Super memoria voce tambem pode ter uma final

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  • 1. ASSISTA AGORA: CURSO DE MEMORIZAO GRATUITO!
  • 2. (O 2008 by Digerati BooksTodos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.Nenhuma parte deste livro, sem autorizao prvia por escrito da editora,poder ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios emprega-dos: eletrnicos, mecnicos, fotogrficos, gravao ou quaisquer outros.Diretor EditorialLuis MatosEditorTadeu CarmonaAssistncia EditorialCarolina EvangelistaRenata MiyaguskuProjeto GrficoFabiana PedrozoPreparao dos OriginaisErika S da SilvaRevisoShirley Figueireido AyresDiagramaoFabiana PedrozoStephanie LinCapaJorge Gogoy de OliveiraIlustraesLucas EdDados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)DS57s DellTsola, Alberto.Supermemria - voc tambm pode ter uma /Alberto DellTsola. - So Paulo : Digerati Books,2008.128 p.ISBN: 978-85-7873-030-71. Memorizao. 2. Mneumnica. I. Titulo.CDD 154.1Universo dos Livros Editora Ltda.RuaTito, 1.609CEP 05051-001 So Paulo/SPTelefone: (11) 3648-9090 Fax: (11) 3648-9083www.universodoslivros.com.bre-mail: editor@universodoslivros.com.brConselho Administrativo: Alessandra Gerardi, Alessio Fon Melozo,Luis Afonso G. Nelra, Luis Matos o Wllllam Nakamura.
  • 3. AGRADECIMENTOSA Allynson Lymer, executive & life coach, pela amizade e pelo incentivo.A Ben Pridmore, campeo mundial de memria em 2004, pelos conselhose incentivo.A Dr. Lair Ribeiro, grande nome da PNL no Brasil, pelos conselhos e in-centivo ao lanamento deste livro.A DraCarmen Flores, professora e pesquisadora da UFMG, por incentivarminha Iniciao Cientfica.A Dominic 0Brien, oito vezes campeo mundial de memria, pelas dicasdadas no Mundial de Memria de 2007.A Edmo Magalhes por ter gentilmente cedido um dos mapas mentais con-tidos no livro.A Eduardo Costa, companheiro da MAD (Memria, Arte e Desporto)- equipe brasileira de memria - pelas incontveis discusses sobre sistemasmnemnicos e sua aplicao.A Srgio Monteiro, chairman do grupo Uptime consultants, por acreditarem meus projetos e apoiar os campeonatos de memria.Ao Sistema Carrier de Ensino de Belo Horizonte pelo suporte no comeode tudo.A Valdins Rodrigues pela imensa ajuda no incio de minha jornada.
  • 4. Dedicado aos meus pais, minha irm c Valeria, meu grandeamor e responsvel por todas as minhas lembranas mais doces.
  • 5. SUMRIOPrefcio 7Memria, Arte e Desporto 8Captulo 1 Introduo 9Captulo 2 - Como se lembrar de nomes e fisionomias 33Captulo 3 - Estratgias internas 43Captulo 4 - Memorizando nmeros 59Captulo 5 Memorizando binrios 83Captulo 6 Memria e jogos 87Captulo 7 - Memorizando datas histricas importantes 97Captulo 8 -Aprendendo o calendrio permanente 103Captulo 9 - Leitura dinmica 115Captulo 10 Consideraes finais 123Bibliografia 125
  • 6. PREFCIODesde que conheci o Alberto, ficou evidente a sua determinao em tudoaquilo que faz. O zelo que dedica em ministrar aulas e o empenho em estimu-lar seus alunos a produzir resultados melhores levou-o a escrever este livro edisponibilizar estratgias, tcnicas e mtodos mnemnicos que sero de grandevalia quando corretamente utilizados.Os ensinamentos contidos neste livro podero ajud-lo a obter melhores re-sultados ao lidar com informaes, conhecimentos e contedos que necessitamde memorizao imediata. E, praticamente, em toda matria isso necessrio.Alm do mais, em muitos pontos do livro, o Alberto procurou mostrar corretamente o grande valor das estratgias em aplicaes do dia-a-dia. Po-rm, sempre necessrio lembrar que so ferramentas extremamente teis paraserem utilizadas inteligentemente. Do contrrio se tornaro muletas e perderoa sua eficcia, pois no a tcnica em si que tem valor, e sim a sua adequaoao momento e ao contedo.Portanto, ampliando o repertrio de estratgias intelectuais ao lidar coma informao, voc estar, conseqentemente, fazendo modificaes na estru-tura cognitiva e isso tem um valor inestimvel, pois estas resgatam muito dopotencial que temos, mas que, em grande parte, continua adormecido.Tenho a convico de que este livro contribuir para despertar um poten-cial que voc jamais havia pensado existir. O Alberto, com sua obra, ir ajud-lo com maestria nesse empreendimento, mas cabe a voc implementar issono seu cotidiano. Os resultados sero compensadores e faro a diferena emtermos de produtividade.Valdins Rodrigues
