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  • Oficina de Filosofia

    60 Questes do ENEM

    com contedo de FILOSOFIA

    2008-2012

    Prof. Gustavo Bertoche www.oficinadefilosofia.wordpress.com

    2013

    http://www.oficinadefilosofia.wordpress.com/

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    QUESTO 1 ENEM 2012 Esclarecimento a sada do homem de sua menoridade, da qual ele prprio culpado. A menoridade a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direo de outro indivduo. O homem o prprio culpado dessa menoridade se a causa dela no se encontra na falta de entendimento, mas na falta de deciso e coragem de servir-se de si mesmo sem a direo de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu prprio entendimento, tal o lema do esclarecimento. A preguia e a covardia so as causas pelas quais uma to grande parte dos homens, depois que a natureza de h muito os libertou de uma condio estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.

    KANT, I. Resposta pergunta: o que esclarecimento? Petrpolis: Vozes, 1985 (adaptado).

    Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreenso do contexto filosfico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa A a reivindicao de autonomia da capacidade racional como expresso da maioridade. B o exerccio da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas. C a imposio de verdades matemticas, com carter objetivo, de forma heternoma. D a compreenso de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento. E a emancipao da subjetividade humana de ideologias produzidas pela prpria razo. QUESTO 2 ENEM 2012

    Texto I O que vemos no pas uma espcie de espraiamento e a manifestao da agressividade atravs da violncia. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalidade, que est presente em todos os redutos seja nas reas abandonadas pelo poder pblico, seja na poltica ou no futebol. O brasileiro no mais violento do que outros povos, mas a fragilidade do exerccio e do reconhecimento da cidadania e a ausncia do Estado em vrios territrios do pas se impem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violncia fincam suas razes.

    Entrevista com Joel Birman. A Corrupo um crime sem rosto. Isto. Edio 2099, 3 fev. 2010.

    Texto II

    Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulses e emoes do indivduo, sem um controle muito especfico de seu

    comportamento. Nenhum controle desse tipo possvel sem que as pessoas anteponham limitaes umas s outras, e todas as limitaes so convertidas, na pessoa a quem so impostas, em medo de um ou outro tipo.

    ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

    Considerando-se a dinmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do Texto I acerca da violncia e agressividade na sociedade brasileira expressa a A incompatibilidade entre os modos democrticos de convvio social e a presena de aparatos de controle policial. B manuteno de prticas repressivas herdadas dos perodos ditatoriais sob a forma de leis e atos administrativos. C inabilidade das foras militares em conter a violncia decorrente das ondas migratrias nas grandes cidades brasileiras. D dificuldade histrica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social compatveis com valores democrticos. E incapacidade das instituies poltico-legislativas em formular mecanismos de controle social especficos realidade social brasileira. QUESTO 3 ENEM 2012 Ns nos recusamos a acreditar que o banco da justia falvel. Ns nos recusamos a acreditar que h capitais insuficientes de oportunidade nesta nao. Assim ns viemos trocar este cheque, um cheque que nos dar o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurana da justia.

    KING Jr., M. L. Eu tenho um sonho, 28 ago. 1963. Disponvel em: www.palmares.gov.br. Acesso em: 30

    nov. 2011 (adaptado). O cenrio vivenciado pela populao negra, no sul dos Estados Unidos nos anos 1950, conduziu mobilizao social. Nessa poca, surgiram reivindicaes que tinham como expoente Martin Luther King e objetivavam A a conquista de direitos civis para a populao negra. B o apoio aos atos violentos patrocinados pelos negros em espao urbano. C a supremacia das instituies religiosas em meio comunidade negra sulista. D a incorporao dos negros no mercado de trabalho. E a aceitao da cultura negra como representante do modo de vida americano.

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    QUESTO 4 ENEM 2012 verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade poltica no consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que independncia e o que liberdade. A liberdade o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidado pudesse fazer tudo o que elas probem, no teria mais liberdade, porque os outros tambm teriam tal poder.

