Revista Fale Mais Sobre Isso | 19ª edição

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Uma revista dedicada aos universos da Sade e da Sade Mental.

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  • PSICOTERAPIASaiba mais sobre o trabalho do Psiclogo Clnico e como ele pode lhe ajudar a acender todos os

    maravilhosos potenciais que voc possui.

    Em tempos de redes sociais, o que traio virtual?

    pag. 38

    Traio virtual existe?

    O psiclogo pode lhe ajudar nesse caso.

    pag. 14

    Famlia Ampliada

    pag. 16

    Tolerncia frustraoEnsinamento precioso s crianas.

    edio 19 | 2015

  • falemaissobreisso.com.br edio 19 2015

    sumrio

    www.facebook.com/falemaissobreissorevistafalemaissobreisso@yahoo.com.br.

    www.youtube.com/user/falemaissobreissowww.falemaissobreisso.com.br

    Mais da Fale Mais Sobre Isso:

    Coordenao e Reviso Tcnica: Leonardo Abraho - Psiclogo (CRP/04 36232)

    Diagramao: Miguel Neto

    Comercial: 34 9966.1835 | 9221.6622

    Tiragem: 1.000 unidades

    Impresso e Pr Impresso: Grfica Brasil - Uberlndia/MG

    Distribuio: Entrega gratuita e dirigida | Udia/MG

    EXPEDIENTE

    10

    16 20

    4122

    Fontes

    Sade Mental

    Sade Ampliada

    Artigo

    Capa

    Consultrio

    05 Notcias, descobertas e contribuies da Internet

    NS, DA FALE MAIS SOBRE ISSO, estamos sempre preocupados em levar s pessoas as informaes capazes de fazer a diferena nas vidas delas. Somos todos sujeitos formados por contedos psquicos que, bem ou mal resolvidos, sempre esto interferindo em nossas vidas, em nossas sades e em nossos relacionamentos. Aprender sobre a nossa condio humana - condio biolgica, psquica, social e espiritual contribui para o desenvolvimento de pensamentos, sentimentos e comportamentos favorveis ao equilbrio existencial.

    Por isso, esperamos que os artigos, os depoimentos, as imagens e as questes levantadas por esta revista sejam bastante teis ao seu desenvolvimento como um ser humano plenamente capaz de significar e, se preciso, ressignificar a vida e todas as questes presentes nela. Caso sinta necessidade, no hesite em aprofundar o processo: procure um(a) Psiclogo(a) e descubra como esse(a) profissional pode fazer toda a diferena em sua vida. Boa leitura!

    32 Reflexo: o que pensa voc?38 Traio virtual existe, ou coisa da sua cabea

    22 Uma introduo Psicoterapia

    18 Cincia vira arte pelo olhar de Maria Ins Machado20 Livro busca amenizar ansiedade de quem tenta ter filhos28 Ciranda40 Ilustrao

    10 Os prejuzos da superproteo para a auto confiana da criana12 Quando consultar um psiclogo30 Sem voc no h Universo34 Afinal, o que so drogas?36 Veja o que diz quem fez psicoterapia

    14 Famlia ampliada e o papel da psicologia16 Tolerncia frustrao: ensinamento precisoso s crians

  • falemaissobreisso.com.br edio 19 2015

    Notcias, descobertas e contribuies da Internet

    Exerccio fsico: quanto mais diverso, mais fcil manter o hbito

    ATIVIDADES AJUDAM IDOSOS A MANTER A SADE MENTAL

    Fontes05

    ENFATIZAR OS BENEFCIOS EMOCIONAIS DO EXERCCIO mais efetivo para aumentar os nveis de atividade fsica do que elencar o quanto essas atividades fazem bem para a sade.

