salário mínimo profissional

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SMP engenheiro

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  • www.sengerj.org.br

    O objetivo desta publicao apresentar aos profissionais e

    empregadores a legislao referente ao Salrio Mnimo

    Profissional. Alm de esclarecer as principais dvidas

    levantadas quanto sua aplicabilidade, apresenta, ainda, a

    importncia desta luta, os caminhos dos profissionais para

    fazerem valer seus direitos e algumas das aes do Senge-RJ,

    pela via judicial, para garantir ou recuperar direitos violados.

    Filiado

    SALRIO MNIMO

    PROFISSIONAL

    Venha conhecer de perto o nosso trabalho.

    No fique s, fique scio.

  • Salrio MnimoPROFISSIONAL

  • SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DO RIO DE JANEIROAv. Rio Branco, 277, 17 andar Rio de Janeiro RJ CEP: 20040-009

    Tel: (0xx21) 3505-0707 Fax: (0xx21) 3505-0733www.sengerj.org.br | sengerj@sengerj.org.br

    PRESIDENTEOlmpio Alves dos Santos DIRETORIAAgamenon Rodrigues E. Oliveira, Antonio Carlos Soares Pereira, Antonio Gerson Ferreira de Carvalho, Carlos Alberto da Cruz, Clayton Guimares do Vabo, Clovis Francisco do Nascimento Filho, Eduardo Ramos Duarte, Fernando de Carvalho Turino, Flvio Ribeiro Ramos, Francisco Parentes de Rezende Correa, Gnter de Moura Angelkorte, Jorge Antnio da Silva, Jorge Saraiva da Rocha, Jos Amaro Barcelos Lima, Jos Stelberto Porto Soares, Julio Csar Arruda de Carvalho, Luiz Antnio Cosenza, Lusia Maria de Oliveira, Marco Antnio Barbosa, Maria Virginia Martins Brando, Miguel Santos Leite Sampaio, Paulo Cesar Nayfeld Granja, Paulo Cesar Quintanilha CONSELHO EDITORIALAgamenon Rodrigues Oliveira, Antonio Gerson de Carvalho, Clayton Guimares do Vabo, Clovis Francisco Nascimento Filho, Flavio Ribeiro Ramos, Jos Stelberto Porto Soares, Miguel Santos Leite Sampaio e Olimpio Alves dos Santos CONSELHO FISCALTitulares: Nei Rodrigues Beserra, Paulino Cabral da Silva, Sergio Gomes dos Santos; Suplentes: Agostinho Guerreiro, Rubem Corveto de Azeredo, Sonia da Costa Rodrigues.

  • SumRIO

    Primeira grande luta

    Uma conquista consolidada

    Histrico da lei 4.950-A/66

    Perguntas e respostas

    O sistema CONFEA/CREAs na fiscalizao do Salrio Mnimo Profissional

    O papel do sindicato

    Vitrias significativas

    7

    9

    11

    15

    33

    37

    38

  • 9O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) foi fundado em 22 de setembro de 1931 e teve como primeira grande luta a regulamentao da profisso, apresentada na proposta de Projeto de Lei que

    resultou no Decreto N 23.569, de 11 de dezembro de 1933, aprovado pelo presidente Getlio Vargas. O dia 11 de dezembro, por esse motivo, passou a ser comemorado como o Dia do Engenheiro.

    Para enfrentar esse tipo de situao, fundamental que a categoria esteja

    bem informada sobre seus direitos e se mobilize permanentemente, cobrando, das suas entidades representativas, vigilncia e aes concretas para fazer

    cumprir a Lei 4.950-A/66.Esta publicao tem como objetivo informar, tanto aos profissionais como

    aos seus empregadores, sobre a legislao vigente referente ao Salrio Mnimo

    Profissional e esclarecer as principais dvidas quanto sua aplicabilidade.

    mais um esforo do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro e

    do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, em prol da valorizao dos profissionais que representam e da engenharia nacional.

    O Senge-RJ e o Crea-RJ acreditam que o reconhecimento, a remunerao mnima adequada e o estabelecimento de carreiras que valorizem os profissionais

    so premissas para se construir o caminho de uma Nao desenvolvida econmica

    e socialmente.

    Diretoria do Sindicato dos Engenheiros / Senge-RJGesto 2010/2013

    PRIMEIRA GRANDE LUTA

  • 11

    O Salrio Mnimo Profissional SMP foi institudo pela Lei 4.950-A/66, de 22 de abril de 1966. Ela garante aos engenheiros, arquitetos, agrnomos, qumicos e mdicos veterinrios um salrio mnimo proporcional jornada de trabalho e durao do curso no qual o profissional graduou-se.

    A lei do SMP constitui-se numa das principais conquistas dessas categorias profissionais.

    Apesar dos avanos, a sua plena aplicao ainda deixa a desejar,

    especialmente na administrao direta do setor pblico, principal responsvel

    pela construo da infraestrutura do pas e, portanto, por grande parte dos

    empregos gerados na rea da engenharia e da arquitetura. A administrao

    pblica direta, que resiste em seguir a lei e, em muitos casos, paga salrios aviltantes a esses profissionais, alega em sua defesa que a Lei 4950-A/66 no se estende aos funcionrios estatutrios, regidos pelo Regime Jurdico nico (RJU). O enfrentamento dessa situao requer a mobilizao permanente da

    categoria e a vigilncia de suas instituies representativas.

