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  • LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES SEGUINTES

    PROVA DE CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASPROVA DE CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

    SIMULADO ENEM

    1 Este CADERNO DE QUESTES contm 90 questes numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira:

    a. as questes de nmero 1 a 45 so relativas rea de Cincias Humanas e suas Tecnologias;

    b. as questes de nmero 46 a 90 so relativas rea de Cincias da Natureza e suas Tecnologias.

    2 Verifi que, no CARTO-RESPOSTA, se os dados esto registrados corretamente. Caso haja alguma divergncia, comunique-a imediatamente ao aplicador da sala.

    3 Aps a conferncia, escreva e assine seu nome nos espaos prprios do CARTO-RESPOSTA com caneta esferogrfi ca de tinta preta.

    4 No dobre, no amasse nem rasure o CARTO-RESPOSTA. Ele no poder ser substitudo.

    5 Para cada uma das questes objetivas, so apresentadas 5 opes, identifi cadas com as letras A , B , C , D e E . Apenas uma responde corretamente questo.

    6 No CARTO-RESPOSTA, marque, para cada questo, a letra correspondente opo escolhida para a resposta, preenchendo todo o espao compreendido no crculo, com caneta esferogrfi ca de tinta preta. Voc deve, portanto, assinalar apenas uma opo em cada questo. A marcao em mais de uma opo anula a questo, mesmo que uma das respostas esteja correta.

    7 O tempo disponvel para estas provas de quatro horas e trinta minutos.

    8 Reserve os 30 minutos fi nais para marcar no seu CARTO--RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES no sero considerados na avaliao.

    9 Quando terminar as provas, entregue ao aplicador o CARTO--RESPOSTA.

    10 Voc somente poder deixar o local de prova aps decorridas duas horas do incio da sua aplicao.

    11 Voc ser excludo do exame caso:

    a. utilize, durante a realizao da prova, mquinas e/ou relgios de calcular, bem como rdios, gravadores, fones de ouvido, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espcie;

    b. se ausente da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTES e/ou o CARTO--RESPOSTA antes do prazo estabelecido;

    c. aja com incorreo ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicao das provas;

    d. se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;

    e. apresente dado(s) falso(s) na sua identifi cao pessoal.

    2015

    1o DIA

    Instituio de ensino:

    Aluno:

    1999

    4486

  • CHT - 3a Srie | 1o dia - Azul - Pgina 2

    CINCIAS HUMANASE SUAS TECNOLOGIAS

    Questes de 1 a 45

    QUESTO 1

    Sobre o percurso entre o porto de Santos e o planalto paulista, o imigrante suo Thomas Davatz escreveu:

    As estradas do Brasil, salvo em alguns trechos, so pssimas.

    Em quase toda parte, falta qualquer espcie de calamento ou

    mesmo de saibro. Constam apenas de terra simples, sem nenhum

    benefcio. fcil prever que nessas estradas no se encontram

    estalagens e hospedarias como as da Europa. Nas cidades maio-

    res, o viajante pode naturalmente encontrar aposento sofrvel;

    nunca, porm, qualquer coisa de comparvel comodidade que

    proporciona na Europa qualquer estalagem rural. Tais cidades so,

    porm, muito poucas na distncia que vai de Santos a Ibicaba e

    que se percorre em cinquenta horas no mnimo.

    Em 1867 foi inaugurada a ferrovia ligando Santos a Jundia,

    o que abreviou o tempo de viagem entre o litoral e o planalto

    para menos de um dia. Nos anos seguintes, foram construdos

    outros ramais ferrovirios que articularam o interior cafeeiro ao

    porto de exportao, Santos.DAVATZ, T. Memrias de um colono no Brasil. So Paulo: Livraria Martins, 1991. p. 132.

    A relao entre a rede ferroviria e os projetos de colonizao com mo de obra imigrante na segunda metade do sculo XIX foi importante porque

    A o escoamento da produo de caf foi incrementado pelos aportes de capital, principalmente de colonos italianos, que desejavam melhorar sua situao econmica.

    B os fazendeiros puderam prescindir da mo de obra europeia e contrataram trabalhadores brasileiros provenientes de outras regies.

    C as notcias de terras acessveis atraram para So Paulo grande quantidade de imigrantes, que adquiriram vastas propriedades produtivas.

    D antes das ferrovias, o percurso dos imigrantes at o interior era feito a p ou em muares; no entanto, o tempo de viagem era aceitvel, uma vez que o caf era plantado nas proximidades da capital paulista.

    E a expanso da malha ferroviria pelo interior de So Paulo permitiu que a mo de obra estrangeira fosse contratada para trabalhar em cafezais de regies cada vez mais distantes do porto de Santos.

