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PROCESSAMENTO DE ROUPAS DE SERVIOS DE SADE: Preveno e Controle de Riscos

ANVISA Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria 2007

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Elaborao: Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria

Coordenao Flvia Freitas de Paula Lopes - Gerente Geral de Tecnologia em Servios de Sade GGTESS/ANVISA Maria ngela Avelar Nogueira - Gerente de Tecnologia da Organizao Servios de Sade/GTOSS - GGTES/ANVISA

Equipe Tcnica verso 2007 Adjane Balbino de Amorim Andr Luiz Lopes Sinoti Christiane Santiago Maia Fabiana Cristina de Sousa Ivone Martine Joo Henrique Campos Sousa Joo Valrio de Souza Maria Dolores Santos da Purificao Nogueira Maria Ramos Soares Mirtes Leichsernring Regina Maria Gonalves Barcellos Raul Santa Helena

Colaboradores - verso 2007: Eliane Blanco Nunes Erni Rosa Aires Fabiana Petrocelli Bezerra Paes Heiko Theresa Santana Isabel Cristina Anastcio Macedo Luiz Carlos da Fonseca e Silva Nice Gabriela Alves Sandro Martins Dolghi

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Equipe Tcnica - verso 2000 Cludia Moraes lvares Emyr Ferreira Mendes Eliane Magalhes Pereira da Silva Eneida Peanha de Vasconcelos Eni Rosa Aires Borba Mesiano Estefnia Chicale Galvan Flvio de Castro Bicalho Gilberto Martins Mendes Joane Maria Queiroz Flix Jos Wilson Brasil Gurjo Keite Suzuki Marcelo Gutierrez Manoel Francisco Lopes da Silva Maria Ramos Soares Nazar de Souza Santos Ottorino Scotto Neto Paulo Roberto Zeppelini Ricardo Tranchesi Teresinha Covas Lisboa

Equipe Tcnica - verso 1986: Antonia da Mota e Silva Aparecida Maria Jesuno de Souza Rendano Emyr Ferreira Mendes Filomena Kotaka Manoel Maria Henrique Nava Junior Helena Martins Gomes Luiz Otvio de Souza Zamarioli Maria Bernadete Porto de Faria Frana Maria Gouveia Ferraz Maria Irene Monteiro Magalhes Maria Lira Cartaxo Martha Margaretha Karim Engel de Souza 3

Sylvia Caldas Ferreira Pinto Wanda de Souza Juarez

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SumrioAPRESENTAO ...............................................................................................................6 INTRODUO.....................................................................................................................7 1 2 3 4 5 6. 7 8 9 PLANEJAMENTO E ORGANIZAO DE UMA UNIDADE DE PROCESSAMENTO PROCESSAMENTO DA ROUPA ...............................................................................21 INFRA-ESTRUTURA FSICA .....................................................................................45 EQUIPAMENTOS.......................................................................................................60 PRODUTOS QUMICOS UTILIZADOS NO PROCESSAMENTO DE ROUPAS ........67 QUALIDADE DA GUA..............................................................................................77 MEDIDAS DE PREVENO E CONTROLE DE INFECO ....................................85 SEGURANA E SADE OCUPACIONAL .................................................................94 RESDUOS PROVENIENTES DOS SERVIOS DE SADE ..................................110 DE ROUPAS......................................................................................................................11

SIGLRIO........................................................................................................................113 GLOSSRIO....................................................................................................................114 BIBLIOGRAFIA UTILIZADA NA VERSO ANTERIOR (2000) ........................................116

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Apresentao com grande satisfao que apresentamos a reviso do Manual de Lavanderia Hospitalar, agora denominado de Processamento de Roupas de Servios de Sade: Preveno e Controle de Riscos. A alterao da denominao lavanderia hospitalar para unidade de processamento de roupas de servios de sade foi um grande avano, considerando que tanto os hospitais quanto todos os servios que utilizam algum tipo de roupa ou txtil na assistncia sade necessitam submet-las ao processamento em um servio especializado e com profissionais capacitados. O processamento de roupas de servios de sade uma atividade de apoio que influencia grandemente a qualidade da assistncia sade, principalmente no que se refere segurana e conforto do paciente e trabalhador. Apesar das atividades realizadas nesse servio no terem sofrido grandes modificaes nos ltimos anos, houve um amadurecimento em relao aos riscos existentes e necessidade de um maior controle sanitrio das atividades ali realizadas. Diante disso, percebemos a necessidade de revisar as orientaes referentes ao processamento de roupas utilizadas nos servios de sade, enfocando o controle e preveno de riscos associados a essa atividade. Outro fator que nos impulsionou a realizar a reviso desse manual foi a grande demanda de informaes sobre o assunto solicitadas pelos profissionais dos servios de sade e das unidades de processamento de roupas. Portanto, esperamos que essa publicao seja um importante instrumento de apoio a todos os envolvidos nas atividades de processamento de roupas de servios de sade e, principalmente, que fomente a prtica voltada ao controle e preveno de riscos.

