segundo módulo - aula 16 - penas e gozos futuros

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  • 1.

2. 3.

  • O arrependimento tanto pode se dar no mundo corporal como no espiritual, dependendo do esprito bem compreender a diferena entre o bem e o mal.
  • Quando o arrependimento ocorre no plano espiritual, o esprito compreende as imperfeies que o impedem de ser feliz e, por isso, aspira a uma nova existncia em que possa expiar suas faltas.
  • Quando se d no plano corporal, possibilita que o esprito progrida j na vida atual, reparando suas faltas na mesma existncia.

4.

  • O esprito tem que progredir sempre. Aquele que, nesta vida, s tem o instinto do mal, noutra ter o do bem,pois para isso nascer muitas vezes.
  • A diferena est em que uns gastam menos tempo que outros, porque assim o querem. O que s tem o instinto do bem j se purificou do mal que tenha tido em anterior existncia.

5.

  • O homem que no reconheceu suas faltas durante a vida sempre as reconhece depois da morte e, ento, mais sofre, porque sente em si todo o mal que praticou ou de que foi voluntariamente causa.
  • O arrependimento nem sempre imediato. H, no entanto, espritos que se obstinam em permanecer no mau caminho, no obstante os sofrimentos por que passam. Cedo ou tarde, reconhecero o erro e o arrependimento vir. Para esclarec-los, trabalham os bons Espritos.

6.

  • H Espritos que, sem serem maus, de coisa alguma til se ocupam. Nesse caso, sofrem proporcionalmente, pois, devendo em tudo haver progresso, neles o progresso se manifesta pela dor.
  • Os espritos que vem o mal que lhes resulta de suas imperfeies e agravam suas situaes, prolongando o estado de inferioridade em que se encontram fazendo o mal, so aqueles de tardio arrependimento.
  • Pode tambm acontecer que, depois de se haver arrependido, o Esprito se deixe arrastar de novo para o caminho do mal, por outros espritos ainda mais atrasados.

7.

  • Vem-se Espritos, de notria inferioridade, acessveis aos bons sentimentos e sensveis s preces que por eles se fazem. Como se explica que outros Espritos, que devramos supor mais esclarecidos, revelam um endurecimento e um cinismo, dos quais coisa alguma consegue triunfar?
  • "A prece s tem efeito sobre o Esprito que se arrepende. Com relao aos que, impelidos pelo orgulho, se revoltam contra Deus e persistem nos seus desvarios, chegando mesmo a exager-los, como o fazem alguns desgraados Espritos, a prece nada pode e nada poder, seno no dia em que um claro de arrependimento se produza neles.

8.

  • No se deve perder de vista que o Esprito no se transforma subitamente, aps a morte do corpo. Se viveu vida condenvel, porque era imperfeito. Ora, a morte no o torna imediatamente perfeito. Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas opinies, em seus preconceitos, at que se haja esclarecido pelo estudo, pela reflexo e pelo sofrimento.
  • A expiao se cumpre no estado corporal ou no estado espiritual?
  • "A expiao se cumpre durante a existncia corporal, mediante as provas a que o Esprito se acha submetido e, na vida espiritual, pelos sofrimentos morais, inerentes ao estado de inferioridade do Esprito.

9.

  • Basta o arrependimento durante a vida para que as faltas do Esprito se apaguem e ele ache graa diante de Deus?
  • "O arrependimento concorre para a melhoria do Esprito, mas ele tem que expiar o seu passado.
  • Se, diante disto, um criminoso dissesse que, cumprindo-lhe, em todo caso, expiar o seu passado, nenhuma necessidade tem de se arrepender, que o que da lhe resultaria?
  • "Tornar-se mais longa e mais penosa a sua expiao, desde que ele se torne obstinado no mal.

10.

  • J desde esta vida poderemos ir resgatando as nossas faltas?
  • "Sim, reparando-as. Mas, no creiais que as resgateis mediante algumas privaes pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes, depois que morrerdes, quando de nada mais precisais. Deus no d valor a um arrependimento estril, sempre fcil e que apenas custa o esforo de bater no peito. A perda de um dedo mnimo, quando se esteja prestando um servio, apaga mais faltas do que o suplcio da carne suportado durante anos, com objetivo exclusivamente pessoal.

11.

  • "S por meio do bem se repara o mal e a reparao nenhum mrito apresenta, se no atinge o homem nem no seu orgulho, nem no seus interesses materiais.
  • "De que serve, para sua justificao, que restitua, depois de morrer, os bens mal adquiridos, quando se lhe tornaram inteis e deles tirou todo o proveito?

12.

  • De que lhe serve privar-se de alguns gozos fteis, de algumas superfluidades, se permanece integral o dano que causou a outrem?
  • "De que lhe serve, finalmente, humilhar-se diante de Deus, se, perante os homens, conserva o seu orgulho?"
  • Nenhum mrito haver em assegurarmos, para depois de nossa morte, emprego til aos bens que possumos?

