susep normatiza a venda de microsseguros no brasil .e atendendo as bases de clientes das grandes

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A Superintendncia de Segu-ros Privados (Susep) aprovou, em junho deste ano, as oito circulares que formam a regu-lamentao completa dos mi-crosseguros, aplices de baixo valor voltadas para a populao de menor poder aquisitivo. As medidas podem significar a in-cluso de uma parcela da popu-lao de baixa renda que, nos ltimos anos, se beneficiou do crescimento econmico do pas e que passou a ser chamada de a nova classe mdia. Com o

da pelo rgo regulador a atuar como inter-medirio, desde que habilitado para isso.Esse profissional ter de fazer um cur-so diferente do realizado para corretores tradicionais. Houve um entendimento de que esse corretor de microsseguros seria um importante elo entre o mercado segu-rador, que ainda no faz parte da cultura daquelas comunidades, e a populao lo-cal. A pessoa que se habilitar, conhecer a regio, saber como abordar o assunto. Isso sem falar no aspecto social da medi-da, que ajuda a gerar emprego e renda na localidade, diz Santanna. As normas permitem, ainda, o uso de cor-respondentes de microsseguros, como forma de estreitar a relao com o consu-midor. Para ofertar e promover planos de microsseguros, os fornecedores devero estabelecer contrato ou firmar convnio com as sociedades seguradoras. As se-

guradoras devero registrar o esta-belecimento junto Susep.O prazo mnimo de vigncia das co-berturas de microsseguro ser de um ms. As sociedades seguradoras e entidades abertas de previdncia complementar devero protocolar junto autarquia os planos de mi-crosseguro, incluindo condies ge-rais ou seus regulamentos. Outra norma limita o valor das coberturas nas aplices para que o produto seja caracterizado como microsseguro. Como exemplo, a indenizao para perda de bagagem

Luciano Portal SantannaSuperintendente da Susep

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Microsseguro, o pequeno gigante chega ao mercado brasileiro

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Susep normatiza a venda de microsseguros no Brasil

Microsseguro representa macroavano para o mercado

segurador4

Dos seguros populares aos micros-seguros: perspectivas para um novo

segmento

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Microsseguro Cresci-mento e regulamentao

poder de compra aumentado, essas pes-soas passaram a adquirir bens de consu-mo durveis como carros, eletrodomsti-cos, casas, a matricularem seus filhos em escolas particulares e passaram a consu-mir produtos com tecnologia de ponta.O foco do microsseguro a chamada classe de renda mais baixa, que, como sabemos, ganhou musculatura de com-pra nos ltimos anos. Isso no impede que pessoas com mais recursos no pos-sam adquirir este tipo de produto. Mas nos empenhamos em estabelecer nesta normatizao regras que sejam pertinen-tes a este pblico. Nossa ideia que o microsseguro no perca o seu perfil de incluso social, explica Luciano Portal Santanna, superintendente da Susep. Entre as medidas destacadas est a figu-ra do corretor de microsseguro, pessoa da comunidade que ser treinada e autoriza-

est em R$ 1 mil; para seguro de vida, em R$ 24 mil; e reembolso de despesas com funeral em R$ 4 mil. A regulamentao ainda permite uso de celular na venda de seguros e a incluso de sorteios pela capitalizao, acrescenta Santanna.Os bilhetes de microsseguro emitidos pelas sociedades seguradoras devero conter informaes como: nome do plano ao qual se vincula o documento; nome e CNPJ da sociedade seguradora; nmero do processo administrativo de registro junto Susep; nmero de controle do bilhete; entre outros.

Microsseguro Crescimento e regulamentao

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Maurcio JunqueiraPresidente da Cmara dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul

O crescimento da economia impulsiona com fora ainda maior o mercado de se-guros. Com as pessoas melhorando seu poder aquisitivo, podendo comprar e se planejar, comeam a priorizar a proteo dos bens conquistados, a se prevenirem dos infortnios da vida e at mesmo da sua sobrevida, pensando no futuro. As empresas investem em benefcios para atrair e reter mo de obra, contribuindo para o crescimento dos planos de sade, dos seguros de vida e da previdncia pri-vada. O resultado de tudo isto pode ser verificado com o crescimento de 22,1% da indstria de seguros nos primeiros cinco meses deste ano, comparados ao mesmo perodo de 2011.A estabilizao da economia tambm fez emergir um novo pblico de consumo que sempre esteve s margens deste merca-do: as classes C, D e E. No entanto, foi necessrio desenvolver produtos espe-cficos, com acesso facilitado e cobrana simplificada. Cresceram os planos affini-ties, tambm chamados de massificados, destinados a venda em grande escala e atendendo as bases de clientes das grandes empresas como lojas de varejo, administradoras de carto, empresas te-

lefnicas e outros canais, atingindo um grande n-mero de negcios a um custo bem competitivo. Esta tem sido a maior ferramenta de sociali-zao do seguro. Estes produtos deram acesso s classes menos favo-recidas a terem proteo patrimonial e financeira que no tinham antes. Assim nasceram os seguros populares, com

