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Revista Parlamento 3ED

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  • P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6 - 1

    Avaliao do resultado das eleiesparlamentares 2002

    3 edio - outubro 2002

  • 2 - P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6

    PARLAMENTO

    Avaliao do resultado das eleies parlamentares 2002

    Editor responsvel

    Jair Barbosa Jr.

    Consultor responsvel pelo estudo

    Marcondes Sampaio

    Programao visual

    DataCerta Comunicao

    Impresso

    Athalaia Grfica e Editora

    Braslia, outubro de 2002

    permitida a reproduo, desde que citada a fonte.

    Parlamento: uma publicao do INESC - Instituto de Estudos Socioeconmicos. - End: SCS - Qd, 08, blB-50 - salas 431/441 Ed. Venncio 2000 - CEP. 70.333-970 - Braslia/DF - Brasil - Fone: (61) 226 8093 -Fax: (61) 226 8042 - E-mail: inesc@inesc.org.br - Site: www.inesc.org.br - Conselho Diretor: JacksonMachado - presidente; Ronaldo Garcia - vice-presidente; Elisabeth Barros - 1 secretria; Paulo Pires - 2secretrio; Gilda Cabral - 1 tesoureira; Augustino Veit - 2 tesoureiro - Colegiado de gesto: JosMoroni; Iara Pietricovsky - Assessoria tcnica: Adriana de Almeida, Austregsilo de Melo, EdlcioVigna, Hlcio de Souza, Jair Barbosa Jnior, Jussara de Gois, Luciana Costa, Paulo Eduardo Rocha

  • P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6 - 3

    ndice

    Apresentao 5

    Introduo 7

    Cmara 9

    Os partidos e o governo Lula 10

    As mulheres 10

    7

    Os evanglicos 11

    O Senado 12

    Ganhos e perdas 13

    Disputaram outros cargos

    A nova Cmara dos Deputados

    O novo Senado Federal

    15

    17

    27

  • 4 - P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6

  • P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6 - 5

    Apresentao

    Inesc conclui, com esta terceira edio da Revista Parlamento, o acompanha-

    mento do processo eleitoral parlamentar de 2002. Neste ltimo nmero, tra-

    zemos uma avaliao dos resultados finais revelados pelas urnas no pleito de

    6 de outubro com os nmeros dos partidos e a configurao dos grupos de

    presso. A surpresa revelada pelas urnas, este ano, s pode ser comparada

    quela ocorrida em 1974 quando o ento MDB apresentou um crescimento de

    150% no Senado Federal e de mais de 90% na Cmara dos Deputados, ndices

    superiores aos registrados pelo Partido dos Trabalhadores, PT, a grande revela-

    o do pleito atual.

    Realizado desde 1990, os estudos de previso eleitoral organizados pelo

    Inesc tm demonstrado alto grau de acertividade. Nas duas primeiras edies,

    divulgadas em agosto e incio de setembro, antecipamos em 92,3% os nomes

    dos eleitos para a Cmara federal. A taxa de renovao entre os deputados

    ficou 41,8% com a reconduo de 299 parlamentares que participam da atual

    legislatura 283 titulares e 16 suplentes que assumiram o mandato em dife-

    rentes momentos. As previses do Inesc, assim como as dos demais institutos

    de pesquisa de opinio, no conseguiram detectar o as propores da onda

    vermelha que, diferentemente do que vinha sendo registrado em pleitos an-

    teriores, este ano apresentou como principal caracterstica a influncia do elei-

    o presidencial nos demais pleitos, da o extraordinrio crescimento do PT no

    Congresso Nacional e Assemblias Legislativas.

    Levantamento pautado na mais completa seriedade, sem qualquer mo-

    tivao eleitoreira, o estudo de previso eleitoral do Inesc se constitui em

    mais uma de nossas diversas iniciativas em prol da cidadania e da construo

    social pautada na responsabilidade, no respeito diversidade e na garantia de

    direitos para todos. Conseguimos, ao lado de outras organizaes da socieda-

    de civil, fortalecer junto mdia nossas posies e opinies. Participamos do

    debate nacional com qualidade de informao e impacto. Atuamos no sentido

    de consolidar o papel da sociedade civil organizada como interlocutor

    credenciado junto imprensa em questes eleitorais.

    Na condio de organizao no-governamental que atua no fortaleci-

    mento da democracia e na garantia aos direitos humanos, o Inesc tem, no

    Congresso Nacional, o seu principal locus de atuao. Entendemos que o Par-

    lamento o espao privilegiado para a construo de polticas pblicas sociais

    que possam beneficiar a populao brasileira. E que a eleio um momento

    especial para a sociedade definir o seu voto. Por acreditar que no exerccio

    democrtico do voto que podemos promover as mudanas necessrias a nosso

    pas, queremos parabenizar a toda a sociedade brasileira por mais este mo-

    mento de celebrao da cidadania.

