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  • 1SETEMBRO / 2006 TCE NOTCIA

    ARTIGOHumberto Braga

    pe os pingos nos isda moralidade poltica

    4

    5

    88888CAPARelatrio inditorevela os prejuzoscausados peloatraso do PDBG

    20 Conhea cadasistema do PDBG

    26 Programas ambientaise as metas para ocontrole do uso do solo

    6 Novo portal do TCE com maisinformao e serviosS

    um

    ri

    o Conselheiro Nolascorecebe homenagem

    do TCE-MG

  • 2 SETEMBRO / 2006TCE NOTCIA

    Conselho Deliberativo

    PresidenteJos Gomes GraciosaVice-PresidenteMarco Antonio Barbosa de AlencarConselheirosAluisio Gama de SouzaJos Leite NaderJos Maurcio de Lima NolascoJonas Lopes de Carvalho JuniorJulio Lambertson Rabello

    Ministrio Pblico EspecialHorcio Machado Medeiros

    Secretrio-Geral de PlanejamentoHorcio de Almeida Amaral

    Secretria-Geral de Controle ExternoMaria Luiza Bulco Burrowes

    Secretrio-Geral de AdministraoCarlos Csar Sally Ferreira

    Secretrio-Geral das SessesMauro Henrique da Silva

    Procurador-GeralSylvio Mrio de Lossio Brasil

    Chefe de Gabinete da PresidnciaMaria Veronica de Souza Madureira

    Diretor da Escola de Contas e GestoJos Augusto de Assumpo Brito

    Coordenador de Comunicao Social,Imprensa e Editoraolvaro Miranda

    EXPEDIENTE

    Jornalista responsvel: lvaro Miranda (Mtb14.371) / Editores assistentes: Symone Munay(Mtb 17.725) e Hugo Leo (Mtb 16.829)Reportagem: Emanoel Antonio dos Santos (Mtb25.441), Hugo Leo (Mtb 16.829), H. Raphael deCarvalho (Mtb 17.472), Eduardo Pinheiro (Mtb15.304) / Reviso: Flvia Andrea de AlbuquerqueMelo e Eduardo Pinheiro/ Projeto grfico earte: Ins Blanchart / Diagramao: InsBlanchart e Adelea Neves Gonzaga Barbosa /Digitao: Margareth de Oliveira Peanha /Fotografia: Jorge Campos / Logstica: MrciaMaria de Aguiar Ramos / Clipping: FatimaGabriel e Sergio Menezes Dias / Apoiooperacional: Hilda Rodrigues de S e Rita deCssia Nunes PimentelTels.: (21) 3231-5283 / Fax: (21) 2224-3650e-mail: ccs@tce.rj.gov.br

    ImpressoCoordenadoria Setorial de Grfica eReprografia do TCE-RJCoordenador: Jorge Lopes GuerraImpressores: Joaquim Jos Coelho e Reginaldodos Santos Silva / Acabamento: Andr LuizGonalves, Fbio de Oliveira Machado, MagnoGuilherme Moreira de Carvalho e ValdenierPinto Veras / Montagem: Marcio rcilo G. deOliveira

    DistribuioCoordenadoria Setorial de ProtocoloGeralPraa da Repblica, 70/2 andarCEP 20.211-351 - www.tce.rj.gov.br

    Tiragem - 4 mil exemplaresDistribuio gratuita

    Os textos assinados nesta publicao so de exclusiva responsabilidade dos seus autores

    Informativo mensal doTribunal de Contas doEstado do Rio de JaneiroTCERJ

    N O T C I AISSN 1806-4078

    CartaSenhor Presidente,

    Tem o presente a finalidade de acusar e agradecer o recebimento daTCE Notcia n 51. Esta Presidncia, em nome do Colegiado, parabeni-za V. Exma. pela excelente qualidade do trabalho apresentado, regis-trando importantes aes na capacitao dos gestores pblicos, noefetivo cumprimento dos compromissos com a sociedade. Informa-mos que o exemplar foi encaminhado a nossa biblioteca para conhe-cimento e divulgao. Nesta oportunidade apresentamos nosso res-peito e considerao.Atenciosamente,

    ANTONIO CARLOS CARUSOPresidente do Tribunal de Contas do Municpio de So Paulo

    O presidente do TCE-RJ, conselheiro Jos Graciosa, rece-beu a Medalha de Mrito da Polcia Militar. A entrega foifeita pelo Coordenador do Gabinete Militar do governo doestado, coronel Mauro Moreira, que esteve no gabinete daPresidncia do TCE no dia 29 de agosto. Alm da medalha,Graciosa recebeu diploma pelos relevantes servios de suaadministrao. Na ocasio, foi condecorado tambm osecretrio-geral de Planejamento, Horcio de AlmeidaAmaral. O conselheiro Graciosa fez referncia aos 197anos da Polcia Militar instituio pblica mais antiga dopas e ressaltou que o papel do TCE, mais do que fiscali-zar os jurisdicionados, , sobretudo, o de orientar e mantera cooperao entre as instituies pblicas e a sociedade.

