou de entidade da administrao indireta; d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurdica de di-reito privado que recebam contribuies, subvenes, auxlios e afins, at o limite do patrimnio transferido; III apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admisso de pessoal, a qualquer ttulo, na administrao direta e indireta, includas as fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, excetuadas as nomeaes para cargo de provimento em comisso, bem como a das concesses de aposentadorias, reformas e penses, ressalvadas as me-lhorias posteriores que no alterem o fundamento legal do ato concessrio; IV avaliar a execuo das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes oramentrias e no oramento anual; V realizar, por iniciativa prpria, da Cmara Legislativa ou de alguma de suas comisses tcnicas ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal: a) da estimativa, lanamento, arrecadao, recolhimento, parcelamento e renncia de receitas; b) dos incentivos, transaes, remisses e anistias fiscais, isenes, subsdios, benefcios e afins, de natureza financeira, tributria, creditcia e outras concedidas pelo Distrito Federal; c) das despesas de investimento e custeio, inclusive conta de fundo especial, de natureza contbil ou financeira; d) das concesses, cesses, doaes, permisses e contratos de qualquer natureza, a ttulo oneroso ou gratuito, e das subvenes sociais ou econmicas, dos auxlios, contribuies e doaes; e) de outros atos e procedimentos de que resultem variaes patrimo-niais; VI fiscalizar as aplicaes do Poder Pblico em empresas de cujo capital social o Distrito Federal participe de forma direta ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo; VII fiscalizar a aplicao de quaisquer recursos repassados ao Distri-to Federal ou pelo mesmo, mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; VIII prestar as informaes solicitadas pela Cmara Legislativa ou por qualquer de suas comisses tcnicas ou de inqurito sobre a fiscaliza-o contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspees realizadas; IX aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas em lei, a qual estabelecer, entre outras cominaes, multa proporcional ao dano causado ao errio; X assinalar prazo para que o rgo ou entidade adote as providn-cias necessrias ao exato cumprimento da lei, verificada a ilegalidade; XI sustar, se no atendido, a execuo do ato impugnado, comuni-cando a deciso Cmara Legislativa; XII representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abu-sos apurados; XIII comunicar Cmara Legislativa qualquer irregularidade verifica-da na gesto ou nas contas pblicas, enviando-lhe cpias dos respectivos documentos; XIV apreciar e apurar denncias sobre irregularidades e ilegalidades dos atos sujeitos a seu controle. 1 No caso de contrato, o ato de sustao ser adotado diretamente pela Cmara Legislativa, que solicitar, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabveis. 2 Se a Cmara Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de no-venta dias, no efetivar as medidas previstas no pargrafo anterior, o Tribunal decidir da questo. 3 O Tribunal encaminhar Cmara Legislativa, trimestral e anual-mente, relatrio circunstanciado e demonstrativo das atividades internas e de controle externo realizadas. 4 Nos casos de irregularidade ou ilegalidade constatados, sem im-putao de dbito, em que o Tribunal de Contas do Distrito Federal decidir no aplicar o disposto no inciso IX deste artigo, devero os respectivos votos ser publicados juntamente com a ata da sesso em que se der o julgamento. 5 As decises do Tribunal de Contas do Distrito Federal de que re-sultem imputao de dbitos ou multa tero eficcia de ttulo executivo. Art. 79. A Cmara Legislativa ou a comisso competente, diante de in-dcios de despesas no autorizadas, ainda que sob forma de investimentos no programados ou de incentivos, isenes, anistias, remisses, subsdios ou benefcios de natureza financeira, tributria ou creditcia no aprovados, poder solicitar autoridade governamental responsvel que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessrios. 1 No prestados os esclarecimentos ou considerados estes insufici-entes, a Cmara Legislativa ou a comisso competente solicitar ao Tribu-nal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matria, no prazo de trinta dias. 2 Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa, a comisso competente, se julgar que o gasto possa causar dano irreparvel ou grave leso economia pblica, propor Cmara Legislativa sua sustao, se ainda no realizado, ou seu reembolso devidamente atualizado monetaria-mente, consoante regras vigentes, se j efetuado. 3 O Tribunal de Contas do Distrito Federal agir de ofcio ou medi-ante iniciativa da Cmara Legislativa, do Ministrio Pblico ou das autori-dades financeiras e oramentrias do Distrito Federal ou dos demais r-gos auxiliares, sempre que houver indcio de irregularidade em qualquer despesa, inclusive naquela decorrente de contrato. Art. 80. Os Poderes Legislativo e Executivo mantero, de forma inte-grada, sistema de controle interno com a finalidade de: I avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execuo dos programas de governo e dos oramentos do Distrito Federal; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 12 II comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto eficcia e eficincia da gesto oramentria, financeira, contbil e patrimonial nos rgos e entidades da administrao do Distrito Federal, e quanto da aplicao de recursos pblicos por entidades de direito privado; III exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remunerao, vencimento ou sal-rio de seus membros ou servidores; IV exercer o controle das operaes de crdito, avais e garantias, bem como o dos direitos e haveres do Distrito Federal; V avaliar a relao de custo e benefcio das renncias de receitas e dos incentivos, remisses, parcelamentos de dvidas, anistias, isenes, subsdios, benefcios e afins de natureza financeira, tributria, creditcia e outros; VI apoiar o controle externo, no exerccio de sua misso institucional. 1 Os responsveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade, ilegalidade ou ofensa aos princpios do art. 37 da Constituio Federal, dela daro cincia ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, sob pena de responsabilidade solidria. 2 As contas pblicas do Distrito Federal ficaro, durante sessenta dias, anualmente, em local prprio da Cmara Legislativa disposio de qualquer contribuinte para exame e apreciao e sero disponibilizadas de maneira permanente, atualizadas mensalmente, nos stios oficiais na inter-net do Poder Legislativo, do Poder Executivo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal, recomendando-se a criao de stios especficos na inter-net para a publicao permanente das contas pblicas, de forma clara e compreensvel ao cidado. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 68, de 2013.) 3 Qualquer cidado, partido poltico, associao ou entidade sindical parte legtima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas ou Cmara Legislativa. 4 A prestao de contas anual do Governador e as tomadas ou prestaes de contas anuais dos administradores dos rgos e entidades do Distrito Federal devero ser acompanhadas de relatrio circunstanciado do rgo de controle interno sobre o resultado das atividades indicadas neste artigo. Art. 81. O Tribunal de Contas do Distrito Federal prestar contas anual-mente de sua execuo oramentria, financeira e patrimonial Cmara Legislativa, at sessenta dias da data da abertura da sesso do ano seguinte quele a que se referir o exerccio financeiro, quanto aos aspectos de legali-dade, legitimidade e economicidade, observados os demais preceitos legais. Subseo II Do Tribunal de Contas Art. 82. O Tribunal de Contas do Distrito Federal, integrado por sete Conselheiros, tem sede na cidade de Braslia, quadro prprio de pessoal e jurisdio em todo o territrio do Distrito Federal, exercendo, no que cou-ber, as atribuies previstas no art. 96 da Constituio Federal. 1 Os Conselheiros do Tribunal sero nomeados entre brasileiros que satisfaam os seguintes requisitos: I mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; II idoneidade moral e reputao ilibada; III notveis conhecimentos jurdicos, contbeis, econmicos e finan-ceiros ou de administrao pblica; IV mais de dez anos de exerccio de funo ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no item anterior. 2 Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal sero escolhidos: I trs pelo Governador do Distrito Federal, com a aprovao da C-mara Legislativa, sendo um de livre escolha, e dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministrio Pblico junto ao Tribunal, indicados em lista trplice pelo Tribunal, segundo os critrios de antiguidade e mereci-mento; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 36, de 2002.) II quatro pela Cmara Legislativa. (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 36, de 2002.) 3 (Pargrafo revogado pela Emenda Lei Orgnica n 36, de 2002.) 4 Os Conselheiros do Tribunal de Contas tero as mesmas garanti-as, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Desembar-gadores do Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios, na forma da Constituio Federal, e somente podero aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido, efetivamente, por mais de cinco anos. 5 Os Conselheiros, nas suas faltas e impedimentos, sero substitu-dos por Auditores, na forma da lei. 6 O Auditor, quando em substituio a Conselheiro, ter as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos do titular e, no exerccio das de-mais atribuies da judicatura, as de Juiz de Direito da Justia do Distrito Federal e Territrios. 7 Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal faro declarao pblica de bens, no ato da posse e no trmino do exerccio do cargo. 8 Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, nos casos de crime comum e nos de responsabilidade, sero processados e julgados, originariamente, pelo Superior Tribunal de Justia. 9 proibida a nomeao para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal de pessoa que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislao eleitoral. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) Art. 83. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ainda que em disponibilidade, no podero exercer outra funo pblica, nem qualquer profisso remunerada, salvo uma de magistrio, nem rece-ber, a qualquer ttulo ou pretexto, participao nos processos, bem como dedicar-se atividade poltico-partidria, sob pena de perda do cargo. Art. 84. da competncia exclusiva do Tribunal de Contas do Distrito Federal: I elaborar, aprovar e alterar seu regimento interno; II organizar seus servios auxiliares e prover os respectivos cargos, ocupados aqueles em comisso preferencialmente por servidores de carrei-ra do prprio tribunal, nos casos e condies que devero ser previstos em sua lei de organizao; III conceder licena, frias e outros afastamentos a Conselheiros e Auditores; IV propor Cmara Legislativa a criao, transformao e extino de cargos e a fixao dos respectivos vencimentos; V elaborar sua proposta oramentria, observados os princpios es-tabelecidos na lei de diretrizes oramentrias. Art. 85. Funcionar junto ao Tribunal de Contas o Ministrio Pblico, regido pelos princpios institucionais de unidade, indivisibilidade e indepen-dncia funcional, com as atribuies de guarda da lei e fiscal de sua execu-o. Pargrafo nico. A proibio de que trata o art. 82, 9, aplica-se nomeao do Procurador-Geral do Ministrio Pblico de Contas do Distrito Federal. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) Art. 86. Lei complementar do Distrito Federal dispor sobre a organiza-o e o funcionamento do Tribunal de Contas, podendo dividi-lo em cma-ras e criar delegaes ou rgos destinados a auxili-lo no exerccio de suas funes e na descentralizao dos seus trabalhos. CAPTULO III DO PODER EXECUTIVO Seo I Do Governador e Vice-Governador Art. 87. O Poder Executivo exercido pelo Governador do Distrito Fe-deral, auxiliado pelos Secretrios de Estado do Distrito Federal. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) Art. 88. A eleio do Governador e do Vice-Governador do Distrito Fe-deral realizar-se- noventa dias antes do trmino do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrer no dia 1 de janeiro do ano subsequente. 1 A eleio do Governador do Distrito Federal importar a do Vice-Governador com ele registrado. 2 A eleio do Governador do Distrito Federal feita por sufrgio universal e por voto direto e secreto. 3 O mandato do Governador do Distrito Federal ser de quatro anos, permitida a reeleio para um nico perodo subsequente. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 37, de 2002.) APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 13 Art. 89. So condies de elegibilidade para Governador e Vice-Governador do Distrito Federal: I nacionalidade brasileira; II pleno exerccio dos direitos polticos; III domiclio eleitoral na circunscrio do Distrito Federal pelo prazo fixado em lei; IV filiao partidria; V idade mnima de trinta anos; VI alistamento eleitoral. Art. 90. Ser considerado eleito Governador do Distrito Federal o can-didato que, registrado por partido poltico, obtiver a maioria absoluta de votos, no computados os em branco e os nulos. 1 Se nenhum candidato alcanar maioria absoluta na primeira vota-o, far-se- nova eleio em at vinte dias aps a proclamao do resul-tado, na qual concorrero os dois candidatos mais votados e ser conside-rado eleito o que obtiver a maioria dos votos vlidos. 2 Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistncia ou impedimento legal de candidato, convocar-se-, entre os remanescen-tes, o de maior votao. 3 Se, na hiptese dos pargrafos anteriores, remanescer, em se-gundo lugar, mais de um candidato com a mesma votao, qualificar-se- o mais idoso. Art. 91. O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal tomaro posse em sesso da Cmara Legislativa, quando prestaro o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituio Federal e a Lei Orgnica, observar as leis e promover o bem geral do povo do Distrito Federal. Pargrafo nico. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador do Distrito Federal, salvo motivo de fora maior, no tiver assumido o cargo, este ser declarado vago. Art. 92. Cabe ao Vice-Governador substituir o Governador em sua au-sncia ou impedimento e suceder-lhe no caso de vaga. Pargrafo nico. O Vice-Governador do Distrito Federal, alm de ou-tras atribuies que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliar o Governador, sempre que por ele convocado para misses especiais. Art. 93. Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador, ou de vacncia dos respectivos cargos, sero sucessivamente chamados ao exerccio da chefia do Poder Executivo o Presidente da Cmara Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justia do Distrito Fede-ral e Territrios. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 57, de 2010.) Art. 94. Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador do Dis-trito Federal, se far eleio noventa dias depois de aberta a ltima vaga. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 57, de 2010.) 1 Ocorrendo a vacncia nos ltimos dois anos do mandato, a elei-o para ambos os cargos ser feita trinta dias depois da ltima vaga, pela Cmara Legislativa, na forma da lei. 2 Em qualquer dos casos, os eleitos devero completar o perodo de seus antecessores. Art. 95. O Governador e o Vice-Governador devero residir no Distrito Federal. Art. 96. O Governador e o Vice-Governador no podero, sem licena da Cmara Legislativa, ausentar-se do Distrito Federal por perodo superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 1 A licena a que se refere o caput deste artigo dever ser justifica-da. (Pargrafo renumerado pela Emenda Lei Orgnica n 37, de 2002.) 2 O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal podero afastar-se durante trinta dias, a ttulo de frias, em cada ano de seu manda-to. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 41, de 2004.) Art. 97. O Governador e o Vice-Governador devero, no ato da posse e no trmino do mandato, fazer declarao pblica de bens. Art. 98. Aplicam-se ao Governador e ao Vice-Governador, no que cou-ber, as proibies e impedimentos estabelecidos para os Deputados Distri-tais, fixados no art. 62. Art. 99. Perder o mandato o Governador que assumir outro cargo ou funo na administrao pblica direta ou indireta, federal, estadual, muni-cipal ou do Distrito Federal, ressalvada a posse em virtude de concurso pblico e observado o disposto no art. 38, I, IV e V, da Constituio Fede-ral. Seo II Das Atribuies do Governador Art. 100. Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal: I representar o Distrito Federal perante o Governo da Unio e das Unidades da Federao, bem como em suas relaes jurdicas, polticas, sociais e administrativas; II nomear, observado o disposto no caput do art. 244 e em seu par-grafo nico, os membros do Conselho de Educao do Distrito Federal; III nomear e exonerar Secretrios de Estado do Distrito Federal; (In-ciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) IV exercer, com auxlio dos Secretrios de Estado do Distrito Federal, a direo superior da administrao do Distrito Federal; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) V exercer o comando superior da Polcia Militar e do Corpo de Bom-beiros Militar do Distrito Federal, e promover seus oficiais; VI iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgnica; VII sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execuo; VIII nomear, na forma da lei, os Comandantes-Gerais da Polcia Mili-tar e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como o Diretor da Polcia Civil; IX vetar projetos de lei, total ou parcialmente; X dispor sobre a organizao e o funcionamento da administrao do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgnica; XI remeter mensagem Cmara Legislativa por ocasio da abertura da sesso legislativa, expondo a situao do Distrito Federal e indicando as providncias que julgar necessrias; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 58, de 2010.) XII nomear os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Fede-ral, aps a aprovao pela Cmara Legislativa, observado o disposto no art. 82, 1 e 2 e seus incisos; XIII nomear e destituir o Procurador-Geral do Distrito Federal, na forma da lei; XIV nomear os membros do Conselho de Governo, a que se refere o art. 108; XV nomear e destituir presidente de instituies financeiras controla-das pelo Distrito Federal, aps a aprovao pela Cmara Legislativa, na forma do art. 60, XXXV; XVI enviar Cmara Legislativa projetos de lei relativos a plano plu-rianual, diretrizes oramentrias, oramento anual, dvida pblica e opera-es de crdito; XVII prestar anualmente Cmara Legislativa, no prazo de sessenta dias aps a abertura da sesso legislativa, as contas referentes ao exerc-cio anterior; XVIII prover e extinguir os cargos pblicos do Distrito Federal, na forma da lei; XIX nomear e destituir diretores de sociedades de economia mista, empresas pblicas e fundaes mantidas pelo Poder Pblico; XX subscrever ou adquirir aes, realizar ou aumentar capital, desde que haja recursos disponveis, de sociedade de economia mista ou de empresa pblica, bem como dispor, a qualquer ttulo, no todo ou em parte, de aes ou capital que tenham subscrito, adquirido, realizado ou aumen-tado, mediante autorizao da Cmara Legislativa; XXI delegar, por decreto, a qualquer autoridade do Executivo atribui-es administrativas que no sejam de sua exclusiva competncia; XXII solicitar interveno federal na forma estabelecida pela Consti-tuio da Repblica; XXIII celebrar ou autorizar convnios, ajustes ou acordos com enti-dades pblicas ou particulares, na forma da legislao em vigor; XXIV realizar operaes de crdito autorizadas pela Cmara Legisla-tiva; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 14 XXV decretar situao de emergncia e estado de calamidade pbli-ca no Distrito Federal; XXVI praticar os demais atos de administrao, nos limites da com-petncia do Poder Executivo; XXVII nomear, dispensar, exonerar, demitir e destituir servidores da administrao pblica direta, autrquica e fundacional. (Inciso com a reda-o da Emenda Lei Orgnica n 64, de 2013.) XXVIII nomear e destituir o Defensor Pblico-Geral do Distrito Fede-ral, na forma da lei. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) Seo III Da Responsabilidade do Governador Art. 101. So crimes de responsabilidade os atos do Governador do Distrito Federal que atentem contra a Constituio Federal, contra esta Lei Orgnica e, especialmente, contra: I a existncia da Unio e do Distrito Federal; II o livre exerccio do Poder Executivo e do Poder Legislativo ou de outras autoridades constitudas; III o exerccio dos direitos polticos, individuais e sociais; IV a segurana interna do Pas e do Distrito Federal; V a probidade na administrao; VI a lei oramentria; VII o cumprimento das leis e das decises judiciais. Pargrafo nico. Os crimes de que trata este artigo sero definidos em lei especial, que estabelecer as normas de processo e julgamento. Art. 101-A. So crimes de responsabilidade os atos dos Secretrios de Estado do Distrito Federal, dos dirigentes e servidores da administrao pblica direta e indireta, do Procurador-Geral, dos comandantes da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e do Diretor-Geral da Polcia Civil que atentarem contra a Constituio Federal, esta Lei Orgnica e, especi-almente, contra: (Artigo e respectivos incisos e pargrafos com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) I a existncia da Unio e do Distrito Federal; II o livre exerccio dos Poderes Executivo e Legislativo e das outras autoridades constitudas; III o exerccio dos direitos polticos, individuais e sociais; IV a segurana interna do Pas e do Distrito Federal; V a probidade na administrao; VI a lei oramentria; VII o cumprimento das leis e decises judiciais. 1 A recusa em atender a convocao da Cmara Legislativa ou de qualquer das suas Comisses constitui igualmente crime de responsabili-dade. 2 A Mesa Diretora, as Comisses Permanentes e os Deputados Dis-tritais podero apresentar ao plenrio denncia solicitando a instaurao de processo por crime de responsabilidade contra qualquer das autoridades elencadas no caput. 3 Admitida a acusao constante da denncia, por maioria absoluta dos deputados distritais, ser a autoridade julgada perante a prpria Cma-ra Legislativa. 4 Aps admitida a denncia pela Cmara Legislativa a autoridade ser afastada imediatamente de seu cargo. 5 Aos ex-governadores e aos ex-ocupantes dos cargos referidos no caput, aplica-se o disposto no 1 quando a convocao referir-se a atos praticados no perodo de mandato ou gesto dos respectivos cargos. Art. 102. Qualquer cidado, partido poltico, associao ou entidade sindical poder denunciar Cmara Legislativa o Governador, o Vice-Governador e os Secretrios de Estado do Distrito Federal por crime de responsabilidade. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) Art. 103. Admitida acusao contra o Governador, por dois teros da Cmara Legislativa, ser ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justia, nas infraes penais comuns, ou perante a prpria Cmara Legislativa, nos crimes de responsabilidade. 1 O Governador ficar suspenso de suas funes: I nas infraes penais comuns, se recebida a denncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de Justia; II nos crimes de responsabilidade, aps a instaurao do processo pela Cmara Legislativa. 2 Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento no estiver concludo, cessar o afastamento do Governador, sem prejuzo do regular prosseguimento do processo. 3 (Pargrafo revogado pela Emenda Lei Orgnica n 57, de 2010.) 4 (Pargrafo revogado pela Emenda Lei Orgnica n 57, de 2010.) Art. 104. A condenao do Governador ou do Vice-Governador do Dis-trito Federal implica a destituio do cargo, sem prejuzo das demais san-es legais cabveis. Seo IV Dos Secretrios de Estado do Distrito Federal (Ttulo da Seo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) Art. 105. Os Secretrios de Estado sero escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos, no exerccio dos direitos polticos, aplicando-se-lhes o disposto no art. 19, 8. (Caput com a redao da Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) Pargrafo nico. Compete aos Secretrios de Estado do Distrito Fede-ral, alm de outras atribuies estabelecidas nesta Lei Orgnica e nas demais leis: (Pargrafo nico com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) I exercer a orientao, coordenao e superviso dos rgos e enti-dades da administrao do Distrito Federal, na rea de sua competncia; II referendar os decretos e os atos assinados pelo Governador, refe-rentes rea de sua competncia; III expedir instrues para a execuo das leis, decretos e regula-mentos; IV apresentar ao Governador relatrio anual de sua gesto; V praticar os atos pertinentes s atribuies que lhe forem outorga-das ou delegadas pelo Governador do Distrito Federal; VI comparecer Cmara Legislativa ou a suas comisses, nos casos e para os fins indicados nesta Lei Orgnica; VII delegar a seus subordinados, por ato expresso, atribuies pre-vistas na legislao. Art. 106. Os Secretrios de Estado do Distrito Federal podero compa-recer Cmara Legislativa do Distrito Federal ou a qualquer de suas co-misses, por sua iniciativa ou por convocao, para expor assunto relevan-te de sua secretaria. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) Art. 107. Os Secretrios de Estado do Distrito Federal sero, nos cri-mes comuns e nos de responsabilidade, processados e julgados pelo Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios, ressalvada a compe-tncia dos rgos judicirios federais. (Artigo e respectivos pargrafos com a redao da Emenda Lei Orgnica n 44, de 2005.) 1 So crimes de responsabilidade dos Secretrios de Estado do Dis-trito Federal os referidos nos arts. 60, XII, e 101, bem como os demais previstos em lei, includa a recusa ou o no comparecimento Cmara Legislativa ou a qualquer de suas comisses quando convocados, alm da no prestao de informaes no prazo de trinta dias ou o fornecimento de informaes falsas. 2 O acolhimento da denncia pela prtica de crime de responsabili-dade acarreta o afastamento do Secretrio de Estado do Distrito Federal do exerccio de suas funes. Seo V Do Conselho de Governo Art. 108. O Conselho de Governo o rgo superior de consulta do Governador do Distrito Federal, que o preside e do qual participam: I o Vice-Governador do Distrito Federal; II o Presidente da Cmara Legislativa; III os lderes da maioria e da minoria na Cmara Legislativa; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 15 IV o Procurador-Geral do Distrito Federal; V quatro cidados brasileiros natos, residentes no Distrito Federal h pelo menos dez anos, maiores de trinta anos de idade, todos com mandato de dois anos, vedada a reconduo, sendo dois nomeados pelo Governa-dor e dois indicados pela Cmara Legislativa. Art. 109. Compete ao Conselho de Governo pronunciar-se sobre ques-tes relevantes suscitadas pelo Governo do Distrito Federal, includa a estabilidade das instituies e os problemas emergentes de grave comple-xidade e magnitude. Pargrafo nico. A lei regular a organizao e funcionamento do Con-selho de Governo e as atribuies de seus membros, que as exercero independentemente de qualquer remunerao. CAPTULO IV DAS FUNES ESSENCIAIS JUSTIA Seo I Da Procuradoria-Geral do Distrito Federal Art. 110. A Procuradoria-Geral o rgo central do sistema jurdico do Distrito Federal, de natureza permanente, na forma do art. 132 da Consti-tuio Federal. (Artigo com a redao original restaurada em virtude da declarao de inconstitucionalidade da Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996, que havia alterado o dispositivo: ADI n 1557 STF, Dirio de Justia de 18/6/2004.) Pargrafo nico. A proibio de que trata o art. 19, 8, aplica-se nomeao do Procurador-Geral do Distrito Federal. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 60, de 2011.) Art. 111. So funes institucionais da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, no mbito de Poder Executivo: (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996. Declarada a inconstitucionalidade da expres-so "no mbito do Poder Executivo", contida no caput deste artigo: ADI n 1557 STF, Dirio de Justia de 18/6/2004.) I representar o Distrito Federal judicial e extrajudicialmente; II representar a Fazenda Pblica perante os Tribunais de Contas da Unio, do Distrito Federal e Juntas de Recursos Fiscais; III promover a defesa da Administrao Pblica, requerendo a qual-quer rgo, entidade ou tribunal as medidas de interesse da Justia, da Administrao e do Errio; IV representar sobre questes de ordem jurdica sempre que o inte-resse pblico ou a aplicao do Direito o reclamarem; V promover a uniformizao da jurisprudncia administrativa e a compilao da legislao do Distrito Federal; VI prestar orientao jurdico-normativa para a administrao pblica direta, indireta e fundacional; VII efetuar a cobrana judicial da dvida do Distrito Federal. 1 A cobrana judicial da dvida do Distrito Federal a que se refere o inciso VII desse artigo inclui aquela relativa Cmara Legislativa do Distrito Federal. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 14, de 1997.) 2 tambm funo institucional da Procuradoria-Geral do Distrito Federal a representao judicial e extrajudicial do Tribunal de Contas do Distrito Federal. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 14, de 1997.) Art. 112. Os servidores de apoio s atividades jurdicas sero organi-zados em carreira, com quadro prprio e funes especficas. Art. 113. Aplicam-se aos Procuradores das Autarquias e Fundaes do Distrito Federal e aos Procuradores da Cmara Legislativa do Distrito Federal os mesmos direitos, deveres, garantias, vencimentos, proibies e impedimentos da atividade correcional e de disposies atinentes carreira de Procurador do Distrito Federal. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 9, de 1996.) Seo II Da Defensoria Pblica do Distrito Federal (Seo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) Art. 114. A Defensoria Pblica do Distrito Federal instituio perma-nente e essencial funo jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orien-tao jurdica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5, LXXIV, da Constituio Federal. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) 1 Defensoria Pblica do Distrito Federal assegurada, nos termos do art. 134, 2, da Constituio Federal, e do art. 2 da Emenda Constitu-cional n 69, de 29 de maro de 2012, autonomia funcional e administrativa, cabendo-lhe elaborar, nos termos da lei de diretrizes oramentrias, sua proposta oramentria e encaminh-la ao Poder Executivo para consolida-o da proposta de lei de oramento anual e submisso ao Poder Legislati-vo. 2 O Defensor Pblico-Geral do Distrito Federal s pode ser destitu-do, nos termos da lei, por iniciativa do Governador e prvia deliberao da Cmara Legislativa do Distrito Federal. Art. 115. assegurada ao policial militar, policial civil e bombeiro militar do Distrito Federal assistncia jurdica especializada atravs da Assistncia Judiciria, quando no exerccio da funo se envolverem em fatos de natureza penal ou administrativa. Art. 116. Haver na Assistncia Judiciria centro de atendimento para a assistncia jurdica, apoio e orientao mulher vtima de violncia, bem como a seus familiares. CAPTULO V DA SEGURANA PBLICA Art. 117. A Segurana Pblica, dever do Estado, direito e responsabili-dade de todos, exercida nos termos da legislao pertinente, para a preservao da ordem pblica, da incolumidade das pessoas e do patrim-nio, pelos seguintes rgos relativamente autnomos, subordinados dire-tamente ao Governador do Distrito Federal: (Declarada a inconstitucionali-dade do caput e dos respectivos incisos deste artigo: ADI n 1182 STF, Dirio de Justia 10/3/2006.) I Polcia Civil; II Polcia Militar; III Corpo de Bombeiros Militar; IV Departamento de Trnsito. 1 O ingresso nas carreiras dos rgos de que trata este artigo dar-se- por concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, provas psicol-gicas e curso de formao profissional especfico para cada carreira. (Pa-rgrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 2 Durante o curso de formao profissional de que trata o pargrafo anterior, o pretendente carreira ter acompanhamento psicolgico, o qual se estender pelo perodo de estgio probatrio. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 3 O exerccio da funo de policial civil, de policial militar e de bom-beiro militar considerado penoso e perigoso para todos os efeitos legais. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 4 Os diretores, chefes e comandantes de unidades da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar sero nomeados pelo Comandante-Geral da respectiva corporao, entre oficiais do quadro correspondente. (Par-grafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 5 Lei prpria dispor sobre a organizao e o funcionamento da Po-lcia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como sobre os direitos, deveres, vantagens e regime de trabalho de seus integrantes, respeitados os preceitos constitucionais e a legislao federal pertinente. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) Art. 118. Os rgos integrantes da Segurana Pblica ficam autoriza-dos a receber doaes em espcie e em bens mveis e imveis, observada a obrigatoriedade de prestar contas. (Artigo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 1 As doaes em espcie constituiro fundo para a aquisio de equipamentos. 2 As doaes em bens mveis e imveis integraro o patrimnio do rgo. Seo I Da Polcia Civil APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 16 Art. 119. Polcia Civil, rgo permanente dirigido por delegado de po-lcia de carreira, incumbe, ressalvada a competncia da Unio, as funes de polcia judiciria e a apurao de infraes penais, exceto as militares. 1 So princpios institucionais da Polcia Civil unidade, indivisibilida-de, autonomia funcional, legalidade, moralidade, impessoalidade, hierar-quia funcional, disciplina, unidade de doutrina e de procedimentos. (Decla-rada a inconstitucionalidade da expresso "autonomia funcional", constante deste pargrafo: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 2 O Diretor-Geral da Polcia Civil, integrante da carreira de policial civil do Distrito Federal, pertencente categoria de delegado de polcia, ser nomeado pelo Governador do Distrito Federal e dever apresentar declarao pblica de bens no ato de posse e de exonerao. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 3 Os vencimentos dos delegados de polcia civil no sero inferio-res aos percebidos pelas carreiras a que se refere o art. 135 da Constitui-o Federal, observada, para esse efeito, a correlao entre as respectivas classes e entrncias e assegurada a reviso de remunerao, em igual percentual, sempre que forem revistos aqueles, garantida a atual proporci-onalidade de vencimentos devida s demais categorias da carreira de policial civil do Distrito Federal, nos termos da legislao federal. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) 4 Aos integrantes da categoria de delegado de polcia garantida independncia funcional no exerccio das atribuies de Polcia Judiciria. 5 Os Institutos de Criminalstica, de Medicina Legal e de Identifica-o compem a estrutura administrativa da Polcia Civil, devendo seus dirigentes ser escolhidos entre os integrantes do quadro funcional do res-pectivo instituto. 6 A funo de policial civil considerada de natureza tcnica. 7 O ingresso na carreira de policial civil do Distrito Federal far-se- observado o disposto no art. 117, 1, numa das categorias de nvel mdio ou superior, reservando-se metade das vagas dos cargos de nvel superior para provimento por progresso funcional das categorias de nvel mdio, na forma da lei. (Declarada a inconstitucionalidade da expresso "reser-vando-se metade das vagas dos cargos de nvel superior para provimento por progresso funcional das categorias de nvel mdio", constante deste pargrafo: ADI n 960 STF, Dirio de Justia de 29/8/2003.) 8 As atividades desenvolvidas nos Institutos de Criminalstica, de Medicina Legal e de Identificao so consideradas de natureza tcnico-cientfica. 9 Aos integrantes das categorias de perito criminal, mdico-legista e datiloscopista policial garantida a independncia funcional na elaborao de laudos periciais. (Pargrafo com a redao original, restaurada em virtude da declarao de inconstitucionalidade da Emenda Lei Orgnica n 34, de 2001, que havia alterado o dispositivo: ADI n 2004 00 2 008821-3 TJDFT, Dirio da Justia de 19/7/2010.) Seo II Da Polcia Militar Art. 120. Polcia Militar, rgo regular e permanente, organizado e mantido pela Unio, cujos princpios fundamentais esto embasados na hierarquia e disciplina, compete, alm de outras atribuies definidas em lei e ressalvadas as misses peculiares s Foras Armadas: (Artigo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) I a polcia ostensiva de preveno criminal, de radiopatrulha area, terrestre, lacustre e fluvial, de trnsito urbano e rodovirio e de proteo ao meio ambiente, bem como as atividades relacionadas com a preservao e restaurao da ordem pblica e proteo a fauna e flora; II a garantia do exerccio do poder de polcia dos rgos e entidades pblicas, especialmente das reas fazendria, sanitria, de proteo ambi-ental, de uso e ocupao do solo e do patrimnio histrico e cultural do Distrito Federal; III as guardas externas da sede do Governo do Distrito Federal, pr-dios e instalaes pblicas, residncias oficiais, estabelecimentos de ensi-no pblico, prisionais e de custdia, das representaes diplomticas acreditadas junto ao Governo brasileiro, assim como organismos internaci-onais sediados no Distrito Federal; IV a funo de polcia judiciria militar, nos termos da lei federal. Pargrafo nico. O Comandante-Geral da Polcia Militar ser nomeado pelo Governador do Distrito Federal, entre oficiais da ativa ocupantes do ltimo posto do quadro de oficiais policiais militares, conforme dispuser a lei, e prestar declarao pblica de seus bens no ato de posse e de exo-nerao. Seo III Do Corpo de Bombeiros Militar Art. 121. Ao Corpo de Bombeiros Militar, instituio regular e perma-nente, organizada e mantida pela Unio, cujos princpios fundamentais esto embasados na hierarquia e disciplina, compete, alm de outras atribuies definidas em lei: (Artigo declarado inconstitucional: ADI n 1045 STF, Dirio de Justia de 12/6/2009.) I executar atividades de defesa civil; II prevenir e combater incndios; III realizar percias em locais de incndios e sinistros; IV executar aes de busca e salvamento de pessoas e seus bens; V estudar, analisar, planejar, fiscalizar, realizar vistorias, emitir nor-mas e pareceres tcnicos e fazer cumprir as atividades relativas seguran-a contra incndios e pnico, bem como impor penalidades de notificao, interdio e multas, com vistas a proteo de pessoas e de bens pblicos e privados, na forma da legislao especfica; VI exercer a funo de polcia judiciria militar nos termos da lei fede-ral. Pargrafo nico. O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar ser nomeado pelo Governador do Distrito Federal, entre oficiais da ativa ocupantes do ltimo posto do quadro de oficiais bombeiros militares, con-forme dispuser a lei, e apresentar declarao pblica de bens no ato de posse e de exonerao. Seo IV Da Poltica Penitenciria Art. 122. A legislao penitenciria do Distrito Federal assegurar o respeito s regras da Organizao das Naes Unidas para o tratamento de reclusos, a defesa tcnica nas infraes disciplinares e definir a com-posio e competncia do Conselho de Poltica Penitenciria do Distrito Federal. Art. 123. O estabelecimento prisional destinado a mulheres ter, em lo-cal anexo e independente, creche em tempo integral, para seus filhos de zero a seis anos, atendidos por pessoas especializadas, assegurado s presidirias o direito amamentao. Pargrafo nico. mulher presidiria ser garantida assistncia pr-natal prioritariamente e a obrigatoriedade de assistncia integral a sua sade. Art. 124. Os estabelecimentos prisionais e correcionais proporcionaro aos internos condies de exercer atividades produtivas remuneradas, que lhes garantam o sustento e de suas famlias e assistncia sade, de carter preventivo e curativo, em servio prprio do estabelecimento e com pessoal tcnico nele lotado em carter permanente. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 32, de 1999.) Pargrafo nico. A Lei definir as caractersticas do servio e as moda-lidades de sua integrao com a rede pblica de sade do Distrito Federal. Seo V Do Departamento de Trnsito Art. 124-A. O Departamento de Trnsito do Distrito Federal Detran-DF, entidade autrquica integrante do Sistema Nacional de Trnsito, com personalidade jurdica prpria e autonomia administrativa, financeira e tcnica, o rgo executivo de trnsito, vinculado Secretaria de Estado de Segurana Pblica do Distrito Federal. (Artigo com a redao da Emen-da Lei Orgnica n 64, de 2013.) Pargrafo nico. Compete ao Detran-DF, alm das atribuies fixadas na legislao federal, o exerccio do poder de polcia administrativa de trnsito no mbito do Distrito Federal, bem como a fixao dos preos pblicos a serem cobrados pelos servios administrativos prestados aos usurios. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 17 4 Tributao e oramento do Distrito Federal. CAPTULO I DO SISTEMA TRIBUTRIO DO DISTRITO FEDERAL Seo I Dos Princpios Gerais Art. 125. Compete ao Distrito Federal instituir os seguintes tributos: I impostos de sua competncia previstos na Constituio Federal; II taxas em razo do exerccio do poder de polcia ou pela utilizao, efetiva ou potencial, de servios pblicos de sua atribuio, especficos e divisveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposio; III contribuio de melhoria, decorrente de obras pblicas. 1 A funo social dos impostos incorpora o princpio de justia fiscal e o critrio de progressividade a ser observados na legislao. 2 Sempre que possvel, os impostos tero carter pessoal e sero graduados segundo a capacidade econmica do contribuinte, facultado administrao tributria, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar o patrimnio, rendimentos e atividades econmicas do contribuinte, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. 3 As taxas no podero ter base de clculo prpria de impostos. 4 Nenhuma taxa, exceo das decorrentes do exerccio do poder de polcia, poder ser aplicada em despesas estranhas aos servios para os quais foi criada. 5 O Distrito Federal poder, mediante convnio com a Unio, Esta-dos e Municpios, delegar ou deles receber encargos de administrao tributria. 6 O Distrito Federal poder instituir contribuio cobrada de seus servidores para custeio, em benefcio destes, de sistema de previdncia e assistncia social. Art. 126. O sistema tributrio do Distrito Federal obedecer ao disposto no art. 146 da Constituio Federal, em resoluo do Senado Federal, nesta Lei Orgnica e em leis ordinrias, no tocante a: I conflitos de competncia em matria tributria entre pessoas de di-reito pblico; II limitaes constitucionais ao poder de tributar; III definio de tributos e de suas espcies, bem como em relao aos impostos constitucionais discriminados, dos respectivos fatos gerado-res, bases de clculo e contribuintes; IV obrigao, lanamento, crdito, prescrio e decadncia tribut-rios; V adequado tratamento tributrio ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. Art. 127. Ao Distrito Federal competem, cumulativamente, os impostos reservados aos Estados e Municpios nos termos dos arts. 155 e 156 da Constituio Federal. Seo II Das Limitaes do Poder de Tributar Art. 128. Sem prejuzo de outras garantias asseguradas ao contribuin-te, vedado ao Distrito Federal: I exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabelea; II instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situao equivalente, proibida qualquer distino em razo de ocupa-o profissional ou funo por eles exercida, independentemente da deno-minao jurdica dos rendimentos, ttulos ou direitos; III cobrar tributos: a) em relao a fatos geradores ocorridos antes do incio da vigncia da lei que os houver institudo ou aumentado; b) no mesmo exerccio financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; IV utilizar tributo com efeito de confisco; V estabelecer limitaes ao trfego de pessoas ou de bens por meio de tributos, ressalvada a cobrana de pedgio pela utilizao de vias con-servadas pelo Distrito Federal; VI instituir impostos sobre: a) patrimnio, renda ou servios da Unio, Estados e Municpios; b) templos de qualquer culto; c) patrimnio, renda ou servios dos partidos polticos, inclusive suas fundaes, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituies de educao e assistncia social sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d) livros, jornais, peridicos e o papel destinado a sua impresso; VII estabelecer diferena tributria entre bens e servios de qualquer natureza, em razo de sua procedncia ou destino. 