  • 7. MEMRIA, ARTE E DESPORTOCom o objetivo de troca de informaes sobre sistemas e tcnicas de mem-ria foi criado o grupo MAD Memria, Arte e Desporto.Estamos recrutando mentatletas (atletas da mente) para integrarem nossaequipe. Se voc capaz de memorizar um baralho em menos de cinco minutosou cem dgitos em menos de trs minutos, entre em contato conosco pelo sitehttp://www.supermemoria.com.br.Para obter mais dicas gratuitas sobre memorizao e tcnicas de estudo, oleitor tambm poder acessar o mesmo site.Para contratar palestras, treinamentos ou cursos com o autor, envie ume-mal para albertodellisola@gmail.com ou entre em contato pelo telefone:(31) 8471-2633.M
  • 8. INTRODUO"O mtodo a me da memria."Thomas Fuller
  • 9. iEu sei o que esquecer o nome de alguma pessoa. J me esqueci de reu-nies, nmeros de telefones, senhas do banco, piadas que o J Soares fez nanoite anterior, e at mesmo da chave de casa. Atualmente, vivo da minhamemria excepcional, fazendo shows e oferecendo consultoria para diversasempresas do Pas. O que fiz para mudar? H alguns anos resolvi treinar aminha memria...Sem conhecimento algum sobre memria, passei vrios meses lendo livrossobre o tema, testando o que funcionava e o que no funcionava muito bempara mim. Criava a cada dia uma nova tcnica, descartando ou alterando aque-las que no funcionavam.Aliando esse mtodo da tentativa aos muitos estudos sobre o assunto, pudeestabelecer uma srie de tcnicas mnemnicas, que compilei neste livro. Estvendo, leitor? Voc j comeou bem: economizando tempo e dinheiro!Minha memria me ajudou a ter mais qualidade de vida. No preciso maisusar uma agenda: todos os meus compromissos so armazenados diretamenteem minha cabea. Sou capaz de dar palestras ou participar de debates sem usarqualquer pedao de papel. Provas? Em vez de martrio, tornaram-se diversopara mim.PR-REQUISITOSAlgumas pessoas me perguntam se minhas tcnicas de memria funcionampara qualquer pessoa, achando que minha performance baseada em algumagenialidade. Apesar de me sentir lisonjeado com esses comentrios, devo admi-tir que eles so equivocados. Qualquer pessoa que possui um crebro (mesmoque sem o manual de instrues) capaz de realizar as mesmas incrveis de-monstraes de domnio da memria que fao.OLHE PARA A BOLATnis est entre meus esportes favoritos. Se voc joga tnis, provavelmenteseu tcnico j lhe disse milhares de vezes que voc deveria "olhar bem para abola", antes de rebat-la. No entanto, isso fisicamente impossvel! Duranteuma partida de tnis, a velocidade da bola sempre ultrapassa a velocidade denosso pensamento consciente em, ao menos, meio segundo. Esse atraso emnoilO |" nsamento acontece porque a imagem capturada pela retina leva umH
  • 10. -dcimo de segundo para chegar ao nosso crebro e outros 400 milissegundospara que consigamos formar uma percepo consciente da bola. Se os jogado-res de tnis realmente "olhassem para a bola", a mesma atingiria a quadra antesmesmo que eles pudessem mover suas raquetes.Outra situao em que nosso crebro mostra seu poder durante uma denossas mais triviais atividades: atravessar a rua. Voc j parou para pensar sobrecomo atravessar a rua algo complexo? Antes de atravessar a rua, voc calculaem frao de segundos: a velocidade instantnea de cada carro; a identificao do tipo de movimento de cada carro (uniforme, aceleradoou retardado); a distncia at o outro lado da rua; o tempo disponvel para atravessar a rua; a velocidade que voc deve utilizar para conseguir atravessar a rua semser atingido.Aps realizar todos esses clculos, somos capazes de atravessar com segurana.Ainda que atingir uma bola de tnis ou atravessar a rua sejam feitos realmenteincrveis, eles so apenas exemplos das tarefas fantsticas que nosso crebro capaz de realizar.Na Grcia antiga, as pessoas ficavam to impressionadas com os poderesda mente humana, que atribuam esse poder a uma entidade separada do serhumano: os daemons. Os daemons eram espritos enviados por Zeus para au-
