TCC Luana Torres - CD

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<p>UNIVERSIDADE METODISTA DE SO PAULO FACULDADE DA SADE CURSO DE MEDICINA VETERINRIA</p> <p>LUANA TORRES DE OLIVEIRA</p> <p>OCORRNCIA DE HERPESVRUS BOVINO TIPO 1 (BoHV-1) EM BFALOS DO ESTADO DO PAR</p> <p>SO BERNARDO DO CAMPO 2011</p> <p>LUANA TORRES DE OLIVEIRA</p> <p>OCORRNCIA DE HERPESVRUS BOVINO TIPO 1 (BoHV-1) EM BFALOS DO ESTADO DO PAR</p> <p>Monografia apresentada no Curso de Graduao Universidade Metodista de So Paulo, Faculdade da Sade, Curso de Medicina Veterinria para Concluso de Curso. rea de Concentrao: Sanidade Animal Orientador: Prof: Dra. Silvia Regina Kleeb</p> <p>SO BERNARDO DO CAMPO 2011</p> <p>LUANA TORRES DE OLIVEIRA</p> <p>OCORRNCIA DE HERPESVRUS BOVINO TIPO 1 (BoHV-1) EM BFALOS DO ESTADO DO PAR</p> <p>Monografia apresentada no Curso de Graduao Universidade Metodista de So Paulo, Faculdade da Sade, Curso de Medicina Veterinria para Concluso de Curso.</p> <p>rea de Concentrao: Sanidade Animal</p> <p>Resultado: ________________________.</p> <p>FICHA CATALOGRFICA</p> <p>Ol4o</p> <p>Oliveira, Luana Torres de Ocorrncia de herpesvirus bovino tipo 1 (BoHV-1) em bfalos do Estado do Par / Luana Torres de Oliveira. 2011. 48 f. Monografia (Medicina Veterinria) -- Faculdade da Sade da Universidade Metodista de So Paulo, So Bernardo do Campo, 2011. Orientao: Silvia Regina Kleeb.</p> <p>1. Bfalos 2. Virusneutralizao 3. Hespesvirus 4. Rinotraquete I. Ttulo CDD 636.089266</p> <p>AGRADECIMENTOS</p> <p>A Deus, por toda fora e coragem sempre. A minha famlia, em especial aos meus pais pelo imenso amor, pelo orgulho, por acreditarem sempre nos meus objetivos e por me mostrarem todo o valor da vida. minha Tia Elizngela por toda compreenso. Ao Jonas por toda pacincia e dedicao. As amigas que surgiram ao longo destes anos de estudo e que estaro sempre comigo pelo lao formado, pelo companheirismo e por toda felicidade: Bia, Dssa, Line, Lvia (Japa), Mari, Mila, Naty e R. Ao Instituto Biolgico, em especial o Laboratrio de viroses de Bovdeos e a toda equipe. A Pesquisadora Dra.Edviges Maristela Pituco, pela oportunidade e ensinamento. Prof: Dra. Silvia Regina Kleeb por toda orientao e por todo apoio.</p> <p>Se voc no puder se destacar pelo talento, vena pelo esforo. Dave Weinbaum</p> <p>RESUMO</p> <p>A bubalinocultara est em constante crescimento, sendo essencial para a pecuria de corte e de leite no pas, especialmente na regio norte, onde se encontra cerca de 50% do rebanho bubalino brasileiro, no entanto h imensas lacunas a serem preenchidas a respeito de doenas que impactam negativamente a produo nesta espcie, sem conhecimento da situao sanitria no h como fazer o enfrentamento e combat-las. A Rinotraquete Infecciosa Bovina (IBR) causada pelo herpesvrus bovino tipo 1 (BoHV-1), um vrus DNA, envelopado, membro da famlia Herpesviridae. Podendo comprometer os tratos respiratrio, genital, reprodutivo e ocasionar uma ampla variedade de manifestaes clnicas que so comuns a outras doenas impossibilitando o diagnstico com base apenas nos sinais clnicos e epidemiolgicos. Foram analisados 698 soros reagentes ao BoHV-1 de bubalinos, recebidos no Laboratrio de Viroses de Bovdeos do Instituto Biolgico no ano de 2009, animais oriundos de propriedades da regio norte do pas e foram isolados para avaliao sanitria com a finalidade de exportao. A tcnica empregada foi a virusneutralizao seguindo as diretrizes do Manual da OIE de 2011. As amostras soro reagentes foram submetidas titulao e seus resultados foram separados e analisados por rebanhos e procedncia. No rebanho 1 foram analisadas 458 amostras correspondendo a 65,6 % do total, j no rebanho 2 foram analisadas 240, ou seja, 34,3 %. O valor do ttulo de anticorpos 512 o mais frequente no rebanho 1 com porcentagem de 18,5% (85/458), enquanto que no rebanho 2, foi de 9,16% (22/240). Contudo, h necessidade de outros estudos, para avaliar as consequncias da infeco nos rebanhos. Palavras-chave: Bfalos, Virusneutralizao,Hespesvrus, Rinotraquete.</p> <p>ABSTRACT</p> <p>The bubalinocultara is constantly growing, is essential for beef cattle and milk in the country, especially in the North, which is about 50% of the Brazilian buffalo herd, but there are huge gaps to be filled on diseases that negatively impact the production in this species, without knowledge of the health situation there is no way to confront and fight them. The infectious bovine rhinotracheitis (IBR) is caused by bovine herpesvirus type 1 (BoHV-1), is a DNA virus, enveloped, member of the family Herpesviridae. May compromise the respiratory, genital, reproductive and cause a wide variety of clinical manifestations that are common to other diseases making it impossible to diagnose based only on clinical and epidemiological studies. We analyzed 698 serum reagents to BoHV-1 of buffaloes, received at the Laboratory of Viral Diseases of the bovine Biological Institute in 2009, animals from properties north of the country and were isolated for health assessment for the purpose of export. The technique employed was virusneutralizao following the guidelines of the OIE Manual, 2011. The serum samples were submitted to the titration reagents and the results were separated and analyzed by herds and origin. In one herd were analyzed 458 samples corresponding to 65.6% of the total, already in the herd were analyzed 2 240 or 34.3%. The value of antibody titer 512 is the most frequent in the herd with a percentage of 18.5% (85/458), while in the second flock, was 9.16% (22/240). However, there is need for more studies to evaluate the consequences of infection in flocks.