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    Revista

  • 2

    Turma 231

    Organizao escolar:

    Diretor: Ir. Lauro Bohnenberger

    Vice-diretora e Supervisora Escolar : Ana Poppe

    Orientadora Educacional: Fabiana Schumacher

    Supervisor Administrativo: Roger Pochmann

  • 3

    Turma 231

    Caros leitores, com muito prazer que apresento este exce-

    lente trabalho de meu alunos. Boa leitura!! Aproveitem a

    nossa revista!

    Breno Lacerda,

    Professor de Portugus.

    A primeira edio da revista La Sallada, escrita inteiramente pelos alunos da

    231, do colgio La Salle So Joo, abrange temas muito diferentes e atuais. A pri-

    meira matria sobre o Golpe Militar, que se instalou 50 anos atrs no Brasil. Ainda

    falando sobre o Brasil, temos a matria sobre as eleies, sobre a Copa do Mundo e

    sobre a violncia nos estdios de futebol. Num mbito mais regional, a matria sobre

    rico Verssimo, um dos maiores escritores do Rio Grande do Sul, retrata a vida e

    obras do escritor e a matria sobre exposies culturais em Porto Alegre d dicas

    para os amantes da arte que vivem na capital.

    Numa esfera mundial, a revista traz matrias sobre questes que ocorreram

    em vrios lugares do mundo. Uma delas o voo MH370 da Malaysia Airlines, que

    desapareceu dos radares entre a Malsia e o Vietn no incio do ms de maro. Ou-

    tra questo abordada pela revista o conflito da Crimeia, na Ucrnia, explicado na

    matria com a ajuda dos professores de Geografia e Histria do Ensino Mdio. Os

    protestos na Venezuela em fevereiro deste ano tambm ganharam lugar na revista,

    que explica em tpicos os motivos da revolta do povo venezuelano. Debatendo o as-

    sunto da maconha, a matria sobre a legalizao da planta na Holanda e como a

    regulamentao do consumo no pas nos d um olhar melhor sobre os impactos do

    consumo nos Pases Baixos.

    Na categoria entretenimento, as reportagens sobre os filmes Clube de

    Compras Dallas e Doze Anos de Escravido, falam sobre os queridinhos

    do Oscar 2014. No mbito brasileiro, a matria sobre o concerto Nivea Vi-

    va o Samba retoma o estilo musical muito popular entre os brasileiros.

    Os projetos do La Salle So Joo constituem vrias matrias da revista, o

    Festival de Pardias, o Festival de Curtas e os investimentos feitos no co-

    lgio ajudam a ambientar o leitor no mundo dos escritores da revista. No

    mbito escolar, a matria sobre Simbolismo e a entrevista com a ex-aluna

    Gabriela Dias podem ajudar os futuros e atuais vestibulandos.

    Esperamos que gostem da revista,

    Giulia Reis..

  • 4

    ........................................................................ Pg. Fabiane Berwange, Mayara Colissi, Victria Wchter e Yuri Siqueira

    Pg.

    Pg.

    12 Clube de Compras Dallas:

    Tain Sangali

    .....................................................................................14

    ........................................................................ 2014: ano de investimentos no La Salle So Joo. Daniel Oliveira

    Pg. 19

    Pg. 21

    Mateus Costa

    .......................................................................................

    Pg. 22 Matheus da Luz Nunes e Luiz Felipe Buzetto

    Pg.

    27

    ...............................................................................Yuri Rodrigues

    ....................................

    Pg. 29 ...............................................................................Gabrielle Martini e Laura Faneze

    .......................................................................................

    Pg. 34

    Brbara Arias

    .....................................................................................Juliano Prauchner e Anderson Barrey

    Conflitos na regio da Crimeia

    Eleies 2014: Os principais candidatos

    Mistrio sobre o voo MH370

    O Espao de rico Verssimo na Literatura Gacha

    Um pouco de Simbolismo

    Porto Cultura

    Turismo da cannabis

    Violncia nos Estdios, uma vergonha para ns!

    Pg. 31

    Pg. 37 .................................................................

    Anderson Barrey

    .......................................................................................

    Entrevista com Gabriela Dias 12 nos de Escravido

    50 anos do golpe militar 5

    .......................................................................................

  • 5

    ........................................................................ Pg. O samba no vai morrer.

    Maria Eduarda Cunha

    Pg.