1 A vedao do inciso VI, a, extensiva a autarquias e fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, no que se refere a patrimnio, renda e servios vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decor-rentes. 2 As vedaes do inciso VI, a, e as do pargrafo anterior no se aplicam a patrimnio, renda e servios relacionados com a explorao de atividades econmicas regidas pelas normas aplicveis a empreendimen-tos privados, ou em que haja contraprestao ou pagamento de preos ou tarifas pelo usurio, nem exoneram o promitente comprador da obrigao de pagar imposto relativamente ao bem imvel. 3 As vedaes do inciso VI, alneas b e c, compreendem somente patrimnio, renda e servios relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. 4 Ressalvados os casos previstos na lei de diretrizes oramentrias, os projetos de lei que instituam ou majorem tributos s sero apreciados pela Cmara Legislativa, no mesmo exerccio financeiro, se a ela encami-nhados at noventa dias de seu encerramento. 5 A contribuio de que trata o art. 125, 6, s poder ser exigida aps decorridos noventa dias da vigncia da lei que a houver institudo ou modificado, no se lhe aplicando o disposto no inciso III, b. Art. 129. A lei poder isentar, reduzir ou agravar tributos, para favore-cer atividades de interesse pblico ou para conter atividades incompatveis com este, obedecidos os limites de prazo e valor. Pargrafo nico. Para efeito de reduo ou iseno da carga tributria, a lei definir os produtos que integraro a cesta bsica, para atendimento da populao de baixa renda, observadas as restries da legislao federal. Art. 130. So isentas de impostos de competncia do Distrito Federal as operaes de transferncia de imveis desapropriados para fins de reforma agrria. Art. 131. As isenes, anistias, remisses, benefcios e incentivos fis-cais que envolvam matria tributria e previdenciria, inclusive as que sejam objeto de convnios celebrados entre o Distrito Federal e a Unio, Estados e Municpios, observaro o seguinte: I s podero ser concedidos ou revogados por meio de lei especfica, aprovada por dois teros dos membros da Cmara Legislativa, obedecidos os limites de prazo e valor; II no sero concedidos no ltimo exerccio de cada legislatura, salvo os benefcios fiscais relativos ao imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao, deliberados na forma do inciso VII do 5 do art. 135, e no caso de calamidade pblica, nos termos da lei; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 38, de 2002.) III no sero concedidos s empresas que utilizem em seu processo produtivo mo-de-obra baseada no trabalho de crianas e de adolescentes, em desacordo com o disposto no art. 7, XXXIII, da Constituio Federal. (Inciso acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 30, de 1999.) Pargrafo nico. Os convnios celebrados pelo Distrito Federal na for-ma prescrita no art. 155, 2, XII, g, da Constituio Federal, devero observar o que dispe o texto constitucional e legislao complementar pertinente. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 1, de 1994.) Seo III Dos Impostos do Distrito Federal Art. 132. Compete ao Distrito Federal instituir: I impostos sobre: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 18 a) transmisso causa mortis e doao de quaisquer bens ou direitos; b) operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao, de que trata o art. 21, XI, da Constituio Federal, ainda que as operaes e as prestaes se iniciem no exterior; (Declarada a inconstitucionalidade da expresso "de que trata o art. 21, XI, da Constituio Federal", constan-te desta alnea: ADI n 1467 STF, Dirio de Justia de 11/4/2003.) c) propriedade de veculos automotores; d) propriedade predial e territorial urbana; e) transmisso inter vivos, a qualquer ttulo, por ato oneroso, de bens imveis, por natureza ou acesso fsica, e de direitos reais sobre imveis, exceto os de garantia, bem como cesso de direitos a sua aquisio; f) venda a varejo de combustveis lquidos e gasosos, exceto leo die-sel; g) servios de qualquer natureza, no compreendidos na alnea b, de-finidos em lei complementar federal; II adicional de at cinco por cento do que for pago Unio por pes-soas fsicas ou jurdicas domiciliadas no Distrito Federal, a ttulo do imposto previsto no art. 153, III, da Constituio Federal, incidente sobre lucros, ganhos e rendimentos de capital. Art. 133. O imposto sobre a transmisso causa mortis e doao de quaisquer bens ou direitos: I incidir sobre: a) bens imveis situados no Distrito Federal e respectivos direitos; b) bens mveis, ttulos e crditos quando o inventrio ou arrolamento se processar no Distrito Federal ou o doador nele tiver domiclio; II ter a competncia para sua instituio regulada por lei comple-mentar federal: a) se o doador tiver domiclio ou residncia no exterior; b) se o de cujus possua bens, era residente ou domiciliado, ou teve o seu inventrio processado no exterior; III obedecer a alquotas mximas fixadas por resoluo do Senado Federal. Art. 134. O imposto sobre operaes relativas circulao de merca-dorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e inter-municipal e de comunicao atender ao seguinte: I ser no cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operao relativa circulao de mercadorias ou prestao de servios com o montante cobrado nas anteriores pelo Distrito Federal ou outro Estado; II a iseno ou no incidncia, salvo determinao em contrrio da legislao: a) no implicar crdito para compensao com o montante devido nas operaes ou prestaes seguintes; b) acarretar a anulao do crdito s operaes anteriores; III poder ser seletivo, em funo da essencialidade das mercadorias e dos servios; IV ter as alquotas aplicveis a operaes e prestaes interestadu-ais e de exportao fixadas por resoluo do Senado Federal. Art. 135. O Distrito Federal fixar as alquotas do imposto de que trata o artigo anterior para as operaes internas, observado o seguinte: I limite mnimo no inferior ao estabelecido pelo Senado Federal para as operaes interestaduais, salvo: a) deliberao em contrrio, estabelecida na forma da lei complemen-tar federal, conforme previsto no art. 155, 2, VI, da Constituio Federal; b) resoluo do Senado Federal, na forma do art. 155, 2, V, a, da Constituio Federal; II limite mximo, na hiptese de resoluo do Senado Federal, para soluo de conflito especfico que envolva interesse do Distrito Federal e dos Estados; III em relao a operaes e prestaes que destinem bens e servi-os a consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se-: a) a alquota interestadual, quando o destinatrio for contribuinte do imposto; b) a alquota interna, quando o destinatrio no for contribuinte do im-posto. 1 Caber ao Distrito Federal o imposto correspondente diferena entre a alquota interna e a interestadual, nas operaes e prestaes interestaduais que lhe destinem mercadorias e servios, quando o destina-trio, situado no seu territrio, for contribuinte do imposto. 2 O imposto incidir tambm: a) sobre entrada de mercadoria importada do exterior, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre servio prestado no exterior, se estiver situado no Distrito Federal o estabelecimento destinatrio da mercadoria ou do servio; b) sobre o valor da operao, quando mercadorias forem fornecidas com servios no sujeitos ao imposto sobre servios de qualquer natureza. 3 O imposto no incidir: I sobre operaes que destinem ao exterior produtos industrializados, excludos os semielaborados definidos em lei complementar federal; II sobre operaes que destinem a outro Estado petrleo, lubrifican-tes, combustveis lquidos e gasosos dele derivados e energia eltrica; III sobre o ouro, quando definido em lei federal, nas hipteses previs-tas no art. 153, 5, da Constituio Federal. 4 O imposto no compreender, em sua base de clculo, o montan-te do imposto sobre produtos industrializados, quando a operao, realiza-da entre contribuintes e relativa a produto destinado a industrializao ou a comercializao, configure fato gerador dos dois impostos. 5 Observar-se- a lei complementar federal para: I definir seus contribuintes; II dispor sobre substituio tributria; III disciplinar o regime de compensao do imposto; IV fixar, para efeito de sua cobrana e definio do estabelecimento responsvel, o local das operaes relativas circulao de mercadorias e das prestaes de servios; V excluir da incidncia do imposto, nas exportaes para o exterior, servios e outros produtos alm dos mencionados no 3, I; VI prever casos de manuteno de crdito, relativamente a remessa para outro Estado e exportao para o exterior de servios e de mercadori-as; VII regular a forma como, mediante deliberao dos Estados e do Distrito Federal, isenes, incentivos e benefcios fiscais sero concedidos e revogados. 6 As deliberaes tomadas nos termos do 5, VII, no tocante a convnios de natureza autorizativa, sero estabelecidas sob condies determinadas de limites de prazo e valor e somente produziro efeito no Distrito Federal aps sua homologao pela Cmara Legislativa. 7 exceo do imposto sobre circulao de mercadorias e presta-es de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comuni-cao e do imposto sobre vendas a varejo de combustveis lquidos e gasosos, nenhum outro tributo de competncia do Distrito Federal incidir sobre operaes relativas a energia eltrica, combustveis lquidos e gaso-sos, lubrificantes e minerais do Pas. Art. 136. O imposto sobre propriedade predial e territorial urbana ser progressivo, nos termos de lei especfica, de forma a assegurar o cumpri-mento da funo social da propriedade, considerados, entre outros aspec-tos: I valor real do imvel, corrigido a cada ano fiscal; II existncia ou no de rea construda; III utilizao prpria ou locatcia. Art. 137. O imposto sobre transmisso inter vivos de bens imveis e de direitos a eles relativos no incide sobre a transmisso de bens ou direitos incorporados ao patrimnio de pessoa jurdica em realizao de capital, nem sobre a transmisso de bens ou direitos decorrente de fuso, incorpo-rao, ciso ou extino de pessoa jurdica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locao de bens imveis ou arrendamento mercantil. Art. 138. O imposto sobre vendas a varejo de combustveis lquidos e gasosos no exclui a incidncia do imposto sobre operaes relativas APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 19 circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao sobre a mesma operao. Art. 139. As alquotas mximas do imposto sobre vendas a varejo de combustveis lquidos e gasosos e sobre servios de qualquer natureza sero aquelas fixadas em lei, que tambm definir a excluso da incidncia do imposto sobre servio de qualquer natureza em exportaes de servios para o exterior. Art. 140. O Distrito Federal divulgar, at o ltimo dia do ms subse-quente ao da arrecadao, os montantes de cada um dos tributos arreca-dados e dos demais recursos recebidos, inclusive os transferidos pela Unio. Art. 141. O Distrito Federal orientar os contribuintes com vistas ao cumprimento da legislao tributria, que conter, entre outros princpios, o da justia fiscal, bem como determinar mediante lei medidas para esclare-cer os consumidores acerca de impostos que incidam sobre mercadorias e servios, fazendo ainda publicar anualmente a legislao tributria consoli-dada. Seo IV Da Repartio das Receitas Tributrias Art. 142. Constituem receitas do Distrito Federal: I o produto da arrecadao do imposto da Unio sobre renda e pro-ventos de qualquer natureza, incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer ttulo, pelo Distrito Federal, suas autarquias e pelas fundaes que instituir e mantiver; II vinte por cento do produto da arrecadao do imposto que a Unio instituir no exerccio da competncia que lhe atribuda pelo art. 154, I, da Constituio Federal; III cinquenta por cento do produto da arrecadao do imposto da Unio sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imveis nele situados; IV a parcela que lhe couber dos fundos de participao a que se refe-rem as alneas a e b do art. 159, I, da Constituio Federal, bem como o percentual decorrente da entrega prevista no inciso II do mesmo artigo; V o produto da arrecadao do imposto que a Unio instituir no exer-ccio da competncia que lhe atribuda pelo art. 153, V e seu 5, da Constituio Federal. CAPTULO II DAS FINANAS PBLICAS Art. 143. A receita pblica ser constituda por: I tributos; II contribuies financeiras e preos pblicos; III multas; IV rendas provenientes de concesso, permisso, cesso, arrenda-mento, locao e autorizao de uso; V produto de alienao de bens mveis, imveis, aes e direitos, na forma da lei; VI doaes e legados com ou sem encargos; VII outras definidas em lei. Art. 144. A arrecadao de todas e quaisquer receitas de competncia do Distrito Federal far-se- na forma disciplinada pelo Poder Executivo, devendo seu produto ser obrigatoriamente recolhido ao Banco de Braslia S.A., conta do Tesouro do Distrito Federal. 1 O Banco de Braslia S.A. o agente financeiro do Tesouro do Dis-trito Federal e o organismo fundamental de fomento da regio. 2 A disponibilidade de caixa e os recursos colocados disposio dos rgos da administrao direta, bem como das autarquias e fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico e das empresas pblicas e sociedades de economia mista e demais entidades em que o Distrito Fede-ral, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, sero depositados e movimentados no Banco de Braslia S.A., ressalvados os casos previstos em lei. 3 A execuo financeira dos rgos e entidades mantidos com re-cursos do oramento do Distrito Federal far-se- por sistema integrado de caixa, conforme disposto em lei. 4 Os pagamentos das remuneraes, de qualquer natureza, devidas pelo Distrito Federal aos servidores da administrao direta, aos servidores das autarquias e das fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico, aos empregados das empresas pblicas e das sociedades de economia mista, bem como aos empregados das demais entidades em que o Distrito Federal, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, sero efetuados pelo Banco de Braslia BRB, para concre-tizar-lhe e preservar-lhe a funo social. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 51, de 2008.) 5 As disposies do pargrafo anterior se aplicam inclusive aos pa-gamentos dos servidores cujas remuneraes sejam custeadas por recur-sos oriundos de repasses feitos pela Unio. (Pargrafo acrescido pela Emenda Lei Orgnica n 51, de 2008.) Art. 145. Os recursos financeiros correspondentes s dotaes ora-mentrias da Cmara Legislativa do Distrito Federal, do Tribunal de Contas do Distrito Federal e da Defensoria Pblica do Distrito Federal so repas-sados em duodcimos, at o dia 20 de cada ms, em cotas estabelecidas na programao financeira, exceto em caso de investimento, em que se obedecer ao cronograma estabelecido. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 61, de 2012.) Art. 146. Lei complementar, observados os princpios estabelecidos na Constituio da Repblica e as disposies de lei complementar federal e resolues do Senado Federal, dispor sobre: I finanas pblicas; II emisso e resgate de ttulos da dvida pblica; III concesso de garantia pelas entidades pblicas do Distrito Fede-ral; IV fiscalizao das instituies financeiras do Distrito Federal. 1 Fica vedada ao Distrito Federal, salvo disposio em contrrio de norma federal, a contratao de emprstimos sob garantias futuras, sem previso do impacto a recair nas subsequentes administraes financeiras do Distrito Federal. 2 A aquisio de ttulos pblicos pelo Banco de Braslia S.A. ser disciplinada em lei especfica. 3 O lanamento de ttulos da dvida pblica e a contratao de ope-raes de crdito interno ou externo dependero de prvia autorizao da Cmara Legislativa, observadas as disposies pertinentes da legislao federal. 4 O Poder Executivo encaminhar Cmara Legislativa, at o lti-mo dia de cada ms, a posio contbil da dvida fundada interna e externa e da dvida flutuante do Poder Pblico no ms anterior. CAPTULO III DO ORAMENTO Art. 147. O oramento pblico, expresso fsica, social, econmica e fi-nanceira do planejamento governamental, ser documento formal de deci-ses sobre a alocao de recursos e instrumento de consecuo, eficincia e eficcia da ao governamental. Art. 148. Na elaborao de seu oramento, o Distrito Federal destinar anualmente s Administraes Regionais recursos oramentrios em nvel compatvel, com critrio a ser definido em lei, prioritariamente para o aten-dimento de despesas de custeio e de investimento, indispensveis a sua gesto. Pargrafo nico. Para os fins preconizados no caput, as Regies Ad-ministrativas constituem-se individualmente em rgos. Art. 149. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecero: I o plano plurianual; II as diretrizes oramentrias; III os oramentos anuais. 1 O plano plurianual ser elaborado com vistas ao desenvolvimento econmico e social do Distrito Federal, podendo ser revisto ou modificado quando necessrio, mediante lei especfica. 2 A lei que aprovar o plano plurianual, compatvel com o plano dire-tor de ordenamento territorial, estabelecer, por regio administrativa, as diretrizes, objetivos e metas, quantificados fsica e financeiramente, da administrao pblica do Distrito Federal, no horizonte de quatro anos, para despesas de capital e outras delas decorrentes, bem como as relativas a APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 20 programas de durao continuada, a contar do exerccio financeiro subse-quente. 3 A lei de diretrizes oramentrias, compatvel com o plano pluria-nual, compreender as metas e prioridades da administrao pblica do Distrito Federal, includas as despesas de capital para o exerccio financei-ro subsequente; orientar a elaborao da lei oramentria anual; dispor sobre as alteraes da legislao tributria; estabelecer a poltica tarifria das entidades da administrao indireta e a poltica de aplicao das agn-cias financeiras oficiais de fomento; bem como definir a poltica de pessoal a curto prazo da administrao direta e indireta do Governo. 4 A lei oramentria, compatvel com o plano plurianual e com a lei de diretrizes oramentrias, compreender: I o oramento fiscal referente aos Poderes do Distrito Federal, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico; II o oramento de investimento das empresas em que o Distrito Fede-ral, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III o oramento de seguridade social, abrangidas todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta e indireta, bem como os fundos e fundaes institudos ou mantidos pelo Poder Pblico. 5 O oramento da seguridade social compreender receitas e des-pesas relativas a sade, previdncia, assistncia social e receita de con-cursos de prognsticos, includas as oriundas de transferncias, e ser elaborado com base nos programas de trabalho dos rgos incumbidos de tais servios, integrantes da administrao direta e indireta. 6 Os projetos de lei referentes a matrias de receita e despesa p-blicas sero organizados e compatibilizados, em todos os seus aspectos setoriais, pelo rgo central de planejamento do Distrito Federal. 7 Integraro o projeto de lei oramentria, alm daqueles definidos em lei complementar, demonstrativos especficos com detalhamento das aes governamentais, dos quais constaro: I objetivos, metas e prioridades, por Regio Administrativa; II identificao do efeito sobre as receitas e despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcios de natureza financei-ra, tributria e creditcia, referidos no art. 131; III demonstrativo da situao do endividamento, no qual se evidenci-ar para cada emprstimo o saldo devedor e respectivas projees de amortizao e encargos financeiros correspondentes a cada semestre do ano da proposta oramentria. 8 A lei oramentria incluir, obrigatoriamente, previso de recursos provenientes de transferncias, inclusive aqueles oriundos de convnios, acordos, ajustes ou instrumentos similares com outras esferas de governo e os destinados a fundos. 9 As despesas com publicidade do Poder Legislativo e dos rgos ou entidades da administrao direta e indireta do Poder Executivo devero ser objeto de dotao oramentria especfica. 10. O oramento anual dever ser detalhado por Regio Administra-tiva e ter entre suas funes a reduo das desigualdades inter-regionais. 11. A lei oramentria no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa, excluindo-se da proibio: I a autorizao para a abertura de crditos suplementares; II a contratao de operaes de crdito, ainda que por antecipao de receita, nos termos da lei; III a forma da aplicao do supervit ou o modo de cobrir o dficit. 12. Cabe a lei complementar estabelecer normas de gesto financei-ra e patrimonial da administrao direta e indireta, bem como condies para instituio e funcionamento de fundos, observados os princpios estabelecidos nesta Lei Orgnica e na legislao federal. Art. 150. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, s diretrizes oramentrias, ao oramento anual e aos crditos adicionais sero enca-minhados Cmara Legislativa, que os apreciar na forma de seu regi-mento interno. 1 O projeto de lei do plano plurianual ser encaminhado pelo Gover-nador Cmara Legislativa at o dia primeiro de agosto do primeiro ano de mandato e devolvido para sano at o encerramento da primeira sesso legislativa. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 58, de 2010.) 2 O projeto de lei de diretrizes oramentrias ser encaminhado at sete meses e meio antes do encerramento do exerccio financeiro e devol-vido pelo Legislativo para sano at o encerramento do primeiro perodo da sesso legislativa. 3 O projeto de lei oramentria para o exerccio seguinte ser en-caminhado at trs meses e meio antes do encerramento do exerccio financeiro em curso e devolvido pelo Legislativo para sano at o encer-ramento do segundo perodo da sesso legislativa. 4 Cabe comisso competente da Cmara Legislativa examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Governador do Distrito Federal. 5 As emendas ao projeto de lei do oramento anual ou aos projetos que o modifiquem sero admitidas desde que: I sejam compatveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes oramentrias; II indiquem os recursos necessrios, admitidos apenas os provenien-tes de anulao de despesa, excludas as que incidam sobre: a) dotaes para pessoal e seus encargos; b) servio da dvida; III sejam relacionadas: a) com a correo de erros ou omisses; b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. 6 As emendas ao projeto de lei de diretrizes oramentrias no po-dero ser aprovadas quando incompatveis com o plano plurianual. 7 As emendas sero apresentadas comisso competente da C-mara Legislativa, que sobre elas emitir parecer, e sero apreciadas na forma do regimento interno. 8 O Governador poder enviar mensagem ao Legislativo para pro-por modificaes nos projetos a que se refere este artigo, enquanto no iniciada, na comisso competente da Cmara Legislativa, a votao da parte cuja alterao proposta. 9 Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que no contrariar o disposto neste Captulo, as demais normas relativas ao proces-so legislativo. 10. Os recursos que, em decorrncia de veto, emenda ou rejeio do projeto de lei oramentria anual, ficarem sem despesas correspondentes, podero ser utilizados, conforme o caso, mediante crditos especiais ou suplementares, com prvia e especfica autorizao legislativa. 11. As receitas prprias de rgos, fundos, autarquias e fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico, bem como as das empresas pblicas e sociedades de economia mista, sero programadas para atender preferencialmente gastos com pessoal e encargos sociais; amortizaes, juros e demais encargos da dvida; contrapartida de financiamentos ou outros encargos de sua manuteno e investimentos prioritrios; respeita-das as peculiaridades de cada um. 12. No tendo o Legislativo recebido a proposta de oramento anual at a data prevista no 3, ser considerado como projeto a lei orament-ria vigente, com seus valores iniciais, monetariamente atualizados pela aplicao do ndice inflacionrio oficial. 13. Na oportunidade da apreciao e votao da lei oramentria anual, o Poder Executivo colocar disposio do Poder Legislativo todas as informaes sobre o endividamento do Distrito Federal, sem prejuzo do disposto no art. 146, 4. Art. 151. So vedados: I o incio de programas ou projetos no includos na lei oramentria anual; II a realizao de despesas ou a assuno de obrigaes diretas que excedam aos crditos oramentrios ou adicionais; III a realizao de operaes de crdito que excedam ao montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante crditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela Cma-ra Legislativa, por maioria absoluta; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 21 IV a vinculao de receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, ressalvada a destinao de recursos para manuteno e desenvolvimento do ensino, como determina o art. 212 da Constituio Federal, bem como a prestao de garantias s operaes de crdito por antecipao de receita, prevista no art. 165, 8 da Constituio Federal; V a abertura de crdito suplementar ou especial sem prvia autoriza-o legislativa e sem indicao dos recursos correspondentes; VI a transposio, remanejamento ou transferncia de recursos de uma categoria de programao para outra ou de um rgo para outro, sem prvia autorizao legislativa; VII a concesso ou utilizao de crditos ilimitados; VIII a utilizao, sem autorizao legislativa especfica, de recursos do oramento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir dficit de empresas, fundaes e fundos, inclusive os mencionados no art. 149, 4, desta Lei Orgnica, em conformidade com o art. 165, 5, da Constituio Federal; IX a instituio de fundos de qualquer natureza, sem prvia autoriza-o legislativa; X a concesso de subvenes ou auxlios do Poder Pblico a entida-des de previdncia privada. 1 Nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio fi-nanceiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual ou sem lei que autorize sua incluso, sob pena de crime de responsabilidade. 2 Os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizao for promulgado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subsequente. 3 A abertura de crdito extraordinrio somente ser admitida para atender a despesas imprevisveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pblica, e ser objeto de apreciao pela Cmara Legislativa no prazo de trinta dias. 4 A autorizao legislativa de que trata o inciso IX dar-se- por pro-posta do Poder Executivo, que conter, entre outros requisitos estabeleci-dos em lei, os seguintes: I finalidade bsica do fundo; II fontes de financiamento; III instituio obrigatria de conselho de administrao, composto ne-cessariamente de representantes do segmento respectivo da sociedade e de reas tcnicas pertinentes ao seu objetivo; IV unidade ou rgo responsvel por sua gesto. Art. 152. Qualquer proposio que implique alterao, direta ou indire-ta, em dotaes de pessoal e encargos sociais dever ser acompanhada de demonstrativos da ltima posio oramentria e financeira, bem como de suas projees para o exerccio em curso. Pargrafo nico. As proposies de crditos adicionais que envolvam anulao de dotaes de pessoal e encargos sociais somente podero ser apresentadas Cmara Legislativa no ltimo trimestre do exerccio finan-ceiro relativo lei oramentria. Art. 153. O Poder Executivo publicar, at o trigsimo dia aps o en-cerramento de cada bimestre, relatrio resumido da execuo orament-ria, do qual constaro: I as receitas, despesas e a evoluo da dvida pblica da administra-o direta e indireta em seus valores mensais; II os valores realizados desde o incio do exerccio at o ltimo bi-mestre objeto da anlise financeira; III relatrio de desempenho fsico-financeiro. Art. 154. A lei de diretrizes oramentrias estabelecer procedimentos de ligao entre o planejamento de mdio e longo prazos e cada oramento anual, de modo a ensejar continuidade de aes e programas que, inicia-dos em um governo, tenham prosseguimento no subsequente. Art. 155. Ao Poder Legislativo assegurado amplo e irrestrito acesso, de forma direta e rpida, a qualquer informao, detalhada ou agregada, sobre a administrao pblica do Distrito Federal. Art. 156. Os ocupantes de cargos pblicos do Governo do Distrito Fe-deral sero pessoalmente responsveis por suas aes e omisses, no que tange administrao pblica. Art. 157. A despesa com pessoal ativo e inativo ficar sujeita aos limi-tes estabelecidos na lei complementar a que se refere o art. 169 da Consti-tuio Federal. Pargrafo nico. A concesso de qualquer vantagem ou aumento de remunerao, a criao de cargos ou alterao da estrutura de carreiras, bem como a admisso de pessoal, a qualquer ttulo, por rgos e entidades da administrao direta ou indireta, inclusive fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico, s podero ser feitas: I se houver prvia dotao oramentria, suficiente para atender s projees de despesa de pessoal e aos acrscimos dela decorrentes; II se houver autorizao especfica na lei de diretrizes oramentrias, ressalvadas as empresas pblicas e as sociedades de economia mista. 5 Ordem econmica do Distrito Federal. CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS Seo I Dos Princpios Gerais Art. 158. A ordem econmica do Distrito Federal, fundada no primado da valorizao do trabalho e das atividades produtivas, em cumprimento ao que estabelece a Constituio Federal, tem por fim assegurar a todos existncia digna, promover o desenvolvimento econmico com justia social e a melhoria da qualidade de vida, observados os seguintes princ-pios: I autonomia econmico-financeira; II propriedade privada; III funo social da propriedade; IV livre concorrncia; V defesa do consumidor; VI proteo ao meio ambiente; VII reduo das desigualdades econmico-sociais; VIII busca do pleno emprego; IX integrao com a regio do entorno do Distrito Federal. Pargrafo nico. assegurado a todos o livre exerccio de qualquer atividade econmica, independentemente de autorizao de rgos pbli-cos, salvo nos casos previstos em lei. Seo II Da Disciplina da Atividade Econmica Art. 159. O Poder Pblico s participar diretamente na explorao da atividade econmica nos casos previstos na Constituio Federal e, na forma da lei, como agente indutor do desenvolvimento socioeconmico do Distrito Federal, em investimentos de carter estratgico ou para atender relevante interesse coletivo. 1 A empresa pblica, a sociedade de economia mista e outras enti-dades que explorem atividade econmica sujeitam-se ao regime jurdico prprio das empresas privadas, inclusive quanto s obrigaes trabalhistas e tributrias. 2 As empresas pblicas e as sociedades de economia mista no podero gozar de privilgios fiscais que no sejam extensivos s do setor privado. 3 Na aquisio de bens e servios, os rgos da administrao dire-ta e indireta, sem prejuzo dos princpios da publicidade, transparncia das contas pblicas, legitimidade e economicidade, daro tratamento preferen-cial, nos termos da lei, a atividades econmicas exercidas em seu territrio e, em especial, a empresas brasileiras de capital nacional. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 68, de 2013.) Art. 160. O regime de gesto das empresas pblicas, sociedades de economia mista e fundaes institudas pelo Poder Pblico do Distrito Federal implica: I composio de pelo menos um tero da diretoria executiva por re-presentantes de seus servidores, escolhidos pelo Governador entre os APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 22 indicados em lista trplice para cada cargo, mediante eleio pelos servido-res, atendidas as exigncias legais para o preenchimento dos referidos cargos; II assinatura de contratos de gesto que estabeleam metas de de-sempenho e responsabilidade, bem como assegurem a autonomia neces-sria ao alcance dos resultados estabelecidos. Pargrafo nico. Excetuam-se do percentual indicado no inciso I as ins-tituies financeiras controladas pelo Governo do Distrito Federal, facultada a participao de um servidor no Conselho de Administrao. (Pargrafo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 27, de 1999.) Seo III Da Regulao da Atividade Econmica Art. 161. O Poder Pblico, como agente normativo e regulador da ativi-dade econmica, exercer as funes de planejamento, incentivo e fiscali-zao, na forma da lei. Art. 162. A lei estabelecer diretrizes e bases do processo de planeja-mento governamental do Distrito Federal, o qual incorporar e compatibili-zar: I o Plano Diretor de Ordenamento Territorial e os Planos de Desen-volvimento Local; (Inciso com a redao da Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) II as aes de integrao com a regio do entorno do Distrito Fede-ral; III (Inciso revogado pela Emenda Lei Orgnica n 58, 2010.) IV o plano plurianual; V (Inciso revogado pela Emenda Lei Orgnica n 58, 2010.) VI as diretrizes oramentrias; VII o oramento anual. Art. 163. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial o instrumento bsico da poltica de expanso e desenvolvimento urbanos, de longo prazo e natureza permanente. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 49, de 2007.) Art. 164. As aes de integrao com a regio do entorno do Distrito Federal so constitudas pelo conjunto de polticas para o desenvolvimento das reas do entorno, com vistas a integrao e harmonia com o Distrito Federal, em regime de co-responsabilidade com as unidades da Federao s quais pertencem, preservada a autonomia administrativa e financeira das unidades envolvidas. Art. 165. As diretrizes, os objetivos e as polticas pblicas que orientam a ao governamental para a promoo do desenvolvimento socioecon-mico do Distrito Federal devem observar o seguinte: (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 58, de 2010.) I as demandas da sociedade civil e os planos e polticas econmicas e sociais de instituies no governamentais que condicionem o planeja-mento governamental; II as diretrizes estabelecidas no plano diretor de ordenamento territo-rial e nos planos de desenvolvimento locais, bem como aes de integra-o com a regio do entorno do Distrito Federal; III os planos e as polticas do Governo Federal; IV os planos regionais que afetem o Distrito Federal; V a singular condio de Braslia como Capital Federal; VI a compatibilizao do ordenamento de ocupao e uso do solo com a concepo urbanstica do Plano Piloto e das cidades-satlites e com a conteno da especulao, da concentrao fundiria e imobiliria e da expanso desordenada da rea urbana; VI a condio de Braslia como Patrimnio Cultural da Humanidade; VIII a concepo do Distrito Federal que pressupe limitada extenso territorial como espao modelar; IX a superao da disparidade sociocultural e econmica existente entre as regies administrativas; X a concepo do Distrito Federal como polo cientfico, tecnolgico e cultural; XI a defesa do meio ambiente e dos recursos naturais, em harmonia com a implantao e a expanso das atividades econmicas, urbanas e rurais; XII a necessidade de elevar progressivamente os padres de quali-dade de vida de sua populao; XIII a condio do trabalhador como fator preponderante da produ-o de riquezas; XIV a participao da sociedade civil, por meio de mecanismos de-mocrticos, no processo de planejamento; XV a articulao e a integrao dos diferentes nveis de governo e das respectivas entidades administrativas; XVI a adoo de polticas que viabilizem gerao de empregos e aumento de renda. Art. 166. O plano plurianual a ser aprovado em lei para o perodo de quatro anos, includo o primeiro ano da administrao subsequente, o instrumento bsico que detalha diretrizes, objetivos e metas quantificadas fsica e financeiramente para as despesas de capital e outras delas decor-rentes, bem como para as relativas a programas de durao continuada. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 58, de 2010.) Art. 167. (Artigo revogado pela Emenda Lei Orgnica n 58, de 2010.) Art. 168. A lei de diretrizes oramentrias instrumento bsico que compreende as metas e prioridades da administrao pblica do Distrito Federal para o exerccio subsequente e dever: I dispor sobre as alteraes da legislao tributria; II estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento; III servir de base para a elaborao da lei oramentria anual; IV ser proposta pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo. Art. 169. O oramento anual instrumento bsico de detalhamento fi-nanceiro das receitas e das despesas para o exerccio subsequente ao de sua aprovao, na forma da lei. Art. 170. O processo de planejamento do desenvolvimento do Distrito Federal atender aos princpios da participao, da coordenao, da inte-grao e da continuidade das aes governamentais. Pargrafo nico. As definies consequentes do processo de planeja-mento governamental so determinativas para o setor pblico e indicativas para o setor privado. Art. 171. A lei dispor sobre a implementao e permanente atualiza-o de sistema de informaes capaz de apoiar as atividades de planeja-mento, execuo e avaliao das aes governamentais. Art. 172. Podero ser concedidos a empresas situadas no Distrito Fe-deral incentivos e benefcios, na forma da lei: I especiais e temporrios, para desenvolver atividades consideradas estratgicas e imprescindveis ao desenvolvimento econmico e social do Distrito Federal; II prioritrios para as empresas que em seus estatutos estabeleam a participao dos empregados em sua gesto e resultados; III para prestar assistncia tecnolgica e gerencial e estimular o de-senvolvimento e transferncia de tecnologia a atividades econmicas pblicas e privadas, propiciando: a) acesso s conquistas da cincia e tecnologia por quantos exeram atividades ligadas produo e ao consumo de bens; b) estmulo integrao das atividades de produo, servios, pesqui-sa e ensino; c) incentivo a novas empresas que invistam em seu territrio com alta tecnologia e alta produtividade. Art. 173. O agente econmico inscrito na dvida ativa junto ao fisco do Distrito Federal, ou em dbito com o sistema de seguridade social, confor-me estabelecido em lei, no poder contratar com o Poder Pblico nem dele receber benefcios ou incentivos fiscais ou creditcios. Art. 174. A lei e as polticas governamentais apoiaro e estimularo ati-vidades econmicas exercidas sob a forma de cooperativa e associao. Art. 175. O Poder Pblico do Distrito Federal dar tratamento favoreci-do a empresas sediadas em seu territrio e dispensar s microempresas e empresas de pequeno porte, definidas em lei, tratamento jurdico diferenci-ado, com vistas a incentiv-las por meio da simplificao, reduo ou eliminao de suas obrigaes administrativas, tributrias ou creditcias, na forma da lei. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 23 CAPTULO II DA INDSTRIA E DO TURISMO Seo I Da Poltica Industrial Art. 176. A poltica industrial, respeitados os preceitos do plano de de-senvolvimento econmico e social, ser planejada e executada pelo Poder Pblico conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tendo por objetivo, entre outros: I preservar o meio ambiente e os nveis de qualidade de vida da po-pulao do Distrito Federal, mediante definio de critrios e padres para implantao e operao de indstrias e mediante estmulo principalmente a instalao de indstrias com menor impacto ambiental; II promover e estimular empreendimentos industriais que se propo-nham a utilizar, racional e prioritariamente, recursos e matrias-primas disponveis no Distrito Federal ou reas adjacentes; III propiciar a implantao de indstrias, particularmente as de tecno-logia de ponta, compatveis com o meio ambiente e com os recursos dispo-nveis no Distrito Federal e reas adjacentes; IV promover a integrao econmica do Distrito Federal com a regio do entorno, mediante apoio e incentivo a projetos industriais que estimulem maior concentrao de atividades existentes e complementaridade na economia regional; V estimular a implantao de indstrias que permitam adequada ab-soro de mo de obra no Distrito Federal e gerao de novos empregos. Pargrafo nico. O Poder Pblico adotar mecanismos de participao da sociedade civil na definio, execuo e acompanhamento da poltica industrial. Seo II Da Implantao de Polos Industriais no Distrito Federal Art. 177. O Poder Pblico estimular: I a criao de polos industriais de alta tecnologia, privilegiados os projetos que promovam a desconcentrao espacial da atividade industrial e da renda, respeitadas as vocaes culturais e as vantagens comparativas de cada regio; II a criao de polos agroindustriais, respeitadas as diretrizes do pla-nejamento agrcola. Pargrafo nico. Todo projeto industrial com potencial poluidor, a crit-rio do rgo ambiental do Distrito Federal, ser objeto de licenciamento ambiental. Seo III Dos Incentivos e Estmulos Industrializao no Distrito Federal Art. 178. A lei poder, sem prejuzo do disposto no art. 131, conceder incentivos fiscais, creditcios e financeiros, para implantao de empresas industriais consideradas prioritrias pela poltica de industrializao no Distrito Federal. Art. 179. O Distrito Federal propiciar a criao de cooperativa e asso-ciao que objetivem: I integrao e coordenao entre produo e comercializao; II reduo dos custos de produo e comercializao; III integrao social. Art. 180. O Poder Pblico direcionar esforos para fortalecer especi-almente os segmentos do setor industrial de micro, pequeno e mdio porte, por meio de ao concentrada nas reas de capacitao empresarial, gerencial e tecnolgica e na de organizao da produo. Art. 181. O Poder Pblico estimular a formao do perfil industrial das empresas localizadas em cada regio. Seo IV Do Turismo Art. 182. O Poder Pblico promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento socioeconmico e de afirmao dos valores culturais e histricos nacionais e locais. Art. 183. Cabe ao Distrito Federal, observada a legislao federal, defi-nir a poltica de turismo, suas diretrizes e aes, devendo: I adotar, por meio de lei, planejamento integrado e permanente de desenvolvimento do turismo em seu territrio; II desenvolver efetiva infraestrutura turstica; III promover, no Brasil e no exterior, o turismo do Distrito Federal; IV incrementar a atrao e gerao de eventos tursticos; V regulamentar o uso, ocupao e fruio de bens naturais e cultu-rais de interesse turstico; VI proteger o patrimnio ecolgico, histrico e cultural; VII promover Braslia como Patrimnio Cultural da Humanidade; VIII conscientizar a populao da necessidade de preservao dos recursos naturais e do turismo como atividade econmica e fator de desen-volvimento social; IX incentivar a formao de pessoal especializado para o setor. CAPTULO III DO COMRCIO E DOS SERVIOS Art. 184. O Poder Pblico regular as atividades comerciais e de servi-os no Distrito Federal, na forma da lei. Art. 185. O Poder Executivo organizar o sistema de abastecimento do Distrito Federal, de forma coordenada com a Unio. Art. 186. Cabe ao Poder Pblico do Distrito Federal, na forma da lei, a prestao dos servios pblicos, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, e sempre por meio de licitao, observado o seguinte: I a delegao de prestao de servios a pessoa fsica ou jurdica de direito privado far-se- mediante comprovao tcnica e econmica de sua necessidade, e de lei autorizativa; II os servios concedidos ou permitidos ficam sujeitos a fiscalizao do poder pblico, sendo suspensos quando no atendam, satisfatoriamen-te, s finalidades ou s condies do contrato; III vedado ao Poder Pblico subsidiar os servios prestados por pessoas fsicas e jurdicas de direito privado; IV depende de autorizao legislativa a prestao de servios da ati-vidade permanente da administrao pblica por terceiros; V a obrigatoriedade do cumprimento dos encargos e normas traba-lhistas, bem como das de higiene e segurana de trabalho, deve figurar em clusulas de contratos a ser executados pelas prestadoras de servios pblicos. Art. 187. A poltica de comrcio e servios ter por objetivo promover o desenvolvimento e a integrao do Distrito Federal com a regio do entorno e estimular empreendimentos comerciais e de servios que permitam a gerao de novos empregos. CAPTULO IV DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO Art. 188. A atividade agrcola no Distrito Federal ser exercida, plane-jada e estimulada, com os seguintes objetivos: I cumprimento da funo social da propriedade; II compatibilizao das aes de poltica agrcola com as de reforma agrria definidas pela Unio; III aumento da produo de alimentos e da produtividade, para me-lhor atender ao mercado interno do Distrito Federal; IV gerao de emprego; V organizao do abastecimento alimentar, com prioridade para o acesso da populao de baixa renda aos produtos bsicos; VI apoio ao micro, pequeno e mdio produtores rurais e suas formas cooperativas e associativas de produo, armazenamento, comercializao e aquisio de insumos; VII orientao do desenvolvimento rural; VIII complementaridade das aes de planejamento e execuo dos servios pblicos de responsabilidade da Unio e do Distrito Federal; IX definio das bacias hidrogrficas como unidades bsicas de pla-nejamento do uso, conservao e recuperao dos recursos naturais; X integrao do planejamento agrcola com os demais setores da economia. