revista portuária - 22 dezembro 2015

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Revista Portuária - 22 Dezembro 2015

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  • 4 Dezembro 2015 Economia&Negcios

    Editora Bittencourt

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    Santa Catarina | CEP 88303-020

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    ANO 15 EDIO N 190Dezembro 2015

    EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: paulo@virtualbrazil.com.brSKYPE: contatos@virtualbrazil.com.br

    Amfri como polo de desenvolvimento

    O ano de 2015 no foi fcil para a maioria dos brasilei-ros. Muitos setores sentiram a retrao causada pela crise poltica e econmica em todo o Brasil, mas ainda assim Santa Catarina conseguiu se manter com as taxas mais baixas de desemprego. Nesses momentos que se percebe a importncia de ter um estado autnomo no quesito desenvol-vimento.

    J se projeta, por exemplo, que Santa Catarina deve lu-crar com o turismo nesta temporada de vero em funo da alta do dlar. Sendo assim, por que no desenvolver as regies dentro do Estado para que elas tambm tenham autonomia sobre seu crescimento?

    Quando o coordenador voluntrio do projeto InvoAmfri, Paulo Bornhausen, fala em desamarrar as cidades para depois amarr-las isso que quer dizer. O programa tem como finali-dade desenvolver a regio da Amfri de forma autnoma. Fazen-do com que os municpios garantam pleno desenvolvimento independente da situao do pas e at do restante do Estado.

    Esse emponderamento que tratamos na manchete desta edio devidamente possvel se houver, como h agora com esse projeto, uma corrente de trabalho que qualifique a gesto pblica para tal. Alm de qualificao, o InovAmfri oferecer experincia de entidades parceiras e bons exemplos que pode-ro ser aproveitados. Tudo isso para favorecer reas como sa-de, turismo, mobilidade e, claro, desenvolvimento econmico.

    A iniciativa, que j est em prtica, deve comear dar os primeiros resultados em 2016. Fique atento, envolva-se e per-ceba que possvel continuar crescendo graas a boas ideias e iniciativa.

  • Economia&Negcios Dezembro 2015 5

    TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    20 INCREMENTOSetor de alimentao fora do lar cresce R$ 21 bilhes em 2015

    Sumrio

    PARANAGUComplexo Porturio do Itaja perde liderana na exportao de frango

    39

    23 RECUPERAOInflao ser menor em 2016, conforme instituies financeiras

    28 PORTOGovernador entrega licena ambiental para obras da nova bacia de evoluo

    29 IMPORTAOPortal na internet faz tempo de despacho de cargas reduzir 10%

    34 COMRCIOConhea a nova diretoria da CDL de Balnerio Cambori

    40 DESENVOLVIMENTOEmpresa hngara de painis solares pode investir em SC

    43 CONSUMOVendas no Black Friday ultrapassam R$ 1,5 bilho

  • 6 Dezembro 2015 Economia&Negcios

    Com o cmbio favorvel ao turismo domstico, o valor desembolsado por brasileiros fora do pas em outubro deste ano caiu pela metade se com-parado ao mesmo perodo do ano anterior. De acordo com os dados do Banco Central, os gastos, que em ou-tubro de 2014 chegaram a US$ 2,1 bilhes, este ano fo-ram de US$ 1 bilho, uma queda de 52,7%. Estamos vivendo um momento oportuno para o setor produtivo do turismo domstico. a hora de captar esta parcela do mercado consumidor acostumada a viajar pelo mun-do, comentou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.

    No acumulado do ano, o recuo tambm verifica-do. De janeiro a outubro de 2015, os brasileiros deixaram

    US$ 15,1 bilhes em destinos internacionais. Em 2014, o montante foi de US$ 21,7 bilhes. Estamos falando de US$ 6,6 bilhes, o equivalente a mais de R$ 24 bilhes que no foram gastos no exterior de janeiro a outubro e, se no todo o montante, por conta do cenrio econmico adverso, uma parcela significativa poderia movimentar a economia nacional, reforou Henrique Alves.

    Com o recuo nas despesas, a balana comercial do turismo registrou um dficit de US$ 10,35 bi, o menor nos ltimos cinco anos. So US$ 5,5 bi a menos que o dficit acumulado nos dez primeiros meses de 2014 (US$ 15,86 bi). Desde 2003, os nicos anos em que a balana comercial do turismo ficou superavitria foram 2003 e 2004, quando o dlar oscilou em mdia em R$ 3.

