revista iii - 8ª ediÇÃo

Download REVISTA III - 8ª EDIÇÃO

Post on 25-Jul-2015

2.290 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Talita Rocha

    Amanda Galdino

    Leonardo Lima Lopes

    Antnio Nicodemo

    Lucas Bueno

    Glucio Cmara

    Tuane Vieira

    Dbora Almeida

    Roberta Bueno

    Letcia Santos

    MASP

    Pinacoteca do Estado

  • Frum Permanente de Cultura

    Tema: Construindo Uma Poltica Pblica de Cultura

    Acontecer no dia 04 de Agosto de 2012 na Associao de Moradores de Santo Antnio do Poteng das 14h s

    17h, a IV reunio do Frum Permanente de Cultura, O evento uma iniciativa e realizao do Grupo PeduBreu

    e a Republica das Artes. E conta com a participao da RECID (Rede de Ao Cidad), instituio esta que

    aborda tematicamente conceitos na rea de Poltica Pblica e formao de Conselhos.

    O principal objetivo do Frum Permanente de Cultura (FPC) subsidiar as discusses e princpios para a

    elaborao, consolidao e fortalecimento do Plano Municipal, Conselho Municipal de Poltica Cultural e Fundo

    Municipal de Incentivo a cultura. Instituindo no municpio de So Gonalo do Amarante o Sistema Municipal de

    Cultura SMC.

    Nesse contexto que os Planos de Cultura Estaduais e Municipais emergem como instrumentos de pactuao

    institucional e poltica, envolvendo governantes, agentes pblicos e sociais, comunidade artstico-cultural e

    sociedade em geral, operando como cartas de navegao para nortear os rumos da poltica cultural e a sua execuo

    nas trs instncias de governo, devendo estar sintonizados com o Plano Nacional de Cultura - PNC.

    Coordenao Executiva do 3 Frum Municipal de Cultura

    Aldair Miranda

    Glucio Cmara

    Lenilton Lima

    Para saber mais acesse a pgina do Frum no Facebook:

    http://www.facebook.com/#!/ForumCultSGA

    Por Glucio CmaraESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

    SO GONALO DO AMARANTE

  • Ultimamente venho postando diversas frases no twitter sobre esses seres cruis que vivem torturando o bom e cor-

    reto portugus.

    Mas o que est causando esse surto de portugus mal escrito e mal falado?

    Alguns culpam o blogus da internet, mas sinceramente, abreviar e adotar estratgias de escrita na internet no

    so sinnimos de erro, mesmo porque todos fazemos isso afim de facilitar a comunicao rpida e com caracteres li-

    mitados como no twitter por exemplo.

    As grias tambm foram grandes vils durante todo esse tempo, mas tambm fazem parte da informalidade e do co-

    tidiano.Um dos problemas est na falta de diferenciao do que formal, do que coloquial e do que errado de fa-

    to.

    Como professora, percebo que as redaes dos adolescentes contm cada vez mais grias e abreviaes, alm das li-

    cenas porquticas (pois no so nada poticas) contidas nos hits do momento, que estimulam os jovens a pensa-

    rem que est certo falar e escrever de tal forma.

    Outro problema seria a falta de uma matria ou uma aula de lngua portuguesa por semana direcionada produo e

    reescrita de textos, para que os erros sejam percebidos pelos prprios jovens, com professores bem subsidiados com

    material didtico atrativo e formao para tal.

    Por ltimo e no menos importante, h a parcela de culpa na falta de fiscalizao dos pais e responsveis, que fazem

    vista grossa dizendo que o erro faz parte da faixa etria, ou simplesmente sequer

    sabem o que os filhos escrevem, muito menos como escrevem.

    A grande realidade que a sociedade em si (e no somente os governantes)

    no se preocupa com a formao dos futuros adultos, como eles falaro

    ou escrevero, preferem achar que tudo bonito e que vai passar um

    dia, mas acredito que se continuar assim o artigo 5 da nossa

    constituio ser escrito assim:

    Art. 5 Nois tudo ingual p a lei s desigualdade todo

    mundo pode no brasil te os mesmo direito pra tudo tipo

    assim:

    I - omeme mulhere so tudo ingual

    II si naumquizenaum precisa faze nada que naum

    eh obrigado.

    III ningum pode se tratado na ingnorancia

    IV e pode fala o q qzer

    E assim por diante...

    Bem meus queridos, a sorte est lanada e acho

    melhor acordarmos e atentarmos mais educao de

    nossos jovens antes que seja tarde demais.

    Por Roberta Bueno

    Portugus torturado todos os

    dias com requintes de crueldade!

  • Eles te ensinam a obedecer

    A calar a boca e baixar os olhos

    Ensinam-te a fugir, a ser um covarde

    A pensar igual, falar igual

    E principalmente, julgar igual

    Quem pensa diferente

    Porque eu sou

    O que voc disser que eu sou

    Pois se eu no fosse

    Por que dirias que sou?