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IntroduoA Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA, como coordenadora do Sistema Nacional de Vigilncia Sanitria, pretende com esse manual fazer uma orientao referente s atividades envolvidas no processamento de roupas de servios de sade, tendo como foco os riscos associados a essa atividades, uma vez que as aes desse sistema baseiam-se no controle de riscos definido pela Lei n 8.080/90: "Entende-se por vigilncia sanitria um conjunto de aes capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos sade e de intervir nos problemas sanitrios decorrentes do meio ambiente, da produo e circulao de bens e da prestao de servios de interesse da sade, abrangendo: I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a sade, compreendidas todas as etapas e processos, da produo ao consumo; II - o controle da prestao de servios que se relacionam direta ou indiretamente com a sade." Observa-se, portanto, que o conceito de risco o principal referencial terico das aes de vigilncia sanitria e a eliminao de riscos refere-se a uma minimizao de sua manifestao a nveis estatisticamente no significantes (MURAHOVSCHI et al, 2006). A definio de risco engloba uma variedade de medidas de probabilidades incluindo aquelas baseadas em dados estatsticos ou em julgamentos subjetivos (GOLDIM, 2001). De acordo com Costa (2000) risco a probabilidade de ocorrncia de um evento danoso sade, relacionado com objetos concretos sob controle sanitrio. Murahovschi el al (2006) avanam no conceito definindo risco como a probabilidade de ocorrncia de um evento adverso que, no caso dos servios de sade, afeta a integridade do paciente, da equipe de sade ou da comunidade onde o servio est inserido. Segundo eles o risco determinado por dois componentes: O risco inerente aquele que advm do prprio processo ou procedimento em questo, seja por limitaes tecnolgicas ou do "estado da arte" desta atividade, ou por caractersticas prprias do paciente que est sendo submetido a um processo ou procedimento.

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O risco adquirido o risco adicionado, ou seja, uma parcela que no decorrente da natureza do processo, procedimento ou daquele que recebe esta ao. Este risco adquirido pode resultar da falta de qualidade na assistncia sade. A vigilncia sanitria tem trabalhado no sentido de reduzir o risco atribudo s diferentes condies de estrutura e de processo de trabalho (MURAHOVSCHI et al, 2006). Ainda como descrito por Costa (2004), os riscos sade se instalam em qualquer momento do processo produo consumo. Tambm refere que a produo especialmente em determinados ramos de atividade gera riscos sade do trabalhador e ao meio ambiente e que neste percurso, intencionalmente ou por falhas no processo, podem ser adicionados riscos aos objetos de consumo. Refere que isso agravante para as questes de sade, pois no caso de produtos de interesse sanitrio, muitos deles, por si mesmos, j contm certo quantum de riscos. A mesma autora (2004) afirma que na prestao de servios, direta ou indiretamente relacionados com a sade, tambm so gerados riscos, potencialmente multiplicados pelo uso concomitante de diversas tecnologias em ambiente exposto a diversos fatores de riscos. De acordo com Murahovschi et al (2006), a avaliao e o gerenciamento de risco so os elementos fundamentais para as aes da vigilncia sanitria. Segundo Luchese (2001) a Avaliao de Risco, de natureza mais cientfica (estatstica e epidemiolgica), consiste no uso de bases concretas de dados para definir os efeitos de uma exposio (indivduos ou populao) a materiais ou situaes; ou seja conhecer a relao causaefeito e possveis danos ocasionados por um determinado agente e o Gerenciamento de Risco, ao de orientao poltico-administrativa, o processo de ponderar as alternativas de polticas e selecionar a ao regulatria mais apropriada, integrando os resultados da avaliao de risco com as preocupaes sociais, econmicas e polticas para chegar a uma deciso; decide o que fazer com risco avaliado e se ele pode ser aceitvel. Hoje em dia j se pode identificar experincias bem sucedidas na preveno e controle de riscos em servios de sade, em geral acumulando aes de educao, regulamentao, incentivo a sistemas externos de qualidade, estruturao de redes sentinelas, sistemas de informao, notificao e investigao de eventos adversos (GASTAL, ROESSLER, 2006). Para Murahovschi et al (2006) o controle de risco e qualidade so inseparveis e a diminuio da qualidade da assistncia prestada leva ao aumento do risco para 8

usurios e trabalhadores. Na vigilncia sanitria de servios de sade, aos conceitos mais amplos de gerenciamento de risco e qualidade, agrega-se ao marco terico uma abordagem j tradicional da administrao em sade: os conceitos de estrutura, processo e resultados de Donabbedian, absorvidos da teoria de sistemas. (MURAHOVSCHI et al, 2006). A es