semmais 20 setembro 2014

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Edição de 20 de Setembro

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    Sbado | 20 setembro 2014 www.semmaisjornal.comsemanrio edio n. 826 7. srie 0,50 regio de setbalDiretor: Raul Tavares

    Distribudo com o

    VENDA INTERDITA

    61anosA REGIOSOMOSTODOSNSedio especial comemorativa do 16 aniversrio do semmais

    Atual 5Autoridades receberam 1133 queixas de violncia domstica no primeiro semestre do ano

    Atual 4Preo das taxas moderadoras j limitam acesso s urgncias

    Cultura 9

    Escola do Barreiro arranca segunda--feira devido s obrasATUAL A Escola Secundria Alfredo da Silvs, no Barreiro, abre o ano letivo esta segunda-feira. A demora na concluso das obras de levan-tamento das telhas de fibrocimento atrasaram o arraque das aulas.

    PG. 7

    Rita Guerra fecha as festas da Moitacom um concertono domingo, dia 21

    As ddivas de sangue comeam a escassear nos hospitais da regio. O alerta do INS confirmado ao semmais pela associao de dadores Benvolos de sangue, que adianta ter havido uma quebra de cem voluntrios. A retirada de isenes das taxas de acesso aos hospitais uma das razes apontadas.

    ABERTURA PG. 4

    Fotos: DR

    Advogados criticam caos no tribunal de setbal

    Falta sanguenos hospitais da regio

    IPS com seis cursos lotados quer chegar aos 90% ATUAL Seis cursos do Instituto Politcnico de Setbal lotaram as vagas disponveis na primeira fase do concurso nacional. Boa adeso, que no esconde a certeza do seu presidente, Pedro Dominguinhos, em atingir os 90 %.

    PG. 6

  • 2 ESPAO PBLICO Sbado 20 setembro 2014 www.semmaisjornal.com

    Ficha tcnicaDiretor: Raul Tavares; Editor-Chefe: Roberto Dores; Redao: Anabela Ventura, Antnio Lus, Cristina Martins, Marta David, Rita Perdigo, Roberto Dores; Dep. Comercial: Cristina Almeida (coordenao). Projeto Grfico: Edgar Melito/The Kitchen Media Nova Zelndia. Departamento Grfico: Natlia Mendes. Servios Administrativos e Financeiros: Mila Oliveira. Distribuio: Jos Ricardo e Carlos Lio. Propriedade e Editor: Mediasado, Lda; NIPC 506806537 Concesso Produto: Mediasado, Lda NIPC 506806537. Redao: Largo Jos Joaquim Cabecinha n8-D, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraa) 2910-564 Setbal. Telem.: 93 538 81 02. E-mail: redaao.semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado.pt. Administrao e Comercial: Telem.: 93 53 88 102; Impresso: Empresa Grfica Funchalense, SA Rua Capela Nossa Senhora Conceio, 50 Moralena 2715-029 Pro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (mdia semanal). Distribuio: VASP e Mediasado, Lda. Reg. ICS: 123090. Depsito Legal; 123227/98

    Recentemente as institui-es particulares de soli-dariedade social (IPSS) do

    Distrito de Setbal, foram infor-madas pelos servios da Segurana Social que era inteno daqueles servios proceder regularizao dos montantes relativos s compar-ticipaes recebidas indevidamente nos anos 2006/2008.

    Trata-se de uma iniciativa que no indita, na medida em que em 2008 as Instituies j tinham recebido ofcio idntico, sendo que durante oito anos o assunto este-ve pendente numa gaveta, no sendo considerado prioritrio.

    Em concreto, trata-se do ajus-tamento da comparticipao fi-nanceira da segurana social no mbito dos acordos de coopera-o celebrados com as IPSS ou equiparadas, acertos que decor-rem da variao da frequncia do nmero de utentes.

    Em termos prticos, a Segu-

    rana Social pretende recuperar verbas que foram pagas s IPSS em funo da frequncia real de utentes e no do nmero contra-tualizado.

    Em abstracto, luz de quem no conhece minimamente o fun-cionamento do Sector Social, a re-posio das verbas afigura-se como um princpio justo, na medida em que as instituies s devem re-ceber a comparticipao pelo n-mero real de utentes a quem pres-taram servio.

    No obstante o pequeno deta-lhe da cobrana estar a ser feita sobre o nmero de frequncias de utentes registados nos anos 2006 a 2008, no se consegue perceber passados oito anos como vir a ser realizada a validao dos re-gistos efetuados pelas IPSS e pela prpria Segurana Social e muito menos saber quais foram as ra-zes que estiveram na origem do assunto ter ficado pendurado,

    sendo que seria igualmente im-portante perceber quanto que o Estado devia ter devolvido s Ins-tituies pelas vagas contratuali-zadas e fazer-se correctamente o dito acerto de contas.

    Refere ainda o ofcio da Segu-rana Social, datado de 28 Agos-to do corrente ano, que para evi-tar que a reposio de verbas no constitua um fator desequilbrio financeiro para as instituies a mesma poder ser efetuada por um perodo de 6 meses, a iniciar no processamento de comparti-cipaes j do prximo ms de Ou-tubro, sendo que poder ser alte-rado o prazo desde que solicitado nos termos do Cdigo do Proce-dimento Administrativo.

