tcc monografia

Download Tcc Monografia

If you can't read please download the document

Post on 07-Jun-2015

8.479 views

Category:

Documents

6 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

1. CARACTERIZAO DO POSTO DE TRABALHO: O ESCRITURRIO DE SERVIOS BANCRIOS O CAIXA DE BANCO 1.1 O TRABALHO COMO PROCESSO HISTRICO E SOCIAL 1.2 A ORIGEM DAS INSTITUIES BANCRIAS 1.3 O ESCRITURRIO DE SERVIOS BANCRIOS O CAIXA DE BANCO 1.3.1 DESCRIO SUMRIA DO POSTO DE TRABALHO 1.3.1.1 Condies gerais de exerccio da profisso 1.3.1.2 Formao e experincia 1.3.1.3 reas de Atividades 1.3.1.4 Caractersticas fsicas do posto de trabalho 1.3.1.5 Competncias pessoais 1.3.1.6 Recursos de trabalho 2. AS PATOLOGIAS PSICOSSOMTICAS 2.1 CARACTERIZAO DAS PATOLOGIAS PSICOSSOMTICAS 2.1.1 O ADOECIMENTO NO TRABALHO EM PROCESSOS REPETITIVOS 3. AS CONDIES PSICOLGICAS INERENTES AO EXERCCIO DA PROFISSO DE CAIXA DE BANCO 3.1 OS FATORES ESTRESSANTES VINCULADOS AO POSTO DE TRABALHO ANALISADO

APRESENTAO

O Trabalho: Avaliao dos Fatores Estressantes para a Profisso de Bancrio na Funo de Caixa apresenta o percurso trilhado desde os primrdios: as lutas pelo reconhecimento das L. E. R. como doenas ocupacionais, vinculadas ao posto de trabalho analisado bem como as condies psicolgicas e psicossomticas inerentes ao exerccio da Profisso de Bancrio na Funo de Caixa. Diante das relaes entre o surgimento das L. E. R. e condies mais gerais e subjetivas da organizao do trabalho como diviso do trabalho observa-se esses aspectos como marca principal da Sociedade Capitalista.

PROBLEMA

Quais so os esforos e as dores humanas implicadas no trabalho dividido, partido e repetitivo? Quais so esses esforos e essas dores na diversidade do corpo e alma de quem labuta na Profisso de Bancrio na Funo de Caixa? Por que h sofrimento psquico implicado nas dores/leses que so das articulaes, dos msculos e dos tendes na Funo de Caixa de Banco?

OBJETIVO GERAL

Estabelecer relaes de determinao entre organizao do trabalho em processos repetitivos, sociabilidade no trabalho, patologias psicossomticas, adoecimento no trabalho em processos repetitivos, condies psicolgicas estressantes inerentes ao exerccio da Funo de Caixa na Profisso de Bancrio, fatores de trabalho vinculados ao posto de trabalho analisado tal como acontecem no trabalho de Caixa em diferentes agncias bancrias de Braslia-DF e Formosa-GO.

OBJETIVO ESPECFICO

Definir as dinmicas de organizao do trabalho dos processos repetitivos que produzem formas particulares de sociabilidade no trabalho implicando no surgimento de patologias psicossomticas e L. E. R. na Funo de Caixa de Banco na Profisso: Bancrio.

INTRODUO A eleio do contexto de emprego deve-se aguante relevncia que tem para a sade em importantes setores de nossa populao. As doenas ocupacionais, mentais e fsicas em termos monetrios, o custo oculto do estresse no trabalho, se no se procura criar o mbito de trabalho propcio para o bem-estar e para a produtividade. muito provvel que as patologias associadas atividade de trabalho apresentem um maior ndice de incidncia em pases em desenvolvimento como o nosso e que, por esta razo, influam sobre o bem-estar e qualidade de vida dos trablhadores, especialmente na funo de Caixa de Banco. Os elementos percebidos na situao de trabalho como Caixa Bancrio podem agir como estressores e podem conduzir a reaes de tenso e estresse. Se estes estressores (por ex: ambigidade de funes, conflito e incerteza a respeito do futuro no trabalho) persistem e se os sujeitos perceberem sua potencialidade de confrontamento como insuficiente, ento podero produzir-se reaes de estresse psicolgico, fsico e de conduta e, desta maneira conduzir doena e ao absentismo. Uma abordagem completa dos fatores estressantes inerentes ocupao do Escriturrio de Servios Bancrios, especificamente o Caixa de Banco, deve contemplar trs aspectos distintos: a) a descrio das caractersticas deste posto de trabalho; b) a apresentao terica das principais patologias psicossomticas; e c) as condies fsicas e psicolgicas incapacitantes para o exerccio desta profisso.