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do Distrito Federal A Opo Certa Para a Sua Realizao 24 Art. 189. O Poder Pblico criar estmulos a agricultura, abastecimento alimentar e defesa dos consumidores, por meio de fomento e poltica de crdito favorecida a micro, pequenos e mdios produtores. Pargrafo nico. Dar-se- preferncia a aquisio de produtos locais, na formao de estoques reguladores. Art. 190. O Governo do Distrito Federal manter estoques reguladores e estratgicos de alimentos, na forma da lei. Art. 191. So atribuies do Poder Pblico, entre outras: I criar estmulos a micro, pequeno e mdio produtores rurais e suas organizaes cooperativas para melhorar as condies de armazenagem, processamento, embalagem, com reduo de perdas ao nvel comunitrio e de estabelecimento rural; II apoiar a organizao dos pequenos varejistas e feirantes, de modo a compatibilizar sua atuao com as comunidades, organizaes de produ-tores rurais e atacadistas; III estimular a criao de pequenas agroindstrias alimentares, espe-cialmente de forma cooperativa, aproveitando os excedentes de produo e outros recursos disponveis, com vistas ao suprimento das necessidades da populao do Distrito Federal; IV estimular a integrao do programa de merenda escolar com a produo local, com prioridade para micro, pequenos e mdios produtores rurais e suas cooperativas; V desenvolver programas alimentares especficos dirigidos aos gru-pos sociais mais vulnerveis como idosos, gestantes, portadores de defici-ncia, desempregados e menores carentes; VI instituir mecanismos que estimulem o trabalho de plantio individu-al, coletivo ou cooperativo de produtos bsicos, especialmente hortigranjei-ros; VII manter servios de inspeo e fiscalizao, articulados com o se-tor privado, com prioridade para os produtos alimentares; VIII promover a defesa e a proteo do consumidor e fiscalizar os produtos em sua fase de comercializao, auxiliando os consumidores organizados e orientando a populao quanto a preos, qualidade dos alimentos e aes especficas de educao alimentar; IX fiscalizar o uso de agrotxicos e incentivar o emprego de produtos alternativos de controle de pragas e doenas; X promover a formao e aperfeioamento dos recursos humanos em agricultura e abastecimento; XI manter servio de pesquisa e difuso de tecnologias agropecu-rias, voltadas para as peculiaridades do Distrito Federal. Art. 192. Os recursos da poltica agrcola regional, inclusive os do cr-dito rural, servios, subsdios, apoio e assistncia do Poder Pblico, sero destinados prioritariamente a micro, pequenos e mdios produtores rurais e suas organizaes associativas ou cooperativas, bem como para o abaste-cimento de produtos alimentares indispensveis ao consumo do Distrito Federal. CAPTULO V DA CINCIA E DA TECNOLOGIA Art. 193. O Distrito Federal, em colaborao com as instituies de en-sino e pesquisa e com a Unio, os Estados e a sociedade, reafirmando sua vocao de polo cientfico, tecnolgico e cultural, promover o desenvolvi-mento tcnico, cientfico e a capacitao tecnolgica, em especial por meio de: I prioridade s pesquisas cientficas e tecnolgicas voltadas para o desenvolvimento do sistema produtivo do Distrito Federal, em consonncia com a defesa do meio ambiente e dos direitos fundamentais do cidado; II formao e aperfeioamento de recursos humanos para o sistema de cincia e tecnologia do Distrito Federal; III produo, absoro e difuso do conhecimento cientfico e tecno-lgico; IV orientao para o uso do sistema de propriedade industrial e pro-cessos de transferncia tecnolgica. Art. 194. O plano de cincia e tecnologia do Distrito Federal estabele-cer prioridades e objetivos para o desenvolvimento cientfico e tecnolgico do Distrito Federal. 1 As aes e programas empreendidos em conformidade com o plano devero ser compatveis com as metas globais de desenvolvimento econmico e social do Distrito Federal. 2 A dotao oramentria para instituies de pesquisa do Distrito Federal ser determinada de acordo com as diretrizes e prioridades estabe-lecidas no plano de cincia e tecnologia e constar da lei oramentria anual. 3 O Distrito Federal garantir o acesso s informaes geradas, co-letadas e armazenadas em todos os rgos pblicos ou em entidades e empresas em que tenha participao majoritria, na forma da lei. 4 A implantao e expanso de sistemas tecnolgicos de impacto social, econmico ou ambiental devem ter prvia anuncia do Conselho de Cincia e Tecnologia, na forma da lei. Art. 195. O Poder Pblico instituir e manter Fundao de Apoio Pesquisa FAPDF, atribuindo-lhe dotao mnima de dois por cento da receita corrente lquida do Distrito Federal, que lhe ser transferida men-salmente, em duodcimos, como renda de sua privativa administrao, para aplicao no desenvolvimento cientfico e tecnolgico. (Artigo com a redao da Emenda Lei Orgnica n 69, de 2013.) Art. 196. O Poder Pblico apoiar e estimular instituies e empresas que propiciem investimentos em pesquisa e tecnologia, bem como estimu-lar a integrao das atividades de produo, servios, pesquisa e ensino, na forma da lei. Pargrafo nico. A lei definir benefcios a empresas que propiciem pesquisas tecnolgicas e desenvolvimento experimental no mbito da medicina preventiva e teraputica e produzam equipamentos especializa-dos destinados ao portador de deficincia. Art. 197. O Distrito Federal criar, junto a cada polo industrial ou em setores da economia, ncleos de apoio tecnolgico e gerencial, que estimu-laro: I a modernizao das empresas; II a melhoria da qualidade dos produtos; III o aumento da produtividade; IV o aumento do poder competitivo; V a capacitao, difuso e transferncia de tecnologia. Art. 198. O Distrito Federal celebrar convnios com as universidades pblicas sediadas no Distrito Federal para realizao de estudos, pesqui-sas, projetos e desenvolvimento de sistemas e prottipos. Art. 199. O Poder Pblico orientar gratuitamente o encaminhamento de registro de patente de ideias e invenes. ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 1 1 Natureza, competncia e jurisdio. LEI COMPLEMENTAR N 1, DE 9 DE MAIO DE 1994 Dispe sobre a Lei Orgnica do Tribunal de Contas do Distrito Federal e d outras providncias. TTULO I NATUREZA, COMPETNCIA E JURISDIO CAPTULO I NATUREZA E COMPETNCIA Art. 1 Ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, rgo de controle externo, nos termos da Constituio Federal, da Lei Orgnica do Distrito Federal e na forma estabelecida nesta Lei Complementar, compete: I apreciar as contas anuais do Governador, fazer sobre elas relatrio analtico e emitir parecer prvio, nos termos do art. 37 desta Lei Comple-mentar; II julgar as contas: a) dos administradores e demais responsveis por dinheiros, bens e valores da administrao direta e indireta ou que estejam sob sua res-ponsabilidade, includos os das fundaes e sociedades institudas ou mantidas pelo Poder Pblico do Distrito Federal, bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuzo ao Errio; b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas, extin-tas, liquidadas ou sob interveno ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisria ou definitivamente, o patrimnio do Distrito Federal ou de outra entidade da administrao indireta; c) daqueles que assumam obrigaes de natureza pecuniria em nome do Distrito Federal ou de entidade da administrao indireta; d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurdica de direito privado que recebam contribuies, subvenes, auxlios e assemelhados, at o limite do patrimnio transferido; III apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de ad-misso de pessoal, a qualquer ttulo, na administrao direta e indireta, includas as fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, excetu-adas as nomeaes para cargo de provimento em comisso, bem como a das concesses de aposentadorias, reformas e penses, ressalvadas as melhorias posteriores que no alterem o fundamento legal do ato conces-srio; IV avaliar a execuo das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes oramentrias e no oramento anual; V realizar, por iniciativa prpria, da Cmara Legislativa ou de al-guma de suas comisses tcnicas ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo, inclusi-ve fundaes e sociedades institudas e mantidas pelo Poder Pblico e administrao indireta: a) da estimativa, lanamento, arrecadao, recolhimento, parce-lamento e renncia de receitas; b) dos incentivos, transaes, remisses e anistias fiscais, isen-es, subsdios, benefcios e assemelhados, de natureza financeira, tributria, creditcia e outras concedidas pelo Distrito Federal; c) das despesas de investimento e custeio, inclusive conta de fundo especial, de natureza contbil ou financeira; d) das concesses, cesses, doaes, permisses e contratos de qualquer natureza, a ttulo oneroso ou gratuito, e das subvenes sociais ou econmicas, dos auxlios, contribuies e doaes; e) de outros atos e procedimentos de que resultem variaes pa-trimoniais; VI fiscalizar as aplicaes do Poder Pblico em empresas de cu-jo capital social o Distrito Federal participe de forma direta ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo; VII fiscalizar a aplicao de quaisquer recursos repassados ao Distrito Federal ou pelo Distrito Federal, mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; VIII prestar as informaes solicitadas pela Cmara Legislativa ou por qualquer de suas comisses tcnicas ou de inqurito sobre a fiscaliza-o contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspees realizadas; IX aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas nesta Lei Complemen-tar; X assinar prazo para que o rgo ou entidade adote as provi-dncias necessrias ao exato cumprimento da lei, verificada a ilegalidade; XI sustar, se no atendido, a execuo do ato impugnado, co-municando a deciso Cmara Legislativa, observando o disposto no art. 45, 2, desta Lei Complementar; XII representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados, indicando o ato inquinado; XIII comunicar Cmara Legislativa qualquer irregularidade veri-ficada na gesto ou nas contas pblicas, enviando-lhe cpias dos respec-tivos documentos; XIV apreciar e apurar denncias sobre irregularidades e ilegalida-des dos atos sujeitos a seu controle; XV decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente, a respeito de dvida suscitada na aplicao de dispositivos legais e regulamentares concernentes a matria de sua competncia, na forma estabelecida no Regimento Interno. 1 No julgamento de contas e na fiscalizao que lhe compete, o Tribunal decidir sobre a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gesto e das despesas deles decorrentes, bem como sobre a aplicao de subvenes e a renncia de receitas. 2 A resposta consulta a que se refere o inciso XV deste artigo tem carter normativo e constitui prejulgamento da tese, mas no do fato ou caso concreto. 3 O Tribunal de Contas agir de ofcio ou mediante iniciativa da Cmara Legislativa, do Ministrio Pblico ou das autoridades financeiras e oramentrias do Distrito Federal ou dos demais rgos auxiliares, sempre que houver indcio de irregularidade em qualquer despesa, inclusive naquela decorrente de contrato. Art. 2 Para o desempenho de sua competncia, o Tribunal receber, em cada exerccio, o rol de responsveis e suas alteraes, e outros documentos ou informaes que considerar necessrios, na forma estabe-lecida no Regimento Interno. Pargrafo nico. O Tribunal poder determinar ao Secretrio de Esta-do supervisor da rea, ou autoridade de nvel hierrquico equivalente, que oferea outros elementos indispensveis ao exerccio de sua compe-tncia. Art. 3 Ao Tribunal de Contas, no mbito de sua competncia e juris-dio, assiste o poder de normatizar, podendo, em conseqncia, expedir atos e instrues sobre matria de suas atribuies e sobre a organizao dos processos que lhe devam ser submetidos, obrigando ao seu cumpri-mento, sob pena de responsabilidade. Art. 4 da competncia exclusiva do Tribunal de Contas do Distrito Federal: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 2 I eleger seu Presidente e o Vice-Presidente e dar-lhes posse; II elaborar, aprovar e alterar seu Regimento Interno; III elaborar sua proposta oramentria, observados os princpios estabelecidos na Lei de Diretrizes Oramentrias; IV organizar seus servios auxiliares e prover os respectivos cargos, ocupados aqueles em comisso preferencialmente por servidores de carreira do prprio Tribunal, nos casos e condies que devero ser previstos em lei; V propor Cmara Legislativa a criao, transformao e extin-o de cargos e a fixao dos respectivos vencimentos; VI conceder licena, frias e outros afastamentos a Conselheiros e Auditores, dependendo de inspeo por junta mdica a licena para tratamento de sade por prazo superior a seis meses; VII elaborar e propor Cmara Legislativa outros projetos de lei de seu interesse. 1 O Tribunal de Contas ser representado por seu Presidente e, em juzo, pelo Procurador-Geral do Distrito Federal, ressalvada a eventual necessidade de contratar servios tcnicos profissionais e especializados para tais fins. 2 A indicao de nome para preenchimento de cargo comissionado depender de prvia aprovao em sesso administrativa, excetuado o referente aos Gabinetes da Presidncia, Conselheiros e Auditores. 3 Mediante representao fundamentada de Conselheiro efetivo, poder ocorrer substituio de ocupantes dos cargos de que trata o par-grafo anterior. CAPTULO II JURISDIO Art. 5 O Tribunal de Contas do Distrito Federal tem sede na cidade de Braslia, quadro prprio de pessoal e jurisdio em todo o territrio do Distrito Federal, exercendo, no que couber, as atribuies previstas no art. 96 da Constituio Federal. Art. 6 A jurisdio do Tribunal abrange: I qualquer pessoa fsica, rgo ou entidade a que se refere o inciso II do art. 1 desta Lei Complementar, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores pblicos ou pelos quais o Distrito Federal responda ou que, em nome deste, assuma obrigaes de natureza pecuniria; II aqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregula-ridade de que resulte dano ao Errio; III os dirigentes ou liquidantes das empresas encampadas ou sob interveno ou que de qualquer modo venham a integrar, provisria ou permanentemente, o patrimnio do Distrito Federal ou de outra entida-de pblica; IV os responsveis por entidades dotadas de personalidade jur-dica de direito privado que recebam contribuies e prestem servio de interesse pblico ou social; V todos aqueles que lhe devam prestar contas ou cujos atos es-tejam sujeitos sua fiscalizao, por expressa disposio de lei; VI os responsveis pela aplicao de quaisquer recursos repas-sados pelo Distrito Federal, mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres, at o valor do repasse; VII os sucessores dos administradores e responsveis a que se refere este artigo, at o limite do valor do patrimnio transferido, nos termos do inciso XLV do art. 5 da Constituio Federal; VIII os representantes do Distrito Federal ou do Poder Pblico na Assemblia Geral das empresas estatais e sociedades annimas de cujo capital o Distrito Federal ou o Poder Pblico participem, solidariamente, com os membros dos Conselhos Fiscal e de Administrao, pela prtica de atos de gesto ruinosa ou liberalidade custa das respectivas socie-dades. TTULO II JULGAMENTO E FISCALIZAO CAPTULO I JULGAMENTO DE CONTAS Seo I Tomada e Prestao de Contas Art. 7 Esto sujeitas tomada de contas e, ressalvado o disposto no inciso XXXV do art. 5 da Constituio Federal, s por deciso do Tribunal de Contas podem ser liberadas dessa responsabilidade as pessoas indi-cadas nos incisos I a V do art. 6 desta Lei Complementar. Art. 8 As contas dos administradores e responsveis a que se refere o artigo anterior sero anualmente submetidas a julgamento do Tribunal, sob a forma de tomada ou prestao de contas, organizadas de acordo com normas estabelecidas em instruo normativa. Pargrafo nico. Nas tomadas ou prestaes de contas, a que alude este artigo, devem ser includos todos os recursos oramentrios e extra-oramentrios, geridos ou no pela unidade ou entidade. Art. 9 Diante da omisso no dever de prestar contas, da no compro-vao da aplicao dos recursos repassados pelo Distrito Federal, na forma prevista no inciso VI do art. 6 desta Lei Complementar, da ocorrn-cia de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores pblicos, ou, ainda, da prtica de qualquer ato ilegal, ilegtimo ou antieconmico de que resulte dano ao Errio, a autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidria, dever imediatamente adotar providncias, com vista instaurao de tomada de contas especial, para apurao dos fatos, identificao dos responsveis e quantificao do dano. 1 No atendido o disposto neste artigo, o Tribunal determinar a instaurao da tomada de contas especial, fixando prazo para cumprimen-to dessa deciso. 2 A tomada de contas especial, prevista neste artigo e seu 1, se-r, desde logo, encaminhada ao Tribunal de Contas para julgamento, se o dano causado ao Errio for de valor igual ou superior quantia para esse efeito fixada pelo Tribunal, em cada ano civil, na forma estabelecida no seu Regimento Interno. 3 Se o dano for de valor inferior quantia referida no pargrafo an-terior, a tomada de contas especial ser anexada ao processo da respec-tiva tomada ou prestao de contas anual do administrador ou ordenador de despesa, para julgamento em conjunto. Art. 10. Integraro a tomada ou prestao de contas, inclusive a to-mada de contas especial, dentre outros elementos estabelecidos no Re-gimento Interno, os seguintes: I relatrio de gesto; II relatrio do tomador de contas, quando couber; III relatrio e certificado de auditoria, com o parecer do dirigente do rgo de controle interno, que consignar qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada, indicando as medidas adotadas para corrigir as faltas encontradas, manifestando-se sobre a eficcia e eficincia da ges-to oramentria, financeira, contbil e patrimonial; IV pronunciamento do Secretrio de Estado supervisor da rea ou da autoridade de nvel hierrquico equivalente, na forma do art. 51 desta Lei Complementar; V o endereo do responsvel, para efeito de comunicaes que se tornarem necessrias. Seo II Decises em Processo de Tomada ou Prestao de Contas Art. 11. A deciso em processo de tomada ou prestao de contas pode ser preliminar, definitiva ou terminativa. 1 Preliminar a deciso pela qual o Conselheiro Relator ou o Tri-bunal, antes de pronunciar-se quanto ao mrito das contas, resolve so-brestar o julgamento, ordenar a citao ou a audincia dos responsveis ou, ainda, determinar outras diligncias necessrias ao saneamento do processo. 2 Definitiva a deciso pela qual o Tribunal julga as contas regula-res, regulares com ressalva ou irregulares. 3 Terminativa a deciso pela qual o Tribunal ordena o trancamen-to das contas que forem consideradas iliquidveis, nos termos dos arts. 21 e 22 desta Lei Complementar. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 3 Art. 12. O Conselheiro Relator presidir a instruo do processo, de-terminando, mediante despacho singular, de ofcio ou por provocao do rgo de instruo, o sobrestamento do julgamento, a citao ou a audi-ncia dos responsveis, ou outras providncias necessrias ao sanea-mento dos autos, fixando prazo, na forma estabelecida no Regimento Interno, para o atendimento das diligncias, aps o que submeter o feito ao Plenrio ou Cmara respectiva, para deciso de mrito. Art. 13. Verificada irregularidade nas contas, o Relator ou o Tribunal: I definir a responsabilidade individual ou solidria pelo ato de gesto inquinado; II se houver dbito, ordenar a citao do responsvel para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar defesa ou recolher a quantia devida; III se no houver dbito, determinar a audincia do responsvel para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar razes de justificativa; IV adotar outras medidas cabveis. 1 O responsvel cuja defesa for rejeitada pelo Tribunal ser cientifi-cado para, em novo e improrrogvel prazo estabelecido no Regimento Interno, recolher a importncia devida. 2 Reconhecida pelo Tribunal a boa-f, a liquidao tempestiva do dbito atualizado monetariamente sanar o processo, se no houver sido observada outra irregularidade nas contas. 3 O responsvel que no atender citao ou audincia ser considerado revel pelo Tribunal, para todos os efeitos, dando-se prosse-guimento ao processo. Art. 14. A deciso preliminar a que se refere o art. 12 desta Lei Com-plementar poder, a critrio do Relator, ser publicada no Dirio Oficial do Distrito Federal. Art. 15. O Tribunal julgar as tomadas ou prestaes de contas at o trmino do exerccio seguinte quele em que estas lhe tiverem sido apre-sentadas, observado o disposto no 1 do art. 11 desta Lei Complemen-tar. Art. 16. Ao julgar as contas, o Tribunal decidir se estas so regula-res, regulares com ressalva, ou irregulares. Art. 17. As contas sero julgadas: I regulares, quando expressarem, de forma clara e objetiva, a exatido dos demonstrativos contbeis, a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gesto do responsvel; II regulares com ressalva, quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que no resulte dano ao Errio; III irregulares, quando comprovada qualquer das seguintes ocor-rncias: a) omisso no dever de prestar contas; b) prtica de ato de gesto ilegal, ilegtimo, antieconmico, ou in-frao norma legal ou regulamentar de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional ou patrimonial; c) dano ao Errio decorrente de ato de gesto ilegtimo ou antie-conmico; d) desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores pblicos. 1 O Tribunal poder julgar irregulares as contas no caso de reinci-dncia no descumprimento de determinao de que o responsvel tenha tido cincia, feita em processos de tomada ou prestao de contas. 2 Nas hipteses do inciso III, alneas "c" e "d" deste artigo, o Tribu-nal, ao julgar irregulares as contas, fixar a responsabilidade solidria: a) do agente pblico que praticou o ato irregular; b) do terceiro que, como contratante ou parte interessada na prti-ca do mesmo ato, de qualquer modo haja concorrido para o cometimento do dano apurado. 3 Verificada a ocorrncia prevista no pargrafo anterior deste artigo, o Tribunal providenciar a imediata remessa de cpia da documentao pertinente ao rgo competente, para ajuizamento das aes civis e penais cabveis. Subseo I Contas Regulares Art. 18. Quando julgar as contas regulares, o Tribunal dar quitao plena ao responsvel. Subseo II Contas Regulares com Ressalva Art. 19. Quando julgar as contas regulares com ressalva, o Tribunal dar quitao ao responsvel e lhe determinar, ou a quem lhe haja sucedido, a adoo de medidas necessrias correo das improprieda-des ou faltas identificadas, de modo a prevenir a ocorrncia de outras semelhantes. Subseo III Contas Irregulares Art. 20. Quando julgar as contas irregulares, havendo dbito, o Tribu-nal condenar o responsvel ao pagamento da dvida atualizada moneta-riamente, acrescida dos juros de mora devidos, podendo, ainda, aplicar-lhe a multa prevista no art. 56 desta Lei Complementar, sendo o instru-mento da deciso considerado ttulo executivo para fundamentar a respec-tiva ao de execuo, conforme previsto no artigo 71, 3, da Constitui-o Federal. Pargrafo nico. No havendo dbito, mas comprovada qualquer das ocorrncias previstas nas alneas a, b e c do inciso III, do art. 17, o Tribunal aplicar ao responsvel a multa prevista no inciso I do art. 57 desta Lei Complementar. Subseo IV Contas Iliquidveis Art. 21. As contas sero consideradas iliquidveis quando caso fortui-to ou de fora maior, comprovadamente alheio vontade do responsvel, tornar materialmente impossvel o julgamento de mrito a que se refere o art. 17 desta Lei Complementar. Art. 22. O Tribunal ordenar o trancamento das contas que forem consideradas iliquidveis e o conseqente arquivamento do processo. 1 Dentro do prazo de cinco anos contados da publicao da deci-so terminativa no Dirio Oficial, o Tribunal poder, vista de novos elementos que considere suficientes, autorizar o desarquivamento do processo e determinar que se ultime a respectiva tomada de prestao de contas. 2 Transcorrido o prazo referido no pargrafo anterior sem que tenha havido nova deciso, as contas sero consideradas encerradas, com baixa na responsabilidade do administrador. Seo III Execuo das Decises Art. 23. A citao, a audincia, a comunicao de diligncia ou a noti-ficao far-se-: I mediante cincia do responsvel ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebi-mento; III por edital publicado no Dirio Oficial quando o seu destinat-rio no for localizado. Pargrafo nico. A comunicao de rejeio dos fundamentos da de-fesa ou das razes de justificativa ser transmitida ao responsvel ou interessado, na forma prevista neste artigo. Art. 24. A deciso definitiva ser formalizada nos termos estabeleci-dos no Regimento Interno, por acrdo, cuja publicao no Dirio Oficial constituir: I no caso de contas regulares, certificado de quitao plena do responsvel para com o Errio; II no caso de contas regulares com ressalva, certificado de qui-tao com determinao, nos termos do art. 19 desta Lei Complementar; III no caso de contas irregulares: a) obrigao de o responsvel, no prazo estabelecido no Regi-mento Interno, comprovar perante o Tribunal que recolheu aos cofres pblicos a quantia correspondente ao dbito que lhe tiver sido imputado APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 4 ou da multa cominada, na forma prevista no art. 20 e pargrafo nico desta Lei Complementar; b) ttulo executivo bastante para a cobrana judicial da dvida de-corrente do dbito ou da multa, se no recolhida no prazo pelo respons-vel; c) fundamento para que a autoridade competente proceda efeti-vao das sanes previstas nos arts. 60 e 61 desta Lei Complementar. Art. 25. A deciso do Tribunal, de que resulte imputao de dbito ou cominao de multa, torna a dvida lquida e certa e tem eficcia de ttulo executivo, nos termos da alnea "b" do inciso III do art. 24 desta Lei Com-plementar. Art. 26. O responsvel ser notificado para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, efetuar e comprovar o recolhimento da dvida a que se refere o art. 20 e seu pargrafo nico desta Lei Complementar. Pargrafo nico. A notificao ser feita na forma prevista no art. 23 desta Lei Complementar. Art. 27. Em qualquer fase do processo, o Tribunal poder autorizar o recolhimento parcelado da importncia devida, na forma estabelecida no Regimento Interno, incidindo sobre cada parcela os correspondentes acrscimos legais. Pargrafo nico. A falta de recolhimento de qualquer parcela importa-r no vencimento antecipado do saldo devedor. Art. 28. Comprovado o recolhimento integral, o Tribunal expedir qui-tao do dbito ou da multa. Art. 29. Expirado o prazo a que se refere o art. 26 desta Lei Comple-mentar, sem manifestao do responsvel, o Tribunal poder: I determinar o desconto integral ou parcelado da dvida nos vencimentos, salrios ou proventos do responsvel, observados os limites previstos na legislao pertinente; ou II autorizar a cobrana judicial da dvida, por intermdio do r-go prprio. Art. 30. A deciso terminativa, acompanhada de seus fundamentos, ser publicada no Dirio Oficial. Art. 31. Os prazos referidos nesta Lei Complementar contam-se da data: I do recebimento pelo respons-vel ou interessado: a) da citao ou da comunicao de audincia; b) da comunicao de rejeio dos fundamentos da defesa ou das razes de justificativa; c) da comunicao de diligncia; d) da notificao; II da publicao de edital no Dirio Oficial, quando, nos casos indicados no inciso anterior, o responsvel ou interessado no for locali-zado; III nos demais casos, salvo disposio legal expressa em contr-rio, da publicao da deciso ou do acrdo no Dirio Oficial. Seo IV Recursos Art. 32. Em todas as etapas do processo de julgamento de contas se-r assegurada ao responsvel ou interessado ampla defesa. Art. 33. De deciso proferida em processo de tomada ou prestao de contas cabem os seguintes recursos interpostos pelo responsvel ou seus sucessores e interessados, ou pelo Ministrio Pblico, conforme previsto no Regimento Interno: I reconsiderao; II embargos de declarao; III reviso. Pargrafo nico. No se conhecer de recurso interposto fora do pra-zo, salvo em razo da supervenincia de fatos novos na forma prevista no Regimento Interno. Art. 34. O recurso de reconsiderao, que ter efeito suspensivo, ser apreciado por quem houver proferido a deciso recorrida, e ser formula-do por escrito uma s vez, dentro do prazo de trinta dias, contados na forma prevista no art. 31 desta Lei Complementar. Art. 35. Cabem embargos de declarao para corrigir obscuridade, omisso ou contradio da deciso recorrida. 1 Os embargos de declarao devem ser opostos por escrito, den-tro do prazo de dez dias, contados na forma prevista no art. 31 desta Lei Complementar. 2 Os embargos de declarao suspendem os prazos para cumpri-mento da deciso embargada e para interposio dos recursos previstos nos incisos I e III do art. 33 desta Lei Complementar. Art. 36. De deciso definitiva caber recurso de reviso ao Plenrio, sem efeito suspensivo, interposto por escrito, uma s vez, dentro do prazo de cinco anos, contados na forma prevista no inciso III do art. 31 desta Lei Complementar, e fundar-se-: I em erro de clculo nas contas; II em falsidade ou insuficincia de documentos em que se tenha fundamentado a deciso recorrida; III na supervenincia de documentos novos com eficcia sobre a prova produzida. Pargrafo nico. A deciso que der provimento a recurso de reviso ensejar a correo de todo e qualquer erro ou engano apurado. CAPTULO II FISCALIZAO A CARGO DO TRIBUNAL Seo I Contas do Governo Art. 37. Ao Tribunal de Contas compete, na forma estabelecida no Regimento Interno, apreciar as contas prestadas anualmente pelo Gover-nador, mediante parecer prvio a ser elaborado em sessenta dias, a contar de seu recebimento da Cmara Legislativa. Pargrafo nico. As contas consistiro nos balanos gerais e no rela-trio do rgo central do sistema de controle interno do Poder Executivo, sobre a execuo dos oramentos de que trata o 5 do art. 165 da Constituio Federal. Seo II Fiscalizao exercida por iniciativa da Cmara Legislativa Art. 38. Compete, ainda, ao Tribunal: I realizar, por iniciativa da Cmara Legislativa ou de comisso tcnica ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, finan-ceira, oramentria, operacional e patrimonial nas unidades administrati-vas dos Poderes Legislativo e Executivo e nas entidades da administrao indireta, includas as fundaes e sociedades institudas ou mantidas pelo Poder Pblico distrital; II prestar as informaes solicitadas pela Cmara Legislativa, por qualquer de suas Comisses, sobre a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e sobre resultados de inspees e auditorias realizadas; III emitir, no prazo de trinta dias contados do recebimento da so-licitao, pronunciamento conclusivo sobre matria que seja submetida a sua apreciao pela Comisso competente, nos termos do art. 79 da Lei Orgnica do Distrito Federal; IV auditar, por solicitao da Comisso competente ou de co-misso tcnica da Cmara Legislativa, projetos e programas autorizados na lei oramentria anual, avaliando os seus resultados quanto eficcia, eficincia e economicidade. Pargrafo nico. O atendimento de matria de iniciativa isolada de parlamentar fica sujeito prvia aprovao da Mesa Diretora. Seo III Atos Sujeitos a Registro Art. 39. De conformidade com o preceituado no art. 5, inciso XXIV, da Constituio Federal, e art. 78, inciso III, da Lei Orgnica do Distrito Fede-ral, o Tribunal apreciar, para fins de registro ou reexame, os atos de: I admisso de pessoal, a qualquer ttulo, na administrao dire-ta e indireta, includas as fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico, excetuadas as nomeaes para cargo de provimento em comis-so; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 5 II concesso inicial de aposentadorias, reformas e penses, bem como de melhorias posteriores que tenham alterado o fundamento legal do respectivo ato concessrio inicial. Pargrafo nico. Os atos a que se refere este artigo sero apreciados pelo Tribunal, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 40. O Conselheiro Relator presidir a instruo do processo, de-terminando, mediante despacho singular, por sua ao prpria e direta, ou por provocao do rgo de instruo ou do Ministrio Pblico, a adoo das providncias consideradas necessrias ao saneamento dos autos, fixando prazo, na forma estabelecida no Regimento Interno, para o aten-dimento das diligncias, aps o que submeter o feito ao Plenrio ou Cmara respectiva para deciso de mrito. Seo IV Fiscalizao de Atos e Contratos Art. 41. Para assegurar a eficcia do controle e para instruir o julga-mento das contas, o Tribunal efetuar a fiscalizao dos atos de que resulte receita ou despesa, praticados pelos responsveis sujeitos sua jurisdio, competindo-lhe, para tanto, em especial: I acompanhar, pela publicao no Dirio Oficial, ou por outro meio estabelecido no Regimento Interno: a) a lei relativa ao plano plurianual, a lei de diretrizes orament-rias, a lei oramentria anual e de abertura de crditos adicionais, bem como a de seguridade social; b) os editais de licitao, os contratos, convnios, acordos, ajustes ou outros instrumentos congneres, bem como os atos referidos no art. 39 desta Lei Complementar; II realizar, por iniciativa prpria, na forma estabelecida no Re-gimento Interno, inspees e auditorias de mesma natureza que as previs-tas no inciso I do art. 38 desta Lei Complementar; III fiscalizar, na forma estabelecida no Regimento Interno, a apli-cao de quaisquer recursos recebidos pelos rgos e entidades do Complexo Administrativo do Distrito Federal, ou por eles repassados, mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; 1 As inspees e auditorias de que trata esta Seo sero regula-mentadas no Regimento Interno e realizadas por servidores da rea tcnica do Tribunal. 2 O Tribunal comunicar s autoridades competentes o resultado das inspees e auditorias que realizar, para as medidas saneadoras das impropriedades e faltas identificadas. Art. 42. Nenhum processo, documento ou informao poder ser so-negado ao Tribunal em suas inspees ou auditorias, sob qualquer pretex-to. 1 No caso de sonegao, o Tribunal assinar prazo para apresen-tao dos documentos, informaes e esclarecimentos julgados necess-rios, comunicando o fato ao Secretrio de Estado supervisor da rea ou autoridade de nvel hierrquico equivalente, para as medidas cabveis. 2 Vencido o prazo e no cumprida a exigncia, o Tribunal aplicar as sanes previstas no inciso IV do art. 57 desta Lei Complementar. Art. 43. Ao proceder fiscalizao de que trata este Captulo, o Con-selheiro Relator ou o Tribunal: I determinar as providncias estabelecidas no Regimento In-terno, quando no apurada transgresso a norma legal ou regulamentar de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, ou for constatada, to-somente, falta ou impropriedade de carter formal; II se verificar a ocorrncia de irregularidade quanto legitimida-de ou economicidade, determinar a audincia do responsvel para, no prazo estabelecido no Regimento Interno, apresentar razes de justificati-va. Pargrafo nico. No elidido o fundamento da impugnao, o Tribunal aplicar ao responsvel a multa prevista no inciso III do art. 57 desta Lei Complementar. Art. 44. No incio ou no curso de qualquer apurao, o Tribunal, de ofcio ou a requerimento do Ministrio Pblico, determinar, cautelarmen-te, o afastamento temporrio do responsvel, se existirem indcios sufici-entes de que, prosseguindo no exerccio de suas funes, possa retardar ou dificultar a realizao de auditoria ou inspeo, causar novos danos ao Errio ou inviabilizar o seu ressarcimento. 1 Estar solidariamente responsvel a autoridade superior compe-tente que, no prazo determinado pelo Tribunal, deixar de atender deter-minao prevista neste artigo. 2 Nas mesmas circunstncias deste artigo e do pargrafo anterior, poder o Tribunal, sem prejuzo das medidas previstas nos arts. 60 e 61 desta Lei Complementar, decretar, por prazo no superior a um ano, a indisponibilidade de bens do responsvel, tantos quantos considerados bastantes para garantir o ressarcimento dos danos em apurao. Art. 45. Verificada a ilegalidade de ato ou contrato, o Tribunal, na for-ma estabelecida no Regimento Interno, assinar prazo para que o respon-svel adote as providncias necessrias ao exato cumprimento da lei, fazendo indicao expressa dos dispositivos a serem observados. 1 No caso de ato administrativo, o Tribunal, se no atendido: I sustar a execuo do ato impugnado; II comunicar a deciso Cmara Legislativa; III aplicar ao responsvel a multa prevista no inciso II do art. 57 desta Lei Complementar. 2 No caso de contrato, o Tribunal, se no atendido, comunicar o fato Cmara Legislativa, a quem compete adotar o ato de sustao e solicitar, de imediato, ao Poder Executivo, as medidas cabveis. 3 Se a Cmara Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de no-venta dias, no efetivar as medidas previstas no pargrafo anterior, o Tribunal decidir a respeito da sustao do contrato. Art. 46. Ao exercer a fiscalizao, se configurada a ocorrncia de desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte dano ao Errio, o Tribunal ordenar, desde logo, a converso do processo em tomada de contas especial, salvo a hiptese prevista no art. 84 desta Lei Complementar. Pargrafo nico. O processo de tomada de contas especial a que se refere este artigo tramitar em separado das respectivas contas anuais. Seo V Pedido de Reexame Art. 47. De deciso proferida em processos concernentes s matrias de que tratam as Sees III e IV deste Captulo caber pedido de reexa-me, que ter efeito suspensivo. Pargrafo nico. O pedido de reexame reger-se- pelo disposto no pa-rgrafo nico do art. 33 e no art. 34 desta Lei Complementar. CAPTULO III CONTROLE INTERNO Art. 48. Os Poderes Legislativo e Executivo mantero, de forma inte-grada, sistema de controle interno, com a finalidade de: I avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianu-al, a execuo dos programas de governo e dos oramentos do Distrito Federal; II comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto efi-ccia e eficincia da gesto oramentria, financeira e patrimonial nos rgos e entidades da administrao do Distrito Federal, bem como da aplicao de recursos pblicos por entidades de direito privado; III exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a for-ma de calcular qualquer parcela integrante da remunerao, vencimento ou salrio de seus membros ou servidores; IV exercer o controle das operaes de crdito, avais e garanti-as, bem como dos direitos e haveres do Distrito Federal; V avaliar a relao de custo e benefcio das renncias de recei-tas e dos incentivos, remisses, parcelamentos de dvidas, anistias, isen-es, subsdios, benefcios e afins de natureza financeira, tributria, credi-tcia e outros; VI apoiar o controle externo no exerccio de sua misso instituci-onal. Art. 49. No apoio ao controle externo, os rgos integrantes do siste-ma de controle interno devero exercer, dentre outras, as seguintes ativi-dades: I realizar auditorias nas contas dos responsveis sob seu con-trole, emitindo relatrio, certificado de auditoria e parecer; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 6 II alertar formalmente a autoridade administrativa competente para que instaure tomada de contas especial, sempre que tiver conheci-mento de qualquer das ocorrncias referidas no art. 9 desta Lei Comple-mentar. Art. 50. Os responsveis pelo controle interno, ao tomarem conheci-mento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela daro cincia de imediato ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidria. 1 Na comunicao ao Tribunal, o dirigente do rgo competente in-dicar as providncias adotadas, para evitar ocorrncias semelhantes. 2 Verificada em inspeo ou auditoria, ou no julgamento de contas, irregularidade ou ilegalidade que no tenha sido comunicada tempestiva-mente ao Tribunal, e provada a omisso, o dirigente do rgo de controle interno, na qualidade de responsvel solidrio, ficar sujeito s sanes previstas para a espcie, nesta Lei Complementar. Art. 51. O Secretrio de Estado supervisor da rea ou a autoridade de nvel hierrquico equivalente emitir, sobre as contas e o parecer do controle interno, expresso e indelegvel pronunciamento, no qual atestar haver tomado conhecimento das concluses nele contidas. CAPTULO IV DENNCIA Art. 52. Qualquer cidado, partido poltico, associao ou sindicato parte legtima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas. Pargrafo nico. Reunidas as provas que indiquem a existncia de ir-regularidade ou ilegalidade, sero pblicos os demais atos do processo, assegurando-se aos acusados a oportunidade de ampla defesa. Art. 53. O denunciante poder requerer ao Tribunal cpia dos despa-chos e dos fatos apurados, a qual dever ser fornecida no prazo mximo de quinze dias teis, a contar do recebimento do pedido, desde que o respectivo processo de apurao tenha sido concludo ou arquivado, mediante ressarcimento das respectivas despesas. Pargrafo nico. Decorrido o prazo de noventa dias teis, a contar do recebimento da denncia, ser obrigatoriamente fornecida a cpia de que trata este artigo, ainda que no estejam concludas as investigaes. Art. 54. No resguardo dos direitos e garantias individuais, o Tribunal dar tratamento sigiloso s denncias formuladas, at deciso definitiva sobre a matria. 1 Ao decidir, caber ao Tribunal manter ou no o sigilo quanto ao objeto e autoria da denncia. 2 O denunciante no se sujeitar a qualquer sano administrativa, cvel ou penal, em decorrncia da denncia, salvo em caso de comprova-da m-f. CAPTULO V SANES Seo I Disposio Geral Art. 55. O Tribunal de Contas poder aplicar aos administradores ou responsveis, na forma prevista nesta Lei Complementar e no seu Regi-mento Interno, as sanes previstas neste Captulo. Seo II Multas Art. 56. Quando o responsvel for julgado em dbito, poder ainda o Tribunal aplicar-lhe multa de at cem por cento do valor atualizado do dano causado ao Errio. Art. 57. O Tribunal poder aplicar multa de at 100 UPDFs ou o equi-valente em outro indexador que venha a ser adotado pelo Distrito Federal, para fins fiscais, aos responsveis por: I contas julgadas irregulares de que no resulte dbito, nos termos do pargrafo nico, do art. 20 desta Lei Complementar; II ato praticado com grave infrao norma legal ou regulamen-tar de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimoni-al; III ato de gesto ilegtimo ou antieconmico de que resulte injus-tificado dano ao Errio; IV no atendimento, no prazo fixado, sem causa justificada, de diligncia do Conselheiro Relator ou de deciso do Tribunal; V obstruo ao livre exerccio das inspees e auditorias deter-minadas; VI sonegao de processo, documento ou informao, em ins-pees ou auditorias realizadas pelo Tribunal; VII reincidncia no descumprimento de determinao do Tribunal. 1 Ficar sujeito multa prevista neste artigo aquele que deixar de dar cumprimento deciso do Tribunal, salvo motivo justificado. 2 O Regimento Interno dispor sobre a gradao da multa prevista neste artigo, em funo da gravidade da infrao. Art. 58. Nos casos de irregularidade ou ilegalidade constatados, sem imputao de dbito em que o Tribunal de Contas decidir pela dispensa de aplicao de multa, devero os respectivos votos ser publicados junta-mente com a ata da sesso em que se der o julgamento. Art. 59. O dbito decorrente de multa aplicada pelo Tribunal, quando pago aps o seu vencimento, ser atualizado monetariamente na data do efetivo pagamento. Art. 60. Sem prejuzo das sanes previstas na Seo anterior e das penalidades administrativas, aplicveis pelas autoridades competentes, por irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas, sempre que este, por maioria absoluta de seus membros, considerar grave a infrao come-tida, o responsvel ficar inabilitado, por um perodo que variar de cinco a oito anos, para o exerccio de cargo em comisso ou funo de confian-a no mbito da Administrao Pblica do Distrito Federal. Art. 61. O Tribunal poder solicitar, por intermdio do Ministrio Pbli-co, Procuradoria-Geral do Distrito Federal ou aos dirigentes das entida-des que lhe sejam jurisdicionadas, as medidas necessrias ao arresto dos bens dos responsveis julgados em dbito, devendo ser ouvido quanto liberao dos bens arrestados e sua restituio. 