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Fisiologia humana básica do sistema GI

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  • 1. SISTEMA GASTROINTESTINAL Marco Antonio

2. INTRODUO Os rgo do sistema digestrio incluem cavidade oral, faringe, esfago, estmago, intestino grosso e intestino delgado. rgos digestrios acessrios incluem fgado, vescula biliar, dentes, lngua, glndulas salivares e pncreas. Os rgos do sistema GI recebem sangue do sistema arterial de vrias artrias, incluindo as artrias esofgica, gstrica, celaca, heptica e mesentrica superior. 3. CONTINUAO... A drenagem venosa ocorre por veias, todas elas drenando no sistema portal heptico. Esse sistema conduz o sangue dos rgos GI para o fgado. Essa disposio permite que os nutrientes e outras substncias sejam absorvidas na drenagem venosa dos intestinos para serem processados no fgado, antes de entrarem na circulao geral, por meio da veia heptica. Essa configurao vascular auxilia o papel heptico como um grande sistema imunolgico e detoxificante. A funo GI envolve motilidade, secreo, digesto e absoro. 4. ESFNCTERES Os esfncteres anatmicos ou funcionais, no esfago superior e inferior, no piloro e na juno ileoclica e no nus separam as regies do trato GI. Requer pouca energia para manter a contrao. 5. A digesto envolve processos mecnicos e qumicos. Mecnicos mastigao, deglutio e movimentos peristlticos. Qumicos envolve a participao de enzimas hidrolticas. 6. MASTIGAO Mistura o alimento com o muco salivar. Essa ao subdivide o alimento e expe o amido ingerido amilase salivar, a fim de iniciar o processo digestivo. A mastigao no essencial funo GI normal, mas facilita o processo. Deglutio O comeo da deglutio voluntria, mas, uma vez iniciada, o processo continua involuntariamente. 7. PERISTALTISMO Contraes rtmicas onduliformes que movem o alimento atravs do trato GI. 8. TUBO DIGESTRIO Boca Esfago Estmago Intestino Delgado nus Intestino Grosso 9. INICIO DA DIGESTO A digesto comea na boca. A mastigao do alimento mistura ele a saliva, secretada pelas glndulas salivares. Alm de muco de vrios agentes microbianos, a saliva contm amilase salivar (ou ptialina), uma enzima que pode catalisar a digesto parcial do amido. Deglutio Faringe Esfago Peristaltismo Estmago Esfncter Esofgico 10. ESTMAGO Em termos anatmicos e funcionais, o estmago se divide em fundo, corpo e antro. O fundo e o corpo so muito distensveis e funcionam como um reservatrio da refeio ingerida. O reflexo de deglutio esofgica promove a liberao de NO (xido ntrico) e VIP (peptdeo intestinal vasoativo), na parede do estmago, provocando o relaxamento do fundo e do corpo. A intensidade/velocidade do esvaziamento gstrico aumentada pela gastrina e diminuda pela secretina. 11. ESTMAGO A mucosa gstrica secreta cido clordrico e pepsinognio. Ao entrar no lmen do estmago, o pepsinognio convertido na enzima ativa digestria de protenas conhecida como pepsina. O estmago digere as protenas parcialmente e atua armazenando o seu contedo denominado quimo, para o seu processamento posterior pelo intestino delgado. As clulas que revestem as pregas mais profundas da mucosa secretam vrios produtos para o interior do estmago. Essas clulas formam as glndulas gstricas excrinas. 12. GLNDULAS GSTRICAS CONTM VRIOS TIPOS DE CLULAS Clulas Caliciformes secretam muco. Clulas Parietais secretam cido clordrico (HCl). Clulas Principais secretam pepsinognio, uma forma inativa da enzima digestiva de protenas pepsina. Clulas Similares s enterocromafins encontrados no estmago e intestino, secretam histamina e serotonina como reguladores parcrinos do trato GI. Clulas G secretam hormnio gastrina para a corrente sangunea. Clulas D secretam hormnio somatostatina. 