sistemas de gestao e ciclo pdca

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1 INTRODUO

1.1 AS NORMAS TCNICAS VISANDO A CERTIFICAO DE SISTEMAS

As normas tcnicas tm como objetivo padronizar produtos e procedimentos. Desta forma, por exemplo, um engenheiro que adquire uma pea feita de ao SAE 6.150, sabe que esta possui uma composio qumica rigidamente definida (Carbono entre 0,48 e 0,53%, Mangans entre 0,70 e 0,90%, Fsforo com 0,025% no mximo, Silcio entre 0,20 e 0,35%), que o limite de resistncia trao est entre 140 - 175 kg/mm, dureza Rockwell C entre 42 48, etc., ou seja, este conhece bem as propriedades daquilo que est comprando (MOURA, 2002). A maioria dos pases possui o seu prprio organismo gerador de normas tcnicas. No caso do Brasil, temos como organismo normalizador a Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT, fundada em 1940 e mantida por um grupo de empresas e por meio de recursos obtidos atravs da venda das normas produzidas (MOURA, 2002). Internacionalmente, um dos mais conhecidos e principais organismos normalizadores a International Organization for Standarzation ISO. Fundada em 1947, com sede em Genebra, Sua, a ISO possui normas que so seguidas mundialmente, o que facilita, por exemplo, o comrcio internacional, uma vez que uma empresa que se prope a seguir normas ISO em um determinado pas, estar seguindo os mesmos procedimentos que so seguidos por uma outra empresa, que tambm possui um sistema ISO, em um pas diferente. O Brasil um dos scios fundadores da ISO, possuindo cadeira cativa em Conselho Superior, sendo representado no pas por meio da ABNT (MOURA, 2002). Alm da ISO, um outro organismo normalizador que vem sendo

internacionalmente reconhecido a Occupational Health and Safety Advisory ServicesOHSAS. Esta tem como foco a sade e segurana dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. Em relao a ISO, podemos citar duas normas que tem ganhado grande destaque mundial, atualmente: a ISO 9.001 e a ISO 14.001, respectivamente normas de Qualidade Total e Sistema de Gesto Ambiental. Segundo MOURA (2002), a estrutura de construo destas normas, os tipos de exigncias e a prpria terminologia geral foram mantidas em comuns nas mesmas. Alm disso, VALLE

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(1995) afirma que a experincia acumulada na elaborao da ISO 9.001 serviu de base para a elaborao da ISO 14.001. As normas ISO 9001 e ISO 14.001 podem ser aplicadas em empresas do ramo industrial, extrativista, agroindustrial e de servios (VALLE, 1995). Uma das vantagens referentes incorporao dos procedimentos

estabelecidos em normas da srie ISO est na uniformizao das rotinas e procedimentos nas empresas, uma vez que esta passa a cumprir um mesmo roteiropadro de exigncias que vlido internacionalmente (VALLE, 1995). Tal fato tambm verdadeiro quando nos referimos norma OHSAS 18.001.

1.2 A CERTIFICAO

PINTO, PRADA & RODRIGUES (2008) definem a certificao da seguinte forma:A certificao baseia-se numa verificao do cumprimento de determinados princpios, critrios ou regras pr-estabelecidas, por meio de auditorias e de outros procedimentos de monitoramento, por entidades especializadas em avaliao. Verificado o cumprimento dessas regras, a unidade de produo submetida avaliao recebe um certificado, que pode ser utilizado comercialmente, como forma de diferenciar a unidade de produo quanto aos seus procedimentos internos.

Alm disso, UPTON & BASS (1996) definem a certificao como:(...) um instrumento econmico, baseado no mercado, que visa diferenciar produtos e produtores, fornecendo incentivos tanto para consumidores como para produtores.

NASSAR (2003), por exemplo, diz que o certificado ISO uma vantagem estratgica para as empresas, principalmente para as que so fornecedoras, uma vez que, muitas empresas, na seleo de seus fornecedores, utilizam esses certificados como critrio de escolha, criando barreiras entrada de empresas sem o certificado. NASSAR (2003) define a certificao como:(...) a definio de atributos de um produto, processo ou servio e a garantia de que eles se enquadram em normas predefinidas.