2 Composio. 3 Plenrio e cmaras. TTULO III ORGANIZAO DO TRIBUNAL CAPTULO I SEDE E COMPOSIO Art. 62. O Tribunal de Contas compe-se de sete Conselheiros. Art. 63. Os Conselheiros, em suas ausncias e impedimentos por mo-tivo de licena, frias ou outro afastamento legal, por prazo superior a trinta dias, podero ser substitudos, mediante convocao do Presidente do Tribunal, pelos Auditores, observada a ordem de antigidade no cargo, ou a maior idade, no caso de idntica antigidade. 1 Os Auditores sero tambm convocados para substituir Conse-lheiros, quando for necessrio para efeito de completar quorum, sempre que os titulares comunicarem, ao Presidente do Tribunal ou da Cmara respectiva, a impossibilidade de comparecimento sesso. 2 Em caso de vacncia de cargo de Conselheiro, o Presidente do Tribunal poder convocar Auditor para exercer as funes inerentes ao cargo vago, at novo provimento, observado o critrio estabelecido neste artigo. 3 O Auditor, quando em substituio a Conselheiro, ter as mes-mas garantias, prerrogativas e impedimentos do titular e, no exerccio das demais atribuies da judicatura, as de Juiz de Direito da Justia do Distri-to Federal e Territrios. Art. 64. O Tribunal de Contas dispor de Servios Auxiliares, para atender s atividades de apoio tcnico e administrativo, necessrias ao exerccio de sua competncia. CAPTULO II PLENRIO E CMARAS Art. 65. O Plenrio do Tribunal de Contas, dirigido por seu Presidente, ter a competncia e o funcionamento regulados nesta Lei Complementar e no seu Regimento Interno. Art. 66. O Tribunal de Contas poder dividir-se em Cmaras, median-te deliberao da maioria absoluta de seus membros titulares. Pargrafo nico. A competncia, o nmero, a composio, a presi-dncia e o funcionamento das Cmaras sero regulados no Regimento Interno. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 7 4 Presidente, vice-presidente, conselheiros, auditores e Ministrio Pblico. CAPTULO III PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE Art. 67. Os Conselheiros elegero o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal, para mandato de dois anos, com incio a 1 de janeiro dos anos mpares. (Caput com a redao da Lei Complementar n 339, de 2000.) 1 A eleio realizar-se- em escrutnio secreto, na ltima sesso ordinria do ms de dezembro dos anos pares ou, em caso de vaga eventual, na primeira sesso ordinria aps sua ocorrncia, exigida a presena de, pelo menos, cinco Conselheiros titulares, inclusive o que presidir o ato. (Pargrafo com a redao da Lei Complementar n 339, de 2000.) 2 O Vice-Presidente substituir o Presidente em suas ausncias ou impedimentos e exercer as funes de Corregedor, cujas atribuies sero estabelecidas no Regimento Interno. 3 Na ausncia ou impedimento do Vice-Presidente, o Presidente ser substitudo pelo Conselheiro mais antigo, em exerccio no cargo. 4 O eleito, para a vaga que ocorrer antes do trmino do mandato, exercer o cargo no perodo restante. 5 No se proceder a nova eleio se a vaga ocorrer dentro dos sessenta dias anteriores ao trmino do mandato. 6 A eleio do Presidente preceder do Vice-Presidente. 7 Considerar-se- eleito o Conselheiro que obtiver a maioria dos votos. No alcanada esta, proceder-se- a novo escrutnio entre os dois mais votados, decidindo-se afinal, entre esses, pela antigidade no cargo de Conselheiro do Tribunal, caso nenhum consiga a maioria dos votos. 8 Somente os Conselheiros titulares, ainda que em gozo de licena, frias ou ausentes com causa justificada, podero tomar parte nas elei-es, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 68. Compete ao Presidente, dentre outras atribuies estabeleci-das no Regimento Interno: I dirigir o Tribunal; II dar posse aos Conselheiros, Auditores e dirigentes das uni-dades dos Servios Auxiliares, na forma estabelecida no Regimento Interno; III expedir atos de nomeao, admisso, exonerao, demisso, remoo, dispensa, aposentadoria e outros relativos aos servidores do Tribunal, os quais sero publicados no Dirio Oficial e no Boletim do Tribunal; IV movimentar as dotaes e os crditos oramentrios prprios e praticar os atos de administrao financeira, oramentria e patrimonial, necessrios ao funcionamento do Tribunal; V promover assistncia mdica e hospitalar aos membros do Plenrio, autorizando as necessrias despesas. Pargrafo nico. Os atos referidos nos incisos III, IV e V podero ser delegados, inadmitida a subdelegao. CAPTULO IV CONSELHEIROS Art. 69. Os Conselheiros do Tribunal de Contas sero nomeados den-tre brasileiros que satisfaam os seguintes requisitos: I ter mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; II idoneidade moral e reputao ilibada; III notrios conhecimentos jurdicos, contbeis, econmicos e fi-nanceiros ou de administrao pblica; IV contar mais de dez anos de exerccio de funo ou de efetiva atividade profissional, que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. Art. 70. Os Conselheiros do Tribunal de Contas sero escolhidos: I dois pelo Governador do Distrito Federal, com aprovao da C-mara Legislativa, sendo um, alternadamente, entre Auditores e membros do Ministrio Pblico junto ao Tribunal de Contas, indicados em lista trplice pelo Tribunal, segundo os critrios de antigidade e merecimento; II cinco pela Cmara Legislativa. 1 Caber Cmara Legislativa indicar Conselheiros para a primei-ra, segunda, quarta, sexta e stima vagas e ao Poder Executivo para a terceira e quinta vagas. 2 Os Conselheiros do Tribunal de Contas faro declarao pblica de bens, no ato da posse e no trmino do exerccio do cargo. 3 Os Conselheiros do Tribunal de Contas, nos casos de crime co-mum e nos de responsabilidade, sero processados e julgados, originari-amente, pelo Superior Tribunal de Justia. 4 Os Conselheiros do Tribunal de Contas so regidos pela Lei Or-gnica da Magistratura, com aplicao subsidiria, a juzo do seu Plenrio, das normas legais compatveis, do Regime Jurdico nico, vigorantes para os servidores desse rgo. (Pargrafo declarado inconstitucional: ADI n 2004 00 2 006811-8 TJDFT, Dirio da Justia de 21/2/2008.) Art. 71. Os Conselheiros do Tribunal de Contas tero os mesmos di-reitos, garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justia do Distrito Federal e somen-te podero aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido, efetivamente, por mais de cinco anos. Pargrafo nico. Os Conselheiros do Tribunal gozaro das seguintes garantias e prerrogativas: I vitaliciedade, no podendo perder o cargo seno por senten-a judicial transitada em julgado; II inamovibilidade; III irredutibilidade de vencimentos, observado, quanto remune-rao, o disposto nos arts. 37, XI, 150, II, 153, III e 153, 2, I, da Consti-tuio Federal; IV aposentadoria, com proventos integrais, compulsoriamente aos setenta anos de idade ou por invalidez comprovada, e facultativa aps trinta anos de servio, contados na forma da lei, observada a ressalva prevista neste artigo. Art. 72. vedado ao Conselheiro do Tribunal de Contas: I exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou funo, salvo de magistrio; II exercer cargo tcnico ou de direo de sociedade civil, asso-ciao ou fundao, de qualquer natureza ou finalidade, salvo de associa-o de classe, sem remunerao; III exercer comisso remunerada ou no, inclusive em rgos de controle da administrao direta ou indireta, ou em concessionrias de servio pblico; IV exercer profisso liberal, emprego particular, comrcio, ou participar de sociedade comercial, exceto como acionista ou cotista sem poder de controle, direo ou administrao; V celebrar contrato com pessoa jurdica de direito pblico, em-presa pblica, sociedade de economia mista, fundao, sociedade institu-da ou mantida pelo Poder Pblico ou empresa concessionria de servio pblico, salvo quando o contrato obedecer a normas uniformes, para todo e qualquer contratante; VI receber, a qualquer ttulo ou pretexto, participao nos pro-cessos; VII dedicar-se atividade poltico-partidria. Art. 73. No podem ocupar, simultaneamente, cargos de Conselheiro, parentes consangneos ou afins, na linha reta ou na colateral, at o segundo grau. Pargrafo nico. A incompatibilidade decorrente da restrio imposta neste artigo resolve-se: I antes da posse, contra o ltimo nomeado ou contra o de me-nor idade, se nomeados na mesma data; II depois da posse, contra o que lhe deu causa; III se a ambos imputvel, contra o que tiver menos tempo de exerccio no Tribunal. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 8 CAPTULO V AUDITORES Art. 74. Os Auditores, em nmero de trs, sero nomeados pelo Go-vernador do Distrito Federal, dentre os cidados que satisfaam os requisi-tos exigidos para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas, mediante concurso pblico de provas e ttulos, observada a ordem de classificao. 1 O Auditor, quando no convocado para substituir Conselheiro, presidir a instruo dos processos que lhe forem distribudos, relatando-os com proposta de deciso a ser votada pelos integrantes do Plenrio ou da Cmara, para a qual estiver designado, e quando convocado, por mais de trinta dias, ter os mesmos vencimentos e vantagens do titular. 2 A comprovao do efetivo exerccio por mais de dez anos de car-go da carreira de Controle Externo do Quadro de Pessoal dos Servios Auxiliares do Tribunal constitui ttulo computvel para efeito do concurso a que se refere este artigo. Art. 75. O Auditor, aps dois anos de exerccio, s perder o cargo por sentena judicial transitada em julgado. Pargrafo nico. Aplicam-se ao Auditor as vedaes e restries pre-vistas nos arts. 72 e 73 desta Lei Complementar, bem como as exigncias do seu art. 69, itens I a IV. CAPTULO VI MINISTRIO PBLICO Art. 76. Funcionar junto ao Tribunal de Contas o Ministrio Pblico, regido pelos princpios institucionais de unidade, indivisibilidade e inde-pendncia funcional, com as atribuies de guarda da lei e fiscal de sua execuo. Pargrafo nico. O Tribunal poder prestar o apoio administrativo ne-cessrio ao desempenho das funes especficas do Ministrio Pblico. 5. Servios auxiliares do TCDF. CAPTULO VII SERVIOS AUXILIARES DO TRIBUNAL Art. 77. Aos Servios Auxiliares incumbe a prestao de apoio tcnico e a execuo dos servios administrativos do Tribunal de Contas. Pargrafo nico. A organizao, atribuies e normas de funciona-mento dos Servios Auxiliares so as estabelecidas no Regimento Interno. Art. 78. So obrigaes do servidor que exerce funes especficas de controle externo no Tribunal de Contas: I manter, no desempenho de suas tarefas, atitude de indepen-dncia, serenidade e imparcialidade; II representar chefia imediata contra os responsveis pelos rgos e entidades sob sua fiscalizao, em casos de falhas ou irregulari-dades; III propor a aplicao de multas, nos casos previstos no Regi-mento Interno; IV guardar sigilo sobre dados e informaes obtidos em decor-rncia do exerccio de suas funes e pertinentes aos assuntos sob sua fiscalizao, utilizandoos, exclusivamente, para a elaborao de pareceres e relatrios destinados chefia imediata. Art. 79. Ao servidor a que se refere o artigo anterior, quando creden-ciado pelo Presidente do Tribunal ou, por delegao deste, pelos dirigen-tes das unidades tcnicas dos Servios Auxiliares do Tribunal, para de-sempenhar funes de auditorias, inspees e diligncias expressamente determinadas pelo Tribunal ou por sua Presidncia, so asseguradas as seguintes prerrogativas: I livre ingresso em rgos e entidades sujeitos jurisdio do Tribunal de Contas; II acesso a todos os documentos e informaes necessrios realizao de seu trabalho; III competncia para requerer, nos termos do Regimento Interno, aos responsveis pelos rgos e entidades objeto de inspees, auditori-as e diligncias, as informaes e documentos necessrios para instruo de processos e relatrios de cujo exame esteja expressamente encarre-gado por sua chefia imediata. Pargrafo nico. O servidor do Tribunal, no desempenho das funes previstas neste artigo, deve manter rigoroso sigilo, quanto aos elementos e informaes que tiver, em razo do cargo. Art. 80. Compete ao Presidente do Tribunal promover assistncia m-dica e hospitalar aos servidores integrantes dos Servios Auxiliares, auto-rizando as necessrias despesas. Art. 81. Nenhum servidor dos Servios Auxiliares do Tribunal de Con-tas do Distrito Federal poder perceber, mensalmente, a ttulo de remune-rao, proventos ou penso, importncia superior soma dos valores percebidos como remunerao, em espcie, a qualquer ttulo, por Conse-lheiro do mesmo Tribunal. Pargrafo nico. Excluem-se do teto de remunerao de que trata o caput deste artigo as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61 da Lei Federal n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, bem assim as vanta-gens de carter pessoal de qualquer natureza. TTULO IV DISPOSIES GERAIS E TRANSITRIAS Art. 82. O Tribunal encaminhar Cmara Legislativa, trimestral e anualmente, relatrio circunstanciado e demonstrativo das atividades internas e de controle externo realizadas. Pargrafo nico. No relatrio anual, o Tribunal apresentar anlise da evoluo dos custos de controle e de sua eficincia, eficcia e economici-dade. Art. 83. Para a finalidade prevista no art. 1, inciso I, alnea "g" e no art. 3, ambos da Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990, o Tribunal enviar ao Ministrio Pblico Eleitoral, em tempo hbil, o nome dos responsveis cujas contas houverem sido julgadas irregulares nos cinco anos imediatamente anteriores realizao de cada eleio. Art. 84. Os atos relativos a despesa de natureza reservada sero, com esse carter, examinados pelo Tribunal, que poder, vista das demonstraes recebidas, ordenar a verificao in loco dos corresponden-tes documentos comprobatrios, na forma estabelecida no Regimento Interno. Art. 85. A ttulo de racionalizao administrativa e economia proces-sual, e com o objetivo de evitar que o custo da cobrana seja superior ao valor do ressarcimento, o Tribunal poder determinar, desde logo, o arqui-vamento do processo, sem cancelamento do dbito, a cujo pagamento continuar obrigado o devedor, para que lhe possa ser dada quitao. Art. 86. vedado a Conselheiro e Auditor do Tribunal intervir em pro-cesso de interesse prprio, de cnjuge ou de parente consangneo ou afim, na linha reta ou colateral, at o segundo grau. Art. 87. Os Conselheiros e Auditores do Tribunal tm prazo de trinta dias, a partir da publicao do ato de nomeao no Dirio Oficial, prorro-gvel por mais sessenta dias, no mximo, mediante solicitao escrita, para posse e exerccio no cargo. Art. 88. As atas das sesses do Tribunal sero publicadas, na ntegra, sem nus, no Dirio Oficial. Art. 89. As publicaes editadas pelo Tribunal so as definidas no Regimento Interno. Art. 90. O Boletim Interno do Tribunal de Contas considerado rgo oficial. Art. 91. O Regimento Interno do Tribunal somente poder ser aprova-do e alterado com a presena de, pelo menos, cinco de seus membros titulares, inclusive o que presidir o ato. Pargrafo nico. Ser exigido idntico quorum para que o Tribunal de-libere sobre questes administrativas e matrias relevantes. Art. 92. O Tribunal de Contas poder firmar acordo de cooperao com os Tribunais de Contas da Unio, dos Estados, dos Municpios, ou com os Conselhos de Contas dos Municpios, na forma estabelecida pelo Regimento Interno. Art. 93. O Tribunal de Contas, para o exerccio de sua competncia institucional, poder requisitar aos rgos e entidades distintas, sem quaisquer nus, a prestao de servios tcnicos especializados, a serem executados em prazo previamente estabelecido, sob pena de aplicao da sano prevista no art. 57 desta Lei. Art. 94. Os ordenadores de despesas dos rgos da administrao di-reta, bem assim os dirigentes das entidades da administrao indireta e fundaes e quaisquer servidores responsveis por atos de que resulte despesa pblica, remetero ao Tribunal de Contas, por solicitao do Plenrio ou de suas Cmaras, cpia das suas declaraes de rendimentos e de bens. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos Lei Orgnica do TCDF A Opo Certa Para a Sua Realizao 9 1 O descumprimento da obrigao estabelecida neste artigo ense-jar a aplicao da multa estabelecida no art. 57 desta Lei Complementar, pelo Tribunal, que manter em sigilo o contedo das declaraes apresen-tadas e poder solicitar os esclarecimentos que entender convenientes sobre a variao patrimonial dos declarantes. 2 A quebra de sigilo constitui infrao funcional punvel na forma de lei. Art. 95. Aos Conselheiros do Tribunal de Contas que, na data da pro-mulgao da Constituio Federal de 1988, preenchiam os requisitos necessrios aposentadoria com as vantagens do cargo, no se aplica a ressalva prevista no art. 71 desta Lei Complementar. Art. 96. A distribuio dos processos observar o princpio da alterna-tividade, conforme dispuser o Regimento Interno. Art. 97. Sero pblicas as sesses ordinrias do Tribunal. 1 O Tribunal poder realizar sesses extraordinrias de carter re-servado, para tratar de assuntos de natureza administrativa interna ou quando a preservao de direitos individuais e o interesse pblico o exigi-rem. 2 Na hiptese deste artigo, os atos processuais tero o concurso do interessado ou seu representante legal, desde que autorizado pelo Presi-dente, podendo consultar os autos e requerer cpia de peas dos mes-mos, com o ressarcimento do custo de reprografia. Art. 98. O Tribunal de Contas, durante o primeiro semestre de cada ano, promover, atravs de seus rgos auxiliares, seminrios de atuali-zao de normas e procedimentos, abertos a servidores representantes de rgos e entidades sob a sua jurisdio, visando aperfeioar a instru-o e tramitao dos processos, com reduo de custo e tempo. Art. 99. O Tribunal de Contas ajustar o exame dos processos em curso s disposies desta Lei Complementar. Art. 100. Esta Lei Complementar entrar em vigor trinta dias aps a sua publicao. Art. 101. Revogam-se as disposies em contrrio, em especial a Lei n 91, de 30 de maro de 1990. ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 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Assim, o conceito de pessoa moral se aplica apenas ao sujeito en-quanto parte de uma coletividade. tica a disciplina crtico-normativa que estuda as normas do compor-tamento humano, mediante as quais o homem tende a realizar na prtica atos identificados com o bem. Interiorizao do dever. A observao da conduta moral da humanida-de ao longo do tempo revela um processo de progressiva interiorizao: existe uma clara evoluo, que vai da aprovao ou reprovao de aes externas e suas consequncias aprovao ou reprovao das intenes que servem de base para essas aes. O que Hans Reiner designou como "tica da inteno" j se encontra em alguns preceitos do antigo Egito (cerca de trs mil anos antes da era crist), como, por exemplo, na mxima "no zombars dos cegos nem dos anes", e do Antigo Testamento, em que dois dos dez mandamentos probem que se deseje a propriedade ou a mulher do prximo. Todas as culturas elaboraram mitos para justificar as condutas morais. Na cultura do Ocidente, so familiares a figura de Moiss ao receber, no monte Sinai, a tbua dos dez mandamentos divinos e o mito narrado por Plato no dilogo Protgoras, segundo o qual Zeus, para compensar as deficincias biolgicas dos humanos, conferiu-lhes senso tico e capacida-de de compreender e aplicar o direito e a justia. O sacerdote, ao atribuir moral origem divina, torna-se seu intrprete e guardio. O vnculo entre moralidade e religio consolidou-se de tal forma que muitos acreditam que no pode haver moral sem religio. Segundo esse ponto de vista, a tica se confunde com a teologia moral. Histria. Coube a um sofista da antiguidade grega, Protgoras, romper o vnculo entre moralidade e religio. A ele se atribui a frase "O homem a medida de todas as coisas, das reais enquanto so e das no reais en-quanto no so." Para Protgoras, os fundamentos de um sistema tico dispensam os deuses e qualquer fora metafsica, estranha ao mundo percebido pelos sentidos. Teria sido outro sofista, Trasmaco de Calced-nia, o primeiro a entender o egosmo como base do comportamento tico. Scrates, que alguns consideram fundador da tica, defendeu uma mo-ralidade autnoma, independente da religio e exclusivamente fundada na razo, ou no logos. Atribuiu ao estado um papel fundamental na manuten-o dos valores morais, a ponto de subordinar a ele at mesmo a autorida-de do pai e da me. Plato, apoiado na teoria das ideias transcendentes e imutveis, deu continuidade tica socrtica: a verdadeira virtude provm do verdadeiro saber, mas o verdadeiro saber s o saber das ideias. Para Aristteles, a causa final de todas as aes era a felicidade (eudaimona). Em sua tica, os fundamentos da moralidade no se deduzem de um princpio metafsico, mas daquilo que mais peculiar ao homem: razo (logos) e atuao (enrgeia), os dois pontos de apoio da tica aristotlica. Portanto, s ser feliz o homem cujas aes sejam sempre pautadas pela virtude, que pode ser adquirida pela educao. A diversidade dos sistemas ticos propostos ao longo dos sculos se compara diversidade dos ideais. Assim, a tica de Epicuro inaugurou o hedonismo, pelo qual a felicidade encontra-se no prazer moderado, no equilbrio racional entre as paixes e sua satisfao. A tica dos esticos viu na virtude o nico bem da vida e pregou a necessidade de viver de acordo com ela, o que significa viver conforme a natureza, que se identifica com razo. As ticas crists situam os bens e os fins em Deus e identificam moral com religio. Jeremy Bentham, seguido por John Stuart Mill, pregou o princpio do eudemonismo clssico para a coletividade inteira. Nietzsche criou uma tica dos valores que inverteu o pensamento tico tradicional e Bergson estabeleceu a distino entre moral fechada e moral aberta: a primeira conservadora, baseada no hbito e na repetio, enquanto que a outra se funda na emoo, no instinto e no entusiasmo prprios dos profe-tas, santos e inovadores. At o sculo XVIII, com Kant, todos os filsofos, salvo, at certo ponto, Plato, aceitavam que o objetivo da tica era ditar leis de conduta. Kant viu o problema sob novo ngulo e afirmou que a realidade do conhecimento prtico (comportamento moral) est na ideia, na regra para a experincia, no "dever ser". A vontade moral vontade de fins enquanto fins, fins abso-lutos. O ideal tico um imperativo categrico, ou seja, ordenao para um fim absoluto sem condio alguma. A moralidade reside na mxima da ao e seu fundamento a autonomia da vontade. Hegel distinguiu morali-dade subjetiva de moralidade objetiva ou eticidade. A primeira, como cons-cincia do dever, se revela no plano da inteno. A segunda aparece nas normas, leis e costumes da sociedade e culmina no estado. Objeto e ramos da tica. Trs questes sempre reaparecem nos diver-sos momentos da evoluo da tica ocidental: (1) os juzos ticos seriam verdades ou apenas traduziriam os desejos de quem os formula; (2) prati-car a virtude implica benefcio pessoal para o virtuoso ou, pelo menos, tem um sentido racional; e (3) qual a natureza da virtude, do bem e do mal. Diversas correntes do pensamento contemporneo (intuicionismo, positi-vismo lgico, existencialismo, teorias psicolgicas sobre a ligao entre moralidade e interesse pessoal, realismo moral e outras) detiveram-se nessas questes. Como resultado disso, delimitaram-se os dois ramos principais da tica: a teoria tica normativa e a tica crtica ou metatica. A tica normativa pode ser concebida como pesquisa destinada a es-tabelecer e defender como vlido ou verdadeiro um conjunto completo e simplificado de princpios ticos gerais e tambm outros princpios menos gerais, importantes para conferir uma base tica s instituies humanas mais relevantes. A metatica trata dos tipos de raciocnio ou de provas que servem de justificao vlida dos princpios ticos e tambm de outra questo intima-mente relacionada com as anteriores: a do "significado" dos termos, predi-cados e enunciados ticos. Pode-se dizer, portanto, que a metatica est para a tica normativa como a filosofia da cincia est para a cincia. Quanto ao mtodo, a teoria metatica se encontra bem prxima das cin-cias empricas. Tal no se d, porm, com a tica normativa. Desde a poca em que Galileu afirmou que a Terra no o centro do universo, desafiando os postulados tico-religiosos da cristandade medie-val, so comuns os conflitos ticos gerados pelo progresso da cincia, especialmente nas sociedades industrializadas do sculo XX. A sociologia, a medicina, a engenharia gentica e outras cincias se deparam a cada passo com problemas ticos. Em outro campo da atividade humana, a prtica poltica antitica tem sido responsvel por comoes e crises sem precedentes em pases de todas as latitudes. Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicaes Ltda. Moral Conjunto de regras e prescries a respeito do comportamento, estabe-lecidas e aceitas por determinada comunidade humana durante determina-do perodo de tempo. tica e moral Uma distino indistinta Desidrio Murcho A pretensa distino entre a tica e a moral intrinsecamente confusa e no tem qualquer utilidade. A pretensa distino seria a seguinte: a tica seria uma reflexo filosfica sobre a moral. A moral seria os costumes, os hbitos, os comportamentos dos seres humanos, as regras de comporta-mento adaptadas pelas comunidades. Antes de vermos por que razo esta distino resulta de confuso, perguntemo-nos: que ganhamos com ela? Em primeiro lugar, no ganhamos uma compreenso clara das trs reas da tica: a tica aplicada, a tica normativa e a metatica. A tica aplicada trata de problemas prticos da tica, como o aborto ou a eutan-sia, os direitos dos animais, ou a igualdade. A tica normativa trata de APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 2 estabelecer, com fundamentao filosfica, regras ou cdigos de compor-tamento tico, isto , teorias ticas de primeira ordem. A metatica uma reflexo sobre a natureza da prpria tica: Ser a tica objetiva, ou subjeti-va? Ser relativa cultura ou histria, ou no? Em segundo lugar, no ganhamos qualquer compreenso da natureza da reflexo filosfica sobre a tica. No ficamos a saber que tipo de pro-blemas constitui o objeto de estudo da tica. Nem ficamos a saber muito bem o que a moral. Em concluso, nada ganhamos com esta pretensa distino. Mas, pior, trata-se de uma distino indistinta, algo que indefensvel e que resulta de uma confuso. O comportamento dos seres humanos multifacetado; ns fazemos vrias coisas e temos vrios costumes e nem todas as coisas que fazemos pertencem ao domnio da tica, porque nem todas tm significado tico. por isso que impossvel determinar partida que comportamentos seriam os comportamentos morais, dos quais se ocuparia a reflexo tica, e que comportamentos no constituem tal coisa. Fazer a distino entre tica e moral supe que podemos determinar, sem qualquer reflexo ou conceitos ticos prvios, quais dos nossos comporta-mentos pertencem ao domnio da moral e quais tero de ficar de fora. Mas isso impossvel de fazer, pelo que a distino confusa e na prtica indistinta. Vejamos um caso concreto: observamos uma comunidade que tem como regra de comportamento descalar os sapatos quando vai para o jardim. Isso um comportamento moral sobre o qual valha a pena reflectir eticamente? Como podemos saber? No podemos. S podemos determi-nar se esse comportamento moral ou no quando j estamos a pensar em termos morais. A ideia de que primeiro h comportamentos morais e que depois vem o filsofo armado de uma palavra mgica, a "tica", uma fantasia. As pessoas agem e refletem sobre os seus comportamentos e consideram que determinados comportamentos so amorais, isto , esto fora do domnio tico, como pregar pregos, e que outros comportamentos so morais, isto , so comportamentos com relevncia moral, como fazer abortos. E essas prticas e reflexes no esto magicamente separadas da reflexo filosfica. A reflexo filosfica a continuao dessas reflexes. Evidentemente, tanto podemos usar as palavras "tica" e "moral" como sinnimas, como podemos us-las como no sinnimas. irrelevante. O importante saber do que estamos a falar se as usarmos como sinnimas e do que estamos a falar quando no as usamos como sinnimas. O pro-blema didtico, que provoca dificuldades a muitos estudantes, que geral-mente os autores que fazem a distino entre moral e tica no conse-guem, estranhamente, explicar bem qual a diferena alm de dizer coisas vagas como "a tica mais filosfica". Se quisermos usar as palavras "moral" e "tica" como no sinnimas, estaremos a usar o termo "moral" unicamente para falar dos costumes e cdigos de conduta culturais, religiosos, etc., que as pessoas tm. Assim, para um catlico imoral tomar a plula ou fazer um aborto, tal como para um muulmano imoral uma mulher mostrar a cara em pblico, para no falar nas pernas. Deste ponto de vista, a "moral" no tem qualquer conte-do filosfico; apenas o que as pessoas efetivamente fazem e pensam. A tica, pelo contrrio, deste ponto de vista, a disciplina que analisa esses comportamentos e crenas, para determinar se eles so ou no aceitveis filosoficamente. Assim, pode dar-se o caso que mostrar a cara em pblico seja imoral, apesar de no ser contrrio tica; pode at dar-se o caso de ser anti-tico defender que imoral mostrar a cara em pblico e proibir as mulheres de o fazer. O problema desta terminologia que quem quer que tenha a experin-cia de escrever sobre assuntos ticos, percebe que ficamos rapidamente sem vocabulrio. Como se viu acima, tive de escrever "anti-tico", porque no podia dizer "imoral". O nosso discurso fica assim mais contorcido e menos direto e claro. Quando se considera que "tica" e "moral" so termos sinnimos (e etimologicamente so sinnimos, porque so a traduo latina e grega uma da outra), resolve-se as coisas de maneira muito mais sim-ples. Continuamos a fazer a distino entre os comportamentos das pesso-as e as suas crenas morais, mas no temos de introduzir o artificialismo de dizer que essas crenas morais, enquanto crenas morais, esto corre-tas, mas enquanto preferncias ticas podem estar erradas. Isto s confun-de as coisas. muito mais fcil dizer que quem pensa que mostrar a cara imoral est pura e simplesmente enganado, e est a confundir o que um costume religioso ou cultural com o que defensvel. Peter Singer, James Rachels, Thomas Nagel, e tantos outros filsofos centrais, usam os termos "tica" e "moral" como sinnimos. Para falar dos costumes e cdigos religi-osos, temos precisamente estas expresses muito mais esclarecedoras: "costumes" e "cdigos religiosos". tica e moral Thomas Mautner Universidade Nacional da Austrlia A palavra "tica" relaciona-se com "ethos", que em grego significa hbi-to ou costume. A palavra usada em vrios sentidos relacionados, que necessrio distinguir para evitar confuses. 1. Em tica normativa, a investigao racional, ou uma teoria, sobre os padres do correto e incorreto, do bom e do mau, com respeito ao carter e conduta, que uma classe de indivduos tem o dever de aceitar. Esta classe pode ser a humanidade em geral, mas podemos tambm considerar que a tica mdica, a tica empresarial, etc., so corpos de padres que os profissionais em questo devem aceitar e observar. Este tipo de investigao e a teoria que da resulta (a tica kantiana e a utilitaris-ta so exemplos amplamente conhecidos) no descrevem o modo como as pessoas pensam ou se comportam; antes prescrevem o modo como as pessoas devem pensar e comportar-se. Por isso se chama tica normativa: o seu objetivo principal formular normas vlidas de conduta e de avalia-o do carter. O estudo sobre que normas e padres gerais so de aplicar em situaes-problema efetivos chama-se tambm tica aplicada. Recen-temente, a expresso "teoria tica" muitas vezes usada neste sentido. Muito do que se chama filosofia moral tica normativa ou aplicada. 2. A tica social ou religiosa um corpo de doutrina que diz respeito o que correto e incorreto, bom e mau, relativamente ao carter e conduta. Afirma implicitamente que lhe devida obedincia geral. Neste sentido, h, por exemplo, uma tica confucionista, crist, etc. semelhante tica normativa filosfica ao afirmar a sua validade geral, mas difere dela porque no pretende ser estabelecida unicamente com base na investigao racional. 3. A moralidade positiva um corpo de doutrinas, a que um conjunto de indivduos adere geralmente, que dizem respeito ao que correto e incorreto, bom e mau, com respeito ao carter e conduta. Os indivduos podem ser os membros de uma comunidade (por exemplo, a tica dos ndios Hopi), de uma profisso (certos cdigos de honra) ou qualquer outro tipo de grupo social. Pode-se contrastar a moralidade positiva com a mora-lidade crtica ou ideal. A moralidade positiva de uma sociedade pode tolerar a escravatura, mas a escravatura pode ser considerada intolervel luz de uma teoria que supostamente ter a autoridade da razo (tica normativa) ou luz de uma doutrina que tem o apoio da tradio ou da religio (tica social ou religiosa). 4. Ao estudo a partir do exterior, por assim dizer, de um sistema de crenas e prticas de um grupo social tambm se chama tica, mais espe-cificamente tica descritiva, dado que um dos seus objetivos principais descrever a tica do grupo. Tambm se lhe chama por vezes tnotica, e parte das cincias sociais. 5. Chama-se metatica ou tica analtica a um tipo de investigao ou teoria filosfica que se distingue da tica normativa. A metatica tem como objeto de investigao filosfica os conceitos, proposies e sistemas de crenas ticos. Analisa os conceitos de correto e incorreto, bom e mau, com respeito ao carter e conduta, assim como conceitos relacionados com estes, como, por exemplo, a responsabilidade moral, a virtude, os direitos. Inclui tambm a epistemologia moral: o modo como a verdade tica pode ser conhecida (se que o pode); e a ontologia moral: a questo de saber se h uma realidade moral que corresponde s nossas crenas e outras atitudes morais. As questes de saber se a moral subjetiva ou objetiva, relativa ou absoluta, e em que sentido o , pertencem metatica. A palavra "moral" e as suas cognatas refere-se ao que bom ou mau, correto ou incorreto, no carter ou conduta humana. Mas o bem moral (ou a correco) no o nico tipo de bem; assim, a questo saber como distinguir entre o moral e o no moral. Esta questo objeto de discusso. Algumas respostas so em termos de contedo. Uma opinio que as preocupaes morais so unicamente as que se relacionam com o sexo. Mais plausvel a sugesto de que as questes morais so unicamente as APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 3 que afectam outras pessoas. Mas h teorias (Aristteles, Hume) que consi-derariam que mesmo esta demarcao excessivamente redutora. Outras respostas fornecem um critrio formal: por exemplo, que as exigncias morais so as que tm origem em Deus, ou que as exigncias morais so as que derrotam quaisquer outros tipos de exigncias ou, ainda, que os juzos morais so universalizveis. A palavra latina "moralis", que a raz da palavra portuguesa, foi criada por Ccero a partir de "mos" (plural "mores"), que significa costumes, para corresponder ao termo grego "ethos" (costumes). por isso que em muitos contextos, mas nem sempre, os termos "moral/tico", "moralidade/tica", "filosofia moral/tica" so sinnimos. Mas as duas palavras tm tambm sido usadas para fazer vrias distines: 1. Hegel contrasta a Moralitt (moralidade) com a Sittlichkeit ("eticalida-de" ou vida tica). Segundo Hegel, a moralidade tem origem em Scrates e foi reforada com o nascimento do cristianismo, a reforma e Kant, e o que do interesse do indivduo autnomo. Apesar de a moralidade envolver um cuidado com o bem-estar no apenas de si mas tambm dos outros, deixa muito a desejar por causa da sua incompatibilidade potencial com valores sociais estabelecidos e comuns, assim como com os costumes e institui-es que do corpo e permitem a manuteno desse valores. Viver numa harmonia no forada com estes valores e instituies a Sittlichkeit, na qual a autonomia do indivduo, os direitos da conscincia individual, so reconhecidos mas devidamente restringidos; 2. De modo anlogo, alguns autores mais recentes usam a palavra "moralidade" para designar um tipo especial de tica. Bernard Williams (Ethics and the Limits of Philosophy, 1985), por exemplo, argumenta que "a instituio da moralidade" encara os padres e normas ticas como se fossem semelhantes a regras legais, tornando-se por isso a obedincia ao dever a nica virtude genuna. Esta uma perspectiva que, na sua opinio, deve ser abandonada a favor de uma abordagem da vida tica menos moralista e mais humana e sem restries; 3. Habermas, por outro lado, faz uma distino que est tambm impl-cita na Teoria da Justia de Rawls entre tica, que tem a ver com a vida boa (que no o mesmo para todas as pessoas), e a moralidade, que tem a ver com a dimenso social da vida humana e portanto com princpios de conduta que podem ter aplicao universal. A tica ocupa-se da vida boa, a moralidade da conduta correta. Thomas Mautner Traduo e adaptao de Desidrio Murcho Retirado de Dictionary of Philosophy, org. por Thomas Mautner (Penguin, 2005) Difundindo princpios e conceitos ticos Milton Emlio Vivan Rotary Club de So Paulo-Pacaembu, D.4610, desenvolveu no ano ro-trio 2003-04 um projeto de difuso de princpios e conceitos ticos. O projeto procura responder a uma das frases mais relevantes de Paul Harris: O Rotary continuar a ser caridoso, mas pode fazer mais do que isso: faamos com que o Rotary extermine a causa que faz necessria a carida-de. A que se referia Paul Harris? Aps profunda reflexo, por vrios cami-nhos, surgiu a resposta: a maior vivncia dos preceitos ticos. Assim nas-ceu a ideia do projeto. O primeiro passo foi a escolha de conceitos simples, de fcil mas ampla aplicao, e profundos em sua essncia. Resultou na escolha dos princpios da universalidade e do respeito enunciados por Emmanuel Kant. Princpios da universalidade e do respeito de Kant Princpio da Universalidade: quando voc quiser saber se uma ao tica ou no, suponha que essa ao se tornar um padro universal de comportamento, ou seja, a partir de agora, esse ser o modelo de compor-tamento. Imagine, ento, todos agindo dessa forma. Se no gostar de viver numa sociedade com todas as pessoas agin-do dessa forma, pode-se concluir que a ao em questo no tica. Em resumo, a pergunta : e se todos agissem assim? Princpio do Respeito: todo ser humano deve ser considerado como um fim em si mes-mo. Os aspectos que mais caracterizam o Princpio do Respeito so: No negar informaes pertinentes e Permitir-lhe liberdade de escolha. Em todos os boletins semanais do clube esses princpios foram cita-dos. Durante o ano, em todos eles foram includas perguntas e respostas sobre a aplicao prtica desses dois princpios. Ao final, foram enunciadas e respondidas 100 perguntas, as quais foram englobadas em um livro que foi distribudo na Conferncia Distrital do D.4610. A comunidade foi atingida pela insero em jornais de bairro. Para que o projeto alcanasse o mbito mundial, foi criado o boletim Stadium International, que foi enviado para mais de 600 clubes no mundo e que veiculou os dois princpios de Kant enunciados em portugus, ingls, francs, italiano, espanhol, alemo, japons e hindi. Algumas dessas verses foram feitas por clubes do exteri-or, por solicitao do RCSP-Pacaembu, como sinal de engajamento no projeto. A acolhida tem sido excepcional. Governadores incluram em suas cartas mensais os dois princpios e incentivaram seus presidentes a se envolverem no projeto. Influncia do estado da arte sobre a tica Para sabermos se uma ao benfica a toda sociedade, necess-rio que se conheam adequadamente as consequncias dessa ao sobre a sociedade. Nos casos onde o estado da arte do assunto em questo no atingiu um grau de maturidade suficiente para concluses seguras e corre-tas, no se pode concluir se a ao ou no tica. Leonardo da Vinci era criticado por ter iniciado a dissecao de cadveres, mas sem essa prtica a medicina jamais conseguiria atingir o grau de evoluo atual. Hoje vemos que sua atitude era tica, apesar de que, naquela poca, alguns o critica-vam injustamente, principalmente por ignorncia de origem religiosa ou simplesmente tcnica. Quando uma ao ou no tica No difcil diferenciar o que e o que no benfico para uma so-ciedade. Mas em alguns casos, onde o conhecimento humano do estado da arte no atingiu um nvel adequado, a deciso sobre se uma ao ou no tica ficar prejudicada. Esto claramente nesse rol a clonagem de seres humanos, o plantio de alimentos transgnicos etc. Outras aes como a eutansia, em certas circunstncias, o aborto em determinadas situaes, a priso perptua ou a pena de morte de alguns crimes tambm podem carecer de maior conhecimento humano se desconsiderarmos os preceitos religiosos, pois ainda no sabemos cientificamente a partir de que momento existe ou deixa de existir a vida, a alma, o esprito ou a capacidade de regenerao de um ser humano. Meio ambiente e a tica Como a tica est umbilicalmente ligada obteno de melhores condies da vida em sociedade, a preservao e melhoria das condies do meio ambiente so itens dos mais importantes para as geraes futuras. Portanto, uma indstria que solta poluentes em um rio, o carro que emite gases que poluem o ar por estar desregulado, empresas que produzem materiais no-biodegradveis ou que ataquem a camada de oznio etc no esto agindo de forma tica, pois estaro comprometendo a qualidade de vida das geraes e sociedades futuras. Uma ao egosta, porm tica Imagine a criao de um empreendimento de sucesso, com timos resultados aos investidores, mas que tambm permita empregar centenas de trabalhadores, inserindo-os socialmente e permitindo-lhes que exeram plenamente a cidadania. Esta ao, por ser benfica sociedade, consi-derada uma ao tica. Imagine um local onde ocorra seca periodicamente no Nordeste brasileiro. Um empreendedor investe num projeto de irrigao e cria um plo produtor de frutas que emprega centenas de famlias. Supo-nha que esse empreendimento tenha enorme sucesso, com produtos de tima qualidade e preos competitivos. Admita que as condies de trabalho sejam adequadas, e que os tra-balhadores possam educar seus filhos e contar com assistncia mdica, ter disposio transportes, lazer e segurana, enfim, que tenham o necess-rio para que possam exercer com plenitude a cidadania. A ao desse empreendedor ser uma ao tica, pois resultar em benefcio para toda a sociedade. Fatos como esse podem ocorrer no campo, em qualquer cidade e em qualquer metrpole. Aes legais porm no-ticas Toda lei que no beneficie a sociedade ser uma ao no-tica. Leis incompetentes ou leis que venham a beneficiar grupos em prejuzo de toda uma sociedade geraro aes legais, mas no-ticas. Esse tipo de ao bastante comum quando grupos julgam legtimo defender seus interesses corporativos, mesmo quando em detrimento do interesse da sociedade. No so raras as aes desse tipo em todas as casas onde se legisla, seja nas Cmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Cma-ra de Deputados, Senado Federal e at em Associaes de Normas Tcni-cas. Nestas ltimas, interesses corporativos podem pugnar por maiores tolerncias, incompatveis com requisitos de qualidade etc. Esses interes-APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 4 ses corporativos procuram se cercar de garantias que diminuam os riscos de prejuzo, no pela competncia e maior qualidade dos produtos, mas pela mudana nos parmetros de controle. Aes legais e no-ticas tambm podem ter origem na corrupo, na omisso de pessoas ou insti-tuies, mas tambm simplesmente em aes no-competentes. Um exemplo o caso de situaes geradas por governos que endividam seus pases em nveis incompatveis com a capacidade de pagamento, obrigan-do ao envolvimento em dvidas monstruosas, quase que impagveis, e que obrigam esses governos a empenharem vultosas quantias que, em princ-pio, deveriam ser investidas em benefcio da populao. Outro exemplo o caso da cobrana exagerada de impostos que, apesar de legal, pode se tornar no-tica quando sufocar os meios de produo de uma sociedade. Comportamentos ticos aplicveis universalmente A compaixo, relacionada com a ajuda ao prximo; A no-maleficncia, que trata de evitar a imposio de sofrimento ou privao ao prximo; A beneficncia, que procura prevenir e combater o sofrimento do prximo, promover a felicidade do prximo, e com natural e maior in-tensidade nossa famlia e amigos; A imparcialidade: tratar as pessoas da forma como merecem ser tratadas, tendo direitos iguais at que o mrito ou necessidades jus-tifiquem tratamento especial; A coragem para se opor a injustias, mesmo que em prejuzo prprio; O respeito autonomia individual: no manipular ou induzir o pensamento das pessoas, mesmo que para o prprio bem delas; A honestidade: no enganar as pessoas. A mentira um vcio, especialmente quanto supervalorizao das prprias capacidades. Acostume-se a saber que as pessoas merecem saber a verdade; No fazer promessas que no pretende ou que sabe que dificil-mente conseguir cumprir; Integridade: cumprir com as obrigaes, mesmo que a despeito de inconvenincia pessoal. Consistncia. Pode-se medir o valor moral de um ser humano pela consistncia de suas aes. Essa medida tem maior qualidade quando princpios conflitam com interesses. Como a televiso poderia servir como difusor desses princ-pios e conceitos? A televiso claramente subutilizada socialmente nesse aspecto. As telenovelas poderiam conter episdios que didaticamente mostrassem as consequncias benficas de atitudes ticas sociedade. Nos esportes poderiam ser ressaltados, valorizados e premiados os comportamentos mais adequados. Reconhecimentos profissionais em mbito nacional a entidades e pessoas que se destacaram em suas funes e objetivos, observando os princpios ticos. Programas dominicais poderiam apresen-tar quadros especficos a esse respeito. Pequenas histrias e sries pode-riam conter temas que focalizassem um determinado assunto sob o ponto de vista tico. Programas de entrevista poderiam dar nfase a comporta-mentos a serem imitados. Prmios poderiam ser oferecidos a comporta-mentos exemplares, programas de perguntas e respostas poderiam dar nfase aos princpios e conceitos ticos, enfim, em quase todos os tipos de programas h uma forma de incluir conceitos ticos. A tica na formao moral de uma nao Pode-se constatar que h pessoas bastante cultas, educadas, forma-das pelas melhores escolas do Brasil ou at do exterior que no se preocu-pam com a vida em comunidade, ou seja, no tm a necessria sensibili-dade tica. Por outro lado, um analfabeto pode ser to ou mais tico que um doutor se suas aes forem pautadas pelo respeito ao que de todos. No necessrio ser alfabetizado para se compreender e viver os valores ticos. Basta que a cabea seja aberta e no fechada em seus prprios interesses. A tica no Rotary A difuso de princpios e conceitos ticos , sem dvida, um dos ob-jetivos do Rotary. O comportamento tico est diagnosticado como remdio adequado para quaisquer pases de todos os continentes: grandes potn-cias, pases ricos, emergentes, carentes e pobres. Uma instituio como o Rotary, de mbito internacional, tem vocao inerente para ser a portadora da bandeira da difuso dos princpios ticos. Esse projeto custa muito pouco comparado com os existentes, e os frutos sero colhidos em todas as reas, com benefcio incomensurvel para todos os seres humanos. Relao entre a tica e a religio No importa de que religio somos, no que, em que e como cremos: podemos sempre nos empenhar na prtica do bem. Isso no contradiz qualquer religio. Se nossas aes visam ao empenho pela prtica do bem da sociedade, nossas aes cumprem a meta de cada religio. pela prtica verdadeira em sua vida diria que o homem cumpre de fato a meta de toda religio, qualquer que seja ela, qualquer nome que tenha. Se acreditamos na prtica do bem independente de quaisquer recompensas, imediatas ou futuras, cumprimos ainda melhor essa misso. Relao entre tica e poltica tica e poltica se entrelaam e se confundem em seu significado mais profundo. A tica est profundamente ligada com a vida em socieda-de. Aes ticas implicam em aes que beneficiam a comunidade. Na poltica deve prevalecer o interesse da sociedade como um todo, e no o de uma minoria privilegiada com acesso ao poder. Um bom poltico aquele que consegue melhorar as condies de vida de seu povo. Assim ele ser tico. Um deputado que cria leis que no beneficiam seu povo ou que beneficiam a poucos criar uma ao que, apesar de legal, ser no-tica. A criao de novos impostos que venham a sufocar a economia so aes tipicamente no-ticas. A outorga de benefcios imerecidos e injustos tambm so aes no-ticas. No basta aos polticos terem boas inten-es ou boa vontade. Tambm necessrio ter competncia. Para os polticos, a prtica da tica est intimamente relacionada com a sua compe-tncia profissional. O problema que, para os polticos, mesmo que queiram, no fcil praticar a tica. Solues simples e surradas muitas vezes no bastam. necessrio criatividade, inteligncia, arrojo e coragem para encontrar solu-es competentes e, portanto, ticas, que vo realmente beneficiar a socie-dade. Uma casa legislativa onde se criam leis ineficazes ser uma fonte de aes no-ticas, mas legais. Relao entre tica e justia Numa sociedade tica fundamental que todos tenham, apesar das diferenas individuais, no mnimo, as mesmas oportunidades para viver com plenitude a cidadania. O desenvolvimento de suas capacidades ser funo de suas habilidades e vocaes, de sua disciplina e talento. A desigualdade social deve ser a mnima aceitvel de modo a garantir ao mais humilde o essencial para que possa ter acesso cidadania: sade, educao, transporte e segurana. A justia deve agir no sentido de asse-gurar que cada indivduo da sociedade tenha o que realmente merece, principalmente do ponto de vista distributivo, em funo do mrito, mas tambm do ponto de vista corretivo, em funo do dano causado. Uma justia eficiente permite que a sociedade viva de forma mais estvel, har-moniosa, com paz e, portanto, mais feliz, atingindo assim os objetivos de uma sociedade tica. Numa sociedade justa, at o mrito do sucesso tem maior valor. O mrito, quando legtimo, no pode ter limites. Isso induz e incentiva a prtica do bem, das boas aes, facilitando o alcance da felici-dade comum. A corrupo, os conluios e acertos visando aos privilgios que sabo-tam a ao da justia e que visam certeza da impunidade devem ser encarados como vcios e imperfeies da sociedade, que no podem ser tolerados. Relao entre a tica e a malandragem e o otrio Em nosso pas, inclusive na TV, comum a valorizao e a banaliza-o do termo malandro. Malandro assume ento o significado de esperto, o que leva vantagem. Mas impossvel dissociar que malandro tambm significa trapaceiro, velhaco. Otrio o que se deixa enganar pela esperteza, pela trapaa do velhaco. Assim comum ver-se a figura do malandro, do que procura levar vanta-gem em tudo, ser valorizada em detrimento de um comportamento condi-zente com a vida em sociedade, que sequer lembrado e muitas vezes at rejeitado pelos mais insuspeitos cidados. lamentvel a falta de sensibilidade de quem de fato ou de direito deveria corrigir essas atitudes que deformam o carter dos indivduos, mas principalmente de nossa mocidade. A existncia de um malandro sempre supe a existncia de um otrio que foi enganado. A malandragem que visa a obteno de alguma vanta-gem para si ou para outrem, mesmo que independente dos meios, e com o mnimo esforo possvel, evidentemente incompatvel com a vida em sociedade. Esse conceito deve ser rejeitado com veemncia e no tolerado. O mrito e o valor da conquista com disciplina e talento devem ser valoriza-dos. No se pode pretender uma sociedade tica ou justa quando se valori-za o comportamento do malandro. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 5 Frum Social Mundial a reinveno da democracia (1) *Cndido Grzybowski Desde a sua primeira edio em 2001, o Frum Social Mundial (FSM) vem sendo um espao privilegiado de mobilizao e encontro da diversida-de de movimentos sociais, organizaes, suas redes, campanhas e coali-zes que se opem globalizao econmica e financeira dominante. A especificidade e fora agregadora do FSM decorrem da sua capacidade de fazer com que tamanha heterogeneidade de atores sociais em termos sociais, culturais e geogrficos acreditem em si mesmos e na possibilida-de de transformar e reconstruir o mundo. Com a globalizao dominante a maior parte da humanidade est sendo deixada de lado, como um exceden-te descartvel. Com o FSM as pessoas mais simples redescobrem o seu valor fundamental como membros da comunidade humana e cidads construtoras de sociedades, das culturas, dos poderes, das economias. Sentir-se produzindo e reproduzindo a vida a esperana que nasce no Frum. Seu desafio maior repolitizar a vida para que outro mundo seja possvel diante da homogeneidade concentradora de riquezas, socialmente excludente e ambientalmente destrutiva da globalizao feita por e ao servio das grandes corporaes. Meu olhar sobre o FSM decorre da minha prpria insero social e pol-tica em sua promoo. Nesse sentido, fao aqui um exerccio engajado do livre pensar, um misto de testemunho e de reflexo estratgica sobre os possveis rumos em que, como participantes diversos e plurais, podemos avanar com o FSM e seu impacto sobre as instituies multilaterais e os Estados. Minha perspectiva no partir do poder econmico e poltico constitudo e sim do processo e das condies para que os cidados e as cidads do mundo estejam no centro, controlando o poder e os mercados globais. 1. O Frum Social Mundial como canteiro de obras da cidadania mun-dial Em sua origem, o FSM se constituiu no contrap do Frum Econmico Mundial, nos mesmos dias, exatamente para marcar os lados opostos gerados pelas globalizao dominante. Fruns opostos no tempo e no lugar, um velho de mais de 30 anos, outro recm comeando a irrupo na histria; um numa luxuosa estao de esqui, em Davos, isolado pela pol-cia, o outro na plancie de Porto Alegre, a cidade com histria de participa-o popular na gesto pblica. Mas no podemos iludir-nos, so opostos que exprimem o mundo globalizado de hoje. A globalizao que combate-mos nos transformou, pelo pior caminho possvel, em uma comunidade humana planetria interdependente. Este o ponto de partida: a transfor-mao que a globalizao produziu em nossas condies de vida no Plane-ta. Ao mesmo tempo, fundamental reconhecer que no basta e at impossvel democratizar esta globalizao, dar-lhe uma face mais humana e sustentvel. A tarefa que se nos impe de refundao democrtica de um mundo interdependente, de gente para gente, compartindo bens co-muns entre todos os povos, com todos os direitos humanos garantidos a todos os seres humanos, com igualdade no respeito diversidade social e cultural. Antes do FSM, j nos 80, com a crise da dvida e a ascenso de Mar-gareth Thatcher e Ronald Reagan, mas especialmente durante os anos 90 do sculo XX, foram inmeras as insurreies de movimentos sociais e organizaes contra a avassaladora globalizao neoliberal imposta ao mundo. O palco principal das manifestaes foram as reunies do G-7, as assembleias do Banco Mundial e do Fundo Monetrio Internacional (FMI) e as rodadas de negociao da Organizao Mundial do Comrcio (OMC). De forma espetacular, desenvolveram-se redes temticas regionais e mundiais: dvida, agricultura, comrcio, meio ambiente, cooperao, direitos humanos, educao, comunicao etc. Novos sujeitos foram se mundiali-zando e se consolidando: os movimentos feministas, ambientalistas, dos povos indgenas, dos sem terra e camponeses, de trabalhadores migrantes, dos sem teto, movimentos contra o apartheid, todos com um emergente dimenso planetria, tanto na sua prpria identidade social e raio de atua-o como na solidariedade que foram despertando. Mas no havia uma encruzilhada, um espao de encontro do conjunto destas novas foras sociais e delas com os j mais histricos atores internacionalizados, como o movimento operrio e sindical. A grande insurreio nas ruas de Seattle, em fins de 1999, foi um empurro decisivo para a emergncia de algo inteiramente novo. A novidade do FSM de criar o espao para que a diversidade de ato-res se encontre, se reconhea, troque prticas, experincias e anlises, se articule e crie novas redes, coalizes e campanhas. Enfim, o FSM surge como expresso de uma demanda contida da emergente cidadania planet-ria no sentido de pensar todos e todas juntos as possveis aes de trans-formao da ordem global existente. Desde o seu nascedouro, o FSM se imps o respeito diversidade e ao pluralismo como condio de sua prpria existncia e de enfrentamento do pensamento nico, homogneo e redutor, da globalizao neoliberal.] De minha perspectiva, ainda no criamos alternativas estruturantes em face da globalizao dominante. Isto uma tarefa coletiva de longa dura-o. Temos apenas 5 anos! Mas despertamos um poderoso movimento de ideias, que alimenta o sonho, a utopia, a esperana e faz a emergente cidadania do mundo agir. Alm disto, com o FSM, quebramos a arrogncia dos pregadores do neoliberalismo e demonstramos o quanto de autorita-rismo, de militarizao e de guerra, de excluso e intolerncia, de anti-humano so portadores os processos globais, centrados nos mercados e na fora poltica e militar que os sustenta. uma nova cultura poltica que pode se desenvolver a partir do pro-cesso que o FSM despertou. A multiplicao de fruns regionais, nacionais, locais e temticos alimenta o movimento de ideias de que outros mundos so possveis, lhe d novas facetas e engrossa a adeso de sujeitos sociais os mais diversos social, cultural e geograficamente. Se isso ainda no se traduz em uma nova institucionalidade poltica, certamente cria o terreno propcio para um repensar da poltica e do espao pblico, do local at o poder global e suas instituies. O FSM, como espao aberto diversidade e aceitando as divergncias, engendra um novo modo de fazer poltica. Como fora propulsora, difusa mas poderosa, que vai alm dos que se encontram nos eventos do FSM, h que se reconhecer, de um lado, uma conscincia da comum humanidade na diversidade que nos caracteriza como seres humanos. De outro, no d para subestimar o poder mobiliza-dor e transformador da conscincia dos bens comuns fundamentais vida no Planeta que temos, sejam os frgeis e finitos como so os bens naturais, a atmosfera, a biodiversidade, sejam as conquistas humanas como o saber, as lnguas e a cultura em geral. Conscincia aliada a um resgate da ao cidad como prtica central na transformao das situaes e no desenvol-vimento humano, democrtico e sustentvel. Ao que necessariamente se concretiza localmente, l onde vivemos, mas que impregnada de univer-salismo, busca ser planetria no seu sentido humano e alcance poltico. 2. Desafios e tarefas para que o FSM contribua e reforce a capacidade da emergente cidadania planetria no sentido de uma democratizao radical do mundo O FSM no , em si mesmo, um movimento poltico, mas um espao aberto para a reconquista da poltica em seu sentido mais pleno. Sua fora reside nas mltiplas contradies que comporta, permitindo que elas se exprimam em seu espao como livre prtica de busca de cada participante, cada organizao e cada movimento, cada rede e cada campanha, da mais simples mais complexa e extensa. O FSM pode fortalecer a cidadania que nele se encontra, dialoga e confronta em busca de alternativas (des)ordem global vigente, sem, no entanto, se tornar, ele mesmo, uma organizao que aponta a direo a seguir. Formao de alianas e de novas redes, decises sobre campanhas as mais amplas e mobilizadoras possveis, disputas de hegemonia, desencontros em meio a muitos encon-tros, tendo no centro o pensar as alternativas para o mundo global que temos, do vida ao FSM. Enquanto ele conseguir ser espao do diverso e da pluralidade, tendo por base os princpios e valores ticos compartidos que nos d a dupla conscincia da humanidade e dos bens comuns a preservar para todos os seres do Planeta, o FSM vai continuar sendo uma das alavancas da cidadania mundial. Isso no me impede de ver enormes desafios e tarefas que se colocam para todos e todas que participamos do FSM como espao aberto. Inven-tamos o FSM em um momento datado e situado neste comeo do sculo XXI, em plena exacerbao da lgica do terror e da guerra, do acirramento do unilateralismo dos EUA, de crise e at falncia da democracia represen-tativa, com crescimento de uma enorme brecha entre as instituies polti-cas e as demandas da cidadania, de continuidade da concentrao de riquezas, da excluso social e da destruio da base da vida. O FSM APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 6 tensionado pelos desafios do aqui e agora, precisa criar condies para um pensamento novo e um acmulo estratgico, que leve a emergente cidada-nia mundial a fortalecer a sua capacidade de ao poltica. O FSM precisa ser um espao que contribua para imaginar o mundo, reinventar o mtodo de ao e estimular a interveno concreta nos processos de globalizao em curso. possvel apontar algumas tarefas incontornveis para respon-der aos desafios que temos pela frente. No se trata de um plano de ao do FSM simplesmente porque ele no tem e nem pode ter planos de ao como espao aberto mas o que recolho como seu participante, como analista, ativista e dirigente do Instituto Brasileiro de Anlises Sociais e Econmicas (Ibase). a) Imaginar o mundo Trata-se de alimentar uma ousada busca dos projetos possveis de ou-tros mundos como alternativa. Um novo ideal, em suma. A vejo como uma primeira tarefa essencial a reflexo sobre a democracia como referncia estratgica, com crtica ao modelo liberal e s formulas institucionais atuais. Como trazer ao centro do embate e da construo democrtica a ideia fora da diversidade de sujeitos em sua igualdade e com as prticas mais libert-rias possveis? Como incorporar os princpios e valores ticos fundantes da democracia a base da universalidade como referncia para todas as relaes humanas: familiares, sociais, culturais, econmicas, tcnicas, polticas, entre os povos, entre os Estados? Incorporar o fundamento tico na viso estratgica da democracia representa uma mudana poltica e filosfica fundamental, que aponta para a possibilidade de uma nova cultura poltica da emergente cidadania planetria. Ele no abandona e nem des-valoriza o embate ideolgico, vital para a poltica democrtica, mas delimita o seu lugar e as suas referncias comuns. Dele decorre, tambm, uma viso que pensa os direitos como relao, como qualidade das relaes sociais, onde direitos para serem direitos e no privilgios devem ser de todos e todas e onde direitos comportam responsabilidades. Com base em tais princpios e valores, possvel pensar na universalidade da democracia como referncia para outros mundos. Mas isso implica para o FSM, como tarefa de fortalecimento da cidadania mundial, ser um espao que favorea o dilogo entre culturas, entre sujeitos sociais diversos, entre vises e perspectivas diferentes e divergentes, dilogo como condio para que o possvel seja imaginado, pensado e formulado como proposta. Muitas outros desafios e tarefas surgem neste processo de imaginar o mundo. Precisamos superar o dficit conceitual, de teorizao e de atribui-o de significados com o qual enfrentamos a globalizao dominante. No podemos ficar enquadrados para pensar o mundo pelos conceitos que nos so impostos pela ideologia neoliberal e sua viso da globalizao ela mesma um conceito que esconde a lgica de dominao que a engendrou. Nem so mais suficientes os conceitos e teorias das escolas de pensamen-to e ao da esquerda superadas pela prpria histria. O caminho radica-lizar a crtica ao capitalismo e globalizao que ele alimenta, em todas as suas formas e processos. Precisamos reinventar o desenvolvimento como conceito e como mo-delo, libertando-o do produtivismo, do tecnicismo e consumismo que decor-rem de sua estreita e praticamente exclusiva associao com crescimento econmico. Isso implica, tambm, uma reviso do paradigma cientfico e de sua falsa objetividade, negadora da vida com tudo de subjetivo que ela tem. Precisamos conseguir pensar e imaginar o futuro humano livre da ideia de progresso material no padro industrial e de consumo dos atuais pases desenvolvidos, porque insustentvel ambientalmente e excludente social-mente. Imaginar outro mundo resgatar o trabalho como criador de vida, de produo e reproduo da vida. E, ainda, relocalizar as economias para que tenham dimenso sustentvel, segundo as possibilidades da base natural, e sejam humanas e justas socialmente, produtoras de bens e servios para gente antes de serem para mercados. Isto implica em aceitar o desafio de pensar o lugar das relaes mercantis e da regulao, media-das pela negociao democrtica. Imaginar o mundo tendo como referente estratgico a democracia dar-se a tarefa de pensar a ao e o espao pblico em todas as esferas da vida. Sem dvida, as instituies de poder e de Estado precisam ser redefi-nidas para que as demandas e a participao cidad sejam a fora de legitimao e legalizao de direitos e deveres. Isto do local ao global, segundo princpios de soberania e autonomia cidad, de subsidiariedade e complementariedade de poderes, de multilateralismo e solidariedade entre povos.] b) Inventar o mtodo Um outro grande desafio para o FSM contribuir para o desenvolvi-mento de um novo modo de fazer poltica. Com que mtodo construir a cidadania ativa mundial? Como o respeito aos princpios e valores demo-crticos, valorizando a diversidade social e cultural e respeitando a plurali-dade de vises e ideias, pode ser traduzido em um mtodo de ao? A partir do que j se pratica no FSM, parece fundamental que convergncias e divergncias como tantas outras convergncias, ao seu modo tenham condies de se expressar no espao do frum. Ou seja, no se trata de buscar o mnimo denominador comum, redutor e excludente, mas de valori-zar a diversidade de possibilidades, onde nenhuma possibilidade possa negar as outra e nem seja levada a se submeter qualquer uma outra. Um tal princpio metodolgico para a prtica poltica nova que se quer implementar recoloca o problema da articulao, das alianas e coalizes, da formao de blocos de foras, condio indispensvel nas democracias. Como formar hegemonias na diversidade de sujeitos e foras, sem prota-gonismos? Respostas a priori no existem, precisam ser criadas. O ponto de partida o reconhecimento da legitimidade e, at, da necessidade vital de conflitos e disputas para a democracia. As democracias se movem pela luta social, desde que sejam respeitados os princpios ticos fundantes pelas foras em confronto. Isso significa eleger metodologicamente a ao poltica, o pensar a ao e para a ao. Significa, tambm, reconhecer e respeitar os outros sujeitos, com eles se pondo em ao, em dilogo, em troca. Na prtica, o FSM desafiado a promover o mais radical dilogo entre movimentos sociais e organizaes, num processo intra eles, superando barreiras culturais, geogrficas e nacionais, e num processo inter diferentes movimentos e organizaes, buscando as convergncias e divergncias. A questo metodolgica e poltica aqui da traduo, no sentido que lhe d Boaventura Souza Santos. Vai na mesma direo a necessidade para o FSM de ser cada vez mais mundial, mais espao da cidadania mundial, penetrando em todas as sociedades no Sul e no Norte, no Oeste e no Leste, atravessando tradies civilizatrias, religies, filosofias e culturas as mais diversas. E um desafio ainda maior: tornar visveis os hoje invisveis social e politicamente para o mundo. Sem dvida, muitas das questes aqui levantadas j tem solues prticas, s que muito localizadas, fragmenta-das, no sistematizadas. Permitir que isto venha luz e se potencialize, tornando-se um modo de operar capaz de levar a cidadania a uma nova cultura poltica a tarefa essencial do FSM. Temos muito a aprender a este respeito. A experincia de construir um programa de trabalho a partir de baixo, de estimular o encontro e articulao, aglutinao at, est em curso no FSM, mas uma rdua e paciente tarefa. Temos hoje mais disperso e confuso do que diversidade construda naquilo que mostramos nos nossos eventos. Mas o caminho. c) Intervir concretamente O FSM, em si mesmo, no tem capacidade de interveno. Sua inci-dncia poltica se faz atravs do que decidem seus e suas participantes. Porm, voltado a fortalecer a emergente cidadania planetria, pensando a ao e para a ao poltica, o FSM acaba sendo um espao aberto para a constituio de novas redes e coalizes visando a formulao de campa-nhas, a promoo de mobilizaes e demonstraes, a seleo de poss-veis estratgias de influncia no debate pblico, nas diferentes sociedades e espaos, nas conjunturas que se apresentam. Como espao pblico aberto cidadania mundial, o FSM atravessado pela necessidade de agir aqui e agora sentida por quem dele participa. Vejo isto como um enorme desafio. Os temas mais prementes para participantes do FSM, como os vejo de onde me situo, so: a necessidade de radicalizar a ruptura com e de se contrapor ideo-logia e s vises da globalizao neoliberal; o aprofundamento da anlise da lgica de funcionamento e da estratgia das grandes corporaes e do capital financeiro, com denncia de suas APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 7 violaes de direitos e de destruio das condies de vida; a mercantilizao de todas as relaes sociais, a privatizao de bens comuns e espaos pblicos, a flexibilizao de direitos conquistados, a desregulao e liberalizao em nome do livre mercado; o poder, concentrado e obscuro, das organizaes globais, especialmente das organizaes financeiras e comerciais, longe do controle da cidadania e dos povos; a lgica do terror e da guerra, a crescente militarizao e a ameaa paz e soberania dos povos; o perigo do unilateralismo crescente e do imperialismo, a necessidade de reconstruo do multilateralismo e da governana mundial para a paz. So todos temas cruciais em que de algum modo a cidadania mundial j est envolvida, precisando dar respostas. Muitos outros po-dem ser arrolados aqui. Ative-me queles que mais diretamente se re-ferem ao enfrentamento da globalizao dominante. Todos estes temas j so debatidos no FSM. A tarefa urgente pens-los mais associa-dos s aes e, ao mesmo tempo, sem que acabem marginalizando os outros grandes desafios que a emergente cidadania planetria tem pela frente. 3. O FSM 2006: o desafio da expanso e mundializao Desde o comeo, em 2001, a vocao mundial e universalista do FSM posta prova. Sua vitalidade depende de sempre estar colado s mlti-plas realidades sociais e culturais, econmicas e ambientais dos povos do Planeta. A multiplicao de fruns, nas cidadades, nos pases, nas regies, a realizao de fruns temticos, e o deslocamento do prprio evento principal, girando o mundo, atende a tal imperativo. Em 2004, fomos para a sia, na ndia, na cidade de Mumbai. Agora, em 2006, estamos topando o desafio de realizar um Frum Social Mundial Policntrico, articulando eventos em diferentes continentes: vamos a Cara-cas, na Venezuela, a Bamako, no Mali, e a Karachi, no Paquisto, alm de uma conferncia no Marrocos. No sero, como imaginado, eventos simul-tneos, mas muito prximos e, sobretudo, muito articulados entre si. So realidades bem diversas o que faz imaginar um FSM muito mais diverso do que at aqui fomos capazes de produzir. Em 2007, j est decidido, vamos todos para Nairobi, no Qunia. O que significa este esforo de mundializao do prprio FSM? Sem dvida, estamos construindo uma estratgia que nos fortalea na diversida-de do que a emergente cidadania planetria. Estamos mostrando as mltiplas identidades de que somos portadores e, sobretudo, as inmeras possibilidades na construo de outros mundos. Para ns cidados e cidads da Venezuela, Brasil, da Amrica Latina, do Caribe, da Amrica do Norte, o FSM em Caracas representa um grande desafio e vem carregado de significado especial. J fizemos um Frum Regional em Quito, no Equador, em 2004. Agora, alm de uma clara di-menso regional, o FSM em Caracas adquire um impacto mundial mais claro. Estamos realizando o frum na Venezuela dos muitos contrastes e, devido s posies do Governo Chaves, tem provocado enorme debate em todo mundo, como uma das formas de oposio globalizao neoliberal e ao imperalismo dos EUA de Bush. Na Amrica do Sul se situa o ncleo mais claro de uma crescente oposio ao neoliberalismo e a Venezuela tem tido um importante papel poltico nisto. claro que nem todo(a)s participan-tes do FSM concordam com concepes e mtodos do Presidente Chaves. O FSM tem a sua autonomia como processo puxado por movimentos e entidades da sociedade civil, por suas redes, coalizes e alianas, regionais e mundiais. Mas isto no implica em se negar a enfrentar com anlise e debate, numa troca bem aberta, as possibilidades e limites das lutas con-cretas, especialmente todas aquelas que se alinham no combate ao neoli-beralismo e sua globalizao. O fato de um dos captulos do FSM Policn-trico se realizar na Venezuela, neste momento, para alm de todas as divergncias que pode despertar, precisa ser visto como uma busca efetiva entre ns mesmos e uma demonstrao de solidariedade a movimentos e organizaes da sociedade venezuelana. Mas tem mais. Indo a Caracas, assim como aos outros eventos do FSM Policntrico, estamos nos expandindo, nos mundializando ainda mais, nos conhecendo melhor. Estamos dando um sinal para o mundo que que-remos sim integrao, mas integrao de povos, dos mltiplos povos, e no uma incorporao por conglomerados econmicos e financeiros globais, uma incluso subordinada aos interesses dos EUA. Alm disto, nos apro-ximamos do nosso Caribe, com a sua diversidade e vida e fortalecemos a nossa capacidade de resistncia ao avano neoliberal. , sem dvida, uma grande oportunidade para mais um salto no processo frum. Tenho certeza que sairemos da Venezuela mais fortalecidos. Como concluso, cabe destacar a contribuio que o FSM pode dar para as sociedades civis dos pases em que se realizado, especialmente em termos de favorecer a cultura democrtica. As alternativas que gestar-mos e os resultados que alcanarmos podem ser incertos, imprevisveis, distantes, mas a cultura poltica que alimentada pela FSM, o modo de buscar alternativas pode ser durvel e radicalmente transformador, porque regido por valores e princpios ticos democrticos. O FSM no pode ser avaliado por possveis propostas que dele emergirem, mas sim pelo modo de atuar e de se fortalecer a prpria cidadania construtora de alternativas para o mundo. Este o sentido primeiro e fundamental de nossa expanso e mundializao. NOTAS Verso de 04.12.05 Enviada para:Observatorio Social de Amrica Latina OSAL Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales CLACSO- Argentina *CNDIDO GRZYBOWSKI socilogo e diretor-geral do Instituto Brasileiro de Anlises Sociais e Econmicas (Ibase) e membro da Secretria Interna-cional do Frum Social Mundial SANTOS, Boaventura de Souza. O FSM Mundial: Manual de Uso. So Paulo: Ed. Cortez, 2005. p. 118-134. tica e Democracia Mrcio C. Coimbra O Brasil ainda vive em uma democracia em consolidao, ainda incipi-ente. Infelizmente, em grande parte de nossa histria, vivemos sombra de golpes de estado e revolues, como a de 1930 e mais recentemente em 1964. A cada ruptura institucional, o regime democrtico sofria um duro golpe, atingindo-o no seu ponto fundamental: o respeito ao Estado Demo-crtico de Direito. Nosso perodo mais recente de democracia comeou em 1985, com a eleio indireta de Tancredo Neves para a Presidncia da Repblica, colocando um fim em 21 anos de regime militar. Logo, chegamos a 2001 com 16 anos de democracia recente. Neste perodo conhecemos cinco Presidentes da Repblica: Tancredo Neves, que no assumiu devido ao seu falecimento, Jos Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Durante o termo de Jos Sarney, produziu-se uma nova Constituio Federal, a de 1988. Logo, percebe-se que o Brasil ainda est se acostumando com um regime democrtico sem rupturas abruptas, ou seja, a democracia brasileira, assim como suas instituies, ainda est em fase de amadurecimento. A consolidao de um regime democrtico somente ocorre com o tem-po e com o amadurecimento da sociedade e de suas instituies. A base de sustentao desta forma de governo o povo e a sua soberania, que exercida atravs do voto, como bem coloca Bobbio: democracia o gover-no do povo, para o povo. Alm disto, baseada fortemente no exerccio da cidadania, no respeito s leis e no exerccio da tica como ponto fundamen-tal das relaes interpessoais. Portanto, percebe-se um andar quase que em conjunto entre a democracia e a tica. Ainda sobre tica, vale ressaltar as palavras do Prof. Alberto Oliva na apresentao do livro do Doutor em Filosofia Mrio A. L. Guerreiro: Aplica tica o enfoque negativista segundo o qual ao prescritivo no incumbe especificar o que algum deve fazer, e sim o que deve ser impedido de fazer por ser danoso ao outro. Logo, a tica apresenta-se como ponto de convergncia e harmonizao entre norma e liberdade, assim como j assegurava John Locke. Como consequncia de uma srie de rupturas institucionais que marca-ram fortemente a formao do Estado brasileiro e seu desenvolvimento, vemos que o respeito s regras e ao exerccio tico de convivncia no tem sido uma constante recentemente no que tange s prticas polticas. Claro APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 8 que esta tese comporta algumas grandes excees, pois no podemos generalizar os fatos. Mas de qualquer forma, faz-se extremamente impor-tante traar uma linha paralela entre estes conceitos. A capa de uma das mais importantes revistas semanais do Brasil, no dia 2 de maio de 2001 traduz com clareza os ltimos acontecimentos polticos envolvendo o Senado Federal com a seguinte manchete: Eles encolheram o Congresso: Como o Senado se transformou na Casa da Mentira com Jader, Arruda e ACM. No h dvidas: uma manchete de impacto. Mas ser que o problema reside apenas neste fato? Acredito que no. Os escndalos envolvendo os maiores escales do Estado esto sendo uma constante. Muitos deles lidam com a falta de tica daqueles que exercem uma funo pblica. Infelizmente, est se criando uma sensao de descrdito da populao perante os seus governantes, o que muito grave. A mesma revista, na edio de 23 de maio de 2001, mostra como um ex-presidente do Banco Central, supostamente, vendia informaes privilegiadas para o mercado financeiro e como, supostamente, o governo acobertou o fato. Alm destes casos, podem ser citados outros vrios que o governo j tem sobrevivido, como os supostos casos relativos a compra de votos para reeleio, implantao do projeto Sivam, BNDES e teles, CPI da Corrupo, e por fim as denncias envolvendo suposta corrupo no DNER, Sudam e Sudene. O Brasil est pagando um preo alto pela falta da prtica democrtica atravs dos anos e como consequncia, a falta de tica e transparncia em suas instituies. O amadurecimento est acontecendo do modo mais difcil. necessrio que o Brasil passe por estes acontecimentos, pois eles fazem parte da maturao pela qual o Estado brasileiro tem que, necessa-riamente, passar. Ainda hoje, em grau infinitamente menor, ainda existem denncias de corrupo em um regime amadurecido e estvel, de mais de 200 anos, como o caso da democracia norte-americana, onde a tica est no topo dos valores nacionais, como foi recentemente retratado no livro Shadow de Bob Woodward. De qualquer forma, o caminho que o Brasil tem que trilhar ainda lon-go e depende principalmente da consolidao do regime democrtico e do respeito ao Estado de Direito, que so os pilares bsicos de sustentao de uma sociedade estvel e tica. Discurso do Ministro do Controle e da Transparncia do Brasil, Waldir Pires, no Dilogo dos Chanceleres, durante a XXXIV Assem-bleia Geral da Organizao dos Estados Americanos (OEA) "Desen-volvimento Social e Democracia Frente Incidncia da Corrupo" Quito, Equador Quero inicialmente parabeniz-los pela escolha do tema dominante desta Assembleia, que a luta contra a corrupo. De iniciativa, inclusive, da representao poltica do Equador, a nao que nos hospeda to cordi-almente, para a adoo de recomendaes importantes na linha do comba-te eficaz a esse flagelo da humanidade. A democracia precisa dessa vitria, precisa em nosso continente de nossa responsabilidade comum para derrotar a corrupo em cada um de nossos pases. Ela um dos desvios mais perversos e danosos da socie-dade contempornea, no campo poltico, como na atividade privada, onde ela agride e suprime os recursos da coletividade para o uso inescrupuloso dos bandidos sofisticados que a praticam. No Brasil, o Presidente Lula, desde a sua primeira fala nao, decla-rou seu governo em luta permanente contra a corrupo. uma poltica de Estado o que praticamos com prioridade absoluta. H de ser um combate de larga durao; mas vamos venc-lo. A corrupo um crime, assim como tambm o o homicdio. Todos sabemos que no permitido matar e que pesado o castigo imposto ao homicida. No entanto, mata-se infe-lizmente muito, no Brasil e no mundo. Com a corruo se d mais ou me-nos o mesmo. Mas, infelizmente, nem o homicdio nem a corrupo so passveis de extino por fora de decreto. Por isso, nenhum pas do planeta est livre desse flagelo, seja no setor pblico improbidades, trfico de influncia, o enriquecimento ilcito, seja no setor privado, na manipula-o de balanos, na especulao financeira de bolsas, na apropriao criminosa de poupanas privadas. No atual Governo do Brasil, a administrao federal, com gastos ora-mentrios muito reduzidos, est se reestruturando profundamente, na essncia de sua ao de controle, buscando rapidamente a atuao inte-grada e de profunda articulao com os organismos do Governo e do Estado, envolvidos com o combate ao desvio do dinheiro pblico. O Governo Lula transformou profundamente a natureza de sua misso e realiza aes conjuntas ou complementares nas reas de auditoria, fiscalizao e apurao de desvios, com o Ministrio da Justia, a Polcia Federal, o Tribunal de Contas da Unio, o Ministrio Pblico Federal e os Estaduais, a Advocacia-Geral da Unio, com xito de todos os procedimen-tos. Instituiu tambm o sistema de fiscalizao a partir de sorteios pblicos, que ocorrem na sede da Loteria da Caixa Econmica Federal, em Braslia, na presena de toda a imprensa e mdia e de representantes da sociedade civil, dos membros do Congresso Nacional, de oposio e de governo, para escolher as reas territoriais menores da Federao brasileira, que so os municpios, onde so aplicadas grandes parcelas do dinheiro pblico. Neste Governo, a Lei criou o Conselho da Transparncia Pblica e Combate Corrupo. Alm disso, estamos empenhados na tarefa do fortalecimento dos Conselhos municipais de controle social. Estamos participando da ENCLA (Estratgia Nacional de Combate Lavagem de Dinheiro). Vamos realizar o IV Frum Global de Combate Corrupo, em junho de 2005, para o qual, inclusive, o Governo brasileiro os convida a todos para nos darem a honra e o prazer de participarem conosco desse conclave internacional. A democracia incompatvel com a corrupo. Como incompatvel com a excluso. Sua legitimidade decorre da representao popular, que vem da vontade dos cidados, para assegurar as liberdades, inclusive aquela que foi declarada um dia na Carta do Atlntico, como o grande documento do Ocidente, de convocao para a luta contra o nazismo e o fascismo: a liberdade de no ter medo de morrer de fome. A excluso o decreto de condenao pobreza extrema e fome. A democracia a cidadania, no um regime com prias. No h democracia sem tica, portanto sem responsabilidade com a condio humana. A tica da democracia a coeso social para a convi-vncia humana, hoje sob grave risco. A democracia poltica ou se faz social e humana, ou democracia no . O Presidente Lula recentemente, em janeiro ltimo, em Monterrey, na Cpula Extraordinria das Amricas, a propsito do desenvolvimento social, lembrou-nos do desafio deste milnio, para a condenao das injustias: cada vez maior o abismo que separa ricos e pobres em nosso continente e no mundo. A tica existe desde o comeo das civilizaes para o bem do ser humano. Significa a responsabi-lidade de cada um e de todos com os valores da vida, da dignidade da pessoa humana. A tica da democracia, pois, a tica da coeso social, pela afirmao das liberdades e pelo respeito s necessidades. Assessoria de Imprensa da Controladoria-Geral da Unio Cidadania Foi de um discurso do dramaturgo Pierre-Augustin Caron de Beaumar-chais, em outubro de 1774, que surgiu o sentido moderno da palavra cida-do -- que ganharia maior ressonncia nos primeiros meses da revoluo francesa, com a Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. Em sentido etimolgico, cidadania refere-se condio dos que resi-dem na cidade. Ao mesmo tempo, diz da condio de um indivduo como membro de um estado, como portador de direitos e obrigaes. A associa-o entre os dois significados deve-se a uma transformao fundamental no mundo moderno: a formao dos estados centralizados, impondo juris-dio uniforme sobre um territrio no limitado aos burgos medievais. Na Europa, at o incio dos tempos modernos, o reconhecimento de di-reitos civis e sua consagrao em documentos escritos (constituies) eram limitados aos burgos ou cidades. A individualizao desses direitos a rigor no existe at o surgimento da teoria dos direitos naturais do indivduo e do contrato social, bases filosficas do antigo liberalismo. Nesse sentido, os privilgios e imunidades dos burgos medievais no diferem, quanto forma, dos direitos e obrigaes das corporaes e outros agrupamentos, decor-rentes de sua posio ou funo na hierarquia social e na diviso social do trabalho. So direitos atribudos a uma entidade coletiva, e ao indivduo apenas em decorrncia de sua participao em um desses "corpos" sociais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 9 O termo cidado tornou-se sinnimo de homem livre, portador de direi-tos e obrigaes a ttulo individual, assegurados em lei. na cidade que se formam as foras sociais mais diretamente interessadas na individualizao e na codificao desses direitos: a burguesia e a moderna economia capita-lista. Ao ultrapassar os estreitos limites do mundo medieval -- pela interliga-o de feiras e comunas, pelo estabelecimento de rotas regulares de co-mrcio, entre regies da Europa e entre os continentes --, a dinmica da economia capitalista favorece a imposio de uma jurisdio uniforme em determinados territrios, cuja extenso e perfil derivam tanto da interdepen-dncia interna enquanto "mercado", como dos fatores culturais, lingusticos, polticos e militares que favorecem a unificao. Em seus primrdios, a constituio do estado moderno e da economia comercial capitalista uma grande fora libertria. Em primeiro lugar, pela dilatao de horizontes, pela emancipao dos indivduos ante o localismo, ante as convenes medievais que impediam ou dificultavam a escolha de uma ocupao diferente da transmitida como herana familiar; libertria, tambm, ante as tradies e crenas que se diluam com a maior mobilida-de geogrfica e social; mas libertria, sobretudo, pela imposio de uma jurisdio uniforme, que superava o arbtrio dos senhores feudais e reco-nhecia a todos os mesmos direitos e obrigaes, independentemente de seu trabalho ou condio socioeconmica. Alm do sentido sociolgico, a cidadania tem um sentido poltico, que expressa a igualdade perante a lei, conquistada pelas grandes revolues (inglesa, francesa e americana), e posteriormente reconhecida no mundo inteiro. Nessa perspectiva, a passagem do mbito limitado - dos burgos - ao significado amplo da cidadania nacional a prpria histria da formao e unificao dos estados modernos, capazes de exercer efetivo controle sobre seus respectivos territrios e de garantir os mesmos direitos a todos os seus habitantes. fundamentalmente uma garantia negativa: contra as limitaes convencionais ao comportamento individual e contra o poder arbitrrio, pblico ou privado. Rumo universalizao. A cidadania originalmente um direito bur-gus. Contudo, quando reivindicada como soma de direitos fundamentais do indivduo, estes se tornam neutros quanto a seus beneficirios presentes e potenciais. Vista como processo histrico gradual, a extenso da cidadania (1) a transformao da estrutura social pr-moderna no quadro da economia capitalista e do estado nacional moderno e (2) o reconhecimento e a uni-versalizao de toda uma srie de novos direitos que, em parte, so indis-pensveis ao funcionamento da economia capitalista moderna e, em parte, so resultado concreto do conflito poltico dentro de cada pas. Portanto, trata-se de um conceito ao mesmo tempo jurdico, sociolgico e poltico: descreve a consagrao formal de certos direitos, o processo poltico de sua obteno e a criao das condies socioeconmicas que lhe do efetividade. Cidadania e democracia. A cidadania tem dois aspectos: (1) o instituci-onal, porque envolve o reconhecimento explcito e a garantia de certos direitos fundamentais, embora sua institucionalizao nunca seja constante e irredutvel; (2) e o processual, porque as garantias civis e polticas, bem como o contedo substantivo, social e econmico, no podem ser vistos como entidades fixas e definitivas, mas apenas como um processo em constante reafirmao, com limiares abaixo dos quais no h democracia. Democrtico, no sentido liberal, o pas que, alm das garantias jurdicas e polticas fundamentais, institucionaliza amplamente a participao poltica. Direitos e garantias individuais. A necessidade de certas prerrogativas que limitem o poder poltico em suas relaes com a pessoa humana so, muito provavelmente, criao do cristianismo, que definiu o primeiro terreno interditado ao estado: o espiritual. No campo do direito positivo, foi a revoluo francesa que incorporou o sistema dos direitos humanos ao direito constitucional moderno. A teoria do direito constitucional dividiu, de incio, os direitos humanos em naturais e civis, considerando que a liberdade natural, mais ampla, evolui para o conceito de liberdade civil, mais limitada, visto que seus limites coincidem com os da liberdade dos outros homens. A primeira concretizao da teoria jurdica dos direitos humanos foi o Bill of Rights, de 1689 -- a declarao de direitos inglesa. S depois da independncia dos Estados Unidos, porm, as declaraes de direitos, inseridas nas constituies escritas, adquirem o perfil de relao de direitos oponveis ao estado, e dos quais os indivduos so titulares diretos. Dada sua importncia, o direito constitucional clssico dividia as leis fundamen-tais em duas partes: uma estabelecia os poderes e seu funcionamento; outra, os direitos e garantias individuais. No Brasil, clssica a definio dada por Rui Barbosa s garantias, desdobramento dos direitos individuais: "Os direitos so aspectos, manifes-taes da personalidade humana em sua existncia subjetiva, ou nas suas situaes de relaes com a sociedade, ou os indivduos que a compem. As garantias constitucionais stricto sensu so as solenidades tutelares de que a lei circunda alguns desses direitos contra os abusos do poder." o caso do direito liberdade pessoal, cuja garantia o recurso do habeas corpus. Direitos sociais. Na antiguidade, considerava-se que o trabalho manual no era compatvel com a inteligncia crtica e especulativa, ideal do esta-do. Da o reconhecimento da escravido, que restringia consideravelmente os ideais tericos da democracia direta. A revoluo social do cristianismo baseou-se principalmente na dignificao do trabalho manual. Por conse-guinte, durante a Idade Mdia, o trabalho era considerado um dever social e mesmo religioso do indivduo. Com o declnio das corporaes de ofcio, que controlavam o trabalho medieval, e o surgimento das oficinas de trabalho, de caractersticas dife-rentes, entre as quais a relao salarial entre operrio e patro, esto dadas as condies propcias ao capitalismo mercantilista da poca do Renascimento e da Reforma. Mais tarde, a burguesia, que dominara a revoluo francesa, viu-se di-ante dos problemas sociais decorrentes da revoluo industrial. Assim, tornou-se indispensvel a interveno do estado entre as partes desiguais em confronto no campo do trabalho, para regular o mercado livre em que o trabalhador era cruelmente explorado. Atualmente no se pode conceber a proteo jurdica dos direitos indi-viduais sem o reconhecimento e a proteo dos direitos sociais do homem, que so oponveis no ao estado, mas ao capital, e tm na ao do estado sua garantia. Hoje existe um grande movimento pelo reconhecimento, definio e ga-rantia internacionais dos direitos humanos. Em 10 de dezembro de 1948, a assembleia geral da Organizao das Naes Unidas (ONU) adotou em Paris a Declarao Universal dos Direitos Humanos, que s ter fora obrigatria quando for uma conveno firmada por todos os pases mem-bros da ONU. Os regimes de governo so justos na medida em que as liberdades so defendidas, mesmo em pocas de crise. Os princpios gerais de direito so sempre os mesmos: processo legal, ausncia de crueldade, respeito dignidade humana. As formas de execuo desses princpios tambm no variam. Resumem-se em leis anteriores, em garantias eficazes de defesa e, como sempre, acima de tudo, em justia independente e imparcial. Suspenso das garantias constitucionais. No Brasil, a instabilidade do poder poltico e as lutas oligrquicas durante a primeira repblica fizeram do estado de stio e da interveno federal os centros de convergncia dos debates jurdicos e das aes polticas. Tambm o Supremo Tribunal Federal defrontou-se frequentemente com o problema. No entanto os fatos mais de uma vez atropelaram o direito ao longo da histria do Brasil. En-cyclopaedia Britannica do Brasil Publicaes Ltda. Democracia Desde seu surgimento na antiguidade clssica, o ideal democrtico -- aspirao dos homens e dos povos a assumir plenamente seu destino coletivo e sua responsabilidade poltica -- manifestou-se de muitas manei-ras diferentes. Como realidade poltica, no entanto, so escassos os exem-plos histricos de sociedades ou grupos que tenham vivido de acordo com esse ideal. S a partir do ltimo tero do sculo XVIII, com a independncia dos Estados Unidos e o triunfo da revoluo francesa, surgiram as moder-nas democracias e iniciou-se um longo e desigual caminho de desenvolvi-mento e implantao dos sistemas democrticos no planeta. