sinepe/pr - educação .sinepe/pr - educação especial 2 a inclusão é uma realidade que a escola

Download Sinepe/PR - Educação .Sinepe/PR - Educação Especial 2 A inclusão é uma realidade que a escola

Post on 26-Nov-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    1

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    2

    A incluso uma realidade que a escola no pode mais se furtar. O Estatuto do Deficiente, aprovado em julho de 2015, veio para no deixar nenhuma brecha com especulaes e margem que justifique a recusa de matrcula. E, a Deliberao n. 02/2016 CEE/PR organiza os encaminhamentos para o Esta-

    do do Paran.

    Frente a essa exigncia o Sinepe/PR pensou em auxiliar as escolas nesse desafio

    que demanda conhecimento tcnico e comprometimento. Uma incluso, de fato,

    responsvel e consciente da importncia do trabalho pedaggico.

    O presente Manual visa atender s dvidas mais frequentes levantadas pelas ins-

    tituies de ensino. Em um formato simples e objetivo so perguntas e respostas

    pontuais dando cumprimento s exigncias legais. Elaborado pela Assessoria Jur-

    dica Educacional as respostas so esclarecedoras e precisas.

    Importante envolver toda a escola, Professores, Equipe Pedaggica, Equipe Admi-

    nistrativa e as famlias que devem ser nossas parceiras nessa caminhada.

    Vamos encontrar dificuldades, contudo, juntos conseguiremos superar as barrei-

    ras que se apresentarem ao longo do perodo letivo.

    Um excelente trabalho para todos!

    Esther Cristina Pereira

    Presidente

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    3

    Conselho Diretor Binio 2016/2018

    Diretoria Executiva

    Presidente Esther Cristina Pereira1. Vice-Presidente Rosa Maria Cianci Vianna de Barros2. Vice-Presidente Dirley Carlos CorreaDiretor Administrativo Douglas OlianiDiretor Econmico/Financeiro Gilberto Vizini VieiraDiretor de Legislao e Normas Nilson Izaias PegoriniDiretor de Planejamento Ir. Lino Afonso Jungbluth

    Diretoria de Ensino

    Diretor de Ensino Superior Jos Antonio KaramDiretor de Ensino Mdio Paulinho VogelDiretor de Ensino Fundamental Ir. Maria ZorziDiretor de Ensino da Educao Infantil Dorojara da Silva RibasDiretor de Ensino dos Cursos Livres Valdecir CavalheiroDiretor de Ensino dos Cursos de Idiomas Magdal Justino FrigottoDiretor de Ensino das Academias Ana Dayse Cunha AgulhamDiretor de Marketing Rogrio MainardesDiretor de Ens. da Educ. Prof. Tec. de Nvel Mdio Gilberto Paulo ZluhanDiretor dos Cursos Pr-Vestibulares Renato Ribas VazDiretor da EaD Wilson de Matos Silva FilhoDiretor de Sistemas de Ensino Acedriana VicenteDiretor de Ensino de Ps-Graduao Carmen Luiza da Silva

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    4

    Conselheiros1. Conselheiro Ailton Renato Drl2. Conselheiro Pedro Roberto Wiens3. Conselheiro Naura Nanci Muniz Santos4. Conselheiro Roberto A. Pietrobelli Mongruel5. Conselheiro Jorge Apstolos Siarcos6. Conselheiro Leonora Maria J. Mongels 7. Conselheiro Elona Helena F. da Costa Guerios8. Conselheiro Gisele Mantovani Pinheiro9. Conselheiro Jos Eldir Ost10. Conselheiro Jaime M. Marinero Vanegas11. Conselheiro Volnei Jorge Sandri12. Conselheiro Jos Luis Chong13. Conselheiro Diogo Richartz Benke14. Conselheiro Fernando Luiz Fruet Ribeiro15. Conselheiro Wilson Picler16. Conselheiro Bruno Ramos Neves Branco

    Conselho Fiscal - Efetivos

    Edison Luiz RibeiroArmindo Vilson AngererRaquel A. M. M de Camargo

    Conselho Fiscal - Efetivos

    Ir. Anete GiordaniHaroldo Andriguetto JuniorLuiz Antnio Michaliszyn Filho

    Delegados Representantes FENEP/Confenen

    Ademar Batista PereiraJos Antonio Karam

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    5

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    6

    Manual de Orientaes

    Educao Especial

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    7

    O QUE EDUCAO ESPECIAL?A Educao Especial a modalidade que assegura o Atendimento Educacional Especializado, em carter complementar ou suplementar, como parte integrante do processo educacional em todos os nveis, etapas e modalidades de ensino para estudantes com deficincia, transtornos globais do desenvolvimento, transtornos funcionais especficos e altas habilidades ou superdotao. (Deliberao CEE-PR 02/2016, art. 3)

    QUEM TEM DIREITO EDUCAO ESPECIAL?Nos termos do artigo 2 da Deliberao CEE-PR 02/2016, considera-se estudante da Educao Especial aquele que tem impedimento de longo prazo de natureza fsica, mental, intelectual ou sensorial, em interao com uma ou mais barreiras que comprometem sua participao plena e efetiva no processo educacional, em igualdade de condies com os demais estudantes, bem como aqueles que pos-suem indicadores de altas habilidades ou superdotao.

