Romantismo breve introd

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<ul><li> 1. Literatura Portuguesa Prof: Helena Maria Coutinho</li></ul> <p> 2. Introduo </p> <ul><li>Romantismo foi ummovimento artstico, poltico e filosficosurgido nasltimas dcadas do sculo XVIIIna Europa que perdurou por grande parte do sculo XIX.</li></ul> <ul><li>Caracterizou-se como uma viso de mundo contrria ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa. </li></ul> <p> 3. O adjetivo "Romantic" de origem inglesa, e deriva do substantivo "romaunt", de origem francesa ("roman" ou "romant"), que designava os romances medievais de aventuras. Depois a palavra generalizou-se a tudo aquilo que evocava a atmosfera desses romances (cavalaria e Idade Mdia, em geral). No sc. XVIII Rousseau (filsofo da revoluo francesa) distinguiu "Romantique" (romntico) de "Romanesque" (romance), e no sc. XIX Frederico Schlegel (alemo) e Madame de Stael (alem casada com um francs) opunham "Romntico" e "Clssico". J a etimologia do termo indigita o gosto das tradies medievais e cultura folclrica. 4. Inicialmente apenas uma atitude, um estado de esprito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento e o esprito romntico passa a designar todauma viso de mundo centrada no indivduo .Os autores romnticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trgicos, ideais utpicos e desejos de escapismo.Se o sculo XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razo,o incio do sculo XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoo e pelo eu. 5. </p> <ul><li>O termo romntico refere-se ao movimento esttico ou, em um sentido mais lato, tendncia idealista ou potica de algum que carece de sentido objetivo. </li></ul> <ul><li>O Romantismo a arte do sonho e fantasia. Valoriza as foras criativas do indivduo e da imaginao popular. Ope-se arte equilibrada dos clssicos e baseia-se na inspirao fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na f, no sonho, na paixo, na intuio, na saudade, no sentimento da natureza e na fora das lendas nacionais. </li></ul> <p> 6. Contexto histrico 7. Acontecimentos que favorecem o aparecimento do Romantismo 8. O Romantismo surgiu na Europa em uma poca em que o ambiente intelectual era degrande rebeldia .Na poltica, caam os sistemas de governo despticos esurgia o liberalismo poltico(no confundir com o liberalismo econmico do Sculo XX).No campo social imperava oinconformismo.No campo artstico,o repdio s regras.Alguns autores neoclssicos j nutriam um sentimento mais tarde dito romntico antes de seu nascimento de facto, sendo assim chamados pr-romnticos. Nesta classificao encaixam-se Francisco Goya e Bocage . 9. </p> <ul><li>O desenvolvimento cientfico do sculo XVIII havia provocado nos crculos intelectuais uma ideia determinista do mundo. </li></ul> <ul><li>Dado que todos os fenmenos poderiam explicar-se em termos de causas e consequncias, o futuro do homem estava determinado de antemo, negando-lhe, assim a liberdade. </li></ul> <p> 10. </p> <ul><li>ARevoluo Francesarepresentou o ponto mais alto desta forma de ver o mundo. A crena cega no poder da Razo e o racional levaram os revolucionrios a assumir uma atitude intolerante perante o mstico, o fantstico, o religioso, o intuitivo.</li></ul> <ul><li>A poca de terror de Robespierre constitui um bom exemplo desta forma de pensar. </li></ul> <p> 11. </p> <ul><li>A inteno de Napoleo de unificar a Europa numgrande imprio tambm uma expresso deste desejo totalitrio do racionalismo.