segundo módulo - aula 15 - penas e gozos futuros

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  • 1.

2. 3.

  • Por que tem o homem, instintivamente, horror ao nada?
  • "Porque o nada no existe.
  • Donde nasce, para o homem, o sentimento instintivo da vida futura?
  • "J temos dito: antes de encarnar, o Esprito conhecia todas essas coisas e a alma conserva vaga lembrana do que sabe e do que viu no estado espiritual.
  • Em todos os tempos, o homem se preocupou com o seu futuro para l do tmulo e isso muito natural.

4.

  • Qualquer que seja a importncia que ligue vida presente, no pode ele furtar-se a considerar quanto essa vida curta e, sobretudo, precria, pois que a cada instante est sujeita a interromper-se, nenhuma certeza lhe sendo permitida acerca do dia seguinte
  • Que ser dele, aps o instante fatal? Questo grave esta, porquanto no se trata de alguns anos apenas, mas da eternidade. Aquele que tem de passar longo tempo, em pas estrangeiro, se preocupa com a situao em que l se achar. Como, ento, no nos havia de preocupar a em que nos veremos, deixando este mundo, uma vez que para sempre ?

5.

  • A idia do nada tem qualquer coisa que repugna razo. O homem que mais despreocupado seja durante a vida, em chegando o momento supremo, pergunta a si mesmo o que vai ser dele e, sem o querer, espera.
  • Crer em Deus, sem admitir a vida futura, fora um contra-senso. O sentimento de uma existncia melhor reside no foro ntimo de todos os homens e no possvel que Deus a o tenha colocado em vo.
  • A vida futura implica a conservao da nossa individualidade, aps a morte. Com efeito, que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essncia moral houvesse de perder-se no oceano do infinito? As conseqncias, para ns, seriam as mesmas que se tivssemos de nos sumir no nada.(edio FEB)

6. 7.

  • A crena na existncia de penas e recompensas futuras provm do pressentimento que o esprito traz ao reencarnar. a voz interior quem lhe diz.
  • No momento da morte, cada um pode ser tomado por um sentimento diferente: os cticos, pela dvida; os culpados, pelo temor e os homens de bem, pela esperana.
  • Embora trazendo o sentimento da vida espiritual, alguns homens deixam-se dominar pelo orgulho, que o fazem sentirem-se espritos fortes. No momento da morte, porm, vem a decepo.

8.

  • Comentrio de Allan Kardec:
  • A responsabilidade dos nossos atos a conseqncia da realidade da vida futura. Dizem-nos a razo e a justia que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, no podem estar confundidos os bons e os maus. No possvel que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros s alcanam com esforo e perseverana.
  • A idia que, mediante a sabedoria de Suas leis, Deus nos d de Sua justia e de Sua bondade no nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a Seus olhos, nemduvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso que o sentimento inato que temos da justia nos d a intuio das penas e recompensas futuras.

9. 10.

  • Sendo portador da bondade infinita, Deus, em momento algum, deixa de se ocupar com suas criaturas, por pequeninas que sejam.
  • Para recompensar ou punir nossos atos, Deus estabeleceu suas leis, que regem todas as nossas aes. So elas que definem o que certo e errado e quais as conseqncias pelo seu cumprimento ou violao.
  • Comentrio de Allan Kardec:
  • Todas as nossas aes esto submetidas s leis de Deus. nenhuma h, por mais insignificante que nos parea, que no possa ser uma violao daquelas leis. Se sofremos conseqncias dessa violao, s nos devemos queixar de ns mesmos, que desse modo nos fazemos os causadores da nossa felicidade, ou da nossa infelicidade futuras.

11.

  • Esta verdade se torna evidente por meio do aplogo seguinte:
  • "Um pai deu a seu filho educao e instruo, isto , os meios de se guiar. Cede-lhe um campo para que o cultive e lhe diz: Aqui esto a regra que deves seguir e todos os instrumentos necessrios a tornares frtil este campo e assegurares a tua existncia. Dei-te a instruo, para compreenderes esta regra. Se a seguires, teu campoproduzir muito e te proporcionar o repouso na velhice. Se a desprezares, nada produzir e morrers de fome. Dito isso, deixa-o proceder livremente.

12.

  • No verdade que esse campo produzir na razo dos cuidados que forem dispensados sua cultura e que toda negligncia redundar em prejuzo da colheita? Na velhice, portanto, o filho ser ditoso, ou desgraado, conforme haja seguido ou no a regra que seu pai lhe traou.
  • Deus ainda mais previdente, pois que nos adverte, a cada instante, de que estamos fazendo bem ou mal. Envia-nos os Espritos para nos inspirarem, porm no os escutamos.
  • H mais esta diferena: Deus faculta sempre ao homem, concedendo-lhe novas existncias, recursos para repararseus erros passados, enquanto ao filho de quem falamos, se empregou mal o seu tempo, nenhum recurso resta.

