segredos & segredos. segredos de empresa segredos da administração

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  • Segredos & Segredos
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  • Segredos de Empresa Segredos da Administrao
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  • Segredo de Empresa (1) Art. 195 da Lei 9.279/96 Comete crime de concorrncia desleal quem.... XI - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorizao, de conhecimentos, informaes ou dados confidenciais, utilizveis na indstria, comrcio ou prestao de servios, excludos aqueles que sejam de conhecimento pblico ou que sejam evidentes para um tcnico no assunto, a que teve acesso mediante relao contratual ou empregatcia, mesmo aps o trmino do contrato;
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  • Segredo de Empresa (1) Art. 195 da Lei 9.279/96 Comete crime de concorrncia desleal quem.... XII - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorizao, de conhecimentos ou informaes a que se refere o inciso anterior, obtidos por meios ilcitos ou a que teve acesso mediante fraude ;
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  • Segredo de Empresa (1) 1. Inclui-se nas hipteses a que se referem os incisos XI e XII o empregador, scio ou administrador da empresa, que incorrer nas tipificaes estabelecidas nos mencionados dispositivos.
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  • Segredo de Empresa (1-b) O crime de quem passa o segredo Comete crime de concorrncia desleal quem.... XI - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorizao, de conhecimentos, informaes ou dados confidenciais, utilizveis na indstria, comrcio ou prestao de servios, excludos aqueles que sejam de conhecimento pblico ou que sejam evidentes para um tcnico no assunto, a que teve acesso mediante relao contratual ou empregatcia, mesmo aps o trmino do contrato;
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  • Segredo de Empresa (1-C) O crime de quem passa ou recebe o segredo Inclui-se nas hipteses a o empregador, scio ou administrador da empresa, que incorrer nas tipificaes estabelecidas nos mencionados dispositivos.
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  • Segredo de Empresa (2) Divulga, explora ou utiliza-se Divulgar = lanar a informao em disponibilidade pblica, reduzindo ou eliminando a vantagem concorrencial, como o repassar a terceiros, especialmente a concorrentes, eliminando tal vantagem em face do recipiente.
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  • Segredo de Empresa (3) Divulga, explora ou utiliza-se Explorar utilizar-se das informaes para proveito prprio ainda que sem utilizar-se diretamente.
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  • Segredo de Empresa (4) Divulga, explora ou utiliza-se Os atos descritos importam em crime; outros atos, alm destes, podem ser tidos como ilcitos civis, tais como o apropriar-se das informaes, sem delas utilizar-se, privando o interessado de sua explorao. Estes so crimes de concorrncia. A utilizao, fora do mbito da concorrncia, certamente no crime, e muito menos ilcito. A informao tecnolgica no patenteada, ela mesma (excluindo a hiptese de outros ilcitos intercorrentes), no objeto de propriedade, ou uso exclusivo. O que vedado, aqui, a prtica de atos lesivos concorrncia.
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  • Segredo de Empresa (5) sem autorizao O ilcito requer a ausncia de autorizao, ou o excesso em face a uma autorizao limitada, inclusive contratual. A autorizao presume assim cesso de oportunidade de mercado, consistente na transferncia de meios tecnolgicos, comerciais ou de outra natureza, a concorrente atual ou potencial. O ilcito, reversamente, a apropriao ilcita desta oportunidade.
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  • Segredo de Empresa (6) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais No se trata aqui de bens materiais; os bens tutelados so intangveis, expressos ou no em forma escrita. Mesmo o conhecimento intelectual sujeito tutela legal, pois no sua natureza materializada que relevante, mas sim seu valor concorrencial.
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  • Segredo de Empresa (6) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais >Tribunal de Justia do RS Agravo de instrumento n 70003360567, dcima quarta cmara cvel, Tribunal de Justia do RS, relator: Des. Joo Armando Bezerra Campos, julgado em 14/03/02. EMENTA: Agravo de instrumento. Registro perante o INPI. Questo prejudicial. Suspenso do processo. Intimao para retificao de conduta. Segredo de justia. Eventual concesso de carta de patente no constitui questo prejudicial a autorizar a suspenso do processo, ausente qualquer das hipteses elencadas no art-265, inc-iv, do Cdigo de Processo Civil. No obstante o sigilo industrial que se pretende resguardar, a matria "sub judice" no se adeqa as hipteses previstas no ordenamento jurdico. Diante da inexistncia da efetiva intimao pessoal do agravado para cumprimento de medida retificatria, merece provimento o agravo neste ponto. Agravo parcialmente provido.