    Um estudo, feito pela equipe de Reema Sirryeh, pesquisadora da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e publicado no British Journal of Health Psychology, mostrou que as pessoas que acreditam que a atividade fsica seja algo divertido se propem mais facilmente a praticar algum esporte ou exerccio. O estudo de Sirryeh focou especialmente jovens e adolescentes. Os participantes recebiam mensagens de texto via celular (SMS) todo dia, em um mesmo horrio, durante duas semanas. As mensagens podiam indicar um benefcio emocional como dizer que os esportes fazem as pessoas se sentirem mais alegres ou um benefcio fsico indicar que fazia bem ao corao. Um terceiro grupo recebia ambas as mensagens. A pesquisa mostrou, aps fazer a anlise dos resultados, que os trs grupos tinham adicionado, em mdia, mais de 30 minutos de atividades fsicas por semana em sua rotina.

    No caso dos jovens que recebiam mensagens sobre benefcios

    emocionais do exerccio fsico, essa mdia foi quase o dobro, chegando a adicionar 120 minutos de atividades fsicas extras no final das duas semanas de acompanhamento. Estatsticas na Inglaterra mostram que os nveis de exerccios entre jovens a partir dos 16 anos, especialmente entre as garotas, esto diminuindo acentuadamente. Esses padres de decrscimo no nvel de atividades esportivas se mantm na idade adulta, diz Reema. Os pesquisadores apontam que mudar esse comportamento na adolescncia pode levar a melhores nveis de atividade fsica ao longo da vida, auxiliando na manuteno de uma boa sade fsica e mental, alm de combater o estresse, a depresso, a ansiedade e contribuir positivamente para o controle da obesidade.

    UMA ROTINA DE EXERCCIOS FSICOS AERBICOs, usados como apoio ao tratamento da depresso em pessoas idosas, contribuiu tambm para melhorar os processos mentais de

    alta complexidade da memria e tambm as chamadas funes executivas cerebrais que incluem planejamento, organizao e habilidade para executar duas aes ao mesmo tempo. Esses processos

    estavam muito acima da mdia, apesar dos pesquisadores esperarem resultados bem menores.Foi impressionante descobrir os benefcios das atividades fsicas em reas especficas ligadas funo cognitiva, espanta-se James Blumenthal, autor principal do estudo publicado no peridico Journal of Aging and Physical Activity e pesquisador da Universidade de Duke, EUA. Outras funes cognitivas como ateno, concentrao e habilidades psicomotoras, no tiveram alteraes. Mas so necessrios mais estudos para entender que processos especficos no crebro foram afetados

    e o que h por trs dessa melhora. O pesquisador acredita que a melhora no funcionamento mental dos participantes da pesquisa se deve ao aumento do fluxo do sangue arterial rico em

    oxignio em regies especficas do crebro.Sabemos que, em geral, os exerccios fsicos melhoram a capacidade do corao de bombear de forma mais eficaz o sangue, assim como aumentam a concentrao

    de oxignio no corpo. E como nos idosos essa capacidade diminui, talvez isso seja a causa do declnio cognitivo, diz Blumenthal, justificando sua hiptese.

    A melhora no funcionamento mental se deve ao aumento do fluxo do sangue arterial - rico em oxignio em regies especficas do crebro

    E se isso tem incio na adolescncia, aumentam as chances de perdurar pela vida toda

    Fonte_British Psychological Society

    Fonte: Catraca Livre

  • falemaissobreisso.com.br edio 19 2015

    lcool mata mais que Aids, tuberculose e violncia,diz OMS

    O LCOOL causa quase 4% das mortes no mundo todo, mais do que a Aids, a tuberculose e a violncia, segundo a OMS (Organizao Mundial da Sade).

    O aumento da renda tem provocado o consumo excessivo em pases populosos da frica e da sia, incluindo ndia e frica do Sul. Alm disso, beber em excesso um problema em muitos pases desenvolvidos, informou a agncia das Naes Unidas.

    No entanto, as polticas de controle do lcool so fracas e ainda no so prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hbito causa na sociedade: acidentes de carro, violncia, doenas, abandono de crianas e ausncia no trabalho, de acordo com o relatrio.

    O uso prejudicial do lcool especialmente fatal em grupos etrios mais jovens e beber o principal fator de risco de morte no mundo entre homens de 15 a 59 anos, afirma o relatrio.