13.

  • "Nenhum mrito no o termo. Isso sempre melhor do que nada. A desgraa, porm, que aquele, que s depois de morto d, quase sempre mais egosta do que generoso.
  • Quer ter o fruto do bem, sem o trabalho de pratic-lo. Duplo proveito tira aquele que, em vida se priva de alguma coisa; o mrito do sacrifcio e o prazer de ver felizes os que lhe devem a felicidade. Mas, l est o egosmo a dizer-lhe:

14.

  • O que ds tiras aos teus gozos; e, como o egosmo fala mais alto do que o desinteresse e a caridade, o homem guarda o que possui, pretextando suas necessidades pessoais e as exigncias da sua posio!
  • Ah! Lastimai aquele que desconhece o prazer de dar; acha-se verdadeiramente privado de um dos mais puros e suaves gozos. Submetendo-o prova da riqueza, to escorregadia e perigosa para o seu futuro, houve Deus por bem conceder-lhe, como compensao, a ventura da generosidade, de j neste mundo pode gozar.

15.

  • Que deve fazer aquele que, em artigo de morte, reconhece suas faltas, quando j no tem tempo de as reparar? Basta-lhe nesse caso arrepende se? "O arrependimento lhe apressa a reabilitao, mas no o absolve. Diante dele no se desdobra o futuro, que jamais se lhe tranca?

16. 17.

  • Tudo no Universo se rege por leis que revelam a sabedoria e a bondade de Deus. Assim tambm a durao dos sofrimentos do culpado na vida futura.
  • A durao e a natureza dos sofrimentos dependem do tempo necessrio para que o culpado se melhore. medida que progride e que os seus sentimentos se depuram, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza (So Lus).

18.

  • Para o esprito sofredor, o tempo parece mais longo, pois para ele no existe o sono. Para os espritos que j chegaram a certo grau de purificao, o tempo se apaga diante do infinito.
  • O esprito no pode ser eternamente mau, sem jamais se arrepender e melhorar, por isso seus sofrimentos so temporrios. Deus no criou seres destinados a permanecerem perpetuamente no mal.

19.

  • Cedo ou tarde, o esprito sente a vontade de progredir, pois irresistvel a necessidade de sair da inferioridade e se tornar feliz.
  • Sbia e magnnima a lei que rege a durao das penas, porquanto subordina essa durao aos esforos do esprito. Jamais o priva do seu livre-arbtrio. Se deste faz ele mau uso, sofre as conseqncias (So Lus).

20.

  • No h espritos que nunca se arrependam de seus erros. H aqueles cujo arrependimento se manifesta tardiamente. Pretender que nunca se melhoraro seria negar a lei do progresso (So Lus).
  • Ao esprito podem ser impostas penas por determinado tempo. Mas, Deus, que s quer o bem de suas criaturas, acolhe sempre o arrependimento e infrutfero jamais fica o desejo que o esprito manifeste de se melhorar (So Lus).

21.

  • Questo 1.009 - "Assim, as penas impostas jamais o so por toda a eternidade?
  • O Espiritismo d ao ser humano uma explicao racional para as penas futuras. Se as penas fossem eternas, teramos um Deus vingativo e cruel, inflexvel e punitivo, um Deus, inferior ao ser humano, que capaz de perdoar. Eis aqui uma das inconsistncias da crena nas penas futuras.

22.

  • Segunda inconsistncia: se Deus tem conhecimento do passado, do presente e do futuro, tem conhecimento de que aquele esprito falhar em suas provas e portanto o criou para errar e falhar. Onde fica a justia de Deus?
  • Com a teoria das penalidades relativas tudo isso se justifica. Deus d ao homem o livre-arbtrio e a oportunidade de reparar seus erros e se firmar no bem. Atravs de seu prprio esforo o ser humano vai se melhorando.

23.

  • A palavra eterno freqentemente empregada, na linguagem comum, com uma significao figurada, para designar uma coisa de longa durao e da qual no se prev o fim, embora se saiba que ele existe. Esta a conotao que devemos dar as penas eternas. Aquele que passa por elas, parece-lhe que so eternas pois m sua inferioridade no lhe permitem ver a extremidade do caminho, acreditam sofrer sempre, e isso para eles uma punio.
  • Alguns telogos comea, a admitir a teoria acima e que de fato a palavra eterno pode se referir aos castigos, em si mesmos, como conseqncia de uma lei imutvel, e no a sua aplicao a cada individuo.

24.

  • OsEspritos superioresensinam que s o bem eterno, porque a essncia de Deus, e que o mal ter um fim.
  • Por conseqncia deste princpio, combatem adoutr

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