13. 14.

  • Nada tm de carnal as penas e gozos da alma depois da morte.
  • O homem faz uma idia bastante grosseira da vida futura.
  • A felicidade dos bons espritos consiste em conhecerem todas as coisas.
  • A satisfao causada pelas necessidades materiais apenas um gozo animal, que o homem passa nos estgios mais grosseiros de sua evoluo.
  • Os puros no vivem uma vida de contemplao; do emprego til inteligncia que aprenderam.
  • Os espritos inferiores desejam todos os gozos, sem poder obt-los, ai est sua tortura.

15.

  • Da parte dos Espritos bons, sempre boa a influencia que exercem sobre os outros. os perversos entretanto procuram desviar da senda do bem e do arrependimento aqueles que lhes parecem suscetveis de se deixarem influenciar e que so muitas vezes os que eles mesmos arrastaram ao mal durante a vida terrestre.
  • A morte no nos livra das tentaes, entretanto a ao dos maus espritos sempre menor sobre os outros Espritos do que sobre os homens, porque lhes falta o auxlio das paixes materiais.

16.

  • H a considerar um outro lado da questo: que se as paixes no existem materialmente, no Esprito, existem em pensamento. Os maus do pasto a esses pensamentos. O avarento v o ouro que no pode possuir, o devasso orgias em que no pode tomar parte; o orgulhoso, honras que lhe causam inveja, Existem Espritos atrasados que do viso aos seus maus pensamentos conduzindo suas vitimas aos lugares onde se lhes oferea o espetculo das paixes que querem neles excitar.
  • No h descrio possvel dos sofrimentos maiores a que os Espritos maus se vem sujeitos, como punio por certos crimes. Mesmo os que sofrem teriam dificuldade em nos dar uma idia. Todavia, a crena na existncia de um "fogo eterno" no passa de uma imagem criada para servir de freio s paixes humanas, que por sinal no deu resultado algum, mesmo entre os que a ensinaram.

17.

  • Os Espritos inferiores compreendem a felicidade do justo?
  • R: Sim, e isso o que os tortura, pois compreendem que esto privados dela por sua prpria culpa. por isso que o Esprito liberto da matria aspira a uma nova existncia corprea, pois cada existncia poder abreviar , se for bem empregada, a durao desse suplcio. ento que ele escolhe as provas que podero expiar suas culpas. Porque, ficai sabendo, o Esprito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador involuntrio, por todo o bem que, tendo podido fazer, no o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer. O Esprito errante no est mais envolvido pelo vu da matria: como se tivesse sado de um nevoeiro e v o que o distancia da felicidade; ento sofre ainda mais, porque compreende quanto culpado. Para ele no existe mais a iluso: v a realidade das coisas.

18.

  • O esprito, na erraticidade, abrange na sua viso, de um lado, todas as suas existncias passadas, e do outro o futuro prometido, compreendendo o que lhe falta para atingi-lo. Como um viajante que chegou ao cume de uma montanha, v a rota percorrida e o que falta para chegar ao seu destino.
  • Ver os Espritos que sofrem no para os bons uma causa de aflio , e nesse caso em que se transforma a sua felicidade assim perturbada?
  • R: Isso no uma aflio, pois eles sabem que o mal ter um fim e ajudam os outros no seu aperfeioamento, estendendo-lhes a mo: essa a sua ocupao e um gozo quando obtm xito.

19.

  • Concebe-se isso da parte dos Espritos estranhos ou indiferentes, mas a viso das dores e dos sofrimentos dos que lhe foram caros na Terra no lhes perturba a felicidade?
  • R: Se eles no vissem esses sofrimentos, vos seriam estranhos aps a morte. Ora, a religio vos diz que as almas vos vem mas consideram as vossas aflies de outro ponto de vista, pois sabem que os vossos sofrimentos so teis para o vosso adiantamento, desde que os suporteis com resignao. Eles se afligem mais com a falta de coragem que vos atrasa do que com os sofrimentos que sabem ser passageiros.
  • Os Espritos no podem ocultar-se reciprocamente os pensamentos e todos os atos da vida sendo conhecidos, segue-se que o culpado est sempre na presena da vtima?
  • R: Isso no pode ser de outra maneira, diz o bom senso.

20.

  • Essa revelao de todos os atos repreensveis e a presena constante das vtimas sero um castigo para o culpado?

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