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SUMRIO

INTRODUO........................................................................................................................8

1 A ADOO COMO POLTICA PBLICA....................................................................11

1.1 A POLITICA SOCIAL EM DEFESA DA CRIANA E DO ADOLESCENTE.............15

1.1.1 O marco legal da Doutrina de Proteo Integral da criana e do adolescente.........16

1.2 CONTEXTO DA VIOLAO DE DIREITOS E SEUS ENCAMINHAMENTOS........23

1.3 ADOO NA PERSPECTIVA DE DIREITO DA CRIANA E DO

ADOLESCENTE.....................................................................................................................26

2 ADOO: A GARANTIA DO DIREITO CONVIVNCIA FAMILIAR.............31

2.1 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS.......................................................................31

2.2 GRUPO DE APOIO ADOO DE TOLEDO (GAAT): UM MOMENTO DE

PREPARAO.......................................................................................................................32

2.2.1 O GAAT, institucionalizao e funcionamento...........................................................33

2.2.2 Adoo: a espera............................................................................................................37

2.2.3 Adoo: da exigncia formal ao encontro....................................................................38

2.2.4 Ps Adoo: pais e filhos adotivos................................................................................42

2.2.5 O GAAT: mitos e verdades sobre adoo....................................................................44

CONSIDERAES FINAIS................................................................................................56

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.................................................................................58

APNDICES...........................................................................................................................62

ANEXOS..................................................................................................................................63

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INTRODUO

Segundo Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA), a adoo uma forma

definitiva e completa de inserir as crianas e os adolescentes que tem seus direitos violados,

em famlia substituta, assegurando o direito da convivncia familiar e comunitria.

A adoo sempre foi vista como uma forma de satisfazer a vontade dos que no podem

ter filhos biologicamente. Foi atravs da Constituio Federal de 1988 e do ECA, que essa

concepo foi mudada, passa-se a enxergar as crianas e adolescentes, que se encontram em

situao de risco e vulnerabilidade social, como sujeitos de direito, atendendo todos seus

interesses e necessidades.

O processo de adoo sofreu grandes mudanas no decorrer da histria, mas a

principal foi com a chamada Nova Lei de Adoo (Lei n 12.010, de 2009) que objetiva

acelerar os processos de adoo tendo como parmetro que crianas e adolescentes no

permaneam por mais de dois anos em situao de acolhimento institucional, salvo por

recomendaes da justia. Nesse sentido, a adoo se coloca como a ltima medida a ser

tomada quando da impossibilidade de permanncia da criana ou adolescente com os pais

biolgicos, aperfeioando a sistemtica do direito convivncia familiar a todas as crianas e

adolescentes. Desta forma, aprimora os mecanismos de preveno do afastamento do convvio

familiar e inclui a chance da criana ou adolescente ficar com parentes prximos como avs,

tios, primos, cunhados com os quais convive ou mantm vnculos de afinidade e/ou

afetividade que a chamada famlia extensa ou ampliada.

Outro ponto a considerar na Nova Lei de Adoo, refere-se ao Artigo 50, 3, do

ECA, que prev que todos os postulantes adoo obrigatoriamente devem passar pelos

Grupos de Apoio Adoo (GAAs) para uma preparao psicossocial e jurdica, que ser

orientada por uma equipe tcnica. Mesmo com um objetivo em comum, que a adoo, esses

grupos apresentam diversidade entre si, em razo das diferentes realidades, possibilidades e

expectativas de cada indivduo ou casal. Por isso, se considera de grande importncia a

participao dos postulantes adoo nestes grupos.

A participao dos postulantes adoo no Grupo de Apoio contribui ativamente

para o processo de adoo, pois facilita o dilogo entre tcnicos e postulantes, esclarecendo

dvidas, incertezas e angstias prprias de um processo to complexo quanto o da adoo.

Um outro intuito do Grupo de Apoio, ante situao de acolhimento institucional de crianas

a adolescentes no Brasil, trabalhar, junto aos participantes a concepo de Adoo

Necessria e Adoo Consciente, na qual o adotante conhece crianas e adolescentes reais,

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que geralmente no so desejados pelos postulantes adoo, como as crianas e/ou

adolescentes que apresentam idade mais avanada e problemas de sade.