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 10 Denomina-se democracia (do grego demos, "povo", e kratos, "autorida-de") uma forma de organizao poltica que reconhece a cada um dos membros da comunidade o direito de participar da direo e gesto dos assuntos pblicos. Nas sociedades modernas, so reduzidas as possibili-dades de participao direta, dado o nmero e a complexidade dos assun-tos pblicos. S possvel o exerccio direto da democracia em algumas instituies tradicionais -- administrao municipal ou assembleias popula-res, por exemplo. Assim, nos pases democrticos, comum o exerccio da democracia por meio de um sistema indireto ou representativo. Normalmente, esse sistema regulado por uma lei fundamental ou constituio. Os cidados elegem representantes, cuja participao nas diversas instituies governamentais garante a defesa de seus interesses. De maneira geral, esses representantes fazem parte de vrios partidos polticos, que se identificam com os interesses de uma classe ou grupo social e sustentam diferentes opinies a respeito de como se deve solucio-nar os problemas da comunidade. Os candidatos que recebem mais votos nas eleies passam ento categoria de membros dos organismos par-lamentares -- congresso, senado, cmara de deputados, parlamento, cortes, assembleia nacional etc. -- nos quais, por um determinado perodo (mandato), devem defender as opinies do partido pelo qual se elegeram, apoiando, criticando, reelaborando e votando os projetos de lei que forem submetidos a discusso. No sistema parlamentarista, o governo da nao exercido pelo parti-do ou coligao de partidos detentores da maioria parlamentar, e normal-mente o chefe de governo o lder do partido majoritrio. O sistema presi-dencialista distingue-se do parlamentarista pelo fato de os cidados elege-rem tanto um presidente da repblica, que exerce o poder executivo com apoio de um ministrio por ele nomeado, quanto os membros do congresso, cujos poderes normalmente se limitam legislao e aprovao dos oramentos gerais da administrao pblica. Evoluo dos sistemas democrticos: Grcia e Roma. A democracia teve origem na Grcia clssica. Atenas e outras cidades-estados implanta-ram um sistema de governo por meio do qual todos os cidados livres podiam eleger seus governantes e serem eleitos para tal funo, por um determinado perodo. Esse exerccio democrtico -- do qual estavam exclu-dos os escravos, as mulheres e os estrangeiros -- foi possvel porque os cidados formavam um grupo numericamente reduzido e privilegiado. Embora o sistema tenha recebido o apoio terico e doutrinrio de pen-sadores da envergadura de Aristteles, com frequncia ocorriam situaes em que a normalidade democrtica era interrompida por meio de mecanis-mos que tambm se repetiram frequentemente ao longo da histria. Quan-do havia algum conflito com uma regio ou cidade vizinha, eram atribudos a alguns generais poderes absolutos enquanto durasse a guerra. s vezes, ao encerrar-se esta, aproveitando o prestgio popular conquistado, os generais apossavam-se do poder como ditadores. Uma situao desse tipo acabou com a "democracia de notveis" dos primeiros tempos de Roma. O sistema democrtico vigorou muito menos tempo em Roma do que na Grcia e, mesmo durante o perodo republicano, o poder permaneceu habitualmente nas mos da classe aristocrtica. Fundamentos da democracia moderna. S no sculo XVII comearam a ser elaboradas as primeiras formulaes tericas sobre a democracia moderna. O filsofo britnico John Locke foi o primeiro a afirmar que o poder dos governos nasce de um acordo livre e recproco e a preconizar a separao entre os poderes legislativo e judicirio. Em meados do sculo XVIII foi publicada uma obra capital para a teoria poltica moderna: De l'esprit des lois (1748; Do esprito das leis), de Montesquieu. O filsofo e moralista francs distinguia nesse livro trs tipos diferentes de governo: despotismo, repblica e monarquia -- fundamentadas no temor, na virtude e na honra, respectivamente -- e propunha a monarquia constitucional como opo mais prudente e sbia. A liberdade poltica seria garantida pela separao e independncia dos trs poderes fundamentais do estado: legislativo, execu-tivo e judicirio. Assim, Montesquieu formulou os princpios que viriam a ser o fundamento da democracia moderna. Entretanto, setores cada vez mais amplos da opinio pblica, encabe-ados pela burguesia -- para cujo desenvolvimento a sobrevivncia do antigo regime constitua um obstculo --, formulavam propostas de organi-zao e ao destinadas a abolir o absolutismo e a instaurar uma nova ordem poltica. O povo francs deu vazo a seus anseios, por tanto tempo reprimidos, na rebelio contra o governo dos Bourbon e da aristocracia. A revoluo francesa procurou em vo encontrar formas de organizao poltica e social que dotassem o sistema de certa estabilidade, mas o surgimento de Napo-leo e a instaurao do imprio fizeram abortar esses esforos. Apesar disso, a revoluo teve como consequncia uma ampla difuso das ideias democrticas, no apenas nos estados europeus, mas tambm na Amrica. Assim, a instaurao na Espanha, durante a guerra da independncia, de um poder provisrio inspirado naquelas ideias favoreceu sua exportao para as colnias americanas. Os Estados Unidos da Amrica foram a primeira nao a criar um sis-tema democrtico moderno, definitivamente consolidado em decorrncia de sua vitria na guerra de independncia contra a monarquia britnica. No caso dos novos pases da Amrica, em geral caminharam juntas as ideias de democracia e independncia. Os "libertadores" buscaram pr fim no s ao domnio exercido pelas potncias colonizadoras, como tambm aos poderes absolutos que os soberanos dessas potncias personificavam. Democracia na atualidade. Embora estejam notavelmente dissemina-das no mundo de hoje e seja difcil encontrar argumentos doutrinrios contrrios a elas que meream consenso, em muitas reas do mundo as ideias democrticas no so postas em prtica pelos sistemas polticos. As democracias populares constituram um caso parte. Nos pases em que houve tomada do poder por organizaes de esquerda, sobretudo de carter comunista, implantaram-se sistemas de dominao poltica e militar que, embora se proclamassem democrticas, impediam o livre exerccio dos direitos e das liberdades fundamentais. Nesses sistemas polticos, afirmava-se que a organizao democrtica parlamentar no constitua uma traduo adequada das ideias democrticas, j que s serviriam para legitimar o exerccio do poder por influentes grupos de presso, sobretudo de tipo econmico. Para os sistemas que foram domi-nantes nesses pases, a organizao democrtica parlamentar seria uma democracia formal, sem contedo, oposta democracia real, que eles representariam. Organizao jurdica da democracia. A essncia da democracia como sistema poltico reside na separao e independncia dos poderes funda-mentais do estado -- legislativo, executivo e judicirio --, bem como em seu exerccio, em nome do povo, por meio das instituies que dele ema-nam. O poder legislativo concretiza-se na instituio parlamentar, que pode ser unicameral ou bicameral. Tem ela como atribuio a elaborao das leis, interpretando-se, portanto, a mxima democrtica "o poder emana do povo" como uma afirmao de que o povo -- seus representantes eleitos por um perodo limitado e por um sistema eleitoral determinado -- que elabora as leis que regem a vida da comunidade e controla o poder execu-tivo. Por isso, o sistema tambm recebe a denominao de estado de direito. O poder executivo incumbe-se do governo da nao, garantindo o cumprimento das leis e cuidando da administrao do estado. Num sistema democrtico parlamentarista, os cidados controlam o poder poltico pelo voto, de modo que podem remover do poder os partidos cujos dirigentes no tenham cumprido suas promessas eleitorais ou tenham cometido o que os cidados consideram erros de gesto poltica, econmi-ca ou social. Ao controlar o poder executivo, o parlamento pode, em casos extremos e de acordo com pressupostos estabelecidos pela constituio, chegar a retirar sua confiana do governo. Em tais casos, procede-se realizao de eleies antecipadas. O terceiro poder do estado, o judicirio, serve de rbitro entre o legisla-tivo e o executivo nos conflitos de jurisdio, bem como de intrprete dos textos legais. A autoridade judiciria aplica a justia em nome do povo. Direitos e liberdades fundamentais. Em todo sistema democrtico, as leis constitucionais, elaboradas pelos representantes dos cidados durante um processo constituinte e dotadas dos mecanismos de reforma apropria-dos, inspiram-se na aceitao bsica e no reconhecimento explcito por toda a comunidade de uma srie de direitos e liberdades fundamentais, que APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 11 so de carter poltico e social (livre expresso de opinies, liberdade de culto, de associao poltica, reunio e manifestao, de proteo familiar etc.), econmico (direito a trabalho e salrio dignos, direito de associao sindical, direito de greve) e cultural (direito educao). Todo direito positi-vo que emana da constituio tende a procurar proteger tais direitos. Deveres dos cidados. Embora, historicamente, a democracia tenha surgido para garantir o exerccio das liberdades pblicas diante do poder irrestrito do estado, os sistemas democrticos tambm consagram uma srie de deveres sociais que todos os cidados so obrigados a cumprir. Esses deveres incluem, basicamente, uma prestao pessoal de servios -- como o servio militar, ou servios civis que o substituam, em todas as circunstncias ou em casos de emergncia -- e uma contribuio econmi-ca, que se traduz sobretudo na aceitao e no cumprimento da obrigao de pagar os impostos votados pelos representantes do povo no parlamento. Os deveres dos cidados baseiam-se na obrigao jurdica geral relativa ao acatamento das leis -- a democracia como situao de "imprio da lei" -- e na obedincia autoridade no legtimo exerccio de suas funes, isto , na medida em que sua atuao se ajustar ao que foi legalmente estabelecido e aprovado pelos representantes populares. Democracia no Brasil Afirma o pargrafo nico do Art. 1o da constituio brasileira de 1988: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituio." No entanto, o que se pode afirmar de rigorosamente verdadeiro que no decorrer da fase republicana e apesar de duas ditaduras -- a do Estado Novo (1937-1945) e a oriunda do movimento poltico-militar de 1964 -- alm de vrias crises, a democracia brasileira tem evoludo claramente no sentido do aperfeioa-mento. As constituies brasileiras sofreram influncias diversas. A primeira, outorgada por D. Pedro I em 1824, era parlamentarista e bastante moldada pelo regime ingls. Transferia, porm, ao imperador, titular do poder mode-rador, algumas das atribuies que no Reino Unido cabiam Cmara dos Lordes, como a capacidade de retardar a promulgao de leis por duas sesses legislativas, quando se recusasse a sancion-las. Quanto aos direitos polticos, a constituio imperial consagrava o princpio da renda mnima anual: cem mil-ris para participao nas assembleias paroquiais, 200 mil-ris nas provncias, 400 mil-ris na Cmara, 800 mil-ris no Senado e no Conselho de Estado. A carta de 1824 permitia a escravido e negava direitos polticos s mulheres, aos filhos de famlia, criados e religiosos. Os libertos s podiam votar nas assembleias paroquiais e os estrangeiros naturalizados eram inelegveis para a Cmara e o Senado, mas podiam ser ministros de estado. Como se v, a carta magna do imprio, embora incor-porasse extensa declarao dos direitos dos cidados, no atendia a alguns requisitos hoje considerados essenciais democracia. A constituio de 1891, em que preponderava a influncia americana, adotou, entre outras inovaes, o regime presidencialista, aboliu o poder moderador, criou o sistema federativo, limitou a trs o nmero de senado-res por estado, previu a representao das minorias e instituiu o sufrgio universal masculino, excetuados os analfabetos, mendigos, praas de pr e religiosos. No entanto, permitiu o voto a descoberto, fonte de muitas das fraudes eleitorais da repblica velha, esqueceu a justia eleitoral (ficava nas mos do governo o reconhecimento dos parlamentares eleitos) e nenhuma referncia fez s garantias sociais dos trabalhadores. A lei orgnica do governo provisrio (novembro de 1930) e, posterior-mente, a constituio de 1934 foram as primeiras a levar em conta a posi-o social dos trabalhadores na democracia brasileira, concedendo garanti-as e a instituindo a justia trabalhista. A constituio de 1934 tomou como modelo a de Weimar, na Alemanha, e em muitos pontos serviu de base aos constituintes de 1946. A constituio de 1937, outorgada por Getlio Var-gas, rompeu com a tradio poltica brasileira, j que ampliou o poder e o mandato do presidente da repblica, restringiu a autonomia do poder judici-rio, dissolveu todos os rgos legislativos e declarou o estado de emer-gncia. Baseada na constituio da Polnia de 1935, serviu de estrutura legal a um regime ditatorial. A constituio de 1946 procurou conciliar as diversas correntes doutri-nrias representadas entre os constituintes. Garantiu o direito de proprieda-de, tal como entende a liberal-democracia, mas condicionou seu uso ao bem-estar social, ideia nitidamente socialista. Determinou que se organi-zasse a ordem econmica e social conforme os princpios da justia social, conciliando a liberdade de iniciativa com a valorizao do trabalho humano. Admitiu o exerccio, pela Unio, do monoplio de indstrias e atividades. Ao longo de sua vigncia, no faltaram ameaas antidemocrticas, sobretudo de golpes militares. Em 1964, o presidente constitucional Joo Goulart foi deposto por um movimento poltico-militar. Durante a ditadura subsequente, que se esten-deu por duas dcadas, o pas viveu regulamentado por uma srie de atos institucionais e complementares. Mesmo a constituio de 1967, que resta-beleceu certas caractersticas de normalidade institucional, foi emendada em outubro de 1969 por novo ato, que manteve o Ato Institucional no 5. No incio da dcada de 1980, a redemocratizao foi ocorrendo gradu-almente, com a suspenso da censura prvia imprensa, a lei da anistia e outras medidas. A convocao de uma assembleia constituinte figurava na plataforma de Tancredo Neves, eleito presidente indiretamente mas faleci-do sem assumir o cargo. Jos Sarney, vice-presidente empossado, convo-cou o Congresso seguinte a assumir funes constituintes. Em 1988 foi promulgada uma nova constituio, que consagrava direitos e garantias individuais e sociais mais amplos que os da carta de 1946. Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicaes Ltda. O exerccio da cidadania comea em casa O mundo em que vivemos precisa de paz e unio, elementos funda-mentais a vida que podem ser conquistados com a solidariedade de cada um de ns. Esta solidariedade deve ser cultivada dentro de nossas casas e principalmente, juntamente com os nossos filhos, mostrando a importncia de determinados valores que nos tornam cidados cada vez mais compro-metidos com o mundo em que vivemos. Ser cidado estar comprometido com seus direitos e deveres, saber respeitar os limites do prximo e se importar com quem est ao nosso redor. Dar bons exemplos uma grande lio para nossos filhos. Pense na importncia que ter uma postura cidad com a vida e como isto pode tornar o mundo melhor. Para incentivarmos esta postura de valores dentro de nossas famlias, precisamos dar bons exemplos. Filhos no aprendem apenas com o que ns falamos, mas principalmente com o que fazemos. As crianas so o nosso reflexo, so frutos da educao que ns pais oferecemos. Veja algumas dicas: Tenha atitudes honestas e justas; Seja tolerante; Respeite as diferenas; Ajude quem precisa; Tenha sempre presente em seu vocabulrio aquelas palavras como: por favor e muito obrigado. http://nejmiaziz.com.br/ 5 tica no Setor Pblico. 5.1 Decreto n 1.171/ 1994 (Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal). A RELEVNCIA DA TICA NO EXERCCIO DA FUNO PBLICA Cicero Araujo I. J faz algumas dcadas que a Cincia Poltica contempornea procu-rou transpor para seu campo de investigao o paradigma do homo oeco-nomicus a psicologia egostica utilizada pela teoria econmica convencio-nal para dar conta das interaes sociais no mercado. Seu campo de investigao, isto , o comportamento de atores coletivos como os parti-dos, os sindicatos, os gabinetes governamentais, ou de atores individuais como as lideranas partidrias, os parlamentares, os eleitores etc. Para o assunto que nos interessa aqui, teve grande impacto no debate posterior o transporte do paradigma econmico para entender certos problemas da administrao pblica e da ao coletiva de um modo gera l. Cito de cabea duas linhas de trabalho que, ainda na dcada de 1960 e incio de 1970, tiveram forte influncia na compreenso contempornea das burocracias estatais, das dificuldades do cidado comum para mant-las sob controle e faz-las prestar os servios a que foram destinadas. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 12 Comeo mencionando os estudos de James Buchanan e associados2, cujas concluses apontam, primeiro, para a tendncia, especialmente nas democracias, de proliferao de servios custa dos contribuintes, como forma de garantir a reproduo das prprias burocracias encarregadas de fornecer tais servios; e, segundo, para a tendncia de busca da renda particular (rent seeking): como que tentando desmistificar a aurola do funcionrio como um promotor imparcial do bem comum, esses estudos mostram os servidores estatais como um grupo de interesse parte no apenas um grupo de interesse dentre outros, mas um grupo colocado numa posio especial, j que detentor de certos monoplios legais, exatamente por fazer parte do Estado sempre disposto a transformar em exclusivo benefcio prprio pelo menos parte dos recursos extrados dos cidados, em princpio destinados ao benefcio comum. O outro estudo que vale mencionar, realizado por Mancur Olson, es-tendese para os problemas de articulao de qualquer ao coletiva que requeira o engajamento de um grande nmero de pessoas.3 Suponha que uma comunidade precisa providenciar um determinado bem coletivo, diga-mos, uma rua pavimentada: se o grupo de pessoas que conjugar seus esforos para prover esse bem for muito pequeno, a ausncia de uma delas pode prejudicar toda a empreitada; como prover o bem do interesse de cada membro do grupo, h um forte incentivo para que todos realmente se esforcem para gerar o benefcio. Contudo, se o grupo for muito grande, de tal forma que a contribuio individual de cada participante seja proporcionalmente muito pequena ou insignificante, haver fortes incentivos para que no haja amplo comparti-lhamento dos esforos, e para jogar nos ombros dos demais o peso do empreendimento. Se houver, dentro do grupo maior, um grupo bem menor altamente interessado em fornecer esse benefcio de qualquer forma, a despeito do comportamento parasitrio do restante, a ao coletiva fatal-mente resultar capenga, para no dizer totalmente frustrada em seus propsitos. Esse o famoso problema do carona (free rider), que coloca em evidncia o por qu das organizaes sociais se estruturarem em hierarquias, s quais se apendam incentivos especiais s diferentes cama-das, de modo a aumentar sua eficcia ou produtividade, ou ento de modo a evitar que os efeitos corrosivos do carona simplesmente no destruam a ao coletiva qual foram encarregadas de organizar. Alis, qualquer executivo de uma grande organizao social, seja ela privada ou pblica, sabe muito bem, ainda que apenas de forma intuitiva, o que significa o carona e de seus efeitos nefastos na vida da organizao que ajuda a administrar. O feito de Olson foi isolar o fenmeno, estabelecer uma hipte-se para explicar suas razes e dar-lhe grande relevncia para a compreen-so da ao coletiva nas suas mais variadas formas. No vou me deter no detalhe dos argumentos que esses autores lan-am mo para demonstrar essas concluses, mesmo porque estamos falando de estudos bastante complexos, envolvendo tambm entendiantes formalizaes matemticas. A meno a eles visa apenas destacar as premissas psicolgicas de todo o encadeamento do raciocnio, raramente problematizadas e discutidas, mas geralmente justificadas por seu aparente realismo: a base elementar das interaes sociais so indivduos egostas, exclusivamente auto-interessados, que ingressam em aes cooperativas apenas porque no h outra maneira de obter certos bens (justamente os bens coletivos) para si mesmos. Mas que so tambm indivduos racio-nais, isto , capazes de escolher, dentro de um leque de diferentes opes de ao, aquela alternativa que otimize a relao entre o benefcio espera-do da opo e o custo para viabiliz-la ou que maximize a utilidade, para empregar a terminologia dos economistas. H que reconhecer a enorme fora atrativa que essas premissas so capazes de exercer sobre o investigador social, tanto por sua simplicidade (elas so aptas a fornecer modelos explicativos enxutos e elegantes, seno do ponto de vista moral, ao menos do ponto de vista cognitivo) quanto por sua plausibilidade e realismo quem no seria tentado a admitir a hiptese de que, em mdia, as pessoas so auto-interessadas, pelo menos quando se trata das interaes annimas do mercado ou das grandes organizaes estatais? No entanto, um leitor mais atento desses estudos no deixa de suspei-tar de um certo sabor de paradoxo em suas concluses, derivadas do aparncia mesma de realismo das premissas. Pois se verdade que as organizaes sociais e as aes coletivas so focos permanentes de rent seekers e free riders, como no deixar de pensar que, levadas s ltimas consequncias, a compulso egosta e a maximizao da utilidade deve-riam liquidar completamente a vida social e toda a possibilidade de coope-rao? Porm: (1) as organizaes sociais persistem, assim como o fato da cooperao e as premissas s nos deixam perplexos a respeito de por qu elas persistem; e (2) os prprios estudos assumem que, sem a vida social e, portanto, sem a cooperao, interesses cruciais dos agentes egostas seriam afetados. Em outras palavras, o auto-interesse mesmo deveria ser impulso suficiente cooperao e, no entanto, o autointeres-se que a corri, quando no a elimina pura e simplesmente. Eis o sabor de paradoxo. II. Na verdade, a longa tradio da filosofia moral e poltica j havia es-boado paradoxos como os mencionados acima, os quais apareciam com frequncia na forma de dilemas prticos. (Por exemplo, como aparece no episdio da condenao de Scrates, mencionado nos dilogos de Plato: prefervel, se tivssemos apenas essas duas opes, sofrer a injustia ou comet - la?) Poderamos recuar a esses debates dos antigos filsofos gregos estamos falando de uma longa tradio mesmo! mas vamos nos contentar com certos pais fundadores do pensamento poltico moderno, e com a brevidade que esta palestra requer. Em primeiro lugar, no pensa-mento de Thomas Hobbes, um filsofo ingls do sculo XVII, pois ele tambm o primeiro moderno a explorar rigorosamente as premissas do homo oeconomicus antes mesmo da teoria econmica ter se estabelecido como disciplina autnoma. E usou-a no para elucidar o mercado, mas para mostrar por que a organizao poltica das comunidades, isto , o Estado, e a estrita obedincia a ela por parte de seus sditos era necess-ria para promover interesses vitais de cada indivduo. Para tanto, Hobbes postulou uma situao inteiramente hipottica, na qual pessoas compulsi-vamente egostas se viam expostas umas s outras sem a mediao dessa organizao poltica comum, situao a que chamou de estado de nature-za (em oposio ao estado civil ou poltico). Sua anlise dessa situao hipottica era a demonstrao da completa impossibilidade da vida social no estado de natureza. Este, se existisse de fato, no poderia ser outra coisa seno um estado de guerra de todos contra todos: para Hobbes, a anarquia, a ausncia de organizao poltica comum, correspondia ano-mia, a completa ausncia de regras de convivncia e, logo, de cooperao social. Invertendo o raciocnio, Hobbes queria dizer que a condio neces-sria da cooperao social a firme e voluntria disposio de cada indiv-duo para obedecer a um superior comum, o Soberano, a autoridade poltica incontrastvel (leia-se: uma autoridade acima da qual no poderia haver recurso), cabea de uma organizao social maior que inclui a Lei e a Espada da Lei (o Estado). Reparem onde recai a nfase do argumento: no se trata apenas de estabelecer a nomia do est ado civil em oposio anomia do estado de natureza, pois os indivduos nessa condio bem poderiam ter experimentado estabelecer regras comuns de ao, e ento cham-las de Lei. Mas precisamente isso que Hobbes pensava ser impossvel sem o Soberano: este no fundo representa o instrumento co-mum capaz de coagir os recalcitrantes a respeitar as regras, quaisquer que fossem. Sem a devida constituio de tal instrumento, o desrespeito Lei seria generalizado. Em essncia, isso o que significa Estado. Mas essa breve apresentao j nos faz pressentir, no raciocnio de Hobbes, pelo menos um paradoxo (do qual ele no tinha plena cincia) e um dilema prtico (sobre o qual estava perfeitamente atento): (1) O paradoxo que a deciso voluntria de instituir e obedecer um Soberano significa, em si mesma, um ato cooperativo. Porm, no havia o argumento estabelecido que qualquer ao cooperativa da parte de indiv-duos compulsivamente egostas requer a figura do Soberano e seu Estado? Dito de outra maneira: para cooperar precisamos de um Soberano, mas para ter um Soberano precisamos j cooperar de alguma forma. Como sair dessa enrascada? De certo modo, a obra de Hobbes antecipa alguns dos problemas de autores como Buchanan e Olson, j citados, quando puxa-mos suas premissas at seus extremos. (2) O dilema prtico o seguinte. Se por Soberano entendemos de fato um superior incontrastvel, a autoridade acima da qual no h recurso, somos tentados a imaginar uma figura que, eventualmente, de posse dos recursos de poder para tanto, venha a agir de forma sistematicamente arbitrria e tirnica, No captulo 18 do Leviathan, sua obra-prima, Hobbes faz o seguinte trocadilho, que indica claramente essa inteno: Covenants without the APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 13 sword are bu t words (Os pactos sem a espada no passam de palavras). desrespeitando suas prprias leis, perseguindo, prendendo e arrebentando seus sditos. O que fazer? Hobbes havia dito que a vida sob o pior Sobera-no seria ainda assim bem melhor que a sob o estado de natureza, a vida em perptua guerra civil. Para um observador atento do sculo XXI, porm, que conheceu as misrias dos regimes tirnicos, autoritrios ou totalitrios do sculo XX (e que ainda persistem em muitos lugares), isso deve soar mais como uma profisso de f do que um argumento slido. Para tal observador, soaria mais razovel pensar que toda a autoridade poltica deve ser limitada por outras autoridades. Algo como um regime constitucio-nal de freios e contrapesos (checks and balances), como gostam de dizer os americanos. Mas o prprio Hobbes se antecipara a essa aparentemente agradvel soluo (evidentemente falsa, a seu ver). Controlar o Soberano digamos, atravs da interveno peridica do Povo (o conjunto dos cidados co-muns participando diretamente do controle), ou, para ser mais realista, dos Representantes do Povo reunidos numa Cmara especial de fiscalizao controlar o Soberano, dizia ele, significa simplesmente fazer com que o Soberano deixe de ser Soberano, e transferir essa funo para a figura do controlador. Quem, porm, controlar o controlador? Um novo controlador, e o con-trolador desse controlador, etc etc etc? Enfim, o dilema ou conduz a uma regresso ao infinito e aqui se an-tev o problema da hipertrofia do aparato estatal indicado por Buchanan, na forma de uma sobreposio indefinida de mecanismos burocrticos de fiscalizao , ou ento somos obrigados a parar em algum ponto nessa escalada, sem que a questo inicial que deveria ser respondida (como estabelecer o controle da autoridade poltica por outras autoridades) fique claramente equacionada. III. Vejamos agora um outro pensador poltico que se debruou sobre os mesmos problemas, mas de uma outra perspectiva. David Hume, esse pensador, um filsofo escocs do sculo XVIII, tinha genunas preocupa-es de ordem moral em suas elaboraes. Hume muito citado como um dos autores iluministas que via a moralidade no como um artifcio das organizaes polticas para conter nossos instintos egostas, mas como uma espcie de sentimento primrio, natural, que estimulava certas aes espontneas de solidariedade e cooperao, isto , sem o recurso ao Soberano hobbesiano. Contudo, quando se tratava de pensar a organiza-o poltica de uma sociedade grande e complexa, seu argumento e suas concluses parecem no escapar de dilemas anlogos aos de Hobbes, Buchanan e Olson, conforme veremos daqui a pouco. Hume partia, sem dvida, de premissas mais variadas que as de Hobbes. Ao lado dos impulsos psicolgicos do auto-interesse, ele suponha tambm impulsos benevolentes e altrustas: alm da busca pelo prprio bem, o que natural e at certo ponto desejvel, as pessoas tambm se interessam pelo bem alheio. Detalhe, porm: no se trata de uma benevo-lncia indefinida e ilimitada, mas de uma benevolncia parcial. Gostamos e desejamos sinceramente o bem de certas pessoas, mais do que de outras: o de nossos pais, filhos, irmos e amigos, mais do que uma pessoa que mal conhecemos, ou de um con-junto annimo de pessoas. Sim, amamos o prximo muitas vezes at mais do que a ns mesmos, porm o prximo o prximo de fato, que no raro concorre com o distante, quando no est em briga com ele. verdade que somos capazes de ressoar espontaneamente os sofri-mentos e as alegrias alheias, como que reproduzindo esses sentimentos em ns mesmos, ainda que de forma esmaecida, um fenmeno que Hume chamava de simpatia, da qual derivou os sentimentos morais. Mas a simpatia apenas transmite e reproduz sentimentos, ela no implica automat icamente desejar e efetivamente fazer o bem a qualquer pessoa ou a qualquer necessitado que esbarremos no caminho, como faria o Bom Samaritano dos Evangelhos. Antes, a benevolncia parcial, um desejo natural de fazer o bem, explica nossas propenses tribais primrias, ou seja, nossa disposio para conviver num crculo restrito, prximo, de amigos e familiares: nossa propenso espontnea ao cl ou tribo. Mas o cl ou a tribo, ao mesmo tempo que desenvolve impulsos de altssima atrao para dentro, no raro cria tambm impulsos igualmente fortes de repulso ao estranho, os crculos sociais distantes. Como membros de um grupo, pensava Hume, somos at estimulados, em certas circunstncias, a praticar maldades ao estranho e isso no em prol de ns mesmos, mas do grupo a que pertencemos mais terrveis do que praticaramos se vivssemos a ss. A histria das sociedades humanas, contudo, sugere uma contnua ex-panso rumo a comunidades mais amplas e complexas do que tribos e cls. Como explic-la? Aqui Hume obrigado a apelar, no para o senti-mento natural, mas para a conveno, para o artifcio institucional, cujo primeiro fruto a virtude da Justia, a base das regras do Direito. A Justia a virtude da macro - sociabilidade, geradora de regras estritas e in flex-veis (convenes), porm impessoais (pois no importa quem elas benefi-ciam ou prejudicam em cada caso de sua aplicao) e expansivas, que contrasta com as virtudes da micro - sociabilidade, maleveis e personali-zadas (isto , onde importa o quem), mas exatamente por isso de curto alcance. Mas qual a base do respeito s convenes sociais, as regras da Justia? Tem de haver um princpio geral que sustente as convenes. Esse princpio a reciprocidade. Da que o contrato e a promessa sejam os modelos exemplares da Justia em ao: os dois primeiros contratantes devem ter sido sujeitos estranhos um ao outro, mas que por um motivo qualquer digamos, comercial precisaram produzir um bem coletivo. Qual a estrutura geral do contrato? Eu fao a minha parte e, no momento apra-zado, voc faz a sua. Sou indiferente sua felicidade, e, contudo, para produzir certo bem para mim ou para meus entes queridos, preciso estabe-lecer uma relao cooperativa com o estranho, sem o qual aquele bem no vinga. Logo, s tem sentido cooperar nessas condies se cada um faz a sua parte, e na medida em que cada um faz a sua parte (da a reciprocida-de). Essa a natureza da conveno, to bem caracterizada pela imagem humeana dos dois remadores de um barco que se controlam mutuamente na alternncia de seus respectivos lances de remo. Um faz seu lance na medida em que o outro faa o seu, e s nessa medida o bem coletivo (a navegao rumo a um porto comum desejado) ser produzido. Notem como nesse argumento a percepo do auto-interesse embasa a reciprocidade. E desse ponto em diante que os problemas do argumen-to vo aparecendo: (1) A sociedade grande e complexa, reconhece Hume, supera as difi-culdades e deficincias do crculo restrito da tribo, e porm gera suas prprias dificuldades e deficincias. Quanto mais cresce a sociedade, mais annima e impessoal ela se torna, de modo que sua sustentao depende-r menos das paixes altrustas do que da reciprocidade e, logo, da per-cepo do auto interesse na prpria atividade cooperativa. Uma coisa, porm, cooperar com uns poucos estranhos, onde possvel controlar os laos recprocos de cada parte e onde est claro que a defeco de um dos cooperantes pe a perder todo o empreendimento. Outra a situao em que o nmero de estranhos enorme, em que a contribuio de cada um proporcionalmente nfima. Pensem, para ficar num exemplo bem simples, na diferena da partici-pao eleitoral de um grupo de cinco eleitores e a participao num grupo de um milho de eleitores. A importncia da participao de cada indivduo para a determinao de um certo resultado no primeiro caso visivelmente maior do que no segundo caso. No primeiro, relutaria muito em deixar de participar, se estou de fato interessado nesse resultado determinado. No segundo, tendo a estimar, com razo, que minha ausncia ser muito menos decisiva (e tambm muito menos sentida) para esse ou aquele resultado final, ainda que seja do meu interesse obt-lo, a ponto de eu apostar que um nmero suficiente de parceiros cumpriro a sua parte em meu lugar, e ento obter resultado idntico ao que obteria se eu tivesse participado. Mas o dia da votao, um domingo, est ensolarado: por que no desfrutar esse sol na praia, e deixar que os outros enfrentem a fila da urna por mim? Estamos outra vez diante da mesmssima questo identifi-cada por Olson: o problema do carona. Mas bvio que se todos pensas-sem como o carona, o bem coletivo almejado no se consumaria. Mas por que no pensariam, se os estranhos cooperam apenas graas reciproci-dade e o auto-interesse? (2) Hume imagina duas sadas para esse aparente labirinto. A primeira volta a recorrer psicologia: o hbito explicaria, pelo menos em parte, porque continuamos a cooperar mesmo quando deixamos de perceber claramente em que medida nossa participao num empreendimento APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 14 cooperativo decisiva ou no para produzir o resultado almejado. Se em situaes mais simples e visveis julgamos que nossa participao sim decisiva, tendemos a estender esse juzo, sem conferir se tal mesmo o caso, para os casos mais complexos e menos visveis. Mas o hbito, admite Hume, est longe de uma explicao suficiente, e ento ele recorre a uma segunda sada, mais fundamental. Trata-se da constituio do governo, ou seja, de uma espcie de diviso de trabalho entre governantes e governados, o primeiro formado por um grupo relati-vamente pequeno e o segundo reunindo a grande maioria da comunidade; o primeiro altamente motivado a garantir, como administradores da coisa pblica, o provimento dos bens coletivos, o segundo liberado para perseguir seus bens privados e os de seu crculo restrito de amigos e familiares, contanto que paguem os impostos que sustentaro as atividades do primei-ro grupo. Vejam que esse esquema no implica que os governantes sejam altrustas: eles so motivados a produzir os bens coletivos porque essa , na repartio social das tarefas, a meta auto-interessada mais prxima e visvel, enquanto a mais distante para o restante da comunidade, isto , os governados. A instalao do governo significa simplesmente uma opera-o de transformar, pelo menos para alguns (os governantes), o auto-interesse distante e embaado que ameaa desintegrar a cooperao em sociedade annimas num auto-interesse prximo e ntido. como se o artifcio do governo simbolizasse a arte da construo de uma lente social para corrigir a miopia congnita dos grandes conglemerados humanos. Outra vez, a um observador atento do sinuoso raciocnio humeano no escapar novas dificuldades nessa segunda sada. Porque se o grupo dos governantes, encarregado da administrao dos negcios pblicos, for suficientemente coeso, compacto e bem articulado como nas burocracias estatais modernas, eles acabaro por constituir um conjunto de interesses apartado, talvez mesmo divergente, do restante da sociedade. O auto-interesse para os seus membros pode significar algo substancialmente e no apenas ilusoriamente (por causa apenas de uma distoro de ptica) diferente dos governados. E como a promoo daquele interesse depende da extrao, via impostos, dos recursos dos governados, eles sero tenta-dos a desviar esses recursos para benefcio prprio e no para o benefcio comum. E aqui estamos de novo, e por caminhos transversos, perante o rent seeking de James Buchanan. IV. Para onde afinal nos leva todo essa apresentao de argumentos? Penso que nos leva a constatar o contra-senso das premissas psicolgicas do homo oeconomicus quando estendidas ao mundo da cooperao social de um modo geral, e da administrao da coisa pblica em particular. Se levamos at a sua raiz a hiptese de que todos os que promovem servios a outrem, privadamente ou em nome do pblico, so exclusivamente moti-vados pelo interesse egosta, ento a minha sugesto que o fato do provimento sistemtico desses servios deve aparecer como um mistrio da investigao social. O prprio fato da organizao social se torna um mistrio. Se algum contestar dizendo que esse fato em que estou me arvorando transitrio e s ilusoriamente slido, ento preciso admitir, na ausncia de outras premissas plausveis, que os Estados modernos, os quais procuram enlaar sociedades grandes e complexas, caminham de modo inexorvel para o seu colapso, provavelmente de forma lenta, porm constante, gradualmente introduzindo aquela anomia que Hobbes tanto temia. Minha prpria contra-resposta a essas duas sugestes pura e sim-plesmente destacar aquilo que d ttulo a esta palestra: a relevncia da tica no exerccio da funo pblica. Ao que agora posso acrescentar: a relev ncia da tica na preservao da organizao social, genericamente falando, e no apenas da administrao da coisa pblica. Mas at aqui a tica ou a moral se apresentou negativamente, como um vago oposto da compulso egosta. Porm, o que ela positivamente? Devo dizer de partida que a longa tradio da filosofia moral a que me referi no comeo desta palestra jamais logrou construir um consenso a respeito dessa pergunta. A esmagadora maioria dos filsofos, verdade, descartou ser possvel reduzir a moralidade ao egosmo. O que isso signifi-ca, porm? O altrusmo? A deferncia aos mandamentos de Deus? O respeito incondicional a certas regras ou leis que consigamos formular de modo universal, que podem at coincidir com aqueles mandamentos, porm sem necessariamente assumir suanatureza divina? O respeito incondicional a uma certa interpretao da igualdade entre os seres huma-nos? Todas elas, creio, so alternativas plausveis para fundar a tica, e aju-dam a explicar, em parte, o sustento da organizao social, da cooperao e da solidariedade. No digo que para ajudar a explicar seja preciso assu-mir que elas so praticadas por todos e em todos os momentos. Fosse assim, incorreramos no mesmo exagero a que incorre a psicologia egosti-ca. Basta afirmar que quando detectamos alguma forma de cooperao e solidariedade, haveramos de pelo menos suspeitar de que alguma dessas alternativas da vida tica esteja em operao. Contudo, todas elas deveriam apontar para uma viso mais sinttica, reconciliadora. Estamos, como disse, longe de obter consenso sobre uma viso concreta. Mas penso que, seja qual for, ela deveria ser marcada pelo esforo de aproximar a natureza da tica ou da moralidade vejam que, para meus propsitos, no me interessei pela distino desses termos, mas espero que outros colegas aqui presentes tenham a chance de sugerir uma para a discusso com a ponderao sobre o que torna a vida digna de ser vivida, uma ponderao sobre os valores e princpios que expressem o que significa essa vida digna, essa vida que valha a pena ser vivida, como indivduos e como membros de uma comunidade. E que valha a pena no porque garante meu prprio bem ou o bem alheio, ou porque garante a cega obedincia s leis estabelecidas, mas porque promove uma gama de ideais sobre o que deve ser uma vida humana, ideais por definio no realizados, e talvez jamais plenamente realizveis, mas que promovidos graas nossa capacidade de realizar aes conscientes e inteligentes. Penso tambm, para concluir, que nada poderia representar melhor o excelente exerccio das funes pblicas do que a conscincia dessa questo. Seria timo, por certo, que tal ponderao estivesse no horizonte de cada funcionrio pblico, ainda que suas diferentes concluses geras-sem conflito pois o predomnio da ponderao tica no significa a elimi-nao do conflito social, apenas o desloca para um outro patamar: no o conflito por interesses mesquinhos, mas o conflito para o qual vale a pena lutar, porque feito em prol de coisas dignas. Crucial, porm, que tal pon-derao contamine suas principais artrias e envolva especialmente os que exercem suas altas responsabilidades, porque, afinal, como diz a velha sabedoria, esses so os exemplos para os demais. Insisto: so exemplos para os demais no tanto porque indiscutivelmente corretos, mas porque so suficientemente ousados e ambiciosos para pensar, querer, buscar ideais nobres e elevados. tica no Servio Pblico Jorge Teixeira da Silva; Letcia Clara Ribeiro; Antonio Carlos Menegon; Joyce de Castro Nunes; Vanderlei Dandrea; Ana Paula Rodrigues; Francis-ca Dantas; Polliane Tenrio Neto; Mrcia de Jesus silva; Rogrio Chagas Pozo. Alunos do Curso de Direito da UMESP. Este artigo, fruto de uma intensa atividade de reflexo escrita de todos ns, alunos do Curso de Direito da UMESP, surgiu da discusso que esteve presente no decorrer do semestre na disciplina: Cidadania, tica pblica e ao cultural. Resolvemos escrever sobre os Servios prestados ao pbli-co, devido aos abusos relatados pelos meios de comunicao presentes em nosso cotidiano pelo que Milton Santos chama de funcionrios sem mandato, sabido que muitas pessoas que confiaram no trabalho se de-cepcionaram. O presente texto pretende trabalhar estas ideias, de modo que possamos olhar atravs da perspectiva do direito, o desrespeito que vem ocorrendo as regra de conduta e da tica que requer o trabalho que os servios pblicos visam prestar. O Direito que os cidados vm adquirindo aos poucos, e que levou muito tempo para ser construdo e respeitado vem, como sabemos, sofren-do com a grande dificuldade que a populao enfrenta no dia a dia para fazer valer seus direitos que s vezes desaparecem porque no so postos em prtica. A princpio, achamos que isto ocorra por falta de conscincia dos prprios cidados seja por normas e desculpas de resoluo posta por nossos governantes trazendo um efeito de omisso do papel de um cida-do e seus direitos. Estes efeitos citados so objetivados pelos governantes que enriquecem justamente atravs da ignorncia em relao aos direitos conquistados pela populao o que gera um grande desrespeito para com os cidados e uma cultura que se perpetua. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 15 Milton Santos, em seu trabalho: O espao do cidado mostra-nos que estes atos de desrespeito aos direitos e representao que alguns dos funcionrios pblicos em relao populao, viola a moral, os direitos e principalmente, ataca a cultura dos cidados, dando a impresso de que os servios pblicos podem ser algo negocivel, quando o mesmo inalien-vel. Para que possamos esclarecer melhor nossas ideias, chegamos questo da tica no servio pblico. Mas, o que "tica"? Contemporaneamente e de forma bastante usual, a palavra tica mais compreendida como disciplina da rea de filosofia e que tem por objetivo a moral ou moralidade, os bons costumes, o bom comportamento e a boa f, inclusive. Por sua vez, a moral deveria estar intrinsecamente ligada ao comportamento humano, na mesma medida, em que est o seu carter, personalidade, etc; presumindo portanto, que tambm a tica pode ser avaliada de maneira boa ou ruim, justa ou injusta, correta ou incorreta. Num sentido menos filosfico e mais prtico podemos entender esse conceito analisando certos comportamentos do nosso dia a dia, quando nos referimos por exemplo, ao comportamento de determinados profissionais podendo ser desde um mdico, jornalista, advogado, administrador, um poltico e at mesmo um professor; expresses como: tica mdica, tica jornalstica, tica administrativa e tica pblica, so muito comuns. Podemos verificar que a tica est diretamente relacionada ao padro de comportamento do indivduo, dos profissionais e tambm do poltico, como falamos anteriormente. O ser humano elaborou as leis para orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigaes) e em relao ao meio social, entretanto, no possvel para a lei ditar nosso padro de comportamento e a que entra outro ponto importante que a cultura, ficando claro que no a cultura no sentido de quantidade de conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da funo social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim o ponto fundamental, a essncia, o ponto mais controverso quando tratamos da questo tica na vida pblica, qual iremos nos aprofundar um pouco mais, por se tratar do tema central dessa pesquisa. A questo da tica no servio Pblico. Quando falamos sobre tica pblica, logo pensamos em corrupo, ex-torso, ineficincia, etc, mas na realidade o que devemos ter como ponto de referncia em relao ao servio pblico, ou na vida pblica em geral, que seja fixado um padro a partir do qual possamos, em seguida julgar a atuao dos servidores pblicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pblica, entretanto no basta que haja padro, to somente, neces-srio que esse padro seja tico, acima de tudo. O fundamento que precisa ser compreendido que os padres ticos dos servidores pblicos advm de sua prpria natureza, ou seja, de carter pblico, e sua relao com o pblico. A questo da tica pblica est dire-tamente relacionada aos princpios fundamentais, sendo estes comparados ao que chamamos no Direito, de "Norma Fundamental", uma norma hipot-tica com premissas ideolgicas e que deve reger tudo mais o que estiver relacionado ao comportamento do ser humano em seu meio social, alis, podemos invocar a Constituio Federal. Esta ampara os valores morais da boa conduta, a boa f acima de tudo, como princpios bsicos e essenciais a uma vida equilibrada do cidado na sociedade, lembrando inclusive o to citado, pelos gregos antigos, "bem viver". Outro ponto bastante controverso a questo da impessoalidade. Ao contrrio do que muitos pensam, o funcionalismo pblico e seus servidores devem primar pela questo da "impessoalidade", deixando claro que o termo sinnimo de "igualdade", esta sim a questo chave e que eleva o servio pblico a nveis to ineficazes, no se preza pela igualdade. No ordenamento jurdico est claro e expresso, "todos so iguais perante a lei". E tambm a ideia de impessoalidade, supe uma distino entre aquilo que pblico e aquilo que privada (no sentido do interesse pessoal), que gera portanto o grande conflito entre os interesses privados acima dos interesses pblicos. Podemos verificar abertamente nos meios de comuni-cao, seja pelo rdio, televiso, jornais e revistas, que este um dos principais problemas que cercam o setor pblico, afetando assim, a tica que deveria estar acima de seus interesses. No podemos falar de tica, impessoalidade (sinnimo de igualdade), sem falar de moralidade. Esta tambm um dos principais valores que define a conduta tica, no s dos servidores pblicos, mas de qualquer indivduo. Invocando novamente o ordenamento jurdico podemos identifi-car que a falta de respeito ao padro moral, implica portanto, numa violao dos direitos do cidado, comprometendo inclusive, a existncia dos valores dos bons costumes em uma sociedade. A falta de tica na Administrao Publica encontra terreno frtil para se reproduzir, pois o comportamento de autoridades pblicas esto longe de se basearem em princpios ticos e isto ocorre devido a falta de preparo dos funcionrios, cultura equivocada e especialmente, por falta de meca-nismos de controle e responsabilizao adequada dos atos anti-ticos. A sociedade por sua vez, tem sua parcela de responsabilidade nesta situao, pois no se mobilizam para exercer os seus direitos e impedir estes casos vergonhosos de abuso de poder por parte do Pode Pblico. Um dos motivos para esta falta de mobilizao social se d, devido falta de uma cultura cidad, ou seja, a sociedade no exerce sua cidadania. A cidadania Segundo Milton Santos " como uma lei", isto , ela existe mas precisa ser descoberta, aprendida, utilizada e reclamada e s evolui atravs de processos de luta. Essa evoluo surge quando o cidado adquire esse status, ou seja, quando passa a ter direitos sociais. A luta por esses direitos garante um padro de vida mais decente. O Estado, por sua vez, tenta refrear os impulsos sociais e desrespeitar os indivduos, nessas situaes a cidadania deve se valer contra ele, e imperar atravs de cada pessoa. Porm Milton Santos questiona, se "h cidado neste pais"? Pois para ele desde o nascimento as pessoas herdam de seus pais e ao longa da vida e tambm da sociedade, conceitos morais que vo sendo contestados poste-riormente com a formao de ideias de cada um, porm a maioria das pessoas no sabem se so ou no cidados. A educao seria o mais forte instrumento na formao de cidado consciente para a construo de um futuro melhor. No mbito Administrativo, funcionrios mal capacitados e sem princ-pios ticos que convivem todos os dias com mandos e desmandos, atos desonestos, corrupo e falta de tica tendem a assimilar por este rol "cultural" de aproveitamento em beneficio prprio. Se o Estado, que a principio deve impor a ordem e o respeito como re-gra de conduta para uma sociedade civilizada, o primeiro a evidenciar o ato imoral, vem esta realidade como uma razo, desculpa ou oportunidade para salvar-se, e, assim sendo, atravs dos usos de sua atribuio publica. A conscincia tica, como a educao e a cultura so aprendidas pelo ser humano, assim, a tica na administrao publica, pode e deve ser desenvolvida junto aos agentes pblicos ocasionando assim, uma mudana na administrao publica que deve ser sentida pelo contribuinte que dela se utiliza diariamente, seja por meio da simplificao de procedimentos, isto , a rapidez de respostas e qualidade dos servios prestados, seja pela forma de agir e de contato entre o cidado e os funcionrios pblicos. A mudana que se deseja na Administrao pblica implica numa gra-dativa, mas necessria "transformao cultura" dentro da estrutura organi-zacional da Administrao Pblica, isto , uma reavaliao e valorizao das tradies, valores, hbitos, normas, etc, que nascem e se forma ao longo do tempo e que criam um determinado estilo de atuao no seio da organizao. Conclui-se, assim, que a improbidade e a falta de tica que nascem nas mquinas administrativas devido ao terreno frtil encontrado devido existncia de governos autoritrios, governos regidos por polticos sem tica, sem critrios de justia social e que, mesmo aps o advento de regimes democrtico, continuam contaminados pelo "vrus" dos interesses escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por situaes de pobreza e injustia social, abala a confiana das instituies, prejudica a eficcia das organizaes, aumenta os custos, compromete o bom uso dos recursos pblicos e os resultados dos contratos firmados pela Administra-o Pblica e ainda castiga cada vez mais a sociedade que sofre com a pobreza, com a misria, a falta de sistema de sade, de esgoto, habitao, ocasionados pela falta de investimentos financeiros do Governo, porque os funcionrios pblicos priorizam seus interesses pessoais em detrimento dos interesses sociais. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 16 Essa situao vergonhosa s ter um fim no dia em que a sociedade resolver lutar para exercer os seus direitos respondendo positivamente o questionamento feito por Milton Santos "H CIDADOS NESTE PAS?" e poderemos responder em alto e bom som que " SIM. H cidado neste pais. E somos todos brasileiros.". Finalizando, gostaramos de destacar alguns pontos bsicos, que ba-seado neste estudo, julgamos essenciais para a boa conduta, um padro tico, impessoal e moralstico: 1 - Podemos conceituar tica, tambm como sendo um padro de comportamento orientado pelos valores e princpio morais e da dignidade humana. 2 - O ser humano possui diferentes valores e princpios e a "quantida-de" de valores e princpios atribudos, determinam a "qualidade" de um padro de comportamento tico: Maior valor atribudo (bem), maior tica. Menor valor atribudo (bem), menor tica. 3 - A cultura e a tica esto intrinsecamente ligadas. No nos referimos a palavra cultura como sendo a quantidade de conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da funo social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano . 4 - A falta de tica induz ao descumprimento das leis do ordenamento jurdico. 5 - Em princpio as leis se baseiam nos princpios da dignidade huma-na, dos bons costumes e da boa f. 6 - Maior impessoalidade (igualdade), maior moralidade = melhor pa-dro de tica. DECRETO N 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 Aprova o Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal. 0 PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso das atribuies que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituio, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n 8.429, de 2 de junho de 1992, DECRETA: Art. 1 Fica aprovado o Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa. Art. 2 Os rgos e entidades da Administrao Pblica Federal direta e indireta implementaro, em sessenta dias, as providncias necessrias plena vigncia do Cdigo de tica, inclusive mediante a Constituio da respectiva Comisso de tica, integrada por trs servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente. Pargrafo nico. A constituio da Comisso de tica ser comunicada Secretaria da Administrao Federal da Presidncia da Repblica, com a indicao dos respectivos membros titulares e suplentes. Art. 3 Este decreto entra em vigor na data de sua publicao. ANEXO Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal CAPTULO I Seo I Das Regras Deontolgicas I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficcia e a conscincia dos princpios morais so primados maiores que devem nortear o servidor pblico, seja no exerccio do cargo ou funo, ou fora dele, j que refletir o exerccio da vocao do prprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes sero direcionados para a preservao da honra e da tradio dos servios pblicos. II - O servidor pblico no poder jamais desprezar o elemento tico de sua conduta. Assim, no ter que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportu-no, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e 4, da Constituio Federal. III - A moralidade da Administrao Pblica no se limita distino entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim sempre o bem comum. O equilbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servi-dor pblico, que poder consolidar a moralidade do ato administrativo. IV- A remunerao do servidor pblico custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, at por ele prprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissocivel de sua aplicao e de sua finalidade, erigindo-se, como consequncia, em fator de legalidade. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor pblico perante a comunidade deve ser entendido como acrscimo ao seu prprio bem-estar, j que, como cidado, integrante da sociedade, o xito desse trabalho pode ser conside-rado como seu maior patrimnio. VI - A funo pblica deve ser tida como exerccio profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor pblico. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada podero acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional. VII - Salvo os casos de segurana nacional, investigaes policiais ou interesse superior do Estado e da Administrao Pblica, a serem preser-vados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficcia e moralidade, ensejando sua omisso comprometimento tico contra o bem comum, imputvel a quem a negar. VIII - Toda pessoa tem direito verdade. O servidor no pode omiti-la ou false-la, ainda que contrria aos interesses da prpria pessoa interessada ou da Administrao Pblica. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hbito do erro, da opresso ou da mentira, que sempre aniquilam at mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nao. IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao servio pblico caracterizam o esforo pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimnio pblico, deteriorando-o, por descuido ou m vontade, no constitui apenas uma ofensa ao equipamento e s instalaes ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligncia, seu tempo, suas esperanas e seus esforos para constru-los. X - Deixar o servidor pblico qualquer pessoa espera de soluo que compete ao setor em que exera suas funes, permitindo a formao de longas filas, ou qualquer outra espcie de atraso na prestao do servio, no caracteriza apenas atitude contra a tica ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usurios dos servios pblicos. XI - 0 servidor deve prestar toda a sua ateno s ordens legais de seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acmulo de desvios tornam-se, s vezes, difceis de corrigir e caracterizam at mesmo impru-dncia no desempenho da funo pblica. XII - Toda ausncia injustificada do servidor de seu local de trabalho fator de desmoralizao do servio pblico, o que quase sempre conduz desordem nas relaes humanas. XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada concidado, colabora e de todos pode receber colaborao, pois sua atividade pblica a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nao. Seo II Dos Principais Deveres do Servidor Pblico XIV - So deveres fundamentais do servidor pblico: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 17 a) desempenhar, a tempo, as atribuies do cargo, funo ou emprego pblico de que seja titular; b) exercer suas atribuies com rapidez, perfeio e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situaes procrastinatrias, princi-palmente diante de filas ou de qualquer outra espcie de atraso na presta-o dos servios pelo setor em que exera suas atribuies, com o fim de evitar dano moral ao usurio; c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu carter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opes, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum; d) jamais retardar qualquer prestao de contas, condio essencial da gesto dos bens, direitos e servios da coletividade a seu cargo; e) tratar cuidadosamente os usurios dos servios aperfeioando o proces-so de comunicao e contato com o pblico; f) ter conscincia de que seu trabalho regido por princpios ticos que se materializam na adequada prestao dos servios pblicos; g) ser corts, ter urbanidade, disponibilidade e ateno, respeitando a capacidade e as limitaes individuais de todos os usurios do servio pblico, sem qualquer espcie de preconceito ou distino de raa, sexo, nacionalidade, cor, idade, religio, cunho poltico e posio social, absten-do-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral; h) ter respeito hierarquia, porm sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal; i) resistir a todas as presses de superiores hierrquicos, de contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrncia de aes imorais, ilegais ou aticas e denunci-las; j) zelar, no exerccio do direito de greve, pelas exigncias especficas da defesa da vida e da segurana coletiva; l) ser assduo e frequente ao servio, na certeza de que sua ausncia provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema; m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrrio ao interesse pblico, exigindo as providncias cabveis; n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os mto-dos mais adequados sua organizao e distribuio; o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exerccio de suas funes, tendo por escopo a realizao do bem co-mum; p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exerccio da funo; q) manter-se atualizado com as instrues, as normas de servio e a legis-lao pertinentes ao rgo onde exerce suas funes; r) cumprir, de acordo com as normas do servio e as instrues superiores, as tarefas de seu cargo ou funo, tanto quanto possvel, com critrio, segurana e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem. s) facilitar a fiscalizao de todos atos ou servios por quem de direito; t) exercer com estrita moderao as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribudas, abstendo-se de faz-lo contrariamente aos legtimos interesses dos usurios do servio pblico e dos jurisdicionados administrativos; u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua funo, poder ou autorida-de com finalidade estranha ao interesse pblico, mesmo que observando as formalidades legais e no cometendo qualquer violao expressa lei; v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existn-cia deste Cdigo de tica, estimulando o seu integral cumprimento. Seo III Das Vedaes ao Servidor Pblico XV - E vedado ao servidor pblico; a) o uso do cargo ou funo, facilidades, amizades, tempo, posio e influncias, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem; b) prejudicar deliberadamente a reputao de outros servidores ou de cidados que deles dependam; c) ser, em funo de seu esprito de solidariedade, conivente com erro ou infrao a este Cdigo de tica ou ao Cdigo de tica de sua profisso; d) usar de artifcios para procrastinar ou dificultar o exerccio regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; e) deixar de utilizar os avanos tcnicos e cientficos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister; f) permitir que perseguies, simpatias, antipatias, caprichos, paixes ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o pblico, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores; g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificao, prmio, comisso, doao ou vantagem de qual-quer espcie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua misso ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim; h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providncias; i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em servios pblicos; j) desviar servidor pblico para atendimento a interesse particular; l) retirar da repartio pblica, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimnio pblico; m) fazer uso de informaes privilegiadas obtidas no mbito interno de seu servio, em benefcio prprio, de parentes, de amigos ou de terceiros; n) apresentar-se embriagado no servio ou fora dele habitualmente; o) dar o seu concurso a qualquer instituio que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana; p) exercer atividade profissional atica ou ligar o seu nome a empreendi-mentos de cunho duvidoso. CAPTULO II DAS COMISSES DE TICA XVI - Em todos os rgos e entidades da Administrao Pblica Federal direta, indireta autrquica e fundacional, ou em qualquer rgo ou entidade que exera atribuies delegadas pelo poder pblico, dever ser criada uma Comisso de tica, encarregada de orientar e aconselhar sobre a tica profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimnio pblico, competindo-lhe conhecer concretamente de imputao ou de procedimento susceptvel de censura. XVIII - Comisso de tica incumbe fornecer, aos organismos encarrega-dos da execuo do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta tica, para o efeito de instruir e fundamentar promoes e para todos os demais procedimentos prprios da carreira do servidor pblico. XXII - A pena aplicvel ao servidor pblico pela Comisso de tica a de censura e sua fundamentao constar do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com cincia do faltoso. XXIV - Para fins de apurao do comprometimento tico, entende-se por servidor pblico todo aquele que, por fora de lei, contrato ou de qualquer ato jurdico, preste servios de natureza permanente, temporria ou excep-cional, ainda que sem retribuio financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer rgo do poder estatal, como as autarquias, as fundaes pblicas, as entidades paraestatais, as empresas pblicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevalea o interesse do Estado. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 18 5.2 Lei Complementar n 840/2011 e alteraes: regime disciplinar (deveres, responsabilidades, infraes disciplinares, sanes disciplinares, apurao de infrao disciplinar) TTULO I CAPTULO NICO DAS DISPOSIES PRELIMINARES Art. 1 Esta Lei Complementar institui o regime jurdico dos servidores pblicos civis da administrao direta, autrquica e fundacional e dos rgos relativamente autnomos do Distrito Federal. Art. 2 Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor pblico a pessoa legalmente investida em cargo pblico. Art. 3 Cargo pblico o conjunto de atribuies e responsabilidades previstas na estrutura organizacional e cometidas a um servidor pblico. Pargrafo nico. Os cargos pblicos so criados por lei, com denomi-nao prpria e subsdio ou vencimentos pagos pelos cofres pblicos, para provimento em carter efetivo ou em comisso. TTULO II DOS CARGOS PBLICOS E DAS FUNES DE CONFIANA CAPTULO I DO PROVIMENTO Seo I Das Disposies Gerais Art. 4 A investidura em cargo de provimento efetivo depende de prvia aprovao em concurso pblico. Art. 5 Os cargos em comisso, destinados exclusivamente s atribui-es de direo, chefia e assessoramento, so de livre nomeao e exone-rao pela autoridade competente. 1 Para os fins desta Lei Complementar, considera-se cargo em co-misso: I de direo: aquele cujo desempenho envolva atribuies da admi-nistrao superior; II de chefia: aquele cujo desempenho envolva relao direta e ime-diata de subordinao; III de assessoramento: aquele cujas atribuies sejam para auxiliar: a) os detentores de mandato eletivo; b) os ocupantes de cargos vitalcios; c) os ocupantes de cargos de direo ou de chefia. 2 Pelo menos cinquenta por cento dos cargos em comisso devem ser providos por servidor pblico de carreira, nos casos e condies previs-tos em lei. 3 proibida a designao para funo de confiana ou a nomeao para cargo em comisso, includos os de natureza especial, de pessoa que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislao eleitoral, observado o mesmo prazo de incompatibilidade dessa legislao. Art. 6 As funes de confiana, privativas de servidor efetivo, desti-nam-se exclusivamente s atribuies de direo, chefia e assessoramen-to. Art. 7 So requisitos bsicos para investidura em cargo pblico: I a nacionalidade brasileira; II o gozo dos direitos polticos; III a quitao com as obrigaes militares e eleitorais; IV o nvel de escolaridade exigido para o exerccio do cargo; V a idade mnima de dezoito anos; VI a aptido fsica e mental. 1 A lei pode estabelecer requisitos especficos para a investidura em cargos pblicos. 2 O provimento de cargo pblico por estrangeiro deve observar o disposto em Lei federal. 3 Os requisitos para investidura em cargo pblico devem ser com-provados por ocasio da posse. Art. 8 So formas de provimento de cargo pblico: I nomeao; II reverso; III aproveitamento; IV reintegrao; V reconduo. Art. 9 vedado editar atos de nomeao, posse ou exerccio com efei-to retroativo. Art. 10. O ato de provimento de cargo pblico compete ao: I Governador, no Poder Executivo; II Presidente da Cmara Legislativa; III Presidente do Tribunal de Contas. Seo II Do Concurso Pblico Art. 11. As normas gerais sobre concurso pblico so as fixadas em lei especfica. 1 (V E T A D O). 2 O concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, conforme dispuser a lei do respectivo plano de carreira. Art. 12. O edital de concurso pblico tem de reservar vinte por cento das vagas para serem preenchidas por pessoa com deficincia, desprezada a parte decimal. 1 A vaga no preenchida na forma do caput reverte-se para provi-mento dos demais candidatos. 2 A deficincia e a compatibilidade para as atribuies do cargo so verificadas antes da posse, garantido recurso em caso de deciso denega-tria, com suspenso da contagem do prazo para a posse. 3 No esto abrangidas pelos benefcios deste artigo a pessoa com deficincia apta para trabalhar normalmente e a inapta para qualquer trabalho. Art. 13. O concurso pblico tem validade de at dois anos, a qual pode ser prorrogada uma nica vez, por igual perodo, na forma do edital. 1 No perodo de validade do concurso pblico, o candidato aprovado deve ser nomeado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo na carreira. 2 O candidato aprovado em concurso pblico, no prazo de cinco dias contados da publicao do ato de nomeao, pode solicitar seu reposicio-namento para o final da lista de classificao. Seo III Da Nomeao Art. 14. A nomeao faz-se em cargo: I de provimento efetivo; II em comisso. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 19 1 A nomeao para cargo efetivo deve observar a ordem de classifi-cao e o prazo de validade do concurso pblico. 2 O candidato aprovado no nmero de vagas previstas no edital do concurso tem direito nomeao no cargo para o qual concorreu. Art. 15. O servidor ocupante de cargo em comisso pode ser nomeado para ter exerccio, interinamente, em outro cargo em comisso, hiptese em que deve: I acumular as atribuies de ambos os cargos; II optar pela remunerao de um deles durante o perodo da interini-dade. Art. 16. vedada a nomeao, para cargo em comisso ou a designa-o para funo de confiana, do cnjuge, de companheiro ou de parente, por consanguinidade at o terceiro grau ou por afinidade: I do Governador e do Vice-Governador, na administrao pblica di-reta, autrquica ou fundacional do Poder Executivo; II de Deputado Distrital, na Cmara Legislativa; III de Conselheiro, Auditor ou Procurador do Ministrio Pblico, no Tribunal de Contas; IV (V E T A D O). 1 As vedaes deste artigo aplicam-se: I aos casos de reciprocidade de nomeao ou designao; II s relaes homoafetivas. 2 No se inclui nas vedaes deste artigo a nomeao ou a desig-nao: I de servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, includos os aposentados, desde que seja observada: a) a compatibilidade do grau de escolaridade do cargo efetivo com o cargo em comisso ou a funo de confiana; b) a compatibilidade e a complexidade das atribuies do cargo efetivo com o cargo em comisso ou a funo de confiana; II realizada antes do incio do vnculo familiar entre o agente pblico e o nomeado ou designado; III de pessoa j em exerccio no mesmo rgo, autarquia ou fundao antes do incio do vnculo familiar com o agente pblico, para cargo, funo ou emprego de nvel hierrquico igual ou mais baixo que o anteriormente ocupado. 3 Em qualquer caso, vedada a manuteno de familiar ocupante de cargo em comisso ou funo de confiana sob subordinao hierrqui-ca mediata ou imediata. Seo IV Da Posse e do Exerccio Art. 17. A posse ocorre com a assinatura do respectivo termo, do qual devem constar as atribuies, os direitos e os deveres inerentes ao cargo ocupado. 1 A posse deve ocorrer no prazo de trinta dias, contados da publica-o do ato de nomeao. 2 O prazo de que trata o 1 pode ser prorrogado para ter incio aps o trmino das licenas ou dos afastamentos seguintes: I licena mdica ou odontolgica; II licena-maternidade; III licena-paternidade; IV licena para o servio militar. 3 A posse pode ocorrer mediante procurao com poderes especfi-cos. 4 S h posse nos casos de provimento por nomeao. 5 Deve ser tornado sem efeito o ato de nomeao se a posse no ocorrer no prazo previsto neste artigo. Art. 18. Por ocasio da posse, exigido do nomeado apresentar: I os comprovantes de satisfao dos requisitos previstos no art. 7 e nas normas especficas para a investidura no cargo; II declarao: a) de bens e valores que constituem seu patrimnio; b) sobre acumulao ou no de cargo ou emprego pblico, bem como de proventos da aposentadoria de regime prprio de previdncia social; c) sobre a existncia ou no de impedimento para o exerccio de cargo pblico. 1 nulo o ato de posse realizado sem a apresentao dos docu-mentos a que se refere este artigo. 2 A aptido fsica e mental verificada em inspeo mdica oficial. 3 A declarao prevista no inciso II, a, deve ser feita em formulrio fornecido pelo setor de pessoal da repartio, e dele deve constar campo para informar bens, valores, dvidas e nus reais exigidos na declarao anual do imposto de renda da pessoa fsica, com as seguintes especifica-es: I a descrio do bem, com sua localizao, especificaes gerais, da-ta e valor da aquisio, nome do vendedor e valor das benfeitorias, se houver; II as dvidas e o nus real sobre os bens, com suas especificaes gerais, valor e prazo para quitao, bem como o nome do credor; III a fonte de renda dos ltimos doze meses, com a especificao do valor auferido no perodo. Art. 19. Exerccio o efetivo desempenho das atribuies do cargo p-blico. 1 O servidor no pode entrar em exerccio: I se ocupar cargo inacumulvel, sem comprovar a exonerao ou a vacncia de que trata o art. 54; II se ocupar cargo acumulvel, sem comprovar a compatibilidade de horrios; III se receber proventos de aposentadoria inacumulveis com a re-munerao ou subsdio do cargo efetivo, sem comprovar a opo por uma das formas de pagamento. 2 de cinco dias teis o prazo para o servidor entrar em exerccio, contado da posse. 3 Compete ao titular da unidade administrativa onde for lotado o ser-vidor dar-lhe exerccio. 4 Com o exerccio, inicia-se a contagem do tempo efetivo de servio. 5 O servidor que no entrar em exerccio no prazo do 2 deve ser exonerado. Art. 20. Ao entrar em exerccio, o servidor tem de apresentar ao rgo competente os documentos necessrios aos assentamentos individuais. Pargrafo nico. O incio, a suspenso, a interrupo e o reincio do exerccio so registrados nos assentamentos individuais do servidor. Art. 21. O exerccio de funo de confiana inicia-se com a publicao do ato de designao, salvo quando o servidor estiver em licena ou afas-tado por qualquer motivo legal, hiptese em que o exerccio se inicia no primeiro dia til aps o trmino do impedimento, que no pode exceder a trinta dias da publicao. Seo V Do Estgio Probatrio Art. 22. Ao entrar em exerccio, o servidor nomeado para cargo de pro-vimento efetivo fica sujeito ao estgio probatrio pelo prazo de trs anos. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 20 Art. 23. Na hiptese de acumulao lcita de cargos, o estgio probat-rio cumprido em relao a cada cargo em cujo exerccio esteja o servidor, vedado o aproveitamento de prazo ou pontuao. Art. 24. O servidor pode desistir do estgio probatrio e ser reconduzi-do ao cargo de provimento efetivo anteriormente ocupado no qual j possu-a estabilidade, observado o disposto no art. 37. Pargrafo nico. No pode desistir do estgio probatrio o servidor que responde a processo disciplinar. Art. 25. vedado administrao pblica conceder licena no remu-nerada ou autorizar afastamento sem remunerao ao servidor em estgio probatrio. 1 Excetua-se do disposto neste artigo o afastamento para o servio militar ou para o exerccio de mandato eletivo. 2 A vedao de que trata este artigo aplica-se ao gozo de licena-prmio por assiduidade. Art. 26. O servidor em estgio probatrio pode: I exercer qualquer cargo em comisso ou funo de confiana no r-go, autarquia ou fundao de lotao; II ser cedido a outro rgo ou entidade para ocupar cargo de nature-za especial ou de equivalente nvel hierrquico. Art. 27. Fica suspensa a contagem do tempo de estgio probatrio quando ocorrer: I o afastamento de que tratam os arts. 26, II, e 162; II licena remunerada por motivo de doena em pessoa da famlia do servidor. Art. 28. Durante o estgio probatrio, so avaliadas a aptido, a capa-cidade e a eficincia do servidor para o desempenho do cargo, com a observncia dos fatores: I assiduidade; II pontualidade; III disciplina; IV capacidade de iniciativa; V produtividade; VI responsabilidade. 1 O Poder Executivo e os rgos do Poder Legislativo devem regu-lamentar, em seus respectivos mbitos de atuao, os procedimentos de avaliao do estgio probatrio, observado, no mnimo, o seguinte: I at o trigsimo ms do estgio probatrio, a avaliao feita se-mestralmente, com pontuao por notas numricas de zero a dez; II as avaliaes de que trata o inciso I so feitas pela chefia imediata do servidor, em ficha previamente preparada e da qual conste, pelo menos, o seguinte: a) as principais atribuies, tarefas e rotinas a serem desempenhadas pelo servidor, no semestre de avaliao; b) os elementos e os fatores previstos neste artigo; c) o ciente do servidor avaliado. 2 Em todas as avaliaes, assegurado ao avaliado: I o amplo acesso aos critrios de avaliao; II o conhecimento dos motivos das notas que lhe foram atribudas; III o contraditrio e a ampla defesa, nos termos desta Lei Comple-mentar. 3 As avaliaes devem ser monitoradas pela comisso de que trata o art. 29. Art. 29. A avaliao especial, prevista na Constituio Federal como condio para aquisio da estabilidade, deve ser feita por comisso, quatro meses antes de terminar o estgio probatrio. 1 A comisso de que trata este artigo composta por trs servidores estveis do mesmo cargo ou de cargo de escolaridade superior da mesma carreira do avaliado. 2 No sendo possvel a aplicao do disposto no 1, a composio da comisso deve ser definida, conforme o caso: I pelo Presidente da Cmara Legislativa; II pelo Presidente do Tribunal de Contas; III pelo Secretrio de Estado a que o avaliado esteja subordinado, in-cludos os servidores de autarquia, fundao e demais rgos vinculados. 3 Para proceder avaliao especial, a comisso deve observar os seguintes procedimentos: I adotar, como subsdios para sua deciso, as avaliaes feitas na forma do art. 28, includos eventuais pedidos de reconsiderao, recursos e decises sobre eles proferidas; II ouvir, separadamente, o avaliador e, em seguida, o avaliado; III realizar, a pedido ou de ofcio, as diligncias que eventualmente emergirem das oitivas de que trata o inciso II; IV aprovar ou reprovar o servidor no estgio probatrio, por deciso fundamentada. 4 Contra a reprovao no estgio probatrio cabe pedido de recon-siderao ou recurso, a serem processados na forma desta Lei Comple-mentar. Art. 30. As autoridades de que trata o art. 29, 2, so competentes para: I julgar, em nica e ltima instncia, qualquer recurso interposto na forma do art. 29; II homologar o resultado da avaliao especial feita pela comisso e, como consequncia, efetivar o servidor no cargo, quando ele for aprovado no estgio probatrio. Art. 31. O servidor reprovado no estgio probatrio deve ser, conforme o caso, exonerado ou reconduzido ao cargo de origem. Seo VI Da Estabilidade Art. 32. O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo regular-mente aprovado no estgio probatrio adquire estabilidade no servio pblico ao completar trs anos de efetivo exerccio. Art. 33. O servidor estvel s perde o cargo nas hipteses previstas na Constituio Federal. Seo VII Da Reverso Art. 34. Reverso o retorno atividade de servidor aposentado: I por invalidez, quando, por junta mdica oficial, ficar comprovada a sua reabilitao; II quando constatada, administrativa ou judicialmente, a insubsistn-cia dos fundamentos de concesso da aposentadoria; III voluntariamente, desde que, cumulativamente: a) haja manifesto interesse da administrao, expresso em edital que fixe os critrios de reverso voluntria aos interessados que estejam em igual situao; b) tenham decorrido menos de cinco anos da data de aposentadoria; c) haja cargo vago. 1 de quinze dias teis o prazo para o servidor retornar ao exerccio do cargo, contados da data em que tomou cincia da reverso. 2 No pode reverter o aposentado que tenha completado setenta anos. Art. 35. A reverso deve ser feita no mesmo cargo ou no cargo resul-tante de sua transformao. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 21 Pargrafo nico. Nas hipteses do art. 34, I e II, encontrando-se provi-do o cargo, o servidor deve exercer suas atribuies como excedente, at a ocorrncia de vaga. Seo VIII Da Reintegrao Art. 36. A reintegrao a reinvestidura do servidor no cargo anterior-mente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformao, quando invalidada a sua demisso por deciso administrativa ou judicial, com o restabelecimento dos direitos que deixou de auferir no perodo em que esteve demitido. 1 Na hiptese de o cargo ter sido extinto, o servidor fica em disponi-bilidade, observado o disposto nos arts. 38, 39 e 40. 2 Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante deve ser reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenizao, ou aproveitado em outro cargo ou, ainda, posto em disponibilidade. 3 de cinco dias teis o prazo para o servidor retornar ao exerccio do cargo, contados da data em que tomou cincia do ato de reintegrao. Seo IX Da Reconduo Art. 37. A reconduo o retorno do servidor estvel ao cargo anteri-ormente ocupado, observado o disposto no art. 202, 3, e decorre de: I reprovao em estgio probatrio; II desistncia de estgio probatrio; III reintegrao do anterior ocupante. 1 Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor tem de ser aproveitado em outro cargo, observado o disposto no art. 39. 2 O servidor tem de retornar ao exerccio do cargo at o dia seguinte ao da cincia do ato de reconduo. Seo X Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. 38. O servidor s pode ser posto em disponibilidade nos casos previstos na Constituio Federal. Pargrafo nico. A remunerao do servidor posto em disponibilidade, proporcional ao tempo de servio, no pode ser inferior a um tero do que percebia no ms anterior ao da disponibilidade. Art. 39. O retorno atividade de servidor em disponibilidade feito me-diante aproveitamento: I no mesmo cargo; II em cargo resultante da transformao do cargo anteriormente ocu-pado; III em outro cargo, observada a compatibilidade de atribuies e ven-cimentos ou subsdio do cargo anteriormente ocupado. Art. 40. obrigatrio o imediato aproveitamento de servidor em dispo-nibilidade, assim que houver vaga em rgo, autarquia ou fundao. 1 de trinta dias o prazo para o servidor retornar ao exerccio, con-tados da data em que tomou cincia do aproveitamento. 2 Deve ser tornado sem efeito o aproveitamento e ser cassada a disponibilidade, se o servidor no retornar ao exerccio no prazo do 1, salvo se por doena comprovada por junta mdica oficial. CAPTULO II DOS REMANEJAMENTOS Seo I Da Remoo Art. 41. Remoo o deslocamento da lotao do servidor, no mesmo rgo, autarquia ou fundao e na mesma carreira, de uma localidade para outra. 1 A remoo feita a pedido de servidor que preencha as condies fixadas no edital do concurso aberto para essa finalidade. 2 O sindicato respectivo tem de ser ouvido em todas as etapas do concurso de remoo. 3 A remoo de ofcio destina-se exclusivamente a atender a neces-sidade de servios que no comporte o concurso de remoo. Art. 42. lcita a permuta entre servidores do mesmo cargo, mediante autorizao prvia das respectivas chefias. Seo II Da Redistribuio Art. 43. Redistribuio o deslocamento do cargo, ocupado ou vago, para outro rgo, autarquia ou fundao do mesmo Poder. 1 A redistribuio d-se: I para cargo de uma mesma carreira, no caso de reorganizao ou ajustamento de quadro de pessoal s necessidades do servio; II no caso de extino ou criao de rgo, autarquia ou fundao. 2 Nas hipteses do 1, II, devem ser observados o interesse da administrao pblica, a vinculao entre os graus de complexidade e responsabilidade do cargo, a correlao das atribuies, a equivalncia entre os vencimentos ou subsdio e a prvia apreciao do rgo central de pessoal. CAPTULO III DA SUBSTITUIO Art. 44. O ocupante de cargo ou funo de direo ou chefia tem subs-tituto indicado no regimento interno ou, no caso de omisso, previamente designado pela autoridade competente. 1 O substituto deve assumir automaticamente o exerccio do cargo ou funo de direo ou chefia: I em licenas, afastamentos, frias e demais ausncias ou impedi-mentos legais ou regulamentares do titular; II em caso de vacncia do cargo. 2 O substituto faz jus aos vencimentos ou subsdio pelo exerccio do cargo de direo ou chefia, pagos na proporo dos dias de efetiva substi-tuio. Art. 45. O disposto no art. 44 aplica-se aos titulares de unidades admi-nistrativas organizadas em nvel de assessoria. CAPTULO IV DA ACUMULAO Art. 46. proibida a acumulao remunerada de cargos pblicos, exce-to, quando houver compatibilidade de horrios, para: I dois cargos de professor; II um cargo de professor com outro tcnico ou cientfico; III dois cargos ou empregos privativos de profissionais de sade, com profisses regulamentadas. 1 Presume-se como cargo de natureza tcnica ou cientfica, para os fins do inciso II, qualquer cargo pblico para o qual se exija educao superior ou educao profissional, ministrada na forma e nas condies previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional. 