    Polcia Militar concede medalhaao presidente Jos Graciosa

  • 3SETEMBRO / 2006 TCE NOTCIA

    EditorialEditorialEditorialEditorialEditorialA realidade do PDBG

    O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro apresenta nes-ta edio seu mais recente trabalho sobre o Programa deDespoluio da Baa de Guanabara.Trata-se de uma auditoria re-alizada desde o incio, em 1994, at dezembro de 2005, apon-tando seus erros e acertos. Uma radiografia completa de umconjunto de aes que envolveu elevado volume de recursos deorganismos internacionais, como o Banco Interamericano de De-senvolvimento (BID) e o Banco Japons de Cooperao Interna-cional (JBIC), alm de contrapartida do governo estadual. Gran-des projetos costumam enfrentar obstculos proporcionais a sua

    envergadura. O PDBG no foge regra. Aconcluso da primeira das trs fases do pro-grama, prevista para 2000, foi mais umavez adiada, desta vez para 2008. Obras desaneamento ficaram paralisadas at doisanos e meio pela falta de recursos decontrapartida. Atrasos nos repasses de re-cursos ou a falta deles provocaram gastos,considerados desnecessrios, com paga-mento de juros. Dos dez sistemas de abas-tecimento de gua, apenas dois estavam emoperao quando a auditoria foi concluda,ainda assim com abastecimento irregular.O abastecimento de gua, que deveria be-neficiar 1,2 milho de pessoas, s chegavaem 2005 a menos da metade 408.550

    pessoas. O oramento original aumentou quase 50%. A audito-ria constatou ainda que o atraso nas obras do PDBG vem retar-dando o alcance social do programa, prejudicando a recuperaodo passivo ambiental da regio e a revitalizao da Baa deGuanabara. Para evitar que tais dificuldades se perpetuem, oTCE vem monitorando de perto o programa, exigindo explicaese determinando as correes de rumo necessrias para que asociedade seja efetivamente beneficiada.

  • 4 SETEMBRO / 2006TCE NOTCIA

    TCE-MG homenageiaconselheiro Nolasco

    O conselheiro do TCE-RJ Jos Maurcio de Lima Nolasco (foto)recebeu em setembro o Colar do Mrito da Corte de ContasMinistro Jos Maria de Alkmim, durante as comemoraesdos 71 anos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

    A homenagem prestada anualmente pelotribunal mineiro a personalidades e cidadosque prestam notveis servios ao pas e aMinas Gerais.Na solenidade, o conselheiro lembrou adistinta personalidade de Jos Maria deAlkmim, o primeiro presidente da Corte deContas de Minas Gerais, que teve uma dasmais brilhantes carreiras na vida pblicabrasileira do sculo XX, tendo sido tambmdeputado, ministro e vice-presidente daRepblica.Mineiro de Carangola, Nolasco foi advogado,professor, tendo se especializado em Plane-jamento e Oramento, Direito Pblico,Empresarial e Falimentar. Desde 1998 conselheiro do Tribunal de Contas do Estadodo Rio de Janeiro.Em sua trajetria profissional Nolascoexerceu cargos estratgicos em diferentes

    setores da administrao pblica, onde foi presidente daCompanhia Estadual de guas e Esgoto; membro do ConselhoCurador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; diretorde Transporte Industrial; membro do Conselho de Administra-o da Companhia de Limpeza Urbana do municpio do Rio deJaneiro; chefe do Departamento Jurdico do Interior do Banerj;responsvel pelo rgo Central do Sistema Municipal dePlanejamento da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro;subsecretrio de Planejamento e Coordenao Geral daPrefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, entre outras funes.

  • 5SETEMBRO / 2006 TCE NOTCIA 5SETEMBRO / 2006 TCE NOTCIA

    *Humberto Braga conselheiro aposentado do Tribunal de Contasdo Estado do Rio de Janeiro.Artigo publicado no jornal O Globo, edio de 22/08/2006.

    AR

    TIG

    O

    Moralidade e poltica

    O universo de valores e costumes a que sechama tica exigncia bsica da vida social, emtodas as suas manifestaes e no apenas na dapoltica. Moralidade se aprende na famlia, naescola, na igreja, no trabalho, nas relaes davida cotidiana. Moralidade no finalidade (pontode chegada) e sim fundamento (ponto de partida). pr-requisito de qualquer atividade. Poltica luta pelo poder e os fins do governo, nas demo-cracias, so: preservar a liberdade dos cidadosmantendo a ordem pblica, velar pelo cumprimen-to da lei, incentivar o crescimento econmico eprover o bem-estar social. dever dos poderesdo Estado apurar e punir os atos ilcitos oucriminosos, mas saneamento moral no suafinalidade. Camille Desmoulins, o maior jornalistada Revoluo Francesa, advertiu: "No misture-mos poltica com regenerao moral. O moralismo fatal liberdade." Ele acabou guilhotinado pelomoralista Robespierre. No Brasil de 1964, muitosmilitares, tal como os jacobinos franceses de1793, prometiam a extirpao da corrupo e oadvento do Reino da Virtude. No tiveram xito,mas fizeram muito dano liberdade. Quando seabandona a esfera do possvel pela do idealperfeccionista acaba-se entrando na da intolern-cia, do arbtrio ou do fanatismo. necessria elouvvel a ao dos que denunciam imoralidadespblicas ou privadas. Imoralidade poltica tem queser alvo de combate permanente, mas este nopode ser o objeto supremo da vida pblica. A

    polcia indispensvel mas no se deve deduzirda que a atividade policial seja a mais relevante doEstado, sua prioridade mxima. Crime tem que tercastigo, embora a justia penal mais severa noacredite num mundo livre da criminalidade. Assimquem reclamar perfeio nos homens pblicosacabar caindo no maniquesmo dos polticos bonsversus maus. H 500 anos, Maquiavel mostrou adistino entre o comportamento tico do homempblico e o do indivduo comum. Lus XI tinhainmeros defeitos pessoais mas, pela capacidadepoltica, unificou a Frana e destruiu o poder dosgrandes senhores feudais. Lus XVI era um modelode virtudes pessoais, mas, pela sua inpciapoltica, contribuiu decisivamente para a queda damonarquia. Dos dois, qual o melhor rei? MaxWeber acentuou que o homem de Estado no podeguiar-se apenas pela tica da conscincia mastam