    QUESTO 2

    Eu sei separar bem esse negcio. Por exemplo, se a gente t

    conversando ns aqui, eu sou o que eu sou e pronto. Agora, se

    eu t conversando em um outro lugar, no trabalho, por exemplo,

    eu mudo a minha linguagem, eu j coloco uma coisa mais sria,

    porque se eu chego falando gria, eles vo perder o tranco. En-

    to eu sei me manter no meu lugar para conseguir as coisasDepoimento de Cristian, do grupo Processo Hip Hop. In: DAYRELL, Juarez.

    A msica entra em cena: o rap e o funk na socializao da juventude em Belo Horizonte. Disponvel em: . Acesso em: 15 ago. 2015.

    A ideia expressa no depoimento anterior e a definio: meio pelo qual indivduos se integram a sistemas e grupos sociais correspondem ao conceito de

    A socializao, que propicia o aprendizado de valores, costumes e hbitos.

    B relao social, que a lista dos indivduos com os quais uma pessoa se relaciona socialmente.

    C estrutura social, que so os padres encontrados nas relaes interpessoais.

    D papel social, que corresponde aos documentos legais que identificam um cidado.

    E grupos sociais, que so objeto de estudo da macrossociologia.

    QUESTO 3

    A capacidade de receber representaes, graas maneira

    como somos afetados pelos objetos, denomina-se sensibilida-

    de. Por intermdio da sensibilidade so-nos dados objetos e

    s ela nos fornece intuies; mas o entendimento que pensa

    esses objetos e dele que provm os conceitos. Contudo, o

    pensamento tem sempre que referir-se a intuies.

    KANT, Immanuel. Crtica da razo pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2008. p. 61. [Adaptado].

    Segundo Kant, o processo que permite ao ser humano conhecer

    A decorre da atividade lgico-racional.

    B guiado pelos ensinamentos divinos.

    C inicia-se com a experincia emprica.

    D resulta de pressentimentos do futuro.

    E subordina-se criatividade do sujeito.

    QUESTO 4

    [] no somos ndios nem europeus, mas uma espcie

    intermediria entre os legtimos proprietrios do continente e

    os usurpadores espanhis: em suma, sendo americanos por

    nascimento e nossos direitos os da Europa, temos de disputar

    estes aos do pas e mantermo-nos nele contra a invaso dos

    invasores encontramo-nos, assim, na situao mais extraor-

    dinria e complicada.

    BOLVAR, Simn. Carta da Jamaica. In: _______. Escritos polticos. Campinas: Editora da Unicamp, 1992. p. 61. (Coleo Repertrios).

    No texto, o autor refere-se situao ambgua dos

    A chapetones, espanhis que lideraram o processo de inde-pendncia da Amrica espanhola.

    B portugueses, que ocuparam regies da Amrica espanhola no processo de interiorizao da colonizao do Brasil durante o ciclo do ouro, entre os sculos XVIII e XIX.

    C criollos, formados na tradio europeia, mas identificados com o novo continente.

    D negros escravos, que perderam seus laos culturais com a frica.

    E nativos libertos nascidos na Amrica, divididos entre diferentes tradies culturais.

  • CHT - 3a Srie | 1o dia - Azul - Pgina 3

    QUESTO 5

    Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmen-

    te, ainda na infncia, a civilizao no o altera, nenhum exemplo

    o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento

    progressivo []. Esse estranho e inexplicvel estado do ind-

    gena americano, at o presente, tem feito fracassarem todas as

    tentativas para concili-lo inteiramente com a Europa vencedora

    e torn-lo um cidado satisfeito e feliz.

    MARTIUS, Carl von. O estado do direito entre os autctones do Brasil. Belo Horizonte/ So Paulo: Itatiaia/ Edusp, 1982. p. 138.

    Com base na leitura do texto, podemos concluir que o natu-ralista alemo Carl von Martius, em viagem ao Brasil no incio do sculo XIX,

    A justificava o genocdio das populaes nativas americanas pelo conceito de guerra justa.

    B defendia uma posio libertria para os nativos, preservando a cultura dos amerndios.

    C tentava impedir o processo de aculturao, ao descrever cien-tificamente a cultura das populaes originrias da Amrica.

    D desprezava os patrimnios tnicos e culturais das sociedades nativas americanas, reforando a importncia da sociedade civilizadora europeia, o que alimentou aes imperialistas no sculo XIX.

    E defendia o processo de independncia na Amrica, acreditando que os ndios, diferentemente do que fazia a misso europeia, respeitavam a flora e a fauna do pas.

    QUESTO 6

    [] cabanas ou pequenas moradias espalhadas em grande

    nmero, nas quais residem os trabalhadores empregados, cujas

    mulheres e filhos esto sempre ocupados, cardando, fiando

    etc., de forma que, no havendo desempregados, todos podem

    ganhar seu po, desde o mais novo ao mais velho.

    DEFOE, Daniel. Viagem por toda a ilha da Gr-Bretanha, 1724. In: HUBERMAN, Lo. Histria da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1962. p. 131.

    O trecho acima descreve o sistema de trabalho

    A domiciliar, anterior Revoluo Industrial, quando todos os membros da famlia trabalhavam no ambiente domstico e por tare