</p> <p>Key-words: Buffalo, Virusneutralizao, Hespesvirus, Rhinotracheitis.</p> <p>LISTA DE FIGURAS</p> <p>Figura 1: Estrutura do Herpesvirus Bovino ............................................................ Figura 2: Bovino com exsudato nasal e conjuntivite ..........</p> <p>17 22</p> <p>Figura 3: Bovino co severa hiperemia associada necrose e ulceras nasais ....... 22 Figura 4: Vaca apresentando corrimento vaginal (exsudato mucopurulento), mucosa vaginal edemaciada e hipermica, com ppulas avermelhadas ........ 23 Figura 5: Touro apresentando balanopostite, com formao de feridas, edema e hiperemia....................... Figura 6: Microplaca utilizadas nas reaes de virusneutralizao ............24 32</p> <p>Figura 7: Incubao em estufa ............................................................................... 35 Figura 8: Fotomicrografia em microscpio invertido demonstrando tapete celular integro ou ausncia de Efeito Citoptico ................................................................ Figura 9: Fotomicrografia em microscpio invertido demonstrando tapete celular com vacolos, presena de Efeito Citoptico ......................................................... Figura 10: Grfico representando a porcentagem de animais analisados por rebanhos .................................................................................................................36</p> <p>36</p> <p>39</p> <p>Figura 11: Grfico da escala de titulao viral por nmero de amostras analisadas ............................................................................................................... 40</p> <p>LISTA DE QUADROS</p> <p>Quadro 1: Quadro esquematizando a placa de Titulao Viral,onde coluna 1 o controle de clulas,coluna 2 controle de soro,e coluna 3 a 12 so as diluies ..... Quadro 2: Esquema da placa de retrotitulao,sendo coluna 11 e 12 destinadas ao controle de clulas,colunas 5 e 10 sem nenhum conteudo e as demais com as diluioes do virus ..................................................................................................... 34</p> <p>35</p> <p>Quadro 3: Nmero de animais analisados de acordo com o Municpio e rebanhos 38</p> <p>LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS</p> <p>l: microlitro BoHV-1: herpes vrus bovino tipo 1 C: graus Celsius CO2: Gs Carbnico DNA: cido desoxirribonuclico ECP: efeito citoptico IBR: Rinotraqueite Infecciosa Bovina ID: imunofluorescncia direta IPB: balanopostite pustular infecciosa IPV: Vulvovaginite Pustular Infecciosa IPX: imunoperoxidase MDBK: Madin Darby Bovine Kidney MEM: Meio Essencial Mnimo ml: mililitros PBS: soluo salina fosfatada tamponada PCR: reao em cadeia pela polimerase SFB: soro fetal bovino TCID: dose infectante 50% em cultura de tecido VN: vrusneutralizao</p> <p>SUMRIO</p> <p>1 INTRODUO .......................................................................................................... 2 REVISO DE LITERATURA .................................................................................... 2.1 BUBALINOCULTURA ............................................................................................ 2.2 HISTRICO DE RINOTRAQUETE ....................................................................... 2.3 AGENTE ETILOGICO .................................................................................. 2.4 EPIDEMIOLOGIA. 2.5 TRANSMISSO ..................................................................................................... 2.6 SINAIS CLNICOS .................................................................................................. 2.6.1 Forma Respiratria ........................................................................................... 2.6. 2 Forma Reprodutiva ........................................................................................... 2.6.3 Conjuntivite ....................................................................................................... 2.6.4 Forma Sistmica Neonatal ................................................................................ 2.7 DIAGNSTICO ...................................................................................................... 2.8 DIAGNSTICO DIFERENCIAL ............................................................................. 2.9 TRATAMENTO........................................................................................................ 2.10 PROFILAXIA E CONTROLE ................................................................................ 3 OBJETIVO ................................................................................................................ 