    As entidades nacionais da engenharia e da arquitetura Federao

    Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e Federao Nacional

    dos Arquitetos (FNA) e seus sindicatos filiados, bem como o Conselho Federal

    de Engenharia Arquitetura e Agronomia (CONFEA), acreditam que o reconhecimento, a remunerao adequada e o estabelecimento de carreiras para

    os profissionais transcendem questes estritamente corporativas. Representam,

    na verdade, a perspectiva de se construir uma Nao desenvolvida econmica

    e socialmente, uma vez que nenhum pas pode prescindir de sua capacitao no

    campo tecnolgico.

    UMA CONQUISTA CONSOLIDADA

  • 12

    Esta cartilha representa, pois, o esforo do Sindicato dos Engenheiros no

    Estado do Rio de Janeiro - Senge-RJ e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro - Crea-RJ em prol da valorizao dos profissionais

    da engenharia, da arquitetura e da agronomia.

  • 13

    A Lei 4.950-A/66 foi editada no dia 22 de abril de 1966, regulamentando o Salrio Mnimo dos profissionais diplomados em Engenharia, Qumica, Arquitetura, Agronomia e Veterinria. Aprovada pelo Congresso Nacional, recebeu o veto integral do ento presidente da Repblica, Marechal Humberto Castelo Branco, que, dentre outras motivaes, alegou que:

    ...seria uma interferncia direta nos fatores condicionantes da lei da oferta e da procura, elevando, consequentemente, os custos de produo e atuando

    como fator inflacionrio e marcante obstculo poltica de estabilizao

    monetria desenvolvida pelo governo.A presso poltica exercida sobre o Congresso Nacional levou a que este

    derrubasse o veto presidencial em 13 de maio de 1966.Ainda naquele ano, no dia 24 de dezembro, foi editada a LEI 5.194/66,

    que passou a regulamentar o exerccio das profisses de engenheiro, arquiteto

    e engenheiro agrnomo. O artigo 82 desta Lei, que introduziu a remunerao inicial dos profissionais, em consonncia com a Lei 4.950-A/66, dizia:

    Art.82 As remuneraes iniciais dos engenheiros, arquitetos e

    engenheiros agrnomos, qualquer que seja a fonte pagadora, no podero ser inferiores a 6 (seis) vezes o Salrio Mnimo da respectiva regio.

    Este artigo foi vetado pelo senhor presidente da Repblica e mantido pelo Congresso Nacional D.O.U. de 24 de abril de 1967.

    O Supremo Tribunal Federal, in Dirio da Justia de 13 de maro

    de 1968, na Representao n 745-DF, declarou no se aplicar o dispositivo

    previsto no art. 82 ao pessoal regido pelo Estatuto dos Funcionrios Pblicos. Essa manifestao do Supremo Tribunal Federal constitui-se, desde ento, na

    HISTRICO DA LEI 4.950-A/66

  • 14

    base de sustentao do veto presidencial ao art. 82 da Lei 5.194/66, assim como

    da Resoluo n 12/71, do Senado Federal, que suspendeu a execuo da Lei

    4.950-A/66 em relao aos servidores pblicos sujeitos ao regime estatutrio.

    Desta forma, essas leis, excetuando-se o aspecto acima referido, encontram-se em plena vigncia. No caso especfico do Salrio Mnimo

    Profissional, que do que trata a Lei 4.950-A/66, acabou atendo a sua

    aplicao fortalecida pelo disposto na Constituio Federal de 1988, cujo art. 7, inciso V, prev a existncia de piso salarial proporcional extenso e complexidade do trabalho.

    Lei n 4.950-A de 22 de abril de 1966 (1)

    Dispe sobre a remunerao de profissionais diplomados em Engenharia,

    Qumica, Arquitetura, Agronomia e Veterinria.

    Fao saber que o Congresso Nacional aprovou e manteve, aps veto

    presidencial, e eu, Auro Moura Andrade, presidente do Senado Federal de acordo com o disposto no 4, do art. 70, da Constituio Federal, promulgo a

    seguinte lei:Art. 1 O salrio mnimo dos diplomados pelos curso regulares

    superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de Qumica, de Arquitetura, de Agronomia e de Veterinria fixado pela presente lei.

    Art. 2 O salrio mnimo fixado pela presente lei a remunerao mnima

    obrigatria por servios prestados pelos profissionais definidos no art. 1, com

    relao de emprego ou funo, qualquer que seja a fonte pagadora.

    Art. 3 Para os efeitos desta lei, as atividades ou tarefas desempenhadas

    pelos profissionais enumerados no art. 1 so classificadas em:

    a) atividades ou tarefas com exigncia de 6 (seis) horas dirias de servio;

    b) atividades ou tarefas com exigncia de mais de 6 (seis) horas dirias de

    servio.

  • 15

    Pargrafo nico. A jornada de trabalho a fixada no contrato de trabalho

    ou determinao legal vigente.

    Art. 4 para os efeitos desta lei, os profissionais citados no art. 1 so

    classificados em:

    a) diplomados pelos curso regulares superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de Qumica, de Arquitetura, de Agronomia e de Veterinria com curso universitrio de 4 (quatro) anos ou mais.

    b) diplomados pelos cursos regulares superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de

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