13. INTESTINO DELGADO A mucosa do intestino delgado pregueada, com vilosidades que se projetam em direo ao lmen. Alm disso, as clulas que revestem essas vilosidades apresentam pregas de sua membrana plasmtica denominadas microvilosidades. Esse arranjo aumenta acentuadamente a rea superficial para reabsoro. dividido em duodeno, jejuno e leo. 14. INTESTINO GROSSO OU COLO dividido em ceco, colo ascendente, colo transverso, colo sigmide, reto, canal anal. Ele absorve gua, eletrlitos e certas vitaminas do quimo que ele recebe do intestino delgado. A absoro ocorre passivamente em decorrncia do gradiente osmtico criado pelo transporte ativo de ons. 15. FGADO o maior rgo interno; Clulas do fgado so chamadas de hepatcitos; Tambm possui clulas de Kupffer, que so fagocitrias. Os produtos da digesto que so absorvidos pelos capilares sanguneos do intestino no entram na circulao geral. Em vez disso so liberados no fgado primeiramente. A bile secretada pelos hepatcitos, e no se mistura com o sangue nos lbulos hepticos. 16. FUNES DO FGADO O fgado possui uma variedade de funes, mais ampla que qualquer outro rgo do corpo. Vamos ver algumas delas? 17. 1- DETOXIFICAO DO SANGUE Fagocitose pelas clulas de Kupffer Alterao qumica de molculas biologicamente ativas (hormnios e drogas) Produo de uria, cido rico e outras molculas que so menos txicas que os componentes que do origem s mesmas Excreo de molculas na bile 18. METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS Converso de glicose sangunea em glicognio e gordura. Produo de glicose a partir do glicognio heptico e de outras molculas (aminocidos, cido ltico) pela neoglicognese. Secreo de Glicose na corrente sangunea. 19. METABOLISMO DOS LIPDEOS Sntese de triglicerdeos e colesterol. Excreo do colesterol na bile. Produo de corpos cetnicos a partir de cidos graxos. 20. SNTESE PROTICA Produo de albumina. Produo de protenas de transporte plasmticas. Produo de fatores de coagulao (fibronognio, protrombina e outros). 21. SECREO DE BILE Sntese de sais bilares. Conjugao e excreo do pigmento biliar (bilirrubina). 22. PNCREAS um rgo glandular mole que possui tanto funo excrina como endcrina. Pncreas endcrino as ilhotas pancreticas de Langerhans so compostas por trs tipos celulares distintos, cada um secretando um hormnio regulador diferente na glicose sangunea. Ver sistema Endcrino Pncreas excrinas os cinos pancreticos, que so constitudos por uma nica camada de clulas epiteliais e que produzem o suco pancreticos. 23. SUCO PNCRETICO Contm gua, bicarbonato e uma ampla variedades de enzimas digestivas. Deve ser observado que a digesto completa das molculas alimentares no intestino delgado exige ao tanto de enzimas pancreticas como de enzimas de borda de escova. A maior parte das enzimas pancreticas produzida sob a forma de molculas inativas (ou zimognios), de modo que o risco de autodigesto no interior do pncreas minimizado. 24. ENZIMAS CONTIDAS NO SUCO PANCRETICO Enzima Zimognio Ativador Tripsina Tripsinognio Enterocinase Quimiotripsina Quimiotripsinognio Tripsina Elastase Pr-elastase Tripsina Carboxipeptidase Pr-carboxipeptidase Tripsina Fosfolipase Pr-fosfolipase Tripsina Lipase nenhum nenhum Amilase nenhum nenhum Ribonuclease nenhum nenhum Desoxirribonuclease nenhum nenhum 25. DEFECAO Aps a absoro da gua e dos eletrlitos, o material residual remanescente passa ao reto, acarretando aumento da presso retal, relaxamento do esfncter interno do nus e urgncia para defecar. Quando a urgncia para defecar negada, as fezes so impedidas de entrar no canal pelo esfncter externo do nus. Nesse caso as fezes permanecem no reto e podem inclusive retornar ao colo sigmide. 26. REFERNCIAS: Fisiologia Humana - Stuart Ira Fox 7 Edio. Atlas de Anatomia Michael Shuenke, Erik Sculte e Udo Shumacher Guanabara Koogan 2012 Fisiologia Robert G. Carroll 1 Edio 2007 Guyton e Hall Tratado de Fisiologia Mdica Arthur C. Guyton e John E. Hall 12 Edio, 2011

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