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  • Seminrio Mensal do Departamento

    Pessoal 9 de dezembro de

    2016

    Apresentadores: rica Nakamura Fbio Momberg Graziela Garcia Priscila Suzuki Fbio Gomes

  • Poderes do

    empregador

    restrio do uso do

    celular no ambiente

    de trabalho,

    cmeras de

    segurana e demais

    situaes

    Seminrio Mensal do Departamento Pessoal

    9 de dezembro de 2016

  • CLT Consolidao das Leis do Trabalho

    Art. 2 - Considera-se empregador a empresa, individual ou

    coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econmica, admite, assalaria e dirige a prestao pessoal de servio.

    PODER DE DIREO DO

    EMPREGADOR

    Seminrio Mensal do Departamento Pessoal

    9 de dezembro de 2016

  • Portanto, o empregador que assume, exclusivamente, os riscos da atividades

    econmica, possuindo o poder de organizar e controlar a prestao de servios.

    O poder de direo consiste no conjunto de prerrogativas conferidas ao empregador no

    sentido da direo da prestao de servios. Trata-se de um poder que decorre do

    prprio contrato de trabalho.

    Enquanto vigorar uma relao de emprego, fica o empregado subordinado ao seu

    empregador que, por sua vez, ter o poder de direo sobre esse trabalhador,

    possuindo assim direito no s sobre a pessoa do empregado, enquanto seu

    subordinado, como tambm sobre a atividade por ele exercida. J que, quando se

    celebra o contrato de trabalho com um empregado, o empregador define no s sobre a

    forma da prestao do servio ao qual o trabalhador deve realizar como tambm a

    durao de sua jornada de trabalho, salrio a receber, etc. Ou seja, define todo o

    funcionamento dessa relao trabalhista.

    Seminrio Mensal do Departamento Pessoal

    9 de dezembro de 2016

  • No entanto, os poderes conferidos aos empregadores no so absolutos. H

    limites legais que devem ser observados, com, por exemplo, a intimidade e a

    dignidade dos trabalhadores. Deve ser exercido em consonncia com os

    direitos e garantias a que fazem jus os empregados.

    O abuso no exerccio do poder de direo no deve ser aceito, o que faz com

    que o empregado possa a ele se opor, fazendo jus reparao na esfera

    material e moral.

    Assim, o exerccio aleatrio e desmedido do poder diretivo se traduz em abuso

    de direito, vez que viola preceitos legais de proteo ao trabalhador, bem

    como, fere a dignidade deste, gerando para o empregador o dever de indenizar

    de forma objetiva os eventuais danos morais experimentados pelo trabalhador.

    Seminrio Mensal do Departamento Pessoal

    9 de dezembro de 2016

  • PODER DE

    DIREO DO EMPREGADOR

    PODER DE

    ORGANIZAO

    PODER DE

    CONTROLE

    PODER

    DISCIPLINAR

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    9 de dezembro de 2016

  • PODER DE ORGANIZAO

    Consiste na distribuio as tarefas aos empregados, fixao do horrio de

    trabalho, utilizao de uniformes, etc.

    Dentro desse poder de organizao, pode-se acrescentar a possibilidade dada

    ao empregador de expedir ordens gerais, por meio do regulamento da empresa

    chamado de Poder Regulamentar.

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    9 de dezembro de 2016

  • PODER DE CONTROLE

    Por meio do controle, o empregador fiscaliza as tarefas executadas, verifica o

    cumprimento da jornada de trabalho e protege o seu patrimnio, mediante o

    controle de estoque, produtividade, etc.

    Isso se justifica pelo fato de ser o empregador quem assume os riscos de sua

    atividade. por isso, deve-se permitir que controle se os fatores de produo

    esto em regular e correto exerccio, para evitar prejuzos e falhas de sua

    responsabilidade.

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    9 de dezembro de 2016

  • PODER DISCIPLINAR

    O empregado est subordinado s ordens dadas pelo empregador, como

    forma de dinamizar e organizar os trabalhos desenvolvidos na empresa. Se

    verificada a desobedincia s regras impostas, cabero as seguintes

    penalidade:

    - Advertncias - verbal ou escrita

    - Suspenses Disciplinares

    - Justa Causa

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    9 de dezembro de 2016

  • Advertncia verbal

    Chamar a ateno do empregado das faltas cometidas por ele. Convoc-lo ao

    compromisso e responsabilidade inerentes sua funo.

    Advertncia escrita

    Similar verbal, mas documentada. Descrio do ato faltoso e das

    consequncias que esse ato pode gerar ao empregado. Se o empregado se

    recusar a assinar, deve ser lida na sua presena e de duas testemunhas, que

    assinam, e confirmada por telegrama.