    Gastos de brasileiros no exterior caem pela metade

    Dados do Banco Central revelam recuo nas despesas fora do pas. Diferena entre os gastos de brasileiros no exterior e

    de estrangeiros no Brasil a menor dos ltimos cinco anos

  • 8 Dezembro 2015 Economia&Negcios

    Ncleo estratgico vai promover o desenvolvimento

    das cidades da Amfri InovAmfri tem como finalidade qualificar a gesto pblica para promover

    melhorias em reas como sade, mobilidade e turismo

  • Economia&Negcios Dezembro 2015 9

    Tornar a Associao dos Municpios da Foz do Rio Itaja-Au autnoma e prspera. Essa a principal finalidade do projeto InovAmfri, lanado no incio de dezembro e que ser desenvolvido ao longo das prximos anos em parceria com instituies de ensino, entidades de classe e com os 10 municpios que fazem parte do con-srcio.

    O InovAmfri surge para promover o desenvolvimen-to das cidades nas mais diversas reas. O coordenador voluntrio do projeto, ex-deputado Paulo Bornhausen, ex-plicou que o projeto est baseado em trs eixos principais: desenvolvimento econmico, mobilidade regional integra-da e qualificao da gesto pblica municipal.

    O programa prev a execuo de nove aes relati-vas aos eixos do projeto, abordando desde a elaborao do plano diretor do distrito de inovao regional de Itaja at a elaborao de um plano de mobilidade Integrada regional, com destaque para o transporte coletivo. Ainda h a elaborao de estudos e relatrios de impacto am-biental para viabilizar a construo do distrito de forma sustentvel.

    "Mais que propor ideias, estamos envolvendo as pessoas, em especial gestores pblicos, e desenvolvendo neles a capacidade de inovar, gerenciar e resolver desa-fios. Dentro de quatro anos queremos ter o distrito de inovao em pleno funcionamento", explica Bornhausen.

    O InovAmfri comeou em agosto com um comit de gerenciamento do projeto formado por uma equipe exe-cutiva responsvel pela elaborao e todo o planejamento com a presena de universidades e instituies de fomen-to. A finalidade, colocando em prtica esse projeto atrair

    mais investimentos e promover conexes internacionais. Fazer com que a regio negocie com outros pases inde-pendente do desenvolvimento do Estado ou do pas:

    "Com a execuo do projeto, teremos ainda o dina-mismo na economia de toda regio, com foco na gerao de postos de trabalho mais qualificados, no fortalecimento das empresas, desde as microempresas at as grandes, passando por toda cadeia produtiva local, incrementando a qualidade de vida de toda populao".

    Conforme Bornhausen, um empoderamento re-gional. O coordenador entende que as cidades precisam se desamarrar e por outro lado se amarrar regionalmente para ganhar mais fora e se tornarem competitivas. Assim, tero avanos na gerao de emprego e renda.

    " trazer para c o poder de deci-dir o futuro da re-gio. Temos plenas condies disso, te-mos cidades j mui-to desenvolvidas como o caso de Itaja e qualificando as pessoas e tra-zendo exemplos de fora que deram cer-to, adaptando para a nossa realidade, tenho certeza de que iremos evoluir muito", conclui.

  • 10 Dezembro 2015 Economia&Negcios

    Aps consecutivas altas no primeiro semestre, duas leves quedas nos meses de julho e agosto, o pre-o da cesta bsica na cidade de Itaja no parou mais de subir. Em novembro, o valor da cesta aumentou 3,61%, passando de R$ 330,04 para R$ 341,96, e no acumulado do ano a alta registrada chega a 22,47%.

    O preo da batata no ms de novembro disparou e a alta foi de 53,77%, segundo a pesquisa mensal feita pelo projeto Cesta Bsica Alimentar de Itaja da Univali. O levantamento realizado sempre nos trs ltimos dias do ms, em oito dos principais supermercados de Itaja, que representam mais de 80% do consumo da cidade.

    Os dados apontam que houve um clima desfavor-vel para produtos in natura e a variao do dlar puxou a alta, que afetou alm da batata, a banana branca, com aumento de 27,49%, o tomate, que subiu 24,62%, e o caf em p, 16,15%. Tambm esto mais caros, o acar (12,17%), o feijo (7,66%), a manteiga (4,67%) e o leo de soja (2,36%).

    A carne, que normalmente o produto que mais encarece a cesta bsica, teve queda de 7,13%. Houve reduo tambm no preo do leite (6,48%), do arroz (5,03%), da farinha de trigo (4,25%) e do po francs (2,37%).

    No acumulado do ano, somente a banana e o feijo esto mais baratos que no incio de 2015. Na compara-o dos valores dos ltimos 12 meses, somente a banana est mais barata que em novembro do ano passado, e os demais itens da cesta bsica esto bem mais caros, como o tomate, que aumentou 88,82%, a batata, que subiu 69,78% e o acar, que teve alta de 58,04%.

    Impacto no salrio mnimoAinda de acordo com a pesquisa, o custo da cesta

    bsica sobre o salrio mnimo do itajaiense passou de 41,88% em outubro para 43,40% em novembro. Em ter-mos de horas de trabalho para aquisio da cesta, pas-sou de 92h12 para 95h28.

    Cesta bsica de Itaja acumula alta de 22,47% no acumulado do ano