    O

  • 6 - P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6

  • P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6 - 7

    Introduo

    Desde que iniciamos, h quase 30 anos, o trabalho de acompanhamento

    e previso das eleies parlamentares, primeiro em jornais, e desde

    1990 no INESC, apenas a de 1974 coincidentemente nosso primeiro

    desafio nessa complexa tarefa produziu resultados mais

    desconcertantes do que os da eleio deste 6 de outubro. Naquelepleito, o MDB, que fazia oposio ao regime militar, mais que dobrou

    sua representao no Senado, aumentando sua bancada de sete para 18

    integrantes crescimento de mais de 150% - e na Cmara passou de 84

    para 153 deputados mais de 90% ndices superiores aos agora

    alcanados pelo Partido dos Trabalhadores.

    Passada a experincia de 74, as eleies parlamentares tornaram-se,

    como regra, mais previsveis, permitindo-nos ndices de acerto sempre

    em torno dos 90%, na antecipao dos perfis das vrias legislaturas

    que se sucederam nessas trs dcadas. No nosso caso, alm da experi-

    ncia acumulada, tais ndices so resultado, em larga medida, da cola-borao desprendida de diferentes agentes do processo poltico mi-

    litantes partidrios, parlamentares, funcionrios de diferentes escales

    do Legislativo e jornalistas.

    Feitas essas observaes, passemos ao balano mais especfico dos

    acertos e desacertos registrados no nosso estudo referente lti-ma eleio, lembrando que nossas previses foram divulgadas pelo

    INESC em duas verses impressas, concludas com anterioridade de

    mais de um ms em relao ao pleito a primeira publicada no incio

    de agosto e a segunda em setembro, com base em dados coletados at

    o dia 3 daquele ms. Numa terceira verso, on line, divulgada no dia

    1 de outubro, atravs de um texto sinttico, atualizamos dados relati-vos disputa pelo Senado e registramos a perspectiva de um cresci-

    mento do PT alm do esperado.

    Consideradas as verses impressas, deve-se reconhecer a derruba-da de duas das principais previses: a de que o PFL manteria a condi-o de maior partido na Cmara e a de que o PT dificilmente sairia dadisputa com 20% a mais da sua atual representao, de 58 deputados.

    Na realidade, o crescimento do PT foi de 56%, elevando a bancada

    para um total de 91 integrantes , superando o PFL, que elegeu apenas

    84 deputados. No Senado, o Partido dos Trabalhadores teve um desem-

    penho proporcionalmente melhor mais de 75% - passando de oito

    para 14 representantes.

    Por uma questo de honestidade intelectual, registramos essa fa-lha, ainda que ela tenha sido de certo modo neutralizada pela atualiza-o das previses, no site do INESC, onde se lia, no dia 1:

  • 8 - P A R L A M E N T O 2 0 0 3 / 2 0 0 6

    ... Deve-se reconhecer que a complexidade das eleies deste ano pode de alguma

    forma desconcertar as avaliaes (...) Deve-se registrar ainda a expectativa do PT

    comum em todas as campanhas, e mais razovel agora, devido ao favoritismo de Lula

    na disputa presidencial de um reforo substancial das chances do partido, pelo chamado

    voto de legenda. Em So Paulo, onde o ltimo levantamento do INESC previu um m-

    ximo de 16 deputados federais petistas, os mais otimistas j confiam na possibilidade de

    o partido conquistar 20 cadeiras na Cmara, o que daria ao PT uma bancada de mais de

    70 integrantes naquela Casa do Congresso.

    verdade que o texto acima discreto, tendo sido elaborado sob a preocupao de no alardear umfenmeno de ltima hora que nem o prprio PT sabia dimensionar. Duas semanas antes, ao contrrio deeleies passadas, os dirigentes petistas, ainda que seguros das chances de Lula, mostravam-se cautelo-sos nas avaliaes sobre a eleio parlamentar, evitando a divulgao de prognsticos.

    Prenncios de fenmenos tanto os fsicos quanto os sociais recomendam recato na tentativa dedimensionar-se seus efeitos. Esse foi o nosso sentimento, ao registrarmos a hiptese de as avaliaessobre a disputa parlamentar acabarem desconcertadas pelo desempenho do PT. Em termos genri-cos, anotamos apenas a possibilidade de superao das avaliaes anteriores, o que daria ao PT umabancada acima dos 70 integrantes, que era o mximo previsto nas edies escritas.

    Se tivssemos cedido tentao especulativa, seria cmodo elevar o mximo quando menospara a marca dos 80. Tal concesso, contudo, afrontaria o padro que temos seguido em todas aseleies, que o da reiterada checagem das informaes problemtica, quela altura, pela dis-perso das fontes e no o simples acatamento de verses ou rumores. Na realidade, os nmerosque o estudo atribui a cada partido constituem um subproduto do sentido maior do trabalho, que o de antecipar o perfil geral do Congresso, nos mltiplos aspectos da representao parlamen