scarlet - cronicas lunares - vo - marissa meyer

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Cronicas Lunares

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  • DADOS DE COPYRIGHT

    Sobre a obra:

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    Sobre ns:

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    "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando por dinheiro epoder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo nvel."

  • Para mame e papai, meus torcedores mais dedicados.

  • Sumrio

    Para pular o Sumrio, clique aqui.

    LIVRO UM

    Captulo Um

    Captulo Dois

    Captulo Trs

    Captulo Quatro

    Captulo Cinco

    Captulo Seis

    Captulo Sete

    Captulo Oito

    Captulo Nove

    Captulo Dez

    LIVRO DOIS

    Captulo Onze

    Captulo Doze

    Captulo Treze

    Captulo Catorze

    Captulo Quinze

    Captulo Dezesseis

    Captulo Dezessete

    Captulo Dezoito

    Captulo Dezenove

    Captulo Vinte

    Captulo Vinte e Um

    Captulo Vinte e Dois

    Captulo Vinte e Trs

    LIVRO TRS

  • Captulo Vinte e Quatro

    Captulo Vinte e Cinco

    Captulo Vinte e Seis

    Captulo Vinte e Sete

    Captulo Vinte e Oito

    Captulo Vinte e Nove

    Captulo Trinta

    Captulo Trinta e Um

    Captulo Trinta e Dois

    Captulo Trinta e Trs

    Captulo Trinta e Quatro

    LIVRO QUATRO

    Captulo Trinta e Cinco

    Captulo Trinta e Seis

    Captulo Trinta e Sete

    Captulo Trinta e Oito

    Captulo Trinta e Nove

    Captulo Quarenta

    Captulo Quarenta e Um

    Captulo Quarenta e Dois

    Captulo Quarenta e Trs

    Captulo Quarenta e Quatro

    Captulo Quarenta e Cinco

    Captulo Quarenta e Seis

    Captulo Quarenta e Sete

    Agradecimentos

    Crditos

    A Autora

  • LIVROUm

    Ela no sabia que o lobo era um tipo de animal perverso e no teve medo dele.

  • CAPTULO

  • Um

    SCARLET ESTAVA POUSANDO NO BECO ATRS DA TAVERNA RIEUX quando seutablet apitou no banco do carona e uma voz automatizada soou em seguida: Comunicado paramademoiselle Scarlet Benoit do Departamento de Pessoas Desaparecidas da Polcia de Toulouse.

    Com o corao disparado, ela desviou a nave bem a tempo de evitar que o boreste raspasse naparede de pedra e, ento, manteve o freio pressionado at que parasse completamente. Scarletdesligou o motor ao mesmo tempo que pegava o tablet largado de lado. A plida luz azul serefletiu nos controles do cockpit.

    Tinham encontrado alguma coisa.A polcia de Toulouse devia ter encontrado alguma coisa. Aceito! gritou ela, praticamente esmagando o tablet com os dedos.Ela esperava uma mensagem de vdeo do detetive encarregado do caso da av, mas s

    recebeu um arquivo de texto sem sentido.

    28 AGO 126 T.E.RE: ID CASO #AIG00155819, ARQ. 11 AGO 126 T.E.ESTE COMUNICADO PARA INFORMAR SCARLET BENOIT, DE RIEUX, FRANA,FEDERAO EUROPEIA, DE QUE, S 15H42 DO DIA 28 DE AGOSTO DE 126, OCASO DE DESAPARECIMENTO DE MICHELLE BENOIT, DE RIEUX, FRANA,FEDERAO EUROPEIA, FOI ARQUIVADO DEVIDO FALTA DE PROVASSUFICIENTES DE VIOLNCIA OU DELITO NO ESPECFICO. CONJECTURA:PESSOA(S) FOI(RAM) EMBORA POR VONTADE PRPRIA E/OU SUICDIO.CASO ENCERRADO.AGRADECEMOS O APOIO NOSSA INVESTIGAO.

    A mensagem veio seguida de um vdeo corporativo da polcia lembrando a todos os pilotos denaves de entrega que tomassem cuidado e usassem os equipamentos de segurana enquanto osmotores permanecessem ligados.

    Scarlet ficou olhando para a telinha at as palavras virarem uma mancha em preto e branco eo piso da nave quase sumir debaixo de seus ps. O painel de plstico atrs da tela estalou com afora do aperto de suas mos.

    Idiotas sibilou na nave vazia.Em resposta as palavras CASO ENCERRADO riram dela.Ela soltou um berro gutural e atirou o tablet contra o painel de controle da nave, torcendo para

    quebr-lo em pedaos de plstico, metal e fios. Depois de trs golpes fortes, a tela s tremeu com

  • uma leve irritao. Seus idiotas!Ela arremessou o tablet no piso em frente ao banco do carona e se recostou, puxando com os

    dedos os fios de seu cabelo cacheado.O cinto de segurana apertou seu peito, estrangulando-a de repente. Na mesma hora, ela

    soltou a fivela, empurrou e abriu a porta, por pouco no caiu no beco sombrio. O cheiro degordura e usque da taverna quase a sufocou quando ela respirou fundo, tentando encontrar arazo em meio a tamanha fria.