    Naturalmente que, ao entrar--se numa lgica do deve e do ha-ver, o Estado se prepara para transformar o assunto em divida fiscal e, se o mesmo cair nas mos da Autoridade Tributria no te-

    nham quaisquer dvidas que ser tratado somente como deve e at ao final do corrente ano, o Sector Solidrio do Distrito de Setbal dar uma pequena ajuda para a reduo do dfice para os 2,5% do PIB inscrito no Oramento de 2015.

    Preparem-se as IPSS, pois a sustentabilidade das finanas no ser apenas uma preocupao do Estado, evocada somente em pe-rodos de emergncia; vai ser um objetivo permanente, sendo que quem gere a coisa pblica em circunstncia alguma dever per-mitir que sejam postos em causa valores bsicos como a credibili-dade e a confiana das instituies que representa.

    Gato escondido com o rabo de fora

    Paulo G. LourenoInvestigador Social

    A morte de um amigo

    Esta semana, uma notcia triste, mas infelizmente esperada, colheu-nos desamparados. A

    morte de um grande amigo, colega de profisso, que sempre nos havia habituado a um sorver de vida, de garra e de otimismo.

    Vi o Renato Rodrigues dias an-tes de este nos ter deixado. J total-mente combalido, doente, muito doente, e especialmente desanima-do. diferente olhar os olhos da pes-soa, v-lo e toc-lo. Meses a fio fui e fomos acompanhando a sua doen-a, que o decepou para a vida, nas redes sociais. H uma distncia in-sofismvel, um hiato humano que nos afasta da realidade.

    um espelho frgil, que quase nada agarra. Corre a informao, as noticias espalham-se com vertigem, consumam-se imprevistos, mas fal-ta a ligao humana.

    Escolho introduzir este pressu-posto das redes sociais para expli-car melhor a frustrao com que fi-quei por no ter acompanhado mais de perto o drama e o destino do Re-nas. E confirmar que ao contrrio do que quase sempre pensamos, nes-ta Era da globalizao, nada substi-tui o afeto e o calor humano. Os sen-timentos, que podem e devem ser expressos por palavras, vivificam na galxia da proximidade, precisam de outra dimenso.

    O Renato Rodrigues foi mais um da minha gerao de jornalistas que se amantizou com a carreira, com esta misso que vive do pulsar dos outros. De todos os outros. E abra-ou-a de forma inabalvel. Muitas vezes terico, gostava de dissertar sobre todos os temas, de uma boa discusso.

    Nunca o vi, porm, infestado pela virulncia do provincianismo. No se misturava com a pachorrenta la-dainha dos que fazem desta profis-so um ocaso. Uma passagem, ou trampolim. E com isso sempre me identifiquei.

    Agora partiu, amparado pela sua companheira e pelos muitos ami-gos que foi cultivando ao longa da sua vida to curta. Mas quero pen-sar que a viveu com a sua boa dis-posio contagiante, das suas tira-das a propsito e sempre com o hu-manismo e solidariedade que o ca-racterizava.

    Na verdade, o Renas foi e fi-cou. E onde quer que esteja esta-r certamente protegido no reino dos homens-bons. At sempre ca-marada!

    EDITORIALRaul Tavares

    Porque na poltica, como na literatura, a forma contedo, apoio Antnio Jos Seguro

    nas eleies primrias que o Partido Socialista realiza no prximo dia 28 de Setembro para a escolha do candidato socialista a primeiro mimistro.

    Confesso a minha surpresa pelo momento e pela forma como o ca-marada Antnio Costa se prestou a desafiar a liderana de Antonio Jos Seguro.

    Liderana que decorre de uma eleio que, democraticamente, legitimou o exerccio do seu man-dato e que se consolidou com duas vitrias consecutivas do PS, em menos de um ano, nas eleies au-trquicas e europeias.

    O Secretrio Geral do PS, An-tnio Jos Seguro, no obstante ter assumido a liderana do par-tido num momento de particular dificuldade, tem vindo de forma estruturada, firme, mas realista, a afirmar o projecto do PS assente na defesa do Estado Social como condio indispensvel para al-canarmos a Justia Social cuja matriz faz parte do ADN do PS.

    E tem combatido com deter-minao, coerncia e sensatez as polticas ultraliberais e autorit-rias de reduo cega da despesa que o actual governo tem vindo a prosseguir, com total insensibili-dade, e que tem comprometido de forma gritante e escandalosa as funes do Estado como regula-dor de uma sociedade justa e so-

    cialmente coesa, conduzindo o Pas para uma situao de maior po-breza, maior endividamento e maior desigualdade.

    No obstante, sabe-se l por-que razes e em nome de que va-lores avanou Antnio Costa para desafiar a liderana do camarada Antnio Jos Seguro.

    Ao que vem e o que se prope fazer?

    At agora a sua candidatura as-senta num vazio de ideias e numa

    total ausncia de substncia.Est escorada apenas na ima-

    gem, laboratorial e laboriosamen-te desenvolvida, de que estamos em presena do vencedor, do Ho-mem a quem o Pas se curva, do SALVADOR...

    Resulta tambm e lamentvel-mente, do rasgar do compromis-so, do rasgar do documento de es-tratgia poltica que subscreveu com Antnio Jos Seguro, no qual se definia como objectivo ser este o candidato do PS a primeiro mi-nistro...

    No presente temos como cer-to, to s, que a deciso de Ant-nio Costa, ao arrastar o PS para um processo de disputa interna e no qual, inevitvelmente, o parti-do