    Na Rssia e na CEI (Comunidade dos Estados Independentes), uma em cada

    cinco mortes ocorre devido ao consumo prejudicial, a taxa mais elevada do planeta.

    A bebedeira, que muitas vezes leva a um comportamentos de risco, agora prevalente no Brasil, Cazaquisto, Mxico, Rssia, frica do Sul e na Ucrnia, e est aumentando entre outras populaes, segundo a OMS.

    Mundialmente, cerca de 11% dos consumidores de lcool bebem bastante em ocasies semanais; os homens superam as mulheres em quatro a cada uma. Eles praticam constantemente um consumo de risco em nveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regies, disse o relatrio.

    Em maio passado, ministros da Sade dos 193 pases-membros da OMS concordaram em tentar conter o consumo excessivo de lcool e de outras formas crescentes do uso excessivo por meio de altos impostos sobre bebidas alcolicas e restries mais rgidas de comercializao.

    O QUE CONCLUEM pesquisadores australianos aps uma reviso de 83 estudos, envolvendo 8.167 pessoas com doenas psicticas (como a esquizofrenia) que usavam maconha e 14.352 que no tinham o mesmo hbito.

    Matthew Large, um dos responsveis pela pesquisa, afirma que entre os jovens usurios de maconha a doena aparece em mdia 3 anos antes do que entre aqueles que no so usurios da droga.

    O Dr. Christoph U. Correll, do Zucker Hillside Hospital (EUA), defende que a maconha causa transtornos psicticos apenas naqueles que j possuam uma pr-disposio doena. Alerta ainda, que em alguns casos de pessoas que possuem pr-disposio a transtornos psicticos, a doena pode nem vir a aparecer sem o uso de nenhum tipo de substncia psicoativa ilcita.

    FONTES

    Fonte: folha.uol.com.br Fonte: www.redepsi.com.br

    Estudo joga por terra o argumento de que a droga no produz grandes consequncias

    a quem a usa

    Estudo joga por terra o argumento de que a droga no produz grandes consequncias a quem a usa

    06

    MACONHA PODE ACELERAR MANIFESTAO

    DA ESQUIZOFRENIA

  • falemaissobreisso.com.br edio 19 2015

    O que acontece quando voc fica elogiando a intelincia de uma criana

    Estudo sugere a possibilidade de, s vezes, os elogios feitos de maneira inadequada produzirem consequncias inesperadas na vida adulta das crianas

    Fonte: www.updateordie.com

    FONTES08

    GABRIEL um menino esperto. Cres-ceu ouvindo isso. Andou, leu e escre-veu cedo. Vai bem nos esportes.

    popular na escola e as provas con-firmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

    Esse menino inteligente demais, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. Tudo fcil pra esse malandrinho.

    Porm, ao contrrio do que po-deramos esperar, essa conscin-cia da prpria inteligncia no tem ajudado muito o Gabriel nas lies de casa.

    Ah, eu no sou bom para soletrar, vou fazer o prximo exerccio.

    Rapidamente Gabriel est apren-dendo a dividir o mundo em coisas em que ele bom, e coisas em que ele no bom.

    A estratgia (esperta, obviamente)

    a base do comportamento hu-mano: buscar prazer e evitar

    a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas

    em que no um su-cesso e colocar toda a energia naquelas que j domina com facilidade.

    Mas, como infe-lizmente a lio de casa precisa ser fei-

    ta por inteiro, inclu-sive a soletrao, de

    repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz

    um crack.

    Acreditar cegamente na sua in teligncia prova de balas, provo-cou um efeito colateral inesperado: uma desconfiana de suas reais ha-bilidades.

    Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma frau-de, e para proteg-lo dessa concluso precipitada, seu crebro cria uma me-dida evasiva de emergncia: coloca o rtulo dourado no colo, subestima a importncia do esforo e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

    A imagem do Gabriel que faz tudo com facilidade , a do Gabriel inteli-gente (misturada com carinho), preci-sa ser protegida de qualquer maneira.