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    9 de dezembro de 2016

  • Suspenso disciplinar

    Aplicada a fatos mais graves, pois descontada do salrio do empregado,

    sendo considerada falta injustificada.

    Deve ser aplicada com moderao e razoabilidade.

    limitada a 30 (trinta) dias, mas aconselha-se que seja curta.

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    9 de dezembro de 2016

  • As punies disciplinares que antecedem a dispensa por justa causa servem

    para alertar o empregado de que o seu empregador no est satisfeito com o

    seu comportamento desidioso e que est dando a oportunidade para ele se

    corrigir, antes de tomar uma atitude mais drstica.

    A despedida por justa causa medida extrema, que traz prejuzos ao

    empregado. Por isso, sua aplicao deve se restringir queles casos em que

    h prova inequvoca da ocorrncia de algumas das

    situaes previstas no artigo 482 da CLT.

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    9 de dezembro de 2016

  • A penalidade aplicada deve ser proporcional falta cometida

    Faltas leves - punies leves

    Faltas mdias - punies mdias

    Faltas graves - punies graves

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    9 de dezembro de 2016

  • Deve-se ressaltar que no h obrigatoriedade de uma passagem gradual entre

    as penalidades anteriores, ou seja, se, por exemplo, o empregado estiver

    desviando dinheiro da empresa, ou agredir fisicamente seu empregador, no

    h a necessidade de aplicao da advertncia em primeiro lugar.

    Alm disso, cabe Justia do Trabalho julgar apenas a validade da punio

    aplicada, ou seja, manter ou anular a punio. O juiz do trabalho no poder

    interferir no poder diretivo do empregador, para reduzir ou ampliar a punio

    imposta. Por exemplo: reduzir a pena de suspenso disciplinar de 20 dias para

    advertncia por escrito.

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    9 de dezembro de 2016

  • Uso de celular no ambiente de trabalho

    Para a questo da utilizao de aparelho celular nas dependncias da empresa,

    recomendamos que a esta elabore uma norma interna, na qual descreva todas as

    regras, de forma clara, sobre possibilidades, lugares e momentos em que ser

    permitido ou no o uso de aparelho celular, dando cincia a todos os empregados do

    seu contedo.

    Poder a empresa, ainda, estabelecer a possibilidade da utilizao do celular pelos

    empregados em um lugar reservado e em determinados horrios.

    Alm disso, se a empresa tem por objetivo proibir totalmente o uso de aparelho celular

    no local de trabalho, alm de tal vedao ser estabelecida em norma interna, o

    empregador dever proporcionar que os trabalhadores tenham acesso utilizao de

    um telefone para casos de urgncia, tanto para receber quanto para realizar ligaes,

    quando necessrio

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    9 de dezembro de 2016

  • Fiscalizao do email corporativo

    Prevalece o entendimento no mbito da Justia do Trabalho de que se o email

    da empresa (corporativo), utilizado como ferramenta de trabalho, h a

    possibilidade de fiscalizao, pois responsabilidade da prpria empresa

    verificar o contedo dessas mensagens.

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    9 de dezembro de 2016

  • Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - E-

    MAIL CORPORATIVO - ACESSO PELO EMPREGADOR SEM A ANUNCIA

    DO EMPREGADO - PROVA ILCITA NO CARACTERIZADA.

    Consoante entendimento consolidado neste Tribunal, o e-mail corporativo ostenta

    a natureza jurdica de ferramenta de trabalho, fornecida pelo empregador ao

    seu empregado, motivo pelo qual deve o obreiro utiliz-lo de maneira adequada,

    visando obteno da maior eficincia nos servios que desempenha. Dessa

    forma, no viola os arts. 5 , X e XII , da Carta Magna a utilizao, pelo empregador, do

    contedo do mencionado instrumento de trabalho, uma vez que cabe quele que

    suporta os riscos da atividade produtiva zelar pelo correto uso dos meios que

    proporciona aos seus subordinados para o desempenho de suas funes. No se h de

    cogitar, pois, em ofensa ao direito de intimidade do reclamante. Agravo de instrumento

    desprovido.

    TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA AIRR

    1640408620035010051 164040-86.2003.5.01.0051 (TST)

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    9 de dezembro de 2016

  • Por outro lado, no tocante verificao de e-mail pessoal ou particular do

    empregado, no possvel a fiscalizao pelo empregador do contedo

    contido nas mensagens enviadas e recebidas durante o seu horrio de

    trabalho, muito menos dos endereos que foram utilizados para o envio e o

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