    .....................................................................................14 Festival de Pardias La Salle So Joo

    Giulia Vinciprova

    Pg. 15 ........................................................................

    2014: ano de investimentos no La Salle So Joo.

    William Borba, Lucas Rech e Walter Gobbato

    ....................................................................................... Henrique Scherer e Rafael Muttoni

    22

    Joo Antnio Poli

    Pg.

    23

    Pg. 25 ...............................................................................

    ....................................Brbara Schilling

    ...............................................................................

    ....................................................................................... Caroline Corra

    Pg. 33

    .....................................................................................Juliano Prauchner e Anderson Barrey

    Gastos com a Copa do Mundo

    Eleies 2014: Os principais candidatos

    Protestos e crise na Venezuela

    O Espao de rico Verssimo na Literatura Gacha

    Um pouco de Simbolismo

    Festival de Curtas La Salle So Joo

    Turismo da cannabis

    Violncia nos Estdios, uma vergonha para ns!

    Pg. 17

    Pg. 31

    Pg.

    38

    .................................................................

    10

    ....................................................................................... Nicole Rech

    12 nos de Escravido

    50 anos do golpe militar 5

    .......................................................................................

  • 6

    50 anos do golpe militar

    O golpe de 1964 e a instaura-

    o do regime militar

    Por: Fabiane Berwange, Mayara Colissi,

    Victria Wchter e Yuri Siqueira

    N a madrugada do dia 1 de abril de 1964, um golpe foi deflagrado contra

    o governo legalmente constitu-

    do de Joo Goulart. A falta de

    reao do governo e dos gru-

    pos que lhe davam apoio foi

    notvel. No se conseguiu ar-

    ticular os militares legalistas.

    Tambm fracassou uma greve

    geral proposta pelo Comando

    Geral dos Trabalhadores

    (CGT) em apoio ao governo.

    Joo Goulart, em busca de

    segurana, viajou no dia 1 de abril do Rio, pa-

    ra Braslia, e em seguida para Porto Alegre,

    onde Leonel Brizola tentava organizar a resis-

    tncia com apoio de oficiais legalistas. Apesar

    da insistncia de Brizola, Jango desistiu de

    um confronto militar com os golpistas e seguiu

    para o exlio no Uruguai, de onde s retorna-

    ria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

    Tempos sombrios aqueles representa-

    ram para o nosso pas. Foram vinte e um

    anos em que o povo brasileiro agia de forma

    vinculada e artificial. Explico. Vinculada pelo

    fato de que nada se fazia

    se no em concordncia

    com as ordens dos milita-

    res, poca no Poder. Ar-

    tificial porque garantido

    no era sociedade ex-

    pressar-se conforme seus

    pensamentos e filosofias.

    As expresses a que se

    tinha acesso no eram fru-

    to dos verdadeiros senti-

    mentos, e as que eram, a

    elas no se tinha acesso.

    O poder real encontrava-

    se em mos militares. Nos

    primeiros dias aps o gol-

    pe, uma violenta represso atingiu os setores

    politicamente mais mobilizados esquerda no

    espectro poltico, como por exemplo o CGT, a

    Unio Nacional dos Estudantes (UNE), as Li-

    gas Camponesas e grupos catlicos como a

    Juventude Universitria Catlica (JUC) e a

    Ao Popular (AP). Milhares de pessoas fo-

    ram presas de modo irregular, e a ocorrncia

    de casos de tortura foi comum, especialmente

    no Nordeste. O lder comunista Gregrio Be-

    zerra, por exemplo, foi amarrado e arrastado

    pelas ruas de Recife.

  • 7

    A junta baixou um "Ato Institucional"

    uma inveno do governo militar que no es-

    tava prevista na Constituio de 1946 nem

    possua fundamentao jurdica. Seu objetivo

    era justificar os atos de exce-

    o que se seguiram. Ao lon-

    go do ms de abril de 1964,

    foram abertos centenas de

    Inquritos Policiais-Militares

    (IPMs). Chefiados em sua

    maioria por coronis, esses

    inquritos tinham o objetivo

    de apurar atividades consi-

    deradas subversiva. Parla-

    mentares tiveram seus man-

    datos cassados, cidados

    tiveram seus direitos polti-

    cos suspensos e funcionrios pblicos civis e

    militares foram demitidos ou aposentados.

    Entre os cassados, encontravam-se persona-

    gens que ocuparam posies de destaque na

    vida poltica nacional, como Joo Goulart, J-

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