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  • SUBSDIOS PARA QUALIFICAO DAS AES DOS CONSELHOS DE ASSISTNCIA

    SOCIAL

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE

    Fortaleza/2013

    CONSELHO ESTADUAL DE ASSISTNCIA SOCIAL - CEAS-CE

  • APRESENTAO

    Este Manual de Instruo, que ora publicamos, tem como finalidade contribuir para uma

    melhor organizao dos Conselhos de Assistncia Social, na perspectiva de se efetivar a

    prtica do controle social, enquanto elemento fundamental no desenvolvimento das

    polticas pblicas voltadas para o cidado.

    PRESIDENTE DO CEAS-CE

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE

  • SUMRIO

    Apresentao......................................................................................................................02Inscries de Entidades nos Conselhos de Assistncia Social....................................04 Controle Social das Polticas Pblicas.............................................................................08 Para uma boa interveno nos Conselhos.......................................................................10 O que o Ministrio Pblico?........................................................................................... 12

    ANEXOS:

    Modelos de Planejamentos............................................................................................... 13Modelo de Lei de Criao do Conselho Municipal de Assistncia Social.....................15 Modelo de Lei de Criao do Fundo Municipal de Assistncia Social......................... 20Modelo de Regimento do Conselho Municipal de Assistncia Social ......................22 Modelo de Carta de Princpios para Criao de Frum de Assistncia Social............35Modelo de Ficha de Entidade associada ao Frum........................................................ 43Modelo de Livro de Registro das Inscries das Entidades Sociais do Municpio junto ao CMAS............................................................................................................................. 45Modelo de Ficha de Captao de Informaes das Entidades e Organizaes de Assistncia Social.............................................................................................................. 47Modelo de Relatrio de Visita Instituies Sociais..................................................... 56Modelo de Resoluo ....................................................................................................... 59Modelo de Certificado de Inscrio de Entidades Sociais junto ao CMAS.................. 60Modelo de Certificado de Renovao de Inscrio de Entidades Sociais junto ao CMAS................................................................................................................................... 61

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE

  • POLTICA NACIONAL DE ASSISTNCIA SOCIAL

    Em 1988, na Constituio Federal, a Assistncia Social passou a integrar o Sistema de

    Seguridade Social, como Poltica Pblica no contributiva, pautado pela universalidade da

    cobertura e do atendimento ao lado da Sade e da Previdncia Social. Constitui-se a

    Assistncia Social como Dever do Estado e um Direito de quem dela necessitar,

    independente de contribuio Seguridade Social (Art. 203).

    Contudo, a implementao da Lei Orgnica da Assistncia Social ( LOAS Lei Federal N.

    8.742/93) apresentava estgios muitos diferenciados no pas. E em dezembro de 2003, a IV

    Conferncia Nacional de Assistncia Social, deliberou a construo e implementao do

    Sistema nico da Assistncia Social, o SUAS, com requisito essencial da LOAS para dar

    efetividade a Assistncia Social como Poltica Pblica.

    Com base nessa deliberao o Ministrio de Desenvolvimento Social e Combate Fome

    -MDS e o Conselho Nacional de Assistncia Social CNAS, elaboraram essa Poltica,

    resultado de uma construo coletiva, aprovada em setembro de 2004, na Reunio

    Descentralizada, Ampliada e Participativa do CNAS, publicada por intermdio da Resoluo

    N.145, de 15 de outubro de 2004, no Dirio da Unio de 28 de outubro de 2004.

    1. ANALISE SITUACIONAL: A REALIDADE BRASILEIRA

    A perspectiva da Assistncia Social como Poltica Social impe um exame da realidade

    brasileira, sob olhar privilegiado, para identificar os usurios quantos so e em que

    circunstncia demandam os servios, programas e projetos e benefcios da Assistncia

    Social.

    Isso significa conhecer as situaes de pobreza, privao e excluso a que so submetidas

    parcelas da populao, mas, ao mesmo tempo, compreender diferenas, particularidades e

    potencialidades que cada segmento desta populao apresenta. Dentro de um segmento

    preciso considerar o grupo famlia e o territrio em que est inserido.

    A Poltica Nacional de Assistncia Social considerou grandes grupos de Municpios assim organizados: Municpios Pequenos I com at 20.000 habitantes

    Municpios Pequenos II entre 20.001 50.000 habitantesMunicpios Mdios entre 50.001 100.000 habitantes

    Municpios Grande entre 100.001 900.000 habitantesMunicpios Superior a 900.000 habitantes.(Metrpoles)

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE 4

  • A dinmica populacional estar diretamente relacionada com processo econmico.