Em cada municpio/comarca, a Vara da Infncia e da Juventude (VIJ) mantm um

cadastro (ECA, art. 50) de crianas e adolescentes em condies de serem adotados e outro de

pessoas habilitadas para adotar. Deste modo, a Justia realiza um trabalho de mediao entre

as crianas ou adolescentes que precisam de famlia e as famlias que se disponibilizam a

adot-los. A VIJ tambm atende as famlias de origem dessas crianas ou adolescentes.

No Municpio de Toledo, no mbito da Vara da Infncia e Juventude, encontra-se o

Servio Auxiliar da Infncia e Juventude (SAI), que atua diretamente sobre os processos de

adoo nesta comarca, constitudo por uma equipe tcnica de profissionais da rea de Servio

Social, Psicologia, Pedagogia e do Direito.

Foi pela dimenso da formao profissional, dada pela exigncia da graduao em

Servio Social pela Universidade Estadual do Oeste do Paran Unioeste, de atividade de

estgio supervisionado como atividade obrigatria, que o debate sobre a adoo se colocou,

bem como deflagrou muitas outras indagaes. Logo, em 2012, esta pesquisadora inseriu-se

como estagiria de Servio Social no SAI, comarca de Toledo PR, tendo dentre as diversas

atividades o acompanhamento dos processos de adoo mediados pelo Grupo de Apoio

Adoo de Toledo GAAT. Em 2013, a pesquisadora continuou desenvolvendo as atividades

neste mesmo mbito, acompanhando todo o processo de interveno sobre a demanda da

adoo operacionalizado pelo GAAT.

Foi, portanto, a aproximao com a realidade, tendo o processo de violao de

direitos da criana e do adolescente no concernente ao direito convivncia familiar como

expresso da questo social, que suscitou o interesse pelo tema, ora a ser explorado neste

estudo.

Desta forma, o trabalho a seguir tem como tema central O processo de adoo no

municpio de Toledo, com base na Nova Lei de Adoo (LEI N 12.010, 03/09/2009). A

problematizao se pauta em mostrar Como se define o processo de adoo no municpio de

Toledo PR, a partir do Grupo de Apoio Adoo de Toledo (GAAT). Para tanto,

estabelece-se como objetivo geral: Apreender o processo de adoo no municpio de Toledo,

tendo o GAAT como referncia/facilitador tanto para o Servio Auxiliar da Infncia (SAI),

como para os postulantes adoo. Como objetivos especficos, elencamos: referenciar

teoricamente as bases histrico-jurdicas do processo de adoo; identificar como essas bases

foram implantadas no municpio de Toledo e verificar, junto equipe tcnica do SAI e

postulantes adoo que participaram do GAAT 2012, o processo de adoo na Comarca de

http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.010-2009?OpenDocument

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Toledo Paran: a concepo de adoo - a espera, a adoo propriamente dita e o perodo

ps-adotivo.

Para o desenvolvimento deste trabalho, utilizou-se como caminho metodolgico a

abordagem qualitativa. Utilizou-se da pesquisa bibliogrfica para contextualizar a adoo no

Brasil, seus avanos legais e o histrico dos Grupos de Apoio Adoo de Toledo. Com a

abordagem qualitativa buscou-se compreender as concepes dos postulantes e equipe tcnica

sobre o processo de adoo e as contribuies do GAAT. Esse tipo de pesquisa refere-se s

entrevistas realizadas atravs da amostra intencional, e dividida em dois grupos, tendo por

critrio de seleo da amostra: 1 grupo atuar na equipe tcnica do SAI; 2 grupo

postulantes adoo que participaram do GAAT no ano de 2012; postulantes adoo que

adotaram no primeiro semestre de 2012. Perfazendo uma amostra de 4 profissionais do 1

grupo e, 2 postulantes adoo do 2 grupo.

Para apresentar os resultados obtidos atravs da pesquisa, o presente trabalho divide-se

em dois captulos. O primeiro captulo faz uma abordagem sobre a adoo como poltica

pblica, uma vez que s existe quando se tem a violao dos direitos de crianas e

adolescentes, caracterizando-se como uma expresso da questo social, aborda tambm a

implantao e efetivao dos direitos da criana e do adolescente e as medidas protetivas

direcionadas a estes sujeitos, enfatizando, dentre elas, a adoo. Delimitou-se como recorte

temporal para esta discusso o Cdigo Mello de Matos de 1927.

O segundo captulo discute a especificidade do Grupo de Apoio Adoo de Toledo,

sua formao e a importncia para

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