    MONTESQUIEU. Do Esprito das Leis. So Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 (adaptado).

    A caracterstica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito A ao status de cidadania que o indivduo adquire ao tomar as decises por si mesmo. B ao condicionamento da liberdade dos cidados conformidade s leis. C possibilidade de o cidado participar no poder e, nesse caso, livre da submisso s leis. D ao livre-arbtrio do cidado em relao quilo que proibido, desde que ciente das consequncias. E ao direito do cidado exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais. QUESTO 5 ENEM 2012 Para Plato, o que havia de verdadeiro em Parmnides era que o objeto de conhecimento um objeto de razo e no de sensao, e era preciso estabelecer uma relao entre objeto sensvel ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das ideias formava-se em sua mente.

    ZINGANO, M. Plato e Aristteles: o fascnio da filosofia. So Paulo: Odysseus, 2012.

    O texto faz referncia relao entre razo e sensao, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Plato (427 a.C. 346 a.C.). De acordo com o texto, como Plato se situa diante dessa relao? A Estabelecendo um abismo intransponvel entre as duas. B Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles. C Atendo-se posio de Parmnides de que razo e sensao so inseparveis. D Afirmando que a razo capaz de gerar conhecimento, mas a sensao no. E Rejeitando a posio de Parmnides de que a sensao superior razo.

    QUESTO 6 ENEM 2012

    TEXTO I Anaxmenes de Mileto disse que o ar o elemento originrio de tudo o que existe, existiu e existir, e que outras coisas provm de sua descedncia. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos so ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em gua. A gua, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao mximo possvel, transforma-se em pedras.

    BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).

    TEXTO II

    Baslio Magno, filsofo medieval, escreveu: Deus, como criador de todas as coisas, est no princpio do mundo e dos tempos. Quo parcas de contedo se nos apresentam, em face desta concepo, as especulaes contraditrias dos filsofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jnios, ou dos tomos, como julga Demcrito. Na verdade, do impresso de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.

    GILSON, E.: BOEHNER, P. Historia da Filosofia Crista. So Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).

    Filsofos dos diversos tempos histricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicao racional. As teses de Anaxmenes, filsofo grego antigo, e de Baslio, filsofo medieval, tm em comum na sua fundamentao teorias que A eram baseadas nas cincias da natureza. B refutavam as teorias de filsofos da religio. C tinham origem nos mitos das civilizaes antigas. D postulavam um princpio originrio para o mundo. E defendiam que Deus o princpio de todas as coisas. QUESTO 7 ENEM 2012

    TEXTO I Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e de prudncia nunca se fiar inteiramente em quem j nos enganou uma vez. DESCARTES, R. Meditaes Metafsicas. So Paulo:

    Abril Cultural, 1979.

    TEXTO II Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem

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    nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impresso deriva esta suposta ideia? E se for impossvel atribuir-lhe qualquer impresso sensorial, isso servir para confirmar nossa suspeita.

    HUME, D. Uma investigao sobre o entendimento. So Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

    Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparao dos excertos permite assumir que Descartes e Hume A defendem os sentidos como critrio originrio para considerar um conhecimento legtimo. B entendem que desnecessrio suspeitar do significado de uma ideia na reflexo filosfica e crtica. C so legtimos representantes do criticismo quanto gnese do conhecimento. D concordam que conhecimento humano impossvel em relao s ideias e aos sentidos. E atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obteno do conhecimento. QUESTO 8 ENEM 2012 No ignoro a opinio antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinio muito aceita em nossos dias, devido s grandes transformaes ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam conjectura humana. No obstante, para no ignorar inteiramente o nosso livre arbtrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbtrio] nos permite o controle sobre a outra metade.

    MAQUIAVEL, N. O Principe. Braslia: EdUnB, 1979 (adaptado).

    Em O Prncipe, Maquiavel refletiu sobre o exe