    Os Municpios de mdio e grande porte e nas Metrpoles registram um intenso processo de

    degradao das condies de vida, ou crescente desemprego, violncia e enfraquecimento

    dos vnculos familiares.

    Um processo de excluso que expe famlias, seus membros e indivduos risco e situao

    de vulnerveis.

    Apenas 15 cidades brasileiras, consideradas metrpoles representa 20% de toda populao

    brasileiras, enquanto 4.020 Municpios ou 73% da totalidade das cidades brasileiras

    concentram outro 20% da populao do pas. Juntos somam 40% da populao, do ponto de

    vista da concentrao populacional estes dois contextos, apresentam, ambos, situaes de

    misrias e excluso alarmantes.

    O ndice de desigualdade de renda do Brasil um dos maiores do mundo. Segundo o IPEA,

    em 2002, os 50% mais pobres detinham 14,4% do rendimento, enquanto 1% dos mais ricos

    detinham 13,5%. Essas desigualdades ganham expresso concreta no cotidiano das cidades,

    cujos territrios internos tendem apresentar condies de vida igualmente desiguais.

    2. ANALISE SITUACIONAL: A REALIDADE DO CEAR

    O Cear como Estado brasileiro a sua realidade no difere da descrita anteriormente, sendo

    agravado por compor a Regio Nordeste que tem seus ndices agravados por fatores

    climticos, econmicos, culturais, sociais, dentre outros.

    No que se refere a renda, o Estado encontra-se em penltimo lugar perdendo s para o

    Estado do Piau(dados do Jornal Dirio do Nordeste).

    Quanto ao porte populacional conforme Tabela abaixo, dos 184 Municpios, 91 so de Pequeno Porte I, representando 49,46% do total dos Municpios do Estado. Esses tem uma

    populao de 1162873 habitantes, totalizando 14,26%; 63 so de Pequeno porte II , representando 34,24% do total dos Municpios do Estado. Esses tem uma populao de

    2013276 habitantes, totalizando 24,86% ; 23 so de Mdio porte, representando 12,5% do total dos Municpios do Estado, Esses tem uma populao de 1420770 habitantes, totalizando

    17,55%; 6 so de Grande Porte, representando 3,26% do total dos Municpios do Estado. Esses tem uma populao de 1125413 habitantes, totalizando 13,90% ; 1

    Metrpole(Fortaleza), representando 0,54% do total dos Municpios. Essa tem uma populao

    de 2374944 habitantes, totalizando 29,33%.

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE 5

  • PORTE POPULACIONAL MUNICPIOS NMERO % POPULAO NMERO %PEQUENO I (at 20.000 hab) 91

    49,46%116287314,36%

    PEQUENO II (at 20.001 a 50.000 hab

    6334,24%

    2013276 24,86%

    Mdio (50.001 A 100.000 hab) 2312,5%

    142077017,55%

    Grande (100.001 a 900.000 hab) 6 3,26%

    112541313,90%

    Metrpole (mais de 900.000 hab) 10,54%

    237494429,33%

    Cear 184100%

    8097276100%

    Fonte: IPECE/IBGE

    POLTICA PBLICA DE ASSISTNCIA SOCIAL

    A Assistncia Social, Direito do Cidado e Dever do Estado, uma Poltica de Seguridade

    Social no contributiva, que prov os mnimos sociais, realizada atravs de um conjunto

    integrado de iniciativa pblica e da sociedade, para garantir o atendimento s necessidades

    bsicas (Artigo primeiro da LOAS).

    Includa no mbito da Seguridade Social atravs da Constituio Federal de 1988 e

    regulamentada pela LOAS em 1993, como Poltica Social Pblica, inserida no campo da

    Seguridade Social, juntamente com a Sade e a Previdncia Social.

    Como Poltica de Proteo Social, articulada a outras polticas sociais, visa garantia de

    direitos e de condies dignas de vida, atravs das seguintes seguranas: segurana de

    sobrevivncia (de rendimento e de autonomia); de acolhida e; convvio ou vivncia familiar.

    As provises assistenciais devem ser prioritariamente pensadas no mbito das garantias de

    cidadania sob vigilncia do Estado, cabendo a este a universalizao da cobertura e a

    garantia de direitos e acesso para servios, programas e projetos sob sua responsabilidade.

    PRINCPIOS DA POLTICA DA ASSISTNCIA SOCIAL

    I. Supremacia do atendimento s necessidades sociais sobre as exigncias de

    rentabilidade econmica;

    II. Universalizao dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatrio da ao assistencial

    alcanvel pelas demais polticas pblicas;

    Material Elaborado pela Secretaria Executiva do CEAS-CE