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Atravs dessa afirmao de NASSAR (2003) possvel observar que a certificao envolve normas e um rgo certificador com poder de monitoramento e excluso. Segundo NASSAR (2003) a certificao tem dois objetivos. Um do lado da oferta, no qual esta funciona como instrumento que oferece procedimentos e padres bsicos que permitem as empresas participantes gerenciar o nvel de qualidade de seus produtos e garantir um conjunto de atributos. Outro do lado da demanda, no qual o consumidor pode ter a garantia de que determinado produto tem certos atributos por ele procurado, diminuindo assim a assimetria de informaes entre cliente e fornecedor, ou seja, aumentando a transparncia entre os mesmos. Considerando todas essas vantagens relacionadas aquisio de uma certificao, nasce a dvida ento por qual motivo nem todas as empresas a possuem. Uma das possveis respostas para tal questo est naquilo que NASSAR (2003) chama de incentivos para certificao. Segundo NASSAR (2003), os incentivos para certificao so estmulos dados aos agentes econmicos que os levem a vislumbrar benefcios positivos na certificao. Deve-se levar em considerao que todo processo de certificao incide em custos. Os incentivos devem ser tais que levem os agentes a sair de sua condio sem certificao, para uma condio mais eficiente. Desta forma, estes incentivos devem gerar retornos positivos tais que superem os custos dispendidos no processo (NASSAR, 2003). Porm, como afirma MOURA (2002), a deciso sobre a necessidade ou no da implantao de um sistema de gesto dentro de uma empresa deve ser considerado analisando se isto ir atender ou no a uma necessidade dos seus clientes. Enquanto houver consumidores dispostos a pagar mais por um produto certificado e que reconheam seus atributos qualitativos, haver estmulos para a certificao (NASSAR, 2003). A sequncia a ser seguida a fim de obter uma certificao consiste em, primeiramente, implantar-se os compromissos e princpios gerenciais, os

procedimentos a serem seguidos e o treinamento do pessoal. Esta etapa inicial pode ser considerada como uma fase preparatria. Em seguida, deve ser realizado um diagnstico ou pr-auditoria, na qual possvel identificar, com o auxlio de consultores, os pontos vulnerveis existentes. Por ltimo, na fase efetiva de certificao, contratada uma entidade certificadora credenciada, capaz de emitir a

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documentao de certificao. Nesta fase, a empresa submete-se a uma auditoria externa a fim de comprovar sua conformidade em relao s normas a qual a mesma est sendo auditada (VALLE, 1995). Segundo VALLE (1995), pensa-se no futuro, reunir em um s conjunto de normas, todos os aspectos relacionados com a qualidade da empresa, do meio ambiente, da segurana e da sade no trabalho, assegurando assim uma qualidade integral. A adoo das normas ISO e OSHAS vantajosa para as organizaes uma vez que lhes confere maior organizao, produtividade e credibilidade - elementos facilmente identificveis pelos clientes -, aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. Os processos organizacionais necessitam ser verificados atravs de auditorias externas independentes.

1.3. SISTEMAS DE GESTO (ISO 9001, ISO 14.001 E OHSAS 18.001)

As empresas possuem diferentes tipos de sistemas de gesto. Cada um destes sistemas visa atender algum ponto especfico dentro da organizao. Estes sistemas podem seguir determinadas normas, dentre as quais, as mais conhecidas, temos a: ISO 9.001 que consiste em uma norma referente implantao e gerenciamento de um sistema de qualidade dentro da organizao. Esta visa estabelecer requisitos que auxiliem na melhoria de processos internos na mesma, oferecendo maior capacitao dos colaboradores e o monitoramento de seu ambiente de trabalho, bem como a verificao da satisfao de clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contnuo de melhoria. Esta se aplica a diferentes campos, tais como na organizao de materiais, processos, produtos e servios. ISO 14.001 fruto da ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, a ISO 14001, que teve como base a norma britnica BS 7750, especifica requisitos que, quando seguidos, ajudam as organizaes a equilibrarem suas atividades produtivas com os nveis de poluio por elas gerados, atendendo s legislaes e a todas as partes interessadas.

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OHSAS 18.001 sistema de gesto voltado para a Sade e Segurana Ocupacional que nasceu em 1998, quando um grupo de Organismos Certificadores e outras entidades reuniram-se para criar a primeira norma para sistemas de gesto de SST. A OHSAS uma especificao que tem por objetivo fornecer s organizaes os elementos de um Sistema de Gesto da SST eficaz, passvel de integrao com outros sistemas (qualidade e meio ambiente, principalmente), auxiliando-as a alcanar seus objetivos de Segurana e Sade Ocupacional. Todas estas normas tm em comum o estabelecimento de padres nos procedimentos adotados dentro de uma organizao. Estas so passveis de certificao e possuem como ferramenta comum de gerenciamento o ciclo PDCA.

1.4. O CICLO PDCA

O ciclo PDCA, tambm conhecido como ciclo de Deming, consiste em uma ferramenta comum no gerenciamento de alguns sistemas de gesto existentes. Tal sigla tem como significado: Plan (Planejar), Do (Fazer ou Executar), Check (Verificar), Action (Agir ou Corrigir) (MOURA, 2002).

Dado o ltimo passo, inicia-se novamente o ciclo, tendo como foco o conceito de melhoria continua do sistema. Aprofundando mais nos conceitos do ciclo, podemos verificar que estes consistem em:

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A) PLAN (PLANEJAR) Estabelecer uma Poltica O ciclo PDCA inicia-se com o estabelecimento da poltica da empresa. Esta consiste na definio das intenes da alta direo. Atravs desta, toda a organizao pode conhecer quais so estas intenes, bem como o pblico externo mesma. Alm disso, a partir da que torna-se possvel o estabelecimento de metas e objetivos. Empresas que visam a c

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