1. CARACTERIZAO DO POSTO DE TRABALHO: O ESCRITURRIO DE SERVIOS BANCRIOS O CAIXA DE BANCO Um estudo sobre as condies de sade dos Caixas Bancrios passa necessariamente pela compreenso de seu trabalho: o trabalho de caixa bancrio. Entretanto, a observao desavisada do Caixa Bancrio em seu trabalho no possibilita reconhecer aspectos fundamentais de sua constituio para a compreenso das indeterminaes presentes. Ao contrrio, mais frequentemente essa observao informada por mitos e preconceitos decorrentes de interesses mais imediatistas em jogo, no dando conta dos condicionantes do objeto em questo. Assim, ao falar do trabalho de Caixa Bancrio, preciso recorrer a dimenses mais abrangentes em que esse trabalho se situa: o processo histrico e social e as conseqncias nos tempos atuais. 1.1 O TRABALHO COMO PROCESSO HISTRICO E SOCIAL Os modos de organizao dos seres humanos em sociedade so determinados pelas relaes que estabelecem visando produo de bens. O atual estgio do desenvolvimento dos modos de produo conhecido como Capitalismo deve ser visto como parte de um processo histrico que, desde o incio da vida gregria, procurava transformar os bens e riquezas naturais em outros bens que melhor satisfizessem as necessidades humanas. Nesse sentido, O Capitalismo a forma mais avanada atingida at o momento para produo de bens de uso dos seres humanos, mas sua instalao enquanto sistema hegemnico que subordina as demais relaes de produo e impulsiona o processo histrico da sociedade, no se faz de maneira harmnica. Ao contrrio, so grandes suas contradies intrnsecas dadas impossibilidade de estender a toda a sociedade o acesso aos bens nele produzidos. De certo ponto de vista, a Idade Mdia constituiu um longo perodo de latncia em termos de uma organizao social e de produo imutvel. Entretanto, sua incapacidade de garantir a sobrevivncia dos diferentes estratos sociais gradativamente colocou esses modelos de organizao em cheque, com o surgimento do Renascimento como expresso sociocultural e do Mercantilismo como potncia impulsionadora da produo econmica. Nessa etapa, chamada de pr-capitalista, surgem as condies materiais de concentrao de riquezas que daro origem ao capital, bem como as idias e os valores que daro sustentao sociocultural e poltica ao surgimento e instalao da burguesia como classe dominante no sistema capitalista. No modo de produo capitalista o processo de trabalho realiza-se por meio da distribuio diferenciada da propriedade dos elementos que o compem, subdividindo a sociedade em duas classes fundamentais e antagnicas quanto a seus interesses: de um lado os proprietrios do capital e

dos meios de produo (matria-prima, instrumentos de trabalho e demais condies materiais de produo)- a burguesia e de outro, os proprietrios da fora de trabalho os trabalhadores. As relaes de produo que se estabelecem so de venda da fora de trabalho pelos trabalhadores aos proprietrios do capital e dos meios de produo, em troca de condies para sua subsistncia, intermediada pelo salrio que recebem. Dessa forma, a fora de trabalho comprada como qualquer mercadoria mercado, tornando-se o capitalista proprietrio de todos os elementos para realizar o processo de trabalho, passando a controlar totalmente o processo de produo de bens, segundo seus interesses. Para que o capitalista atinja o objetivo de gerar lucro por meio do seu capital, do processo de produo devem resultar bens que possuam no apenas um valor de uso (carter da utilidade humana), mas tambm um valor de troca para serem negociados no mercado e, mais ainda, um sobre-valor. Um valor excedente em relao ao valor gasto na produo dos bem de uso, tambm chamado de mais-valia. Assim, o processo de produo no modo de produo capitalista tambm um processo de valorizao, ou de produo de mais-valia. No obstante, apesar de aparentemente ser na circulao e troca que a mercadoria adquire seu valor, na essncia no prprio processo de trabalho que h produo de valor pela extrao de mais-valia, uma vez que apenas o trabalho humano que capaz de adicionar valor ao produto. Quando o trabalhador vende sua fora de trabalho como mercadoria, vende-a como valor de troca, alienando seu valor de uso, ou seja, vende seu potencial de trabalho habilidades e capacidades fsicas e mentais o qual passa a ser utilizado pelo novo proprietrio da maneira que lhe aprouver. Na medida em que o valor da matria-prima e das condies materiais de trabalho (instrumentos, maquinrios e edificaes) for fixado, na poca da aquisio, somente possvel obter um valor excedente do processo de trabalho se a fora deste puder ser sobre utilizada e, com seu valor fixado, gerar um nmero maior de produtos. Dessa forma, os valores fixados dos custos (meios de produo e fora de trabalho) geraro produtos cujo valor final maior em decorrncia da apropriao de mais-valia fora de trabalho. Conforme MARX (citado por BORGES 2001), a alienao do trabalhador se d, assim, no somente em relao ao processo de trabalho (executar o que no foi por ele concebido e planejado) e ao deste (que propriedade do capitalista possuidor de sua fora trabalho), mas tambm prpria espcie humana (em se reconhecer, junto aos demais trabalhadores, como construtor e propulsor da humanidade). Essa situao impede que se reconheam as condies de explorao capitalista, que, junto mais-valia, produzem a desvalorizao do trabalhador, quanto a utilidade de suas habilidade e capacidades, desgastadas e espoliadas, que se expressam em adoecimento e na diminuio da qualidade e de sua expectativa de vida. Principalmente desde o incio deste sculo, podem ser destacadas duas concepes diferentes (e at antagnicas em vrios de seus aspectos) o taylorismo-fordismo e o toyotismo que se tornaram paradigmas das formas de organizao do processo de trabalho. Apesar de um relativo antagonismo, mostraram-se historicamente adequadas continuidade da explorao

capitalista, unificadas pelo lema de maior lucratividade com maior controle sobre o trabalho. As bases da intensificao do controle por parte da organizao do tra