    Gabriel no est sozinho. So mui-tos os prodgios, vtimas de suas pr-prias habilidades de infncia e dos bem intencionados e sinceros elo-gios dos adultos.

    Nos ltimos 10 anos foram publica-dos diversos estudos sobre os efeitos

    de elogios em crianas.

    Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianas da quinta srie (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psycholo-gy / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meni-nas a fazer um quebra-cabeas, rela-tivamente fcil.

    Quando acabavam, alguns eram elo-giados pela sua inteligncia (voc foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforo (puxa, voc se empenhou pra valer hein!).

    Em uma segunda rodada, mais difcil, os, alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

    A maioria dos que foram elogiados como inteligentes escolheu o desa-fio semelhante.

    A maioria dos que foram elogiados como esforados escolheu o desa-fio diferente.

    Influenciados por apenas UMA frase.

    O Malcom Gladwell tem um ti-mo livro sobre a superestimao do talento, chamado Fora de Srie (outliers). L aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessrio para se ficar bom em alguma coisa e que j ensinei pro meu filho.

    Se voc tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, no diga que ele inteligente. Diga que ele es-forado, aventureiro, descobridor, fu-ador, persistente.

    Celebre o sucesso, mas no esquea de comemorar tambm o fracasso se-guido de nova tentativa.

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    10 SADE MENTAL | ARTIGO

    Os prejuzos da superproteo para a autoconfiana da criana

    MUITO COMUM receber no con-sultrio, pacientes com autoconfiana prejudicada, o que tem consequncias srias para a vida do indivduo. A auto-confiana o sentimento que o indiv-duo tem com relao a sua capacidade de desempenhar tarefas. Uma pessoa segura e confiante aquela que se v como capaz de realizar com sucesso suas funes e desafios cotidianos. Mas porque algumas pessoas so confiantes e outras no?

    A autoconfiana do indivduo de-senvolvida na infncia e isso acontece a partir de experincias que, por si s, geram bons resultados. Ela no depen-de necessariamente do elogio dos pais ou de outras pessoas, mas principal-mente do resultado obtido a partir do prprio comportamento. Ento, se ela tenta pegar um copo no armrio e con-segue alcan-lo, se sentir capaz de alcanar esse tipo de objetivo. Dessa forma, a tendncia que ela continue

    tentando realizar tarefas desafiadoras, uma vez que teve a experincia de tentar e conseguir.

    E o que os pais podem fazer para pro-mover o sentimento de confiana e se-gurana de seu filho?

    O papel dos pais criar as condies necessrias para que seus filhos pos-sam emitir os comportamentos que iro gerar bons resultados. E aqui que entra o problema da superproteo. Os

    Restringir as atividades do filho e fazer tudo por ele significa reduzir o seu nmero de oportunidades para desenvolver habilidades

    falemaissobreisso.com.br edio 18 2015

    TEXTO Carolina Faria ArantesPsicloga CRP 34041/04 | Mestre em Processos Cognitivos UFU | Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental UFU | Psicoterapeuta, professora e supervisora no Instituto Integrare Uberlndia/MG | www.psicologauberlandia.com | carolina@integraretcc.com.br

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    SADE MENTAL | ARTIGO

    pais superprotetores tm boa inteno. Como o prprio nome diz, seu intuito proteger o filho de algum mal, seja de um risco que ameace sua integridade fsica (como cair, bater a cabea, que-brar um membro) ou de qualquer coi-sa que possa lhe fazer sofrer (como a frustrao, a tristeza, o medo). Para isso, eles impedem a criana de se envolver em uma srie de situaes que pode-riam ser gratificantes para ela, uma vez que se tratam de oportunidades de emitir um comportamento e ter uma conquista como resultado.

    Restringir as atividades do filho e fa-zer tudo por ele significa reduzir o seu nmero de oportunidades para desen-volver habilidades. Isso ter como con-sequncia sentimentos de insegurana e medo diante de desafios, caracterizan-do a falta de autoconfiana. Alm disso, quando os pais superprotegem o filho, ocorre um apego exagerado entre eles e a su...