    QUEM TEM O DEVER DE FORNECER A EDUCAO ESPECIAL?Caber ao poder pblico assegurar que as instituies do Sistema Estadual de Ensino realizem o atendimento aos estudantes com deficincia, transtornos glo-bais do desenvolvimento, transtornos funcionais especficos e altas habilidades ou superdotao. (Deliberao CEE-PR 02/2016, art. 3, 2)

    Importante relembrar que as instituies de ensino fundamental e mdio cria-das e mantidas pela iniciativa privada integram o sistema estadual de ensino, nos termos do artigo 17, III da LDB, razo pela qual as escolas particulares esto obrigadas a fornecer a educao especial a seus alunos.

    QUAL A FINALIDADE DA EDUCAO ESPECIAL?A finalidade da Educao especial garantir o aprendizado ao longo de toda a vida do estudante, de forma a alcanar o desenvolvimento de seus talentos, potencia-lidades e habilidades fsicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas carac-tersticas, interesses e necessidades educacionais. (Deliberao CEE-PR 02/2016 art. 3, 1)

    QUAL A FUNO DA EDUCAO ESPECIAL?Nos termos do Art. 5 da Deliberao CEE-PR 02/2016, A Educao Especial, mo-dalidade de ensino que perpassa todos os nveis, etapas e modalidades da Edu-cao Bsica e da Educao Superior, tem como funo identificar, elaborar e or-ganizar recursos pedaggicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    8

    a plena participao dos estudantes no processo educacional, considerando suas necessidades especficas.

    Diante disso, cabe escola a adoo das medidas de acessibilidade, bem como a identificao, elaborao e organizao dos RECURSOS PEDAGGICOS que te-nham que ser utilizados no processo de ensino do aluno.

    A ESCOLA OBRIGADA A REALIZAR A MATRCULA DO ALUNO DE EDUCAO ESPECIAL?A fim de buscarmos a construo da resposta ao questionamento, necessrio, em primeiro lugar, observar cuidadosamente o que a legislao brasileira diz acer-ca do assunto.

    Neste sentido, nos termos do artigo 2, nico, I, f da Lei 7853/89, cabe ao Poder Pblico assegurar diversas medidas voltadas satisfao dos direitos dos portadores de deficincia, dentre eles, na rea da educao, a matrcula com-pulsria em cursos regulares de estabelecimentos pblicos e particulares de pes-soas portadoras de deficincia capazes de se integrarem no sistema regular de ensino.

    Em segundo lugar, o artigo 8 da Lei 7853/89, com redao dada pelo artigo 98 do Estatuto do Deficiente (Lei 13146/2015), estabelece que Constitui CRIME punvel com recluso de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa: I - recusar, cobrar valores adi-cionais, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar inscrio de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, pblico ou privado, em razo de sua deficincia.

    Em terceiro lugar, no podemos esquecer que a Lei de Diretrizes e Bases da Edu-cao Nacional, em seu artigo 4, inciso III, estabelece que dever do Estado ga-rantir III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficincia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-dotao, transversal a todos os nveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino.

    E, por fim, estabelece o Estatuto do Deficiente, em seu artigo 27, que a educa-o constitui direito da pessoa com deficincia, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os nveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcanar o mximo desenvolvimento possvel de seus talentos e habilidades fsicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas caractersticas, interesses e necessi-

  • Sinepe/PR - Educao Especial

    9

    dades de aprendizagem.

    Podemos observar, contra qualquer prova, que a legislao toda direcionada no sentido de estabelecer um sistema de ensino inclusivo, que chega caracteri-zar como CRIME a recusa da efetivao da matrcula do aluno em razo de sua deficincia, a qual, portanto, dever ser preferencialmente realizada no ensino regular. No entanto, importante observar que a legislao ADMITE a existncia de escolas especiais, sendo que a Deliberao CEE-PR n. 02/2016 regulamenta, no mbito do Estado do Paran, as atividades de tais instituies de ensino.

    Logo, entendemos que a regra a ser seguida a de que o aluno de educao especial seja matriculado na rede regular, desde que essa medida, evidentemente, NO seja capaz de acarretar leso ao direito educao do prprio aluno, consi-derando, para tanto, que o sistema de ensino dotado de instituies especializa-das em educao especial, as quais, dependendo das peculiaridades do educan-do, podem vir a se mostrar como mais adequadas para a efetivao do direito educao do aluno, constitucionalmente assegurado.

    Consequentemente, a deciso pela escola regular ou pela escola especial (con-soante previso do art. 9 Deliberao CEE-PR 02/2016) deve ser uma DECISO TCNICA, pautada NO QUE, PEDAGOGICAMENTE, MELHOR PARA O ALUNO, a partir de suas peculiaridades.

    A escola que, sem razes absolutamente concretas e consistentes nos aspectos tcnicos e pedaggicos, deixar de efetuar a matrcula do aluno de educao es-pecial na rede regular, alm de cometer CRIME, poder responder administrativa-mente pelo ato perante as autoridades educacionais competentes, sem prejuzo da apurao de responsabilidade civil (in

Recommended

View more >