</li></ul> <ul><li>A defesa dos povos europeus perante a agresso napolenica deu origem ao nacionalismo, conceito que apelava paixo do homem por conservar e defender o seu espao vital. </li></ul> <p> 12. </p> <ul><li>Por outro lado, a consolidao econmica do capitalismo, deu origem teoria liberal , segundo a qual a sociedade uma soma de egosmos que convergem, como guiados por mo invisvel, para o bem-estar comum. </li></ul> <ul><li>Oliberalismopropiciava ao individualismo, uma forma deentender o mundo a partir do seu prprio ponto de vistae no j a partir de uma Razo universal. </li></ul> <p> 13. </p> <ul><li>O Romantismo nasce como uma reao ao imprio da Razo iluminada, reao que se d em todas as esferas da sociedade: literatura, pintura, msica, teorias sociais.</li></ul> <ul><li>O Romantismo surge nas artes quase naturalmente quando os artistas se apercebem da impossibilidade de negar certos aspetos da criatividade humana. </li></ul> <ul><li>Pode, ento, ser caracterizado comoum apelo ao individualismo, exaltando o sentimento, a emoo e a genialidade. </li></ul> <p> 14. O Romantismo surge inicialmente naquela que futuramente seria aAlemanha e em Inglaterra.Na Alemanha, o Romantismo, teria, inclusive, fundamental importncia na unificao germnica com o movimentoSturm und Drang (tempestade e mpeto). O Romantismo viria a manifestar-se de formas bastante variadas nas diferentes artes. medida que a escola foi sendo explorada, foram surgindo crticos sua demasiada idealizao da realidade. Destes crticos surgiu o movimento que daria forma aoRealismo. No Brasil, o romantismo coincidiu com a Independncia poltica do Brasil em 1822. 15. Romantismo em Portugal Influncias sociais e polticas 16. Como coincide com uma poca de grandes modificaes sociais, polticas e econmicas, assumeforte carga ideolgica , sustentada pelo surgimento dosmovimentos de carcter nacionalista , como a guerra de independncia da Grcia.Arevoluo industrial , e todos os problemas que a caracterizam, tambm influenciam esta poca.O Romantismo utiliza asinovaes tcnicase torna-se umaverdadeira fuga ao real , como se pode ver nos revivalismos, orientalismos e jardins inglesa, um pouco por toda a Europa. 17. Tal como o Neoclassicismo vira-se para o passado, mas agoravalorizando a Idade Mdiae os estilos artsticos que a caracterizam, utilizando-os como reflexo dos nacionalismos emergentes Portugal elege oNeomanuelinoestilo nacional.Odesenvolvimento da histriacomo importante disciplina acadmica e a moda dos romances de cavalaria, desenrolando-se numa Idade Mdia idlica, ajudam a popularizar os historicismos medievais. Estao Ferroviria do Rossio 18. </p> <ul><li><ul><li>a revoluo liberal em 1820 </li></ul></li></ul> <ul><li><ul><li>o regresso da famlia real em 1821 </li></ul></li></ul> <ul><li><ul><li>independncia do Brasil, a perda do comrcio colonial com a antiga colnia em 1822 (dramtico golpe na economia portuguesa) </li></ul></li></ul> <ul><li><ul><li>as guerras liberais, que causaram grande instabilidade at 1834.</li></ul></li></ul> <p>Os primeiros anos do sculo XIX so muito complexos, devido essencialmente sucesso de problemas polticos: </p> <ul><li><ul><li>a fuga da famlia real para o Brasil em 1807, devido s invases francesas, posterior/consequente domnio ingls </li></ul></li></ul> <p> 19. Apesar de em Portugal surgir relativamente cedo na literatura,em finais do sculo XVIIIcom alguns pr- romnticos, nas restantes formas artsticas desenvolve-se apenas com o impulso de dado por D. Fernando II, marido de D. Maria II, ao iniciar a construo do Palcio Nacional da Pena, aps a estabilizao da conjuntura nacional. Esta conjuntura s permite o desenvolvimento de condies propcias ecloso de um novo estilo artstico no final dos anos 1830 do sculo XIX. 20. Romantismo na literatura </p> <ul><li>O poeta Goethe em Itlia </li></ul> <p> 21. Tormenta e mpeto </p> <ul><li>O ponto de partida para o Romantismo pode ser estabelecido com a apario na Alemanha de um movimento artstico denominadoSturm und Drang(tormenta e mpeto), entre1760 e 1780. </li></ul> <ul><li>O movimento animava-se por uma reaco ao racionalismo que o iluminismo do sculo XVIII postulara, bem como ao classicismo francs que, como forma esttica, tinha grande influncia na cultura europeia, principalmente na Alemanha daquele tempo.