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Regulamento do Imposto de Renda

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  • 1. 2/5/2014 D3000 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3000.htm 1/230 Presidncia da Repblica Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurdicos DECRETO N 3.000, DE 26 DE MARO DE 1999. O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituio, e conforme as leis do imposto sobre a renda, DECRETA : Art. 1 O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza ser cobrado e fiscalizado de conformidade com o disposto neste Decreto. LIVRO I TRIBUTAO DAS PESSOAS FSICAS TTULO I CONTRIBUINTES E RESPONSVEIS1.598 SUBTTULO I CONTRIBUINTES CAPTULO I PESSOAS FSICAS DOMICILIADAS OU RESIDENTES NO BRASIL Art. 2 As pessoas fsicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibilidade econmica ou jurdica de renda ou proventos de qualquer natureza, inclusive rendimentos e ganhos de capital, so contribuintes do imposto de renda, sem distino da nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profisso (Lei n 4.506, de 30 de novembro de 1964, art. 1, Lei n 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 43, e Lei n 8.383, de 30 de dezembro de 1991, art. 4). 1 So tambm contribuintes as pessoas fsicas que perceberem rendimentos de bens de que tenham a posse como se lhes pertencessem, de acordo com a legislao em vigor (Decreto-Lei n 5.844, de 23 de setembro de 1943, art. 1, pargrafo nico, e Lei n 5.172, de 1966, art. 45). 2 O imposto ser devido medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos, sem prejuzo do ajuste estabelecido no art. 85 (Lei n 8.134, de 27 de dezembro de 1990, art. 2). CAPTULO II PESSOAS FSICAS DOMICILIADAS OU RESIDENTES NO EXTERIOR Art. 3 A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos no Pas por residentes ou domiciliados no exterior ou a eles equiparados, conforme o disposto nos arts. 22, 1, e 682, esto sujeitos ao imposto de acordo com as disposies do Livro III (Decreto-Lei n 5.844, de 1943, art. 97, e Lei n 7.713, de 22 de dezembro de 1988, art. 3, 4). CAPTULO III DISPOSIES ESPECIAIS Seo I Rendimentos de Menores e Outros Incapazes Art. 4 Os rendimentos e ganhos de capital de que sejam titulares menores e outros incapazes sero tributados em seus respectivos nomes, com o nmero de inscrio prprio no Cadastro de Pessoas Fsicas - CPF (Lei n 4.506, de 1964, art. 1, e Decreto-Lei n 1.301, de 31 de dezembro de 1973, art. 3). 1 O recolhimento do tributo e a apresentao da respectiva declarao de rendimentos so da responsabilidade de qualquer um dos pais, do tutor, do curador ou do responsvel por sua guarda (Decreto-Lei n 5.844, de 1943, art. 192, pargrafo nico, e Lei n 5.172, de 1966, art. 134, incisos I e II).
  • 2. 2/5/2014 D3000 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3000.htm 2/230 2 Opcionalmente, os rendimentos e ganhos de capital percebidos por menores e outros incapazes, ainda que em valores inferiores ao limite de iseno (art. 86), podero ser tributados em conjunto com os de qualquer um dos pais, do tutor ou do curador, sendo aqueles considerados dependentes. 3 No caso de menores ou de filhos incapazes, que estejam sob a responsabilidade de um dos pais, em virtude de sentena judicial, a opo de declarao em conjunto somente poder ser exercida por aquele que detiver a guarda. Alimentos e Penses de Outros Incapazes Art. 5 No caso de rendimentos percebidos em dinheiro a ttulo de alimentos ou penses em cumprimento de acordo homologado judicialmente ou deciso judicial, inclusive alimentos provisionais ou provisrios, verificando-se a incapacidade civil do alimentado, a tributao far-se- em seu nome pelo tutor, curador ou responsvel por sua guarda (Decreto-Lei n 1.301, de 1973, arts. 3, 1, e 4). Pargrafo nico. Opcionalmente, o responsvel pela manuteno do alimentado poder consider-lo seu dependente, incluindo os rendimentos deste em sua declarao (Lei n 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 35, incisos III a V, e VII). Seo II Rendimentos na Constncia da Sociedade Conjugal Art. 6 Na constncia da sociedade conjugal, cada cnjuge ter seus rendimentos tributados na proporo de (Constituio, art. 226, 5): I - cem por cento dos que lhes forem prprios; II - cinqenta por cento dos produzidos pelos bens comuns. Pargrafo nico. Opcionalmente, os rendimentos produzidos pelos bens comuns podero ser tributados, em sua totalidade, em nome de um dos cnjuges. Declarao em Separado Art. 7 Cada cnjuge dever incluir, em sua declarao, a totalidade dos rendimentos prprios e a metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns. 1 O imposto pago ou retido na fonte sobre os rendimentos produzidos pelos bens comuns dever ser compensado na declarao, na proporo de cinqenta por cento para cada um dos cnjuges, independentemente de qual deles tenha sofrido a reteno ou efetuado o recolhimento. 