    Iria at a delegacia de polcia. Mas agora estava tarde demais. Amanh ento. Logo demanh. Estaria calma e racional, e explicaria por que as suposies deles estavam erradas. Fariacom que reabrissem o caso.

    Scarlet passou o pulso pelo escner ao lado da porta traseira da nave e a abriu com mais forado que o sistema hidrulico permitia.

    Diria ao detetive que ele tinha que continuar a busca. Faria com que ele ouvisse. Faria comque ele entendesse que a av no tinha ido embora por vontade prpria e que certamente notinha se matado.

    Havia seis engradados de plstico, cheios de legumes e verduras, amontoados na parte de trsda nave, mas Scarlet nem os notou. Estava a quilmetros de distncia, em Toulouse, planejando aconversa em pensamento. Procurando cada ltima possibilidade de persuaso, cada pedacinhode poder de argumentao que lhe restava.

    Alguma coisa tinha acontecido com sua av. Alguma coisa estava errada, e se a polcia nocontinuasse investigando Scarlet levaria o caso aos tribunais e cuidaria para que cada umdaqueles detetives cabea-oca fosse cassado e jamais pudesse voltar a trabalhar e...

    Ela agarrou em cada mo um tomate, girou e os atirou contra a parede de pedra. Os tomatesexplodiram e espalharam suco e sementes em cima das pilhas de lixo que aguardavam a vez deserem colocadas no compactador.

    A sensao foi boa. Scarlet pegou outro, imaginando as dvidas do detetive quando elatentasse explicar a ele que sumir no era um comportamento comum de sua av. Imaginou ostomates explodindo naquela fua arrogante...

    Uma porta se abriu na hora em que o quarto tomate foi destrudo. Scarlet ficou paralisada,pois j estava a caminho de pegar outro quando o dono da taverna se apoiou no batente da porta.O rosto estreito de Gilles brilhava enquanto ele avaliava a sujeira mida e avermelhada queScarlet tinha feito na parede do prdio.

    melhor no serem os meus tomates.Ela afastou a mo do engradado e a limpou na cala jeans manchada e suja. Conseguia sentir

  • o calor que emanava de seu rosto, o batimento errtico do corao.Gilles secou o suor da cabea quase careca e a olhou com raiva, sua expresso padro. E a? No eram seus murmurou ela. E era verdade. Tecnicamente, os tomates eram dela at

    que ele pagasse.Ele resmungou. Ento vou descontar apenas trs univs pela limpeza dessa sujeira. Agora, se voc acabou

    com o tiro ao alvo, talvez possa se dignar a trazer parte deles aqui pra dentro. Estou servindoalface murcha h dois dias.

    Ele voltou para o restaurante e deixou a porta aberta. O barulho de pratos e gargalhadas seespalhou pelo beco, bizarro em sua normalidade.

    O mundo ao redor de Scarlet estava despencando e ningum ligava. A av estavadesaparecida e ningum se importava.

    Ela virou para o compartimento de carga e pegou pelas beiradas o engradado de tomates,esperando que o corao parasse de saltar dentro do peito. As palavras do comunicado aindabombardeavam seus pensamentos, mas comeavam a perder fora. A primeira onda deagresso comeou a apodrecer junto com os tomates destrudos.

    Quando conseguiu respirar sem os pulmes entrarem em convulso, ela colocou o engradadoem cima de outro, de batatas russet, e os tirou da nave.

    Os cozinheiros ignoraram Scarlet conforme ela desviava das frigideiras fumegantes e seguiaem direo glida despensa. Ela colocou os produtos nas prateleiras que tinham sido rotuladas caneta, apagadas e rotuladas de novo mais de dez vezes ao longo dos anos.

    Bonjour, Scarlinda!Scarlet virou enquanto tirava o cabelo do pescoo suado.milie sorria na porta. Os olhos brilhavam com a promessa de um segredo. Mas recuou

    quando viu a expresso de Scarlet. O qu...? No quero falar sobre isso. Ela se esquivou da garonete e seguiu pela cozinha, mas milie

    fez um muxoxo e, saltitante, foi atrs. Ento no fale. S estou feliz de voc estar aqui disse ela, segurando o cotovelo de Scarlet

    e seguindo com ela para o beco. Porque ele voltou. Apesar dos cachos louros angelicais quecercavam o rosto de milie, o sorriso sugeria pensamentos diablicos.

    Scarlet se afastou, pegou um engradado de chirvia e rabanetes e entregou para a garonete. Eno respondeu, incapaz de ligar para quem ele era e por que importava o fato de ter voltado.

    Que timo disse Scarlet, enchendo uma cesta de cebolas-rosas.

  • Voc no lembra, n? Vamos l, Scar, o lutador de rua sobre quem te contei outro... Ah,talvez tenha sido pra Sophia.

    Lutador de rua? Scarlet apertou os olhos quando uma dor de cabea comeou a latejar emsua testa. Jura, m?

    No fala assim. Ele fofo! E veio aqui quase todos os dias desta semana e sempre senta naminha rea, o que certamente quer dizer alguma coisa, no acha? Como Scarlet no disse nada,a garonete colocou a cesta no cho e pegou um pacote de chicletes no bolso do avental. Ele sempre tranquilo, no como Roland e o grupo dele. Acho que tmido... e solitrio. Colocouum chiclete na boca e ofe