2 A proibio de acumular estende-se: I a empregos e funes e abrange autarquias, fundaes, empresas pblicas, sociedades de economia mista, suas subsidirias e sociedades controladas direta ou indiretamente pelo poder pblico; II aos proventos de aposentadoria pagos por regime prprio de previ-dncia social do Distrito Federal, da Unio, de Estado ou Municpio, ressal-vados os proventos decorrentes de cargo acumulvel na forma deste artigo. 3 O servidor que acumular licitamente cargo pblico fica obrigado a comprovar anualmente a compatibilidade de horrios. Art. 47. Ressalvados os casos de interinidade e substituio, o servidor no pode: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 22 I exercer mais de um cargo em comisso ou funo de confiana; II acumular cargo em comisso com funo de confiana. Art. 48. Verificada, a qualquer tempo, a acumulao ilegal de cargos, empregos, funes pblicas ou proventos de aposentadoria, o servidor deve ser notificado para apresentar opo no prazo improrrogvel de dez dias, contados da data da cincia da notificao. 1 Em decorrncia da opo, o servidor deve ser exonerado do car-go, emprego ou funo por que no mais tenha interesse. 2 Com a opo pela renncia aos proventos de aposentadoria, o seu pagamento cessa imediatamente. 3 Se o servidor no fizer a opo no prazo deste artigo, o setor de pessoal da repartio deve solicitar autoridade competente a instaurao de processo disciplinar para apurao e regularizao imediata. 4 Instaurado o processo disciplinar, se o servidor, at o ltimo dia de prazo para defesa escrita, fizer a opo de que trata este artigo, o processo deve ser arquivado, sem julgamento do mrito. 5 O disposto no 4 no se aplica se houver declarao falsa feita pelo servidor sobre acumulao de cargos. 6 Caracterizada no processo disciplinar a acumulao ilegal, a ad-ministrao pblica deve observar o seguinte: I reconhecida a boa-f, exonerar o servidor do cargo vinculado ao r-go, autarquia ou fundao onde o processo foi instaurado; II provada a m-f, aplicar a sano de demisso, destituio ou cas-sao de aposentadoria ou disponibilidade em relao aos cargos ou empregos em regime de acumulao ilegal, hiptese em que os rgos ou entidades de vinculao devem ser comunicados. Art. 49. vedada a participao de servidor, salvo na condio de Se-cretrio de Estado, ainda que suplente, em mais de um conselho, comis-so, comit, rgo de deliberao coletiva ou assemelhado, na administra-o direta, autrquica ou fundacional do Distrito Federal. 1 vedada a remunerao pela participao em mais de um conse-lho. 2 permitida, observado o disposto no 1, a participao remune-rada de servidor em conselho de administrao ou conselho fiscal de empresa pblica ou sociedade de economia mista em que o Distrito Federal detenha, direta ou indiretamente, participao no capital social. CAPTULO V DA VACNCIA Art. 50. A vacncia do cargo pblico decorre de: I exonerao; II demisso; III destituio de cargo em comisso; IV aposentadoria; V falecimento; VI perda do cargo, nos demais casos previstos na Constituio Fede-ral. Art. 51. A exonerao de cargo de provimento efetivo d-se a pedido do servidor ou de ofcio. Pargrafo nico. A exonerao de ofcio d-se, exclusivamente, quan-do o servidor: I for reprovado no estgio probatrio; II tendo tomado posse, no entrar em exerccio no prazo estabeleci-do. Art. 52. A exonerao de cargo em comisso d-se: I a critrio da autoridade competente; II a pedido do servidor. Art. 53. A servidora gestante que ocupe cargo em comisso sem vncu-lo com o servio pblico no pode, sem justa causa, ser exonerada de ofcio, desde a confirmao da gravidez at cinco meses aps o parto, salvo mediante indenizao paga na forma do regulamento. Pargrafo nico. Deve ser tornado sem efeito o ato de exonerao, quando constatado que a servidora estava gestante e no foi indenizada. Art. 54. Ao tomar posse em outro cargo inacumulvel de qualquer r-go, autarquia ou fundao do Distrito Federal, o servidor estvel pode pedir a vacncia do cargo efetivo por ele ocupado, observando-se o seguin-te: I durante o prazo de que trata o art. 32, o servidor pode retornar ao cargo anteriormente ocupado, nos casos previstos no art. 37; II o cargo para o qual se pediu vacncia pode ser provido pela admi-nistrao pblica. TTULO III DAS CARREIRAS E DO REGIME E DA JORNADA DE TRABALHO CAPTULO I DAS CARREIRAS Seo I Das Disposies Gerais Art. 55. Os cargos de provimento efetivo so organizados em carreira, criada por lei, que deve fixar: I a denominao, o quantitativo e as atribuies dos cargos; II os requisitos para investidura no cargo e desenvolvimento na car-reira; III a estrutura da carreira com a fixao dos vencimentos ou do sub-sdio; IV os critrios de capacitao; V o regime e a jornada de trabalho. Pargrafo nico. As alteraes de requisitos para provimento de cargo pblico de carreira aplicam-se, exclusivamente, queles servidores cujo ingresso se der aps elas terem sido publicadas. Seo II Da Promoo Art. 56. Salvo disposio legal em contrrio, a promoo a movimen-tao de servidor do ltimo padro de uma classe para o primeiro padro da classe imediatamente superior. 1 A promoo d-se por merecimento ou por antiguidade, na forma do plano de carreira de cada categoria funcional. 2 A promoo no interrompe o tempo de exerccio no cargo. CAPTULO II DO REGIME E DA JORNADA DE TRABALHO Art. 57. Salvo disposio legal em contrrio, o servidor efetivo fica sujei-to ao regime de trabalho de trinta horas semanais. 1 No interesse da administrao pblica e mediante anuncia do servidor, o regime de trabalho pode ser ampliado para quarenta horas semanais, observada a proporcionalidade salarial. 2 vedado aplicar ao regime de trabalho interpretao por analogia, extenso ou semelhana de atribuies. 3 A jornada de trabalho em sistema de escala de revezamento deve ser definida em lei ou regulamento, observando o registro em folha de ponto do horrio de entrada e de sada. Art. 58. O servidor ocupante de cargo em comisso ou no exerccio de funo de confiana tem regime de trabalho de quarenta horas semanais, com integral dedicao ao servio. Art. 59. No servio noturno, a hora considerada como tendo cinquen-ta e dois minutos e trinta segundos. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 23 Pargrafo nico. Considera-se noturno o servio prestado entre as vin-te e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte. Art. 60. Para atender a situaes excepcionais e temporrias do servi-o, a jornada de trabalho pode ser ampliada, a ttulo de servio extraordin-rio, em at duas horas. Pargrafo nico. Nos casos de risco de comprometimento da ordem e da sade pblicas, o Governador pode autorizar, excepcionalmente, a extrapolao dos limites previstos neste artigo, para os servidores que atuem diretamente nas reas envolvidas. Art. 61. Pode ser concedido horrio especial: I ao servidor com deficincia, quando comprovada a necessidade por junta mdica oficial; II ao servidor que tenha cnjuge, filho ou dependente com deficin-cia; III ao servidor matriculado em curso da educao bsica e da educa-o superior, quando comprovada a incompatibilidade entre o horrio escolar e o da unidade administrativa, sem prejuzo do exerccio do cargo; IV na hiptese do art. 100, 2. 1 Para o servidor com deficincia, o horrio especial consiste na re-duo de at vinte por cento da jornada de trabalho. 2 Nos casos dos incisos II a IV, exigida do servidor a compensa-o de horrio na unidade administrativa, de modo a cumprir integralmente o regime semanal de trabalho. 3 O servidor estudante tem de comprovar, mensalmente, a frequn-cia escolar. Art. 62. Sem prejuzo da remunerao ou subsdio, o servidor pode au-sentar-se do servio, mediante comunicao prvia chefia imediata: I por um dia para: a) doar sangue; b) realizar, uma vez por ano, exames mdicos preventivos ou peridi-cos voltados ao controle de cncer de prstata, de mama ou do colo de tero; II por at dois dias, para se alistar como eleitor ou requerer transfe-rncia do domiclio eleitoral; III por oito dias consecutivos, includo o dia da ocorrncia, em razo de: a) casamento; b) falecimento do cnjuge, companheiro, parceiro homoafetivo, pai, me, padrasto, madrasta, filho, irmo, enteado ou menor sob guarda ou tutela. Art. 63. Em caso de falta ao servio, atraso, ausncia ou sada anteci-pada, desde que devidamente justificados, facultado chefia imediata, atendendo a requerimento do interessado, autorizar a compensao de horrio a ser realizada at o final do ms subsequente ao da ocorrncia. 1 O atraso, a ausncia justificada ou a sada antecipada so compu-tados por minutos, a serem convertidos em hora, dentro de cada ms. 2 Apurado o tempo na forma do 1, so desprezados os resduos inferiores a sessenta minutos. 3 Toda compensao de horrio deve ser registrada pela chefia imediata junto ao setor de pessoal da repartio. Art. 64. As faltas injustificadas ao servio configuram: I abandono do cargo, se ocorrerem por mais de trinta dias consecuti-vos; II inassiduidade habitual, se ocorrerem por mais de sessenta dias, in-terpoladamente, no perodo de doze meses. Art. 65. Salvo na hiptese de licena ou afastamento prevista no art. 17, 2, considera-se falta injustificada, especialmente, a que decorra de: I no retorno ao exerccio, no prazo fixado nesta Lei Complementar, em caso de reverso, reintegrao, reconduo ou aproveitamento; II no apresentao imediata para exerccio no rgo, autarquia ou fundao, em caso de remoo ou redistribuio; III interstcio entre: a) o afastamento do rgo, autarquia ou fundao de origem e o exer-ccio no rgo ou entidade para o qual o servidor foi cedido ou colocado disposio; b) o trmino da cesso ou da disposio de que trata a alnea a e o rei-ncio do exerccio no rgo, autarquia ou fundao de origem. TTULO IV DOS DIREITOS CAPTULO I DO SISTEMA REMUNERATRIO Seo I Dos Conceitos Gerais Art. 66. A retribuio pecuniria pelo exerccio de cargo pblico fixada em lei, sob a forma de subsdio ou remunerao mensal. 1 O valor dirio da remunerao ou subsdio obtm-se dividindo-se o valor da retribuio pecuniria mensal por trinta. 2 O valor horrio da remunerao ou subsdio obtm-se dividindo-se a retribuio pecuniria mensal pelo quntuplo da carga horria semanal. 3 Na retribuio pecuniria mensal de que tratam os 1 e 2, no se incluem: I as vantagens de natureza peridica ou eventual, as de carter inde-nizatrio, o adicional noturno e o adicional por servio extraordinrio; II os acrscimos de que trata o art. 67, I a VII. Art. 67. O subsdio constitudo de parcela nica, e a ele pode ser acrescido, exclusivamente: I o dcimo terceiro salrio; II o adicional de frias; III o auxlio-natalidade; IV o abono de permanncia; V o adicional por servio extraordinrio; VI o adicional noturno; VII as vantagens de carter indenizatrio; VIII a remunerao ou subsdio: a) pelo exerccio de cargo em comisso ou de funo de confiana, de que trata o art. 77; b) decorrente de substituies. Art. 68. A remunerao constituda de parcelas e compreende: I os vencimentos, que se compem: a) do vencimento bsico; b) das vantagens permanentes relativas ao cargo; II as vantagens relativas s peculiaridades de trabalho; III as vantagens pessoais; IV as vantagens de natureza peridica ou eventual; V as vantagens de carter indenizatrio. Art. 69. Os vencimentos ou o subsdio so irredutveis. Art. 70. A remunerao ou o subsdio dos ocupantes de cargos e fun-es pblicos da administrao direta, autrquica e fundacional, includos os cargos preenchidos por mandato eletivo, e os proventos, as penses ou APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 24 outra espcie remuneratria, percebidos cumulativamente ou no, includas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, no podem exceder o subsdio mensal, em espcie, dos Desembargadores do Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios. 1 O valor do teto de remunerao ou subsdio deve ser publicado no Dirio Oficial do Distrito Federal pelo Poder Executivo sempre que se alterar o subsdio dos Desembargadores do Tribunal de Justia do Distrito Federal e Territrios. 2 Excluem-se do valor do teto de remunerao o dcimo terceiro sa-lrio, o adiantamento de frias, o adicional de frias, o auxlio-natalidade, o auxlio pr-escolar e as vantagens de carter indenizatrio. Seo II Do Vencimento Bsico e do Subsdio Art. 71. O vencimento bsico fixado por padro na tabela de remune-rao da carreira. Art. 72. Na fixao do subsdio ou dos padres do vencimento bsico e das demais parcelas do sistema remuneratrio, devem ser observados: I a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos car-gos componentes de cada carreira; II os requisitos para investidura; III as peculiaridades dos cargos. Art. 73. O subsdio ou o vencimento bsico inicial da carreira no pode ser inferior ao salrio-mnimo. 1 O valor do subsdio ou do vencimento bsico deve ser complemen-tado, sempre que ficar abaixo do salrio-mnimo. 2 Sobre o valor da complementao de que trata o 1, devem inci-dir as parcelas da remunerao que incidem sobre o vencimento bsico. Seo III Das Vantagens Art. 74. Alm do vencimento bsico, podem ser pagas ao servidor, co-mo vantagens, as seguintes parcelas remuneratrias: I gratificaes; II adicionais; III abonos; IV indenizaes. 1 As gratificaes e os adicionais incorporam-se ao vencimento, nos casos e nas condies indicados em lei. 2 As indenizaes no se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. Art. 75. As vantagens pecunirias no so computadas, nem acumula-das, para efeito de concesso de qualquer outro acrscimo pecunirio ulterior. Seo IV Das Vantagens Permanentes Relativas ao Cargo Art. 76. As vantagens permanentes relativas ao cargo, criadas por lei, compreendem as gratificaes e os adicionais vinculados aos cargos de carreira ou ao seu exerccio. Seo V Das Vantagens Relativas s Peculiaridades de Trabalho Subseo I Da Gratificao de Funo de Confiana e dos Vencimentos de Cargo em Comisso Art. 77. Sem prejuzo da remunerao ou subsdio do cargo efetivo, o servidor faz jus: I ao valor integral da funo de confiana para a qual foi designado; II a oitenta por cento dos vencimentos ou subsdio do cargo em co-misso por ele exercido, salvo disposio legal em contrrio. 1 As frias, o adicional de frias e o dcimo terceiro salrio so pa-gos proporcionalmente aos meses de efetivo exerccio do servidor efetivo no cargo em comisso ou funo de confiana. 2 O servidor efetivo pode optar pelo valor integral do cargo em co-misso, hiptese em que no pode perceber o subsdio ou a remunerao do cargo efetivo. Art. 78. O disposto no art. 77 aplica-se ao servidor ou empregado re-quisitado de qualquer rgo ou entidade dos Poderes do Distrito Federal, da Unio, de Estado ou Municpio. Subseo II Dos Adicionais de Insalubridade e de Periculosidade Art. 79. O servidor que trabalha com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substncias txicas, radioativas ou com risco de vida faz jus a um adicional de insalubridade ou de periculosidade. 1 O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de peri-culosidade tem de optar por um deles. 2 O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminao das condies ou dos riscos que deram causa a sua concesso. Art. 80. Deve haver permanente controle da atividade de servidores em operaes ou locais considerados insalubres ou perigosos. Pargrafo nico. A servidora gestante ou lactante, enquanto durar a gestao e a lactao, deve exercer suas atividades em local salubre e em servio no perigoso. Art. 81. Na concesso dos adicionais de insalubridade ou de periculo-sidade, devem ser observadas as situaes estabelecidas em legislao especfica. Art. 82. Os locais de trabalho e os servidores que operam com raios X ou substncias radioativas devem ser mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiao ionizante no ultrapassem o nvel mximo previsto na legislao prpria. Pargrafo nico. Os servidores a que se refere este artigo devem ser submetidos a exames mdicos a cada seis meses. Art. 83. O adicional de insalubridade ou de periculosidade devido nos termos das normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, observados os percentuais seguintes, incidentes sobre o venci-mento bsico: I cinco, dez, ou vinte por cento, no caso de insalubridade nos graus mnimo, mdio ou mximo, respectivamente; II dez por cento, no caso de periculosidade. 1 O adicional de irradiao ionizante deve ser concedido nos percen-tuais de cinco, dez ou vinte por cento, na forma do regulamento. 2 A gratificao por trabalhos com raios X ou substncias radioativas concedida no percentual de dez por cento. Subseo III Do Adicional por Servio Extraordinrio Art. 84. O servio extraordinrio remunerado com acrscimo de cin-quenta por cento em relao ao valor da remunerao ou subsdio da hora normal de trabalho. Subseo IV Do Adicional Noturno Art. 85. O servio noturno a que se refere o art. 59 remunerado com acrscimo de vinte e cinco por cento sobre o valor da remunerao ou subsdio da hora trabalhada. Pargrafo nico. O adicional noturno incide sobre o adicional de servio extraordinrio. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 25 Seo VI Das Vantagens Pessoais Subseo I Das Disposies Gerais Art. 86. Consideram-se pessoais as parcelas da remunerao que de-pendam da situao individual de cada servidor perante a administrao pblica. Art. 87. As vantagens pessoais, uma vez adquiridas, incorporam-se remunerao. Subseo II Do Adicional por Tempo de Servio Art. 88. O adicional por tempo de servio devido razo de um por cento sobre o vencimento bsico do cargo de provimento efetivo por ano de efetivo servio. Pargrafo nico. O adicional de tempo de servio devido a partir do ms em que o servidor completar o anunio. Subseo III Do Adicional de Qualificao Art. 89. O adicional de qualificao, institudo por lei especfica, desti-na-se a remunerar a melhoria na capacitao para o exerccio do cargo efetivo. Pargrafo nico. Os contedos dos cursos de qualificao devem guardar pertinncia com as atribuies do cargo efetivo ou da unidade de lotao e exerccio. Subseo IV Das Vantagens Pessoais Nominalmente Identificveis Art. 90. As vantagens pessoais nominalmente identificveis so defini-das em lei ou reconhecidas em deciso judicial. Pargrafo nico. (V E T A D O). Seo VII Das Vantagens Peridicas Subseo I Do Adicional de Frias Art. 91. Independentemente de solicitao, pago ao servidor, por ocasio das frias, um adicional correspondente a um tero da remunera-o ou subsdio do ms em que as frias forem iniciadas. 1 No caso de o servidor efetivo exercer funo de confiana ou car-go em comisso, a respectiva vantagem considerada no clculo do adici-onal de que trata este artigo, observada a proporcionalidade de que trata o art. 121, 1. 2 O adicional de frias incide sobre o valor do abono pecunirio. 3 A base para o clculo do adicional de frias no pode ser superior ao teto de remunerao ou subsdio, salvo em relao ao abono pecunirio. Subseo II Do Dcimo Terceiro Salrio Art. 92. O dcimo terceiro salrio, observado o disposto no art. 66, 3, corresponde retribuio pecuniria do ms em que devido, razo de um doze avos por ms de exerccio nos doze meses anteriores. 1 A frao superior a quatorze dias considerada como ms inte-gral. 2 O dcimo terceiro salrio devido sobre a parcela da retribuio pecuniria percebida por servidor efetivo pelo exerccio de funo de confi-ana ou cargo em comisso, observada a proporcionalidade de que trata este artigo e o art. 121, 1. Art. 93. O dcimo terceiro salrio pago: I no ms de aniversrio do servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, includo o requisitado da administrao direta, autrquica ou funda-cional de qualquer Poder do Distrito Federal, da Unio, de Estado ou Muni-cpio; II at o dia vinte do ms de dezembro de cada ano, para os servido-res no contemplados no inciso I. 1 No ms de dezembro, o servidor efetivo faz jus a eventuais dife-renas entre o valor pago como dcimo terceiro salrio e a remunerao devida nesse ms. 2 O Poder Executivo e os rgos do Poder Legislativo podem alterar a data de pagamento do dcimo terceiro salrio, desde que ele seja efeti-vado at o dia vinte de dezembro de cada ano. Art. 94. Ao servidor demitido, exonerado ou que entre em licena sem remunerao, devido o dcimo terceiro salrio, proporcionalmente aos meses de exerccio, calculado sobre o subsdio ou a remunerao do ms em que ocorrer o evento. Pargrafo nico. Se o servidor reassumir o cargo, o dcimo terceiro sa-lrio deve ser pago proporcionalmente aos meses de exerccio aps a reassuno. Art. 95. O dcimo terceiro salrio no pode: I ser considerado para clculo de qualquer outra vantagem; II ser superior ao valor do teto de remunerao a que o servidor est submetido. Seo VIII Das Vantagens Eventuais Subseo I Do Auxlio-Natalidade Art. 96. O auxlio-natalidade devido servidora efetiva por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor vencimento bsico do servio pblico distrital, inclusive no caso de natimorto. 1 Na hiptese de parto mltiplo, o valor deve ser acrescido de cin-quenta por cento por nascituro. 2 O auxlio-natalidade deve ser pago ao cnjuge ou companheiro servidor pblico, quando a parturiente no for servidora pblica distrital. 3 O disposto neste artigo aplica-se s situaes de adoo. Subseo II Do Auxlio-Funeral Art. 97. O auxlio-funeral devido famlia do servidor efetivo falecido em atividade ou aposentado, em valor equivalente a um ms da remunera-o, subsdio ou provento. 1 No caso de acumulao legal de cargos, o auxlio-funeral pago somente em razo do cargo de maior remunerao ou subsdio. 2 O auxlio-funeral deve ser pago no prazo de quarenta e oito horas, por meio de procedimento sumarssimo, pessoa da famlia que houver custeado o funeral. 3 No caso de servidor aposentado, o auxlio-funeral pago pelo re-gime prprio de previdncia social, mediante ressarcimento dos valores pelo Tesouro do Distrito Federal. Art. 98. O terceiro que custear o funeral tem direito de ser indenizado, no podendo a indenizao superar o valor de um ms da remunerao, subsdio ou provento. Art. 99. Em caso de falecimento de servidor em servio fora do local de trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do corpo correm conta de recursos do Distrito Federal, da autarquia ou da fundao pblica. Subseo III Da Gratificao por Encargo de Curso ou Concurso Art. 100. A gratificao por encargo de curso ou concurso devida ao servidor estvel que, em carter eventual: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 26 I atuar como instrutor em curso de formao, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente institudo nos Poderes Executivo ou Legislati-vo; II participar de banca examinadora ou de comisso de concurso para: a) exames orais; b) anlise de currculo; c) correo de provas discursivas; d) elaborao de questes de provas; e) julgamento de recursos interpostos por candidatos; III participar da logstica de preparao e de realizao de concurso pblico envolvendo atividades de planejamento, coordenao, superviso, execuo e avaliao de resultado, quando tais atividades no estiverem includas entre as suas atribuies permanentes; IV participar da aplicao de provas de concurso pblico, fiscaliz-la ou avali-la, bem como supervisionar essas atividades. 1 Os critrios de concesso e os limites da gratificao para as ativi-dades de que trata este artigo so fixados em regulamento, observados os seguintes parmetros: I o valor da gratificao deve ser calculado em horas, observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida; II o perodo de trabalho nas atividades de que trata este artigo no pode exceder a cento e vinte horas anuais ou, quando devidamente justifi-cado e previamente autorizado pela autoridade mxima do rgo, autarquia ou fundao, a duzentas e quarenta horas anuais; III o valor mximo da hora trabalhada corresponde aos seguintes percentuais, incidentes sobre o maior vencimento bsico da tabela de remunerao ou subsdio do servidor: a) dois inteiros e dois dcimos por cento, em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput; b) um inteiro e dois dcimos por cento, em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput. 2 A gratificao por encargo de curso ou concurso somente pode ser paga se as atividades referidas nos incisos do caput forem exercidas sem prejuzo das atribuies do cargo de que o servidor for titular, devendo implicar compensao de horrio quando desempenhadas durante a jorna-da de trabalho, na forma do art. 61, 2. 3 A gratificao por encargo de curso ou concurso no se incorpora remunerao do servidor para qualquer efeito e no pode ser utilizada como base para clculo de qualquer outra vantagem, nem para fins de clculo dos proventos de aposentadoria ou das penses. Seo IX Das Vantagens de Carter Indenizatrio Subseo I Das Disposies Gerais Art. 101. Tem carter indenizatrio o valor das parcelas relativas a: I diria e passagem para viagem; II transporte; III alimentao; IV creche ou escola; V fardamento; VI converso de frias ou de parte delas em pecnia; VII abono de permanncia; VIII crditos decorrentes de demisso, exonerao e aposentadoria, ou relativos a frias, adicional de frias ou converso de licena-prmio em pecnia. Art. 102. Os valores das indenizaes, assim como as condies para a sua concesso, so estabelecidos em lei ou regulamento, observadas as disposies dos artigos seguintes. Art. 103. O valor das indenizaes no pode ser: I incorporado remunerao ou ao subsdio; II computado na base de clculo para fins de incidncia de imposto de renda ou de contribuio para a previdncia social, ressalvadas as disposies em contrrio na legislao federal; III computado para clculo de qualquer outra vantagem pecuniria. Subseo II Da Diria e da Passagem Art. 104. O servidor que, a servio, se afastar do Distrito Federal em ca-rter eventual ou transitrio faz jus a passagem e diria, para cobrir as despesas de pousada, alimentao e locomoo urbana. 1 A diria concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento no exigir pernoite. 2 Nos casos em que o afastamento do Distrito Federal constituir exi-gncia permanente do cargo, o servidor no faz jus a diria. Art. 105. O servidor que receber diria ou passagem e no se afastar do Distrito Federal, por qualquer motivo, fica obrigado a restitu-las inte-gralmente, no prazo de setenta e duas horas, contadas da data em que deveria ter viajado. Pargrafo nico. Na hiptese de o servidor retornar sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, tem de restituir, no prazo previsto neste artigo, as dirias recebidas em excesso. Subseo III Da Indenizao de Transporte Art. 106. O servidor que realiza despesas com a utilizao de meio prprio de locomoo para a execuo de servios externos, por fora das atribuies prprias do cargo, faz jus indenizao de transporte, na forma do regulamento. Subseo IV Do Auxlio-Transporte Art. 107. Ao servidor devido auxlio-transporte, a ser pago em pec-nia ou em vale-transporte, destinado ao custeio parcial das despesas realizadas com transporte coletivo, inclusive interestadual, no incio e no fim da jornada de trabalho, relacionadas com o deslocamento da residncia para o trabalho e vice-versa. 1 O auxlio-transporte no pode ser computado para clculo de qualquer outra vantagem pecuniria. 2 O auxlio-transporte no devido: I quando o rgo, autarquia ou fundao proporcionar, por meios prprios ou por meio de terceiros contratados, o transporte do servidor para o trabalho e vice-versa; II durante as frias, licenas, afastamentos ou ausncias ao servio, exceto nos casos de: a) cesso do servidor para rgo da administrao direta, autrquica ou fundacional do Distrito Federal, cujo nus da remunerao recaia sobre o rgo cedente; b) participao em programa de treinamento regularmente institudo; c) participao em jri e outros servios obrigatrios por lei; III quando a despesa mensal com transporte coletivo for igual ou infe-rior ao valor resultante da aplicao do percentual de que trata o art. 108; IV cumulativamente com outro benefcio ou vantagem de natureza igual ou semelhante ou com vantagem pessoal originria de qualquer forma de indenizao ou auxlio pago sob o mesmo ttulo ou idntico fundamento, salvo nos casos de: a) acumulao lcita de cargos pblicos; APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 27 b) servidor que exera suas atribuies em mais de uma unidade ad-ministrativa do rgo ou entidade a que esteja vinculado, aqui compreendi-dos os estabelecimentos pblicos de ensino e sade do Distrito Federal. 3 facultado ao servidor optar pela percepo do auxlio referente ao deslocamento: I da repartio pblica para outro local de trabalho ou vice-versa; II do trabalho para instituio de ensino onde esteja regulamente ma-triculado ou vice-versa. Art. 108. O valor mensal do auxlio-transporte corresponde ao montante das despesas realizadas com transporte coletivo, nos termos do art. 107, subtrado o montante de seis por cento incidente exclusivamente sobre: I subsdio ou vencimento bsico do cargo efetivo ocupado pelo servi-dor; II retribuio pecuniria de cargo em comisso, quando se tratar de servidor no detentor de cargo efetivo. Art. 109. O pagamento do auxlio-transporte, em pecnia ou em vale-transporte, deve ser efetuado no ms anterior ao da utilizao de transporte coletivo, salvo nas seguintes hipteses, quando pode ser feito at o ms imediatamente subsequente: I efetivo exerccio no cargo em razo de primeira investidura ou rein-cio do exerccio decorrente de licena ou afastamento previstos em lei; II modificao no valor da tarifa do transporte coletivo, no endereo residencial, no local de trabalho, no trajeto ou no meio de transporte utiliza-do, quando passa a ser devida a complementao correspondente; III mudana de exerccio financeiro. Pargrafo nico. Aplica-se o disposto no art. 119, 2, no caso de pa-gamento indevido do auxlio-transporte. Art. 110. A concesso do auxlio-transporte fica condicionada apre-sentao de declarao, firmada pelo prprio servidor, de que realiza despesas com transporte coletivo, nos termos do art. 107. 1 O servidor deve manter atualizados os dados cadastrais que fun-damentam a concesso do auxlio-transporte. 2 Sem prejuzo da fiscalizao da administrao pblica e de even-tual responsabilidade administrativa, civil ou penal, presumem-se verdadei-ras as informaes constantes da declarao prestada pelo servidor. Subseo V Do Auxlio-Alimentao Art. 111. devido ao servidor, mensalmente, o auxlio-alimentao, com o valor fixado na forma da lei. Art. 112. O auxlio-alimentao sujeita-se aos seguintes critrios: I o pagamento feito em pecnia, sem contrapartida; II no pode ser acumulado com outro benefcio da mesma espcie, ainda que pago in natura; III depende de requerimento do servidor interessado, no qual declare no receber o mesmo benefcio em outro rgo ou entidade; IV o seu valor deve ser atualizado anualmente pelo mesmo ndice que atualizar os valores expressos em moeda corrente na legislao do Distrito Federal; V no devido ao servidor em caso de: a) licena ou afastamento sem remunerao; b) licena por motivo de doena em pessoa da famlia; c) afastamento para estudo ou misso no exterior; d) suspenso em virtude de pena disciplinar; e) falta injustificada e no compensada. Pargrafo nico. Aplica-se o disposto no art. 119, 2, ao caso de pa-gamento indevido do auxlio-alimentao. Subseo VI Do Abono Pecunirio Art. 113. A converso de um tero das frias em abono pecunirio de-pende de autorizao do Governador, do Presidente da Cmara Legislativa ou do Presidente do Tribunal de Contas. 1 Sobre o valor do abono pecunirio, incide o adicional de frias. 2 A base para o clculo do abono pecunirio no pode ser superior ao teto de remunerao ou subsdio. Subseo VII Do Abono de Permanncia Art. 114. O servidor que permanecer em atividade aps ter completado as exigncias para aposentadoria voluntria faz jus a um abono de perma-nncia equivalente ao valor da sua contribuio previdenciria, na forma e nas condies previstas na Constituio Federal. Seo X Das Disposies Gerais Art. 115. Se no for feita a compensao de horrio de que trata o art. 63, o servidor perde: I a remunerao ou subsdio dos dias em que faltar ao servio, sem motivo justificado; II a parcela da remunerao ou subsdio dirio, proporcional aos atrasos, ausncias injustificadas e sadas antecipadas. Art. 116. Salvo por imposio legal, ou mandado judicial, nenhum des-conto pode incidir sobre a remunerao ou subsdio. 1 Mediante autorizao do servidor e a critrio da administrao p-blica, pode haver consignao em folha de pagamento a favor de terceiros, com reposio de custos, na forma definida em regulamento. 2 A soma das consignaes de que trata o 1 no pode exceder a trinta por cento da remunerao ou subsdio do servidor. 3 A consignao em folha de pagamento no traz nenhuma respon-sabilidade para a administrao pblica, salvo a de repassar ao terceiro o valor descontado do servidor. Art. 117. O subsdio, a remunerao ou qualquer de suas parcelas tem natureza alimentar e no objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestao de alimentos resultantes de deciso judicial. Pargrafo nico. O crdito em conta bancria no descaracteriza a na-tureza jurdica do subsdio ou remunerao. Art. 118. A quitao da folha de pagamento feita at o quinto dia til do ms subsequente. Pargrafo nico. No caso de erro desfavorvel ao servidor no proces-samento da folha de pagamento, a quitao do dbito deve ser feita no prazo de at setenta e duas horas, contados da data de que trata este artigo. Art. 119. As reposies e indenizaes ao errio devem ser comunica-das ao servidor para pagamento no prazo de at dez dias, podendo, a seu pedido, ser descontadas da remunerao ou subsdio. 1 O desconto deve ser feito: I em parcela nica, se de valor igual ou inferior dcima parte da re-munerao ou subsdio; II em parcelas mensais iguais dcima parte do subsdio ou remune-rao, devendo o resduo constituir-se como ltima parcela. 2 No caso de erro no processamento da folha de pagamento, o valor indevidamente recebido deve ser devolvido pelo servidor em parcela nica no prazo de setenta e duas horas, contados da data em que o servidor foi comunicado. Art. 120. O pagamento efetuado pela administrao pblica em desa-cordo com a legislao no aproveita ao servidor beneficiado, ainda que ele no tenha dado causa ao erro. APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 28 Pargrafo nico. vedado exigir reposio de valor em virtude de apli-cao retroativa de nova interpretao da norma de regncia. Art. 121. Em caso de demisso, exonerao, aposentadoria ou qual-quer licena ou afastamento sem remunerao, o servidor tem direito de receber os crditos a que faz jus at a data do evento. 1 O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, aos casos de dispensa da funo de confiana ou exonerao de cargo em comisso, quando: I seguidas de nova dispensa ou nomeao; II se tratar de servidor efetivo, hiptese em que faz jus percepo dos crditos da decorrentes, inclusive o dcimo terceiro salrio e as frias, na proporo prevista nesta Lei Complementar. 2 Nas hipteses deste artigo, havendo dbito do servidor com o er-rio, tem ele de ser deduzido integralmente dos crditos que tenha ou venha a ter em virtude do cargo ocupado. 3 Sendo insuficientes os crditos, o dbito no deduzido tem de ser quitado no prazo de sessenta dias. 4 O dbito no quitado na forma dos 2 e 3 deve ser descontado de qualquer valor que o devedor tenha ou venha a ter como crdito junto ao Distrito Federal, inclusive remunerao ou subsdio de qualquer cargo pblico, funo de confiana, proventos de aposentadoria ou penso, observado o disposto no art. 119. 5 A no quitao do dbito no prazo previsto implica sua inscrio na dvida ativa. 6 Os crditos a que o ex-servidor faz jus devem ser quitados no pra-zo de at sessenta dias, salvo nos casos de insuficincia de dotao ora-mentria, observado o regulamento. Art. 122. Em caso de falecimento do servidor e aps a apurao dos valores e dos procedimentos de que trata o art. 121, o saldo remanescente deve ser: I pago aos beneficirios da penso e, na falta destes, aos sucessores judicialmente habilitados; II cobrado na forma da lei civil, se negativo. Art. 123. O dbito do servidor com o errio ou o crdito que venha a ser reconhecido administrativa ou judicialmente deve: I ser atualizado pelo mesmo ndice que atualizar os valores expres-sos em moeda corrente na legislao do Distrito Federal; II sofrer compensao de mora, na forma da legislao vigente. Art. 124. proibida a prestao de servios gratuitos, salvo os casos previstos em lei. CAPTULO II DAS FRIAS Art. 125. A cada perodo de doze meses de exerccio, o servidor faz jus a trinta dias de frias. 1 Para o primeiro perodo aquisitivo de frias, so exigidos doze me-ses de efetivo exerccio. 2 O disposto no 1 no se aplica aos casos de frias coletivas, hi-ptese em que as primeiras frias so proporcionais ao efetivo exerccio. 3 vedado levar conta de frias qualquer falta ao servio. 4 As frias podem ser acumuladas por at dois perodos, no caso de necessidade do servio, ressalvadas as hipteses previstas em legislao especfica. 5 Mediante requerimento do servidor e no interesse da administra-o pblica, as frias podem ser parceladas em at trs perodos, nenhum deles inferior a dez dias. Art. 126. At dois dias antes de as frias serem iniciadas, devem ser pagos ao servidor: I o adicional de frias; II o abono pecunirio, se deferido; III o adiantamento de parcela correspondente a quarenta por cento do valor lquido do subsdio ou remunerao, desde que requerido. Pargrafo nico. O adiantamento de que trata o inciso III descontado do subsdio ou remunerao do servidor em quatro parcelas mensais e sucessivas de idntico valor. Art. 127. O servidor que opera direta e permanentemente com raios X ou substncias radioativas tem de gozar vinte dias consecutivos de frias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hiptese a acumulao. Pargrafo nico. O servidor referido neste artigo no faz jus ao abono pecunirio. Art. 128. As frias somente podem ser suspensas por motivo de cala-midade pblica, comoo interna, convocao para jri, servio militar ou eleitoral ou por necessidade do servio. Pargrafo nico. A suspenso das frias depende de: I portaria do Secretrio de Estado ou autoridade equivalente, no Po-der Executivo; II ato do Presidente da Cmara Legislativa ou do Tribunal de Contas, nos respectivos rgos. Art. 129. Em caso de demisso, destituio de cargo em comisso, exonerao ou aposentadoria, as frias no gozadas so indenizadas pelo valor da remunerao ou subsdio devido no ms da ocorrncia do evento, acrescido do adicional de frias. 1 O perodo de frias incompleto indenizado na proporo de um doze avos por ms de efetivo exerccio. 2 Para os efeitos do 1, a frao superior a quatorze dias consi-derada como ms integral. CAPTULO III DAS LICENAS Seo I Das Disposies Gerais Art. 130. Alm do abono de ponto, o servidor faz jus a licena: I por motivo de afastamento do cnjuge ou companheiro; II por motivo de doena em pessoa da famlia; III para o servio militar; IV para atividade poltica; V prmio por assiduidade; VI para tratar de interesses particulares; VII para desempenho de mandato classista; VIII paternidade; IX maternidade; X mdica ou odontolgica. Pargrafo nico. A concesso da licena-maternidade sujeita-se s normas do regime de previdncia social a que a servidora se encontra filiada. Art. 131. A licena concedida dentro de sessenta dias do trmino de outra da mesma espcie considerada como prorrogao. Art. 132. Ao trmino das licenas previstas no art. 130, II a X, o servidor tem o direito de retornar mesma lotao, com a mesma jornada de traba-lho de antes do incio da licena, desde que uma ou outra no tenha sofrido alterao normativa. Seo II Da Licena por Motivo de Afastamento do Cnjuge ou Companheiro Art. 133. Pode ser concedida licena ao servidor estvel para acompa-nhar cnjuge ou companheiro que for deslocado para: APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos tica no Servio Pblico A Opo Certa Para a Sua Realizao 29 I trabalhar em localidade situada fora da Regio Integrada de Desen-volvimento Econmico do Distrito Federal e Entorno RIDE; II exercer mandato eletivo em Estado ou Municpio no compreendi-do na RIDE. 1 A licena por prazo de at cinco anos e sem remunerao ou subsdio. 2 A manuteno do vnculo conjugal deve ser comprovada anual-mente, sob pena de cancelamento da licena. 3 (V E T A D O). Seo III Da Licena por Motivo de Doena em Pessoa da Famlia Art. 134. Pode ser concedida licena ao servidor por motivo de doena em pessoa da famlia, mediante comprovao por junta mdica oficial. nova redao dada ao caput do artigo 134 pel LEI COMPLEMENTAR N 862, DE 25/03/2013 - DODF DE 26/03/2013. Art. 134. Pode ser concedida licena ao servidor por motivo de doena do cnjuge ou companheiro, padrasto ou madrasta, ascendente, descen-dente, enteado e colateral consanguneo ou afim at o segundo grau civil, mediante comprovao por junta mdica oficial. 1 A licena somente pode ser deferida se a assistncia direta do servidor for indispensvel e no puder ser prestada simultaneamente com o exerccio do cargo. 2 A licena concedida sem prejuzo da remunerao ou subsdio do cargo efetivo. 3 Nenhum perodo de licena pode ser superior a trinta dias, e o so-matrio dos perodos no pode ultrapassar cento e oitenta dias por ano, iniciando-se a contagem com a primeira licena. 4 Comprovada por junta mdica oficial a necessidade de licena por perodo superior a cento e oitenta dias, a licena sem remunerao ou subsdio, observado o prazo inicial previsto no 3. Art. 135. vedado o exerccio de atividade remunerada durante o usu-fruto da licena prevista no art. 134. Pargrafo nico. So considerados como faltas injustificadas ao servi-o, para todos os efeitos legais, os dias em que for constatado, em proces-so disciplinar, o exerccio de atividade remunerada durante a licena previs-ta no art. 134, ainda que a licena se tenha dado sem remunerao ou subsdio. Seo IV Da Licena para o Servio Militar Art. 136. Ao servidor convocado para o servio militar concedida li-cena, na forma e nas condies previstas na legislao especfica. Pargrafo nico. Concludo o servio militar, o servidor tem at trinta dias sem remunerao para reassumir o exerccio do cargo. Seo V Da Licena para Atividade Poltica Art. 137. O servidor tem direito a licena para atividade poltica nos pe-rodos compreendidos entre: I a data de sua escolha em conveno partidria como candidato a cargo eletivo e a vspera do registro da candidatura perante a Justia Eleitoral; II o registro da candidatura perante a Justia Eleitoral e at dez dias aps a data da eleio para a qual concorre. 1 No caso do inciso I, a licena sem remunerao ou subsdio; no caso do inciso II, com remunerao ou subsdio. 2 Negado o registro ou havendo desistncia da candidatura, o servi-dor tem de reassumir o cargo imediatamente. 3 O servidor candidato a cargo eletivo que exera cargo em comis-so ou funo de confiana dele deve ser exonerado ou dispensado, ob-servados os prazos da legislao eleitoral. Art. 138. O servidor efetivo que pretenda ser candidato deve ficar afas-tado de suas atribuies habituais, quando assim o exigir a legislao eleitoral. 1 Ao servidor afastado na forma deste artigo, sem prejuzo da remu-nerao ou subsdio, devem ser cometidas atribuies compatveis com seu cargo e a legislao eleitoral. 2 O afastamento de que trata o 1 encerra-se na data da conven-o partidria, aplicando-se a partir da o disposto no art. 137, I e II. Seo VI Da Licena-Prmio por Assiduidade Art. 139. Aps cada quinqunio ininterrupto de exerccio, o servidor efe-tivo faz jus a trs meses de licena-prmio por assiduidade, sem prejuzo da remunerao ou subsdio do cargo efetivo. Art. 140. A contagem do prazo para aquisio da licena-prmio inter-rompida quando o servidor, durante o perodo aquisitivo: I sofrer sano disciplinar de suspenso; II licenciar-se ou afastar-se do cargo sem remunerao. Pargrafo nico. As faltas injustificadas ao servio retardam a conces-so da licena prevista neste artigo, na proporo de um ms para cada falta. Art. 141. O nmero de servidores em gozo simultneo de licena-prmio no pode ser superior a um tero da lotao da respectiva unidade administrativa do rgo, autarquia ou fundao. Art. 142. Os perodos de licena-prmio adquiridos e no gozados so convertidos em pecnia, quando o servidor for aposentado. Pargrafo nico. Em caso de falecimento do servidor, a converso em pecnia de que trata este artigo paga aos beneficirios da penso ou, no os havendo, aos sucessores judicialmente habilitados. Art. 143. Fica assegurado s servidoras pblicas o direito de iniciar a fruio de licena-prmio por assiduidade logo aps o trmino da licena-maternidade. Pargrafo nico. O direito assegurado neste artigo aplica-se licena-prmio por assiduidade cujo perodo de aquisio for completado at dez dias antes do trmino da licena-maternidade. Seo VII Da Licena para Tratar de Interesses Particulares Art. 144. A critrio da administrao pblica, pode ser concedida ao servidor estvel licena para tratar de assuntos particulares, pelo prazo de at trs anos consecutivos, sem remunerao, desde que: I no possua dbito com o errio relacionado com sua situao funci-onal; II no se encontre respondendo a processo disciplinar. 1 A licena pode ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou a critrio da administrao. 2 O servidor no