sentenca omar gil

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  1. 1. W"L---= doestadodegois tribunal de justia PODER JUDICIRIO COMARCA DE GOINIA 7a VARA CVEL JUIZ 2 1 Autos no.: 84114-33.2013.8.09.0051 (201300841146). SENTENA PREMIERSPORTS GERENCIAMENTO E MARKETING LTDA props ao de cobrana em face de CARLOS GILBERTO DO NASCIMENTO SILVA; afirmam que pactuaram contrato de representao de atleta de futebol, por prazo determinado de 24 (vinte e quatro) meses; findo o prazo estabelecido, no houve manifestao de nenhuma das partes quanto sua extino; realizada a prestao de servios de agenciamento, a contraprestao do atleta era o pagamento mensal autora de 10% (dez por cento), incidentes sobre os seus rendimentos; havendo inadimplemento desta obrigao, pretende a condenao ao pagamento das importncias referentes ao perodo em que o atleta laborava no exterior, dentro daquele lapso temporal de 24 (vinte e quatro) meses; e considerando ainda o tempo em que voltara ao pas, pAsando a Per7s -ntezuma - JD.
  2. 2. U tribuna! de justia do estado de goisdo estado de gois PODER JUDICIRIO COMARCA DE GOINIA 73 VARA C/EL JUIZ 2 exercer suas atividades no ESPORTE CLUBE CORINTHIANS PAULISTA at a presente data, ainda, pediu o pagamento da comisso referente ao contrato verbal realizado na transferncia do requerido para o Cruzeiro Esporte Clube, porquanto teria havido sua interveno na referida transferncia. Houve determinao para converso do rito sumrio para ordinrio - fls. 87/89. Contestou o requerido arguindo, em preliminar, incompetncia absoluta em razo da matria, porque litgio que deva ser submetido s entidades desportivas competentes; no mrito, sustentou a impossibilidade legal do contrato, do vcio de vontade, da validade do contrato com vigncia mxima de 1 (um) ano, da ilegitimidade da parte autora para prestar servios como agente, da irregularidade formal do contrato em discusso, da no prestao de servios referidos nos contratos; e postulou a improcedncia dos pedidos. Em petitrio, a parte r argumentou sobre a reabertura do prazo da contestao, ante o erro nas informaes na primeira fase processual - fls. 124/125, indicando a certido narrativa - fls. 126/127 - e a intimao para impugnao contestao - fl. 140. Pricliet D1-1,415-fitezuma - JD.
  3. 3. W.--= do estado de gois tribunal de justia PODER JUDICIRIO COMARCA DE GOINIA 7a VARA CVEL JUIZ 2 Impugnao contestao - fls. 142/164; nova certido narrativa - 165/166; determinao para emenda da petio inicial, a fim de adequar-se o valor da causa - fls. 167/169; a demandante providenciou a adequao do valor da causa - fls. 175/176; desacolhida a preliminar arguida; declarado saneado o processo; determinao para realizao de audincia concentrada - fls. 181/185; as partes indicaram testemunhas- fls. 187/190; a parte r requereu a remarcao da audincia designada - fls. 192/198; acolhida aquela justificativa e redesignado o ato processual complexo para nova data; ..iideterminada expedio de carta precatria - fl. 199; novo pedido para re arcao da audincia - fls. 202/211; justificativa aceita para no a designao - fl. 212. O demandado requereu nova data para a audincia concentrada - fls. 218/219; determinada nova designao para a realizao da audincia de conciliao, instruo e julgamento - fl. 217; devolvida a carta precatria, ante a ausncia de requisitos especficos - fls. 222/227; termo de audincia; indeferido o pedido de apresentao de documentao pela parte autora; deferida a expedio de ofcio ao Sport Club Corinthians Paulista; determinao de medida para que o Cruzeiro Esporte Clube informasse sobre a transao com o requerido; deferida a expedio de carta rogatria; dispensadas inquiries das demais testemunhas; expedio de novas cartas Priclez Dr I1e-rrfezuma-
  4. 4. do estado de gois tribunal de justia PODER JUDICIRIO COMARCA DE GOINIA 7a VARA C/EL JUIZ 2 3 4 precatrias - fls. 229/238; resposta ao ofcio expedido ao Sport Club Corinthians Paulista - fls. 243/244; termo de audincia no realizada - fl. 245; a parte autora requereu nova designao de audincia para inquirio de testemunha - fls. 247/249. Indeferida a expedio de nova carta precatria para a Comarca de So Paulo - SP e de carta rogatria a autoridade na Frana; intimao do requerido para indicar documentalmente o processamento das demais cartas precatrias, redesignao de audincia para inquirio de testemunha; renovao do ofcio ao Cruzeiro Esporte Clube - fls. 250/252; a parte r requereu a suspenso do processo at o retorno das cartas precatrias, e a reconsiderao do indeferimento de expedio de nova carta precatria; interposio de recurso de agravo de instrumento - fls. 254/270. Em sede de audincia, houve a inquirio da testemunha Romeu, deferida a inquirio das testemunhas arroladas pela parte r - fls. 272/274; resposta ao ofcio expedido ao Cruzeiro Esporte Clube - fl. 278; o requerido informa sobre a impersibilidade do comparecimento da testemunha Carlos Alberto Cardoso Leite, e requereu fosse mantido o cumprimento da carta precatria expedida - fls. 282/283; em audincia, houve a inquirio da testemunha Francisco Pereira de Arajo; indeferida inquirio da testemunha Carlos Leite/houve a Pricl Dl/ -zuma - J
  5. 5. tribunal de justia do estado de gois PODER JUDICIRIO COMARCA DE GOINIA 7a VARA CVEL JUIZ 2 39 5 interposio de recurso de agravo retido; mantida a deciso agravada por seus prprios fundamentos; fixao de prazo para apresentao dos memoriais - fls. 285/288; respostas das partes em relao ao ofcio do Cruzeiro Esporte Clube - fls. 295/308 e 311/323; apresentao de memoriais em fls. 350/362 e 363/370; determinao para certificar-se sobre o cumprimento da precatria expedida - fl. 371; juntada a carta precatria de inquirio de testemunha devidamente cumprida - fls. 373/385; intimao das partes para manifestarem sobre a carta precatria juntada - fl. 386. o relatrio. Decido. Houve saneamento do processo, com anlise de preliminar arguida pela parte r, e da alegao da parte autora sobre a intempestividade da contestao, ou revelia, as quais foram afastadas em deciso j preclusa. Contrato, em sentido lato, acordo de vontades, na conformidade com a lei, com finalidade de produzir efeitos jurdic s; trata-se de conveno de interesses que pressupe aquiescncia ordem legal; o codificador de 2002- artigos 710a 21 - conceitua-o na espcie: no contrato de agenciamento, "uma pessoa assume, em carter no eventual e sem vnculo de dependncia, a obrigao de promover, por conta jle outra, Pricly5 ritezuma - 3D.
