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SIGILO BANCÁRIO. Segredo. Em geral Contratualmente Legalmente. Oponibilidade do sigilo a terceiros. Outras entidades. co-contratante. Sedes do segredo bancário. Relação pré-contratual Contrato Usos. Contrato bancário geral. Acordo entre as partes. DEVER DE BOA FÉ. - PowerPoint PPT Presentation

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SIGILO BANCRIOSegredoEm geral

Contratualmente

Legalmente Oponibilidade do sigilo a terceirosco-contratanteOutras entidadesSedes do segredo bancrioRelao pr-contratual

Contrato

UsosContrato bancrio geralAcordo entre as partes

DEVER DE BOA F violao da relao bancria bsica Art. 227 (na formao dos contratos)Art. 762, n2 CC (no cumprimento dos contratos)

Evoluo Primeira referncia: art. 73 Regulamento do Banco de Lisboa de 1822: as operaes do Banco, e depsitos dos particulares, so objecto de segredo

o Empregado que o revelar ser repreendido se da sua revelao no resultar dano, resultando ser expulsoRegulamento administrativo do Banco de Portugal art. 83

Inexistncia de tutela penal bancria CP de 1852 e 1884

A consagrao ocorre: - por via de crises - graves agresses deontologia

Consagraes legislativasDL 47/909, 1967 arts. 3, 5, 6

Remisso para o CP de 1886 art. 290 Reforo do Segredo Bancrio aps a Revoluo de 74-75: - Lei Orgnica do BP arts. 63 e 64 - Resoluo do Conselho de Ministros 19-12-75 - Reformulao do art. 290 CP 1886DL 2/78: - estabelece formalmente o Segredo Bancrio - sanciona civil e criminalmente a sua violao - consagra o regime da dispensa do mesmoSoluo considerada forteRegime do RGICEnfraquecimento do SB perante o EstadoRevogao do DL 2/78 pelo DL 298/92Arts. 78, 79 RGIC, art. 195 CPFundamentos do SBPrincpio da boa f negocial art. 762, n2 CC

direito geral de personalidade art. 70, n1 CC reserva da vida privada arts. 26, n 1, 2 CRP, 80 CC Direito da instituio financeira ao crdito e ao seu bom nome arts. 484, 160, n1 CC, 12, n2, 26 CRP Interesse pblico art. 101 CRPActual regime portugus do SBArts. 78-84 RGIC: - perspectiva maioritariamente profissional, comercial - excluindo a generalidade dos terceiros no intervenientes em operaes bancriasConjugao do regime com outras normas jurdicas e doutrinaSujeitos passivos do SBmembros dos rgos de administrao ou de fiscalizao das instituies de crdito, os seus empregados, mandatrios, comitidos e outras pessoas que lhes prestem servios a ttulo permanente ou ocasional Art. 78, n1 RGICpessoas que exeram ou tenham exercidos funes no Banco de Portugal Art. 80, n1 RGICAs prprias instituies de crdito e o Banco de Portugal, enquanto pessoas colectivas autnomas Art. 156, 500 CCTodas as autoridades, organismos e pessoas, colectivas ou privadas, que participem nas trocas de informaes bancrias com o Banco de Portugal Art. 81 RGICQuaisquer terceiros que se intrometam, tomem conhecimento, revelem ou se aproveitem de factos ou elementos reservados nas relaes entre as instituies de crdito e os seus clientes Art. 78, n1Quaisquer terceiros no podem intrometer-se, tomar conhecimento, revelar ou aproveitar-se de factos ou elementos respeitantes vida da instituio de crdito arts. 12, n2 CRP, 160, n1 CCSujeitos activos do SBClientes nas relaes externas entre eles, as instituies de crdito e as autoridades de superviso;Instituies de crdito e autoridades de superviso nas relaes com os sujeitos referidos no art.78, n1 e 80,n1;Clientes e instituies de crdito recproca e negocialmente erga omnes e face a terceiros abrangidos pela extenso de direitos de personalidade daqueles.Ac. TRC 07-07-2004 O bem jurdico tutelado pela proteco do segredo bancrio, , em primeira linha, o da confiana dos clientes, na discrio dos seus interlocutores nas informaes familiares, pessoais e patrimoniais, em vertente de defesa privada simples relativa, porque concernente ao apuramento de dados envolventes de situaes patrimoniais.Objecto e contedo do SBClusula geral do art. 78RevelaoPublicamentePerante terceiros A mera revelao pode no ter em vista uma vantagem para o revelador A utilizao das informaes implica um aproveitamento por parte daquele que viola o sigiloExtenso do SBArt. 79 - estabelece excepes taxativasN 1 autorizao do cliente: - carcter voluntrio; - limitao dos direitos de personalidade pelo seu titular (art. 81 CC); - no havendo contrariedade dos princpios de ordem pblica e bons costumes a limitao vlida.Excepes institucionais Art. 79, n2, a), b), c) prossecuo de interesses pblicos