as caractersticas dos massificados, mas direcionados a populao de baixa renda. Diagnosticada a potencialidade deste mercado, a SUSEP criou o microsseguro, regulamentando este segmento e estabelecendo condies de comercializao, parmetros obrigatrios e formas de contratao. Esta uma nova maneira de distribuir seguros e o mercado precisa estar preparado para aproveitar esta oportunidade. A regulamentao prev a utilizao de meios remotos para emisso de bilhetes, aplices e certificados, podendo contratar e pagar o prmio do microsseguro pela internet ou pelo celular.Estas medidas vo incrementar ainda mais o setor e o governo tambm de-monstra interesse na sua difuso, que desonera o errio pblico de parte das despesas causadas pelo infortnio as po-pulaes menos favorecidas. A legislao prev a criao da figura do corretor de microsseguro, com o objetivo de multipli-car a fora de distribuio destes produ-tos, o que motivo de preocupao para a categoria do setor, pois estes agentes foram criados com inteno comercial e no assistencial como operam hoje os

profissionais corretores de seguros. H alguns pontos importantes para serem discutidos como, por exemplo, a liquida-o dos sinistros. O processo dever ser rpido e desburocratizado, muito diferen-te do que ocorre hoje. Outras questes esto relacionadas a forma de cobrana, a inadimplncia, a participao indispen-svel do profissional corretor de seguros para assistir os interesses dos segurados. Particularmente, considero toda interfe-rncia num mercado livre, preocupante. A iniciativa privada tem a capacidade de ajustar seus interesses s necessida-des do consumidor e a regulamentao pode engessar o processo e estabelecer conflitos que acabam criando demandas judiciais e comprometendo a credibilida-de do segmento. Questiono sobre a real necessidade desta regulamentao, j que o mercado vem praticando a venda de seguros muito semelhantes e se adap-tando as suas oportunidades e necessi-dades. Se no havia conflito, ou prejuzo sociedade, a quem interessa esta regu-lamentao? Considero mais importante a legitimao jurdica dos canais de dis-tribuio e cobrana, pois o sucesso des-ta importante ferramenta de difuso da cultura do mutualismo est relacionada a possibilidade da sua massificao para suportar os baixos custos oferecidos.O importante que a sociedade seja a grande beneficiada de todo este processo. Para que isto acontea o mercado deve estar preparado para suprir esta demanda e, principalmente, corresponder a suas expectativas.

SciosHomero Stabeline MinhotoPaulo Andr Corra MinhotoPaulo Henrique Corra MinhotoAna Paula Corra Minhoto

Jornalistas Responsveis:

Fotos: Divulgao

www.oficinadotexto.com.br

Paulo Alexandre e Andressa Cardoso

EXPE

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NTE

Contatos, crticas, sugestes e contribuies pelo e-mail:informativo@minhoto.com.br - www.minhoto.com.br

H tempos discute-se no Brasil o tema dos microsseguros. No incio havia controvrsias sobre o tamanho do mercado, como atingi-lo, quais os produtos de interesse e como atuariam seguradoras e corretores nesse novo universo. Em dezembro de 2011, porm, a Resoluo 244/11 da SUSEP veio definir o que microsseguro proteo securitria destinada populao de baixa renda ou aos microempreendedores individuais. Recentemente, seis circulares fixaram desde os procedimentos exigidos para operar com microsseguros at a definio de coberturas, limites e excluses. Criaram-se tambm as figuras do correspondente de microsseguros e do corretor de microsseguros. A utilizao de meios remotos para comercializao foi permitida, um avano muito importante. H muito mais experincia nesse mercado do que se supunha. O PASI Plano de Amparo Social Imediato, por exemplo, lanado em 1989, destinado inicialmente a operrios da construo civil, , possivelmente, a primeira soluo desenhada especificamente para proteger a populao de baixa renda. Outros produtos e modelos de negcio seguros de viagem, residenciais, de garantia estendida, de proteo financeira, de acidentes pessoais, de vida e para funeral foram criados, sobretudo a partir do advento da nova classe mdia brasileira, movimento que agregou mais de 30 milhes de pessoas a

um novo patamar de consumo em menos de 10 anos. Ocorreu tambm um extraordinrio crescimento dos seguros do tipo prestamista, que garantem a quitao de dvidas na hiptese de falecimento do devedor. Entre 2004 e 2011, esses seguros cresceram a uma taxa mdia anual de 36%, passando de um volume anual de R$ 511 milhes em 2004 para R$ 4,5 bilhes em 2011.Nesse cenrio, o microsseguro representaria no apenas uma proteo social para os trabalhadores do setor informal, mas tambm um novo mercado para as seguradoras e um meio de acesso ao mercado consumidor a pessoas de baixa renda. Ele estimula o mercado interno ao reduzir riscos dos emprstimos e incentiva o alongamento dos prazos de financiamentos. As solues podem s

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