  6. 6. tribunal PODER JUDICIRIO de justia COMARCA DE GOINIA do estado de gois 7a VARA CVEL JUIZ 2 -)53 6 mediante retribuio, a realizao de negcios, em zona determinada, caracterizando-se a distribuio quando o agente tiver sua disposio a coisa a ser negociada.", estabeleceu-se seu regime jurdico. Dita o doutrinador Slvio de Salvo Venosa: "A confiana recproca elemento importante no pacto. Nesse sentido, este art. 712 refora que o agente deve agir com toda diOncia, obedecendo s instrues recebidas do proponente. A boa -f objetiva, como clusula aberta, decantada no art. 422 do corrente Cdigo, e a boa -f subjetiva, decorrente do exame da conduta especfica das partes, desempenham importante papel quando se examina a transgresso do contrato". (Cdigo Civil Interpretado - 2a Edio - editora Atlas S.A - 2011 - So Paulo - pag. 755). Necessrio destacarmos a validade do contrato verbal, se lcito e atendidos os requisitos legais; passveis so seus termos de prova por testemunho, como de fato houve no caso - e copilados trechos adiante, documentos ou outros meios permitidos em direito; a ausncia de instrumento, contudo, no afasta o dever jurdico principal do agente, consistente em promover efetivamente a realizao do negcio- artigo 710 do CC, assim a par de outros laterais, com o de informar. Em tese e em sentido amplo, "promover" envolve atividades cujos contedos, v. g., sejam o de4ontatar Pricl s DT/ zuma JD.
  7. 7. do estado de gois tribunal de justia P O D E R J U D I C I R I O C O M A R C A D E G O I N I A 7 a V A R A C V E L - J U I Z 2 7 possveis adquirentes de direitos, captando-os, expor a convenincia na concluso do contrato com o agenciado, realizar as tratativas concluso do contrato, e transmitir propostas ao agenciado. De tais atividades tpicas nasce correlatamente o dever do agenciado, consistente na "remunerao" em sentido amplo - artigo 714 do CC, a qual comporta o pagamento de comisso em razo de negcio concludo com terceiro; surge o direito rentiunerao, portanto, concomitantemente com a concluso do contrato entre o agenciado e terceiro, mas como resultado da efetiva atividade de promoo do agente; seno vejamos a lio de Gustavo Haical: "O dir eito comisso na modalidade dir eta est implcito n o a r t . 7 1 4 d o C C / 2 0 0 2 . S u r g e q u a n d o o c o n t r a t o c o n c l u d o p e l o a g e n c i a d o t e n h a t i d o c o m o c a u s a a a t i v i d a d e d e p r o m o o d o a g e n te . D e v e h a v e r , p o r ta n to , o n e x o c a u s a l e n tr e a a ti v i d a d e d e pr omo o do agente e a c onc lus o do c ontr ato. Entr etanto, o nex o c a u s a l e x i s t e n t e n o h a d e s e r e x c l u s i v o e o n i c o d e t e r m i n a n t e p a r a a c o n c lu s o d o c o n tr a to . O mb ito d e p a r tic ip a o d o a g e n te na concluso do contrato a permitir o advento do direito comisso n o n e c e s s i t a s e r p r e d o m i n a n t e , b a s t a n d o q u e a c o n c l u s o d o contrato, independentemente da intensidade, tenha tido a ;i n t e r f e r n i a d e s u a a t i v i d a d e d e p r o m o o . p r e c i s o q u e a a t i v i d a d e d o a g e n t e t e n h a s i d o u m a c o n c a u s a c o n c l u s o d o contrato. ssim, se o contr ato entr e o agenciado e o cliente estava j p r e p a r d o , m a s f o i c o n c l u d o s o m e n t e d e p o i s d e e x i s t i r o contr ato de agncia, sem ter tido qualquer atuao do agente, no s e pode pens ar em dir eito c omis s o." ( " O C o n t r a t o d e A g n c i a Pricles/DI Itt-erfilezuma - 3D.