2 Na hiptese prevista no pargrafo nico do artigo anterior, o imposto pago ou retido na fonte ser compensado na declarao, em sua totalidade, pelo cnjuge que declarar os rendimentos, independentemente de qual deles tenha sofrido a reteno ou efetuado o recolhimento. 3 Os bens comuns devero ser relacionados somente por um dos cnjuges, se ambos estiverem obrigados apresentao da declarao, ou, obrigatoriamente, pelo cnjuge que estiver apresentando a declarao, quando o outro estiver desobrigado de apresent-la. Declarao em Conjunto Art. 8 Os cnjuges podero optar pela tributao em conjunto de seus rendimentos, inclusive quando provenientes de bens gravados com clusula de incomunicabilidade ou inalienabilidade, da atividade rural e das penses de que tiverem gozo privativo. 1 O imposto pago ou retido na fonte sobre os rendimentos do outro cnjuge, includos na declarao, poder ser compensado pelo declarante. 2 Os bens, inclusive os gravados com clusula de incomunicabilidade ou inalienabilidade, devero ser relacionados na declarao de bens do cnjuge declarante. 3 O cnjuge declarante poder pleitear a deduo do valor a ttulo de dependente relativo ao outro cnjuge. Seo III Dissoluo da Sociedade Conjugal Art. 9 No caso de dissoluo da sociedade conjugal, por morte de um dos cnjuges, sero tributadas, em nome do sobrevivente, as importncias que este perceber de seu trabalho prprio, das penses de que tiver gozo privativo, de quaisquer
  • 3. 2/5/2014 D3000 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3000.htm 3/230 bens que no se incluam no monte a partilhar e cinqenta por cento dos rendimentos produzidos pelos bens comuns, observado o disposto no 3 do art. 12 (Decreto-Lei n 5.844, de 1943, art. 68). 1 Tratando-se de separao judicial, divrcio, ou anulao de casamento, a declarao de rendimentos passar a ser apresentada em nome de cada um dos contribuintes. 2 No caso de separao de fato, devero ser observadas as disposies contidas nos arts. 6 a 8. Seo IV Unio Estvel Art. 10. O disposto nos arts. 6 a 8 aplica-se, no que couber, unio estvel, reconhecida como entidade familiar (CF, art. 226, 3, e Lei n 9.278, de 10 de maio de 1996, arts. 1 e 5). Seo V Esplio Art. 11. Ao esplio sero aplicadas as normas a que esto sujeitas as pessoas fsicas, observado o disposto nesta Seo e, no que se refere responsabilidade tributria, nos arts. 23 a 25 (Decreto-Lei n 5.844, de 1943, art. 45, 3, e Lei n 154, de 25 de novembro de 1947, art. 1). 1 A partir da abertura da sucesso, as obrigaes estabelecidas neste Decreto ficam a cargo do inventariante (Decreto-Lei n 5.844, de 1943, art. 46). 2 As infraes cometidas pelo inventariante sero punidas com as penalidades previstas nos arts. 944 a 968 (Decreto- Lei n 5.844, de 1943, art. 49, pargrafo nico). Declarao de Rendimentos Art. 12. A declarao de rendimentos, a partir do exerccio correspondente ao ano-calendrio do falecimento e at a data em que for homologada a partilha ou feita a adjudicao dos bens, ser apresentada em nome do esplio (Decreto-Lei n. 5.844, de 1943, art. 45, e Lei n 154, de 1947, art. 1). 1 Sero tambm apresentadas em nome do esplio as declaraes no entregues pelo falecido relativas aos anos anteriores ao do falecimento, s quais estivesse obrigado. 2 Os rendimentos prprios do falecido e cinqenta por cento dos produzidos pelos bens comuns no curso do inventrio devero ser, obrigatoriamente, includos na declarao do esplio. 3 Opcionalmente, os rendimentos produzidos pelos bens comuns podero ser tributados, em sua totalidade, em nome do esplio. 4 Na hiptese do pargrafo anterior, o esplio poder: I - compensar o total do imposto pago ou retido na fonte sobre os rendimentos produzidos pelos bens comuns; II - deduzir o valor a ttulo de dependente em relao aos seus prprios dependentes, ao cnjuge sobrevivente e respectivos dependentes, se os mesmos no tiverem auferido rendimentos ou, se os perceberem, desde que estes sejam includos na declarao do esplio. 5 Os bens includos no monte a partilhar devero ser, obrigatoriamente, declarados pelo esplio. 6 Ocorrendo morte conjunta dos cnjuges, ou em datas que permitam a unificao do inventrio, os rendimentos comuns do casal podero ser tributados e declarados em nome de um dos falecidos. Art. 13. Homologada a partilha ou feita a adjudicao dos bens, dever ser apresentada, pelo inventariante, dentro de trinta dias, contados da data em que transitar em julgado a sentena respectiva, declarao dos rendimentos correspondentes ao perodo de 1 de janeiro at a data da homologao ou adjudicao (Lei n 9.250, de 1995, art. 7, 4). Pargrafo nico. Se a homologao ou adjudicao ocorrer antes do prazo anualmente fixado para a entrega das declaraes dos rendimentos, juntamente com a declarao referida neste artigo dever ser entregue a declarao dos rendimentos correspondentes ao ano-calendrio anterior (Lei n 9.250, de 1995, art. 7, 5). Clculo do Imposto Art. 14. Para fins do disposto no artigo anterior, o imposto devido ser calculado mediante a utilizao dos valores da
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