  • 11. xiliarem as pessoas, seja dando conselhos ou agindo em benefcio dos homens.Os romanos costumavam chamar esses espritos sbios degenii (gnio). Assim,os povos da antigidade atribuam toda sua sabedoria e inspirao existnciadesses espritos.No entanto, essa viso no to distante da realidade. O matemtico Johnvon Neumann uma vez calculou que o crebro humano poderia armazenar umnmero acima de 280 quintilhes - 280.000.000.000.000.000.000 - de bitsde memria. Estima-se que nosso crebro tenha IO12neurnios e que o nmerodas possveis combinaes entre eles (sinapses) seja maior que o nmero departculas do universo.Em contrapartida, ainda que tenhamos um verdadeiro computador emnossas cabeas, muitos de ns tm dificuldade em realizar multiplicaesenvolvendo nmeros de apenas dois dgitos sem utilizar a calculadora ou atmesmo se lembrar do nmero do prprio celular. Dado o desleixo intelectualde nossa gerao, acabamos contemplando a gnios como Albert Einstein ouLeonardo da Vinci da mesma maneira que os povos antigos: como se fossemseres dotados de poderes sobrenaturais.Performance e potencialConforme visto at agora, o crebro tem um potencial incrvel. No entan-to, grande parte das pessoas muito ctica em relao a todo esse potencial,alegando que se o crebro fosse to poderoso, por que to poucas pessoas real-mente mostram esse potencial?Tony Buzan, criador dos mapas mentais e dos campeonatos de memria,fez uma pesquisa na qual os sujeitos deveriam responder a cada uma das per-guntas a seguir. Abaixo de cada pergunta est a resposta encontrada em maisde 95% de todos os relatos de participantes da experincia. Na escola, j lhe ensinaram alguma coisa sobre o crebro, suas funes e amaneira como ele compreende novas informaes, memoriza, pensa etc?No. Voc j aprendeu alguma coisa sobre como a memria funciona?No. Voi i|>i< mim alguma coisa sobre mnemotcnica?No,I
  • 12. Voc aprendeu alguma coisa sobre como os olhos funcionam e como uti-lizar esse conhecimento em seu benefcio?No. Voc aprendeu alguma coisa sobre a natureza da concentrao e maneiraspara exercit-la?No. Voc aprendeu a importncia de utilizar palavras-chave em suas anotaes?No. Voc aprendeu algo sobre criatividade?No.De acordo com as respostas listadas anteriormente, creio que no deva exis-tir mais qualquer dvida sobre o motivo pelo qual o potencial de nossos cre-bros no corresponde performance alcanada pela maioria das pessoas.Os gniosDe acordo com a psicologia, gnios so pessoas que produzem uma obra devalor inestimvel e capaz de mudar os paradigmas da humanidade. Mas o quetornaria um gnio to diferente de ns? Seriam eles mais inteligentes? A psi-cologia entende a inteligncia como uma capacidade muito geral que permiteraciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de maneira abstrata, compreen-der idias complexas e aprender. bvio que existem pessoas mais inteligentesque outras pessoas agraciadas pela loteria que a gentica promove a cadanascimento. Tambm inegvel que uma inteligncia alta preditora de umgrande sucesso pessoal e acadmico. No entanto, seria a inteligncia a nica ex-plicao para certas pessoas serem to fantsticas em seus campos de atuao?Voc certamente discordaria disso se desse uma olhada no boletim escolar ouno histrico profissional de alguns dos grandes cientistas de nosso passado.Raramente um grande cientista se destacava na infncia. Muitos deles eramrotulados como lentos, incapazes ou at mesmo estpidos. O renomado mate-mtico Henri Poincar foi julgado como imbecil aps se submeter ao teste deQI de Binet. Thomas Edison, inventor da lmpada e de outras 1.903 invenes,foi considerado lento na escola.
  • 13. Albert Einstein, dislxico, tambm mostrava problemas de aprendizagemna infncia, sendo considerado muito lento ao ser comparado com seus irmos.Ele tinha tanta dificuldade com o uso da linguagem que sua famlia temeu queele nunca aprendesse a falar. Assim, devido a essa dificuldade, seu professor degrego uma vez lhe disse que Einstein nunca seria capaz de ser algum na vida.No entanto, aos 26 anos de idade, ele surpreendeu a comunidade cientfica aopublicar, no vero de 1905, a teoria da relatividade. Dezesseis anos mais tarde,ganhou o prmio Nobel pela descoberta do efeito foto-eltrico, tornando-seno apenas uma celebridade internacional, mas tambm sinnimo de inteli-gncia e dedicao.Gnios em laboratrioA maioria das pessoas entende que os gnios so frutos da gentica, e nodo esforo. No entanto, na dcada de 1980, Marian Diamond, uma neuroana-tomista da Universidade da Califrnia, em Berkeley, anunciou uma descobertafantstica e capaz de revolucionar todos os paradigmas da poca acerca daaprendizagem e dos gnios.Em um de seus famosos experimentos, Diamond colocou ratos em umambiente superestimulante, cheio de escadas, esteiras e outros brinquedos detodos os tipos. Um outro grupo de ratos ficou confinado em jaulas comuns.Aqueles ratos que viveram em um ambiente mais estimulante, alm de viverempor trs anos (o equivalente 90 anos para os seres humanos), tambm tive-ram seus crebros aumentados. Esse aumento ocorreu em virtude das nov...