</li></ul> <ul><li>Uma das caractersticas deste movimento foi a sua reaco contra todo tipo de convencionalismos em matria de arte. Os seus lemas fora:natureza, gnio e originalidade. </li></ul> <p> 22. </p> <ul><li>Os autores desse movimento postulavam uma poesia mstica, selvagem, espontnea, em ltima instncia quase primitiva, onde o qu realmente tinha valor era oEmpfindung , o efeito da emoo, imediato e poderoso: o sentimento acima da fria razo. Os Strmer eram contra a literatura e a sociedade doAncien Regime. </li></ul> <ul><li>Entre os representantes do movimento destacam-se: Herder, Goethe e Schiller. </li></ul> <p> 23. O Romantismo surge na literatura quando os escritores trocam o mecenato aristocrtico pelo editor, precisando assim cativar um pblico leitor.Esse pblico estar entre os pequenos burgueses, que no estavam ligados aos valores literrios clssicos e, por isso, apreciariam mais a emoo do que a subtileza das formas do perodo anterior.A histria do Romantismo literrio bastante controversa. 24. Caractersticas 25. </p> <ul><li>Desenvolvimento de umaliteratura confessional , que se presta exibio do EU e do indivduo como nico e original em sentimentos e imaginao; </li></ul> <ul><li>Desenvolvimento e defesa da teoria de Rousseau, afirmado oindivduo como naturalmente bome posteriormente corrompido pela sociedade; </li></ul> <ul><li>Glorificam-se e exaltam-se os tipos sociais marginais : o pirata, o bandido, o fora-de-lei. Perante a impotncia de alcanar aquilo que deseja, nasce no romntico uma revolta metafsica e social que vai levar sua identificao com figuras mticas e bblicas como Prometeu, os Tits, Sat, etc; </li></ul> <ul><li>O EU tudo, aspira ao Absolutoe procura transcender a sua condio humana (influncia do idealismo alemo); </li></ul> <ul><li>OHomem descrito na sua dimenso individual, egocntrica, sem preocupaes morais; </li></ul> <p> 26. </p> <ul><li>O EU romntico sofre de umanostalgia profunda(sehnsucht) e busca algo de distante no tempo e no espao, que se concretiza pelo retomar no tempo da Idade Mdia e pela procura de espaos exticos, orientais, mergulhados no fantstico e no sonho; </li></ul> <ul><li>Valoriza-se onacionalismoesttico, a cultura regional, a tradio; </li></ul> <ul><li>Surge o pessimismo, o fatalismo popular, a metafsica do pecado, da penitncia e do resgate (porque no se alcana o Absoluto); </li></ul> <ul><li>Os sentimentos so levados ao exagero: fala-se de amor, de cime, de vingana, de desespero e de morte; </li></ul> <ul><li>A mulher personificao da fragilidade, da pureza, do esprito de sacrifcio e de to idealizada acaba por se tornar um smbolo; </li></ul> <ul><li>A mulher pode estar na origem de tudo o que existe de maldito no heri romntico; </li></ul> <ul><li>A "mulher anjo" ope-se "mulher diabo". </li></ul> <p> 27. Quadro comparativo entre o Classicismo e o Romantismo Classicismo Romantismo </p> <ul><li>modelo clssico </li></ul> <ul><li>geral, universal</li></ul> <ul><li>impessoal, objetivo</li></ul> <ul><li>Antiguidade Clssica</li></ul> <ul><li>paganismo</li></ul> <ul><li>apelo inteligncia</li></ul> <ul><li>razo</li></ul> <ul><li>erudio</li></ul> <ul><li>elitizao </li></ul> <ul><li>disciplina </li></ul> <ul><li>o amor e a mulher idealizados racionalmente </li></ul> <ul><li>formas poticas fixas</li></ul> <ul><li>no h modelos</li></ul> <ul><li>particular, individual </li></ul> <ul><li>pessoal, subjetivo </li></ul> <ul><li>Idade Mdia</li></ul> <ul><li>Cristianismo</li></ul> <ul><li>apelo imaginao sensibilidade</li></ul> <ul><li>sensibilidade </li></ul> <ul><li>folclore </li></ul> <ul><li>motivos populares</li></ul> <ul><li>libertao </li></ul> <ul><li>o amor e a mulher idealizados sentimental e subjetivamente</li></ul> <ul><li>versificao livre </li></ul> <p> 28. Eugne Delacroix,Mort de Sardanapale </p>