4 MATERIAIS E MTODOS ........................................................................................ 4.1 AMOSTRAGEM E PROPRIEDADES ..................................................................... 4.2 SORODIAGNSTICO ............................................................................................ 4.3 CLULAS ............................................................................................................... 4.4 VRUS ..................................................................................................................... 4.5 TITULAES VIRAIS ............................................................................................ 4.6 VIRUSNEUTRALIZAO (VN) .............................................................................. 4.7 VALIDAO DA REAO .....................................................................................</p> <p>12 14 14 15 17 18 20 21 21 22 24 25 25 27 27 28 29 30 30 30 30 31 31 32 37</p> <p>5 RESULTADOS .......................................................................................................... 6 DISCUSSO ............................................................................................................. 7 CONCLUSO ........................................................................................................... REFERNCIAS ............................................................................................................</p> <p>38 41 43 44</p> <p>12</p> <p>1 INTRODUO</p> <p>A bubalinocultura no Brasil est em crescimento e necessita de informaes consistentes sobre o controle sanitrio nesta espcie, devem-se levar em considerao as suas particularidades, o que essencial para o xito na sua criao. Por estar adaptado ao clima da regio e condies topogrficas, apresentam melhores condies de produo leiteira, crnea e de trabalho, no entanto h imensas lacunas a serem preenchidas a respeito das doenas que acometem negativamente a produo bubalina. O Herpesvrus Bovino tipo-1 (BoHV-1) pode causar a Rinotraquete Infecciosa Bovina (IBR), Vulvovaginite Pustular Infecciosa Bovina (IPV) ou Balonopostite Infecciosa Bovina (IBV), caracterizada por infeces dos tratos respiratrio, genital, reprodutivo e nervoso, ocasionando uma ampla variedade de manifestaes clnicas que so comuns a outras doenas infectoparasitrias, impossibilitando o diagnstico com base apenas nos sinais clnicos e epidemiolgicos. Tem ampla distribuio mundial, cerca de 28,9 a 82,7% do rebanho bovino brasileiro encontra-se infectado pelo Herpesvrus Bovino tipo 1(BoHV-1), que tambm acometem os bubalinos. A IBR tem acarretado grandes prejuzos econmicos nos rebanhos bovinos e bubalinos, em decorrncia de infeces respiratrias e de alteraes reprodutivas. O BoHV-1 considerado um dos principais patgenos de bovinos, sendo responsvel por grandes prejuzos econmicos explorao pecuria. observado retardo no crescimento dos animais, queda na produo leiteira, morte embrionria e fetal, abortamentos frequentes, alm da restrio comercial dos animais e seus produtos como smem, embries e produtos de biotecnologia. Os distrbios da reproduo de origem infecciosa em bovinos so multietiolgicos. Diferentes microrganismos como bactrias, vrus, protozorios e mesmo micotoxinas, atuando de forma isolada ou em associaes, podem ser responsveis pela sobreposio de sinais clnicos fazendo com que o diagnstico clnico seja de difcil realizao. Apesar das vacinas serem efetivas na reduo do impacto clnico causado pelo BoHV-1, existe pesquisa que coloca em dvida a sua capacidade de prevenir a enfermidade. No Brasil</p> <p>13</p> <p>acredita-se que com o uso das vacinas convencionais somente em animais infectados, possvel o convvio sem transmisso do vrus, entre os infectados e os no-infectados sendo recomendado somente onde prevalncia de infeco est entre 20% e 50%, o que possibilita fazer o descarte gradual e em tempo mais longo dos animais reagentes, em propriedades onde a prevalncia superior a 50%, ou onde h necessidade premente de evitar sinais clnicos para reduzir perdas da produo, o controle com o uso de vacinas convencionais em todo o rebanho o modo de atuao indicado. O objetivo do presente estudo foi verificar a presena de anticorpos contra o BoHV-1 em amostras sorolgicas de bfalos de dois rebanhos oriundos do estado do Par, tendo em vista que esta espcie est em crescimento e ainda so escassas pesquisas voltadas a mesma, por isso, h necessidade de maiores estudos tanto epidemiolgicos quanto sorolgicos a fim de conhecer a importncia e o impacto desta e outras enfermidades na bubalinocultura.</p> <p>14</p> <p>2 REVISO DE LITERATURA</p> <p>2.1 BUBALINOCULTURA</p> <p>A bubalinocultara est em constante crescimento, sendo essencial para a pecuria de corte e de leite no pas, especialmente na regio norte, onde se encontra cerca de 50% do rebanho bubalino brasileiro (IBGE, 2006). Nessa regio os bubalinos encontram um habitat ideal para o seu desenvolvimento e exercendo um papel importante na economia. (BARBOSA et al., 2005), adaptaram-se bem r...</p>