    Ensinam-te a olhar para o cu

    E ignorar o cheiro podre e ftido

    Que exala da boca deles

    Na esperana

    De um amanh (que no existe)

    Porque o que Deus faz bom e perfeito

    E toda a maldade nasceu do pecado

    Portanto se a sua vida desgraada

    No culpa dele o todo poderoso

    culpa do mal que existe no mundo

    Mas no me pergunte de onde vem o mal

    O que importa que se alguma beno

    For-lhe dada, em sua existncia miservel

    Voc deve lembrar-se, de claro

    Agradecer a Ele

    Eles te ensinam a cuspir e negar

    O que est dentro de voc

    Condenando-te a maldio

    De ser eternamente o carrasco de ti mesmo

    Dia aps dia

    Porque ns nascemos, crescemos e morremos

    Todos ns

    Porm por algum motivo

    Se a sociedade te enquadrar

    Em um destes adjetivos

    Como pobre, negro, homossexual, bissexual

    Prostituta, viciado, deficiente, velho, mendigo

    Sua dignidade como ser humano ser arrancada

    E para ti restar os mesmos restos dos animais

    Porm ao contrrio destes

    De ti no tero pena e sim nojo

    Eles vo te dar nmeros, senhas e regras de conduta

    Os teus sentimentos sero palavras

    O teu valor ser uma remunerao

    Os teus atos seguiro um roteiro

    Os teus sonhos sero comprados em atacados

    Embasado em uma palavra fundamental

    Liberdade!

    Livre para ir e vir

    Enquanto rdeas firmes e invisveis

    Transformam-te em uma marionete

    Mas o pior

    que voc uma marionete contente

    Porque voc l os mesmos jornais

    Diverte-se da mesma forma

    Veste-se do mesmo jeito

    Crtica as mesmas atitudes

    Consome produtos iguais

    Escuta as mesmas msicas

    E ainda acha que tem personalidade

    O que voc no percebe

    que voc uma engrenagem

    Rodando o circo do sistema

    Voc o culpado direto

    Do prottipo de marginal

    Pedindo esmola nos sinais

    Do viciado

    Que rouba e mata para cheirar

    Do pai de famlia desempregado

    Que no pode por em casa o po de cada dia

    Da menina de doze anos prostituindo-se

    Que humilhada e escrachada

    Para poder sobreviver

    Porque a vontade de Deus boa e perfeita

    Porque o preconceito bom e perfeito

    Porque a ignorncia boa e perfeita

    Porque obedecer bom e perfeito

    Mas para quem?

    Por Lucas Bueno

  • As Horas, de Stephen Daldry, um dos filmes mais emblemticos quando o

    assunto mulher. Seja pela referncia a Virgnia Woolf, ou pela delicadeza de cada

    uma das personagens. Sendo Virgnia uma delas. De todo modo, o filme

    penetrante, tanto que dizer: ele arrebata os sentidos do espectador, pouco.

    Essa falta de palavras pra expressar a densidade de um filme se torna mais que

    evidente, diante de A Casa de Alice, de Chico Teixeira. Em meio ao caos de uma vida

    cheia de cantos obscuros, Alice emerge com uma fora absurda.

    Em outro sentido, a personagem Emlia do chileno Bonsai, de Cristin Jimnez,

    fica completamente submetida aos escritos de Jlio, que a apresenta

    como lhe convm. Na fala de outra personagem do filme,

    Blanca: s a viso de um menino com corao partido.

    Com certa semelhana, em Paris, Texas, de

    Wim Wenders, Jane parte mal resolvida da vida

    de Travis, porm o reencontro acontece de um

    modo meio torto, meio desconfortvel, com

    ambos os coraes mais que partidos. E

    dessa maneira, essa mulher se revela, e com

    uma beleza incontestvel.

    Por fim, em Os Sentidos do Amor,

    Eva Green d vida a Susan, e arrebenta

    qualquer estrutura, com uma encantadora

    interpretao do desespero, diante da

    perda. Porm, em meio a tudo isso, ela faz

    surgir uma imagem sublime, que arranca

    com toda voracidade os medos provocados

    ao longo do filme.

    MULHERESPor Letcia Santos

    Minha fora no bruta,

    No sou freira, nem sou puta...

    Porque

    Nem toda feiticeira corcunda,

    Nem toda brasileira bunda,

    Meu peito no de silicone..

    Zlia Duncan // Rita Lee

  • Aquelas so as pessoas. As que te conhecem por um perodo

    da sua vida que equivale a mais importante, a mais viva. A

    fase da vida em que os amigos e os inimigos so para sem-

    pre. So desses que voc espera sempre o melhor e o pior,

    sem nunca contar que ser diferente.

    Nos vemos sempre de lados opostos. Tudo que eu sonhei

    pra mim, voc no . Mas como o pouco de ns duas (ou ns

    dois) nos completa, nos o suficiente pra prosseguir e se faz

    necessria para entender o pouco que entendemos uns dos

    outros. Faz com que no tentemos nos explodir. ele que

    sustenta o fio de respeito que h entre ns. Existe uma linha

    muito tnue nessa situao, mas no sei quando foi que ela

    ficou ainda mais fraca. Quase no a sinto, e isso est fazen-

    do com que a balana saia da igualdade.

    No h como acalmar mares bravios ou incndios descon-

    trolados. No h como domar um leo com fome. H a na-

    tureza das coisas, das pessoas.

    Cada um sabe a dor e a delcia de ser quem . Cada um dor-

    me com