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  • Segredo (de justia) CPI/96 - Art. 206. Na hiptese de serem reveladas, em juzo, para a defesa dos interesses de qualquer das partes, informaes que se caracterizem como confidenciais, sejam segredo de indstria ou de comrcio, dever o juiz determinar que o processo prossiga em segredo de justia, vedado o uso de tais informaes tambm outra parte para outras finalidades. Lei do Software - 4. Na hiptese de serem apresentadas, em juzo, para a defesa dos interesses de qualquer das partes, informaes que se caracterizem como confidenciais, dever o juiz determinar que o processo prossiga em segredo de justia, vedado o uso de tais informaes outra parte para outras finalidades.
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  • Segredo de Empresa (7) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais O princpio constitucional da liberdade de trabalho apresenta aqui especial importncia. Se o conhecimento se incorpora pessoa, como se restringir a movimentao do engenheiro, do tcnico, ou empregado em geral? A lei trabalhista veda a competio do empregado durante toda a relao pertinente (art. 483, alnea h da CLT).
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  • Segredo de Empresa (8) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais Know how = superao do risco tcnico do uso de um determinado mtodo de produo; o valor da eliminao deste risco se integra diretamente no ativo no contabilizvel da empresa como uma vantagem sobre os competidores que, mesmo dispondo de vontade gerencial e capacitao tecnolgica, teriam de submeter-se aos azares da criao autnoma.
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  • Segredo de Empresa (9) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais O conjunto protegvel pela lei em vigor o conjunto de informaes, fixadas ou no em qualquer meio, suscetveis de transmisso a terceiros, constituindo qualquer dos seguintes conjuntos: 1. as informaes tcnicas que um engenheiro ou especialista no setor produtivo normalmente detm, que integram o estado da tcnica; 2. o conjunto dos dados disponveis sobre uma rea tecnolgica, protegidos ou no por patente. 3. os resultados de pesquisas, ainda no divulgados. 4. os conhecimentos tcnicos, da ordem emprica, que representam a superao do risco tcnico do uso de um determinado mtodo de produo.
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  • Segredo de Empresa (10) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais Confidencialidade. Dois elementos devem ser levados em conta: a materialidade do segredo - que as informaes pertinentes no sejam de domnio geral, ou pelo menos, do concorrente - e a manifestao de uma inteno de reserva delas em face a sua utilizao na concorrncia. Se h a inteno de reserva, mas as fontes da informao so livremente acessveis, segredo no h. Mas se a matria no acessvel, a presena ou ausncia da inteno manifestada de reserva essencial. Em outras palavras, salvo a vontade manifesta (e no presumida pelo fato de ser empresa em concorrncia) em meios e controles, no h tutela jurdica das informaes.
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  • Segredo de Empresa (11) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais Confidencialidade. A relao de confidencialidade, prvia transferncia ou constituio do segredo, assim parte do requisito subjetivo de proteo: a inteno de manter o sigilo deve ser exteriorizada numa relao entre as partes de carter confidencial. Na relao de emprego, a confidencialidade um pressuposto legal; em outros casos, ela tem de ser regulada obrigacionalmente. Assim, se no demonstrada, com base em lei ou num lao obrigacional especfico, a confidencialidade, em seu aspecto objetivo e subjetivo, no h que se falar em ilcito.
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  • Segredo de Empresa (12) conhecimentos, informaes ou dados confidenciais Confidencialidade. Por exemplo, no contexto de uma subcontratao: Sigilo As informaes tcnicas e comerciais recebidas do contratante, assim como aquelas geradas pelo contratado principal e pelo prprio subcontratado durante a execuo de suas respectivas obrigaes e para o propsito destas no devem ser repassadas a terceiros sem expressa autorizao do contratante, nem divulgadas entre o seu prprio pessoal alm do estritamente necessrio para a execuo do contrato. O contratado principal e seus subcontratados estabelecero medidas, aprovadas pelo contratante, para que tal obrigao se estenda aos administradores, scios, empregados e terceiros que possam ter acesso s informaes mencionadas, no s durante o perodo de suas funes ou empregos, mas tambm por um prazo razovel posterior. O contratado e o subcontratados devero seguir um programa de segurana fsica de sigilo, a ser aprovado pelo contratante. Quando pertinente, os regulamentos oficiais de salvaguarda de assuntos sigilosos se aplicam na mesma extenso
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  • Segredo de Empresa (13) utilizveis na indstria, comrcio ou prestao de servios O requisito aqui que o conjunto de informaes seja de natureza concorrencial - utilizvel por um dos ramos da atividade econmica. A expresso da lei, utilizveis, cobre tanto as informaes efetivamente j utilizadas - um procedimento de fabricao ou dados sobre clientes - qua