Excepes penais al. d) interesses pblicos na investigao e punio de crimes graves.As revelaes resultam de: - causas de justificaes de ilicitude (arts. 31 - 34, 36, 38, 39); - transposio interna do combate ao crime internacional: branqueamento de capitais (DL n 313/93, de 15-09 e 325/95, de 2-12), trfico de drogas (DL n 15/93, de 22-11), corrupo e criminalidade econmica e financeira (Lei n 36/94, de 29-9), cheques sem proviso (DLs ns 454/91, de 28-12 e 316/97, de 19-11)Arts. 135, ns 2, 3, 181 CPExcepo do art. 79, n2, al. e) previso legal expressa que imponha a limitao de segredo 519, n4 CPC, 861 - A, ns 2, 3, 4; 135, 2, 3 CP, 137 Cdigo do Imp. Mun. Sisa e do Imp. s/Sucesses e Doaes. AC TRL 14-01-1997 Mas, como no podia deixar de ser, esse direito ao sigilo bancrio, em si prprio inquestionvel, como dissemos, luz do moderno mbito do direito de personalidade, no pode considerar-se absoluto de tal forma que fizesse esquecer outros direitos fundamentais, como o direito do acesso Justia ou, por exemplo, o dever de cooperao, tradicional no processo civil portugus (veja-se, designadamente, o artigo 519 do C.P.C., quer antes, quer depois da recente reforma).Tudo tem de ser compaginado em ordem a encontrar-se um sentido unvoco na ordem jurdica, conforme, alas, o explcito comando do artigo 9 do Cdigo Civil. Daquele regulamento aprovado pelo Decreto-Lei 298/92, retira-se, especialmente, a inviabilidade de o exequente obter mais concretos elementos informativos (artigo 78); mas, tambm, a existncia de excepes ao segredo bancrio, entre as quais no pode deixar de ser considerada a realizao dos direitos dos credores dos titulares de depsitos bancrios, atravs de decises dos Tribunais sob pena de, contra os mais elementares princpios constitucionais e legais, conforme j exposto, estar encontrada a via para incumprimento de obrigaes "ao abrigo" da lei.Proteco constitucional do SBDireito de personalidade reserva da intimidade da vida privada e familiar dos clientes art. 26, ns 1 e 2 CRPDireito de personalidade do art. 70 CC como direito fundamental de natureza anlogo (arts. 12 e 26, n1 CRP)Art. 101 CRP

Ac TC n 287/95 de 31-5-95 a situao econmica do cidado espelhada na sua conta bancria, incluindo as operaes activas e passivas nela registadas, faz parte do direito reserva da intimidade da vida privada condensado no art. 26 n1 CRP, surgindo o segredo bancrio como um instrumento de garantia desse direito; que no segredo bancrio se est perante uma matria respeitante a direitos, liberdades e garantias constitucionais; a definio do contedo e alcance do segredo bancrio e, bem assim, das respectivas restries a que est sujeito deve constar de uma lei da AR ou de um DL alicerado em autorizao legislativa, nos termos dos arts. 167, al.c) e 168 CRP. Ou seja, a matria de segredo bancrio uma dimenso do direito reserva da intimidade da vida privada e familiar.Proteco penal do SBArts. 195 e 196 CPProteco civil do SBArts. 80 e 70, n1 (subsidiariamente)Responsabilidade civil de entidades pblicas e privadas: arts. 70, n2, 483, 500 e 501Providncias tutelares preventivas e atenuadoras do direito de personalidade ao segredo bancrio: arts. 1474 e ss. CPCProcedimentos cautelares: arts. 381 e ss. CPCSanes pecunirias compulsrias: arts. 829-A, ns 1 e 4 CCUnidade do sistema jurdico e SBCausas de justificao de ilicitude e da culpa face a ofensas ao SBNo direito civil No so civilmente ilcitas as providncias do art. 70, n2 por leso do segredo bancrio os actos praticados: -no exerccio legtimo de um direito (art. 31, n2, al.b) CP- regra geral); -no cumprimento de um dever igual ou superior imposto por lei ou ordem vinculante (arts. 271, n2 CRP, 31, n2, al.c) e 36, n1 CP) -em legtima defesa (art. 337 CC) -aco directa (art. 336 CC) -em consentimento tolerante (art. 340 CC) ou autorizante (art. 81 CC)

Embora ilcitos, determinam a no indemnizabilidade de ofensas ao segredo bancrio os actos: -praticados com falta de imputabilidade (art. 488 CC); -medo essencial e invencvel quando a defesa sacrifique interesses do atacante manifestamente superiores (arts. 255-337, n2 CC); -erro de facto essencial e desculpvel (arts. 247-254 CC) b) No direito penal -consentimento do lesado: arts. 195, 196, 197 e 383 CP Causas de excluso da ilicitude: - legtima defesa (art. 31, n2, al. a) e 32 CP) - exerccio de um direito (arts. 31, n2, al. b) e 34 CP) - conflito de deveres (arts. 31, n2, al. c) e 36 CP)Causas que excluem ou diminuem a culpa penal, afastando ou minorando a punio: -arts. 13 e 35, n2 CP -excesso de legtima defesa (art. 33 CP) -estado de necessidade desculpante (art. 33 CP) -obedincia indevida desculpante (art. 37 CP) -erro (arts. 16 e 17 CP)Coliso de direitosAc. STJ 28-06-2006 () considerando que a informao pretendida se mostra importante, se no essencial, para apurar a responsabilidade criminal do indiciado, pelo que, o interesse da investigao criminal, ou seja, da descoberta da verdade material em processo penal, apresenta-se como claramente superior aos interesses privatsticos protegidos pelo sigilo bancrio, pronunciando-se pela quebra do mesmo.Art. 335 CCAflorao do princpio da igualdade art. 13 CRPH que verificar se: - os direitos tm uma estrutura formal e fundamento assentes em interesses equilibrados; ou - os direitos/interesses de uma das partes predominam em relao aos da outra parteNo pode ser feita exclusivamente uma abstracta ponderao dos bens e valores jurdicos tutelados, h que ter em conta o caso concreto.Para averiguar se as m

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